G+èneros do tipo argumentativo

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G+èneros do tipo argumentativo

  1. 1. GÊNEROS DO TIPO ARGUMENTATIVO ARTIGO DE OPINIÃO EDITORIAL CARTA ARGUMENTATIVA CARTA DO LEITOR CARTA AO LEITOR
  2. 2. ESTRUTURA <ul><li>Introdução </li></ul><ul><li>Que apresenta o assunto e o posicionamento do autor. Ao se posicionar, o autor formula uma tese ou a idéia principal do texto. </li></ul><ul><li>Teatro e escola, em princípio, parecem ser espaços distintos, que desenvolvem atividades complementares diferentes. Em contraposição ao ambiente normalmente fechado da sala de aula e aos seus assuntos pretensamente “sérios” , o teatro se configura como um espaço de lazer e diversão. Entretanto, se examinarmos as origens do teatro, ainda na Grécia antiga, veremos que teatro e escola sempre caminharam juntos, mais do que se imagina. (tese) </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Desenvolvimento: Formado pelos parágrafos que fundamentam a tese. Normalmente,  em cada parágrafo, é apresentado e desenvolvido um argumento. Cada um deles pode estabelecer relações de causa e efeito ou comparações entre situações, épocas e lugares diferentes, pode também se apoiar em depoimentos ou citações de pessoas especializadas no assunto abordado, em dados estatísticos, pesquisas, alusões históricas. </li></ul><ul><li>O teatro grego apresentava uma função eminentemente pedagógica. Com sua tragédias, Sófocles e Eurípides não visavam apenas à diversão da platéia mas também, e sobretudo, pôr em discussão certos temas que dividiam a opinião pública naquele momento de transformação da sociedade grega. Poderia um filho desposar a própria mãe, depois de ter assassinado o pai de forma involuntária (tema de Édipo Rei)? Poderia uma mãe assassinar os filhos e depois matar-se por causa de um relacionamento amoroso (tema de Medeia e ainda atual, como comprova o caso da cruel mãe americana que, há alguns anos, jogou os filhos no lago para poder namorar livremente)? </li></ul><ul><li>Naquela sociedade, que vivia a transição dos valores místicos, baseados na tradição religiosa, para os valores da polis, isto é, aqueles resultantes da formação do Estado e suas leis, o teatro cumpria um papel político e pedagógico, à medida que punha em xeque e em choque essas duas ordens de valores e apontava novos caminhos para a civilização grega. “Ir ao teatro”, para os gregos, não era apenas uma diversão, mas uma forma de refletir sobre o destino da própria comunidade em que se vivia, bem como sobre valores coletivos e individuais. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Desenvolvimento: Formado pelos parágrafos que fundamentam a tese. Normalmente,  em cada parágrafo, é apresentado e desenvolvido um argumento. Cada um deles pode estabelecer relações de causa e efeito ou comparações entre situações, épocas e lugares diferentes, pode também se apoiar em depoimentos ou citações de pessoas especializadas no assunto abordado, em dados estatísticos, pesquisas, alusões históricas. </li></ul><ul><li>O teatro grego apresentava uma função eminentemente pedagógica. Com sua tragédias, Sófocles e Eurípides não visavam apenas à diversão da platéia mas também, e sobretudo, pôr em discussão certos temas que dividiam a opinião pública naquele momento de transformação da sociedade grega. Poderia um filho desposar a própria mãe, depois de ter assassinado o pai de forma involuntária (tema de Édipo Rei)? Poderia uma mãe assassinar os filhos e depois matar-se por causa de um relacionamento amoroso (tema de Medeia e ainda atual, como comprova o caso da cruel mãe americana que, há alguns anos, jogou os filhos no lago para poder namorar livremente)? </li></ul><ul><li>Naquela sociedade, que vivia a transição dos valores místicos, baseados na tradição religiosa, para os valores da polis, isto é, aqueles resultantes da formação do Estado e suas leis, o teatro cumpria um papel político e pedagógico, à medida que punha em xeque e em choque essas duas ordens de valores e apontava novos caminhos para a civilização grega. “Ir ao teatro”, para os gregos, não era apenas uma diversão, mas uma forma de refletir sobre o destino da própria comunidade em que se vivia, bem como sobre valores coletivos e individuais . </li></ul>
