Brasil Império
                   1º Reinado
        E o processo de Independência continua...




 2° Ano – Ensino Médio.
PROFESSOR: Carlos Teles
Recaptulando...


    OS LIMITES DA INDEPENDÊNCIA

    O processo de independência foi comandado inteiramente
 pelas classes dominantes, que tinham a finalidade de manter a
 liberdade comercial que haviam conquistados. Os promotores
 da independência não tinham como projeto modificar as
 condições de vida da população. O povo estava condenado a
 ficar na mesma situação de injustiças sociais, e a escravidão foi
 mantida e ampliada. O Brasil “livre” na verdade não conquistou
 a sua verdadeira libertação nacional, pois saiu dos laços
 coloniais portugueses para cair na dominação comercial
 inglesa.

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O Primeiro Reinado foi o período inicial do Império brasileiro, marcado
 pela instabilidade política – marcada pelo embate entre o liberalismo da
 elite econômica e o autoritarismo do imperador – e econômica causada
 pela concorrência internacional e pela má administração. Durante os
 nove anos do reinado de D. Pedro I, o Brasil consolidou a sua
 independência, escrevendo a sua primeira Constituição e caminhando
 para a instalação de um governo brasileiro de fato.


                    José Bonifácio de Andrada e Silva, foi o verdadeiro
                    artífice da independência do Brasil. Conservador, ele
                    conseguiu promover a emancipação do país mantendo o
                    regime existente – a monarquia - e as estruturas coloniais
                    de latifúndios, trabalho escravo e exportador de matérias-
                    primas, favorecendo a elite local que ele representava.


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Construindo um Estado e uma Nação...




 A primeira tarefa de D. Pedro após proclamar a emancipação brasileira foi a de consolidar
  essa situação interna e externamente.
 Internamente houve a necessidade de sufocar uma série de revoltas no Nordeste,
  provocadas principalmente pelos militares e comerciantes portugueses que não
  concordavam com a independência. Todas as revoltas foram sufocadas, com o auxílio de
  tropas mercenárias contratadas pelo imperador, com a ajuda dos grandes proprietários
  rurais do centro-sul.



 No plano das relações internacionais, o Brasil ganhou em primeiro lugar o apoio dos
  Estados Unidos, da Inglaterra, mediante a assinatura de acordos comerciais e da
  extinção do tráfico escravo. Portugal só reconheceu a emancipação política do Brasil, em
  1825, mediante um acordo de transferência da sua dívida externa para com os ingleses,
  em torno de 2 milhões de libras esterlinas, a título de indenização.



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A História que pouco conhecemos...




 Muitas vezes associamos a História como um
  narrar de acontecimentos heróicos, que com o
  avançar dos anos (e dos interesses sociais
  em     jogo)    ganham     até    um    “status
  mitológicos”… Na Bahia ainda em 1822,
  aconteceram sérias batalhas entre os
  partidários da independência brasileira e os
  portugueses. Em uma dessas batalhas, 4 mil
  portugueses      tentavam      expulsar    300
  brasileiros na província de Pirajá. Prevendo a
  derrota, o comandante brasileiro determinou
  bater em retirada, mas o corneteiro
  (improvisado) Lúcio Lopes confundiu-se e
  disparou o toque de ataque da cavalaria (da
  qual os brasileiros nem tinham). Temendo a
                                                    Sugestão de agradável leitura sobre o tema
  chegada dos reforços, os portugueses foram
  que bateram em retirada…
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Escrevendo a primeira Constituição brasileira



Antes, alguns conceitos básicos:
                        Constituição: é a organização jurídica fundamental de um
                         Estado.


                        Quanto a sua elaboração, elas podem ter duas origens:
                        Constituição Promulgada: aquela em que o processo de
                         escrita, decorre de convenção, são votadas, originam de um
                         órgão constituinte composto de representantes do povo,
                         eleitos para o fim de elaborá-las. Também chamada de
                         populares, “democráticas”.
                        Constituição Outorgada: aquela em que o processo de
                         escrita decorre de ato de força, são impostas, decorrem do
                         sistema autoritário. São as elaboradas sem a participação do
                         povo.
                        Fonte: http://civilex.vilabol.uol.com.br/pagina51.htm; com adaptações.



