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I
“Aquele que se une ao Senhor é um espírito com Ele”, I Co 6.17.
Fomos Destinados a Ser Espirituais
Todos os seres humanos são dotados de um espírito, o sopro de Deus, que, no
entanto, permanece amortecido no viver diário do ímpio por causa do pecado. Esse
espírito foi criado para conter Deus; sendo a região mais elevada do homem, o qualifica
para o relacionamento com Ele. Na queda, o espírito do homem perdeu a finalidade,
porque Deus já não era percebido. Sua voz, seu amor, seu conduzir, sua presença já não
fluíam mais no homem, já não havia mais comunhão com Deus. Ao perder a comunhão,
foi também perdida a vida divina que habitava no homem, e como consequência ele
passou a viver noutra base: A base da vida da alma. Assim, em função da queda, todos
os seres humanos morreram espiritualmente, perderam a vida de Deus e tornaram-se
presos a alma. Desde que nascemos nossa alma é desenvolvida de todas as formas:
intelecto, emoções e vontade; o espírito, entretanto, permanece morto aguardando o dia
do nosso novo nascimento.
O Novo Nascimento é a Base para a Comunhão com Deus
“O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é
espírito. Não te admires de eu te dizer: importa-vos nascer de novo,”
Jo 3:5-7.
O novo nascimento, o nascimento no espírito é um nascimento para Deus.
Devemos compreender a importância disso, para o bem do nosso progresso espiritual.
No texto mencionado acima, a primeira coisa que Jesus diz é: “Aquele que é nascido da
carne é carne”. Isto quer dizer que, qualquer um nascido da união física de um homem
com uma mulher é carne. Todos nós experimentamos desse primeiro nascimento, senão
não existiríamos! O nascimento da carne traz junto uma base que nos caracteriza como
seres carnais. Aquele que nasceu da carne, não tem a carne como um dos seus
componentes, mais do que isso, a Bíblia qualifica todo o seu ser como carnal. Todas as
suas cogitações são para carne, suas inclinações são para a carne, suas intenções, seu ser
total e o pendor da sua vida são para a carne. Não interessa quão boa seja a sua família,
quão moralmente aprovada é a sua origem ou quão educados são; interessa menos ainda
se são religiosos ou não, se frequentam Igreja ou se são ímpios. Aquele que nasceu
somente no primeiro nascimento, é carne. Toda a base de sua vida é carnal. Toda a sua
tendência é para a carne e tudo o que faz tem essa mancha.
Esse indivíduo que só experimentou o primeiro nascimento tem um grave
problema, não pode ter comunhão com Deus, está incapacitado para se relacionar com
Deus. Será incapaz de descer às profundezas espirituais em íntima amizade com o
Altíssimo e de ser conduzido pelo Espírito Santo. Seu espírito, embora exista, é um
espírito amortecido, atrofiado e sem a vida divina. É como um rádio que tem tudo para
sintonizar uma estação, mas permanece desligado, apagado.
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Na sequencia do texto mencionado, o Senhor Jesus, diz para Nicodemos: “O que
é nascido da carne, é carne; o que é nascido do Espírito é espírito.” Este fato é
impressionante! Veja a força do segundo nascimento! Neste segundo nascimento,
nascemos do Espírito. Este fato é tão poderoso, tão forte, tão determinante que é capaz
de alterar toda a base anterior de vida. É tão profundo que altera a nossa natureza! Na
base anterior você era carnal, por ter nascido da carne. Essa base é alterada para o
nascimento do Espírito. Qualquer um que tenha nascido do segundo nascimento torna-
se espiritual. Quem quer que seja que, tenha experimentado um encontro real com Jesus
numa experiência de batismo genuíno, segundo as escrituras, é espírito. A Bíblia mostra
que esse novo nascimento não acontece na esfera do intelecto, nem na esfera do corpo.
Qualquer um que tenha passado por essa experiência é espírito. Como é forte essa
afirmação!
Quando você nasceu do Espírito, foi finalmente qualificado a tocar em Deus no
espírito, a ouvir de Deus no espírito, a ser guiado por Deus no espírito e receber uma
vida genuinamente espiritual. Isto é algo tão forte e tão poderoso, que se tornou uma
segunda base de vida. O Senhor Jesus é categórico ao dizer: “Aquele que é nascido do
Espírito, é espírito”. Então, esse segundo nascimento é um nascimento para o Espírito
Santo. Você nasceu para Deus, nasceu para esfera espiritual. Seu espírito agora está
vivo! Aleluia!
Características de Alguém não Regenerado
Qualquer pessoa não regenerada tem uma tendência para a carne. Esse é o fator
determinante em sua vida e conduta. Suas inclinações básicas são para satisfazer seus
apetites físicos, desejos dos sentidos e do corpo. Será alguém natural, com análises
sempre naturais e provenientes do plano mental e material, nunca espiritual. Não
importa quanto tempo você passe com alguém não regenerado, só o ouvirá cogitar das
coisas naturais. Nenhuma vida fluirá daquela fonte seca, nenhuma edificação. A Bíblia
afirma que a boca fala do que o coração está cheio. Uma pessoa que não tem o Senhor,
que não experimentou essa regeneração, falará somente do que é natural e terreno.
Gastará tempo em conversas intermináveis acerca de esportes, política, comida, turismo,
trabalho, casamento, relações familiares, ciências, fofocas, competições, cobiças,
conversas maliciosas e tolices sem fim. Além de falar das aflições decorrentes desse
plano carnal, injusto e estéril. Falará apenas a partir desse vazio espiritual. Sua boca
apenas reproduzirá esse vazio. Tal pessoa expressará a sua real base de vida: seu viver
carnal e sua alma.
O apóstolo Paulo nos faz entender algo importante quando diz: “... em mim mesmo,
isto é, na minha carne, não habita bem nenhum” Rm 7.18. Em outras palavras, está
dizendo que o seu eu e a sua carne eram uma só coisa. Assim, mesmo a nossa alma, por
ter caído na concupiscência da carne e ter sido feita escrava dos apetites do corpo,
tornou-se também carnal. E o que se destaca na alma carnal são as emoções que podem
ser manifestadas como: artista, poeta, cantor e até líder religioso. A característica destas
pessoas não regeneradas será toda para as emoções. Assim, as pessoas não regeneradas
serão melindrosas, sensíveis, inconstantes, volúveis, intempestivas, exageradas,
místicas, susceptíveis e facilmente influenciadas por circunstâncias exteriores. Se,
entretanto, o perfil de sua alma for intelectual, irá expressar lógica, razão, incredulidade,
prazer por divagações intelectuais sem fim, teorias filosóficas fúteis; será alguém
calculista, indiferente, questionador, arrogante, irreverente. Normalmente pessoas assim
se colocam acima de Deus coroando o próprio intelecto no lugar da divindade.
Existem pessoas cujo perfil predominante é à vontade. O indivíduo com esta
característica marcante será alguém extremamente forte e obstinado. Teimosia,
4
radicalidade, pensamentos fixos e irracionais, obstinação tola e força de vontade
admirável são algumas das suas expressões. Mesmo com prejuízos, tenderá levar o que
quer até o fim.
As pessoas não regeneradas viverão sempre numa base de vida que as arrastará
fatalmente para cometerem vários tipos de pecados, sem, contudo, sentirem qualquer
culpa ou condenação.
Na história humana existe a tendência de valorizar mais a razão e o intelecto do que
as emoções e a vontade. As filosofias ocidentais coroaram a razão em detrimento das
outras faculdades da alma. Para Deus, no entanto, o seu veredicto permanece: tudo
aquilo que não tem sua fonte no espírito é carnal, não importa quão elevado pareça! A
questão determinante é em que base de vida eu vivo? Se não for à base da Vida de Deus
dentro de mim, sou carnal!
Deus é um Ser Espiritual
“Porque Deus é espírito, importa que os seus adoradores o
adorem em espírito e em verdade”, Jo 4.24.
Há crentes que esperam que Deus fale em sua mente. Tais pessoas não
compreendem que Deus é Espírito, portanto falará e se apresentará no âmbito do
espírito. Deus não é um pensamento, por isso, não falará na sua mente, nem tocará no
seu intelecto. Até poderia falar audivelmente, como já o fez, mas essa não é a regra. Ele
escolheu falar no espírito humano. Portanto, Ele vai falar no seu espírito, Ele irá dirigir
você a partir do seu espírito, Ele irá fortalecê-lo no espírito, vai edifica-lo no espírito, irá
compungi-lo no espírito. Ele tornará seu coração contrito pelo espírito, vai mover no
espírito, abençoar no espírito, fortalecer sua fé no espírito. Enfim, tudo vai fluir da parte
de Deus a partir do seu espírito. O espírito humano é o quartel general que Deus usará
para conquistar sua vida. Foi pelo novo nascimento que o Senhor Jesus conseguiu fazer
de nós seres espirituais.
Para conhecer mais sobre esse assunto Leia o Apêndice I no final deste capitulo.
Um Grande Romance
É importante entendermos qual o princípio que está por traz do propósito eterno
de Deus, que é a nossa redenção. A Bíblia é um grande romance entre um Deus
apaixonado e um homem rebelde e pecador. Ela é o livro do amor de Deus e relata que
o seu amor almeja por comunhão, intimidade, relacionamento e proximidade com o
homem. Deus podia pensar: como Eu posso ter comunhão com o homem, se Eu sou
totalmente divino e espiritual e o homem todo carnal e cheio de pecado? Seria
impossível! Não dá para haver amor e romance entre dois seres de natureza e essência
tão diferentes. Por causa desse enorme desejo de Deus de compartilhar seu Amor
conosco, ele enviou o seu Filho, e “o verbo se fez carne e habitou entre nós” Jo 1.14,
para que o homem se tornasse semelhante a si. Jesus veio para transformar você e eu
em seres espirituais, para que assim, Deus pudesse nos dar do seu imenso amor e então
ser correspondido por nós.
Você e eu pelo novo nascimento fomos tirados do que o próprio Cristo é da sua
essência. Porque, quando o Senhor Jesus ressuscitou, ele nos habilitou a nascermos no
espírito pelo batismo. Assim, por sermos espirituais podemos nos unir a ele. Pode haver
agora um romance, pois o propósito de Deus se cumpre, quando a divindade se reveste
de humanidade e a humanidade caída passa a receber a natureza divina dentro de si.
Agora, há um homem no Céu que também é Deus! Ele é o noivo! Mas aqui na terra
também há homens que carregam dentro de si um espírito vivificado pela divindade que
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habita dentro deles. Agora pode haver casamento, pode haver romance. Aleluia! É por
isso que o Senhor Jesus e a Igreja são comparados com o noivo e sua noiva, isto fala de
casamento e de amor.
Por que Deus nos fez nascer no Espirito? Porque era necessário, para que o Deus
apaixonado por nós pudesse assim tornar real este romance.
“... tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o
fim,” Jo 13.1. “… amou de tal maneira”, Jo 3.16.
Mesmo sabendo que seria negado, traído, abandonado, os amou até o fim. Esse é
o amor de Deus pela humanidade. É na base desse amor que ele quer se relacionar com
os homens. Na obra da redenção, Cristo que era divino, torna-se humano e nós humanos
recebemos da sua essência divina em nosso espírito. Agora, pode haver um estreito,
profundo e íntimo amor. Aleluia!
Amalgamados em Cristo
Na Igreja dos primeiros séculos circularam cartas e escritos que não tem valor
canônico, livros que não foram incorporados às Escrituras Sagradas. Mesmo assim, são
de grande importância ao revelar valores e ênfases que a Igreja cristã nascente viveu e
experimentou. Nesses escritos era usada a palavra “amalgamados”. Na língua
portuguesa essa palavra quase não é utilizada mais. É usada meramente para descrever
coisas técnicas. Um amálgama é formado a partir de alguns componentes que ao se
juntarem sofrem uma troca química e formam um terceiro elemento. Eles perdem a
característica anterior para formar outro elemento com característica distinta dos
anteriores. Os dentistas misturavam o mercúrio com a limalha de prata para formar
aquele amálgama a fim de realizar restauração de dentes. Uma vez solidificado aquele
amálgama, já não será mais possível desfazê-lo, porque se tornaram um novo material.
Um bolo é outro bom exemplo de amálgama. Reunimos todos os ingredientes,
misturamos tudo, e levamos ao forno. O calor ali vai produzir um amálgama com todos
aqueles ingredientes que sofrem uma troca química. O resultado disso é um bolo. Se
alguém requisitar de volta os ovos é impossível trazê-lo. Se outro, ainda pedir de volta o
leite ou a farinha, será impossível restituí-los. Foram amalgamados!
Na Igreja primitiva havia um entendimento muito forte do que era um
amálgama. Havia uma poderosa e profunda revelação de que o Senhor Jesus tinha se
unido ao espírito deles e assim foram amalgamados com Espírito de Cristo. “Aquele que
se une o Senhor é um só espírito com ele”, ICo 6.17. As implicações desse versículo são
assombrosas! Já parou para pensar no que acabou de ler? Entende as implicações? A
Bíblia diz que você que se uniu ao Senhor, tornou-se um só espírito com Ele! Você crê
no que Deus diz? Ele diz aqui que o seu espírito e o Espirito de Cristo foram misturados
e por isso, estão amalgamados. Agora não tem mais jeito de tirar você de Cristo, e muito
menos tirar Cristo de você! Oh verdade bendita! Oh verdade gloriosa! Isto é o centro da
Bíblia e o coração do projeto redentor de Deus. Ao invés de vivermos vidas miseráveis
durante anos na Igreja, essa deveria ser a primeira verdade a ser ministrada aos novos
crentes: Ao nascermos de novo, fomos amalgamados com Cristo! Glória a Deus.
O Espírito de Cristo foi ministrado dentro de você, no seu espírito. Agora não
tem mais volta, o seu espírito foi misturado com o Espírito do Senhor. Ele foi
amalgamado com você. Agora vocês dois são UM!
Deus Residente em Nós
“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que
esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo
não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis,
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porque ele habita convosco, e estará em vós (dentro de, vivendo
interiormente). Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros.
Ainda por um pouco e o mundo não me verá mais; vós, porém, me
vereis; porque eu vivo, vós também vivereis. Naquele dia vós
conhecereis que eu estou em meu Pai e vós em mim (dentro de mim)
e eu em vós (dentro de vós). Aquele que tem os meus mandamentos e
os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama, será amado
por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele. Disse-lhe
Judas, não o Escariotes: Donde procede, Senhor, que estás para
manifestar-te a nós, e não ao mundo? Respondeu Jesus: Se alguém
me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos
para ele e faremos nele morada. (dentro dele)”, Jo 14.16-23.
São impressionantes as implicações deste texto e devemos tomar como fato em
nossas vidas, afinal são coisas diretamente dirigidas do Senhor para nós. Você crê em
Cristo? Crê que sua Palavra é digna de aceitação, ou acha que são meras palavras? Se
crer realmente no seu Senhor, poderá tomar essas palavras de Jesus como fatos
revolucionários em sua vida.
Espirito Santo o Consolador
Jesus diz em Jo 14.16, que enviaria o Espírito Santo para estar para sempre
conosco e habitar, dentro de nós! O Espírito Santo, querido irmão, veio morar dentro de
você. Ele já foi enviado para nós e não há lugar na Escritura onde somos ensinados a
esperar que ele desça de novo. Ele já desceu! Está aqui e agora mesmo dentro de você.
Quando foi deitar-se ontem à noite, ele estava lá dentro do seu espírito; quando tomou o
café-da-manhã hoje, ele estava lá mesmo EM você e quando tomou seu banho, ele
também estava lá. Depois que você nasceu de novo ele veio habitar dentro de você e
nunca mais se retirou. Talvez sua alma tenha estado por demais agitada para perceber
isso; talvez o pecado tenha maculado a sua consciência e impedido que enxergue esse
fato, mas nada disso pode mudar a realidade: O Espírito Santo foi dado e habita para
sempre EM você. Você já falou com ele hoje? Faça isso agora, voltando-se para o
endereço de Deus dentro de você. Imediatamente entrará em contato com essa Presença
bendita e maravilhosa. Se Ele disse que estaria aí, então ELE ESTÁ! Simplesmente
confie no que Jesus disse e toque agora em sua doce Presença.
Vós Estais em Mim e Eu Estou em Vós
Agora conhecemos que não apenas o Espírito Santo viria morar dentro de nós,
mas ele mesmo, o Senhor Jesus Cristo depois de ressuscitado viria habitar em nós, Jo
14.18-20. Querido irmão isso é um fato, uma realidade, um firme fundamento sobre o
qual você poderá caminhar. Isso não pode ser uma mera doutrina evangélica aceita
intelectualmente, deve ser uma realidade viva em nossas vidas, pois o que o Senhor
ensina aqui é o coração da Bíblia: Deus foi ministrado como vida para dentro do nosso
espírito se tornou a nossa própria vida. Finalmente o homem, você e eu, tomamos do
fruto da árvore da vida (Jesus), e o ingerimos para dentro de nós. O Zoe, a própria
Vida com a qual Deus vive, veio morar em nós e se fez uma só vida conosco.
“Aquele que se UNE ao Senhor é UM espírito com Ele”, ICo 6.17.
Fomos feito um com o Senhor. Esta é a verdade.
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Meu Pai o Amará e Viremos e Faremos nele Morada
“Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o
amará, e viremos para Ele e faremos nele morada, (dentro
dele)”, Jo 14.23.
Jesus agora diz que o Pai também viria para fazer de você e de mim sua morada.
Isso é tremendo! Quer dizer que o Deus que lançou o fundamento das estrelas, o Deus
Onipotente e Eterno mora em você. Pense em Jeová Saboah, em Jeová Makadeshkem,
em Jeová El Olam, em Jeová Jireh o Grande El Shadai do Velho Testamento, o Deus de
Abraão, Isaque e Jacó. Este é o Deus que Jesus Cristo afirma em sua Palavra que veio
habitar em você. Este é o Deus a quem você se uniu e foi amalgamado.
É preciso haver um esclarecimento aqui: As Escrituras nunca dizem que nos
tornamos deus por termos sido unidos a Ele. Em espírito, entretanto, nosso espírito foi
unido e se fez um com o Senhor. Este é o maior fato da nossa experiência com Deus. A
base de toda a Escritura e do plano eterno de Deus!
Cristo nos Evangelhos e em Atos
Qual a diferença básica entre os quatro evangelhos e o livro de Atos? A
diferença é que nos evangelhos, Cristo é revelado como Emanuel. Ele é Deus conosco,
um Deus do lado de fora de nós, e no livro de Atos, se revelou como Deus residente em
nós, dentro de nós. Nos Evangelhos Jesus é o unigênito, isto é, o único gerado naquela
nova base. Alguém com uma natureza santa expressando a glória de Deus. Depois em
Atos, ele não é mais o unigênito, porque se tornou o primogênito. Por quê? Porque se
mudou para dentro de nós para ser o primeiro entre muitos irmãos. Hoje ele não é mais
o único. Não é mais Emanuel, um Deus do lado de fora. Hoje ele é Deus do lado de
dentro de nós. Aleluia! Na prática, foi Deus mudando de endereço. A divindade que
habitava no Céu mudou-se para dentro de seres humanos que se tornaram a sua
residência. Este é o novo endereço de Deus: o nosso espírito! Oh maravilhosa graça!
Deus dentro de NÓS!
Um Vaso para Conter Deus.
“Porque Deus, a quem sirvo em meu espírito, no evangelho do
seu Filho, é minha testemunha de como incessantemente faço
menção de vós”. Rm 1.9
Paulo servia a Deus no seu espírito humano. Isso nos remete ao grandioso fato
de termos recebido o Senhor dentro de nós. Somos vasos para conter o Espírito de Deus.
Somos esse recipiente idealizado e feito para este fim. Um vaso, do ponto de vista
natural serve tanto para decoração, quanto para conter algo. Como vasos, não fomos
projetados para sermos apenas mostrados em público, mas para recebermos um precioso
conteúdo, o próprio Senhor! O conteúdo desse vaso é o próprio Deus. Paulo fala de
vasos de honra e de vasos de misericórdia preparados para a glória, Rm 9.21,23. Por
isso, o fato de sermos vasos de honra, preparados para a glória, significa que fomos
designados para conter Deus e refletir a sua glória e a sua honra. Do mesmo modo, Deus
sente-se confortável no homem. Entretanto, ele não se sentiria confortável num animal
sem um espírito renascido ou mesmo num anjo. Somente no homem Deus sente-se em
casa, em descanso. O Céu pode ser o lugar temporário da habitação de Deus, mas o seu
verdadeiro lar é dentro de nós.
Um Deus que Reside e Reveste.
Muita gente confunde o receber o Senhor como Deus residente, com receber o
Espírito Santo para revestimento de poder. No primeiro caso Jesus sopra o Espírito para
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dentro dos discípulos e diz: ...”recebei o Espírito Santo”, Jo 20.22. Isto é, recebei-o
como sua nova base de vida e natureza. Por outro lado, ainda antes de ser elevado aos
céus dá a ordem: “Mas recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo”, At 1.8.
Como pode ser isso, se ele já houvera soprado sobre eles o Espírito Santo? É
incontestável que são duas experiências distintas e incorrem em grave erro aqueles que
privam a Igreja da segunda experiência.
O Espírito de Deus veio primeiro para transformar o espírito do homem e num
segundo momento vem para revesti-lo de poder e capacita-lo para sua obra. Foram dois
momentos distintos. Mas ainda existe outra promessa: Chegará o tempo que do vosso
interior, fluirão rios de vida, rios de águas vivas. Jesus disse que no futuro, o Espírito
não viria de cima para baixo, mas fluiria de dentro para fora. A adoração será algo
espiritual; a fé virá a partir do seu espírito; a revelação, os dons espirituais e o amor de
Deus fluirão a partir do seu espírito. Deus vai trabalhar tudo a partir do seu espírito.
Então, por que não experimentamos os poderes do mundo vindouro como diz a Bíblia?
Porque insistimos em procurar Deus, onde ele não está. Deus tem uma maneira de
trabalhar, e o diabo outra e oposta a de Deus. A maneira de Deus trabalhar em nós é
atraindo a nossa atenção para Aquele que está dentro de nós, porque é Nele que reside a
fonte de vida, força e autoridade. Deus trabalha para atrair atenção para dentro. O diabo
trabalha para atrair a nossa atenção para fora, pois a intenção dele é nos afastar da
verdadeira fonte que soluciona os nossos problemas. Na sua sutileza o inimigo usa
estratégias com aparência de espiritualidade, como levar os irmãos a terem expectativas
em homens e mulheres ungidos e poderosos, em cultos marcantes em estratégias
mirabolantes com aparência de poder e realidade espiritual. Ainda, que Deus possa usar
pessoas para este fim, o fato de manter os crentes com expectativas exteriores, torna-se
uma arma utilizada pelo inimigo para mantê-los longe da verdadeira fonte divina. Não
podemos alcançar nada de Deus, com expectativas externas, pois ele está dentro de nós.
A nossa vida só mudará quando tivermos revelação de que Deus mora dentro de nós.
Essa verdade fundamental de Deus dentro de nós é tão crucial para o progresso
espiritual, que não pode ser recebida como mera doutrina com a qual concordamos!
Tem que ser uma experiência viva, revelada e concreta! Caso contrário, o prejuízo será
de anos e anos de busca nos lugares mais áridos onde o Senhor não está!
O resultado dessa revelação em nosso espírito, cria uma consciência de
santidade, reverência e temor de Deus com a qual jamais sonhamos. Um nível de
intimidade e comunhão com Deus que jamais imaginamos ser possível. Uma imensa
paz e um profundo gozo no espírito se tornarão realidades no caminhar diário. O Senhor
está em nós, por onde quer que andarmos. A nossa comunhão com ele será íntima, pois
descobrimos que o endereço de Deus é dentro de nós.
Nada Tem Poder para Nos Separar do Amor de Deus
O texto bíblico acima citado diz que: “nada poderá nos separar do amor de
Deus”. Estamos debaixo de uma aliança, que é uma aliança eterna. Sendo eterna, não
estão condicionados aos nossos tropeços, fracassos e inconstâncias. Deus quis nos
assegurar que a sua presença não depende da nossa humanidade em processo de
transformação. O fundamento desta nova vida está na obra do Cordeiro no Calvário. E a
Bíblia afirma que o ato, foi totalmente aceito por Deus, porque satisfez os altíssimos
padrões de Deus, e foi também nesta base que a vida de Deus pode ser ministrada para
dentro de nós.
