Gil bernardo sandri de souza

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Gil bernardo sandri de souza

  1. 1. 0 UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS CURSO DE ADMINISTRAÇÃO GIL BERNARDO SANDRI DE SOUZA TRABALHO DE CONCLUSÃO DE ESTÁGIO APRIMORAMENTO DO CONTROLE DEESTOQUE NA EMPRESA COMERCIAL DE ALIMENTOS POFFO LTDA. Administração de Materiais ITAJAÍ (SC) 2009
  2. 2. 1 GIL BERNARDO SANDRI DE SOUZATRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO APRIMORAMENTO DO CONTROLE DEESTOQUE NA EMPRESA COMERCIAL DE ALIMENTOS POFFO LTDA. Trabalho de Conclusão de Estágio desenvolvido para o Estágio Supervisionado do Curso de Administração do Centro de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade do Vale do Itajaí. ITAJAÍ – SC, 2009
  3. 3. 2AGRADECIMENTOS Em primeiro lugar a Deus, por me conceder a vida e as oportunidades que recebo. Aos meus pais, pela boa criação e dedicação, para que eu me tornasse uma pessoa de caráter e correta. A família, pelo incentivo, disposição, e por orientar-me sempre a fazer a melhor escolha. Aos verdadeiros amigos, que mesmo distantes, permanecem comigo.
  4. 4. 3 EQUIPE TÉCNICAa) Nome do estagiário Gil Bernardo Sandri de Souzab) Área de estágio Administração de Materiaisc) Orientador de campo Marina Heusi Sandrid) Orientador de estágio Guido Renato Mirandae) Responsável pelos Estágios em Administração Prof. Eduardo Krieger da Silva.
  5. 5. 4 DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESAa) Razão social Comercial de Alimentos Poffo Ltda.b) Endereço Rua Indaial n 1730 Bairro: São João – Itajaí CEP: 88304-300c) Setor de desenvolvimento do estágio Logísticad) Duração do estágio 240 horase) Nome e cargo do supervisor de campo Marina Heusi Sandri – Supervisora Geral da Comercial de Alimentos Poffo LTDA.f) Carimbo e visto da empresa
  6. 6. 5 AUTORIZAÇÃO DA EMPRESA ITAJAÍ, 13 de OUTUBRO de 2009. A empresa COMERCIAL DE ALIMENTOS POFFO LTDA, pelo presenteinstrumento, autoriza a Universidade do Vale do Itajaí - UNIVALI, a publicar, em suabiblioteca, o trabalho de Conclusão de Estágio executado durante o EstágioSupervisionado, pelo acadêmico GIL BERNARDO SANDRI DE SOUZA. _____________________________________ Marina Heusi Sandri
  7. 7. 6 RESUMONa busca constante das empresas em reduzir seus custos e maximizar seus lucros semperder a qualidade, para que assim possam se manter presentes no mercado,ganhando cada vez mais espaço e clientes, tem-se a administração de materiais comoum dos principais meios para alcançar este resultado. O objetivo deste trabalho foianalisar a curva ABC e propor sugestões para a administração de materiais da empresaComercial de Alimentos Poffo, para que não haja mais divergências em seu estoque,proporcionando melhor compra e controle de mercadorias. Para levantamento dosdados, foram analisados o processo de recebimento e expedição de mercadorias,foram extraídas vendas no período de 01/05/08 a 31/10/08, bem como a análise decada departamento da empresa, para melhor controle e diagnóstico dos problemas aserem encontrados. Após estas análises, foram identificados os problemas, e feitasugestões para melhoria da administração do controle de estoque da empresa. Apesquisa se caracterizou como qualitativa, com aporte quantitativo. Os resultadosobtidos foram satisfatórios, de modo que não haja mais divergências no estoque daorganização, caso os diretores venham a acatar o projeto desenvolvido, tendo então oobjetivo do trabalho sido alcançado. Em uma análise geral, conclui-se que o controle deestoque da empresa pode ser gerenciado com eficiência, fazendo com que informaçõespossam ser pilares concretos para tomadas de decisões.PALAVRAS-CHAVE: Administração de Materiais, Controle de Estoque e CurvaABC
  8. 8. 6 LISTA DE FIGURASFigura 1 - Organograma da Comercial de Alimentos Poffo LTDA..........37Figura 2 - Geração de pedidos ...............................................................38Figura 3 - Produtos cadastrados.............................................................39Figura 4 - Valor total do pedido...............................................................40Figura 5 - Prazo de pagamento...............................................................41Figura 6 - Produtos na devolução...........................................................49Figura 7 - Fluxograma de Devolução de Mercadorias............................81Figura 8 - Fluxograma de Recebimento de Mercadorias pela Central deDistribuição..............................................................................................82Figura 9 - Fluxograma de Recebimento de Mercadorias peloFornecedor..............................................................................................83
  9. 9. 8 SUMARIO1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................101.1 Problema de Pesquisa/Justificativa ................................................................111.2 Objetivo Geral e Específico ............................................................................121.3 Aspectos Metodológicos.................................................................................131.3.1 Caracterização do Trabalho de Estágio ........................................................131.3.2 Contexto e Participantes do Trabalho de Estágio .........................................141.3.3 Procedimentos e Instrumentos de Coleta de Dados .....................................141.3.4 Tratamento e Análise de Dados ...................................................................152 .... FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ...........................................................................162.1 Adminitração ..................................................................................................172.2 Administração de Materiais ............................................................................192.3 Logística .........................................................................................................212.4 Estoque .........................................................................................................242.4.1 Objetivos e Custos do Estoque. .................................................................262.4.1.1 Custo de Manutenção ou Armazenagem de Estoque ..........................272.4.1.2 Custo de Compras/Aquisição/Pedidos .................................................282.4.1.3 Custo da Falta ......................................................................................282.4.2 Controle de Nível de Estoque ....................................................................292.4.2.1 Manutenção de Altos Níveis de Estoque..............................................312.4.2.2 Manutenção de Baixos Níveis de Estoque ..........................................312.5 A Curva ABC usada no Gerenciamento de Estoques ...................................323 DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA DE CAMPO .........................................353.1 Caracterização da Empresa ..........................................................................353.1.1 Histórico .....................................................................................................353.1.2 Missão e Visão ..........................................................................................363.1.3 Organograma ............................................................................................373.2 Recebimento da Mercadorias .......................................................................373.2.1 Compras pelo fornecedor .........................................................................373.2.2 Recebimento de Mercadorias do fornecedor.............................................423.2.3 Recebimento de Mercadorias pela Central de Distribuição ......................433.3 Expedições de Produtos ..............................................................................443.3.1 Transferência Interna de Mercadorias......................................................443.3.1.1.........Transferência Interna de Mercadorias entre filiais ................................443.3.1.2 Transferência de Mercadorias da Central de Distribuição para filiais ....453.3.1.3 Transferência de Mercadorias das Filiais para Central de Distribuição .473.3.2 Nota de Devolução de Mercadorias .........................................................483.4 Identificar as Possíveis Falhas dos Procedimentos de Recebimento e Expedição..................................................................................................................................503.4.1 Processo de Recebimento de Mercadorias ..............................................503.4.2 Processo de Expedição de Mercadorias ..................................................523.4.2.1 Processo de Expedição de Mercadorias para outras filiais ...................52
  10. 10. 93.4.2.2 Processo de Expedição de Mercadorias da Filial para a Central de Distribuição.......................................................................................................................................533.4.2.3 Processo de Expedição de Mercadorias da Central de Distribuição para aFilial...............................................................................................................................543.4.2.4 Processo de Expedição de Mercadorias da Filial para o Fornecedor........553.5 Analisar a Curva ABC da Empresa ..................................................................573.5.1 Açougue .......................................................................................................583.5.2 Bazar ............................................................................................................593.5.3 Bebidas ........................................................................................................593.5.4 Cereais .........................................................................................................603.5.5 Confecções ..................................................................................................613.5.6 Hortifrutigranjeiro ..........................................................................................613.5.7 Frios .............................................................................................................623.5.8 Limpeza ........................................................................................................633.5.9 Mercearia .....................................................................................................633.5.10 Padaria .........................................................................................................643.5.11 Perfumaria ....................................................................................................653.6 Propor um Método de Inventário Cíclico Eficaz ..................................................653.6.1 Açougue .........................................................................................................663.6.2 Bazar ............................................................................................................673.6.3 Bebidas ........................................................................................................673.6.4 Cereais .........................................................................................................683.6.5 Confecções ..................................................................................................693.6.6 Hortifrutigranjeiro ..........................................................................................693.6.7 Frios .............................................................................................................703.6.8 Limpeza ........................................................................................................703.6.9 Mercearia .....................................................................................................713.6.10 Padaria .........................................................................................................723.6.11 Perfumaria ....................................................................................................723.7 Propor Melhorias na Administração de Materiais ...............................................733.7.1 Conhecimento do Processo do Controle de Estoque ....................................733.7.2 Conferencia de Mercadorias ..........................................................................743.7.3 Expedição de Mercadorias .............................................................................753.7.3.1 Transferência Interna de Mercadorias........................................................753.7.3.1.1 Transferência Interna de Mercadorias de Filial para Filial e da Filial para aCentral de Distribuição...................................................................................................763.7.3.1.2 Transferência de Mercadorias da Central de Distribuição para asFiliais..............................................................................................................................763.7.3.1.3 Expedição de Mercadoria por Nota de Devolução.................................773.7.3.1.4 Digitação de Notas Fiscais.....................................................................783.7.4 Contagem de Produtos...................................................................................793.7.5 Fluxogramas...................................................................................................794. CONSIDERAÇÕES FINAIS.....................................................................................815 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................................83APÊNDICES...................................................................................................................85ASSINATURA DOS RESPONSÁVEIS.........................................................................308
  11. 11. 101 INTRODUÇÃO O mercado vive constantes mudanças no período em que vivemos, mudançasdecorrentes da rápida corrida tecnológica, da necessidade de inovação dasorganizações,e tudo isso para satisfazer o maior número de clientes possível, já queestamos passando por um dos períodos de maior consumo do mercado. Devido a essa fase consumista, o setor supermercadista brasileiro, sofrepositivamente com grandes mudanças devido a sua forte concorrência no mercadoatual,e vem a cada ano aumentando sua lucratividade, como podemos perceber deacordo com o site da ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados). As empresas estão buscando atualmente, conhecer, ouvir, e descobrir o queseus colaboradores estão pensando, o que acham, o que querem dizer a respeito domercado e de melhorias à própria organização, a fim de obterem maiores retornos eresultados, tanto na parte financeira, como na parte de ambiente de trabalho, e paraisso utilizam especificamente de uma área do marketing, o endomarketing, comobjetivos ligados totalmente à satisfação do colaborador e do ambiente em que estãoinseridos. Desta forma, com um ambiente totalmente motivacional, tende-se a diminuiros erros e riscos dentro da organização, como por exemplo, os erros de estoque, tendo-se um melhor resultado no controle, no inventario, e diminuindo assim,os desperdícios. A administração do controle de estoque deve minimizar o capital total investidoem estoques, pois ele é caro e aumenta continuamente, uma vez que, o custofinanceiro também se eleva. Uma empresa não poderá trabalhar sem estoque, pois suafunção amortecedora, entre vários estágios da produção vai até a venda final doproduto. O controle de estoque é de suma importância para a empresa, sendo quecontrolam-se os desperdícios, desvios, apuram-se valores para fins de análise, bemcomo, apura o demasiado investimento, o qual prejudica o capital de giro da empresa.
