Realismo

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Apresentação com uma de minhas aulas sobre o Realismo

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Realismo

  1. 1. Realismo Profª. Janaína www.tiajanaprof.blogspot.com
  2. 2. "É a negação da arte pela arte; é a proscrição do convencional, do enfático, do piegas. É a abolição da retórica considerada arte de promover a emoção, usando da inchação do período, da epilepsia da palavra, da congestação dos tropos. É a análise com o fito na verdade absoluta. Por outro lado, o Realismo é uma reação contra o Romantismo: o Romantismo era a apoteose do sentimento; o Realismo é a anatomia do caráter, é a crítica do homem. É a arte que nos pinta a nossos próprios olhos - para condenar o que houver de mau na nossa sociedade. [...] A norma agora são as narrativas a frio, deslizando como as imagens na superfície de um espelho, sem intromissões do narrador. O romance tem de nos transmitir a natureza em quadros exatíssimos, flagrantes, reais". Eça de Queirós
  3. 3. O século XIX é marcado por grandes transformações econômicas e culturais. Há uma nova filosofia de vida, a qual é dita cética e materialista. Essa nova filosofia põe em evidência o fato do homem ser um produto do meio e do momento em que vive. Com o progresso da ciência, o homem passa a indagar sobre as razões dos fenômenos; não mais permanece impassível diante dos acontecimentos e, em decorrência disso, profundas alterações ocorrem na estrutura econômica e social dos grandes centros urbanos.
  4. 4. A cultura será enriquecida pelo surgimento de grandes pensadores e algumas doutrinas marcantes: A Teoria da Evolução das Espécies, de Darwin, O Positivismo, de Comte, O Socialismo, de Marx. Cria-se um contexto acentuadamente cientificista onde ganham espaço a experimentação, a observação, a pesquisa, a busca objetiva da verdade, enfim, uma atitude racional diante da vida. Os tumultos sociais, resultantes do conflito incipiente entre capital e trabalho, exigem do artista uma participação consciente no mundo. Já não há mais lugar para a fantasia, o sentimentalismo, o subjetivismo Tem por base a exaltação dos fatos, sendo uma reação à filosofia expeculativa e sua expeculação pura. O termo identifica a filosofia baseada nos dados da experiência como a única verdadeira. O conhecimento se afirma numa verdade comprovada, sendo assim considerado o método experimental o caminho para o pensamento científico, a verdade comprovada jamais é questionada
  5. 5. Das importantes doutrinas que definiram a mentalidade da época, podemos destacar: O materialismo – doutrina ou corrente filosófica que prega que tudo no mundo deve ser entendido e explicado com base na matéria, em fatos reais, em elementos concretos, rejeitando qualquer concepção ou explicação divina (espiritualista) acerca do homem e do mundo: "estamos mergulhados no universo, sujeitos a leis infalíveis e definidas, provindas da própria natureza, nada mais existindo além disso", diz o materialismo, que no século XIX atingiu seu clímax e mudou radicalmente a maneira de ser, de agir e de pensar do homem. Esse pensamento materialista teve como conseqüências profundas mudanças históricas, sociais, filosóficas, científicas, artísticas e literárias econômicas,
  6. 6. Evolucionismo – doutrina científica que afirma a seleção natural e defende a concepção do aprimoramento progressivo das espécies de seres vivos (dos que conseguiram se adaptar ao meio e, por conseguinte, passar pelo processo de seleção natural), em especial a espécie humana (analisada como um animal como outro qualquer). - Lamark, que formula as leis da seleção natural, da qual é famosa a lei do uso e desuso de órgãos ou partes da constituição física (biológica) de um animal, responsável pela permanência ou não das espécies de seres vivos nessa evolução.
  7. 7. A mais importante das doutrinas é aquela que firma a primazia da Ciência como única fonte de produção de verdades: "só existem verdades baseadas na observação e na experimentação", ou seja, só é verdade (real) o que for cientificamente comprovado. Essa doutrina é o Positivismo de Auguste Comte. Outra doutrina filosófica importante é a de autoria de Taine, o Determinismo, que prega que o homem é produto do meio (social e/ou natural), do momento e da raça a que pertence.