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Escrevendo a primeira Constituição brasileira


                                 Em 1823, D. Pedro I convocou uma
                                  Assembléia Constituinte, com a
Assembléia Constituinte           missão de escrever a primeira Carta
                                  Magna do novo país. Os deputados
                                  pertenciam basicamente a duas
                                  correntes políticas:
                                 O Partido Português, formado pela
                                  burocracia administrativa e por
                                  comerciantes portugueses que
                                  defendiam a instalação de um governo
                                  autoritário e viam com bons olhos uma
                                  possivel recolonização do Brasil por
                                  Portugal.
                                 O Partido Brasileiro, composta pela
                                  elite latifundiária que lutava por um
                                  regime liberal que mantivesse os seus
                                  privilégios econômicos.


Page 7
.



                                                                      Esse sistema consistiu no voto indireto censitário,
                                                                      em que os eleitores do primeiro grau (paróquia),
Constituição da Mandioca                                              tinham que provar uma renda mínima de 150
                                                                      alqueires de farinha de mandioca. Eles elegeriam
 O partido Brasileiro compunha a maioria                             os eleitores do segundo grau (província), que
                                                                      necessitavam de uma renda mínima de 250
  dos constituintes. Com uma forte influência                         alqueires. Estes últimos, elegeriam deputados e
  iluminista, liberal norte-americana,                                senadores, que precisavam de uma renda de 500
  podemos afirmar que o projeto de                                    e 1000 alqueires respectivamente, para se
                                                                      candidatarem.
  constituição era bem avançada para a
  época.
 O porém deveu-se ao projeto que limitava
  o direito de voto aos brasileiros, os
  dividindo em categorias de eleitores de
  acordo com um padrão de renda medidos
  em alqueires de farinha de mandioca. O
  povo logo apelidou o projeto de
  “Constituição da Mandioca”.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Constituição_brasileira_de_1824


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Além do voto censitário, a Assembléia começou a
desagradar profundamente o imperador em outros
aspectos...

A supremacia do Parlamento sobre o Imperador e a
plena liberdade econômica da iniciativa privada, foi
rejeitado por D. Pedro que tinha intenções de ser um
monarca absolutista, e com isso dissolveu a
Assembléia, prendeu os parlamentares, entre eles
José Bonifácio, e nomeou um Conselho de Estado,
que redigiu a Constituição dentro dos interesses
pessoais de D. Pedro, sendo-a outorgada em 25 de
março de 1824.

         Até a presente data a Constituição de
         1824 foi das oito que tivemos no total,
         a que mais perdurou, de 25/03/1824 a
         24/02/1891.

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Principais Características da Constituição
de 1824.


- O governo era uma monarquia unitária e hereditária;
- A existência de 4 poderes: o Legislativo, o Executivo, o Judiciário e o Poder Moderador,
este acima dos demais poderes, exercido pelo Imperador;
- O Estado adotava o catolicismo como religião oficial. As outras religiões eram permitidas
com seu culto doméstico, sendo proibida a construção de templos com aspecto exterior
diferenciado;
- Define quem é considerado cidadão brasileiro;
- As eleições eram censitárias, abertas e indiretas;
- Submissão da Igreja ao Estado, inclusive com o direito do Imperador de conceder cargos
eclesiásticos na Igreja Católica (padroado);
- Foi uma das primeiras do mundo a incluir em seu texto (artigo 179) um rol de direitos e
garantias individuais;
- O Imperador era inimputável (não respondia judicialmente por seus atos).
- Por meio do Poder Moderador o imperador nomeava os membros vitalícios do Conselho
de Estado os presidentes de província, as autoridades eclesiásticas da Igreja oficial
católica apostólica romana, o Senado vitalício. Também nomeava e suspendia os
magistrados do Poder Judiciário, assim como nomeava e destituía os ministros do Poder
Executivo.


