SlideShare uma empresa Scribd logo
EVOLUÇÃO URBANA DO
BAIRRO IMPERIAL DE
SÃO CRISTÓVÃO
A OCUPAÇÃO DA TERRA – 1568 a 1759A OCUPAÇÃO DA TERRA – 1568 a 1759
 Era habitada por índios tamoios
 Teve sua origem na solicitação de uma
sesmaria feita por um jesuíta a Estácio de Sá,
em 1565. Três anos mais tarde a sesmaria foi
concedida aos Padres da Companhia de
Jesus.
 Era localizada fora do perímetro urbano, cheia
de alagados, morros, rios e uma costa bem
recortada.
 Os padres estabeleceram ali uma fazenda cuja
sede foi construída num elevado junto à antiga
Praia de São Diogo.
Padre Jesuíta. Fonte:
http://jesuitasbrasil.blogspot.com.br/2010_07_01_ar
chive.html
Índios Tamoios. Fonte:
http://www.sppert.com.br/Artigos/Brasil/Rio_de_Ja
neiro/Hist
%C3%B3ria/_Primeiros_moradores_do_Rio_de_J
aneiro_/
 Parte da área foi arrendada a terceiros.
 O estabelecimento caracterizou-se
pela criação de gado, cultivo da cana-
de-açúcar e produção de alimentos.
 Em 1627, os jesuítas construíram,
num trecho junto ao litoral, uma
capela dedicada a São Cristóvão
(Primeira Igreja) que deu nome à
Praia e à região toda.
 Foi nesse período que se formaram os
caminhos de São Cristóvão (hoje
Rua São Cristóvão) e o do
Pedregulho (Primeiras Ruas). O
primeiro ligando a fazenda ao Colégio
dos Jesuítas, no Centro, e o outro indo
em direção à Fazenda de Santa Cruz.
Igreja de São Cristóvão com o mar e um atracadouro
Fonte:
http://www.rioquepassou.com.br/2003/11/27/1314/
1568 a 17591568 a 1759
Expulsão dos Jesuítas - 1759 a 1808Expulsão dos Jesuítas - 1759 a 1808
 Expulsos os Jesuítas, em 1759, pelo
Marquês de Pombal, seus bens foram
confiscados e incorporados à Coroa
Portuguesa.
 A Sede da Fazenda passou a abrigar o
Hospital dos Lázaros, sob administração
da Irmandade da Candelária, em 1765.
 As terras da Fazenda foram então
divididas em chácaras e sítios que foram
vendidos ou doados.
 Numa dessas chácaras, adquiridas por
Antônio Elias Lopes, em 1792, foi
construído um Palacete, que se tornou
mais tarde residência da Família Real.
Sede da antiga Fazenda dos Jesuítas conhecida como
Fazenda de São Cristóvão.
Fonte: http://www.riodejaneiroaqui.com/pt/morro-do-castelo-5tj.html
 O Palacete foi edificado numa
área elevada com uma vegetação
abundante, que se sobressaía
àquela área cheia de alagados e
pântanos, ficou conhecido como
Quinta da Boa Vista.
 O local do atual Campo de São
Cristóvão era usado pelos
moradores (antigos locatários das
terras dos Jesuítas) para
comercializar seus produtos e
levar seus animais para pastar.
Quinta da Boa Vista.
Fonte: http://www.riodejaneiroaqui.com/portugues/q_pimperial.html
 Pintura do Pintor Austríaco Thomas Ender que esteve no Brasil entre 1817-1818.
Fonte: http://www.riodejaneiroaqui.com/portugues/q_pimperial.html
 Vista do Paço de São Cristóvão, por Jean-Baptiste Debret
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_Nacional_da_Universidade_Federal_do_Rio_de_Janeiro
Portão da Quinta da Boa Vista. Fonte: http://oriodeantigamente.blogspot.com.br/2011/01/quinta-da-boa-vista.html
Quinta da Boa Vista. Fonte: http://www.riodejaneiroaqui.com/portugues/q_pimperial.html
Vista atual da Quinta da Boa Vista. Fonte:
http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/platb/blogdalucia/category/historias-da-historia-do-rio/
 Com a chegada da Família
Real portuguesa e sua corte
ao Rio de Janeiro, Antônio
Elias Lopes ofereceu sua
mansão para residência do
Príncipe Regente.
 Para atender às 15 mil pessoas
que vieram junto com D. João,
diversas edificações foram
desocupadas e cedidas à Corte.
INÍCIO DO SÉCULO XIX – chegada da Família RealINÍCIO DO SÉCULO XIX – chegada da Família Real
Fonte:
http://www.historiadi
gital.org/questoes/qu
estao-vinda-da-
familia-real/
Fonte:
http://eunahistoria20
12.blogspot.com.br/2
012/05/chegada-da-
familia-real-ao-
brasil.html
 O crescimento populacional acarretou a
expansão da cidade, sendo um dos
vetores direcionado para São Cristóvão.
 Para melhorar a acessibilidade ao bairro,
foram necessárias obras de aterros de
lagoas e mangues, canalizações de rios,
entre outras.
Dom João VI (ao lado de sua esposa, Carlota
Joaquina) trouxe diversas mudanças com a
transferência da Família Real para o Brasil.
Aclamação de D. Pedro I
(12/10/1822), por Debret. Esta foi,
durante muito tempo, a imagem
da independência do Brasil.
Fonte:
http://eunahistoria2012.blogspot.com.br/2012/05/ch
egada-da-familia-real-ao-brasil.html
Fonte: http://educacao.uol.com.br/biografias/d-pedro-1.jhtm
 Quando D. João voltou para Portugal, D.
Pedro, seu filho, assumiu seu posto e, no ano
seguinte, declarou a Independência, tornando-
se o primeiro Imperador do Brasil.
 Em 1831, D. Pedro I retornou à Lisboa,
deixando o trono para o seu primogênito,
também Pedro.
 Ao longo do reinado de dom Pedro II, a partir
de São Cristóvão, iniciou-se a instalação de
indústrias e a modernização da cidade.
Dom Pedro II aos 61 anos de idade, 1887.
Fonte:
http://civilization.wikia.com/wiki/Pedro_II_
%28Civ5%29
Período Imperial – Primeiro e Segundo ReinadoPeríodo Imperial – Primeiro e Segundo Reinado
Quinta da Boa Vista. Fonte: www.skyscrapercity.com
http://www.historiadigital.org/questoes/questao-vinda-da-familia-real/
Jardins da Quinta da Boa VistaJardins da Quinta da Boa Vista
 Durante o Império de D. Pedro II o
paisagista Auguste François-
Marie Glaziou projetou os jardins
da Quinta da Boa Vista. Ele
adequou o entorno à residência
imperial, planejou e executou
intervenções que ordenaram o
aspecto geral do parque e também
enobreceram o palácio, dentro de
uma concepção paisagística
romântica, inspirado nos jardins
paisagísticos franceses aliado aos
conhecimentos das matas
nacionais.
Projeto para os jardins da Quinta da Boa Vista.
Fonte: http://www.casaruibarbosa.gov.br/glaziou/projetos2.htm
 Próximo ao Campo de São Cristóvão foi
instalado o Batalhão da Guarda do
Imperador.
 Em 1826, foi construído um prédio
conhecido posteriormente como Solar
da Marquesa de Santos para a favorita
de D. Pedro, na Rua Nova da Boa Vista
(atual Av. D. Pedro II), que dava acesso
à Quinta. Sua localização permitia ao
Imperador vigiar as luzes dos aposentos
da amada.
Solar da Marquesa de Santos.
Fonte:http://www.revistadehistoria.com.br/secao/reportage
m/a-nova-moda-do-imperador
Durante o Período Imperial (em especial do
de D. Pedro II), foram realizadas obras
significativas de infraestrutura, como novos
aterros, arruamentos, loteamentos, saneamento,
canalização de rios, além de receber serviços
de transportes, telegrafia, esgotamento
sanitário, iluminação a gás, coleta de lixo,
sistema de abastecimento de água, entre outros.
Nessa ocasião, foram oferecidos benefícios
fiscais para quem quisesse ocupar a região.
O bairro tornou-se o mais aristocrático da
cidade, atraindo comerciantes e fazendeiros,
vindos não só pelos incentivos e pelas
melhorias, mas também pela vizinhança com a
Família Real.
Fonte: http://www.odebrecht.com/sala-imprensa/noticias?
id=19967
A atual Av. D. Pedro II, foi prolongada
até a praia, configurando o principal eixo
do bairro.
As residências mais luxuosas
concentraram-se ali e também nas ruas da
Alegria, Bela, São Luiz Gonzaga e São
Cristóvão.
O Saco de São Diogo foi aterrado, em
1850, assim como pequenos trechos do
Campo de São Cristóvão.
Em 1860, a construção do Canal do
Mangue contribuiu muito para a ocupação
do bairro.
Localização. O arquétipo da avenida monumental no coração do
bairro de São Cristóvão. Fonte: http://vejario.abril.com.br/blog/as-
ruas-do-rio/page/3
Algumas das residências na Avenida Pedro II. Fonte:
http://vejario.abril.com.br/blog/as-ruas-do-rio/tags/sao-cristovao
Saco de São Diogo antes do aterramento.
Fonte: http://agenciaspostais.com.br/?page_id=1432
Imagem de São Cristóvão hoje. Fonte: Google
Em 1858, foi inaugurado o primeiro
trecho da Estrada de Ferro D. Pedro II,
incluindo a Estação de São Cristóvão e,
em 1870, foi implantada a empresa Rio de
Janeiro Street Railway (posteriormente Cia.
São Cristóvão), responsável pelos bondes
sobre trilhos.
A Quinta da Boa Vista sofreu diversas
reformas ao longo do tempo.
Em 1888 foi fundado o internato D.
Pedro II, que existe até hoje.
Bonde sobre trilhos. Fonte: http://vejario.abril.com.br/edicao-da-
semana/fotos-bondes-rj-arquivo-publico-749566.shtml
Estação de São
Cristóvão.
Fonte:
http://oriodeanti
gamente.blogsp
ot.com.br/2011/
02/estacoes-
ferroviarias.html
Internato D. Pedro II.
Fonte:
http://www.revistadehistoria.com.br/secao/educacao/uma-
escola-para-poucos
A ERA REPUBLUCANAA ERA REPUBLUCANA
 Com a proclamação da República em 1889, inicia-se uma fase de perda de
prestigio do antigo Bairro Imperial.
 O Palácio da Quinta, foi desativado e torna-se a sede dos trabalhos da Assembleia
Nacional responsável pela Constituição Brasileira de 1891
 Em 1909, os jardins da Quinta foram restaurados a mando do presidente Nilo
Peçanha, conservando-se as características do projeto original de Glaziou.
 Com o Novo Regime, o Rio de Janeiro é elevado à condição de Distrito Federal
e sede do governo republicano.
 Surgem anseios de uma modernização que permitisse superar o passado, tanto
colonial como imperial, e engajar o desenvolvimento da cidade no bojo do processo
de industrialização em marcha nos países centrais.
 A industrialização mudou o perfil do
bairro;
 A partir do final do século XIX, iniciou-se
a deterioração das construções mais
antigas.
 A queda do império ocasionou mais tarde,
a transformação do paço em museu, com a
instalação do Museu Nacional da
Universidade Federal do Rio de Janeiro no
local.
 No final dos anos vinte, pode-se perceber
alguns dos problemas que seriam
enfrentados pelo bairro nas décadas
subsequentes, tais como o rebaixamento
da qualidade de vida e a deterioração do