  12. 12. 11 O controle de estoque deve também planejar, controlar, o material armazenadona empresa, e tem como um de seus objetivos, otimizar o investimento em estoque,aumentando o uso dos meios internos da empresa, diminuindo as necessidades decapital de giro. A empresa onde será desenvolvido o trabalho a ser apresentado, é a Comercialde Alimentos Poffo LTDA., cujo nome fantasia é Mini Preço, que por sua vez, situa-seno estado de Santa Catarina, onde possui 13 filiais e uma Central de Distribuição. A empresa deseja satisfazer o seu cliente, e a consumidores que por ventura,possam vir a ser, com extrema qualidade nos seus serviços e produtos oferecidos, epara isso deseja atender com todos os produtos oferecidos, sem que haja ruptura einsatisfação do cliente. A união da empresa com o trabalho a ser apresentado, será de grande valia, poisele espera atender da melhor forma possível a organização,para que a mesma possadiminuir seus problemas com estoque, suas rupturas, facilitando suas compras e dadosa serem analisados, deixando assim, a diferença de mercadorias inexistentes fora dosistema da empresa. Desta forma, pretende-se diminuir fortemente a insatisfação do cliente para coma organização, para que não haja necessidade e oportunidade da concorrênciasatisfazer o consumidor final.1.1 Problema de pesquisa/Justificativa Para Gil (2002, p.24) “pode-se dizer que um problema é de natureza científicaquando envolve variáveis que podem ser tidas como testáveis”. Conforme Viana (2000), “para o perfeito gerenciamento de materiais, éimprescindível o exercício do controle físico, registro de todas as operações,o quepossibilita informações precisas a respeito do saldo existente em estoque”. Quais aspectos influenciam o controle de estoque a não terem as informaçõesverdadeiras?
  13. 13. 12 Desse modo, o objetivo é demonstrar a empresa os fatores contribuintes para asinformações falsas dentro do sistema, que geram divergências nos estoques. O trabalho a ser desenvolvido, busca aperfeiçoar as técnicas de controle deestoque, tentando diminuir ao máximo as rupturas de produtos, desse modo, criandomais satisfações aos clientes, e a sociedade que ali consome. Dentro desta organização, este trabalho jamais foi pesquisado, e se quer feitoquaisquer levantamentos sobre a diferença que há nos estoques na empresa. As informações a serem disponibilizadas para o estagiário, não deverão terproblemas a serem divulgadas, do mesmo modo que o custo do projeto será de valorquase insignificante. O estagiário terá fácil acesso as informações da empresa, assimcomo aos participantes do projeto a ser feito, com reais chances do projeto sercolocado em prática dentro da organização.1.2 Objetivo Geral e Específico O presente projeto de estágio tem como objetivo geral diagnosticar a origem doserros e falhas do estoque da organização, e propor ações para inibi-los. Para Roesch (2007, p.96) “o objetivo geral define o propósito do trabalho.Numprojeto,não é suficiente definir apenas objetivos gerais, vistos que estes são amplos edificilmente podem ser avaliados”. Considerando o objetivo geral apresentado acima, definem-se os seguintesobjetivos específicos: - Descrever o processo de recebimento de mercadorias - Descrever o processo de expedição dos produtos - Identificar as possíveis falhas dos procedimentos de recebimento e expedição - Analisar a curva ABC da empresa - Propor um método de inventário cíclico eficaz - Propor melhorias na administração de materiais
  14. 14. 13 1.3 Aspectos Metodológicos Neste item será descrita a metodologia utilizada no projeto, onde esclarecerá ostipos de projeto, métodos e técnicas. Para Pavão “é o estudo de um conjunto de etapas, ordenadamente dispostas, aserem vencidas na investigação da verdade, no estudo de uma ciência, ou paraalcançar um determinado fim”.1.3.1 Caracterização do trabalho de estágio O projeto usará uma tipologia pesquisa-diagnóstico, sendo uma pesquisaqualitativa. De acordo com Roesch (2007, p.66) “Na pesquisa-diagnóstico propõe-selevantar e definir problemas [ou oportunidades], explorar o ambiente [organizacional ede mercado]”. A tipologia pesquisa-diagnóstico foi escolhida, para melhorar as informaçõescontidas dentro do sistema da empresa Comercial de Alimentos Poffo LTDA, onde oacadêmico levantou que será necessário remodelar o processo utilizado. Sobre o método,para Gil (apud Thiollent,1985, p.14) pode ser definida como: [...] um tipo de pesquisa com base empírica é concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo e no qual os pesquisadores e participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo. Para uma maior coleta de informações, o acadêmico utilizará de uma pesquisaqualitativa-quantitativa, com coleta de dados, análises, planejamento, onde Richardson(1999, p.80),explica o que é uma pesquisa qualitativa:
  15. 15. 14 Os estudos que empregam uma metodologia qualitativa podem descrever a complexidade de determinado problema, analisar a interação de certas variáveis, compreender e classificar processos dinâmicos vividos por grupos sociais, contribuir no processo de mudança de determinado grupo e possibilitar, em maior nível de profundidade, o entendimento das particularidades do comportamento dos indivíduos. Para uma pesquisa exploratória, Gil (2002, p.41) define o objetivo como: pesquisas que tem como objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito ou a construir hipóteses. Pode-se dizer que estas pesquisas têm como objetivo principal o aprimoramento de idéias ou a descoberta de intuições. Assim, o estagiário pretende obter grande familiaridade com o problema, para conseguir construir o maior número de possibilidades para a construção do remodelamento do processo.1.3.2 Contexto e Participantes do Trabalho de Estágio Para a realização do projeto, será necessário o máximo de informações comcolaboradores que atuam no setor de conferência, digitação de notas, de recebimentode mercadorias, compradores, pessoal envolvido com abastecimento de loja, bem comoinformações contidas no sistema (Sysmo) utilizado pela empresa,para que o acadêmicoconsiga remodelar as informações contidas no sistema.1.3.3 Procedimentos e Instrumentos de Coleta de Dados O acadêmico terá a oportunidade de ter acesso a dados primários e dadossecundários. Os dados primários são aqueles que ainda não foram coletados e serãocoletados para a realização do estudo, enquanto os dados secundários são aqueles
  16. 16. 15que já foram coletados, tabelados e organizados e, algumas vezes analisados poroutros interessados e podem ser utilizados por outras pessoas que necessitem deles. Para obter os dados primários, o acadêmico utilizará de entrevistas comcolaboradores ligados ao recebimento de mercadorias (conferente), a colaboradoresque digitam as notas fiscais, ou seja, o centro de processamento de dados da filial(c.p.d.), e colaboradores que abastecem as mercadorias nas gôndolas da empresa,buscando assim, uma maior gama de informações. Para os dados secundários, utilizará informações presente no sistema daorganização,onde contém dados sobre entrada e saída de mercadorias, suasquantidades, a data em que foi feita a digitação, e informações como quantidadesvendidas e vencidas, onde encontrará as diferenças de estoque do inventário, para oestoque físico. Os dados primários serão coletados através de entrevista não-estruturada. De acordo com Richardson (2007, p.208), [...] entrevista em profundidade, em vez de responder à pergunta por meio de diversas alternativas pré-formuladas, visa obter do entrevistado o que ele considera os aspectos mais relevantes de determinado problema: as suas descrições de uma situação em estudos. Por meio de uma conversação guiada, pretende-se obter informações detalhadas que possam ser utilizadas em uma análise qualitativa. Desta forma, o acadêmico espera obter o maior número de aspectos relevantespor meio de análises e sugestões, para uma maior arrecadação de informações.1.3.4 Tratamento e Análise de Dados Após a pesquisa, os dados serão analisados, selecionados e separados,deforma a atender o objetivo do trabalho, apresentando-se em forma de relatório para aorganização.
