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A linguagem utilizada nas redes sociais e a interferência nas produções realizadas pelos adolescentes na sala de aula

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Do rolo ao códice medieval, do livro
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                          Roger Chartier
AGRADECIMENTOS



      A Deus, em primeiro lugar, pois é o autor da minha vida, que me dá forças para
continuar a caminhar.Os meus Pais, pelo esforço e dedicação durante todos esses anos
para me dar condições de poder chegar até aqui.
      À Verônica Danila Costa, minha esposa, pelo incentivo, amor, ajuda e pela
presença nos momentos de fragilidade.
      À Wilson Oliveira Carneiro, meu orientador, pela paciência e dedicação com que
orientou meus passos até aqui.
      Enfim, a todos que fizeram e fazem parte da minha vida e que contribuíram
satisfatoriamente na construção deste trabalho e que um dia se importou com meu
bem-estar e com minha formação, enquanto pessoa.
RESUMO



   Este trabalho visa demonstrar a linguagem utilizada nas redes sociais e a
interferência que estes causam nas produções realizadas pelos adolescentes na
sala de aula, demonstrando a trajetória da internet, sua grande importância e
crescimento entre as pessoas nas últimas décadas. Vem elencar a maior parte
das redes sociais, como: Orkut, facebook, Messenger (MSN) e twitter
demonstrando à utilidade de cada uma destas, sua pertinência, contribuição a
sociedade e a influência destes ambientes virtuais na prática de leitura e escrita
no ambiente escolar. Esta pesquisa surgiu para demonstrar que o hábito da
escrita vem caindo em desuso, à medida que o computador se dissemina,
surgindo assim uma grande preocupação entre os pais de alunos e professores,
pois os estudantes passaram a usar uma linguagem abreviada na internet,
possivelmente para poderem se comunicarem com maior rapidez entre si, vindo
a transcrever essas palavras nos trabalhos e avaliações realizadas em sala de
aula. A pesquisa foi desenvolvida com alunos do Ensino Fundamental II do 9º
ano, demonstrando que essa linguagem formada por códigos e/ou fragmentos
de palavras, que eram usadas inicialmente na internet e passaram a ser
difundidos também no ambiente escolar, através dos textos escritos.


Palavras-chave: Internet. Linguagem. Redes sociais.
SUMÁRIO




INTRODUÇÃO.................................................................................................... 06


CAPÍTULO 1 ORIGEM DA INTERNET.............................................................. 08


1.1 Nos dias atuais .................................................................................. ......... 09
1.2 Redes sociais..................................................................................... ......... 10
1.2.1 Orkut........................................................................................................... 11
1.2.2 Facebook………………………………………………………………............. 12
1.2.3 Messenger (MSN)…………………………………………………………....... 13
1.2.4 Twitter………………………………………………………………….............. 13


CAPÍTULO 2 ESCRITA NO PAPEL VERSUS DIGITAL................................... 14


2.1 Linguagem usada nas redes sociais............................................................. 15


CAPÍTULO 3 PROCESSOS METODOLÓGICOS............................................. 17
3.1 O local e os sujeitos da pesquisa................................................................. 20
3.2 Instrumentos de pesquisa............................................................................. 21


CAPÍTULO 4 A PESQUISA E SEUS RESULTADOS....................................... 22
4.1 Análise dos dados........................................................................................ 22


CONSIDERAÇÕES CONCLUSIVAS................................................................. 26


REFERÊNCIAS.................................................................................................. 29


ANEXOS............................................................................................................. 32

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A linguagem utilizada nas redes sociais e a interferência nas produções realizadas pelos adolescentes na sala de aula

