Analisando e Produzindo o Audiovisual

2.021 visualizações

Publicada em

Publicada em: Educação
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
2.021
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
47
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
24
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Analisando e Produzindo o Audiovisual

  1. 1. ANALISANDO E PRODUZINDO O AUDIOVISUAL: OFICINA DE VÍDEO NA ESCOLA Vânia Lúcia Quintão Carneiro 1
  2. 2. <ul><li>Você imagina a escola ensinando a ler, mas não ensinando a escrever? Ler e escrever são aprendizados entre si complementares. Aprende-se a ler e a interpretar textos enquanto se aprende a escrevê-los. Ensina-se a escrever como meio de expressão pessoal sobre o mundo e para o mundo. Na expressão verbal escrita não se exige de cada um que seja um artista. Apregoa-se ser importante à escola preparar para ler e interpretar mensagens audiovisuais. Reflita: </li></ul><ul><li>Os jovens devem aprender a expressar-se pelo audiovisual com a linguagem audiovisual? </li></ul><ul><li>Por que limitá-los a consumir programas? </li></ul><ul><li>Produzir é atividade restrita a produtores profissionais? </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Para se compreender televisão, precisa-se entender dos equipamentos e de como se produzem mensagens. Não se pode conhecer a tecnologia de televisão apenas mentalmente. É preciso manipular, operar. Se o educador desejar desmitificar a TV, deve começar pelo conhecimento de sua materialidade. A evolução tecnológica simplificou as operações técnicas e reduziu os preços, facilitando a operação de equipamentos e tornando-os mais acessíveis. </li></ul><ul><li>Dominar câmera e videocassete é ser produtor? Do mesmo modo que datilografar um texto não significa escrever um texto, saber apertar botões não basta. É preciso experimentar expressar a idéia, a emoção, uma história, com imagens e sons, vivenciar o processo de produção. A compreensão crítica passa pelo estudo e pela experimentação. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>As escolas devem incentivar que se use vídeo como função expressiva dos alunos, complementando o processo ensino-aprendizagem da linguagem audiovisual e como exercício intelectual e de cidadania necessário em sociedades que fazem uso intensivo dos meios de comunicação, a fim de que sejam utilizados crítica e criativamente. A escola que </li></ul><ul><li>incorporar os meios de comunicação poderá desenvolver educação ativa e criativa também por meio deles. </li></ul><ul><li>As funções do vídeo na escola podem ser informação de conteúdo, motivação, ilustração e meio de expressão. Como meio de expressão, a função do vídeo é pouco explorada em escolas. A aprendizagem de tecnologia e os equipamentos correspondentes não têm sido acessíveis a professores. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>O desafio é utilizar o vídeo como meio de expressão, criar espaço para expressar nossas opiniões, nossas idéias, por meio da linguagem audiovisual. A atividade de analisar pode preparar a de produzir. </li></ul><ul><li>Autores propõem para jovens e crianças produzir vídeo como aprendizado de leitura crítica de televisão. Leitura crítica é a mais conhecida proposta de interpretação de mensagens de TV. O entendimento comum, porém, é ir-se contra a mensagem televisiva, denunciando ou recusando conteúdo, forma e proposta, preliminarmente negando ao telespectador as possibilidades de desenvolver a imaginação e construir uma interpretação própria. Tornero 2 reconceitua dizendo que ler criticamente não significa recusar ou denunciar a mensagem. Pode-se questioná-la, rejeitá-la, aceitá-la em parte ou na íntegra; aproveitá-la para reinterpretar a recreação, fazer o jogo criativo. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>A leitura crítica deve questionar o monolitismo e a univocidade impostos à interpretação. Nessa perspectiva, de acordo com Tornero, ler criticamente implica realizar atividades como: </li></ul><ul><li>Descobrir a finalidade do programa: captar e esclarecer a finalidade do programa de vídeo ou TV; provocar idéias, convencer alguém, incentivar o consumo; reconhecer-lhe a proposta, que ações recomenda, que relação estabelece com o receptor, que tipo de intencionalidade (explícita ou implícita) caracteriza o emissor. </li></ul><ul><li>Reconhecer níveis temáticos e narrativos: como se estrutura a mensagem, descobrir trama, argumento e temas decorrentes, papéis dos personagens, como trama e tema interagem e constituem a estrutura da mensagem. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Perceber o nível formal: captar aspectos determinantes de ponto de vista e modificadores do sentido da trama. </li></ul><ul><li>Descobrir a intertextualidade: conectar temas, situações, espaços e tempos propostos na mensagem a outras situações, acontecimentos e processos que dão nexo à mensagem, porque assim o receptor entende o texto e capta parte importante da mensagem. </li></ul><ul><li>Proposições alternativas: imaginar outros desenvolvimentos ou finais para pontos negativos ou que desagradem. </li></ul><ul><li>Brincar com o sentido do programa: com exercícios de julgar, ironizar, fazer humor; também se distanciar da proposta-base e manipular os elementos do sentido; criar um jogo que provoque o receptor a preferir a atividade à passividade. </li></ul>
  8. 8. 1 Professora doutora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília. Disciplinas: Oficina de Vídeo, Mídia na Educação. Linha de pesquisa: TV/vídeo e mediações pedagógicas 2 TORNERO, J. M. P. El desafío educativo de la televisión: para comprender y usar el medio

×