  17. 17. 162. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA As atividades de administração de materiais são bastante complexas ecompletamente interrelacionadas, cada atividade é parte do processo. Segundo Martins e Alt (2000) a administração dos recursos materiais engloba aseqüência de operações que tem seu início na identificação do fornecedor, na comprado bem, em seu recebimento, transporte interno e acondicionamento, em seutransporte durante o processo produtivo, em sua armazenagem como produto acabadoe, finalmente, em sua distribuição ao consumidor final. Conforme MARTINS & ALT,2000, relaciona-se abaixo a seqüência de operações desde a identificação dofornecedor até o consumidor final: 1. Cliente. 2. Sinal de demanda 3. Identificar fornecedor 4. Comprar materiais 5. Transportar 6. Recebimento de armazenagem 7. Movimentação interna 8. Armazenagem do produto acabado 9. Expedição 10. Transporte Independente da área selecionada, o trabalho deve ser feito voltado para o ladode uma administração profissional a quem cabe o gerenciamento, o controle e a direçãoda organização de suas áreas específicas. Desta maneira o administrador prevê,planeja, organiza, comanda e controla o funcionamento, visando aumentar aprodutividade, rentabilidade e controle dos resultados.
  18. 18. 172.1 Administração Dentre inúmeras mudanças nas empresas, de uma forma geral a administraçãosurge com o intuito de fornecer informações que favoreçam as empresas inseridas emum mundo cada vez mais globalizado. Ao longo de toda história o homem semprepossuiu inteligência para inventar maneiras de melhor utilizar seus esforços e conseguiros melhores resultados para a sua vida pessoal e profissional. Como pessoa, um administrador tem seu dia-a-dia cheio de decisões que temque ser tomadas, envolvendo assim todo o conteúdo do administrativo. RessaltaMaximiano (2000, p.22) que “a tarefa de tomar decisões sobre a definição de objetivose a utilização dos recursos necessários para atingi-los chama-se administração”. A administração pode ser considerada como sendo em primeiro lugar a açãopara o desenvolvimento da empresa ou para a tomada de decisão. Segundo Maximiano(2000, p.26) “a administração é um processo de tomar decisões e realizar ações quecompreende quatro processos principais interligados: planejamento, organização,execução e controle”. A administração também combina um objetivo determinado com a facilitação desua utilização para atingir as metas da empresa. Alcançando ações de maneiracoerente a utilizar seus recursos e realizando os objetivos pela empresa almejada,sendo que, o estudo da administração é propriamente o impacto sobre o desempenhodas organizações. A administração é simplesmente fazer algo que possa ser inovador, flexível ecriativo. Este setor foi dividido em grandes áreas: administração financeira,administração de recursos humanos, administração da produção, administraçãomercadológica, organização sistemas e métodos e administração de materiais. Todas as atividades empresariais envolvem recursos financeiros que sedestinam para obtenção de lucros, a função financeira compreende um conjunto deatividades relacionadas com a gestão dos fundos movimentados por todas as áreas da
  19. 19. 18empresa, sendo responsável pela obtenção dos recursos necessários e pelaformulação de uma estratégia voltada para otimização do uso desses fundos, essafunção também contribui significativamente para o sucesso do empreendimento(BRAGA, 1989). Gitmam (2001) define finanças como a arte e a ciência de administrar fundos.Onde quase todos os indivíduos e organizações obtêm receitas ou levantam fundos,gastam ou investem. Finanças abrangem processos, instituições, mercados einvestimentos envolvidos na transferência de fundos entre pessoas, empresas egovernos. Administração financeira ajuda a empresa a manterem seus negócios efuncionando de acordo com os padrões e as necessidades das mesmas. Manter onegócio em operação significa usar da melhor forma os fundos de recursos obtidos. Deacordo com Kawasnicka (1987) o sistema global da administração financeira estábaseado nas decisões de investimento e a decisão de distribuição, de lucros e definanciamentos. A função de administração de pessoal está diretamente direcionada a área dedepartamento de recursos humanos que procura desenvolver a empresa e osfuncionários que nela trabalham através de recursos, selecionando e desenvolvendotodo o potencial desses colaboradores. As pessoas trazem para a organização suas habilidades, conhecimentos, atitudes, comportamentos, percepções etc. Sejam diretores, gerentes, funcionários, operários ou técnicos, as pessoas desempenham papéis altamente diferentes, os cargos dentro de uma hierarquia da autoridade e de responsabilidade existente na organização. Ademais, as pessoas são extremamente diferentes entre si, constituindo um recurso altamente diversificado em face das diferenças individuais de personalidade, experiência, motivação etc. (CHIAVENATO, 1999, p. 141). A administração de produção é uma função muito importante na organização,porque se mal administrada afeta diretamente o nível pelo qual ela satisfaz a seusconsumidores, tendo impacto sobre a produção de bens e serviços. (SLACK, 1997). Para Erdmann (2000), é a geração de produtos que podem variar desdeferramentas e maquinaria até a recreação ou informação, isto é, desde bens atéserviços, é, portanto o resultado prático, material ou imaterial, gerado intencionalmente
  20. 20. 19por um conjunto de fatores, para ter uma utilidade. A Administração mercadológica tem como objetivo gerir e sustentar a política dademanda do mercado em função da empresa, preocupando-se em desenvolver eanalisar todas as suas áreas. Desenvolver planos relacionados aos setores deplanejamento de vendas, projetos de novos produtos, plano de distribuição dosprodutos, previsão dos recursos humanos necessários, pesquisa de mercado, análisedas tendências do consumidor e plano de promoção e propaganda. Marketing é o processo de planejamento e execução desde a concepção,apressamento, promoção e distribuição de idéias, mercadorias e serviços para criartrocas que satisfaçam os objetivos individuais e organizacionais (COBRA, 1992, p. 34). De acordo com Rocha (2001) assim define-se Organizações Sistemas eMétodos (OSM) como uma função mista das funções de organizar e planejar umaempresa, desenvolvendo uma estrutura de recursos e operações, para poder serdeterminado os planos que a empresa traçou e, consecutivamente, seus métodos. A OSM definitivamente realiza um trabalho importante dentro das organizações,pontos específicos, localizados no interior das estruturas organizacionais ajudandoassim para uma melhor compreensão da estrutura da empresa.2.2 Administração de Materiais A administração de materiais tem como responsabilidade o planejamento e ofluxo de materiais e seus objetivos principais são maximizar a utilização dos recursos daempresa e fornecer o nível requerido de serviço ao consumidor. Definindo de maneira mais ampla a administração de materiais, sabe-se queesta estabelece conceitos e aquisições sobre a compra de produtos desempenhandoum papel de ajudar na parte de estocagem e na própria entrega do produto. A administração de materiais deve planejar as propriedades da empresa paraatender a demanda. A capacidade é a habilidade do sistema de produzir ou entregarbens. Prioridade e capacidade devem ser planejadas e controladas para atender a
  21. 21. 20demanda de consumidores e custo mínimo. (ARNOLD, 1999, p.31). De acordo com análises essa definição acima, de administração de materiais,ainda pode ter incluído o planejamento da produção e dos tempos necessários paravários processos, o controle de estoques, inspeção de recebimento, entrada deprodutos, estoques dos produtos acabados. De uma forma geral, as empresas, semdúvida possuem idéias para maximizar mais ainda o lucro sobre o capital investido emsua empresa, sendo esses investimentos em fábricas, equipamentos, financiamentosde vendas e reserva de caixa ou em estoques. Os enfoques encontrados na administração de materiais são dirigidos aadministração de recursos, sistemas de controle e de informações e processos. Aadministração de recursos é uma parte baseada em técnicas que integram oselementos de tecnologia e otimização na integração de pessoas e na utilização demateriais e instalação ou equipamentos. De acordo com Martins (2000), as principaistécnicas ligadas à administração de materiais são: JIT (Just in Time), que é um sistemaque os fornecedores devem mudar os suprimentos a medida que eles vão sendonecessários na produção; o fornecedor preferencial, que é a técnica de selecionarfornecedores e garantir qualidade, eliminando testes de recebimento e garantindofeedback e correção de defeitos na fábrica do fornecedor; dentre outras várias técnicasexistentes na administração de matérias. Na administração de materiais, a política de estoque também é algo importante,principalmente no que diz respeito a estabelecer padrões para medir controles deperformance dos produtos que são entregues aos clientes. Conforme Dias (1995) napolítica de estoques administração controle da empresa deverá determinar aodepartamento de controle de estoques o programa de objetivos a serem atingidos,metas da empresa quanto ao tempo de entrega de produtos ao cliente, a definição darotatividade dos estoques, a especulação com relação aos estoques. Na verdade todos são administradores de materiais, só que não se percebe. Pense no abastecimento da sua própria casa: comprar mantimentos, produtos de limpeza, de higiene pessoal, vestuário, etc. Para isso, é necessário: saber comprar, para garantir a qualidade e a quantidade do que será consumido, ao menor custo; controlar, para evitar consumo desnecessário e não correr risco de falta; armazenar adequadamente, para evitar perdas (VIANA, 2000, p. 41).
