Impactos do agronegócio na saúde e ambienteOficina : por uma melhoria das condições de vida, trabalho e ambiente em setore...
Equipe do Núcleo de estudos ambientais e saúdedo trabalhador nestes estudos:• Wanderlei Pignati - UFMT/ISC• Eliana Dores -...
Que agronegócio éesse?
Padrão deocupação doterritório pelaagropecuária19962006Fonte: IBGE,CensosAgropecuários1995-1996/2006.
“moderna agricultura conservadora” no Brasil:1 - revolução verde aliada ao “ocupar, modificar a natureza e produzir” ;2 - ...
Etapas do processo produtivo do agronegócio e seus impactos na saúde do trabalhador, na população e no ambienteFonte: orig...
desmatamentoPignati - UFMT 2009derrubada etransportede árvoresmadeiralenhaqueima do pó de serra
Fonte: Pignati WA, Machado JMH, Ciência & Saúde Coletiva, 10(4):961-973, 2005Indústria da madeira999 madeireiras e 1389 ma...
Pecuária bovinaCadeia produtiva; Frigoríficos; saúde do trabalhador; ambiente e saúde do consumidorReferência:Vasconcellos...
“acidente rural ampliado” por agroquímicos (agrotóxicos e fertilizantes)agriculturaReferência: Pignati WA , Machado JMH, C...
Monoculturas de soja e milho em Lucas do Rio Verde – MT.
Proteção, maio 2008, p 44Agroindústria sucro-alcooleiraOutros impactos na saúde-ambiente:Absorção pulmonar de particulados...
MonoculturasdeHortaliçaseFrutasEPI’s; uso “seguro”, resíduos; ...
Agroindústria de suínos, aves, ...EPI’s, ração, resíduos, LER/DORT, d.psiquiátricas, colônias “modernas” dos
Etapas do processo produtivo do agronegócio e seus impactos na saúde do trabalhador, na população e no ambienteFonte: orig...
Brasil 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009Bovino 163,2 164,6 169,9 176,4 185,3 195,6 204,5 207,2 2...
CULTURA 1.000 Litros deProdutosFormuladosHerbicidas Inseticidas Fungicidas Acaricidas OutrosSoja 318.818 62.2% 17% 11,8% 0...
050000100000150000200000250000300000350000Produto formuladoSojaMilhoCanaAlgodãoCitrosCaféTrigoArrozFeijãoPastagemBatataTom...
Comercialização de agrotóxicos, por Estado – Brasil, 2008.Estado da Federação2008Percentual de Vendas Vendas por 1,000 US$...
Monoculturas de soja e milho em Lucas do Rio Verde – MT.
Campo Verde
Rio MembecaRio Cravari
Mapa de desmatamento deMato Grosso, Brasil - 2007
Desmatamento eagropecuáriano entorno doParque Nacionaldo Xingú - MTFonte:Inpe/prodes/Y ikatu-xingú/ISAImagens de fev 2008
Mato Grosso 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009Bovino 16,8 17,2 18,9 19,9 22,2 24,6 25,9 26,7 26,1...
Indicadores e gráfico da matriz de agravos à saúde da população do interior de MatoGrosso; 1998 a 2007 (impactos do agrone...
Produção em Hectares (lavouras temporárias) no MT2005 (ha)até 10.00010.000 --| 100.000100.000 --| 200.000200.000 --| 400.0...
Comer-05até 10.00010.000 --| 100.000100.000 --| 400.000400.000 --| 1.000.0001.000.000 --| 2.900.0002.900.000 --| 7.558.877...
Agrotóxicos X Doenças humanas• Agrotóxicos X defensivo agrícola X pesticida X praguicida X agroquímico, mas naLei 7.802/89...
Acidente rural ampliado ou poluição intencional por agrotóxicos???Pignati - UFMT 2009
Acidente rural ampliado ou poluição intencional por agrotóxicos ? ??
Pignati - UFMT, 2009
Pignati - UFMT, 2009
Vasilhames dos agrotóxicos: onde vão parar?• Até o ano de 2.000 grande parte deles iam parar no solo das roças, terrenosba...
Onde foram parar os milhões de litros de agrotóxicosusados nas lavouras ??• 1 – Parte ínfima foi absorvida pela pele, pulm...
PARA : Resultados insatisfatórios (%)*Cultura 2006 2007 2008 2009Alface 28,6 40,0 19,8 38,4Banana N 4,3 1,0 3,5Batata 0 1,...
Frequências de detecção e intervalos de concentração para agrotóxicos analisadosem águas superficial (rios), subterrânea (...
Frequências de detecção e intervalos de concentração para agrotóxicos analisadosem águas superficial (rios), subterrânea (...