  5. 5. CONT. <ul><li>Deixando de lado as diferenças obviamente existentes em torno dos gêneros teatrais (tragédia, comédia, drama), em que o teatro grego, quanto a suas intenções, diferia do teatro moderno? Para Bertold Brecht, por exemplo, um dos mais significativos dramaturgos modernos, a função do teatro era, antes de tudo, divertir. Apesar disso, suas peças tiveram um papel essencial pedagógico voltadas para a conscientização de trabalhadores e para a resistência política na Alemanha nazista dos anos 30 do século XX. </li></ul><ul><li>O teatro, ao representar situações de nossa própria vida – sejam elas engraçadas, trágicas, políticas, sentimentais, etc. – põe o homem a nu, diante de si mesmo e de seu destino. Talvez na instantaneidade e na fugacidade do teatro resida todo o encanto e sua magia: a cada representação, a vida humana é recontada e exaltada. O teatro ensina, o teatro é escola. É uma forma de vida de ficção que ilumina com seus holofotes a vida real, muito além dos palcos e dos camarins. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Conclusão: Que geralmente retoma a tese, sintetizando as idéias gerais do texto ou propondo soluções para o problema discutido. Mais raramente, a conclusão pode vir na forma de interrogação ou representada por um elemento-surpresa. No caso da interrogação, ela é meramente retórica e deve já ter sido respondida pelo texto. O elemento surpresa consiste quase sempre em uma citação científica, filosófica ou literária, em uma formulação irônica ou em uma idéia reveladora que surpreenda o leitor e, ao mesmo tempo, dê novos significados ao texto. </li></ul><ul><li>Que o teatro seja uma forma alternativa de ensino e aprendizagem, é inegável. A escola sempre teve muito a aprender com o teatro, assim como este, de certa forma, e em linguagem própria, complementa o trabalho de gerações de educadores, preocupados com a formação plena do ser humano.  (conclusão) Quisera as aulas também pudessem ter o encanto do teatro: a riqueza dos cenários, o cuidado com os figurinos, o envolvimento da música, o brilho da iluminação, a perfeição do texto e a vibração do público. Vamos ao teatro! (elemento-supresa) </li></ul>
  7. 7. EDITORIAL <ul><li>O Editorial </li></ul><ul><li>O editorial é um dos gêneros discursivos que circulam nos jornais, expressando o ponto de vista do periódico (seja da empresa jornalística, seja da equipe de redação em geral),a respeito de temas, sobretudo notícias, reportagens entrevistas ou pesquisas veiculadas, em geral, no periódico, no dia anterior. É publicado sem assinatura e &quot;sem a obrigação de se ater a nenhuma imparcialidade ou objetividade.&quot; </li></ul><ul><li>(http://pt.wikipedia.org/wiki/editorial) </li></ul><ul><li>O profissional encarregado por sua redação é denominado editorialista. E, portanto, sua função é a de se posicionar sobre temas polêmicos, manifestando sua adesão ou rejeição perante os assuntos locais, nacionais ou internacionais relevantes, através de mecanismos argumentativos próprios do jornalismo escrito. </li></ul><ul><li>É um gênero altamente argumentativo, e está classificado como um gênero discursivo da ordem do argumentar (DOLZ; SCHNEUWLY, 2004, p. 61). E logo, grosso modo, apresenta idéias, justificativas, sustentações, negociações e conclusão. </li></ul><ul><li>A estrutura do editorial: </li></ul><ul><li>Apresentação do assunto (com ou sem histórico ou apresentação de dados); </li></ul><ul><li>A argumentação (com sustentações, justificativas, negociações - geralmente com resgate histórico e ou apresentação de dados), </li></ul><ul><li>A conclusão e o fecho. O fecho é opcional e pode funcionar como uma observação final, uma citação que ratifique o ponto de vista do editorial etc. </li></ul><ul><li>No sentido da enunciação dialógica bakhtiniana, ao apresentar sua opinião, sustentá-la, negociá-la com seu público-alvo, o editorial, incorporando o já-dito, dirige-se ao leitor, estabelecendo diálogo com ele. Assim como no artigo de opinião a incorporação de ou o </li></ul><ul><li>apagamento de outras vozes ao/no enunciado participa da construção da posição do articulista, no editorial isto se dá em relação ao ponto de vista do jornal. </li></ul>
