A alma encantadora das ruas Tabuletas e Visões d’ Ópio Alunas: Jéssica Peres e Marcela Maia Série/Turma: 1° B
Introdução <ul><li>Assim como o homem, a rua tem alma. Algumas dão para malandras, outras para austeras; umas são pretensi...
Tabuletas <ul><li>Primeiramente devemos saber que “Tabuleta’’ é uma placa em que se escrevem anúncios, avisos, etc, geralm...
Visões d’ Ópio <ul><li>A crônica “Visões d’ópio”, objeto de estudo desse texto começa quando um flâneur e um companheiro p...
<ul><li>Fim </li></ul>
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7 tabuletas e visões d'ópio

  1. 1. A alma encantadora das ruas Tabuletas e Visões d’ Ópio Alunas: Jéssica Peres e Marcela Maia Série/Turma: 1° B
  2. 2. Introdução <ul><li>Assim como o homem, a rua tem alma. Algumas dão para malandras, outras para austeras; umas são pretensiosas, outras riem aos transeuntes, e o destino nos conduz como conduz o homem, misteriosamente, fazendo-as nascer sob uma estrela ou sob um signo mal. Há ruas honestas, ruas ambíguas, ruas nobres, delicadas, trágicas, depravadas, puras, infames, ruas sem histórias, ruas tão velhas que bastam para contar a evolução de uma cidade inteira, ruas guerreiras, revoltosas, medrosas... </li></ul><ul><li>O que se vê nas ruas aborda as pequenas profissões dos biscateiros que perambulavam pelas ruas da cidade na virada do século: tatuadores, vendedores de livros e orações, músicos ambulantes, cocheiros, pintores de tabuletas de lojas comerciais e paisagens de parede de botequim; e também as festas populares da Missa do Galo, Dia de Reis e Carnaval. Dois desses textos ( Visões d'ópio  e  Os cordões ) extrapolam o gênero da reportagem e entram no da crônica.  </li></ul><ul><li>O estudo das ruas se apresenta com relevância em muitos aspectos, principalmente porque não se pode conceber uma cidade sem as mesmas. Os múltiplos encontros realizados nas cidades são mantidos e alimentados pelas trocas, que estabelecem as relações sociais. A rua, então, passa a ser, por excelência, o grande palco das sucessivas cenas e dramas. </li></ul>
  3. 3. Tabuletas <ul><li>Primeiramente devemos saber que “Tabuleta’’ é uma placa em que se escrevem anúncios, avisos, etc, geralmente colocada em locais de fácil visibilidade. Diz-se de uma pequena tábua. Na crônica’’ Tabuletas’’ desde que um homem realiza a sua obra, a terminação de uma epopéia ou a abertura de uma casa comercial imediatamente o homem batiza-a. No começo da vida, por instinto, guiado pelos deuses, a sua idéia foi logo a tabuleta. Evoluíram de acordo com a evolução do homem, e hoje,fazem até concursos onde são compostas por artistas célebres, são como reflexos de almas, são todo um tratado de psicologia urbana, contavam a vida das pessoas nas janelas de suas casas, fazendo as que observarem o pensar. Alguns títulos por mais absurdos que eram aprofundavam uma grande lição filosófica.Os pintores desse gênero criaram uma especialidade: são os moralistas da decadência; mais eram brasões da democracia, escudos bizarros da cidade. </li></ul>
  4. 4. Visões d’ Ópio <ul><li>A crônica “Visões d’ópio”, objeto de estudo desse texto começa quando um flâneur e um companheiro perambulava pelas ruas cariocas, estando exatamente de frente à Rua da Misericórdia, onde tinham ido ver um rapaz que havia sido encontrado com o crânio partido. Em um momento diz-se que o éter é um vício da aristocracia, mas ele conhece outros mais brutais como o ópio, o desespero do ópio. Nesse momento já é possível perceber as diferenças socias, a cidade partida, onde os pobres e ricos não compartilham as mesmas substâncias entorpecentes. Ao perceber a surpresa do flâneur ao saber a respeito do ópio na cidade, uma vez que é uma droga do oriente, o seu guia explica que o Rio é porto de mar, é a praia com a vaza que o oceano lhe traz, é um lugar onde há de tudo, vícios, horrores, vários tipos de gente. E detendo-se a tal substância, fala dos chineses que vendem peixe na praia e depois de deixarem o trabalho às cinco da tarde. Nesse momento surge o convite. Seguem então para as hospedarias onde os chins estão. Para isso decidem se passar por vendedores de ópio. A descrição das hospedarias nos demonstra a abjeção do narrador. Na primeira hospedaria em que estiveram viram os chins que se preparavam para a intoxicação. O que é descrito não soa menos abjeto que o momento em que alcançam tal estado. Há uma vasta sala estreita, comprida e em treva, a atmosfera é pesada, oleosa, sufocante. Há caras com os beiços amarelos e dentes nojentos. Percebe-se ainda o informe no momento em que o narrador diz: ”O ambiente tem um cheiro inenarrável, os corpos movem-se como larvas de um pesadelo e essas quinze caras estúpidas, arrancadas ao bálsamo que lhes cicatriza a alma, olham-nos com o susto covarde de coolies espancados. E todos murmuram medrosamente, com pés nus, as mãos sujas […].” Os companheiros se dirigem a outra hospedaria. Ao receberem a indicação da sala onde estão os chins há um processo de zoomorfização desses seres viciados que são chamados de porcos pelo porteiro da hospedaria. Quando foram aos porcos chegaram a um local no qual a atmosfera é esmagadora e repugnante, completamente nu. A luz revela olhos sangrentos de homens que mergulham na estufa dos delírios. O distanciamento, a abjeção do narrador da cena narrada é tamanha que ele sente vontade de vomitar, o cheiro do veneno o desnorteia. Tendo então seu amigo empurrado os chins o flâneur atirou-se à janela, abriu-a, o ar entrou e oscilou a nuvem de ópio e ele caiu de bruços, a tremer diante dos chins apavorados e nus enquanto, lá fora, as estrelas cobriam o céu de verão, ou seja, a sociedade continuava a ignorar a existência desse vício brutal tal qual o flâneur no início da narrativa. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Fim </li></ul>

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