Aula 5 história economia do es

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Aula 5 história economia do es

  1. 1. Aula 5
  2. 2. Ciclos de desenvolvimento econômico do ES: ◦ 1850-1960- caracterizado pelo predomínio da cafeicultura ◦ 1960-1990 - 2º ciclo de desenvolvimento econômico ◦ 1990- Início o 3º ciclo de desenvolvimento econômico. Espírito SantoEspírito Santo
  3. 3.  Economia Cafeeira no Espírito Santo ◦ Não fomentou as condições para que ele participasse mais ativamente do desenvolvimento verificado na economia brasileira (sob a liderança da industrialização paulista) ◦ Não conseguiu diversificar a estrutura produtiva estadual ◦ Polarizou os principais investimentos na agricultura no período anterior a 1960:  organizou o mercado de trabalho, sendo inclusive o principal responsável pela ocupação da mão de obra;  exerceu importante influência na formação da incipiente indústria estadual;  expandiu a fronteira agrícola, promovendo a interiorização do estado e a ocupação do solo, alterando sensivelmente a composição espacial capixaba. 2º Ciclo de desenvolvimento econômico (1960-1990)
  4. 4.  caracterizado pela industrialização, com duas fases  1ª fase (1960-1975) ◦ baseada no crescimento e instalação de pequenas e médias empresas;  2ª fase (1975-1990) ◦ fundamentada no crescimento e instalação de grandes empresas produtoras de commodities (os Grandes Projetos) ◦ Grandes Projetos:  investimentos em plantas industriais produtoras de commodities realizados no estado entre meados dos anos 1970 e início dos 1980  A construção da Aracruz Celulose, da Samarco e da Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST)  a ampliação das atividades da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD); 2º Ciclo de desenvolvimento econômico (1960-1990)
  5. 5.  1ª fase (1960-1975)  Antecedentes:  esgotamento da fronteira agrícola ◦ processo extensivo de produção sem incorporação de progresso técnico provocou o empobrecimento dos solos  Política Federal de Erradicação dos Cafezais ◦ Decorrente da crise provocada pela queda dos preços internacionais do café na segunda metade da década de 1950 na década seguinte. ◦ Desorganizou a agricultura no Espírito Santo, mas tornou-se um ponto de inflexão na substituição da base produtiva primário-exportadora para outra, de caráter urbano-industrial ◦ Causou maior concentração fundiária e Êxodo Rural  Plano de Metas ◦ Investimentos beneficiaram principalmente a capital e entorno 2º Ciclo de desenvolvimento econômico (1960-1990)
  6. 6. 2º Ciclo de desenvolvimento econômico (1960-1990)
  7. 7.  1ª fase (1960-1975)  Vetores na Mudança do Eixo Produtivo ◦ a crise na produção do café, consequência da queda do seu preço internacional, mas principalmente dos limites internos da cafeicultura tradicional no estado; ◦ política industrial do Governo Federal, no sentido de incentivar especialmente os setores básicos que se localizaram no Espírito Santo; ◦ A construção de infraestrutura com características específicas, atraindo iniciativas industriais para o Estado; ◦ transbordamento da economia brasileira, que a partir do Plano de metas encontraria na periferia alternativas para expansão; ◦ A montagem do sistema estadual de incentivos fiscais e financeiros para atração de investimento; 2º Ciclo de desenvolvimento econômico (1960-1990)
  8. 8.  1ª fase (1960-1975)  Vetores na Mudança do Eixo Produtivo ◦ a expansão do mercado consumidor urbano no Espírito Santo; ◦ o esgotamento da estrutura de produção familiar na cultura cafeeira; ◦ a política nacional de erradicação dos cafezais na década de 1960; ◦ a construção de uma institucionalidade estadual que permitiria a implementação de políticas de apoio à indústria.  Todos esses vetores agiram no sentido de aumentar, direta ou indiretamente, a concentração na RMGV.  Nesse sentido, pode-se inferir que a crise da agricultura representou também o momento da efetiva integração da economia capixaba à economia brasileira 2º Ciclo de desenvolvimento econômico (1960-1990)
