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9ª Edição do Caruru dos 7 Poetas
celebra a poesia e tradições
culturais da Bahia
No dia 28 de setembro (sábado), acontece ...
Elisa Lucinda se formou em jornalismo, profissão que exerceu na sua cidade natal,
Vitória do Espírito Santo, até se mudar ...
tenra, maçã nova
nova Eva novo pecado.
Tudo gira e eu renasço menina
vestido curto na alma de dentro…
Deixo no mar os velh...
Se posso falar de Nossa Senhora
O que impede-me falar de Oiá!?
Oiá Matamba dança canta no corpo meu
Minha força minha luta...
Escritoras. Fundadora da Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento dos Afro-
Costarriquenhos e é parte do Centro de Mulhere...
Clarissa Macedo é baiana. Trabalha como revisora, escritora e produtora. Está
concluindo o Mestrado em Literatura e Divers...
Kátia Borges, 45, é escritora e jornalista. Publicou os livros de poesia “De volta à caixa
de abelhas” (2002, Selo As Letr...
Giselli Ferreira de Oliveira, mulher, negra, cadeirante, mãe de Amana Raha e Naíma
Ayra, graduanda do curso de ciências so...
Valdeck Almeida de Jesus (1966) é jornalista, funcionário público, editor, escritor e
poeta. Presidente do Colegiado Setor...
Nariz achatado
Tenho raiz
E ela me diz
Que sou Deusa
Rainha e Princesa
Sou plena e total
E também sou mito
Sou gente, real...
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9ª edição do caruru dos 7 poetas celebra a poesia e tradições culturais da bahia

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9ª edição do caruru dos 7 poetas celebra a poesia e tradições culturais da bahia

  1. 1. 9ª Edição do Caruru dos 7 Poetas celebra a poesia e tradições culturais da Bahia No dia 28 de setembro (sábado), acontece em Cachoeira (Bahia) a 9ª edição do CARURU DOS SETE POETAS – RECITAL COM GOSTINHO DE DENDÊ, evento que une à literatura um momento da tradição cultural e religiosa baiana e integra diversas manifestações artísticas, tanto para o público adulto quanto o infantil. O evento é gratuito e acontece em praça pública, no Largo d’Ajuda. A festa para a criançada começa às 15 horas, com as Brincadeiras Poéticas, programação infantil com presença de palhaços e poetas. Às 19 horas sai cortejo poético da Praça da Aclamação até o Largo D’Ajuda dando início a programação noturna, que será aberta pela performance artística do grupo Importuno Poético, formado pelas poetas Jocélia Fonseca, Cléa Barbosa e Lutigarde Oliveira, seguido pelo show de Tatiana Rocha. Os sete poetas que abrilhantam a noite serão: Elisa Lucinda (RJ), Cléa Barbosa (BA), Shirley Campbell Barr (Costa Rica), Clarissa Macedo (BA), Kátia Borges (BA), Giselli Oliveira (BA), Valdeck Almeida de Jesus (BA). O encerramento fica por conta do grupo musical Gêge Nagô, que integrará intervenções poéticas em seu repertório, além das cantigas de cunho afro-barroco. É também servido o tradicional caruru para o público. O Caruru é uma iniciativa da Casa de Barro – Cultura, Arte, Educação e conta com apoio financeiro Fundo de Cultura da Bahia / Secretaria de Cultura / Secretaria da Fazenda / Governo do Estado da Bahia. Confira quem são os poetas do 9º Caruru
  2. 2. Elisa Lucinda se formou em jornalismo, profissão que exerceu na sua cidade natal, Vitória do Espírito Santo, até se mudar para o Rio de Janeiro, há mais de 20 anos. Desde então imprime sua marca como atriz atuando para teatro, cinema e televisão. Em 1995 publicou seu primeiro livro de poesia “O Semelhante” e suas poesias tomaram os palcos durante seis anos com este, que foi o primeiro espetáculo-poesia de uma série de sucessos que surpreendem os espectadores do Brasil e do exterior. Aperfeiçoando este formato, criou vários espetáculos e hoje seguindo o fundamento da Companhia da Outra, grupo de teatro que formou com a atriz e diretora Geovana Pires, excursiona pelo país com mais um espetáculo solo, “Parem de falar mal da rotina”, sucesso de crítica e público no Fórum Internacional de Culturas, Barcelona, em 2004. Em 2005 representou o Brasil na XIV Feira do Livro de Cuba e em seguida no Espaço Brasil, em Paris. Em 2007, após a 6ª temporada de absoluto sucesso no Rio e com mais de 300 mil espectadores, o “Parem” segue, atendendo a convites para apresentação nas principais