ETAPAS DA COLONIZAÇÃOBRASILEIRA
A conquista do NovoMundo• Portugal: PériploAfricano►Espanha: testou aEspanha: testou ateoria dateoria daesfericidade daesf...
A 1ª controvérsiadiplomática• 1493 – a Espanha tentaemplacar a “Bula InterCoetera”► 1494 – Espanha e Portugal1494 – Espanh...
Portugal• A conquista de Ceuta foi omarco inicial de suagrande empreitada► Já sabia da existência doJá sabia da existência...
Lembrete:• Toda essa história começoupor que os europeusalmejavam chegar àsíndias...►As cidades italianas deAs cidades ita...
Modelos de colonização da América• Modelo Português • Modelo Espanhol► Colônia de ExploraçãoColônia de Exploração ► Colôni...
OS TUPI-GUARANI• Os povos Tupi-guarani, agricultores poucosedentários e de muita rivalidade intertribal, quedominavam a co...
MODO DE VIDA• O tipo de sociedade emque estavam organizadosesses indígenas échamado pelosantropólogos de sistematribal.• O...
• Nas aldeias não existiauma autoridade formal,responsável pelo controledo grupo.O chefe de cadaaldeia não tinha o poderde...
• Outra figura importantena organização das tribosera o Pajé, tambémconhecido por xamã,mediador entre o planodos homens e ...
ENCONTRO DE CULTURAS : ÍNDIOS - BRANCOS.
INFERNO E PARAÍSOINFERNO E PARAÍSOA leitura cristã feita do encontro doseuropeus com os habitantes da Américatinha forte c...
• Os jesuítas, liderados por Manuel da Nóbrega,chegaram com o primeiro governador geral parainiciar a conversão dos índios...
Drogas do SertãoDrogas do sertão• Drogas do sertão é umtermo que se refere aalgumas especiariasextraídas da Amazôniacomo: ...
A Coroa Portuguesa considerava o índio como um súdito,o que legalmente não permitia que o índio fosseconsiderado escravo.O...
• Podemos observar,no mapa ao lado, adrástica redução doshabitantes da costaleste, de maioriaTupi. Ao longo doprocesso dec...
Capitanias Hereditárias• Sistema adequado à políticacolonizadora portuguesa:“máximo de lucro e mínimode investimento”► Don...
Povoamento litorâneo• A ocupação do território brasileiro, pormuitos anos, ficou restrita ao litoral.• Tal fato explica po...
PecuáriaFator essencial na ocupação e povoamento do interior, a pecuária sedesenvolve no vale do rio São Francisco e na re...
Durante o período colonial, a empresa açucareira foi o grandeinvestimento dos portugueses nas terras brasileiras. Contudo,...
BRECHA CAMPONESAUma das mais novas modalidades pesquisadas nessecampo trata, por exemplo, da criação da “brechacamponesa”....
Por que estudar a África?Por que estudar a África?Além de identificar e reconhecer asinfluências das culturas africanas(so...
O “Berço” da humanidadeO “Berço” da humanidadeO continente é reconhecidamente associado ao surgimento dohomem, pois em ter...
•Nos seus 30,2 milhões de Km², repartidos por 53paísesa África tem 1 bilhão de habitantes, cerca de 15% daHumanidade, que ...
A descolonização da África, entre 1950 e 1970, dá origem asistemas políticos frágeis, que, em muitos países, acabamdegener...
Civilizações marcantesCivilizações marcantes O Antigo Egito é certamente a maisconhecida e grandiosa civilização africana...
Civilizações marcantesCivilizações marcantes Abaixo do região egípcia, onde hoje está o Sudão, tendocivilizações que deix...
OceanoAtlânticoÁfrica do NorteÁfrica OcidentalÁfrica CentralÁfrica OrientalÁfrica do Sul
A África AtlânticaA África AtlânticaÉ a região ocidental docontinente, banhadapelo Oceano Atlânticoe que teve fortes in-fl...
A África AtlânticaA África AtlânticaOceanoAtlânticoPara os estudiosos daHistória da África, aregião é formada pelosseguint...
A África AtlânticaA África AtlânticaA região sediou um dos mais importantes reinos históricos daÁfrica, o poderoso Império...
A África AtlânticaA África AtlânticaO reino de Mali estava nas proximidades da África Atlântica, masera bastante ligado à ...
A escravidão é uma característica marcante na vida da ÁfricaAtlântica, sendo o tráfico humano uma atividade que teve muita...
EscravidãoEscravidãoCenas da escravidão interna na ÁfricaAtlântica
EscravidãoEscravidãoCenas da escravidão interna na ÁfricaAtlântica
EscravidãoEscravidãoMulheres ecriançasescravas
EscravidãoEscravidãoCom a expansão marítima europeia a partir do século XV, oscontatos entre a Europa e a África tornaram-...
EscravidãoEscravidãoAs intensas intromissões externas contribuíram paradesestabilizar os reinos africanos, cada vez mais d...
EscravidãoEscravidão Cerca de 90% dos escravos transferidos para as Américaspartiram da África Atlântica; No caso do for...
EscravidãoEscravidãoEsquemas e representações de naviosnegreiros que faziam as rotas entre aÁfrica Atlântica e as Américas
EscravidãoEscravidãoFluxo,intensidade edestinos dosescravosatravés dasrotasatlânticasentre a Áfricae as Américas
EscravidãoEscravidão O fluxo escravista a partir da África Atlântica acabou tambémdisseminando, através do êxodo escravo,...
A África pré-colonial• A África possuiu umaHistória anterior a suaexploração colonialiniciada nos séculosXV e XVI;• Era um...
REGIÕES AFRICANAS
O Darwinismo• Mas inspirados peloDarwinismo os europeuspassaram a ver o continentecomo um lugar de pessoasinferiores;• A Á...
• A África foi habitado por comerciantes,ferreiros, ourives, guerreiros, reis e rainhas;• Algumas civilizações são conheci...
• Os bantos habitavam o noroeste da África,(atuais Estados da Nigéria, Mali, Mauritânia eCamarões);• Eram agricultores e f...
• Durante os séculos V a XV, na Áfricaocidental, os impérios de Gana e de Mali, ereinos da África central e oriental, como...
Áfricas• O continente africano era habita por povosdistintos em “estágios evolutivos” distintos;• Por isso não é correto p...
A África no Brasil• Os africanos no Brasil,durante o período daescravidão, eram tratadoscomo mercadoria;• Eram explorados ...
Religião• Através da religiosidade os africanospreservaram parte de sua cultura;• Nesta religião, criada no Brasil, mistur...
RelaçõesNossa Senhora daConceição Iemanjá
Outras influências• O português falado no Brasil é prova viva dacontribuição africana;• Na música o samba;• Na culinária a...
05/10/13 86Comércio de Escravos
05/10/13 87NAVIO
05/10/13 88TRÁFICO NEGREIRO
05/10/13 89
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05/10/13 91
05/10/13 92
05/10/13 93
Escravidão • O negro resistiu, fugindo, atacando seusfeitores, queimando senzalas,dispersando o gado, suicidando-se,aborta...
Isto é preconceito, você sabia?• Colocar apelidos nas pessoas negras, como Pelé, Mussum,tição, café, chocolate, buiu, bran...
Educação das Relações Étnico-RaciaisEducação das Relações Étnico-RaciaisA palavra é ...A palavra é ...Etnocentrismo – Visã...
Produção naColônia
Sociedade• Grande influência do catolicismo(outros cultos não podiam serfeitos em público...).► Família patriarcal.Família...
Um trapiche é uma máquina destinada a moer a canade açúcar que consiste numa estrutura fixa onde seencontra um conjunto de...
05/10/13 114Os Quilombos• Do Banto: “Povoação”• Núcleos habitacionais e comerciais,além de local de resistência àescravidão
05/10/13 115O Quilombo dos Palmares• Criado no final de 1590 a partir de umpequeno refúgio de escravos localizado naSerra ...
05/10/13 116ZUMBI
A União IbéricaeA Invasão Holandesa
União Ibérica (1580-1640)Com a morte do rei de Portugal, D. Sebastião, em 1578, o trono português ficou vago.Felipe II, ...
Holandeses na BahiaEm 1624, a Holanda invade Salvador e aprisiona o governador Diogode Mendonça Furtadocolonos organizam ...
Holandeses em PernambucoEm 1630, holandeses voltam a atacar o Brasil ( PE)= Olinda e RecifeA chegada dos holandeses levo...
Resultado das conquistas holandesas até esse período (1630-1635)Engenhos destruídosOlinda incendiada e destruídaFuga de...
Nassau chega ao Recife (1637-1644)•Período de relativa "paz" por adotar algumas medidas, tais como:* Aliança com Senhores ...
 Restauração PortuguesaEm 1640, Portugal com ajuda da Inglaterra e da Holanda tornou-se independente da EspanhaAssume o ...
Terceira fase do domínio holandês em Pernambuco (1645-1654)Os holandeses começam a cobrar os empréstimos feitos aosSenhor...
Líderes :João Fernandes Vieira (branco)Henrique Dias (negro)Felipe Camarão (índio)* representação das três raças do Bra...
19/04/1648 e em 11/1649 - Batalha dos Guararapes
Tratado de paz com a Holanda foi firmado em 08/1661, em HaiaPontos do acordo:Holanda renuncia qualquer pretensão sobre o ...
1. O CICLO DO OURO• Século XVIII.• MG, MT, GO• Movimento bandeirante(séc XVII):– Bandos armados quepercorriam o interior d...
– Tipos de bandeiras (expediçõesexploradoras): apresamento (caçaao índio), sertanismo de contrato(destruição de quilombos ...
• descoberta de ouro (nos atuaisestados de MG, MT e GO)• A administração aurífera:– Intendência das Minas (1702) –órgão cr...
• Capitação (1735 – imposto sobre escravos)• 100 arroubas anuais (1500kg/ano).• Derrama (cobrança de impostos atrasados).•...
– Integração do sul (gado).– Deslocamento do eixo econômico(NE – SE).– Mudança da capital (RJ – 1763).– Interiorização.– U...
