Carta aberta aos_jovens

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Carta aberta aos_jovens

  1. 1. CARTA ABERTA AOS JOVENS (Últimas palavras de uma jovem portadora do vírus da AIDS) Originalmente esta carta foi publicada na Revista Impacto, número 28, numa edição para jovens.Meu nome é Patrícia, tenho 17 anos, e nesse momento encontro-me quase sem forças. Pedi àenfermeira Dani, minha amiga, para escrever esta carta, que será endereçada aos jovens (...) antes queseja tarde demais.Eu era uma jovem “sarada”, criada em uma excelente família de classe média alta de Florianópolis.Meu pai é engenheiro eletrônico de uma grande estatal e procurou sempre dar tudo do bom e domelhor para mim e para meus dois irmãos, inclusive a liberdade, que eu nunca soube aproveitar.Aos 13 anos venci um concurso para modelo e manequim, na Agência Kasting, que selecionou asnovas Paquitas do programa da Xuxa. Fui também selecionada para fazer um book na Agência Elite,em São Paulo. Sempre me destaquei pela minha beleza física, chamava a atenção por onde passava.Estudava no melhor colégio de Floripa e tinha todos os garotos do colégio aos meus pés. Nos finais desemana, freqüentava shoppings, praias e cinemas; curtia com minhas amigas tudo o que a vida tinha demelhor para oferecer. Porém, como a vida nos prega algumas peças, meu destino começou a mudar emoutubro de 1994, quando fui com uma turma de amigos para a Oktoberfest, em Blumenau.Na quinta-feira, primeiro dia da festa, tomei meu primeiro porre de chope. Eu já tinha experimentadoalgumas bebidas, tomava escondido da mamãe o licor Amarula, mas nunca tinha ficado bêbada. Quesensação legal! Curti a noite inteira e beijei uns 10 carinhas. Minhas amigas até colocavam o chopenuma mamadeira misturado com guaraná para enganar os “meganhas”, porque menor não podia beber;assim, bebemos a noite inteira, e os “otários” nem perceberam.Lá pelas quatro da manhã fui levada ao Posto Médico, quase em coma alcoólico, numa maca dosBombeiros. Deram-me umas injeções de glicose para melhorar. Quando voltei ao apartamento, quase“vomitei as tripas”, mas meu grito de liberdade já tinha sido dado.No sábado conhecemos uma galera de São Paulo, que estava alugando um “apê” no mesmo prédio.Nem imaginava que naquele dia eu estaria sendo apresentada ao meu futuro assassino.Bebi um pouco no sábado em uma festa, que não estava legal, e lá pelas 5h30 fomos ao “apê” dosgarotos para curtir o restante da madrugada. Lá rolou de tudo, e fui apresentada ao famoso “baseado”.No começo resisti, mas chamaram a gente de “Catarina careta”, mexeram com nossos brios eacabamos experimentando. [Copyright © 2009] – Todos os direitos reservados.Kéryx Estudos Bíblicos e Teológicos Acesse: http://www.keryxestudosbiblicos.com.br
  2. 2. P ágina |2Fiquei com uma sensação esquisita, de baixo astral, mas antes de ir embora experimentei novamente.O garoto mais velho da turma, o “Marcos”, fazia carreirinha e cheirava um pó branco, que descobri sercocaína. Ofereceram-me, mas não tive coragem aquele dia. Retornamos a Floripa, mas percebi quealguma coisa tinha mudado. Eu sentia a necessidade de buscar novas experiências e não demoroumuito para eu novamente deparar-me com meu assassino, “Drues”.Aos poucos, meus melhores amigos foram se afastando quando comecei a me envolver com umagalera da pesada. Sem perceber, eu já era uma dependente química, a partir do momento que a drogacomeçou a fazer parte do meu cotidiano. Fiz viagens alucinantes, fumei maconha misturada comesterco de cavalo, experimentei cocaína misturada com um monte de porcaria. Eu e a galeradescobrimos que misturando cocaína com sangue o efeito ficava mais forte; aos poucos nãocompartilhávamos a seringa, e sim o sangue que cada um cedia para diluir o pó. No início, a minhamesada cobria os meus custos, porque a galera repartia e o preço era acessível. Comecei a comprar a“branca” a R$ 7,00 o grama, mas não demorou muito para conseguir somente a R$ 15,00 e euprecisava, no mínimo, de cinco doses diárias.Saía na sexta-feira e retornava aos domingos com meus “novos amigos”. Às vezes a gente conseguia o“ecstasy”, dançávamos nos “points” a noite inteira e depois farra. Meu comportamento tinha mudadoem casa; meus pais perceberam, mas no início eu disfarçava e dizia que eles não tinham nada a vercom a minha vida. Comecei a roubar em casa pequenas coisas para vender ou trocar por drogas. Aospoucos o dinheiro foi faltando e, para conseguir grana, fazia programas com uns velhos que pagavambem. Sentia nojo de vender meu corpo, mas era necessário para conseguir