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ÉTICA ECLESIÁSTICA
E TERAPÊUTICA
PROF.DR MANOEL REIS
Prof.Dr Manoel Reis
71987836096/99680589
@dr.psic.maoelreis/@academiadamente20
ÉTICA ECLESIÁSTICA E TERAPÊUTICA
• O que é ética eclesiástica?
• os fundamentos da ética cristã encontram-se nas Escrituras do Antigo e
do Novo Testamento, entendidas como a revelação especial de Deus aos
seres humanos”. A importância, em termos quantitativos, da ética cristã é
igual a qualquer outro tipo de ética, contudo a importância qualitativa a
difere das demais.
OBJETIVO
tem como foco a capacitação do
indivíduo para, através dos
conhecimentos adquiridos, possa
atuar eclesiasticamente, e a partir
de um referencial científico e
teológico, auxiliando pessoas a
partir da utilização de concepções
técnicas guiadas pela ética e às
relações entre a psicologia,
teologia pastoral e religião.
ÉTICA ECLESIÁSTICA E TERAPÊUTICA
Ética ministerial: Conjunto de regras de conduta,
aplicadas mais especificamente aos ministros evangélicos.
A psicoterapia eclesiástica é uma forma de tratamento terapêutico para ajudar as pessoas
que querem aprimorar e desenvolver o potencial de suas habilidades e descobrir outras
por meio de treinamentos vivenciais, com abordagem individual, coletiva, profissional,
religiosa e social.A psicoterapia eclesiástica é uma forma de tratamento terapêutico para
ajudar as pessoas que querem aprimorar e desenvolver o potencial de suas habilidades e
descobrir outras por meio de treinamentos vivenciais, com abordagem individual, coletiva,
profissional, religiosa e social.
TERPIAS
ÉTICA
ECLESIÁSTICA
A psicoterapia eclesiástica é uma forma de tratamento terapêutico para
ajudar as pessoas que querem aprimorar e desenvolver o potencial de
suas habilidades e descobrir outras por meio de treinamentos vivenciais,
com abordagem individual, coletiva, profissional, religiosa e social.
os fundamentos da ética cristã encontram-se nas Escrituras do Antigo e do Novo
Testamento, entendidas como a revelação especial de Deus aos seres
humanos”. A importância, em termos quantitativos, da ética cristã é igual a
qualquer outro tipo de ética, contudo a importância qualitativa a difere das
demais.
A Importância da Ética Ministerial
A Ética (do grego ethiKós), “costumes e comportamentos” uma parte da
filosofia buscando refletir sobre o comportamento humano sob o ponto de vista
das noções de bem e de mal, de justo e injusto. Ela nos traz princípios afim de
nos orientar como agirmos corretamente.
A Ética também no faz refletir sobre os sistemas morais, como devemos nos portar na busca de sermos
o mais justo possível em nossas ações e atitudes. Qual caminho trilhar para obtermos uma vida
respeitosa sem prejudicarmos outrem, até onde podemos chegar sem ultrapassarmos ou burlarmos
etapas exigidas para nossos objetivos, e também olharmos para dentro de nós observando as nossas
atitudes para que ela nos permita alcançar um bem estar tanto para nós, como para as pessoas que
estiverem ao nosso redor.
Uma área que atuamos é a Ética Eclesiástica.
Ao recebermos novos obreiros (as) temos o cuidado em saber como é que eles se acham aptos a
exercer o ministério para o qual eles estão sendo apresentados. Procuramos apresentar-lhes como se
devem portar segundo a palavra de Deus (a Bíblia), mostramos o que a palavra de Deus requer para
um Obreiro(a) diferenciando-o das condutas requerida aos membros comuns, e quais os cuidados que
eles(as) deverão ter para que a sua conduta ética seja irrepreensível.
PSICOTERAPIA ECLESIÁSTICA
tem como foco a capacitação do indivíduo para, através dos conhecimentos adquiridos, possa
atuar eclesiasticamente, e a partir de um referencial científico e teológico, auxiliando pessoas a
partir da utilização de concepções técnicas guiadas pela ética e às relações entre a psicologia
Como a Psicologia auxilia nos estudos da religião e do aconselhamento pastoral?