patrimônio histórico edificado.
Fonte:http://rosarodriguesjornalistaeradialista.blogspot.co
m.br/2009/01/relembrando-tempos-modernos-de-
charles.html
 Por volta de 1894, a antiga igrejinha de São Cristóvão foi demolida, e
reconstruída ao estilo arquitetônico vigente na época (gótico-romano).
 O Campo de São Cristóvão foi contemplado pelo programa de reformas urbanas
empreendido pelo prefeito Pereira Passos entre 1903 e 1906.
 A proposta constituiu-se por remodelação urbanística, calçamento das vias,
melhoria da iluminação pública e da limpeza urbana, além da construção de um
coreto (atualmente tombado) e de arquibancadas.
 A reforma Passos marca o momento em que São Cristóvão inicia sua decadência
como área residencial, sendo cada vez mais procurado para a instalação de
indústrias. Isso ocorria por conta da disponibilidade de casarões servidos de
infraestrutura para a instalação desse tipo de atividade, da proximidade com o
centro da cidade e com o novo Porto da Cidade, inaugurado em 1909, juntamente
com a canalização da Avenida Francisco Bicalho.
 Em 1924, o aterro da Praia de São Cristóvão e o prolongamento do cais do porto até
o Cajú tiraram o litoral do bairro.
MUDANÇA NA GEOGRAFIA DOMUDANÇA NA GEOGRAFIA DO
BAIRROBAIRRO
 Ao longo do século XIX,
o mar foi aterrado em
vários metros (o acesso à
Igreja de São Cristóvão
passou a ser a pé) e os
pântanos erradicados.
Igreja de São Cristóvão – 1916 por Andre Decourt / Igreja de São Cristóvão (hoje na Praça Padre Séve) Fonte:
http://www.rioquepassou.com.br/2013/08/30/igreja-de-sao-cristovao-1916/
http://wikiurbs.info/index.php?title=Igreja_de_S%C3%A3o_Crist%C3%B3v%C3%A3o
 Observem o Campo de São Cristóvão onde ficava, bem próximo ao mar na
figura 1 e a faixa de aterro encontrada hoje no local.
Fonte: http://oriodeantigamente.blogspot.com.br/2011/01/campo-
de-sao-cristovao.html
Fonte: Google
ÀREAS ATERRADASÀREAS ATERRADAS
Fonte:http://portalgeo.rio.rj.gov.br/estudoscariocas/download/2418_O%20Rio%20de
%20Janeiro%20e%20sua%20orla.pdf
PLANOS E DECRETOS URBANÍSTICOSPLANOS E DECRETOS URBANÍSTICOS
 Por determinação do Plano Agache*, em 1920, o bairro passou a ser local de
residência da população operária, resultando em um número expressivo de
vilas e habitações coletivas.
 Em 1937, com a promulgação do Decreto n° 6.000, São Cristóvão, junto com
outros bairros do subúrbio, foi incluído na zona industrial da cidade.
 Por causa da forte seca do Nordeste, muitos nordestinos migraram e se
instalaram no bairro. Por volta de 1940, deram início a uma feira de
comercialização de produtos de suas regiões.
 A Av. Brasil, aberta em 1946, eixo de ligação com as rodovias para outros
municípios, ajudou a consolidar o uso industrial do bairro, concentrando
pequenas fábricas e comércio atacadista.
PLANO AGACHEPLANO AGACHE
PLANO AGACHEPLANO AGACHE
 Donat Alfred Agache (1875 - 1959)
Arquiteto francês diplomado pela École des Beaux-Arts de Paris em 1905. É
fundador da Sociedade Francesa de Urbanistas, tendo sido secretário-geral até
o período entre guerras. Alguns lhe atribuem a criação do vocábulo urbanismo.
 Em 1927 é convidado para uma série de conferências sobre urbanismo no Rio
de Janeiro, que culminam com sua contratação no ano seguinte para
elaboração de um plano urbanístico para a cidade.
 Concluído em 1930, introduziu no cenário nacional algumas questões típicas
da cidade industrial, tais como o planejamento do transporte de massas e do
abastecimento de águas, a habitação operária e o crescimento das favelas,
assim como um zoneamento para a cidade.
O QUE RESTOU DO BAIRROO QUE RESTOU DO BAIRRO
IMPERIALIMPERIAL
 Restaram, entre outros testemunhos importantes a Quinta da Boa Vista
(atual Museu Nacional), a antiga Casa da Marquesa de Santos (hoje Museu
do Primeiro Reinado), o antigo Observatório Nacional (hoje abriga também
o Museu de Astronomia) e a antiga Casa de Fazenda dos Jesuítas,
transformada no Hospital dos Lázaros.
Fonte:
http://colunas.cbn.globoradio
.globo.com/platb/blogdalucia/
category/historias-da-
historia-do-rio/
Fonte:
http://visoesdacidade.blogspot.com.
br/2009/04/o-museu-de-
astronomia-e-ciencias-afins.html
Fonte:
http://www.panoramio.com/photo/4
1156374
Fonte:
http://www.scielo.br/pdf/hcsm
/v2n3/a09v2n3.pdf
 Após a fusão dos estados do Rio e da
Guanabara, o Rio de Janeiro
transformou-se em município e um novo
regulamento de zoneamento criou a
Zona de Indústria e Comércio (ZIC) de
São Cristóvão e restringiu os usos
residenciais do bairro.
 Decorrentes da infraestrutura de
transportes, que implantou grandes
eixos viários, viadutos, elevados, linhas
ferroviárias e metroviárias, o
patrimônio histórico e arquitetônico
do bairro sofreu várias perdas.
 Exemplo disso é a implantação da
Linha Vermelha, em 1992, que
interferiu na antigas ruas Bela e Figueira
de Melo, desconsiderando todo o
patrimônio cultural existente. Fonte: Google
 Em 1993, uma Lei Complementar modificou a legislação de uso e ocupação do
solo e incentivou o uso residencial na região, recuperando o equívoco da
legislação anterior.
 Nessa lei, foi criada a Área de Proteção ao Ambiente Cultural (APAC) de
São Cristóvão.
 Na área, podemos encontrar exemplares de diversos estilos arquitetônicos e
tipologias representantes da arquitetura brasileira.
RECUPERAÇÃO DE SÃORECUPERAÇÃO DE SÃO
CRISTÓVÃOCRISTÓVÃO
TOMBAMENTOSTOMBAMENTOS
 Hoje São Cristóvão possui 12 edificações tombadas.
TOMBAMENTOSTOMBAMENTOS
TOMBAMENTOSTOMBAMENTOS
TOMBAMENTOSTOMBAMENTOS
TOMBAMENTOSTOMBAMENTOS
TOMBAMENTOSTOMBAMENTOS
TOMBAMENTOSTOMBAMENTOS
TOMBAMENTOSTOMBAMENTOS
ALGUNS PONTOS DE SÃO CRISTÓVÃO –ALGUNS PONTOS DE SÃO CRISTÓVÃO –
ANTES E ATUALMENTEANTES E ATUALMENTE
O PAVILHÃO DE SÃO CRISTÓVÃOO PAVILHÃO DE SÃO CRISTÓVÃO
 Em 1959, foi construído um pavilhão no
Campo de São Cristóvão para abrigar a
Exposição Internacional de Indústria e
Comércio.
 A edificação provisória se tornou
definitiva e passou a ser utilizada para
organização de eventos.
 Atualmente abriga o Centro Luiz
Gonzaga de Tradições Nordestinas,
conhecido como Feira de São Cristóvão,
que promove a cultura e o comércio de
produtos nordestinos.
O Pavilhão era uma das maiores áreas cobertas do
mundo na época, com 156.000m², para cobrir o pavilhão
sem o auxílio de colunas, foram lançados cabos de aço
compondo uma superfície parabólica. a cobertura
original era plástica, anos mais tarde, depois de um
vendaval, a cobertura foi substituída por placas
metálicas.
Fonte:
http://www.riodejaneiroaqui.com/portugues/pavilhao-sao-
cristovao.html
Pavilhão de São Cristóvão (Salão do Automóvel) - Anos 60
Fonte:
http://oriodeantigamente.blogspot.com.br/2011/01/pavilhao-
de-sao-cristovao-centro-de.html
Pavilhão de São Cristóvão - Final dos Anos 60
Fonte: http://oriodeantigamente.blogspot.com.br/2011/01/pavilhao-
de-sao-cristovao-centro-de.html
Pavilhão de São Cristóvão – Atualmente
Fonte:http://www.wikirio.com.br/Feira_de_S%C3%A3o_Crist
%C3%B3v%C3%A3o_-_Centro_Luiz_Gonzaga_de_Tradi
%C3%A7%C3%B5es_Nordestinas
 Por volta de 1988, um forte vendaval destruiu pela segunda vez a cobertura do
pavilhão. A partir desta data o pavilhão ficou fechado e em desuso por longos
anos, até que em 2003 passou a ser utilizado pela Feira de São Cristóvão.
Fonte: http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/Jornal/Cidade/Feira-
de-Sao-Cristovao-resiste-ao-tempo-e-a-globalizacao-
7739.html#.U4Qhyyhg98k
Av. Pedro II, 398 – São Cristovão (Escola Municipal Nilo Peçanha)
Av. Pedro II – Escola Municipal Nilo Peçanha – início
de séc. XX.
Avenida Pedro IIAvenida Pedro II
Campo de São Cristóvão – Colégio Pedro IICampo de São Cristóvão – Colégio Pedro II
Campo de São Cristóvão (Colégio Pedro II – 1906)
Campo de São Cristóvão (Colégio Pedro II – atualmente)
Campo de São Cristóvão - CoretoCampo de São Cristóvão - Coreto
Campo de São Cristóvão (Coreto – 1906)
Campo de São Cristóvão (Coreto - atualmente)
Rua do ExércitoRua do Exército
Observatório Nacional - Rua do Exército - 1922
Rua do Exército - atualmente
Rua do Exército - 1922
Avenida Francisco BicalhoAvenida Francisco Bicalho
Canal do Mangue. Av. Francisco Bicalho – inicício do séc. XX
Av. Francisco Bicalho - 1907
ALGUMAS RELAÇÕES HISTÓRICASALGUMAS RELAÇÕES HISTÓRICAS
 Campo de São Cristóvão – Ágora Grega´(local utilizado para comercializar
produtos).
 O Imperador ofereceu melhorias e isenções de impostos no bairro para atrair
moradores – situação similar à de Luiz XIV quando construiu Versailles.
 Traçado viário misto – parte similar ao traçado medieval e parte similar ao
hipodâmico.
 Assim como no Egito Antigo, a escala monumental para impor poder, foi usada na
Quinta da Boa Vista e casas vizinhas, pertencentes à classe aristocrática.
 Assim como as cidades da Grécia, a Quinta da Boa Vista é localizada no topo de
uma colina.
ALGUMAS RELAÇÕES HISTÓRICASALGUMAS RELAÇÕES HISTÓRICAS
 Quando um local era fundado, era realizada uma consulta das condições do local,
limitação e era celebrada uma missa, assim como os Etruscos realizavam o
inauguratio, o limitatio e o consacratio.
 O sistema de esgoto e águas pluviais de São Cristóvão foi e ainda é similar ao dos
Romanos.
FONTES E BIBLIOGRAFIA:FONTES E BIBLIOGRAFIA:
 Guia das APACs – São Cristóvão – Rio Prefeitura – Patrimônio Cultural
 Guia do Patrimônio Cultural Carioca – Bens Tombados 2014 – Prefeitura da
Cidade do Rio de Janeiro
 http://www.rioquepassou.com.br/2013/08/30/igreja-de-sao-cristovao-1916/
 http://www.adegaoportugues.com.br/historia.php
 http://www.museusdoestado.rj.gov.br/mir/texto/HISTORICO%20DO
%20BAIRRO%20DE%20SAO%20CRISTOVAO.pdf
HISTÓRIA E TEORIA DA CIDADE – PROF. FERNANDOHISTÓRIA E TEORIA DA CIDADE – PROF. FERNANDO
RABELLORABELLO
ALUNa:ALUNa: MAIRA F. GIZOTTI 13104683MAIRA F. GIZOTTI 13104683 Data:Data:
11/06/201211/06/2012

