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A QUESTÃO ESCRAVISTA NO BRASIL IMPERIAL
O LONGO GOVERNO DE D.PEDRO II
O GOVERNO DE D.PEDRO II FOI O MAIS LONGO DA HISTÓRIA DO BRASIL.( 1840-1889).
SEU GOVERNO FOI DE UMA RELATIVA ESTABILIDADE, PROPORCIONADA PELO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO TRAZIDO PELAS VENDAS DE CAFÉ NO EXTERIOR.
O CRESCIMENTO DA ECONOMIA BRASILEIRA DURANTE O SEGUNDO REINADO MANIFESTOU-SE NA CONSTRUÇÃO DAS PRIMEIRAS FERROVIAS, NO PAÍS, NA INSTALAÇÃO DE INDÚSTRIA DE BENS DE CONSUMO, COMO TECIDOS DE ALGODÃO CONCENTRADAS NA BAHIA E MINAS GERAIS E NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO
A CRISE DE REGIME MONÁRQUICO INICIOU NA DÉCADA DE 1870 E SE INTENSIFICOU EM 1880.
A QUESTÃO ESCRAVISTA
O TRABALHO ESCRAVO ACOMPANHOU OS QUATRO SÉCULOS DE FORMAÇÃO ECONÔMICA POLÍTICA E SOCIAL DO BRASIL.
A ESCRAVIZAÇÃO DOS AFRICANOS CONTRIBUIU PARA A FORMAÇÃO DE GRANDES FORTUNAS, TANTO NAS MÃOS DA ARISTOCRACIA RURAL BRASILEIRA QUANTO, E PRINCIPALEMTE NAS MÃOS DE TRAFICANTES DOS GOVERNOS EUROPEUS.
A SUA EXTINÇÃO SÓ OCORREU NO FINAL DO SÉCULO XIX, QUANDO TODOS OS PAÍSES DA AMÉRICA JÁ HAVIAM SUBSTITUÍDO PELO TRABALHO LIVRE.
A PROIBIÇÃO DO TRÁFICO NEGREIRO
O PRIMEIRO GOLPE CONTRA A ESCRAVIDÃO OCORREU EM 1850, COM A PROIBIÇÃO DO TRÁFICO NEGREIRO, DECRETADA PELA LEI EUSÉBIO DE QUEIROZ.
A PARTIR DO ANO SEGUINTE, INTENSIFICOU-SE A VENDA DE ESCRAVOS DO NORTE SUL E PRINCIPALMENTE DO NORDESTE PARA O RIO DE JANEIRO, SÃO PAULO E MINAS GERAIS, AS PRINCIPAIS ÁREAS CAFEEIRAS EM EXPANSÃO.
A PARTIR DA DÉCADA DE 1860, O MOVIMENTO PELA ABOLIÇÃO GANHOU FORÇA NO PAÍS.
NO ENTANTO BOA PARTE DA SOCIEDADE BRASILEIRA RESISTIA A IDEIA DA ABOLIÇÃO.
ABOLIÇÃO TARDIA
AS ELITES TEMIAM QUE A CAMPANHA ABOLICIONISTA GERASSE UMA REVOLTA GENERALIZADA DOS ESCRAVOS, COMO OCORREU NO HAITI, EM 1793.
HAITI
NESSA PEQUENA ILHA DO CARIBE, COLONIZADA PELA FRANÇA, ESCRAVOS LIBERTOS ORGANIZARAM UMA REBELIÃO QUE RESULTOU NA INDEPENDÊNCIA DA ILHA, NO FIM DA ESCRAVIDÃO E NA EXPULSÃO DA ELITE COLONIAL DO PODER,
OS PROPRIETÁRIOS ALEGAVAM QUE O FIM DA ESCRAVIDÃO OS LEVARIA Á RUÍNA POIS PERDERIAM MUITO DINHEIRO JÁ INVESTIDO.
A GRANDE INFLUÊNCIA DOS FAZENDEIROS NA CÂMARA , NO SENADO E NO GOVERNO MONÁRQUICO DECIDIU OS RUMOS DA ABOLIÇÃO NO BRASIL.
ELA VIRIA BEM DEPOIS QUE EM OUTROS PAÍSES E SEM RISCOS PARA OS PRIVILÉGIOS DOS GRUPOS DOMINANTES.