  22. 22. 21 O objetivo de materiais é maximizar o investimento em estoques, aumentando ouso eficiente dos meios internos da empresa, diminuindo assim o capital investido. Deacordo com Dias (1995) os estoques de produtos acabados, para quaisquer que sejamas decisões tomadas, terão influência sobre todos os tipos de estoques, é precisorepensar dentro da área de matérias, investir em produtos com maior rotatividade e quenão fiquem parados no armazém. Pode-se dizer que administração de materiais é um conjunto de atividade quepermite o planejamento e a operação de sistemas que envolvem as diversas etapaspelas quais passam tanto a matéria-prima como os produtos acabados, desde ofornecedor, as fases intermediárias, até o consumidor final.2.3 Logística A origem da Logística é militar. Foi desenvolvida visando colocar os recursoscertos, no local certo, na hora certa, com um só objetivo: vencer batalhas. Até alguns anos atrás, o termo logística continuava associado a transporte,depósitos regionais e atividades ligadas a vendas. “Logística é responsável peloplanejamento, operação e controle de todo o fluxo de mercadorias e informação, desdea fonte fornecedora até o consumidor”. (MARTINS e ALT, 2000,p.251). Dentro de um cenário cada vez mais competitivo e em pleno crescimento, ossupermercados também procuram se adaptar a Logística e implantá-la de maneirarápida e eficaz para que não venham a sofrer conseqüências irreparáveis no futuro. Dentre destas conseqüências pode-se citar: o comprometimento da imagem daempresa pela não realização de seus compromissos assumidos junto aos clientes, odescrédito na praça que atua e, o desgaste de sua imagem junto à sociedade e seusfuncionários. As empresas operam dentro de um ambiente em mutação constante, devidoaos avanços tecnológicos, às alterações na economia e na legislação e àdisponibilidade de recursos, sendo necessário se adaptarem o tempo todo às novas
  23. 23. 22exigências de desempenho, sendo assim “[...] a logística representa uma nova visãoempresarial, uma nova ordem nas coisas”. (BALLOU, 1995, p.17). Desta forma, a Logística é o gerenciamento do fluxo das mercadorias e serviçosdo produtor ao consumidor e visa, através de instrumentos de análise e decisão,proporcionarem às empresas as melhores práticas no manuseio, transporte earmazenagem das mercadorias com o único objetivo de atingir um nível de serviço cadavez melhor ao cliente, sendo parte importante na criação de valor para o mesmo. A logística é um assunto vital. É um fato econômico que tanto os recursos quanto os seus consumidores estão espalhados numa ampla área geográfica. Além disso, os consumidores não residem, se é que alguma vez o fizeram, próximos donde os bens ou produtos estão localizados. Este é o problema enfrentado pela logística: diminuir o hiato entre a produção e a demanda, de modo que os consumidores tenham bens e serviços quando e onde quiserem, e na condição física que desejarem (BALLOU, 1995, p. 17). Para Bowersox (2001), a Logística é singular, nunca pára! Está ocorrendo emtodo o mundo 24 horas por dia, sete dias por semana, durante 52 semanas por ano. Poucas áreas de operações envolvem a complexidade ou abrangem osescopos geográficos característicos da Logística. O objetivo da Logística é tornardisponíveis produtos e serviços no local onde são necessários, no momento em quesão desejados. Segundo Markhan (2003), a logística é o processo pelo qual materiais einformações agregam valor aos clientes, a partir de fontes de matéria prima queatravessam vários estágios de fabricação e distribuição. Este processo continua até oproduto final chegar as mãos do consumidor. A Logística é muito mais que uma estratégia, é a integração de várias áreas(financeira, materiais, transporte, produção) em busca da velocidade e agilidade, quesão dois fatores essenciais para o sucesso da organização. Conforme Markham (2003), gerenciar a Logística como um processo é a chavepara as empresas que esperam utilizar a satisfação do cliente como o elementoprincipal de suas estratégias competitivas. A principal preocupação das empresas na atualidade é buscar uma formaeficaz e rápida de integração e controle dos processos em todos os níveis e áreas daorganização, buscando saber e identificar suas causas e efeitos.
  24. 24. 23 Uma abordagem integrada para a logística, minimiza falhas e se adequadamente executada pode ser capaz de eliminar todas. Com esta abordagem o processo logístico é visto como um canal de atividades relacionadas. A questão da abordagem de canal é fazer com que todo o zelo não seja visto, como uma peça isolada, mas como um elo crítico para o sucesso da cadeia. O desempenho individual ainda é importante tanto como o trabalho em equipe e a integração. Cada elo deve estar disposto e trabalhar com os outros e ocasionalmente fazer sacrifícios no seu próprio desempenho final para o bem comum (MOURA, 2003,p.16). Para Martins (2000), as empresas industriais e comerciais brasileiras viram-sediante da necessidade de abandonar o empirismo, para abastecer mercadosemergentes em um país de dimensões continentais e com uma malha de transporteincipiente. A Logística de forma integrada pode proporcionar o equilíbrio necessário aoambiente onde a integração dos setores passa a ter suas funções interligadasbuscando reagir com maior rapidez às mudanças, onde é imprescindível que oresultado seja de acordo com as estratégias. A importância da Logística fica evidenciada quando assume um papel deintegrar todas as etapas, da produção à venda de determinado bem ou produto, e trazerpara as empresas que a adotam uma vantagem competitiva, ao oferecerem aosconsumidores/clientes o diferencial e a percepção de valor agregado ao que estãoadquirindo. Dentro do que foi apresentado acima, pode-se concluir que a Logística tem umavisão sistêmica e holística dos processos que vem sendo implantados nas organizaçõesdirecionando seu foco na redução de custos e ampliação dos níveis de atendimento àsnecessidades dos clientes, sejam eles, internos ou externos. A nova realidade está exigindo uma nova postura de gerenciamento que seenquadre a esta nova realidade, onde o uso do planejamento, seja ele de curto, médioou longo prazo abranja estratégias que possam confrontar o momento vivido pelaorganização. Em resumo: Logística é a arte de comprar, receber, armazenar, separar,expedir, transportar e entregar o produto/serviço certo, na hora certa, no lugar certo, aomenor custo possível.
  25. 25. 242.4 Estoque Os estoques são materiais e suprimentos que uma empresa ou instituiçãomantém, seja para vender ou para fornecer insumos ou suprimentos para o processo deprodução. Todas as empresas e instituições precisam manter estoques. Slack (1997) define estoque como a acumulação armazenada de recursosmateriais em um sistema de transformação. Mas o mesmo autor lembra que estoquetambém é usado para descrever qualquer produto armazenado. Contudo, Viana (2000)apresenta entre outras, uma definição mais simples e generalista para estoque,definindo-o como uma reserva para ser utilizada em tempo oportuno. Uma boa explicação do motivo da formação dos estoques também é dada porSlack (1997), segundo este autor, faz-se necessário a formação de estoques por que hádiferença entre fornecimento e demanda. Essa desarmonia força a acumulação demateriais, de modo que quando o fornecimento for maior que a demanda, haveráacumulação de produtos. E quando o fornecimento for menor que a demanda, éjustamente a quantidade acumulada que deve compensar a diferença até que asituação normalize-se. Considerada por muitos a base para o gerenciamento da cadeia desuprimentos, a definição de uma política de estoques depende de quatro questõescolocadas por Fleury, Wanke e Figueiredo (2000): ■ onde localizar os estoques: Esta decisão é referente à centralização ou à descentralização dos mesmos, vis-à-vis a análise de algumas dimensões relevantes, como o giro, o valor agregado e os níveis de serviço exigidos pelo cliente final: ■ quando pedir o ressuprimento: busca-se determinar se a empresa vai seguir ou não a metodologia sugerida pelo ponto de pedido: ■ quanto manter em estoques de segurança: ao calcular o estoque de segurança como função das variabilidades na demanda e no lead time de ressuprimento, as empresas devem determinar se é possível reduzi-lo sem prejuízo para os níveis de disponibilidade de produto exigidos pelo mercado: ■ quanto pedir: busca-se determinar se é mais adequado para uma empresa adotar a metodologia do lote econômico de compras ou implementar o regime de ressuprimento just in time. (FLEURY, WANKE & FIGUEIREDO 2000, p.187)
  26. 26. 25 A boa administração dos estoques é essencial como vantagem competitiva e seudesenvolvimento diante concorrentes da empresa. Os estoques têm a função de funcionar como reguladores do fluxo de negócios.Como a velocidade com que as mercadorias são recebidas - unidades recebidas por unidade detempo ou entradas - é usualmente diferente da velocidade com que são utilizadas - unidadesconsumidas por unidades de tempo ou saídas, há a necessidade de um estoque, funcionandocomo um amortecedor. Devido ao fato de não se conhecer a demanda futura e não havendo disponibilidadede suprimentos a todo o momento, as empresas acumulam estoques para assegurar essadisponibilidade. Ballou (1995) descreve as finalidades de manutenção de estoques pelas empresas,destacando a melhoria do serviço ao cliente que consta do auxílio ao serviço do departamentocomercial (vendas), quanto maior a demanda, maior as quantidades de mercadorias a serementregues. Disponibilidade imediata de mercadorias ou tempos de ressuprimentos pequenos,mesmo quando a oferta é sazonal. Destaca também a economia de escala, em que os custos de aquisição sãoinversamente proporcionais ao volume de compra. Quanto maior o lote, menores serão oscustos de frete (equivalente à carga do veículo), e preços das mercadorias ocasionadas pordescontos. O autor Ballou (1995) ainda ressalta a importância da proteção contra aumento depreços: compras efetuadas em grandes volumes diminuem o efeito do aumento de preçospraticados pelos fornecedores, diga-se, em tempo de aumento inflacionário; bem como aproteção contra oscilações de demanda, englobando aqui a garantia de disponibilidade demercadorias diante das incertezas do mercado e do tempo de entrega, deve-se manterum estoque adicional (estoque de segurança); e, ainda a proteção contracontingências, sendo esta a garantia de disponibilidade de estoques contracontingências externas, incêndios, inundações, outros. O valor do estoque varia muito de uma empresa para outra e dependendo daforma como é avaliado, da mesma forma o estoque pode ser mais importante para umado que para outra empresa. Os estoques são recursos ociosos que possuem um valoreconômico e que estão destinados a suprir qualquer necessidade no momento certo