  9. 9.  1ª fase (1960-1975)  Ação Política ◦ Criação da SUDENE (1960)  Nordeste considerado prioritário na questão regional brasileira  Espírito Santo, a despeito de seus péssimos indicadores socioeconômicos, ficaria inicialmente à margem da política de incentivos do Governo Federal  Esse fato provocou um movimento reinvindicatório de inclusão do estado na política regional brasileira.  Isso acirrou a defesa da industrialização como forma de alavancagem, o que levou um grupo de empresários ligados à Federação do Comércio a montar, em 1958, a FINDES (Federação das Indústrias do Espírito Santo) 2º Ciclo de desenvolvimento econômico (1960-1990)
  10. 10.  1ª fase (1960-1975)  Política Industrial do ES ◦ A FINDES Teve papel decisivo na montagem da estrutura de apoio à indústria constituída no governo de Christiano Dias Lopes Filho (1967- 1971). ◦ O ambiente em favor de uma política industrial estava formado em razão, principalmente, da integração entre as políticas local e federal ◦ Nesse ínterim, foi possível durante o governo Dias Lopes articular os interesses locais emergentes às políticas federais.  O grupo de interesse ligado a FINDES conseguiu impor seu projeto político no estado com apoio do Governo Federal a ponto de afastar, via articulação na Assembleia Legislativa, o governador Francisco Lacerda de Aguiar – o Chiquinho 2º Ciclo de desenvolvimento econômico (1960-1990)
  11. 11.  1ª fase (1960-1975)  Fundo de Recuperação Econômica do Estado do Espírito Santo (FUNRES). ◦ Principal resultado das articulações que levaram à criação do Grupo Executivo de Recuperação Econômica do Espírito Santo (GERES) para coordenar, articulado ao Banco de Desenvolvimento do Estado do Espírito Santo (BANDES), uma política industrial. ◦ O Espírito Santo como o único estado brasileiro a dispor de um instrumento de desenvolvimento regional instituído pelo Governo Federal como forma de compensar o declínio de sua cafeicultura. ◦ Os demais fundos similares (FINOR – Fundo de Investimentos do Nordeste e FINAM – Fundo de Investimento da Amazônia) estavam voltados para o desenvolvimento de um conjunto de estados formadores de uma mesma macrorregião. 2º Ciclo de desenvolvimento econômico (1960-1990)
  12. 12.  1ª fase (1960-1975)  Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (FUNDAP). ◦ instrumento específico de atração de investimento que contribuiu significativamente para o crescimento de sua importações ◦ Fundamental para a inserção da economia capixaba no mercado externo ◦ Instrumento de renúncia fiscal criado em 1970 para aumentar as operações pelo Porto de Vitória e atrair investimentos em atividades industriais quando ainda eram fortes os efeitos negativos da crise na cafeicultura 2º Ciclo de desenvolvimento econômico (1960-1990)
  13. 13.  1ª fase (1960-1975)  Vantagem Locacional ◦ Integração com a economia nacional foi incentivada pela proximidade com os maiores mercados consumidores nacionais – São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais – e pela constituição do referido sistema de incentivos que permitiu o financiamento de um conjunto de pequenas e médias empresas em segmentos de bens de consumo leves. ◦ Essas empresas escoaram suas produções para o mercado nacional, aproveitando-se tanto da maior integração do mercado nacional promovida pela industrialização brasileira pós-1950, quanto pelo aumento da urbanização que ampliou o mercado para os seus produtos 2º Ciclo de desenvolvimento econômico (1960-1990)
  14. 14.  1ª fase (1960-1975)  Consequências das Ações Políticas ◦ atração de grandes plantas industriais, principalmente uma usina siderúrgica – velha demanda dos políticos capixabas –, pelo aproveitamento das vantagens locacionais derivadas da presença do Porto de Vitória e da CVRD. ◦ CVRD diversificou suas atividades no estado com a construção do Porto de Tubarão (1966) e a implantação de cinco usinas de pelotização de minério de ferro, entre 1969 e 1979 consorciadas aos capitais japonês, italiano e espanhol, o que representou um crescimento significativo da indústria extrativa mineral na região. ◦ Atração de tradings companies que se instalaram na RMGV, aumentando sua inserção no comércio internacional. Reforçava-se, assim, o papel da capital como importante praça mercantil e terciária que vinha desde os governos Muniz Freire. 2º Ciclo de desenvolvimento econômico (1960-1990)
  15. 15. 2º Ciclo de desenvolvimento econômico (1960-1990)
  16. 16. 2º Ciclo de desenvolvimento econômico (1960-1990)

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