At+® quando reanimar pr. linaldo oliveira

836 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
836
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
267
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
3
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

At+® quando reanimar pr. linaldo oliveira

  1. 1. Até Quando Reanimar ? Aspectos Religiosos “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu, há tempo de nascer e tempo de morrer” (Sagradas Escrituras: Eclesiastes 3:1,2).
  2. 2. CONSIDERAÇÕES INICIAIS São três as grandes religiões monoteístas:   • Judaísmo • Cristianismo • Islamismo.
  3. 3. No Brasil, o crescimento religioso cresceu muito a partir da década de 60. Surgiram no inúmeras igrejas e seitas. A sistemática religiosa com suas liturgias eclesiásticas, caracteriza-se pelo subjetivismo místico e requer uma leitura exegética de sua formação, bem como um conhecimento do seu organograma para que faça uma hermenêutica crítica
  4. 4. A religião objetiva ligar a criatura ao Criador. As igrejas como instituição tem o amparo da Constituição sendo livre o exercício da fé. Todavia, nem sempre seus líderes possuem formação acadêmica e teológica para o exercício do seu apostolado. Desta forma, qual deveria ser a atitude da Igreja, diante da temática: Até quando reanimar ?
  5. 5. Consideremos ser de elevada importância que a Igreja exerça sua fé, promulgue seus cultos, fortaleça-se em seus doutrinas e dogmas, limitando-se aos seus objetivos e gerindo aquilo que lhe é peculiar: Ajudar conduzir o homem a Deus, Ajudar nas relações do homem ao homem
  6. 6. 1. A vida humana se constitui uma dádiva outorgada pelo Criador. A morte, por sua vez, se constitui uma realidade natural, conseqüente, e insofismável para todos os homens. As Escrituras Sagradas, em inúmeros textos, citam a esperança de vida após a morte. 2. A crença num Ser superior sempre foi debate de estudiosos do pensar, uns afirmavam ser Ele a Causa não causada; o Primeiro motor; o Pensamento que pensa a Si mesmo; o Motor imóvel; Ato puro; Ser perfeito, Perfeição...  
  7. 7. 3. A existência dos “céus” para aqueles que acreditam em Deus, não se constitui uma propriedade desta ou daquela religião. Deus não está à venda. Ele se doou, na pessoa do seu Filho, conforme apregoa as Escrituras 4. Ninguém tem o direito de julgar seu próximo. A religião deve aproximar os homens entre si, e os mesmos diante do Eterno. “Nas coisas divergentes, respeitemos-nos, nas convergentes, unamos-nos, e em todas o amor”. disse um dos Pais da Igreja
  8. 8. Faz parte da fé religiosa acreditar no poder operante da cura. No milagre, no confiar e depositar a esperança no Eterno. A religião deve proclamar que a fé em Deus realiza milagres. É senso comum religioso.
  9. 9. • A Teologia e a dor, • A Teologia e a dor do justo, • A Teologia das causas não explicadas pela ciência.
  10. 10. A enfermidade, seja ela causada por um acidente ou qualquer alteração física, tende a provocar no homem surpresas desagradáveis. A maior dor sentida num hospital nem sempre é a dor física, mas, é a dor da solidão, é a dor do abandono, é a dor da rejeição, é a dor de sentir-se inválido é a dor de dependente de pessoas desconhecidas. É uma espécie particular de dor e solidão.
  11. 11. O suporte emocional e da dor são as maiores necessidades para a criança que esteja em fase terminal. Responder às questões feitas pela criança, neste momento, é talvez a parte que requer mais cuidado e a mais estressante. Os desejos dos familiares devem ser respeitados, principalmente, porque questões religiosas e éticas sempre estão interligadas nessas decisões
  12. 12. Se não levarmos devidamente em conta a família do enfermo, não poderemos ajudar com eficácia. No período da doença, os familiares desempenham papel preponderante, e suas reações muito contribuem para a própria reação do paciente. Alguns membros da família se sentem mais ativos e com melhores condições de auxiliar se a eles forem dadas as informações com clareza e sensibilidade.