– Aumento do escravismo.
• O distrito Diamantino:– Maior controle de POR.– Até 1740 cobrava-se o Quinto.– A partir de 1740: concessão de contrato.•...
Aleijadinho nasceu em Vila Rica no ano de 1730 (não há registrosoficiais sobre esta data). Era filho de uma escrava com um...
E o pior é que a maior parte do ouro que se tira das minas passa em póe em moedas para os reinos estranhos, e a menor é a ...
A POPULAÇÃO BRASILEIRA NO SÉCULO XVII 
A POPULAÇÃO BRASILEIRA NO SÉCULO XVIII
• As Reformas Pombalinas (1750 – 1777):– Marquês do Pombal*: despotismo esclarecido em POR.– Tentativa de modernizar POR, ...
1 - REVOLTAS NATIVISTAS:• Revolta de Beckman (1684) Causas: As divergência entre fazendeiros e jesuítas quanto à escraviz...
Líderes :•Manuel Beckman, Tomás Beckman e Jorge SampaioAderiram ao movimento: latifundiários, comerciantes luso-brasileiro...
Guerra dos Emboabas (MG 1707 – 1709):– Bandeirantes paulistas X Emboabas(forasteiros)*.– Capão da Traição: grande massacre...
• Guerra dos Mascates (PE – 1710):– Olinda X Recife– Causa básica: Recife obtém autonomia e Olinda nãoaceita.– Recife conf...
• Revolta de Vila Rica ou de Filipe dosSantos (MG – 1720):– Contra o estabelecimento das Casas de Fundição.– Líder: Filipe...
2 - REVOLTAS EMANCIPACIONISTAS:• Século XVIII (final) e XIX (início).• Objetivo: separação de Portugal(independência).• Na...
– Líderes: elite mineira(Cláudio Manuel da Costa, TomásAntônio Gonzaga, Alvarenga Peixoto,Joaquim José da Silva Xavier – o...
– Denunciada por Joaquim Silvério dosReis.– Líderes presos e degredados para aÁfrica.– Tiradentes é enforcado e esquarteja...
Conjuração Baiana ou Revolta dos Alfaiates (1798):Motivos: Transferência da capital de Salvador para o Rio de Janeiro (176...
Objetivos:  Criação de uma República  Independência Fim da escravidãoImpostos mais eqüitativosAumento de salários das...
Loja maçônica: Cavaleiros da Luz ( padres, comerciantes e militares) Movimento foi considerado de Lesa-majestade = crime...
COMPARAÇÃO ENTRE AS CONJURAÇÕES MINEIRA E BAIANA
Gêneros  Literários Quinhentismo: Esse é o primeiro movimento literário no Brasil e nãoapresenta um autor específico. Poss...
Numa tarde quente da Bahia, uma Freira resolveu satirizar,publicamente, Gregório de Matos(nasceu em 1636) , que tinha umaf...
O sermão do Padre Antônio Vieira, intitulado Pelo bom sucesso dasarmas de Portugal contra as de Holanda,  trata-se  de  um...
1. O PERÍODO JOANINO (1808 – 1821)• Período em que a família real portuguesainstalou-se no Brasil.• Causa: fuga das tropas...
• 1810: Tratados de comércio com a ING:– Tratado de Aliança e Amizade – proibição daInquisição no Brasil e fim gradual do ...
– Biblioteca Real.– Escola de Medicina (BA e RJ).– Real Teatro de São João– Jardim Botânico (RJ).
• Com a chegada de D. João VI e a corte portuguesa ao Brasil, este recebe forte influênciacultural européia, intensificada...
ARTISTAS DA MISSÃO ARTÍSTICA FRANCESA• Chefiada por Joaquim Lebreton, a missão artística francesa criou, no Riode Janeiro,...
Características do neoclássicoIgreja de Santa Genoveva em ParisForte influência daarquitetura neoclássicafoi a descobertaa...
Retrato da Marquesa de Belas, 1816.Largo da Carioca em 1816. Museu Nacional de BelasArtesNICOLAS-ANTOINE TAUNAYVista do Pã...
Debret: Negra vendendo cajuJEAN-BAPTISTE DEBRETEm "Viagem Pitoresca ao Brasil",coleção composta de três volumescom um tota...
Grandjean de Montigny – Introduziu o Neoclássico na arquitetura brasileira.• Grandjean de Montigny – Em 1816, desembarca n...
Pórtico da Escola Real de Ciências, Artes eOfícios, na altura da antiga Travessa doSacramento, no Rio de Janeiro. Atual Es...
• Conseqüências sociais da instalação daCorte no Brasil:– Costumes importados da Europa no RJ.– Alta do custo de vida.– Cr...
• 1815: Elevação do Brasil à categoria de REINO UNIDO A PORTUGAL E ALGARVES (legitimação da Corte noBrasil – Congresso de ...
• Política externa:– 1807 – invasão da Guiana Francesa(devolvida em 1817).– 1816 – anexação da Província Cisplatina (URU) ...
– Objetivos:• Volta de D. João VI.• Constituição.• Recolonização do Brasil (voltado monopólio português).– 1821: D. João V...
2 - O PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA(1821 – 1822):• Cortes portuguesas (parlamento) tentamrecolonizar o Brasil.• Exigência da v...
• MAI/1822: Decreto do “Cumpra-se”.• JUN/1822: D. Pedro convoca AssembléiaConstituinte.• AGO/1822: tropas portuguesas no B...
• DEZ/1822: D. Pedro é coroado (DOM PEDRO I).• Dependência econômica em relação a ING.• Manutenção das estruturas sociais ...
Primeiro reinado1822 -1831
• Províncias que não aceitaram aproclamação:• Bahia;• Cisplatina;• Grão-Pará.• Maranhão• Grenfell e CochraneGuerra de Inde...
• 1824: Estados Unidos (primeiro país devido àDoutrina Monroe)• 1825: Em Londres, os britânicos mediam o encontroentre os ...
Inicia os trabalhos a 17 de abril e é fechada por atoautoritário do Imperador a 12 de novembro;O ante-projeto constituci...
 Outorgada em 25 de março; 4 poderes: executivo, legislativo, judiciário e Moderador; Catolicismo apostólico romano: re...
4 Poderes
• 100 mil-réis a 199 mil-réis: cidadão passivo, não votavanem era votado;• 200 mil-réis a 399 mil-réis: cidadão ativo, ele...
Somente os católicos poderiam assumir cargospúblicos;Somente os templos católicos poderiam serpúblicos;Porém, formalmen...
O imperador sagrava os bispos;O imperador poderia conceder títulos de nobreza;A Assembléia Nacional não tinha autoridad...
Luta Política“Partido Português” “Partido Brasileiro”• Apoiavam o absolutismo deD. Pedro;• Institucionalmente eramfortes n...
• A elite do nordeste não aceita o absolutismode D. Pedro I;• Não aceita os altos impostos decretadospelo monarca sem cons...
Características principais:• Republicanismo;• Separatismo;• Ideais liberais-iluministas;• Líderes eram grandes senhores-de...
• Brasil e Argentina disputam o território queiniciou uma guerra pela autonomia;• Guerra impopular que D. Pedro I insistiu...
Guerra da Cisplatina
O Brasil possuía uma estrutura de “plantation”O açúcar e o algodão – produção em declínio;A crise dura de 1765 a 1850;...
• Fechamento da Constituinte;• Outorga da Constituição de 1824;• Envolvimento de D. Pedro I na sucessão portuguesa (guerra...
• Manifestações populares contra o monarca após amorte de Líbero Badaró (jornalista liberal de SãoPaulo) por pessoas ligad...
• Como não havia nenhum parente maior deidade para assumir a regência em nome de D.Pedro II, a constituição determinava qu...
• Transição até a maioridade de D. Pedro II.• Instabilidade política (agitações internas).• Fases:– Regência Trina Provisó...
• Tendências políticas do período:– Restauradores ou Caramurus:• Portugueses, descendentes de portugueses e burocratasliga...
– Liberais Exaltados ou Farroupilhas ou Jurujubas:• Proprietários rurais de regiões periféricas sem influência doRJ, class...
DESENVOLVIMENTO DOS PARTIDOSPOLÍTICOS:
• Regência Trina Provisória (abr/jul 1831):– Brigadeiro Francisco de Lima e Silva, Nicolau Pereira deCampos Vergueiro e Jo...
• Regência Trina Permanente (1831 – 1834):– Brigadeiro Francisco Lima e Silva, João Bráulio Muniz (Norte) eJosé da Costa C...
– Criação do Código de Processo Criminal (nov/1832):• Autoridade judiciária e policial (nos municípios) aos “juízes depaz”...
• Regência Una do Padre Feijó (1835 – 1837):– Várias revoltas pelo país (Cabanagem, Sabinada e RevoluçãoFarroupilha).– Div...
• Regência Una de Araújo Lima (1837 – 1840):– Regressistas no poder.– Retorno da centralização monárquica.– Criação do Col...
– Fundação do “Clube da Maioridade” (1840):• Grupo Progressista (ou Liberais).• Antecipação da maioridade de D. Pedro II.•...
PRINCIPAIS REBELIÕES DO PERÍODOREGENCIAL:
• Revolta dos Malês (BA 1835):– Revolta de negros escravos islâmicos (alfabetizados que liam oAlcorão). No mínimo 100 negr...
• Cabanagem (PA/AM 1835 – 1840):– Ampla participação popular (índios, negros, mestiços, escravos oulivres, porém, todos se...
– As lideranças anônimas da Cabanagem: Domingos Onça, Mãeda Chuva, João do Mato, Sapateiro, Remeiro, Gigante doFumo, Piroc...
• A Sabinada (BA – 1837 – 1838):– Francisco Sabino Barroso (líder).– Dificuldades econômicas da Província (causa principal...
• A Balaiada (MA 1838 – 1841):– Manuel dos Anjos Ferreira (o “Balaio”), Raimundo Gomes (o“Cara Preta”) e Negro Cosme Bento...
• Revolução Farroupilha ou Guerra dos Farrapos(RS 1835 – 1845):– A mais elitista e longa de todas as revoltas.– Principais...