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

O Teatro Erótides de Campos e a Carta de Veneza (1964)
O Teatro Erótides de Campos e a Carta de Veneza (1964)O Teatro Erótides de Campos e a Carta de Veneza (1964)
O Teatro Erótides de Campos e a Carta de Veneza (1964)
Gésica Tarnoski
 
Terramoto de 1755 em Lisboa
Terramoto de 1755 em LisboaTerramoto de 1755 em Lisboa
Terramoto de 1755 em Lisboa
Jorge Almeida
 
Planos joyeria onix
Planos joyeria onixPlanos joyeria onix
Planos joyeria onix
JoyeriaOnix
 
Contrastes e antagonismos sociais do século xix
Contrastes e antagonismos sociais do século xixContrastes e antagonismos sociais do século xix
Contrastes e antagonismos sociais do século xix
maria40
 
A Revolução Digital.
A Revolução Digital.A Revolução Digital.
A Revolução Digital.
Douglas Gregorio
 
Trabalho de urbanismo II
Trabalho de urbanismo II Trabalho de urbanismo II
Trabalho de urbanismo II
marcuspvini
 
Os meios de comunicação e a vida cotidiana
Os meios de comunicação e a vida cotidianaOs meios de comunicação e a vida cotidiana
Os meios de comunicação e a vida cotidiana
Ana Régia Vasconcelos
 
Mies van der Rohe
Mies van der RoheMies van der Rohe
Mies van der Rohe
Vanessa Soares
 
Poluição das águas 2º período
Poluição das águas   2º períodoPoluição das águas   2º período
Poluição das águas 2º período
ospoluicao
 
