A multidão e Jesus - n.15

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A multidão e Jesus - n.15

  1. 1. A MULTIDÃO EJESUS
  2. 2. RODEADO PELO POVO• Ao saber que João Batista fora preso, Jesusdeixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum àbeira do lago de Genesaré, talvez residindoem casa de Pedro.
  3. 3. • Reuniu seus discípulos e começou a percorrera Galiléia, pregando, afastando espíritosobsessores, fazendo curas.
  4. 4. • Sua fama se espalhou e de toda parte vinhagente procurá-lo (não só da Galiléia, comode Decápolis, de Jerusalém, da Judéia e dealém Jordão) e muitos o seguiam.
  5. 5. • A partir de então, Jesus sempre estarácercado por multidões que o procuram cominsistência, como vemos nestas passagens:• -quando voltou a Cafarnaum e ficaramsabendo que ele estava na cidade, juntoutanta gente na casa que não cabiam nemjunto à porta (Mc. 2 v.l);
  6. 6. • -dirigindo-se noutra vez à casa, aí afluiu denovo tanta gente que Jesus e os discípulosnem podiam tomar alimento (Mc. 3v.20.21);
  7. 7. • -à beira do lago, pediu aos discípulos paraterem sempre pronto um barquinho, paraque a multidão não o comprimisse,porque todos que padeciam de algum mal searrojavam a ele, para o tocar (Mc. 3v.9.10);
  8. 8. • -"E, levantando-se de manhã muitocedo, fazendo ainda escuro, saiu e foi paraum lugar deserto e ali orava. E seguiram-noSimão e os que com ele estavam. E,achando-o, lhe disseram: Todos teprocuram (Mc. lv. 35/37);
  9. 9. • “... seus discípulos se aproximaram dele e lhedisseram”: O lugar é deserto, e o dia jáestá muito adiantado, despede-os (Mc.6.v. 35/36).
  10. 10. • A qualquer hora, pois, e em qualquer lugar,a multidão rodeava Jesus, não lhe deixando,às vezes, tempo nem condições parameditação, repouso ou alimentação.
  11. 11. COMO SE SENTIA JESUS• Narra Mateus (9 v. 36) que Jesus "Vendo amultidão, teve grande compaixãodeles, porque andavam desgarrados eerrantes como ovelhas que não têm pastor".
  12. 12. • Narra, também, que certa ocasião Jesusexclamou: "Ó geração incrédula e perversa!Até quando estarei convosco? Até quandovos sofrerei ainda?" (Mt. 17 v. 17).
  13. 13. • Jesus, pois, tinha compaixão do povo (peladesorientação espiritual em que seencontrava) e sofria pela incredulidade emaldade com que agiam.
  14. 14. • Era para ajudá-los a sair da incredulidadee ignorância espiritual que Jesus diziacertas coisas e produzia fenômenos, comovemos nas seguintes passagens:E O QUE FAZIA?
  15. 15. • -em oração a Deus: "Eu bem sei que sempreme ouves, mas eu disse isto por causa damultidão que está em redor, para que creiamque tu me enviaste" (Jo. 11 vs. 42);
  16. 16. • -quando uma voz do céu lhe responde,esclarece ao povo: "Não veio esta voz poramor de mim, mas por amor de vós" (Jo. 12vs. 30);
  17. 17. • -"vendo que a multidão afluía, repreendeu oespírito imundo", o qual se afastou (Mc. 9vs. 25/26);• -"para que saibais que o filho do Homemtem sobre a terra autoridade", curou oparalítico (Mc. 2 vs. 10).
  18. 18. COMO O POVO SE SENTIA ANTEJESUS E O QUE FAZIA• A multidão ficava "impressionada de suadoutrina" (Mt. 7 vs. 28) e" se alegrava portodas as coisas gloriosas que eram feitas porele" (Lc. 13 v. 17).
  19. 19. • Recebiam-no com alegria (Lc. 8 vs. 40) ecom demonstrações de apreço. Eraconvidado para banquetes, onde aproveitavapara ministrar ensinos. (Lc. 5 vs. 27/32, 14vs. 1/24).
  20. 20. • Várias vezes foi ungido com perfumes ebálsamos por mulheres do povo (Mt. 26 vs.6/13, Lc.7 vs. 36/50).
  21. 21. • Alguns cooperavam com ele, atéfinanceiramente como Joana, mulher deCusa, procurador de Herodes, e Suzana, emuitas outras que o serviam com seushaveres (Lc. 8 vs. 1/3).
  22. 22. • Mas se o procuravam reter, ele esclarecia:"Também é necessário que eu anuncie aoutras cidades o evangelho do reino de Deus,porque para isso fui enviado" (Lc. 4 vs.42/45).
  23. 23. • Foi rejeitado em Nazaré, terra de suainfância e mocidade (Mt. 13 vs. 54/58) ena Samaria, onde, por preconceito tribal,alguns samaritanos não o quiseramhospedar (Lc. 9 vs. 52/53).NEM TODOS O ACEITAVAM
  24. 24. • Em Gadara (ou Gerasa), libertou umhomem da "legião" de espíritos que oobsidiava terrivelmente e os gadarenos"começaram a rogar-lhe que saísse da terradeles", porque sentiam "grande medo". Dequê? Da ação espiritual de Jesus? Deperderem mais rebanhos de suínos? (Mc. 5vs. 17).
