Manual do Formador CDI

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Manual do Formador CDI

  1. 1. Proposta Prática Pedagógica 2 Ficha Técnica Título: Proposta de Prática Pedagógica – Manual do Formador – Versão 2.0 Ano de Edição: 2014 Baseado no Manual de Cultura Digital para a Mobilização Social – versão 2.1 CDI Portugal Rua Andrade Corvo, 4, 6º Piso 1050-009 Lisboa www.cdi.org.pt www.facebook.com/cdiportugal www.youtube.com/user/cdiPortugal
  2. 2. Proposta Prática Pedagógica 3 Índice de Conteúdos Introdução.....................................................................................................................................................5 Apresentação..................................................................................................................................................... 5 Missão, Visão e Valores..................................................................................................................................... 6 Boas Vindas! ...................................................................................................................................................... 7 Perfil do Formador............................................................................................................................................. 7 Objetivos Pedagógicos Gerais ........................................................................................................................... 8 Conteúdos Gerais e Técnicos ..................................................................................................................9 Fundamentação Teórica.................................................................................................................................. 10 Metodologia CDI.............................................................................................................................................. 10 10 Dicas para o Formador CDI......................................................................................................................... 11 Planear as sessões ........................................................................................................................................... 15 Passo 0 ......................................................................................................................................................... 16 Preparar o campo..................................................................................................................................... 16 Sessão 1: Descontração, apresentação do grupo e computador.................................................................... 16 Sessão 2: Regras de ouro................................................................................................................................. 19 Sessão 3: As expectativas e o futuro ............................................................................................................... 21 Sessão 4: Produção coletiva - somando ideias................................................................................................ 25 Passo 1 ......................................................................................................................................................... 28 Leitura do mundo ..................................................................................................................................... 28 Sessão 5: Direitos e Deveres Humanos ........................................................................................................... 28 Sessão 6: Os serviços públicos são grátis? ...................................................................................................... 30 Sessão 7: Direito à comunicação..................................................................................................................... 33 Sessão 8: Identidade na diversidade............................................................................................................... 35 Sessão 9: Quem sou eu e o meu lugar na comunidade .................................................................................. 38 Sessão 10: O meu vídeo................................................................................................................................... 40 Passo 2 ......................................................................................................................................................... 42 Problematização....................................................................................................................................... 42 Sessão 11: Reflexão sobre o mergulho............................................................................................................ 42 Sessão 12: Escolha do Tema............................................................................................................................ 43 Passo 3 ......................................................................................................................................................... 45 Planear a ação........................................................................................................................................... 45 Sessão 13: A Ação social do grupo .................................................................................................................. 45 Sessão 14: Plano da Ação Social...................................................................................................................... 47 Passo 4 ......................................................................................................................................................... 49 Executa a ação........................................................................................................................................... 49 Sessão 15 à 22: Hora de pôr em prática.......................................................................................................... 49 Passo 5 ......................................................................................................................................................... 50
  3. 3. Proposta Prática Pedagógica 4 Avaliação..................................................................................................................................................... 50 Sessão 23: Criação do currículo vitae (uma corrente para a vida).................................................................. 50 Sessão 24: Concluindo uma etapa................................................................................................................... 52 Anexos ......................................................................................................................................................... 54 Índice de Figuras Figura 1: Ficha de Identificação do Formando Figura 2: Registo de Sessão Figura 3: Registo de Sumário e Presenças Figura 4: Planeamento das Sessões Figura 5: Papel de Avaliação
  4. 4. Proposta Prática Pedagógica 5 Introdução Apresentação O Comitê para Democratização da Informática (CDI) é uma organização não-governamental fundada em 1995 no Brasil por Rodrigo Baggio, com a missão de promover a inclusão social com recurso às tecnologias de informação e comunicação (TIC). Atualmente, o CDI está presente em 13 países e já recebeu mais de 60 prémios, entre os quais: Em 2011 e 2012, foi nomeado uma das 100 melhores ONGs do mundo pelo Global Journal; Rodrigo Baggio, fundador do CDI, foi nomeado um dos “100 líderes globais do futuro” pelo Fórum Económico Mundial; Em 2006, foi selecionado pela CNN, Time & Fortune como uma das “Principais vozes do De- senvolvimento Económico”; Primeiro empreendedor social reconhecido pela Ashoka, Avina, Schwab e Skoll Foundations. O CDI tem iniciativas de grande visibilidade no Reino Unido e América Latina, contendo uma metodologia única e conteúdos que o tornam líder na Inovação Social. O CDI Portugal, criado em Maio de 2013, tem como objetivo impactar, nos primeiros anos de atividade, mais de 1.200 jovens, dotando-os de competências tecnológicas e gerando condições de empregabilidade, apoi- ando em simultâneo o desenvolvimento de ideias e negócios empreendedores. A grande ambição do CDI Portugal é gerir uma rede de centros de inclusão digital e expandir para escolas, prisões e outras entidades da sociedade civil. Para tal, o CDI Portugal é um projeto apoiado por um conjunto de parcerias como: Parceiros Estratégicos: Parceiros Operacionais:
  5. 5. Proposta Prática Pedagógica 6 Apoios: O CDI Portugal pretende que os seus centros promovam a utilização social da tecnologia em diversos tipos de públicos-alvo, estimulando-os ao pensamento crítico, à ação empreendedora e favorecendo a participa- ção de todos no desenvolvimento de uma cidadania ativa com impacto nas comunidades locais. Missão, Visão e Valores A área de atuação do CDI Portugal é a Inovação Social e o CDI tem como missão, visão e valores:
  6. 6. Proposta Prática Pedagógica 7 Boas Vindas! Caro(a) Formador(a), Bem-Vindo ao CDI! O presente manual tem como objetivo auxiliar o formador na condução das atividades do projeto CDI. Neste manual vai encontrar a explicação de cada uma das etapas de um projeto CDI, bem como sugestões de atividades. Claro que as alternativas não se esgotam nas atividades aqui apresentadas, a todo o momento, o formador pode optar por exercícios alternativos, se entender mais oportuno e ajustado ao projeto e aos formandos. Se quiser sugerir alterações ao manual e/ou acrescentar atividades, por favor, contacte-nos. Adicionalmente, irá ter acesso ao “Dossier Pedagógico” onde constam todos os documentos necessários para o projeto. Contamos com a sua colaboração! Perfil do Formador O perfil do formador que irá fazer parte do CDI deverá contemplar o Certificado de Competências Pedagó- gicas de Formador, mais as seguintes competências: Competências Pessoais - Autoconfiança - Motivação para a aprendizagem - Capacidade de relacionamento interpessoal - Boas Capacidades de planeamento e organização - Sentido de responsabilidade Competências sociais e relacionais - Capacidade de estabelecer empatia - Capacidade de comunicação - Saber ouvir e respeitar a opinião do outro - Sensibilidade para se relacionar com o grupo de forma unificadora (agir como um fa- cilitador)
  7. 7. Proposta Prática Pedagógica 8 - Capacidade para se adaptar a contextos socioecónomicos desfavoráveis Competências pedagógicas - Conhecimentos de Tecnologias de Informação e Comunicação - Conhecimentos na área de cidadania. Objetivos Pedagógicos Gerais de um Projecto CDI  Estimular a reflexão sobre a realidade envolvente e a visão das oportunidades para atuar em campo.  Desenvolver a capacidade de observar, analisar e resolver problemas  Formar sujeitos ativos, agentes de transformação, com fim à mobilização social.  Desenvolver a literacia Digital  Desenhar um plano de ação através da apropriação social da tecnologia  Usar as tecnologias de informação e comunicação para discutir, refletir e planear ações comunitárias;  Conduzir à criação de pequenos negócios de empreendedorismo social para garantir a sustentabili- dade do projeto desenvolvido.  Estimular o pensamento crítico, a conscientização, a ação empreendedora e a transformação social.  Aplicar conhecimentos de informática e cidadania.
  8. 8. Proposta Prática Pedagógica 9 Conteúdos Gerais A importância das regras; O conceito de Identidade: questões de género, racial e orientação sexual; O conceito de expetativa (nos vários contextos de vida, o motivo que levou os formandos a partici- par no CDI e as expetativas do CDI em relação ao grupo); Reflexão da história pessoal do formando, a sua história em comunidade e os seus projetos/so- nhos individuais e grupais (“Quem sou eu e o meu lugar na comunidade”); Estabelecer objetivos a curto e a médio prazo nas mais diversas áreas da vida de cada formando; Mergulho na comunidade: Potencialidades e pontos fracos da comunidade; Empreendedorismo Social; Problematização/ Reflexão do Mergulho (esco- lha de um tema para a Ação social); A importância de trabalhar em equipa; Planeamento da Ação Social do grupo; Direitos e Deveres Humanos; Execução da Ação Social; Serviços Públicos; Avaliação dos resultados e medição do impacto pessoal e social na vida de cada formando; Direito à Comunicação; Divulgação da Ação. Conteúdos Técnicos Conta Gmail; Upload e Download de vídeos no Youtube; Redes sociais, nomeadamente o Facebook; Editor de apresentações (exemplo: PowerPoint) Google Drive (Google Docs) Editor de vídeo (MovieMaker) Google Maps e Google Earth Editor de imagem (Picasa) A diferença entre blog e site; Google Talk Criação de um blog; Consoante a ação social, outros conteúdos tec- nológicos poderão ser sugeridos.