  8. 8. EX. DE EDITORIAL <ul><li>PRECONCEITO DIPLOMÁTICO  </li></ul><ul><li>Toda nação soberana tem prerrogativa de decidir a quem concede ou não visto de entrada no país. O método de seleção desenvolvido pelo consulado norte-americano em São Paulo, porém, baseia-se em critérios preconceituosos, os quais chegam a causar constrangimentos para o país, um dos mais liberais do planeta.  </li></ul><ul><li>O próprio Departamento de Estado dos EUA admitiu, no curso de uma ação judicial movida em Washington, que emprega siglas como LP (“looks poor”, parece pobre), LR (“looks rough”, parece rude) e RK (“rich kid”, garoto rico) para classificar as pessoas que requerem um visto e decidir sobre sua concessão.  </li></ul><ul><li>É no mínimo desconfortável que o país que tenha criado o conceito de ação afirmativa para a integração de negros atue de forma preconceituosa quando se trata de classificar cidadãos estrangeiros. A atitude lembra um pouco o mote orwelliano segundo o qual todos são iguais, mas alguns são mais iguais do que os outros. Se política semelhante fosse adotada dentro dos próprios Estados Unidos, dezenas de organizações certamente se ergueriam em uníssono para denunciar tal atitude.  </li></ul><ul><li>O Departamento de Estado, contudo, admite a existência desses critérios de classificação e tenta negar que elas constituam alguma forma de discriminação, sendo apenas uma “ferramenta” para ajudar o trabalho de seus funcionários. Se a expressão “parece pobre” não encerra alguma discriminação, fica difícil imaginar o que o consulado consideraria de fato como discriminatório.  </li></ul><ul><li>Como já se disse, é prerrogativa dos EUA decidir quem pode entrar ou não em seu território. No entanto, pode-se dizer, no mínimo, que faltou aos norte-americanos um 0pouco de elegância e diplomacia no modo de exercer esse indiscutível direito.  </li></ul><ul><li>Folha de São Paulo, 3 de junho de 1997.  </li></ul>
  9. 9. CARTA AO LEITOR <ul><li>CARTA AO LEITOR Em 2000 e agora, de olho nos espiões </li></ul><ul><li>Ana Araújo </li></ul><ul><li>LUZ NOS PORÕES A capa de VEJA sobre os espiões no governo FHC e Policarpo, com a reportagem da semana passada na tela do computador: contra a impunidadeA quebra da certeza da impunidade dentro do aparelho estatal de espionagem é um dos desafios mais complexos a ser enfrentados pelas instituições políticas brasileiras. Se ainda é possível falar em &quot;entulho autoritário&quot; nos dias de hoje, quase um quarto de século depois da redemocratização do país, a ousadia dos porões é caso exatamente disso. Uma reportagem de capa de VEJA de 2000 demonstrou que espiões agiam livremente no governo Fernando Henrique Cardoso, desafiando a lei e a hierarquia. Depois da revelação da revista, o governo demitiu um diretor da Abin, mas não se soube de mais punições ou investigações. O resultado foi que os espiões oficiais continuaram sua vida ora prestando serviços aos mandatários de plantão, ora terceirizando suas ações em favor de causas suspeitas. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>A reportagem de VEJA de 2000 foi feita por Policarpo Junior. É também de autoria dele, hoje chefe da sucursal de Brasília da revista, a reportagem exclusiva da semana passada que comprovou que houve grampo ilegal de uma conversa telefônica entre Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), e o senador Demóstenes Torres. Mais uma vez, a revelação de VEJA teve efeito quase imediato. O governo afastou a cúpula da Abin e mandou investigar as suspeitas de atividades ilegais no órgão. Diz Policarpo: &quot;Há oito anos VEJA jogou luzes nos porões da Abin e mostrou as irregularidades que ocorriam ali. O governo agiu, mas a espionagem ilegal logo voltou. Agora parece que Brasília decidiu encarar o problema de uma vez por todas&quot;. Esperamos que Policarpo seja tão bom de previsões quanto é de reportagem. </li></ul>
