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Tiragem: 23854
País: Portugal
Period.: Semanal
Âmbito: Economia, Negócios e.
Pág: IX
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Corte: 1 de 2ID: 28337819 12-01-2010 | Universidades
Em tempos de crise, inovar pode ser o
que marca a diferença entre prosperar
ou morrer. Pode ser um momento de
oportunidades, para que as empresas
preparem o futuro.
É neste contexto que nasce o Inov.C,
um espaço informal de debate e parti-
lha de ideias sobre gestão da inovação,
promovido pela Universidade de
Coimbra. Desta iniciativa fazem parte
vários agentes da inovação, entre em-
presários, autarcas, académicos e re-
presentantes de entidades financeiras
ou de apoio ao empreendedorismo.
A inovação pode traduzir uma solução
para as empresas no combate à crise,
defende o chefe da divisão de inova-
ção e transferências do saber da Uni-
versidade de Coimbra. Para Jorge Fi-
gueira, a inovação “é tão crucial que
arriscaria dizer que, nos dias de hoje,
só não haverá crise em Portugal se
formos inovadores”. Esta é uma ini-
ciativa que tem o objectivo de “anali-
sar problemas e delinear linhas estra-
tégicas comuns com vista à sua reso-
lução e reforçar a capacidade e o po-
tencial de inovação da região centro
do nosso país”, explica Jorge Figueira.
Actualmente, esta região de Portugal
ocupa o 153º lugar no ‘ranking’ euro-
peu das regiões mais inovadoras da
Europa e está na segunda posição na
tabela nacional das mais inovadoras, a
seguir à região de Lisboa e Vale do Te-
jo. Para aproveitar todo este potencial,
a segunda edição do Inov.C que decor-
reu no mês de Dezembro, concluiu ser
importante a criação de um projecto
estratégico para esta região, o Ecossis-
tema de Inovação Inov.C. Uma rede
que vai arrancar nos próximos quatro
anos e que pretende incentivar a ino-
vação e novas oportunidades de negó-
cio, principalmente no eixo entre
Coimbra e Leiria.
Segundo Jorge Figueira, duplicar o nú-
mero de cerca de 15 empresas de base
tecnológica que são criadas anual-
mente e “criar condições para captar
e fixar empresas de fora desta região”
são dois dos principais objectivos do
Ecossistema de Inovação Inov.C. Para
além disso, este projecto tem também
como meta “contribuir para que a re-
gião Centro possa entrar nas cem re-
giões mais inovadoras da Europa em
2017”, salienta.
Nesta região já foram criadas mais de
100 empresas “que vieram injectar na
economia uma dinâmica bastante in-
teressante” geradora de um volume de
negócios de cerca de 75 milhões de eu-
ros, dos quais cerca de 35% para ex-
portação. Estes negócios traduzem-se
também na criação de mais de mil de
postos de trabalho.
Para Jorge Figueira, “está na altura de
dar um novo salto, de sermos mais am-
biciosos e de preparar novos desafios”.
Na opinião do chefe da divisão de ino-
vação da Universidade de Coimbra, os
portugueses “são criativos”, mas “a
maioria das organizações não poten-
ciam o aproveitamento dessa virtude
para contribuir para o desenvolvi-
mento da sociedade”, diz. Uma bar-
reira que, na sua opinião, poderia ser
ultrapassada através de um sistema de
educação “que aposte na exposição do
risco aliado a uma sociedade que tole-
re o fracasso, sem esquecer a criação
de oportunidades e de espaços para
podermos arriscar”, acrescenta.
A área das ciências da vida, como saú-
de e biotecnologia, a área das tecnolo-
gias da informação, a de comunicação
e electrónica e a de energia e indús-
trias criativas, são as quatro áreas es-
tratégicas de aposta do Ecossitema de
Inovação Inov.C.
Fazem parte desta rede, um conjunto
de onze “parceiros nucleares” onde
estão incluídos os estabelecimentos de
ensino superior desta região, a Uni-
versidade de Coimbra e os Institutos
Politécnicos de Coimbra e de Leiria, as
entidades que desenvolvem activida-
des de incubação e as responsáveis
pela criação e gestão de parques tec-
nológicos. A estes parceiros, a rede
visa adicionar cerca de 95 agentes lo-
cais e regionais, durante os próximos
quatro anos, que se pretende que se-
jam envolvidos nas várias actividades
planeadas para o futuro. ■
Número de empresas criadas anualmente na
região Centro. O projecto Ecossistema de
Inovação Inov.C pretende duplicar este
número nos próximos quatro anos.
EMPRESAS
15
FA região Centro de Portugal ocupa a 153ª
posição no ‘ranking’ europeu das regiões
mais inovadoras. A nível nacional, esta
região está em 2º lugar, a seguir à região de
Lisboa e Vale do Tejo.
‘RANKING’
153º
Universidade
de Coimbra
apoia rede
de inovação
O Ecossistema de Inovação Inov.C vai arrancar
nos próximos quatro anos e pretende duplicar o número
de empresas na região centro do país.
ANA PETRONILHO
ana.petronilho@economico.pt
Bruno Barbosa
A inovação “é tão crucial
que arriscaria dizer que,
nos dias de hoje, só não haverá
crise em Portugal se formos
inovadores”, diz Jorge Figueira.
O Inov.C é um espaço de partilha
de ideias sobre gestão de inovação
promovido pela Universidade
de Coimbra.
Tiragem: 23854
País: Portugal
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Âmbito: Economia, Negócios e.