A LEGISLAÇÃO ABOLICIONISTA
LEI RIO BRANCO ( LEI DO VENTE LIVRE), DE 1871.DECLARAVA LIVRE OS FILHOS DE MULHER ESCRAVA NASCIDO A PARTIR DAQUELA DATA.
AS CRIANÇAS LIVRES FICARIAM COM SUAS MÃES ATE OS 8 ANOS DE IDADE.
DEPOIS DISSO, OS SENHORES PODIAM OPTAR ENTRE RECEBER UMA INDENIZAÇÃO DO ESTADO OU FAZER COM QUE OS LIBERTOS TRABALHASSEM PARA ELES ATÉ COMPLETAREM 21 ANOS.
O PROJETO FOI APROVADO PELA CÂMARA MESMO SEM O APOIO DA MAIOR PARTE DOS DEPUTADOS REPRESENTANTES DOS FAZENDEIROS DO SUDESTE
LEI SARAIVA-COTEGIPE ( LEI SEXAGENÁRIOS) DE 1885.
LIBERTAVA OS ESCRAVOS COM MAIS DE 60 ANOS E ESTABELECIA NORMAS PARA UMA ABOLIÇÃO GRADUAL MEDIANTE INDENIZAÇÃO.
MESMO OS PROPRIETÁRIOS QUE, DE INÍCIO FICARAM CONTRA A LEI, DEPOIS DE APROVADA PERCEBERAM AS VANTAGENS QUE ELA LHES TRAZIA.
ISSO PORQUE A EXPECTATIVA MÉDIA DE VIDA DE UM ESCRAVO NÃO CHEGAVA AOS 40 ANOS, E OS POUCOS QUE ATINGIAM OS 60 LÁ CHEGAVAM QUASE IMPRODUTIVOS, TORNANDO-SE UM “PESO” PARA OS SENHORES.
AS DUAS LEIS MESMO TIMIDAS AJUDARAM A IMPULSIONAR A CAMPANHA ABOLICIONISTA NO BRASIL
JOAQUIM NABUCO
O PERNAMBUCANO JOAQUIM NABUCO (1849-1910) FOI UM DOS MAIS IMPORTANTES CRÍTICO DA ESCRAVIDÃO NO BRASIL, PARA ELE A GRANDE RESPONSAVEL PELO ATRASO ECONÔMICO DO PAÍS .
NABUCO DESTACOU COMO DEFENSOR MONARQUIA LIBERAL, PROJETO QUE CONTINUOU APOIANDO MESMO DEPOIS DA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA
CRESCE A CAMPANHA ABOLICIONISTA
POR VOLTA DE 1885 A CAMPANHA ABOLICIONISTA TORNOU-SE MAIS INTENSA.
ASSOCIAÇÕES E CLUBES VOLTARAM-SE CONTRA A ESCRAVIDAO, FAZENDO PROPAGANDA ABERTA E LEVANTANDO FUNDOS PARA COMPRA DE CARTAS DE ALFORIAS.
INTELECTUAIS, JORNALISTA, ADVOGADOS, PROFISSIONAIS LIBERAIS E MESMO FAZENDEIROS ADERIRAM Á CAUSA ABOLICIONISTA.
NAS FAZENDAS DO INTERIOR PAULISTA ONDE AS EXPERIÊNCIA COM O TRABALHO LIVRE COMEÇARAM NA DÉCADA DE 1840, JÁ HAVIA MAIS IMIGRANTES NAS LAVOURAS DO QUE CATIVOS.
DIANTE DESSA SITUAÇÃO EM 13 DE MAIO DE 1888 A PRINCESA ISABEL QUE SUBSTITUIA O PAI D.PEDRO II NO TRONO, ASSINOU A LEI AUREA, ABOLINDO A ESCRAVIDÃO NO BRASIL.
LEI AUREA
OS ESCRAVOS DEPOIS DA ABOLIÇÃO
A DIREÇÃO QUE OS EX ESCRAVOS TOMARAM DEPOIS DA ABOLIÇÃO VARIOU DEPENDENDO DAS CONDIÇÕES DE CADA REGIAO.
GRANDE PARTE CONTINUOU TRABALHANDO PARA SE SENHORES NUMA SITUAÇÃO DE DEPENDÊNCIA SEMELHANTE DA ÉPOCA DE ESCRAVIDÃO, EM ESPECIAL NO NORDESTE
NO VALE DO PARAÍBA, MUITOS LIBERTOS ESTABELECERAM REGIME DE PARCERIA COM SEUS ANTIGOS DONOS, TORNANDO-SE PEQUENOS SITIANTES, OU AINDA TOCADORES DE GADO.
