ÍNDICE  1- POLÍTICA, PODER E ÉTICA....................................................................2  2- ESTADO...........
1. POLÍTICA, PODER E ÉTICA       O termo Política é derivado de polis (politikós), significando tudo aquiloque se refere à...
A afirmação de que a Política é uma razão do Estado encontra umaperfeita correspondência na afirmação de que a moral é a r...
3. ELEMENTOS        CONTEMPORÂNEOS            DA    ÉTICA     APLICADA      À      POLÍTICA      A ética contemporânea sur...
necessário, a fim de que aconteça o que se objetiva. Sua ética é daresponsabilidade, segundo Max Weber.           O proble...
Por outro lado Bobbio, afirma que o seguimento de uma conduta queobserva a moral e a ética não precisa ser justificada, ao...
A solução dualística, com o nome de “maquiavélica”, sendo o autor de“O Príncipe” considerado o precursor desta teoria, nes...
guia tanto pelo sutil respeito á conformidade aos princípios “faz o que deve serfeito para que aconteça aquilo que quer qu...
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6. BIBLIOGRAFIA•   Bobbio, Norberto. Teoria Geral da política, 20 tiragem, 2000.                                          ...
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POLÍTICA E ÉTICA

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1 seminário (ética e politica).

  1. 1. ÍNDICE 1- POLÍTICA, PODER E ÉTICA....................................................................2 2- ESTADO................................................................................................... 3 3- ELEMENTOS CONTEMPORÂNEOS DA ÉTICA APLICADA À POLÍTICA..................................................................................................4 4- DESTINÇÕES DA ÉTICA POLÍTICA......................................................4 o 4.1 MONISMO................................................................................6 o 4.2 DUALISMO...............................................................................6 5- CONCLUSÃO..........................................................................................8 6- BIBLIOGRAFIA......................................................................................10 1
  2. 2. 1. POLÍTICA, PODER E ÉTICA O termo Política é derivado de polis (politikós), significando tudo aquiloque se refere à cidade e, portanto ao cidadão, civil, público, sociável e social. Èconsiderada a ciência da governação de um Estado ou Nação e também umaarte de negociação para compatibilizar interesses. Seu significado é muitoabrangente e está relacionado com aquilo que diz respeito ao espaço público.Seu conceito entendia como forma de atividade ou práxis humana, estáestreitamente ligado ao conceito de poder, o qual foi definido tradicionalmentecomo os meios de se obter alguma vantagem (Hobbes), sendo o direito dedeliberar, agir e mandar, dependendo do contexto, exercer sua autoridade,soberania, ou a posse do domínio, da influência ou da força. Poder é um termo de origem latina (potere), e é definida por váriasáreas, como o poder político, que pertence à categoria do poder de um homemsobre outro homem (não do poder do homem sobre a natureza). O Poder é ovalor determinante da Política, que é a ciência da organização do poder e aarte de realizar o bem social com o mínimo de sujeição. Há uma Ética dapolítica ou Ética do poder, assim como homens há para os quais a “razão deEstado” deve prevalecer sobre todos os valores. A Política acima de tudo, dareligião, da arte, da ciência etc., todas postas a seu serviço, como nos Estadostotalitários. O sistema político é uma forma de governo que engloba instituiçõespolíticas para governar uma Nação. Monarquia e República são os sistemaspolíticos tradicionais, sendo que dentro de cada um desses sistemas podehaver variações significativas ao nível da organização. Segundo Bobbio, o que caracteriza o poder político é a exclusividade douso da força em relação a todos os grupos que agem em um determinadocontexto social, exclusividade que é o resultado de um processo que sedesenvolve, em toda a sociedade organizada, na direção da monopolização daposse e do uso dos meios com os quais é possível exercer a coação física. 2
