Geografia do Turismo Posição Geográfica como uma das características biofísicas do território
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Geografia do Turismo Para responder a estas duas questões é necessário analisar a distribuição da radiação solar global. A...
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Geografia do Turismo Distribuição latitudinal da radiação solar global na superfície terrestre
Geografia do Turismo Portugal encontra-se compreendido entre os 36 e os 42 graus  de latitude Norte.  O que significa em t...
Geografia do Turismo Assim, tendo em conta que o aquecimento recebido pelo solo é proporcional ao ângulo que os raios sola...
Geografia do Turismo Radiação Solar e Turismo Média anual de horas de sol  em alguns países europeus Latitude (N) Países N...
Geografia do Turismo Radiação solar global à superfície na Europa (Valores médios anuais em KWh/m2) Proporção da radiação ...
Geografia do Turismo Entrada de turistas em Portugal por meses do ano, em 2003 Dormidas nos estabelecimentos hoteleiros po...
Geografia do Turismo Para além da Latitude, é importante posicionar o território português quanto à circulação das águas e...
Geografia do Turismo <ul><li>No Verão, os Açores e a Madeira são banhados por águas marinhas bastante quentes enquanto as ...
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Geografia do Turismo É esta Posição Geográfica do Território Português que lhe confere características biofísicas muito pe...
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  1. 1. Geografia do Turismo Posição Geográfica como uma das características biofísicas do território
  2. 2. Geografia do Turismo A Latitude das Terras Portuguesas: A posição geográfica das Terras Portuguesas vai ser primeiro analisada em relação à latitude. Porquê? “ Porque esta comanda directamente a intensidade e o ritmo da insolação recebida pela terra sob a forma de calor e de luz e, indirectamente boa parte das características do ambiente físico e do desenrolar rítmico da nossa vida, marcado pela alternância dos dias e das noites bem como as estações do ano.” (DAVEAU, Suzanne 1995)
  3. 3. Geografia do Turismo Para diversificar o ritmo anual da iluminação interfere também a desigual duração dos dias, que resulta da inclinação do eixo da terra. (Quanto mais um lugar se afasta do Equador, mais desiguais são nele as durações extremas, invernal e estival, da iluminação diurna que recebe). De que forma é que a latitude comanda o ritmo e a intensidade da insolação? E porque é que a desigual duração dos dias interfere no ritmo anual da iluminação?
  4. 4. Geografia do Turismo Para responder a estas duas questões é necessário analisar a distribuição da radiação solar global. A radiação solar global na superfície da terra não apresenta uma distribuição uniforme. Varia no tempo e no espaço , o que é explicado por alguns factores que têm por base o duplo movimento da terra, (movimento de rotação e o movimento de translação) a inclinação do eixo da terra e a esfericidade da terra.
  5. 5. Geografia do Turismo O movimento de rotação no qual a terra gira em torno do seu próprio eixo, que se encontra inclinado em relação à eclíptica 23º27’, demorando 24h a executar uma volta completa. Tem por consequência a sucessão de dias e noites. O movimento de translação é o movimento que a terra realiza em torno do sol. Este movimento completo tem a duração de 365 dias e 6 horas (por isso de 4 em 4 anos existe um dia a mais 29 Fevereiro). Durante esta trajectória o eixo da terra permanece inclinado, por isso, durante o movimento anual aparente do sol, este não ultrapassa as latitudes dos trópicos 23º27’ norte e sul. Tendo por consequência: a variação da duração do dia e da noite, as estações do ano .
  6. 6. Geografia do Turismo
  7. 7. Geografia do Turismo A inclinação do eixo da terra e a sua esfericidade durante o movimento de translação têm por consequência a variabilidade espacial e temporal da radiação solar . Quer isto dizer que os lugares da superfície da terra não recebem todos a mesma quantidade de radiação solar, com a mesma intensidade. A inclinação do eixo da terra e a realização do movimento de translação vão impor as variações estacionais na recepção da radiação solar nos diferentes lugares da superfície terrestre, assim como, determina a duração do dia e da noite. Porque a posição da terra em relação ao sol vai variando, e com esta, o círculo de iluminação do lugar, e por consequência o tempo da exposição solar.