  25. 25. AS OPINIÕES SOBRE ELE SE DIVIDIAM:• "Não é este o filho de Davi?", perguntavamalguns, quando Jesus curou obsediado quepassou a ver e falar. Mas os fariseuscontestaram: "Ele não expulsa os demôniossenão por Belzebu, príncipe dos demônios"(Mt. 12 vs. 23/24).
  26. 26. • -"Ele é bom", diziam alguns. Outrosredarguiam: "Não, antes engana o povo."(Jo. 7 vs. 12/13).
  27. 27. • E havia muitas suposições sobre quem Jesusde fato seria. Achavam uns que era JoãoBatista de volta, ou Elias, ou, ainda, umdos antigos profetas ressurgido. Dúvidaque ficou dirimida com a afirmaçãomediúnica de Pedro: "Tu és o Cristo, oFilho do Deus Vivo"(Lc.9 vs. 18/20).
  28. 28. • Os adversários (sacerdotes, escribas, anciãosdo povo, etc.) continuavam a achar que eleera (Jo. vs. 18, Mt. 11 v. 19):• -violador da lei de Moisés (trabalhava nosábado);
  29. 29. • -blasfemo (dizia ser Deus seu Pai; o que, naopinião deles, era querer se fazer igual aDeus);• -glutão e bebedor de vinho, amigo depublicanos e pecadores.
  30. 30. • E queriam apanhá-lo em falta. Por isso, aocurar pessoas, Jesus ordenava "que não odescobrissem". Mas nem sempre as pessoasmantinham discrição e os fatos divulgadosmais expunham Jesus aos seus adversários.
  31. 31. A INCONSTÂNCIA DA MULTIDÃO• Narra João que havia uns judeus quepareciam aceitar Jesus mas Jesus "nãoconfiava neles, porque a todos conhecia. Enão necessitava de que alguém testificasse dohomem, porque ele bem sabia o que havia nohomem" (2 vs. 23/25).
  32. 32. • E que, ante a multiplicação dos pães e peixes, amultidão quis proclamar rei a Jesus mas o Mestrese retirou deles. Quando o alcançaram depois, naoutra margem do lago, Jesus disse: "...mebuscais, não pelos sinais que vistes, mas porquecomestes do Pão e vos saciastes. Trabalhai, não pelacomida que perece mas pela que permanece para avida eterna" (6 vs. 22/27).
  33. 33. • Provam essas passagens que Jesus nunca seiludiu com a multidão e, de fato, elademonstraria sua inconstância noposicionamento em relação ao Mestre:• -na última páscoa, ao entrar em Jerusalém,uma multidão o aplaudia (Mt. 21 vs.8/11);
  34. 34. • -mas também a uma multidão Jesus perguntariano Horto: "Saístes, como para um salteador, comespadas e varapaus, para me prender? Todos osdias me assentava junto de vós, ensinando noTemplo, e não me prendestes" (Mt. 26 v. 55);
  35. 35. • - e uma multidão se deixou persuadir pelossacerdotes a libertar Barrabás e pedir acrucificação de Jesus, de modo que quando Pilatosse declarou inocente da morte de Jesus, o povotodo respondeu: "O seu sangue caia sobrenós e sobre nossos filhos" (Mt. 27 v. 25).
  36. 36. • -Mas a dedicação de Jesus pela humanidade nãose arrefeceu. Caminhando para o Gólgota, sob opeso da cruz, seguido por grande multidão de povoe de mulheres as quais batiam no peito, e olamentavam, Jesus ainda alertou e aconselhouespiritualmente: "Filhas de Jerusalém, não choreispor mim; chorai antes por vós mesmas e por vossosfilhos. Porque se ao madeiro verde fazem isto, quese fará ao seco?" (Lc. 23 v. 26/32).
  37. 37. • -E quando ressurgiu, foi para servir aindaà humanidade, recomendando aos seusapóstolos: "Ide por todo o mundo, pregai oEvangelho a toda a criatura" (Mc. 16 v.15).
  38. 38. A MULTIDÃO E NÓS• A multidão, ainda hoje, continuaprocurando o Cristo:• -ávida de fenômenos, curiosa de seusensinos;
  39. 39. • -querendo usá-lo para solução imediatistados seus problemas;• -aplaudindo se as coisas vão bem, apupandose vão mal.
  40. 40. • Mas Jesus avisou: "Quem não tomar a suacruz e não me seguir não pode ser meudiscípulo".
  41. 41. • Porque o discípulo tem de dar continuidadeao ideal do Cristo na Terra. Jesus diz aoPai, em oração: "Assim como tu me enviasteao mundo, também eu os enviei ao mundo".Por isso Paulo diz que somos "cartas vivas"do Cristo.
  42. 42. • Se, esclarecidos pelo Espiritismo, quisermosser um verdadeiro seguidor de Jesustenhamos compaixão da multidão eajudemo-la, mesmo que a ignorância e aincredulidade das pessoas acaso nos façamsofrer.
  43. 43. • Porque somente através do amor ao próximopodemos alcançar nosso progresso e redençãoespiritual.

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