O Brasil e o neurotrauma: a percepção da problemática pelo Congresso Nacional e no que podemos avançar Aluizio Santos Júnior
Epidemiologia O Traumatismo crânio encefálico é uma das principais causas de mortes e sequelas em todo mundo. Por ano nos EUA há cerca de 1.4 milhões. Destes cerca de 50 mil pacientes morrem e 235 mil são hospitalizados. A grande maioria das vítimas é composta por homens jovens. Fonte: BTF
O Trauma no Brasil Metade das vítimas fatais falecem nas primeiras 2 horas. A ocorrência das lesões secundárias aumenta as taxas de mortes e sequelas. A abordagem pré hospitalar e fundamental na estratégia terapêutica. O início do tratamento deve se dar na cena do trauma Fonte: BTF
O Trauma no Brasil O Trauma, no Brasil, é a principal causa de óbito nas primeiras quatro décadas de vida, além disso, ocupamos o trágico 1º lugar (do mundo) em números de mortos por arma de fogo (SIM/MS, 2004). Faz-se necessário saber que o trauma é um grande problema de saúde pública, acarretando um forte impacto na sociedade brasileira, principalmente em sua morbidade e mortalidade. É imprescindível discutir, analisar e propor soluções de imediato!
 
Fonte: SIM/DATASUS
Homicídios - aumento de 20% entre os anos de 1996 e 2006; entre jovens de 15 a 24 anos a taxa de homicídios cresceu 31,3%, chegando a ceifar 17.312 vidas em 2006.
A prevenção é sempre a melhor abordagem.
Em 2010, foram autorizadas 929.893 internações hospitalares por causas externas nos serviços financiados pelo SUS. Os homens representaram 70,5% das internações por essas causas e as mulheres, 29,5%.  A taxa de internação hospitalar foi 48,5 por 10 mil habitantes, variando de 69,6/10 mil homens a 28,1/10 mil mulheres, sendo o risco de internação entre os homens 2,5 vezes o estimado entre as mulheres.  Fonte: Ministério da Saúde
A faixa etária de 20 a 59 anos foi a de maior proporção das hospitalizações (60,4%), seguindo-se o grupo dos idosos, de 60 anos de idade ou mais (16,2%). O risco de  internação hospitalar por causas externas apresentou aumento proporcional ao aumento da idade, a partir do grupo de 15-19 anos (43,7 internações por 10 mil habitantes) atingindo o pico entre os idosos (77,2 internações por 10 mil habitantes).
Mais sobre estes acidentes: ao considerar o total de acidentes fatais com crianças em 2007 (5.324), o trânsito representa a principal causa.  Foram 2.134 mortes, sendo que 44% corresponderam aos atropelamentos, 28% aos acidentes com a criança na condição de passageira do veículo, 6% na condição de ciclista e os 22% restantes corresponderam a outros tipos de acidentes de trânsito.
“ Impactos Sociais e Econômicos dos Acidentes de Trânsito nas Rodovias Brasileiras.” (IPEA/2006) -  22 bilhões de Reais para os eventos de trânsito nas rodovias federais, estaduais e municipais.
Fonte: PRF/MJ
 
No Brasil: o álcool é responsável por cerca de 60% dos acidentes de trânsito e aparece em 70% dos laudos cadavéricos das mortes violentas.
 