  9. 9. Proposta Prática Pedagógica 10 Fundamentação Teórica A metodologia adotada pelo CDI baseia-se na proposta pedagógica de Paulo Freire, em que o formador “não é o dono da verdade” e em que o espaço de educação não está apenas centrado na transmissão de conheci- mento. A proposta de Paulo Freire assenta na transformação, isto é, na aquisição de competências de análise da envolvente, na sua problematização, reflexão crítica e na construção empreendedora de um projeto criativo. Assim, o que o CDI propõe não é de todo um conjunto de ações de formação, em que o formador deposita o conhecimento nos formandos, mas sim um projeto conjunto, construído com base no diálogo e na procura de soluções para os problemas identificados. Metodologia CDI A “Metodologia de Inclusão Digital” pretende sensibilizar os formandos para a realidade, estimular a reflexão sobre essa realidade e a visão das oportunidades que ela oferece e promovendo o espírito empreendedor. O objetivo é portanto usar as tecnologias de informação e comunicação para discutir, refletir e planear ações comunitárias. A metodologia CDI assenta em passos, que passamos a apresentar:
  10. 10. Proposta Prática Pedagógica 11 Com esta metodologia acreditamos que os formandos se apropriam do conhecimento e usam-no para resol- ver problemas da comunidade em que vivem, utilizando a tecnologia como um meio e não um fim, envol- vendo-se num projeto que também é seu. O resultado final pode conduzir à criação de pequenos negócios de empreendedorismo social, garantindo desta forma a resolução dos problemas detetados e sustentabilidade do projeto. 10 Dicas para o Formador CDI 1. Conheça os formandos: Recolha toda a informação sobre os seus formandos. Quanto mais conhecimento tiver do grupo, mais facilmente pode ir ao encontro das suas motivações, mobilizando-os para o projeto. Recolha a ficha de inscrição que conta do dossier de projeto:
  11. 11. Proposta Prática Pedagógica 12 2. Decida sobre o material de conteúdo técnico: Faça a planificação das sessões de projeto e articule com o CDI. Tem liberdade para selecionar o material técnico que preferir. 3. Defina o registo do conteúdo das sessões: É muito importante que os formandos registem o que apren- deram através do caderno, e-mail, Google Docs, diário de viagem, passaporte individual, por exemplo. 4. Avalie cada sessão: Avalie o que correu bem e o que correu menos bem. Registe sempre, pela ficha de registo presente no dossier do projeto, para poder discutir com a equipa CDI (recorra à ficha de registo pre- sente no dossier de projeto). Figura 1: Ficha de Identificação do Formando
  12. 12. Proposta Prática Pedagógica 13 5. Explique ao grupo o propósito deste projeto: É um projeto de cidadania com recurso à tecnologia. O processo de ensino e aprendizagem das ferramentas digitais deve ser dinâmico e ao serviço da construção da cidadania. 6. Iniciar a sessão com um sumário: No inicio da sessão, opte sempre por conversar com os formandos, refletir sobre o que foi feito na sessão passada e combinar aquilo que será́ feito durante a sessão. Cada for- mando deverá assinar a folha de presenças que está no Dossier Pedagógico: Figura 2: Registo de Sessão
  13. 13. Proposta Prática Pedagógica 14 7. Convide o grupo para fazer outros projetos: Após este projeto, outros serão planeados pela comunidade, pelos ex-formandos e pela equipa do CDI Portugal. 8. Ensine os princípios das ferramentas digitas: Para que servem e em que circunstâncias utilizá-las, de ma- neira a que os formandos aprendam a usar a ferramenta digital de forma global e não apenas os seus recur- sos. 9. Crie canais de comunicação entre o respetivo centro CDI e a comunidade: É importante envolver a comu- nidade e dar a conhecer o nosso trabalho. 10. Avalie sempre: Antes de iniciar as sessões, estude e faça o planeamento das formas de avaliação do projeto, as avaliações das atividades e sessões, a avaliação final do projeto e a forma de avaliação dos for- mandos. Figura 3: Registo de Sumário e Presenças
  14. 14. Proposta Prática Pedagógica 15 Planear as sessões “Ninguém nasce feito, é experimentando-nos no mundo que nós nos fazemos” (Paulo Freire) Pensar numa sessão é sempre um grande desafio, uma vez que muitos detalhes estão envolvidos. O que propomos neste manual é apenas uma sugestão do que pode ser feito. Cada formador, dependendo do cen- tro e dos formandos pode - e deve - modificar a sequência das atividades propostas e até acrescentar novas atividades que conheça. O importante é desenvolver todas as sessões à luz da nossa proposta pedagógica. Planear cada sessão traz segurança e possibilita o acompanhamento da sua evolução como formador. Anali- sando o plano após cada sessão, vai conseguir ver o que correu bem e o que não correu tão bem, melhorando a sua performance sessão após sessão (ver Dossier Pedagógico). Figura 4: Planificação das Sessões
  15. 15. Proposta Prática Pedagógica 16 Passo Preparar o Campo Este passo tem como objetivo trabalhar o clima social do grupo. É importante que se conheçam e tenham uma perceção clara de qual o objetivo do centro CDI. É o momento de fazer uma avaliação diagnóstica para aferir o nível de conhecimentos do grupo. É também a fase de se estabelecerem as regras de trabalho do grupo e de fazerem a introdução à ferramenta. Sessão 1: Descontração, apresentação do grupo e computador Objetivo: Possibilitar a integração do grupo. Apresentar o computador, seus componentes, seus principais usos e o e-mail. Sequência:  Apresentação do CDI;  Apresentações individuais;  Apresentação do PC: brainstorming do que é o PC;  Apresentar os principais componentes do computador. (Nota, se o grupo for avançado, aligeirar esta parte);  Introdução ao e-mail;  Criação de uma conta de e-mail, com password de segurança. Conteúdo técnico abordado: • Ligar e desligar; • Componentes básicos – CPU, teclado, rato, etc.; • Criação de um e-mail. Atividades (em anexo a ficha da atividade):  “O Encontro”  “Crachá”
  16. 16. Proposta Prática Pedagógica 17 Material didático e recursos tecnológicos necessários:  Material para elaboração do crachá́: Cartolina, lápis, canetas, recortes de revistas, cola, tesoura, etc;  Máquina fotográfica e cabo de dados;  Endereço de e-mail para que os formandos escrevam para a equipa (formador/coordenador);  Computadores com ligação à Internet. Desenvolvimento da atividade proposta: 1º Momento: Apresentações – “O Encontro” 1. Esta atividade representa o momento em que o grupo e a equipa CDI se conhecem. É importante descon- trair e quebrar o gelo e para isso, é sugerida a dinâmica “O Encontro” (ver anexo 1). 2. Em seguida, inicie uma conversa descontraída sobre o CDI: os formandos podem pesquisar, por exemplo, sobre o que é o CDI. Depois da pesquisa há tempo para os formandos tirarem dúvidas sobre o que leram e pode-se então mostrar o vídeo institucional ao grupo (http://www.youtube.com/watch?v=jV6lzQQndEo). Deve-se também apresentar a metodologia e explicar ao grupo que este projeto não é apenas para aprender a mexer no computador, mas é principalmente para a melhoria das nossas vidas e das nossas comunidades. 3. Ainda como forma de apresentação, pode fazer a atividade “Crachá de Apresentação” (ver anexo 2). 2º Momento: “Apresentação do computador” Convide o grupo a fazer uma tempestade de ideias sobre para que serve o computador:  Quem já usa, usa para quê?  Quem ainda não usa, acha que serve para quê?  Ressaltar que um dos aspetos importantes do e-mail é a comunicação. Explique ao grupo que este projeto não é apenas para aprender a mexer no computador mas é principal- mente para descobrir como ele pode ser útil para a melhoria das nossas vidas e comunidade. Após esta primeira conversa, terá ficado a conhecer melhor o grupo e saberá em que nível se encontram relativamente ao computador. Se são iniciantes, tenha o cuidado de apresentar o computador de forma mais detalhada e lenta.
  17. 17. Proposta Prática Pedagógica 18 3º Momento: “O meu e-mail” Como a comunicação é um dos principais usos que fazemos do computador, vamos começar por criar um email para cada formando. 1. Converse sobre:  Quem já tem e-mail? Usa? Usa para quê?  Quem não tem e-mail? Quer ter? Por que sim? Por que não?  Quem não usa ainda, acha que serve para quê?  Qual é servidor que usa? Quais é que existem?  Quem já tem e-mail, perguntar se quer criar uma conta Gmail. 2.Pedir para que cada formando crie uma conta Gmail. 3. Oriente sobre o nome do e-mail e a palavra passe para o acesso ao mesmo. Explique porque é necessário ter uma senha forte e a razão de existência de pergunta secreta. Adicionalmente, esclareça o porquê de usar Gmail: para facilitar nas atividades com o Google Drive. 4. Pedir para todos anotarem o seu e-mail e senha num papel, que você terá acesso. Explique que, por ex- periencia própria, muitos já se esqueceram, o que os faz perder tempo durantes as sessões. 5. Depois de todos terem criado os e-mails, mostre como enviar uma mensagem (anexos e partilhar links - CDI). Pedir para que todos mandem um e-mail para o formador com uma palavra ou frase sobre a primeira sessão. Ensine como abrir e-mail recebido, pois todos receberão um e-mail de resposta. Trocar os contactos entre todos. Avaliação Combinar com o grupo qual será́ a melhor forma de registar o que estão a aprender e dedique algum tempo no final da sessão para esse registo. Proponha, ainda, ao grupo enviarem um e-mail mensalmente para o formador que responda às seguintes perguntas:  Como foi a sessão de hoje?  O que é que aprendeste?  Estás a gostar das atividades?  Do que foi aprendido até́ aqui, tens dificuldade em alguma coisa? Explicar que este é um questionário de avaliação para saber o que os formandos estão a achar do projeto e as dúvidas que possam ter.
  18. 18. Proposta Prática Pedagógica 19 Sessão 2: Regras de ouro Objetivos:  Definição em conjunto das regras do projeto. Sequência:  A importância das regras;  Atividade “Lê Atentamente”;  Definição das regras: atividade “Regras de Ouro”  Google Drive (Google Docs)  Importância do Facebook e criação de um grupo. Conteúdo técnico abordado:  Criação do grupo no Facebook;  Editor de texto online (Exemplo: Google Docs); Atividades:  “Lê atentamente”  “Regras de Ouro” Material didático e recursos tecnológicos necessários:  Computadores com ligação à Internet;  Folhas A4 em branco para os formandos avaliarem a sessão;  Fita adesiva para fixar as regras;  Impressora e papel para a impressão das regras. Desenvolvimento da atividade proposta: 1º Momento: Definição das regras – “Regras de ouro” NOTA: Em simultâneo serão realizadas pré entrevistas individuais, pre- senciais ou via Skype, pela equipa do CDI (contemplado no Dossier Pe- dagógico) ou pela própria equipa pedagógica local (de acordo com as orientações centrais do CDI);
  19. 19. Proposta Prática Pedagógica 20 1. É importante que o grupo entenda a importância das regras, se sinta à vontade para formulá-las e para questionar as já existentes e as criadas pelo grupo; 2. Conversar sobre a importância das regras quando se trabalha em grupo.  Porque é que existem?  A internet tem regras? Quais é que conhecem?  Que tipos de regras este projeto necessita?  As regras se forem formuladas em conjunto são mais fáceis de serem seguidas? 3. Orientar o grupo para que conclua que, em muitas situações da vida, as regras são necessárias. Poderá pedir ao grupo exemplos de situações onde é necessário existência de regras (usar o exemplo do futebol). Vamos criar as regras do projeto, tomando os seguintes cuidados: • Formulação coletiva: quanto mais participarmos da formulação das regras, mais facilmente as se- guiremos. • Integração com a visão do mundo do grupo: as regras devem estar afinadas com a metodologia do CDI. • As regras são difíceis de serem seguidas: deixe o grupo à vontade para admitir que, mesmo partici- pando da formulação das regras, é sempre difícil de segui-las, por isso é necessário que o grupo esteja à vontade para as mudar em conjunto. • Avaliação e divulgação: é preciso que as regras estejam num local de fácil acesso para que todos possam consultar sempre que quiserem, avaliar se continuam a concordar e cumprir e se as regras estão realmente a ajudar o grupo a alcançar os seus objetivos! 4. Fazer atividade “Lê atentamente” (ver anexo 3). 5. Fazer atividade “Regras de ouro” (ver anexo 4). 6. Imprimir as regras para que todos os formandos assinem em como concordam com as mesmas. 7. Falar sobre a existência de um líder rotativo quinzenalmente que seja responsável pela divisão e o funcio- namento das tarefas. Para escolher o 1º líder, cada formando escreve numa folha de papel o nome do colega que acha mais indicado para tal. No final, o mais votado é o escolhido. A escolha do líder seguinte pode ser feita pelo líder anterior ou pelo grupo. 4º Momento: Facebook – “Socialmente ligados” 1. Criar um grupo Facebook onde apenas os elementos pertencentes ao grupo é que têm acesso. Explique a importância de dinamizar o grupo, promova a partilha de interesses (músicas, fotografias, etc), dúvidas, para que também haja contacto a nível pessoal. 2. Incentive o grupo a pôr um “gosto” na página do CDI Portugal; 3. Explicar funcionalidades básicas: publicar, partilhar, adicionar, vídeos Youtube, etc.
  20. 20. Proposta Prática Pedagógica 21 Avaliação  Numa das paredes da sala irá ser delineada uma linha que ilustrará o percurso do Projeto onde no final (a meta a atingir) estará o diploma CDI. O objetivo é colocar tudo o que foi aprendido ao longo de cada sessão, as regras da sala com o devido termo de compromisso, fotografias e comentários que o grupo queira acrescentar. Com isto pretende-se que o grupo tenha uma visão concreta dos conhecimentos que tem vindo a adquirir com o projeto, desde o início até ao final. Material: fita adesiva, diploma e respetivo material para colar os documentos na parede.  Distribuir por cada formando o papel de avaliação (consta no Dossier Pedagógico) para eles medirem o nível de satisfação dessa sessão e o nível do seu envolvimento numa escala de 1 a 10. Figura 5: Grau de Envolvimento Sessão 3: As expectativas e o futuro Objetivos:  Conhecer um pouco mais o grupo e levantar as expectativas e motivos que levaram o grupo a parti- cipar no CDI;  Estabelecer objetivos a curto e médio prazo. Sequência:  Discussão sobre as expectativas;  Tempestade de ideias sobre o Empreendedorismo;  Estabelecimento de objetivos a curto e médio prazo;  Em alternativa ao Google Drive poderá criar uma conta Dropbox;  Definição e demonstração do Google Maps e Google Earth;  Avaliação.
