"Ideologia, eu quero uma pra viver [...]."
CAZUZA

Sociedade Viva Cazuza

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Agradecemos aos parceiros que investem em nosso projeto.

ISBN: 978-85-7694-167-5

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Cláudia Cotes
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Autora

Cláudia Cotes
Coordenação editorial

Sílnia N. Martins Prado

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Ilustrações e
Projeto Gráfico

Pandora

Revisão

Katia Rossini

Realização

Fundação Educar DPaschoal
www.educardpaschoal.org.br
F: (19) 3728-8129

Todos os livros da
Fundação Educar DPaschoal
são distribuídos gratuitamente a escolas
públicas, organizações sociais e bibliotecas.
Esta obra foi impressa na Gráfica Editora Modelo
Ltda. em papelcartão Art Premium Tech e papel
Couché Suzano Matte, ambos produzidos pela
Suzano Papel e Celulose a partir de florestas
renováveis de eucalipto. Cada árvore foi plantada

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para este fim. Esta é a 1° edição, datada de 2007
com tiragem de 30.000 exemplares.

A tiragem e a prestação de contas referentes a esta
publicação foram conferidas pela Deloitte.

Cláudia Cotes
Vitória é uma menina bonita.
Tem a pele clara e usa um laço
de fita vermelha no cabelo.
Gosta de correr, brincar e pular
como qualquer criança de 8 anos.

Vitória não tem pai nem mãe nem irmão.
Vive na rua e trabalha pra ganhar o pão.
— Ô, seu moço, me dá um trocado?
Fecha logo o vidro do carro, o pobre moço desconfiado...
Quando chega a noite, Vitória sente solidão.
Conta as estrelas. Faz um pedido.

3
A menina bonita logo entendeu o que Lucinha,
sua nova e, agora, melhor amiga, lhe dizia.
Elas foram juntas até uma casa azul e amarela.
Parecia até um castelo.
— Minha querida, agora aqui é o seu lar.
Vitória olhou, olhou... O azul era da cor do céu
e era amarelo, porque lá era quente.
Tinha calor de gente!
Pela primeira vez, a menina se sentiu feliz!
E assim foi por muito tempo...

Logo cedo, a menina bonita acorda com uma mulher que lhe estende a mão.
— Vem cá, menina bonita! Eu vou te ajudar. — A mulher põe Vitória em seu
colo e ajeita a fita, que também é bonita. — Sabia que criança não pode nem
deve trabalhar? Criança tem que ir para a escola. E também deve se
alimentar bem e viver num lugar onde exista muito amor e carinho.

4
Lucinha ensinou à menina que é muito importante cuidar do
nosso corpo, ter disciplina para viver com saúde. Sempre!
Por isso, todos os dias, Vitória:
recebia a visita dos médicos;
tomava os remédios nas doses e nas horas certas;
usava agasalho sempre que fazia frio;
comia toda a comida sem deixar um grãozinho no prato;
deixava o seu corpo bem limpinho e cheiroso.

Vitória foi crescendo e aprendeu também
que os amigos são muito importantes na
vida da gente, porque são eles que, muitas
vezes, nos ensinam o que é o Amor, aliás, o
melhor remédio do mundo. Vitória amou
Lucinha, que amava viver.
A menina bonita tinha vários amigos na
escola, dentre eles o Victor, seu amiguinho
com Down. Sempre que esfriava, Vitória
emprestava sua blusa para o amigo não
ficar resfriado.

6
Logo depois do recreio, a aluna
Beatriz começou a entregar os
convites do seu aniversário.
Só que Beatriz não entregou o
convite nem pra Vitória, nem
pro Victor.
O melhor amigo de Vitória era o Luizinho! Ele
usava óculos e tinha o cabelo todo enroladinho.
Um dia, na hora do lanche, Luizinho falou:
— Vitória, você sabe que, ontem, eu estava
conversando com a minha mãe... Ela me disse o que
as crianças que têm algum tipo de doença podem
fazer para viver mais e melhor. Por exemplo, se uma
criança tiver um problema e se cuidar direitinho,
pode viver muitos anos, casar, ter filhos e fazer
várias coisas legais na vida! Não é ótimo?
A menina bonita ficou muito feliz ao saber disso.
Ela gostava muito do Luizinho e queria continuar
sendo sua amiga, mesmo depois de adulta.