Nela, pode-se apreender teorias e conceitos pertinentes ao Homem, explicações acerca
do seu desenvolvimento, como se manifestam suas potencialidades e capacidades, além
de estabelecer manejos e possibilidades que facilitem o cuidado com pessoas em
sofrimento.
O pastor e a Síndrome de Burnout: Uma Abordagem Teológica-Pastoral
“. . . para que façam isto com alegria e não gemendo” (Hb 13.17).
O ministério pastoral conta com inúmeros desafios, dificuldades e lutas. Nos últimos anos, porém, mais uma
calamidade passou a ser comum à cultura pastoral: o burnout. Em seu estudo sobre o assunto, Jetro Ferreira da
Silva concluiu que os ministros religiosos e outros profissionais de ajuda enfrentam um risco mais elevado de
experimentar essa síndrome devido à natureza do seu trabalho.
(1) Ou como testifica Christopher Ash, alguém profundamente marcado pela vivência de esgotamento em
determinado momento de seu ministério, “burnout é um preço terrível a ser pago pelo zelo cristão. Algumas
vezes ele não pode ser evitado. Para alguns, significa que não há outra maneira de viver sacrificialmente para
Jesus”.
(2) Semelhantemente, o pastor Ray Ortlund comentou:o que chamamos de burnout é a experiência de profunda
exaustão na qual nossas capacidades usuais de resiliência, de recuperação, de permanecer firmes, confiantes e
perseverantes não são mais suficientes. Burnout significa que algo bem profundo em nós entrou em colapso e
não conseguimos mais continuar. Nós pastores entendemos o burnout, e não apenas na vida dos outros, mas
em nós mesmos.
(3) A todos os agravantes relacionados a essa condição, se acrescenta o fato de que “muitas congregações
estão totalmente inconscientes desse problema ou não compreendem o que significa para o pastor e sua família
serem confrontados com o burnout”.
(4) Dessa forma, este artigo visa a contribuir com a discussão sobre esse assunto, trazendo esclarecimentos e
apontando sugestões de tratamento aos pastores que lutam contra essa síndrome. Isso será feito por meio da
revisão de alguns estudos que conectam o burnout ao ministério pastoral, bem como a indicação de algumas
causas comuns e prescrições terapêuticas à cultura pastoral. Devido à natureza introdutória e descritiva deste
artigo, vários tópicos aqui abordados poderão ser, certamente, ampliados e estudados em maior profundidade.
PASTORES E A SÍNDROME DO BURNOUT
A síndrome de Burnout tem sido conceituada como um distúrbio psicótico de caráter depressivo, resultante do
esgotamento mental e físico, intimamente conectado à atividade profissional de alguém.
(5) O Dr. Steve Midgley corretamente lembra que “burnout não é um diagnóstico com precisão médica e nem
deve ser confundido com o colapso mental, mas trata-se de um recurso cultural para explicar o que ocorre com
aqueles que estão ‘vivendo no limite’”.
(6) Em geral, essas pessoas são caracterizadas pela impossibilidade de operar corretamente por causa da
exaustão de energia.
O conceito da síndrome do burnout surgiu em meados dos anos 1970, nos Estados Unidos, como explicação para o
processo de esgotamento de trabalhadores que culminava no desempenho paupérrimo ou completo desinteresse
na atividade profissional. Com o passar do tempo, a síndrome passou a ser identificada como uma resposta ao
estresse laboral crônico integrado por diferentes atitudes e sentimentos negativos.
(7) No Brasil, o diagnóstico é regulamentado pelo Decreto 3.048 (de 1999), no anexo II do Regulamento da
Previdência Social, que trata dos Agentes Patogênicos causadores de doenças profissionais, e está incorporado na
CID 10 (Classificação Internacional das Doenças) como a “sensação de estar acabado”, Síndrome do Burnout ou
Síndrome do Esgotamento Profissional.
(8) Segundo Pêgo e Pêgo, “o burnout acomete profissionais que mantêm uma relação direta e constante com outras
pessoas, como professores, médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, policiais, bombeiros etc.”.
