Coesão & Coerência 
Recursos da Repetição 
Profª. Janaína 
www.tiajanaprof.blogspot.com
Os recursos coesivos são as operações concretas 
pelas quais os procedimentos se efetivam. 
São operações de repetir, de s...
A Paráfrase 
Ela acontece sempre que recorremos ao procedimento de 
voltar a dizer o que já foi dito antes, porém com outr...
Ex: 
O ato de escrever deve ser visto como uma atividade 
sociocultural. Ou dito de outra forma, escrevemos para 
alguém l...
Paralelismo 
É um recurso ligado à coordenação de segmentos que 
apresentam valores sintáticos idênticos. 
A unidades semâ...
Ex: 
É conveniente chegares a tempo e trazeres o relatório pronto. 
Paralelismo verbal 
Ou ainda: 
É conveniente que chegu...
O paralelismo não constitui uma regra gramatical rígida. 
Constitui, sim, uma diretriz de ordem estilística (que dá ao 
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Em 28 anos, o BNB conseguiu deixar as coisas bem melhores. 
Para todos os santos. 
Até 1952, Padre Cícero era, praticament...
Repetição 
Corresponde à ação de voltar ao que foi dito antes pelo recurso 
de fazer reaparecer uma unidade que já ocorreu...
História de Flor 
Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu 
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Coesão

  1. 1. Coesão & Coerência Recursos da Repetição Profª. Janaína www.tiajanaprof.blogspot.com
  2. 2. Os recursos coesivos são as operações concretas pelas quais os procedimentos se efetivam. São operações de repetir, de substituir, de usar palavras semanticamente próximas, de usar uma conjunção ou um outro tipo qualquer de conectivo.
  3. 3. A Paráfrase Ela acontece sempre que recorremos ao procedimento de voltar a dizer o que já foi dito antes, porém com outras palavras. É como se quiséssemos traduzir o enunciado, ou explicá-lo melhor. O mesmo item volta a ser dito, porém numa outra formulação linguística, e pequenos ajustes.
  4. 4. Ex: O ato de escrever deve ser visto como uma atividade sociocultural. Ou dito de outra forma, escrevemos para alguém ler. Introdução da paráfrase. Este trecho explica melhor o que o autor entende como sociocultural
  5. 5. Paralelismo É um recurso ligado à coordenação de segmentos que apresentam valores sintáticos idênticos. A unidades semânticas similares, deve corresponder uma estrutura gramatical similar.
  6. 6. Ex: É conveniente chegares a tempo e trazeres o relatório pronto. Paralelismo verbal Ou ainda: É conveniente que chegues a tempo e que tragas o relatório pronto. E não: É conveniente chegares a tempo e que tragas o relatório pronto. Quebra do paralelismo
  7. 7. O paralelismo não constitui uma regra gramatical rígida. Constitui, sim, uma diretriz de ordem estilística (que dá ao enunciado uma certa harmonia) e constitui ainda um recurso de coesão, deixando o enunciado numa simetria sintática que por si só é articuladora. Observe como, no texto a seguir, a manutenção do paralelismo contribui para reforçar o caráter persuasivo e favorecer o encadeamento de suas subpartes.
  8. 8. Em 28 anos, o BNB conseguiu deixar as coisas bem melhores. Para todos os santos. Até 1952, Padre Cícero era, praticamente, o único agente de desenvolvimento do Nordeste. A ele se recorria para arranjar emprego, casar a filha, garantir o inverno, curar doenças, erradicar endemias, abrir caminhos, mostrar soluções. Hoje, as coisas mudaram. Pede-se aos santos, mas espera-se que as soluções venham pelo esforço e ação das instituições humanas. Como, por exemplo, o BNB, que responde ao desemprego com crédito industrial; ao drama da seca com pesquisa técnico científica e financiamento de projetos de açudagem e irrigação; á baixa produtividade agrícola com apoio técnico e crédito rural; aos problemas das áreas metropolitanas com investimentos em infra-estrutura urbana. Com o apoio e a participação, é claro, de toda a comunidade nordestina. Pois os milagres, hoje, nascem sempre das mãos, do coração e da mente de todos os santos de casa. Banco do Nordeste do Brasil S.A.
  9. 9. Repetição Corresponde à ação de voltar ao que foi dito antes pelo recurso de fazer reaparecer uma unidade que já ocorreu previamente. Ela traz um efeito de ênfase que pode auxiliar na argumentação, Ex: Ninguém deve comprar imóvel sem fazer pesquisa. Ninguém. marcar um contraste, Ex: Há estudantes e estudantes... Como “gancho” de uma correção, Ex: O governo quis promover uma festa popular. Popular? Expressar uma espécie de “quantificação” Ex: Há 3 soluções para o Brasil: educação, educação, educação.
  10. 10. História de Flor Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor.Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida. Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim, nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer. Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me:- Que idéia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim! Carlos Drummond de Andrade, Contos plausíveis

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