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Em Cristo
A Bíblia é cheia de expressões, tais como: em Cristo, em quem, no qual, nele,
por meio dele, por quem. Essas expressões significam que ele está em nós, age por meio
de nós e flui sua doce presença através de nós. Paulo diz em Rm 3.6, que aqueles que
foram colocados em Cristo, batizados em Cristo, de Cristo se revestiram. Houve uma
mistura que produziu um amalgama. Onde isso deve desembocar? Numa comunhão
íntima, profunda e cada vez mais viva e poderosa. Desafio a todos buscarem essa
experiência. Ela será tão simples como respirar. Será necessário esforço para isso? Não,
o Senhor não está pedindo nenhum esforço, nenhuma obra será necessária para
desfrutarmos da sua Presença. Porque é um presente, é de graça. Bendita Graça de
Deus.
Tomando o Senhor como Vida
Há uma dimensão profunda a ser experimentada ao nos voltarmos para o Senhor
em nosso espírito. Podemos tomar o Senhor como nossa própria vida, e ao fazer isso,
não estamos proferindo palavras bonitas ou porque temos interesse, mas porque é real,
concreto e objetivo. No Evangelho de João, há várias expressões como: Eu sou a
ressurreição e a VIDA, nele estava a VIDA, Sou a água da VIDA, Eu sou o pão da
VIDA. Essa vida é a vida ZOE que é a própria vida Eterna de Deus. A Bíblia diz que, é
esta à vida que foi ministrada dentro de nós. Então Deus é a nossa própria vida, e isto é
um fato, uma realidade espiritual. Podemos nos voltar para o Senhor em nosso espírito,
confiando que é verdade que ele habita para sempre dentro de nós, e dizer: “Senhor,
neste momento eu o recebo como minha VIDA. Bebo e me satisfaço em ti como VIDA.
Oh bendita VIDA que desceu do Céu e transborda dentro de mim!” Note bem, é muito
mais que mera oração verbalizada, trata-se de desfrutar da própria Vida Divina dentro
do nosso espírito. Ore, beba e sinta esse fluir!
Tomando o Senhor como Alimento
A Bíblia também diz que Jesus é o pão e a água da vida. Devemos ingerir o
próprio Jesus como alimento. O pão, usado aqui por Jesus como símbolo tem muito a
revelar, porque depois de engolido, é processado dentro de nós e passa a fazer parte de
nós, depois de ser apreciado e matar a fome. Dentro de nós, este pão é digerido e se
transforma em glicose. Depois de assimilada pela corrente sanguínea e distribuída para
cada célula do nosso corpo na forma de energia pura. Assim, o pão que comemos se
torna realmente em uma só substância dentro de nós! O Senhor Jesus é de fato o nosso
Pão da Vida.
O padrão da maturidade da vida cristã, não é esperar chegar os dias de culto para
se alimentar, e sim, nos alimentar do Senhor todos os dias através de uma íntima e real
comunhão com ele, por meio da oração e da Palavra. Nossa atenção não deve ser
voltada para fora, e sim para dentro onde ele habita. É lá que está à resposta e é lá que
está à vida. Deus quer que cresçamos em comunhão e intimidade com ele, bebendo dele
como água para acabar com a sequidão e desfrutar dos mananciais de água viva.
Tomando o Senhor como Deleite
“Não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas
enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, entoando e
louvando de coração ao Senhor, com hinos e cânticos
espirituais”, Ef 5.18,19.
Como nos enchermos do Espírito? Falando, declarando e confessando a Palavra.
Se começarmos a beber do Senhor onde estivermos, a vida e o poder de Deus se
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manifestarão. Se houver mais alguém no ambiente, receberá também esta preciosa
influência ou se houver alguém a quem o Senhor pretende alcançar em contrição e
arrependimento, o poder de dele tomará conta do coração desta pessoa, diante de nós.
Quando sentirmos falta de força? Tomemos dele como nossa força. Se precisarmos de
unção? Olhemos para dentro de nós, pois Cristo, o Ungido, está dentro de nós agora
mesmo, independente do lugar onde estivermos. Tomemos o Senhor como: nossa
unção, nossa alegria, nossa direção, nossa libertação, nossa defesa, nossa cura...
Ao degustar e beber do Senhor como fonte de deleite, nos aprofundamos nessas
águas caudalosas até que se tornem em torrentes, que transbordem dentro de nós. De
dentro para fora, pois a fonte está dentro de nós. Esta é uma verdade básica, portanto
não diga mais que o Senhor virá nos visitar ou que está ao nosso redor. Ainda que seja
verdade, pois Ele está em todos os lugares, o fundamento principal da nossa vida é que
Ele está EM nós para sempre: “Aquele que se une ao Senhor É UM espírito com Ele”!
Cristo em nós é a porta de entrada para um caminho de maturidade e progresso
espiritual genuíno. Muita gente se equivoca achando que Deus se disseca e se estuda
com a mente. Lembre-se, que ele é Espírito e somente podemos recebê-lo e percebe-lo
no espirito. Esta é a porta para um genuíno conhecimento de Deus; é a única porta para
a unção, revelação, frutos abundantes e experiências íntimas. Deus não nos chamou para
sua obra apenas para sermos meramente operários, ele nos quer para si mesmo. Deus
não quer um servo, ele quer ter intimidade conosco.
Para conhecer mais sobre o Espírito Santo como morada de Deus em nós, veja o
Apêndice II no final deste capitulo.
Crescimento Espiritual
A Mente é o Maior Obstáculo ao Crescimento Espiritual
O maior obstáculo a ser vencido na vida cristã e na comunhão com Deus é a
nossa mente difusa, indisciplinada e dispersa. A nossa mente pensa em várias coisas ao
mesmo tempo; sai daqui, vai para acolá; lembra-se de algo, para depois esquecer; perde
a linha do que pensava a pouco e já se dirige para outro pensamento. Quando nos
convertemos o nosso espírito humano é vivificado e a alma precisa iniciar um processo
de dependência deste espírito que agora vive para Deus. Assim a mente terá a chance de
não monopolizar mais a direção do nosso ser. Se decidirmos adorar a Deus a mente
deverá seguir obediente a nossa decisão. Aqui encontramos o maior problema, porque
passamos a vida inteira vivendo independente de Deus.
Quando começamos a pôr em prática as coisas espirituais, haverá momentos em que
a presença de Deus fluirá de maneira tremenda, mas em outros aparentemente nada
acontece. Quando estamos buscando o Senhor no nosso espírito, a nossa mente tenta
nos levar para as coisas naturais que estão a nossa volta com o intuito de nos remover da
sua presença, ela coloca pensamentos externos tais como: sentir sono, ir ao banheiro,
lembrar-se de ir ao banco; lembrar que está na hora do almoço; buscar as crianças na
escola; ou que esqueceu o leite no fogo; etc. Tudo isso flui nesse momento, porque a
mente é indisciplinada e difusa passou muito tempo independente do espirito, por isso,
perdeu o costume de ser submissa. Às vezes sentimos dificuldade de colocar a mente
em submissão ao espírito, isso acontece, porque ela está acostumada a fluir livremente a
não deseja seguir orientação nenhuma.
11
A Independência da Alma
A alma acostumou a ser independente e a mente desgovernada. No momento em
que recebemos a Jesus como Salvador e Senhor da nossa vida, viemos diretamente do
mundo, por isso a nossa mente ainda está desgovernada. Não imaginávamos que existia
um bombardeiro cerrado nela, causado pelo inimigo. Quando nos aprofundamos na
Palavra, aprendemos que a nossa mente é o lugar onde os espíritos malignos têm acesso
para nos atacar. Fisicamente o diabo não pode nos tocar, em circunstâncias normais.
Mas se dermos brecha, formos complacentes com o pecado, sim ele poderá nos tocar. A
nossa mente é o lugar onde a batalha se realiza.
A Mente Atacada Cede Espaço ao Inimigo.
O diabo pode induzir os nossos pensamentos, lançando seus dardos na nossa
mente. Às vezes são pensamentos relâmpagos ou sugestões absurdas que invadem nossa
linha de raciocínio normal. A nossa mente antes de receber à Cristo, vivia
desgovernada. As pessoas no mundo são manipuladas e induzidas por espíritos
malignos, que as dirigem na mente, às vezes até para cometerem crimes bárbaros.
Nunca percebem que estão sendo marionetes nas mãos do maligno. Pensam que vivem
na liberdade de escolha, mas é o inimigo quem comanda suas sensações, desejos,
sugestões e pensamentos.
A Mente sendo Aliada de Satanás.
A Bíblia mostra que Adão tinha comunhão íntima com Deus no seu espírito. O
espírito de Adão estava em evidência no seu ser, e com isso Deus podia se manifestar
livremente, falar e ter um relacionamento de amizade com ele. Adão tinha o seu espírito
em preeminência na sua vida. Satanás incentivou a sua independência, estimulando
Adão a tomar iniciativas à parte da direção de Deus. Ao colocar Deus à parte, Adão se
afastou da comunhão e da amizade de Deus. Ele teve a sua alma estimulada e decidiu
aceitar e seguir as suas próprias sugestões; desse modo, passou a andar separado da
direção de Deus. Na prática, a sua alma tomou o lugar do espírito, e as coisas do espírito
passaram a ter um lugar secundário. Por causa dessa independência, o homem morreu
espiritualmente. Por isso, desde que nascemos, vivemos em um contexto no qual
somente a nossa mente, uma das funções da alma, é estimulada a funcionar.
O sistema do mundo funciona desta maneira. Todo o sistema ideológico,
religioso, educacional, filosófico e político, caminha nessa racionalidade morta para
Deus. Quando você recebe a Cristo, o seu espírito é vivificado, mas a sua mente ainda
precisa ser disciplinada a fim de criar uma dependência do Espírito de Deus em seu
espirito. Essa é a principal dificuldade que encontramos. Queremos servir ao Senhor e
tomar o Senhor como nosso alimento, mas a nossa mente não acompanha o nosso
espírito. Depois que o nosso espírito é vivificado e colocado em evidência, o Espírito
Santo, que habita em nós, espera que a nossa mente volte para o lugar de origem, isto é,
que se sujeite ao espírito. O Espirito Santo nos oferece várias ferramentas para
disciplinar a mente ao comando do espirito.
Aprendendo a Disciplinar a Mente ao Espírito
• Adorando
“Mas vem a hora, e já chegou, quando os verdadeiros adoradores
adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai
procura para seus adoradores”, Jo 4.23.
A Bíblia diz que a adoração funciona na esfera espiritual. Quando chegamos
diante de Deus para adora-lo, somos embevecidos, edificados e nos perdemos nos rios
12
caudalosos da sua Presença. Na medida em que oramos estamos navegando na presença
do Senhor e a nossa mente está submissa ao espírito.
• Contemplando
“Uma coisa peço ao Senhor, e a buscarei: que eu possa morar na
casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a
beleza do Senhor, e meditar no seu templo”, Sl 27.4.
Contemplar o Senhor é voltar-se para ele em espírito em silencio, apenas para
apreciar a sua Grandeza e mergulhar na sua Presença. Quando nos dispomos a
contemplar a beleza do Senhor, a nossa mente irá seguir a trilha que o espírito indicar.
Quanto mais contemplarmos o Senhor, mais seremos transformados à sua imagem. Um
coração derramado a contemplar o Senhor é uma alma que encontrou o lugar secreto à
sombra do Onipotente!
• Orando a Palavra
“O Espírito é que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras
que eu vos tenho dito são espírito e são vida”, Jo 6.63.
A Palavra é viva, e é Espírito e Vida. Orar a Palavra de Deus para disciplinar à
mente requer uma atitude ativa. A ordem de nos encher no espírito requer o falar, o
cantar e o orar de um modo espiritual. Deus nos leva assim, para regiões íntimas e
profundas nele. Tendo como fundamento uma atitude ativa, onde o meu coração é
induzido e aplicado em sua direção. Isto é o que Deus espera e requer de nós.
Ao orar a Palavra, daremos um firme leito de rio para a nossa mente seguir o
espirito. Não teremos que formular frases e nem exercitar a mente. Não tomaremos a
Palavra nesse momento para meditar, nem para descobrir novas verdades, mas
estritamente para dar à mente o caminho vivo da disciplina.
A Palavra é Espírito e Vida, porque a Palavra sai da própria boca de Deus. A
Palavra pode ser bebida para o interior do nosso espírito ou pode ser comida para torna-
se vida divina dentro de nós. Esta é uma maneira completamente diferente de nos
apropriarmos da Palavra de Deus. Podemos ir à Palavra para adquirir conhecimento,
mas se a tomamos como alimento para dentro do nosso espírito, então ela se torna a
Vida de Deus dentro de nós.
Podemos comer e beber cada versículo da Palavra como se desfrutasse de uma
gostosa sobremesa. Será como sorver para dentro do espírito cada palavra, como se
comesse algo delicioso para deleite do paladar natural. Se orarmos um texto da Palavra,
comendo e bebendo para dentro do espírito, o resultado da presença de Deus em nós
será transformado em revelação, deixando-nos acariciados com a luz divina. O caminho
para colocar a mente submissa ao espírito é coloca-la na trilha do espírito em oração e
leitura da Palavra. Esta é maneira certa de disciplinar a mente a seguir o próprio
espírito.
À medida que reservamos tempo para estar diante de Deus para orar, contemplar
e adorar estamos plantando bênçãos em nossa vida, Na medida em que semearmos,
iremos colher. Cada vez que oramos e contemplamos a Palavra estamos disciplinando a
mente, e nos enchendo do Espírito, e cada vez mais a alma estará sendo transformada,
pela renovação da mente, Rm 12.1-2. Por isso, comamos e bebamos do Eu Sou, pois Ele
é a fonte de tudo que precisamos para ter uma vida cristã transbordante.
Bibliografia: A comunhão no Espírito com um Deus residente
Pr. Marcelo Oliveira de Almeida
13
APÊNDICE I
Orar Lendo a Palavra
Quando um bebê nasce, a sua necessidade mais imediata é tomar leite para se
alimentar. Sem alimento, a criança não somente deixará de acompanhar o crescimento
normal, mas brevemente virá a ser fraca e eventualmente poderá até morrer. Quando
aceitamos a Cristo como Senhor e Salvador de nossa vida, nascemos de novo, a nossa
necessidade mais imediata é aprendermos a beber do Senhor como alimento espiritual.
Sem esse alimento espiritual nós também não teremos o crescimento normal e em pouco
tempo estaremos espiritualmente mortos.
Nos Evangelhos, o Senhor Jesus se apresenta como um banquete para nós
comermos e bebermos dele.
“Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o crê em
mim jamais terá sede”, Jo 6.35. “Aquele, porém, que beber da agua
que eu lhe der nunca mais terá sede; porém a agua que eu lhe der
será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna”, Jo 4.14. “E a todos
nós foi dado beber de um só Espírito”, ICo 12.13.
Bebemos, comemos e nos deleitamos Nele quando o recebemos como nosso
alimento espiritual. Temos que louvar a Deus por Jesus Cristo se apresentar a nós como
um banquete para satisfazer todas as nossas necessidades. Todos nós sabemos que o seu
nome é o grande EU SOU, que significa: EU SOU tudo quanto meu povo precisa.
Pedro também nos exorta a tomarmos a Cristo como alimento espiritual.
“Desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno
leite espiritual, para que por ele vos seja dado crescimento para a
salvação, se é que já provastes que o Senhor é bom”, I Pe 2.2-3.
Se desejarmos experimentar Cristo, temos que beber o leite puro e genuíno da
Palavra. Assim estaremos nutridos para o crescimento espiritual. Glória ao Senhor,
porque a Palavra diz provastes! Ela não diz para nós conhecermos este ou aquele
aspecto acerca dele. Quando nós bebemos o leite da Palavra, na realidade nós estamos
provando o Senhor. Portanto, o modo para nós provarmos o Senhor é simplesmente
tomando o leite da Palavra. A Palavra não é somente para ser estudada, ela também
serve de alimento. O modo pelo qual o Senhor alimenta o seu corpo, a Igreja, é pela sua
Palavra. Se desejarmos nos deleitar no Senhor e ser alimentados por Eee, precisamos ir
à Palavra para provar do alimento divino.
Em nossa vida cristã, quanto da Palavra nós já ingerimos como alimento para o
nosso espírito? Devemos responder honestamente que a maioria de nós tem ingerido
muito pouco. Não devemos ir à Bíblia somente para aprender e entender. A Bíblia não é
a árvore do conhecimento, ela é a árvore da vida! Se recebermos a Palavra de Deus
como árvore do conhecimento, estamos usando-a de maneira errada, porque II Co 3:6
diz: que a letra mata. Nunca devemos pegar a Palavra como um livro de letras, mas
como o Livro da Vida.
Todos os cristãos sabem que a função da Bíblia é revelar Deus para seus filhos.
Ainda que isto seja verdade, essa não é sua principal função. A principal função da
Bíblia e expandir Deus dentro de nós como vida e como suprimento de vida. Não só nos
fornece conhecimento a respeito de Deus e do seu amor, mas expande o próprio Deus
dentro de nós. Sempre que lemos a Palavra de Deus, não devemos apenas tentar
conhecê-la ou entendê-la, mas nos apropriar da essência de Deus para dentro de nós,
14
assim como fazemos quando comemos comida natural. A Palavra de Deus depois de ser
comida será absorvida e transformada em vida dentro nós.
“alimentados com as palavras da fé”, I Tm 4.6. O conceito do apóstolo Paulo é
transmitir que a Palavra de Deus é comida para alimentar os filhos de Deus. Nós
também devemos ter a mesma percepção a respeito da Palavra de Deus. Não devemos
considerá-la apenas para o conhecimento, mas também como alimento para suprir-nos a
toda hora. Em I Tm 1.10, Paulo fala das coisas que “se opõem à sã doutrina”. De
acordo com o texto original, sã significa saudável. A Palavra de Deus não é somente sã
doutrina para a mente, mas doutrina saudável para vida, ela nos alimenta, nos supre e
nos traz saúde.
As Escrituras revelam no mínimo três casos daqueles que comeram a Palavra
de Deus. O primeiro foi Jeremias, que disse: “Achadas as tuas palavras, logo as comi”,
Jr 15.16. Comer alguma coisa não é meramente recebe-la, mas absorvê-la e digeri-la,
para que ela se torne parte de você. O segundo caso onde o profeta comeu a Palavra de
Deus está no livro de Ezequiel, “come este rolo (a Palavra), vai e fala a casa de Israel”
Ez 3.1. A Palavra de Deus não serve somente para aprender, mas também para provar,
comer, digerir e se deleitar nela. O Senhor Jesus também fala da Palavra de Deus como
alimento espiritual: “Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede
da boca de Deus”, Mt 4.4. Toda Palavra que procede da boca de Deus é comida
espiritual para nos alimentar. Esta é a comida pela qual devemos viver.
Qual a origem e a essência da Palavra de Deus? A resposta é encontrada em II
Tm 3.16: “Toda Escritura é inspirada por Deus”. A tradução de João Ferreira de
Almeida diz: inspirada por Deus, mas o significado na língua original é soprada por
Deus. Nós sabemos que “Deus é Espírito”, Jo 4.24; o Espírito é a essência e a natureza
de Deus. Visto que a Palavra é o sopro de Deus, e Deus é Espírito, tudo que é soprado
por Deus tem de ser Espírito! Então, a essência ou a natureza da Palavra de Deus é
Espírito. O Espírito é a profunda essência da Palavra de Deus. Agora podemos ver,
porque o Senhor Jesus disse, que suas palavras “são Espírito e são vida”, Jo 6.63. Uma
revelação, um pensamento ou uma doutrina nunca poderiam ser vida, mas a Palavra é a
essência de Deus, por isso, ela é Espírito e Vida. A natureza da Bíblia é a essência do
próprio Deus. Toda vez que nós manuseamos a Bíblia, devemos saber que estamos
tocando em Deus.
Tendo visto que a Palavra de Deus é a essência do próprio Deus, e é útil para o
nosso gozo espiritual e alimenta o nosso espirito. Então, qual é a maneira certa de ir à
Palavra? Em Efésios 6.17,18 temos a resposta. “Tomai... a espada do Espirito, que é a
palavra de Deus; com toda oração e suplica”. De acordo com a língua original,
podemos traduzir desse modo: “Tomai... a espada do Espírito, o qual Espírito é a
Palavra de Deus, com toda oração e súplica”. Como devemos nos alimentar da Palavra
de Deus? Com toda oração e súplica. Isso é o que chamamos de ORAR-LER! Vamos
repetir: A Palavra de Deus deve ser tomada com toda oração e suplica.
Simplesmente pegue a Palavra de Deus e ore-lendo alguns versículos de manhã
e à noite. Não há necessidade de exercitar a sua mente para tirar algum proveito, nem é
necessário que reflita sobre o que leu. Somente ore as mesmas palavras que esta lendo.
Em cada versículo, existe uma oração viva. Não há necessidade de fechar os olhos
quando ora. Em toda Escritura não achamos um versículo que diga que devemos fechar
os olhos para orar, mas há um versículo que diz: “Jesus... levantou os olhos ao céu, e
disse: Pai...”, Jo 17.1. Ele estava olhando em direção ao céu enquanto estava orando.
Não estamos argumentando sobre doutrinas, mas apenas reconhecendo que não há
necessidade de fecharmos os olhos, quando oramos. Seria melhor se fechássemos a
nossa mente!
15
Por exemplo, ao orar lendo: “Estou crucificado com Cristo”, Gl 2.19. Apenas
leia com os olhos na Palavra e orando no espirito. Então diga: Glória a Deus, “Eu estou
crucificado com Cristo”. Se alimente desta verdade, deixe que ela faça parte do seu ser.
Amém! Em seguida você pode passar para: “Eu vim, para que tenham vida”, Jo 10.10.
Repita o procedimento acima, se alimentando deste novo versículo. Aleluia! Ele veio
para que eu tivesse vida. Louvado seja o Senhor! Aleluia! Vida! Amém! Vida! Ó
Senhor! Vida!
Há única necessidade é saber que a Bíblia é um livro de oração! Você pode
abrir em qualquer página da Bíblia e começar a orar qualquer porção da Palavra. A
Bíblia é o livro santo. Toda palavra que vem da boca de Deus é diferente de qualquer
outra, porque tem vida. Mesmo que não entenda alguma passagem, ainda assim, você
está se alimentando enquanto ora e lê, porque a essência de Deus está em sua Palavra. A
Palavra de Deus é o seu sopro, a sua essência.
Para um relacionamento maior com Cristo precisamos do Corpo, que é a Igreja,
porque ao orar lendo com um grupo de cristãos, o acesso ao terceiro céu nos será
revelado! A explicação natural para isso reside no fato de que o alimento é para Corpo,
não meramente para um membro isolado. Não comemos simplesmente para alimentar o
braço; tampouco pensamos que a mão pode comer por si mesma. Não, o alimento é para
Corpo, para o desenvolvimento do Corpo. Portanto, a melhor maneira de orar lendo é
com os outros membros do Corpo. Existe crescimento quando oramos-lendo sozinho,
mas veremos a diferença quando nos reunimos com outros irmãos para orar. Porém,
quando nos reunimos em comunhão com o Corpo, com o propósito de orar-lendo, temos
certas regras para cumprir: ser rápido, curto, verdadeiro e novo:
• Precisamos orar rapidamente, sem hesitar. Quando somos rápidos ao orar, não
temos tempo para usar a nossa mente em considerações.
• As nossas orações devem ser curtas. Proferir versículos de maneira rápida e breve.
Porque orações longas precisam de alguma composição.
• Precisamos ser verdadeiros. Não devemos ser atores, mas dizer apenas a verdade.
• Nossas orações devem ser novas. Não usar orações repetidas e a melhor maneira é
não orarmos com as nossas palavras, mas com as palavras da Bíblia.
Esta é a maneira certa de orar à Palavra de Deus, Isto tem transformado vidas.