8

Claro que a Vitória ficou muito
triste... e chorou.
Naquele dia, a menina bonita
entendeu o que era
PRECONCEITO.
É quando a gente não aceita as
diferenças dos outros e mostra
isso desprezando quem não é
igual. As pessoas podem ser
diferentes na cor da pele, dos
cabelos, na raça. Aliás, no
mundo, somos TODOS
diferentes uns dos outros...
Vitória contou para a amiga
Lucinha que não tinha sido
convidada para a festa.
Então Lucinha explicou à
menina que nós podemos mudar
as tristezas que acontecem com
a gente e, assim, vamos tornar o
mundo melhor e mais alegre.
Foi neste momento que as duas
se abraçaram e tiveram uma
ótima idéia!

Espertas, elas logo organizaram
uma festa de arromba na casa
azul! Convidaram não só os amigos
da escola, mas também os vizinhos
da rua, as crianças e todos que
quisessem ajudar!
E prepararam um bolo de
chocolate bem grande,
brigadeiros, salgadinhos,
sanduíches; e colocaram bexigas
coloridas enfeitando toda a casa.
Ficou uma beleza!
Ah! Também convidaram o
médico, que quis ser palhaço para
alegrar a garotada; o bombeiro,
que quis ser garçom pra servir
todo mundo; o enfermeiro, que
decidiu ser cozinheiro; e o
jardineiro, que virou porteiro!
Que animação!

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Para entrar na festa, as pessoas tinham
que usar um lacinho vermelho na blusa
e doar um brinquedo e um livro.

13
E foi no meio dessa festança, com muita
música, que Vitória se revelou!
De repente, a menina bonita pegou o
microfone e, grata por sua vida, cantou:

Dias sim, dias não, eu vou
sobrevivendo sem um arranhão...
O tempo não pára, não
pára — não, não pára!

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Todos bateram palmas pela linda voz da
estrela e gritaram:

— VIVA!