  8. 8. Geografia do Turismo Quando o sol está mais afastado do equador – alcança os solstícios (Junho no trópico de Câncer e Dezembro no trópico de Capricórnio). Quando o plano da eclíptica e do equador se cruzam é denominado de equinócios – são os pontos em que o sol transita de um hemisfério para outro. No solstício de Junho o HN encontra-se mais exposto aos raios solares, por isso a duração do dia é maior que a noite. A duração do dia aumenta com o aumento em latitude, no Pólo norte o dia é de 24h (apesar da duração do dia ser de 24H, estes não recebem os maiores quantitativos de radiação, porque os raios solares são praticamente rasos à superfície). É então Verão. O hemisfério sul está por isso menos exposto, logo a noite é maior que o dia e é inverno. No solstício de Dezembro é o inverso, ou seja, o HS esta mais exposto aos raios solares, no HN é inverno e a noite é maior que o dia. O pólo norte tem 24h noite. Nos equinócios os dias e as noites têm a mesma duração 12h, em qualquer ponto do globo.
  9. 9. Geografia do Turismo
  10. 10. Geografia do Turismo Então quais são os factores intervenientes na distribuição da radiação solar? <ul><li>O ângulo de incidência (ângulo que os raios solares fazem com o plano horizontal da superfície). Este ângulo varia: </li></ul><ul><li>ao longo do dia porque o sol nasce a Este e põem-se a Oeste e ao meio dia atinge o ponto mais alto e começa a diminuir (maior obliquidade dos raios no pôr do sol) </li></ul><ul><li>-Ao longo do ano nos diferentes lugares da terra – porque a posição da terra em relação ao sol varia (no Solstício Dezembro o sol incide verticalmente sobre o trópico Capricórnio, em Março está sobre o equador, em Junho o sol incide verticalmente sobre o trópico de câncer e em Setembro novamente sobre o equador) à medida que nos afastamos desta zona, para latitudes mais elevadas, o ângulo diminui. </li></ul><ul><li>Por exemplo Nos lugares do HN, no verão o ângulo é maior que no Inverno, o HN encontra-se mais perto do sol, este incide verticalmente sobre trópico câncer. No inverno a terra está mais afastada, e o HN também menos exposto logo maior é a obliquidade dos raios. </li></ul><ul><li>Quanto maior for o ângulo de incidência (90º) – menor é a superfície abrangida por ele – por isso, - maior é a quantidade de energia recebida </li></ul>
  11. 11. Geografia do Turismo
  12. 12. Geografia do Turismo 2. Massa atmosférica Quanto maior for a obliquidade dos raios – maior é a espessura da atmosfera a atravessar por eles – por isso maior perda de radiação – menor é a quantidade de energia recebida 3. A transparência da atmosfera – também vai interferir na quantidade de energia recebida. O facto de existir uma massa atmosférica a ser atravessada pela radiação é importante ter em conta as condições existentes, ou seja, se o céu está nebuloso ou limpo. Quanto maior for a transparência da atmosfera (quanto mais limpo tiver o céu- menor será a quantidade que se perde - maior é a quantidade de energia recebida pelo lugar. Como se sabe as nuvens absorvem e reflectem energia solar (quanto maior for a espessura da nuvem, maior é a sua capacidade de reflexão – logo maior perda. 4. A duração do dia natural (período durante o qual o sol se encontra acima do horizonte), determina o tempo de exposição, por isso é um condicionante da quantidade diária de energia solar recebida. Quanto maior for a duração do dia – maior o tempo de exposição solar (mais tempo o sol está acima do horizonte) – logo maior é a quantidade de energia recebida. Nota: esta duração do dia, varia ao longo do ano No verão o dia é maior – logo maior exposição – menor quantidade de energia. Denota-se então uma variação da radiação solar global não só no tempo (ao longo do ano) mas no espaço.