dinheiro. Aos poucos, toda aminha família foi se desestruturando. Fui internada diversas vezes em Clínicas de Recuperação. Meuspais, sempre com muito amor, gastavam fortunas para tentar mudar o quadro. Quando eu saía daclínica, agüentava alguns dias, mas logo estava me picando novamente.Abandonei tudo: escola, bons amigos e família. Em dezembro de 1997, minha sentença de morte foidecretada: descobri que havia contraído o vírus da AIDS, não sei se me picando ou através de relaçõessexuais, muitas vezes sem camisinha. Devo ter passado o vírus a um montão de gente, porque oshomens pagavam mais para transar sem camisinha. Aos poucos, meus valores, que só agorareconheço, foram acabando: família, amigos, pais, religião, Deus – até Deus, tudo me parecia ridículo.Papai e mamãe fizeram tudo, por isso nunca vou deixar de amá-los. Eles me deram o bem maisprecioso, que é a vida, e eu o joguei pelo ralo.Estou internada, com 24 kg, horrível; não quero receber visitas, porque não podem me ver assim. Nãosei até quando sobrevivo, mas, do fundo do coração, peço aos jovens que não entrem nessa viagemmaluca... Você, com certeza, vai se arrepender, assim como eu – mas percebo que para mim é tardedemais. [Copyright © 2009] – Todos os direitos reservados.Kéryx Estudos Bíblicos e Teológicos Acesse: http://www.keryxestudosbiblicos.com.br
  3. 3. P ágina |3Patrícia encontrava-se internada no Hospital Universitário de Florianópolis e relatou sua história àenfermeira Danelise. Patrícia veio a falecer 14 horas mais tarde, de parada cardiorrespiratória, emconseqüência da AIDS. TODOS SOMOS RESPONSÁVEISEsse triste testemunho nos leva a refletir a realidade do mundo em que vivemos. O que faltou na vidade Patrícia? Não é suficiente aos pais apenas dar dinheiro e nutrir o consumismo dos filhos. Há umabismo na alma humana. Patrícia, como todos nós, buscava satisfação interior. Entretanto, ainda quenão queiramos reconhecer, há uma força maligna que nos arrasta para o pecado e para longe Dele.Quantos não estão em desespero? Será que reconhecemos que também somos culpados por milharesde jovens estarem sendo destruídos pelas drogas, prostituição e violência?Patrícia, no final, reconheceu que jogou sua vida fora. E você, o que está fazendo com sua vida? Podeser que você tenha uma vida moralmente correta, no entanto há algo pior que os pecados sexuais e ovírus da AIDS: o orgulho, que é mais terrível e devastador. O portador do vírus da AIDS tem aoportunidade de, em seus momentos de crises, refletir sobre o verdadeiro sentido da vida e descobrirque o Doador da vida é a “coisa que faltava”, o maior prazer que este mundo cruel nunca apresentou.Muitas “pessoas boas” estão indo para o abismo eterno pela dureza de seus corações, por nãoreconhecerem que são portadores do vírus do orgulho, que nos leva à independência de Deus.Este folheto, com certeza, é um alerta de Deus para sua vida. A Bíblia é a Palavra de Deus e ela nosdiz que o mundo está no maligno (1 João 5.19). Ela nos alerta que o Diabo veio para roubar, matar edestruir, enquanto o Filho de Deus, Jesus Cristo, veio para nos dar vida com abundância (João 10.10).Não se trata de religião, mas sim de uma entrega real ao Todo-Poderoso e de ser livre dos poderes dastrevas. Trata-se de receber uma nova vida, de paz interior por encontrar a verdade que faltava.Se você é alguém que foi vítima do vírus da AIDS ou está vivendo uma vida "livre", sem Deus, volte-se agora mesmo para Ele. Ele o ama. Ele respeitou sua decisão por uma “vida livre” que O deixou dolado de fora. Agora, Ele o chama. Seja livre. Volte-se para Deus e escolha ser um mensageiro da paz,resgatando vidas dos poderes das trevas, conduzindo-as para a nova vida em Jesus. Não tenha medo.Nada poderá impedir você de abandonar a vida velha e lançar-se nos braços abertos Daquele que foicravado na cruz por você. Foi para isso mesmo que Ele morreu, para comprar sua vida para Deus.Patrícia foi mais uma vítima do poder destruidor de Satanás. Ele ilude os homens, especialmente osjovens, através deste mundo afastado de Deus. Não seja você a próxima vítima. Abrace a nova vidaque o Pai celestial lhe oferece hoje. Desfrute de um relacionamento pessoal e verdadeiro com Ele. Sejavocê também alguém que encontrou o sentido da vida e estenda suas mãos para livrar a muitos queestão cegamente caminhando para o abismo eterno. Você também é responsável por esta missão. [Copyright © 2009] – Todos os direitos reservados.Kéryx Estudos Bíblicos e Teológicos Acesse: http://www.keryxestudosbiblicos.com.br

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