  27. 27. 26gerando lucro, assim a sua viabilidade, desfazendo a atratividade deste investimento,conforme Viana (2000) e Francischini (2002). Pode-se afirmar então que, à medida que os estoques vão sendo utilizados,seu valor se converte em dinheiro, o que melhora o fluxo de caixa e o retorno sobre oinvestimento. Existe um custo de estocagem dos estoques, que aumentam os custosoperacionais e diminui os lucros. Não é concebível, frente à concorrência, a necessidade de longos prazos parao atendimento das necessidades do cliente. A criação de estoques é a solução paraesse problema, pois haverá disponibilidade dos materiais necessários no momentocerto. Ou seja, conforme Martins e Alt (2000, p.137) Atender aos clientes na hora certa, com a quantidade certa e requerida, tem sido o objetivo da maioria das empresas. Assim, a rapidez e presteza na distribuição das mercadorias assumem cada vez mais um papel preponderante na obtenção de uma vantagem competitiva duradoura. Em contrapartida criação de estoques e sua manutenção acarretam custos edespesas que podem inviabilizar o atendimento do cliente num preço competitivo. Considerando que existem fortes motivos para a criação de estoques demateriais da mesma forma que existem para a extinção destes, deve-se trabalhá-los deforma racional e equilibrada, reduzindo-os ao mínimo possível sem comprometer omáximo de benefícios que o estoque pode oferecer.2.4.1 Objetivos e custos de estoque O objetivo dos estoques é balancear os custos de manutenção deestoques,custos de aquisição e de falta de estoques. Um dos principais desafios da logística é conseguir gerenciar a relação entrecustos e o nível de serviço. Como o preço é um qualificador e o nível de serviço umdiferenciador perante o mercado, os esforços assumem um papel preponderante noscustos da empresa. Para Ballou (1995) estes custos têm comportamentos conflitantes, visto que:
  28. 28. 27 [...] quanto maiores as quantidades estocadas, maiores serão os custos de manutenção. Será necessária menor quantidades de pedidos, com lotes maiores, para manter níveis de inventário [...] O objetivo é encontrar um plano de suprimento que minimize o custo total. (BALLOU, 1993, p.213). Segundo Ballou (2004, p. 249) “as razões para manter estoques relacionam-secom o serviço ao cliente ou com as economias de custo derivadas indiretamente dele”.Ou ainda segundo esse autor, a necessidade de manter estoques acarreta uma sériede custos à empresa, custos estes classificados por Balou (1993), em custos demanutenção, para Dias (2006) custos de armazenagem; o custo de aquisição oucompra (BALLOU, 1995) ou custo de pedido (DIAS, 2006) e ainda, segundo ambos oscustos de falta.2.4.1.1 Custo de manutenção ou armazenagem de estoque As empresas, entretanto devem estar conscientes dos custos para manterestoques, pois a manutenção de estoques é considerada de suma importância paragarantir competitividade. De acordo com Ballou (1995, p.123), “Estão associados a todos os custosnecessários para manter certa quantidade de mercadoria por um período de tempo”. Segundo Dias (2006), todo e qualquer armazenamento de material geradeterminados custos que são: ■ juros; ■ depreciação; ■ aluguel; ■ equipamentos de movimentação; ■ deterioração; ■ obsolescência; ■ seguros; ■ salários; ■ conservação.
  29. 29. 28 Segundo ainda o autor, todos eles podem ser agrupados nas seguintesmodalidades: ■ custos de capital (juros, depreciação); ■ custos com pessoal (salários, encargos sociais); ■ custos com edificação (aluguéis, impostos, luz, conservação); ■ custos manutenção (deterioração, obsolescência, equipamento).2.4.1.2 Custo de compras/aquisição/pedidos Estes, conforme Ballou (1995, p.212), “Estão associados ao processo deaquisição das quantidades requeridas para a reposição do estoque”. Ou seja, umaordem de compra envolve custos que originam no custo do pedido, como o transporte,custo de manuseio e por fim o preço da mercadoria.2.4.1.3 Custo da falta Os custos associados à falta de estoque estão intimamente associados ao nívelde serviço atingido, sendo sua quantificação financeira. Apesar de sua grandeimportância, raramente são utilizados para Ballou (1995, p.212) “São aqueles queocorrem caso haja demanda por itens em falta, [...]. Este custo pode ser estimado comolucro perdido na venda agregada de qualquer perda de lucro futuro [...]”. Existem certos componentes de custo que não podem ser calculados comgrande precisão, mas que ocorrem quando um pedido atrasa ou não pode ser entreguepelo fornecedor. De acordo com Dias (2006), pode-se determinar os custos de falta deestoque ou custo de ruptura das seguintes maneiras:
  30. 30. 29 ■ Por meio de lucros cessantes, devido à incapacidade do fornecimento. Perdas de lucros, com cancelamento de pedidos; ■ Por meio de custeios adicionais, causados por fornecimentos em substituição com material de terceiros; ■ Por meio de custeios causados pelo não-cumprimento dos prazos contratuais como multas, prejuízos, bloqueio de reajuste; ■ Por meio de quebra de imagem da empresa, e em conseqüência beneficiando o concorrente (DIAS, 2006, p.49). Garcia (2001) coloca que a gestão de estoque abrange uma grande gama deatividades de uma empresa, normalmente existem custos, que não os de manutençãode estoque ou associados diretamente à falta de produto, que são impactados peloprocesso de gestão. A definição de quais custos devem ser considerados é função dascaracterísticas operacionais de cada empresa, devendo ser identificados seusprincipais impactos na gestão de estoque. As dificuldades em estimar os custos de faltas, de acordo com Ballou (2004)leva as empresas em optarem por estratégias de atendimento diretamente pelo estoquedisponível.2.4.2 Controle de nível de estoque Inicialmente, antes de adentrar-se ao controle do nível de estoque, deve-sedissertar, mesmo que de forma sumária sobre os princípios do controle do estoque. Segundo bibliografia encontrada existem diversos aspectos que devem serdefinidos, antes de se montar um sistema de controle de estoques, como por exemplo,os diferentes tipos de estoques existentes em uma empresa; os diferentes pontos devista quanto ao nível adequado que cada um deve manter para atender às necessidadese, outro como a relação existente entre o nível do estoque e o capital necessárioenvolvido. Referente aos objetivos existentes para que se organize um setor de controlede estoques, embasando-se em Dias (2006, p.25) têm-se como os principais:
  31. 31. 30 a) determinar “o que” deve permanecer em estoque: número de itens; b) determinar “quando” se devem reabastecer os estoques: periodicidade; c) determinar “quanto” de estoque será necessário para um período predeterminado: quantidade de compra; d) acionar o departamento de compras para executar aquisição de estoque: solicitação de compra; e) receber, armazenar e guardar os materiais estocados de acordo com as necessidades; f) controlar os estoques em termos de quantidade e valor; fornecer informações sobre a posição do estoque; g) manter inventários periódicos para a avaliação das quantidades e estados dos materiais estocados; h) identificar e retirar do estoque os itens obsoletos e danificados. As empresas atribuem importâncias variadas aos controles de nível de estoques.Os recursos investidos em estoques variam grandemente dependendo do setor a que aempresa pertence. Quando administram estoques, as empresas estão cuidando deparcela substancial dos seus ativos. Daí a justificativa de a maioria das empresas teremum departamento, setor ou divisão, para cuidar e gerir os materiais em estoques quersejam matéria-prima, quer sejam produtos em processo ou acabados (MARTINS; ALT,2000). O controle de estoques exerce grande influência na rentabilidade da empresa,no qual pequenos erros acarretam prejuízos, portanto, o nível de estoque a ser adotadoé fundamental para o sucesso das mesmas. O controle do nível de estoque de forma eficaz, naturalmente, está associado àprevisão da demanda quanto à época em que se realizará, como também em relação àquantidade. A projeção de vendas passadas, com o emprego de técnicas matemáticase estatísticas, fazendo as correções quanto a evolução do mercado internacional, é atécnica de previsão mais comum em grande empresas. No mercado há softwaresprontos para calcular os níveis de estoque previstos. O prazo considerado na previsãodepende fundamentalmente do tempo de ressuprimento. Em princípio, transportadoresque oferecem um tempo de ressuprimento menor e, principalmente, mais confiáveldevem ter a preferência de compradores e fornecedores (BALLOU, 1995).
  32. 32. 312.4.2.1 Manutenção de altos níveis de estoques Pode-se dizer que, de um modo geral, significam maior probabilidade de prontoatendimento aos clientes. O departamento comercial gostaria que os estoques fossemsempre elevados e com grande variedade, pois, dessa forma, teriam muito maisflexibilidade na hora de vender, podendo prometer prazos curtos ou mesmo imediatospara as entregas. O não atendimento de um pedido, no rompimento, na quantidade e prazosolicitado pelo cliente, traz, certamente, prejuízo à empresa. Embora seja muito difícilquantificar monetariamente esse prejuízo. Os principais itens responsáveis por elevados estoques são de acordo com Ballou (1995), matéria-prima e material em processo não necessários ao balanceamento ótimo do ciclo de produção e produto acabado que não possa ser vendido ou acima do nível necessário para satisfazer a futura demanda e a capacidade de produção.2.4.2.2 Manutenção de baixos níveis de estoques As empresas cada vez mais tem objetivo de reduzir estoques e buscandogarantir disponibilidade de produto aos clientes, mantendo um ótimo nível de serviço ealcançando vantagens competitivas. O que vem determinando este tipo de política, segundo Fleury, Wanke e Figueiredo (2000), são: ■ a diversidade crescente no número de produtos, que torna mais complexa e trabalhosa a contínua gestão dos níveis de estoque, dos pontos de pedidos e dos estoques de segurança; ■ elevado custo de oportunidade de capital, reflexo das proibitivas taxas de juros brasileiras, tem tornado a posse e a manutenção de estoques cada vez mais onerosas; ■ foco gerencial na redução do capital circulante líquido, uma das medidas adotadas por diversas empresas que desejam maximizar seus indicadores de Valor Econômico Adicionado (Economic Value Added -EVA) (FLEURY, WANKE & FIGUEIREDO 2000, p.182).