  3. 3. A afirmação de que a Política é uma razão do Estado encontra umaperfeita correspondência na afirmação de que a moral é a razão do indivíduo.O que talvez seja necessário acrescentar é que a razão de Estado nada mais éque um aspecto da ética de um grupo, sendo assim o Estado a coletividade noseu mais alto grau de potência, entendendo assim como Ética um conjunto devalores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade. Aética serve para que haja um equilíbrio e bom funcionamento social,possibilitando que ninguém saia prejudicado. Neste sentido, ela, embora nãopossa ser confundida com as leis, está relacionada com o sentimento de justiçasocial. O termo Ética quer dizer caráter, modo de ser de uma pessoa, ela éconstruída por uma sociedade com base nos valores históricos e culturais. Segundo Reale, toda norma ética expressa um juízo de valor, ao qual seliga uma sanção, isto é, uma forma de garantir-se a conduta que, em funçãodaquele juízo, é declarada permitida, determinada ou proibida. Ela age emfunção do bem individual ou social, que corresponde a varrias formas deconduta que compõem, em conjunto, o seu domínio (o domínio da Ética). 2. ESTADO O estudo das origens do Estado, que vem do latim satatus estar firme,implica duas espécies de indagação: uma a respeito da época do aparecimentodo Estado; outra relativa aos motiva aos motivos que determinaram edeterminam o surgimento dos Estados. Indica uma sociedade politica. Estado é definido como uma força organizacional cujo significado é denatureza politica. É uma entidade com poder soberano para governar o povodentro de uma área territorial delimitada. Suas funções tradicionais englobamtrês domínios: O Poder Executivo, Poder Legislativo e Poder Judiciário. Ele (oEstado) desempenha funções politicas, sociais e econômicas segundoENGELS, afirmar que o Estado “é antes uma produto da sociedade, quando elachega a determinado grau de desenvolvimento”, ou seja, ele está vinculadocom o desenvolvimento espontâneo da sociedade. 3
  4. 4. 3. ELEMENTOS CONTEMPORÂNEOS DA ÉTICA APLICADA À POLÍTICA A ética contemporânea surge numa época de contínuos progressoscientíficos e técnicos, e de um imenso desenvolvimento das forças produtorasque acabarão por questionar a própria existência da humanidade. Olhando o final do século XVIII, a Revolução Francesa marcou umaruptura deliberada e radical com o passado. Depois dela, muitos outrosocorreram até os nossos dias com idênticos propósitos, prometendo criarnovas sociedades e homens. Vieram, porém, à afloração e aguçam, nasociedade, as contradições profundas que influenciam até os dias de hoje. A política e a ética contemporânea assentaram-se em um aspectoessencial, que seria a crescente eficiência da barbárie praticada por poderosasmáquinas de guerra que passaram a operar numa escala cada vez mais global.A dimensão dessa barbárie colocou a política, entre os homens, maisirracional, tornando-a um fim e si mesma. Os exemplos das bombas atômicaslançadas sobre Hiroshima e Nagasaki durante a Segunda Guerra Mundial, e darecente invasão dos Estados Unidos ao Iraque, provam que os homens setornaram mais individualistas e competidores, esquecendo-se de um mínimoético na política que conforme Bobbio seria a ordem pública nas relaçõesinternas, e a integridade nacional nas relações entre os Estados, fazendo-nosver que encontraríamos este mínimo na “Soberania”. 4. DESTINÇÕES DA ÉTICA POLÍTICA A política e a moral pertencem a domínios diferentes da práxis humana.O sujeito da política é a coletividade, a Polis. Na esfera da ação política o queimporta é a certeza, os efeitos e a fecundidade dos resultados. O criador decidades terrenas, condutor de homens e do Estado, é julgado pelo seu sucessoou fracasso e não por considerações morais. Seu lema é: fazer o que é 4