  21. 21. Proposta Prática Pedagógica 22 Conteúdo Técnico Abordado:  Editor de texto;  Criação de conta Dropbox;  Google Maps e Google Earth. Atividades: 1. Teatro das expectativas; 2. Linha do Futuro; 3. A “parede do conhecimento”. Material didático e recursos tecnológicos necessários:  Computadores com ligação à Internet;  Projetor. Desenvolvimento da atividade proposta: 1º Momento: “Expectativas” 1. Discussão com o grupo sobre o que é o conceito de expectativa:  O que são expectativas?  Será que as expectativas dos formandos podem influenciar o seu comportamento?  Se criarem expectativas no início do projeto do CDI, influenciará a forma como eles se vão compor- tar? 2.Perguntar ao grupo quais é que são as suas expectativas/ porque é que estão ali. Conversar, com estes focos:  Que as expectativas que as pessoas têm em relação a cada um dos formandos influencia os seus comportamentos;  Se alguém acreditar que eles são capazes, que será uma condição fundamental para o seu sucesso nas mais diversas atividades. Isto porque as expectativas elevadas e positivas levam ao desenvolvi- mento de sentimentos de autoestima, autoeficácia, autonomia e otimismo;  Nem sempre todas as suas expectativas serão resolvidas, tanto aqui no centro CDI como nas suas vidas pois, muitas das vezes, as suas expectativas confundem-se com desejos e nem tudo o que se deseja acontece efetivamente, mas tem de ser capazes de dar a volta e de não desistir. 3. Debater o que os formandos pensam sobre:
  22. 22. Proposta Prática Pedagógica 23  Expectativas em relação aos amigos / futuro. Para que situação é que isto os remete? O que é que vem à cabeça dos formandos?  Expectativas em relação ao grupo de amigos: se forem elevadas aumenta a autoestima, a confiança, sentimento de pertença ao grupo, a desenvolver competências sociais e pessoais, capacidade de comunicação.  Expectativas elevadas em relação ao futuro: maior envolvimento na realização dos objetivos. As ex- pectativas têm de estar adaptadas à realidade.  Em que situação/ casos é que as expectativas dos formandos não foram correspondidas? Como lida- ram com a situação?  Em forma de conclusão: será que as expectativas fazem os formandos andar para a frente ou abran- dar? 4. Realização da atividade “Teatro das Expectativas” (ver anexo 5). 2º Momento: “As expectativas em relação ao grupo” 1. Dar a conhecer as expectativas do CDI:  O principal objetivo do projeto: utilizar a informática em prol de uma causa de cidadania. A tec- nologia é só uma ferramenta para a mobilização comunitária (para os formandos agirem na co- munidade) e para a transformação social.  Nós pretendemos que os formandos desenvolvam um pensamento crítico (ou seja que analisem os problemas, digam o que está certo e errado, o que se pode mudar, que tomem decisões, façam escolhas) e que sejam capazes de ler a sua realidade e, a partir daí, agir para transformá- la, para mudá-la, porque é possível e encorajá-los de que eles são capazes.  Nós, equipa CDI, acreditamos em cada um deles, no seu potencial, e é por isso que estamos aqui, mas o sucesso depende um pouco de cada um.  Queremos que se tornem em jovens empreendedores, que deem continuidade ao centro, tor- nando-se, assim, também em formadores.  Questione ainda o grupo sobre 1) o que é que eles acham que podem oferecer à comunidade? 2) O que é que a comunidade lhes pode oferecer?, 3) Em que é que eles podem contribuir para a evolução da comunidade?  Lançar o desafio: é o grupo que decide em melhorar e mudar a comunidade ou deixar ficar tudo na mesma? 2.Deixar claro junto do grupo que nem todas as expectativas serão resolvidas neste projeto (pois cada um tem expectativas diferentes) e questiona sobre em que é que este projeto pode colaborar na procura de
  23. 23. Proposta Prática Pedagógica 24 emprego. Referir que as expectativas em relação ao projeto são responsabilidade de todos, e que para que isso funcione, é muito importante seguir as regras definidas na sessão anterior. 3º Momento: “Momento Empreendedor” 1. Ao falar sobre os jovens empreendedores, questione o grupo se sabe o significado de empreendedo- rismo. Se sim, debata essa questão. Se não, converse com os formandos sobre o que é o empreendedo- rismo e exemplifique. 2. Mostrar a apresentação “Empreendedorismo Social” (contemplada no Dossier Pedagógico). 4º Momento: “A linha do Futuro” 1. Aborde os seguintes tópicos de discussão:  Será que importante pensar e planear o futuro?  Em que medida é que estabelecer objetivos vai influenciar o vosso comportamento? 2. Refletir em conjunto: ter objetivos é um aspeto importante para a participação na construção da história da nossa vida, isto é, sermos agentes é fazer com que as coisas aconteçam intencionalmente através das nossas ações. Para isso é preciso que as ações tenham intencionalidade, sejam antecipadas, sejam colocadas em prática, sejam reguladas e avaliadas em relação à sua adequação e capacidade de concretização face aos objetivos iniciais. Sem empenho pessoal e participação ativa a probabilidade de atingir os objetivos programados fica significativamente reduzida. 3.Atividade “Linha do Futuro” (ver anexo 6): estabelecer objetivos a curto e médio prazo. 5º Momento: Google Maps e Google Earth - “Conhecendo a Comunidade” 1.Dê uma pequena introdução: O que é preciso fazer quando se quer localizar alguém, um determinado local e a forma como lá se chega? A conversar, a perguntar…. O computador e a Internet possibilitam encontrar esse tipo de informações. Como? Usando as ferramentas Google Maps e Google Earth. 2.Defina junto do grupo em que é que consiste o Google Maps. O Google Maps é um serviço de pesquisa e visualização de mapas e imagens de satélite da Terra gratuito na web fornecido e desenvolvido pela empresa Google. Fazer atividade “Google Maps” (ver anexo 8). 3.Proponha uma visita virtual pela comunidade, recorrendo ao Google Earth. O Google Earth é um programa de computador cuja função é apresentar um modelo tridimensional do globo terrestre. Lembre-se que é preciso fazer o Download do programa.
  24. 24. Proposta Prática Pedagógica 25 6º Momento: “Dropbox” (Em alternativa à Google Drive) 1. Perguntar se 1) o formando tem conta dropbox, 2) se já ouviu falar e 3) se sim, pedir para explicar. 2. Explicar o conceito Dropbox e porque é que vai ser útil: mostrar vídeo (consta no Dossier Pedagógico); 3. Criar uma conta Dropbox para cada um; 4. Explicar funcionalidades básicas: upload, download, partilhar pastas, etc. Avaliação: 1.Questione o grupo sobre a sua relação entre o computador e a comunidade. Numa comunidade quando alguém precisa de alguma coisa, o que é que acontece? É preciso procurarem um sítio que cuide disso, quais as informações que precisa, o que deve ser acionado e o sítio onde vai buscar outras informações. O computador também tem de percorrer um longo caminho para encontrar todas as informações que precisa para funcionar. 2.Cada formando deverá enviar um email para o formador a responder às seguintes questões:  Como foi a sessão de hoje?  O que é que aprendeste?  Estás a gostar das atividades?  Do que foi aprendido até aqui, tens dificuldade em alguma coisa? 2.Organize-se para ter tempo para ler os emails após a sessão e para avaliar o seu trabalho e do grupo até aqui. Para isso sugerimos:  O grupo está motivado? Porque sim? Porque não?  As expectativas estão alinhadas?  Os formandos estão a compreender os conteúdos? Sessão 4: Produção coletiva - somando ideias Objetivos:  Refletir sobre a importância de trabalhar em grupo. Sequência:  Diálogo sobre o trabalho em grupo;  Visualização de um vídeo sobre o trabalho em equipa;  Diferença entre Blog e Site;  Formação na plataforma Wordpress na construção de um blog.
  25. 25. Proposta Prática Pedagógica 26  Publicar um texto no blog: trabalho em equipa  Avaliação Conteúdo Técnico Abordado:  Wordpress Atividades:  “O Tapete Coletivo” Material didático e recursos tecnológicos necessários:  Computadores com ligação à Internet;  Tapete;  Projetor. Desenvolvimento da atividade proposta: 1º Momento: “Uma conversa” 1. Explicar que o grupo é formado por um conjunto de pessoas que se encontram no centro CDI por causa de um, ou vários objetivos comuns. Ao conviver e trabalhar juntos, estas pessoas tornam-se num grupo, uma pequena comunidade dentro de outras maiores. O seu trabalho com este grupo deve ser o de estimular que as relações que se estabelecem sejam relações comunitárias, onde o outro é sempre respeitado, é querido, é estimado. Deve evitar que surjam relações autoritárias, seja entre as pessoas do grupo ou entre o grupo e o formador. Proponha um diálogo com os formandos, levantando questões sobre o convívio em grupo, o quanto as pes- soas dependem umas das outras para viverem e o quão importante é saber respeitar e se relacionar bem com os outros. Aqui estão algumas perguntas que poderá propor ao seu grupo: • O que é que vocês pensam sobre a convivência em grupo? É bom? É mau? • Conseguem viver sozinhos, isolados de outras pessoas? • Será que dependem de outras pessoas para viver? • Como é que se devem relacionar com os outros? (Ex.: Saber ouvir o outro, ser tolerante...)
  26. 26. Proposta Prática Pedagógica 27 2º Momento: “Trabalhar em equipa” 1. Mostre ao grupo um vídeo sobre a importância de trabalhar em equipa e faça o mesmo para o grupo em questão (exemplo: vídeo dos gansos ou vídeo da “Árvore e o menino” que consta no Dossier Pedagógico):  O que acharam do vídeo?  Se for o caso, será que este vídeo confirma o que temos vindo a falar até aqui? (isto se o grupo referir o quão importante é trabalhar em grupo). 3º Momento: “Colocar em prática” Agora que o grupo já refletiu sobre a importância de trabalhar em equipa, vamos realizar uma atividade coletiva, ou seja, que depende da colaboração de todos para que dê resultados. Propomos escrever sobre o CDI num blog para que outras pessoas tenham acesso a essas informações. O desafio é escreverem o texto em conjunto. Como fazer? 1.Peça aos formandos que abram o Editor de Texto. Reforce as funções desta ferramenta e o seu modo de utilização; 2.Explique que eles deverão escrever um texto sobre o CDI, mas que cada um fará uma parte. O resultado será um texto único e coerente. Oriente o grupo no momento da escrita; 3.Divida os tópicos do esboço (que já criou) pelos formandos e peça para cada um pesquisar sobre o tema (Formando 1:pesquisará sobre a Missão do CDI; Formando 2:…) e registar tudo no Editor de Textos. Os textos não precisam ser muito extensos, apenas devem conter toda a informação necessária e coerente para criar a versão final; 4.Depois de todos terem terminado a sua pesquisa, peça para que cada um leia a sua parte. Caso o texto tenha ficado confuso, faça algumas alterações junto do formando, sempre sugerindo mudanças para a me- lhoria do texto final; 5.Quando os textos estiveram prontos, explique que terão de unir todas as informações para formarem um só texto que irão colocar na internet através de um blog e que, para isso, aprenderão alguns recursos; 6. Crie com o grupo um blog na plataforma Wordpress. 4º Momento: “Site e Blog- Qual a diferença?” Avaliação Proponha à turma a atividade “Tapete coletivo” (anexo 7). No final coloque algumas questões:  Como foi trabalhar em grupo?  Por que é que conseguiram concluir a tarefa? Por que não?