Pode não funcionar tão bem no começo, mas com a prática e um coração sincero o
espírito vivo será tocado. Se praticarmos com frequência, tanto individualmente como
no Corpo, seremos capazes de testificar das riquezas que Cristo tem doado aos que
oram lendo a Palavra de Deus. Veremos crescimento na nossa vida espiritual. Haverá
grandes mudanças para os que praticam a Palavra desta maneira, saboreando a Cristo e
sendo alimentado por ele. Seremos pessoas que caminham para uma maturidade de vida
plena Naquele que vive em nós.
Uma Maneira Simples para Tocar o Senhor
O objetivo máximo do andar cristão está em: “Cristo, que é a nossa vida”, Cl
3.4; “Para mim o viver é Cristo”, Fp 1.21. Por meio destes versículos podemos ver que
a realidade e o ponto central da vida cristã é simplesmente o próprio Cristo. Somos
pessoas que nascemos de Deus e temos a Cristo vivendo em nosso interior. Por isso, não
apenas estudamos sobre Cristo ou fazemos alguma coisa para ele, mas vamos além, e
praticamos a experiência de tocá-lo e experimentá-lo de uma maneira viva a cada dia.
“Porque se nós, éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus
mediante a morte de seu Filho, muito mais, tendo sido reconciliados,
seremos salvos em sua vida”, Rm 5.10 (V.R.).
16
Muito mais, quer dizer mais de Cristo. A experiência inicial de salvação do
cristão é verdadeiramente maravilhosa. Porque, ele torna-se uma pessoa nascida de
Deus, e muito mais do que isso, ele será salvo pela vida de Cristo nele. Toda pessoa que
conhece Cristo como seu Salvador pode e deve ser levada a experiência de ter muito
mais, que consiste em penetrar na plenitude e na realidade de uma vida centrada em
Cristo. Experimentando, tocando e desfrutando da sua Presença no viver diário.
Como Experimentar Cristo como Vida a cada Momento?
Tudo o que precisamos fazer é invocar Aquele que é o suprimento da vida.
“... uma vez que o mesmo Senhor de todos é rico para com todos os
que o invocam. Porque, todo aquele que invocar o nome do Senhor
será salvo”, Rm 10.12-13, V.R.
No passado talvez tivéssemos o conceito de que esses versículos eram
aplicáveis somente a uma experiência inicial de salvação, mas sabemos que precisamos
da salvação diária do pecado, do ego, da autossuficiência e da falta de perseverança.
Para esta verdade se transformar em realidade, precisamos de Cristo nutrindo e
fortalecendo nossa vida, a fim de que o manifestemos em todas as coisas. O caminho é
simplesmente invocar o nome do Senhor, porque ele é rico para com todos os que o
invocam.
A experiência de Cristo deve se tornar real na vida do crente, para que ele seja
um testemunho vivo para aqueles que estão perdidos no mundo. Qual era o testemunho
dos primeiros cristãos? Eles eram chamados de povo que invocava o nome do Senhor,
At 9.14. Paulo, antes de sua conversão, perseguia todos aqueles que invocavam o nome
do Senhor. Ele recebeu “autoridade dos principais sacerdotes para capturar todos os
que invocavam seu nome”, I Co 1.2, mostrando-nos claramente que os primeiros
cristãos eram aqueles que em todo lugar invocavam o nome do Senhor.
Muitos cristãos, que hoje praticam o invocar o nome do Senhor a cada dia, a
cada hora e a cada momento de uma maneira simples e prática, fazem isto, porque
sabem que o Senhor é tudo o que necessitam. Alegram-se pelo simples fato de poder
toca-lo a qualquer hora e em qualquer circunstância, simplesmente invocando o seu
nome do mais profundo de seu ser. Não devemos invocar o Senhor de uma maneira
objetiva, invocando o Cristo que habita nos céus, mas sim, invocar o Cristo que é
Espírito, e habita no interior do nosso ser. Assim poderemos sentir a sua presença
fluindo dentro de nós.
“Mas vem a hora, e já chegou, quando os verdadeiros adoradores
adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes o que o
Pai procura para seus adoradores. Deus é Espírito; e importa que os
seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”, Jo 4.23,24.
A verdadeira adoração deve ser constante e vivificante para todo cristão. O
desejo do Pai é que desfrutemos da verdadeira adoração, que é estar em comunhão com
Cristo a todo o momento. Quer trabalhando, andando, dirigindo ou conversando
devemos estar sempre em comunhão com seu amado Filho Jesus.
Novamente temos de louvar e agradecer o Senhor, porque ele não somente nos
ensinou a invocá-lo e adora-lo em espírito e em verdade, mas também nos deu uma
maneira prática e simples para tocá-lo por meio da verdadeira adoração. A Bíblia dá
exemplos claros de como tocar e experimentar o Senhor em adoração, simplesmente
invocando o seu nome.
“E eis que um leproso, tendo-se aproximado, adorou-o, dizendo:
Senhor”, Mt 8.2. “Ela, porém, veio e o adorou, dizendo, Senhor”, Mt
15.25..
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Esses versículos nos ajudam a ver que podemos participar da verdadeira
adoração em qualquer lugar, a qualquer hora, e em qualquer situação, apenas invocando
o nome do Senhor. Independente das circunstâncias e local, podemos adorá-lo
simplesmente orando: “Ó Senhor, Ó Senhor”. Muitos cristãos estão descobrindo que o
simples respirar o seu nome, “Ó Senhor”, quando são tentados, oprimidos ou apenas
distraídos, leva-os a um verdadeiro contato e comunhão com Deus, e a uma completa
libertação do ego, do pecado, e do mundo. Quando clamamos ao Senhor, em nosso
espirito, temos uma sensação profunda de Cristo e da sua Vida fluindo dentro de nós.
Nos Salmos, vemos que os salmistas oraram clamando, “Ó Senhor”, mais de 180 vezes.
“De todo o coração eu te invoco, ouve-me, Senhor”, Sl 119.145. “Então invoquei o
nome do Senhor”, Sl 116:4l. É tão simples invocar o nome do Senhor, por isso,
podemos invocar o seu nome a todo o momento e assim, experimentar mais de Cristo
para o nosso deleite interior.
A Bíblia nos dá outro exemplo da verdadeira adoração.
“E os vinte e quatro anciãos e quatro seres viventes prostraram-se e
adoraram a Deus, que está sentado sobre o trono, dizendo: Amém!
Aleluia!” Ap 19.4, V.R.
“Porque quantas são as promessas de Deus, nele é o sim, porquanto
também por ele é o Amém para Deus”, II Co 1.20, V.R.
Amém é outro nome dado a Cristo. Quando clamamos Amém do profundo do
nosso interior, sentimos que tocamos Cristo, da mesma maneira que quando invocamos
“Ó Senhor, Ó Senhor”, porque, assim como seu nome é Senhor, seu nome também é
Amém. Então, quando clamamos Amém, estamos louvando ao Senhor. “Bendito seja o
Senhor Deus de Israel, desde a eternidade até a eternidade. E todo o povo disse:
Amém! e louvou ao Senhor”, I Cr 16.36. Clamar Amém em espirito é invocar e tocar o
Senhor.
Aleluia significa: Louvado seja o Senhor ou Louvai a Jeová. Inúmeras vezes o
salmista usou aleluia em suas adorações e louvores. Os últimos cinco Salmos começam
e terminam com a palavra celestial de adoração, Aleluia. Hoje ela ainda é a mesma; nós
podemos adorar e ter comunhão com o nosso Senhor dessa mesma maneira simples.
Durante todo o dia, clame apenas: Ó Senhor, Amém, Aleluia, do mais profundo do seu
ser. Simplesmente respire e clame: Ó Senhor, Amém, Aleluia, e assim, irá provar a
doçura e a realidade do próprio Senhor. Este tipo de comunhão com Cristo fará você
perceber cada vez mais, que a presença dele está refletida em sua vida. Hoje, muitos
cristãos têm descoberto que podem conhecê-lo e ser transportados para dentro do poder
da sua ressurreição e andar em unidade com ele, clamando a cada momento: Ó Senhor,
Amém, Aleluia.
Compilado do Livro: Oração: O Primeiro e o Último Recurso
Witness Lee e Watchman Nee
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APENDICE II
Do Lugar Raso às Profundezas
Talvez, você ainda não sentiu a necessidade de uma profunda experiência com
Jesus. A maioria dos cristãos não percebem que foram chamados para uma relação mais
profunda e interior, com o seu Senhor. Importa saber que todos foram chamados às
profundezas de Cristo, tão certo como foram chamados para a salvação.
Quando falo de uma profunda e interior relação com Cristo, estou falando da
oração. Não aquela oração mental, no entendimento natural, mas a que vem diretamente
do coração. A oração que sai da mente é inadequada, mas a oração que brota do coração
não pode ser interrompida pelos pensamentos. Quando nos voltamos de todo o coração
para o espírito em busca de Jesus, estamos praticando a oração que satisfaz o Senhor.
A única coisa que pode interromper as nossas orações são os desejos egoístas,
que poluem a nossa mente. Mas, nem por isso precisamos nos entristecer, porque,
mesmo assim há encorajamento, pois, a partir do momento em que nos alegramos no
Senhor e provamos a doçura do seu amor, até mesmo esses desejos egoístas não terão
mais poder sobre a nossa mente. A intimidade com o Senhor nos convence de que é
impossível ter prazer em qualquer outra coisa exterior.
É compreensível o fato de muitos irmãos se sentirem vagarosos, com uma
compreensão pobre e pouco espiritual. Mas, deixe-me encoraja-los, não há nada mais
gratificante que ser preenchido de Cristo Jesus, para que isso aconteça, basta nascer de
novo e ele estará presente no seu espírito. O desejo dele de doar-se é bem maior do que
o seu de recebê-lo.
Também é necessário descobrir o caminho para contatar Deus, para isso basta
voltar-se para o seu espírito. À medida que experimentamos Cristo, ele passa a viver a
sua Vida em nós e passamos a viver pelo próprio Deus. Isso é tão verdadeiro, que se por
algum motivo deixarmos de orar, o sentimento que resulta é como se estivéssemos
pecando.
Como entrar na presença do Senhor? Escolha um lugar de sua preferencia para
orar, pode começar ficando em silencio, em seguida simplesmente comece a orar ao
Senhor. Comece com a palavra: Amado Pai celestial. Ao fazê-lo, deixe que o sentido
completo dessa palavra toque profundamente seu coração. Creia que o Deus que vive
dentro de você está de fato desejoso de ama-lo. Derrame seu coração a ele, como a
criança faz com seu pai. Nunca duvide do profundo amor de Deus por você. Nunca
duvide de seu desejo de escutá-lo. Invoque o seu nome e permaneça diante dele
silenciosamente por algum tempo. Permaneça assim, esperando sentir o seu toque.
Venha ao Senhor como alguém que não tem qualquer força própria; como alguém que
não tem qualquer poder para se purificar. Humildemente, exponha sua triste condição
diante do olhar de um Pai amoroso. Ainda na sua presença, ore palavras de amor e
mostre que não é merecedor deste amor, por causa dos seus pecados. Permaneça deste
modo por um tempo. Até sentir que é tempo de ir adiante, então continue orando.
Nunca procure o Reino de Deus em qualquer lugar senão dentro de você. E,
uma vez que tenha percebido que ele está dentro de você, sinta a sua presença e faça
isso com um profundo senso de amor; indo a ele mui docilmente e com um profundo
senso de adoração. Reconheça humildemente que ele é tudo e confesse que você nada é.
Feche seus olhos para tudo ao redor; comece a abrir os olhos interiores de sua alma,
voltando-os para o seu próprio espírito. Você precisa somente crer que Deus mora em
19
você. Esta fé o levará à sua Santa Presença. Não permita que sua mente vagueie, mas
mantenha-a em submissão.
Todos os seus antigos conceitos sobre Deus não levam a nada, realmente. Não
tente imaginar na mente como ele é, pelo contrário, simplesmente creia em sua
Presença. Nunca tente imaginar o que Deus fará, porque não há qualquer jeito de Deus
se acomodar aos seus conceitos. O que fazer então? Procure contemplar o Senhor,
olhando para ele em seu interior, em seu espírito.
Traga a ele todas as suas enfermidades, para que ele possa curá-las. Mas, ao
chegar a ele, não o faça ansiosamente e não fique inquieto. Ao se aproximar, faça uma
pausa de vez em quando. Esses períodos de espera silenciosa diante do Senhor irão
aumentando gradualmente e o seu esforço mental irá diminuindo. Chegará o momento
em que ele obterá completo controle, isso só poderá acontecer, quando você se render à
operação do Deus que existe dentro de você. Então verá que a união que começou como
algo simples, crescerá. Crescerá para tornar-se uma relação real e vital entre você e o
Deus da vida. Quando a Presença do Senhor se tornar sua experiência, começará a amar
este silêncio e este repouso pacífico que provem dele. Este maravilhoso gozo, de estar
em sua Presença, irá introduzi-lo a um novo nível de vida.
Em algum ponto deste encontro você sentirá bem no fundo de seu espírito que
é tempo de simplesmente manter-se em silêncio diante da sua presença. Quando sentir
isso, não se desligue. O próprio Senhor o manterá em silêncio. Quando isso passar, siga
adiante para as próximas palavras da oração. "Seja feita a tua vontade". Orando tais
palavras, humilhe-se diante do Senhor, pedindo-lhe sinceramente que realize toda sua
vontade em você e através de você. Renda seu coração em suas Mãos.
Você sabe qual é a vontade de Deus? Deus é amor e a vontade dele é amar os
seus filhos. Portanto, quando você ora “Senhor, seja feita a tua vontade”, está pedindo
que Deus derrame seu amor em você. Então, comece a ama-lo também e enquanto o faz,
rogue-lhe que lhe ensine a ama-lo. Tudo ocorrerá de modo muito doce, por meio desta
oração ao Senhor.
Você também pode procurar o Senhor para expor suas necessidades, se
aproximar dele como seu Provedor. Venha a ele como um filho que busca o Pai à
procura de alimento. Ao chegar a ele, diga: "Amado Pai, tu és o meu pão de cada dia,
porque tu alimentas os teus filhos com a tua própria Pessoa". Deus ama quando
levamos a ele as nossas necessidades, mas devemos fazer isto, crendo que ele se
encontra dentro de nós.
Para entrar na presença de Deus em oração, não há necessidade de usar
repetições ou orações memorizadas. Ao invés disso, faça simplesmente a oração que
vem do coração, porque ela tem poder de produzir bons frutos em sua vida.
Veremos agora, duas maneiras de nos aproximar de Deus:
• Orando as Escrituras
• Contemplando e Esperando na presença do Senhor
Orando as Escrituras
Como podemos Orar as Escrituras de um modo simples e eficiente? Para tornar
o crescimento espiritual efetivo é necessário transformar a leitura da Palavra em oração.
Abra as escrituras e escolha alguma passagem simples e direcionada para o seu
propósito. A seguir, venha ao Senhor quieto e humildemente. Aí, diante dele, leia uma
parte da passagem que você escolheu. Seja cuidadoso enquanto lê. Assimile o que esta
lendo de modo completo e gentil. Prove e saboreie cada palavra, à medida que lê. Passe
de uma passagem para outra, até que sinta no coração a verdadeira essência do que está
lendo e separe a parte da Escritura que o tocou e transforme-a em oração. Depois de ler
20
a passagem e ter conhecimento que a sua essência já foi extraída, então o sentido mais
profundo já foi absorvido; continue lendo e orando de modo tranquilo até sentir-se
enriquecido pela presença do Senhor. Esta é uma maneira de orar lendo, mas você pode
aperfeiçoa-la, ou desenvolver a sua.
Comtemplando e Esperando na Presença do Senhor
Preciso partilhar com vocês o ponto onde temos maior dificuldade que é
contemplar e esperar no Senhor. Isso tem a ver com o controle da mente. A mente tem
uma tendência muito forte a afastar-se do Senhor. Portanto, quando estiver orando
procure sentir a sua Presença e use a Escritura para aquietar sua mente.
A maneira de executar é muito simples. Comece lendo uma passagem das
escrituras voltando-se para o seu próprio espírito. Uma vez que sinta a presença do
Senhor, o conteúdo lido não é o mais importante. Porque o objetivo de estar na presença
do Senhor e acalmar a sua mente já foram atendidos.
Como se aproximar do Senhor, para contemplar e esperar nele? Comece
separando tempo para estar com ele. Calmamente, volte o seu coração para à sua
presença. Como fazer isso? Pela fé. A fé transforma em realidade a sua presença.
Depois, comece a ler alguma parte das escrituras. À medida que lê, faça uma pausa, de
modo a colocar sua mente interiormente no Senhor. Lembre-se sempre, que não está
fazendo isto para obter algum entendimento daquilo que está lendo; ao contrário, está
lendo a fim de retirar a sua mente das coisas exteriores e coloca-la nas regiões mais
profundas de seu ser, o seu espirito. Não está lendo para aprender, e sim para
experimentar a Presença de Deus. Enquanto está diante dele, mantenha seu coração
focado na sua Presença. Como? Isso, também é pela fé. Sim, pela fé, você pode manter
seu coração na Presença do Senhor. Não permita que sua mente vagueie. Se sua mente
começar a passear em pensamentos externos, volte a torna-la cativa a seu espirito. Para
que não tenha mais liberdade de andar dispersivamente, nem de distrair-se com as
coisas exteriores; desta maneira a sua única opção será voltar-se para presença de Deus.
O Senhor é encontrado somente dentro do seu espírito, no lugar mais intimo do
seu ser, no Santo dos Santos. É no seu espirito que ele habita. O Senhor certa vez
prometeu que viria morar dentro de nós, Jo 14.23. Prometeu aos que o adoram e fazem
a sua vontade que estaria dentro deles. O Senhor encontrará você no seu espírito. Foi
Agostinho quem, certa vez, disse: que havia perdido muito tempo, no começo de sua
experiência cristã, tentando encontrar o Senhor externamente, ao invés de voltar-se para
o seu interior. Uma vez que seu coração tenha se voltado para Deus em seu interior,
poderá sentir a sua Presença, porque seus sentidos exteriores se tornarão calmo e
tranquilo. Sua atenção não está mais nas coisas externas ou nos pensamentos
superficiais da mente; ao invés disso, doce e silenciosamente sua mente se torna
ocupada com o toque da Presença Divina em seu espirito.
Não se trata de pensar no conteúdo da leitura, mas de se alimentar do que foi
lido. Exercite o poder de manter a mente cativa à vontade do seu espirito. Quando
chegar a este ponto a mente entra num estado de repouso. Neste estado de muita paz,
assimile o que você já provou da Palavra. No princípio, isto pode parecer difícil e
estranho, mas talvez eu possa lhe mostrar como é simples. Guando você come algo
saboroso, se não engole a comida não recebe qualquer nutrição. É a mesma coisa com
seu espírito. Neste estado de calma, paz e simplicidade, apenas tome o que você já
recebeu como alimento espiritual e deguste dentro de seu espírito.
Se qualquer pensamento externo lhe distrair, seja rápido em trazer sua mente
de volta. Este é o modo mais simples que existe de sobrepujar as distrações externas e
retornar a Presença do Senhor em seu espirito. Fazendo assim, vencerá a guerra contra
21
sua mente errante. Nunca aceite as ofertas de distrações oferecidas pela mente. Esteja
certo de que, à medida que sua alma for se acostumando a reter as coisas do espirito,
este processo se tornará mais fácil.
O propósito de Deus é habitar em nós e revelar-se por meio de nós. Por causa
da sua Graça podemos tornar real a experiência de gozar de sua presença. Ele nos toca,
e o seu toque é tão delicioso, que cada vez mais somos atraídos por sua presença em
nosso interior.
Compilado do livro: Experimentando as Profundezas de Jesus Cristo.
M. Guyon
22
II
O Homem é um Ser Holístico: Formado de Espirito, Alma e Corpo.
“O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso
espírito, alma e corpo, sejam conservados íntegros e
irrepreensíveis na vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo”, I Ts
5.23.
Todo homem é espírito, alma e corpo. A concepção geral das pessoas é a de que
o homem é apenas corpo e alma. Todavia, é importante ressaltarmos que espírito e alma
não são a mesma coisa. Caso fosse a mesma coisa, qual a necessidade de separá-los?
Pois, em Hb 4.12, Paulo diz: que a Palavra de Deus é viva e eficaz e penetra até ao
ponto de dividir alma e espírito. Alma e espírito, portanto, não são a mesma coisa.
Falhar nessa distinção levará o crente a bloquear completamente seu progresso
espiritual ficando preso àquilo que é da mente ou das emoções.
A vida cristã consiste em aprender a exercitar o espírito humano recriado para
poder contatar a Deus e ser guiado por ele. Tudo o que necessitamos para alcançarmos
uma vida cristã plena e frutífera já nos foi dado pelo Espírito Santo que habita em nós.
Ver Apêndice I, no final deste capitulo outras razões para discernir o nosso
espírito.
Definindo o que é Revelação
Se desejarmos crescer na vida cristã, precisamos de revelação. Revelação é o
conhecimento que é transmitido pelo Espírito Santo ao nosso espírito. Revelação não é
descobrir algo que ninguém nunca tenha visto antes, pelo contrário, não existe nada
novo, tudo já está escrito. Quando a luz de Deus brilha no nosso espírito, então há
revelação. Se desejarmos obter revelação de Deus e de sua Palavra, precisamos aprender
a perceber o nosso espírito.
Há uma grande diferença entre conhecimento mental e conhecimento espiritual.
Talvez nunca tenhamos questionado por que há tantos filhos de Deus que conhecem a
Bíblia e esse conhecimento não afetam, de forma alguma, o seu viver. Esse problema
acontece porque conhecem a Bíblia apenas intelectualmente e não por revelação.
Podemos ver no Novo Testamento que a maior preocupação de Paulo era a de
que os cristãos tivessem revelação de Deus. Se observarmos atentamente as orações
dele, mencionadas em suas epístolas, constataremos que o alvo das orações era
direcionado para revelação. Paulo não orava pelo crescimento da Igreja. Paulo não
orava por novos líderes, nem por algo semelhante. Como seriamos renovados, se
tomássemos como base as orações de Paulo para mudar a prática das Igrejas de hoje.
Simplesmente, porque, quando há revelação as pessoas são transformadas naturalmente
pela ação da Palavra, então a fé, a unção e a vida de Deus transbordarão nelas.
23
“Para que o Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da Glória, vos
conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento
dele, iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes”, Fp 1:9.
A revelação é algo que ocorre primeiramente no espírito. O Espírito Santo
transmite uma verdade ao nosso espírito, e o espírito a mente. A mente por si só não
pode receber revelação de Deus; é o nosso espírito que tem essa função. Muitos crentes
vivem apenas como homens naturais, não podem discernir as coisas do espírito, pois
não sabem usá-lo para discernir a verdade de Deus. Oremos para que o nosso amor
aumente mais e mais no pleno conhecimento e percepção da verdade.
O Espírito Santo habita em nós e fala conosco. Todos podem testemunhar que de
uma forma ou de outra já perceberam a voz de Deus em seu interior. Se alguém nunca
ouviu o Senhor no espírito, então, não se converteu, pois somos gerados pela Palavra de
Deus; se Deus não falou, é porque ainda não fomos gerados e o novo nascimento não
ocorreu. “Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade”,
Jo 16.13.
Como o Espírito Santo nos guia a toda a verdade? Falando através do nosso
espírito recriado. Se não temos ouvido a sua voz, é porque o rádio está mal sintonizado.
O Senhor sempre está falando, nós é que não percebemos.
Percebendo o Espírito Humano
Como posso perceber o meu espírito, o meu corpo e a minha alma? Este estudo
irá esclarecer esta questão. Mas, desde já podemos entender que o nosso espírito muitas
vezes é chamado de coração na Bíblia.
“Porque não é judeu quem o é exteriormente, nem é circuncisão a que
é somente na carne. Porém judeu é aquele que o é interiormente, e
circuncisão a que é do coração, no espírito, não segundo a letra, e
cujo louvor não procede dos homens, mas de Deus”, Rm 2.28-29.