  8. 8. Foi o termo usado para referir a tendência que, em meados do século XIX, se manifesta na arte e na literatura por oposição ao Romantismo. Ao contrário do individualismo emocional e da exacerbação dos sentidos pregados pelo Romantismo, os artistas realistas estão mais interessados em veicular as realidades da vida moderna e de seus contemporâneos. O papel do artista não á mais revelar o fantástico e o sublime, nem traduzir qualquer tipo de sonho ou de idealismo, mas antes despertar o público para a brutal realidade do mundo à sua volta e ser verdadeiro com quem o observa.
  9. 9. Para os realistas, os acontecimentos vulgares, a vida cotidiana e as pessoas simples eram mais interessantes que os temas “literários”, assuntos históricos ou idealizações dos românticos. Estes artistas vão orientar-se pela representação objetiva da realidade.
  10. 10. Realismo em Portugal
  11. 11. No primeiro período do Romantismo os escritores portugueses sofreram influências do romance histórico de Walter Scott e Vítor Hugo, da poesia sentimental e tradicionalista de Lamartine da evocação histórico-religiosa de Chateaubriand, do espiritualismo filosófico de Vítor Cousin, da teoria da literatura de Madame de Staël e de Shlegel. Agora, novas influências vão entrar em ação. Da França, sobretudo, chegam a Coimbra livros onde se aponta à literatura uma orientação muito diferente da seguida nas décadas anteriores. E todas as especializações do pensamento humano e da cultura vão ser afetadas em Portugal por doutrinas inovadoras nascidas no estrangeiro.
  12. 12. Irreligiosismo: os novos de Coimbra assumem atitudes vincadamente anticlericalistas.  Inconformismo com a tradição: graças ao avanço da ciência e da técnica, estes escritores convencem-se de que o homem pode superar muitas limitações que paralisaram os antigos; e, conseguindo o nivelamento de classes, acreditam que a consciência humana não mais se importará com os entraves que lhe opunha outrora a sociedade absolutista, burguesa e feudal. Sob traçado de Michelet, muitos escritores (Eça, Antero, Oliveira Martins) tentam desmontar peça por peça a sociedade lusa, apeá-la do pedestal da tradição e alicerçá-la em novos princípios de justiça e dinamismo. 
  13. 13. Supremacia da verdade física: as ciências exatas e experimentais, secundadas pelo avanço da técnica, levaram os estudiosos a considerar a verdade física como a única válida. Fato que não se demonstre empiricamente, não terá validade.  Novas teorias filosóficas: a Geração Coimbrã de 70 estuda com avidez o idealismo de Hegel, o socialismo utópico de Proudhon, o positivismo de Comte, o evolucionismo de Darwin e Lamarck.  Materialismo otimista: ao mesmo tempo, todos se deixam contaminar por uma esperança firme no bem estar material dos tempos futuros, devido ao auxílio da máquina. E explicam o atraso do passado por os homens se terem deixado conduzir por forças espirituais, sobretudo pela religião. Daí o manifestarem-se contra todos os cultos revelados. 
  14. 14. Realismo no Brasil
  15. 15. Na literatura brasileira o realismo manifestou-se principalmente na prosa. Os romances realistas tornaram-se instrumentos de crítica ao comportamento burguês e às instituições sociais. Muitos escritores românticos começaram a entrar para a literatura realista. O marco inicial do movimento no Brasil é a publicação do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis. Nesta obra, o escritor fluminense faz duras críticas à sociedade da época.
  16. 16. Características
  17. 17. Análise e síntese da objetividade, da realidade, da verdade, em oposição ao subjetivismo e idealismo românticos;
  18. 18. Indiferença do "eu" subjetivo e pensante diante da Natureza que deve ser reproduzida com exatidão, veracidade e abundância de pormenores, num retrato fidelíssimo
  19. 19. Neutralidade do coração e do espírito diante do bem e do mal, do vício e da virtude, do belo e do feio
  20. 20. Análise corajosa dos aspectos baixos da vida, sobretudo dos vícios e taras, não os ocultando e chamando-os pelo seu nome
  21. 21. Relação lógica entre as causas (biológicas e sociais) do comportamento das personagens do romance e a natureza (exterior e interior) desse comportamento
  22. 22. Uso de expressão simples e tom desafetado, de modo que as ideias, sentimentos e fatos transpareçam sem esforço e sem convencionalismos

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