  27. 27. Proposta Prática Pedagógica 28  Conversaram para alinhar uma estratégia?  Como foi criar um blog em grupo? Conversaram, estabeleceram acordos, ouviram-se uns aos outros? Qual a principal dificuldade? Reflita sobre 1) se o grupo compreendeu a força de um trabalho em equipa, 2) se entende que, para trabalhar em grupo, é necessário ter paciência, respeitar o espaço e opiniões do outro e 3) se ainda sabe como e quando colocar a sua opinião. Passo Leitura do Mundo Sessão 5: Direitos e Deveres Humanos Objectivos:  Reflectir sobre situações concretas da realidade portuguesa e confrontá-las com situações da comu- nidade e os direitos humanos conquistados ao longo da história. Sequência:  Reflexão sobre o que são os direitos humanos;  Mostrar um vídeo sobre os direitos humanos;  Declaração Universal dos Direitos Humanos;  Paralelo entre a Declaração dos Direitos Humanos e imagens significativas da vida humana;  Direitos em imagens;  Edição de imagem;  Atividade “Direitos Humanos com ritmo”;  Avaliação Conteúdo Técnico Abordado:  Google imagens;  Flickr;  Phostoscape;
  28. 28. Proposta Prática Pedagógica 29  Powerpoint  Facebook; Atividades:  “Direitos Humanos com ritmo” Material didático e recursos tecnológicos necessários:  Computadores com ligação à Internet;  Equipamento audiovisual;  Instrumentos musicais. Desenvolvimento da atividade proposta: 1º Momento: O que são os Direitos Humanos? 1.Hoje vamos começar por ler o nosso pequeno mundo. A nossa comunidade e a relação que ela tem com os outros mundos que estão lá fora. 2.É importante aqui estar sempre atento à fala do grupo: registar tudo o que está a acontecer e tentar en- volver todos na reflexão, de forma a que o grupo tire as suas próprias conclusões. 3.Ver o vídeo sobre o que são os Direitos Humanos: http://br.humanrights.com/#/what-are-human-rights 4.Através do Google aceda à Declaração Universal dos Direitos Humanos. Converse com o grupo sobre o significado desta Declaração. Incentive o grupo a encontrar os artigos que dizem respeito aos direitos huma- nos da Constituição da República Portuguesa - http://www.parlamento.pt/Legislacao/Paginas/Consti- tuicaoRepublicaPortuguesa.aspx 5.A ideia será o grupo indicar palavras que sejam importantes para a vida humana e registá-las/lista-las em documento word, projetado na parede. Depois disso, pedir ao grupo para aceder ao Google e pesquisar por “jose boavida caria flickr” e “António pedrosa fotógrafo” (http://antoniopedrosa.com) – ou outras palavras que considerar úteis para a pesquisa em questão. Vejam as imagens e conversem sobre o que elas têm de diferente do que viram do vídeo e do que listaram sobre o que é importante para a vida humana a partir da Declaração Universal dos Direitos Humanos. O que sentimos falta? 2º Momento: Os Direitos das Imagens 1.Após a visualização das imagens dos respetivos fotógrafos ou as que decidirem questione o grupo:  Porque visualizam as fotos que eles fizeram?  É uma realidade distante da vossa?
  29. 29. Proposta Prática Pedagógica 30  Será que também conseguem representar, com imagens do vosso quotidiano, a Declaração Universal dos Direitos Humanos? Pistas para o debate:  Esses direitos existem para os moradores da vossa comunidade?  Como é na realidade? Foi sempre assim?  Pode ser diferente? Como pode ser? 3º Momento: Edição de imagens 1.Sugira a produção de imagens com legendas que representem a reflexão que o grupo fez sobre a Declara- ção Universal dos Direitos Humanos. 2.A ideia será retirarem imagens pesquisadas na Internet, fazer “Guardar imagem como…” ou fazer um print screen e usar o editor de imagem Photoscape. 3.Combine com a turma a melhor forma de divulgar – redes sociais ou numa apresentação - a reflexão e o post que produziram. 4º Momento: Direitos humanos com ritmo 1. Proponha ao grupo gravar uma música com o poema dos direitos humanos (Ver anexo 9). Para esta ativi- dade poderá levar um instrumento musical, se o tiver, ou pedir aos formandos que tragam algum de casa. Caso não hajam instrumentos, sejam espontâneos e sirvam-se dos recursos existentes na sala (mesa, canetas, cadeiras, …). 2. Grave a musica com o telemóvel ou com outro dispositivo. Avaliação 1.Registe com a turma o que eles aprenderam com esta sessão. Relembre o que aprenderam até ao momento e confirme se os registos de aprendizagem estão a ser úteis aos formandos. Sessão 6: Os serviços públicos são grátis? Objetivos:  Perceber que os serviços públicos são direitos adquiridos e não caridade, que se pode exigir o seu acesso e qualidade.
  30. 30. Proposta Prática Pedagógica 31 Sequência:  Converse com o grupo sobre porque que é que se paga impostos;  Pequeno debate sobre a temática com componente prática: analisar as taxas cobradas em diversas faturas (agua, luz, telefone…) trazidas pelos formandos e formador;  A qualidade dos serviços públicos;  Avaliação Conteúdo Técnico abordado:  Editor de Textos;  E-gov (Sites governamentais). Material didático e recursos tecnológicos necessários:  Computadores com ligação à Internet Material de apoio:  Lista de produtos, serviços e impostos; Desenvolvimento da atividade: 1º Momento: Porque é que se paga impostos? 1.Converse com o grupo:  Formador, para realizar esta atividade é muito importante que faça uma pesquisa sobre os serviços públicos que são oferecidos em Portugal.  Nem todos sabem mas não são somente os donos das empresas ou os trabalhadores que pagam impostos. Toda a gente paga impostos, mesmo os desempregados. Porquê? Simplesmente porque pagamos impostos quando adquirimos qualquer produto ou serviço. Pagamos para que o governo possa reverter isso em direitos, quer dizer em serviços. Mas isso nem acontece. Temos direitos com a saúde, educação, cultura que nem sempre são prestados com a qualidade necessária. Ainda exis- tem muitos bairros sem saneamento básico, escolas sem infraestruturas adequadas, faltam centros de saúde, falta de segurança, falta de trabalho, falta de escolas públicas em condições para todos… Tanta coisa!
  31. 31. Proposta Prática Pedagógica 32  Segundo a Constituição temos o direito a todos esses bens. É como se estivéssemos a comprar uma peça de roupa e ela viesse estragada: temos de agir para garantir os nossos direitos. As leis servem para serem cumpridas, logo temos de fazer um esforço e agir para que estas sejam cumpridas, cons- truindo desta forma uma sociedade mais respeitadora do ser humano.  Peça aos formandos que tragam na sessão contas da água, de luz, de telefone, a fatura do supermer- cado. Analise com eles as diferentes taxas que estão a ser pagas quando adquirem esse produto ou serviço.  É importante que o formador tenha algumas contas para apresentar ao grupo. Bons exemplos são a conta da luz ou telefone. Reflita com a turma que, se estão a pagar, tem o direito a receber um serviço com qualidade.  Consciencialize-se que não queremos entrar na polémica sobre se pagamos ou não muitos impostos. 2.Inicie um debate:  Quem paga impostos? Como pagam? Onde acham que são usados os nossos impostos e como deve- riam ser usados?  Mostre as contas que o grupo (e também o formador) trouxeram. Veja os impostos que pagam e discuta sobre como acham que o governo aplica esse recurso. Será que os formandos sentem que estão a servir-se de um direito ou estão a receber um favor? 3.Escolha um editor de texto e desafie o grupo a escrever uma pequena historia sobre a utilização de um serviço publico. Como exemplo, cada formando pode pesquisar na internet quanto é que paga de imposto na passagem de autocarro, num bolacha, no material escolar. 2° Momento – Serviços de qualidade? 1.Entende-se por serviços públicos um conjunto de atividades desenvolvidas pela Administração Publica que têm como objetivo atender às necessidades de uma comunidade, sendo que algumas estão associadas aos direitos humanos fundamentais como o acesso universal à água. 2. Alguns serviços considerados públicos:  Sistema de Educação  Sistema de Saúde  Sistema de água e saneamento (esgotos)  Eletricidade  Segurança Publica (Policia)
  32. 32. Proposta Prática Pedagógica 33  Transportes Públicos  Obras públicas 1. Posto isto, questione o grupo:  Como é a qualidade dos vossos serviços públicos? Há 150 anos, alguns grupos não tinham direito à liberdade. Não tinham centros de saúde para todos, não tinham escolas. Hoje em dia, já existem. Apesar da qualidade, chega a toda a população.  Reflita sobre os transportes públicos, os esgotos, etc. Avaliação 1.Peça que os formandos abram o editor de texto e completem as frases:  “Antes da sessão eu achava que...”  “Com essa sessão, aprendi que...” 2.Sugira que partilhem os pontos de vista com o grupo. 3.Reflita sobre 1) se o grupo consegue fazer uma relação dos direitos vistos na Constituição com os serviços públicos oferecidos, 2) se compreende que o preço de todos os serviços e produtos tem o valor de impostos adicionado e 3) se entendem o quanto a mobilização popular pode garantir direitos. Sessão 7: Direito à comunicação Objetivos:  Trabalhar a importância da comunicação nas nossas vidas; produzir novos instrumentos de comuni- cação, utilizando vídeos. Sequência:  Refletir sobre a comunicação como um direito de todos;  Proponha à turma o exercício de comunicar de forma diferente as noticias sobre sua comunidade. Fazer em formato de vídeo;  Transferir para o computador e divulgar o vídeo nas redes sociais.
