Introdução ao Agronegocio

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Introdução à disciplina de agronegócio.

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Introdução ao Agronegocio

  1. 1. Prof. Marcelo Pastoriza Tatsch marcelo.tatsch@metodistadosul,edu.br
  2. 2. O QUE É AGRONEGÓCIO?
  3. 3. Agribusiness é o conjunto de operações de produção e distribuição de suprimentos agrícolas, esta é a definição com origem nos Estados Unidos (DAVIS & GOLDBERG, 1957).
  4. 4.  O Brasil, desde a década de 80 até 2012, teve sua produção multiplicada de 80 milhões para 165 milhões de toneladas de grãos; Dados do IBGE (2012) o agronegócio é responsável por quase um terço do PIB do Brasil e por valor semelhante das exportações totais do país.
  5. 5. Dados Balança Comercial US$ bilhões Fonte: SECEX/MDIC, 2010 Brasil Agronegócio -50 0 50 100 150 200 250 1994 1996 1998 2000 2002 2004 2006 2008 Exportação Importação Saldo 0 10 20 30 40 50 60 70 80 1994 1996 1998 2000 2002 2004 2006 2008 Exportação Importação Saldo
  6. 6.  O agronegócio divide-se em três etapas fundamentais: “pré-porteira” “dentro da porteira” “pós-porteira”
  7. 7. Pré-porteira: Representados pela indústrias e comércios que fornecem insumos para os negócios agropecuários. Exemplo: -fabricantes de fertilizantes, -agroquímicos, -equipamentos, etc..
  8. 8. Dentro da porteira: Representam os produtores rurais, sejam eles pequenos, médios ou grandes. Exemplo: - produtores de grãos e carnes.
  9. 9.  Pós-porteira: Aqueles negócios que compram os produtos agropecuários, os beneficiam, os transportam e os vendem para os consumidores finais. Exemplo: - tecelagem - indústria de beneficiamento - curtumes - laticínios - fábricas de calçados - supermercados - varejista de alimentos - empresas de transportes agrícolas
  10. 10. Como realizar a Gestão de uma Empresa Rural?
  11. 11. Transformações Saídas/OutputsEntradas/Inputs Planejadas São Controladas Esperadas PROCESSOS
  12. 12. Com que objetivos? Controlar e gerenciar atividades que podem ser desenvolvidas dentro da cadeia do setor agropecuário, buscando como objetivo final o lucro.
  13. 13. A administração de uma propriedade rural é bastante complexa e exige dos administradores habilidades para possibilitar a essa unidade de negócio garantias de competitividade e lucratividade.
  14. 14. O uso de tecnologias representa efetivamente um diferencial na geração de resultados.
  15. 15. Conhecimento e postura gerencial aliados à a utilização de um conjunto de tecnologias pode levar uma unidade rural torna-se uma empresa rural.
  16. 16. Características peculiares do setor agropecuário?
  17. 17.  Dependência do clima  Produtos perecíveis  Dependência de condições biológicas  Solo como participante da produção  Sazonalidade
  18. 18.  Trabalho disperso e ao ar livre  Incidência de riscos ( seca, geada, granizo, pragas, etc..)  Sistema de competição econômica  Produtos não uniformes  Altos custos (investimentos em insumos, benfeitorias e máquinas)
  19. 19.  É observado que os efeitos dessas características, isoladas ou em conjunto, são mais prejudiciais do que benéficos.
  20. 20. O administrador rural deve assumir ações administrativas eficazes para diminuir esses efeitos.
  21. 21. Para isso, quais são os objetivos gerais da é necessário conhecer claramente a empresa rural e o mercado.
  22. 22.  Após conhecer claramente esses objetivos, o administrador rural precisa estabelecer estratégias, mobilizando todos os seus recursos, analisando e identificando as oportunidades e ameaças do ambiente e os pontos fortes e fracos de sua propriedade rural.
  23. 23. Objetivos da empresa rural: - Viabilidade econômica das atividades desenvolvidas - Não mais buscar máxima produção a qualquer custo, mas sim buscar a máxima relação custo x benefício - Consciência ambiental
  24. 24. Questão ambiental O desafio agora é a produção no campo sem impactos ao meio-ambiente, causados pelo uso de: - Defensivos - Desmatamento - Empobrecimento do solo - Queimadas - Contaminação de mananciais - Desequilíbrio ecológico - Proliferação de pragas
  25. 25. O cenário atual aponta que o Brasil será o maior país agrícola do mundo em 10 anos..... O agronegócio brasileiro é uma atividade próspera, segura e rentável.
  26. 26. D E S A F I O S Um gargalo logístico envolve praticamente toda a infra-estrutura de transporte do país. As ferrovias, embora tenham recebido investimentos com a privatização, ainda estão longe de suprir a demanda do setor de agronegócio e se consolidar como uma alternativa viável ao transporte rodoviário.
  27. 27. D E S A F I O S A particular a precariedade da malha rodoviária do país. De acordo com uma das pesquisas mais recentes sobre o assunto, elaborada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), dos 84 832 quilômetros avaliados, 37% se encontram em estado péssimo de conservação e outros 32% possuem alguma deficiência.