Podemos perceber Paulo explicando que o coração é o espírito, ou pelo menos
é o meio pelo qual ele pode ser percebido. Não devemos pensar que o coração, nesse
sentido, seja o órgão físico que pulsa em nós. Quando a Bíblia fala de coração, ela está
falando de algo invisível e íntimo, das profundezas do nosso ser.
Identificando o Espírito, a Alma e o Corpo.
Pela Palavra de Deus e pela experiência temos o entendimento que o homem
possui três partes e cada uma delas possui a sua função específica:
• O corpo é a parte material, onde estão os cinco sentidos.
• A alma é a parte que está em contato com todo nosso ser; ou seja, com o
espirito e com o corpo. É a parte que nos permite ter consciência de nós mesmos, o
centro da personalidade. Nós somos uma alma
• O espírito é parte pela qual temos comunhão com Deus. É o elemento que nos
dá consciência da presença de Deus.
A alma é o centro da personalidade, mas o espírito é a parte mais importante e o
centro de todo o nosso ser, porém para o espirito enviar qualquer comando ao nosso
corpo precisa passar primeiro pela alma. É pelo espírito que podemos adorar a Deus e
receber revelação. Deus habita em nosso espírito.
Funções do Espírito
O espírito humano possui três funções básicas: intuição, consciência e comunhão.
Vejamos suas bases bíblicas:
• A função da Intuição
24
“E vós possuís a unção que vem do Santo, e todos tendes
conhecimento”, I Jo 2.20. “Quanto a vós outros, a unção que dele
recebestes permanece em vós e não tendes necessidade de que alguém
vos ensine, mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as
coisas, e é verdadeira, e não é falsa, permanecei nele, como também
ela vos ensinou”, I Jo 2.27.
Intuição é o conhecimento que chega até nós, sem qualquer ajuda da mente ou
da emoção; chega intuitivamente. As revelações de Deus e as ações do Espírito Santo
se tornam conhecidas por intermédio da intuição do espírito. A nossa mente
simplesmente nos ajuda a entender aquilo que o Espírito Santo revela ao nosso espírito.
Muitas vezes, existe algo no nosso íntimo nos impelindo a fazer algo ou nos
constrangendo para que não o façamos. Essa sensação interior é a intuição do nosso
espírito. Quantas vezes, depois de fazermos alguma coisa, confessamos: “bem que
dentro de mim algo me dizia para não fazer”. Alguns podem testemunhar que, em
muitas circunstâncias, passaram por experiências semelhantes. O nosso espírito está
funcionando, nós é que não damos crédito. A maior parte das pessoas está confinada a
uma vida exterior e quase nunca dão crédito à voz interior que provem do espirito.
As coisas do Espírito só podem ser discernidas pelo nosso espírito I Co 2.14.
Jesus sabia, no seu espírito, o que os outros arrazoavam. Paulo foi constrangido no
espírito. Em todas essas referências, temos a forma como se manifesta a intuição do
espírito. Como posso saber se é a intuição do espírito? Não sei dizer como você vai
saber, mas tenho certeza que você saberá. Alguém poderá lhe perguntar: como você
soube? E você simplesmente dirá: “Eu apenas soube.” É desta forma que perceberemos
a intuição é um saber que não tem origem na mente e nem no mundo físico.
“Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu
irmão dizendo: conhece ao Senhor, porque todos me conhecerão,
desde o menor até o maior deles. Diz o Senhor”, Jr 31.34.
Nós vivemos hoje debaixo desta aliança. Todos são ensinados pelo Senhor. Você
não sabe como chegou, a saber, mas há algo em seu interior que diz que certas coisas
não são verdadeiras. Certa vez, uma irmã confidenciou que sentiu uma grande angústia,
enquanto certo pastor estava pregando. Ela não sabia o motivo daquela angústia no
espírito. Um irmão com mais entendimento da Palavra, lhe mostrou que aquele pastor
estava ensinando heresia, pois dizia que Jesus não era Deus. A intuição daquela irmã
havia rejeitado o ensino, ainda que a sua mente não entendesse a mensagem.
Como a intuição se manifesta? A intuição se manifesta pela restrição e pelo
constrangimento. Por exemplo: podemos estar pensando em fazer determinada coisa,
que nos parece razoável e por gostarmos dela, resolvemos ir em frente. Mas algo dentro
de nós, uma sensação pesada e opressiva se opõem ao que mente pensou, a emoção
aceitou e a vontade decidiu. O que permanece é o sentimento que tal coisa não deve ser
feita. É desta maneira que a restrição da intuição se manifesta. Tomemos agora um
exemplo oposto. Determinada coisa parece irracional, contrária ao nosso deleite e contra
a nossa vontade. Mas, por algum motivo desconhecido, sentimos dentro de nós um tipo
de constrangimento, um impulso ou um estímulo para que a façamos. Este é o arrazoar
da intuição.
É importante ainda frisarmos que há uma diferença entre conhecer e entender a
vontade de Deus. O conhecer está no espírito, enquanto que o entender está na mente.
Conhecemos uma coisa através da intuição no espírito, então a nossa mente é iluminada
para entender o que a intuição quer transmitir. Na intuição do espírito, conhecemos a
persuasão do Espírito Santo, na mente entendemos a sua orientação.
25
O conhecimento da intuição é chamado na Bíblia de revelação. Revelação é o
desvendar pelo meu espirito o direcionamento do Espírito Santo, da verdadeira
realidade de alguma coisa. Esse tipo de conhecimento é muito mais profundo que o
conhecimento da mente. A unção do Senhor nos ensina a respeito de todas as coisas,
pelo espírito de revelação e de entendimento.
• A função da consciência
É fácil entender a consciência. Todos nós estamos familiarizados com ela. É a
capacidade de discernir entre o certo e o errado, não segundo os critérios da mente, mas
segundo uma sensação do espírito. Quando comparamos Rm 9.1 e At 17.16, vemos que
a consciência está localizada no espírito do homem.
“Digo a verdade em Cristo, não minto, testemunhando comigo, no
Espírito Santo, a minha própria consciência” Rm 9:1. “O seu
espirito se revoltava em face da idolatria dominante”, At 17.16.
Testificar, confirmar, recusar, acusar é função da consciência. Em I Co 5.3,
Paulo julga em seu espírito, um membro da Igreja que estava em pecado. Julgar
significa condenar ou justificar, as quais são ações da consciência.
Muito frequentemente, a consciência condena coisas que a nossa mente aprova. O
julgamento da consciência não é segundo o conhecimento mental, mas segundo a
direção do próprio Espírito Santo.
Na Bíblia existem dois caminhos: o caminho tipificado pela árvore da vida e o
caminho do conhecimento do bem e do mal. A Palavra não nos exorta a andarmos
segundo os padrões de certo e errado, mas sim, a sermos guiados pelo espírito. Quando
paramos diante de um cinema, qual é a ponderação a respeito do filme? Não é
pornográfico, então não é errado e não faz mal, portanto, eu posso assistir. Tais
ponderações não são da consciência, mas da mente agindo de maneira independente do
espírito e direcionados pelo fruto da arvore do conhecimento do bem e do mal..
A consciência não faz ponderações, apenas decide. Devemos rejeitar de uma vez
por todas o caminhar segundo a mente, segundo a árvore do conhecimento do bem e do
mal, e seguirmos pelo espírito, pelo princípio da vida de Deus em nós, percebido em
nossa consciência.
Precisamos ser absolutos com as coisas que Deus condena em nossa consciência.
Nunca devemos tentar explicar o pecado, justificando-o. Sempre que em nossa
consciência houver um alerta que estamos errados, devemos aceita-la imediatamente.
Alguns tentam se justificar, dizendo que não têm muita convicção se determinada coisa
é certa ou errada. “tudo o que não provem da fé é pecado”, Rm 14.23.
Só podemos servir a Deus estando com a nossa consciência limpa. Todos podem
testificar que a ação da consciência não depende do conhecimento da Bíblia. Muitas
vezes sentíamos que algo era errado, mas só depois de agirmos, é que descobrimos
aquela proibição nas escrituras. Sem que ninguém nos ensine, a consciência informa que
o nosso namoro está errado ou que as nossas finanças estão desajustadas. Aquele que é
nascido de Deus tem no seu espírito, a voz do Espírito Santo a falar em sua consciência.
Ninguém jamais poderá dizer que não sabia. A consciência tem a função de testificar
qual é a vontade de Deus para nós.
• A função da comunhão
Comunhão é estar unido a Deus em adoração. Toda comunhão genuína com
Deus é feita no nível do nosso espírito. Deus não pode ser percebido na mente por meio
de pensamentos, sentimentos ou intenções, porque a porta por onde a vontade dele se
manifeste está no nosso espírito. Aqueles que não conseguem perceber o seu próprio
espírito, também não conseguem adorar a Deus em espírito. Deus é espírito e somente o
nosso espírito pode entrar em comunhão com Ele.
26
“Meu espírito exulta em Deus meu salvador”, Lc 1.47.
“O que se une ao Senhor é um só espírito com ele”, I Co 6.17.
É no nosso espírito que nos unimos ao Senhor e mantemos comunhão com ele.
Tudo o que Deus faz, ele faz a partir do nosso espirito. Como identificar se algo vem de
Deus ou do inimigo:
- O diabo sempre começa a agir do lado de fora do corpo, para atingir nossa
alma; ele age de fora para dentro.
- Deus age de dentro para fora, do espirito para mente.
Sempre que adorarmos a Deus, devemos nos voltar para o nosso coração, pois é
nele que percebemos o nosso espírito. Não procure exercitar a mente na hora de adorar;
exercite o espírito mediante o coração. É por isso que, a adoração com cânticos é mais
eficiente, pois a mente fica infrutífera e assim podemos exercitar o espírito livremente.
Quando o Senhor vier como fogo queimando no coração, absorva-o; quando vier como
um rio transbordante, beba-o. A comunhão é sempre percebida no coração.
Como Exercitar o Próprio Espírito
Se, somos incapazes de separar o espírito da alma não podemos ouvir e servir a
Deus apropriadamente, Hb 4.12. O que devemos fazer para que Deus nos capacite a
perceber o nosso espírito?
• A alma precisa ser quebrantada. A alma esconde e encobre o nosso espírito,
assim como os ossos encobrem a medula óssea. Se quisermos ver a medula temos de
quebrar os ossos. Por isso a alma precisa ser quebrada. Sem quebrantamento é
impossível perceber o nosso espírito. Portanto, é pelo quebrantamento da alma que o
nosso espírito se habilita a conversar com Deus. Nestas circunstâncias nos tornamos
sensíveis a Deus em nosso espírito.
• Pela Palavra. A Palavra tem o poder de libertar o nosso espírito. Deus na
verdade usa o poder da sua Palavra para o nosso quebrantamento, separando desta
maneira o espírito da alma.
“Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que
qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir
alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os
pensamentos e propósitos do coração”, Hb 4.12.
Paulo ao falar da sua situação espiritual, disse: o “Deus, a quem sirvo em meu e
espírito” Rm 1.9. O mesmo se aplica a cada cristão. Precisamos aprender a exercitar o
quebrantamento da alma para servir a Deus no espírito.
A obra de Deus em nosso espírito já está completada. É como uma lâmpada que
já foi acesa. Jesus disse que o Espírito está pronto, Mt 26.41. Fomos regenerados,
nascemos de Deus e ele agora habita em nosso espírito. Cabe a nós apenas exercitá-lo.
Observe uma criança que acabou de nascer. Ela é perfeita, mas precisa ainda ser
exercitada. Ele tem uma boca perfeita, mas não sabe falar, ela possui pés perfeitos, mas
não sabe andar e assim por diante. O nosso espírito está pronto, mas ainda precisa ser
aperfeiçoado pelo exercitar.
Funções da Alma
A alma é a sede da nossa personalidade, é o nosso EU. É por esse motivo, que
em muitos lugares, a Palavra de Deus chama o homem de alma. As principais
características do homem estão na sua alma, tais como ideais, pensamentos, amor, etc.
A Palavra de Deus nos mostra clara e inequivocamente, que a alma humana é composta
27
por três partes: mente, vontade e emoção. O caráter e a personalidade do homem estão
fundamentados nestas três faculdades.
• A função da mente
A mente é a função mais importante da alma. Se a nossa mente for obscurecida,
nunca poderemos chegar ao pleno conhecimento da verdade. A mente deve ser
renovada para que possamos entender a vontade de Deus, que é revelada em nosso
espírito. A alma necessita de conhecimento, Pv 2.10, 19.2 e 24.14. O conhecimento é
uma função da mente. “As suas obras são admiráveis e a minha alma o sabe muito
bem”, Sl 139.14. Saber é uma função da mente. A alma pode se lembrar, Lm 3.20. A
lembrança também é uma função da mente. Estas funções mostram que a mente é uma
função da nossa alma.
• A função da vontade
“Disponha agora o vosso coração e a vossa alma para buscardes o Senhor
Deus”, I Cr 22.19. Buscar é uma função da vontade. ”Aquilo que minha alma recusava
em tocar”, Jó 6.7. Recusar é uma função da vontade “Pelo que a minha alma
escolheria, antes ser estrangulada”, Jó 7.17. Escolher também é uma função da
vontade. Vemos por esses trechos, que a vontade é uma função da alma. A vontade é o
instrumento usado em nossas decisões. Sem ela o homem seria reduzido a um robô. É
por meio da vontade que homem decide servir ou contrariar a Deus. É na alma que está
o nosso poder de escolha.
• A função da emoção
As emoções são importantes na experiência da vida humana. As emoções dão
cor à nossa vida. Todavia, jamais devemos nos submeter a ser guiados por elas, pelo
fato de ser uma função da alma, e não do espirito. As emoções se manifestam de muitas
formas: amor, ódio, alegria, tristeza, pesar, saudade, desejo, etc. Em I Sm 18.1, Ct 1.7 e
Sl 42.1, percebemos que o amor é uma das funções da alma. Em II Sm 5.8, Ez 36.5 e Sl
117.18 mostram expressões de menosprezo, aborrecimento, desprezo e ódio todas
procedem da alma. A alma, portanto, tem a função das emoções. Poderíamos citar
ainda: alegria em Is 61.10, Sl 86.4; angústia e desejo em I Sm 30.6, 20.4, Ez 24.25 e Jr
44.14, como emoções da alma.
A Transformação da Alma
Uma das verdades mais importantes da vida cristã é o fato de que Deus habita
em nós, na pessoa do Espírito Santo. Como já dissemos, Cristo agora é a nossa vida. Se
falharmos em manifestar a presença do Espírito Santo, que habita em nosso espírito, a
nossa vida e caráter serão seriamente prejudicados. É muito importante sermos capazes
de distinguir o que realmente vem do espírito, porque Deus fala é no nosso espírito. Se
não sabemos a diferença entre alma e espírito, como poderemos discernir a vontade de
Deus para nós?
A Palavra de Deus nos mostra que aqueles que andam segundo o padrão da alma
são chamados carnais. Carnal não é exatamente aquele que anda na prática do pecado.
Quem anda na prática do pecado, possivelmente nem tenha nascido de novo, pois
aquele que é nascido de Deus não vive na prática do pecado. Carnal é aquele que
sinceramente tenta conhecer e fazer a vontade de Deus, todavia, ele o faz exercitando a
alma. Nesse sentido, os cristãos que vivem segundo o padrão da alma tendem a viver de
acordo com os padrões da sua mente, vontade e emoções, por isso são chamados de
carnais. Por exemplo, pessoas mais emotivas tendem a usar as emoções como critério da
sua vida religiosa. Se sentem calafrios e fortes emoções, conseguem fazer a obra de
Deus, mas, se estas emoções se vão, também seu ânimo se esvai. Há outros, porém, que
recusam a emotividade da alma e andam segundo o padrão da mente. Estes chegam
28
mesmo a criticar os emotivos como sendo carnais. O que eles não percebem é que andar
segundo a mente também é andar pelo poder da alma. Estes irmãos tendem a serem
extremamente críticos e naturais na obra de Deus. Geralmente, não aceitam o
sobrenatural e querem colocar o Espírito Santo nos padrões de suas mentes. Há ainda
um terceiro tipo de cristão que vive sob o poder da alma: são aqueles que andam
segundo a empolgação da vontade. Poderíamos chamá-los de crentes oba-oba, eles
estão sempre empolgados para realizar alguma atividade, entretanto, o fogo se apaga
logo. Não possuem perseverança alguma. Estes crentes chegam mesmo a argumentar
em nome de sua pretensa sinceridade: Se eu não estou com vontade, eu não preciso orar
nem ler a Bíblia, pois, afinal, Deus não quer sacrifícios. Parecem muito piedosos, mas
trata-se apenas de desculpas da carne para não servir a Deus. “Os que estão na carne
não podem agradar a Deus”, Rm 8.8.
Por outro lado, não devemos pensar que a nossa alma é necessariamente ruim em
si mesma; isto não é verdade. O erro é ser dirigido pela sua capacidade de pensar,
escolher, sentir e agir independente do espirito. Se andarmos pela alma, não andamos
por fé. Existe algo que devemos fazer com a alma: devemos transformá-la. Se tivermos
entendimento, que pelo batismo o nosso espírito já foi recriado e regenerado, então
sabemos que a obra de Deus em nosso espírito já foi realizada. O nosso espírito é como
uma lâmpada que se acendeu dentro de nós. Ela está acesa e nunca mais se apagará. O
novo nascimento acontece na conversão e é concretizado no batismo nas aguas; agora
falta o quebrantamento, que é a transformação da alma. O processo de transformação
da alma é algo que dura à vida inteira.
Como a nossa alma pode ser transformada? Pela renovação da mente. A mente é
a primeira função da alma. Se mudarmos a mente, estaremos mudando toda a nossa
vida. A única maneira de transformar a nossa mente é coloca-la submissa a Palavra de
Deus. “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da
vossa mente”, Rm 12.2.
Eu colaboro com o Espírito Santo na minha própria transformação na medida em
que me alimento com a Palavra de Deus. Com relação ao nosso espírito, devemos
exercitá-lo constantemente mantendo comunhão com Deus em oração e leitura da
Palavra. Portanto, devemos transformar a alma nos alimentando da Palavra de Deus que
renova a mente. Quanto mais intensa for à exposição da mente à influência da Palavra,
mais profunda e rapidamente nossa alma será transformada. E cada vez mais aptos
estaremos para receber revelação no espírito.
Funções do Corpo
A Palavra de Deus diz que o nosso corpo é a nossa casa terrestre. É o lugar onde
moramos neste mundo. A função básica do corpo é ter contato com o mundo físico. O
corpo é a nossa casa terrestre, mas haverá um dia em que seremos revestidos da nossa
habitação celestial, para que o mortal seja absorvido pelo imortal, II Co 5.1-4. O nosso
corpo não tem conserto, nem salvação. Precisamos receber outro corpo, um corpo
glorificado. A Palavra de Deus, diz: que estamos sob o selo do Espírito Santo, que nos
capacitará a recebermos um corpo glorificado semelhante ao de Jesus. Quando ele
voltar, não teremos uma nova alma, mas um novo corpo. O nosso espirito foi
regenerado, a nossa alma está sendo transformada e o nosso corpo será glorificado.
Estes são aspectos passados, presente e futuro da nossa salvação. Vejamos então as
funções físicas do corpo:
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• A função da sensação
• A função da sensação
As sensações são as portas do nosso ser. Elas se constituem nos cinco sentidos
do corpo: tato, olfato, paladar, audição e visão. Tudo o que entra em nossa alma, entra
através dos cinco sentidos. Se desejarmos obter vitória sobre o pecado, precisamos
disciplinar as sensações do nosso corpo, para não permitir a entrada de nada que seja
imundo ou pecaminoso.
• A função de instinto
Os instintos são reações do organismo que não dependem do comando da mente.
São reações automáticas em si mesmas e não são pecaminosas. Entretanto, elas são à
base da concupiscência da carne. Deus criou os instintos bons, mas por causa do
pecado, eles foram degenerados; e hoje precisamos exercer domínio sobre eles. Há três
grupos de instinto: sobrevivência, defesa e sexual.
- O instinto de sobrevivência inclui o comer, o beber e as necessidades
fisiológicas. São inatos; ninguém precisa ensinar a criança a mamar, ela já nasce
sabendo. O pecado transformou esse instinto natural em glutonaria e bebedices.
- O instinto de defesa inclui os atos reflexivos de proteção, como esquivar-se,
esconder-se, proteger-se. O pecado o transformou em brigas, facções, iras e todo tipo de
violência.
- O instinto sexual foi corrompido para se transformar em adultério, fornicação,
prostituição, sodomia e coisas parecidas. Não devemos permitir que estes instintos
naturais permaneçam em nós depois da conversão, para que assim, deixemos de ser
controlados por eles. O corpo deve ser servo e não senhor.
• A função de locomoção
A locomoção é a capacidade que o ser humano tem de se locomover. É por meio
dela que podemos nos transportar para os locais que desejarmos.
O nosso corpo é a parte mais inferior do nosso ser, pois não percebe as coisas
espirituais ele apenas serve para permitir o nosso contato com o mundo físico.
As Disciplinas do Corpo
Para que o estudo das funções do corpo seja eficaz, é necessário saber que Deus
está dentro do nosso corpo e o diabo está do lado de fora. Sendo assim, tudo o que é do
diabo vem de fora para dentro e tudo o que é de Deus vem de dentro, provem do
espírito. Veja a maneira como o inimigo age: Primeiro, ele procura entrar pelas portas
da alma que são os sentidos do corpo. O processo sempre começa com o inimigo
tentando chamar a nossa atenção. Uma vez que ele tem a nossa atenção, tentará
despertar algum instinto básico, um desejo do nosso corpo. Como já vimos, os nossos
instintos foram corrompidos pelo pecado e tornaram-se aliados do diabo. Quando ele
desperta um instinto, nós dizemos que estamos sendo tentado. Uma vez que o instinto é
despertado, o próximo passo é produzir o desejo. O fato de desejar ainda não é pecado,
porque a Palavra diz: que ser tentado não é pecado. O pecado acontece quando o nosso
desejo se transforma em intenção. Jesus disse: “qualquer que olhar para uma mulher
com intenção impura, no coração já adulterou com ela”, Mt 5.28.
Quando compreendemos a forma como o diabo age fica mais simples alcançar a
vitória. Além disso, sabemos que a Palavra de Deus nos pede para guardarmos o nosso
corpo para o Senhor, isso nos dá força para resistir às tentações do inimigo.
“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que
apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a
Deus, que é o vosso culto racional”, Rm 12.1.
30
Devemos ofertar o nosso corpo a Deus e trazê-lo debaixo de disciplina.
Disciplinar não é usar de ascetismo, mas simplesmente não se submeter aos desejos da
carne. O corpo e a alma são as partes do nosso ser natural, que o Novo Testamento
chama de carne ou carnal. Carnal é aquele que vive no nível do natural, ou seja, no nível
da alma e do corpo.
Implicações Práticas sobre Espirito, Alma e Corpo.
Atitudes que devemos ter em relação a cada parte do nosso ser:
• O espírito deve ser exercitado. Precisamos exercitá-lo. A obra de Deus no
nosso espírito está pronta e a Palavra confirma que o espírito está pronto. Todavia,
como um bebê nasce perfeito, mas ainda precisa ser aperfeiçoado, o mesmo acontece
com o nosso espírito.
• A alma deve ser transformada. A nossa alma deve ser transformada pela
renovação da mente, Rm 12.1 e II Co 3.16.
• O corpo deve ser disciplinado. O corpo deve ser disciplinado para aceitar as
coisas espirituais que provem de Deus.
Atitudes que devemos ter em relação à salvação:
• O nosso espírito foi regenerado no batismo nas aguas: A vida de Deus foi
colocada dentro do nosso espírito. É como uma lâmpada que se acendeu. A obra está
completa. Por isso o Senhor disse que o espírito está pronto, Mt 26.41.
• A nossa alma está sendo transformada: O alvo de Deus é que a sua vida que
está no nosso espírito possa interagir com a alma a ponto de transformá-la.
• O nosso corpo será glorificado no futuro: O ápice da obra de Deus em nós será
na manifestação da volta do Senhor Jesus, quando o nosso corpo será glorificado.
Para conhecer mais sobre este assunto veja o apêndice II no final deste capitulo.