(9) O fato de essas pessoas se dedicarem ao cuidado com o próximo, conviverem com situações tensas, lidarem
com o sofrimento do outro e assim por diante faz com que, muitas vezes, se tornem vítimas do desgaste. Nesse
sentido, o ministério pastoral parece oferecer várias condições para que o burnout seja um perigo contínuo e
imediato também para os pastores.
Alguns estudiosos descrevem o burnout como um fenômeno de natureza tridimensional caracterizado por
sentimentos de exaustão emocional, desapego do trabalho e insatisfação pessoal.
(10) Deve se observar ainda que esses fatores são favorecidos por profissões que alimentam a despersonalização
do trabalhador, a necessidade de contínuas adaptações ao trabalho e a intensa carga emocional exigida pelo
mesmo.
(11) O burnout comumente atinge os profissionais voltados para as atividades de cuidado de outros, especialmente
quando esse cuidado implica na oferta de ajuda para casos que envolvem intensas pressões e alterações
emocionais.
(12) Nesse sentido, o pastor que no mesmo dia celebra o nascimento de uma criança e parte para a realização do
culto fúnebre de um ente querido da comunidade acaba sofrendo um desgaste incomum a outros profissionais.
Também, outros profissionais dificilmente carregam a pressão extra de terem a família “na vitrine”, diante dos olhos
da congregação, sendo julgada e continuamente avaliada, como ocorre com o ministro do evangelho.
Em sua dissertação de mestrado, a pesquisadora Roseli Margareta K. de Oliveira constata que “no meio pastoral,
ou religioso, em geral, há muito desgaste, devido às demandas constantes pessoais e familiares relacionadas à
congregação que pastores lideram, havendo uma relação entre exaustão emocional, física e espiritual”.
(13) Nesse sentido, Alistair Begg lembra ser comum no pastorado o ministro retornar de eventos nos quais ele é
usado para ajudar outros, mas não encontrar nenhum recurso para sustentar a si mesmo.
(14) Outros elementos que agravam essa condição incluem o fato de o pastor conviver com a solidão ministerial,
bem como as exigências de que ele possua mente culta, coração inocente, capacidade de receber e absorver
críticas e as pressões comuns à posição de liderança. Enfim, todo esse conjunto faz com que o pastor seja um
dos candidatos ideais para o estresse, a fadiga e o burnout. Por exemplo, alguém já considerou que em uma
programação social da igreja, enquanto todos se divertem e descansam, o pastor está atento a algum membro
solitário ou aconselhando quem precisa de ajuda? Todos se divertem; o pastor trabalha!Conquanto algumas
estatísticas apontem para o surgimento de um esforço tímido de algumas igrejas no sentido de cuidarem melhor
dos seus pastores, ainda permanecem a sobrecarga, o estresse, as dificuldades financeiras e as pressões
causadas pelas expectativas exageradas dos membros da congregação em relação ao pastor e sua família.
(15) Um exemplo a esse respeito pode ser visto no trabalho dos pesquisadores do Francis Schaeffer Institute
of Church Leadership Development, o qual revela sinais alarmantes com respeito à saúde dos ministros de
denominações evangélicas nos Estados Unidos. Dentre os pastores entrevistados,
75% relataram estar “extremamente estressados”;
90% trabalham entre 55 e 75 horas por semana;
90% se sentem fatigados e exaustos ao final de cada semana;
70% afirmam não serem suficientemente pagos para realizar seu trabalho;
40% relataram sérios conflitos e tensões com algum membro da
congregação ao menos uma vez por mês.
17) Essa afirmação pode ser constatada observando-se o conjunto de títulos recentemente publicados sobre
esse assunto.
(18) O que essa literatura nem sempre aborda são os impactos do burnout pastoral sobre a família e a vitalidade
da congregação. A ênfase dessas obras, em geral, diz respeito ao bem-estar do indivíduo e às recomendações
pessoais para prever os sintomas de burnout. São necessários estudos mais específicos sobre causas e
prevenções comunitárias no sentido de ajudar os ministros do evangelho a continuarem espiritual, emocional e
fisicamente saudáveis no desempenho de seu trabalho.Também, ainda que importantes, informações
estatísticas sobre a condição emocional da cultura pastoral, sem o devido processamento, servirão apenas para
despertar a atenção da igreja em relação a um perigo iminente. Se não forem analisados corretamente, dados e
números não explicarão por si mesmos as causas prováveis e nem estabelecerão as precauções básicas na luta
contra o quadro de burnout entre pastores. Por isso, a próxima parte deste artigo se dedica a listar alguns
fatores que, se não tratados, acabam culminando na síndrome de burnout no ministério pastoral. Após isso, será
apresentada uma lista de sugestões de medidas a serem tomadas para se evitar ou lutar contra esse fenômeno.