LIVRO - Praças brasileiras - Fabio Robba.pdf
LIVRO - Praças brasileiras - Fabio Robba.pdfLIVRO - Praças brasileiras - Fabio Robba.pdf
LIVRO - Praças brasileiras - Fabio Robba.pdf
NoemiAlves18
 
Power point co-incineração
Power point co-incineração Power point co-incineração
Power point co-incineração
sanpersousa89
 
Reichstag - Restauração e Cúpula
Reichstag - Restauração e CúpulaReichstag - Restauração e Cúpula
Reichstag - Restauração e Cúpula
Fabricio Menossi
 
Obras Mies Van Der Rohe
Obras Mies Van Der RoheObras Mies Van Der Rohe
Obras Mies Van Der Rohe
Barbara Rossi
 

Mais procurados (13)

O Teatro Erótides de Campos e a Carta de Veneza (1964)
O Teatro Erótides de Campos e a Carta de Veneza (1964)O Teatro Erótides de Campos e a Carta de Veneza (1964)
O Teatro Erótides de Campos e a Carta de Veneza (1964)
 
Terramoto de 1755 em Lisboa
Terramoto de 1755 em LisboaTerramoto de 1755 em Lisboa
Terramoto de 1755 em Lisboa
 
Planos joyeria onix
Planos joyeria onixPlanos joyeria onix
Planos joyeria onix
 
Contrastes e antagonismos sociais do século xix
Contrastes e antagonismos sociais do século xixContrastes e antagonismos sociais do século xix
Contrastes e antagonismos sociais do século xix
 
A Revolução Digital.
A Revolução Digital.A Revolução Digital.
A Revolução Digital.
 
Trabalho de urbanismo II
Trabalho de urbanismo II Trabalho de urbanismo II
Trabalho de urbanismo II
 
Os meios de comunicação e a vida cotidiana
Os meios de comunicação e a vida cotidianaOs meios de comunicação e a vida cotidiana
Os meios de comunicação e a vida cotidiana
 
Mies van der Rohe
Mies van der RoheMies van der Rohe
Mies van der Rohe
 
Poluição das águas 2º período
Poluição das águas   2º períodoPoluição das águas   2º período
Poluição das águas 2º período
 
LIVRO - Praças brasileiras - Fabio Robba.pdf
LIVRO - Praças brasileiras - Fabio Robba.pdfLIVRO - Praças brasileiras - Fabio Robba.pdf
LIVRO - Praças brasileiras - Fabio Robba.pdf
 
Power point co-incineração
Power point co-incineração Power point co-incineração
Power point co-incineração
 
Reichstag - Restauração e Cúpula
Reichstag - Restauração e CúpulaReichstag - Restauração e Cúpula
Reichstag - Restauração e Cúpula
 
Obras Mies Van Der Rohe
Obras Mies Van Der RoheObras Mies Van Der Rohe
Obras Mies Van Der Rohe
 

Semelhante a Evolução Urbana do Bairro Imperial de São Cristóvão - RJ

História e Geografia de Duque de Caxias
História e Geografia de Duque de CaxiasHistória e Geografia de Duque de Caxias
História e Geografia de Duque de Caxias
Antonio Futuro
 
Breve HistóRico De Santo André
Breve HistóRico De Santo AndréBreve HistóRico De Santo André
Breve HistóRico De Santo André
maria luiza de paula mazzucatto
 
Trabalho detalhado
Trabalho detalhadoTrabalho detalhado
Trabalho detalhado
Educacaoepatrimonio
 
Metrô
MetrôMetrô
Cidade Do Rio De Janeiro
Cidade Do Rio De JaneiroCidade Do Rio De Janeiro
Cidade Do Rio De Janeiro
ecsette
 
Pelotas hoje
Pelotas hojePelotas hoje
Pelotas hoje
sappzvq
 
Arquitetura neoclássica no rj ok
Arquitetura neoclássica no rj okArquitetura neoclássica no rj ok
Arquitetura neoclássica no rj ok
Laboratório de Memória e Patrimônio Cultural
 
A história urbana da cidade do rio de janeiro
A história urbana da cidade do rio de janeiroA história urbana da cidade do rio de janeiro
A história urbana da cidade do rio de janeiro
Salageo Cristina
 
Praça xv
Praça xvPraça xv
Segundo Reinado
Segundo ReinadoSegundo Reinado
9. evolução urbana de rio branco
9. evolução urbana  de rio branco9. evolução urbana  de rio branco
9. evolução urbana de rio branco
Ana Cunha
 
Reflexos da corte de d. joão vi em guaratinguetá
Reflexos da corte de d. joão vi em guaratinguetáReflexos da corte de d. joão vi em guaratinguetá
Reflexos da corte de d. joão vi em guaratinguetá
joaquimfagundes
 
Espírito santo colonial
Espírito  santo colonialEspírito  santo colonial
Espírito santo colonial
Yara Ribeiro
 
Catalogo pelotas princesa do sul
Catalogo pelotas princesa do sulCatalogo pelotas princesa do sul
Catalogo pelotas princesa do sul
Quetelim Andreoli
 
D. José I
D. José ID. José I
D. José I
CatiaaEstevao
 
Arquitetura colonial do rio
Arquitetura colonial do rioArquitetura colonial do rio
Arquitetura colonial do rio
Fatima de Luzie Cavalcante
 
Império e monarquia absoluta no século xviii
Império e monarquia absoluta no século xviiiImpério e monarquia absoluta no século xviii
Império e monarquia absoluta no século xviii
Carlos Vaz
 
Projeto FICTÍCIO do Monotrilho - Jd. Ângela à Santo Amaro
Projeto FICTÍCIO do Monotrilho - Jd. Ângela à Santo AmaroProjeto FICTÍCIO do Monotrilho - Jd. Ângela à Santo Amaro
Projeto FICTÍCIO do Monotrilho - Jd. Ângela à Santo Amaro
Kelly Ruas
 
Chegada da família real ao brasil
Chegada da família real ao brasilChegada da família real ao brasil
Chegada da família real ao brasil
Geová da Silva
 
Mineração e Crise do Sistema Colonial
Mineração e Crise do Sistema ColonialMineração e Crise do Sistema Colonial
Mineração e Crise do Sistema Colonial
João Medeiros
 

Semelhante a Evolução Urbana do Bairro Imperial de São Cristóvão - RJ (20)

História e Geografia de Duque de Caxias
História e Geografia de Duque de CaxiasHistória e Geografia de Duque de Caxias
História e Geografia de Duque de Caxias
 
Breve HistóRico De Santo André
Breve HistóRico De Santo AndréBreve HistóRico De Santo André
Breve HistóRico De Santo André
 
Trabalho detalhado
Trabalho detalhadoTrabalho detalhado
Trabalho detalhado
 
Metrô
MetrôMetrô
Metrô
 
Cidade Do Rio De Janeiro
Cidade Do Rio De JaneiroCidade Do Rio De Janeiro
Cidade Do Rio De Janeiro
 
Pelotas hoje
Pelotas hojePelotas hoje
Pelotas hoje
 
Arquitetura neoclássica no rj ok
Arquitetura neoclássica no rj okArquitetura neoclássica no rj ok
Arquitetura neoclássica no rj ok
 
A história urbana da cidade do rio de janeiro
A história urbana da cidade do rio de janeiroA história urbana da cidade do rio de janeiro
A história urbana da cidade do rio de janeiro
 
Praça xv
Praça xvPraça xv
Praça xv
 
Segundo Reinado
Segundo ReinadoSegundo Reinado
Segundo Reinado
 
9. evolução urbana de rio branco
9. evolução urbana  de rio branco9. evolução urbana  de rio branco
9. evolução urbana de rio branco
 
Reflexos da corte de d. joão vi em guaratinguetá
Reflexos da corte de d. joão vi em guaratinguetáReflexos da corte de d. joão vi em guaratinguetá
Reflexos da corte de d. joão vi em guaratinguetá
 
Espírito santo colonial
Espírito  santo colonialEspírito  santo colonial
Espírito santo colonial
 
Catalogo pelotas princesa do sul
Catalogo pelotas princesa do sulCatalogo pelotas princesa do sul
Catalogo pelotas princesa do sul
 
D. José I
D. José ID. José I
D. José I
 
Arquitetura colonial do rio
Arquitetura colonial do rioArquitetura colonial do rio
Arquitetura colonial do rio
 
Império e monarquia absoluta no século xviii
Império e monarquia absoluta no século xviiiImpério e monarquia absoluta no século xviii
Império e monarquia absoluta no século xviii
 