Local de Coleta Data Concentração (ng.m-3)Unidade Rural 13/12/2008 1β-endossulfam - <LQM5/2/2009 2α-endossulfam - <LQM19/2...
Tipo deamostraAgrotóxicosAmostras positivas MédiasIntervaloUrbana Rural Urbana RuralUrinaGlifosato 35 35 1,07 1,92 0,41 - ...
Resultados das análises de resíduos de agrotóxicos em amostras de sangue de13 indivíduos (anfíbios) coletados em 2009, em ...
Resultado de análises de resíduos de agrotóxicos em amostras de sedimentos (SD) e água superficial(AS) da lagoa do Xixi em...
Ectromelia do Tibulare-fibulare em Rhinellaschneideri. 2a-  Aspecto  radiográfico;  2b-  Vista ventral; 2c- Vista dorsal; ...
Outros estudos:1 – resíduos de agrotóxicos em soja tradicional (0,5 a 1mg glifosato/kg de soja) etransgênica (4 a 6 mg) em...
“Legalização” da poluição• 1 - LMR = legalização da poluição:• a) Água potável: (metais P/solv/agtx/desinf); Portaria 518/...
algumas SUGESTÕES a serem incorporadas na vigilância à saúde para diminuir osimpactos do agronegócio na saúde e ambiente:1...
Trabalho é o desenvolvimento das forças físicas ementais para transformar a natureza com a finalidadede manter a vida e/ou...
finalouinício de novos estudosounovas lutas sanitáriasobrigado pela atençãoProf. Pignati – UFMT/ISC; pignatimt@terra.com.br
Impactos do agronegócio na saúde e ambiente
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    1. 1. Impactos do agronegócio na saúde e ambienteOficina : por uma melhoria das condições de vida, trabalho e ambiente em setores do agronegócioOrganização: MS/SVS/DVSAST; SES-MT; CEREST-MTProf Dr. Wanderlei Pignati, UFMT/ISC; Cuiabá, novembro de 2010
    2. 2. Equipe do Núcleo de estudos ambientais e saúdedo trabalhador nestes estudos:• Wanderlei Pignati - UFMT/ISC• Eliana Dores - UFMT/Química• Peter Zeilhofer - UFMT/Geografia• Oscarlina Weber – UFMT/Agronomia• Carolina Lourencetti – UFMT/Química• Alicio Pinto UFMT/Química• Tami Mott – UFMT/Biologia• Marta Pignatti - UFMT/ISC• Ageo Barros Silva - UFMT/ISC• Mestrandos da Saúde Coletiva; do R.Hídricos; da Geografia, ...• Bolsistas de graduação de Quim, Med, Biol, Geog, Agro, ...• Técnicos dos laboratórios LARB/UFMT e do CESTEH/FIOCRUZ• Técnicos e profissionais da SMS Lucas R Verde e Campo Verde• Técnicos do CEREST, da SES, do INDEA, da SRTE e do INSS.• Professores da FIOCRUZ (Josino, Frederico, Jorge, Minayo, ...)
    3. 3. Que agronegócio éesse?
    4. 4. Padrão deocupação doterritório pelaagropecuária19962006Fonte: IBGE,CensosAgropecuários1995-1996/2006.
    5. 5. “moderna agricultura conservadora” no Brasil:1 - revolução verde aliada ao “ocupar, modificar a natureza e produzir” ;2 - finalidade social da terra X agronegócio; código florestal X zoneamento e ...3 - sem uso de agrotóxicos, fertilizantes químicos, sementes melhoradas e matrizesselecionadas/PO, não haverá produção suficiente de alimentos; falsa4 – uso adequado de agrotóxico e fertilizantes químicos elimina os riscosocupacionais e ambientais; falsa5 – a falta de informação e pouca escolaridade dos agricultores é a maior causa dosacidentes ocupacionais e ambientais da zona rural; falsa6 – Capacidade do Estado de fiscalizar?; o quê/quem? de vigiar?? o quê, quem? ;Vigiar o homem/ambiente ou o boi/soja ??? de pesquisar???; o quê, para quem?7 – Estado regulador?... de quem?? ... Implementador para quem???...
    6. 6. Etapas do processo produtivo do agronegócio e seus impactos na saúde do trabalhador, na população e no ambienteFonte: original do autor, Pignati WA, tese doutorado Fiocruz/Ensp, 2007, p.18.
