Ano 16 • Número 4 • 06 de março de 2013 • www.cni.org.br


Nesta Edição:

        Comissão Mista da MPV dos Portos conclui debate com Trabalhadores Portuários




   Comissão Mista da MPV dos Portos conclui debate com                                                  painel
   Trabalhadores Portuários                                                                             ■ Comissão Mista aprova
                                                                                                        requerimento       para
                                                                                                        realização de Audiência
   A Comissão Mista da MPV 595/2012 (novo marco regulatório de portos e operações                       Pública sobre a MPV
   portuárias) realizou, hoje, sua segunda audiência pública, o que completa a fase de                  601/2012.
   debate com as entidades representativas dos trabalhadores portuários. Nesta
   oportunidade foram ouvidos os seguintes convidados:                                                  Foi aprovado, nesta quarta-
   • Federação Interestadual dos Trabalhadores em Agenciamento Marítimo,                                feira, na Comissão Mista,
       Aquaviário e Operadores Portuários (FETAPORT);                                                   requerimento, apresentado
   • Intersindical da Orla Portuária do Estado do Espírito Santo; e                                     pelo      relator,    Senador
   • Sindicato dos Portuários do Rio de Janeiro (STSPPERJ).                                             Armando Monteiro (PTB/PE),
                                                                                                        para realização de audiências
                                                                                                        públicas para discutir a MPV
   Francisco José Nogueira, da FETAPORT, e José Adilson Pereira, da                                     601/2012 que trata da
   Intersindical/ES, reconheceram o mérito do aperfeiçoamento no marco regulatório                      prorrogação do REINTEGRA,
   que a Medida Provisória promove, em particular para viabilizar os investimentos que                  da desoneração da folha de
   os portos brasileiros tanto precisam para responder à crescente demanda por                          pagamentos da construção
   serviços portuários. Porém, apresentaram também alguns pontos em que acreditam                       civil e do varejo e da isenção
   o texto precisa ser aperfeiçoado "sob pena de se desorganizar o que o país já tem de                 de IR em fundos de
   organizado". Um dos pontos que ambos levantaram foi o papel do Conselho da                           investimentos em direitos
   Autoridade Portuária (CAP), que segundo eles deve ser mantido como órgão                             creditórios, sob a perspectiva
   deliberativo. Tal característica seria necessária para que a operação do Porto                       do Plano Brasil Maior.
   Organizado atendesse às especificidades regionais de sua localização.
                                                                                                        As audiências ocorrerão nos
   A indústria entende que a MPV 595 acerta ao alterar o papel do Conselho de Autoridade Portuária
                                                                                                        dias 20 e 26 de março. A CNI
   (CAP) de deliberativo para consultivo, regulamentado por Decreto. Essa característica consultiva é   está entre os convidados do
   fundamental para que se concretize a licitação das administrações portuárias públicas à iniciativa   primeiro dia de debates,
   privada prevista na medida. Quando uma empresa assina um contrato de concessão ela se                juntamente        com       os
   compromete com as despesas de investimento acordadas. Não haverá segurança jurídica ou um            representantes do Ministério
   ambiente favorável ao investimento se outra parte puder interferir na gestão portuária sem           do Desenvolvimento, Indústria
   compartilhar dos riscos associados. Não obstante, a existência do CAP consultivo é indispensável a   e Comércio, do Ministério da
   uma gestão eficiente e orientada ao interesse público.                                               Fazenda e da FIESP. Foram
                                                                                                        convidados para a segunda
   Francisco Nogueira defendeu o estabelecimento de regras de transição que                             audiência o economista
   permitam compatibilizar o sistema previsto para os portos organizados com o previsto                 Edmar      Bacha      e     os
   para os terminais privados (TUP) e, assim, a concorrência entre eles. Quanto à forma                 representantes do Instituto de
   de contratação dos trabalhadores, ele acredita que deva ser assegurado o trabalho                    Estudos         para         o
   dos portuários avulsos e dos celetistas tantos nos portos organizados quanto nos                     Desenvolvimento Industrial,
   privativos, mas, advogou pelo retorno do artigo 45 da Lei dos Portos de 1983 que                     da Associação Brasileira da
                                                                                                        Indústria Química (ABIQUIM),
   proibia a contratação temporária que, a seu ver, fragiliza todo o sistema organizado.
                                                                                                        da Associação Brasileira de
                                                                                                        Celulose        e        Papel
   José Adilson Pereira foi da mesma opinião, por estar convencido de que, havendo                      (BRACELPA) e do Instituto
   Órgãos Gestores de Mão de Obra (OGMO) dimensionados de acordo com a                                  Ação Brasil (IABr).