Revelação no espirito
Na vida cristã, como já dissemos, o ponto mais importante é o conhecimento
espiritual pela revelação. Importa saber que o ponto central, tanto no Antigo como no
Novo Testamento, é Cristo. Não devemos apenas crer, mas saber que temos Cristo
dentro de nós, em nosso espírito. O que realmente tem valor é conhecermos a Cristo,
por revelação no espírito. Se possuirmos revelação de Cristo, espontaneamente todas as
áreas de nossa vida serão afetadas e transformadas.
É preciso ficar claro, que revelação não é descobrir algo que ainda não é
conhecido na Palavra de Deus. Mas saber pelo espírito, algo que a nossa mente talvez
até já saiba. É simplesmente ver do ponto de vista de Deus. É ver como Deus vê.
Por que muitas pessoas conhecem a Palavra de Deus e não são transformadas?
Porque o homem natural não entende as coisas do Espírito de Deus, porque estas coisas
se discernem espiritualmente, ou seja, por revelação. Uma coisa é o conhecimento
natural e carnal, outra coisa é o conhecimento espiritual ou revelação. Paulo disse: que
antes ele conhecia a Jesus na carne, mas depois passou a conhecê-lo pelo espírito.
“Assim que, nós, daqui por diante, a ninguém conhecemos segundo a
carne; e, se antes conhecemos Cristo segundo a carne, já agora não
o conhecemos deste modo”, II Co 5.16.
Quando recebemos a revelação de Deus, então há crescimento, discipulado,
maturidade cristã, missões e novos líderes; tudo o mais são apenas consequências de
termos a nossa vida impactada pela luz do Espírito Santo.
“Fazendo menção de vós nas minhas orações, para que o Deus de
nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de
sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele, iluminados os
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Série Evangelho no Lar - Pão Nosso - Cap. 129 - Ao partir do pão
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O Novo Nascimento e a Vida Espiritual

  • 1. 1
  • 2. 2 I “Aquele que se une ao Senhor é um espírito com Ele”, I Co 6.17. Fomos Destinados a Ser Espirituais Todos os seres humanos são dotados de um espírito, o sopro de Deus, que, no entanto, permanece amortecido no viver diário do ímpio por causa do pecado. Esse espírito foi criado para conter Deus; sendo a região mais elevada do homem, o qualifica para o relacionamento com Ele. Na queda, o espírito do homem perdeu a finalidade, porque Deus já não era percebido. Sua voz, seu amor, seu conduzir, sua presença já não fluíam mais no homem, já não havia mais comunhão com Deus. Ao perder a comunhão, foi também perdida a vida divina que habitava no homem, e como consequência ele passou a viver noutra base: A base da vida da alma. Assim, em função da queda, todos os seres humanos morreram espiritualmente, perderam a vida de Deus e tornaram-se presos a alma. Desde que nascemos nossa alma é desenvolvida de todas as formas: intelecto, emoções e vontade; o espírito, entretanto, permanece morto aguardando o dia do nosso novo nascimento. O Novo Nascimento é a Base para a Comunhão com Deus “O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te admires de eu te dizer: importa-vos nascer de novo,” Jo 3:5-7. O novo nascimento, o nascimento no espírito é um nascimento para Deus. Devemos compreender a importância disso, para o bem do nosso progresso espiritual. No texto mencionado acima, a primeira coisa que Jesus diz é: “Aquele que é nascido da carne é carne”. Isto quer dizer que, qualquer um nascido da união física de um homem com uma mulher é carne. Todos nós experimentamos desse primeiro nascimento, senão não existiríamos! O nascimento da carne traz junto uma base que nos caracteriza como seres carnais. Aquele que nasceu da carne, não tem a carne como um dos seus componentes, mais do que isso, a Bíblia qualifica todo o seu ser como carnal. Todas as suas cogitações são para carne, suas inclinações são para a carne, suas intenções, seu ser total e o pendor da sua vida são para a carne. Não interessa quão boa seja a sua família, quão moralmente aprovada é a sua origem ou quão educados são; interessa menos ainda se são religiosos ou não, se frequentam Igreja ou se são ímpios. Aquele que nasceu somente no primeiro nascimento, é carne. Toda a base de sua vida é carnal. Toda a sua tendência é para a carne e tudo o que faz tem essa mancha. Esse indivíduo que só experimentou o primeiro nascimento tem um grave problema, não pode ter comunhão com Deus, está incapacitado para se relacionar com Deus. Será incapaz de descer às profundezas espirituais em íntima amizade com o Altíssimo e de ser conduzido pelo Espírito Santo. Seu espírito, embora exista, é um espírito amortecido, atrofiado e sem a vida divina. É como um rádio que tem tudo para sintonizar uma estação, mas permanece desligado, apagado.
  • 3. 3 Na sequencia do texto mencionado, o Senhor Jesus, diz para Nicodemos: “O que é nascido da carne, é carne; o que é nascido do Espírito é espírito.” Este fato é impressionante! Veja a força do segundo nascimento! Neste segundo nascimento, nascemos do Espírito. Este fato é tão poderoso, tão forte, tão determinante que é capaz de alterar toda a base anterior de vida. É tão profundo que altera a nossa natureza! Na base anterior você era carnal, por ter nascido da carne. Essa base é alterada para o nascimento do Espírito. Qualquer um que tenha nascido do segundo nascimento torna- se espiritual. Quem quer que seja que, tenha experimentado um encontro real com Jesus numa experiência de batismo genuíno, segundo as escrituras, é espírito. A Bíblia mostra que esse novo nascimento não acontece na esfera do intelecto, nem na esfera do corpo. Qualquer um que tenha passado por essa experiência é espírito. Como é forte essa afirmação! Quando você nasceu do Espírito, foi finalmente qualificado a tocar em Deus no espírito, a ouvir de Deus no espírito, a ser guiado por Deus no espírito e receber uma vida genuinamente espiritual. Isto é algo tão forte e tão poderoso, que se tornou uma segunda base de vida. O Senhor Jesus é categórico ao dizer: “Aquele que é nascido do Espírito, é espírito”. Então, esse segundo nascimento é um nascimento para o Espírito Santo. Você nasceu para Deus, nasceu para esfera espiritual. Seu espírito agora está vivo! Aleluia! Características de Alguém não Regenerado Qualquer pessoa não regenerada tem uma tendência para a carne. Esse é o fator determinante em sua vida e conduta. Suas inclinações básicas são para satisfazer seus apetites físicos, desejos dos sentidos e do corpo. Será alguém natural, com análises sempre naturais e provenientes do plano mental e material, nunca espiritual. Não importa quanto tempo você passe com alguém não regenerado, só o ouvirá cogitar das coisas naturais. Nenhuma vida fluirá daquela fonte seca, nenhuma edificação. A Bíblia afirma que a boca fala do que o coração está cheio. Uma pessoa que não tem o Senhor, que não experimentou essa regeneração, falará somente do que é natural e terreno. Gastará tempo em conversas intermináveis acerca de esportes, política, comida, turismo, trabalho, casamento, relações familiares, ciências, fofocas, competições, cobiças, conversas maliciosas e tolices sem fim. Além de falar das aflições decorrentes desse plano carnal, injusto e estéril. Falará apenas a partir desse vazio espiritual. Sua boca apenas reproduzirá esse vazio. Tal pessoa expressará a sua real base de vida: seu viver carnal e sua alma. O apóstolo Paulo nos faz entender algo importante quando diz: “... em mim mesmo, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum” Rm 7.18. Em outras palavras, está dizendo que o seu eu e a sua carne eram uma só coisa. Assim, mesmo a nossa alma, por ter caído na concupiscência da carne e ter sido feita escrava dos apetites do corpo, tornou-se também carnal. E o que se destaca na alma carnal são as emoções que podem ser manifestadas como: artista, poeta, cantor e até líder religioso. A característica destas pessoas não regeneradas será toda para as emoções. Assim, as pessoas não regeneradas serão melindrosas, sensíveis, inconstantes, volúveis, intempestivas, exageradas, místicas, susceptíveis e facilmente influenciadas por circunstâncias exteriores. Se, entretanto, o perfil de sua alma for intelectual, irá expressar lógica, razão, incredulidade, prazer por divagações intelectuais sem fim, teorias filosóficas fúteis; será alguém calculista, indiferente, questionador, arrogante, irreverente. Normalmente pessoas assim se colocam acima de Deus coroando o próprio intelecto no lugar da divindade. Existem pessoas cujo perfil predominante é à vontade. O indivíduo com esta característica marcante será alguém extremamente forte e obstinado. Teimosia,
  • 4. 4 radicalidade, pensamentos fixos e irracionais, obstinação tola e força de vontade admirável são algumas das suas expressões. Mesmo com prejuízos, tenderá levar o que quer até o fim. As pessoas não regeneradas viverão sempre numa base de vida que as arrastará fatalmente para cometerem vários tipos de pecados, sem, contudo, sentirem qualquer culpa ou condenação. Na história humana existe a tendência de valorizar mais a razão e o intelecto do que as emoções e a vontade. As filosofias ocidentais coroaram a razão em detrimento das outras faculdades da alma. Para Deus, no entanto, o seu veredicto permanece: tudo aquilo que não tem sua fonte no espírito é carnal, não importa quão elevado pareça! A questão determinante é em que base de vida eu vivo? Se não for à base da Vida de Deus dentro de mim, sou carnal! Deus é um Ser Espiritual “Porque Deus é espírito, importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”, Jo 4.24. Há crentes que esperam que Deus fale em sua mente. Tais pessoas não compreendem que Deus é Espírito, portanto falará e se apresentará no âmbito do espírito. Deus não é um pensamento, por isso, não falará na sua mente, nem tocará no seu intelecto. Até poderia falar audivelmente, como já o fez, mas essa não é a regra. Ele escolheu falar no espírito humano. Portanto, Ele vai falar no seu espírito, Ele irá dirigir você a partir do seu espírito, Ele irá fortalecê-lo no espírito, vai edifica-lo no espírito, irá compungi-lo no espírito. Ele tornará seu coração contrito pelo espírito, vai mover no espírito, abençoar no espírito, fortalecer sua fé no espírito. Enfim, tudo vai fluir da parte de Deus a partir do seu espírito. O espírito humano é o quartel general que Deus usará para conquistar sua vida. Foi pelo novo nascimento que o Senhor Jesus conseguiu fazer de nós seres espirituais. Para conhecer mais sobre esse assunto Leia o Apêndice I no final deste capitulo. Um Grande Romance É importante entendermos qual o princípio que está por traz do propósito eterno de Deus, que é a nossa redenção. A Bíblia é um grande romance entre um Deus apaixonado e um homem rebelde e pecador. Ela é o livro do amor de Deus e relata que o seu amor almeja por comunhão, intimidade, relacionamento e proximidade com o homem. Deus podia pensar: como Eu posso ter comunhão com o homem, se Eu sou totalmente divino e espiritual e o homem todo carnal e cheio de pecado? Seria impossível! Não dá para haver amor e romance entre dois seres de natureza e essência tão diferentes. Por causa desse enorme desejo de Deus de compartilhar seu Amor conosco, ele enviou o seu Filho, e “o verbo se fez carne e habitou entre nós” Jo 1.14, para que o homem se tornasse semelhante a si. Jesus veio para transformar você e eu em seres espirituais, para que assim, Deus pudesse nos dar do seu imenso amor e então ser correspondido por nós. Você e eu pelo novo nascimento fomos tirados do que o próprio Cristo é da sua essência. Porque, quando o Senhor Jesus ressuscitou, ele nos habilitou a nascermos no espírito pelo batismo. Assim, por sermos espirituais podemos nos unir a ele. Pode haver agora um romance, pois o propósito de Deus se cumpre, quando a divindade se reveste de humanidade e a humanidade caída passa a receber a natureza divina dentro de si. Agora, há um homem no Céu que também é Deus! Ele é o noivo! Mas aqui na terra também há homens que carregam dentro de si um espírito vivificado pela divindade que
  • 5. 5 habita dentro deles. Agora pode haver casamento, pode haver romance. Aleluia! É por isso que o Senhor Jesus e a Igreja são comparados com o noivo e sua noiva, isto fala de casamento e de amor. Por que Deus nos fez nascer no Espirito? Porque era necessário, para que o Deus apaixonado por nós pudesse assim tornar real este romance. “... tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim,” Jo 13.1. “… amou de tal maneira”, Jo 3.16. Mesmo sabendo que seria negado, traído, abandonado, os amou até o fim. Esse é o amor de Deus pela humanidade. É na base desse amor que ele quer se relacionar com os homens. Na obra da redenção, Cristo que era divino, torna-se humano e nós humanos recebemos da sua essência divina em nosso espírito. Agora, pode haver um estreito, profundo e íntimo amor. Aleluia! Amalgamados em Cristo Na Igreja dos primeiros séculos circularam cartas e escritos que não tem valor canônico, livros que não foram incorporados às Escrituras Sagradas. Mesmo assim, são de grande importância ao revelar valores e ênfases que a Igreja cristã nascente viveu e experimentou. Nesses escritos era usada a palavra “amalgamados”. Na língua portuguesa essa palavra quase não é utilizada mais. É usada meramente para descrever coisas técnicas. Um amálgama é formado a partir de alguns componentes que ao se juntarem sofrem uma troca química e formam um terceiro elemento. Eles perdem a característica anterior para formar outro elemento com característica distinta dos anteriores. Os dentistas misturavam o mercúrio com a limalha de prata para formar aquele amálgama a fim de realizar restauração de dentes. Uma vez solidificado aquele amálgama, já não será mais possível desfazê-lo, porque se tornaram um novo material. Um bolo é outro bom exemplo de amálgama. Reunimos todos os ingredientes, misturamos tudo, e levamos ao forno. O calor ali vai produzir um amálgama com todos aqueles ingredientes que sofrem uma troca química. O resultado disso é um bolo. Se alguém requisitar de volta os ovos é impossível trazê-lo. Se outro, ainda pedir de volta o leite ou a farinha, será impossível restituí-los. Foram amalgamados! Na Igreja primitiva havia um entendimento muito forte do que era um amálgama. Havia uma poderosa e profunda revelação de que o Senhor Jesus tinha se unido ao espírito deles e assim foram amalgamados com Espírito de Cristo. “Aquele que se une o Senhor é um só espírito com ele”, ICo 6.17. As implicações desse versículo são assombrosas! Já parou para pensar no que acabou de ler? Entende as implicações? A Bíblia diz que você que se uniu ao Senhor, tornou-se um só espírito com Ele! Você crê no que Deus diz? Ele diz aqui que o seu espírito e o Espirito de Cristo foram misturados e por isso, estão amalgamados. Agora não tem mais jeito de tirar você de Cristo, e muito menos tirar Cristo de você! Oh verdade bendita! Oh verdade gloriosa! Isto é o centro da Bíblia e o coração do projeto redentor de Deus. Ao invés de vivermos vidas miseráveis durante anos na Igreja, essa deveria ser a primeira verdade a ser ministrada aos novos crentes: Ao nascermos de novo, fomos amalgamados com Cristo! Glória a Deus. O Espírito de Cristo foi ministrado dentro de você, no seu espírito. Agora não tem mais volta, o seu espírito foi misturado com o Espírito do Senhor. Ele foi amalgamado com você. Agora vocês dois são UM! Deus Residente em Nós “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis,
  • 6. 6 porque ele habita convosco, e estará em vós (dentro de, vivendo interiormente). Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros. Ainda por um pouco e o mundo não me verá mais; vós, porém, me vereis; porque eu vivo, vós também vivereis. Naquele dia vós conhecereis que eu estou em meu Pai e vós em mim (dentro de mim) e eu em vós (dentro de vós). Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama, será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele. Disse-lhe Judas, não o Escariotes: Donde procede, Senhor, que estás para manifestar-te a nós, e não ao mundo? Respondeu Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada. (dentro dele)”, Jo 14.16-23. São impressionantes as implicações deste texto e devemos tomar como fato em nossas vidas, afinal são coisas diretamente dirigidas do Senhor para nós. Você crê em Cristo? Crê que sua Palavra é digna de aceitação, ou acha que são meras palavras? Se crer realmente no seu Senhor, poderá tomar essas palavras de Jesus como fatos revolucionários em sua vida. Espirito Santo o Consolador Jesus diz em Jo 14.16, que enviaria o Espírito Santo para estar para sempre conosco e habitar, dentro de nós! O Espírito Santo, querido irmão, veio morar dentro de você. Ele já foi enviado para nós e não há lugar na Escritura onde somos ensinados a esperar que ele desça de novo. Ele já desceu! Está aqui e agora mesmo dentro de você. Quando foi deitar-se ontem à noite, ele estava lá dentro do seu espírito; quando tomou o café-da-manhã hoje, ele estava lá mesmo EM você e quando tomou seu banho, ele também estava lá. Depois que você nasceu de novo ele veio habitar dentro de você e nunca mais se retirou. Talvez sua alma tenha estado por demais agitada para perceber isso; talvez o pecado tenha maculado a sua consciência e impedido que enxergue esse fato, mas nada disso pode mudar a realidade: O Espírito Santo foi dado e habita para sempre EM você. Você já falou com ele hoje? Faça isso agora, voltando-se para o endereço de Deus dentro de você. Imediatamente entrará em contato com essa Presença bendita e maravilhosa. Se Ele disse que estaria aí, então ELE ESTÁ! Simplesmente confie no que Jesus disse e toque agora em sua doce Presença. Vós Estais em Mim e Eu Estou em Vós Agora conhecemos que não apenas o Espírito Santo viria morar dentro de nós, mas ele mesmo, o Senhor Jesus Cristo depois de ressuscitado viria habitar em nós, Jo 14.18-20. Querido irmão isso é um fato, uma realidade, um firme fundamento sobre o qual você poderá caminhar. Isso não pode ser uma mera doutrina evangélica aceita intelectualmente, deve ser uma realidade viva em nossas vidas, pois o que o Senhor ensina aqui é o coração da Bíblia: Deus foi ministrado como vida para dentro do nosso espírito se tornou a nossa própria vida. Finalmente o homem, você e eu, tomamos do fruto da árvore da vida (Jesus), e o ingerimos para dentro de nós. O Zoe, a própria Vida com a qual Deus vive, veio morar em nós e se fez uma só vida conosco. “Aquele que se UNE ao Senhor é UM espírito com Ele”, ICo 6.17. Fomos feito um com o Senhor. Esta é a verdade.
  • 7. 7 Meu Pai o Amará e Viremos e Faremos nele Morada “Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para Ele e faremos nele morada, (dentro dele)”, Jo 14.23. Jesus agora diz que o Pai também viria para fazer de você e de mim sua morada. Isso é tremendo! Quer dizer que o Deus que lançou o fundamento das estrelas, o Deus Onipotente e Eterno mora em você. Pense em Jeová Saboah, em Jeová Makadeshkem, em Jeová El Olam, em Jeová Jireh o Grande El Shadai do Velho Testamento, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Este é o Deus que Jesus Cristo afirma em sua Palavra que veio habitar em você. Este é o Deus a quem você se uniu e foi amalgamado. É preciso haver um esclarecimento aqui: As Escrituras nunca dizem que nos tornamos deus por termos sido unidos a Ele. Em espírito, entretanto, nosso espírito foi unido e se fez um com o Senhor. Este é o maior fato da nossa experiência com Deus. A base de toda a Escritura e do plano eterno de Deus! Cristo nos Evangelhos e em Atos Qual a diferença básica entre os quatro evangelhos e o livro de Atos? A diferença é que nos evangelhos, Cristo é revelado como Emanuel. Ele é Deus conosco, um Deus do lado de fora de nós, e no livro de Atos, se revelou como Deus residente em nós, dentro de nós. Nos Evangelhos Jesus é o unigênito, isto é, o único gerado naquela nova base. Alguém com uma natureza santa expressando a glória de Deus. Depois em Atos, ele não é mais o unigênito, porque se tornou o primogênito. Por quê? Porque se mudou para dentro de nós para ser o primeiro entre muitos irmãos. Hoje ele não é mais o único. Não é mais Emanuel, um Deus do lado de fora. Hoje ele é Deus do lado de dentro de nós. Aleluia! Na prática, foi Deus mudando de endereço. A divindade que habitava no Céu mudou-se para dentro de seres humanos que se tornaram a sua residência. Este é o novo endereço de Deus: o nosso espírito! Oh maravilhosa graça! Deus dentro de NÓS! Um Vaso para Conter Deus. “Porque Deus, a quem sirvo em meu espírito, no evangelho do seu Filho, é minha testemunha de como incessantemente faço menção de vós”. Rm 1.9 Paulo servia a Deus no seu espírito humano. Isso nos remete ao grandioso fato de termos recebido o Senhor dentro de nós. Somos vasos para conter o Espírito de Deus. Somos esse recipiente idealizado e feito para este fim. Um vaso, do ponto de vista natural serve tanto para decoração, quanto para conter algo. Como vasos, não fomos projetados para sermos apenas mostrados em público, mas para recebermos um precioso conteúdo, o próprio Senhor! O conteúdo desse vaso é o próprio Deus. Paulo fala de vasos de honra e de vasos de misericórdia preparados para a glória, Rm 9.21,23. Por isso, o fato de sermos vasos de honra, preparados para a glória, significa que fomos designados para conter Deus e refletir a sua glória e a sua honra. Do mesmo modo, Deus sente-se confortável no homem. Entretanto, ele não se sentiria confortável num animal sem um espírito renascido ou mesmo num anjo. Somente no homem Deus sente-se em casa, em descanso. O Céu pode ser o lugar temporário da habitação de Deus, mas o seu verdadeiro lar é dentro de nós. Um Deus que Reside e Reveste. Muita gente confunde o receber o Senhor como Deus residente, com receber o Espírito Santo para revestimento de poder. No primeiro caso Jesus sopra o Espírito para
  • 8. 8 dentro dos discípulos e diz: ...”recebei o Espírito Santo”, Jo 20.22. Isto é, recebei-o como sua nova base de vida e natureza. Por outro lado, ainda antes de ser elevado aos céus dá a ordem: “Mas recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo”, At 1.8. Como pode ser isso, se ele já houvera soprado sobre eles o Espírito Santo? É incontestável que são duas experiências distintas e incorrem em grave erro aqueles que privam a Igreja da segunda experiência. O Espírito de Deus veio primeiro para transformar o espírito do homem e num segundo momento vem para revesti-lo de poder e capacita-lo para sua obra. Foram dois momentos distintos. Mas ainda existe outra promessa: Chegará o tempo que do vosso interior, fluirão rios de vida, rios de águas vivas. Jesus disse que no futuro, o Espírito não viria de cima para baixo, mas fluiria de dentro para fora. A adoração será algo espiritual; a fé virá a partir do seu espírito; a revelação, os dons espirituais e o amor de Deus fluirão a partir do seu espírito. Deus vai trabalhar tudo a partir do seu espírito. Então, por que não experimentamos os poderes do mundo vindouro como diz a Bíblia? Porque insistimos em procurar Deus, onde ele não está. Deus tem uma maneira de trabalhar, e o diabo outra e oposta a de Deus. A maneira de Deus trabalhar em nós é atraindo a nossa atenção para Aquele que está dentro de nós, porque é Nele que reside a fonte de vida, força e autoridade. Deus trabalha para atrair atenção para dentro. O diabo trabalha para atrair a nossa atenção para fora, pois a intenção dele é nos afastar da verdadeira fonte que soluciona os nossos problemas. Na sua sutileza o inimigo usa estratégias com aparência de espiritualidade, como levar os irmãos a terem expectativas em homens e mulheres ungidos e poderosos, em cultos marcantes em estratégias mirabolantes com aparência de poder e realidade espiritual. Ainda, que Deus possa usar pessoas para este fim, o fato de manter os crentes com expectativas exteriores, torna-se uma arma utilizada pelo inimigo para mantê-los longe da verdadeira fonte divina. Não podemos alcançar nada de Deus, com expectativas externas, pois ele está dentro de nós. A nossa vida só mudará quando tivermos revelação de que Deus mora dentro de nós. Essa verdade fundamental de Deus dentro de nós é tão crucial para o progresso espiritual, que não pode ser recebida como mera doutrina com a qual concordamos! Tem que ser uma experiência viva, revelada e concreta! Caso contrário, o prejuízo será de anos e anos de busca nos lugares mais áridos onde o Senhor não está! O resultado dessa revelação em nosso espírito, cria uma consciência de santidade, reverência e temor de Deus com a qual jamais sonhamos. Um nível de intimidade e comunhão com Deus que jamais imaginamos ser possível. Uma imensa paz e um profundo gozo no espírito se tornarão realidades no caminhar diário. O Senhor está em nós, por onde quer que andarmos. A nossa comunhão com ele será íntima, pois descobrimos que o endereço de Deus é dentro de nós. Nada Tem Poder para Nos Separar do Amor de Deus O texto bíblico acima citado diz que: “nada poderá nos separar do amor de Deus”. Estamos debaixo de uma aliança, que é uma aliança eterna. Sendo eterna, não estão condicionados aos nossos tropeços, fracassos e inconstâncias. Deus quis nos assegurar que a sua presença não depende da nossa humanidade em processo de transformação. O fundamento desta nova vida está na obra do Cordeiro no Calvário. E a Bíblia afirma que o ato, foi totalmente aceito por Deus, porque satisfez os altíssimos padrões de Deus, e foi também nesta base que a vida de Deus pode ser ministrada para dentro de nós.