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O Poder Moderador




O Poder Moderador era de uso
pessoal e privativo do imperador,
assessorado por um Conselho de
Estado. D. Pedro I (e mais tarde seu
filho D. Pedro II) era o detentor
exclusivo e privativo, com a
atribuição de nomear e demitir
livremente os ministros de Estado, já
como chefe do Poder Executivo,
exercitando este último poder
através de “seus ministros de
Estado”, os mesmos a quem, como
Poder Moderador, nomeava e
demitia livremente. Em 1846 houve
instalação do parlamentarismo
diminuindo assim o poder
Moderador.
 Page 11
„O Poder Moderador é a chave de toda organização
política, e é delegado privativamente ao imperador(…)
para que incessantemente, vele sobre a manutenção da
independência, equilíbrio e harmonia dos demais
poderes políticos.“
Artigo 98 da Constituição de 1824, apresentando o artifício
que fazia de D. Pedro I um rei superpoderoso.




                                                       Capa original da Constituição de 1824.
Page 13
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As coisas complicam para o lado do
imperador...


As coisas começaram a complicar para D. Pedro I, a essa altura não
mais tão popular quanto noutros tempos...
                                       Após outorgar a constituição de 1824, o
                                       partido Português passou a ter maior
                                       influência no governo do imperador que
                                       ganhou uma face autoritária.
                                       Uma série de acontecimentos acarretaram
                                       uma turbulenta fase que gerou uma grande
                                       crise política.

                           Uma delas é a rebelião na Província de Cisplatina
                           que gerou altos custos militares. A guerra alcançou a
                           Argentina que queria também anexar o território, mas
                           com a intervenção diplomática da Inglaterra,
                           Cisplatina conquistou a sua independência, tornando-
                           se a República Oriental do Uruguai.


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A Confederação do Equador




O prestígio do imperador diminuiu ainda
mais com o episódio da Confederação do
Equador, liderado pelo jornalista Cipriano
José Barata de Almeida (1764-1838) onde
os protestos contra o absolutismo de D.
Pedro I levaram as elites locais a
proclamarem uma república autônoma. A
revolta foi violentamente dissipada pelas
tropas mercenárias da monarquia.
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A imprensa, dominada pelos simpatizantes dos partidários brasileiros e
de ideologia liberal, iniciam uma forte campanha contra o autoritarismo
de D. Pedro I. O auge acontece quando o jornalista João Batista Libero
Badaró (1798-1830) é assassinado, e partidários do imperador são
acusados de serem os mandantes. Líbero Badaró; jornalista, político e
médico, é considerado um mártir da liberdade de imprensa.

  D. Pedro I, começou a ficar alheio a todos os protestos e aos assuntos de estado,
  devido a sucessão do trono português com a morte de D. João VI em 1826. O Partido
  Português vê como a grande oportunidade de D. Pedro unir as duas coroas,
  retornando a situação anterior a 1822 (situação de colônia para o Brasil). Mas D. Pedro
  abdica em favor de sua filha, Maria da Glória, ainda menor de idade, com seu irmão, D.
  Manuel, como seu tutor. Em Portugal, D. Manuel juntamente com a sua mãe Carlota
  Joaquina, tomam a coroa para si. A obsessão de D. Pedro acerca os assuntos
  portugueses fez a imprensa brasileira questionar se “(...) o imperador quer ser Pedro I
  no Brasil, ou Pedro IV em Portugal?”



  Page 17
A Noite das Garrafadas



                         Para somar aos problemas institucionais, os
                         problemas pessoais de D. Pedro envolvendo seus
                         casos extraconjugais, em especial com Domitília de
                         Castro, a Marquesa de Santos, e as agressões físicas
                         e morais que resultaram na morte da Imperatriz
                         Leopoldina, fizeram a sua popularidade diminuir


                   Visando diminuir seu desgaste, D. Pedro viaja para
                   Minas Gerais mas não consegue apoio da elite local.
                   Em seu retorno ao Rio de Janeiro, o Partido Português
                   promove uma festa de dois dias mas acaba em grande
                   confusão com os brasileiros na chamada “Noite das
                   Garrafadas” em que ficou exposto de forma insuportável
                   a permanência do imperador no Brasil...




