Bolhao

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Bolhao

  1. 1. DIREITO À CIDADE Cidade Património – Mercado do Bolhão
  2. 2. Quais as suas origens? <ul><li>Há cerca de dois séculos, o terreno onde foi erguido o Mercado do Bolhão, epicentro da Baixa portuense, mais não era que um lameiro pertencente à quinta aí existente, propriedade dos condes de São Martinho, da qual restavam pouquíssimos vestígios. </li></ul>
  3. 3. Quais as suas origens? <ul><li>Apesar da Câmara Municipal do Porto o ter mandado construir em 1837, foi apenas em 1851 que se iniciou a sua edificação no mesmo local onde já funcionava um mercado constituído por estruturas ainda demasiado precárias e transitórias, num momento em que uma das artérias mais movimentadas da cidade - Rua Sá da Bandeira – começava a ser rasgada. </li></ul>
  4. 4. Quais as suas origens? <ul><li>Situado na freguesia de Santo Ildefonso, o mercado foi transformado no que é hoje pelo arquitecto António Correia da Silva em plena 1ª Grande Guerra. </li></ul><ul><li>Ao longo dos anos foram feitas alterações e apenas na década de 40 é construído o reforço com a edificação do piso que divide o edifício, fazendo a ligação das entradas entre as ruas Alexandre Braga e Sá da Bandeira. </li></ul>
  5. 5. Qual o seu estilo arquitectónico? <ul><li>Ocupando todo um quarteirão, o Mercado do Bolhão apresenta planta rectangular alongada, com linhas arquitectónicas e gramática decorativa de fundo neoclássico tardio. </li></ul><ul><li>Entra-se no interior do edifício pela fachada principal voltada a Sul, que ostenta um frontão com um brasão ladeado por esculturas de pedra, com o objectivo de personificar o comércio e a agricultura. </li></ul>
  6. 6. Qual o seu estilo arquitectónico? <ul><li>Desenvolvido, basicamente, em torno de um chafariz com quatro bicas, o mercado apresenta dois pisos interligados por diversas escadarias , além de um amplo pátio central subdividido em dois espaços exteriores através de uma galeria coberta, construída já nos anos quarenta. </li></ul>
  7. 8. Projecto de Execução <ul><li>Entre o ano de 1996 e 1998, desenvolveu-se o projecto de execução para a Reabilitação do Bolhão com o objectivo de manter a sua estrutura inicial, acrescentar infra-estruturas, entre outros… seguindo assim critérios de defesa do Património. </li></ul><ul><li>Devido ao seu excessivo custo, mudaram a inicial proposta para a Demolição do Mercado, e a construção de um centro comercial. </li></ul>
  8. 9. Projecto de Execução <ul><li>Esta decisão revoltou os habitantes da Cidade do Porto, deixando-os numa total discordância. </li></ul><ul><li>Estes exigem a Reabilitação, e não a demolição do Mercado, utilizando os conceitos arquitectónicos internacionalmente reconhecidos para a reabilitação do Património, entre outros importantes critérios. </li></ul>
  9. 10. Consumismo e a destruição do Património <ul><li>A preservação do Património cultural é uma competência do Governo, do IGESPAR e das direcções regionais de Cultura. </li></ul><ul><li>Aqueles que têm responsabilidade directa nas políticas do Património não podem ignorar a total descaracterização do Bolhão e o risco que este enfrenta. O seu valor arquitectónico e urbanístico está classificado como Imóvel de Interesse Público. </li></ul>
  10. 11. Consumismo e destruição do Património <ul><li>A criação de um centro comercial, em substituição do Mercado do Bolhão, é um acto puro de mercantilismo. </li></ul><ul><li>A necessidade de consumir aumenta de ano para ano, devido à globalização dos mercados que aumenta a oferta, e consequentemente a procura. A sociedade de hoje apela ao consumo constante porque está dominada pelo económico. </li></ul>