Projeto FICTÍCIO do Monotrilho - Jd. Ângela à Santo Amaro
Projeto FICTÍCIO do Monotrilho - Jd. Ângela à Santo AmaroProjeto FICTÍCIO do Monotrilho - Jd. Ângela à Santo Amaro
Projeto FICTÍCIO do Monotrilho - Jd. Ângela à Santo Amaro
 
Chegada da família real ao brasil
Chegada da família real ao brasilChegada da família real ao brasil
Chegada da família real ao brasil
 
Mineração e Crise do Sistema Colonial
Mineração e Crise do Sistema ColonialMineração e Crise do Sistema Colonial
Mineração e Crise do Sistema Colonial
 

Último

Folheto | Centro de Informação Europeia Jacques Delors (junho/2024)
Folheto | Centro de Informação Europeia Jacques Delors (junho/2024)Folheto | Centro de Informação Europeia Jacques Delors (junho/2024)
Folheto | Centro de Informação Europeia Jacques Delors (junho/2024)
Centro Jacques Delors
 
Apresentação_Primeira_Guerra_Mundial 9 ANO-1.pptx
Apresentação_Primeira_Guerra_Mundial 9 ANO-1.pptxApresentação_Primeira_Guerra_Mundial 9 ANO-1.pptx
Apresentação_Primeira_Guerra_Mundial 9 ANO-1.pptx
JulianeMelo17
 
Slides Lição 11, CPAD, A Realidade Bíblica do Inferno, 2Tr24.pptx
Slides Lição 11, CPAD, A Realidade Bíblica do Inferno, 2Tr24.pptxSlides Lição 11, CPAD, A Realidade Bíblica do Inferno, 2Tr24.pptx
Slides Lição 11, CPAD, A Realidade Bíblica do Inferno, 2Tr24.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
O que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdf
O que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdfO que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdf
O que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdf
Pastor Robson Colaço
 
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - AlfabetinhoAtividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
MateusTavares54
 
livro ciclo da agua educação infantil.pdf
livro ciclo da agua educação infantil.pdflivro ciclo da agua educação infantil.pdf
livro ciclo da agua educação infantil.pdf
cmeioctaciliabetesch
 
APOSTILA DE TEXTOS CURTOS E INTERPRETAÇÃO.pdf
APOSTILA DE TEXTOS CURTOS E INTERPRETAÇÃO.pdfAPOSTILA DE TEXTOS CURTOS E INTERPRETAÇÃO.pdf
APOSTILA DE TEXTOS CURTOS E INTERPRETAÇÃO.pdf
RenanSilva991968
 
Especialidade - Animais Ameaçados de Extinção(1).pdf
Especialidade - Animais Ameaçados de Extinção(1).pdfEspecialidade - Animais Ameaçados de Extinção(1).pdf
Especialidade - Animais Ameaçados de Extinção(1).pdf
DanielCastro80471
 
Vogais Ilustrados para alfabetização infantil
Vogais Ilustrados para alfabetização infantilVogais Ilustrados para alfabetização infantil
Vogais Ilustrados para alfabetização infantil
mamaeieby
 
Sistema de Bibliotecas UCS - Chronica do emperador Clarimundo, donde os reis ...
Sistema de Bibliotecas UCS - Chronica do emperador Clarimundo, donde os reis ...Sistema de Bibliotecas UCS - Chronica do emperador Clarimundo, donde os reis ...
Sistema de Bibliotecas UCS - Chronica do emperador Clarimundo, donde os reis ...
Biblioteca UCS
 
educação inclusiva na atualidade como ela se estabelece atualmente
educação inclusiva na atualidade como ela se estabelece atualmenteeducação inclusiva na atualidade como ela se estabelece atualmente
educação inclusiva na atualidade como ela se estabelece atualmente
DeuzinhaAzevedo
 
APOSTILA DE TEXTOS CURTOS E INTERPRETAÇÃO.pdf
APOSTILA DE TEXTOS CURTOS E INTERPRETAÇÃO.pdfAPOSTILA DE TEXTOS CURTOS E INTERPRETAÇÃO.pdf
APOSTILA DE TEXTOS CURTOS E INTERPRETAÇÃO.pdf
RenanSilva991968
 
05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx
05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx
05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx
ValdineyRodriguesBez1
 
CADERNO DE CONCEITOS E ORIENTAÇÕES DO CENSO ESCOLAR 2024.pdf
CADERNO DE CONCEITOS E ORIENTAÇÕES DO CENSO ESCOLAR 2024.pdfCADERNO DE CONCEITOS E ORIENTAÇÕES DO CENSO ESCOLAR 2024.pdf
CADERNO DE CONCEITOS E ORIENTAÇÕES DO CENSO ESCOLAR 2024.pdf
NatySousa3
 
the_story_garden_5_SB_with_activities.pdf
the_story_garden_5_SB_with_activities.pdfthe_story_garden_5_SB_with_activities.pdf
the_story_garden_5_SB_with_activities.pdf
CarinaSoto12
 
- TEMPLATE DA PRATICA - Psicomotricidade.pptx
- TEMPLATE DA PRATICA - Psicomotricidade.pptx- TEMPLATE DA PRATICA - Psicomotricidade.pptx
- TEMPLATE DA PRATICA - Psicomotricidade.pptx
LucianaCristina58
 
.Template .padrao .slides .TCC .2024 ppt
.Template .padrao .slides .TCC .2024 ppt.Template .padrao .slides .TCC .2024 ppt
.Template .padrao .slides .TCC .2024 ppt
IslanderAndrade
 
0002_matematica_6ano livro de matemática
0002_matematica_6ano livro de matemática0002_matematica_6ano livro de matemática
0002_matematica_6ano livro de matemática
Giovana Gomes da Silva
 
Egito antigo resumo - aula de história.pdf
Egito antigo resumo - aula de história.pdfEgito antigo resumo - aula de história.pdf
Egito antigo resumo - aula de história.pdf
sthefanydesr
 
O sentimento nacional brasiliero, segundo o historiador Jose Murlo de Carvalho
O sentimento nacional brasiliero, segundo o historiador Jose Murlo de CarvalhoO sentimento nacional brasiliero, segundo o historiador Jose Murlo de Carvalho
O sentimento nacional brasiliero, segundo o historiador Jose Murlo de Carvalho
analuisasesso
 

Último (20)

Folheto | Centro de Informação Europeia Jacques Delors (junho/2024)
Folheto | Centro de Informação Europeia Jacques Delors (junho/2024)Folheto | Centro de Informação Europeia Jacques Delors (junho/2024)
Folheto | Centro de Informação Europeia Jacques Delors (junho/2024)
 
Apresentação_Primeira_Guerra_Mundial 9 ANO-1.pptx
Apresentação_Primeira_Guerra_Mundial 9 ANO-1.pptxApresentação_Primeira_Guerra_Mundial 9 ANO-1.pptx
Apresentação_Primeira_Guerra_Mundial 9 ANO-1.pptx
 
Slides Lição 11, CPAD, A Realidade Bíblica do Inferno, 2Tr24.pptx
Slides Lição 11, CPAD, A Realidade Bíblica do Inferno, 2Tr24.pptxSlides Lição 11, CPAD, A Realidade Bíblica do Inferno, 2Tr24.pptx
Slides Lição 11, CPAD, A Realidade Bíblica do Inferno, 2Tr24.pptx
 
O que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdf
O que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdfO que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdf
O que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdf
 
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - AlfabetinhoAtividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
 
livro ciclo da agua educação infantil.pdf
livro ciclo da agua educação infantil.pdflivro ciclo da agua educação infantil.pdf
livro ciclo da agua educação infantil.pdf
 
APOSTILA DE TEXTOS CURTOS E INTERPRETAÇÃO.pdf
APOSTILA DE TEXTOS CURTOS E INTERPRETAÇÃO.pdfAPOSTILA DE TEXTOS CURTOS E INTERPRETAÇÃO.pdf
APOSTILA DE TEXTOS CURTOS E INTERPRETAÇÃO.pdf
 
Especialidade - Animais Ameaçados de Extinção(1).pdf
Especialidade - Animais Ameaçados de Extinção(1).pdfEspecialidade - Animais Ameaçados de Extinção(1).pdf
Especialidade - Animais Ameaçados de Extinção(1).pdf
 
Vogais Ilustrados para alfabetização infantil
Vogais Ilustrados para alfabetização infantilVogais Ilustrados para alfabetização infantil
Vogais Ilustrados para alfabetização infantil
 
