Aconselhamento em DST/HIV: fundamentos, aplicações e desafios Silvia Perivolaris Psicóloga Aconselhadora  CTA Caio Fernand...
As DST acompanham a história da humanidade.  São, ainda hoje, mais conhecidas como  doenças venéreas , em referência a Vên...
A mitologia grega faz referência às DST e à primeira ideia de preservativo no mundo ocidental: O rei Minos, filho de Zeus ...
<ul><li>Sífilis </li></ul><ul><li>Das Américas para a Europa no período dos Descobrimentos. </li></ul><ul><li>Inicialmente...
<ul><li>Sífilis </li></ul><ul><li>Século XVI - Primeiros preservativos (luva de vênus) -  </li></ul><ul><li>Gabrielle Fall...
<ul><li>Sífilis </li></ul><ul><li>Século XIII – mercúrio, na forma de minério cinábrio,  já usado para tratamento de doenç...
<ul><li>Sífilis </li></ul><ul><ul><li>1839 Charles Goodyear descobriu o processo de  vulcanização da borracha . Preservati...
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Origens do aconselhamento <ul><li>Protágoras (480-410 a. c.) </li></ul><ul><li>Sócrates (470-399 a. c.) </li></ul><ul><li>...
<ul><li>Diálogo de Platão:  O Espelho da Alma  </li></ul><ul><li>Sócrates  – Perguntemo-nos, pois, que coisa permitirá mel...
<ul><li>Alcibíades  – Certamente. </li></ul><ul><li>Sócrates  – Portanto, se quiser ver a si mesmo, o olho deve se contemp...
Fundamentos <ul><li>Counseling  –  a partir de 1900 -prática da área da educação. Inicialmente, consistia em oferecer aos ...
<ul><li>Após a publicação de  Counseling and Psychoterapy (1942),  de Carl Rogers, o aconselhamento, como um  serviço de a...
<ul><li>Foco nos  aspectos saudáveis do cliente. </li></ul><ul><li>Dificuldades, conflitos e problemas analisados são aque...
<ul><li>A partir daí, o papel do conselho e do ensino no aconselhamento perdeu espaço e o foco passou a ser  ajudar as pes...
Estrutura <ul><li>A estrutura básica do processo de ajuda no aconselhamento é a mesma. Possui os mesmos elementos, mesmo s...
Aconselhamento <ul><li>Profissional </li></ul><ul><li>Religioso </li></ul><ul><li>Genético </li></ul><ul><li>Para amamenta...
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<ul><li>Porque?   </li></ul><ul><li>O controle do cliente sobre seu próprio destino aumenta a medida que ele passa a ter m...
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Preceitos fundamentais da Ajuda Efetiva Patterson e Eisenberg (1979). Helping Clientes with Special Concerns <ul><li>Compr...
<ul><li>Qualidade da relação  – respeito, empatia, coerência (consistência), revelação facilitadora, imediação, concreção....
<ul><li>Intensa experiência de trabalho – </li></ul><ul><li>Aconselhamento não é o mesmo que uma conversa. Envolve esforço...
<ul><li>Fases do processo de aconselhamento </li></ul><ul><li>Descoberta inicial   Exploração em profundidade   Preparação...
Aconselhamento em DST/ hiv/aids/hepatites virais <ul><li>Relação de confiança através da qual conteúdos emocionais, sociai...
Risco biológico X vulnerabilidade <ul><li>Risco biológico  – atribui ao indivíduo, isoladamente, a sua condição de saúde o...
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<ul><li>Condução do Aconselhamento Individual </li></ul><ul><li>Esfera do íntimo, do oculto, do não-dito, dos segredos, do...
<ul><li>“  Embora uma ampla gama de regulamentos e restrições possa governar as interações sexuais na vida pública, na vid...
  ACOLHER  MONITORAR  ESCUTAR  (acompanhar)  PLANEJAR  EXPLORAR (implicar)  (devolver) INFORMAR (desmistificar)
<ul><li>Condução do Aconselhamento Individual </li></ul><ul><li>Assegurar sigilo e confidencialidade; </li></ul><ul><li>Pr...