    7. 7. desmatamentoPignati - UFMT 2009derrubada etransportede árvoresmadeiralenhaqueima do pó de serra
    8. 8. Fonte: Pignati WA, Machado JMH, Ciência & Saúde Coletiva, 10(4):961-973, 2005Indústria da madeira999 madeireiras e 1389 mapas riscos, ex.clin 4381 trab: 12% mutilados, 37% sequelados,28% deformidade coluna, 20% inaptos visuais, 50% hipert> 40 a.; relação com distanciada sede: horas, salário, morar colônia, precarização, sindicalização, fiscalização/vigilância
    9. 9. Pecuária bovinaCadeia produtiva; Frigoríficos; saúde do trabalhador; ambiente e saúde do consumidorReferência:Vasconcellos MC; Pignatti MG; Pignati WA: Saúde e Sociedade, 18(4):662-672, 2009
    10. 10. “acidente rural ampliado” por agroquímicos (agrotóxicos e fertilizantes)agriculturaReferência: Pignati WA , Machado JMH, Ciência & Saúde Coletiva, 12(1):105-114, 2007
    11. 11. Monoculturas de soja e milho em Lucas do Rio Verde – MT.
    12. 12. Proteção, maio 2008, p 44Agroindústria sucro-alcooleiraOutros impactos na saúde-ambiente:Absorção pulmonar de particulados com resíduos de agrotóxicos, fertilizantes quimicos e ...;Aumento de internação e morbi-mortalidade ocupacionaisAumento de internação e morbi-mortalidade em crianças e idosos na regiãoContaminação das águas por agrotóxicos, fertilizantes químicos e vinhoto na regiãoTrabalho análogo aos escravos; precariedade dos alojamentos; ....Biocombustíveis: etanol, biodiesel, ...
    13. 13. MonoculturasdeHortaliçaseFrutasEPI’s; uso “seguro”, resíduos; ...
    14. 14. Agroindústria de suínos, aves, ...EPI’s, ração, resíduos, LER/DORT, d.psiquiátricas, colônias “modernas” dos
    15. 15. Etapas do processo produtivo do agronegócio e seus impactos na saúde do trabalhador, na população e no ambienteFonte: original do autor, Pignati WA, tese doutorado Fiocruz/Ensp, 2007, p.18.
    16. 16. Brasil 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009Bovino 163,2 164,6 169,9 176,4 185,3 195,6 204,5 207,2 205,9 199,8 202,3 204,9  Suíno 30,0 30,8 31,6 32,6 31,9 32,3 33,1 34,1 35,2 35,9 36,8 37,7Frangas, frangos e pintos 589,4 624,4 659,2 692,7 703,7 737,5 759,5 812,5 819,9 930,0 994,3 1063,0  Galinhas 175,9 180,2 183,5 190,2 180,4 183,8 184,8 186,6 191,6 197,6 207,7 218,3Outros 36,9 37,7 39,8 40,1 39,1 40,0 41,1 42,6 43,4 42,8 44,4 46,0Total 995,3 1037,7 1084,0 1132,0 1140,5 1189,2 1223,0 1282,8 1296,0 1406,2 1485,5 1569,9Brasil 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009Algodão herbáceo 0,9 0,7 0,8 0,9 0,8 0,7 1,2 1,3 0,9 1,1 1,1 1,0  Arroz 3,2 3,9 3,7 3,2 3,2 3,2 3,8 4,0 3,0 2,9 2,9 2,8Borracha  0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,2  Café (em grão) 2,1 2,2 2,3 2,4 2,4 2,4 2,4 2,3 2,3 2,3 2,3 2,2Cana-de-açúcar 5,0 5,0 4,9 5,0 5,2 5,4 5,6 5,8 6,4 7,1 8,2 9,5  Feijão (em grão) 3,9 4,7 4,4 3,9 4,3 4,4 4,3 4,0 4,2 4,0 4,0 4,0Mandioca 1,6 1,6 1,7 1,7 1,7 1,6 1,8 1,9 2,0 1,9 2,0 2,1  Milho (em grão) 11,2 12,4 12,6 12,9 12,3 13,3 12,9 12,2 13,0 14,0 14,7 15,5Soja (em grão) 13,3 13,1 13,7 14,0 16,4 18,5 21,6 23,4 22,1 20,6 21,1 21,6  Sorgo (em grão) 0,3 0,4 0,6 0,5 0,5 0,8 0,9 0,8 0,7 0,7 0,8 1,1Trigo (em grão) 1,4 1,3 1,5 1,7 2,2 2,6 2,8 2,4 1,8 1,9 2,4 3,1  Citrus 1,1 1,1 1,0 0,9 0,9 1,0 0,9 0,9 0,9 0,9 0,9 0,9Outros 4,3 4,3 4,4 4,4 4,5 4,5 4,7 5,1 5,1 4,9 4,8 4,8Total 48,5 50,7 51,8 51,6 54,5 58,5 63,0 64,3 62,6 62,3 65,3 68,8Produção agrícola brasileira de 1998 a 2009; em milhões de hectaresProdução pecuária brasileira de 1998 a 2009; em milhões de cabeçasfontes: IBGE – SIDRA, abr2010 e CONAB estimado 2009