Sistema de Bibliotecas UCS - Chronica do emperador Clarimundo, donde os reis ...
Sistema de Bibliotecas UCS - Chronica do emperador Clarimundo, donde os reis ...Sistema de Bibliotecas UCS - Chronica do emperador Clarimundo, donde os reis ...
Sistema de Bibliotecas UCS - Chronica do emperador Clarimundo, donde os reis ...
 
educação inclusiva na atualidade como ela se estabelece atualmente
educação inclusiva na atualidade como ela se estabelece atualmenteeducação inclusiva na atualidade como ela se estabelece atualmente
educação inclusiva na atualidade como ela se estabelece atualmente
 
APOSTILA DE TEXTOS CURTOS E INTERPRETAÇÃO.pdf
APOSTILA DE TEXTOS CURTOS E INTERPRETAÇÃO.pdfAPOSTILA DE TEXTOS CURTOS E INTERPRETAÇÃO.pdf
APOSTILA DE TEXTOS CURTOS E INTERPRETAÇÃO.pdf
 
05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx
05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx
05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx
 
CADERNO DE CONCEITOS E ORIENTAÇÕES DO CENSO ESCOLAR 2024.pdf
CADERNO DE CONCEITOS E ORIENTAÇÕES DO CENSO ESCOLAR 2024.pdfCADERNO DE CONCEITOS E ORIENTAÇÕES DO CENSO ESCOLAR 2024.pdf
CADERNO DE CONCEITOS E ORIENTAÇÕES DO CENSO ESCOLAR 2024.pdf
 
the_story_garden_5_SB_with_activities.pdf
the_story_garden_5_SB_with_activities.pdfthe_story_garden_5_SB_with_activities.pdf
the_story_garden_5_SB_with_activities.pdf
 
- TEMPLATE DA PRATICA - Psicomotricidade.pptx
- TEMPLATE DA PRATICA - Psicomotricidade.pptx- TEMPLATE DA PRATICA - Psicomotricidade.pptx
- TEMPLATE DA PRATICA - Psicomotricidade.pptx
 
.Template .padrao .slides .TCC .2024 ppt
.Template .padrao .slides .TCC .2024 ppt.Template .padrao .slides .TCC .2024 ppt
.Template .padrao .slides .TCC .2024 ppt
 
0002_matematica_6ano livro de matemática
0002_matematica_6ano livro de matemática0002_matematica_6ano livro de matemática
0002_matematica_6ano livro de matemática
 
Egito antigo resumo - aula de história.pdf
Egito antigo resumo - aula de história.pdfEgito antigo resumo - aula de história.pdf
Egito antigo resumo - aula de história.pdf
 
O sentimento nacional brasiliero, segundo o historiador Jose Murlo de Carvalho
O sentimento nacional brasiliero, segundo o historiador Jose Murlo de CarvalhoO sentimento nacional brasiliero, segundo o historiador Jose Murlo de Carvalho
O sentimento nacional brasiliero, segundo o historiador Jose Murlo de Carvalho
 