Lei Seca O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:  Art. 1o Esta Lei altera dispositivos da Lei no 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro, com a finalidade de  estabelecer alcoolemia 0 (zero)  e de impor penalidades mais severas para o condutor que dirigir sob a influência do álcool, e da Lei no 9.294, de 15 de julho de 1996, que dispõe sobre as restrições ao uso e à propaganda de produtos fumígeros, bebidas alcoólicas, medicamentos, terapias e defensivos agrícolas, nos termos do § 4o do art. 220 da Constituição Federal, para obrigar os estabelecimentos comerciais em que se vendem ou oferecem bebidas alcoólicas a estampar, no recinto, aviso de que constitui crime dirigir sob a influência de álcool.  Art. 2o  São vedados,  na faixa de domínio de rodovia federal ou em terrenos contíguos à faixa de domínio com acesso direto à rodovia, a venda varejista ou  o oferecimento de bebidas alcoólicas para consumo no local.
“ Art. 165. Dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência:  Infração - gravíssima;  Penalidade - multa (cinco vezes) e suspensão do direito de dirigir por 12 (doze) meses; Medida Administrativa - retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado e recolhimento do documento de habilitação.”
O Código Brasileiro de Trânsito prevê tolerância até 0,6 decigramas (dg) de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões. O nível de álcool consumido pelo motorista atualmente só pode ser detectado com o teste do bafômetro, que não é obrigatório. A proposta do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) prevê outros tipos de qualificação de embriaguez, como testes de alcoolemia e exames clínicos, além de “prova testemunhal, imagens, vídeos ou produção de quaisquer outras provas em direito admitidas”. As punições vão desde a detenção de seis meses a três anos a multa e suspensão da carteira de habilitação. No caso de morte provocada pelo motorista embriagado, o condutor do veículo pode cumprir pena de reclusão de quatro a 12 anos, pagar multa e ter a suspensão ou a proibição de nova carteira de habilitação. Fonte: Agência Brasil
Com a Lei Seca, atendimento hospitalar cai até 27% em SP  "Não há como negar que a redução expressiva de atendimentos é reflexo da nova lei. Se mantivermos a queda de pacientes vitimados, sem dúvida vamos ter três impactos substanciais. O primeiro é a mudança no perfil de cuidados prestados pelas unidades hospitalares. Depois, há o lado financeiro, uma vez que a redução de custos será realidade, pois a verba aplicada em cirurgias complexas e leitos de UTI é altíssima. O terceiro ponto, mais importante, é o fator humano: vai diminuir o sofrimento dos familiares que, angustiados, esperam no saguão notícias do parente acidentado".   Ricardo Tardeli, coordenador da Secretaria de Saúde do estado de São Paulo
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Conclusões O Trauma constitui-se uma epidemia, portanto um dos principais problemas de saúde pública no país. A participação da sociedade junto às autoridades sanitárias nas esferas municipal estadual e federal, é fundamental para reverter este cenário. A busca por políticas públicas que possam enfrentar tal calamidade deve se um compromisso de todo cidadão. Participar da Frente Parlamentar do Trauma é um dos caminhos
Twitter:  @draluizio_news Facebook:  Aluizio Assessoria Site:  www.draluizio.com.br Telefone do Gabinete:  61 3215-5371
http://www.neurotraumabrasil.org/website/ Obrigado!

