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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVAG

Data: 06/08/2012

Aluno: Agassis Souza Rodrigues da Silva – Curso/Turma: DIR122 – Direito

Matricula: 6001021612

Disciplina: FILOSOFIA GERAL E DO DIREITO

Professor: ARISTIDES JANUÁRIO DA COSTA

Assunto: Considerações do Filme “Justiça”, um filme de Maria Augusta Ramos

        Primeiramente é exposto o caso do acusado portador de necessidades especiais,
sendo um cadeirante que está sendo processado pelo estado por acusação de envolvimento
em roubo, a qual foi preso pelos policiais, onde acusaram o mesmo de estar envolvendo com
um grupo que praticou furto á uma resid1111ência depois empreenderam fuga, até vindo á
pular um muro, no caso é exposto a situação que não há testemunhas e os acusadores são
somente os policiais envolvidos na prisão, fato intrigante é que ele é portador de necessidade
especial, sendo cadeirante, o Juiz que assiste ao caso mostra-se bastante duro frente ao
acusado, no entanto acredito que o mesmo está trabalhando dentro de suas funções mais
percebemos certo descaso por do magistrado quando o acusado pede para que seja revista as
acomodações onde este ficará preso em virtude da sua situação de portador de necessidades
especiais.

        No segundo caso é acompanhada a situação de um acusado de estar de posse de
veículo proveniente de furto, sendo que não se trata de réu primário e o mesmo já possui em
seu histórico outras passagens pela policia, percebemos neste caso que o acusado apresenta
uma história cheia de furos e totalmente contraditória para a juíza, a meu ver não vindo a
convencer a mesma em nenhum instante. A juíza neste enfoque mostra-se completamente
centrada dentro da situação apresentada, vindo inclusive a “alfinetar” o acusado em diversas
situações.

         Segue neste mesmo caso o acompanhamento da rotina do sistema penitenciário
brasileiro e do trabalho desenvolvido tanto pela Policia Civil como pela Policia Penitenciaria,
bem como o caso e o completo descaso em que nossas cadeia se encontram, rotinas de
superlotação e condições sub-humanas. Observe também o reflexo que as decisões incorretas
do acusado causam em sua família, como o sofrimento de sua mãe e de sua namorada/esposa
que inclusive encontra-se gestante. Acompanha-se a figura da defensora publica que buscar
com as peças da lei promover uma boa defesa do acusado, mesmo que a mesma tenha por
própria ciência a qual o acusado é realmente culpado da situação e tinha ci11ência sobre o
porte de objeto fruto do ilícito.

        No caso que segue temos a figura do magistrado/juiz como pessoa humana, cidadão
comum, que desenvolve a atividade de professor acad1111êmico e magistrado, estado este
diante de um caso onde o acusado está envolvido com tráfico de entorpecentes e porte ilegal
de armas, mesmo este sendo portador de diversos problemas de saúde e tendo acabado de
completas seus 18 anos, nestas cenas é visto de forma clara a disposição dos participantes da
oitiva e de suas formalidades, no entanto mostra a figura de um magistrado centrado em
passar á todas as partes o papel de cada uma delas, conduzindo o caso de forma clara, objetiva
e sucinta há ser entendido tanto por quem aplica a lei como por quem á procura. O
documentário neste ponto mostra os praticantes do direito como pessoas comuns, com
problemas também comuns e sua rotina cotidiana, podemos vislumbrar o dia a dia do juiz, da
defensora publica e do restante da sociedade.

        Este documentário traz uma olha diferente dos vários ângulos da justiça e da prática
do direito, seja pela promotoria, pelos magistrados, pelos defensores públicos e é claro pelos
acusados (réus) e suas respectivadas famílias, traz a frieza com a qual os casos são tratados,
talvez até em virtude de uma calejamento dos operantes do direito.

        Traz a luz à complexidade do sistema penitenciário, suas falhas e a completa
incapacidade em ressocializar quem a nela adentra.

        Faz-se vales a figura de cada acusada, em particular ao envolvido com o furto do
veículo a qual lhe foi atribuída a pena de mais de 3 anos de prisão, neste momento o mesmo
demostra de forma clara seu conhecimento á respeito das normas da leia á ele atribuída, em
especial quando questionada quando ao inicio de sua pena, já que este encontra-se á mais de
6 meses encarcerado aguardando a sentença final.