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  • 1.
    "Ideologia, eu querouma pra viver [...]." CAZUZA Sociedade Viva Cazuza a d z o la e r t s E l v A Agradecemos aos parceiros que investem em nosso projeto. ISBN: 978-85-7694-167-5 9 788576 941675 Cláudia Cotes
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    ids? re a a b coso m pou aber u mos s os, va iguinh Am as ição d , iminu d ade e voca acilid ro mais f . que p ertos HIV, es com en t é: rios c írus v rá do icam a pelo O que s e ho soas f ausad s dose c es na oença é, as p édios , isto s rem Uma d po eo o cor sempr esas d omar t def ecisam io; ids? so, pr eméd por is tem a ar o r ue q om go(a) , a de t a hor u ami corpo está n ar me has no d n que feridi so aju ando á com o pos lembr est Com le(a) e go(a) com e a) ami final, do seu(su que, a s; incan e o or 1) br ulto s vômit nto, p s. um ad um ca bre ou outro ando a, f e ) em 2) avis om os lado(a cabeç sc iso de es un go(a) , dor tosse a) ami e feliz su os r seu( r junt deixa e fica d ca amos 3) nun s gost nó todos 16 za a Cazu de Viv da a Socie zuza. Sobre iva Ca . ade V ucesso Socied ande s iava a s de gr újo cr to Ara s proje cinha inas lve trê a e Lu e men esenvo ninos Cazuz . me. D ão me erdia rança s–S espe -se fir rasil p antém 0; o B s da aid ro, alta de em bair víru sef de 199 ciedad as do lar do abuso e julho is, a so rtador articu dono, ade. Sete d cola p s depo tes po qualid e aban ias d e ano ma es o de caren histór zesset com u ucaçã anças De om cri nio a ed as, pais, c convê brigar de um espost para a óprios idade om um tas e r r, e, c Apoio elos pr portun re aids sa de pergun mao a ou p o, amo a ê e sob rsã stiç nças t Uma C ismo d e, dive tíficas is. pela ju as cria mecan e saúd mensa es cien hados r – com move-s camin rmaçõ cessos en .org.b mil a li, pro z info A du e 20 w.hiv es s e tra édia d o – ww carent por mê do a m asileir ientes úvidas atingin site br cesta nico 400 d ra pac guês, de uma o pa moú portu a mais voltad oando Manté para o lucion adesão /aids, iro. D que so e HIV orar a e Jane melh res Rio d ento d do guiu tam spitala conse ao tra cidade ões ho ional. imento cos na adesão ernaç tric int de end públi o, o at dro nu ice de rojeto pitais projet lve o p no qua m hos e o índ tes ao orial e nistas erável esenvo D ceu ulat nsid ortu acien ue nas ora co to amb ir os p ões op idéia q tamen a melh infecç ra atra de iedade l pa e um rar. A em tra , a soc mensa úmero memo além d ue, inação zir o n básica que co didos, ten crim oo redu teiro q ntes a ento, m muit ra a dis . país in s pacie tratam uza te poesia o cont ou ao do ao ostr er a tand a Caz que m as. Lu m perd de Viv vid da r se mem as de el vive a Socie um ho centen Hoje, possív azuza: al mudou gem, é prio C ascho a já cora o pró traum ar DP se tem uco d o de um um po Educ quand m vivo o de dação manté objetiv a Fun bre om o mica. So nos c econô á 17 a ocial e iada h cr ão s l – foi ormaç uídos schoa transf distrib o DPa ia de a-se fantis ratég o grup os in eocup ial d o est de livr ã. eto pr a com to soc ilhões cidad adani e proj timen ves 30 m ude , est a cid a atit e isso ditou oal – in ação para já e sch tive is qu igo!", incen o r DPa s. Ma educ res e a com oteca ia Com Educa rem a públic e bibli ação ce valo adota to "Le eres ciais Fund refor scola proje oas a A o a, ss ae es so os líd leitur lar pe meio d tendo izaçõ futur o pela estimu s, por édio, organ itária. orma o gost licas, te ano nivers sino M nia", f ada s púb o En Em se timule ção u a Cid es ns d cola te da mobiliz o que e a es e jove o "Tro nteúd nto d para a ament projet um co olvime ratuit nergia g nv com om o ua e o dese e; e c zam s nidad omove e utili comu is, qu ar", pr c na áve ia Edu spons adania cadem nte re de cid cialme m a "A entro so c Co
  • 3.
    Autora Cláudia Cotes Coordenação editorial SílniaN. Martins Prado la e r t s E l v A Ilustrações e Projeto Gráfico Pandora Revisão Katia Rossini Realização Fundação Educar DPaschoal www.educardpaschoal.org.br F: (19) 3728-8129 Todos os livros da Fundação Educar DPaschoal são distribuídos gratuitamente a escolas públicas, organizações sociais e bibliotecas. Esta obra foi impressa na Gráfica Editora Modelo Ltda. em papelcartão Art Premium Tech e papel Couché Suzano Matte, ambos produzidos pela Suzano Papel e Celulose a partir de florestas renováveis de eucalipto. Cada árvore foi plantada a d z o para este fim. Esta é a 1° edição, datada de 2007 com tiragem de 30.000 exemplares. A tiragem e a prestação de contas referentes a esta publicação foram conferidas pela Deloitte. Cláudia Cotes