  • 9. 9 Em Cristo A Bíblia é cheia de expressões, tais como: em Cristo, em quem, no qual, nele, por meio dele, por quem. Essas expressões significam que ele está em nós, age por meio de nós e flui sua doce presença através de nós. Paulo diz em Rm 3.6, que aqueles que foram colocados em Cristo, batizados em Cristo, de Cristo se revestiram. Houve uma mistura que produziu um amalgama. Onde isso deve desembocar? Numa comunhão íntima, profunda e cada vez mais viva e poderosa. Desafio a todos buscarem essa experiência. Ela será tão simples como respirar. Será necessário esforço para isso? Não, o Senhor não está pedindo nenhum esforço, nenhuma obra será necessária para desfrutarmos da sua Presença. Porque é um presente, é de graça. Bendita Graça de Deus. Tomando o Senhor como Vida Há uma dimensão profunda a ser experimentada ao nos voltarmos para o Senhor em nosso espírito. Podemos tomar o Senhor como nossa própria vida, e ao fazer isso, não estamos proferindo palavras bonitas ou porque temos interesse, mas porque é real, concreto e objetivo. No Evangelho de João, há várias expressões como: Eu sou a ressurreição e a VIDA, nele estava a VIDA, Sou a água da VIDA, Eu sou o pão da VIDA. Essa vida é a vida ZOE que é a própria vida Eterna de Deus. A Bíblia diz que, é esta à vida que foi ministrada dentro de nós. Então Deus é a nossa própria vida, e isto é um fato, uma realidade espiritual. Podemos nos voltar para o Senhor em nosso espírito, confiando que é verdade que ele habita para sempre dentro de nós, e dizer: “Senhor, neste momento eu o recebo como minha VIDA. Bebo e me satisfaço em ti como VIDA. Oh bendita VIDA que desceu do Céu e transborda dentro de mim!” Note bem, é muito mais que mera oração verbalizada, trata-se de desfrutar da própria Vida Divina dentro do nosso espírito. Ore, beba e sinta esse fluir! Tomando o Senhor como Alimento A Bíblia também diz que Jesus é o pão e a água da vida. Devemos ingerir o próprio Jesus como alimento. O pão, usado aqui por Jesus como símbolo tem muito a revelar, porque depois de engolido, é processado dentro de nós e passa a fazer parte de nós, depois de ser apreciado e matar a fome. Dentro de nós, este pão é digerido e se transforma em glicose. Depois de assimilada pela corrente sanguínea e distribuída para cada célula do nosso corpo na forma de energia pura. Assim, o pão que comemos se torna realmente em uma só substância dentro de nós! O Senhor Jesus é de fato o nosso Pão da Vida. O padrão da maturidade da vida cristã, não é esperar chegar os dias de culto para se alimentar, e sim, nos alimentar do Senhor todos os dias através de uma íntima e real comunhão com ele, por meio da oração e da Palavra. Nossa atenção não deve ser voltada para fora, e sim para dentro onde ele habita. É lá que está à resposta e é lá que está à vida. Deus quer que cresçamos em comunhão e intimidade com ele, bebendo dele como água para acabar com a sequidão e desfrutar dos mananciais de água viva. Tomando o Senhor como Deleite “Não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor, com hinos e cânticos espirituais”, Ef 5.18,19. Como nos enchermos do Espírito? Falando, declarando e confessando a Palavra. Se começarmos a beber do Senhor onde estivermos, a vida e o poder de Deus se
  • 10. 10 manifestarão. Se houver mais alguém no ambiente, receberá também esta preciosa influência ou se houver alguém a quem o Senhor pretende alcançar em contrição e arrependimento, o poder de dele tomará conta do coração desta pessoa, diante de nós. Quando sentirmos falta de força? Tomemos dele como nossa força. Se precisarmos de unção? Olhemos para dentro de nós, pois Cristo, o Ungido, está dentro de nós agora mesmo, independente do lugar onde estivermos. Tomemos o Senhor como: nossa unção, nossa alegria, nossa direção, nossa libertação, nossa defesa, nossa cura... Ao degustar e beber do Senhor como fonte de deleite, nos aprofundamos nessas águas caudalosas até que se tornem em torrentes, que transbordem dentro de nós. De dentro para fora, pois a fonte está dentro de nós. Esta é uma verdade básica, portanto não diga mais que o Senhor virá nos visitar ou que está ao nosso redor. Ainda que seja verdade, pois Ele está em todos os lugares, o fundamento principal da nossa vida é que Ele está EM nós para sempre: “Aquele que se une ao Senhor É UM espírito com Ele”! Cristo em nós é a porta de entrada para um caminho de maturidade e progresso espiritual genuíno. Muita gente se equivoca achando que Deus se disseca e se estuda com a mente. Lembre-se, que ele é Espírito e somente podemos recebê-lo e percebe-lo no espirito. Esta é a porta para um genuíno conhecimento de Deus; é a única porta para a unção, revelação, frutos abundantes e experiências íntimas. Deus não nos chamou para sua obra apenas para sermos meramente operários, ele nos quer para si mesmo. Deus não quer um servo, ele quer ter intimidade conosco. Para conhecer mais sobre o Espírito Santo como morada de Deus em nós, veja o Apêndice II no final deste capitulo. Crescimento Espiritual A Mente é o Maior Obstáculo ao Crescimento Espiritual O maior obstáculo a ser vencido na vida cristã e na comunhão com Deus é a nossa mente difusa, indisciplinada e dispersa. A nossa mente pensa em várias coisas ao mesmo tempo; sai daqui, vai para acolá; lembra-se de algo, para depois esquecer; perde a linha do que pensava a pouco e já se dirige para outro pensamento. Quando nos convertemos o nosso espírito humano é vivificado e a alma precisa iniciar um processo de dependência deste espírito que agora vive para Deus. Assim a mente terá a chance de não monopolizar mais a direção do nosso ser. Se decidirmos adorar a Deus a mente deverá seguir obediente a nossa decisão. Aqui encontramos o maior problema, porque passamos a vida inteira vivendo independente de Deus. Quando começamos a pôr em prática as coisas espirituais, haverá momentos em que a presença de Deus fluirá de maneira tremenda, mas em outros aparentemente nada acontece. Quando estamos buscando o Senhor no nosso espírito, a nossa mente tenta nos levar para as coisas naturais que estão a nossa volta com o intuito de nos remover da sua presença, ela coloca pensamentos externos tais como: sentir sono, ir ao banheiro, lembrar-se de ir ao banco; lembrar que está na hora do almoço; buscar as crianças na escola; ou que esqueceu o leite no fogo; etc. Tudo isso flui nesse momento, porque a mente é indisciplinada e difusa passou muito tempo independente do espirito, por isso, perdeu o costume de ser submissa. Às vezes sentimos dificuldade de colocar a mente em submissão ao espírito, isso acontece, porque ela está acostumada a fluir livremente a não deseja seguir orientação nenhuma.
  • 11. 11 A Independência da Alma A alma acostumou a ser independente e a mente desgovernada. No momento em que recebemos a Jesus como Salvador e Senhor da nossa vida, viemos diretamente do mundo, por isso a nossa mente ainda está desgovernada. Não imaginávamos que existia um bombardeiro cerrado nela, causado pelo inimigo. Quando nos aprofundamos na Palavra, aprendemos que a nossa mente é o lugar onde os espíritos malignos têm acesso para nos atacar. Fisicamente o diabo não pode nos tocar, em circunstâncias normais. Mas se dermos brecha, formos complacentes com o pecado, sim ele poderá nos tocar. A nossa mente é o lugar onde a batalha se realiza. A Mente Atacada Cede Espaço ao Inimigo. O diabo pode induzir os nossos pensamentos, lançando seus dardos na nossa mente. Às vezes são pensamentos relâmpagos ou sugestões absurdas que invadem nossa linha de raciocínio normal. A nossa mente antes de receber à Cristo, vivia desgovernada. As pessoas no mundo são manipuladas e induzidas por espíritos malignos, que as dirigem na mente, às vezes até para cometerem crimes bárbaros. Nunca percebem que estão sendo marionetes nas mãos do maligno. Pensam que vivem na liberdade de escolha, mas é o inimigo quem comanda suas sensações, desejos, sugestões e pensamentos. A Mente sendo Aliada de Satanás. A Bíblia mostra que Adão tinha comunhão íntima com Deus no seu espírito. O espírito de Adão estava em evidência no seu ser, e com isso Deus podia se manifestar livremente, falar e ter um relacionamento de amizade com ele. Adão tinha o seu espírito em preeminência na sua vida. Satanás incentivou a sua independência, estimulando Adão a tomar iniciativas à parte da direção de Deus. Ao colocar Deus à parte, Adão se afastou da comunhão e da amizade de Deus. Ele teve a sua alma estimulada e decidiu aceitar e seguir as suas próprias sugestões; desse modo, passou a andar separado da direção de Deus. Na prática, a sua alma tomou o lugar do espírito, e as coisas do espírito passaram a ter um lugar secundário. Por causa dessa independência, o homem morreu espiritualmente. Por isso, desde que nascemos, vivemos em um contexto no qual somente a nossa mente, uma das funções da alma, é estimulada a funcionar. O sistema do mundo funciona desta maneira. Todo o sistema ideológico, religioso, educacional, filosófico e político, caminha nessa racionalidade morta para Deus. Quando você recebe a Cristo, o seu espírito é vivificado, mas a sua mente ainda precisa ser disciplinada a fim de criar uma dependência do Espírito de Deus em seu espirito. Essa é a principal dificuldade que encontramos. Queremos servir ao Senhor e tomar o Senhor como nosso alimento, mas a nossa mente não acompanha o nosso espírito. Depois que o nosso espírito é vivificado e colocado em evidência, o Espírito Santo, que habita em nós, espera que a nossa mente volte para o lugar de origem, isto é, que se sujeite ao espírito. O Espirito Santo nos oferece várias ferramentas para disciplinar a mente ao comando do espirito. Aprendendo a Disciplinar a Mente ao Espírito • Adorando “Mas vem a hora, e já chegou, quando os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores”, Jo 4.23. A Bíblia diz que a adoração funciona na esfera espiritual. Quando chegamos diante de Deus para adora-lo, somos embevecidos, edificados e nos perdemos nos rios
  • 12. 12 caudalosos da sua Presença. Na medida em que oramos estamos navegando na presença do Senhor e a nossa mente está submissa ao espírito. • Contemplando “Uma coisa peço ao Senhor, e a buscarei: que eu possa morar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do Senhor, e meditar no seu templo”, Sl 27.4. Contemplar o Senhor é voltar-se para ele em espírito em silencio, apenas para apreciar a sua Grandeza e mergulhar na sua Presença. Quando nos dispomos a contemplar a beleza do Senhor, a nossa mente irá seguir a trilha que o espírito indicar. Quanto mais contemplarmos o Senhor, mais seremos transformados à sua imagem. Um coração derramado a contemplar o Senhor é uma alma que encontrou o lugar secreto à sombra do Onipotente! • Orando a Palavra “O Espírito é que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida”, Jo 6.63. A Palavra é viva, e é Espírito e Vida. Orar a Palavra de Deus para disciplinar à mente requer uma atitude ativa. A ordem de nos encher no espírito requer o falar, o cantar e o orar de um modo espiritual. Deus nos leva assim, para regiões íntimas e profundas nele. Tendo como fundamento uma atitude ativa, onde o meu coração é induzido e aplicado em sua direção. Isto é o que Deus espera e requer de nós. Ao orar a Palavra, daremos um firme leito de rio para a nossa mente seguir o espirito. Não teremos que formular frases e nem exercitar a mente. Não tomaremos a Palavra nesse momento para meditar, nem para descobrir novas verdades, mas estritamente para dar à mente o caminho vivo da disciplina. A Palavra é Espírito e Vida, porque a Palavra sai da própria boca de Deus. A Palavra pode ser bebida para o interior do nosso espírito ou pode ser comida para torna- se vida divina dentro de nós. Esta é uma maneira completamente diferente de nos apropriarmos da Palavra de Deus. Podemos ir à Palavra para adquirir conhecimento, mas se a tomamos como alimento para dentro do nosso espírito, então ela se torna a Vida de Deus dentro de nós. Podemos comer e beber cada versículo da Palavra como se desfrutasse de uma gostosa sobremesa. Será como sorver para dentro do espírito cada palavra, como se comesse algo delicioso para deleite do paladar natural. Se orarmos um texto da Palavra, comendo e bebendo para dentro do espírito, o resultado da presença de Deus em nós será transformado em revelação, deixando-nos acariciados com a luz divina. O caminho para colocar a mente submissa ao espírito é coloca-la na trilha do espírito em oração e leitura da Palavra. Esta é maneira certa de disciplinar a mente a seguir o próprio espírito. À medida que reservamos tempo para estar diante de Deus para orar, contemplar e adorar estamos plantando bênçãos em nossa vida, Na medida em que semearmos, iremos colher. Cada vez que oramos e contemplamos a Palavra estamos disciplinando a mente, e nos enchendo do Espírito, e cada vez mais a alma estará sendo transformada, pela renovação da mente, Rm 12.1-2. Por isso, comamos e bebamos do Eu Sou, pois Ele é a fonte de tudo que precisamos para ter uma vida cristã transbordante. Bibliografia: A comunhão no Espírito com um Deus residente Pr. Marcelo Oliveira de Almeida
  • 13. 13 APÊNDICE I Orar Lendo a Palavra Quando um bebê nasce, a sua necessidade mais imediata é tomar leite para se alimentar. Sem alimento, a criança não somente deixará de acompanhar o crescimento normal, mas brevemente virá a ser fraca e eventualmente poderá até morrer. Quando aceitamos a Cristo como Senhor e Salvador de nossa vida, nascemos de novo, a nossa necessidade mais imediata é aprendermos a beber do Senhor como alimento espiritual. Sem esse alimento espiritual nós também não teremos o crescimento normal e em pouco tempo estaremos espiritualmente mortos. Nos Evangelhos, o Senhor Jesus se apresenta como um banquete para nós comermos e bebermos dele. “Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o crê em mim jamais terá sede”, Jo 6.35. “Aquele, porém, que beber da agua que eu lhe der nunca mais terá sede; porém a agua que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna”, Jo 4.14. “E a todos nós foi dado beber de um só Espírito”, ICo 12.13. Bebemos, comemos e nos deleitamos Nele quando o recebemos como nosso alimento espiritual. Temos que louvar a Deus por Jesus Cristo se apresentar a nós como um banquete para satisfazer todas as nossas necessidades. Todos nós sabemos que o seu nome é o grande EU SOU, que significa: EU SOU tudo quanto meu povo precisa. Pedro também nos exorta a tomarmos a Cristo como alimento espiritual. “Desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que por ele vos seja dado crescimento para a salvação, se é que já provastes que o Senhor é bom”, I Pe 2.2-3. Se desejarmos experimentar Cristo, temos que beber o leite puro e genuíno da Palavra. Assim estaremos nutridos para o crescimento espiritual. Glória ao Senhor, porque a Palavra diz provastes! Ela não diz para nós conhecermos este ou aquele aspecto acerca dele. Quando nós bebemos o leite da Palavra, na realidade nós estamos provando o Senhor. Portanto, o modo para nós provarmos o Senhor é simplesmente tomando o leite da Palavra. A Palavra não é somente para ser estudada, ela também serve de alimento. O modo pelo qual o Senhor alimenta o seu corpo, a Igreja, é pela sua Palavra. Se desejarmos nos deleitar no Senhor e ser alimentados por Eee, precisamos ir à Palavra para provar do alimento divino. Em nossa vida cristã, quanto da Palavra nós já ingerimos como alimento para o nosso espírito? Devemos responder honestamente que a maioria de nós tem ingerido muito pouco. Não devemos ir à Bíblia somente para aprender e entender. A Bíblia não é a árvore do conhecimento, ela é a árvore da vida! Se recebermos a Palavra de Deus como árvore do conhecimento, estamos usando-a de maneira errada, porque II Co 3:6 diz: que a letra mata. Nunca devemos pegar a Palavra como um livro de letras, mas como o Livro da Vida. Todos os cristãos sabem que a função da Bíblia é revelar Deus para seus filhos. Ainda que isto seja verdade, essa não é sua principal função. A principal função da Bíblia e expandir Deus dentro de nós como vida e como suprimento de vida. Não só nos fornece conhecimento a respeito de Deus e do seu amor, mas expande o próprio Deus dentro de nós. Sempre que lemos a Palavra de Deus, não devemos apenas tentar conhecê-la ou entendê-la, mas nos apropriar da essência de Deus para dentro de nós,
  • 14. 14 assim como fazemos quando comemos comida natural. A Palavra de Deus depois de ser comida será absorvida e transformada em vida dentro nós. “alimentados com as palavras da fé”, I Tm 4.6. O conceito do apóstolo Paulo é transmitir que a Palavra de Deus é comida para alimentar os filhos de Deus. Nós também devemos ter a mesma percepção a respeito da Palavra de Deus. Não devemos considerá-la apenas para o conhecimento, mas também como alimento para suprir-nos a toda hora. Em I Tm 1.10, Paulo fala das coisas que “se opõem à sã doutrina”. De acordo com o texto original, sã significa saudável. A Palavra de Deus não é somente sã doutrina para a mente, mas doutrina saudável para vida, ela nos alimenta, nos supre e nos traz saúde. As Escrituras revelam no mínimo três casos daqueles que comeram a Palavra de Deus. O primeiro foi Jeremias, que disse: “Achadas as tuas palavras, logo as comi”, Jr 15.16. Comer alguma coisa não é meramente recebe-la, mas absorvê-la e digeri-la, para que ela se torne parte de você. O segundo caso onde o profeta comeu a Palavra de Deus está no livro de Ezequiel, “come este rolo (a Palavra), vai e fala a casa de Israel” Ez 3.1. A Palavra de Deus não serve somente para aprender, mas também para provar, comer, digerir e se deleitar nela. O Senhor Jesus também fala da Palavra de Deus como alimento espiritual: “Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus”, Mt 4.4. Toda Palavra que procede da boca de Deus é comida espiritual para nos alimentar. Esta é a comida pela qual devemos viver. Qual a origem e a essência da Palavra de Deus? A resposta é encontrada em II Tm 3.16: “Toda Escritura é inspirada por Deus”. A tradução de João Ferreira de Almeida diz: inspirada por Deus, mas o significado na língua original é soprada por Deus. Nós sabemos que “Deus é Espírito”, Jo 4.24; o Espírito é a essência e a natureza de Deus. Visto que a Palavra é o sopro de Deus, e Deus é Espírito, tudo que é soprado por Deus tem de ser Espírito! Então, a essência ou a natureza da Palavra de Deus é Espírito. O Espírito é a profunda essência da Palavra de Deus. Agora podemos ver, porque o Senhor Jesus disse, que suas palavras “são Espírito e são vida”, Jo 6.63. Uma revelação, um pensamento ou uma doutrina nunca poderiam ser vida, mas a Palavra é a essência de Deus, por isso, ela é Espírito e Vida. A natureza da Bíblia é a essência do próprio Deus. Toda vez que nós manuseamos a Bíblia, devemos saber que estamos tocando em Deus. Tendo visto que a Palavra de Deus é a essência do próprio Deus, e é útil para o nosso gozo espiritual e alimenta o nosso espirito. Então, qual é a maneira certa de ir à Palavra? Em Efésios 6.17,18 temos a resposta. “Tomai... a espada do Espirito, que é a palavra de Deus; com toda oração e suplica”. De acordo com a língua original, podemos traduzir desse modo: “Tomai... a espada do Espírito, o qual Espírito é a Palavra de Deus, com toda oração e súplica”. Como devemos nos alimentar da Palavra de Deus? Com toda oração e súplica. Isso é o que chamamos de ORAR-LER! Vamos repetir: A Palavra de Deus deve ser tomada com toda oração e suplica. Simplesmente pegue a Palavra de Deus e ore-lendo alguns versículos de manhã e à noite. Não há necessidade de exercitar a sua mente para tirar algum proveito, nem é necessário que reflita sobre o que leu. Somente ore as mesmas palavras que esta lendo. Em cada versículo, existe uma oração viva. Não há necessidade de fechar os olhos quando ora. Em toda Escritura não achamos um versículo que diga que devemos fechar os olhos para orar, mas há um versículo que diz: “Jesus... levantou os olhos ao céu, e disse: Pai...”, Jo 17.1. Ele estava olhando em direção ao céu enquanto estava orando. Não estamos argumentando sobre doutrinas, mas apenas reconhecendo que não há necessidade de fecharmos os olhos, quando oramos. Seria melhor se fechássemos a nossa mente!
  • 15. 15 Por exemplo, ao orar lendo: “Estou crucificado com Cristo”, Gl 2.19. Apenas leia com os olhos na Palavra e orando no espirito. Então diga: Glória a Deus, “Eu estou crucificado com Cristo”. Se alimente desta verdade, deixe que ela faça parte do seu ser. Amém! Em seguida você pode passar para: “Eu vim, para que tenham vida”, Jo 10.10. Repita o procedimento acima, se alimentando deste novo versículo. Aleluia! Ele veio para que eu tivesse vida. Louvado seja o Senhor! Aleluia! Vida! Amém! Vida! Ó Senhor! Vida! Há única necessidade é saber que a Bíblia é um livro de oração! Você pode abrir em qualquer página da Bíblia e começar a orar qualquer porção da Palavra. A Bíblia é o livro santo. Toda palavra que vem da boca de Deus é diferente de qualquer outra, porque tem vida. Mesmo que não entenda alguma passagem, ainda assim, você está se alimentando enquanto ora e lê, porque a essência de Deus está em sua Palavra. A Palavra de Deus é o seu sopro, a sua essência. Para um relacionamento maior com Cristo precisamos do Corpo, que é a Igreja, porque ao orar lendo com um grupo de cristãos, o acesso ao terceiro céu nos será revelado! A explicação natural para isso reside no fato de que o alimento é para Corpo, não meramente para um membro isolado. Não comemos simplesmente para alimentar o braço; tampouco pensamos que a mão pode comer por si mesma. Não, o alimento é para Corpo, para o desenvolvimento do Corpo. Portanto, a melhor maneira de orar lendo é com os outros membros do Corpo. Existe crescimento quando oramos-lendo sozinho, mas veremos a diferença quando nos reunimos com outros irmãos para orar. Porém, quando nos reunimos em comunhão com o Corpo, com o propósito de orar-lendo, temos certas regras para cumprir: ser rápido, curto, verdadeiro e novo: • Precisamos orar rapidamente, sem hesitar. Quando somos rápidos ao orar, não temos tempo para usar a nossa mente em considerações. • As nossas orações devem ser curtas. Proferir versículos de maneira rápida e breve. Porque orações longas precisam de alguma composição. • Precisamos ser verdadeiros. Não devemos ser atores, mas dizer apenas a verdade. • Nossas orações devem ser novas. Não usar orações repetidas e a melhor maneira é não orarmos com as nossas palavras, mas com as palavras da Bíblia. Esta é a maneira certa de orar à Palavra de Deus, Isto tem transformado vidas. Pode não funcionar tão bem no começo, mas com a prática e um coração sincero o espírito vivo será tocado. Se praticarmos com frequência, tanto individualmente como no Corpo, seremos capazes de testificar das riquezas que Cristo tem doado aos que oram lendo a Palavra de Deus. Veremos crescimento na nossa vida espiritual. Haverá grandes mudanças para os que praticam a Palavra desta maneira, saboreando a Cristo e sendo alimentado por ele. Seremos pessoas que caminham para uma maturidade de vida plena Naquele que vive em nós. Uma Maneira Simples para Tocar o Senhor O objetivo máximo do andar cristão está em: “Cristo, que é a nossa vida”, Cl 3.4; “Para mim o viver é Cristo”, Fp 1.21. Por meio destes versículos podemos ver que a realidade e o ponto central da vida cristã é simplesmente o próprio Cristo. Somos pessoas que nascemos de Deus e temos a Cristo vivendo em nosso interior. Por isso, não apenas estudamos sobre Cristo ou fazemos alguma coisa para ele, mas vamos além, e praticamos a experiência de tocá-lo e experimentá-lo de uma maneira viva a cada dia. “Porque se nós, éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte de seu Filho, muito mais, tendo sido reconciliados, seremos salvos em sua vida”, Rm 5.10 (V.R.).