Page 18
Diga ao povo que eu vou...

                          Numa tentativa de conciliar novamente o seu governo com a opinião
                          pública, D. Pedro I nomeou um novo ministério com pessoas aceitas
                          pelos Liberais. Porém, a oposição não aceitou a manobra, e
                          continuou a pressioná-lo. O ministério assim formado foi destituído e
                          constituído um novo com portugueses de tendências absolutistas. Os
                          soldados brasileiros aquartelados no bairro de São Cristóvão e o
                          povo reagiram formando uma oposição implacável, culminando com o
                          cerco ao palácio imperial pela população. Não houve resistência, pois
                          poderia ocasionar uma guerra civil.
                          Revoltados, os portugueses instalados no Rio de Janeiro
                          promoveram uma manifestação pública em desagravo que
                          desencadeou a retaliação dos setores antilusitanos, havendo
                          tumultos e conflitos de rua. Irado, o imperador prometeu castigos,
                          mas lhe faltava sustentação política.




                                                                                                  http://pt.wikipedia.org/wiki/Primeiro_reinado
A 7 de abril de 1831, D. Pedro I renunciou ao império, deixando o país
nas mãos de seu primogênito, D. Pedro II, que na época tinha 5 anos.
No mesmo dia, embarcou a bordo do Warspite, de onde nomeou José
Bonifácio de Andrada e Silva como tutor de seus filhos menores, e
seguiu para Portugal.
D. Pedro I faleceu em Sintra em 1834, depois de ainda ter participado
das Guerras Liberais portuguesas, onde lutou a favor de sua filha, D.
Maria II, cujo trono português fora usurpado por seu tio, D. Miguel I, o
qual havia sido indicado regente português anteriormente.
Page 19
D. Pedro: ao mesmo tempo um liberal para
Portugal e tirano absolutista para os
brasileiros...


Ao seguir para Portugal para recuperar o
trono usurpado pelo seu irmão Miguel, D.
Pedro teve por consequência que defender a
constituição liberal que     sustentava a
monarquia portuguesa.
Com isso, D. Pedro entrou para a história de
Portugal como um defensor ferrenho do
liberalismo e no Brasil como um tirano         Charge do confronto entre D. Pedro I e D.
absolutista .                                  Miguel nas Guerras Liberais (1831-1834).