                                             airtsúdnI ad lanoicaN oãçaredefnoC
demanda para movimentação de carga de todo o complexo portuário (Porto
Organizado e TUPs), será natural que ambos busquem no OGMO os profissionais
especializados de que necessitem. Segundo ele, no Espírito Santo já acontece             painel
assim, onde o OGMO não é do Porto Organizado mas do complexo portuário do                ■ Projeto que propõe alterar
Estado. Porém, um ponto onde ele mostrou grande divergência foi quanto à                 as regras de composição do
possibilidade dos TUP movimentarem, indistintamente, cargas própria e de terceiros,      OGMO é rejeitado na CI
pois, segundo ele, isso desequilibrará as relações econômicas que devem estar
baseadas na busca pela equalização no uso da mão de obra e, também, na                   A Comissão de Serviços de
distribuição de carga.                                                                   Infraestrutura (CI) do Senado
                                                                                         Federal aprovou, hoje, o
A CNI acredita que o fim da distinção entre carga própria e de terceiros para os TUP     parecer do relator, senador
situados fora da área do porto organizado permite que se estabeleça uma saudável         Flexa Ribeiro (PSDB/PA), pela
                                                                                         rejeição do PLS 214/2008. O
competição entre terminais privados e o serviço público concedido ou arrendado (que
                                                                                         projeto, de autoria do senador
favorece a queda do preço pela utilização da instalação portuária e induz a              Paulo Paim (PT/RS), dispõe
modernização dos portos públicos).                                                       sobre a participação dos
                                                                                         sindicatos de trabalhadores na
Sergio Giannetto, do STSPPERJ, chamou a atenção ao fato de que a discussão               Comissão Paritária no âmbito
não é só a respeito dos trabalhadores portuários com vínculo e capatazias (avulsos),     do órgão de gestão de mão de
mas também dos empregados das Companhias Docas. Como os demais, defendeu a               obra do trabalho portuário
manutenção da guarda portuária, ausente da MP, por não se tratar apenas de uma           (OGMO).
função de vigilância mas de protetores do patrimônio publico e da região de fronteira.
Segundo ele, é uma questão de segurança nacional, ligada à ideia de porto                O relator entendeu que a
estratégico, então é tarefa de Estado. O outro ponto defendido nas três                  definição da paridade já está
                                                                                         configurada, e quaisquer
apresentações foi o acesso ao quadro do OGMO conduzido de forma pública e
                                                                                         distorções       nessa     prática
democrática, e com controle de assiduidade.                                              devem ser resolvidas entre as
                                                                                         partes por via de arbitragem ou
Na reunião, foram também aprovados os requerimentos apresentados pelos                   judicial. A intervenção por via
membros da comissão para a inclusão de novos convidados nas próximas duas                legislativa irá agravar os
etapas de audiências públicas. Serão ouvidos como representantes do setor                conflitos e eliminar o processo
empresarial e usuários, além dos já previstos para os dias 12 e 13 de março:             natural       de      negociação,
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP); Associação de Comércio          causando insegurança jurídica
Exterior do Brasil (AEB); e Associação Brasileira de Portos Secos (ABEPRA). Já aos       e entraves ao bom andamento
Órgãos de Governo, que serão ouvidos no dia 20 de março, somam-se agora:                 do        trabalho      portuário.
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA); Instituto Brasileiro do      Aprovado o relatório, foi
                                                                                         solicitada a prejudicialidade do
Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA); Agência Nacional de
                                                                                         projeto em razão da recente
Vigilância Sanitária (ANVISA); e a Receita Federal do Brasil.                            edição da MPV 595/2012, que
                                                                                         estabeleceu o novo marco
A senadora Kátia Abreu (PSD/TO) justificou seu convite à Receita Federal pelo fato       regulatório dos portos e
de que há notícias de OGMOs de diferentes portos brasileiros que acumulam dívidas        operações         portuárias     e
previdenciárias de vários milhões de Reais, e gostaria de esclarecer qual a exata        contempla o tema.
dimensão dessas dívidas e como isso poderia comprometer a futura aposentadoria
dos trabalhadores portuários registrados em OGMOS pelo pais afora.                       A CNI tem posicionamento
                                                                                         convergente ao do relator,
A terceira audiência pública está marcada para o dia 12/03, às 14:30hs. A                inclusive no que diz respeito à
programação preliminar dessa audiência que abrirá os debates com os                      prejudicialidade. O projeto
                                                                                         segue agora para a Comissão
representantes das empresas portuárias e dos usuários, e com especialistas do
                                                                                         de Assuntos Sociais (CAS), em
setor, deverá ser alterada para acomodar os convidados adicionais mencionados            decisão terminativa.
acima.