  • 4.
    Vitória é umamenina bonita. Tem a pele clara e usa um laço de fita vermelha no cabelo. Gosta de correr, brincar e pular como qualquer criança de 8 anos. Vitória não tem pai nem mãe nem irmão. Vive na rua e trabalha pra ganhar o pão. — Ô, seu moço, me dá um trocado? Fecha logo o vidro do carro, o pobre moço desconfiado... Quando chega a noite, Vitória sente solidão. Conta as estrelas. Faz um pedido. 3
  • 5.
    A menina bonitalogo entendeu o que Lucinha, sua nova e, agora, melhor amiga, lhe dizia. Elas foram juntas até uma casa azul e amarela. Parecia até um castelo. — Minha querida, agora aqui é o seu lar. Vitória olhou, olhou... O azul era da cor do céu e era amarelo, porque lá era quente. Tinha calor de gente! Pela primeira vez, a menina se sentiu feliz! E assim foi por muito tempo... Logo cedo, a menina bonita acorda com uma mulher que lhe estende a mão. — Vem cá, menina bonita! Eu vou te ajudar. — A mulher põe Vitória em seu colo e ajeita a fita, que também é bonita. — Sabia que criança não pode nem deve trabalhar? Criança tem que ir para a escola. E também deve se alimentar bem e viver num lugar onde exista muito amor e carinho. 4
  • 6.
    Lucinha ensinou àmenina que é muito importante cuidar do nosso corpo, ter disciplina para viver com saúde. Sempre! Por isso, todos os dias, Vitória: recebia a visita dos médicos; tomava os remédios nas doses e nas horas certas; usava agasalho sempre que fazia frio; comia toda a comida sem deixar um grãozinho no prato; deixava o seu corpo bem limpinho e cheiroso. Vitória foi crescendo e aprendeu também que os amigos são muito importantes na vida da gente, porque são eles que, muitas vezes, nos ensinam o que é o Amor, aliás, o melhor remédio do mundo. Vitória amou Lucinha, que amava viver. A menina bonita tinha vários amigos na escola, dentre eles o Victor, seu amiguinho com Down. Sempre que esfriava, Vitória emprestava sua blusa para o amigo não ficar resfriado. 6
  • 7.
    Logo depois dorecreio, a aluna Beatriz começou a entregar os convites do seu aniversário. Só que Beatriz não entregou o convite nem pra Vitória, nem pro Victor. O melhor amigo de Vitória era o Luizinho! Ele usava óculos e tinha o cabelo todo enroladinho. Um dia, na hora do lanche, Luizinho falou: — Vitória, você sabe que, ontem, eu estava conversando com a minha mãe... Ela me disse o que as crianças que têm algum tipo de doença podem fazer para viver mais e melhor. Por exemplo, se uma criança tiver um problema e se cuidar direitinho, pode viver muitos anos, casar, ter filhos e fazer várias coisas legais na vida! Não é ótimo? A menina bonita ficou muito feliz ao saber disso. Ela gostava muito do Luizinho e queria continuar sendo sua amiga, mesmo depois de adulta. 8 Claro que a Vitória ficou muito triste... e chorou. Naquele dia, a menina bonita entendeu o que era PRECONCEITO. É quando a gente não aceita as diferenças dos outros e mostra isso desprezando quem não é igual. As pessoas podem ser diferentes na cor da pele, dos cabelos, na raça. Aliás, no mundo, somos TODOS diferentes uns dos outros...
  • 8.
    Vitória contou paraa amiga Lucinha que não tinha sido convidada para a festa. Então Lucinha explicou à menina que nós podemos mudar as tristezas que acontecem com a gente e, assim, vamos tornar o mundo melhor e mais alegre. Foi neste momento que as duas se abraçaram e tiveram uma ótima idéia! Espertas, elas logo organizaram uma festa de arromba na casa azul! Convidaram não só os amigos da escola, mas também os vizinhos da rua, as crianças e todos que quisessem ajudar! E prepararam um bolo de chocolate bem grande, brigadeiros, salgadinhos, sanduíches; e colocaram bexigas coloridas enfeitando toda a casa. Ficou uma beleza! Ah! Também convidaram o médico, que quis ser palhaço para alegrar a garotada; o bombeiro, que quis ser garçom pra servir todo mundo; o enfermeiro, que decidiu ser cozinheiro; e o jardineiro, que virou porteiro! Que animação! 10 11
  • 9.
    Para entrar nafesta, as pessoas tinham que usar um lacinho vermelho na blusa e doar um brinquedo e um livro. 13
  • 10.
    E foi nomeio dessa festança, com muita música, que Vitória se revelou! De repente, a menina bonita pegou o microfone e, grata por sua vida, cantou: Dias sim, dias não, eu vou sobrevivendo sem um arranhão... O tempo não pára, não pára — não, não pára! 14 Todos bateram palmas pela linda voz da estrela e gritaram: — VIVA! 15