António
Gedeão
Lágrima de
Preta
Uma Pequena Biografia
Rómulo Carvalho é o seu nome original,
António Gedeão é um pseudónimo.
Nasceu em 1906, morreu em 199...
Outras Obras
Poema da Malta das Naus
Esta é a Cidade
Amador Sem Coisa Amada
Também escreveu ensaios científicos de
Física ...
Lágrima de
Preta
Encontrei uma preta
Que estava a chorar
Pedi-lhe uma lágrima
Para a analisar.
Recolhi a lágrima
Com todo o cuidado
Num tub...
Olhei-a de um lado,
Do outro e de frente:
Tinha ar de gota
Muito transparente.
Mandei vir os ácidos,
As bases e os sais,
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Ensaiei a frio,
Experimentei ao lume,
De todas as vezes
Deu-me o que é costume:
Nem sinais de negro,
Nem vestígios de ódio...
Síntese
O tema do poema é uma reflexão sobre o
racismo.
O autor compara a lágrima da preta a uma
lágrima de uma pessoa nor...
Desenvolviment
o
Divisão em Partes Lógicas
(Interna)
O poema está dividido em três partes:
Na primeira parte, o sujeito encontra a preta
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Sujeito Lírico (Interna)
O sujeito lírico é o indivíduo que
interage com a preta, e reflete sobre
o racismo.
O Destinatári...
Deíticos (Interna)
Não há deixis de espaço.
Os deixis pessoais presentes são:
‘uma’, ‘preta’, ‘-lhe’, ‘estava’,
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Figuras de Estilo (Interna)
Antítese (Frio – Lume)
Enumeração (Ácidos, Bases e
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Metáfora (Nem sinais de negro)
Estrutura Externa
O poema é composto por seis
quadras, e os versos são de cinco
sílabas.
A rima é cruzada no segundo e
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Conclusão

O poema é uma
mensagem com apelo
à igualdade da raça
humana.
Fim.
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António Gedeão - Vida e Obra (Lágrima de Preta)

  1. 1. António Gedeão Lágrima de Preta
  2. 2. Uma Pequena Biografia Rómulo Carvalho é o seu nome original, António Gedeão é um pseudónimo. Nasceu em 1906, morreu em 1997. Estudou no Liceu Camões. Foi professor de Física-Química. Foi conhecido por escrever A Pedra Filossofal, Lágrima de Preta, e Poema do homem-rã.
  3. 3. Outras Obras Poema da Malta das Naus Esta é a Cidade Amador Sem Coisa Amada Também escreveu ensaios científicos de Física e Química (A Energia, As Forças)
  4. 4. Lágrima de Preta
  5. 5. Encontrei uma preta Que estava a chorar Pedi-lhe uma lágrima Para a analisar. Recolhi a lágrima Com todo o cuidado Num tubo de ensaio Bem esterelizado.
  6. 6. Olhei-a de um lado, Do outro e de frente: Tinha ar de gota Muito transparente. Mandei vir os ácidos, As bases e os sais, As drogas usadas Em casos que tais.
  7. 7. Ensaiei a frio, Experimentei ao lume, De todas as vezes Deu-me o que é costume: Nem sinais de negro, Nem vestígios de ódio. Água (quase tudo) E Cloreto de Sódio
  8. 8. Síntese O tema do poema é uma reflexão sobre o racismo. O autor compara a lágrima da preta a uma lágrima de uma pessoa normal, ou seja, que a raça negra é igual a qualquer outra raça.
  9. 9. Desenvolviment o
  10. 10. Divisão em Partes Lógicas (Interna) O poema está dividido em três partes: Na primeira parte, o sujeito encontra a preta a chorar. Na segunda parte, a lágrima é sujeita a uma análise química. Na terceira parte, o sujeito revela as suas conclusões.
  11. 11. Sujeito Lírico (Interna) O sujeito lírico é o indivíduo que interage com a preta, e reflete sobre o racismo. O Destinatário é a sociedade intolerante à igualdade de raça.
  12. 12. Deíticos (Interna) Não há deixis de espaço. Os deixis pessoais presentes são: ‘uma’, ‘preta’, ‘-lhe’, ‘estava’, ‘encontrei’ e o resto dos verbos em primeira pessoa. Os deixis de tempo são todos os verbos em Pretérito Perfeito
  13. 13. Figuras de Estilo (Interna) Antítese (Frio – Lume) Enumeração (Ácidos, Bases e Sais.) Metáfora (Nem sinais de negro)
  14. 14. Estrutura Externa O poema é composto por seis quadras, e os versos são de cinco sílabas. A rima é cruzada no segundo e último verso de cada estrofe, e é consoante.
  15. 15. Conclusão O poema é uma mensagem com apelo à igualdade da raça humana.
  16. 16. Fim.

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