– Proclamação da República do Piratini, ou República Rio-Grandense (RS, a partir de 1835) e da República Juliana (SC,de ju...
– Experiência de combate (guerras fronteiriças) e recursoseconômicos para manter a guerra (elite provincial).– Não houve u...
– Acordo encerra conflito em 1845: “Paz dePonche Verde”• Anistia dos envolvidos gaúchos;• Incorporação dos farrapos no exé...
Do SegundoReinadoaProclamaçãodaRepública
POLÍTICA INTERNA• 3 fases:– Consolidação (1840 – 1850):– Conciliação (1850 – 1870):– Crise (1870 – 1889):• 2 correntes pol...
• Parlamentarismo às avessas:– Poder legislativo subordinado ao executivo.– Imperador = peça central nas decisões.D. PEDRO...
• A Lei de Terras (1850):– Terras sem registro = “devolutas” (pertencentes aoEstado).– Regularização mediante a compra de ...
• A Questão Christie (1863 – 1865):– Rompimento de relações diplomáticas entre BRA eING.– Causas:• Roubo de carga de navio...
• A Guerra do Paraguai (1865– 1870):– Maior conflito armado da AméricaLatina.– Antecedentes:• PAR: sem dívida externa, sem...
– Causas:• PAR sem saída para o mar(anexações no BRA eARG).• “Mau exemplo” – oposiçãoinglesa ao projetoparaguaio.• Rompime...
– TRÍPLICE ALIANÇA (BRA + ARG + URU)* XPAR– ING: retaguarda (empréstimos).– Conseqüências:• PAR: 600 mil mortos (99% dos h...
O MASSACRE DA POPULAÇÃOPARAGUAIAPopulação no começo da guerra 800 milPopulação morta durante a guerra 606 mil (75,75%)Popu...
• BRA: endividamento, fortalecimento político doexército, crise do escravismo e do Império.• ING: afirmação de interesses ...
ECONOMIA:• Café: principal produto.– Mercado externo (EUA/EUROPA).– Alto valor.– Solo (“terra roxa”) e clima favoráveis.– ...
– Vale do Paraíba (RJ – SP): 1ª zona de cultivo. Iníciono final do século XVIII. Latifúndio escravistatradicional, sem ino...
• Açúcar: decadência– Concorrência externa.– Açúcar de beterraba (Europa).– Queda no preço.• Outros produtos:– Algodão (MA...
• A “Era Mauá” (1850 – 1870):– Início da industrialização.– Irineu Evangelista de Souza (Barão eVisconde de Mauá).– Causas...
– Mercado interno.– Bens de consumo não duráveis.– Setor têxtil: principal.– Surto industrial que não alterou o a estrutur...
SOCIEDADE:• A Revolução Praieira (PE – 1848):– Causas: concentração fundiária e crise econômica.– Líderes: Pedro Ivo e Abr...
• A imigração:– Superação da crise do escravismo.– Mito do “embranquecimento”.– Necessidade de mão-de-obra (cafeicultura –...
– Os sistemas de imigração nos cafezais:PARCERIA (fracasso) COLONATO (sucesso)Primeiro sistema introduzido (1847). Oeste P...
• A crise doescravismo:– Oposição inglesa (BillAberdeen – 1845).– Lei Eusébio de Queirós(1850).• Fim do tráfico deescravos...
– Movimento abolicionista: intelectuais, camadas médias urbanas,setores do exército.– Prolongamento da escravidão por meio...
– Radicalização do movimento abolicionista – caifazes.– Lei Áurea (1888):• Fim da escravidão sem indenizações.• Marginaliz...
A CRISE GERAL DO IMPÉRIO (a partirde 1870):• A questão religiosa:– Igreja atrelada ao Estado (Constituição de 1824).• Padr...
• Questão militar:– Exército desprestigiado pelo governo: baixos soldos,pouca aparelhagem e investimentos.– Exército forta...
• Questão Republicana:– 1870: Manifesto Republicano (RJ) – dissidência radical doPartido Liberal.– 1873: Fundação do PRP (...
• QuestãoAbolicionista:– Abolição da Escravidão(1888) retira do governoimperial sua última basede sustentação:aristocracia...
• A Proclamação da República(15/11/1889):– 1888 – D. Pedro II tenta implementarreformas políticas inspiradas norepublicani...
Da colonização a proclamação da república show 2013
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    1. 1. ETAPAS DA COLONIZAÇÃOBRASILEIRA
    2. 2. A conquista do NovoMundo• Portugal: PériploAfricano►Espanha: testou aEspanha: testou ateoria dateoria daesfericidade daesfericidade daTerraTerra
    3. 3. A 1ª controvérsiadiplomática• 1493 – a Espanha tentaemplacar a “Bula InterCoetera”► 1494 – Espanha e Portugal1494 – Espanha e Portugalfirmam o “Tratado defirmam o “Tratado deTordesilhas”Tordesilhas”► As demais nações apelam paraAs demais nações apelam parao “Ut Possidetis”o “Ut Possidetis”
    4. 4. Portugal• A conquista de Ceuta foi omarco inicial de suagrande empreitada► Já sabia da existência doJá sabia da existência doBrasil (fragilidade daBrasil (fragilidade dateoria da casualidade)teoria da casualidade)► O Brasil acabou sendo umO Brasil acabou sendo umexcelente entreposto noexcelente entreposto nocaminho para as Índiascaminho para as Índias► Foi muito útil a herançaFoi muito útil a herançacultural deixada peloscultural deixada pelosárabesárabes (bússola, astrolábio...(bússola, astrolábio...))► A posição geográficaA posição geográficafavorável também ajudoufavorável também ajudoumuito...muito...► Também é precisoTambém é precisoconsiderar a Escola deconsiderar a Escola deSagres...Sagres...► E a Revolução de Avis...E a Revolução de Avis...
    5. 5. Lembrete:• Toda essa história começoupor que os europeusalmejavam chegar àsíndias...►As cidades italianas deAs cidades italianas deGênova e VenezaGênova e Venezamonopolizavam omonopolizavam omediterrâneo. Navegar eramediterrâneo. Navegar erapreciso...preciso...
    6. 6. Modelos de colonização da América• Modelo Português • Modelo Espanhol► Colônia de ExploraçãoColônia de Exploração ► Colônia de ExploraçãoColônia de Exploração► PlantationPlantation (latifúndio agro-exportador)(latifúndio agro-exportador)► PlantationPlantation (latifúndio agro-(latifúndio agro-exportador)exportador)► Mão de obra escravaMão de obra escrava (mais(maisíndio do que negro)índio do que negro)► Mão de obra escravaMão de obra escrava (mais(maisnegro do que índio)negro do que índio)► Sociedade menosSociedade menoshierarquizadahierarquizada (livres e cativos)(livres e cativos)► Sociedade maisSociedade maishierarquizadahierarquizada (chapetones, criollos,(chapetones, criollos,mestiços, negros e índios)mestiços, negros e índios)► Administração maisAdministração maissimples e centralizadasimples e centralizada► Administração mais complexa eAdministração mais complexa edescentralizadadescentralizada
    7. 7. OS TUPI-GUARANI• Os povos Tupi-guarani, agricultores poucosedentários e de muita rivalidade intertribal, quedominavam a costa brasileira de São Paulo aoPará,foram os primeiros a entrar em contato comos europeus.• Os Tupi-guarani estavam mais bem organizadosque as outras nações.Eram extremamentepreconceituosos,tanto que chamavam os Jês deTapuia, ou seja,”selvagens”. Este menosprezo dosTupi-guarani pelos outros povos acabou depoissendo assimilado pelos conquistadores.
    8. 8. MODO DE VIDA• O tipo de sociedade emque estavam organizadosesses indígenas échamado pelosantropólogos de sistematribal.• O que domina naorganização tribal é arelação deparentesco,definida pelacooperação entremembros descendentesde um ancestral comum.
    9. 9. • Nas aldeias não existiauma autoridade formal,responsável pelo controledo grupo.O chefe de cadaaldeia não tinha o poderde um rei.Ele trabalhavacomo os outros do grupo, eseu poder de liderança eraexercido durante asreuniões, nos períodos deguerra ou em situações decalamidade. Era chamadode cacique ou morubixaba.
    10. 10. • Outra figura importantena organização das tribosera o Pajé, tambémconhecido por xamã,mediador entre o planodos homens e o dosespíritos.• Os Tupi-guaraniacreditavam na vida futurae na reencarnação dosantepassados em umacriança.• Temiam os espíritos domal e as almas dosmortos.
    11. 11. ENCONTRO DE CULTURAS : ÍNDIOS - BRANCOS.
    12. 12. INFERNO E PARAÍSOINFERNO E PARAÍSOA leitura cristã feita do encontro doseuropeus com os habitantes da Américatinha forte conotação maniqueísta. De umlado, estava o “bem” , simbolizado porDeus e pela busca do paraíso; de outro, o“mal” , representado pelo Diabo e oinferno. Assim, a idéia da conquista denovas terras vinha acompanhada pelodesejo de levar a palavra de Deus para as“criaturas demonizadas” do Novo Mundo,por meio da catequese.
    13. 13. • Os jesuítas, liderados por Manuel da Nóbrega,chegaram com o primeiro governador geral parainiciar a conversão dos índios.• Os índios recebiam a catequese, com prioridade naconversão das crianças.• Os índios eram agrupados em “reduções”, que eramuma espécie de comunidade liderada pelos jesuítas.Foram criadas para reformular o padrão cultural dosíndios e reforçar o processo de conversão.• Fundação do povoado de São Paulo do Piratiningaem 1.554REDUÇÕES
    14. 14. Drogas do SertãoDrogas do sertão• Drogas do sertão é umtermo que se refere aalgumas especiariasextraídas da Amazôniacomo: ervas aromáticas,plantas medicinais,cacau, canela, baunilha,castanha do Pará eoutras.