  • 1. UNIVERSID RSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB AHIA DEPARTA TAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMP MPUS XIV COLEGIADO DO CURSO DE LETRAS COM HABIL GIADO ABILITAÇÃO EM LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURAS – M LÍN URAS LICENCIATURA GEORJEAN LEITE CORDEIRO A LINGUAGEM UTILIZADA NAS REDES SOCIAIS E A GEM S SOC INTERFERÊNCIA N CIA NAS PRODUÇÕES REALIZAD LIZADAS PELOS ADOLE OLESCENTES NA SALA DE AUL AULA Conceição do Coité 2012
  • 2. GEORJEAN LEITE CORDEIRO A LINGUAGEM UTILIZADA NAS REDES SOCIAIS E A INTERFERÊNCIA NAS PRODUÇÕES REALIZADAS PELOS ADOLESCENTES NA SALA DE AULA Monografia apresentada ao Departamento de Educação da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Curso de Letras com Habilitação em Língua Portuguesa e Literaturas – Licenciatura, como parte do processo avaliativo para obtenção do grau de Licenciado em Letras. Orientador: Prof. Wilson Oliveira Carneiro Conceição do Coité 2012
  • 3. Do rolo ao códice medieval, do livro impresso ao texto eletrônico, várias rupturas menores dividem a longa historia da maneira de ler. Roger Chartier
  • 4. AGRADECIMENTOS A Deus, em primeiro lugar, pois é o autor da minha vida, que me dá forças para continuar a caminhar.Os meus Pais, pelo esforço e dedicação durante todos esses anos para me dar condições de poder chegar até aqui. À Verônica Danila Costa, minha esposa, pelo incentivo, amor, ajuda e pela presença nos momentos de fragilidade. À Wilson Oliveira Carneiro, meu orientador, pela paciência e dedicação com que orientou meus passos até aqui. Enfim, a todos que fizeram e fazem parte da minha vida e que contribuíram satisfatoriamente na construção deste trabalho e que um dia se importou com meu bem-estar e com minha formação, enquanto pessoa.
  • 5. RESUMO Este trabalho visa demonstrar a linguagem utilizada nas redes sociais e a interferência que estes causam nas produções realizadas pelos adolescentes na sala de aula, demonstrando a trajetória da internet, sua grande importância e crescimento entre as pessoas nas últimas décadas. Vem elencar a maior parte das redes sociais, como: Orkut, facebook, Messenger (MSN) e twitter demonstrando à utilidade de cada uma destas, sua pertinência, contribuição a sociedade e a influência destes ambientes virtuais na prática de leitura e escrita no ambiente escolar. Esta pesquisa surgiu para demonstrar que o hábito da escrita vem caindo em desuso, à medida que o computador se dissemina, surgindo assim uma grande preocupação entre os pais de alunos e professores, pois os estudantes passaram a usar uma linguagem abreviada na internet, possivelmente para poderem se comunicarem com maior rapidez entre si, vindo a transcrever essas palavras nos trabalhos e avaliações realizadas em sala de aula. A pesquisa foi desenvolvida com alunos do Ensino Fundamental II do 9º ano, demonstrando que essa linguagem formada por códigos e/ou fragmentos de palavras, que eram usadas inicialmente na internet e passaram a ser difundidos também no ambiente escolar, através dos textos escritos. Palavras-chave: Internet. Linguagem. Redes sociais.
  • 6. SUMÁRIO INTRODUÇÃO.................................................................................................... 06 CAPÍTULO 1 ORIGEM DA INTERNET.............................................................. 08 1.1 Nos dias atuais .................................................................................. ......... 09 1.2 Redes sociais..................................................................................... ......... 10 1.2.1 Orkut........................................................................................................... 11 1.2.2 Facebook………………………………………………………………............. 12 1.2.3 Messenger (MSN)…………………………………………………………....... 13 1.2.4 Twitter………………………………………………………………….............. 13 CAPÍTULO 2 ESCRITA NO PAPEL VERSUS DIGITAL................................... 14 2.1 Linguagem usada nas redes sociais............................................................. 15 CAPÍTULO 3 PROCESSOS METODOLÓGICOS............................................. 17 3.1 O local e os sujeitos da pesquisa................................................................. 20 3.2 Instrumentos de pesquisa............................................................................. 21 CAPÍTULO 4 A PESQUISA E SEUS RESULTADOS....................................... 22 4.1 Análise dos dados........................................................................................ 22 CONSIDERAÇÕES CONCLUSIVAS................................................................. 26 REFERÊNCIAS.................................................................................................. 29 ANEXOS............................................................................................................. 32
  • 7. INTRODUÇÃO O uso da internet está cada vez mais presente no cotidiano dos nossos estudantes, através da leitura/escrita nos diversos gêneros digitais, como as salas de bate papo, Orkut, Messenger (MSN), Twitter, facebook entre outros. Assim, diante da evolução tecnológica, nos últimos anos, o computador passou a se disseminar entre os jovens, principalmente no que diz respeito à Internet, uma grande ferramenta de entretenimento e comunicação que trouxe grandes benefícios à humanidade, uma vez que a maioria das pessoas sente uma grande necessidade de utilizar-se da rede, seja para procurar empregos, fazer pesquisas escolares, transferência de valores, a interação com pessoas de outros lugares e entre outras inúmeras utilidades que esta ferramenta de comunicação e interação pode proporcionar. Nessa perspectiva, surge uma grande preocupação no ambiente escolar vivida pelos pais de alunos e professores, pois muitos estudantes estão transcrevendo abreviaturas e fragmentos de palavras usadas no ambiente virtual para suas atividades e até mesmo para suas avaliações realizadas em sala de aula. Dessa forma, este estudo foi fundamentado e embasado tendo como destaque os teóricos: Pierre Lévy (1993) que aborda a evolução da internet e suas ferramentas de comunicação; Raquel M. Freitag (2006) que destaca os variados ambientes de interação e comunicação na rede. Além destes, é necessário destacar Roger Chartier (2002) e sua contribuição acerca da linguagem utilizada no ambiente virtual. Tendo esta pesquisa como objetivo geral demonstrar desde a criação da Internet, sua utilização e funcionamento de alguns de seus ambientes virtuais mais usados pelos jovens, como as salas de bate papo, Messenger (MSN), Orkut e facebook, entre outros existentes e conhecidos pelos jovens, citando a grande importância desta ferramenta de comunicação para a maioria das pessoas. Assim, apresentam-se também os objetivos específicos: analisar cada um desses ambientes virtuais, demonstrando as linguagens que surgiram nesse ambiente; verificar como a escrita utilizada nas redes sociais e aparatos tecnológicos afetam na produção textual em sala de aula, principalmente em turmas do Ensino