  33. 33. 322.5 A Curva ABC usada no Gerenciamento de Estoques A classificação ABC é uma atenção administrativa dada aos itens de estoquecom maior valor. A curva ABC é um importante instrumento para o administrado, ela permite identificar aqueles itens que justificam atenção e tratamentos adequados quanto à sua administração. Obtém-se a curva ABC através da ordenação dos itens conforme a sua importância relativa (DIAS, 2006, p.83). Para Messias (1993, p. 103) a classificação ABC "É um método que consisteseparar em três grupos ABC, classificando-os de acordo com os seus valores, e dandoimportância de controle de materiais de maior valor monetário". Completando Messias, de acordo com Arnold (1999), a classificação ABC éutilizada para classificar itens de acordo com a sua importância, ter um controle melhora um custo razoável, baseando-se na observação de um pequeno número de itens comcustos mais altos. O perfil de curva ABC deriva da observação dos perfis dos itens nas empresas,tratando-se de uma ferramenta gerencial que permite identificar quais itens justificamatenção e tratamento adequados quanto à sua importância relativa. O princípio da classificação ABC ou curva 80 – 20 é atribuído a Vilfredo Paretto,um renascentista italiano do século XIX, que em 1897 executou um estudo sobre adistribuição de renda. Através deste estudo, percebeu-se que a distribuição de riquezanão se dava de maneira uniforme, havendo grande concentração de riqueza (80%) nasmãos de uma pequena parcela da população ( 20% ). A partir de então, tal princípio de análise tem sido estendido a outras áreas eatividades tais como a industrial e a comercial, sendo mais amplamente aplicado apartir da segunda metade do século XX. De acordo com Dias (2006), a curva ABC tem sido bastante utilizada para aadministração de estoques, para a definição de políticas de vendas, para oplanejamento da distribuição, para a programação da produção e uma série deproblemas usuais de empresas, quer sejam estas de características industriais,
  34. 34. 33comerciais ou de prestação de serviços. Considerando-se as atividades de uma empresa, todos os materiais merecematenção. Contudo, analisando o estoque sob o prisma econômico-financeiro(movimentações de valor),verifica-se que existe uma variação na importância dosdiferentes itens, "poucos vitais, muitos triviais". (FRANCISCHINI; GURGEL, 2002, p.98). Sendo assim, qualquer inventário estudado destaca-se por uma pequenaporcentagem de itens responsável por grande porcentagem do valor global (classe A),enquanto se tem, em contrapartida, uma grande porcentagem de itens responsável porparte irrisória do valor global (classe C). Situando-se numa faixa intermediária dasanteriores têm-se os itens classe B. Para Slack, Chambers e Johnston (2002, p. 402): "os itens com movimentaçãode valor particularmente alto demandam controle cuidadoso, enquanto aqueles combaixas movimentações de valor não precisam ser controlados tão rigorosamente". Éatravés da CURVA ABC que se pode conhecer, portanto, a ordem de prioridade de umalista de estoques, separando (segundo Pareto) o essencial do trivial, tornando possívelestabelecer uma política de gestão, definindo procedimentos e critérios específicos, deação administrativa, capazes de melhorar o desempenho da organização. Desta forma, alude Jacobsen (2006, p.36): Os itens A devem permanecer em estoque pelo menor tempo possível, o controle deve ser mais rigoroso, as previsões feitas com maior exatidão possível, e a movimentação desde o fornecedor até a utilização final programada e acompanhada atentamente, acarretando significativo resultado. Os itens C podem ser estocados em quantidades maiores, exceção feita aos produtos perecíveis (importante não deixar faltar), com controles menos rígidos em termos de quantidade e freqüência, requerendo menor esforço administrativo e pouca imobilização de capital. Para os itens da classe B o tratamento pode ser intermediário, devendo ser controlados de forma atenta, mas flexível. Sendo assim, constatar-se-á que uma pequena economia obtida naadministração do estoque dos itens classe A significará para a empresa muito mais doque uma grande economia nos itens classe C, conforme alude Jacobsen (2006). Alerta ainda Jacobsen (2006, p. 37), que “a lógica da CURVA ABC deve serusada com certos cuidados. Alguns itens de estoque, independentemente da classe (A,
  35. 35. 34B ou C) a qual pertencem, apresentam particularidades que exigem tratamentosdiferenciados dos demais”. Sendo assim, uma análise ABC é preparada freqüentemente para determinar ométodo mais econômico para controlar itens de estoque, pois, através dela torna-sepossível reconhecer que nem todos os itens estocados merecem a mesma atenção porparte da administração ou precisam manter a mesma disponibilidade para satisfazer osclientes. Assim, conduzir uma análise ABC é com freqüência um passo muito útil noprojeto de um programa de ação para melhorar a performance dos estoques, reduzindotanto o capital investido em estoques como os custos operacionais. Ballou (1995) coloca que dentro do critério ABC, podem-se estabelecer níveisde serviços diferenciados para as diversas classes, por exemplo: 99% para itens A,95% para itens B e 85% para itens C, de forma a reduzir o capital empregado emestoques, ou podem-se usar métodos diferentes para controlar o estoque e, assim,minimizar o esforço total de gestão. Em suma, é inegável a utilidade da aplicação do princípio ABC aos maisvariados tipos de análise onde se busca priorizar o estabelecimento do que é mais oumenos importante num extenso universo de situações e, por conseqüência,estabelecer-se o que merece mais ou menos atenção por parte da administração,particularmente no que diz respeito às atividades de gestão de estoques.
  36. 36. 353. DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA DE CAMPO Esta seção apresenta os resultados do trabalho de campo, iniciando pelacaracterização da empresa, apresentação dos resultados e as conclusões,proporcionando respostas aos objetivos propostos.3.1 Caracterização da Empresa Nesta seção é apresentada uma breve caracterização da Comercial deAlimentos Poffo LTDA, com informações necessárias para as respostas dos objetivospropostos. São apresentadas informações como histórico, missão, visão, objetivos,organograma, número de funcionários, processos, clientes e concorrentes.3.1.1 Histórico A Comercial de Alimentos Poffo LTDA foi criada no dia 19 de maio de 2001.Com nome fantasia representado por “Mini Preço”, atua no setor supermercadista naregião de Santa Catarina. Sob o comando da senhora Honorata Poffo, iniciou suasatividades com 23 filiais e 1 Central de Distribuição localizada em Itajaí. Neste anohaviam 1507 funcionários permanentes no quadro da empresa. As filiais estavam presentes nas seguintes cidades: 1 em Timbó, 2 em Indaial, 5em Blumenau, 2 em Balneário Camboriú, 1 em Brusque, 2 em Camboriú e 7 em Itajaí. Como a empresa “nasceu” devido a uma cisão entre o Supermercados Vitória-que era comandada pelo senhor Cidio Sandri- ela começou herdando metade das filiaisdo Supermercados Vitoria, metade de suas frotas, etc. e inclusive, com metade de suasdívidas, que eram milhões naquela época. Naquela época, a concorrência era menor, tendo apenas como principal
  37. 37. 36concorrente dentro do estado o Supermercados Angeloni, o mercado também não eratão exigente como hoje, e devido a mudanças com o passar dos anos, tendo em contaainda parte da dívida, foi muito difícil manter a empresa com capital de giro e capitalpara investimentos. No começo a empresa teve muita dificuldade para continuar com credibilidadejunto aos seus fornecedores, pois no momento da cisão, haviam contas a serem pagas,e o Supermercados Vitória não quitou sua parte, assim, por ser uma empresa familiar,os fornecedores achavam-se no direito de cobrá-las do Mini Preço. Hoje todas asdívidas foram quitadas, e seus problemas com fornecedores já não existem mais. Existeuma boa relação e parcerias em sua grande maioria. Devido a alguns problemas internos, e decisão dos diretores, ao longo dos anos,a organização foi encerrando as atividades em algumas de suas filiais, tais como a deTimbó, 1 em Indaial, 2 em Blumenau, 1 em Balneário Camboriú, em Brusque, 2 emCamboriú e 2 em Itajaí. Hoje permanece com 13 filiais, sua Central de Distribuição, ecom 1005 funcionários. Com 9 anos no mercado, e com experiência adquirida aopassar dos anos, os diretores administram a empresa com o seu “know-how”. Por seruma empresa familiar, o Mini Preço vem seguindo para sua 3ª geração, com atualmente5 netos da senhora Honorata Poffo trabalhando para o crescimento da organização.3.1.2 Missão e Visão A missão da Comercial de Alimentos Poffo LTDA é “Ser uma empresa séria,preocupada em atender os clientes com qualidade nos produtos e nos serviçosoferecidos”. Já a visão é “Atender todo o estado de Santa Catarina, sendo referência noatendimento aos clientes” O principal objetivo da Comercial de Alimentos Poffo LTDA é a qualidade doserviço prestado ao cliente e produtos de qualidade com preços justos.
  38. 38. 373.1.3 OrganogramaFigura 1: Organograma da Comercial de Alimentos Poffo LTDA.Fonte: Dados primários da pesquisa.3.2 Recebimento de Mercadorias Existem duas formas de recebimento de mercadorias dentro do Mini Preço,uma delas é diretamente do fornecedor, e outra forma é da própria Central deDistribuição.3.2.1.Compras pelo Fornecedor Cada loja possui um comprador, que fica responsável por fazer as compras dasmercadorias que estão com rupturas, ou mercadorias em que a demanda é maior doque o previsto.