    15. 15. A Coroa Portuguesa considerava o índio como um súdito,o que legalmente não permitia que o índio fosseconsiderado escravo.O apogeu do trabalho escravo dos nativos ocorrera entre1540 a 1570, principalmente nos atuais estados dePernambuco e Bahia. A partir de 1570, a CoroaPortuguesa pretendeu criar legislação para proibir aescravização indígena, porém permitindo brechas legaispara a sua utilização.A proibição da escravização indígena
    16. 16. • Podemos observar,no mapa ao lado, adrástica redução doshabitantes da costaleste, de maioriaTupi. Ao longo doprocesso decolonização emesmos após aindependência essesíndios foramdominados,dizimados e aospoucos foramrefugiando nas terrasinterioranas paraevitar o contato.SÉCULO XXI
    17. 17. Capitanias Hereditárias• Sistema adequado à políticacolonizadora portuguesa:“máximo de lucro e mínimode investimento”► Donatários podiamDonatários podiamlegislar e controlarlegislar e controlarquase tudo (podiamquase tudo (podiamfundar vilas, concederfundar vilas, concedersesmarias, receber asesmarias, receber aREDIZIMA ou seja, 1/10REDIZIMA ou seja, 1/10das rendas da Coroa e adas rendas da Coroa e aVINTENA, 5% doVINTENA, 5% doarrecadado com a pescaarrecadado com a pescae o pau Brasil, cobrare o pau Brasil, cobrartributos sobre salinas,tributos sobre salinas,moendas e engenhosmoendas e engenhosem suas terrasem suas terras► Deveriam arcar com os custos...Deveriam arcar com os custos...► Índios hostis, natureza furiosa...Índios hostis, natureza furiosa...
    18. 18. Povoamento litorâneo• A ocupação do território brasileiro, pormuitos anos, ficou restrita ao litoral.• Tal fato explica porque as densidadesdemográficas e a degradação ambientalnessa região são mais evidentes.• Explica também o desenvolvimento dasprimeiras vilas e cidades, bem como, apresença de grandes aglomerações urbanaspróximas ao litoral.
    19. 19. PecuáriaFator essencial na ocupação e povoamento do interior, a pecuária sedesenvolve no vale do rio São Francisco e na região sul da colônia. Asfazendas do vale do São Francisco são latifúndios assentados emsesmarias e dedicados à produção de couro e criação de animais decarga. Muitos proprietários arrendam as regiões mais distantes apequenos criadores. Não é uma atividade dirigida para a exportação ecombina o trabalho escravo com a mão-de-obra livre: mulatos, pretosforros, índios, mestiços e brancos pobres. No sul, a criação de gado édestinada à produção do charque para o abastecimento da região dasminas.A remuneração, de uma maneira geral, baseava-se na participaçãodo crescimento do rebanho; uma cria a cada quatro nascidas, com oacerto realizado a cada cinco anos.
    20. 20. Durante o período colonial, a empresa açucareira foi o grandeinvestimento dos portugueses nas terras brasileiras. Contudo,as necessidades de consumo das populações nativas servirampara o desenvolvimento de outras atividades econômicasdestinadas à subsistência. Tais empreendimentos econômicosficaram comumente conhecidos como atividades acessórias ousecundárias e costumava abranger o plantio de pequenas emédias culturas e produção de algodão, rapadura, aguardente,tabaco e mandioca.
    21. 21. BRECHA CAMPONESAUma das mais novas modalidades pesquisadas nessecampo trata, por exemplo, da criação da “brechacamponesa”. Esse termo se refere ao costume quealguns senhores de engenho tinham em liberar algunslotes de sua propriedade para que os escravospudessem realizar a produção de gêneros agrícolasvoltados para o próprio consumo e a venda nomercado interno. Tal medida seria benéfica aosescravos ao abrir oportunidade para a compra deoutros produtos e a relativa melhora de sua condiçãode vida.
    22. 22. Por que estudar a África?Por que estudar a África?Além de identificar e reconhecer asinfluências das culturas africanas(sobretudo da chamada ÁfricaAtlântica) sobre a formação doBrasil, é necessário olhar outrospovos, histórias e tradições , indoalém do habitual costume queprivilegia o estudo do mundoeurocêntrico (que tem a cultura deorigem europeia como base oureferência).
    23. 23. O “Berço” da humanidadeO “Berço” da humanidadeO continente é reconhecidamente associado ao surgimento dohomem, pois em terras africanas foram identificadas várias eantigas espécies que fizeram parte da evolução humana.MigraçõesMigraçõesDesde os tempos mais remotos as populações africanaspassaram por processos migratórios ou pela formação degrupos isolados pouco numerosos, favorecendo a formação devários grupos étnicos e de uma grande diversidade deestruturas sociais, tribos, comunidades e variadas formas deorganização política – que, embora utilizemos termos ocidentaiscomo “impérios” ou “reinos”, funcionavam de formas próprias ediferenciadas.
    24. 24. •Nos seus 30,2 milhões de Km², repartidos por 53paísesa África tem 1 bilhão de habitantes, cerca de 15% daHumanidade, que aliás foi nela que teve a sua origem.•Nos países africanos mais de 60% da população aindanão completou 25 anos, o que perspectiva um grandepotencial de futuro para o menos desenvolvido doscontinentes.•É preciso derrubar os principais obstáculos aorenascimento de África, outrora, vista como umreservatório de escravos para o engrandecimento dasAméricas.
    25. 25. A descolonização da África, entre 1950 e 1970, dá origem asistemas políticos frágeis, que, em muitos países, acabamdegenerando em ditaduras ou em sangrentas guerras civisenvolvendo clãs e etnias rivais.A instabilidade do continente é uma herança do caóticoprocesso de colonização.Muitos dos conflitos africanos se arrastam há anos semperspectiva de se obter a paz, como as guerras civis quedevastam a Nigéria, o Sudão e a Somália .As principais tensões na África contemporânea ocorremnos Grandes Lagos e na porção norte do continente.ÁFRICA
    26. 26. Civilizações marcantesCivilizações marcantes O Antigo Egito é certamente a maisconhecida e grandiosa civilização africana,tendo sido cenário de importantesacontecimentos e tendo construído umaformidável cultura. Durante mais de 2 mil anos os egípciosdominaram extensas regiões epromoveram obras fantásticas parahonrar seus vários deuses e para produziratravés do aproveitamento do Rio Nilo.
    27. 27. Civilizações marcantesCivilizações marcantes Abaixo do região egípcia, onde hoje está o Sudão, tendocivilizações que deixaram suas marcas: O Reino de Kush chegou aser conhecido como acivilização dos “faraósnegros”, tendo comocapital a cidade de Meroé.Os kushitas tambémconstruíram pirâmides etiveram relações tensascom os poderososegípcios. O reino só foiextinto no século IV da EraCristã.Ruínas da cidade de Meroé
    28. 28. OceanoAtlânticoÁfrica do NorteÁfrica OcidentalÁfrica CentralÁfrica OrientalÁfrica do Sul
    29. 29. A África AtlânticaA África AtlânticaÉ a região ocidental docontinente, banhadapelo Oceano Atlânticoe que teve fortes in-fluências sobre a for-mação colonial dasAméricas, pois foi aorigem dos escravosque partiram para oNovo Mundo.OceanoAtlântico
    30. 30. A África AtlânticaA África AtlânticaOceanoAtlânticoPara os estudiosos daHistória da África, aregião é formada pelosseguintes países atuais:Mauritânia, Senegal,Gâmbia, Guiné Bissau,Guiné, Serra Leoa,Libéria, Costa do Marfim,Gana, Togo, Benin,Nigéria, Camarões, GuinéEquatorial, São Tomé ePríncipe, Gabão, Congo,República Democráticado Congo e Angola
    31. 31. A África AtlânticaA África AtlânticaA região sediou um dos mais importantes reinos históricos daÁfrica, o poderoso Império de Gana, que desenvolveu intensaatividade mineradora e comercial que negociava vários produtos etambém impulsionou o tráfico de escravos. Situado numamovimentada rota entre as regiões atlânticas e subsaarianas, oimpério manteve contatos com vários povos, o que facilitou osnegócios envolvendo escravos. Gana manteve sob seu controlevários reinos na região e entrou em decadência após o domínio deinvasores islâmicos, no século XIII.
    32. 32. A África AtlânticaA África AtlânticaO reino de Mali estava nas proximidades da África Atlântica, masera bastante ligado à região. Mali adotou o islamismo e tambémdeveu seu desenvolvimento ao comércio, além de intensa vidaurbana, o que ocorria em grandes cidades como Tombuctu.Ruínas de Jenné-jeno (Mali), reconhecidacomo a mais antiga cidade da região sub-saariana
    33. 33. A escravidão é uma característica marcante na vida da ÁfricaAtlântica, sendo o tráfico humano uma atividade que teve muitaimportância na região. O escravismo era uma prática muitocomum na África e remonta aos tempos das civilizações maisantigas do continente.EscravidãoEscravidãoArte egípcia retratando a escravidão
    34. 34. EscravidãoEscravidãoCenas da escravidão interna na ÁfricaAtlântica
    35. 35. EscravidãoEscravidãoCenas da escravidão interna na ÁfricaAtlântica
    36. 36. EscravidãoEscravidãoMulheres ecriançasescravas
    37. 37. EscravidãoEscravidãoCom a expansão marítima europeia a partir do século XV, oscontatos entre a Europa e a África tornaram-se intensos e comeles a escravidão ganhou mais mercados, através do tráficoatlântico, que passou a ter o Novo Mundo como destino.Os portugueses estabeleceram privilegiadas condições denegociação, estabelecendo grande volume de atividades epossibilitando o aumento das influências externas sobre a ÁfricaAtlântica.Tráfico atlântico: Fluxo externo para as Américas; Preferência por escravos homens, por crianças eadolescentes.