  5. 5. necessário, a fim de que aconteça o que se objetiva. Sua ética é daresponsabilidade, segundo Max Weber. O problema da relação entre moral e política não é diferente doproblema da relação entre moral e todas as outras atividades do homem,como; ética das relações econômicas, ética médica, ética esportiva, assim pordiante. Trata-se em todas essas diferentes esferas da atividade humana,sempre do mesmo problema, a distinção entre o que é moralmente lícito eilícito. Porém a relação entre ética e política é diferenciada pelo fato dasexperiências históricas mostrarem que o homem político pode comportar-se demodo diferente da moral comum, podendo um ato ilícito na moral ser aceitocomo lícito na política, este obedecendo a um código de regras diferente dosistema normativo da conduta moral. Jean Paul Sartre sustenta a tese, a qual quem desenvolve uma atividadepolítica não pode deixar de sujar as mãos de barro ou mesmo de sangue.Assim a moral na política assume um caráter particularíssimo, afastando adiscursão da qual seria a conduta moralmente ilícita, diferentemente da éticatradicional, que sempre fez distinção entre deveres para com os outros edeveres para consigo mesmo. Em relação a moral política, referimos a moralsocial afastando a moral individual, sendo ela o dever para com os outros. A moral então se refere a propor, caso haja sentido, o problema delicitude ou da ilicitude moral das ações políticas. Maquiavel, em seu livro OPríncipe, explica que o bom político deve conhecer bem as artes do leão e daraposa, sendo eles símbolos da força e da astúcia, sendo para ele que ospolíticos se dividem em duas categorias: os que prevalecem o instinto dapersistência dos gregários, sendo estes os maquiavélicos “leões”, e os queprevalecem o instinto dos acasos, sendo os maquiavélicos “raposas”. Aindaacrescenta que “a honestidade política nada mais é que a capacidade política”,a qual Maquiavel chamava “virtude”. 5
  6. 6. Por outro lado Bobbio, afirma que o seguimento de uma conduta queobserva a moral e a ética não precisa ser justificada, ao contrário do nãoseguimento delas, ficando então o descumpridor com todo ônus de justificá-lo. Como cada escola filosófica tem sua moral, e diverge em relação assuas teorias entre moral e ética, as quais são divididas em monismo e dualista.Na primeira não existe contraste entre moral e política, porque há um únicosistema normativo, e na segunda seus autores concebem moral e política comodois sistemas normativos distintos e totalmente independentes um do outro. 4.1 MONISMO Remetem todas as coisas somente à matéria ou somente à alma. Omonismo se divide, portanto, em monismo "materialista" (tudo pode serreduzido à matéria) e monismo "idealista" (tudo pode ser reduzido à alma). Com isto vemos intima vinculação entre o ético e o político, sendo maispresente na antiguidade e possuindo como filósofos defensores Sócrates,Platão e Aristóteles, os quais afirmavam que a felicidade era o fim da política,ou seja, esta existia para fazer os indivíduos mais virtuosos, o que só seriapossível em uma sociedade grupal com finalidade do bem comum. Com isto apolítica existiria em função da ética. 4.2 DUALISMO O termo "dualismo", por sua vez, designa um tipo de raciocínio queadmite a referência a uma dualidade de origem: duas substâncias irredutíveisuma à outra ou dois princípios últimos postos em exterioridade radical umrelativamente ao outro. Mais especificamente, a palavra "dualismo" visa osistema de pensamento que se desenvolve a partir de uma oposição primeira eoriginária. 6