  <ul><li>Já tratou alguma DST? Qual? Quando? Onde tratou? </li></ul><ul><li>Já fez teste anti-hiv/hepatites virais, vacin...
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  Parcerias sexuais: - Têm outras parcerias sexuais? - Apresentaram sintomas, queixas relativas a  DST? - Foram comunicada...
  Atitudes de proteção? -Quais as ações de proteção que já experimentou  para proteger-se de DST e HIV? -Como foram essas ...
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DESAFIOS <ul><li>NOVO CASO DE DST… </li></ul>FRACASSO! QUAIS FORAM AS OPORTUNIDADES PERDIDAS?
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DST - Sífilis

  1. 1. Aconselhamento em DST/HIV: fundamentos, aplicações e desafios Silvia Perivolaris Psicóloga Aconselhadora CTA Caio Fernando Abreu/HS Partenon POA
  2. 2. As DST acompanham a história da humanidade. São, ainda hoje, mais conhecidas como doenças venéreas , em referência a Vênus, a Deusa do Amor .
  3. 3. A mitologia grega faz referência às DST e à primeira ideia de preservativo no mundo ocidental: O rei Minos, filho de Zeus e Europa, era casado com Pasiphae. O monarca era conhecido por seu amor pelas mulheres e suas inúmeras amantes. Por obra de Pasiphae, Minos passou a ejacular serpentes, escorpiões e lacraias, que matavam todas aquelas que se deitassem com o soberano. Pasiphae era imune ao feitiço aplicado a Minos, mas este tornou o rei incapaz de procriar. Minos, no entanto, se apaixonou por Procris. Para evitar que a relação com Minos lhe trouxesse a morte, Procris introduziu em sua vagina uma bexiga de cabra. Os monstros ficaram aprisionados na bexiga e Minos voltou a poder ter filhos.
  4. 4. <ul><li>Sífilis </li></ul><ul><li>Das Américas para a Europa no período dos Descobrimentos. </li></ul><ul><li>Inicialmente muito infectante e com predominância das manifestações cutâneas. </li></ul><ul><li>1º tratamento conhecido, até o final do século XVI, era feito com purgantes e antídotos semi-mágicos para o envenenamento (droga guaiaco). </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Sífilis </li></ul><ul><li>Século XVI - Primeiros preservativos (luva de vênus) - </li></ul><ul><li>Gabrielle Fallopio ( forro de linho do tamanho do </li></ul><ul><li>pênis e embebido em ervas, soluções químicas </li></ul><ul><li>precursoras dos espermicidas modernos) </li></ul><ul><li>No século XVII, Comdom, um médico inglês, alarmado </li></ul><ul><ul><li>com o número de filhos ilegítimos de Carlos II da </li></ul></ul><ul><ul><li>Inglaterra criou para o rei um protetor feito com tripa </li></ul></ul><ul><ul><li>de animais. </li></ul></ul>
  6. 6. <ul><li>Sífilis </li></ul><ul><li>Século XIII – mercúrio, na forma de minério cinábrio, já usado para tratamento de doenças de pele pelos médicos árabes. </li></ul><ul><li>Séculos XV a XVIII – administração oral de mercúrio, ungüentos e banhos de vapor (método da salivação). </li></ul><ul><li>Prostitutas eram marcadas a ferro ou tinham as orelhas cortadas. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Sífilis </li></ul><ul><ul><li>1839 Charles Goodyear descobriu o processo de vulcanização da borracha . Preservativos grossos e caros, eram lavados e reutilizados até arrebentarem. </li></ul></ul><ul><li>1840 – iodeto de potássio – para as fases avançadas da </li></ul><ul><li>doença. </li></ul><ul><li>Século XX – descoberto o agente Treponema pallidum </li></ul><ul><li>(várias subespécies são a causa dos tipos de sífilis venérea </li></ul><ul><li>e não venérea, mas da framboésia, pinta...) 