  13. 13. A vida humana, mesmo sem possibilidades de cura, mesmo limitada por deficiências físicas ou em pleno sofrimento, terá sempre um grande valor e dignidade, devendo receber um tratamento paliativo, o melhor possível. O termo “paliativo”, vem do latim, palio, que é o nome dado a uma espécie de cobertura ou toldo que, antigamente, protegia os reis e autoridades e que ainda hoje é utilizado na Igreja Católica para cobrir o Santíssimo Sacramento durante procissões. Ou seja, trata-se de algo que cobre, protege uma pessoa considerada de grande valor e dignidade.
  14. 14. Atuação médica, classicamente, baseia-se em dois princípios: 1. A preservação da vida, 2. O alívio do sofrimento.
  15. 15. Muitas vezes estes princípios se complementam, mas podem tornar-se antagônicos em situações onde uma doença não responde ao tratamento ou recai, tornando o paciente inapto para novas medidas terapêuticas, quer pela dificuldade em obter-se a cura, quer pela incapacidade do doente em suportar um novo tratamento
  16. 16. O médico pode ver o paciente terminal com um misto de compaixão e desapontamento, pois, aparentemente, “não há mais nada a ser feito”. Esquece-se de que os limites do cuidar são mais amplos que o do curar. Sempre é possível cuidar de uma pessoa doente, embora nem sempre se possa curar a doença naquela pessoa
  17. 17. CONSIDERAÇÕES FINAIS:
  18. 18. Ao lidar com o doente terminal, precisamos estar atentos para defender a dignidade humana. Consciência que a vida terrena é um dom de Deus, e não podemos colocar nela toda a nossa esperança, porque ela sempre terá um fim. Portanto se não cabe a nós apressar a morte de ninguém, também não temos o direito de desrespeitar a vida na hora da morte, prolongando artificialmente o processo de morrer, por um mero egoísmo de ter a presença física de alguém que já não vive. Entre uma e outra está o equilíbrio do que vem a ser a morte certa, na hora certa.
  19. 19. O avanço da medicina prolonga por mais tempo a dor de quem não tem condições de recuperar a saúde. Os hospitais, sobretudo as UTIs, afastam o paciente do aconchego familiar e o obrigam a passar momentos de angústia em meio à frieza das máquinas e, muitas vezes, de profissionais pouco preparados para o apoio humanitário e solidário necessário.
  20. 20. A melhor ajuda é a solidariedade. Discursos e palavras bonitas não valem a pena, só satisfazem a quem fala. Comparar a dor do enfermo com a sua ou com a de outrem é desrespeito. Cada pessoa é única e a sua dor também é única. Se posso aliviar a dor física de alguém, muito bem. Se não, posso apertar a sua mão, passar-lhe um pouco de coragem e de esperança.
  21. 21. A criança precisa ser ajudada a “morrer bem”. E o que é morrer bem? Morrer sem dor, morrer acompanhada das pessoas que ama, morrer tendo dado um sentido à existência. Dá-se um sentido positivo à condição terminal quando a criança ou adolescente se sente querido, especialmente nesta situação. A equipe médica e de enfermagem, os amigos e familiares não podem distanciar-se do paciente, mas sim, devem acompanhá-lo até o fim.
  22. 22. Quando a equipe médica, os amigos e familiares não se distanciam do paciente nestas circunstâncias. Não vamos “resolver” a doença, no sentido de curá-la, pois já nos encontramos em uma situação de morte certa. Podemos resolver a dor, o sofrimento, as necessidades básicas e o conforto do doente terminal, ajudando-o, neste momento, a não perder sua dignidade como pessoa, valorizando- o como tal perspectiva de salvarmos uma vida.
  23. 23. Falando sobre o sentido de seu trabalho junto aos mendigos jogados pelas ruas. Madre Teresa de Calcutá dizia: Eu os recebe em minhas mãos como “lixo” mas morrem em meus braços com dignidade, tranqüilos, como verdadeiros anjos.
  24. 24. Muito Obrigado! Pr. Linaldo Oliveira j.linaldo@uol.com.br

×