Brasília, quarta-feira,
12 de fevereiro de 2014

JORNAL DE BRASÍLIA

Cidades.

3

CEDOC/PAULA CARVALHO

SEGURANÇA PÚBLICA

PCDF
também
quer
melhorias
Categoria diz que vai lutar para
receber benefícios concedidos à
PM e fala até em paralisação
Especial para o Jornal de Brasília

vindicações feitas. Mas vamos exigir que qualquer melhoria concedida à PM seja estendida à Civil.”

A crise na área da segurança pública do Distrito Federal pode ga- PROMESSAS
nhar novos capítulos nos próximos
O presidente do sindicato afirma
dias. Embora as negociações entre o que desde o término da greve, em
governo e a Polícia Militar pareçam 2012, a classe vem conversando
caminhar para um final até a próxi- com o governo, que ainda não atenma sexta-feira, quando o
deu o principal pedido da
governador Agnelo
entidade. “Uma lei de
Queiroz deve anun1996 diz que o ingresciar melhorias para a
so para qualquer carcorporação, a Polícia
go na Polícia Civil só
Civil se prepara para
é possível para proreais é o salário
exigir as mesmas
fissionais com termáximo de um
compensações conceiro grau. Só que a
policial civil
cedidas à PM. De acorcarreira é nivelada pelo
do com o Sindicato dos
Ensino Médio, ou seja,
Policiais Civis do DF (Sinpol),
praticamente toda a Polícia Ciaté mesmo uma paralisação da vil tem graduação superior mas não
classe não está descartada.
é tratada como tal. O governo não se
O assunto vem à tona e ganhou movimentou o suficiente para que
força depois de um áudio do co- o projeto tramitasse em esfera fedemandante-geral da PM, Anderson ral”, disse Freitas.
Carlos de Castro Moura, ter vazado
Além disso, o governo teria feito
na internet. No áudio, ele demons- outras promessas aos policiais civis
tra preocupação com a imagem da que vão desde o aumento salarial
PM perante a opinião pública, cita até o nivelamento da proporcionacomo exemplo a última greve dos lidade de salários pagos a um delepoliciais civis e afirma que a cate- gado e agentes civis. “Houve um
goria encerrou o movimento “com distanciamento em torno de 60% a
o rabo entre as pernas”.
65% entre os salários, o que é alto”,
Para o presidente do Sinpol, Ciro complementou Ciro. Ao término da
José de Freitas, a classe não é contra greve em 2012, o governo concedeu
as reivindicações da PM. “Não con- aumento salarial de 15% aos politestamos o que a corporação tratou ciais civis reajustados em três parcom o governo, bem como as rei- celas de 5% ano a ano.

RAFAELA FELICCIANO

Renan Bortoletto

Diretor da PCDF, Jorge
Luiz dise que não
sabia do áudio da PM

Vamos apenas
exigir que
qualquer
melhoria
concedida à
Polícia Militar
seja estendida à
Polícia Civil.

11
MIL

Ciro de Freitas,
do Sinpol

IMPASSE
» Moradores do DF acompanham
o impasse da área de segurança
pública desde o ano passado.
Sucessivamente, várias
operações foram deflagradas
por parte dos PMs. Os índices
de criminalidade dispararam.
» O coronel Mauro Brambilla,
presidente da Associação dos
Oficiais Reformados da Polícia
Militar (Asor), confirmou que

na noite da última
segunda-feira uma reunião no
quartel do Comando-Geral do
Corpo de Bombeiros expôs aos
companheiros de classe o que
foi reivindicado ao governo do
Distrito Federal. “A reunião
durou aproximadamente três
horas e reuniu os comandantes
da PM e do Corpo de
Bombeiros, além de 12
associações”, disse.

Sindicato cobra
retratação de
comandante
O Sindicato dos Policiais Civis do
DF (Sinpol) também se manifestou
contra a afirmação do comandante-geral da PM gravada em áudio.
“Nós temos um bom relacionamento com a Polícia Militar. A declaração se tornou pública e cobramos um posicionamento, uma retratação”. Uma nota de repúdio foi
veiculada no site do sindicato.

O diretor da Polícia Civil do
Distrito Federal, Jorge Luiz
Xavier, disse ontem à noite
que ainda não teve acesso ao
áudio. “Não estou sabendo do áudio. Sei que existem negociações
em andamento, mas não recebi nada formal”, disse. Ele não quis dar
mais detalhes sobre o assunto e
disse que vai aguardar um posicionamento do sindicato.
SEM RESPOSTA
A reportagem tentou contato com
o comandante-geral da PM, Anderson Moura, que não atendeu
nem retornou as ligações. A assessoria de imprensa da PM também
não se pronunciou sobre o assunto.

