Fluidoterapia, baseada em Allan Kardec

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Seminário sobre Fluidoterapia Espírita. Realizado por mim em Piracicaba-SP em março de 2014

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Fluidoterapia, baseada em Allan Kardec

  1. 1. FLUIDOTERAPIA Alan Diniz Souza Alan Diniz Souza alan_diniz@terra.com.br
  2. 2. A Ciência e a matéria básica Um dos grandes mistérios que a Ciência humana procura esclarecer é o da existência de uma matéria básica; capaz de servir como ponto de partida para a criação dos elementos naturais conhecidos. Embora pesquisadores em todo o mundo tenham se empenhado no estudo da estrutura íntima dos átomos, ainda não conseguiram encontrar esse elemento primitivo.
  3. 3. Fluidoterapia Fluidoterapia é a utilização dos fluidos com finalidade terapêutica, para o tratamento dos enfermos. No Movimento Espírita, emprega-se a fluidoterapia para auxiliar aos enfermos físicos e espirituais, fraterna e gratuitamente.
  4. 4. O que é Fluido? Segundo a ciência oficial, fluido é a designação da fase não-sólida da matéria, a qual pode apresentar três subfases: a pastosa, a líquida e a gasosa. André Luiz, no Livro Evolução em Dois Mundos, parte 1ª, cap. XIII “Alma e fluidos”, informa: “Definimos o fluido, dessa ou daquela procedência, como sendo um corpo cujas moléculas cedem inva- riavelmente à mínima pressão, movendo-se entre si, quando retidas por um agente de contenção, ou separando-se quando entregues a si mesmas. ”
  5. 5. O que é Fluido? “Léon Denis afirma que a matéria, quando se rarefaz, fica invisível, imponderável, toma aspectos cada vez mais sutis, os quais chamamos de fluidos.” “À medida que se rarefaz, ganha (a matéria) novas propriedades, entre as quais uma irradiação progressivamente maior, tomando a forma de energia.” Ary Lex
  6. 6. Fluido cósmico universal A matéria elementar, primitiva, do universo é um fluido, denominado fluido cósmico universal.”
  7. 7. Fluido cósmico universal 1.São-lhe inerentes as forças (metamorfoses da matéria) e as leis imutáveis; 2.Apresentam-se em estados que vão da imponderabilidade e da eterização até à condensação ou materialização; 3.Distingue-se da matéria que conhecemos (mais perfeito, sutil e independente); 4.Desempenha papel intermediário entre o espírito e a matéria propriamente dita; 5.É geradora de mundos, coisas e organismos materiais.
  8. 8. Fluidos espirituais Os seres espirituais vivem numa atmosfera fluídica, ou seja, inteiramente de fluidos; Dela extraem todos os “materiais” (que atuam); Constituem a “ matéria do mundo espiritual”; Não é igual em todos os planos e mundos; Formam a partir dela o Períspirito; Veicula o Pensamento
  9. 9. Perispírito O perispírito é o envoltório sutil e perene da alma, que possibilita sua interação com os corpos espiritual e físico.
  10. 10. Fluidos Perispirituais O perispírito é formado de fluídos do mundo ao qual o espírito está ligado; É pelo perispírito que o espírito se liga à matéria do nosso plano.
  11. 11. Fluidos Perispirituais Os fluídos absorvidos e assimilados pelo perispírito ficam individualizados. Comandados pela mente estes fluidos circulam. Somente a vontade lhe pode ampliar ou limitar a ação.
  12. 12. Aura Os fluidos perispirituais irradiam, formando a sua “atmosfera individual”, chamada por André Luiz de “túnica de forças eletromagnéticas” A Aura do encarnado é o resultado da difusão dos campos energéticos que partem do perispírito, envolvendo-se com o manancial de irradiações das células físicas.
  13. 13. “Túnica de forças eletromagnéticas”
  14. 14. Ação dos espíritos sobre os fluidos Os fluidos são neutros – adquirem as qualidades do meio em que se elaboram e com elas se modificam; Os Espíritos (encarnados ou desencarnados) agem sobre os fluidos com o pensamento e a vontade – conscientes ou inconscientes ( basta pensar); Os espíritos imprimem direção aos fluidos, formam conjuntos, e mudam suas propriedades.