Neurotrauma

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    O Brasil eo neurotrauma: a percepção da problemática pelo Congresso Nacional e no que podemos avançar Aluizio Santos Júnior
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    Epidemiologia O Traumatismocrânio encefálico é uma das principais causas de mortes e sequelas em todo mundo. Por ano nos EUA há cerca de 1.4 milhões. Destes cerca de 50 mil pacientes morrem e 235 mil são hospitalizados. A grande maioria das vítimas é composta por homens jovens. Fonte: BTF
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    O Trauma noBrasil Metade das vítimas fatais falecem nas primeiras 2 horas. A ocorrência das lesões secundárias aumenta as taxas de mortes e sequelas. A abordagem pré hospitalar e fundamental na estratégia terapêutica. O início do tratamento deve se dar na cena do trauma Fonte: BTF
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    O Trauma noBrasil O Trauma, no Brasil, é a principal causa de óbito nas primeiras quatro décadas de vida, além disso, ocupamos o trágico 1º lugar (do mundo) em números de mortos por arma de fogo (SIM/MS, 2004). Faz-se necessário saber que o trauma é um grande problema de saúde pública, acarretando um forte impacto na sociedade brasileira, principalmente em sua morbidade e mortalidade. É imprescindível discutir, analisar e propor soluções de imediato!
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    Homicídios - aumentode 20% entre os anos de 1996 e 2006; entre jovens de 15 a 24 anos a taxa de homicídios cresceu 31,3%, chegando a ceifar 17.312 vidas em 2006.
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    A prevenção ésempre a melhor abordagem.
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    Em 2010, foramautorizadas 929.893 internações hospitalares por causas externas nos serviços financiados pelo SUS. Os homens representaram 70,5% das internações por essas causas e as mulheres, 29,5%. A taxa de internação hospitalar foi 48,5 por 10 mil habitantes, variando de 69,6/10 mil homens a 28,1/10 mil mulheres, sendo o risco de internação entre os homens 2,5 vezes o estimado entre as mulheres. Fonte: Ministério da Saúde
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    A faixa etáriade 20 a 59 anos foi a de maior proporção das hospitalizações (60,4%), seguindo-se o grupo dos idosos, de 60 anos de idade ou mais (16,2%). O risco de internação hospitalar por causas externas apresentou aumento proporcional ao aumento da idade, a partir do grupo de 15-19 anos (43,7 internações por 10 mil habitantes) atingindo o pico entre os idosos (77,2 internações por 10 mil habitantes).
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    Mais sobre estesacidentes: ao considerar o total de acidentes fatais com crianças em 2007 (5.324), o trânsito representa a principal causa. Foram 2.134 mortes, sendo que 44% corresponderam aos atropelamentos, 28% aos acidentes com a criança na condição de passageira do veículo, 6% na condição de ciclista e os 22% restantes corresponderam a outros tipos de acidentes de trânsito.
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    “ Impactos Sociaise Econômicos dos Acidentes de Trânsito nas Rodovias Brasileiras.” (IPEA/2006) - 22 bilhões de Reais para os eventos de trânsito nas rodovias federais, estaduais e municipais.
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    No Brasil: oálcool é responsável por cerca de 60% dos acidentes de trânsito e aparece em 70% dos laudos cadavéricos das mortes violentas.
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    Lei Seca OPRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1o Esta Lei altera dispositivos da Lei no 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro, com a finalidade de estabelecer alcoolemia 0 (zero) e de impor penalidades mais severas para o condutor que dirigir sob a influência do álcool, e da Lei no 9.294, de 15 de julho de 1996, que dispõe sobre as restrições ao uso e à propaganda de produtos fumígeros, bebidas alcoólicas, medicamentos, terapias e defensivos agrícolas, nos termos do § 4o do art. 220 da Constituição Federal, para obrigar os estabelecimentos comerciais em que se vendem ou oferecem bebidas alcoólicas a estampar, no recinto, aviso de que constitui crime dirigir sob a influência de álcool. Art. 2o São vedados, na faixa de domínio de rodovia federal ou em terrenos contíguos à faixa de domínio com acesso direto à rodovia, a venda varejista ou o oferecimento de bebidas alcoólicas para consumo no local.
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    “ Art. 165.Dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência: Infração - gravíssima; Penalidade - multa (cinco vezes) e suspensão do direito de dirigir por 12 (doze) meses; Medida Administrativa - retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado e recolhimento do documento de habilitação.”
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    O Código Brasileirode Trânsito prevê tolerância até 0,6 decigramas (dg) de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões. O nível de álcool consumido pelo motorista atualmente só pode ser detectado com o teste do bafômetro, que não é obrigatório. A proposta do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) prevê outros tipos de qualificação de embriaguez, como testes de alcoolemia e exames clínicos, além de “prova testemunhal, imagens, vídeos ou produção de quaisquer outras provas em direito admitidas”. As punições vão desde a detenção de seis meses a três anos a multa e suspensão da carteira de habilitação. No caso de morte provocada pelo motorista embriagado, o condutor do veículo pode cumprir pena de reclusão de quatro a 12 anos, pagar multa e ter a suspensão ou a proibição de nova carteira de habilitação. Fonte: Agência Brasil
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    Com a LeiSeca, atendimento hospitalar cai até 27% em SP "Não há como negar que a redução expressiva de atendimentos é reflexo da nova lei. Se mantivermos a queda de pacientes vitimados, sem dúvida vamos ter três impactos substanciais. O primeiro é a mudança no perfil de cuidados prestados pelas unidades hospitalares. Depois, há o lado financeiro, uma vez que a redução de custos será realidade, pois a verba aplicada em cirurgias complexas e leitos de UTI é altíssima. O terceiro ponto, mais importante, é o fator humano: vai diminuir o sofrimento dos familiares que, angustiados, esperam no saguão notícias do parente acidentado". Ricardo Tardeli, coordenador da Secretaria de Saúde do estado de São Paulo
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    Conclusões O Traumaconstitui-se uma epidemia, portanto um dos principais problemas de saúde pública no país. A participação da sociedade junto às autoridades sanitárias nas esferas municipal estadual e federal, é fundamental para reverter este cenário. A busca por políticas públicas que possam enfrentar tal calamidade deve se um compromisso de todo cidadão. Participar da Frente Parlamentar do Trauma é um dos caminhos
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    Twitter: @draluizio_newsFacebook: Aluizio Assessoria Site: www.draluizio.com.br Telefone do Gabinete: 61 3215-5371
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