    17. 17. CULTURA 1.000 Litros deProdutosFormuladosHerbicidas Inseticidas Fungicidas Acaricidas OutrosSoja 318.818 62.2% 17% 11,8% 0 8,9%Milho 98.910 80,9% 14,1% 2% 0,1% 2,8%Cana 50.344 86,9% 11,1% - - 1,9%Algodão 42.366 27,6% 54% 7,9% 0,8% 9,7%Citros 38.753 12,7% 19,3% 14,2% 48,4% 5,3%Café 22.996 39,1% 40,2% 13,8% 0,5% 6,3%Trigo 12.608 55,1% 15,5% 19,5% 0 9,7%Arroz 12.355 73,5% 13,2% 5,9% 0 7,4%Feijão 11.509 50,2% 15,3% 27% 0,5% 6,9%Pastagem 9.641 93,3% 1,3% 0 0 5,4%Batata 8.414 8,4% 33% 53,9% 1,2% 3,4%Tomate 6.239 6,3% 31,6% 53,4% 3,1% 5,5%Maçã 4.874 14,7% 11,2% 48,8% 0,4% 24,9%Banana 1.878 14,5% 14,2% 65,8% 0 5,5%TOTAL 629.705 Equivalente da 93,4% do total de agrotóxicos consumidos no Brasil (673.862mil litros)CONSUMO DE AGROTÓXICOS NO BRASIL POR CULTURA, 2008Fonte: Sindag (2008) Mercado Brasileiro de Fitossanitários. Apresentado no Workshop Avaliação da Exposição deMisturadores, Abastecedores e Aplicadores a Agrotóxicos. Brasília 28/04/2009; apud ANVISA-III sem nac.agrtx
    18. 18. 050000100000150000200000250000300000350000Produto formuladoSojaMilhoCanaAlgodãoCitrosCaféTrigoArrozFeijãoPastagemBatataTomateMaçãBananaFonte: Sindag (2008) Mercado Brasileiro de Fitossanitários. Apresentado no Workshop Avaliação da Exposição deMisturadores, Abastecedores e Aplicadores a Agrotóxicos. Brasília 28/04/2009; apud ANVISA-III sem nac agrotxProdutosformuladosconsumidos noano de 2008=629.705 millitrosEquivalentede 93,4% dototal deagrotóxicosconsumidos noBrasil:673.862 millitros
    19. 19. Comercialização de agrotóxicos, por Estado – Brasil, 2008.Estado da Federação2008Percentual de Vendas Vendas por 1,000 US$BAHIA 6,5% 336.358DEMAIS ESTADOS 7,1% 377.424GO 8,8% 444.445MT 20,1% 1.038.244MS 4,7% 285.087MG 9,0% 451.104PR 13,4% 626.463RS 10,4% 505.840SC 2,1% 182.678SP 17,9% 902.198TOTAL 100,0% 5.149.841Fonte: Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola - SINGAG (www.sindag.com.br acessado em setembro de 2009)
    20. 20. Monoculturas de soja e milho em Lucas do Rio Verde – MT.
    21. 21. Campo Verde
    22. 22. Rio MembecaRio Cravari
    23. 23. Mapa de desmatamento deMato Grosso, Brasil - 2007
    24. 24. Desmatamento eagropecuáriano entorno doParque Nacionaldo Xingú - MTFonte:Inpe/prodes/Y ikatu-xingú/ISAImagens de fev 2008
    25. 25. Mato Grosso 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009Bovino 16,8 17,2 18,9 19,9 22,2 24,6 25,9 26,7 26,1 25,7 26,0 26,4  Suíno 0,8 0,8 0,8 0,9 1,0 1,1 1,3 1,4 1,4 1,4 1,6 1,9Frangas, frangos e pintos 11,5 11,5 11,6 11,7 14,4 14,9 14,8 16,0 17,5 22,4 33,5 40,2  Galinhas 3,8 4,0 4,3 4,2 4,7 4,9 4,8 5,2 5,5 5,5 6,0 6,5Outros 0,6 0,6 0,6 0,6 0,7 0,7 0,7 0,8 0,8 0,9 0,9 0,9Total 33,4 34,1 36,3 37,4 43,0 46,2 47,6 49,9 51,3 55,8 68,0 75,9Mato Grosso 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009Algodão herbáceo 0,1 0,2 0,3 0,4 0,3 0,3 0,5 0,5 0,4 0,6 0,5 0,5  Arroz 0,4 0,7 0,7 0,5 0,4 0,4 0,7 0,9 0,3 0,3 0,2 0,2Borracha  0,1 0,1 0,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 0,1  Café (em grão) 0,1 0,1 0,1 0,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0Cana-de-açúcar 0,1 0,1 0,1 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2  Feijão (em grão) 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1Mandioca 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1  Milho (em grão) 0,5 0,5 0,6 0,5 0,7 0,9 0,9 1,1 1,1 1,7 1,8 2,0Soja (em