Evolução Urbana do Bairro Imperial de São Cristóvão - RJ

  • 1. EVOLUÇÃO URBANA DO BAIRRO IMPERIAL DE SÃO CRISTÓVÃO
  • 2. A OCUPAÇÃO DA TERRA – 1568 a 1759A OCUPAÇÃO DA TERRA – 1568 a 1759  Era habitada por índios tamoios  Teve sua origem na solicitação de uma sesmaria feita por um jesuíta a Estácio de Sá, em 1565. Três anos mais tarde a sesmaria foi concedida aos Padres da Companhia de Jesus.  Era localizada fora do perímetro urbano, cheia de alagados, morros, rios e uma costa bem recortada.  Os padres estabeleceram ali uma fazenda cuja sede foi construída num elevado junto à antiga Praia de São Diogo. Padre Jesuíta. Fonte: http://jesuitasbrasil.blogspot.com.br/2010_07_01_ar chive.html Índios Tamoios. Fonte: http://www.sppert.com.br/Artigos/Brasil/Rio_de_Ja neiro/Hist %C3%B3ria/_Primeiros_moradores_do_Rio_de_J aneiro_/
  • 3.  Parte da área foi arrendada a terceiros.  O estabelecimento caracterizou-se pela criação de gado, cultivo da cana- de-açúcar e produção de alimentos.  Em 1627, os jesuítas construíram, num trecho junto ao litoral, uma capela dedicada a São Cristóvão (Primeira Igreja) que deu nome à Praia e à região toda.  Foi nesse período que se formaram os caminhos de São Cristóvão (hoje Rua São Cristóvão) e o do Pedregulho (Primeiras Ruas). O primeiro ligando a fazenda ao Colégio dos Jesuítas, no Centro, e o outro indo em direção à Fazenda de Santa Cruz. Igreja de São Cristóvão com o mar e um atracadouro Fonte: http://www.rioquepassou.com.br/2003/11/27/1314/ 1568 a 17591568 a 1759
  • 4. Expulsão dos Jesuítas - 1759 a 1808Expulsão dos Jesuítas - 1759 a 1808  Expulsos os Jesuítas, em 1759, pelo Marquês de Pombal, seus bens foram confiscados e incorporados à Coroa Portuguesa.  A Sede da Fazenda passou a abrigar o Hospital dos Lázaros, sob administração da Irmandade da Candelária, em 1765.  As terras da Fazenda foram então divididas em chácaras e sítios que foram vendidos ou doados.  Numa dessas chácaras, adquiridas por Antônio Elias Lopes, em 1792, foi construído um Palacete, que se tornou mais tarde residência da Família Real. Sede da antiga Fazenda dos Jesuítas conhecida como Fazenda de São Cristóvão. Fonte: http://www.riodejaneiroaqui.com/pt/morro-do-castelo-5tj.html
  • 5.  O Palacete foi edificado numa área elevada com uma vegetação abundante, que se sobressaía àquela área cheia de alagados e pântanos, ficou conhecido como Quinta da Boa Vista.  O local do atual Campo de São Cristóvão era usado pelos moradores (antigos locatários das terras dos Jesuítas) para comercializar seus produtos e levar seus animais para pastar. Quinta da Boa Vista. Fonte: http://www.riodejaneiroaqui.com/portugues/q_pimperial.html
  • 6.  Pintura do Pintor Austríaco Thomas Ender que esteve no Brasil entre 1817-1818. Fonte: http://www.riodejaneiroaqui.com/portugues/q_pimperial.html
  • 7.  Vista do Paço de São Cristóvão, por Jean-Baptiste Debret Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_Nacional_da_Universidade_Federal_do_Rio_de_Janeiro
  • 8. Portão da Quinta da Boa Vista. Fonte: http://oriodeantigamente.blogspot.com.br/2011/01/quinta-da-boa-vista.html
  • 9. Quinta da Boa Vista. Fonte: http://www.riodejaneiroaqui.com/portugues/q_pimperial.html
  • 10. Vista atual da Quinta da Boa Vista. Fonte: http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/platb/blogdalucia/category/historias-da-historia-do-rio/
  • 11.  Com a chegada da Família Real portuguesa e sua corte ao Rio de Janeiro, Antônio Elias Lopes ofereceu sua mansão para residência do Príncipe Regente.  Para atender às 15 mil pessoas que vieram junto com D. João, diversas edificações foram desocupadas e cedidas à Corte. INÍCIO DO SÉCULO XIX – chegada da Família RealINÍCIO DO SÉCULO XIX – chegada da Família Real Fonte: http://www.historiadi gital.org/questoes/qu estao-vinda-da- familia-real/ Fonte: http://eunahistoria20 12.blogspot.com.br/2 012/05/chegada-da- familia-real-ao- brasil.html
  • 12.  O crescimento populacional acarretou a expansão da cidade, sendo um dos vetores direcionado para São Cristóvão.  Para melhorar a acessibilidade ao bairro, foram necessárias obras de aterros de lagoas e mangues, canalizações de rios, entre outras. Dom João VI (ao lado de sua esposa, Carlota Joaquina) trouxe diversas mudanças com a transferência da Família Real para o Brasil. Aclamação de D. Pedro I (12/10/1822), por Debret. Esta foi, durante muito tempo, a imagem da independência do Brasil. Fonte: http://eunahistoria2012.blogspot.com.br/2012/05/ch egada-da-familia-real-ao-brasil.html Fonte: http://educacao.uol.com.br/biografias/d-pedro-1.jhtm
  • 13.  Quando D. João voltou para Portugal, D. Pedro, seu filho, assumiu seu posto e, no ano seguinte, declarou a Independência, tornando- se o primeiro Imperador do Brasil.  Em 1831, D. Pedro I retornou à Lisboa, deixando o trono para o seu primogênito, também Pedro.  Ao longo do reinado de dom Pedro II, a partir de São Cristóvão, iniciou-se a instalação de indústrias e a modernização da cidade. Dom Pedro II aos 61 anos de idade, 1887. Fonte: http://civilization.wikia.com/wiki/Pedro_II_ %28Civ5%29 Período Imperial – Primeiro e Segundo ReinadoPeríodo Imperial – Primeiro e Segundo Reinado
  • 14. Quinta da Boa Vista. Fonte: www.skyscrapercity.com http://www.historiadigital.org/questoes/questao-vinda-da-familia-real/ Jardins da Quinta da Boa VistaJardins da Quinta da Boa Vista
  • 15.  Durante o Império de D. Pedro II o paisagista Auguste François- Marie Glaziou projetou os jardins da Quinta da Boa Vista. Ele adequou o entorno à residência imperial, planejou e executou intervenções que ordenaram o aspecto geral do parque e também enobreceram o palácio, dentro de uma concepção paisagística romântica, inspirado nos jardins paisagísticos franceses aliado aos conhecimentos das matas nacionais. Projeto para os jardins da Quinta da Boa Vista. Fonte: http://www.casaruibarbosa.gov.br/glaziou/projetos2.htm
  • 16.  Próximo ao Campo de São Cristóvão foi instalado o Batalhão da Guarda do Imperador.  Em 1826, foi construído um prédio conhecido posteriormente como Solar da Marquesa de Santos para a favorita de D. Pedro, na Rua Nova da Boa Vista (atual Av. D. Pedro II), que dava acesso à Quinta. Sua localização permitia ao Imperador vigiar as luzes dos aposentos da amada. Solar da Marquesa de Santos. Fonte:http://www.revistadehistoria.com.br/secao/reportage m/a-nova-moda-do-imperador
  • 17. Durante o Período Imperial (em especial do de D. Pedro II), foram realizadas obras significativas de infraestrutura, como novos aterros, arruamentos, loteamentos, saneamento, canalização de rios, além de receber serviços de transportes, telegrafia, esgotamento sanitário, iluminação a gás, coleta de lixo, sistema de abastecimento de água, entre outros. Nessa ocasião, foram oferecidos benefícios fiscais para quem quisesse ocupar a região. O bairro tornou-se o mais aristocrático da cidade, atraindo comerciantes e fazendeiros, vindos não só pelos incentivos e pelas melhorias, mas também pela vizinhança com a Família Real. Fonte: http://www.odebrecht.com/sala-imprensa/noticias? id=19967
  • 18. A atual Av. D. Pedro II, foi prolongada até a praia, configurando o principal eixo do bairro. As residências mais luxuosas concentraram-se ali e também nas ruas da Alegria, Bela, São Luiz Gonzaga e São Cristóvão. O Saco de São Diogo foi aterrado, em 1850, assim como pequenos trechos do Campo de São Cristóvão. Em 1860, a construção do Canal do Mangue contribuiu muito para a ocupação do bairro. Localização. O arquétipo da avenida monumental no coração do bairro de São Cristóvão. Fonte: http://vejario.abril.com.br/blog/as- ruas-do-rio/page/3 Algumas das residências na Avenida Pedro II. Fonte: http://vejario.abril.com.br/blog/as-ruas-do-rio/tags/sao-cristovao
  • 19. Saco de São Diogo antes do aterramento. Fonte: http://agenciaspostais.com.br/?page_id=1432 Imagem de São Cristóvão hoje. Fonte: Google
  • 20. Em 1858, foi inaugurado o primeiro trecho da Estrada de Ferro D. Pedro II, incluindo a Estação de São Cristóvão e, em 1870, foi implantada a empresa Rio de Janeiro Street Railway (posteriormente Cia. São Cristóvão), responsável pelos bondes sobre trilhos. A Quinta da Boa Vista sofreu diversas reformas ao longo do tempo. Em 1888 foi fundado o internato D. Pedro II, que existe até hoje. Bonde sobre trilhos. Fonte: http://vejario.abril.com.br/edicao-da- semana/fotos-bondes-rj-arquivo-publico-749566.shtml Estação de São Cristóvão. Fonte: http://oriodeanti gamente.blogsp ot.com.br/2011/ 02/estacoes- ferroviarias.html Internato D. Pedro II. Fonte: http://www.revistadehistoria.com.br/secao/educacao/uma- escola-para-poucos
  • 21. A ERA REPUBLUCANAA ERA REPUBLUCANA  Com a proclamação da República em 1889, inicia-se uma fase de perda de prestigio do antigo Bairro Imperial.  O Palácio da Quinta, foi desativado e torna-se a sede dos trabalhos da Assembleia Nacional responsável pela Constituição Brasileira de 1891  Em 1909, os jardins da Quinta foram restaurados a mando do presidente Nilo Peçanha, conservando-se as características do projeto original de Glaziou.  Com o Novo Regime, o Rio de Janeiro é elevado à condição de Distrito Federal e sede do governo republicano.  Surgem anseios de uma modernização que permitisse superar o passado, tanto colonial como imperial, e engajar o desenvolvimento da cidade no bojo do processo de industrialização em marcha nos países centrais.
  • 22.  A industrialização mudou o perfil do bairro;  A partir do final do século XIX, iniciou-se a deterioração das construções mais antigas.  A queda do império ocasionou mais tarde, a transformação do paço em museu, com a instalação do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro no local.  No final dos anos vinte, pode-se perceber alguns dos problemas que seriam enfrentados pelo bairro nas décadas subsequentes, tais como o rebaixamento da qualidade de vida e a deterioração do patrimônio histórico edificado. Fonte:http://rosarodriguesjornalistaeradialista.blogspot.co m.br/2009/01/relembrando-tempos-modernos-de- charles.html