  • 8. Fundamental II; além de observar com que frequência as redes sociais são utilizadas pelos estudantes. Justificando esse estudo como necessário, visto que na contemporaneidade observam-se transformações nas formas de leitura e escrita na sala de aula, isto é, significa dizer que diversas mudanças foram provocadas pelas tecnologias, em especial a Internet. A pesquisa teve como sujeitos alunos do nono ano do Ensino Fundamental II, do Centro Educacional Estefânio Simões Dias, no município de Valente. Para alcançar os objetivos esperados, realizou-se uma pesquisa de abordagem qualitativa, fazendo uso de instrumentos como questionários respondidos por cinco alunos e análise de produções textuais escritas. Quanto à estrutura, esta monografia está organizada em quatro capítulos, ao longo dos quais se discute acerca da temática. No primeiro capítulo, que tem como título “Origem da internet”, discute-se desde o surgimento da internet aos dias atuais com a influência das redes sociais, como o Orkut, twitter, facebook e MSN (Messenger) descrevendo-as em suas peculiaridades. O segundo capítulo, “Escrita no papel versus Digital”, fala sobre as mudanças ocorridas em torno da escrita no papel e a escrita digital, da revolução do texto eletrônico fazendo este uma profunda transformação nas relações com a escrita, bem como a linguagem usada nas redes sociais. No terceiro capítulo, enfatiza-se sobre a metodologia adotada, o tipo de pesquisa, os sujeitos envolvidos e as formas de coleta para obtenção dos dados que nortearam nossa discussão, bem como a análise dos dados obtidos na pesquisa, tecendo comentários acerca das respostas do questionário para, assim, compreendermos a interferência da linguagem utilizada nos ambientes virtuais na escrita textual dos estudantes em sala de aula. Ao final, mostram-se algumas considerações conclusivas acerca das análises feitas através dos dados obtidos, destacando os resultados, na intenção de colaborar para uma discussão, no contexto escolar, sobre a interferência dessa linguagem utilizada nas redes sociais, nos textos escritos escolares, por entender que a linguagem usada na internet configura-se por ser extremamente abreviada e oralizada, estilo correspondente aos internautas jovens, para uma maior rapidez na
  • 9. comunicação entre os envolvidos. Sendo que essa linguagem, de alguma forma, acabou adentrando o ambiente escolar. CAPÍTULO 1 - ORIGEM DA INTERNET Com o avanço das telecomunicações e com um grande aumento do uso da Internet foi possível estabelecer maior rapidez nas informações entre pessoas, empresas e países. A transmissão da informação de forma rápida e oferecida por essas tecnologias gera inúmeras oportunidades de negócios. Agora, podendo as empresas utilizar-se de informações de melhor qualidade, retiradas de um universo com maior número de dados e em um curto espaço de tempo. Pode-se definir internet como uma gigantesca rede mundial de computadores, interligados por linhas de telefone, linhas de comunicação privadas, cabos, canais de satélite e diversos outros meios de telecomunicação. (FEDELI, 2010, p.211) Essa grande transformação que a sociedade está vivenciando possibilita que as empresas e as pessoas se comuniquem de forma cada vez mais eficiente. Hoje, a realização de uma videoconferência, na qual várias pessoas, em diferentes partes do mundo, se comunicam por meio de som e imagem, praticamente como se estivessem em uma mesma sala de reunião, está cada vez mais freqüente e acessível. E, sem dúvida, a principal rede propulsora dessa transformação é a internet. Se fizermos um paralelo com a estrutura das estradas de ferro, a internet funciona como uma ferrovia pela qual a informação contida em textos, som e imagem pode trafegar em alta velocidade entre qualquer computador conectado a essa rede. É por essa razão que a internet é muitas vezes chamada da supervia da informação.
  • 10. Surgindo durante a década de 1970, durante a Guerra Fria entre os Estados Unidos e a extinta União Soviética, a partir de um projeto militar, desenvolvido pelo Departamento de Defesa Norte-Americano, o objetivo do projeto era criar uma rede de computadores interligados às principais bases militares norte-americanas e que pudesse continuar funcionando mesmo que a central de computadores do Pentágono fosse destruída por um eventual ataque atômico, levando ao caos as comunicações militares. Depois de a internet estarem funcionamento, a criação foi estendida às universidades norte-americanas. Não demorou muito para que países da Europa Ocidental e o Canadá aderissem a essa rede, que passou a funcionar em âmbito mundial. Quando isso aconteceu, a rede ARP Anet tornou-se internacional, ganhando a denominação de internet. (FEDELI, 2010) Nos anos 90, para facilitar a navegação pela Internet, surgiram muitos programas navegadores, como, por exemplo, o Internet Explorer da Microsoft e o Netscape Navegator. A Internet começou a ser usada por vários segmentos sociais, muitos estudantes passaram a buscar informações para pesquisas escolares, desempregados iniciaram a busca de empregos através de sites de agências de empregos ou enviando currículos por e-mail. As empresas descobriram na Internet um excelente caminho para melhorar seus lucros e as vendas online dispararam, transformando a Internet em verdadeiros shopping centers virtuais. 1.1. Nos dias atuais A internet tem sido o meio mais usado pelas pessoas para fazer várias tarefas do dia a dia, pois esta tem um enorme e extenso acervo de informações, entretenimento e comunicações, porém, não são todos que tem acesso a ela diariamente ou pelo menos freqüentemente. Mas a maioria das pessoas não vive mais sem a rede e sem os grandes benefícios que proporciona, sendo um dos maiores meios de geração de renda e empregos, muitas pessoas dependem dela para sobreviver e criar seus filhos. O fato é que a internet é extremamente importante na vida dos brasileiros e dos demais povos do mundo, sendo geração de renda e desenvolvimento para os países e para as pessoas que fazem uso dela, podendo notar que sua importância para a atualidade não é pequena, afinal de
  • 11. contas, além de divertimento, comunicação, entretenimento, fontes de pesquisas e estudos, exerce um importante papel no desenvolvimento econômico e social do país. Muitas pessoas fazem uso da internet atualmente, sendo que através dela, as pessoas realizam diversas tarefas, uma vez que esta permite com que as pessoas possam fazer várias coisas sem sair de casa, com muita praticidade e segurança. Com a internet, as pessoas podem conversar de vários locais do mundo, diminuindo assim a distância entre elas. Permitindo com que pessoas consigam conversar de maneira rápida através de comunicadores instantâneos, ela é um dos meios de comunicação mais utilizados atualmente, podendo as pessoas fazerem diversas tarefas, podendo consultar a conta bancária, pagar contas entre outras tantas tarefas que antes só eram realizadas pessoalmente, facilitando assim a vida da população. 1.2. Redes sociais A massificação do uso da Internet na chamada “sociedade em rede” está proporcionando grandes mudanças em diferentes âmbitos da sociedade contemporânea. Segundo Castells (1999), o surgimento de um sistema eletrônico de comunicação de alcance global que possibilita a integração de todos os meios de comunicação e que possui interatividade potencial está mudando e mudará para sempre nossa cultura. O contato com alguns dos “serviços” disponibilizados pelos sistemas convoca os usuários a participar ativamente nas redes, produzindo e consumindo diferentes mídias, pessoas, compartilhar sons, imagens ou vídeos, discutir sobre temáticas específicas, são alguns dos “serviços” disponibilizados pelos sistemas que convocam os usuários a participar ativamente nas redes, produzindo e consumindo diferentes mídias. Algumas das redes sociais mais difundidas na Internet e representativas em termos de popularidade, segundo o Alexa apud Santana (2009) são o Orkut, Facebook, MSN Messenger,Twitter e ainda as famosas salas de bate-papo, como as da UOL, BOL, YAHOO entre outras.