    38. 38. EscravidãoEscravidãoAs intensas intromissões externas contribuíram paradesestabilizar os reinos africanos, cada vez mais dependentes daspotências europeias.O tráfico atlânticoacentuou também osproblemas internos naÁfrica, pois aumentou astensões entre os povos esociedades numa lutaentre aqueles quebuscavam escravos eaqueles que buscavamresistir à submissão.Cena de ataque a população de aldeia
    39. 39. EscravidãoEscravidão Cerca de 90% dos escravos transferidos para as Américaspartiram da África Atlântica; No caso do fornecimento de escravos para o Brasil, osinteresses pelos controle do comércio escravista gerou atritosentre lideranças e grupos africanos, comerciantes portuguesese também brasileiros;“Castelo” de São Jorge da Mina, emGana – Grande porto escravistaportuguês
    40. 40. EscravidãoEscravidãoEsquemas e representações de naviosnegreiros que faziam as rotas entre aÁfrica Atlântica e as Américas
    41. 41. EscravidãoEscravidãoFluxo,intensidade edestinos dosescravosatravés dasrotasatlânticasentre a Áfricae as Américas
    42. 42. EscravidãoEscravidão O fluxo escravista a partir da África Atlântica acabou tambémdisseminando, através do êxodo escravo, vários elementos dacultura nativa africana para as Américas, então Significativaparte da base sócio-cultural das sociedades formadas nasAméricas recebereu influências diretas dos povos da ÁfricaAtlântica. As populações escravas passaram a constituir a populaçãoamericana, agindo no processo de produção colonial, mas adevida integração à sociedade ainda não foi concluída mesmoapós o fim do trabalho escravo; A continuidade do tráfico escravo foi trágica para vários reinos,aldeias e povoados africanos, que passaram a ser atacadospara obtenção de pessoas que seriam submetidas aoescravismo no Mundo Atlântico.
    43. 43. A África pré-colonial• A África possuiu umaHistória anterior a suaexploração colonialiniciada nos séculosXV e XVI;• Era um local ondeexistiam grandes eimportantescivilizações;
    44. 44. REGIÕES AFRICANAS
    45. 45. O Darwinismo• Mas inspirados peloDarwinismo os europeuspassaram a ver o continentecomo um lugar de pessoasinferiores;• A África e seus moradoresnão deveriam ser levados,mesmo que a força, a umestágio mais elevado de“cultura”.
    46. 46. • A África foi habitado por comerciantes,ferreiros, ourives, guerreiros, reis e rainhas;• Algumas civilizações são conhecidas desde oséculo IV, como a primeira dinastia de Gana;• Dentre os primeiros povos da África podemosdestacar os bérberes e os bantos.• Os bérberes eram nômades e viviam emcaravanas que cortavam o deserto do Saara.
    47. 47. • Os bantos habitavam o noroeste da África,(atuais Estados da Nigéria, Mali, Mauritânia eCamarões);• Eram agricultores e faziam da pesca e da caçaatividades suplementares, dominavam ametalurgia, fato que possibilitou conquistarempovos vizinhos e assim formarem um grandereino, que abrangia grande parte do noroeste docontinente, o reino do Congo.
    48. 48. • Durante os séculos V a XV, na Áfricaocidental, os impérios de Gana e de Mali, ereinos da África central e oriental, como osLuba e Lunda, se chocaram entre os séculosXVI e XIX, sendo considerados semelhantesaos Estados de modelo monárquico ouimperial;• Um dos motivos deste choque era o tráfico deafricanos para serem escravizados na América.
    49. 49. Áfricas• O continente africano era habita por povosdistintos em “estágios evolutivos” distintos;• Por isso não é correto pensar na Áfricacomo um continente habitado por pessoastodas iguais;• Cada tribo, ou civilização africana tinha suaprópria língua, costumes, leis e deuses.
    50. 50. A África no Brasil• Os africanos no Brasil,durante o período daescravidão, eram tratadoscomo mercadoria;• Eram explorados e suacultura tida como inferior;• Mas mesmo assimconseguiram manter umpouco de seus costumesvivos.
    51. 51. Religião• Através da religiosidade os africanospreservaram parte de sua cultura;• Nesta religião, criada no Brasil, mistura-se ocristianismo e as crenças africanas;
    52. 52. RelaçõesNossa Senhora daConceição Iemanjá
    53. 53. Outras influências• O português falado no Brasil é prova viva dacontribuição africana;• Na música o samba;• Na culinária a feijoada e o arroz doce• Nas festas a congada, o maracatu...
    54. 54. 05/10/13 86Comércio de Escravos
    55. 55. 05/10/13 87NAVIO
    56. 56. 05/10/13 88TRÁFICO NEGREIRO
    57. 57. 05/10/13 89
    58. 58. 05/10/13 90
    59. 59. 05/10/13 91
    60. 60. 05/10/13 92
    61. 61. 05/10/13 93
    62. 62. Escravidão • O negro resistiu, fugindo, atacando seusfeitores, queimando senzalas,dispersando o gado, suicidando-se,abortando, disfarçando sua cultura(sincretismo) etc.► Os quilombos reuniam negros fugidos,Os quilombos reuniam negros fugidos,índios e até foras-da-lei...índios e até foras-da-lei...► Quase sempre foram mercadoria barataQuase sempre foram mercadoria barata(mesmo portugueses pobres e até(mesmo portugueses pobres e atéescravos alforriados podiam possuirescravos alforriados podiam possuiruma peça).uma peça).► O número de mulheres trazidas daO número de mulheres trazidas daÁfrica era cinco vezes menor que o deÁfrica era cinco vezes menor que o dehomens.homens.
    63. 63. Isto é preconceito, você sabia?• Colocar apelidos nas pessoas negras, como Pelé, Mussum,tição, café, chocolate, buiu, branca de neve. Os apelidospejorativos são uma forma perversa de desumanizar edesqualificar seres humanos.• Elogiar negros dizendo que são de “alma branca”.• Fazer piada de mau gosto, usando o termo “coisa de preto”ou “serviço de preto”.• Querer agradar a negros dizendo que é negro, “mas” é bonito,ou que “apesar” do “cabelo ruim” é inteligente.• Usar eufemismo como “moreninho”, “escurinho”,“pessoas de cor”, evitando a palavra negro ao se referir apessoas negras.• Negar a ascendência negra do mulato, dizendo que elenão é “totalmente” negro, que é de raça apurada, ou usaras expressões “limpar o sangue” e “melhorar a raça”, aose referir à miscigenação.• Fazer comparação, usando a cor branca como símbolo deque é limpo, bom, puro e, em contrapartida, usar a cor pretarepresentando o que é sujo, feio, ruim.Fonte: Almanaque Pedagógico Afrobrasileiro – Rosa Margarida de Carvalho Rocha, Nzinga.
    64. 64. Educação das Relações Étnico-RaciaisEducação das Relações Étnico-RaciaisA palavra é ...A palavra é ...Etnocentrismo – Visão de mundo que considera o grupo aque o indivíduo pertence o centro de tudo. Elegendo comoo mais correto e como padrão cultural a ser seguido portodos, considera os outros, de alguma forma diferentescomo inferiores.Identidade Étnica – Conjunto de caracteres próprios eexclusivos de uma pessoa que a faz reconhecer-sepertencente a um determinado povo, ao qual se liga portraços comuns de semelhança física, cultural e histórica.Afro-brasileiro – Adjetivo usado para referir-se à parcelasignificativa da população brasileira com ascendênciaparcial ou totalmente africana.
    65. 65. Produção naColônia
    66. 66. Sociedade• Grande influência do catolicismo(outros cultos não podiam serfeitos em público...).► Família patriarcal.Família patriarcal.► Forte influência dos padrões daForte influência dos padrões daaristocracia européia.aristocracia européia.► Presença dos cristãos-novosPresença dos cristãos-novos(judeus convertidos).(judeus convertidos).► Possibilidade de alforriaPossibilidade de alforria(Q(Quartações – Carta deuartações – Carta decompromissocompromisso etc).etc).► Rigidez no tempo do açúcar eRigidez no tempo do açúcar eflexibilidade na mineração e naflexibilidade na mineração e napecuária.pecuária.
    67. 67. Um trapiche é uma máquina destinada a moer a canade açúcar que consiste numa estrutura fixa onde seencontra um conjunto de ao menos dois cilindros, umrecipiente, e um braço destinado a fazer rodar oscilindros. A máquina é movida a tração animal,geralmente bois.
    68. 68. 05/10/13 114Os Quilombos• Do Banto: “Povoação”• Núcleos habitacionais e comerciais,além de local de resistência àescravidão
    69. 69. 05/10/13 115O Quilombo dos Palmares• Criado no final de 1590 a partir de umpequeno refúgio de escravos localizado naSerra da Barriga, em Alagoas, Palmares sefortificou, chegando a reunir quase 30 milpessoas. Transformou-se num estadoautônomo, resistiu aos ataques holandeses,luso-brasileiros e bandeirantes paulistas, e foitotalmente destruído em 1716.
    70. 70. 05/10/13 116ZUMBI
    71. 71. A União IbéricaeA Invasão Holandesa
    72. 72. União Ibérica (1580-1640)Com a morte do rei de Portugal, D. Sebastião, em 1578, o trono português ficou vago.Felipe II, rei da Espanha e neto de D. Manuel rei de Portugal, reivindicou o trono portuguêse conquistou à força;Portugal era da Espanha ( União Ibérica )Holanda X EspanhaHolanda pertencia a Espanha ( era uma região desenvolvida por causa do comércio );A partir de 1572, começa a luta pela independência da Holanda e dos reinos adjacentes;Em 1581, a Holanda torna-se independenteComo represália:Espanha faz um embargo econômico que afeta a economia de Portugal, Holanda e Brasil;Em 1621, é criada a Cia das Índias Ocidentais (pela Holanda) para enfrentar o embargo;Os holandeses planejaram a invasão de Salvador em 1624.
    73. 73. Holandeses na BahiaEm 1624, a Holanda invade Salvador e aprisiona o governador Diogode Mendonça Furtadocolonos organizam a resistência ( guerra de guerrilha)Em 1625, a Espanha envia a Bahia uma esquadra com 50 navios e12mil homens. Foi comandado pelo Fradique Toledo Osório.