1906-1907 – </li></ul><ul><li>teste de Wassermann (presença da sífilis mesmo latente). </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Sífilis </li></ul><ul><li>A partir de 1880. Em 1901, a primeira camisinha com </li></ul><ul><li>reservatório para o esperma ( Estados Unidos). </li></ul><ul><li>Paul Ehrlich, de Frankfurt, produziu o 1º anti-séptico </li></ul><ul><li>injetável – composto de arsênico orgânico (“bala </li></ul><ul><li>mágica”). Eficaz somente para o grupo das espiroquetas </li></ul><ul><li>ou treponemas. Produzia efeitos colaterais graves </li></ul><ul><li>(Salvarsan e Neosalvarsan). </li></ul><ul><li>Guerras Mundiais – Explosão dos casos de Sífilis. </li></ul><ul><li>Introdução da penicilina, em 1943, muito eficaz contra </li></ul><ul><li>sífilis e gonorréia. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Sífilis </li></ul><ul><li>Século XIX, Países Escandinavos já atacavam o problema abertamente. </li></ul><ul><li>Inglaterra, 1916 – Relatório sugere diagnóstico e tratamento gratuito . Asseguravam anonimato em detrimento da notificação para conseguir acesso aos infectados. Divulgavam locais de tratamento em mictórios públicos. </li></ul><ul><li>1925 – Programa de educação para prevenção. </li></ul><ul><li>IIª Guerra - Divulgação dos locais de tratamento, investigação dos contatos, oferta do teste do Wassermann. Introdução da notificação e tratamento compulsório de sifilíticos que tivessem infectado mais de 2 contatos. </li></ul><ul><li>Decréscimo até década de 60. Após, aumento de casos. </li></ul>
  10. 10. Origens do aconselhamento <ul><li>Protágoras (480-410 a. c.) </li></ul><ul><li>Sócrates (470-399 a. c.) </li></ul><ul><li>Platão (427-327 a.c.) </li></ul><ul><li>Cura pela palavra </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Diálogo de Platão: O Espelho da Alma </li></ul><ul><li>Sócrates – Perguntemo-nos, pois, que coisa permitirá melhor não apenas conhecermos a nós mesmos, como diz a inscrição délfica, mas enxergarmos a nós mesmos. </li></ul><ul><li>Alcibíades – Evidentemente, seria preciso dirigir o olhar para um espelho. </li></ul><ul><li>Sócrates – Tens razão. Mas o próprio olho não contém em sí uma espécie de espelho? </li></ul><ul><li>Alcibíades – É verdade. </li></ul><ul><li>Sócrates – Certamente notastes que, quando olhamos alguém nos olhos, vemos seu próprio rosto se refletir no olho daquele que está diante de nós, como se tratasse de um espelho, e que a imagem daquele que olha se reflete no fundo da pupila? </li></ul>
  12. 12. <ul><li>Alcibíades – Certamente. </li></ul><ul><li>Sócrates – Portanto, se quiser ver a si mesmo, o olho deve se contemplar num outro olho e naquilo que há de melhor, a pupila… Se quiser ver a si mesmo, é num olho que ele deve se olhar. </li></ul><ul><li>Alcibiades – É exatamente isso. </li></ul><ul><li>Sócrates – Então, caro Alcibíades, se uma alma quiser conhecer a sí mesma, não é numa outra alma que ela deve se olhar, e mais precisamente para o lugar da alma em que mora aquilo que é mais precioso, ou seja, a sabedoria? </li></ul><ul><li>Alcibíades – É claro que sim. </li></ul><ul><li>Sócrates – Então seria justo dizermos que há na alma algo mais divino do que o fato de conhecer e o ato de pensar? </li></ul><ul><li>… . </li></ul>
  13. 13. Fundamentos <ul><li>Counseling – a partir de 1900 -prática da área da educação. Inicialmente, consistia em oferecer aos jovens e pessoas inexperientes conselho e instrução sobre escolhas e atitudes (movimentos de orientação profissional e vocacional); </li></ul><ul><li>I e II Guerras Mundiais – necessidade de outros profissinais (além de psiquiatras e psicanalistas) prestarem ajuda terapêutica às pessoas atingidas. </li></ul>