  • 12. 1.2.1. Orkut O Orkut surgiu em 2004 nos Estados Unidos e é muito utilizado pelos usuários do Brasil. É um site de comunidade online que foi criado para amigos, tendo como objetivo principal tornar a vida social das pessoas mais ativa e estimulante. A rede social do Orkut funciona da seguinte forma: tanto serve para manter relacionamento, como para adquirir novas amizades com pessoas desconhecidas, que cada usuário é quem decide com quem quer interagir, sendo possível ainda visualizar rede de amigos da pessoa que se pretende adicionar como amigo. Cada usuário dessa rede possui uma conta e um perfil, só podendo criar uma conta aquele que é convidado por um usuário. No perfil de cada integrante dessa rede, encontramos algumas afinidades e características pessoais como descrições físicas, listas de preferências literárias, músicas, filmes e um texto de apresentação. O Orkut é um imenso banco de informações sobre quem é amigo de quem, ou seja, sobre uma rede de amigos, onde você pode encontrar de maneira rápida e fácil pessoas que compartilhem seus Hobbies e interesses. O Brasil é o país com o maior número de membros, superando inclusive os EUA. Aproximadamente 73,2% dos usuários do sistema, quase oito milhões e meio (8.400.000) são brasileiros (FEDELI, 2010). Na verdade, esse número não apresenta muita exatidão, já que muitos membros se inscrevem como habitantes de outros países ou criam mais de um perfil por usuário. Portanto, as estatísticas oficiais do site não podem ser consideradas precisas. Os EUA são o segundo país com o maior número de membros, possuindo uma fatia de aproximadamente 9,8%, o que equivale a cerca de 1.127.000 usuários. Dentre os EUA, o estado que mais participa é a Califórnia, com cerca de 23%.
  • 13. 1.2.2. Facebook O facebook é uma rede de relacionamento que foi criada em 2004 pelo americano Mark Zuckerberge e pelo brasileiro Eduardo Saverin, que estudaram Ciência da Computação na Universidade de Havard. Com a finalidade de colocar os estudantes em contato uns com os outros, compartilharem fotos e se fazer novas amizades. Logo no início, o site era chamado thefacebook.com, sendo que rapidamente se tornou popular nas universidades americanas. Em pouco tempo alcançou a marca 5(cinco) milhões de usuários ativos, logo depois tendo seu nome mudado para o atual facebook (RABÊLO, 2011). Foi criado inicialmente para estudantes universitários, mas, nos dias de hoje, qualquer pessoa pode se unir a essa rede, tendo como propósito um intuito de conhecer diversas nacionalidades e culturas, compartilhando informações de uma forma fácil e divertida. Para usar o facebook, deve-se primeiramente criar uma conta gratuita no site, tendo idade mínima de treze anos, sendo que os membros de treze a dezoito anos devem estar na escola. O Facebook fornece várias maneiras de encontrar amigos, pode-se navegar e filiar às redes, organizadas em quatro categorias: regiões (redes ligadas a cidades ou países específicos), universidades, locais de trabalho e colégios; pode classificar as pessoas por idade, sexo, estado civil, opiniões políticas e outros critérios; pode deixar o Facebook extrair os contatos de uma conta de correio eletrônico na web, além disso, pode usar a busca do Facebook para procurar por uma pessoa específica. Digitar o nome da pessoa no campo de busca e o este apresentará quaisquer perfis que combinem com o nome. Atualmente, segundo Rabelo (2011), “o site possui mais de 500 milhões de usuários ativos espalhados por todos os continentes e de acordo com o ranking de tráfego de visitantes (Alexa) está em 7º lugar como o mais acessado”.
  • 14. 1.2.3. Messenger (MSN) MSN, Messenger, é um programa de mensagens instantâneas criado pela Microsoft Corporation. O serviço nasceu a 22 de Julho de 1999, anunciando-se como um serviço que permitia falar com uma pessoa através de conversas instantâneas pela Internet. Assim, Marcuschi, (2005, p.42 e 51) enfatiza que, Trata-se de um programa de conversas on-line agendado: os usuários realizam as conversas quando estão on-line e só interagem com amigos ou conhecidos que tenham adicionado à sua lista de contatos e que também estejam conectados. É um tipo de interação particular, diferente das salas abertas, em que todos os usuários têm acesso às mensagens enviadas por todos (p. 42-51). O programa permite que um usuário da Internet se relacione com outro que tenha o mesmo programa em tempo real, podendo ter uma lista de amigos "virtuais" e acompanhar quando eles entram e saem da rede. Ele foi fundido com o Windows Messenger e originou o Windows Live Messenger. Além disso, é muito utilizado pelas diversas faixas etárias, de crianças a adultos. 1.2.3. Twitter Uma das redes sociais, o Twitter, é um serviço gratuito que pode ser utilizado por qualquer pessoa, não precisa de convite, e pode escrever até o limite de 140 (cento e quarenta) caracteres. Para criar uma conta, é bastante fácil e rápido, só seguir as instruções que são fornecidas na página deste. Já criada uma conta, está pronto para responder as perguntas do site. No Twitter, é preciso ser bem objetivo, porém, como em qualquer página em branco, tem-se a liberdade para escrever o que quiser, desde fazer breves confissões sobre o seu cotidiano “acabei de chegar do banho de piscina! E vcs amigos por onde andam?”, ou relatar, tal qual um repórter com câmera na mão os fatos que se estar testemunhando naquele momento. ("Ñ peguem a Br 324 neste momento, pq esta bastante congestionada) acabou de virar um caminhão"). Como diz Valente (2010), “através do Twitter o usuário pode manifestar sua opinião acerca de diversos acontecimentos, influenciando o que está sendo dito pelo mundo além de divulgar notícias, piadas, promoções etc”.
  • 15. CAPÍTULO 2 - A ESCRITA NO PAPEL VERSUS DIGITAL A revolução do texto eletrônico é uma transformação profunda nas relações com a cultura escrita, pois atinge a produção dos textos, o suporte do escrito e as próprias práticas de leitura (CHARTIER, 2002). A partir da mudança nessas relações surgem os atuais gêneros digitais: e-mail, blog, chats, redes sociais entre outros. Nos EUA, especificamente no Estado da Indiana e mais quarenta estados que utilizam o mesmo currículo educacional, recentemente, o governo desobrigou as escolas de ensinar à escrita cursiva recomendando o uso contínuo da digitação em teclados de computador. Segundo a Revista VEJA, os efeitos do computador sobre a tradição da escrita em papel foi objeto de uma recente pesquisa na área da neurociência, Por meio da observação do cérebro de crianças e adultos, verificou-se que a escrita de próprio punho provoca uma atividade significativa mais intensa que a da digitação na região dedicada ao processamento das informações armazenadas na memória, o que tem conexão direta com a elaboração e a expressão de idéias. Provou-se que o ato de escrever desencadeia ligações entre os neurônios na parte do cérebro que faz o reconhecimento das palavras, contribuindo para a fluidez da leitura. Dessa forma, com a digitação essa área fica inativa (BARRUCHO, 2011 p.41). O hábito da escrita vem caindo em desuso à medida que o computador se dissemina. O computador traz uma nova dimensão à aquisição de conhecimento e à interação entre as gerações que chegam aos bancos escolares. Para elas, escrever à mão corre o risco de se tornar apenas mais um registro do passado guardado em arquivo digital. A escrita extremamente abreviada, oralizada e cheia de recursos visuais e sonoros não é um mero estilo criado pelo internauta: corresponde ao ambiente discursivo eletrônico em que esses textos são produzidos, no qual prevalece a rapidez em atender às necessidades imediatas de uma relação semelhante a que se estabelece no diálogo cotidiano. Consoante aos pressupostos bakhtinianos, essa motivação é precisamente o que torna o chat e as redes sociais em gêneros secundários, oriundos da transmutação de um gênero anterior baseado na oralidade (ARAÚJO, 2005).