NOVIDADES LEGISLATIVAS
3102 ed oçram ed 60 ed 4 ºn – 61 onA                                                                               2
PRESIDENTES E VICE-PRESIDENTES DAS COMISSÕES NA
                                CÂMARA DOS DEPUTADOS 2013


         COMISSÃO                      SIGLA         PRESIDÊNCIA               VICE-PRESIDÊNCIA

  Comissão da Amazônia,            CAPADR      Jerônimo Goergen (PP/RS)      Carlos Magno (PP/RO)
 Integração Nacional e de
Desenvolvimento Regional
 Comissão de Agricultura,          CAINDR          Giacobo (PR/PA)          Moreira Mendes (PSD/RO)
Pecuária, Abastecimento e
  Desenvolvimento Rural
   Comissão de Ciência e               CCTCI   Paulo Abi-Akel (PSDB/MG)     Nelson Marchezan Junior
Tecnologia, Comunicação e                                                          (PSDB/RS)
         Informática
Comissão de Constituição e             CCJC       Décio Lima (PT/SC)            Mauro Benevides
   Justiça e de Cidadania                                                         (PMDB/CE)

   Comissão de Cultura                 CCULT   Jandira Feghali (PCdoB-RJ)   Nilmário Miranda (PT-MG)


  Comissão de Defesa do                CDC        José Carlos Araújo         Felipe Boernier (PSD/RJ)
      Consumidor                                      (PSD/BA)

     Comissão de                       CDEIC   Angelo Agnolin (PDT/TO)       Marcelo Matos (PDT/RJ)
   Desenvolvimento
 Econômico, Indústria e
       Comércio
     Comissão de                       CDU      Sérgio Moraes (PTB/RS)       Walney Rocha (PTB/RJ)
Desenvolvimento Urbano

   Comissão de Direitos                CDHM            A definir                    A definir
   Humanos e Minorias

  Comissão de Educação                  CE     Gabriel Chalita (PMDB/SP)       Artur Bruno (PT/CE)


  Comissão de Finanças e                CFT         João Magalhães            Assis Carvalho (PT/PI)
       Tributação                                     (PMDB/MG)

 Comissão de Fiscalização              CFFC     Edinho Bez (PMDB/SC)            Alexandre Santos
  Financeira e Controle                                                            (PMDB/RJ)

  Comissão de Legislação                CLP     Lincoln Portela (PR/MG)             A definir
      Participativa



NOVIDADES LEGISLATIVAS
3102 ed oçram ed 60 ed 4 ºn – 61 onA                                                                    3
Comissão de Meio Ambiente                CMADS                Penna (PV/SP)                   Sarney Filho (PV/MA)
          e Desenvolvimento
             Sustentável
         Comissão de Minas e                     CME         Eduardo da Fonte (PP/PE)                 Luiz Argolo (PP/PA)
               Energia

          Comissão de Relações                 CREDN          Nelson Pelegrino (PT/BA)                      A definir
         Exteriores e de Defesa
                 Nacional
         Comissão de Segurança                 CSPCCO          Otávio Leite (PSDB/RJ)             João Campos (PSDB/GO)
       Pública e Combate ao Crime
               Organizado
        Comissão de Seguridade                   CSSF            Dr. Rosinha (PT/PR)                   Geraldo Resende
             Social e Família                                                                            (PMDB/MS)

        Comissão de Trabalho, de                CTASP        Roberto Santiago (PSD/SP)             Laércio Oliveira (PR/SE)
         Administração e Serviço
                Público
         Comissão de Turismo e                   CTD              Romário (PSB/RJ)                Valadares Filho (PSB/SE)
               Desporto

