11 fome negra

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11 fome negra

  1. 1. Fome Negra<br />Artur Conrrado<br />
  2. 2. Introdução<br />Fome negra, uma das crônicas do livro “A Alma encantadora das Ruas” de João do Rio, é uma breve história sobre garimpeiros de manganês, na Ilha da Conceição, costa do estado do Rio de Janeiro. A trama se desenvolve a partir do sofrimento e da esperança dos garimpeiros de voltarem ricos para casa. <br />
  3. 3. Trecho do capítulo em que há uma descrição do local: <br />“Estávamos na ilha da Conceição, no trecho hoje denominado — a Fome Negra. Há ali <br />um grande depósito de manganês e, do outro lado da pedreira que separa a ilha, um depósito de <br />carvão. Defronte, a algumas braçadas de remo, fica a Ponta da Areia com a Cantareira, as obras <br />do porto fechando um largo trecho coalhado de barcos. Para além, no mar tranqüilo, outras ilhas <br />surgem, onde o trabalho escorcha e esmaga centenas de homens.”<br />
  4. 4. A Crônica foca na rotina desses trabalhadores, maioria proveniente da Península Ibérica, que vieram à Baia de Guanabara para buscar melhores condições de vida, o que de fato, não acontece, sendo que eles vivem em um regime de semi-escravidão, cobertos por fuligem e carvão. Vivem quase nus, no máximo, uma calça em frangalhos e camisa de meia. <br />
  5. 5. E a refeição era: <br /> “Água quente, onde boiavam vagas batatas e vagos pedaços de carne.”<br />Como João do Rio descrevia:<br />“Os homens não têm nervos, têm molas; não têm cérebro, têm músculos hipertrofiados”<br />
  6. 6. O narrador, até então oculto, quando indaga por quê eles não pedem uma diminuição da jornada de trabalho, já que o que eles trabalhavam 10 horas por dia e ganhavam era uma miséria, recebeu essa reação: <br />“Alguns não compreenderam, e outros tinham um sorriso de descrença”<br />No final da crônica, aparece um velho de barbas ruivas, trepou pelo monte de pedras e disse, deixando seus companheiros atônitos<br />“Há de chegar o dia, o grande dia!”<br />

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