  15. 15. Característica principal dos fluidos perispirituais Os fluidos perispirituais guardam muito a impressão das qualidades (boas ou más) do próprio Espírito (porque o perispírito recebe, direta e permanentemente, a ação do pensamento).
  16. 16. Classificação dos fluidos Precisaríamos montar um quadro, com todas as paixões, virtudes e vícios do homem, bem como todas as propriedades da matéria, de acordo com os efeitos que produzem.
  17. 17. Assimilação fluídica  Fluidos semelhantes se combinam;  Diferentes poderão ou não se combinar;  Positivos predominam sobre negativos;  No encarnado os fluidos influem também no corpo físico;  Bons fluidos: a impressão é salutar;  Se forem permanentes e enérgicos beneficiam e podem até curar;  Maus fluidos: a impressão é penosa e prejudicial;  Se forem permanentes e enérgicos poderão determinar desordens físicas.
  18. 18. Fluido Vital Fonte de origem no fluido cósmico universal; Sem matéria não é a vida, mas sem esse agente a matéria não pode viver. O haurimos na encarnação e o restituímos a fonte universal na desencarnação. Durante a vida continuamos a absorver e assimilar fluido vital (ar, água, alimentos, etc.) Pode se transmitir o fluido vital de um indivíduo a outro.
  19. 19. Saúde e Doença A OMS diz que: -Saúde é o completo bem-estar físico, mental e social; -Doença é a falta ou perturbação desse estado.
  20. 20. Saúde e Doença à luz do espiritismo 1) A doença não acontece por acaso, ela tem uma origem espiritual; Ação do próprio espírito ou de outrem, desarmonizando o perispírito, e este por sua vez influi no corpo físico. 2) A doença guarda relação com o estado evolutivo do ser; “ As doenças fazem parte das provas e vicissitudes da vida terrena, são inerentes à grosseria da nossa natureza material e a inferioridade do mundo que habitamos. As paixões e excessos de toda ordem semeiam em nós germens malsãos, às vezes hereditários.” Allan Kardec
  21. 21. Quando é que a enfermidade tende a aparecer? Quando nos perturbamos ou nos desequilibramos física ou espiritualmente, de modo intenso e demorado (por nós mesmos ou sob influência alheia), pois com o desgaste fluídico ou a assimilação de fluídos maus (de outros ou do ambiente) a resistência natural é quebrada, ficando o organismo mais exposto à eclosão de enfermidade ou a contraí-la do exterior.
  22. 22. Como evitar enfermidades Cultivar bons pensamentos e sentimentos; Praticar somente o bem; Quando ainda assim aparecer, encaremo-la como um sinal ou advertência a nossa conduta atual, ou ainda, como consequência do passado; Não complicar a situação com tristeza e desânimo, revolta ou agressividade; Buscar na medicina e nos recursos espirituais o alívio ou até a cura; Buscar a consciência da causa.
  23. 23. A cura pela ação fluídica Se o corpo físico e o perispírito são de natureza fluídica e o espírito pode agir sobre os fluidos, a cura é possível. Ex.: Mulher hemorroisa.
  24. 24. João 5:14 “Olha que já está curado; não peques mais para que não te suceda alguma coisa pior”
  25. 25. Assistência a enfermos na casa espírita 1) Entrevista de ajuda e triagem; 2) Estudo doutrinário ( das obras de Kardec e do Evangelho de Jesus); 3) Fluidoterapia (aplicação de passes, água fluidificada, vibrações e preces; 4) Reuniões mediúnicas; 5) Leitura e meditação; 6) Terapia ocupacional.
  26. 26. Vibrações e Preces Podemos e devemos orar e vibrar por nós e pelo nosso próprio. Podemos fazer isso até a distância. A eficiência depende do amor e dos sentimentos em nosso coração. Podemos praticá-la sozinhos ou em grupos. Pedidos escritos.
  27. 27. Água fluidificada “ A água é dos corpos mais simples e receptivos da Terra.” Emmanuel
  28. 28. Como age Condensa linhas de força magnética e princípios elétricos que aliviam e sustentam, ajudam e curam. Emmanuel Ao ingerir é metabolizada pelo organismo, que absorve as quintessências que vão atuar no perispírito à semelhança de medicamento homeopático;
  29. 29. O Passe O passe é uma transfusão de fluidos de uma pessoa para outra; Emmanuel o define como uma “transfusão de energias fisio-psíquicas” – Segue-me! Ele ainda considera “equilibrante ideal da mente, apoio eficaz de todos os tratamentos” Opinião Espírita
  30. 30. Passe quanto ao mecanismo – André Luiz Mecanismos da Mediunidade 1) Que o passista use o pensamento e a vontade; 2) Que haja um clima de confiança entre socorrista e o necessitado; 3) Que o paciente esteja receptivo
  31. 31. Jesus
  32. 32. O Passe na história Não é criação do Espiritismo; Jesus o utilizou; Estudos anteriores a Kardec se concentrava no Magnetismo; Ex.: Mesmer Outras religiões (benção, unção, johrei, benzedura etc).