  13. 13. Geografia do Turismo Distribuição latitudinal da radiação solar global na superfície terrestre
  14. 14. Geografia do Turismo Portugal encontra-se compreendido entre os 36 e os 42 graus de latitude Norte. O que significa em termos de radiação solar? A diferença de iluminação entre o Norte e o Sul de Portugal não deixa no entanto de ser significativa. Em 21 de Dezembro, no solstício de Inverno, o Sol atinge ao meio-dia, no Funchal, uma altura de mais de 33 graus acima do horizonte, contra menos de 25 graus em Viana do Castelo. No solstício de Verão (21 de Junho) o Sol sobe até perto do Zénite no Funchal (80 graus acima do horizonte contra apenas 71 graus em Viana do Castelo).
  15. 15. Geografia do Turismo Assim, tendo em conta que o aquecimento recebido pelo solo é proporcional ao ângulo que os raios solares fazem com ele, então o pino do Verão é mais quente no Sul, o do Inverno mais fresco no Norte, por causa da desigual altura do Sol ao meio-dia nestes períodos extremos. O calor estival não é apenas mais intenso no Sul, dura aí mais tempo; o período invernal não é só mais frio no Norte, é também mais comprido.
  16. 16. Geografia do Turismo Radiação Solar e Turismo Média anual de horas de sol em alguns países europeus Latitude (N) Países Nº Horas de sol 30º - 42º Portugal 2900 35 – 41º Grécia 2600 36º - 43º Espanha 2600 36º - 46º Itália 2100 43º - 51º França 2000 47º - 55º Alemanha 1700 50º - 53º Países Baixos 1600 49º - 51º Bélgica 1600 50º - 61º Reino Unido 1600 51º - 55º Irlanda 1450
  17. 17. Geografia do Turismo Radiação solar global à superfície na Europa (Valores médios anuais em KWh/m2) Proporção da radiação solar global recebida nos meses de Maio a Agosto (% do total anual) Fonte: PVGIS © European Communities, 2001 - 2006
  18. 18. Geografia do Turismo Entrada de turistas em Portugal por meses do ano, em 2003 Dormidas nos estabelecimentos hoteleiros por países de residência do turista em 2003 Dormidas de turistas estrangeiros nos estabelecimentos hoteleiros por NUT II em 2003 Fonte: DGT Fonte: INE Fonte: INE
  19. 19. Geografia do Turismo Para além da Latitude, é importante posicionar o território português quanto à circulação das águas e do ar: A Bacia Atlântica é quase simétrica em relação ao seu eixo norte-sul. Mas a orientação geral meridiana do oceano faz com que este e a atmosfera subjacente apresentem, nas latitudes subtropicais onde se situa Portugal, uma acentuda dissimetria funcional. Águas e Ventos correm, em traços gerais, de Oeste para Leste, inseridos em circuitos que funcionam à escala do oceano, no sentido dos ponteiros do relógio Se os ventos de Oeste e as correntes marítimas vindas do lado americano do Atlântico são dominantes na generalidade dos mares portugueses, eles inflectem, não raro, para o Sul na faixa mais próxima do litoral ocidental de Portugal.
  20. 20. Geografia do Turismo <ul><li>No Verão, os Açores e a Madeira são banhados por águas marinhas bastante quentes enquanto as praias portuguesas do Oeste são muitas vezes atingidas por águas frescas, que tem origem profunda. </li></ul><ul><li>A estas águas frescas correspondem frequentes neblinas matinais e, à tarde, lufadas fortes do vento costeiro, a Nortada, que corre na faixa de contacto entre um oceano fresco e um continente fortemente aquecido. </li></ul><ul><li>As situações anticiclónicas favorecem então uma acentuada diferenciação regional do tempo e o limite atmosférico do domínio oceânico estival coincide aproximadamente com o litoral. </li></ul><ul><li>No inverno, pelo contrário, quando o oceano se encontra mais quente que o continente, os contrastes regionais atenuam-se, porque a circulação atmosférica dominante é, em toda a parte, de origem ocidental e traz consigo um ambiente oceânico generalizado, que penetra significativamente no continente. </li></ul>
  21. 21. Geografia do Turismo
  22. 22. Geografia do Turismo É esta Posição Geográfica do Território Português que lhe confere características biofísicas muito peculiares e que define o ritmo anual característico da zona mediterrânea, onde o nosso país está inserido.

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