         Vemos o papel social de cada membro do documentário, seja ele do magistrado que
ao mesmo tempo é o executor das normas jurídicas, fazendo assim papel imparcial e frio
frente às necessidades da outra parte, tendo o papel de julgar entre o justo e o não justo, mais
que ao mesmo tempo também deve analisar a situação do ponto de vista social, pois é um
cidadão, uma pessoa como qualquer outra. Temos o advogado de defesa e de acusação que
também apresentam papeis distintos mais que como todos são dotados de sentimentos e é
clara a percepção da busca por estas partes na melhor opção para as pessoas por elas
assistidas.

        Observam-se no documentário alguns itens sem grande relevância em meio em geral
que está sendo estado, há exemplo deste temos as imagens do culto religioso a qual mostra a
mãe do jovem preso e acusado de estar de posse de veículo proveniente de furto, no entanto
diante de tais cenas sou levado á creem que a autora decidiu por incluí-las a fim dar enforque
ao quesito da fé depositada pela mãe pela inocentacão de filho.

       A de concluirmos que a mesma ficou desesperada quando o ele foi declarado culpado,
está acatou as explicações da defensora publica que á assistiu no caso, enfim, essa mãe
desolada teve como única alternativa chorar e seguir sua vida adiante, já que apesar das
escolhas individuais de seu filho terem maior influ2ência sobre ele mesmo, suas
consegu2ências respingam por toda á esfera familiar.

         Como conclusão final, cito que a autora pretendeu captar a atuação do Poder
Judiciário, bem como o sistema carcerário no Brasil, e gerar reflexões, as mais diversas, acerca
da atual estrutura, no entanto e de forma indireta a mesma quis causar um impacto no sentido
de mostrar ao espectador, seja ele praticante do direito ou não, que há muito por se indignar e
que não se deve deixar que a injustiça se misture à indiferença.

       Acolher como normal a indiferença é uma total imoralidade, já que está é a maior
forma de viol333ência que qualquer ser humano pode ser vitima.