Como um ensaio sempre intenta uma abordagem representativa, mas limitada, os tópicos relacionados neste
artigo podem ser ampliados em estudos posteriores.
VOLTANDO A ATENÇÃO DA IGREJA À SAÚDE MENTAL
Existe um movimento mundial crescente focado na saúde mental;e a igreja global está
começando a reconhecer problemas de saúde mental como um ministério prioritário, já que
problemas de saúde mental são a maior causa de deficiência no mundo todo, causando mais
incapacidade do que problemas cardíacos, derrames ou diabetes.
Os problemas de saúde mental geralmente resultam de uma combinação de fatores, como
ambiente familiar, biologia, personalidade, espiritualidade e contextos desafiadores na
comunidade, incluindo pobreza e violência. Cada vez mais, os impactos de eventos
traumáticos como abuso de crianças, violência interpessoal e desastres naturais estão
sendo reconhecidos como os maiores causadores de problemas de saúde mental.
Raízes Espirituais
Frequentemente pensamos que somente a terapia individual é a melhor abordagem para suprir
estas necessidades.
Existe um movimento mundial crescente focado na saúde mental; e a igreja global está começando a reconhecer
problemas de saúde mental como um ministério prioritário, já que problemas de saúde mental são a maior causa
de deficiência no mundo todo, causando mais incapacidade do que problemas cardíacos, derrames ou diabetes.
Os problemas de saúde mental geralmente resultam de uma combinação de fatores, como ambiente familiar,
biologia, personalidade, espiritualidade e contextos desafiadores na comunidade, incluindo pobreza e violência.
Cada vez mais, os impactos de eventos traumáticos como abuso de crianças, violência interpessoal e desastres
naturais estão sendo reconhecidos como os maiores causadores de problemas de saúde mental.
Cuidados com a saúde mental estão enraizados nas Escrituras:
• O profeta Isaías descreveu parte da missão do Messias que viria para “cuidar dos que estão com o
coração quebrantado” (Is 61:1).
• Jeremias escreveu sobre o Messias: “Transformarei o lamento deles em júbilo; eu lhes darei
consolo e alegria em vez de tristeza.” (Jr 31:13)
• No Novo Testamento, vemos que “Jesus ia passando por todas as cidades e povoados, ensinando
nas sinagogas, pregando as boas novas do Reino e curando todas as enfermidades e doenças”
(Mt 9:35).
O desafio global da saúde mental não envolve somente o quão comum e incapacitante os
problemas de saúde mental são, mas também a falta de tratamento. Globalmente, menos de
50% das pessoas que precisam de tratamento para saúde mental o recebem. Este vácuo chega
a 90% nos países mais pobres.
Pesquisas feitas nos EUA mostram que as famílias frequentemente ligam
primeiro para um pastor quando há uma crise de saúde mental.
https://cpaj.mackenzie.br/o-pastor-e-a-sindrome-de-burnout/
h t t p s : / / w w w . g o o g l e . c o m . b r / s e a r c h ? h l = p t -
BR&q=PROBLEMAS+PSICOLOGIA+eclesi%C3%A1sticO&sa=X&ved=2ahUKEwjWsLqnx7P4AhUJpZUCHVMBD
E0Q7xYoAHoECAEQPA&biw=1280&bih=625&dpr=1
https://www.google.com.br/search?q=%C3%89TICA+ECLESI%C3%81STICA&tbm=isch&ved=2ahUKEwjhi7vSk7
P 4 A h X n M 7 k G H U P s D V Q Q 2 -
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3oAU&bih=625&biw=1280
REFERÊNCIAS BIBLIOTECAS
ÉTICA ECLESIATICA TERAPEUTICA_230106_120031.pdf
ÉTICA ECLESIATICA TERAPEUTICA_230106_120031.pdf

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ÉTICA ECLESIATICA TERAPEUTICA_230106_120031.pdf

  • 3. ÉTICA ECLESIÁSTICA E TERAPÊUTICA • O que é ética eclesiástica? • os fundamentos da ética cristã encontram-se nas Escrituras do Antigo e do Novo Testamento, entendidas como a revelação especial de Deus aos seres humanos”. A importância, em termos quantitativos, da ética cristã é igual a qualquer outro tipo de ética, contudo a importância qualitativa a difere das demais.