  33. 33. Proposta Prática Pedagógica 34 Conteúdo técnico abordado:  Sites de divulgação de vídeos, como youtube e/ou redes sociais Facebook, etc.). Actividades:  “Jornalista por um dia” - Criar uma notícia através de um vídeo. Material didático e recursos tecnológicos necessários: • Computadores com ligação à Internet; • Máquina fotográfica e/ou telemóvel que filme. Desenvolvimento da atividade proposta: 1º Momento: “Importância da Comunicação” 1. Como recorrermos às Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) como ferramenta para o a inclusão digital e consequente exercício de cidadania, vamos abordar agora a questão do direito à comunicação. Mais do que conscientizar o grupo sobre a importância do acesso à comunicação confiável, queremos que ele se sinta capaz de produzir informação. 2. Refletir sobre a comunicação como um direito de todos.  De que forma é que a comunicação pode ser tida como um instrumento facilitador para a mudança na comunidade? Referir que todos os bons profissionais de comunicação, pesquisam e verificam a veracidade dos factos antes de divulgar na televisão, na rádio e nos outros canais de comunicação. É importante trabalhar com o grupo a importância de analisar e questionar as notícias; tentar perceber as diferentes perspetivas de uma notícia, de cada reportagem que vêm na televisão, de cada livro lido, de cada palestra em que se participa. 3. Em seguida, proponha ao grupo, o exercício de comunicar de forma diferente as notícias sobre a sua co- munidade. Normalmente, o tipo de comunidades com o que o CDI trabalha, estão na imprensa por motivos menos positivos. Assim sendo, desafie o grupo a eleger uma iniciativa da comunidade que mostre como uma pessoa ou um grupo de pessoas conseguiram mobilizar a comunidade (ou parte dela) para juntos transfor- marem a vida de uma ou mais pessoas (em subgrupos de 3/4 elementos). Algumas pistas podem ser sugeridas:  Algum movimento ou organização que tenha surgido por iniciativa de moradores da comunidade;  Pessoas da comunidade que participam de projetos que beneficiam os moradores;
  34. 34. Proposta Prática Pedagógica 35  Associações ou cooperativas que estejam a garantir a sustentabilidade de algumas famílias. A ideia aqui é produzir essa notícia por meio de um vídeo. Pode fazer-se com uma máquina fotográfica ou com um telemóvel que filme. Não esquecer que a informação não pode estar nas mãos de uma única pessoa, afinal toda história tem dois ou mais lados. É imprescindível relembrar o objetivo desta atividade: o poder da comunicação e o direito que todos temos de comunicar e defender a nossa causa. A internet abriu o mundo para a comunicação de todos para todos. 2º Momento: “Transferir e divulgar o vídeo” 1. Após a produção do vídeo, transfira-o para o computador. 2. Divulgar o vídeo de cada grupo na página do grupo do Facebook. 3º Momento: “Avaliação” 1.Para esta avaliação continue a utilizar os Mídias. Umas das opções é pedir que cada formando grave, num lugar reservado, durante cerca de 1 minuto, um breve depoimento sobre a sessão. Questione-os sobre o processo, as descobertas e se a forma como você, formador, conduziu a sessão foi interessante. 2.Grave também o seu depoimento. Reflita sobre:  Como o grupo respondeu às atividades?  Quais os desafios que você percebeu ao trabalhar com o grupo?  Quais os momentos do debate que você destacaria? Por que é que você escolheu esses momentos?  Como é que você avalia às atividades propostas? O que é que precisou de acrescentar ou mudar?  O grupo compreendeu a importância da comunicação? Está consciente da necessidade de questionar e analisar as informações a que tem acesso por meio da comunicação? Percebe que pode ser produ- tora de informação? Sessão 8: Identidade na diversidade Objetivos: Refletir com o grupo o significado de Identidade no que se refere às questões de género, racial e orientação sexual. Sequência:  Refletir e questionar junto do grupo três pontos da identidade de género: género, preconceito racial e orientação sexual;
  35. 35. Proposta Prática Pedagógica 36  Pesquisar e apresentar à turma cada uma das temáticas;  Debate de cada uma das apresentações;  Momento de avaliação. Conteúdo técnico abordado:  Pesquisar conteúdos pelos motores de busca online (exemplo Google);  Editor de apresentações (Nota: se achar necessário dê formação do programa de edição escolhido) Material didático e recursos tecnológicos:  Computadores com acesso à Internet. Desenvolvimento da atividade proposta: 1º Momento: “Uma pesquisa ao preconceito” 1. Refletir com o grupo sobre três assuntos, os quais representam alguns desafios das comunidades, mas que não são debatidos na sua essência. As questões de género, racial e de orientação sexual são muito delicadas, mas devem ser abordadas com o grupo para que eles percebam a importância de cada um ter uma identidade respeitando toda a diversidade que existe nas comunidades em que os formandos estão inseridos. A ideia é começar com um momento de reflexão e trazer um novo olhar no que diz respeito a estes temas. Muitas vezes, o grupo pode mostrar-se pouco interessado, mas não desanime. O que importa é que o formador possa mostrar outras formas de ver e de lidar com o mundo na sua diversidade. 2. Pergunte aos formandos se sabem o que significa cada uma destas expressões: Género, Preconceito Racial e Orientação Sexual. Pergunte também se alguém já sofreu algum preconceito relacionado a algum destes pontos (pelo bairro onde mora, ou pela forma de se vestir, entre outras características). Sabemos que é difícil, mas mantenha a sua imparcialidade diante das falas dos seus formandos, que podem ser preconceituosas. Em seguida, diga que a ideia desta atividade é entender melhor sobre os temas levantados nesta conversa inicial. Ver o vídeo “Meu nome é Nadi” (link: http://vimeo.com/34217717 ). Depois discuta sobre o seu con- teúdo com o grupo. 3. Seguidamente divida o grupo em três subgrupos. Cada um ficará responsável pela pesquisa de um tema: Género, Preconceito Étnico e Orientação Sexual. Pode-se sortear os temas entre os grupos ou pedir para que eles escolham. Peça para que registem os pontos que consideram relevantes na leitura realizada e debatam sobre eles.
  36. 36. Proposta Prática Pedagógica 37 2º Momento: “Apresentar” 1. Depois de realizada a pesquisa, peça para que criem uma forma diferente de apresentá-la ao grupo. Eles podem fazer uma animação em Editor de Apresentações, teatro, etc. Relembre que todas estas formas de- vem ter algum recurso tecnológico que aprenderam até ao momento neste projeto. 3º Momento: “Socialização” 1. Este é o momento da socialização das produções. Peça para que cada grupo apresente o que elaborou. Como cada grupo se responsabilizou por uma temática, no final de cada exposição, deve mediar a discussão acerca do tema visto. É importante que o debate aconteça sempre depois de cada apresentação para que a discussão seja o mais profunda possível. Tente fazer com que o grupo perceba que a sociedade é composta por indivíduos diferentes uns dos outros e que isso não é um problema. O problema é quando aderimos a um padrão social, que não respeita o multiculturalismo na nossa sociedade e, por conta deste padrão, dei- xamos os valores humanos de lado, fazendo com que o outro seja desvalorizado por não fazer parte do mesmo grupo de pessoas com mesma a opinião, com os mesmos hábitos, com os mesmos gostos e com as mesmas formas de agir. Há vários casos que servem de exemplo, a pessoa que é homossexual e não assume perante a sociedade, pois vários grupos sociais discriminam a homossexualidade; ou ainda, no caso de uma pessoa negra, que para ser aceite num determinado grupo muda a sua forma de vestir e esconde a sua reli- giosidade de matriz africana, para não sofrer preconceitos. Ainda hoje, a maioria das mulheres têm um salá- rio menor que os homens. Pistas: · Somos todos iguais? O que é ser igual? O que é ser diferente? · Mulheres e Homens têm os mesmos direitos? · O que é etnia? De onde vem o preconceito étnico-racial? · O que é Orientação Sexual? O que é Homofobia? · O que é diversidade? Existe um padrão de ser humano? Avaliação Reflita sobre: O grupo sensibilizou-se com o tema e pensou sobre os seus preconceitos? Houve muita dificul- dade para se tratar do assunto? Porquê? A pesquisa ajudou o grupo a repensar nalguns preconceitos?
  37. 37. Proposta Prática Pedagógica 38 Sessão 9: Quem sou eu e o meu lugar na comunidade Objetivos:  Leitura do mundo a partir de histórias de vida dos formandos;  Refletir sobre as histórias de cada pessoa e a vida em comunidade; registrar as histórias como forma de perceber as mudanças individuais, como fruto das relações, entre outros; Sequência:  Mergulho na comunidade: refletir sobre a história pessoal e da comunidade de cada formando;  Formação em Movie Maker. Conteúdo técnico abordado:  Edição de vídeo (Movie Maker);  Sites de procura de imagens, músicas e vídeos; Material didático e recursos tecnológicos necessários:  Computadores com ligação à Internet;  Software de edição de vídeo instalado; Desenvolvimento da atividade proposta: 1º Momento: “Mergulho da comunidade” 1. Ninguém muda a realidade se não confia em si próprio, se não tem claro tudo aquilo que já fez e que pode fazer mais. Desta forma, este é o momento para uma reflexão pessoal de forma a mostrar ao formando que a sua história é única e passível de mudanças e que ao fortalecer o vínculo com a família, amigos, vizinhos e comunidade contribuirá para a construção de um mundo melhor. Sugira ao grupo trabalharem na sua linha da vida, para que percebam o que cada um já fez por si próprio: já estudou, frequenta uma associação social, ou quem sabe já participou em algo de diferente na escola ou mesma na ONG. É importante resgatar todos os períodos desafiantes, pontos fortes e momentos especiais, que contribuíram para a sua própria evolução. Ao trabalhar com a linha da vida deve tranquilizar os forman- dos dizendo que apenas terão de apresentar ao grupo somente aquilo que querem partilhar.