  33. 33. Tipos de Passe Magnético; Espiritual; Magnético-Espiritual; Mediúnico.
  34. 34. Allan Kardec – Revista Espírita 1865 - setembro O fluido dos bons Espíritos “passando através do encarnado, pode alterar-se um pouco (como água límpida passando por um vaso impuro), daí, para todo verdadeiro médium curador, a necessidade absoluta de trabalhar a sua depuração.”
  35. 35. O Passista - condições básicas: 1) Fisicamente: Saúde e boa disposição; a) Higiene; b) Evitar atividades esgotantes e excessos desnecessários; c) Abolir vícios; d) Alimentação.
  36. 36. O Passista - condições básicas: 2) Espiritualmente: cultivar as virtudes e manter conduta cristã; a) Sentimento Fraterno; b) Fé; c) Reforma íntima; d) Equilíbrio emocional; e) Perseverança no trabalho
  37. 37. O Passista - condições básicas: 3) Intelectualmente; ter conhecimentos especializados sobre o passe. a) Noções de anatomia; b) Fazer estudos.
  38. 38. Quem pode receber o Passe O passe não tem contra-indicação;  Qualquer idade; Qualquer tipo de enfermidade.
  39. 39. Critérios na aplicação Não pode ser usado indiscriminadamente; Observar certas condições. “ A ninguém imponhas precipitadamente as mãos” Paulo I Tim 5:22
  40. 40. Há ou não necessidade do passe? Às vezes a pessoa precisa mais de orientação que do passe; Se a pessoa não precisa do passe; Se não precisa mas gosta de receber passe com frequência; Se apesar de esclarecida, a pessoa quiser continuar com o “hábito” do passe; Caso de décima vez – André Luiz
  41. 41. Preparando-se para aplicar o passe Receptor: 1) Os fluidos existem (orientar); 2) É preciso ter fé; 3) Deve orar; 4) O passe sempre beneficia.
  42. 42. Preparando-se para aplicar o passe Passista: 1) Concentração; 2) Oração;
  43. 43. Durante a aplicação 1) Internamente; 2) Externamente. “A transmissão do passe dispensa qualquer recurso espetacular.” – André Luiz – Conduta Espírita
  44. 44. Cuidar do tempo Muito passe ou muito tempo recebendo o passe pode acumular muito fluido, o que pode incomodar alguns pacientes. O organismo das crianças é tenro. Na Casa Espírita costuma ser aplicado em 40 segundos(+ ou -)
  45. 45. Finalizando o passe 1) Benéfico: Quando o passista está em condições físicas e espirituais para transmiti-lo; e quem recebe está receptivo; 2) Maléfico: Quando o passista ou o paciente está despreparado Lembrando sempre do merecimento.
  46. 46. Passes no Centro e fora dele O Centro Espírita é o ambiente mais adequado para se aplicar passe.
  47. 47. No momento do Passe O passe deve ser um momento de paz, tanto para quem recebe como para quem doa as energias restauradoras. Nesse instante, a gesticulação terá caráter secundário. A Jesus, bastava um olhar para que os eflúvios superiores alcançassem o necessitado. A nós, que ainda ajudamos na condição de aprendizes, o alcance da eficiência estará na razão direta do amor sincero que formos capazes de sentir pela pessoa beneficiada. Movimentemos as energias em favor dos necessitados, conscientes de que, nesse exercício de doação fraternal, estaremos beneficiando a nós próprios. Scheilla – Clayton Levy
  48. 48. Bibliografia Obras básicas de Allan Kardec; Obras de André Luiz; Obras de Emmanuel; Fluidos e Passes – Therezinha Oliveira
  49. 49. Obrigado Alan Diniz Souza Facebook Alan Diniz Souza alan_diniz@terra.com.br

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