  • 4. OBJETIVO tem como foco a capacitação do indivíduo para, através dos conhecimentos adquiridos, possa atuar eclesiasticamente, e a partir de um referencial científico e teológico, auxiliando pessoas a partir da utilização de concepções técnicas guiadas pela ética e às relações entre a psicologia, teologia pastoral e religião.
  • 5. ÉTICA ECLESIÁSTICA E TERAPÊUTICA Ética ministerial: Conjunto de regras de conduta, aplicadas mais especificamente aos ministros evangélicos.
  • 6. A psicoterapia eclesiástica é uma forma de tratamento terapêutico para ajudar as pessoas que querem aprimorar e desenvolver o potencial de suas habilidades e descobrir outras por meio de treinamentos vivenciais, com abordagem individual, coletiva, profissional, religiosa e social.A psicoterapia eclesiástica é uma forma de tratamento terapêutico para ajudar as pessoas que querem aprimorar e desenvolver o potencial de suas habilidades e descobrir outras por meio de treinamentos vivenciais, com abordagem individual, coletiva, profissional, religiosa e social.
  • 7. TERPIAS ÉTICA ECLESIÁSTICA A psicoterapia eclesiástica é uma forma de tratamento terapêutico para ajudar as pessoas que querem aprimorar e desenvolver o potencial de suas habilidades e descobrir outras por meio de treinamentos vivenciais, com abordagem individual, coletiva, profissional, religiosa e social. os fundamentos da ética cristã encontram-se nas Escrituras do Antigo e do Novo Testamento, entendidas como a revelação especial de Deus aos seres humanos”. A importância, em termos quantitativos, da ética cristã é igual a qualquer outro tipo de ética, contudo a importância qualitativa a difere das demais.
  • 8. A Importância da Ética Ministerial
  • 9. A Ética (do grego ethiKós), “costumes e comportamentos” uma parte da filosofia buscando refletir sobre o comportamento humano sob o ponto de vista das noções de bem e de mal, de justo e injusto. Ela nos traz princípios afim de nos orientar como agirmos corretamente. A Ética também no faz refletir sobre os sistemas morais, como devemos nos portar na busca de sermos o mais justo possível em nossas ações e atitudes. Qual caminho trilhar para obtermos uma vida respeitosa sem prejudicarmos outrem, até onde podemos chegar sem ultrapassarmos ou burlarmos etapas exigidas para nossos objetivos, e também olharmos para dentro de nós observando as nossas atitudes para que ela nos permita alcançar um bem estar tanto para nós, como para as pessoas que estiverem ao nosso redor.
  • 10. Uma área que atuamos é a Ética Eclesiástica. Ao recebermos novos obreiros (as) temos o cuidado em saber como é que eles se acham aptos a exercer o ministério para o qual eles estão sendo apresentados. Procuramos apresentar-lhes como se devem portar segundo a palavra de Deus (a Bíblia), mostramos o que a palavra de Deus requer para um Obreiro(a) diferenciando-o das condutas requerida aos membros comuns, e quais os cuidados que eles(as) deverão ter para que a sua conduta ética seja irrepreensível.
  • 12. tem como foco a capacitação do indivíduo para, através dos conhecimentos adquiridos, possa atuar eclesiasticamente, e a partir de um referencial científico e teológico, auxiliando pessoas a partir da utilização de concepções técnicas guiadas pela ética e às relações entre a psicologia Como a Psicologia auxilia nos estudos da religião e do aconselhamento pastoral? Nela, pode-se apreender teorias e conceitos pertinentes ao Homem, explicações acerca do seu desenvolvimento, como se manifestam suas potencialidades e capacidades, além de estabelecer manejos e possibilidades que facilitem o cuidado com pessoas em sofrimento.
