Versos e seus
recursos musicais
O Verso: é uma sucessão de sílabas ou
fonemas que formam uma unidade rítmica
e melódica, correspondente em geral a
uma lin...
Classificação das estrofes
O Dístico: dois versos;
O Terceto: três versos;
O Quadra ou quarteto;
O Quintilha: cinco versos...
Poema
Viajante
Eu, sempre que parti, fiquei nas gares
Olhando, triste, para mim...
Mário Quintana.
Formas Fixas
O Soneto: duas quadras (quartetos) e dois
tercetos;
O Balada: três oitavas e uma quadra;
O Vilancete: um terc...
Haicai
Vem/ cá/ pa/ssa/ri/(nho)*
E /va/mos/ brin/car/nós/do (is)*
Que/ não/ te/mos/ ni/(nho).*
(Millôr Fernandes)
*Sílabas...
Soneto de fidelidade
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior ...
Métrica
O É a medida dos versos, isto é, o número de
sílabas poéticas apresentadas pelos versos.
O Para determinar a medid...
Divisão silábica gramatical
Mi│nha │des │gra │ça │ó │cân │di │da │don
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
│ze │la
11 12
O │que │faz │que ...
Divisão silábica poética
Mi │nha │des │gra │ça, ó │cân │di │da │don │ze │la
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
O │que │faz │que o │meu │...
Classificação dos versos de acordo
com o número de sílabas
O Monossílabo: uma sílaba;
O Dissílabo: duas sílabas;
O Trissíl...
Ritmo
É dado pela alternância de sílabas que
apresentam maior ou menor intensidade quando
pronunciadas.
Ex.: 6ª 10ª
A/mor/...
Rima: interna e externa
“Quem me vê sempre parado, distante
Garante que eu não sei sambar
Tô me guardando pra quando o car...
Classificação das rimas
externas
O Emparelhadas ou paralelas (A...A...B...B)
"Manuel, tens razão. Venho tarde. Desculpa. (...
O Rimas intercaladas : A B B A
"Busque Amor novas artes, novo engenho (A)
para matar-me, e novas esquivanças; (B)
que não ...
Versos brancos: versos sem rima
O Não quero ser Deus, nem Pai nem Mãe de
Deus,
O Não quero nem lírios nem mundos.
O Sou po...
Outros recursos sonoros
O Aliteração: é a repetição constante de um mesmo fonema
consonantal.
Ex.: “Auriverde´pendão de mi...
Assonância
O É a repetição constante de um mesmo fonema
vocálico.
O "Sou um mulato nato no sentido lato
mulato democrático...
Paronomásia (palavras parônimas)
É o emprego de palavras semelhantes na forma ou no som, mas de
sentidos diferentes, próxi...
Paralelismo
O É a repetição de palavras ou estruturas sintáticas
maiores (frases, orações,etc.) que se
correspondem quanto...
Poema concreto
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Versos e seus recursos musicais (1º ano do Ensino Médio)

  1. 1. Versos e seus recursos musicais
  2. 2. O Verso: é uma sucessão de sílabas ou fonemas que formam uma unidade rítmica e melódica, correspondente em geral a uma linha do poema. O Estrofe: agrupamento de versos.
  3. 3. Classificação das estrofes O Dístico: dois versos; O Terceto: três versos; O Quadra ou quarteto; O Quintilha: cinco versos; O Sexteto ou sextilha: seis versos; O Sétima ou septilha: sete versos; O Oitava: oito versos; O Nona: nove versos; O Décima: dez versos;
  4. 4. Poema Viajante Eu, sempre que parti, fiquei nas gares Olhando, triste, para mim... Mário Quintana.
  5. 5. Formas Fixas O Soneto: duas quadras (quartetos) e dois tercetos; O Balada: três oitavas e uma quadra; O Vilancete: um terceto e outros tipos de estrofe, à escolha do poeta; O Rondó: apenas quadras ou então quadras combinadas com oitavas; O Haicai: uma estrofe de três versos;
  6. 6. Haicai Vem/ cá/ pa/ssa/ri/(nho)* E /va/mos/ brin/car/nós/do (is)* Que/ não/ te/mos/ ni/(nho).* (Millôr Fernandes) *Sílabas átonas.
  7. 7. Soneto de fidelidade De tudo ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento. Quero vivê-lo em cada vão momento E em seu louvor hei de espalhar meu canto E rir meu riso e derramar meu pranto Ao seu pesar ou seu contentamento E assim, quando mais tarde me procure Quem sabe a morte, angústia de quem vive Quem sabe a solidão, fim de quem ama Eu possa me dizer do amor (que tive): Que não seja imortal, posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure. (Vinicius de Moraes, "Antologia Poética", Editora do Autor, Rio de Janeiro, 1960, pág. 96.)