grão) 2,6 2,6 2,9 3,1 3,8 4,4 5,3 6,1 5,8 5,1 5,5 5,9  Sorgo (em grão) 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,2 0,1 0,1 0,1 0,2 0,3Trigo (em grão) 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 0,1  Citrus 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 0,1Outros 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 0,2Total 3,9 4,4 4,8 5,0 5,7 6,5 8,0 9,1 8,1 8,0 8,7 9,5Produção agrícola do Mato Grosso de 1998 a 2009; em milhões de hectaresProdução pecuária do Mato Grosso de 1998 a 2009; em milhões de cabeçasfontes: IBGE – SIDRA, abr2010; CONAB (estimado 2009) e INDEA-MTMato Grosso 98 99 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09Agrotóxico(milhões/litros) 33 39 42 42 49 55 64 72 75 87 92 105Consumo de Agrotóxicos na agropecuária do Mato Grosso de 1998 a 2009; em milhões de LitrosEm 98 era 8,5 l/hect e em 09 foi de 11,0 l/hect E em 98 era 14 l/hab e em 09 foi 36 l/hab
    26. 26. Indicadores e gráfico da matriz de agravos à saúde da população do interior de MatoGrosso; 1998 a 2007 (impactos do agronegócio)
    27. 27. Produção em Hectares (lavouras temporárias) no MT2005 (ha)até 10.00010.000 --| 100.000100.000 --| 200.000200.000 --| 400.000400.000 --| 500.000500.000 --| 660.73620052009Hectares em 2009
    28. 28. Comer-05até 10.00010.000 --| 100.000100.000 --| 400.000400.000 --| 1.000.0001.000.000 --| 2.900.0002.900.000 --| 7.558.877Comer-06até 10.00010.000 --| 100.000100.000 --| 400.000400.000 --| 1.000.0001.000.000 --| 2.900.0002.900.000 --| 7.558.877Consumo de agrotóxicos em litros de prod formulado – Mato Grosso20052009Total consumido72.531.554 litrosTotal consumido105.624.479 litros
    29. 29. Agrotóxicos X Doenças humanas• Agrotóxicos X defensivo agrícola X pesticida X praguicida X agroquímico, mas naLei 7.802/89 e Decreto 4.074/02 = Agrotóxico• Agravos agudos: gastro-intestinais, dérmicos, hepáticos, renais, neurológicos,pulmonares, deficiências no sist. imunológico, quadros clínicos psiquiátricos, ...• Agravos crônicos:• Psiquiátricos (depressão, irritabil,..); distúrbios do desenvolv. cognitivo• neurológicos (neurites periféricas, surdez, doença de parkinson,...)• Desreguladores endócrinos (diabet, hipotiroid, infertilid, abôrtos,..)• Teratogênicos (anencefalia, esp. bífida, malf.card/intest, abôrtos,.)• Mutagênicos (induz defeitos no DNA dos espermat., óvulos,...)• Carcinogênicos (mama, ovário, próstata, testículo, esof/esto, wilms...)• Resíduos contaminantes nos alimentos, água, solo, ar, chuva, toda biotaAgrotóxicos X Danos ambientais
    30. 30. Acidente rural ampliado ou poluição intencional por agrotóxicos???Pignati - UFMT 2009
    31. 31. Acidente rural ampliado ou poluição intencional por agrotóxicos ? ??
    32. 32. Pignati - UFMT, 2009
    33. 33. Pignati - UFMT, 2009
    34. 34. Vasilhames dos agrotóxicos: onde vão parar?• Até o ano de 2.000 grande parte deles iam parar no solo das roças, terrenosbaldios, pastos ou eram queimados ou reutilizados;• Após o ano 2.000 (lei 9974/00), a maior parte deles recebem a tríplice lavagem esão estocados nas fazendas (almoxarifado apropriado; até 01 ano);• Até serem encaminhados para os postos de coleta ou centrais de recebimento deembalagens vazias de agrotóxicos;• São prensados e encaminhados para diversas usinas de reciclagem de plásticos;• Propagandas enganosas de quê são os vasilhames que agridem a natureza.• Mas onde foram parar os agrotóxicos queestavam dentro dos frascos vazios??
