Como Jesus dialogava - n.19

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Como Jesus dialogava - n.19

  1. 1. Jesus sabia valorizar a palavra comoinstrumento divino de comunicação. Seusdiálogos com o povo sempre resultavam em umensinamento espiritual, quer fosse uma simplespergunta e resposta ou uma conversa maisdemorada. Merecem, por isso, ser estudados.Vejamos alguns exemplos.
  2. 2. Bem-aventurada aquela que te concebeu e osseios que te amamentaram! (Lc. 11 vs. 27/28).Aparte de uma mulher da multidão, enquantoJesus pregava.
  3. 3. Antes bem-aventurados são os que ouvem apalavra de Deus e a guardam!Ensino: Nossa verdadeira felicidade não está nosméritos alheios mas em entendermos a vontade deDeus e a cumprirmos.
  4. 4. Os galileus que Pilatos mandou matar,quando faziam sacrifícios (Lc. 13 vs. 1/5).Contaram o fato a Jesus, que comentou:Pensais que esses galileus eram mais pecadoresdo que todos os outros galileus, por terempadecido essas coisas? Não eram eu vo-loafirmo; se, porém, não vos arrependerdes, todosigualmente perecereis.
  5. 5. 3) Mestre, seguir-te-ei para onde quer quefores. (Mt. 8 vs. 18/22)Falou assim um escriba e Jesus lhe respondeu:As raposas têm seus covis, e as aves do céu,ninhos; mas o filho do homem não tem ondereclinar a cabeça.Ensino: Para seguir Jesus tem de ser comdesprendimento e renúncia, sem nada esperar
  6. 6. Ensino: Se não modificarmos nossa condutamoral, a desencarnação nos apanhará tãodespreparados espiritualmente quanto os quesofrem morte súbita e inesperada.
  7. 7. 1) Mestre, dize a meu irmão que repartacomigo a herança. (Lc. 12 vs. 13/15.)Estaria o homem prejudicado em seu direito? Ouapenas estava impaciente para entrar na livreposse de sua parte na herança?
  8. 8. -Homem, quem me colocou como juiz ou partidorentre vós? Guardai-vos de toda e qualqueravareza, porque a vida de um homem nãodepende dos bens que ele possui.Ensino: Não peçamos ao plano espiritual oatendimento de direitos materiais, que seresolvem nos tribunais humanos. Nossarealização como seres espirituais não depende
  9. 9. 2) Senhor, Filho de Davi, tem compaixão demim! Minha filha está horrivelmenteendemoninhada. (Mt. 15 vs. 21/28.)Assim clamava uma mulher Cananéia (siro-fenícia) e os discípulos pediam a Jesus queatendesse, porque os seguia com esse clamor.
  10. 10. Jesus: -Não fui enviado senão às ovelhas da casade Israel. (Fora àquela região buscandointeressar os israelitas que ali moravam,presumindo-se que deviam estar espiritualmentemais preparados para receber a sua mensagem).
  11. 11. A mulher, porém, aproximou-se, reverenciou-o epediu:-Senhor, socorre-me!-Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aoscachorrinhos.-Sim, Senhor, porém os cachorrinhos comem dasmigalhas que caem da mesa dos seus donos.-O mulher, grande é a tua fé! Faça-se contigocomo queres. E desde aquele momento sua filha
  12. 12. Ensino: Embora não fosse israelita, a mulherdemonstrou estar em condições de receber obenefício que pedia, pela perseverança,humildade e confiança no poder espiritual deJesus. Nosso modo de pensar, sentir e agir é quenos dá condições e merecimento para sermosatendidos.
  13. 13. 3) Senhor, ensina-nos a orar, como tambémJoão ensinou aos seus discípulos. (Mt. 6 vs.9/15 e Lc. 11 vs. 1/13.)Assim pediu um dos discípulos, quando Jesus,certa vez, orava e havia terminado sua oração.-Quando orardes, dizei: Pai nosso, que estais noscéus....Contou, ainda, a parábola do amigo importuno eestimulou à oração.
  14. 14. -Pedi, e dar-se-vos-á...Comparou que se somos maus e apesar dissosabemos conceder boas dádivas aos nossos filhos,Deus enviará um bom espírito para socorrer aos quelhe pedirem.