PCDF TAMBÉM QUER MELHORIAS

  • 1.
    Brasília, quarta-feira, 12 defevereiro de 2014 JORNAL DE BRASÍLIA Cidades. 3 CEDOC/PAULA CARVALHO SEGURANÇA PÚBLICA PCDF também quer melhorias Categoria diz que vai lutar para receber benefícios concedidos à PM e fala até em paralisação Especial para o Jornal de Brasília vindicações feitas. Mas vamos exigir que qualquer melhoria concedida à PM seja estendida à Civil.” A crise na área da segurança pública do Distrito Federal pode ga- PROMESSAS nhar novos capítulos nos próximos O presidente do sindicato afirma dias. Embora as negociações entre o que desde o término da greve, em governo e a Polícia Militar pareçam 2012, a classe vem conversando caminhar para um final até a próxi- com o governo, que ainda não atenma sexta-feira, quando o deu o principal pedido da governador Agnelo entidade. “Uma lei de Queiroz deve anun1996 diz que o ingresciar melhorias para a so para qualquer carcorporação, a Polícia go na Polícia Civil só Civil se prepara para é possível para proreais é o salário exigir as mesmas fissionais com termáximo de um compensações conceiro grau. Só que a policial civil cedidas à PM. De acorcarreira é nivelada pelo do com o Sindicato dos Ensino Médio, ou seja, Policiais Civis do DF (Sinpol), praticamente toda a Polícia Ciaté mesmo uma paralisação da vil tem graduação superior mas não classe não está descartada. é tratada como tal. O governo não se O assunto vem à tona e ganhou movimentou o suficiente para que força depois de um áudio do co- o projeto tramitasse em esfera fedemandante-geral da PM, Anderson ral”, disse Freitas. Carlos de Castro Moura, ter vazado Além disso, o governo teria feito na internet. No áudio, ele demons- outras promessas aos policiais civis tra preocupação com a imagem da que vão desde o aumento salarial PM perante a opinião pública, cita até o nivelamento da proporcionacomo exemplo a última greve dos lidade de salários pagos a um delepoliciais civis e afirma que a cate- gado e agentes civis. “Houve um goria encerrou o movimento “com distanciamento em torno de 60% a o rabo entre as pernas”. 65% entre os salários, o que é alto”, Para o presidente do Sinpol, Ciro complementou Ciro. Ao término da José de Freitas, a classe não é contra greve em 2012, o governo concedeu as reivindicações da PM. “Não con- aumento salarial de 15% aos politestamos o que a corporação tratou ciais civis reajustados em três parcom o governo, bem como as rei- celas de 5% ano a ano. RAFAELA FELICCIANO Renan Bortoletto Diretor da PCDF, Jorge Luiz dise que não sabia do áudio da PM Vamos apenas exigir que qualquer melhoria concedida à Polícia Militar seja estendida à Polícia Civil. 11 MIL Ciro de Freitas, do Sinpol IMPASSE » Moradores do DF acompanham o impasse da área de segurança pública desde o ano passado. Sucessivamente, várias operações foram deflagradas por parte dos PMs. Os índices de criminalidade dispararam. » O coronel Mauro Brambilla, presidente da Associação dos Oficiais Reformados da Polícia Militar (Asor), confirmou que na noite da última segunda-feira uma reunião no quartel do Comando-Geral do Corpo de Bombeiros expôs aos companheiros de classe o que foi reivindicado ao governo do Distrito Federal. “A reunião durou aproximadamente três horas e reuniu os comandantes da PM e do Corpo de Bombeiros, além de 12 associações”, disse. Sindicato cobra retratação de comandante O Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol) também se manifestou contra a afirmação do comandante-geral da PM gravada em áudio. “Nós temos um bom relacionamento com a Polícia Militar. A declaração se tornou pública e cobramos um posicionamento, uma retratação”. Uma nota de repúdio foi veiculada no site do sindicato. O diretor da Polícia Civil do Distrito Federal, Jorge Luiz Xavier, disse ontem à noite que ainda não teve acesso ao áudio. “Não estou sabendo do áudio. Sei que existem negociações em andamento, mas não recebi nada formal”, disse. Ele não quis dar mais detalhes sobre o assunto e disse que vai aguardar um posicionamento do sindicato. SEM RESPOSTA A reportagem tentou contato com o comandante-geral da PM, Anderson Moura, que não atendeu nem retornou as ligações. A assessoria de imprensa da PM também não se pronunciou sobre o assunto.