  11. 12. Consumismo e destruição do Património <ul><li>Se não houver quem consuma, não há a quem vender, logo não há crescimento económico. </li></ul><ul><li>Por causa deste domínio da economia de mercado, todos os sectores da sociedade são afectados, inclusive o Património e a sua preservação. </li></ul>
  12. 13. Consumismo e destruição do Património <ul><li>Há quem acredite que o Mercado do Bolhão dá prejuízo, por ser entidade pública e por precisar constantemente de reabilitação. Só a globalização explica que se venda Património público, ex libris da Cidade do Porto, a uma empresa holandesa desconhecedora do valor histórico e cultural do Mercado do Bolhão. </li></ul>
  13. 14. Gestão de Património por privados <ul><li>Em certos casos, a gestão por privados pode ser positiva, sobretudo quando o Estado não tem a capacidade de cumprir a sua tarefa de gestor e de reabilitador, seja por falta de verbas ou por desleixo. Há casos em que a gestão privada pode contribuir inclusive para baixar os preços, nomeadamente na cultura, gerando alguma competição e uma vontade de prestar um bom serviço ao cliente. </li></ul>
  14. 15. Gestão de Património por privados <ul><li>No caso do Mercado do Bolhão, todas as propostas de gestão privada têm sido com vista à total descaracterização do edifício. No fundo, à substituição de um Mercado tradicional vocacionado ao lucro do pequeno comerciante por um modelo de centro comercial vocacionado ao lucro de uma empresa particular. </li></ul>
  15. 16. Gestão de Património por privados <ul><li>Neste sentido, seria de esperar que o Mercado do Bolhão se mantivesse nas mãos das entidades públicas competentes (IGESPAR, Governo e direcções Regionais de Cultura), a não ser que uma proposta de gestão privada garantisse por um lado a traça do edifício e o direito à presença dos pequenos comerciantes, e por outro o reabilitasse. </li></ul>
  16. 17. Testemunho de ex-vendedora do Bolhão <ul><li>Decidimos registar o testemunho de uma ex-vendedora do Bolhão, chamada Laura Carvalho com 64 anos. Fica o seu testemunho: </li></ul><ul><li>Há 30, 40 anos o Mercado do Bolhão era um dos maiores estabelecimentos de comércio. Havia clientes de há muitos anos, bons clientes. Vendia-se todo o tipo de produtos, era um verdadeiro Mundo. </li></ul>
  17. 18. Testemunho de ex-vendedora do Bolhão <ul><li>Após a abertura das grandes superfícies (supermercados, centros comerciais…), começámos a perder clientes e houve uma diminuição das vendas. Após as obras, a maioria das lojas encerraram. </li></ul><ul><li>Antes, a actividade económica estava a 100%, mas agora quase todas as lojas estão encerradas, restando 5, a 10% em relação ao passado. </li></ul>
  18. 19. Curiosidade <ul><li>Barcelona tem uma rede de 40 Mercados, semelhantes ao Bolhão. </li></ul><ul><li>Aqui apresentamos algumas imagens dos mesmos: </li></ul><ul><li>Mercado La Concepción </li></ul><ul><li>Mercado La Boqueria </li></ul><ul><li>Mercado Santa Caterina </li></ul>
  19. 23. Referências Bibliográficas <ul><li>manifestobolhao.blogspot.com </li></ul><ul><li>www.igespar.pt </li></ul><ul><li>www.ippar.pt </li></ul><ul><li>www.fa.up.pt </li></ul><ul><li>www.quintacidade.com </li></ul><ul><li>cidades.forumeiros.com </li></ul><ul><li>cct.portodigital.pt </li></ul><ul><li>www.portoxxi.com </li></ul><ul><li>diario.iol.pt </li></ul><ul><li>ww1.rtp.pt </li></ul><ul><li>http://maps.live.com </li></ul>
  20. 24. <ul><li>Trabalho Realizado por alunos do 10ºJ: </li></ul><ul><li>Ana Rita Azevedo nº10236 </li></ul><ul><li>Jónatas Guedes nº10249 </li></ul><ul><li>José Santos nº10250 </li></ul><ul><li>Tiago Martins nº10260 </li></ul>

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