  • 16. 16 Muito mais, quer dizer mais de Cristo. A experiência inicial de salvação do cristão é verdadeiramente maravilhosa. Porque, ele torna-se uma pessoa nascida de Deus, e muito mais do que isso, ele será salvo pela vida de Cristo nele. Toda pessoa que conhece Cristo como seu Salvador pode e deve ser levada a experiência de ter muito mais, que consiste em penetrar na plenitude e na realidade de uma vida centrada em Cristo. Experimentando, tocando e desfrutando da sua Presença no viver diário. Como Experimentar Cristo como Vida a cada Momento? Tudo o que precisamos fazer é invocar Aquele que é o suprimento da vida. “... uma vez que o mesmo Senhor de todos é rico para com todos os que o invocam. Porque, todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”, Rm 10.12-13, V.R. No passado talvez tivéssemos o conceito de que esses versículos eram aplicáveis somente a uma experiência inicial de salvação, mas sabemos que precisamos da salvação diária do pecado, do ego, da autossuficiência e da falta de perseverança. Para esta verdade se transformar em realidade, precisamos de Cristo nutrindo e fortalecendo nossa vida, a fim de que o manifestemos em todas as coisas. O caminho é simplesmente invocar o nome do Senhor, porque ele é rico para com todos os que o invocam. A experiência de Cristo deve se tornar real na vida do crente, para que ele seja um testemunho vivo para aqueles que estão perdidos no mundo. Qual era o testemunho dos primeiros cristãos? Eles eram chamados de povo que invocava o nome do Senhor, At 9.14. Paulo, antes de sua conversão, perseguia todos aqueles que invocavam o nome do Senhor. Ele recebeu “autoridade dos principais sacerdotes para capturar todos os que invocavam seu nome”, I Co 1.2, mostrando-nos claramente que os primeiros cristãos eram aqueles que em todo lugar invocavam o nome do Senhor. Muitos cristãos, que hoje praticam o invocar o nome do Senhor a cada dia, a cada hora e a cada momento de uma maneira simples e prática, fazem isto, porque sabem que o Senhor é tudo o que necessitam. Alegram-se pelo simples fato de poder toca-lo a qualquer hora e em qualquer circunstância, simplesmente invocando o seu nome do mais profundo de seu ser. Não devemos invocar o Senhor de uma maneira objetiva, invocando o Cristo que habita nos céus, mas sim, invocar o Cristo que é Espírito, e habita no interior do nosso ser. Assim poderemos sentir a sua presença fluindo dentro de nós. “Mas vem a hora, e já chegou, quando os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes o que o Pai procura para seus adoradores. Deus é Espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”, Jo 4.23,24. A verdadeira adoração deve ser constante e vivificante para todo cristão. O desejo do Pai é que desfrutemos da verdadeira adoração, que é estar em comunhão com Cristo a todo o momento. Quer trabalhando, andando, dirigindo ou conversando devemos estar sempre em comunhão com seu amado Filho Jesus. Novamente temos de louvar e agradecer o Senhor, porque ele não somente nos ensinou a invocá-lo e adora-lo em espírito e em verdade, mas também nos deu uma maneira prática e simples para tocá-lo por meio da verdadeira adoração. A Bíblia dá exemplos claros de como tocar e experimentar o Senhor em adoração, simplesmente invocando o seu nome. “E eis que um leproso, tendo-se aproximado, adorou-o, dizendo: Senhor”, Mt 8.2. “Ela, porém, veio e o adorou, dizendo, Senhor”, Mt 15.25..
  • 17. 17 Esses versículos nos ajudam a ver que podemos participar da verdadeira adoração em qualquer lugar, a qualquer hora, e em qualquer situação, apenas invocando o nome do Senhor. Independente das circunstâncias e local, podemos adorá-lo simplesmente orando: “Ó Senhor, Ó Senhor”. Muitos cristãos estão descobrindo que o simples respirar o seu nome, “Ó Senhor”, quando são tentados, oprimidos ou apenas distraídos, leva-os a um verdadeiro contato e comunhão com Deus, e a uma completa libertação do ego, do pecado, e do mundo. Quando clamamos ao Senhor, em nosso espirito, temos uma sensação profunda de Cristo e da sua Vida fluindo dentro de nós. Nos Salmos, vemos que os salmistas oraram clamando, “Ó Senhor”, mais de 180 vezes. “De todo o coração eu te invoco, ouve-me, Senhor”, Sl 119.145. “Então invoquei o nome do Senhor”, Sl 116:4l. É tão simples invocar o nome do Senhor, por isso, podemos invocar o seu nome a todo o momento e assim, experimentar mais de Cristo para o nosso deleite interior. A Bíblia nos dá outro exemplo da verdadeira adoração. “E os vinte e quatro anciãos e quatro seres viventes prostraram-se e adoraram a Deus, que está sentado sobre o trono, dizendo: Amém! Aleluia!” Ap 19.4, V.R. “Porque quantas são as promessas de Deus, nele é o sim, porquanto também por ele é o Amém para Deus”, II Co 1.20, V.R. Amém é outro nome dado a Cristo. Quando clamamos Amém do profundo do nosso interior, sentimos que tocamos Cristo, da mesma maneira que quando invocamos “Ó Senhor, Ó Senhor”, porque, assim como seu nome é Senhor, seu nome também é Amém. Então, quando clamamos Amém, estamos louvando ao Senhor. “Bendito seja o Senhor Deus de Israel, desde a eternidade até a eternidade. E todo o povo disse: Amém! e louvou ao Senhor”, I Cr 16.36. Clamar Amém em espirito é invocar e tocar o Senhor. Aleluia significa: Louvado seja o Senhor ou Louvai a Jeová. Inúmeras vezes o salmista usou aleluia em suas adorações e louvores. Os últimos cinco Salmos começam e terminam com a palavra celestial de adoração, Aleluia. Hoje ela ainda é a mesma; nós podemos adorar e ter comunhão com o nosso Senhor dessa mesma maneira simples. Durante todo o dia, clame apenas: Ó Senhor, Amém, Aleluia, do mais profundo do seu ser. Simplesmente respire e clame: Ó Senhor, Amém, Aleluia, e assim, irá provar a doçura e a realidade do próprio Senhor. Este tipo de comunhão com Cristo fará você perceber cada vez mais, que a presença dele está refletida em sua vida. Hoje, muitos cristãos têm descoberto que podem conhecê-lo e ser transportados para dentro do poder da sua ressurreição e andar em unidade com ele, clamando a cada momento: Ó Senhor, Amém, Aleluia. Compilado do Livro: Oração: O Primeiro e o Último Recurso Witness Lee e Watchman Nee
  • 18. 18 APENDICE II Do Lugar Raso às Profundezas Talvez, você ainda não sentiu a necessidade de uma profunda experiência com Jesus. A maioria dos cristãos não percebem que foram chamados para uma relação mais profunda e interior, com o seu Senhor. Importa saber que todos foram chamados às profundezas de Cristo, tão certo como foram chamados para a salvação. Quando falo de uma profunda e interior relação com Cristo, estou falando da oração. Não aquela oração mental, no entendimento natural, mas a que vem diretamente do coração. A oração que sai da mente é inadequada, mas a oração que brota do coração não pode ser interrompida pelos pensamentos. Quando nos voltamos de todo o coração para o espírito em busca de Jesus, estamos praticando a oração que satisfaz o Senhor. A única coisa que pode interromper as nossas orações são os desejos egoístas, que poluem a nossa mente. Mas, nem por isso precisamos nos entristecer, porque, mesmo assim há encorajamento, pois, a partir do momento em que nos alegramos no Senhor e provamos a doçura do seu amor, até mesmo esses desejos egoístas não terão mais poder sobre a nossa mente. A intimidade com o Senhor nos convence de que é impossível ter prazer em qualquer outra coisa exterior. É compreensível o fato de muitos irmãos se sentirem vagarosos, com uma compreensão pobre e pouco espiritual. Mas, deixe-me encoraja-los, não há nada mais gratificante que ser preenchido de Cristo Jesus, para que isso aconteça, basta nascer de novo e ele estará presente no seu espírito. O desejo dele de doar-se é bem maior do que o seu de recebê-lo. Também é necessário descobrir o caminho para contatar Deus, para isso basta voltar-se para o seu espírito. À medida que experimentamos Cristo, ele passa a viver a sua Vida em nós e passamos a viver pelo próprio Deus. Isso é tão verdadeiro, que se por algum motivo deixarmos de orar, o sentimento que resulta é como se estivéssemos pecando. Como entrar na presença do Senhor? Escolha um lugar de sua preferencia para orar, pode começar ficando em silencio, em seguida simplesmente comece a orar ao Senhor. Comece com a palavra: Amado Pai celestial. Ao fazê-lo, deixe que o sentido completo dessa palavra toque profundamente seu coração. Creia que o Deus que vive dentro de você está de fato desejoso de ama-lo. Derrame seu coração a ele, como a criança faz com seu pai. Nunca duvide do profundo amor de Deus por você. Nunca duvide de seu desejo de escutá-lo. Invoque o seu nome e permaneça diante dele silenciosamente por algum tempo. Permaneça assim, esperando sentir o seu toque. Venha ao Senhor como alguém que não tem qualquer força própria; como alguém que não tem qualquer poder para se purificar. Humildemente, exponha sua triste condição diante do olhar de um Pai amoroso. Ainda na sua presença, ore palavras de amor e mostre que não é merecedor deste amor, por causa dos seus pecados. Permaneça deste modo por um tempo. Até sentir que é tempo de ir adiante, então continue orando. Nunca procure o Reino de Deus em qualquer lugar senão dentro de você. E, uma vez que tenha percebido que ele está dentro de você, sinta a sua presença e faça isso com um profundo senso de amor; indo a ele mui docilmente e com um profundo senso de adoração. Reconheça humildemente que ele é tudo e confesse que você nada é. Feche seus olhos para tudo ao redor; comece a abrir os olhos interiores de sua alma, voltando-os para o seu próprio espírito. Você precisa somente crer que Deus mora em
  • 19. 19 você. Esta fé o levará à sua Santa Presença. Não permita que sua mente vagueie, mas mantenha-a em submissão. Todos os seus antigos conceitos sobre Deus não levam a nada, realmente. Não tente imaginar na mente como ele é, pelo contrário, simplesmente creia em sua Presença. Nunca tente imaginar o que Deus fará, porque não há qualquer jeito de Deus se acomodar aos seus conceitos. O que fazer então? Procure contemplar o Senhor, olhando para ele em seu interior, em seu espírito. Traga a ele todas as suas enfermidades, para que ele possa curá-las. Mas, ao chegar a ele, não o faça ansiosamente e não fique inquieto. Ao se aproximar, faça uma pausa de vez em quando. Esses períodos de espera silenciosa diante do Senhor irão aumentando gradualmente e o seu esforço mental irá diminuindo. Chegará o momento em que ele obterá completo controle, isso só poderá acontecer, quando você se render à operação do Deus que existe dentro de você. Então verá que a união que começou como algo simples, crescerá. Crescerá para tornar-se uma relação real e vital entre você e o Deus da vida. Quando a Presença do Senhor se tornar sua experiência, começará a amar este silêncio e este repouso pacífico que provem dele. Este maravilhoso gozo, de estar em sua Presença, irá introduzi-lo a um novo nível de vida. Em algum ponto deste encontro você sentirá bem no fundo de seu espírito que é tempo de simplesmente manter-se em silêncio diante da sua presença. Quando sentir isso, não se desligue. O próprio Senhor o manterá em silêncio. Quando isso passar, siga adiante para as próximas palavras da oração. "Seja feita a tua vontade". Orando tais palavras, humilhe-se diante do Senhor, pedindo-lhe sinceramente que realize toda sua vontade em você e através de você. Renda seu coração em suas Mãos. Você sabe qual é a vontade de Deus? Deus é amor e a vontade dele é amar os seus filhos. Portanto, quando você ora “Senhor, seja feita a tua vontade”, está pedindo que Deus derrame seu amor em você. Então, comece a ama-lo também e enquanto o faz, rogue-lhe que lhe ensine a ama-lo. Tudo ocorrerá de modo muito doce, por meio desta oração ao Senhor. Você também pode procurar o Senhor para expor suas necessidades, se aproximar dele como seu Provedor. Venha a ele como um filho que busca o Pai à procura de alimento. Ao chegar a ele, diga: "Amado Pai, tu és o meu pão de cada dia, porque tu alimentas os teus filhos com a tua própria Pessoa". Deus ama quando levamos a ele as nossas necessidades, mas devemos fazer isto, crendo que ele se encontra dentro de nós. Para entrar na presença de Deus em oração, não há necessidade de usar repetições ou orações memorizadas. Ao invés disso, faça simplesmente a oração que vem do coração, porque ela tem poder de produzir bons frutos em sua vida. Veremos agora, duas maneiras de nos aproximar de Deus: • Orando as Escrituras • Contemplando e Esperando na presença do Senhor Orando as Escrituras Como podemos Orar as Escrituras de um modo simples e eficiente? Para tornar o crescimento espiritual efetivo é necessário transformar a leitura da Palavra em oração. Abra as escrituras e escolha alguma passagem simples e direcionada para o seu propósito. A seguir, venha ao Senhor quieto e humildemente. Aí, diante dele, leia uma parte da passagem que você escolheu. Seja cuidadoso enquanto lê. Assimile o que esta lendo de modo completo e gentil. Prove e saboreie cada palavra, à medida que lê. Passe de uma passagem para outra, até que sinta no coração a verdadeira essência do que está lendo e separe a parte da Escritura que o tocou e transforme-a em oração. Depois de ler
  • 20. 20 a passagem e ter conhecimento que a sua essência já foi extraída, então o sentido mais profundo já foi absorvido; continue lendo e orando de modo tranquilo até sentir-se enriquecido pela presença do Senhor. Esta é uma maneira de orar lendo, mas você pode aperfeiçoa-la, ou desenvolver a sua. Comtemplando e Esperando na Presença do Senhor Preciso partilhar com vocês o ponto onde temos maior dificuldade que é contemplar e esperar no Senhor. Isso tem a ver com o controle da mente. A mente tem uma tendência muito forte a afastar-se do Senhor. Portanto, quando estiver orando procure sentir a sua Presença e use a Escritura para aquietar sua mente. A maneira de executar é muito simples. Comece lendo uma passagem das escrituras voltando-se para o seu próprio espírito. Uma vez que sinta a presença do Senhor, o conteúdo lido não é o mais importante. Porque o objetivo de estar na presença do Senhor e acalmar a sua mente já foram atendidos. Como se aproximar do Senhor, para contemplar e esperar nele? Comece separando tempo para estar com ele. Calmamente, volte o seu coração para à sua presença. Como fazer isso? Pela fé. A fé transforma em realidade a sua presença. Depois, comece a ler alguma parte das escrituras. À medida que lê, faça uma pausa, de modo a colocar sua mente interiormente no Senhor. Lembre-se sempre, que não está fazendo isto para obter algum entendimento daquilo que está lendo; ao contrário, está lendo a fim de retirar a sua mente das coisas exteriores e coloca-la nas regiões mais profundas de seu ser, o seu espirito. Não está lendo para aprender, e sim para experimentar a Presença de Deus. Enquanto está diante dele, mantenha seu coração focado na sua Presença. Como? Isso, também é pela fé. Sim, pela fé, você pode manter seu coração na Presença do Senhor. Não permita que sua mente vagueie. Se sua mente começar a passear em pensamentos externos, volte a torna-la cativa a seu espirito. Para que não tenha mais liberdade de andar dispersivamente, nem de distrair-se com as coisas exteriores; desta maneira a sua única opção será voltar-se para presença de Deus. O Senhor é encontrado somente dentro do seu espírito, no lugar mais intimo do seu ser, no Santo dos Santos. É no seu espirito que ele habita. O Senhor certa vez prometeu que viria morar dentro de nós, Jo 14.23. Prometeu aos que o adoram e fazem a sua vontade que estaria dentro deles. O Senhor encontrará você no seu espírito. Foi Agostinho quem, certa vez, disse: que havia perdido muito tempo, no começo de sua experiência cristã, tentando encontrar o Senhor externamente, ao invés de voltar-se para o seu interior. Uma vez que seu coração tenha se voltado para Deus em seu interior, poderá sentir a sua Presença, porque seus sentidos exteriores se tornarão calmo e tranquilo. Sua atenção não está mais nas coisas externas ou nos pensamentos superficiais da mente; ao invés disso, doce e silenciosamente sua mente se torna ocupada com o toque da Presença Divina em seu espirito. Não se trata de pensar no conteúdo da leitura, mas de se alimentar do que foi lido. Exercite o poder de manter a mente cativa à vontade do seu espirito. Quando chegar a este ponto a mente entra num estado de repouso. Neste estado de muita paz, assimile o que você já provou da Palavra. No princípio, isto pode parecer difícil e estranho, mas talvez eu possa lhe mostrar como é simples. Guando você come algo saboroso, se não engole a comida não recebe qualquer nutrição. É a mesma coisa com seu espírito. Neste estado de calma, paz e simplicidade, apenas tome o que você já recebeu como alimento espiritual e deguste dentro de seu espírito. Se qualquer pensamento externo lhe distrair, seja rápido em trazer sua mente de volta. Este é o modo mais simples que existe de sobrepujar as distrações externas e retornar a Presença do Senhor em seu espirito. Fazendo assim, vencerá a guerra contra
  • 21. 21 sua mente errante. Nunca aceite as ofertas de distrações oferecidas pela mente. Esteja certo de que, à medida que sua alma for se acostumando a reter as coisas do espirito, este processo se tornará mais fácil. O propósito de Deus é habitar em nós e revelar-se por meio de nós. Por causa da sua Graça podemos tornar real a experiência de gozar de sua presença. Ele nos toca, e o seu toque é tão delicioso, que cada vez mais somos atraídos por sua presença em nosso interior. Compilado do livro: Experimentando as Profundezas de Jesus Cristo. M. Guyon
  • 22. 22 II O Homem é um Ser Holístico: Formado de Espirito, Alma e Corpo. “O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo, sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo”, I Ts 5.23. Todo homem é espírito, alma e corpo. A concepção geral das pessoas é a de que o homem é apenas corpo e alma. Todavia, é importante ressaltarmos que espírito e alma não são a mesma coisa. Caso fosse a mesma coisa, qual a necessidade de separá-los? Pois, em Hb 4.12, Paulo diz: que a Palavra de Deus é viva e eficaz e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito. Alma e espírito, portanto, não são a mesma coisa. Falhar nessa distinção levará o crente a bloquear completamente seu progresso espiritual ficando preso àquilo que é da mente ou das emoções. A vida cristã consiste em aprender a exercitar o espírito humano recriado para poder contatar a Deus e ser guiado por ele. Tudo o que necessitamos para alcançarmos uma vida cristã plena e frutífera já nos foi dado pelo Espírito Santo que habita em nós. Ver Apêndice I, no final deste capitulo outras razões para discernir o nosso espírito. Definindo o que é Revelação Se desejarmos crescer na vida cristã, precisamos de revelação. Revelação é o conhecimento que é transmitido pelo Espírito Santo ao nosso espírito. Revelação não é descobrir algo que ninguém nunca tenha visto antes, pelo contrário, não existe nada novo, tudo já está escrito. Quando a luz de Deus brilha no nosso espírito, então há revelação. Se desejarmos obter revelação de Deus e de sua Palavra, precisamos aprender a perceber o nosso espírito. Há uma grande diferença entre conhecimento mental e conhecimento espiritual. Talvez nunca tenhamos questionado por que há tantos filhos de Deus que conhecem a Bíblia e esse conhecimento não afetam, de forma alguma, o seu viver. Esse problema acontece porque conhecem a Bíblia apenas intelectualmente e não por revelação. Podemos ver no Novo Testamento que a maior preocupação de Paulo era a de que os cristãos tivessem revelação de Deus. Se observarmos atentamente as orações dele, mencionadas em suas epístolas, constataremos que o alvo das orações era direcionado para revelação. Paulo não orava pelo crescimento da Igreja. Paulo não orava por novos líderes, nem por algo semelhante. Como seriamos renovados, se tomássemos como base as orações de Paulo para mudar a prática das Igrejas de hoje. Simplesmente, porque, quando há revelação as pessoas são transformadas naturalmente pela ação da Palavra, então a fé, a unção e a vida de Deus transbordarão nelas.