  14. 14. <ul><li>Após a publicação de Counseling and Psychoterapy (1942), de Carl Rogers, o aconselhamento, como um serviço de ajuda humana , começou a transformar-se e aliar-se à psicologia e ao servico social. </li></ul><ul><li>O Aconselhamento passou a ser chamado de Terapia Centrada no Cliente. </li></ul>
  15. 15. <ul><li>Foco nos aspectos saudáveis do cliente. </li></ul><ul><li>Dificuldades, conflitos e problemas analisados são aqueles vividos no presente , pois há o pressuposto de que eles se repetem ao longo da existência. </li></ul><ul><li>Processo focal, mais curto quando comparado a outras terapias. </li></ul>
  16. 16. <ul><li>A partir daí, o papel do conselho e do ensino no aconselhamento perdeu espaço e o foco passou a ser ajudar as pessoas a clarificarem seus próprios objetivos e construirem planos de ação de acordo com os mesmos. </li></ul><ul><li>O conselheiro ou aconselhador passa a ser um facilitador do crescimento pessoal. </li></ul>
  17. 17. Estrutura <ul><li>A estrutura básica do processo de ajuda no aconselhamento é a mesma. Possui os mesmos elementos, mesmo se realizado em uma clínica, escola, hospital ou qualquer outra instituição. </li></ul><ul><li>O que pode variar é a ênfase dada a cada um destes elementos. </li></ul>
  18. 18. Aconselhamento <ul><li>Profissional </li></ul><ul><li>Religioso </li></ul><ul><li>Genético </li></ul><ul><li>Para amamentação </li></ul><ul><li>Reprodução humana </li></ul><ul><li>Hepatites virais </li></ul><ul><li>DST/Hiv/aids </li></ul>
  19. 19. <ul><li>Objetivo </li></ul><ul><li>Capacitar o cliente a dominar situações da vida, a engajar-se em atividade que produza crescimento e a tomar decisões eficazes, produzindo mudanças reais e duradouras. </li></ul><ul><li>Resultado </li></ul><ul><li>O aconselhamento aumenta o controle do </li></ul><ul><li>individuo sobre as adversidades atuais e as oportunidades presentes e futuras. </li></ul>
  20. 20. <ul><li>Porque? </li></ul><ul><li>O controle do cliente sobre seu próprio destino aumenta a medida que ele passa a ter maior compreensão das relações entre o eu e o ambiente. O indivíduo que tenha melhores percepções (insights) de suas próprias necessidades, desejos e capacidades em relação as oportunidades proporcionadas por seu meio particular, está capacitado a viver de modo mais efetivo. </li></ul>
  21. 21. <ul><li>No aconselhamento, as informações sobre as emoções do próprio cliente e a dos outros podem ser tão ou mais importantes que as informações factuais para a resolução de certos tipos de problemas. </li></ul><ul><li>Portanto, o aconselhamento sempre enfoca aspectos cognitivos e afetivos , tendo como pano-de-fundo o contexto social e cultural. </li></ul>
  22. 22. Preceitos fundamentais da Ajuda Efetiva Patterson e Eisenberg (1979). Helping Clientes with Special Concerns <ul><li>Compreensão – para ser verdadeiramente efetivo, o conselheiro deve ter uma compreensão total do comportamento humano e ser capaz de aplicá-la em situações individuais; </li></ul><ul><li>Mudança no cliente – o objetivo final do aconselhamento é ajudar o cliente a operar algum tipo de mudanca que ele julgue satisfatória; </li></ul>
  23. 23. <ul><li>Qualidade da relação – respeito, empatia, coerência (consistência), revelação facilitadora, imediação, concreção. </li></ul><ul><li>Processo seqüencial – Tem um começo, meio e fim. Possui uma sequência bem definida; </li></ul><ul><li>Auto-revelação e auto-confrontação – </li></ul><ul><li>O aconselhador, através de feedbacks (devoluções) de reafirmação e de confronto, auxilia o cliente a deparar-se com novos modos de ver e compreender o próprio eu em determinadas situações de vida. </li></ul>