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Page 22

1º Reinado no Brasil

  • 1.
    Brasil Império 1º Reinado E o processo de Independência continua... 2° Ano – Ensino Médio. PROFESSOR: Carlos Teles
  • 2.
    Recaptulando... OS LIMITES DA INDEPENDÊNCIA O processo de independência foi comandado inteiramente pelas classes dominantes, que tinham a finalidade de manter a liberdade comercial que haviam conquistados. Os promotores da independência não tinham como projeto modificar as condições de vida da população. O povo estava condenado a ficar na mesma situação de injustiças sociais, e a escravidão foi mantida e ampliada. O Brasil “livre” na verdade não conquistou a sua verdadeira libertação nacional, pois saiu dos laços coloniais portugueses para cair na dominação comercial inglesa. Page 2
  • 3.
    O Primeiro Reinadofoi o período inicial do Império brasileiro, marcado pela instabilidade política – marcada pelo embate entre o liberalismo da elite econômica e o autoritarismo do imperador – e econômica causada pela concorrência internacional e pela má administração. Durante os nove anos do reinado de D. Pedro I, o Brasil consolidou a sua independência, escrevendo a sua primeira Constituição e caminhando para a instalação de um governo brasileiro de fato. José Bonifácio de Andrada e Silva, foi o verdadeiro artífice da independência do Brasil. Conservador, ele conseguiu promover a emancipação do país mantendo o regime existente – a monarquia - e as estruturas coloniais de latifúndios, trabalho escravo e exportador de matérias- primas, favorecendo a elite local que ele representava. Page 3
  • 4.
    Construindo um Estadoe uma Nação...  A primeira tarefa de D. Pedro após proclamar a emancipação brasileira foi a de consolidar essa situação interna e externamente.  Internamente houve a necessidade de sufocar uma série de revoltas no Nordeste, provocadas principalmente pelos militares e comerciantes portugueses que não concordavam com a independência. Todas as revoltas foram sufocadas, com o auxílio de tropas mercenárias contratadas pelo imperador, com a ajuda dos grandes proprietários rurais do centro-sul.  No plano das relações internacionais, o Brasil ganhou em primeiro lugar o apoio dos Estados Unidos, da Inglaterra, mediante a assinatura de acordos comerciais e da extinção do tráfico escravo. Portugal só reconheceu a emancipação política do Brasil, em 1825, mediante um acordo de transferência da sua dívida externa para com os ingleses, em torno de 2 milhões de libras esterlinas, a título de indenização. Page 4
  • 5.
    A História quepouco conhecemos...  Muitas vezes associamos a História como um narrar de acontecimentos heróicos, que com o avançar dos anos (e dos interesses sociais em jogo) ganham até um “status mitológicos”… Na Bahia ainda em 1822, aconteceram sérias batalhas entre os partidários da independência brasileira e os portugueses. Em uma dessas batalhas, 4 mil portugueses tentavam expulsar 300 brasileiros na província de Pirajá. Prevendo a derrota, o comandante brasileiro determinou bater em retirada, mas o corneteiro (improvisado) Lúcio Lopes confundiu-se e disparou o toque de ataque da cavalaria (da qual os brasileiros nem tinham). Temendo a Sugestão de agradável leitura sobre o tema chegada dos reforços, os portugueses foram que bateram em retirada… Page 5
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    Escrevendo a primeiraConstituição brasileira Antes, alguns conceitos básicos:  Constituição: é a organização jurídica fundamental de um Estado.  Quanto a sua elaboração, elas podem ter duas origens:  Constituição Promulgada: aquela em que o processo de escrita, decorre de convenção, são votadas, originam de um órgão constituinte composto de representantes do povo, eleitos para o fim de elaborá-las. Também chamada de populares, “democráticas”.  Constituição Outorgada: aquela em que o processo de escrita decorre de ato de força, são impostas, decorrem do sistema autoritário. São as elaboradas sem a participação do povo. Fonte: http://civilex.vilabol.uol.com.br/pagina51.htm; com adaptações. Page 6
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    Escrevendo a primeiraConstituição brasileira  Em 1823, D. Pedro I convocou uma Assembléia Constituinte, com a Assembléia Constituinte missão de escrever a primeira Carta Magna do novo país. Os deputados pertenciam basicamente a duas correntes políticas:  O Partido Português, formado pela burocracia administrativa e por comerciantes portugueses que defendiam a instalação de um governo autoritário e viam com bons olhos uma possivel recolonização do Brasil por Portugal.  O Partido Brasileiro, composta pela elite latifundiária que lutava por um regime liberal que mantivesse os seus privilégios econômicos. Page 7
