Breve analise do_julgamento_judaico_de_jesus

412 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
412
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
52
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
7
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Breve analise do_julgamento_judaico_de_jesus

  1. 1. BREVE ANÁLISE DO JULGAMENTO JUDAICO DE JESUS Aproximadamente um terço dos evangelhos narram os eventos derradeiros da vida de Jesus. De fato, muitas coisas importantes aconteceram neste pequeno espaço de tempo chamado de “Semana da Paixão”. Teologicamente podemos dizer que foi um momento crucial no desenvolvimento da história da Redenção. Um trecho bastante explorado por estes biógrafos autorizados de Jesus trata-se exatamente das acusações e dosjulgamentos legais em que o rabi da Galiléia foi submetido pouco antes de ser morto cruelmente. Tudofoi muito rápido: ele foi traído por um “amigo”, preso, espancado e acusado de blasfêmia pelasautoridades judaicas, entregue ao poder governamental de Roma e condenado à morte da cruz.Na verdade, podemos observar dois tribunais de julgamento atuando no controverso caso destesimples judeu de Nazaré: o julgamento judaico e o julgamento romano. Ambos, diga-se, cheios decontradições, engodos, e incoerências. O fato é que um homem justo e inocente foi condenado a umamorte escandalosamente brutal. Vejamos agora somente o primeiro julgamento.01º erro: Ação investigativa violenta e desmedida contra integridade física e moral de umInocente desprotegido (cf. João 18:12-24; Mateus 26:57-68; Marcos 14:53-65).O pobre Jesus foi tomado à força enquanto orava no jardim do Getsêmani por uma turba violenta, semnenhuma chance de defesa. O condenado em questão queixou-se da conduta desmedida dos algozes etambém da falta de razão legal. Em sua própria defesa ele disse: Estou eu chefiando alguma rebelião,para que vocês venham me prender com espadas e varas? Todos os dias eu estive com vocês,ensinando no templo, e vocês não me prenderam (cf. Marcos 14:48-49). Podemos ver que a condutade Jesus era típica de um rabino judeu, ele ensinava publicamente a vista de todos, e não havia nada deerrado nesta atividade, nem a seus próprios olhos como vimos, nem aos olhos do povo. A violência,portanto, além de gratuita foi desproporcional.02º erro: O julgamento do Inocente ocorreu em secreto, desconsiderando os procedimentoslegais da época.Autor: Daniel Grubba [Copyright © 2009] – Todos os direitos reservados.Kéryx Estudos Bíblicos e Teológicos Acesse: http://www.keryxestudosbiblicos.com.br
  2. 2. P ágina |2A principio não há nenhum erro aqui, nem todos os julgamentos são públicos. Porém, a convocaçãogeral das autoridades judaicas (O Sinédrio) para julgamentos de acusados nunca poderia acontecer naalta madrugada, como aconteceu neste caso. O fato de o julgamento ocorrer na clandestinidade, revelaa perversidade da trama que o Sinédrio envolveu Jesus, com o intuito de calá-lo, condenando-o amorte (cf. Mateus 26:3-4). Estes líderes sabiam que o julgamento não poderia ser durante o dia - avista do povo - pois certamente haveria tumulto e protesto.03º erro: As incoerências das acusações contra o Inocente.Marcos, em seu registro, especifica o imbróglio que envolveu o julgamento. Todas as acusações nãopassavam de falsos testemunhos, o que por sinal é condenado veementemente em todo Lei dos judeus,até mesmo no Decálogo (Dez Mandamentos). No capítulo 14 de seu evangelho, dos versículos 55 a59, ele nos diz que as autoridades judaicas não encontravam nenhuma denuncia que fosse verdadeira.Estava claro, até mesmo para os juízes presentes, que todas as acusações eram incoerentes, falsas, ebaseadas em uma compreensão distorcida de uma profecia de Jesus (cf. João 2.19).04º erro: O Inocente foi condenado por blasfêmia pelas autoridades judaicas.O rabi nunca blasfemou contra o Deus dos judeus. Nunca ouve alguém tão dedicado ao zelo pelahonra do Eterno Adonai. Bastavam algumas testemunhas a favor do mestre para comprovar que adeclaração de Jesus diante do Sinédrio (de que ele era o Messias) não era uma ofensa a Deus. Mas astais, testemunhas a favor, sequer foram convocadas, portanto estamos presenciando um julgamentosecreto e mancomunado. É bem possível que se elas fossem convocadas para testemunhar a favor doréu, não tivessem muita coisa a dizer. Bastava mostrar ao Sinédrio os leprosos, cegos, paralíticos,possuídos e enfermos; todos curados como evidência cabal de que aquele Inocente em juízo, nãopoderia nunca, ser um homem comum, ou um impostor.FechamentoO Inocente foi bem cedo ao amanhecer, logo após ser condenado pelo Sinédrio, levado ao governadorromano Pilatos, para ali ser mais uma vez acusado pelas autoridades judaicas, mas desta vez de“sedição contra César”, o Soberano senhor do mundo antigo. Mas esta parte fica para depois.Os únicos que poderiam ajudar Jesus eram seus amigos e seguidores. Bom...estes fugiram, morrendode medo de serem presos e mortos também. As mulheres, mais corajosas, não tinham voz alguma parareverter. O povo que o amava, virou as costas. Sim, o mesmo povo que há uma semana atrás estavamcom os ramos nas mãos proclamando na entrada triunfal “bendito o que vem em nome do Senhor”eram exatamente os mesmos que gritavam “crucifica-o”. E Deus?...Deus sabia que este era o PlanoEterno. Jesus também pouco fez em seu favor, ele veio ao mundo para isto mesmo: Morrer em nossolugar. Ninguém o matou, foi ele mesmo que voluntariamente entregou-se por nós. Jesus disse:Autor: Daniel Grubba [Copyright © 2009] – Todos os direitos reservados.Kéryx Estudos Bíblicos e Teológicos Acesse: http://www.keryxestudosbiblicos.com.br
  3. 3. P ágina |3Ninguém tira de mim a vida de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho autoridade para a dar, etenho autoridade para retomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai.Eu não sou o promotor de defesa de Jesus. Ele não precisou de ninguém para defendê-lo. Alias, esteevento já estava predito há séculos pelos profetas hebreus (cf. Isaías 53). Nada mudaria o destino deJesus, que ele mesmo aceitou em adoração ao Pai. Pois mais importante que a justiça cumprida naterra, era a Graça oferecida ao penitentes e algozes que “não sabiam o que estavam fazendo”. Por istoo Compassivo pôde dizer com amor incompreensível aos seus próprios assassinos: “Pai, perdoa-os, eles não sabem o que fazem.”Autor: Daniel Grubba [Copyright © 2009] – Todos os direitos reservados.Kéryx Estudos Bíblicos e Teológicos Acesse: http://www.keryxestudosbiblicos.com.br

×