    74. 74. Holandeses em PernambucoEm 1630, holandeses voltam a atacar o Brasil ( PE)= Olinda e RecifeA chegada dos holandeses levou parte da população para o interior,criando focos de resistência em PE ( o maior foi o arraial do BomJesus e seu chefe era Mathias de Albuquerque )Tática militar era a guerra de guerrilhasEm 1632, Domingos Jorge Calabar ajuda os holandeses a destruir oArraial, destruição 1635.
    75. 75. Resultado das conquistas holandesas até esse período (1630-1635)Engenhos destruídosOlinda incendiada e destruídaFuga de negros ( cresce o Quilombo dos Palmares)Plantações destruídasHolandeses dominam o litoral nordestino.
    76. 76. Nassau chega ao Recife (1637-1644)•Período de relativa "paz" por adotar algumas medidas, tais como:* Aliança com Senhores de Engenho* Reativa a produção açucareira* Faz empréstimos aos Senhores de Engenho* Garante o abastecimento de escravos* Faz o saneamento e modernização do Recife* Recife passou a se chamar Mauritzstad ou Maurícia* criou o Jardim Botânico* Fez pontes* pratica a tolerância religiosa* trouxe os pintores Albert Echout e Frans Post•Trouxe cientistas como: Jorge Marcgrave ( naturalista ) e Wiliam Piso ( Médico)
    77. 77.  Restauração PortuguesaEm 1640, Portugal com ajuda da Inglaterra e da Holanda tornou-se independente da EspanhaAssume o trono português D. João IV, iniciando a dinastia de BragançaNassau retorna em 1644 a HolandaComeça o processo de Insurreição Pernambucana
    78. 78. Terceira fase do domínio holandês em Pernambuco (1645-1654)Os holandeses começam a cobrar os empréstimos feitos aosSenhores de EngenhoIntolerância religiosaInicia um sentimento de revoltaNo dia 03/08/1645, Batalha dos Montes das Tabocas
    79. 79. Líderes :João Fernandes Vieira (branco)Henrique Dias (negro)Felipe Camarão (índio)* representação das três raças do Brasil.
    80. 80. 19/04/1648 e em 11/1649 - Batalha dos Guararapes
    81. 81. Tratado de paz com a Holanda foi firmado em 08/1661, em HaiaPontos do acordo:Holanda renuncia qualquer pretensão sobre o BrasilPortugal paga uma indenização de 4 milhões de cruzadosPortugal cede o Ceilão ( Sri Lanka, na Ásia) e Molucas na Indonésia.No dia 26/01/1654 , os holandeses são expulsos definitivamente deRecife
    82. 82. 1. O CICLO DO OURO• Século XVIII.• MG, MT, GO• Movimento bandeirante(séc XVII):– Bandos armados quepercorriam o interior dopaís em busca deriquezas.– Origem: São Vicente (SãoPaulo).
    83. 83. – Tipos de bandeiras (expediçõesexploradoras): apresamento (caçaao índio), sertanismo de contrato(destruição de quilombos ououtros serviços no interior),busca de metais preciosos.– Importância histórica:• alargamento informal dasfronteiras,• ataque/destruição de missõesno sul, dando origem areserva de gado.
    84. 84. • descoberta de ouro (nos atuaisestados de MG, MT e GO)• A administração aurífera:– Intendência das Minas (1702) –órgão criado por Portugal paraadministrar a região das minas.– Divisão em lotes (DATAS);– Cobrança de impostos:• Quinto (20%).• Casas de Fundição (1720).
    85. 85. • Capitação (1735 – imposto sobre escravos)• 100 arroubas anuais (1500kg/ano).• Derrama (cobrança de impostos atrasados).• Submissão de Portugal aos interesses ingleses:Tratado de Methuen (1703) – acordo panos evinhos.• Mudanças do Brasil a partir da descoberta deouro:– Aumento populacional.– Aumento do mercado interno.– Integração econômica.
    86. 86. – Integração do sul (gado).– Deslocamento do eixo econômico(NE – SE).– Mudança da capital (RJ – 1763).– Interiorização.– Urbanização (Vila Rica, Mariana,Sabará, Diamantina...).– Surgimento de classe médiaurbana.– Mobilidade social relativa.
    87. 87. – Aumento do escravismo.
    88. 88. • O distrito Diamantino:– Maior controle de POR.– Até 1740 cobrava-se o Quinto.– A partir de 1740: concessão de contrato.• Contratador.– A partir de 1771: monopólio de POR.• A arte na época do ouro:– Estilo barroco.– Obras de caráter religioso.– Antônio Francisco Lisboa – O Aleijadinho(maior representante).
    89. 89. Aleijadinho nasceu em Vila Rica no ano de 1730 (não há registrosoficiais sobre esta data). Era filho de uma escrava com um mestre-de-obras português. Iniciou sua vida artística ainda na infância, observandoo trabalho de seu pai que também era entalhador.Por volta de 40 anos de idade, começa a desenvolver uma doençadegenerativa nas articulações. Não se sabe exatamente qual foi a doença,mas provavelmente pode ter sido hanseníase ou alguma doençareumática. Aos poucos, foi perdendo os movimentos dos pés e mãos.Pedia a um ajudante para amarrar as ferramentas em seus punhos parapoder esculpir e entalhar. Demonstra um esforço fora do comum paracontinuar com sua arte. Mesmo com todas as limitações, continuatrabalhando na construção de igrejas e altares nas cidades de MinasGerais.
    90. 90. E o pior é que a maior parte do ouro que se tira das minas passa em póe em moedas para os reinos estranhos, e a menor é a que fica emPortugal e nas cidades do Brasil, salvo o que se gasta em cordões,arrecadas e outros brincos, dos quais se vêem hoje carregadas asmulatas de mau viver e as negras muito mais do que as senhoras. Nemhá pessoa prudente que não confesse haver Deus permitido que sedescubra nas Minas tanto ouro para castigar com ele ao Brasil, comoestá castigando, no mesmo tempo tão abundante de guerras, aosEuropeus com o ferro."André João Antonil, Jesuíta italiano, percorreu o Brasil.Em 1711, publicou em Lisboa a obra Cultura e Opulência do Brasil por suas Drogas e Minas.
    91. 91. A POPULAÇÃO BRASILEIRA NO SÉCULO XVII 
    92. 92. A POPULAÇÃO BRASILEIRA NO SÉCULO XVIII
    93. 93. • As Reformas Pombalinas (1750 – 1777):– Marquês do Pombal*: despotismo esclarecido em POR.– Tentativa de modernizar POR, diminuindo influênciainglesa no país.– Estratégia: aumentar a exploração sobre o Brasil.– Aumento do controle administrativo.– Criação de companhias de comércio (reforço domonopólio).– Criação da Derrama.– Expulsão de Jesuítas de POR – destruição das missõesno RS.* Sebastião José de Carvalho e Melo
    94. 94. 1 - REVOLTAS NATIVISTAS:• Revolta de Beckman (1684) Causas: As divergência entre fazendeiros e jesuítas quanto à escravização dos índios Oposição ao monopólio da Cia de Comércio do MaranhãoDesenrolar dos fatos: 1621, foi criado o Estado do Maranhão ( Ceará, Piauí, Pará e Amazonas) capitanias reais estavadiretamente subordinado a metrópole. 1641, os holandeses ocuparam a região do Maranhão (expulsaram invasores). A situação da região era de pobreza. A economia baseava-se na agricultura de subsistência, criação de gado, cultivo da cana , cacau efumo ( em escala modesta). Faltava dinheiro para comprar escravos negros Saída: índios (missões). 1682, foi criada a Cia de Comércio do Maranhão.
    95. 95. Líderes :•Manuel Beckman, Tomás Beckman e Jorge SampaioAderiram ao movimento: latifundiários, comerciantes luso-brasileiros, mascates, padrescontrários aos privilégios da Cia de Jesus.Interessante: A revolta não era separatista. (elitista)Movimento iniciou em 24/02/1684•Revoltosos destituíram as autoridades e constituíram uma junta.Organizou-se uma comissão representativa do comércio, da lavoura e do clero.•Maio de 1685, Portugal manda novo governador Gomes de Freire de Andrade e prendeos revoltosos.•Manuel Beckman e Jorge Sampaio são executados.Resultado: a maioria dos objetivos alcançados.
    96. 96. Guerra dos Emboabas (MG 1707 – 1709):– Bandeirantes paulistas X Emboabas(forasteiros)*.– Capão da Traição: grande massacre de paulistas.– SP é separada de MG.– Paulistas retiram-se em sua maioria e descobrem novasjazidas de ouro em GO e MT.
    97. 97. • Guerra dos Mascates (PE – 1710):– Olinda X Recife– Causa básica: Recife obtém autonomia e Olinda nãoaceita.– Recife confirma sua autonomia e torna-se a capital dePernambuco (1714).Latifundiários Comerciantesportugueses
    98. 98. • Revolta de Vila Rica ou de Filipe dosSantos (MG – 1720):– Contra o estabelecimento das Casas de Fundição.– Líder: Filipe dos Santos.– Resultado: Filipe dos Santos é enforcado eesquartejado.
    99. 99. 2 - REVOLTAS EMANCIPACIONISTAS:• Século XVIII (final) e XIX (início).• Objetivo: separação de Portugal(independência).• Nacionalistas.• Influenciadas pelo iluminismo,independência dos EUA e RevoluçãoFrancesa.• Inconfidência Mineira (1789):– Causas: esgotamento do ouro, crise econômica,exploração abusiva de POR (impostos, derrama,proibição de produção de manufaturados na colônia –Alvará de D. Maria I).– Penetração de ideais iluministas.
    100. 100. – Líderes: elite mineira(Cláudio Manuel da Costa, TomásAntônio Gonzaga, Alvarenga Peixoto,Joaquim José da Silva Xavier – o “Tiradentes”).– Objetivos: proclamação da República,fim do pacto colonial, estímulo aodesenvolvimento de manufaturas,criação de uma Universidade, bandeiracom a inscrição “Libertas quae sera tamen” (Liberdade ainda que tardia).
    101. 101. – Denunciada por Joaquim Silvério dosReis.– Líderes presos e degredados para aÁfrica.– Tiradentes é enforcado e esquartejado(exemplo).