    35. 35. Onde foram parar os milhões de litros de agrotóxicosusados nas lavouras ??• 1 – Parte ínfima foi absorvida pela pele, pulmões e sistema gastro intestinal dostrabalhadores, sua família e população do entorno;• 2 - Parte ficou retido nas plantas e parte deste foi parar nos frutos, hortaliças ecereais de consumo humano ou de ração animal;• 3 – Outra parte ficou retida no capim dos pastos e parte deste foi parar nacarne, vísceras e gordura dos animais;• 4 – Parte evaporou e foi se juntar às nuvens que através da chuva poluiuoutras plantações, o ar , as vilas rurais , a cidade e/ou cidades nasvizinhanças;• 5 – Parte foi carreada pelo vento que poluiu outras plantações do entorno, oar das casas das vilas rurais e da cidade que ficam nas vizinhanças;• 5 – Outra parte foi degradada pelo sol, solo e água;• 6 – Parte ficou retida no solo sem se degradar, persistindo ali, meses ou anos;Pignati - UFMT, 2009
    36. 36. PARA : Resultados insatisfatórios (%)*Cultura 2006 2007 2008 2009Alface 28,6 40,0 19,8 38,4Banana N 4,3 1,0 3,5Batata 0 1,4 2,0 1,2Cenoura N 9,9 30,4 24,8Laranja 0 6,0 14,8 10,3Mamão N 17,2 17,3 38,8Maça 5,3 2,9 3,9 5,3Morango 37,6 43,6 36,0 50,8Tomate 2,0 44,7 18,3 32,6Abacaxi     9,7 44,1Arroz     4,4 27,2Cebola     2,9 16,3Feijão     2,9 3,0Manga     1,0 8,1Pimentão     64,4 80,0Repolho     8,8 20,5Uva     32,7 56,4Fonte: Ministério da Saúde/ANVISA/PARA (jun/2010)N = Ánalize não realizada* Os resultados referem-se aos estados: AC, AM,BA,CE, DF, ES, GO, MA, MT, MG, MS, PA, PB, PE, PI, PR, RJ, RN, RS, RO, RR, SC, SE, TOResíduos de Agrotóxicos nos alimentos
    37. 37. Frequências de detecção e intervalos de concentração para agrotóxicos analisadosem águas superficial (rios), subterrânea (escolas) e pluvial (escolas) coletadas emLucas do Rio Verde e analisadas por CG/EM. 2008 e 2009 ,fonte: UFMT/ISC/PignatiAgrotóxicosÁgua Superficial Água Subterrânea Água PluvialFreq. (%)N=34Concentração(μg L-1)Freq. (%)N=62Concentração(μg L-1)Freq.(%)N=104Concentração(μg L-1)Atrazina 9,0 0,02 – 4,90 21 0,01 - 8,83 59 0,01 – 47,21DEA - ND 2 0,02 20 0,01 – 13,84Deltame. - ND - ND - NDDIA - ND - ND 2 0,01 – 0,04Ciper. - ND - ND 4 0,08 – 1,03Clorpirifós 15 0,02 – 0,12 6 0,01 - 0,04 15 0,01 – 0,13Endo α 24 0,71 – 0,83 21 0,01 – 0,91 52 0,01 – 1,15Endo β 24 0,30 – 0,40 21 0,02 – 0,39 59 0,01 – 0,87Endo sulf. 18 0,01 – 0,10 - ND 48 0,01 – 0,93Flutri. 18 0,01 – 0,20 18 0,02 – 0,28 27 0,01 – 0,42Malat. 9 0,05 - 8,83 - ND 12 0,06 – 0,32Parat. M. - ND - ND 7 0,02 – 2,45Metol. 32 0,01 – 0,33 13 0,01 – 0,59 53 0,01 – 3,36Monocr. - ND - ND 10 0,08 – 3,62Permet. 3 0,28 2 0,40 2 0,26Triflu. - ND - ND - ND
    38. 38. Frequências de detecção e intervalos de concentração para agrotóxicos analisadosem águas superficial (rios), subterrânea (escolas) e pluvial (escolas) coletadas emCampo Verde e analisadas por CG/EM. 2008 e 2009 ,fonte: UFMT/ISC - PignatiAgrotóxicosÁgua Superficial Água Subterrânea Água PluvialFreq.(%)N=25Concentração(μg L-1)Freq. (%)N=36Concentração(μg L-1)Freq. (%)N=67Concentração(μg L-1)Atrazina 8 0,18 – 9,33 23 2,14-18,96 55 0,01 – 75,43DEA 4 0,31 - 0,02 7 0,18 – 4,45Deltame. - ND - ND - NDDIA - ND - ND - NDCiper. 4 2,45 - ND - NDClorpirifós - ND - ND 2 0,13Endo α 4 0,50 17 0,34 - 0,56 42 0,03 – 11,45Endo β 12 0,09 – 0,94 6 0,18-0,54 45 0,04 – 29,64Endo sulf. 16 0,06 – 0,56 - ND 13 0,41 – 7,59Flutri. 4 2,47 14 0,23 - 59,49 6 0,27 – 1,51Malat. - ND - ND 6 0,05 – 7,08Parat. M. - ND - ND 2 71,20Metol. 16 0,05 – 1,73 11 0,04 – 0,46 28 0,03 – 4,49Monocr. - ND - ND - NDPermet. 4 0,985 - ND - NDTriflu. - ND - ND - ND