  11. 11. CONT. CARTA AO LEITOR <ul><li>Carta da Lana </li></ul><ul><li>A verdade tem pernas próprias </li></ul><ul><li>Aposto que você já vivenciou – talvez, esteja até vivenciando! – o dilema de denunciar ou não uma situação em prol de justiçar os envolvidos nela. Tipo expor a postura daquela colega que não trabalha direito e prejudica a equipe. Ou revelar à fulano que sicrana não é tão leal quanto parece. Aceita um humilde pitaco? Pense três vezes antes de partir para a ação. Eu sei, omitir-se é grave! Porém, atropelar o tempo todo próprio que a vida tem de acontecer pode ser ainda mais danoso. Por isso, pondere. Primeiro: estará se envolvendo na questão para efetivamente ajudar alguém ou será mais para saciar o SEU ego, fazer valer o que VOCÊ acha certo? Segundo: está mesmo preparada para o papel de bastião da honestidade? Acredite: nem sempre ele implica em glórias. Muitos distorcerão suas intenções e palavras. Em vários momentos, você pensará que o tiro saiu pela culatra, que foi precipitada a iniciativa de carregar a verdade no colo. E muito provavelmente terá sido, pois ela tem pernas próprias! Como me disse a arretada Auri Bitu, “a verdade é tão dinâmica que mais cedo ou mais tarde ela chega”. Beijos enormes... </li></ul><ul><li>Revista Viva – ed.472. fonte: ttp://mdemulher.abril.com.br/vivamais/rss.shtml </li></ul>
  12. 12. Carta Argumentativa <ul><li>Londrina, 10 de setembro de 2002 </li></ul><ul><li>  Prezado editor, </li></ul><ul><li>O senhor e eu podemos afirmar com segurança que a violência em Londrina atingiu proporções caóticas. Para chegar a tal conclusão, não é necessário recorrer a estatísticas. Basta sairmos às ruas (a pé ou de carro) num dia de &quot;sorte&quot; para constatarmos pessoalmente a gravidade da situação. Mas não acredito que esse quadro seja irremediável. Se as nossas autoridades seguirem alguns exemplos nacionais e internacionais, tenho a certeza de que poderemos ter mais tranqüilidade na terceira cidade mais importante do Sul do país. </li></ul><ul><li>Um bom modelo de ação a ser considerado é o adotado em Vigário Geral, no Rio de Janeiro, onde foi criado, no início de 1993, o Grupo cultural Afro Reggae. A iniciativa, cujos principais alvos são o tráfico de drogas e o subemprego, tem beneficiado cerca de 750 jovens. Além de Vigário Geral, são atendidas pelo grupo as comunidades de Cidade de Deus, Cantagalo e Parada de Lucas. </li></ul><ul><li>Mas combater somente o narcotráfico e o problema do desemprego não basta, como nos demonstra um paradigma do exterior. Foi muito divulgado pela mídia - inclusive pelo seu jornal, a Folha de Londrina - o projeto de Tolerância Zero, adotado pela prefeitura nova-iorquina há cerca de dez anos. Por meio desse plano, foi descoberto que, além de reprimir os homicídios relacionados ao narcotráfico (intenção inicial), seria mister combater outros crimes, não tão graves, mas que também tinham relação direta com a incidência de assassinatos. A diminuição do número de casos de furtos de veículos, por exemplo, teve repercussão positiva na redução de homicídios. </li></ul><ul><li>Convenhamos, senhor editor: faltam vontade e ação políticas. Já não é tempo de as nossas autoridades se espelharem em bons modelos? As iniciativas mencionadas foram somente duas de várias outras, em nosso e em outros países, que poderiam sanar ou, pelo menos, mitigar o problema da violência em Londrina, que tem assustado a todos. Espero que o senhor publique esta carta como forma de exteriorizar o protesto e as propostas deste leitor, que, como todos os londrinenses, deseja viver tranqüilamente em nossa cidade. </li></ul><ul><li>Atenciosamente, </li></ul><ul><li>  M. </li></ul>

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