  • 16. 2.1 - Linguagem usada nas redes sociais A Internet é um grande facilitador do encontro de pessoas que compartilham as mesmas opiniões, gostos, curiosidades e interesses. Graças a blogs, e-mails, programas como o MSN e redes sociais como o Orkut, faz-se amigos por todo o Brasil e exterior. E isso se dá porque um dos grandes motivos pelos quais a internet é tão interessante é a maneira como eliminar as distâncias geográficas. É no território digital da Internet, uma das facetas do acontecimento tecnológico do século XX, que a língua é analisada em seu funcionamento no espaço digital de salas de bate-papo, redes sociais, e conversas instantâneas. Mas existe uma grande preocupação que nos cerca nos dias de hoje, como nos sites de redes sociais (Orkut, Facebook, MSN e Twitter) é quando a internet começa a influenciar nas vidas dos internautas segundo Fasciani (1998, p.119), “nenhum instrumento ou tecnologia inventada pelo homem pode ser intrinsecamente positivo ou negativo, certo ou errado, útil ou perigoso. É só a utilização que disso se faz que pode ser julgada com regras éticas”. Entende-se que esse público ao utilizar cada vez mais a internet para se comunicar nas redes sociais e nos chats aos poucos vai ficando com seu raciocínio limitado, já que os discursos utilizados nas salas de bate-papo e na maioria das redes sociais caracterizam-se por frases curtas e abreviações, sendo que a utilização freqüente dessa linguagem pode interferir nas produções realizadas pelos adolescentes na sala de aula. A partir desse momento, deparamo-nos com questionamentos que nos fazem pensar sobre até que ponto a influência é saudável e não surge como um empecilho no processo de aprendizado nas escolas. De acordo com Freitag: A invasão do “internetês”, especialmente entre os jovens em fase escolar, tem preocupado aos pais e professores, receosos quanto a influencia dessa modalidade no ensino/aprendizagem da norma padrão da língua portuguesa. É necessário discutir mais aprofundadamente o uso da língua na internet e a sua relação com o ensino da norma padrão (2006, p 09). Esta linguagem ou dialeto surgiu no meio online para acelerar a comunicação entre usuários. É utilizada, principalmente, em salas de bate-papos e sites de relacionamento, e difundida em todas as idades, mas principalmente entre adolescentes. Quanto mais fácil for para digitar mais aproveitamento terá da
  • 17. agilidade que o mundo online proporciona. Na frase: “– Og v6s naum tm 9da10?”, temos um exemplo da linguagem utilizada nas salas de bate-papo, e o leitor consegue interpretar o que está escrito, uma vez que está lendo como se estivesse ouvindo. Ele sabe que esse código significa: - “Hoje vocês não tem novidades?”. Porém, no momento de escrever de maneira formal, podem surgir erros de gramática, já que, conforme Freitas, A maioria das características do pensamento e da expressão fundadas no oral é relacionada com a interiorização do som. As palavras pronunciadas são ouvidas e internalizadas. Com a escrita, precisa-se de outro sentido: a visão (2005, p.13). As palavras não são mais ouvidas, mas vistas; entretanto, o que se vê não são as palavras reais, mas símbolos, que evocam na consciência do leitor palavras reais; o som se reduz ao registro escrito. Uma frase escrita conforme o exemplo acima não apresenta mais a maneira formal da escrita e, sim, um novo símbolo e, agora, a visão não é mais suficiente no momento de interpretá-lo e inseri-lo em suas produções textuais, pois no código “Og” não é possível identificarmos o tipo de letra correta para transformá-lo na palavra “Hoje”. Considerando que, no ambiente virtual, a compreensão se dá principalmente através da fonética, é preciso refletir sobre a extensão dessa alternativa de percepção, para poder avaliar/analisar sua influência sobre a produção textual. A escrita está presente em nosso dia-a-dia, seja em uma carta, uma notícia lida em revista ou jornal, no bilhete da geladeira ou então, naquele e-mail que recebemos ou enviamos. Por isso, ela tornou-se cada vez mais importante e prioritária para nossa existência, já que agora também nos comunicamos através da escrita, ainda que de maneira diferente daquela feita através das cartas: “Sim, pela primeira vez nossa humanidade já tão velhinha, as pessoas estão se conhecendo primeiramente pela palavra escrita. A evolução da escrita trouxe consigo seus benefícios, mas também algumas preocupações, principalmente, em se tratando da formação de adolescentes, pois esse público está em fase de amadurecimento pessoal, construindo valores que farão parte da sua personalidade, e as influências ao seu redor muito contribuem, de forma positiva ou negativa, nessa formação.
  • 18. CAPÍTULO 3 - PROCESSOS METODOLÓGICOS Partindo da necessidade em se procurar respostas para suas dúvidas e inquietações, o homem recorreu ao processo de pesquisa que tem como objetivo segundo Marcone e Lakatos (2002, p. 83) “conseguir informações ou conhecimentos acerca de um problema para o qual se procura uma resposta, ou ainda descobrir novos fenômenos”. Desta forma, entende-se por pesquisa a busca de novos conhecimentos, e o desejo dos sujeitos em se aprofundar de certo assuntos, em busca de respostas, neste caso a mesma tem a função de verificar fatos, através de experimentos planejados com o objetivo final de explicar tais fatos. A pesquisa proporciona não só a produção do conhecimento, mas sim, criar um espaço de interação e debate com o fenômeno a ser pesquisado, confrontando teoria e contexto, em busca de uma construção coletiva. Pesquisar não seria somente, [...] produzir conhecimentos, [mas], sobretudo aprender em sentido coletivo [...]. Dialogar com a realidade talvez seja a definição mais apropriada [...], o porquê a apanha como princípio científico e educativo. Quem sabe dialogar com a realidade de modo crítico e criativo [fez] da pesquisa condição de vida, progresso e cidadania. (DEMO, 2002 p.44). De acordo com Ludke e André (1986), para se realizar uma pesquisa, é preciso promover o confronto entre os “dados”, as evidências, as informações coletadas sobre determinado assunto. Essas investigações são feitas por um método, com o objetivo de analisar dados, ou seja, com a pesquisa científica podemos disponibilizar para a sociedade construções teóricas e produtos que visem beneficiá-las. A pesquisa é iniciada a partir de uma necessidade, onde se escolhe um tema e gradativamente define-se um problema e as formas de solucioná-los. Assim, utilizando a pesquisa, que segundo Pádua (2000) irá possibilitar no campo da ciência “elaborar um conhecimento, ou um conjunto de conhecimentos, que nos auxilie na compreensão desta realidade e nos oriente em nossas ações”. Quando partimos para o âmbito educacional, devemos considerar que a pesquisa não deve ser encarada apenas como “função que se exerce rotineiramente