                                                    *

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  • 1. CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVAG Data: 06/08/2012 Aluno: Agassis Souza Rodrigues da Silva – Curso/Turma: DIR122 – Direito Matricula: 6001021612 Disciplina: FILOSOFIA GERAL E DO DIREITO Professor: ARISTIDES JANUÁRIO DA COSTA Assunto: Considerações do Filme “Justiça”, um filme de Maria Augusta Ramos Primeiramente é exposto o caso do acusado portador de necessidades especiais, sendo um cadeirante que está sendo processado pelo estado por acusação de envolvimento em roubo, a qual foi preso pelos policiais, onde acusaram o mesmo de estar envolvendo com um grupo que praticou furto á uma resid1111ência depois empreenderam fuga, até vindo á pular um muro, no caso é exposto a situação que não há testemunhas e os acusadores são somente os policiais envolvidos na prisão, fato intrigante é que ele é portador de necessidade especial, sendo cadeirante, o Juiz que assiste ao caso mostra-se bastante duro frente ao acusado, no entanto acredito que o mesmo está trabalhando dentro de suas funções mais percebemos certo descaso por do magistrado quando o acusado pede para que seja revista as acomodações onde este ficará preso em virtude da sua situação de portador de necessidades especiais. No segundo caso é acompanhada a situação de um acusado de estar de posse de veículo proveniente de furto, sendo que não se trata de réu primário e o mesmo já possui em seu histórico outras passagens pela policia, percebemos neste caso que o acusado apresenta uma história cheia de furos e totalmente contraditória para a juíza, a meu ver não vindo a convencer a mesma em nenhum instante. A juíza neste enfoque mostra-se completamente centrada dentro da situação apresentada, vindo inclusive a “alfinetar” o acusado em diversas situações. Segue neste mesmo caso o acompanhamento da rotina do sistema penitenciário brasileiro e do trabalho desenvolvido tanto pela Policia Civil como pela Policia Penitenciaria, bem como o caso e o completo descaso em que nossas cadeia se encontram, rotinas de superlotação e condições sub-humanas. Observe também o reflexo que as decisões incorretas do acusado causam em sua família, como o sofrimento de sua mãe e de sua namorada/esposa que inclusive encontra-se gestante. Acompanha-se a figura da defensora publica que buscar com as peças da lei promover uma boa defesa do acusado, mesmo que a mesma tenha por própria ciência a qual o acusado é realmente culpado da situação e tinha ci11ência sobre o porte de objeto fruto do ilícito. No caso que segue temos a figura do magistrado/juiz como pessoa humana, cidadão comum, que desenvolve a atividade de professor acad1111êmico e magistrado, estado este diante de um caso onde o acusado está envolvido com tráfico de entorpecentes e porte ilegal de armas, mesmo este sendo portador de diversos problemas de saúde e tendo acabado de
  • 2. completas seus 18 anos, nestas cenas é visto de forma clara a disposição dos participantes da oitiva e de suas formalidades, no entanto mostra a figura de um magistrado centrado em passar á todas as partes o papel de cada uma delas, conduzindo o caso de forma clara, objetiva e sucinta há ser entendido tanto por quem aplica a lei como por quem á procura. O documentário neste ponto mostra os praticantes do direito como pessoas comuns, com problemas também comuns e sua rotina cotidiana, podemos vislumbrar o dia a dia do juiz, da defensora publica e do restante da sociedade. Este documentário traz uma olha diferente dos vários ângulos da justiça e da prática do direito, seja pela promotoria, pelos magistrados, pelos defensores públicos e é claro pelos acusados (réus) e suas respectivadas famílias, traz a frieza com a qual os casos são tratados, talvez até em virtude de uma calejamento dos operantes do direito. Traz a luz à complexidade do sistema penitenciário, suas falhas e a completa incapacidade em ressocializar quem a nela adentra. Faz-se vales a figura de cada acusada, em particular ao envolvido com o furto do veículo a qual lhe foi atribuída a pena de mais de 3 anos de prisão, neste momento o mesmo demostra de forma clara seu conhecimento á respeito das normas da leia á ele atribuída, em especial quando questionada quando ao inicio de sua pena, já que este encontra-se á mais de 6 meses encarcerado aguardando a sentença final. Vemos o papel social de cada membro do documentário, seja ele do magistrado que ao mesmo tempo é o executor das normas jurídicas, fazendo assim papel imparcial e frio frente às necessidades da outra parte, tendo o papel de julgar entre o justo e o não justo, mais que ao mesmo tempo também deve analisar a situação do ponto de vista social, pois é um cidadão, uma pessoa como qualquer outra. Temos o advogado de defesa e de acusação que também apresentam papeis distintos mais que como todos são dotados de sentimentos e é clara a percepção da busca por estas partes na melhor opção para as pessoas por elas assistidas. Observam-se no documentário alguns itens sem grande relevância em meio em geral que está sendo estado, há exemplo deste temos as imagens do culto religioso a qual mostra a mãe do jovem preso e acusado de estar de posse de veículo proveniente de furto, no entanto diante de tais cenas sou levado á creem que a autora decidiu por incluí-las a fim dar enforque ao quesito da fé depositada pela mãe pela inocentacão de filho. A de concluirmos que a mesma ficou desesperada quando o ele foi declarado culpado, está acatou as explicações da defensora publica que á assistiu no caso, enfim, essa mãe desolada teve como única alternativa chorar e seguir sua vida adiante, já que apesar das escolhas individuais de seu filho terem maior influ2ência sobre ele mesmo, suas consegu2ências respingam por toda á esfera familiar. Como conclusão final, cito que a autora pretendeu captar a atuação do Poder Judiciário, bem como o sistema carcerário no Brasil, e gerar reflexões, as mais diversas, acerca da atual estrutura, no entanto e de forma indireta a mesma quis causar um impacto no sentido
  • 3. de mostrar ao espectador, seja ele praticante do direito ou não, que há muito por se indignar e que não se deve deixar que a injustiça se misture à indiferença. Acolher como normal a indiferença é uma total imoralidade, já que está é a maior forma de viol333ência que qualquer ser humano pode ser vitima. * * *