  38. 38. Proposta Prática Pedagógica 39 2. Vamos agora falar sobre a história de vida na comunidade. Salientar que este é o primeiro momento de mergulhar na comunidade, vendo-a a partir da vida pessoal, para refletir sobre o que sabem da história, das conquistas e das dificuldades e como faz parte dela. É conhecendo a história da comunidade que o formando se torna parte fundamental do processo de mudança. A vida em comunidade faz parte do processo de de- senvolvimento do formando e nesta situação tem o sentido de aprofundar, conhecer, vivenciar o local, ou o grupo ao qual pertencemos. Converse com os formandos sobre a história da comunidade, quem conhece um pouco: quem sabe como nasceu, as lideranças, as conquistas, as histórias engraçadas, etc. Este é o momento para refletir e trabalhar sobre a relação que os formandos têm com a sua comunidade. 2º Momento: “Formação em edição de vídeo” 1. Dar formação de um programa de edição de Vídeo, por exemplo o Movie Maker (exemplo de possível formação no Dossier Pedagógico). 2.Proponha a produção de um vídeo como meio de reflexão do Mergulho na Comunidade. 3.Explicar o que se pretende – de acordo com a metodologia – fazer um vídeo individual que englobe filmes, fotografias, músicas ou ainda notícias próprias ou de sites de internet, que inclua três partes importantes: o História da vida (pessoal): nome, idade, pratos favoritos, clube, momentos da vida deles, momentos especiais, períodos desafiantes que contribuíram para a sua evolução, situações e factos da comunidade que fizeram e fazem parte da sua história de vida (espaço de lazer, construção do Centro de Saúde, escola) principais mudanças e conquistas, amigos, família, etc.; o Pontos fortes (biblioteca, Centro de saúde, espaços verdes, escolas, etc.) e problemas (lixo, violência, falta de informação, desemprego, etc.) que existem na comunidade, bem como histórias engraçadas, etc.; Para esta parte, para além de filmar e fotografar a comunidade, os formandos podem utilizar a internet para encontrar vídeos/imagens/notícias sobre a mesma. O que há de bom e o que traz orgulho, ou o que gostaríamos que fosse diferente? Há algo que queremos mudar, transformar para melhor, ou está tudo bem? o Projetos futuros/sonhos, desejos nas diversas áreas da vida. Poderão ser sonhos individuais (faculdade, trabalho, família, etc.) ou coletivos (participar na construção de uma creche no bairro ou na luta por alguma melhoria na comunidade). Observação: Pedir para que tragam esse material na próxima sessão e salientar que este é um trabalho indi- vidual para apresentar à turma. Explique que, neste momento devemos deixar as nossas pré-noções de lado,
  39. 39. Proposta Prática Pedagógica 40 ir para a comunidade com um olhar novo, como de um observador ou um pesquisador que busca descobrir novidades, curioso por fazer a diferença entre aquilo que sabemos por ouvir falar e a verdade dos factos. O Mergulho na Comunidade poderá conter entrevistas com os moradores (numa primeira abordagem os formandos deverão explicar quem são e o que estão ali a fazer) ou até mesmo com responsáveis pela escola, centro de saúde, entre outros. Ao fazer o “Mergulho” os formandos devem observar o funcionamento da comunidade, se tem infraestruturas adequadas como por exemplo, rede de água, esgotos, calçada, espaços de lazer, saúde, transportes, educação. Note que pode, se tiver tempo, dispensar uma sessão e ir com os formandos fazer o “mergulho na Comuni- dade” pelo bairro. Sessão 10: O meu vídeo Objetivos:  Refletir sobre as histórias de cada pessoa, a vida em comunidade e a vida no mundo;  Fortalecer a autoconfiança, autoestima e autovalorizarão dos formandos. Sequência:  Realização e apresentação de um vídeo individual;  Upload dos vídeos individuais.  Avaliação Conteúdo técnico abordado:  Edição de vídeo (Movie Maker);  Sites de procura de imagens, músicas e vídeos;  Upload de vídeos na internet. Atividades:  Realização de um vídeo individual que englobe filmes, fotografias, músicas, notícias próprias ou de sites de internet, que inclua três partes importantes: história pessoal, projetos futuros/ sonhos e pontos fortes da comunidade Material didático e recursos tecnológicos necessários:
  40. 40. Proposta Prática Pedagógica 41  Computadores com ligação à Internet;  Software de edição de vídeo instalado; Desenvolvimento da atividade proposta: 1º Momento: “Os vídeos individuais” 1. Acompanhar os formandos durante uma sessão na edição dos seus vídeos. 2. É necessário destacar que até agora trabalhamos com um projeto, ou seja, a criação do vídeo foi feita por etapas. Com o término destas etapas, chegou o momento de conclui-lo, transformando-o num arquivo que poderá ser visualizado em outros computadores. Gravar o vídeo no formato pretendido (mp4, avi, etc.); Converse com os formandos, reforçando a ideia de que uma mudança na realidade parte, inicialmente da nossa mudança pessoal, para fazermos assim uma mudança na comunidade e, por fim, todas essas mudanças irão contribuir para a transformação do mundo. 3. Pedir para que todos apresentem os seus vídeos e converse com o grupo:  Pensando nos factos marcantes de nossas vidas, quais as dificuldades encontradas pelo caminho?  Quais os sonhos que temos para nossas vidas?  Estes sonhos podem ser realizados na comunidade em que estamos?  Quais os limites e possibilidades para alcançar o que queremos?  É possível viverem sem estarem inseridos numa comunidade? 4. Pergunte ainda:  O que é que as historias têm em comum?  Como é viver nesta comunidade?  A comunidade foi sempre assim?  Como era antes, como é hoje?  E nas nossas vidas, houve mudanças? Como? Quais? 2º Momento: “Upload” 1. Refletir o que é publicar na Internet um vídeo pessoal, quem terá acesso e o que queremos mostrar. 2. É hora de publicar o vídeo na web. Apresente ao grupo o significado de fazer o UPLOAD e de fazer o DOWNLOAD de um vídeo. Para cada uma dessas ações existem ferramentas e sites explicativos. No caso de fazer o upload de um vídeo, temos o youtube:  Ir a www.youtube.com e quem não tem conta deve criar uma e para isso é só colocarem os vos- sos dados gmail;  Ao pé da barra de pesquisa, clicar em upload;
  41. 41. Proposta Prática Pedagógica 42  Escolher “unlisted” e o ficheiro do filme e já está. Avaliação Registe os seguintes pontos:  Quais foram as discussões que marcaram o debate do grupo?  O que considera importante destacar mo debate?  E em relação às ferramentas digitais usadas?  O que é que você acrescentaria a esta proposta? Passo Problematização Sessão 11: Reflexão sobre o mergulho Objetivos: Problematizar a ação do Mergulho na Comunidade realizado na atividade anterior para que os formandos deixem o senso comum de lado e partam para o senso crítico em relação à comunidade mergu- lhada. Sequência:  Fase da problematização: refletir com os formandos os pontos mais polémicos que encontraram pelo caminho;  Conversa sobre o que acharam do mergulho da comunidade. Conteúdo técnico abordado:  Software de edição de imagem (exemplo: PICASA, PhotoScape)  Ferramenta de edição de apresentações (exemplo: Prezi ou PowerPoint) Material didático e recursos tecnológicos necessários:
  42. 42. Proposta Prática Pedagógica 43  Computadores com ligação à internet. Desenvolvimento da atividade proposta: 1º Momento: “Problematizar” 1. Problematizar (ter uma reflexão crítica sobre determinadas situações com o objetivo de sair do senso co- mum para alcançar o senso crítico, segundo Paulo Freire) com os formandos os pontos mais polémicos que o grupo encontrou pelo caminho. 2. Em seguida conversar com o grupo sobre: o que eles acharam da comunidade? Qual foi a impressão que tiveram? O que aprenderam? O que consideram importante ressaltar do mergulho? O que mais nos agrada na nossa comunidade? O que menos nos agrada? Esta comunidade foi sempre assim? Como a comunidade era antes? Por que ela está assim? O que determina esta situação? 2º Momento: “Fotografias Marcantes” 1.Divida o grupo em pequenos grupos, no máximo 4 pessoas. Peça para que cada grupo faça a seleção de no máximo 10 fotografias dos momentos, espaços e objetos que mais chamaram a atenção, tanto em relação às potencialidades como nas questões que podem melhorar na comunidade. 2. No Software que desejar, dê formação sobre edição de imagem e em seguida peça para que cada um edite algumas das suas fotografias. Sugerimos que utilize o programa PICASA, pois para a sua utilização é necessá- rio uma conta Google. 3.Quando todas as fotografias estiveram no aplicativo, peça para que cada grupo apresente a sua seleção de fotografias, explicando qual o motivo que as chamou mais a atenção. Você, formador, deve mediar este mo- mento, incentivando os formandos a uma reflexão dos problemas que levantaram e consideram importantes. Este momento será fundamental para a atividade da próxima sessão: a escolha do tema. É importante que todos percebam que o tema para o Projeto da Ação Social deve ser pensado de acordo com o que realmente a comunidade necessita. (Pistas: O que é que mais vos agrada na comunidade? O que menos vos agrada? O que podemos fazer para mudá-la?) 4. No final, colocar no grupo do facebook as fotografias já editadas. Avaliação Houve mudanças em relação ao olhar do grupo sobre a comunidade? Os grupos debateram os temas que levantaram? O grupo envolveu-se com os temas e com os aplicativos trabalhados durante a sessão? Partindo dos debates realizados, qual o tema mais apontado para o desenvolvimento de uma Ação Social?
  43. 43. Proposta Prática Pedagógica 44 Sessão 12: Escolha do Tema Objetivos: Escolher e estudar o tema escolhido Sequência:  Escolha do tema/ principais problemas sociais.  Avaliação Conteúdo técnico abordado:  Google talk Atividades:  “Os principais problemas sociais” Material didático e recursos tecnológicos necessários:  Computadores com ligação à internet;  Quadro. Desenvolvimento da atividade proposta: 1º Momento: “O Tema” 1. Dividir o quadro em duas partes e escrever em cada uma delas os problemas e os pontos fortes mencio- nados pelos formandos nos seus vídeos. Em seguida pedir ao grupo que vote nos 3 problemas que acham mais urgentes/importantes de serem resolvidos. O problema (tema) mais votado (pode ser mais do que um) será aquele que irá ser solucionado com a Ação Social. Em alternativa, a discussão do tema pode ser feita através da utilização do Google Talk, já que todos já possuem uma conta Gmail, onde os nossos formandos poderão convidar amigos e pessoas da instituição para dar a sua opinião. Deixe a discussão fluir, fazendo apenas a mediação. Ensine como colocar todos os participantes na mesma conversa. Incentive, debata, le- vante prós e contras até o grupo chegar a um consenso do tema da Ação Social. 2. Agora é estudar o tema escolhido, pesquisar na Internet, entrevistar profissionais da instituição ou do centro CDI ou conhecidos que entendem do tema, trocar informações dentro e fora do grupo. Combine este momento com o grupo de acordo com o tempo disponível para esta ação, podendo ir desde uma pesquisa apenas na Internet até o planeamento de uma pesquisa com entrevistas a várias pessoas escolhidas pelo grupo.
  44. 44. Proposta Prática Pedagógica 45 Avaliação Lembre-se de registar com os formandos aquilo que aprenderam sobre o tema. Passo Planear a Ação Sessão 13: A Ação social do grupo Objetivos: Entender e definir a ação social do grupo. Sequência:  Definição de Ação Social: faça uma tempestade de ideias junto do grupo de forma a que todos deem a sua opinião;  Explique ao grupo o que é ação social e dê exemplos;  Decidir que tipo de Ação Social irão realizar;  Apresentação, em formato PowerPoint, dos problemas apontados pelo grupo e respetivas soluções.  O registro Conteúdo técnico abordado:  Ferramenta de edição de apresentações Atividade:  “ Qual a ação social?” Material didático e recursos tecnológicos necessários: o Computadores com ligação à internet Desenvolvimento da atividade proposta:
  45. 45. Proposta Prática Pedagógica 46 1º Momento: “O que é Ação Social?” 1. Pergunte ao grupo o que primeiro vem à cabeça quando ouve “Ação Social”; faça uma tempestade de ideias para que todos deem a sua opinião. Partindo do que disseram, peça para que levantem exemplos de ações que consideram sociais, que conhecem, que participaram, que ouviram falar na comunidade, nos jor- nais, na Internet. 2. Explicar ao grupo o que é uma Ação Social: Uma Ação Social nasce do desejo de uma pessoa ou de um grupo de pessoas de mudar a realidade em que vive. Para uma boa Ação Social é necessário conhecer bem a realidade problema, o que o grupo já fez no mergulho na comunidade e na problematização dos dados le- vantados. 3. Dar exemplos de Ação social: distribuição de folhetos, cartas ao governo, palestras, intervenções urbanas etc. O importante é o grupo definir o que realizará e se sente capaz de levar até o fim. Para uma melhor compreensão, pode mostrar as ações sociais desenvolvidos por outros centros CDI, em Portugal. 2º Momento: “Decidir a Ação Social” 1. É neste momento que o grupo vai decidir qual será a sua Ação Social. É muito importante que os temas partam dos formandos para que eles se sintam protagonistas do processo. É importante também estudar o tema escolhido, aprofundar, entender por que o grupo acredita que o tema é um desafio da comunidade, por que acredita que deve agir sobre ele. 2. Dado o problema mais votado encontrado na sessão anterior, divida o grupo em dois e peça para preparem uma apresentação em PowerPoint que contenha:  Descrição do problema encontrado;  Razão pela qual é um problema na comunidade em questão;  Sugestões de Ações Sociais para solucionar tal problema, apontando, se possível, o uso das potenci- alidades da comunidade;  Breve descrição dessa Ação Social;  Não esquecer de dizer que todos devem falar e que devem treinar a apresentação (planear o que cada um vai dizer, etc.). 3. Pedir aos grupos para apresentar o que fizeram. 4. Conversar, debater e refletir sobre as apresentações e escolher em conjunto qual a Ação Social que o grupo quer desenvolver. 5. Tente chegar a um consenso com o grupo. Incentive, debata, levante prós e contras. Se não chegar a um consenso explique que no processo democrático podemos fazer uma votação para escolher o tema. 6. Discuta os seguintes tópicos:
  46. 46. Proposta Prática Pedagógica 47  Que Ações Sociais estão a ser desenvolvidas hoje na comunidade, ou na instituição, relacionadas com o desafio que elegemos?  Acreditamos que as ações estão a dar conta do desafio?  Queremos dar continuidade e apoio a uma Ação Social que está a decorrer?  Ou queremos realizar uma Ação Social nova, para dar conta do desafio eleito? 3º Momento: O Registro Divulgue a Ação Social escolhida nas redes sociais de forma a potencializa-la. Sessão 14: Plano da Ação Social Objetivos: Planear a Ação Social do grupo Sequência:  Consciencializar o grupo que dois dos maiores passos já foram superados: escolher um desafio da comunidade e uma ação para dar conta do desafio;  Dinâmica de grupo sobre a importância de planear;  Tempestade de ideias com o grupo sobre o que se deve fazer antes, durante e depois da ação;  Escrever no Google Docs todas as ideias acima referenciadas;  Estabelecer prazos e dividir tarefas e responsabilidades (em caso de duvidas quem desempata ou estabelece é o líder dessa semana). Conteúdo técnico abordado:  Editor online - uso compartilhado (exemplo: Google Docs);  Excel (Documento “Lista de Tarefas” presente no Dossier Pedagógico) Atividade:  “Festa de Aniversário”  “Planear a nossa ação” Material didático e recursos tecnológicos necessários: o Computadores com ligação à internet
  47. 47. Proposta Prática Pedagógica 48 o Google Docs. Desenvolvimento da atividade proposta: 1º Momento: “Consciencialização do progresso” 1. Passar a ideia ao grupo de que duas das três maiores dificuldades deste projeto já foram conseguidas: escolher um desafio da comunidade e escolher uma ação para dar conta do desafio! 2º Momento: “Porquê planear?” 1. Convide o grupo para uma dinâmica: “Festa de Aniversário” (ver anexo 10). Com isto pretende-se que o grupo perceba a importância de planear. 3º Momento: “Planear a Ação” 1. Relembrar a ação eleita e escrever no quadro o seu resumo. É importante que toda o grupo participe nesse processo. Por exemplo: a ação escolhida pode ser “Melhorar a educação na nossa comunidade”. É preciso detalhar, pergunte: “Como podemos melhorar a educação?”. Os formandos podem responder: “Vamos me- lhorar os salários dos nossos professores.” Ainda é preciso detalhar mais, pois o grupo não tem condições de aumentar os salários. Oriente sobre a importância de descobrir qual é a ação prática e se é viável a sua im- plementação. Exemplo: escrever uma carta ao presidente da câmara, a argumentar a importância de valori- zar o professor, melhorando os seus salários. 2. Em seguida, fazer uma tempestade de ideias do que o grupo acha que deve ser feito para realizar a ação por completo, pensando em tudo a fazer antes da ação propriamente dita, durante e depois de sua imple- mentação. Retomando o exemplo da carta ao presidente da câmara: • Antes: escrever a carta, formatá-la, verificar se está com argumentos convincentes e se não contêm erros linguísticos; descobrir o nome do presidente, definir quem leva, quando, como entrega, marcar hora, etc.. • Durante: endereçar • Depois: reclamar a resposta da carta, divulgar a sua resposta. 3. Dividir o grupo em três subgrupos e pedir para que cada um escreva o que foi conversado, usando um editor de texto online (Google Docs, por exemplo), de forma compartilhada. O grupo 1 escreve o que deve ser feito antes da ação propriamente dita; o grupo 2, o que será feito durante a ação e o grupo 3, o que será feito após a ação. Após 20 minutos, peça para que os grupos troquem de tarefa e continuem a escrever, lendo e refletindo sobre o que já foi escrito. Troque mais uma vez.