    39. 39. Local de Coleta Data Concentração (ng.m-3)Unidade Rural 13/12/2008 1β-endossulfam - <LQM5/2/2009 2α-endossulfam - <LQM19/2/2009 3Atrazina - <LQM26/2/2009 α-endossulfam – <LQMCentro3/12/2008 α-endossulfam – <LQM22/1/2009 α-endossulfam – <LQM5/2/2009 α-endossulfam – <LQMCentro/periferia 112/2/2009 α-endossulfam – <LQM19/2/2009 α-endossulfam – <LQM26/2/2009α-endossulfam – <LQMAtrazina - <LQMCentro/periferia 219/2/2009 α-endossulfam – <LQM5/3/2009 Atrazina – <LQM19/3/2009 Atrazina <LQM27/3/2009 α-endossulfam – <LQMTabela 4.1 - Níveis dos resíduos de agrotóxicos analisados em amostras de ar coletadosem 04 pontos (Escolas) em Lucas do Rio Verde – MT;datas: dez.2008 a mar.2009; Total de amostras: 61. fonte –UFMT-ISC-Pignati1LQM - 31,0 ng.m-3  ;     2LQM - 31,4 ng.m-3;3LQM - 31,4 ng.m-3 Fonte: UFMT/ISC/Quí/Pignati, 2010
    40. 40. Tipo deamostraAgrotóxicosAmostras positivas MédiasIntervaloUrbana Rural Urbana RuralUrinaGlifosato 35 35 1,07 1,92 0,41 - 22,31 ppbPiretróides 35 34 4,20 2,30 0,21 - 5,05 ng/mlSangueAldrin - 4 - 0,25 0,7 -4,41 ng/mlp,pDDE 18 24 2,35 2,60 0,16 - 16,91 ng/mlo,pDDT - 1 - 0,01 0,4 ng/mlp,pDDT - 5 - 0,13 0,48 - 1,65 ng/mlMirex 2 16 0,10 0,50 0,31 - 4,34 ng/mlResultados das análises de resíduos de agrotóxicos detectados em exames de urina e sanguede trabalhadores urbanos e rurais de Lucas do Rio Verde MT .colhidos em mar.2009; total de amostras: 79 Fonte: UFMT/ISC/Quí/Pignati, 2010Métodos: glifosato na urina por Elisa, piretróide na urina por cromatografia e clorados no sangue por cromatografiaEstudos: 0,32ng/ml de piretróide na urina e 2ng /ml de OC no plasma em população não expostas
    41. 41. Resultados das análises de resíduos de agrotóxicos em amostras de sangue de13 indivíduos (anfíbios) coletados em 2009, em lagoas e córregos em Lucas doRio Verde MT;Composto Lagoa Xixi (N=8) Córrego Cedro (N=5)a-HCH 0,75 0,45b-HCH 1,08 0,26Dieldrin - 0,20Endosulfan I 0,24 -Endosulfan II 2,82 2,44Endrin 2,88 -Heptaclor 0,71 -Mirex 1,16 0,35o,p´– DDD 0,34 0,45PCB Tetraclorobifenil 0,46 0,77Fonte: UFMT/ISC/Bio/Motti, 2010
    42. 42. Resultado de análises de resíduos de agrotóxicos em amostras de sedimentos (SD) e água superficial(AS) da lagoa do Xixi em Lucas do Rio Verde-MTAgrotóxicos SD 1 SD2 SD3 SD4 SD5 SD6 SD7 AS-1 AS-2 AS-3 AS-4 AS-5 AS-6 AS-7DIA ND ND ND ND ND ND ND ND ND ND ND ND ND NDDEA ND ND ND ND ND ND ND ND ND ND ND ND ND NDTrifluralina ND ND ND ND ND ND ND ND ND ND ND ND ND NDAtrazina <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM 0,18 0,18 0,20 0,20 <LQM 0,24 0,26Metil parati. <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQMMalation <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQMMetolaclor <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQMClorpirifós <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM ND ND 0,14 <LQM <LQM <LQM <LQMEndos. alfa 0,25 0,74 <LQM <LQM 0,42 <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQMFlutriafol <LQM 0,49 0,25 0,36 <LQM 0,30 0,39 <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQMEndos. beta 0,54 0,38 <LQM <LQM 0,93 <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQMEndos. sulfato 0,16 <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQMPermetrina <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQMCipermetrina <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQMDeltametrina <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQM <LQMObs: Pontos de coleta: 1 - lado direito da lagoa; 2 - fundo da lagoa; 3 - lado esquerdo da lagoa; 4 - aterro de passagem dos carros; 5 - meio da lagoa; 6- tanque do lado esquerdo (lado da estrada); 7 - tanque do lado direito (próximo à mata); resultados em µg/kg de sedimento ou µg/litro de águaND Não Detectado<LQM Abaixo do Limite de Quantificação do MétodoFonte: UFMT/ISC/Bio/Motti, 2010