  • 13. O pastor e a Síndrome de Burnout: Uma Abordagem Teológica-Pastoral “. . . para que façam isto com alegria e não gemendo” (Hb 13.17).
  • 14. O ministério pastoral conta com inúmeros desafios, dificuldades e lutas. Nos últimos anos, porém, mais uma calamidade passou a ser comum à cultura pastoral: o burnout. Em seu estudo sobre o assunto, Jetro Ferreira da Silva concluiu que os ministros religiosos e outros profissionais de ajuda enfrentam um risco mais elevado de experimentar essa síndrome devido à natureza do seu trabalho. (1) Ou como testifica Christopher Ash, alguém profundamente marcado pela vivência de esgotamento em determinado momento de seu ministério, “burnout é um preço terrível a ser pago pelo zelo cristão. Algumas vezes ele não pode ser evitado. Para alguns, significa que não há outra maneira de viver sacrificialmente para Jesus”. (2) Semelhantemente, o pastor Ray Ortlund comentou:o que chamamos de burnout é a experiência de profunda exaustão na qual nossas capacidades usuais de resiliência, de recuperação, de permanecer firmes, confiantes e perseverantes não são mais suficientes. Burnout significa que algo bem profundo em nós entrou em colapso e não conseguimos mais continuar. Nós pastores entendemos o burnout, e não apenas na vida dos outros, mas em nós mesmos. (3) A todos os agravantes relacionados a essa condição, se acrescenta o fato de que “muitas congregações estão totalmente inconscientes desse problema ou não compreendem o que significa para o pastor e sua família serem confrontados com o burnout”.
  • 15. (4) Dessa forma, este artigo visa a contribuir com a discussão sobre esse assunto, trazendo esclarecimentos e apontando sugestões de tratamento aos pastores que lutam contra essa síndrome. Isso será feito por meio da revisão de alguns estudos que conectam o burnout ao ministério pastoral, bem como a indicação de algumas causas comuns e prescrições terapêuticas à cultura pastoral. Devido à natureza introdutória e descritiva deste artigo, vários tópicos aqui abordados poderão ser, certamente, ampliados e estudados em maior profundidade. PASTORES E A SÍNDROME DO BURNOUT A síndrome de Burnout tem sido conceituada como um distúrbio psicótico de caráter depressivo, resultante do esgotamento mental e físico, intimamente conectado à atividade profissional de alguém. (5) O Dr. Steve Midgley corretamente lembra que “burnout não é um diagnóstico com precisão médica e nem deve ser confundido com o colapso mental, mas trata-se de um recurso cultural para explicar o que ocorre com aqueles que estão ‘vivendo no limite’”. (6) Em geral, essas pessoas são caracterizadas pela impossibilidade de operar corretamente por causa da exaustão de energia.
  • 16. O conceito da síndrome do burnout surgiu em meados dos anos 1970, nos Estados Unidos, como explicação para o processo de esgotamento de trabalhadores que culminava no desempenho paupérrimo ou completo desinteresse na atividade profissional. Com o passar do tempo, a síndrome passou a ser identificada como uma resposta ao estresse laboral crônico integrado por diferentes atitudes e sentimentos negativos. (7) No Brasil, o diagnóstico é regulamentado pelo Decreto 3.048 (de 1999), no anexo II do Regulamento da Previdência Social, que trata dos Agentes Patogênicos causadores de doenças profissionais, e está incorporado na CID 10 (Classificação Internacional das Doenças) como a “sensação de estar acabado”, Síndrome do Burnout ou Síndrome do Esgotamento Profissional. (8) Segundo Pêgo e Pêgo, “o burnout acomete profissionais que mantêm uma relação direta e constante com outras pessoas, como professores, médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, policiais, bombeiros etc.”. (9) O fato de essas pessoas se dedicarem ao cuidado com o próximo, conviverem com situações tensas, lidarem com o sofrimento do outro e assim por diante faz com que, muitas vezes, se tornem vítimas do desgaste. Nesse sentido, o ministério pastoral parece oferecer várias condições para que o burnout seja um perigo contínuo e imediato também para os pastores.