  • 19. para preencher expectativas legais”, e sim ser uma atividade com vistas a enriquecer o trabalho do educador. Assim, a pesquisa em educação surge através dos atos, ações e atividades de investigação de atores, situações, proporções que envolvem seres humanos e processo de vida. No campo educacional, a pesquisa trará resultados ao solucionar problemas que afetam o ensino aprendizagem, implicando em um processo que deve aparecer em todo o projeto educativo, tornando a pesquisa como princípio científico e educativo, instituindo-a na prática cotidiana educacional, como enfatiza Demo (2000): “a pesquisa não é qualquer coisa, ela parte de um desejo que visa conhecer a problemática do fato educacional e assim produzir novos conhecimentos”, o que de fato através de seus resultados os sujeitos mantêm-se atualizados das necessidades educacionais, impondo desafios para sua prática reflexiva. Deste modo, diversos fatores levam a uma investigação cientifica significativa no que diz respeito aos processos de desenvolvimento da linguagem e escrita no contexto de sala de aula, nessa perspectiva nasce o estudo da linguagem utilizada nas Redes sociais e a interferência destas nas produções realizadas pelos adolescentes em sala de aula, tendo como objetivo geral: Demonstrar desde a criação da internet, sua utilização e funcionamento de alguns de seus ambientes virtuais mais usados pelos jovens, como as salas de bate papo, Messenger (MSN), Orkut e facebook, entre outros existentes e conhecidos pelos jovens citando a grande importância desta ferramenta de comunicação para a maioria das pessoas. Assim, tendo como objetivos específicos: analisar cada um desses ambientes virtuais, demonstrando as linguagens que surgiram nesse ambiente; verificar como a escrita utilizada nas redes sociais e aparatos tecnológicos afetam na produção textual em sala de aula, principalmente, em turmas do Ensino Fundamental II; além de observar com que freqüência as redes sociais são utilizadas pelos estudantes. Dessa forma, buscamos ter um contato com os textos escritos produzidos pelos alunos do Ensino Fundamental II a fim de analisar os códigos linguísticos com intuito de verificar a ocorrência ou não de termos utilizados nos ambientes virtuais. Assim, realizamos uma pesquisa qualitativa, uma vez que esta tem como alicerce interpretar e descrever os fenômenos, atribuindo sentido à relação entre o sujeito e a realidade, como diz Goldenberg:
  • 20. Os dados qualitativos consistem em descrições detalhadas de situações como o objetivo de compreender os indivíduos em seus próprios termos. Estes dados não são padronizáveis como os dados quantitativos, obrigando o pesquisador a ter flexibilidade e criatividade no momento de coletá-los e analisa-los. (2003, p.53) Pensando na perspectiva qualitativa como norteadora deste estudo, define-se este trabalho através da observação de produções textuais, entrevista com os sujeitos e, em seguida, análise de tais documentos. Sabemos que o campo de pesquisa qualitativa não é passível de definição é um método que desafia os paradigmas de interpretação, pois a realidade não é dada e sim construída. A pesquisa qualitativa tem o ambiente natural como sua fonte direta de dados e o pesquisador como seu principal instrumento. Segundo os dois autores, a pesquisa qualitativa supõe o contato direto do pesquisador com o ambiente e a situação que está sendo investigada, via regra através do trabalho de campo. (ANDRÉ E LÜDKE, 1986, p.11). André (1986) definiu a concepção qualitativa de pesquisa como “sendo uma busca pela interpretação e descoberta do conhecimento”, que considerava que fatos e valores estariam relacionados tornando-se inaceitável uma postura neutra do pesquisador. Já para Demo (2000), a pesquisa qualitativa se caracterizaria pela “abertura de perguntas, rejeitando-se toda resposta fechada, dicotômica, definitiva em função da sua capacidade de acolhimento a complexidade do mundo vivido”. E, é a partir de todos esses fatos, que se pretende através de estudos epistemológicos aprofundados, fazer a descrição tematizando e problematizando a realidade pesquisada compreendê-la à medida que se vai interpretando-a, numa percepção sensibilizadora, sem esquecer os princípios do rigor científico. Diante do exposto, cumpriu-nos destacar que a pesquisa A linguagem utilizada nas Redes sociais e a interferência nas produções realizadas pelos adolescentes na sala de aula surgiu ao longo das experiências durante os estágios da UNEB e das interfaces que construímos com os estudos teóricos realizados no curso de Letras – Campus XIV. Processo esse, que resultou na problemática que motivou essa investigação. Frente ao desafio criado por essa problemática, avaliei que teria um trabalho árduo e cuidadoso pela frente. Para tanto, inspirei-me em Cardoso (1986), quando esta propôs que a pesquisadora e o pesquisador
  • 21. precisariam ter bom senso para poder interpretar e compreender o fenômeno a ser pesquisado sem retirá-lo do contexto histórico. Portanto, esta pesquisa fez com que se compreendesse melhor o problema buscado, permitindo diversas e novas interpretações sobre a relação existente entre teoria e prática. 3.1. O local e os sujeitos da pesquisa Como forma de adentrar o mundo vivido das práticas textuais dos discentes, escolhi alunos do Centro Educacional Estefânio Simões Dias, além de optar pela concepção qualitativa de pesquisa, selecionei como abordagem o estudo de caso. Isto em função da demanda de compreender de modo específico uma instância singular e especial. E pelo fato de ter sido realizada num espaço institucional, o estudo de caso em questão assumiu o caráter histórico e organizacional. Diante disto, considerei relevante uma breve contextualização do lócus do estudo. O Centro Educacional Estefânio Simões Dias está localizado no município de Valente (Região sisaleira, a 29 km do município de Conceição do Coité). A escola pertence à rede pública municipal. A escola citada funciona das 08h00min às 11h45minh da manhã, com Ensino Fundamental I; e das 13h10min às 17h30min da tarde, com o Ensino Fundamental II. Esta, possui oito (8) turmas, sendo quatro (4) pela manhã e quatro (4) a tarde e uma média de 120 (cento e vinte) alunos, funcionando do 1º ano ao 9º ano do Ensino Fundamental I e II. Alguns alunos residem em comunidades próximas à escola, utilizando o transporte escolar para se locomover até ela. Com relação às dependências da escola, esta possui cinco (5) salas de aula, dois (2) banheiros, além de secretaria, sala de professores, sala de leitura e pátio.
  • 22. 3.2.Instrumentos de pesquisa A coleta de dados se deu através de questionário e análise de produções textuais. Questionário é definido por Ruiz (1996) como “[...] um elenco de questões cuidadosamente elaboradas” aplicadas aos sujeitos. Escolhi o questionário e as produções textuais por compreender que estes constituem em instrumentos úteis em investigações relacionadas às ciências sociais, visto que pode-se buscar as informações de maneira direta aos sujeitos ligados ao problema. Os questionários, constituídos de cinco questões (anexo), foram aplicados com os discentes. As produções textuais foram realizadas com a temática “Drogas”, uma vez que este trata de um assunto atual e instigante.
  • 23. CAPÍTULO 4 - A PESQUISA E SEUS RESULTADOS Para a realização da coleta de dados, foi solicitada pela docente da turma do 9º ano a produção de um texto com a temática drogas. No momento de viabilizar a investigação, foi escolhida como instrumentos mediadores da coleta de informações o questionário e a análise dos documentos. Assim, enfatiza-se que a priorização pela observação parte do pressuposto de que os pontos importantes desta técnica são observados, que segundo Freire (1997) “é altamente reflexiva, quando o olhar está pautado para buscar ver o que ainda não se sabe. E esse olhar não é vago e sim um olhar focalizado para diagnosticar o saber e não saber dos grupos pesquisados”. Para realizar uma pesquisa é necessário que o pesquisador se coloque próximo ao objeto a ser estudado para que possa efetivamente haver uma maior interação do pesquisador, local da pesquisa e objeto. A partir daí, há necessidade de ver o mundo através de um “olhar sensível”. Como a intenção foi identificar em que medida as relações de escrita através da internet e salas de bate papo poderiam influenciar na escrita de textos escolares, foram escolhidas como sujeitos da pesquisa cinco alunos do 9º (nono) ano do Ensino Fundamental II, uma vez que estes irão, posteriormente, adentrar o Ensino Médio, além da maturidade mais avançada comparados com os demais discentes da referida escola. Os sujeitos foram denominados como A1, A2, A3, A4 e A5. 4.1. Análise dos dados Após a pesquisa de campo, através da qual coletei informações significativas, faz-se necessária uma análise desses dados, observando a prática textual dos sujeitos da pesquisa e a interferência da escrita utilizada nas redes sociais nos textos escritos produzidos em sala de aula. É inquestionável a crescente utilização das redes sociais, em especial o Messenger (MSN), Orkut e facebook pelos adolescentes de todo o território