           Comissão de Viação e                  CVT           Rodrigo Maia (DEM/RJ)                Fabio Souto (DEM/BA)
              Transportes




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       NOVIDADES LEGISLATIVAS
       3102 ed oçram ed 60 ed 4 ºn – 61 onA                                                                                         4

Novidades Legislativas Nº04 | 06/03/2013

  • 1.
    Ano 16 •Número 4 • 06 de março de 2013 • www.cni.org.br Nesta Edição: Comissão Mista da MPV dos Portos conclui debate com Trabalhadores Portuários Comissão Mista da MPV dos Portos conclui debate com painel Trabalhadores Portuários ■ Comissão Mista aprova requerimento para realização de Audiência A Comissão Mista da MPV 595/2012 (novo marco regulatório de portos e operações Pública sobre a MPV portuárias) realizou, hoje, sua segunda audiência pública, o que completa a fase de 601/2012. debate com as entidades representativas dos trabalhadores portuários. Nesta oportunidade foram ouvidos os seguintes convidados: Foi aprovado, nesta quarta- • Federação Interestadual dos Trabalhadores em Agenciamento Marítimo, feira, na Comissão Mista, Aquaviário e Operadores Portuários (FETAPORT); requerimento, apresentado • Intersindical da Orla Portuária do Estado do Espírito Santo; e pelo relator, Senador • Sindicato dos Portuários do Rio de Janeiro (STSPPERJ). Armando Monteiro (PTB/PE), para realização de audiências públicas para discutir a MPV Francisco José Nogueira, da FETAPORT, e José Adilson Pereira, da 601/2012 que trata da Intersindical/ES, reconheceram o mérito do aperfeiçoamento no marco regulatório prorrogação do REINTEGRA, que a Medida Provisória promove, em particular para viabilizar os investimentos que da desoneração da folha de os portos brasileiros tanto precisam para responder à crescente demanda por pagamentos da construção serviços portuários. Porém, apresentaram também alguns pontos em que acreditam civil e do varejo e da isenção o texto precisa ser aperfeiçoado "sob pena de se desorganizar o que o país já tem de de IR em fundos de organizado". Um dos pontos que ambos levantaram foi o papel do Conselho da investimentos em direitos Autoridade Portuária (CAP), que segundo eles deve ser mantido como órgão creditórios, sob a perspectiva deliberativo. Tal característica seria necessária para que a operação do Porto do Plano Brasil Maior. Organizado atendesse às especificidades regionais de sua localização. As audiências ocorrerão nos A indústria entende que a MPV 595 acerta ao alterar o papel do Conselho de Autoridade Portuária dias 20 e 26 de março. A CNI (CAP) de deliberativo para consultivo, regulamentado por Decreto. Essa característica consultiva é está entre os convidados do fundamental para que se concretize a licitação das administrações portuárias públicas à iniciativa primeiro dia de debates, privada prevista na medida. Quando uma empresa assina um contrato de concessão ela se juntamente com os compromete com as despesas de investimento acordadas. Não haverá segurança jurídica ou um representantes do Ministério ambiente favorável ao investimento se outra parte puder interferir na gestão portuária sem do Desenvolvimento, Indústria compartilhar dos riscos associados. Não obstante, a existência do CAP consultivo é indispensável a e Comércio, do Ministério da uma gestão eficiente e orientada ao interesse público. Fazenda e da FIESP. Foram convidados para a segunda Francisco Nogueira defendeu o estabelecimento de regras de transição que audiência o economista permitam compatibilizar o sistema previsto para os portos organizados com o previsto Edmar Bacha e os para os terminais privados (TUP) e, assim, a concorrência entre eles. Quanto à forma representantes do Instituto de de contratação dos trabalhadores, ele acredita que deva ser assegurado o trabalho Estudos para o dos portuários avulsos e dos celetistas tantos nos portos organizados quanto nos Desenvolvimento Industrial, privativos, mas, advogou pelo retorno do artigo 45 da Lei dos Portos de 1983 que da Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM), proibia a contratação temporária que, a seu ver, fragiliza todo o sistema organizado. da Associação Brasileira de Celulose e Papel José Adilson Pereira foi da mesma opinião, por estar convencido de que, havendo (BRACELPA) e do Instituto Órgãos Gestores de Mão de Obra (OGMO) dimensionados de acordo com a Ação Brasil (IABr). airtsúdnI ad lanoicaN oãçaredefnoC