  7. 7. A solução dualística, com o nome de “maquiavélica”, sendo o autor de“O Príncipe” considerado o precursor desta teoria, nesta existe dois tipos deações, as ações finais, que possuem valor intrínseco, e as ações instrumentais,que só tem valor enquanto servirem para alcançar um fim considerado.Enquanto as ações finais denominadas boas em si, tal como socorrer osofredor são julgadas por si mesmas como ações “desinteressadas”, bastandocumprir uma ação boa, as ações instrumentais, ou boas para além de si, sãojulgadas com base na sua maior ou menor idoneidade na realização de um fim,ou seja, na sua capacidade ou eficácia de atingi-lo. Toda teoria moral percebeque a mesma ação pode ser julgada de dois modos distintos. Já na teoria de Weber sobre relação entre moral e política,fundamentadamente dualística, admite-se a existência de duas moraisfundadas em dois diferentes critérios de juízo, sendo elas não compatíveis. Ateoria clássica weberiana da distinção entre ética da convicção e ética daresponsabilidade, o que as distingui é o distinto critério de julgamento em umaação boa e má. A primeira, sendo ela a ética da convicção ou ética dos princípiosobserva algo que está antes da ação, um princípio, uma norma, sendoqualquer proposição prescritiva cuja função seja regrar mais ou menos umcumprimento de uma ação, permitindo ao mesmo tempo julgar positiva ounegativamente uma ação real, com base na regra previamente estabelecida. Já a segunda, a ética da responsabilidade ou ética dos resultados,ligada a doutrina maquiavélica, contrariamente à outra, emite um juízo positivoou negativo sobre a realização ou não do resultado proposto, depois de jáocorrido, isto é do resultado, sendo considerada a “saúde da pátria”. A diferença entre as éticas aqui comentadas é fundamental, quando sesustenta que a ética do político é exclusivamente a ética da responsabilidadeou dos resultados, e que a ação do político deve ser julgada com base nosucesso ou no insucesso. Quem age segundo princípios não se preocupa como resultado das próprias ações, e quem se preocupa com o resultado não se 7
  8. 8. guia tanto pelo sutil respeito á conformidade aos princípios “faz o que deve serfeito para que aconteça aquilo que quer que aconteça”. Porém para Weber na ação do grande político as éticas não podemcaminhar separadamente uma da outra, uma sendo tomada em si mesma,levada às ultimas consequências, é própria do fanático, figura moralmenterepugnante, e a outra totalmente apartada da consideração dos princípios apartir dos quais nascem as grandes ações, e voltada para o sucesso,lembramos neste caso de Maquiavel “faça um príncipe de modo a vencer”. 5. CONCLUSÃO A partir de Maquiavel a política ganha um tratamento teórico que leva emconta o estudo de sua prática efetiva e não apenas de um dever ser que jamaisse realizou concretamente em nenhum governo. A política em Maquiavelassume de modo franco o objetivo máximo que na prática conduz as ações dogovernante: a tomada e a manutenção do poder. Já com Weber há uma real separação da análise da ética e da política,partindo de um conceito sem valoração do que é certo e errado, visto que eleseria variado conforme o momento histórico, as condições sociais, entre outrosfatores. Desta forma a melhor maneira de definir a política não seria o seu fim,que variaria se estivesse em tempos de paz ou de guerra, democracia outirania, mas sim pelo seu meio utilizado, que seria a capacidade de uso daforça para atingir um dos citados fins. Um exemplo seria a forma comoAbraham Lincoln utilizou-se do poder que lhe era investido como Presidente doEUA, para conseguir aprovar a emenda constitucional que abolia a escravaturaneste país, inclusive com métodos que se vistos isoladamente seriamconcebidos como antiéticos. Desta forma, vemos que a política tem uma forte ligação com o meio quelhe é empregado. Para que ética da política diferencie da ética comum énecessário primeiramente se o fim querido pelos políticos é legitimado pelos 8
  9. 9. interesses da sociedade, bem como se os meios empregados, discordandoneste ponto de Maquiavel, são proporcionais para atingir estes fins, pois amanutenção do poder não deve ser um fim por si só, mas sim, o bem estar dasociedade. Assim, percebemos que a teoria dualista é a que melhor explica ofenômeno da ética na política, contudo há que ter uma temperança nestateoria, pois, concordando com Bobbio, quanto mais a política se afasta daética, mais é necessário uma melhor justificativa para tal. 9
  10. 10. 6. BIBLIOGRAFIA• Bobbio, Norberto. Teoria Geral da política, 20 tiragem, 2000. 10

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