  28. 28. Celeiro de Oportunidades O agronegócio, segundo a CNA (Confederação Nacional da Agricultura), é responsável por 35% dos empregos do país o que representa em torno de 12% da população economicamente ativa (PEA).
  29. 29. Celeiro de Oportunidades Os fundos de pensão, os grandes bancos, as tradings, as agências de analise econômica, os sistemas financeiros mundiais, a pesquisa, o ensino e demais estruturas de suporte e desenvolvimento integraram-se ao processo econômico do agronegócio.
  30. 30. Celeiro de Oportunidades O agronegócio era sinônimo de lavoura e pecuária, que cheirava a capim e o som principal era mugido de vaca ou ronco de trator.
  31. 31. Gerenciamento de Sistemas Agroindustriais O suporte à gestão de sistemas agroindustriais tem representatividade em dois conceitos: Supply Chain Management (SCM); Efficient Consumer Response (ECR).
  32. 32. Gerenciamento de Sistemas Agroindustriais O gerenciamento dos sistemas agroindustriais ganhou importância em razão da alta demanda dos produtos agroindustriais, pela abertura comercial, crises mundiais, desregulamentações de cadeias agroindustriais, condicionantes macroeconômicos externos e internos, levaram a balança comercial brasileira ao desequilíbrio.
  33. 33. Gerenciamento de Sistemas Agroindustriais Reconhecendo que os produtos agroindustriais representam o equilíbrio das contas externas brasileiras e altamente importantes nas contas internas. Assim os conceitos de SCM e ECR auxiliam na competitividade destes produtos.
  34. 34. Gerenciamento de Sistemas Agroindustriais A empresa rural pode ser competitiva à medida que aumenta sua flexibilidade organizacional, o fluxo de informações, as relações de parceria, a coordenação e eficiência da cadeia de suprimentos como um todo e dessa forma obtendo um ambiente direcionado à resolução de problemas e integrando o planejamento e ação.
  35. 35. Gerenciamento de Sistemas Agroindustriais Outras ferramentas administrativas clássicas também são utilizadas para proporcionar melhoria ao sistema agroindustrial: gestão pela qualidade (BSC), QFD (quality function deployment), além de planejamento estratégico entre outros.
  36. 36. Gerenciamento de Sistemas Agroindustriais O importante é não perceber a agricultura dissociada das atividade de produção, transformação, distribuição, venda e consumo de alimentos. Ou seja, há uma cadeia de produção.
  37. 37. Cadeia de Produção Pode ser entendido como uma sucessão de operações de transformação dissociáveis, capazes de ser separadas e ligadas entre si por um encadeamento técnico. É um conjunto de relações comerciais e financeiras que estabelecem, entre todos os estados de transformação, um fluxo de troca, situado de montante e jusante, entre fornecedor e clientes.
  38. 38. Cadeia de Produção Um conjunto é um conjunto de ações econômicas que presidem a valoração dos meios de produção e asseguram a articulação das operações.
  39. 39. Cadeia de Produção Agroindustrial Batalha (2001), segmenta esta cadeia em 3 macrossegmentos: - Comercialização; - Industrialização; - Produção matérias-primas.
  40. 40. Cadeia de Produção Agroindustrial COMERCIALIZAÇÃO Representa as empresas que estão em contato com o cliente final da cadeia de produção e que viabilizam o consumo e o comércio dos produtos finais. Incluem-se aí as empresas de logística de distribuição.
  41. 41. Cadeia de Produção Agroindustrial INDUSTRIALIZAÇÃO Empresas responsáveis pela transformação das matérias- primas em produtos finais destinados ao consumidor.
  42. 42. Cadeia de Produção Agroindustrial PRODUÇÃO DE INSUMOS Empresas que fornecem matérias-primas iniciais para que outras empresas avancem no processo de produção do produto final.
  43. 43. Níveis de Análise do Sistema Agroindustrial O SAI é o conjunto de atividades que concorrem para a produção de produtos agroindustriais, desde a produção de insumos (semente, fertilizantes, máquinas, ...) até a chegada do produto final ao consumidor. Não está associado a nenhuma matéria-prima agropecuária ou produto final específico.
  44. 44. Níveis de Análise do Sistema Agroindustrial 1. Agricultura, pecuária e pesca; 2. Indústrias agroalimentares (IAA); 3. Distribuição agrícola e alimentar; 4. Comércio internacional; 5. Consumidor; 6. Indústria e serviços de apoio.
  45. 45. Agricultura Pecuária Mercado Externo Distribuição I A A Consumidor I N A R H Indústrias de Apoio Agentes formadores do SAI
  46. 46. Sistema Agroindustrial INDÚSTRIAIS DE APOIO Transportes Combustíveis Químicos Mecânica Eletrodomésticos Embalagens Outros serviços Produção Agricultura Pecuária Pesca Transformação IAA (1ª) IAA (2ª) IAA (3ª) Distribuição Varejo Restaurantes Hotéis Exploração Florestal Indústria Fumo Couro e Pele Móveis Papéis S . A . I . Não alimentarAlimentar
  47. 47. Complexo Agroindustrial X Cadeia de Produção Agroindustrial 1. Agricultura, pecuária e pesca; 2. Indústrias agroalimentares (IAA); 3. Distribuição agrícola e alimentar; 4. Comércio internacional; 5. Consumidor; 6. Indústria e serviços de apoio.

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