  • 23.  Por volta de 1894, a antiga igrejinha de São Cristóvão foi demolida, e reconstruída ao estilo arquitetônico vigente na época (gótico-romano).  O Campo de São Cristóvão foi contemplado pelo programa de reformas urbanas empreendido pelo prefeito Pereira Passos entre 1903 e 1906.  A proposta constituiu-se por remodelação urbanística, calçamento das vias, melhoria da iluminação pública e da limpeza urbana, além da construção de um coreto (atualmente tombado) e de arquibancadas.  A reforma Passos marca o momento em que São Cristóvão inicia sua decadência como área residencial, sendo cada vez mais procurado para a instalação de indústrias. Isso ocorria por conta da disponibilidade de casarões servidos de infraestrutura para a instalação desse tipo de atividade, da proximidade com o centro da cidade e com o novo Porto da Cidade, inaugurado em 1909, juntamente com a canalização da Avenida Francisco Bicalho.  Em 1924, o aterro da Praia de São Cristóvão e o prolongamento do cais do porto até o Cajú tiraram o litoral do bairro.
  • 24. MUDANÇA NA GEOGRAFIA DOMUDANÇA NA GEOGRAFIA DO BAIRROBAIRRO  Ao longo do século XIX, o mar foi aterrado em vários metros (o acesso à Igreja de São Cristóvão passou a ser a pé) e os pântanos erradicados. Igreja de São Cristóvão – 1916 por Andre Decourt / Igreja de São Cristóvão (hoje na Praça Padre Séve) Fonte: http://www.rioquepassou.com.br/2013/08/30/igreja-de-sao-cristovao-1916/ http://wikiurbs.info/index.php?title=Igreja_de_S%C3%A3o_Crist%C3%B3v%C3%A3o
  • 25.  Observem o Campo de São Cristóvão onde ficava, bem próximo ao mar na figura 1 e a faixa de aterro encontrada hoje no local. Fonte: http://oriodeantigamente.blogspot.com.br/2011/01/campo- de-sao-cristovao.html Fonte: Google
  • 27. PLANOS E DECRETOS URBANÍSTICOSPLANOS E DECRETOS URBANÍSTICOS  Por determinação do Plano Agache*, em 1920, o bairro passou a ser local de residência da população operária, resultando em um número expressivo de vilas e habitações coletivas.  Em 1937, com a promulgação do Decreto n° 6.000, São Cristóvão, junto com outros bairros do subúrbio, foi incluído na zona industrial da cidade.  Por causa da forte seca do Nordeste, muitos nordestinos migraram e se instalaram no bairro. Por volta de 1940, deram início a uma feira de comercialização de produtos de suas regiões.  A Av. Brasil, aberta em 1946, eixo de ligação com as rodovias para outros municípios, ajudou a consolidar o uso industrial do bairro, concentrando pequenas fábricas e comércio atacadista.
  • 29. PLANO AGACHEPLANO AGACHE  Donat Alfred Agache (1875 - 1959) Arquiteto francês diplomado pela École des Beaux-Arts de Paris em 1905. É fundador da Sociedade Francesa de Urbanistas, tendo sido secretário-geral até o período entre guerras. Alguns lhe atribuem a criação do vocábulo urbanismo.  Em 1927 é convidado para uma série de conferências sobre urbanismo no Rio de Janeiro, que culminam com sua contratação no ano seguinte para elaboração de um plano urbanístico para a cidade.  Concluído em 1930, introduziu no cenário nacional algumas questões típicas da cidade industrial, tais como o planejamento do transporte de massas e do abastecimento de águas, a habitação operária e o crescimento das favelas, assim como um zoneamento para a cidade.
  • 30. O QUE RESTOU DO BAIRROO QUE RESTOU DO BAIRRO IMPERIALIMPERIAL  Restaram, entre outros testemunhos importantes a Quinta da Boa Vista (atual Museu Nacional), a antiga Casa da Marquesa de Santos (hoje Museu do Primeiro Reinado), o antigo Observatório Nacional (hoje abriga também o Museu de Astronomia) e a antiga Casa de Fazenda dos Jesuítas, transformada no Hospital dos Lázaros. Fonte: http://colunas.cbn.globoradio .globo.com/platb/blogdalucia/ category/historias-da- historia-do-rio/ Fonte: http://visoesdacidade.blogspot.com. br/2009/04/o-museu-de- astronomia-e-ciencias-afins.html Fonte: http://www.panoramio.com/photo/4 1156374 Fonte: http://www.scielo.br/pdf/hcsm /v2n3/a09v2n3.pdf
  • 31.  Após a fusão dos estados do Rio e da Guanabara, o Rio de Janeiro transformou-se em município e um novo regulamento de zoneamento criou a Zona de Indústria e Comércio (ZIC) de São Cristóvão e restringiu os usos residenciais do bairro.  Decorrentes da infraestrutura de transportes, que implantou grandes eixos viários, viadutos, elevados, linhas ferroviárias e metroviárias, o patrimônio histórico e arquitetônico do bairro sofreu várias perdas.  Exemplo disso é a implantação da Linha Vermelha, em 1992, que interferiu na antigas ruas Bela e Figueira de Melo, desconsiderando todo o patrimônio cultural existente. Fonte: Google
  • 32.  Em 1993, uma Lei Complementar modificou a legislação de uso e ocupação do solo e incentivou o uso residencial na região, recuperando o equívoco da legislação anterior.  Nessa lei, foi criada a Área de Proteção ao Ambiente Cultural (APAC) de São Cristóvão.  Na área, podemos encontrar exemplares de diversos estilos arquitetônicos e tipologias representantes da arquitetura brasileira. RECUPERAÇÃO DE SÃORECUPERAÇÃO DE SÃO CRISTÓVÃOCRISTÓVÃO
  • 33. TOMBAMENTOSTOMBAMENTOS  Hoje São Cristóvão possui 12 edificações tombadas.
  • 41. ALGUNS PONTOS DE SÃO CRISTÓVÃO –ALGUNS PONTOS DE SÃO CRISTÓVÃO – ANTES E ATUALMENTEANTES E ATUALMENTE
  • 42. O PAVILHÃO DE SÃO CRISTÓVÃOO PAVILHÃO DE SÃO CRISTÓVÃO  Em 1959, foi construído um pavilhão no Campo de São Cristóvão para abrigar a Exposição Internacional de Indústria e Comércio.  A edificação provisória se tornou definitiva e passou a ser utilizada para organização de eventos.  Atualmente abriga o Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, conhecido como Feira de São Cristóvão, que promove a cultura e o comércio de produtos nordestinos. O Pavilhão era uma das maiores áreas cobertas do mundo na época, com 156.000m², para cobrir o pavilhão sem o auxílio de colunas, foram lançados cabos de aço compondo uma superfície parabólica. a cobertura original era plástica, anos mais tarde, depois de um vendaval, a cobertura foi substituída por placas metálicas. Fonte: http://www.riodejaneiroaqui.com/portugues/pavilhao-sao- cristovao.html
  • 43. Pavilhão de São Cristóvão (Salão do Automóvel) - Anos 60 Fonte: http://oriodeantigamente.blogspot.com.br/2011/01/pavilhao- de-sao-cristovao-centro-de.html Pavilhão de São Cristóvão - Final dos Anos 60 Fonte: http://oriodeantigamente.blogspot.com.br/2011/01/pavilhao- de-sao-cristovao-centro-de.html
  • 44. Pavilhão de São Cristóvão – Atualmente Fonte:http://www.wikirio.com.br/Feira_de_S%C3%A3o_Crist %C3%B3v%C3%A3o_-_Centro_Luiz_Gonzaga_de_Tradi %C3%A7%C3%B5es_Nordestinas  Por volta de 1988, um forte vendaval destruiu pela segunda vez a cobertura do pavilhão. A partir desta data o pavilhão ficou fechado e em desuso por longos anos, até que em 2003 passou a ser utilizado pela Feira de São Cristóvão. Fonte: http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/Jornal/Cidade/Feira- de-Sao-Cristovao-resiste-ao-tempo-e-a-globalizacao- 7739.html#.U4Qhyyhg98k
  • 45. Av. Pedro II, 398 – São Cristovão (Escola Municipal Nilo Peçanha) Av. Pedro II – Escola Municipal Nilo Peçanha – início de séc. XX. Avenida Pedro IIAvenida Pedro II
  • 46. Campo de São Cristóvão – Colégio Pedro IICampo de São Cristóvão – Colégio Pedro II Campo de São Cristóvão (Colégio Pedro II – 1906) Campo de São Cristóvão (Colégio Pedro II – atualmente)
  • 47. Campo de São Cristóvão - CoretoCampo de São Cristóvão - Coreto Campo de São Cristóvão (Coreto – 1906) Campo de São Cristóvão (Coreto - atualmente)
  • 48. Rua do ExércitoRua do Exército Observatório Nacional - Rua do Exército - 1922 Rua do Exército - atualmente Rua do Exército - 1922
  • 49. Avenida Francisco BicalhoAvenida Francisco Bicalho Canal do Mangue. Av. Francisco Bicalho – inicício do séc. XX Av. Francisco Bicalho - 1907
  • 50. ALGUMAS RELAÇÕES HISTÓRICASALGUMAS RELAÇÕES HISTÓRICAS  Campo de São Cristóvão – Ágora Grega´(local utilizado para comercializar produtos).  O Imperador ofereceu melhorias e isenções de impostos no bairro para atrair moradores – situação similar à de Luiz XIV quando construiu Versailles.  Traçado viário misto – parte similar ao traçado medieval e parte similar ao hipodâmico.  Assim como no Egito Antigo, a escala monumental para impor poder, foi usada na Quinta da Boa Vista e casas vizinhas, pertencentes à classe aristocrática.  Assim como as cidades da Grécia, a Quinta da Boa Vista é localizada no topo de uma colina.
  • 51. ALGUMAS RELAÇÕES HISTÓRICASALGUMAS RELAÇÕES HISTÓRICAS  Quando um local era fundado, era realizada uma consulta das condições do local, limitação e era celebrada uma missa, assim como os Etruscos realizavam o inauguratio, o limitatio e o consacratio.  O sistema de esgoto e águas pluviais de São Cristóvão foi e ainda é similar ao dos Romanos.
  • 52. FONTES E BIBLIOGRAFIA:FONTES E BIBLIOGRAFIA:  Guia das APACs – São Cristóvão – Rio Prefeitura – Patrimônio Cultural  Guia do Patrimônio Cultural Carioca – Bens Tombados 2014 – Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro  http://www.rioquepassou.com.br/2013/08/30/igreja-de-sao-cristovao-1916/  http://www.adegaoportugues.com.br/historia.php  http://www.museusdoestado.rj.gov.br/mir/texto/HISTORICO%20DO %20BAIRRO%20DE%20SAO%20CRISTOVAO.pdf
  • 53. HISTÓRIA E TEORIA DA CIDADE – PROF. FERNANDOHISTÓRIA E TEORIA DA CIDADE – PROF. FERNANDO RABELLORABELLO ALUNa:ALUNa: MAIRA F. GIZOTTI 13104683MAIRA F. GIZOTTI 13104683 Data:Data: 11/06/201211/06/2012