  15. 15. 4) Manda que, no teu reino, estes meus doisfilhos se assentem, um à tua direita e o outro,à tua esquerda. (Mt. 20 vs. 20/28.)Foi o que pediu a mulher de Zebedeu e mãe deTiago e João.-Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber ocálice que eu estou para beber? (Jesus aludia aosacrifício-testemunho pelo qual passaria).
  16. 16. -Podemos. (Eles nem sabiam ao que Jesus sereferia, mas também teriam de testemunhar).-Bebereis o meu cálice; mas o assentar-se àminha direita e à minha esquerda não mecompete concedê-lo; é, porém, para aqueles aquem está preparado por meu Pai.
  17. 17. Ensino: O merecimento espiritual decorre dotriunfo nas provações e testemunho, não éconcessão de um para outro.Os outros 10 apóstolos se indignaram contra osdois irmãos.
  18. 18. Jesus chamou-os e ensinou:-Sabeis que os governadores dos povos osdominam e que os maiorais exercem autoridadesobre eles.Não é assim entre vós; pelo contrário, quemquiser tornar-se grande entre vós, será esse oque vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entrevós, será vosso servo; tal como o filho do homemque não veio para ser servido, mas para servir e
  19. 19. 1) Senhor, até quantas vezes pecará meuirmão contra mim e eu lhe perdoarei? Atésete? (Mt. 18 vs. 21/22.)Foi Pedro quem perguntou, após Jesus ter faladosobre o perdão e como agir quando um irmão"peca" contra nós.-Não te digo até sete mas até setenta vezes sete.Ensino: Quantas vezes for necessário,
  20. 20. 2) Por que dizem, pois, os escribas sernecessário que primeiro venha Elias? (Mt. 17vs. 9/13.)Interrogam os discípulos a Jesus, após verem-notransfigurado e Moisés e Elias conversando comele.
  21. 21. -De fato, Elias virá e restaurará todas as coisas.Eu, porém, vos declaro que Elias já veio, e não oreconheceram, antes fizeram com ele tudo quantoquiseram. Assim também o Filho do Homem háde padecer nas mãos deles.Então, os discípulos entenderam que lhes falara arespeito de João Batista.Ensino: João Batista é Elias reencarnado.
  22. 22. 3) Por que não pudemos nós expulsá-lo? (Mt.17 vs. 14/21.)Indagam os apóstolos, quando Jesus afasta omau espírito que eles não haviam conseguidoafastar do menino obsidiado.
  23. 23. -Por causa da vossa pouca fé. Se tiverdes fécomo um grão de mostarda, direis a este monte:Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vosserá impossível.(Mas esta casta não se expelesenão por meio de oração e jejum).Ensino: É preciso ter condições de convicçãoespiritual para ser respeitado pelos espíritosinferiores; essa fé somente se consegue comconhecimento e vivência das leis divinas.
  24. 24. Muitas foram as perguntas que os adversários deJesus lhe fizeram, procurando apanhá-lo em falhacontra a lei dos israelitas ou contra César. Jesusrespondia evitando as armadilhas e aproveitando,ainda, para ensinar aos adversários e a todos queo ouviam.
  25. 25. 1) Por que come o vosso Mestre com ospublicanos e pecadores? (Lc. 5 vs. 27/32.)Jesus respondeu pelos discípulos à pergunta dosfariseus:-Os sãos não precisam de médico e, sim, osdoentes. Ide, porém, e aprendei o que significa:"Misericórdia quero e não holocaustos", poisnão vinha chamar justos, e sim, pecadores (ao
  26. 26. Ensino: Não podemos deixar sem assistênciaespiritual aos sofredores e perturbados que nosprocuram. Eles é que mais precisam dela.
  27. 27. 2) Moisés mandou que tais mulheres sejamapedrejadas; tu, pois, que dizes? (Jo. 8 vs.1/11.)Perguntaram os escribas e fariseus,apresentando-lhe uma mulher adúltera. Apergunta era uma armadilha, pois o Decálogoproibia matar. Queriam ver como Jesusresponderia.
  28. 28. -Aquele que dentre vós estiver sem pecado, seja oprimeiro que lhe atire a pedra.Acusados pela própria consciência, foram-seretirando um por um, a começar pelos mais velhosaté os últimos, ficando somente Jesus e a mulher.-Mulher, onde estão os teus acusadores? Ninguém tecondenou?-Ninguém, Senhor.-Nem eu tampouco te condeno; vai, e não pequesmais.Ensino: Não nos cabe condenar quem erra, porquetambém erramos.