  48. 48. Proposta Prática Pedagógica 49 4º Momento: “Finalizando” 1. Lembre-se de definir prazos e responsabilidades. Para tal sugerimos a utilização do documento “ Lista de Tarefas” (presente no Dossier Pedagógico). Como forma de divulgação os formandos podem convidar os amigos para participarem no dia em que a ação será realizada. 2. Pergunte ao grupo se todos estão à vontade com o plano feito, sobre o que poderá correr mal, como farão para resolver possíveis problemas e, se for o caso, pensem num plano B. 3. Sugira ao grupo que envie o documento online para os contatos na instituição, para o CDI e para os amigos, pedindo para que todos vejam se está coerente, fazível, interessante e viável… Lembre-se de selecionar a opção do documento público. Passo Executar a Ação Sessão 15 à 22: Hora de pôr em prática Objetivos: Colocar em prática a ação social planeada e refletir sobre o processo percorrido até o momento. Sequência:  Converse com o grupo sobre o percurso percorrido até à data: Mergulho na Comunidade, Proble- matização e Plano de Ação;  Execute o plano da melhor forma possível. Registe toda a ação com fotografias e filmes! Conteúdo técnico abordado:  Dependerá das necessidades de cada Ação Social. Atividades:
  49. 49. Proposta Prática Pedagógica 50  Executar a ação social Material didático e recursos tecnológicos necessários: o Computadores com ligação à internet; o Outros, de acordo com a atividade escolhida. Desenvolvimento da atividade proposta: 1º Momento: “Execução” 1. Converse com o grupo sobre o projeto, sobre os 3 passos já feitos até aqui: Mergulho na Comunidade, Problematização e Plano de Ação. Faça uma avaliação conjunta, analisando se os resultados obtidos até ao momento colaboram com a transformação da sociedade e de si próprios, se estão usando as tecnologias de forma consciente e produtiva. Liste os resultados/objetivos que pretendem alcançar com a ação proposta e avalie se o Plano de Ação está de acordo com os resultados esperados. 2. Execute o plano da melhor forma possível. O número de sessões que demora a executar a Ação depende do projeto em si, assim faça um plano com os formandos para ter uma ideia de quanto tempo irá demorar. Lembre-se de parabenizar o grupo e a si próprio por estarem a ser cidadãos completos, que não só são cons- cientizados, refletem e criticam, mas também agem para construir um mundo melhor. Registe toda a ação com fotografias e filmes! Boa sorte! Passo Avaliação Sessão 23: Criação do currículo vitae (uma corrente para a vida) Objetivo:  Criar junto do grupo um currículo vitae;  Dicas para a criação de um bom currículo. Sequência:  Reflita com o grupo a importância de ter um bom currículo;
  50. 50. Proposta Prática Pedagógica 51  Dê algumas dicas de como fazer um bom currículo, ilustrando com alguns modelos;  Cada formando deverá criar o seu próprio currículo. Certifique-se que tudo está a ser feito de forma correta;  Em simultâneo, realização das pós entrevistas individuais finais. Conteúdo técnico abordado:  Software escolhido pelo formador para realização do Curriculum. Atividades:  Visualização de vídeos no Youtube “Looking for a job” e “I Found a job” Material didático e recursos tecnológicos necessários:  Computadores com acesso à Internet; Desenvolvimento da atividade proposta: 1º Momento: “CV Criativo” 1. Reflita com o grupo a importância de ter um bom currículo. Dê algumas dicas como: formatação reduzida, ser sucinto, ter apenas a informação que interessa para o cargo ao qual se estão a direcionar/ candidatar, a importância de colocar trabalhos de voluntariado, a criatividade na criação do currículo (Ver vídeos no You- tube “Looking for a job” e “I Found a job”), ter em atenção às fotografias de perfil do Facebook, pois as empresas podem ter acesso ao mesmo. 2. Mostre ao grupo vários modelos de currículos. Peça para que cada formando escolha um modelo que mais se adequa às suas necessidades. 3. Peça aos formandos para criarem o seu próprio currículo. Esteja atento a cada um deles, apoiando no que for necessário. 2º Momento: “Avaliando” 1. Em simultâneo, cada formando deverá se retirar da sala e se dirigir a outra para realizar uma entrevista de final de projeto, com o intuito de analisar o impacto pessoal e social do projeto. (contemplado no Dossier Pedagógico) O propósito aqui é avaliarmos como foi o desempenho de cada um dos formandos ao longo das atividades e desafios apresentados, de modo a nos ajudar a refletir e a melhorar. Uma certificação de que todos os for- mando se apropriaram de forma autónoma das ferramentas tecnológicas utilizadas e se eles criaram em si
  51. 51. Proposta Prática Pedagógica 52 uma cultura digital, ou seja, se hoje as TICs (Tecnologia da Informação e Comunicação) fazem parte de sua rotina. Retome os objetivos iniciais do grupo e verifique se foram alcançados:  Como cada um se avalia?  Apresenta-se mais independente e produtivo?  Está mais consciente da realidade e apto a exercer a sua cidadania? Sessão 24: Concluindo uma etapa Objetivos: Realizar com o grupo uma avaliação sobre todo o processo de aprendizagem, que vai desde o acesso às tecnologias, o desenvolvimento de uma Acão Social, o desempenho pessoal e o coletivo de cada formando. Sequência:  Converse com o grupo sobre a realização de um Projeto de Ação Social;  Peça para que cada formando escolha uma fotografia que melhor representa e/ou que mais se iden- tifica, do registo da Acão Social. Cada um poderá coloca-la no grupo do Facebook do grupo CDI, dei- xando um comentário a respeito da fotografia escolhida e da Acão Social realizada;  Dinâmica para avaliar todo o projeto;  Incentive o grupo a escrever a sua história como agentes sociais no site do CDI Portugal.  Preenchimento do Questionário de avaliação do formando e do formador. Conteúdo técnico abordado:  Programa escolhido para a divulgação da Ação Social Atividade:  “Palavras-chave” ou “O meu brasão”. Material didático e recursos tecnológicos necessários:  Computadores conectados a Internet;  Fotografias;  Site do CDI Portugal.
  52. 52. Proposta Prática Pedagógica 53 Desenvolvimento da atividade proposta: 1° Momento: “Desempenho do Grupo” 1. Estamos a concluir a ultima etapa de atividades, em que o nosso objetivo é avaliarmos o desempenho do grupo. Ao longo do projeto, a cada atividade desenvolvida, o grupo aprendeu algo de novo, adquiriu o co- nhecimento de uma nova ferramenta tecnológica, absorveu informações importantes com conteúdos que levará para o resto de suas vidas, como os diversos temas já abordados ao longo desde caderno. Natural- mente, o amadurecimento e desenvolvimento pessoal, social e intelectual acabam sendo visíveis para nós, formadores, contudo, muitas vezes esta transformação passa despercebida para os formandos. Para que isso não aconteça, este processo de avaliarmos torna-se extremamente importante. Analisaremos o percurso e o Projeto de Acão Social, a fim de refletirmos os pontos positivos e os que ainda podemos melhorar. Estamos a concluir apenas uma etapa das nossas vidas e esperamos que, daqui adiante, os nossos formandos se tornem pessoas protagonistas, pró-ativas, empreendedoras e conhecedoras dos seus papéis e direitos enquanto seres humanos e sociais. 3.Converse com o grupo sobre a realização do Projeto de Acão Social. Avalie junto do grupo como foi esta experiencia, o que mais gostaram, qual foi o papel de cada um, como o grupo se comportou efetuando a Acão, se ocorreu como se esperava, o que aconteceu sem ser planeado, qual foi a repercussão deste ato, se os objetivos foram atingidos, se o projeto terá uma continuação. 4.Combine com o grupo como será feita a divulgação da ação social. Poderão fazer um vídeo ou uma apre- sentação para divulgar todo o projeto. 2° Momento: “A Melhor Fotografia” 1. Peça para que cada formando escolha uma fotografia que melhor representa e/ou que mais se identifica, do registo da Acão Social. Cada um poderá colocá-la no grupo do Facebook do grupo CDI, deixando um co- mentário a respeito da fotografia escolhida e da Acão Social realizada. 3° Momento: “Dinâmicas” 1. Fazer a atividade “Palavras-chave” (ver anexo 11) ou atividade “Brasão” (ver anexo 12) 2. Coloque ao grupo as seguistes questões:  Os objetivos da ação foram cumpridos? Por quê?  O que poderia ter sido diferente?  Como utilizamos a tecnologia neste processo? O seu uso ajudou no desenvolvimento da ação? Por quê?  Acham que esta ação teve algum impacto pessoal e social? Por quê?