  24. 24. <ul><li>Intensa experiência de trabalho – </li></ul><ul><li>Aconselhamento não é o mesmo que uma conversa. Envolve esforço mental e emocional e leva, necessariamente, à reflexão. </li></ul><ul><li>Conduta ética – </li></ul><ul><li>A prática não-ética ocorre quando: </li></ul><ul><li>Quando o profissional emvolve-se no atendimento de situações que vão além da sua capacidade e preparação; </li></ul><ul><li>quando não compreende sua obrigação de respeitar os direitos do cliente a privacidade e livre-escolha. </li></ul>
  25. 25. <ul><li>Fases do processo de aconselhamento </li></ul><ul><li>Descoberta inicial Exploração em profundidade Preparação para a ação </li></ul><ul><li>Trabalho Comunicar a natureza das Desenvolver compreensão Testar alternativas e construir </li></ul><ul><li>do preocupações, abrangendo mais profunda dos significados planos para conseguir os </li></ul><ul><li>Cliente conteúdo, sentimento e de preocupações pessoais e objetivos desejados. </li></ul><ul><li>e contexto. formulação de objetivos Desenvolver confiança </li></ul><ul><li>Clarificar significados suficientemente forte, nesses </li></ul><ul><li>espontâneos das planos, para sustentar a </li></ul><ul><li>preocupações durante a ação. </li></ul><ul><li>descoberta. </li></ul><ul><li>Trabalho Proporcionar condições Ampliar os instrumentos Ajudar a traçar um conjunto </li></ul><ul><li>do para desenvolver uma do cliente para compreender de alternativas. </li></ul><ul><li>Aconse- relação de confiança e o próprio eu. Estruturar o processo de </li></ul><ul><li>lhador trabalho. Comunicar percepções tomada de decisão. </li></ul><ul><li>diagnósticas ao cliente, de Estimular avaliação e </li></ul><ul><li>modo experimental. verificação da realidade. </li></ul>
  26. 26. Aconselhamento em DST/ hiv/aids/hepatites virais <ul><li>Relação de confiança através da qual conteúdos emocionais, sociais e informativos são integrados, criando-se as condições necessárias para a realização de uma avaliação do lugar onde o indivíduo se situa ( vulnerabilidade/riscos pessoais ), vislum-brando-se o lugar onde este pode vir a ocupar, reconhecendo as possibilidades ainda não concretizadas e a forma de conquistá-las ( estratégias possíveis de cuidados e proteção ). </li></ul>TOMADA DE CONSCIÊNCIA
  27. 27. Risco biológico X vulnerabilidade <ul><li>Risco biológico – atribui ao indivíduo, isoladamente, a sua condição de saúde ou doença, como algo puramente voluntário e descontextualizado. </li></ul><ul><li>Vulnerabilidade – Conjunto de fatores de natureza biológica, epidemiológica, social e cultural, cuja interação amplia ou reduz o risco ou a proteção de um grupo populacional, frente a uma determinada doença, condição ou dano. </li></ul>
  28. 28. <ul><li>Conceito Problema-alvo Resultado esperado </li></ul><ul><li>Grupo de risco Contato entre Barreira a transmissão </li></ul><ul><li>infectado e (estigmatização) </li></ul><ul><li>suscetível </li></ul><ul><li>Comportamento Exposição Práticas </li></ul><ul><li>de risco ao virus seguras </li></ul><ul><li>(mudanca comportamental) </li></ul><ul><li>Vulnerabilidade Suscetibilidades Resposta social </li></ul><ul><li>populacionais (mudar contextos e </li></ul><ul><li>relações) </li></ul>