  • 17. Alguns estudiosos descrevem o burnout como um fenômeno de natureza tridimensional caracterizado por sentimentos de exaustão emocional, desapego do trabalho e insatisfação pessoal. (10) Deve se observar ainda que esses fatores são favorecidos por profissões que alimentam a despersonalização do trabalhador, a necessidade de contínuas adaptações ao trabalho e a intensa carga emocional exigida pelo mesmo. (11) O burnout comumente atinge os profissionais voltados para as atividades de cuidado de outros, especialmente quando esse cuidado implica na oferta de ajuda para casos que envolvem intensas pressões e alterações emocionais. (12) Nesse sentido, o pastor que no mesmo dia celebra o nascimento de uma criança e parte para a realização do culto fúnebre de um ente querido da comunidade acaba sofrendo um desgaste incomum a outros profissionais. Também, outros profissionais dificilmente carregam a pressão extra de terem a família “na vitrine”, diante dos olhos da congregação, sendo julgada e continuamente avaliada, como ocorre com o ministro do evangelho.
  • 18. Em sua dissertação de mestrado, a pesquisadora Roseli Margareta K. de Oliveira constata que “no meio pastoral, ou religioso, em geral, há muito desgaste, devido às demandas constantes pessoais e familiares relacionadas à congregação que pastores lideram, havendo uma relação entre exaustão emocional, física e espiritual”. (13) Nesse sentido, Alistair Begg lembra ser comum no pastorado o ministro retornar de eventos nos quais ele é usado para ajudar outros, mas não encontrar nenhum recurso para sustentar a si mesmo. (14) Outros elementos que agravam essa condição incluem o fato de o pastor conviver com a solidão ministerial, bem como as exigências de que ele possua mente culta, coração inocente, capacidade de receber e absorver críticas e as pressões comuns à posição de liderança. Enfim, todo esse conjunto faz com que o pastor seja um dos candidatos ideais para o estresse, a fadiga e o burnout. Por exemplo, alguém já considerou que em uma programação social da igreja, enquanto todos se divertem e descansam, o pastor está atento a algum membro solitário ou aconselhando quem precisa de ajuda? Todos se divertem; o pastor trabalha!Conquanto algumas estatísticas apontem para o surgimento de um esforço tímido de algumas igrejas no sentido de cuidarem melhor dos seus pastores, ainda permanecem a sobrecarga, o estresse, as dificuldades financeiras e as pressões causadas pelas expectativas exageradas dos membros da congregação em relação ao pastor e sua família.
  • 19. (15) Um exemplo a esse respeito pode ser visto no trabalho dos pesquisadores do Francis Schaeffer Institute of Church Leadership Development, o qual revela sinais alarmantes com respeito à saúde dos ministros de denominações evangélicas nos Estados Unidos. Dentre os pastores entrevistados, 75% relataram estar “extremamente estressados”; 90% trabalham entre 55 e 75 horas por semana; 90% se sentem fatigados e exaustos ao final de cada semana; 70% afirmam não serem suficientemente pagos para realizar seu trabalho; 40% relataram sérios conflitos e tensões com algum membro da congregação ao menos uma vez por mês.
  • 20. 17) Essa afirmação pode ser constatada observando-se o conjunto de títulos recentemente publicados sobre esse assunto. (18) O que essa literatura nem sempre aborda são os impactos do burnout pastoral sobre a família e a vitalidade da congregação. A ênfase dessas obras, em geral, diz respeito ao bem-estar do indivíduo e às recomendações pessoais para prever os sintomas de burnout. São necessários estudos mais específicos sobre causas e prevenções comunitárias no sentido de ajudar os ministros do evangelho a continuarem espiritual, emocional e fisicamente saudáveis no desempenho de seu trabalho.Também, ainda que importantes, informações estatísticas sobre a condição emocional da cultura pastoral, sem o devido processamento, servirão apenas para despertar a atenção da igreja em relação a um perigo iminente. Se não forem analisados corretamente, dados e números não explicarão por si mesmos as causas prováveis e nem estabelecerão as precauções básicas na luta contra o quadro de burnout entre pastores. Por isso, a próxima parte deste artigo se dedica a listar alguns fatores que, se não tratados, acabam culminando na síndrome de burnout no ministério pastoral. Após isso, será apresentada uma lista de sugestões de medidas a serem tomadas para se evitar ou lutar contra esse fenômeno. Como um ensaio sempre intenta uma abordagem representativa, mas limitada, os tópicos relacionados neste artigo podem ser ampliados em estudos posteriores.