  8. 8. Métrica O É a medida dos versos, isto é, o número de sílabas poéticas apresentadas pelos versos. O Para determinar a medida de um verso, ele é dividido em sílabas poéticas. (Escansão) O As vogais átonas são agrupadas numa única sílaba; O A contagem da sílaba deve ser feita até a última sílaba tônica.
  9. 9. Divisão silábica gramatical Mi│nha │des │gra │ça │ó │cân │di │da │don 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 │ze │la 11 12 O │que │faz │que │o │meu │pei │to │as │sim │ 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 blas │fe │ma. 11 12 13
  10. 10. Divisão silábica poética Mi │nha │des │gra │ça, ó │cân │di │da │don │ze │la 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 O │que │faz │que o │meu │pei │to as │sim │blas │fe 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 │ ma, * Obs.: algumas sílabas se uniram devido ao encontro de duas vogais átonas no final de uma palavra e no ínício de outra.
  11. 11. Classificação dos versos de acordo com o número de sílabas O Monossílabo: uma sílaba; O Dissílabo: duas sílabas; O Trissílabo: três sílabas; O Redondilha menor ou pentassílabo: cinco sílabas; O Redondilha maior ou heptassílabo: sete sílabas O Octassílabo: oito sílabas; O Decassílabo: dez sílabas; O Alexandrino: doze sílabas, etc.
  12. 12. Ritmo É dado pela alternância de sílabas que apresentam maior ou menor intensidade quando pronunciadas. Ex.: 6ª 10ª A/mor/é/fo/go/que ar/de/sem/se/ver; É/fe/ri/da/que/dói/e/não/se/sen/te; É/um/con/ten/ta/men/to/des/con/ten/te; É/dor/que/de/sa/ti/na/sem/do/er. (Camões)
  13. 13. Rima: interna e externa “Quem me vê sempre parado, distante Garante que eu não sei sambar Tô me guardando pra quando o carnaval chegar Eu tô só vendo, sabendo, sentindo, Escutando, não posso falar Tô me guardando pra quando o carnaval chegar.” (Chico Buarque de Hollanda)
  14. 14. Classificação das rimas externas O Emparelhadas ou paralelas (A...A...B...B) "Manuel, tens razão. Venho tarde. Desculpa. (A) - Mas não foi Anto, não fui eu quem teve a culpa, (A) - Foi Coimbra. Foi esta paisagem triste, triste, (B) - A cuja influência a minha alma não resiste. (...) (B)
  15. 15. O Rimas intercaladas : A B B A "Busque Amor novas artes, novo engenho (A) para matar-me, e novas esquivanças; (B) que não pode tirar-me as esperanças, (B) que mal me tirará o que não tenho.“ (A) Rimas Alternadas: A B A B "Senhora, partem tão triste (A) meus olhos por vós, meu bem, (B) que nunca tão tristes vistes (A) outros nenhuns por ninguém.“ (B)
  16. 16. Versos brancos: versos sem rima O Não quero ser Deus, nem Pai nem Mãe de Deus, O Não quero nem lírios nem mundos. O Sou pobre e superficial como a Rua do Catete. O Quero a pequena e amada agitação, O A inquieta esquina, aves e ovos, pensões, O Os bondes e tinturarias, os postes, O Os transeuntes, o ônibus de Laranjeiras, O Único no mundo que tem a honra de pisar na [Rua do Catete. (Rubem Braga)
  17. 17. Outros recursos sonoros O Aliteração: é a repetição constante de um mesmo fonema consonantal. Ex.: “Auriverde´pendão de minha terra Que a brisa do Brasil beija e balança.” (Castro Alves) “Foguetes, bombas, chuvinhas, / chios, chuveiros, chiando, Chiando, chovendo, chuvas de fogo! / Chá-Bum! ” (Jorge de Lima)
  18. 18. Assonância O É a repetição constante de um mesmo fonema vocálico. O "Sou um mulato nato no sentido lato mulato democrático do litoral.“ ( Caetano Veloso) O “Ó Formas alvas, brancas, Formas claras.” (Cruz e Souza)
  19. 19. Paronomásia (palavras parônimas) É o emprego de palavras semelhantes na forma ou no som, mas de sentidos diferentes, próximas umas das outras. “Trocando em miúdos, pode guardar As sobras de tudo que chamam lar As sombras de tudo que fomos nós.” “Neologismo” “Beijo pouco, falo menos ainda. Mas invento palavras Que traduzem a ternura mais funda E mais cotidiana. Inventei, por exemplo, o verbo teadorar. Intransitivo: Teadoro, Teodora”. (Manuel Bandeira) O
  20. 20. Paralelismo O É a repetição de palavras ou estruturas sintáticas maiores (frases, orações,etc.) que se correspondem quanto ao sentido. “Vem que eu te quero fraco Vem que eu te quero tolo Vem que eu te quero todo meu.” (Adélia Bezerra de Menezes Bolle)
  21. 21. Poema concreto

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