  53. 53. Proposta Prática Pedagógica 54 4° Momento: “Última Etapa” 1. Distribua o “Questionário de Avaliação de Projeto para formandos” por cada formando e peça para o pre- encherem. Enquanto isso também poderá preencher o “Questionário de Avaliação de Projeto para formado- res” (ambos disponíveis no Dossier Pedagógico). 2. Passámos por um processo de aprendizagem muito importante e estamos prestes a concluir o nosso pro- jeto. Ajude o grupo a perceber o quão valiosa foi essa transformação: vocês realizaram uma Acão Social e, certamente, modificaram algo no mundo. Se este ato foi grande ou pequeno, não interessa, o mais impor- tante é que tomámos a consciência de que podemos transformar a nossa realidade social, pois, como diria Paulo Freire: “mudar é difícil, mas é possível. A História é possibilidade e não determinação. O mundo não é. O mundo está sendo”. (FREIRE, 2000, p.85). 2. Convide o grupo para irem ao site do CDI www.cdi.org.pt. Na condição de Agentes Transformadores, os formandos poderão registar sua história de mudança social. Explique-lhes que as suas histórias de vida e de agente social podem ajudar e incentivar muitas pessoas a fazerem o mesmo, contribuindo para um mundo melhor, mais justo e igualitário, em que as oportunidades e condições sejam melhores distribuídas a todos. Parabéns, se os objetivos do projeto foram atingidos. Utilize-se dos pontos a serem melhorados como metas para os próximos projetos.
  54. 54. Proposta Prática Pedagógica 55 Anexos Anexo 1: O Encontro Forma de Aplicar: Fazer grupos de dois: cada um apresenta o seu par (nome, idade, o que é que faz), respon- dendo às seguintes perguntas: Como te chamas? Que trabalho fazes/O que estudas? Qual é o título do último livro que leste? Qual é o programa de televisão que preferes? Qual é o teu prato preferido? Como ocupas os teus tempos livres? Qual é a melhor qualidade do teu pai e da tua mãe? Identifica um episódio da tua vida que te fez rir imenso? Um sítio que gostavas de conhecer? Qual o desejo que gostarias de ver realizado? Um defeito Uma qualidade A cor favorita Uma música Qual é a coisa que, a teu ver, os outros mais gostam em ti? Qual é a coisa que, a teu ver, os outros menos gostam em ti? Que coisa gostarias de ser capaz de fazer? Anexo 2: Crachá Forma de Aplicar: Os formandos devem escrever o nome pelo qual querem ser chamados na vertical numa cartolina. O formando deve fazer ou um desenho representativo ou a partir de cada letra, escrever uma frase ou uma palavra sobre si. Objetivo: O uso do crachá facilita a memorização do nome dos formandos e permite também conhecer as características de cada um. Material: Cartolinas A4, canetas e lápis de cor.
  55. 55. Proposta Prática Pedagógica 56 Anexo 3: Lê atentamente Forma de Aplicar: Distribuir aos formandos o texto que se segue: Utilizo o meu relógio para cronometrar o tempo que demoro a realizar a atividade que se segue. Abordo a lista de instruções, procurando terminar o mais rapidamente possível. Instruções: 1. Vejo o tempo agora e inicio rapidamente o meu trabalho, lendo primeiro o conjunto das instruções. 2. Dobro o canto superior direito da minha folha, para trás. 3. Rasgo o canto inferior esquerdo e o canto inferior direito. 4. Desenho um quadrado no centro da folha e insiro o meu nome completo, em maiúsculas, no centro do mesmo. 5. Faço dois vincos horizontais na parte inferior da minha folha. 6. Desenho três círculos no topo da folha, ao centro da mesma. Em cada círculo coloco, respectivamente, o dia, o mês e o ano do meu nascimento. 7. Sublinho o meu nome e faço outro quadrado em torno do mesmo. 8. Dobro a folha ao meio, ficando o meu nome no interior da mesma. 9. Digo ao meu colega do lado direito que já dobrei a minha folha ao meio e peço-lhe para ele assinar a mesma. 10. Por baixo do nome do meu colega, escrevo o nome do meu fruto preferido. 11. Vou à instrução 6 e executo somente esta instrução. O exercício está concluído. 12. Volto a dobrar a folha, deixando a assinatura do meu colega e o nome do meu fruto preferido voltados para o exterior, de modo que fiquem visíveis. 13. Cumprimento com um aperto de mão, o meu colega que estiver mais próximo de mim. Objetivo: Mostrar que as regras são importantes e que devemos estar atentos. Material: O formador deve levar impressas as instruções de forma a que cada formando tenha uma folha. Anexo 4: Regras de Ouro Forma de Aplicar: Dividir o grupo em grupos de dois e passar o desafio de formular propostas de regras num editor de texto online (por exemplo, o Google Docs), consoante as seguintes categorias: • Para garantir o bom relacionamento do grupo;
  56. 56. Proposta Prática Pedagógica 57 • Para garantir o bom funcionamento do computador e outros equipamentos (cuidados); • Para garantir um bom uso da Internet; • Para garantir uma boa aprendizagem (horário de chegada, assiduidade, uso de telemóvel, etc..); • Para garantir não apenas a aprendizagem da informática, mas também a construção da cidadania; No final cada dupla deverá apresentar ao grupo as suas regras, sendo que todos têm o direito de acrescentar ou alterar regras que não concordem. No final, defina quais serão as regras deste grupo e cole na Parede do Conhecimento, com as assinaturas de cada um (um compromisso de como vão cumprir). Relativamente à assiduidade, sensibilize-os para a importância da participação e diga-lhe que só vão poder faltar 10% das horas totais do projeto. Estabeleça o máximo de vezes que alguém pode faltar e lembre que se faltar a mais do que o número de vezes estabelecido, não irá receber o diploma por uma questão de justiça. Objetivo: Sensibilizar para a importância das regras num grupo de trabalho, promover a adesão às regras. Anexo 5: Teatro das Expectativas Forma de aplicar: Dramatização de duas situações diferentes em relação às expectativas: dividir o grupo em dois. Esta atividade deve realizar-se caso o formador ache que o grupo está preparado para se expor diante de todos os elementos. Primeira situação: 1 - Imagina que todas as semanas, mesmo antes de entrares no centro CDI, os teus colegas sabem que tu vais constantemente interromper a sessão, provocar colegas e recusar-te a fazer o trabalho que a formadora pedir. Como é que achas que te vão tratar? Como tu vais agir? (primeiro um faz de mal comportado, depois a reação do grupo e depois como é que tu vais agir). Segunda situação: 2- Imagina que todas as semanas, mesmo antes de entrares no Centro CDI, os teus colegas sabem que tu serás bem-educado, vais demonstrar vontade de trabalhar e tratar bem os colegas. Como é que achas que te vão tratar? Como tu vais agir? - Discussão de como correu o Teatro.
  57. 57. Proposta Prática Pedagógica 58 Anexo 6: Linha do Futuro Forma de aplicar: - Refletir junto do grupo a importância de pensar e planear o futuro. De que modo ter objetivos em relação ao nosso futuro (a nível pessoal e profissional) pode influenciar os nossos comportamentos e as nossas escolhas? - Pedir ao grupo que desenhe numa folha A4 ou faça em suporte tecnológico (pode escolher o pro- grama) uma linha e sobre ela marque 3 pontos correspondentes a 3 momentos futuros (3 meses, 1 ano e 3 anos). Seguidamente, pedir para registar em baixo de cada um dos pontos os objetivos ou expectativas para cada um desses momentos em vários aspetos da vida (p.e. família, amigos, educa- ção, casa, dinheiro, relacionamentos especiais, férias, passatempos, divertimentos, responsabilida- des, principais conquistas, principais mudanças,…)1 . Objetivo: importância de planear e pensar no futuro, assim como ter metas e objetivos. Exemplo de um possível esquema para a linha do futuro: Anexo 7: Tapete Coletivo Forma de Aplicar: Divida o grupo em dois (5 a 6 elementos). Cada grupo terá de se encaixar num tapete de dimensões reduzidas. Seguidamente, terão de virar o tapete ao contrário e passar para esse lado sem nunca colocarem os pés no chão (fora do tapete). No final da dinâmica reflita com o grupo sobre as estratégias adotadas por cada um, assim como o trabalho em equipa. 1 Adaptado de: 2009,Simões, Matos, Tomé, Ferreira, Diniz e equipa do projeto aventura social, “Ultrapassar adversidades e vencer desafios: manual de promoção da resiliência na adolescência.” Aventura Social & Saúde 3 meses 3 anos1 ano
  58. 58. Proposta Prática Pedagógica 59 Objetivo: Fomentar o trabalho em equipa e a capacidade de resolução de problemas. Material: 1 tapete retangular pequeno Anexos 8: Google Maps Passos a seguir (link video)  Aceder a página do Google. No canto superior esquerdo, clicar na opção Mapas;  A página apresenta algumas ferramentas, entre elas a opção com que vamos trabalhar e mais útil, chamada OBTER DIREÇÕES. Ao clicar na opção, será solicitado o endereço de partida (A) e o endereço de chegada (B);  Primeira pesquisa - Endereço de partida: morada do centro | Endereço de chegada: sede CDI (Rua Andrade Corvo nº4) O formador pode sugerir outras pesquisas, especialmente com moradas de pontos de referência da comuni- dade. Depois das pesquisas, apresentar à turma as outras ferramentas desta página. A pesquisa pode ser feita com as opções: de carro, de transporte público e a pé. É possível ainda alterar a página de MAPA para SATÉLITE e também encontrar outras indicações (fotos, vídeos) no destino apresentado. Anexos 9: “Direitos Humanos com ritmo”- Poema Direitos humanos, O que será que isto é? Há alguém que te protege Se levares um pontapé? Se te tiram a casa, Se houver discriminação, Há centenas de leis Que te dão salvação Que te dizem que nós Somos todos iguais, Livres para pensar Sem preconceitos raciais E se não tens comida E te dizem que não tem mal, Don’t worry estes direitos Têm protecção internacional!
  59. 59. Proposta Prática Pedagógica 60 Anexo 10: Festa de Aniversário Forma de Aplicar: Convide o grupo para uma dinâmica. A intenção é refletir sobre a importância e benefícios de planear antes de realizar algo. Sugerimos a dinâmica “Festa de Aniversário”: 1. Distribua aos formandos tiras de papéis em branco ou post-its e peça aos formandos que escrevam tarefas que devem realizar antes, durante ou depois de uma festa de aniversário. Sugestões de tarefas: fazer convites e lista de convidados; distribuir convites; listar tudo a ser com- prado; fazer compras e encomendas, como bolo, salgados, doces, etc.; reservar o espaço; receber os convidados, garantir que todos sejam bem servidos, cantar os parabéns; arrumar o espaço da festa; agradecer os presentes, pagar as contas que sobraram. 2. Reúna todos os contributos dos subgrupos; 3. Converse com o grupo sobre a importância de planearmos, peça para que contem histórias engraça- das de alguma festa ou viagem ou qualquer ação que deu errado por falta de planeamento. Ajude o grupo a perceber que se para uma simples festa de aniversário é preciso pensar em tantas coisas antes, durante e depois da festa, imaginem uma Ação Social que tem a intensão de dar conta de um desafio de comunidade? Anexo 11: Palavra-chave Forma de Aplicar: Colocar fotografias com um “Sol”, “Vela”, “Sorriso”, “Coração” e “Ponto de interrogação”. Pedir para que cada um dos formandos escolha uma das fotografias e diga qual a relação desse símbolo com o projeto. Se porventura algum formando referir outro símbolo, aceite a sugestão e explore-a. Anexo 12: Brazão Forma de Aplicar: Peça para que cada um dos formandos preencha o brazão com os seguintes tópicos:  Algo significativo relativamente ao projeto;  Algo significativo relativamente ao grupo;  Nome do projeto;  O lema da sua vida;  Algo importante relativamente ao seu futuro.
  60. 60. Proposta Prática Pedagógica 61 Exemplo:
  61. 61. Proposta Prática Pedagógica 62

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