  39. 39. 38 Para que seu cliente não fique insatisfeito, para também não deixar de atender ademanda necessária, e isso não gere perda de vendas (lucro) para a empresa, ocomprador vai até a área de vendas da loja (onde os clientes fazem suas compras),analisa cada gôndola, e juntamente com o encarregado do setor, discuti se suasanotações de rupturas, ou de futuras rupturas estão de acordo com o conhecimento doencarregado. Então o comprador identifica o produto a ser comprado, abre seu sistema(Sysmo), e entra na tela de geração de pedidos, que pode ser visualizada abaixoFigura 2: Geração de pedidos.Fonte: Dados primários da pesquisa.. Nesta tela ele identifica de que loja ele pertence, já que existem 13 filiais do MiniPreço, para que loja é o pedido, qual é o código do fornecedor, o prazo de entrega dopedido a ser feito, e a cobertura do pedido, que nada mais é do que o tempo em que opedido destas mercadorias cobre, até que o próximo pedido chegue a sua filial. Éaberta então, uma tela com todos os produtos cadastrados deste fornecedor, contendo
  40. 40. 39o código de cada item, a descrição de cada produto, ou seja, como ele esta identificadono sistema, há também o estoque do produto, o valor de pendência (se existir), quenada mais é do que uma entrega que ainda não foi realizada, uma previsão dedemanda do produto, e por fim, o sistema sugere uma quantidade a ser compradodeste produto. Esta tela pode ser visualizada abaixoFigura 3: Produtos cadastrados.Fonte: Dados primários da pesquisa. Assim que o comprador informa ao sistema quais produtos e quantidades vãoser compradas, de acordo com sua necessidade real, o sistema abre uma próxima telaque informa o valor total da compra, como na figura abaixo.
  41. 41. 40Figura 4: Valor total do pedido.Fonte: Dados primários da pesquisa. Por fim, uma última tela informa a data em que a compra está sendo realizada, aprevisão de entrega desta compra, a forma de pagamento (à vista, a prazo, etc.), e ascondições de pagamento (28 dias, 30 dias, 45 dias, etc.). A figura a seguir facilita acompreensão.
  42. 42. 41Figura 5: Prazo de pagamento.Fonte: Dados primários da pesquisa. Terminado este processo, o comprador envia o pedido para o vendedor, seja porfax, por e-mail, ou em mãos. Então o vendedor recebe este pedido, informa para o sistema de sua empresaquais produtos e quantidades foram pedidas pelo cliente (Mini Preço) e na datamarcada para a entrega, o cliente recebe sua mercadoria de acordo com o que foipedido.
  43. 43. 423.2.2 Recebimento de Mercadorias do Fornecedor Cada filial tem seu próprio depósito, e dependente da quantidade de vendas daloja, precisa-se de um número maior de conferentes, devido à maior movimentação decargas e recebimento de mercadorias. As mercadorias oriundas do fornecedor são recebidas diretamente na loja. Quando chegam à porta do depósito da filial destino, os conferentes recebem anota fiscal, e conferem no seu sistema interno (Sysmo), se houve realmente um pedidodo “seu comprador”. Nesta conferência de pedido, o conferente tem acesso a quaisprodutos foram pedidos, a quantidade que foi solicitada de cada produto, e o preço decusto, já combinado entre o comprador e vendedor, na negociação inicial. Apósconferência desses itens, e confirmação de que tudo está de acordo com o que foipedido, as mercadorias começam a ser descarregadas. O conferente inspeciona cadacaixa, abrindo-a e conferindo se o prazo de validade do produto está de acordo com oprazo determinado pela empresa. Conferido o prazo dos produtos, e a quantidade demercadorias, o conferente recebe novamente a nota fiscal, e nela contém alguns dadosimportantes, tais como: o número desta nota fiscal, o nome de cada produto que hánela, a quantidade pedida de cada item, o valor unitário de cada produto, o valor totalde cada produto (por exemplo, se o produto custa R$ 1,00 e foram pedidas 36unidades, ou seja, valor total igual a R$ 36,00), os impostos (ICMS, IPI, ST), a soma dovalor total dos produtos, e por fim, o valor total da nota fiscal. Em seguida, carimba-se anota, registrando em que dia, mês e ano a filial recebeu estas mercadorias descritas nanota fiscal. Retira-se o canhoto da nota e ele então é devolvido ao motorista daempresa em que os produtos foram comprados. Assim que os produtos foramconferidos, e a nota fiscal também, caso esteja tudo correto, as mercadorias sãoencaminhadas ao depósito da loja, para posteriormente serem colocadas na gôndola eserem vendidas, caso contrário, se houver algum erro, todas as mercadorias sãodevolvidas através de uma nota fiscal emitida pela filial. Após terminar todo esseprocesso, o conferente escreve ao lado de cada produto da nota fiscal, o código internoque cada item recebe dentro do sistema do Mini Preço. Isso ajudará o digitador (chama-
  44. 44. 43se CPD dentro da organização), a agilizar seu processo, quando futuramente elelançará no sistema interno item por item, preço por preço de cada nota fiscal recebidapela filial, então, como ao lado de cada produto na nota fiscal, contém o código internodo item, já escrito pelo conferente no recebimento das mercadorias, isso facilitará seuprocesso.3.2.3 Recebimento de Mercadorias Pela Central de Distribuição Mercadorias recebidas pela Centra de Distribuição (CD) são enviadas em umcaminhão da própria empresa. As mercadorias são colocadas dentro do caminhãoainda na CD, e em seguida ele é lacrado. O motorista do caminhão leva consigo asnotas fiscais, onde contém todos os itens e quantidades que estão sendo enviados àfilial, e anotado em um folha (romaneio) o valor total das notas fiscais, o número dolacre, e o horário em que o caminhão sai da CD. Chegando à filial destino, o número dolacre presente no caminhão é conferido com o número do lacre anotado no romaneio,para evitar qualquer tipo de extravio de mercadorias, e juntamente com o romaneio, oconferente da filial recebe todas as notas fiscais enviadas da CD para esta loja, paraque o CPD da filial consiga digitar os produtos recebidos e colocá-los no estoque. Apósa conferência do lacre, o caminhão é aberto, e as mercadorias começam a serdescarregadas pelos próprios funcionários da filial, colocando-as no depósito da loja(essas mercadorias sairão do depósito da loja e serão colocadas nas gôndolas para avenda de acordo com sua necessidade). O conferente da filial anota no romaneio ohorário em que o caminhão chegou nesta loja. Terminado o descarregamento, se aindahouver mercadorias dentro do caminhão, que irão para outras filiais, ele é novamentelacrado, e o número do lacre e anotado no romaneio que está com o motorista docaminhão (o romaneio desta outra filial). Caso não tenha mais nenhuma mercadoriadentro do caminhão, seu destino é novamente a CD, sendo assim, não há necessidadede ser lacrado.
  45. 45. 443.3 Expedições de Produtos Existem duas formas de expedir notas fiscais dentro da organização. Uma delasé por transferência interna de mercadorias, e a outra é por devolução de mercadorias.3.3.1 Transferência Interna de Mercadorias A transferência interna de mercadorias pode ser expedida de uma filial para aoutra,da Central de Distribuição para as filiais, e das filiais para Central de Distribuição.3.3.1.1 Transferência Interna de Mercadorias entre Filiais Isso ocorre dentro da empresa, devido à falta de mercadorias para cobrir umademanda maior do que a esperada, ou em determinados momentos, por excesso demercadorias, transferindo o excesso para outra filial em que contem pouco, ou nãocontem esta mercadoria em sua gôndola. Para que isso ocorra entre as filiais, o gerenteda loja, ou o comprador terá de autorizar esta transferência, sendo que um delesentrará em contato com outra filial, seja este contato por e-mail, por sistema, ou atemesmo por telefone, para que a mercadoria desejada seja pedida, ou se esta filial tivero excesso, um deles autorizara a transferência deste produto. Por exemplo, ocomprador da filial 05 detecta que há apenas 20 unidades de um determinado tipo decafé (café “X”) na gôndola, e confere no sistema se apenas 20 unidades de café “X”poderão suprir a demanda pelo período em que ele deseja (ate que chegue o próximopedido). Caso 20 unidades não sejam suficientes, ele então, entra em contato comoutra filial da rede, por exemplo, filial 04, seja o contato por telefone, por e-mail, por fax.A partir deste momento, o comprador da filial 05, informa ao comprador da filial 04, que
  46. 46. 45necessita de 30 unidades deste café “X” (supondo que sua necessidade para o períodoanalisado seja de 50 unidades) informando-lhe também o horário em que o motorista desua filial ira buscar esta mercadoria. O comprador da filial 04 verifica seu estoque, eanalisa a possibilidade de transferir 30 unidades de café “X” para a filial 05. Depois deanalisado, se o comprador da filial 04 decidir transferir as 30 unidades de café”X”, elecomunica o CPD de sua filial, para que faca uma nota de transferência com 30unidades deste café, com destino a filial 05. Esta nota de transferência nada mais é doque uma nota fiscal, mas que não contem impostos a ser cobrados, como por exemploIPI, ICMS, ST, pois ela apenas transfere mercadorias entre as filiais, não ocorrenenhum tipo de comercialização, como a venda por exemplo. Nesta nota deve conter oendereço da filial destino, numero da nota, o dia da emissão da nota, o código reduzidode cada produto, o nome do produto, a quantidade que está sendo transferida, o preçode custo desta mercadoria e o valor total da nota. Finalizando a nota de transferência ocomprador da filial 04, aguarda a chegada do motorista da filial 05. No momento emque o motorista da filial 05 chega, o comprador entrega a nota para ele e então a notade transferência é assinada pelo motorista da filial 05, confirmando que esta recebendopara transferir 30 unidades de café “X”. A mercadoria é então abastecida no veiculo dafilial 05, onde o motorista fará o transporte da filial 04, para a filial 05.3.3.1.2 Transferência de Mercadorias da Central de Distribuição para as Filiais Há no Mini Preço, uma Central de Distribuição (CD), onde alguns fornecedorescadastrados na rede entregam suas mercadorias. Nesta CD ficam estocados osprodutos recebidos. Cada filial informa ao comprador da CD por e-mail, ou via sistema,a quantidade de cada produto em que precisara para suprir a necessidade de suademanda. Pelo sistema, o comprador da filial entra no Sysmo (sistema interno daempresa) e segue ate a parte de logística, onde contem um campo denominado de“abastecimento”, e nele outro campo denominado de “gerar pedidos para a CD”. Nestecampo, o comprador da filial informa o departamento em que pertence este produto a