  • 2.
    demanda para movimentaçãode carga de todo o complexo portuário (Porto Organizado e TUPs), será natural que ambos busquem no OGMO os profissionais especializados de que necessitem. Segundo ele, no Espírito Santo já acontece painel assim, onde o OGMO não é do Porto Organizado mas do complexo portuário do ■ Projeto que propõe alterar Estado. Porém, um ponto onde ele mostrou grande divergência foi quanto à as regras de composição do possibilidade dos TUP movimentarem, indistintamente, cargas própria e de terceiros, OGMO é rejeitado na CI pois, segundo ele, isso desequilibrará as relações econômicas que devem estar baseadas na busca pela equalização no uso da mão de obra e, também, na A Comissão de Serviços de distribuição de carga. Infraestrutura (CI) do Senado Federal aprovou, hoje, o A CNI acredita que o fim da distinção entre carga própria e de terceiros para os TUP parecer do relator, senador situados fora da área do porto organizado permite que se estabeleça uma saudável Flexa Ribeiro (PSDB/PA), pela rejeição do PLS 214/2008. O competição entre terminais privados e o serviço público concedido ou arrendado (que projeto, de autoria do senador favorece a queda do preço pela utilização da instalação portuária e induz a Paulo Paim (PT/RS), dispõe modernização dos portos públicos). sobre a participação dos sindicatos de trabalhadores na Sergio Giannetto, do STSPPERJ, chamou a atenção ao fato de que a discussão Comissão Paritária no âmbito não é só a respeito dos trabalhadores portuários com vínculo e capatazias (avulsos), do órgão de gestão de mão de mas também dos empregados das Companhias Docas. Como os demais, defendeu a obra do trabalho portuário manutenção da guarda portuária, ausente da MP, por não se tratar apenas de uma (OGMO). função de vigilância mas de protetores do patrimônio publico e da região de fronteira. Segundo ele, é uma questão de segurança nacional, ligada à ideia de porto O relator entendeu que a estratégico, então é tarefa de Estado. O outro ponto defendido nas três definição da paridade já está configurada, e quaisquer apresentações foi o acesso ao quadro do OGMO conduzido de forma pública e distorções nessa prática democrática, e com controle de assiduidade. devem ser resolvidas entre as partes por via de arbitragem ou Na reunião, foram também aprovados os requerimentos apresentados pelos judicial. A intervenção por via membros da comissão para a inclusão de novos convidados nas próximas duas legislativa irá agravar os etapas de audiências públicas. Serão ouvidos como representantes do setor conflitos e eliminar o processo empresarial e usuários, além dos já previstos para os dias 12 e 13 de março: natural de negociação, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP); Associação de Comércio causando insegurança jurídica Exterior do Brasil (AEB); e Associação Brasileira de Portos Secos (ABEPRA). Já aos e entraves ao bom andamento Órgãos de Governo, que serão ouvidos no dia 20 de março, somam-se agora: do trabalho portuário. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA); Instituto Brasileiro do Aprovado o relatório, foi solicitada a prejudicialidade do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA); Agência Nacional de projeto em razão da recente Vigilância Sanitária (ANVISA); e a Receita Federal do Brasil. edição da MPV 595/2012, que estabeleceu o novo marco A senadora Kátia Abreu (PSD/TO) justificou seu convite à Receita Federal pelo fato regulatório dos portos e de que há notícias de OGMOs de diferentes portos brasileiros que acumulam dívidas operações portuárias e previdenciárias de vários milhões de Reais, e gostaria de esclarecer qual a exata contempla o tema. dimensão dessas dívidas e como isso poderia comprometer a futura aposentadoria dos trabalhadores portuários registrados em OGMOS pelo pais afora. A CNI tem posicionamento convergente ao do relator, A terceira audiência pública está marcada para o dia 12/03, às 14:30hs. A inclusive no que diz respeito à programação preliminar dessa audiência que abrirá os debates com os prejudicialidade. O projeto segue agora para a Comissão representantes das empresas portuárias e dos usuários, e com especialistas do de Assuntos Sociais (CAS), em setor, deverá ser alterada para acomodar os convidados adicionais mencionados decisão terminativa. acima. NOVIDADES LEGISLATIVAS 3102 ed oçram ed 60 ed 4 ºn – 61 onA 2
  • 3.
    PRESIDENTES E VICE-PRESIDENTESDAS COMISSÕES NA CÂMARA DOS DEPUTADOS 2013 COMISSÃO SIGLA PRESIDÊNCIA VICE-PRESIDÊNCIA Comissão da Amazônia, CAPADR Jerônimo Goergen (PP/RS) Carlos Magno (PP/RO) Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional Comissão de Agricultura, CAINDR Giacobo (PR/PA) Moreira Mendes (PSD/RO) Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural Comissão de Ciência e CCTCI Paulo Abi-Akel (PSDB/MG) Nelson Marchezan Junior Tecnologia, Comunicação e (PSDB/RS) Informática Comissão de Constituição e CCJC Décio Lima (PT/SC) Mauro Benevides Justiça e de Cidadania (PMDB/CE) Comissão de Cultura CCULT Jandira Feghali (PCdoB-RJ) Nilmário Miranda (PT-MG) Comissão de Defesa do CDC José Carlos Araújo Felipe Boernier (PSD/RJ) Consumidor (PSD/BA) Comissão de CDEIC Angelo Agnolin (PDT/TO) Marcelo Matos (PDT/RJ) Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio Comissão de CDU Sérgio Moraes (PTB/RS) Walney Rocha (PTB/RJ) Desenvolvimento Urbano Comissão de Direitos CDHM A definir A definir Humanos e Minorias Comissão de Educação CE Gabriel Chalita (PMDB/SP) Artur Bruno (PT/CE) Comissão de Finanças e CFT João Magalhães Assis Carvalho (PT/PI) Tributação (PMDB/MG) Comissão de Fiscalização CFFC Edinho Bez (PMDB/SC) Alexandre Santos Financeira e Controle (PMDB/RJ) Comissão de Legislação CLP Lincoln Portela (PR/MG) A definir Participativa NOVIDADES LEGISLATIVAS 3102 ed oçram ed 60 ed 4 ºn – 61 onA 3
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    Comissão de MeioAmbiente CMADS Penna (PV/SP) Sarney Filho (PV/MA) e Desenvolvimento Sustentável Comissão de Minas e CME Eduardo da Fonte (PP/PE) Luiz Argolo (PP/PA) Energia Comissão de Relações CREDN Nelson Pelegrino (PT/BA) A definir Exteriores e de Defesa Nacional Comissão de Segurança CSPCCO Otávio Leite (PSDB/RJ) João Campos (PSDB/GO) Pública e Combate ao Crime Organizado Comissão de Seguridade CSSF Dr. Rosinha (PT/PR) Geraldo Resende Social e Família (PMDB/MS) Comissão de Trabalho, de CTASP Roberto Santiago (PSD/SP) Laércio Oliveira (PR/SE) Administração e Serviço Público Comissão de Turismo e CTD Romário (PSB/RJ) Valadares Filho (PSB/SE) Desporto Comissão de Viação e CVT Rodrigo Maia (DEM/RJ) Fabio Souto (DEM/BA) Transportes LAOC/INC - sovitalsigeL sotnussA ed edadinU - airtsúdnI ad lanoicaN oãçaredefnoC ad lanameS oãçacilbuP | SAVITALSIGEL SEDADIVON saipóc ed oãçnetbo e sacincét seõçamrofnI | renkceolK oisyolA ordeP :acincéT oãçanedrooC | sezeneM aihaB nosdalV :ovitucexE etnereG | etneilC oa otnemidnetA ed oçivreS :sarutanissA | rb.gro.inc@oisyolap 0339.7133 )16( :xaF 2339.7133 )16( :sodanoicnem sotnemucod sod -04007 PEC nesnomiS otreboR oicífidE C ocolB 1 ardauQ etroN oirácnaB roteS | rb.gro.inc@cas 4999.7133 )16( :xaF 3999/9899.7133 )16( .etnof a adatic euq edsed oãçudorper a adazirotuA | rb.gro.inc.www 4999.7133 )16( :xaF 1009.7133 )16( FD ,ailísarB 309 NOVIDADES LEGISLATIVAS 3102 ed oçram ed 60 ed 4 ºn – 61 onA 4