cidades do Brasil, juntamente com seu mais novo espetáculo “A Fúria da Beleza”, que foi visto em primeira mão pelos Portugueses, em julho de 2007. Em 2013, no mês de Setembro, a peça se prepara para o seu décimo primeiro aniversário. Atualmente Elisa comemora o quinto ano da Casa Poema no Rio de Janeiro, sede da Escola Lucinda de Poesia Viva. A Casa oferece uma agenda recheada de cursos, palestras, workshops, recitais, peças de teatro e encontros literários. A Casa Poema também comemora sua parceria com a OIT, em que ministra um curso de capacitação para a polícia, O Palavra de Polícia, outras armas. O Amor de Dudu nas Águas Estou virando uma menina tornada mulherinha com tanta coleirinha de maturidade ainda assim me sinto parida agora
  3. 3. tenra, maçã nova nova Eva novo pecado. Tudo gira e eu renasço menina vestido curto na alma de dentro… Deixo no mar os velhos adereços a velha cristaleira, os velhos vícios as caducas mágoas. Nasce a mulher-menina de se amar com água no ventre e no olhar. Nasce a Doudou das Águas. Clea Barbosa nasceu Clezenilde Barbosa, nascida no norte Pernambucano, criada em Juazeiro, norte baiano, filha de Elizabete Barbosa e Renilde Crisóstomo Castro, de todos os Orixás e do Caboclo Sultão das Matas. Poetisa por excelência e essência, iniciada no culto afro na casa da rocinha de Oxum Mona Aimê Itauêmim de Umzambi. Escreveu seus primeiros versos aos 8 anos. Aguçou sua vida poética participando de diversas oficinas de teatro e laboratórios de expressão corporal Em 1999 teve sua primeira publicação independente com o grupo performático Importuno Poético. Tem como “linha poética” a total expressão dos sentidos do universo intimo ou cotidiano corriqueiro. Acredita na Fé e no Amor como prática de vida. Como artesã tem participado de diversas feiras, e como promotora de eventos, criou o Chá Simpatia, que compartilha com toda sua família, filhos e afilhados, amigos, esposo e comunidade em geral. ORAÇÃO
  4. 4. Se posso falar de Nossa Senhora O que impede-me falar de Oiá!? Oiá Matamba dança canta no corpo meu Minha força minha luta História da minha raiz Labuta do meu dia a dia Avermelhado de vida Sou filha sou mãe Sou neta da lama sagrada Do barro da terra Que me benzeu Oiá Matamba Vanju Bamburucema teu ilá Ecoa a liberdade da minha alma fêmea guerreira O brilho da tua beleza conduz os meus passos Mãe sou tua filha concebida pelo amor Que trago de tempos outros Que nem mesmo atinjo em palavras O estrelato do universo me confirma A força de Olorum sobre toda a natureza. Axé!!! Shirley Campbell é Costarriquenha e descendente de Jamaicanos por terceira geração. Estudou Teatro, Literatura e Escritura Criativa no Conservatório de Castella. Tem sido ativa em programas culturais e sociais: como professora no Conservatório de Castella. Tem organizado e dirigido oficinas de composição criativa, (Costa Rica, El Salvador, Honduras). Dirigiu programas culturais através da Associação para o Desenvolvimento da cultura afro-Costarriquenha. Ela é membro da Associação Costarriquenha de
  5. 5. Escritoras. Fundadora da Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento dos Afro- Costarriquenhos e é parte do Centro de Mulheres afro-Costarriquenhas. É antropóloga formada na Universidade da Costa Rica. Fez cursos de pós-graduação em feminismo Africano da Universidade do Zimbábue, em Harare e tem um Mestrado em Cooperação Internacional para o Desenvolvimento da Universidade Católica de Santa Maria e da Fundação Cultural e de Estudos Sociais (CIES). Durante os últimos 20 anos, Campbell tem trabalhado como consultora independente nas áreas de gênero, direitos humanos e AIDS. Como poeta, e uma ativista pelos direitos dos afrodescendentes, oferece leituras de poesia e é ativa no movimento de mulheres negras em seu país e na América Latina. Campbell já publicou quatro livros de poesia e tem dezenas de poemas e artigos publicados em revistas, antologias e jornais em diversos países. Seus poemas já foram traduzidos para Inglês e o Francês. La tierra prometida Juro no detenerme hasta encontrar nuestra tierra prometida debe estar en algún lugar escondida juro no mermar esfuerzo ni caminos ni batallas. Juro entregarla en las manos y en los ojos y en los sueños de los niños.