AS CIDADES DE SÃO PAULO E RIO DE JANEIRO RECEBERAM GRANDE NÚMERO DE ESCRAVOS LIBERTOS QUE PARA LÁ SE DIRIGIRAM EM BUSCA DE TRABALHO.
NO RIO DE JANEIRO ONDE A PRESENÇA DO IMIGRANTE ERA MENOR, OS EX-ESCRAVOS TIVERAM MAIS CHANCES DE SE EMPREGAR NAS INDÚSTRIAS.
UM GOLPE NA MONARQUIA
A ABOLIÇÃO NÃO PROVOCOU O COLAPSO DA PRODUÇÃO AGRÍCOLA, COMO ALARDEARAM MUITOS CAFEICULTORES.
MAS FAZENDEIROS DE CAFÉ DO VALE DO PARAÍBA SENTIRAM-SE TRAÍDOS PELO GOVERNO, QUE ACABOU COM A ESCRAVIDÃO SEM UM PROGRAMA DE INDENIZAÇÃO DOS EX PROPRIETÁRIOS.
OS FAZENDEIROS DO OESTE PAULISTA QUE JÁ VINHA, EMPREGANDO IMIGRANTES EUROPEUS NAS LAVOURAS NUNCA TIVERAM LAÇOS FORTE COM A MONARQUIA.
PARA ELE O FIM DA MONARQUIA SERIA A OPORTUNIDADE DE ASSUMIR O COMANDO DA POLÍTICA BRASILEIRA
SEM APOIO DOS PROPRIETÁRIOS DE ESCRAVOS TRADICIONAIS, A MONARQUIA PERDEU UMA IMPORTANTE FORÇA DE SUSTENTAÇÃO POLÍTICA.

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Abolição da escravidão no Brasil e queda da Monarquia

  • 1. A QUESTÃO ESCRAVISTA NO BRASIL IMPERIAL
  • 2. O LONGO GOVERNO DE D.PEDRO II
  • 3. O GOVERNO DE D.PEDRO II FOI O MAIS LONGO DA HISTÓRIA DO BRASIL.( 1840-1889).
  • 4. SEU GOVERNO FOI DE UMA RELATIVA ESTABILIDADE, PROPORCIONADA PELO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO TRAZIDO PELAS VENDAS DE CAFÉ NO EXTERIOR.
  • 5. O CRESCIMENTO DA ECONOMIA BRASILEIRA DURANTE O SEGUNDO REINADO MANIFESTOU-SE NA CONSTRUÇÃO DAS PRIMEIRAS FERROVIAS, NO PAÍS, NA INSTALAÇÃO DE INDÚSTRIA DE BENS DE CONSUMO, COMO TECIDOS DE ALGODÃO CONCENTRADAS NA BAHIA E MINAS GERAIS E NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO
  • 6. A CRISE DE REGIME MONÁRQUICO INICIOU NA DÉCADA DE 1870 E SE INTENSIFICOU EM 1880.
  • 8. O TRABALHO ESCRAVO ACOMPANHOU OS QUATRO SÉCULOS DE FORMAÇÃO ECONÔMICA POLÍTICA E SOCIAL DO BRASIL.
  • 9. A ESCRAVIZAÇÃO DOS AFRICANOS CONTRIBUIU PARA A FORMAÇÃO DE GRANDES FORTUNAS, TANTO NAS MÃOS DA ARISTOCRACIA RURAL BRASILEIRA QUANTO, E PRINCIPALEMTE NAS MÃOS DE TRAFICANTES DOS GOVERNOS EUROPEUS.
  • 10. A SUA EXTINÇÃO SÓ OCORREU NO FINAL DO SÉCULO XIX, QUANDO TODOS OS PAÍSES DA AMÉRICA JÁ HAVIAM SUBSTITUÍDO PELO TRABALHO LIVRE.
  • 11. A PROIBIÇÃO DO TRÁFICO NEGREIRO
  • 12. O PRIMEIRO GOLPE CONTRA A ESCRAVIDÃO OCORREU EM 1850, COM A PROIBIÇÃO DO TRÁFICO NEGREIRO, DECRETADA PELA LEI EUSÉBIO DE QUEIROZ.