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Inov

  • 1. Tiragem: 23854 País: Portugal Period.: Semanal Âmbito: Economia, Negócios e. Pág: IX Cores: Cor Área: 26,94 x 34,78 cm² Corte: 1 de 2ID: 28337819 12-01-2010 | Universidades Em tempos de crise, inovar pode ser o que marca a diferença entre prosperar ou morrer. Pode ser um momento de oportunidades, para que as empresas preparem o futuro. É neste contexto que nasce o Inov.C, um espaço informal de debate e parti- lha de ideias sobre gestão da inovação, promovido pela Universidade de Coimbra. Desta iniciativa fazem parte vários agentes da inovação, entre em- presários, autarcas, académicos e re- presentantes de entidades financeiras ou de apoio ao empreendedorismo. A inovação pode traduzir uma solução para as empresas no combate à crise, defende o chefe da divisão de inova- ção e transferências do saber da Uni- versidade de Coimbra. Para Jorge Fi- gueira, a inovação “é tão crucial que arriscaria dizer que, nos dias de hoje, só não haverá crise em Portugal se formos inovadores”. Esta é uma ini- ciativa que tem o objectivo de “anali- sar problemas e delinear linhas estra- tégicas comuns com vista à sua reso- lução e reforçar a capacidade e o po- tencial de inovação da região centro do nosso país”, explica Jorge Figueira. Actualmente, esta região de Portugal ocupa o 153º lugar no ‘ranking’ euro- peu das regiões mais inovadoras da Europa e está na segunda posição na tabela nacional das mais inovadoras, a seguir à região de Lisboa e Vale do Te- jo. Para aproveitar todo este potencial, a segunda edição do Inov.C que decor- reu no mês de Dezembro, concluiu ser importante a criação de um projecto estratégico para esta região, o Ecossis- tema de Inovação Inov.C. Uma rede que vai arrancar nos próximos quatro anos e que pretende incentivar a ino- vação e novas oportunidades de negó- cio, principalmente no eixo entre Coimbra e Leiria. Segundo Jorge Figueira, duplicar o nú- mero de cerca de 15 empresas de base tecnológica que são criadas anual- mente e “criar condições para captar e fixar empresas de fora desta região” são dois dos principais objectivos do Ecossistema de Inovação Inov.C. Para além disso, este projecto tem também como meta “contribuir para que a re- gião Centro possa entrar nas cem re- giões mais inovadoras da Europa em 2017”, salienta. Nesta região já foram criadas mais de 100 empresas “que vieram injectar na economia uma dinâmica bastante in- teressante” geradora de um volume de negócios de cerca de 75 milhões de eu- ros, dos quais cerca de 35% para ex- portação. Estes negócios traduzem-se também na criação de mais de mil de postos de trabalho. Para Jorge Figueira, “está na altura de dar um novo salto, de sermos mais am- biciosos e de preparar novos desafios”. Na opinião do chefe da divisão de ino- vação da Universidade de Coimbra, os portugueses “são criativos”, mas “a maioria das organizações não poten- ciam o aproveitamento dessa virtude para contribuir para o desenvolvi- mento da sociedade”, diz. Uma bar- reira que, na sua opinião, poderia ser ultrapassada através de um sistema de educação “que aposte na exposição do risco aliado a uma sociedade que tole- re o fracasso, sem esquecer a criação de oportunidades e de espaços para podermos arriscar”, acrescenta. A área das ciências da vida, como saú- de e biotecnologia, a área das tecnolo- gias da informação, a de comunicação e electrónica e a de energia e indús- trias criativas, são as quatro áreas es- tratégicas de aposta do Ecossitema de Inovação Inov.C. Fazem parte desta rede, um conjunto de onze “parceiros nucleares” onde estão incluídos os estabelecimentos de ensino superior desta região, a Uni- versidade de Coimbra e os Institutos Politécnicos de Coimbra e de Leiria, as entidades que desenvolvem activida- des de incubação e as responsáveis pela criação e gestão de parques tec- nológicos. A estes parceiros, a rede visa adicionar cerca de 95 agentes lo- cais e regionais, durante os próximos quatro anos, que se pretende que se- jam envolvidos nas várias actividades planeadas para o futuro. ■ Número de empresas criadas anualmente na região Centro. O projecto Ecossistema de Inovação Inov.C pretende duplicar este número nos próximos quatro anos. EMPRESAS 15 FA região Centro de Portugal ocupa a 153ª posição no ‘ranking’ europeu das regiões mais inovadoras. A nível nacional, esta região está em 2º lugar, a seguir à região de Lisboa e Vale do Tejo. ‘RANKING’ 153º Universidade de Coimbra apoia rede de inovação O Ecossistema de Inovação Inov.C vai arrancar nos próximos quatro anos e pretende duplicar o número de empresas na região centro do país. ANA PETRONILHO ana.petronilho@economico.pt Bruno Barbosa A inovação “é tão crucial que arriscaria dizer que, nos dias de hoje, só não haverá crise em Portugal se formos inovadores”, diz Jorge Figueira. O Inov.C é um espaço de partilha de ideias sobre gestão de inovação promovido pela Universidade de Coimbra.
  • 2. Tiragem: 23854 País: Portugal Period.: Semanal Âmbito: Economia, Negócios e. Pág: I Cores: Cor Área: 5,31 x 2,69 cm² Corte: 2 de 2ID: 28337819 12-01-2010 | Universidades Universidade de Coimbra apoia rede de inovação Pág. 9