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    . Esse sistema consistiu no voto indireto censitário, em que os eleitores do primeiro grau (paróquia), Constituição da Mandioca tinham que provar uma renda mínima de 150 alqueires de farinha de mandioca. Eles elegeriam  O partido Brasileiro compunha a maioria os eleitores do segundo grau (província), que necessitavam de uma renda mínima de 250 dos constituintes. Com uma forte influência alqueires. Estes últimos, elegeriam deputados e iluminista, liberal norte-americana, senadores, que precisavam de uma renda de 500 podemos afirmar que o projeto de e 1000 alqueires respectivamente, para se candidatarem. constituição era bem avançada para a época.  O porém deveu-se ao projeto que limitava o direito de voto aos brasileiros, os dividindo em categorias de eleitores de acordo com um padrão de renda medidos em alqueires de farinha de mandioca. O povo logo apelidou o projeto de “Constituição da Mandioca”. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Constituição_brasileira_de_1824 Page 8
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    Além do votocensitário, a Assembléia começou a desagradar profundamente o imperador em outros aspectos... A supremacia do Parlamento sobre o Imperador e a plena liberdade econômica da iniciativa privada, foi rejeitado por D. Pedro que tinha intenções de ser um monarca absolutista, e com isso dissolveu a Assembléia, prendeu os parlamentares, entre eles José Bonifácio, e nomeou um Conselho de Estado, que redigiu a Constituição dentro dos interesses pessoais de D. Pedro, sendo-a outorgada em 25 de março de 1824. Até a presente data a Constituição de 1824 foi das oito que tivemos no total, a que mais perdurou, de 25/03/1824 a 24/02/1891. Page 9
  • 10.
    Principais Características daConstituição de 1824. - O governo era uma monarquia unitária e hereditária; - A existência de 4 poderes: o Legislativo, o Executivo, o Judiciário e o Poder Moderador, este acima dos demais poderes, exercido pelo Imperador; - O Estado adotava o catolicismo como religião oficial. As outras religiões eram permitidas com seu culto doméstico, sendo proibida a construção de templos com aspecto exterior diferenciado; - Define quem é considerado cidadão brasileiro; - As eleições eram censitárias, abertas e indiretas; - Submissão da Igreja ao Estado, inclusive com o direito do Imperador de conceder cargos eclesiásticos na Igreja Católica (padroado); - Foi uma das primeiras do mundo a incluir em seu texto (artigo 179) um rol de direitos e garantias individuais; - O Imperador era inimputável (não respondia judicialmente por seus atos). - Por meio do Poder Moderador o imperador nomeava os membros vitalícios do Conselho de Estado os presidentes de província, as autoridades eclesiásticas da Igreja oficial católica apostólica romana, o Senado vitalício. Também nomeava e suspendia os magistrados do Poder Judiciário, assim como nomeava e destituía os ministros do Poder Executivo. Page 10
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    O Poder Moderador OPoder Moderador era de uso pessoal e privativo do imperador, assessorado por um Conselho de Estado. D. Pedro I (e mais tarde seu filho D. Pedro II) era o detentor exclusivo e privativo, com a atribuição de nomear e demitir livremente os ministros de Estado, já como chefe do Poder Executivo, exercitando este último poder através de “seus ministros de Estado”, os mesmos a quem, como Poder Moderador, nomeava e demitia livremente. Em 1846 houve instalação do parlamentarismo diminuindo assim o poder Moderador. Page 11
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    „O Poder Moderadoré a chave de toda organização política, e é delegado privativamente ao imperador(…) para que incessantemente, vele sobre a manutenção da independência, equilíbrio e harmonia dos demais poderes políticos.“ Artigo 98 da Constituição de 1824, apresentando o artifício que fazia de D. Pedro I um rei superpoderoso. Capa original da Constituição de 1824.
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    As coisas complicampara o lado do imperador... As coisas começaram a complicar para D. Pedro I, a essa altura não mais tão popular quanto noutros tempos... Após outorgar a constituição de 1824, o partido Português passou a ter maior influência no governo do imperador que ganhou uma face autoritária. Uma série de acontecimentos acarretaram uma turbulenta fase que gerou uma grande crise política. Uma delas é a rebelião na Província de Cisplatina que gerou altos custos militares. A guerra alcançou a Argentina que queria também anexar o território, mas com a intervenção diplomática da Inglaterra, Cisplatina conquistou a sua independência, tornando- se a República Oriental do Uruguai. Page 15