  • 24. nacional. Em vista disso, ao perguntar com que frequência a internet é utilizada por eles, estes afirmaram: Uso a internet sempre para fazer pesquisas que a professora pede, mas, entro mais no Orkut e no MSN para falar com meus amigos e conhecer novas pessoas. (A1) Adoro a internet. Entro quase todos os dias nas salas de bate-papo da UOL e no Orkut. Pesquiso também. (A2) Só uso a internet de vez em quando, às vezes vou no cyber para fazer pesquisas da escola e usar o MSN. (A3) Uso sempre. Gosto muito de bater papo e conhecer novas pessoas. (A4) Diante dessas falas, fica evidente o uso constante pelos alunos do 9º ano da internet e das redes sociais. Percebe-se que estes sujeitos consideram a Internet como um meio de comunicação entre indivíduos, além desta também ser utilizada como fonte de pesquisa bibliográfica, como fica evidente na fala de A1. As respostas acima nos mostram que todos os estudantes consultados fazem uso da rede para realizar também as pesquisas escolares, em virtude da praticidade não encontrada em outros suportes de pesquisa, como por exemplo, o livro (biblioteca), já que pela internet ele tem um leque de possibilidades para pesquisa e produção de textos. É perceptível ainda, nas três falas descritas acima, que os discentes usam e, com frequência, as redes sociais para se comunicarem e interagirem com o mundo através destas. Ao perguntar, por meio do questionário, com que frequência utiliza as redes sociais, os discentes responderam: Uso quase todos os dias. Quando mainha deixa usar o computador. Abro o Orkut e o MSN. Não conheço o facebook. (A4) Abro meu MSN todos os dias, já virou vício. [risos] (A1) Olho meu Orkut sempre e as vezes entro no MSN. (A5) Normalmente entro dia sim e dia não para ver as novidades no Orkut. (A3)
  • 25. As respostas mostraram que é irrefutável a presença constante das redes sociais no cotidiano dos estudantes, principalmente no uso do Orkut e MSN (Messenger) que foram os mais mencionados pelos discentes nas respostas ao questionário. É interessante ressaltar também que estes estudantes apresentam certa consciência da contribuição da internet para sua formação intelectual, já que a usam também como fonte de pesquisa. Ao considerar que o acesso a internet passou a fazer parte do cotidiano dos nossos estudantes que recorrem, cada vez mais, a esse recurso, questionei aos alunos a respeito do uso que eles fazem das redes sociais e se a escrita utilizada na internet, uma escrita que tem como predominância a construção de palavras abreviadas, tem interferência nos seus textos escritos na escola. Como respostas, eles disseram: Tem vezes que a professora passa um texto e acabo esquecendo e escrevo igual ao que escrevo no MSN. Quando ela pede para corrigir, conserto. (A1) Depende. Se a professora quiser que a gente faça o texto em apenas uma aula, tenho que escrever rápido, assim não tem como não escrever algumas palavras abreviadas. (A4) No Msn abrevio as palavras,até porque todo mundo faz isso, mas quando escrevo um texto para entregar a professora, escrevo corretamente. (A5) Não. Escrevo de um jeito na internet e de outro nos textos na sala. (A2) Ao analisar as falas dos alunos, percebi que alguns deles afirmam não transcrever as abreviações utilizadas no meio virtual para o papel escrito. No entanto, percebe-se que alguns também afirmam que dependem do tempo proposto para a realização da produção escrita em sala de aula. O sujeito A1, ao declarar que sua escrita é influenciada a depender da ação do docente, percebe-se que este tem consciência de que se deve escrever de maneira adequada, ou seja, de acordo com as normas linguísticas. Já o estudante A4 considera que sua escrita textual depende do tempo que este tem para a realização desta atividade. Prática essa não tão comum no cotidiano escolar. Em contrapartida, os discentes A5 e A2 afirmam que não utilizam a mesma
  • 26. linguagem da internet nos textos escritos. Isso nos deixa a entender que estes têm consciência da importância do uso correto da língua portuguesa nos textos escritos. Ao ler as produções escritas pelos alunos sobre o tema drogas, observa-se a frequente utilização da linguagem peculiar a internet presente também nos textos produzidos no ambiente escolar. Os erros mais frequentes podemos observar, O uso desse produto tem causado muita violência, pq as pessoas usuárias não sabem o q/ fazem [...] p/ aumentar o seu consumo. (A1) Vc q/ ñ usa droga nunca tente esperimentar pq quando ela entra em sua vida é muito difícil dela sair a ñ ser q vc esteja no início [..] (A2) As drogas estão acabando c/ a vida das pessoas. As famílias estão desestruturadas e n conseguem dar conta do vício dos seus filhos [...](A3) Quando a pessoa esperimenta uma vez, acaba ficando viciado e n consegue se livrar mais desse vício [...] (A4) O vício tbm ocorre pq a pessoa n quer fazer nada. Ñ procura um trabalho, um emprego [...] (A5) Após a análise dos dados coletados, com base nas leituras realizadas acerca da temática investigada, fica evidente a relevância dessa discussão no contexto escolar, uma vez que as redes sociais estão a cada dia fazendo parte do cotidiano do aluno e que, esta linguagem peculiar usada nessa tecnologia, se não monitorada pelo docente, podem prejudicar a escrita textual dos alunos em sala de aula. Assim, cabe ao docente, principalmente aos de língua portuguesa, um monitoramento e um maior enfoque na diferenciação desse novo tipo de linguagem, que é utilizado na internet, aos da língua padrão necessários a qualquer tipo comunicação.
  • 27. CONSIDERAÇÕES CONCLUSIVAS A Internet vem transformando a comunicação como nenhuma outra invenção foi capaz de realizar anteriormente, sendo um grande mecanismo de disseminação de informação no mundo, propondo ser uma grande ferramenta de interação entre pessoas e computadores. A Internet trouxe muitas mudanças, até mesmo no vocabulário usado nas conversas dentro e fora do ambiente virtual. Os ambientes de comunicação virtual, como as salas de bate-papo, e as redes sociais são caracterizados pelo uso de uma nova variedade da língua portuguesa, repleta de abreviações, gírias e emotions (símbolos que representam sentimento), sem respeito às normas ortográficas. Os textos estão cada vez mais curtos. Cada época tem tido uma forma própria de comunicar-se: os sons de tambor, o fogo, os sinais com panos ou bandeiras, o bilhetinho, o telefone, o telégrafo, e agora o telefone fixo-móvel, a Internet e os telemóveis. O século XXI não foge à regra de qualquer outra época. As necessidades de comunicação têm sido muitas, o ritmo de vida é muito rápido, e o Homem continua a inventar sempre o material que faz avançar os seus sonhos e sempre aperfeiçoando e indo mais além, de descoberta em descoberta. E assim o homo sapiens está a converter-se em homo digitalis com a introdução, na vida diária, dos computadores, da Internet e dos telemóveis. (BENEDITO, 2003, p. 191) A comunicação textual na Internet é fundamentada na escrita, apesar dos seus altos recursos de som e de imagem, a escrita ainda é essencial. Os jovens que usam a rede tratam a variedade linguística como uma “fala escrita”, ou seja, uma transposição do falar para a escrita. Porém, é preciso considerar que a ideia de uma "fala por escrito" deve ser vista com cautela, pois a escrita (regida, em ambientes virtuais, mais por normas fonéticas do que por normas ortográficas) está entrelaçada a representações semióticas, não importando qual seja o idioma materno dos usuários remetentes e destinatários. No que diz respeito a universalização da língua dos ambientes virtuais, vale considerar a posição de Lévy (1998), que sugere a hipótese do surgimento de uma linguagem, a "ideografia dinâmica", um hibridismo a partir do princípio de escritas que utilizam conceitos ou idéias ao invés de símbolos