  6. 6. Clarissa Macedo é baiana. Trabalha como revisora, escritora e produtora. Está concluindo o Mestrado em Literatura e Diversidade Cultural (UEFS). Está presente nas coletâneas Godofredo Filho (2010), Sangue Novo (2011), Verso e Prosa – Oficina de Criação Literária III Feira do Livro (2011), Verso e Prosa – Oficina de Criação Literária IV Feira do Livro (2012) e no livro teórico Sem comparação: Torga, Rosa e Cia. Limitada (2013). Publicou na Verbo21, no site Musa Rara, no Barcaças, em A Poesia do Brasil, na Diversos Afins, na 7Faces, na Blecaute. Participou, em 2011, da IV Feira do Livro de Feira de Santana e da 10ª Bienal do Livro da Bahia na abertura da Praça de Cordel e Poesia. É colunista do site Viva Feira. Edita o blog Essa coisa que é o eu (clarissammacedo.blogspot.com). Coordena o projeto “O Grande Encontro: a literatura, seus autores e leitores”. No meu poema, navegas sem rastro Navegas nu, sem zelos, a meu lado No mar que descerrou a encruzilhada, Tu bordavas-me um manto pisado – Navegavas indecente na fé que eu temia Eras a era em que me perdia e abandonava Eras a música que dissonante inaugurava um calor de guerra e uma calma adormecida. A poesia morre e vive. Em mim tu morrias, porque no meu poema, e só no meu poema, é que a vida fez sentido, sublime, alucinada. C O N T I N U A
  7. 7. Kátia Borges, 45, é escritora e jornalista. Publicou os livros de poesia “De volta à caixa de abelhas” (2002, Selo As Letras da Bahia), “Uma Balada para Janis” (2010, Edições P55) e “Ticket Zen” (2011, Escrituras) e, de prosa, “Escorpião Amarelo” (2012, Edições P55). Seus poemas foram publicados ainda nas coletâneas, “Sete Cantares de Amigos”, “Concerto Lírico para 15 vozes”, “Roteiro da Poesia Brasileira – Anos 2000″ e Traversée d’Océans – Voix poétiques de Bretagne et de Bahia, edição bilíngue organizada por Dominique Stoenesco. Amor Por todo o caminho, te levo comigo, como quem carrega o próprio coração nas mãos, pulsando. Como quem bebe um vinho precioso, deixando que o líquido se espalhe e molhe o rosto. Por todo o caminho, te levo comigo, como quem arranca um punhado de mato e põe no bolso, só para sentir a raiz entre os dedos. Te levo comigo, sobre os ombros, até o alto da mais alta das montanhas. C O N T I N U A
  8. 8. Giselli Ferreira de Oliveira, mulher, negra, cadeirante, mãe de Amana Raha e Naíma Ayra, graduanda do curso de ciências sociais da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, e militante do movimento negro. É uma das integrantes da Antologia Canoas do Paraguaçu, lançada pela Editora UFRB. Encontrou-se com a poesia de forma inesperada e hoje faz parte dela. A Pele Traduz Na pele Carrego coragem de mulher guerreira Suor de combatente Como o vento Circulo em todos os cantos Não me escondo Não mordo, não apanho Apesar das amarras Rescindo E me enlaço no que confio Feminina pele Reflete o que sou Por ela não me oculto E nem poderia Com ela me estampo Todos os dias Sou guerreira! Sou mulher! Sou Preta!
  9. 9. Valdeck Almeida de Jesus (1966) é jornalista, funcionário público, editor, escritor e poeta. Presidente do Colegiado Setorial de Literatura da Bahia. Embaixador da Divine Académie Française des Arts, Lettres et Culture, Embaixador Universal da Paz, Membro da Academia de Letras do Brasil, Academia de Letras de Jequié, Academia de Cultura da Bahia, Academia de Letras de Teófilo Otoni, Academia Nevense de Letras, Ciências e Artes – ANELCA, Poetas del Mundo, Fala Escritor, Confraria dos Artistas e Poetas pela Paz e da União Brasileira de Escritores. Publicou “Memorial do Inferno: a saga da família Almeida no Jardim do Éden”, “Feitiço contra o feiticeiro”, “Valdeck é Prosa e Vanise é Poesia”, “30 Anos de Poesia”, “Heartache Poems”, ”Yes, I am gay. So, what? – Alice in Wonderland” (com versão em português: “Sim, sou gay. E daí? Desabafos de Alice no País das Maravilhas”), “O MST e a Mídia: uma análise do discurso sobre o Movimento dos Sem Terra nos jornais A TARDE online e O Globo online” (co-autor: Jobson Santana), dentre outros, e participa de quase noventa antologias. Organiza e patrocina o Prêmio Valdeck Almeida de Jesus de Literatura, desde 2005, o qual já lançou mais de 1000 textos de poetas do Brasil, África, Portugal, Estados Unidos, Venezuela, Suíça, China, Japão e outros. Site: www.galinhapulando.com Sou África Sou bela, sou negra Tenho cabelo duro Apesar do passado De dor e grilhões Eu me orgulho Altiva, nativa Mulata ou mestiça Sou pele, sou alma Tenho pé chato Quadril largo
  10. 10. Nariz achatado Tenho raiz E ela me diz Que sou Deusa Rainha e Princesa Sou plena e total E também sou mito Sou gente, real Eu luto e grito: Nem menos, nem mais O que eu exijo São direitos iguais! Fonte: http://casadebarro.org/noticias/9a-edicao-do-caruru-dos-7-poetas-celebra-a-poesia-e- tradicoes-culturais-da-bahia/

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