    102. 102. Conjuração Baiana ou Revolta dos Alfaiates (1798):Motivos: Transferência da capital de Salvador para o Rio de Janeiro (1763)Aumento das dificuldades econômicas (empobrecimento da maioria da população) Influências:  Idéias Iluministas  “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” Independência dos Estados Unidos Maçonaria 
    103. 103. Objetivos:  Criação de uma República  Independência Fim da escravidãoImpostos mais eqüitativosAumento de salários das tropasEleições públicasLuta contra o clero, o rei e as autoridades. Circulação de panfletos “subversivos” em 12/08/1798Líderes: Luiz Gonzaga das Virgens (soldado), Lucas Dantas de Amorim Torres ( soldado)João de Deus  (alfaiate),Cipriano Barata ( Médico)  fundou o Jornal o Sentinela da Liberdade; Manuel Faustino dos Santos ( alfaiate);  Hermógenes  Pantoja  ( militar); Agostinho Gomes ( padre) 
    104. 104. Loja maçônica: Cavaleiros da Luz ( padres, comerciantes e militares) Movimento foi considerado de Lesa-majestade = crime contra a coroa Observação: o movimento não chegou a eclodir. Cronistas da época chamavam de “associação de mulatos” 07/11/1799 foram condenados  a forca e ao esquartejamento      João de Deus do Nascimento ;       Luiz Gonzaga das Virgens;      Lucas Dantas de Oliveira;      Manuel Faustino dos Santos ( o lira) Execução deveria servir de exemplo para inibir atos como do Haiti. 
    105. 105. COMPARAÇÃO ENTRE AS CONJURAÇÕES MINEIRA E BAIANA
    106. 106. Gêneros  Literários Quinhentismo: Esse é o primeiro movimento literário no Brasil e nãoapresenta um autor específico. Possui uma característica maisinformativa e documental.Barroco: A literatura barroca teve início em 1601 com o poemaépico Prosopopeia, de Bento Teixeira. Os sermões do padre AntônioVieira também foram importantes nesse período. O poeta maisimportante desse estilo no Brasil foi Gregório de Matos, chamadotambém de Boca do Inferno, que fazia poesias satíricas.Arcadismo: O início do Arcadismo no Brasil foi em 1768 com apublicação de Obras Poéticas, de Cláudio Manuel da Costa, cujopseudônimo era Glauceste Satúrnio. Esse movimento produz poesiaslíricas e bucólicas com a valorização da vida no campo. Seu principalautor é Tomás Antônio Gonzaga, que publicou Marília de Dirceu eCartas Chilenas.
    107. 107. Numa tarde quente da Bahia, uma Freira resolveu satirizar,publicamente, Gregório de Matos(nasceu em 1636) , que tinha umafisionomia delgada e um nariz saliente, chamando-lhe de “Pica-Flor”(passarinho, o mesmo que beija-flor). Gregório não deixou por menos elhe respondeu em versos:“Se Pica-Flor me chamais,Pica-Flor aceito ser,Mas resta saber agora,Se no nome que ma dais,Meteis a flor, que guardais![...]Se me dais este favor,Sendo eu só o Pica,E o mais vosso, claro fica,que fico então Pica-Flor”Provavelmente aí está a origem da palavra "pica" (Pênis).
    108. 108. O sermão do Padre Antônio Vieira, intitulado Pelo bom sucesso dasarmas de Portugal contra as de Holanda,  trata-se  de  um  texto religioso redigido pelo sacerdote, com vistas à pregação que realizou no Brasil, no ano de 1640, na Igreja de Nossa Senhora da Ajuda, na Bahia.(...) Em castigar, vencei-nos a nós, que somos criaturas fracas;mas em perdoar, vencei-Vos a Vós mesmo, que sois todo-poderoso e infinito. Só esta vitória é digna de Vós, porque sóvossa justiça pode pelejar com armas iguais contra vossamisericórdia; e sendo infinito o vencido, infinita fica a glória dovencedor. (...).(VIEIRA, 1959, p. 322-323).
    109. 109. 1. O PERÍODO JOANINO (1808 – 1821)• Período em que a família real portuguesainstalou-se no Brasil.• Causa: fuga das tropas napoleônicas.– Não adesão ao Bloqueio Continental.• 1808: Abertura dos Portos.– Fim do Pacto Colonial.Chegada da família real portuguesa.D. João VI
    110. 110. • 1810: Tratados de comércio com a ING:– Tratado de Aliança e Amizade – proibição daInquisição no Brasil e fim gradual do tráfico negreiro.– Tratado de Comércio e Navegação – tarifas alfandegárias reduzidas para produtos ingleses;porto livre (SC).• Realizações de D. João:– Permissão para a produção de manufaturas (revogaçãodo Alvará de D. Maria I – 1763) – frustrado pelaconcorrência inglesa.– Academia militar.– Banco do Brasil.– Imprensa Régia.
    111. 111. – Biblioteca Real.– Escola de Medicina (BA e RJ).– Real Teatro de São João– Jardim Botânico (RJ).
    112. 112. • Com a chegada de D. João VI e a corte portuguesa ao Brasil, este recebe forte influênciacultural européia, intensificada ainda mais com a chegada de um grupo de artistas franceses(1816) encarregado da fundação da Academia de Belas Artes (1826), na qual os alunospoderiam aprender as artes e os ofícios artísticos. Esse grupo ficou conhecido como MissãoArtística Francesa.• Os artistas da Missão Artística Francesa pintavam, desenhavam, esculpiam e construíam àmoda européia. Obedeciam ao estilo neoclássico (novo clássico), ou seja, um estilo artísticoque propunha a volta aos padrões da arte clássica (greco-romana) da Antigüidade.• Algumas características de construções neoclássicas:· Colunas (de origem grega): Estrutura de sustentação das construções. Compõe-se de trêspartes : base, fuste (parte maior) e capitel (parte superior com ornamentos).· Arcos (de origem romana): Elemento de construção de formato curvo existente na partesuperior das portas e passagens que serve de sustentação.· Frontões: Estrutura geralmente triangular existente acima de portas e colunas e abaixo dotelhado. Os frontões podem receber os mais variados tipos de decoração.Os pintores deveriam seguir algumas regras na pintura tais como: inspirada nas esculturasclássicas gregas e na pintura renascentista italiana, sobretudo em Rafael, mestre inegável doequilíbrio da composição e da harmonia do colorido.
    113. 113. ARTISTAS DA MISSÃO ARTÍSTICA FRANCESA• Chefiada por Joaquim Lebreton, a missão artística francesa criou, no Riode Janeiro, a Escola Real das ciências, arte e ofícios.• Nicolas-Antonine Taunay: (1775-1830) pintor francês de grande destaquena corte de Napoleão Bonaparte e considerado um dos mais importantes daMissão Francesa. Durante os cinco anos que residiu no Brasil, retratouvárias paisagens do Rio de Janeiro.• Jean-Baptiste Debret: (1768-1848) foi chamado de "a alma da MissãoFrancesa". Ele foi desenhista, aquarelista, pintor cenográfico, decorador,professor de pintura e organizador da primeira exposição de arte no Brasil(1829). Em 1818 trabalhou no projeto de ornamentação da cidade do Riode Janeiro para os festejos da aclamação de D.João VI como rei dePortugal, Brasil e Algarve. Mas é em Viagem pitoresca ao Brasil, coleçãocomposta de três volumes com um total de 150 ilustrações, que ele retrata edescreve a sociedade brasileira. Seus temas preferidos são a nobreza e ascenas do cotidiano brasileiro e suas obras nos dão uma excelente idéia dasociedade brasileira do século XIX.
    114. 114. Características do neoclássicoIgreja de Santa Genoveva em ParisForte influência daarquitetura neoclássicafoi a descobertaarqueológica dascidades italianas dePompéia e Herculanoque, no ano de 79 a.C.,foram cobertas pelaslavas do vulcãoVesúvio. Diantedaquelas construções,num erro deinterpretação, oshistoriadores de arteacreditavam que osedifícios gregos eramrecobertos commármore branco,ocasionando aconstrução de tantosedifícios brancos.Exemplo: Casa Brancados Estados Unidos.Porta do Brandemburgo, em BerlimA pintura desseperíodo foiinspiradaprincipalmente naescultura clássicagrega e na pinturarenascentistaitaliana, sobretudoem Rafael, mestreinegável doequilíbrio dacomposição.A grande odalisca - IngresVênusAnadioneme_Ingres
    115. 115. Retrato da Marquesa de Belas, 1816.Largo da Carioca em 1816. Museu Nacional de BelasArtesNICOLAS-ANTOINE TAUNAYVista do Pão-de-Açúcar a Partir do Terraço deSir Henry Chamberlain
    116. 116. Debret: Negra vendendo cajuJEAN-BAPTISTE DEBRETEm "Viagem Pitoresca ao Brasil",coleção composta de três volumescom um total de 150 ilustrações,Debret retrata e descreve asociedade brasileira. Seus temaspreferidos são a nobreza e ascenas do cotidiano brasileiro. Suaobra dá uma excelente idéia dasociedade brasileira do século 19,como se vê na figura acima.Detalhe de A Coroação de D. Pedro I, de J.B.Debret
    117. 117. Grandjean de Montigny – Introduziu o Neoclássico na arquitetura brasileira.• Grandjean de Montigny – Em 1816, desembarca no Rio de Janeiro.• Impedido de lecionar por falta de lugar adequado, Montigny entregou-se a váriosprojetos oficiais e particulares.• Desde sua chegada ao Brasil até sua morte, em 1850, realizou numerosos projetos dearquitetura e urbanismo, dos quais bem poucos se concretizaram.• Entre os projetos que se concretizaram, figuram a Escola Real de Ciências Artes eOfícios• Teatro da Paz, construção em estilo neoclássico que, no tempo do Império, foi a maiorcasa de óperas e até hoje permanece entre os mais destacados teatros do país, por suatradição artística. Erguido na época áurea da borracha pelo arquiteto Grandjean deMontigny, o teatro serviu de palco para grandes figuras do mundo das artes• Em sua fachada e nas laterais erguem-se colunas que lhe dão o equilíbrio de templogrego. Nas colunatas coríntias, sobre a fachada principal, existem quatro bustos demármore representando a música, a poesia, a comédia e a tragédia. Suas escadarias,adornadas por bustos em mármore de Carrara de Gonçalves Dias e José de Alencar,ligam o salão de entrada ao pavilhão superior, onde imensa lâmina ladeia a entrada deum amplo corredor, em arcadas, que comunica as frizas e as varandas.ARQUITETURA
    118. 118. Pórtico da Escola Real de Ciências, Artes eOfícios, na altura da antiga Travessa doSacramento, no Rio de Janeiro. Atual Escola deBelas Artes, hoje unidade da UniversidadeFederal do Rio de Janeiro, O pórtico da antigaAcademia Imperial de Belas Artes, hoje no JardimBotânicoProjetado por Grandjean de Montigny, para ordenar a feira de pescado do Largo do Paço, este mercado funcionou de 1840 a 1933, quando a Bolsa de Valores o demoliu para construir sua sede.GRANDJEAN DE MONTIGNYTeatro da Paz, a fachada e detalhe das escadarias:requinte de arquitetura, retrato do período áureo daborracha. Projeto de Grandjean de MontignyEntrada do teatro da Paz emBelém do Pará
    119. 119. • Conseqüências sociais da instalação daCorte no Brasil:– Costumes importados da Europa no RJ.– Alta do custo de vida.– Crescimento populacional do RJ (urbanização).– Criação de cargos públicos para ocupar nobres.– Distribuição de títulos nobiliárquicos.• Apoio de proprietários rurais locais.– Aumento de impostos para financiar despesas da corte.