  • 13. A PARTIR DO ANO SEGUINTE, INTENSIFICOU-SE A VENDA DE ESCRAVOS DO NORTE SUL E PRINCIPALMENTE DO NORDESTE PARA O RIO DE JANEIRO, SÃO PAULO E MINAS GERAIS, AS PRINCIPAIS ÁREAS CAFEEIRAS EM EXPANSÃO.
  • 14. A PARTIR DA DÉCADA DE 1860, O MOVIMENTO PELA ABOLIÇÃO GANHOU FORÇA NO PAÍS.
  • 15. NO ENTANTO BOA PARTE DA SOCIEDADE BRASILEIRA RESISTIA A IDEIA DA ABOLIÇÃO.
  • 17. AS ELITES TEMIAM QUE A CAMPANHA ABOLICIONISTA GERASSE UMA REVOLTA GENERALIZADA DOS ESCRAVOS, COMO OCORREU NO HAITI, EM 1793.
  • 18. HAITI
  • 19. NESSA PEQUENA ILHA DO CARIBE, COLONIZADA PELA FRANÇA, ESCRAVOS LIBERTOS ORGANIZARAM UMA REBELIÃO QUE RESULTOU NA INDEPENDÊNCIA DA ILHA, NO FIM DA ESCRAVIDÃO E NA EXPULSÃO DA ELITE COLONIAL DO PODER,
  • 20. OS PROPRIETÁRIOS ALEGAVAM QUE O FIM DA ESCRAVIDÃO OS LEVARIA Á RUÍNA POIS PERDERIAM MUITO DINHEIRO JÁ INVESTIDO.
  • 21. A GRANDE INFLUÊNCIA DOS FAZENDEIROS NA CÂMARA , NO SENADO E NO GOVERNO MONÁRQUICO DECIDIU OS RUMOS DA ABOLIÇÃO NO BRASIL.
  • 22. ELA VIRIA BEM DEPOIS QUE EM OUTROS PAÍSES E SEM RISCOS PARA OS PRIVILÉGIOS DOS GRUPOS DOMINANTES.
  • 24. LEI RIO BRANCO ( LEI DO VENTE LIVRE), DE 1871.DECLARAVA LIVRE OS FILHOS DE MULHER ESCRAVA NASCIDO A PARTIR DAQUELA DATA.
  • 25. AS CRIANÇAS LIVRES FICARIAM COM SUAS MÃES ATE OS 8 ANOS DE IDADE.
  • 26. DEPOIS DISSO, OS SENHORES PODIAM OPTAR ENTRE RECEBER UMA INDENIZAÇÃO DO ESTADO OU FAZER COM QUE OS LIBERTOS TRABALHASSEM PARA ELES ATÉ COMPLETAREM 21 ANOS.
  • 27. O PROJETO FOI APROVADO PELA CÂMARA MESMO SEM O APOIO DA MAIOR PARTE DOS DEPUTADOS REPRESENTANTES DOS FAZENDEIROS DO SUDESTE
  • 28. LEI SARAIVA-COTEGIPE ( LEI SEXAGENÁRIOS) DE 1885.
  • 29. LIBERTAVA OS ESCRAVOS COM MAIS DE 60 ANOS E ESTABELECIA NORMAS PARA UMA ABOLIÇÃO GRADUAL MEDIANTE INDENIZAÇÃO.
  • 30. MESMO OS PROPRIETÁRIOS QUE, DE INÍCIO FICARAM CONTRA A LEI, DEPOIS DE APROVADA PERCEBERAM AS VANTAGENS QUE ELA LHES TRAZIA.
  • 31. ISSO PORQUE A EXPECTATIVA MÉDIA DE VIDA DE UM ESCRAVO NÃO CHEGAVA AOS 40 ANOS, E OS POUCOS QUE ATINGIAM OS 60 LÁ CHEGAVAM QUASE IMPRODUTIVOS, TORNANDO-SE UM “PESO” PARA OS SENHORES.
  • 32. AS DUAS LEIS MESMO TIMIDAS AJUDARAM A IMPULSIONAR A CAMPANHA ABOLICIONISTA NO BRASIL
  • 34. O PERNAMBUCANO JOAQUIM NABUCO (1849-1910) FOI UM DOS MAIS IMPORTANTES CRÍTICO DA ESCRAVIDÃO NO BRASIL, PARA ELE A GRANDE RESPONSAVEL PELO ATRASO ECONÔMICO DO PAÍS .