  • 23. 23 “Para que o Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da Glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele, iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes”, Fp 1:9. A revelação é algo que ocorre primeiramente no espírito. O Espírito Santo transmite uma verdade ao nosso espírito, e o espírito a mente. A mente por si só não pode receber revelação de Deus; é o nosso espírito que tem essa função. Muitos crentes vivem apenas como homens naturais, não podem discernir as coisas do espírito, pois não sabem usá-lo para discernir a verdade de Deus. Oremos para que o nosso amor aumente mais e mais no pleno conhecimento e percepção da verdade. O Espírito Santo habita em nós e fala conosco. Todos podem testemunhar que de uma forma ou de outra já perceberam a voz de Deus em seu interior. Se alguém nunca ouviu o Senhor no espírito, então, não se converteu, pois somos gerados pela Palavra de Deus; se Deus não falou, é porque ainda não fomos gerados e o novo nascimento não ocorreu. “Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade”, Jo 16.13. Como o Espírito Santo nos guia a toda a verdade? Falando através do nosso espírito recriado. Se não temos ouvido a sua voz, é porque o rádio está mal sintonizado. O Senhor sempre está falando, nós é que não percebemos. Percebendo o Espírito Humano Como posso perceber o meu espírito, o meu corpo e a minha alma? Este estudo irá esclarecer esta questão. Mas, desde já podemos entender que o nosso espírito muitas vezes é chamado de coração na Bíblia. “Porque não é judeu quem o é exteriormente, nem é circuncisão a que é somente na carne. Porém judeu é aquele que o é interiormente, e circuncisão a que é do coração, no espírito, não segundo a letra, e cujo louvor não procede dos homens, mas de Deus”, Rm 2.28-29. Podemos perceber Paulo explicando que o coração é o espírito, ou pelo menos é o meio pelo qual ele pode ser percebido. Não devemos pensar que o coração, nesse sentido, seja o órgão físico que pulsa em nós. Quando a Bíblia fala de coração, ela está falando de algo invisível e íntimo, das profundezas do nosso ser. Identificando o Espírito, a Alma e o Corpo. Pela Palavra de Deus e pela experiência temos o entendimento que o homem possui três partes e cada uma delas possui a sua função específica: • O corpo é a parte material, onde estão os cinco sentidos. • A alma é a parte que está em contato com todo nosso ser; ou seja, com o espirito e com o corpo. É a parte que nos permite ter consciência de nós mesmos, o centro da personalidade. Nós somos uma alma • O espírito é parte pela qual temos comunhão com Deus. É o elemento que nos dá consciência da presença de Deus. A alma é o centro da personalidade, mas o espírito é a parte mais importante e o centro de todo o nosso ser, porém para o espirito enviar qualquer comando ao nosso corpo precisa passar primeiro pela alma. É pelo espírito que podemos adorar a Deus e receber revelação. Deus habita em nosso espírito. Funções do Espírito O espírito humano possui três funções básicas: intuição, consciência e comunhão. Vejamos suas bases bíblicas: • A função da Intuição
  • 24. 24 “E vós possuís a unção que vem do Santo, e todos tendes conhecimento”, I Jo 2.20. “Quanto a vós outros, a unção que dele recebestes permanece em vós e não tendes necessidade de que alguém vos ensine, mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é falsa, permanecei nele, como também ela vos ensinou”, I Jo 2.27. Intuição é o conhecimento que chega até nós, sem qualquer ajuda da mente ou da emoção; chega intuitivamente. As revelações de Deus e as ações do Espírito Santo se tornam conhecidas por intermédio da intuição do espírito. A nossa mente simplesmente nos ajuda a entender aquilo que o Espírito Santo revela ao nosso espírito. Muitas vezes, existe algo no nosso íntimo nos impelindo a fazer algo ou nos constrangendo para que não o façamos. Essa sensação interior é a intuição do nosso espírito. Quantas vezes, depois de fazermos alguma coisa, confessamos: “bem que dentro de mim algo me dizia para não fazer”. Alguns podem testemunhar que, em muitas circunstâncias, passaram por experiências semelhantes. O nosso espírito está funcionando, nós é que não damos crédito. A maior parte das pessoas está confinada a uma vida exterior e quase nunca dão crédito à voz interior que provem do espirito. As coisas do Espírito só podem ser discernidas pelo nosso espírito I Co 2.14. Jesus sabia, no seu espírito, o que os outros arrazoavam. Paulo foi constrangido no espírito. Em todas essas referências, temos a forma como se manifesta a intuição do espírito. Como posso saber se é a intuição do espírito? Não sei dizer como você vai saber, mas tenho certeza que você saberá. Alguém poderá lhe perguntar: como você soube? E você simplesmente dirá: “Eu apenas soube.” É desta forma que perceberemos a intuição é um saber que não tem origem na mente e nem no mundo físico. “Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão dizendo: conhece ao Senhor, porque todos me conhecerão, desde o menor até o maior deles. Diz o Senhor”, Jr 31.34. Nós vivemos hoje debaixo desta aliança. Todos são ensinados pelo Senhor. Você não sabe como chegou, a saber, mas há algo em seu interior que diz que certas coisas não são verdadeiras. Certa vez, uma irmã confidenciou que sentiu uma grande angústia, enquanto certo pastor estava pregando. Ela não sabia o motivo daquela angústia no espírito. Um irmão com mais entendimento da Palavra, lhe mostrou que aquele pastor estava ensinando heresia, pois dizia que Jesus não era Deus. A intuição daquela irmã havia rejeitado o ensino, ainda que a sua mente não entendesse a mensagem. Como a intuição se manifesta? A intuição se manifesta pela restrição e pelo constrangimento. Por exemplo: podemos estar pensando em fazer determinada coisa, que nos parece razoável e por gostarmos dela, resolvemos ir em frente. Mas algo dentro de nós, uma sensação pesada e opressiva se opõem ao que mente pensou, a emoção aceitou e a vontade decidiu. O que permanece é o sentimento que tal coisa não deve ser feita. É desta maneira que a restrição da intuição se manifesta. Tomemos agora um exemplo oposto. Determinada coisa parece irracional, contrária ao nosso deleite e contra a nossa vontade. Mas, por algum motivo desconhecido, sentimos dentro de nós um tipo de constrangimento, um impulso ou um estímulo para que a façamos. Este é o arrazoar da intuição. É importante ainda frisarmos que há uma diferença entre conhecer e entender a vontade de Deus. O conhecer está no espírito, enquanto que o entender está na mente. Conhecemos uma coisa através da intuição no espírito, então a nossa mente é iluminada para entender o que a intuição quer transmitir. Na intuição do espírito, conhecemos a persuasão do Espírito Santo, na mente entendemos a sua orientação.
  • 25. 25 O conhecimento da intuição é chamado na Bíblia de revelação. Revelação é o desvendar pelo meu espirito o direcionamento do Espírito Santo, da verdadeira realidade de alguma coisa. Esse tipo de conhecimento é muito mais profundo que o conhecimento da mente. A unção do Senhor nos ensina a respeito de todas as coisas, pelo espírito de revelação e de entendimento. • A função da consciência É fácil entender a consciência. Todos nós estamos familiarizados com ela. É a capacidade de discernir entre o certo e o errado, não segundo os critérios da mente, mas segundo uma sensação do espírito. Quando comparamos Rm 9.1 e At 17.16, vemos que a consciência está localizada no espírito do homem. “Digo a verdade em Cristo, não minto, testemunhando comigo, no Espírito Santo, a minha própria consciência” Rm 9:1. “O seu espirito se revoltava em face da idolatria dominante”, At 17.16. Testificar, confirmar, recusar, acusar é função da consciência. Em I Co 5.3, Paulo julga em seu espírito, um membro da Igreja que estava em pecado. Julgar significa condenar ou justificar, as quais são ações da consciência. Muito frequentemente, a consciência condena coisas que a nossa mente aprova. O julgamento da consciência não é segundo o conhecimento mental, mas segundo a direção do próprio Espírito Santo. Na Bíblia existem dois caminhos: o caminho tipificado pela árvore da vida e o caminho do conhecimento do bem e do mal. A Palavra não nos exorta a andarmos segundo os padrões de certo e errado, mas sim, a sermos guiados pelo espírito. Quando paramos diante de um cinema, qual é a ponderação a respeito do filme? Não é pornográfico, então não é errado e não faz mal, portanto, eu posso assistir. Tais ponderações não são da consciência, mas da mente agindo de maneira independente do espírito e direcionados pelo fruto da arvore do conhecimento do bem e do mal.. A consciência não faz ponderações, apenas decide. Devemos rejeitar de uma vez por todas o caminhar segundo a mente, segundo a árvore do conhecimento do bem e do mal, e seguirmos pelo espírito, pelo princípio da vida de Deus em nós, percebido em nossa consciência. Precisamos ser absolutos com as coisas que Deus condena em nossa consciência. Nunca devemos tentar explicar o pecado, justificando-o. Sempre que em nossa consciência houver um alerta que estamos errados, devemos aceita-la imediatamente. Alguns tentam se justificar, dizendo que não têm muita convicção se determinada coisa é certa ou errada. “tudo o que não provem da fé é pecado”, Rm 14.23. Só podemos servir a Deus estando com a nossa consciência limpa. Todos podem testificar que a ação da consciência não depende do conhecimento da Bíblia. Muitas vezes sentíamos que algo era errado, mas só depois de agirmos, é que descobrimos aquela proibição nas escrituras. Sem que ninguém nos ensine, a consciência informa que o nosso namoro está errado ou que as nossas finanças estão desajustadas. Aquele que é nascido de Deus tem no seu espírito, a voz do Espírito Santo a falar em sua consciência. Ninguém jamais poderá dizer que não sabia. A consciência tem a função de testificar qual é a vontade de Deus para nós. • A função da comunhão Comunhão é estar unido a Deus em adoração. Toda comunhão genuína com Deus é feita no nível do nosso espírito. Deus não pode ser percebido na mente por meio de pensamentos, sentimentos ou intenções, porque a porta por onde a vontade dele se manifeste está no nosso espírito. Aqueles que não conseguem perceber o seu próprio espírito, também não conseguem adorar a Deus em espírito. Deus é espírito e somente o nosso espírito pode entrar em comunhão com Ele.
  • 26. 26 “Meu espírito exulta em Deus meu salvador”, Lc 1.47. “O que se une ao Senhor é um só espírito com ele”, I Co 6.17. É no nosso espírito que nos unimos ao Senhor e mantemos comunhão com ele. Tudo o que Deus faz, ele faz a partir do nosso espirito. Como identificar se algo vem de Deus ou do inimigo: - O diabo sempre começa a agir do lado de fora do corpo, para atingir nossa alma; ele age de fora para dentro. - Deus age de dentro para fora, do espirito para mente. Sempre que adorarmos a Deus, devemos nos voltar para o nosso coração, pois é nele que percebemos o nosso espírito. Não procure exercitar a mente na hora de adorar; exercite o espírito mediante o coração. É por isso que, a adoração com cânticos é mais eficiente, pois a mente fica infrutífera e assim podemos exercitar o espírito livremente. Quando o Senhor vier como fogo queimando no coração, absorva-o; quando vier como um rio transbordante, beba-o. A comunhão é sempre percebida no coração. Como Exercitar o Próprio Espírito Se, somos incapazes de separar o espírito da alma não podemos ouvir e servir a Deus apropriadamente, Hb 4.12. O que devemos fazer para que Deus nos capacite a perceber o nosso espírito? • A alma precisa ser quebrantada. A alma esconde e encobre o nosso espírito, assim como os ossos encobrem a medula óssea. Se quisermos ver a medula temos de quebrar os ossos. Por isso a alma precisa ser quebrada. Sem quebrantamento é impossível perceber o nosso espírito. Portanto, é pelo quebrantamento da alma que o nosso espírito se habilita a conversar com Deus. Nestas circunstâncias nos tornamos sensíveis a Deus em nosso espírito. • Pela Palavra. A Palavra tem o poder de libertar o nosso espírito. Deus na verdade usa o poder da sua Palavra para o nosso quebrantamento, separando desta maneira o espírito da alma. “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração”, Hb 4.12. Paulo ao falar da sua situação espiritual, disse: o “Deus, a quem sirvo em meu e espírito” Rm 1.9. O mesmo se aplica a cada cristão. Precisamos aprender a exercitar o quebrantamento da alma para servir a Deus no espírito. A obra de Deus em nosso espírito já está completada. É como uma lâmpada que já foi acesa. Jesus disse que o Espírito está pronto, Mt 26.41. Fomos regenerados, nascemos de Deus e ele agora habita em nosso espírito. Cabe a nós apenas exercitá-lo. Observe uma criança que acabou de nascer. Ela é perfeita, mas precisa ainda ser exercitada. Ele tem uma boca perfeita, mas não sabe falar, ela possui pés perfeitos, mas não sabe andar e assim por diante. O nosso espírito está pronto, mas ainda precisa ser aperfeiçoado pelo exercitar. Funções da Alma A alma é a sede da nossa personalidade, é o nosso EU. É por esse motivo, que em muitos lugares, a Palavra de Deus chama o homem de alma. As principais características do homem estão na sua alma, tais como ideais, pensamentos, amor, etc. A Palavra de Deus nos mostra clara e inequivocamente, que a alma humana é composta
  • 27. 27 por três partes: mente, vontade e emoção. O caráter e a personalidade do homem estão fundamentados nestas três faculdades. • A função da mente A mente é a função mais importante da alma. Se a nossa mente for obscurecida, nunca poderemos chegar ao pleno conhecimento da verdade. A mente deve ser renovada para que possamos entender a vontade de Deus, que é revelada em nosso espírito. A alma necessita de conhecimento, Pv 2.10, 19.2 e 24.14. O conhecimento é uma função da mente. “As suas obras são admiráveis e a minha alma o sabe muito bem”, Sl 139.14. Saber é uma função da mente. A alma pode se lembrar, Lm 3.20. A lembrança também é uma função da mente. Estas funções mostram que a mente é uma função da nossa alma. • A função da vontade “Disponha agora o vosso coração e a vossa alma para buscardes o Senhor Deus”, I Cr 22.19. Buscar é uma função da vontade. ”Aquilo que minha alma recusava em tocar”, Jó 6.7. Recusar é uma função da vontade “Pelo que a minha alma escolheria, antes ser estrangulada”, Jó 7.17. Escolher também é uma função da vontade. Vemos por esses trechos, que a vontade é uma função da alma. A vontade é o instrumento usado em nossas decisões. Sem ela o homem seria reduzido a um robô. É por meio da vontade que homem decide servir ou contrariar a Deus. É na alma que está o nosso poder de escolha. • A função da emoção As emoções são importantes na experiência da vida humana. As emoções dão cor à nossa vida. Todavia, jamais devemos nos submeter a ser guiados por elas, pelo fato de ser uma função da alma, e não do espirito. As emoções se manifestam de muitas formas: amor, ódio, alegria, tristeza, pesar, saudade, desejo, etc. Em I Sm 18.1, Ct 1.7 e Sl 42.1, percebemos que o amor é uma das funções da alma. Em II Sm 5.8, Ez 36.5 e Sl 117.18 mostram expressões de menosprezo, aborrecimento, desprezo e ódio todas procedem da alma. A alma, portanto, tem a função das emoções. Poderíamos citar ainda: alegria em Is 61.10, Sl 86.4; angústia e desejo em I Sm 30.6, 20.4, Ez 24.25 e Jr 44.14, como emoções da alma. A Transformação da Alma Uma das verdades mais importantes da vida cristã é o fato de que Deus habita em nós, na pessoa do Espírito Santo. Como já dissemos, Cristo agora é a nossa vida. Se falharmos em manifestar a presença do Espírito Santo, que habita em nosso espírito, a nossa vida e caráter serão seriamente prejudicados. É muito importante sermos capazes de distinguir o que realmente vem do espírito, porque Deus fala é no nosso espírito. Se não sabemos a diferença entre alma e espírito, como poderemos discernir a vontade de Deus para nós? A Palavra de Deus nos mostra que aqueles que andam segundo o padrão da alma são chamados carnais. Carnal não é exatamente aquele que anda na prática do pecado. Quem anda na prática do pecado, possivelmente nem tenha nascido de novo, pois aquele que é nascido de Deus não vive na prática do pecado. Carnal é aquele que sinceramente tenta conhecer e fazer a vontade de Deus, todavia, ele o faz exercitando a alma. Nesse sentido, os cristãos que vivem segundo o padrão da alma tendem a viver de acordo com os padrões da sua mente, vontade e emoções, por isso são chamados de carnais. Por exemplo, pessoas mais emotivas tendem a usar as emoções como critério da sua vida religiosa. Se sentem calafrios e fortes emoções, conseguem fazer a obra de Deus, mas, se estas emoções se vão, também seu ânimo se esvai. Há outros, porém, que recusam a emotividade da alma e andam segundo o padrão da mente. Estes chegam
  • 28. 28 mesmo a criticar os emotivos como sendo carnais. O que eles não percebem é que andar segundo a mente também é andar pelo poder da alma. Estes irmãos tendem a serem extremamente críticos e naturais na obra de Deus. Geralmente, não aceitam o sobrenatural e querem colocar o Espírito Santo nos padrões de suas mentes. Há ainda um terceiro tipo de cristão que vive sob o poder da alma: são aqueles que andam segundo a empolgação da vontade. Poderíamos chamá-los de crentes oba-oba, eles estão sempre empolgados para realizar alguma atividade, entretanto, o fogo se apaga logo. Não possuem perseverança alguma. Estes crentes chegam mesmo a argumentar em nome de sua pretensa sinceridade: Se eu não estou com vontade, eu não preciso orar nem ler a Bíblia, pois, afinal, Deus não quer sacrifícios. Parecem muito piedosos, mas trata-se apenas de desculpas da carne para não servir a Deus. “Os que estão na carne não podem agradar a Deus”, Rm 8.8. Por outro lado, não devemos pensar que a nossa alma é necessariamente ruim em si mesma; isto não é verdade. O erro é ser dirigido pela sua capacidade de pensar, escolher, sentir e agir independente do espirito. Se andarmos pela alma, não andamos por fé. Existe algo que devemos fazer com a alma: devemos transformá-la. Se tivermos entendimento, que pelo batismo o nosso espírito já foi recriado e regenerado, então sabemos que a obra de Deus em nosso espírito já foi realizada. O nosso espírito é como uma lâmpada que se acendeu dentro de nós. Ela está acesa e nunca mais se apagará. O novo nascimento acontece na conversão e é concretizado no batismo nas aguas; agora falta o quebrantamento, que é a transformação da alma. O processo de transformação da alma é algo que dura à vida inteira. Como a nossa alma pode ser transformada? Pela renovação da mente. A mente é a primeira função da alma. Se mudarmos a mente, estaremos mudando toda a nossa vida. A única maneira de transformar a nossa mente é coloca-la submissa a Palavra de Deus. “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente”, Rm 12.2. Eu colaboro com o Espírito Santo na minha própria transformação na medida em que me alimento com a Palavra de Deus. Com relação ao nosso espírito, devemos exercitá-lo constantemente mantendo comunhão com Deus em oração e leitura da Palavra. Portanto, devemos transformar a alma nos alimentando da Palavra de Deus que renova a mente. Quanto mais intensa for à exposição da mente à influência da Palavra, mais profunda e rapidamente nossa alma será transformada. E cada vez mais aptos estaremos para receber revelação no espírito. Funções do Corpo A Palavra de Deus diz que o nosso corpo é a nossa casa terrestre. É o lugar onde moramos neste mundo. A função básica do corpo é ter contato com o mundo físico. O corpo é a nossa casa terrestre, mas haverá um dia em que seremos revestidos da nossa habitação celestial, para que o mortal seja absorvido pelo imortal, II Co 5.1-4. O nosso corpo não tem conserto, nem salvação. Precisamos receber outro corpo, um corpo glorificado. A Palavra de Deus, diz: que estamos sob o selo do Espírito Santo, que nos capacitará a recebermos um corpo glorificado semelhante ao de Jesus. Quando ele voltar, não teremos uma nova alma, mas um novo corpo. O nosso espirito foi regenerado, a nossa alma está sendo transformada e o nosso corpo será glorificado. Estes são aspectos passados, presente e futuro da nossa salvação. Vejamos então as funções físicas do corpo:
  • 29. 29 • A função da sensação • A função da sensação As sensações são as portas do nosso ser. Elas se constituem nos cinco sentidos do corpo: tato, olfato, paladar, audição e visão. Tudo o que entra em nossa alma, entra através dos cinco sentidos. Se desejarmos obter vitória sobre o pecado, precisamos disciplinar as sensações do nosso corpo, para não permitir a entrada de nada que seja imundo ou pecaminoso. • A função de instinto Os instintos são reações do organismo que não dependem do comando da mente. São reações automáticas em si mesmas e não são pecaminosas. Entretanto, elas são à base da concupiscência da carne. Deus criou os instintos bons, mas por causa do pecado, eles foram degenerados; e hoje precisamos exercer domínio sobre eles. Há três grupos de instinto: sobrevivência, defesa e sexual. - O instinto de sobrevivência inclui o comer, o beber e as necessidades fisiológicas. São inatos; ninguém precisa ensinar a criança a mamar, ela já nasce sabendo. O pecado transformou esse instinto natural em glutonaria e bebedices. - O instinto de defesa inclui os atos reflexivos de proteção, como esquivar-se, esconder-se, proteger-se. O pecado o transformou em brigas, facções, iras e todo tipo de violência. - O instinto sexual foi corrompido para se transformar em adultério, fornicação, prostituição, sodomia e coisas parecidas. Não devemos permitir que estes instintos naturais permaneçam em nós depois da conversão, para que assim, deixemos de ser controlados por eles. O corpo deve ser servo e não senhor. • A função de locomoção A locomoção é a capacidade que o ser humano tem de se locomover. É por meio dela que podemos nos transportar para os locais que desejarmos. O nosso corpo é a parte mais inferior do nosso ser, pois não percebe as coisas espirituais ele apenas serve para permitir o nosso contato com o mundo físico. As Disciplinas do Corpo Para que o estudo das funções do corpo seja eficaz, é necessário saber que Deus está dentro do nosso corpo e o diabo está do lado de fora. Sendo assim, tudo o que é do diabo vem de fora para dentro e tudo o que é de Deus vem de dentro, provem do espírito. Veja a maneira como o inimigo age: Primeiro, ele procura entrar pelas portas da alma que são os sentidos do corpo. O processo sempre começa com o inimigo tentando chamar a nossa atenção. Uma vez que ele tem a nossa atenção, tentará despertar algum instinto básico, um desejo do nosso corpo. Como já vimos, os nossos instintos foram corrompidos pelo pecado e tornaram-se aliados do diabo. Quando ele desperta um instinto, nós dizemos que estamos sendo tentado. Uma vez que o instinto é despertado, o próximo passo é produzir o desejo. O fato de desejar ainda não é pecado, porque a Palavra diz: que ser tentado não é pecado. O pecado acontece quando o nosso desejo se transforma em intenção. Jesus disse: “qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração já adulterou com ela”, Mt 5.28. Quando compreendemos a forma como o diabo age fica mais simples alcançar a vitória. Além disso, sabemos que a Palavra de Deus nos pede para guardarmos o nosso corpo para o Senhor, isso nos dá força para resistir às tentações do inimigo. “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”, Rm 12.1.
  • 30. 30 Devemos ofertar o nosso corpo a Deus e trazê-lo debaixo de disciplina. Disciplinar não é usar de ascetismo, mas simplesmente não se submeter aos desejos da carne. O corpo e a alma são as partes do nosso ser natural, que o Novo Testamento chama de carne ou carnal. Carnal é aquele que vive no nível do natural, ou seja, no nível da alma e do corpo. Implicações Práticas sobre Espirito, Alma e Corpo. Atitudes que devemos ter em relação a cada parte do nosso ser: • O espírito deve ser exercitado. Precisamos exercitá-lo. A obra de Deus no nosso espírito está pronta e a Palavra confirma que o espírito está pronto. Todavia, como um bebê nasce perfeito, mas ainda precisa ser aperfeiçoado, o mesmo acontece com o nosso espírito. • A alma deve ser transformada. A nossa alma deve ser transformada pela renovação da mente, Rm 12.1 e II Co 3.16. • O corpo deve ser disciplinado. O corpo deve ser disciplinado para aceitar as coisas espirituais que provem de Deus. Atitudes que devemos ter em relação à salvação: • O nosso espírito foi regenerado no batismo nas aguas: A vida de Deus foi colocada dentro do nosso espírito. É como uma lâmpada que se acendeu. A obra está completa. Por isso o Senhor disse que o espírito está pronto, Mt 26.41. • A nossa alma está sendo transformada: O alvo de Deus é que a sua vida que está no nosso espírito possa interagir com a alma a ponto de transformá-la. • O nosso corpo será glorificado no futuro: O ápice da obra de Deus em nós será na manifestação da volta do Senhor Jesus, quando o nosso corpo será glorificado. Para conhecer mais sobre este assunto veja o apêndice II no final deste capitulo. Revelação no espirito Na vida cristã, como já dissemos, o ponto mais importante é o conhecimento espiritual pela revelação. Importa saber que o ponto central, tanto no Antigo como no Novo Testamento, é Cristo. Não devemos apenas crer, mas saber que temos Cristo dentro de nós, em nosso espírito. O que realmente tem valor é conhecermos a Cristo, por revelação no espírito. Se possuirmos revelação de Cristo, espontaneamente todas as áreas de nossa vida serão afetadas e transformadas. É preciso ficar claro, que revelação não é descobrir algo que ainda não é conhecido na Palavra de Deus. Mas saber pelo espírito, algo que a nossa mente talvez até já saiba. É simplesmente ver do ponto de vista de Deus. É ver como Deus vê. Por que muitas pessoas conhecem a Palavra de Deus e não são transformadas? Porque o homem natural não entende as coisas do Espírito de Deus, porque estas coisas se discernem espiritualmente, ou seja, por revelação. Uma coisa é o conhecimento natural e carnal, outra coisa é o conhecimento espiritual ou revelação. Paulo disse: que antes ele conhecia a Jesus na carne, mas depois passou a conhecê-lo pelo espírito. “Assim que, nós, daqui por diante, a ninguém conhecemos segundo a carne; e, se antes conhecemos Cristo segundo a carne, já agora não o conhecemos deste modo”, II Co 5.16. Quando recebemos a revelação de Deus, então há crescimento, discipulado, maturidade cristã, missões e novos líderes; tudo o mais são apenas consequências de termos a nossa vida impactada pela luz do Espírito Santo. “Fazendo menção de vós nas minhas orações, para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele, iluminados os