  47. 47. 46ser pedido (por exemplo, departamento 103 Limpeza, 100 Mercearia, 104 Perfumaria,ou ate mesmo todos os departamentos juntos). Então dentro desta próxima janela,haverá todos os produtos que pertencem ao departamento selecionado. Nesta janelacontem o código interno de cada produto, a descrição do produto ( nome do produtoadotado pelo Mini Preço), quantidade disponível na CD, quantidade em estoque na loja,pendência, ou seja, se há alguma pendência de pedido desde produto, demanda doproduto, e uma sugestão de pedido para o produto. Selecionado as quantidades decada produto pedido, o comprador encerra esta janela, e confirma o pedido. Agora, ocomprador da CD esta informado da quantidade a ser enviada a filial deste(s)produto(s). Assim que os produtos comprados chegam a CD, os funcionários dividemos produtos recebidos, de acordo com o pedido de cada filial, por exemplo, foramrecebidos 50 caixas de creme de leite “Y”, então, os funcionários dividem estas caixasentre as filiais, de acordo com o pedido do comprador de cada filial. O comprador dafilial 01 pediu 15 caixas de creme de leite “Y”, e serão enviadas 15 caixas a filial 01. Depois de separado todo o pedido de cada filial, é feita a relação dos pedidos aserem encaminhados a cada filial. Então, a partir desta relação, é emitida uma notafiscal de transferência interna, uma para cada filial, e cada nota contem, o endereço dafilial destino, a data de emissão da nota, o numero da nota, o código do produto queestá sendo transferido, a descrição, ou seja, o nome do produto, a quantidade que estasendo transferida, o custo unitário, o custo total, ou seja, multiplica-se a quantidade queesta sendo transferida pelo custo unitário do produto, o valor de IPI, ST, ICMS, o valortotal dos produtos, e o valor total da nota. A partir daí os caminhões são abastecidoscom as mercadorias, e cada caminhão levará a nota fiscal da filial em que estarátransportando estas mercadorias, ou seja, se o caminhão 1 esta levando mercadoriaspara a filial 05, ele levará consigo a nota fiscal de transferência de mercadoria internada filial 05, e assim para cada filial. Então o caminhão é lacrado, e o numero do lacre éanotado no romaneio, que é um documento que esta sendo encaminhado junto asnotas fiscais, onde contem, o valor total das notas, o horário de saída do caminhão (daCD para a loja destino), e o numero do lacre que foi usado para fechar o caminhão.Terminado todo este processo, o caminhão está liberado para transportar asmercadorias até sua filial destino.
  48. 48. 473.3.1.3 Transferência de Mercadorias da Filial para a Central de Distribuição As filiais em alguns momentos detectam um excesso de mercadoria em seuestoque, seja qual for o motivo e o produto. O comprador, ou encarregado da área devendas comunica o gerente sobre o produto em excesso, e se o gerente da filial acharconveniente transferir esta mercadoria, ele entra em contato com um dos compradoresda CD, seja por e-mail, sistema ou telefone. Assim o comprador da CD transferira estamercadoria a alguma filial que não tem, ou que esta com o estoque muito baixo, oucaso todas as filiais já tenham esta mercadoria no estoque ideal, ficara estocada na CD,ate que seja transferida no momento certo. Por exemplo, um estoque muito superior ademanda prevista para o mês, mas pelo motivo de uma compra com preço mais baixo,onde a venda não surgiu como o planejado, podendo ser de bombom, ou ração paracachorro, ou atum enlatado, etc. Deste modo o comprador, ou o encarregado pela áreade vendas (local onde os clientes fazem suas compras),detecta o produto, e analisa aquantidade a ser retirada, eliminando o excesso em sua loja. Então, o comprador dafilial comunica o comprador da CD, por e-mail, por telefone, ou fax, que será enviado aCD uma quantidade “X” de um produto, explicando o motivo do excesso. A seguir, ocomprador da filial comunica o CPD da loja, para que faca uma nota de transferênciainterna, com destino a CD, contendo a quantidade “X” do produto a ser enviado. Nestanota apresenta-se o endereço da filial destino ( neste caso a CD), o numero da notafiscal, a data de emissão da nota fiscal, o código de cada produto, o nome do produto, aquantidade que está sendo transferida, o preço de custo desta mercadoria, e o valortotal da nota fiscal. Após este procedimento, a mercadoria e colocada no veiculo deentregas da filial, e então o motorista recebera a nota fiscal de transferência internaemitida, e transportará ate a CD os produtos a serem encaminhados.
  49. 49. 483.3.2 Nota de Devolução de Mercadorias Em todos os supermercados existem produtos expostos nas gôndolas, paraque o cliente sinta-se a vontade e escolha os produtos de sua compra de acordo comsua necessidade ou desejo no momento. Clientes avaliam preços, embalagem,informações nutricionais, entre outros fatores que contribuem para a decisão de comprado produto. Desta forma, em alguns momentos produtos expostos são furados,rasgados, amassados, abertos, ou seja, são cometidas infrações que inviabilizam acomercialização do produto, e, portanto, não servem mais para serem vendidos. Assimos funcionários que encontram produtos com algum problema, tais como embalagemfurada, rasgada, ou mal impressa, entre outros, retiram o produto da gôndola, eencaminham ate o depósito da loja, entregando ao conferente. Por sua vez, oconferente conta a quantidade deste produto “X” que foi retirado da área de vendas,abre o sistema interno da empresa (Sysmo). Após aberto, o conferente lança o produtono sistema da seguinte forma: clica no opção módulos, gestão de estoque,movimentação diária, troca de produtos, lançamento, e após isto, lança o código doproduto e sua quantidade. Depois de lançado, o produto é guardado no setor de devoluções da loja, ondecontem todos os itens que estão inapropriados para serem vendidos. Neste setor, háuma caixa para cada empresa, para que dentro desta caixa, sejam colocados osprodutos que não podem mais ser vendidos, aguardando assim que sejam devolvidosao fornecedor. Quando o comprador da loja entra em contato com o fornecedor para efetuar umpedido de mercadorias (compra de mercadorias), o próprio comprador já esta ciente daquantidade em reais, e quantidade de cada produto que esta no setor de devolução daloja, já que no sistema interno o comprador recebe estas informações. No momento emque o pedido esta sendo digitado, para depois ser enviado ao vendedor, na tela, ondeaparece todos os produtos cadastrados do fornecedor, o comprador pode verificar estasquantidades e valores totais dos produtos na devolução, desta determinada empresa,como mostra a figura abaixo.
  50. 50. 49Figura 6: Produtos na devolução.Fonte: Dados primários da pesquisa. Feito o pedido, a loja fica a espera do recebimento da mercadoria, que chegarana data afirmada pelo fornecedor. Quando o pedido feito chega à loja, os produtos são conferidos um a um, e nofim deste processo de recebimento de mercadorias, o conferente entrega ao entregadordesta empresa, todos os produtos que estão no setor de devolução, mas apenas osprodutos desta empresa em que entregou o pedido, ou seja, cada empresa levaraapenas como produto de devolução, produtos pertencentes a sua empresa. Então o conferente emite uma nota de devolução. Nesta nota contem o endereçoda filial remetente, o endereço da filial destino, o numero da nota fiscal, a data deemissão da nota, o código interno do produto, a descrição do produto, ou seja, o nomedo produto, a quantidade que esta sendo transferida de cada produto, o custo unitáriode cada item, o custo total, que nada mais é do que a quantidade multiplicada pelo
  51. 51. 50custo unitário do produto, o valor de IPI,ST e ICMS, o valor total dos produtos, e o valortotal da nota fiscal. Emitida a nota, o conferente entrega ao entregador, é conferindo com o que estásendo levado, assina esta nota, ficando com a primeira via da nota. Desta forma, estaempresa que esta levando os produtos de devolução, pagara ao Mini Preço, o valorreferente na nota fiscal de devolução.3.4 Identificar as Possíveis Falhas dos Procedimentos deRecebimento e Expedição Falhas são cometidas diariamente, e em todas as organizações possuem suasfalhas, tendo seus colaboradores como principal fator para identificá-las é propormelhorias e soluções para tais erros. Como os processos de recebimento e expediçãode mercadorias na empresa Mini Preço são feitos por funcionários da empresa, comotodo ser humano, ele esta sujeito a falha, prejudicando as informações contidas nosistema, o processo e o andamento da empresa.3.4.1 Processo de Recebimento de Mercadorias Independentemente de quem a filial esteja recebendo esta mercadoria, seja eladiretamente pelo fornecedor, pela CD, ou por outra filial, o processo correto é o mesmo. No momento da chegada da mercadoria ao depósito da loja, os conferentes dafilial recebem a nota fiscal para conferência do pedido feito, ou seja, se o pedido queesta chegando, esta de acordo com o que o comprador solicitou ao remetente. Dentrodo sistema interno da empresa (Sysmo), o conferente tem acesso a quais produtosforam pedidos, a quantidade que foi solicitada de cada produto, e o preço de custo, jácombinado entre o comprador e vendedor, na negociação inicial. A partir daí, caso o

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