  • 35. NABUCO DESTACOU COMO DEFENSOR MONARQUIA LIBERAL, PROJETO QUE CONTINUOU APOIANDO MESMO DEPOIS DA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA
  • 36. CRESCE A CAMPANHA ABOLICIONISTA
  • 37. POR VOLTA DE 1885 A CAMPANHA ABOLICIONISTA TORNOU-SE MAIS INTENSA.
  • 38. ASSOCIAÇÕES E CLUBES VOLTARAM-SE CONTRA A ESCRAVIDAO, FAZENDO PROPAGANDA ABERTA E LEVANTANDO FUNDOS PARA COMPRA DE CARTAS DE ALFORIAS.
  • 39. INTELECTUAIS, JORNALISTA, ADVOGADOS, PROFISSIONAIS LIBERAIS E MESMO FAZENDEIROS ADERIRAM Á CAUSA ABOLICIONISTA.
  • 40. NAS FAZENDAS DO INTERIOR PAULISTA ONDE AS EXPERIÊNCIA COM O TRABALHO LIVRE COMEÇARAM NA DÉCADA DE 1840, JÁ HAVIA MAIS IMIGRANTES NAS LAVOURAS DO QUE CATIVOS.
  • 41. DIANTE DESSA SITUAÇÃO EM 13 DE MAIO DE 1888 A PRINCESA ISABEL QUE SUBSTITUIA O PAI D.PEDRO II NO TRONO, ASSINOU A LEI AUREA, ABOLINDO A ESCRAVIDÃO NO BRASIL.
  • 43. OS ESCRAVOS DEPOIS DA ABOLIÇÃO
  • 44. A DIREÇÃO QUE OS EX ESCRAVOS TOMARAM DEPOIS DA ABOLIÇÃO VARIOU DEPENDENDO DAS CONDIÇÕES DE CADA REGIAO.
  • 45. GRANDE PARTE CONTINUOU TRABALHANDO PARA SE SENHORES NUMA SITUAÇÃO DE DEPENDÊNCIA SEMELHANTE DA ÉPOCA DE ESCRAVIDÃO, EM ESPECIAL NO NORDESTE
  • 46. NO VALE DO PARAÍBA, MUITOS LIBERTOS ESTABELECERAM REGIME DE PARCERIA COM SEUS ANTIGOS DONOS, TORNANDO-SE PEQUENOS SITIANTES, OU AINDA TOCADORES DE GADO.
  • 47. AS CIDADES DE SÃO PAULO E RIO DE JANEIRO RECEBERAM GRANDE NÚMERO DE ESCRAVOS LIBERTOS QUE PARA LÁ SE DIRIGIRAM EM BUSCA DE TRABALHO.
  • 48. NO RIO DE JANEIRO ONDE A PRESENÇA DO IMIGRANTE ERA MENOR, OS EX-ESCRAVOS TIVERAM MAIS CHANCES DE SE EMPREGAR NAS INDÚSTRIAS.
  • 49. UM GOLPE NA MONARQUIA
  • 50. A ABOLIÇÃO NÃO PROVOCOU O COLAPSO DA PRODUÇÃO AGRÍCOLA, COMO ALARDEARAM MUITOS CAFEICULTORES.
  • 51. MAS FAZENDEIROS DE CAFÉ DO VALE DO PARAÍBA SENTIRAM-SE TRAÍDOS PELO GOVERNO, QUE ACABOU COM A ESCRAVIDÃO SEM UM PROGRAMA DE INDENIZAÇÃO DOS EX PROPRIETÁRIOS.
  • 52. OS FAZENDEIROS DO OESTE PAULISTA QUE JÁ VINHA, EMPREGANDO IMIGRANTES EUROPEUS NAS LAVOURAS NUNCA TIVERAM LAÇOS FORTE COM A MONARQUIA.
  • 53. PARA ELE O FIM DA MONARQUIA SERIA A OPORTUNIDADE DE ASSUMIR O COMANDO DA POLÍTICA BRASILEIRA
  • 54. SEM APOIO DOS PROPRIETÁRIOS DE ESCRAVOS TRADICIONAIS, A MONARQUIA PERDEU UMA IMPORTANTE FORÇA DE SUSTENTAÇÃO POLÍTICA.