  • 28. fonéticos– com o caráter dinâmico dos novos suportes multimídia. Essa nova linguagem é uma espécie de interface em que abreviações substituem palavras. A "ideografia dinâmica" não seria uma nova escrita, atrelada a uma língua, mas uma nova linguagem, uma forma de comunicação universal, compreensível a todos os internautas – uma verdadeira revolução nas relações humanas. A variedade linguística utilizada na Internet não tem nada de caótico, mas ainda assim muitos pais e professores a temem. Um dos motivos do temor está relacionado aos mitos difundidos sobre aspectos da variedade da Internet que poderiam influenciar negativamente o ensino da norma padrão, como a proliferação de abreviaturas e o uso de semioses. Então, quando aparecer um "elemento estranho" no texto dos alunos, como uma abreviatura, mesmo que seja em uma avaliação, o professor não pode culpar a Internet, apesar das práticas precederem a ela, a sociedade cobra um posicionamento da escola, mais especificamente, dos professores de língua portuguesa. Educadores posicionam-se favoravelmente à inclusão da nova variedade no rol dos conteúdos de língua portuguesa. Ramal (2003) propõe que a escola deva valorizar também a linguagem codificada que os alunos usam em ambientes de comunicação virtual, porém, mostrando as diferenças de uso de acordo com contexto. Assim como uma tese exige linguagem formal e um bate-papo no bar, descontração, a comunicação na Internet precisa de códigos e sinais mais rápidos e curtos. Gírias com os amigos e abreviaturas no computador são adequadas a determinadas situações comunicativas, num currículo ou carta comercial, a norma padrão é requisitada. Segundo Ramal (2003, p.28), "o cidadão preparado para o futuro tem que dominar tantas linguagens quantas forem as janelas que se abrirem para ele". Apesar da inclusão, não se pode deixar de lado o ensino da norma padrão, pois a capacidade de decodificar as mensagens na interação virtual está atrelada à intuição lingüística aguçada. Com relação à Internet e ao ensino, pode-se fazer duas constatações: (1) os jovens leem hoje cada vez mais por causa da Internet; e (2) os jovens também escrevem cada vez mais por causa da Internet, ficando o professor no ambiente escolar responsável pela correlação entre a norma e o uso da língua, adequada aos gêneros discursivos, novos ou emergentes.
  • 29. A Internet, no que se refere ao uso da língua nesse ambiente virtual, não deve ser ignorada, uma vez que a linguagem usada na rede por esses usuários também estão sujeitas a regras e devem ser respeitadas. Cabe ao professor integrar a linguagem da internet ao rol das variedades sócio-estilísticas da língua, fazendo as correlações entre a norma e o uso da língua.
  • 30. REFERÊNCIAS ARAÚJO, Júlio César Rosa de. A conversa na web. O estudo da transmutação de um gênero textual. In: MARCUSCHI, L. A. & XAVIER, A. C. (Orgs.). Hipertexto e gêneros digitais. 2ed. Rio de Janeiro: Lucerna, 2005. BARRUCHO, Luís Guilherme. A mão ativa o cérebro. Revista Veja. 2227ed, ano 44, nº 30, 27 de julho de 2011. CARDOSO, Ruth C. L. Aventuras de antropólogos em campo ou como escapar das armadilhas do método. In: CARDOSO, Huth. (org). A aventura antropológica: teoria e pesquisa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986. CHARTIER, Roger. Os desafios da escrita. Tradução de Fulvia M. L. Moretto. São Paulo: UNESP, 2002. DEMO, Pedro. Pesquisa: princípios científicos e educativos. São Paula: Cortez, 2002. _____________________. Metodologia do conhecimento científico. São Paulo: Atlas, 2000. DIONÍSIO, Ângela Paiva. Gêneros multimodais e multiletramento.In: KARWOSKI, Acir Mário et al. (Orgs.). Gêneros textuais: reflexões e ensino. 2ed. Rio de Janeiro: Lucerna, 2006. FEDELI, Ricardo Daniel et al.Introdução à Ciência da Computação. São Paulo: Cengage Learning, 2010. FREIRE, Madalena. Observação, registro e reflexão- instrumentos metodológicos I. São Paulo: Espaço Pedagógico, 1997. FREITAG, R.M.K; FONSECA e SILVA, M. Uma análise sociolingüística da língua utilizada na internet: implicações para o ensino de língua portuguesa. Revista intercâmbio, v.15, 2006. GOLDENBERG, Mirian. A arte de pesquisar. 7ed.Rio de Janeiro: Record, 2003.
  • 31. KOCH, Ingedore Villaça. Desvendando os segredos do texto. São Paulo: Cortez, 2002. LÉVY, Pierre. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. Rio de Janeiro: 34ed, 1993. _________. A emergência do ciberespaço e as mutações culturais. In: PELLDANDA, Nice Maria Campos; PELLNADA, Eduardo Campos (orgs). Ciberespaço: um hipertexto com Pierry Lévy. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2000. LUDKE, Menga e ANDRÉ, Marli. Pesquisa em educação: Abordagens Qualitativas. São Paulo: EPU, 1986. MARCONI, Marina de Andrade. LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de pesquisa: Planejamento e Execução de Pesquisa; Amostragens e Técnicas de Pesquisa; Elaboração, Análise e Interpretação de Dados. São Paulo; Atlas, 2002. MARCUSCHI, Luiz Antônio. Gêneros textuais emergentes no contexto da tecnologia digital. In: MARCUSCHI& XAVIER, A. C. (Orgs.). Hipertexto e gêneros digitais. 2ed. Rio de Janeiro: Lucerna, 2005. PÁDUA, Elisabete Matello Marchesini de. Metodologia da pesquisa- Abordagem teórico-prática. Campinas: Papirus, 2000. RABÊLO, Adlani A. T.de Barros ET e AL. Outdoor: Facebook1. Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação XVIII Prêmio Expocom 2011 – Exposição da Pesquisa Experimental em Comunicação. Disponível em < http://intercom.org.br/papers/regionais/nordeste2011/expocom/EX28-0801- 1.pdf>. Acesso em: 06 set 2011. RAMAL, Andrea Cecília. Ler e escrever na cultura digital. Disponível em <http//www.revistaconecta.com/destaque/edicao04.htm_>. Acesso em 07 set 2011. RUIZ, João Álvaro. Metodologia científica: guia para eficiência nos estudos. 4ed.São Paulo: Atlas, 1996.
  • 32. SANTANA, Vagner Figuerêdo de ET AL. Redes sociais online: desafios e possibilidades para o contexto brasileiro. Disponível em <https://docs.google.com/viewer?a=v&q=cache:31p8yYILY3cJ:portalsbc.sbc.org.br/downloa d.php%3Fpaper%3D1315+Alexa+2009+as+redes+sociais+mais+difundidas+na&hl=pt- BR&gl=br&pid=bl&srcid=ADGEESj41aj7CcGOgJhp8S2nRzzC- LnvRcHjC6inKr3dYWuGAC43qVSfce1K3hacvuLrLvVzvgNZGnFGa2zENzajZybVIa1fwS DUGuUZRf8One6qVrR8JlE47ZthggCuBgCoinWM1760&sig=AHIEtbTd4-zmdjJGOpv8- yyMSZppP2UJ8A> Acesso em: 05 jan 2012 SILVA, Ezequiel Theodoro da. (Org.). A leitura nos oceanos da internet. São Paulo: Cortez, 2003. VALENTE, Mariana Reis Mendes; SILVA, Maurílio Luiz Hoffmann da.A utilização do Twitter na campanha política e sua aplicação no Tocantins: estudo de caso do perfil do candidato a Governador eleito Siqueira Campos. Disponível em:http://www.ipea.gov.br/panam/pdf/GT3_Art3_Val.pdf. Acesso em: 06 set 2011.
  • 33. ANEXO 1 ROTEIRO PARA ENTREVISTA COM ALUNOS DO 9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL II 1. Você tem acesso à internet? Com que freqüência? 2. Para que você utiliza a internet? 3. Você tem acesso às redes sociais, como: Orkut, facebook, twitter, MSN? 4. Com que freqüência utiliza essas redes sociais? 5. Na sua opinião, a escrita utilizada na internet, ou seja, uma linguagem com abreviações, tem interferência nos seus textos escritos na escola?