  29. 29. 3) É lícito ou não pagar o tributo a César? (Mt. 22vs. 15/22.)Pergunta formulada pelos discípulos dos fariseusaliados com os herodianos (partidários de Herodes eamigos de Roma).Antes, simulando deferência e pensando espicaçarorgulho em Jesus, saudaram: -Mestre, sabemos queés verdadeiro e que ensinas o caminho de Deus, deacordo com a verdade, sem te importares com quemquer que seja, porque não olhas a aparência dos
  30. 30. Dize-nos, pois, que te parece? (E então fizeram apergunta acima.)-Por que me experimentais, hipócritas? Mostrai-me amoeda do tributo.Apresentaram-lhe um denário e Jesus perguntou:-De quem é esta efígie e inscrição?-De César.-Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o queé de Deus.Ensino: Devemos atender aos deveres materiaissem descurar dos deveres espirituais.
  31. 31. 4)E lícito ao marido repudiar a sua mulher porqualquer motivo? (Mt. 19 vs. 3/12.)A pergunta foi dos fariseus, "experimentando aJesus".-Não tendes lido que o Criador desde o princípio osfez homem e mulher e que disse: “Por esta causadeixará o homem pai e mãe, e se unirá à sua mulher,tornando-se os dois uma só carne" de modo que jánão são mais dois, porém uma só carne. Portanto, oque Deus ajuntou não o separe o homem.
  32. 32. -Por que mandou então Moisés dar carta dedivórcio e repudiar?-Por causa da dureza do vosso coração é queMoisés vos permitiu repudiar vossas mulheres;entretanto, não foi assim desde o princípio.Eu, porém, vos digo: Quem repudiar sua mulher,não sendo por causa de adultério, e casar comoutra, comete adultério (e o que casar com arepudiada comete adultério).
  33. 33. -Se essa é a condição do homem relativamente àsua mulher, não convém casar, (disseram osdiscípulos).-Nem todos são aptos para receber este conceito,mas apenas aqueles a quem é dado. Porque háeunucos de nascença; há outros a quem oshomens fizeram assim; e há outros que a simesmos se fizeram eunucos, por causa do reinodos céus. Quem é apto para o admitir, admita.
  34. 34. Ensinos: Como instituição divina, o casamentotem propósitos superiores e não deve ser desfeitosem motivo sério. Ainda hoje os espíritosinstrutores “permitem o divórcio pela dureza doscorações humanos”.Quanto à atividade sexual, alguns a elarenunciam buscando maior realização espiritualmas nem todos têm condições para essa
  35. 35. 5) Na ressurreição, de qual dos sete será elaesposa? porque todos a desposaram. (Mt. 22vs. 23/33.)Não acreditando na ressurreição (continuidade daexistência espiritual após a morte) os saduceusapresentaram a Jesus uma situação:
  36. 36. -Mestre, Moisés disse: Se alguém morrer, nãotendo filhos, seu irmão casará com a viúva esuscitará descendência ao falecido. Ora, haviaentre nós 7 irmãos; o 1º tendo casado, morreu, enão tendo descendência, deixou sua mulher aseu irmão; o mesmo sucedeu com o 2°, com o 3º,até o 7°; depois de todos eles, morreu também amulher.
  37. 37. Finalmente, fizeram a pergunta acima, ao que Jesusrespondeu:-Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poderde Deus. Porque na ressurreição nem casam nem sedão em casamento; são, porém, como os anjos nocéu.Quanto à ressurreição dos mortos, não tendes lido oque Deus vos declarou: "Eu sou o Deus de Abraão, oDeus de Isaque e o Deus de Jacó"? Ele não é Deus
  38. 38. Ensino: Espiritualmente imortais, para Deustodos sempre somos vivos. Na vida espiritualperdurará o sentimento de amor mas não ascondições físicas do casamento (a não ser paraespíritos ainda muito apegados às sensaçõesterrenas).Seguindo a Jesus, valorizemos a palavraempregando-a com justiça e com amor,procurando dizer: "sim, sim; não, não", porque

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