  29. 29. <ul><li>Definição de risco </li></ul><ul><li>“ É a exposição de indivíduos ou grupo de pessoas a determinados contextos que envolvem comportamentos, modos de vida, orientação sexual e aspectos culturais e sociais em relação à construção e representação da sexualidade e do uso de drogas em determinada sociedade, tornando-se suscetível aos agravos a saúde” </li></ul><ul><li>MS, 2005. </li></ul>
  30. 30. <ul><li>Os RISCOS para as DST/IST: </li></ul>Não são mera casualidade… Devem ser compreendidos como a expressão, o resultado de um PROCESSO
  31. 31. <ul><li>Condução do Aconselhamento Individual </li></ul><ul><li>Esfera do íntimo, do oculto, do não-dito, dos segredos, dos temores, das fragilidades. </li></ul>Danaid, Rodin
  32. 32. <ul><li>“ Embora uma ampla gama de regulamentos e restrições possa governar as interações sexuais na vida pública, na vida privada, quando uma pessoa de alguma forma está longe dos olhares curiosos e vigilantes da sociedade, um conjunto muito diferente de possibilidades se define (...). Na intimidade das interações sexuais, as regras e regulamentos da vida cotidiana normal, deixam de funcionar, e uma liberdade de expressão sexual que seria estritamente proibida no mundo externo molda-se na privacidade de prática erótica (Parker, 1994:144)”. </li></ul>
  33. 33. ACOLHER MONITORAR ESCUTAR (acompanhar) PLANEJAR EXPLORAR (implicar) (devolver) INFORMAR (desmistificar)
  34. 34. <ul><li>Condução do Aconselhamento Individual </li></ul><ul><li>Assegurar sigilo e confidencialidade; </li></ul><ul><li>Propor o aconselhamento: </li></ul><ul><li>(Explorar as informações trazidas pelo sujeito, suas </li></ul><ul><li>impressões e entendimento sobre sua situação:) </li></ul><ul><li>- Se tem sintomas, o que imagina ser? </li></ul><ul><li>- Conversou sobre o problema com alguém? </li></ul><ul><li>- Acha que adquiriu como? </li></ul><ul><li>- O que ouviu falar sobre DST/hiv e a relação </li></ul><ul><li>entre ambos? </li></ul>
  35. 35. <ul><li>Já tratou alguma DST? Qual? Quando? Onde tratou? </li></ul><ul><li>Já fez teste anti-hiv/hepatites virais, vacina? </li></ul><ul><li>(Quando? Resultado? Motivo?) </li></ul><ul><li>Como tem se sentido em relação a essa situação </li></ul><ul><li>(impacto na sua vida) </li></ul>
  36. 36. <ul><li>- Investigar quantas parcerias sexuais no último </li></ul><ul><li>ano (novas parcerias nos últimos meses?) </li></ul><ul><li>- Práticas sexuais (oral, vaginal, anal) com ou sem </li></ul><ul><li>proteção? </li></ul><ul><li>- Gravidez confirmada ou provável? Amamentação? </li></ul><ul><li>- Filhos? Idade? </li></ul><ul><li>- Tipo de parceria (homem, mulher, travesti, trans.) </li></ul><ul><li>- Práticas de uso de drogas (álcool, cocaina injetável </li></ul><ul><li>ou aspirada, crack, anfetaminas etc). Uso foi </li></ul><ul><li>compartilhado? </li></ul><ul><li>- Recebeu sangue em transfusão ou derivados? </li></ul><ul><li>(quando?) </li></ul>
  37. 37. Parcerias sexuais: - Têm outras parcerias sexuais? - Apresentaram sintomas, queixas relativas a DST? - Foram comunicadas da situação do paciente? - Têm ou já tiveram alguma DST? - Alguma parceira está grávida ou amamenta? - São portadores do HIV? Já realizaram teste? - Uso de drogas no passado ou atualmente?
  38. 38. Atitudes de proteção? -Quais as ações de proteção que já experimentou para proteger-se de DST e HIV? -Como foram essas experiências (dificuldades, etc)? - Usa preservativo? Quando e como? Com que freqüência? Com quem? - Como as parcerias reagem ao uso de preservativo? - Quais as atividades de baixo risco ou sexo seguro que pratica? Com que freqüência? Com quem?