  • 21. VOLTANDO A ATENÇÃO DA IGREJA À SAÚDE MENTAL Existe um movimento mundial crescente focado na saúde mental;e a igreja global está começando a reconhecer problemas de saúde mental como um ministério prioritário, já que problemas de saúde mental são a maior causa de deficiência no mundo todo, causando mais incapacidade do que problemas cardíacos, derrames ou diabetes. Os problemas de saúde mental geralmente resultam de uma combinação de fatores, como ambiente familiar, biologia, personalidade, espiritualidade e contextos desafiadores na comunidade, incluindo pobreza e violência. Cada vez mais, os impactos de eventos traumáticos como abuso de crianças, violência interpessoal e desastres naturais estão sendo reconhecidos como os maiores causadores de problemas de saúde mental.
  • 22. Raízes Espirituais Frequentemente pensamos que somente a terapia individual é a melhor abordagem para suprir estas necessidades.
  • 23. Existe um movimento mundial crescente focado na saúde mental; e a igreja global está começando a reconhecer problemas de saúde mental como um ministério prioritário, já que problemas de saúde mental são a maior causa de deficiência no mundo todo, causando mais incapacidade do que problemas cardíacos, derrames ou diabetes. Os problemas de saúde mental geralmente resultam de uma combinação de fatores, como ambiente familiar, biologia, personalidade, espiritualidade e contextos desafiadores na comunidade, incluindo pobreza e violência. Cada vez mais, os impactos de eventos traumáticos como abuso de crianças, violência interpessoal e desastres naturais estão sendo reconhecidos como os maiores causadores de problemas de saúde mental.
  • 24. Cuidados com a saúde mental estão enraizados nas Escrituras: • O profeta Isaías descreveu parte da missão do Messias que viria para “cuidar dos que estão com o coração quebrantado” (Is 61:1). • Jeremias escreveu sobre o Messias: “Transformarei o lamento deles em júbilo; eu lhes darei consolo e alegria em vez de tristeza.” (Jr 31:13) • No Novo Testamento, vemos que “Jesus ia passando por todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando as boas novas do Reino e curando todas as enfermidades e doenças” (Mt 9:35).
  • 25. O desafio global da saúde mental não envolve somente o quão comum e incapacitante os problemas de saúde mental são, mas também a falta de tratamento. Globalmente, menos de 50% das pessoas que precisam de tratamento para saúde mental o recebem. Este vácuo chega a 90% nos países mais pobres. Pesquisas feitas nos EUA mostram que as famílias frequentemente ligam primeiro para um pastor quando há uma crise de saúde mental.
  • 26. https://cpaj.mackenzie.br/o-pastor-e-a-sindrome-de-burnout/ h t t p s : / / w w w . g o o g l e . c o m . b r / s e a r c h ? h l = p t - BR&q=PROBLEMAS+PSICOLOGIA+eclesi%C3%A1sticO&sa=X&ved=2ahUKEwjWsLqnx7P4AhUJpZUCHVMBD E0Q7xYoAHoECAEQPA&biw=1280&bih=625&dpr=1 https://www.google.com.br/search?q=%C3%89TICA+ECLESI%C3%81STICA&tbm=isch&ved=2ahUKEwjhi7vSk7 P 4 A h X n M 7 k G H U P s D V Q Q 2 - cCegQIABAA&oq=%C3%89TICA+ECLESI%C3%81STICA&gs_lcp=CgNpbWcQA1AAWIQHYIcOaAFwAHgBgAH EAogByQaSAQcwLjIuMS4xmAEAoAEBqgELZ3dzLXdpei1pbWfAAQE&sclient=img&ei=hMCrYuG5Aufn5OUPw9i 3oAU&bih=625&biw=1280 REFERÊNCIAS BIBLIOTECAS