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    A Confederação doEquador O prestígio do imperador diminuiu ainda mais com o episódio da Confederação do Equador, liderado pelo jornalista Cipriano José Barata de Almeida (1764-1838) onde os protestos contra o absolutismo de D. Pedro I levaram as elites locais a proclamarem uma república autônoma. A revolta foi violentamente dissipada pelas tropas mercenárias da monarquia. Page 16
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    A imprensa, dominadapelos simpatizantes dos partidários brasileiros e de ideologia liberal, iniciam uma forte campanha contra o autoritarismo de D. Pedro I. O auge acontece quando o jornalista João Batista Libero Badaró (1798-1830) é assassinado, e partidários do imperador são acusados de serem os mandantes. Líbero Badaró; jornalista, político e médico, é considerado um mártir da liberdade de imprensa. D. Pedro I, começou a ficar alheio a todos os protestos e aos assuntos de estado, devido a sucessão do trono português com a morte de D. João VI em 1826. O Partido Português vê como a grande oportunidade de D. Pedro unir as duas coroas, retornando a situação anterior a 1822 (situação de colônia para o Brasil). Mas D. Pedro abdica em favor de sua filha, Maria da Glória, ainda menor de idade, com seu irmão, D. Manuel, como seu tutor. Em Portugal, D. Manuel juntamente com a sua mãe Carlota Joaquina, tomam a coroa para si. A obsessão de D. Pedro acerca os assuntos portugueses fez a imprensa brasileira questionar se “(...) o imperador quer ser Pedro I no Brasil, ou Pedro IV em Portugal?” Page 17
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    A Noite dasGarrafadas Para somar aos problemas institucionais, os problemas pessoais de D. Pedro envolvendo seus casos extraconjugais, em especial com Domitília de Castro, a Marquesa de Santos, e as agressões físicas e morais que resultaram na morte da Imperatriz Leopoldina, fizeram a sua popularidade diminuir Visando diminuir seu desgaste, D. Pedro viaja para Minas Gerais mas não consegue apoio da elite local. Em seu retorno ao Rio de Janeiro, o Partido Português promove uma festa de dois dias mas acaba em grande confusão com os brasileiros na chamada “Noite das Garrafadas” em que ficou exposto de forma insuportável a permanência do imperador no Brasil... Page 18
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    Diga ao povoque eu vou... Numa tentativa de conciliar novamente o seu governo com a opinião pública, D. Pedro I nomeou um novo ministério com pessoas aceitas pelos Liberais. Porém, a oposição não aceitou a manobra, e continuou a pressioná-lo. O ministério assim formado foi destituído e constituído um novo com portugueses de tendências absolutistas. Os soldados brasileiros aquartelados no bairro de São Cristóvão e o povo reagiram formando uma oposição implacável, culminando com o cerco ao palácio imperial pela população. Não houve resistência, pois poderia ocasionar uma guerra civil. Revoltados, os portugueses instalados no Rio de Janeiro promoveram uma manifestação pública em desagravo que desencadeou a retaliação dos setores antilusitanos, havendo tumultos e conflitos de rua. Irado, o imperador prometeu castigos, mas lhe faltava sustentação política. http://pt.wikipedia.org/wiki/Primeiro_reinado A 7 de abril de 1831, D. Pedro I renunciou ao império, deixando o país nas mãos de seu primogênito, D. Pedro II, que na época tinha 5 anos. No mesmo dia, embarcou a bordo do Warspite, de onde nomeou José Bonifácio de Andrada e Silva como tutor de seus filhos menores, e seguiu para Portugal. D. Pedro I faleceu em Sintra em 1834, depois de ainda ter participado das Guerras Liberais portuguesas, onde lutou a favor de sua filha, D. Maria II, cujo trono português fora usurpado por seu tio, D. Miguel I, o qual havia sido indicado regente português anteriormente. Page 19
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    D. Pedro: aomesmo tempo um liberal para Portugal e tirano absolutista para os brasileiros... Ao seguir para Portugal para recuperar o trono usurpado pelo seu irmão Miguel, D. Pedro teve por consequência que defender a constituição liberal que sustentava a monarquia portuguesa. Com isso, D. Pedro entrou para a história de Portugal como um defensor ferrenho do liberalismo e no Brasil como um tirano Charge do confronto entre D. Pedro I e D. absolutista . Miguel nas Guerras Liberais (1831-1834). Page 20
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