    43. 43. Ectromelia do Tibulare-fibulare em Rhinellaschneideri. 2a-  Aspecto  radiográfico;  2b-  Vista ventral; 2c- Vista dorsal; 2d- Vista geral.Rodrigues et al 2009. Congresso Brasileiro deHerpetologiaRadiografias e aspectos morfológicos de anfíbios com malformações coletadosme lagoas e córregos em Lucas do Rio Verde MT, em 2009A  literatura científica nos informa que malformações em anfíbios podem ocorrer por vários fatores ambientais (radiação ultravioleta, ação de parasitos e agrotóxicos). Fonte: UFMT/ISC/Bio/Motti, 2010
    44. 44. Outros estudos:1 – resíduos de agrotóxicos em soja tradicional (0,5 a 1mg glifosato/kg de soja) etransgênica (4 a 6 mg) em MT; e no milho??? E no leite de vaca???2 – resíduos de agrotóxicos em leite materno de nutrizes em L RV;3 – estudos dos impactos dos agrotóxicos nas malformações, neoplasias e agravosrespiratórios em MT;4- estudos de solos contaminados por agrotóxicos e distúrbios morfofisiológicos egenéticos em minhocas em Lucas RV;5 – estudos das ações dos agrotóxicos em anfíbios, peixes e mamíferos no MatoGrosso;6 – resíduos de agrotóxicos nos rios da bacia do Pantanal-Paraguai; Amazonas(??); Araguaia (??); S. Francisco (??); Aquíferos (??)7 – agrotóxicos proibidos em outros países e usados no Brasil; (14)8 – e os transgênicos ??? Quem estuda e avalia os impactos???
    45. 45. “Legalização” da poluição• 1 - LMR = legalização da poluição:• a) Água potável: (metais P/solv/agtx/desinf); Portaria 518/04/MS(13/13/22/6), Portaria 03/90 (11/7/13/2), Portaria 56/77 (10/0/12/0)ex. glifosato na água: 0,5mg e na UE é 0,0001mg/L/água ou 0,1µg/L• b) rios, lagos e subterrâneas: Res 357/05 (CONAMA);• c) LMR de agrotóxicos nos alimentos: PARA• d) monografias da ANVISA; ex: glifosato na soja era 0,2 mg/kg até• 2003, mas foi para 10mg/kg;• e) na chuva, no ar, no leite materno humano???• f) na UE o limite é 0,2mg glifosato/Kg/soja e proibidos outros 14• 2 - deriva = culpabilização do clima ou ato inseguro• 3 - aplicação de agrotóxico = poluição intencional• 4 - uso seguro de utiliz de agtx e fert quím = markting de venda edidática reprodutora de hegemonia. Seguro para quem? Para o
    46. 46. algumas SUGESTÕES a serem incorporadas na vigilância à saúde para diminuir osimpactos do agronegócio na saúde e ambiente:1. Imediata vigilância à saúde ou vigilância do desenvolvimento;• 2. estímulos aos movimentos pelo desenvolvimento sustentável;3. implantação de sistemas municipais de vigilância à saúde humana e ambiental,participativos e integrados intra e interinstitucional;• 4. fazer cumprir código florestal, a Lei 7802/89 e a NR 31. Ir além da “deriva”, doculposo, do uso seguro de agrotóxicos, da “legalização da poluição”;5. monitoramento de resíduos de agrotóxicos e fertilizantes qui. em água potável,rios, lagos e pantanal; Incluir no PARA:leite, milho, soja, carnes, peixes, ...• 6. implantar FÓRUNS de elaboração de normas, de monitoramento, de vigilânciado desenvolvimento local e regional;7. financiamento público apenas para as agropecuárias que investirem emtecnologias sustentáveis;• 8. tratar este “modo de produção” do agronegócio como problema de saúdepública e como modelo de desenvolvimento insustentável
    47. 47. Trabalho é o desenvolvimento das forças físicas ementais para transformar a natureza com a finalidadede manter a vida e/ou melhorar sua qualidade;(mas a mais valia, o lucro e a “usura” do capital, os transformaram emmercadorias)Saúde é uma conquista;é direito do cidadão, dever do Estado eresponsabilidade social das empresas;Lutem pela vida ou pelo desenvolvimento sócio-econômico-democrático e ambientalmentesustentável;
    48. 48. finalouinício de novos estudosounovas lutas sanitáriasobrigado pela atençãoProf. Pignati – UFMT/ISC; pignatimt@terra.com.br

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