  39. 39. <ul><li>ASPECTOS A SEREM TRABALHADOS </li></ul><ul><li>Trocar informações sobre DST, sintomas, formas de transmissão e danos à saúde; </li></ul><ul><li>Explicar que nem sempre a pessoa infectada apresenta sintomas perceptíveis; </li></ul><ul><li>Diferenciar DST de IST; </li></ul><ul><li>Explicar importância do tratamento completo; </li></ul><ul><li>Orientar sobre a relação (sinergia) entre HIV e outras DST; </li></ul><ul><li>Ofertar testagem para HIV; </li></ul><ul><li>Explicar a diferença entre HIV e aids; </li></ul><ul><li>Orientar sobre janela imunológica; </li></ul>
  40. 40. <ul><li>Reforçar a necessidade de diagnóstico e tratamento das </li></ul><ul><li>parcerias sexuais; </li></ul><ul><li>Explicar as possibilidades de reinfecção; </li></ul><ul><li>Esclarecer sobre a responsabilidade em relação a comunicação das parcerias sexuais; </li></ul><ul><li>Discutir possibilidades de adoção de medidas protetoras </li></ul><ul><li>(preservativo, uso limpo de seringas e agulhas) </li></ul><ul><li>Estabelecer, com o paciente, um plano viável de redução de riscos considerando questões de gênero, planejamento familiar, diversidade sexual e uso de drogas. </li></ul><ul><li>Referenciar para outros serviços (vacina Hepatite B, acompanhamento psicossocial, tratamento para dependência quimica). </li></ul>
  41. 41. DESAFIOS <ul><li>NOVO CASO DE DST… </li></ul>FRACASSO! QUAIS FORAM AS OPORTUNIDADES PERDIDAS?
  42. 42. <ul><li>DESAFIOS </li></ul><ul><li>Informação é importante mas não basta; </li></ul><ul><li>Desconhecimento sobre DST (IST) </li></ul><ul><li>Ênfase no HIV/aids </li></ul><ul><li>Imaginário sobre quem tem DST </li></ul><ul><li>Imaginário sobre quem tem HIV (negação, banalização) </li></ul><ul><li>Imaginário sobre o preservativo e seu uso </li></ul><ul><li>Responsabilidade em relação ao outro </li></ul><ul><li>Idealização do objeto amoroso </li></ul><ul><li>(não proteger-se como moeda de troca na relação, contrato de monogamia mútua) </li></ul><ul><li>Vulnerabilidade de gênero e construção da sexualidade </li></ul><ul><li>(mulher inocente, pura/ homem corre riscos, não nega fogo, práticas bissexuais) </li></ul>
  43. 43. <ul><li>“ Em praticamente todos os seus significados, o termo sacanagem implica pelo menos slguma forma de rebelião ou transgressão simbólica – subvertendo as restrições que regem a interação social normal. É no sentido totalizador de tudo – ou fazendo de tudo que normalmente seria proibido – que esta transgressão se manifesta de forma mais nítida”. </li></ul><ul><li>(Parker, 1994:146) </li></ul>
  44. 44. <ul><li>Aconselhamento coletivo </li></ul><ul><li>Processo educativo participativo, que visa </li></ul><ul><li>despertar/ampliar a percepção de risco, a </li></ul><ul><li>identificação de sinais e sintomas e promover </li></ul><ul><li>a discussão e a reflexão sobre o modo de </li></ul><ul><li>pensar e agir em relação a saúde e a prevenção </li></ul><ul><li>destes agravos. </li></ul>
  45. 45. <ul><li>Condução do aconselhamento coletivo </li></ul><ul><li>Promover a interatividade/participação; </li></ul><ul><li>Não “dar aula”; </li></ul><ul><li>Focar no interesse/necessidade do grupo (características); </li></ul><ul><li>Evitar conteúdos em excesso; </li></ul><ul><li>Utilizar recursos visuais, se possível. </li></ul><ul><li>Abordar características do hiv/aids/dst, formas de transmissão, prevenção, janela imunológica, tratamentos disponíveis. </li></ul>
  46. 46. [email_address] [email_address] (51) 33 36 18 83 Ludia Mondini Coordenação do CTA

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