    120. 120. • 1815: Elevação do Brasil à categoria de REINO UNIDO A PORTUGAL E ALGARVES (legitimação da Corte noBrasil – Congresso de Viena).• Lembrar: 1816: Missão artística francesa no RJ (vinda devários artistas, entre eles o pintor Jean Baptiste Debret).
    121. 121. • Política externa:– 1807 – invasão da Guiana Francesa(devolvida em 1817).– 1816 – anexação da Província Cisplatina (URU) – independente em1828.• A Revolução Liberal do Porto(1820):– POR – crise econômica e domínioinglês.– Liderança da burguesia portuguesa.
    122. 122. – Objetivos:• Volta de D. João VI.• Constituição.• Recolonização do Brasil (voltado monopólio português).– 1821: D. João VI retorna a Portugal.• D. Pedro assume como Regente.
    123. 123. 2 - O PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA(1821 – 1822):• Cortes portuguesas (parlamento) tentamrecolonizar o Brasil.• Exigência da volta de D. Pedro paraPortugal.• JAN/1822: “Dia do Fico”.Elites coloniais brasileirasaproximam-se de D. Pedro.D. Pedro anuncia permanênciano Brasil.
    124. 124. • MAI/1822: Decreto do “Cumpra-se”.• JUN/1822: D. Pedro convoca AssembléiaConstituinte.• AGO/1822: tropas portuguesas no Brasilconsideradas inimigas.• 7/9/1822: Após receber ultimato de POR,D. Pedro proclama a independência.
    125. 125. • DEZ/1822: D. Pedro é coroado (DOM PEDRO I).• Dependência econômica em relação a ING.• Manutenção das estruturas sociais e econômicas:– Latifúndio.– Agroexportação.– Monocultura.– Escravismo.• Sem participação popular no processo deindependência.Aliança circunstancial de interesses de D. Pedro e das elites brasileiras para manter seus privilégios.
    126. 126. Primeiro reinado1822 -1831
    127. 127. • Províncias que não aceitaram aproclamação:• Bahia;• Cisplatina;• Grão-Pará.• Maranhão• Grenfell e CochraneGuerra de Independência
    128. 128. • 1824: Estados Unidos (primeiro país devido àDoutrina Monroe)• 1825: Em Londres, os britânicos mediam o encontroentre os diplomatas brasileiros e portugueses.Portugal reconhece com a indenização brasileira de2 milhões de libras esterlinas;• Posteriormente são os ingleses que reconhecem aindependência do Brasil.Reconhecimento daindependência
    129. 129. Inicia os trabalhos a 17 de abril e é fechada por atoautoritário do Imperador a 12 de novembro;O ante-projeto constitucional foi considerado muitoliberal pelo monarca;O projeto constituinte é conhecido com“Constituição da Mandioca”Constituinte de 1823
    130. 130.  Outorgada em 25 de março; 4 poderes: executivo, legislativo, judiciário e Moderador; Catolicismo apostólico romano: religião oficial do Império; Voto censitário; Regime do Padroado; Regime do Beneplácito;Constituição de 1824
    131. 131. 4 Poderes
    132. 132. • 100 mil-réis a 199 mil-réis: cidadão passivo, não votavanem era votado;• 200 mil-réis a 399 mil-réis: cidadão ativo, eleitor deparóquia (ou de 1º grau), votava mas não era votado;• 400 mil-réis a 799 mil-réis: cidadão ativo, eleitor deprovíncia (ou de 2º grau), votava e era votado paradeputado;• 800 mil-réis ou mais: cidadão ativo, eleitor de província (oude 2º grau), votava e era votado para senador.Voto censitário
    133. 133. Somente os católicos poderiam assumir cargospúblicos;Somente os templos católicos poderiam serpúblicos;Porém, formalmente, havia liberdade religiosa;O monarca era o chefe da Igreja Católica brasileirae não o Papa.Padroado (União Igreja-Estado)
    134. 134. O imperador sagrava os bispos;O imperador poderia conceder títulos de nobreza;A Assembléia Nacional não tinha autoridade paraconcessão de títulos (poderia, no máximo, sugerir) e omonarca não necessitaria de sua autorização paraconcedê-los.Beneplácito
    135. 135. Luta Política“Partido Português” “Partido Brasileiro”• Apoiavam o absolutismo deD. Pedro;• Institucionalmente eramfortes no Senado;• Socialmente eram osgrandes comerciantes daCorte Liberais: eram contra oabsolutismo de D. Pedro; Institucionalmente eramfortes na Câmara dosDeputados; Socialmente eram osmédios e pequenoscomerciantes da Corte e osgrandes fazendeiros;
    136. 136. • A elite do nordeste não aceita o absolutismode D. Pedro I;• Não aceita os altos impostos decretadospelo monarca sem consentimento dasassembléias provinciais;• O movimento foi continuação da revoluçãopernambucana de 1817;Confederação do Equador
    137. 137. Características principais:• Republicanismo;• Separatismo;• Ideais liberais-iluministas;• Líderes eram grandes senhores-de-engenhocom participação da classe-média intelectualde Olinda e Recife (clérigos, jornalistas etc).• Repressão violenta comandada por Grenfell.Confederação do Equador
    138. 138. • Brasil e Argentina disputam o território queiniciou uma guerra pela autonomia;• Guerra impopular que D. Pedro I insistiuem lutar. O Brasil teve milhares de mortos,principalmente da região de Santa Catarinae Rio Grande do Sul;• A região consegue sua independência e nãofica nem para o Brasil nem para aArgentina: torna-se a República Oriental doUruguai.Guerra da Cisplatina 1825-1828
    139. 139. Guerra da Cisplatina
    140. 140. O Brasil possuía uma estrutura de “plantation”O açúcar e o algodão – produção em declínio;A crise dura de 1765 a 1850;Durante o Primeiro Reinado, o café começa a seespalhar pela Província do Rio de Janeiro, mas demaneira ainda incipiente.Crise Econômica
    141. 141. • Fechamento da Constituinte;• Outorga da Constituição de 1824;• Envolvimento de D. Pedro I na sucessão portuguesa (guerracivil contra o irmão D. Miguel que usurpara o trono);• Repressão violenta ao movimento separatista e republicanodas províncias do nordeste (Confederação do Equador) 1824;• Guerra da Cisplatina (1825-28).Crise Política do I Reinado
    142. 142. • Manifestações populares contra o monarca após amorte de Líbero Badaró (jornalista liberal de SãoPaulo) por pessoas ligadas a D. Pedro;• Noites das Garrafadas (março de 1831);• Revolta de militares brasileiros;• 07 de abril de 1831: abdicação de D. Pedro I emfavor de seu filho Pedro de Alcântara.Abdicação de D. Pedro I
    143. 143. • Como não havia nenhum parente maior deidade para assumir a regência em nome de D.Pedro II, a constituição determinava que aAssembléia Nacional indicasse três nomes quecomporiam a Regência Trina que governariaaté a maioridade do imperador criança.Início do Período Regencial
    144. 144. • Transição até a maioridade de D. Pedro II.• Instabilidade política (agitações internas).• Fases:– Regência Trina Provisória (abr/jul 1831);– Regência Trina Permanente (1831 – 1834);– Regência Una do Padre Feijó (1835 – 1837);– Regência Una de Araújo Lima (1837 – 1840).BRASIL IMPÉRIO (1822 – 1889)Período Regencial (1831 – 1840)
    145. 145. • Tendências políticas do período:– Restauradores ou Caramurus:• Portugueses, descendentes de portugueses e burocratasligados ao antigo governo de D. Pedro I.• Contrários a qualquer reforma política (conservadores).• Absolutistas.• Objetivo: volta de D. Pedro I.– Liberais Moderados ou Chimangos:• Proprietários rurais especialmente do Sudeste.• Monarquistas e escravistas.• Federalismo com forte controle do RJ (centralizadores).• Principal força política que controlava o governo na época.
    146. 146. – Liberais Exaltados ou Farroupilhas ou Jurujubas:• Proprietários rurais de regiões periféricas sem influência doRJ, classe média urbana e setores do exército.• Fim da monarquia e proclamação da República.• Federalismo (grande autonomia provincial).• Alguns pregavam ideais democráticos inspirados naRevolução Francesa.• Foco de revoltas.
    147. 147. DESENVOLVIMENTO DOS PARTIDOSPOLÍTICOS:
    148. 148. • Regência Trina Provisória (abr/jul 1831):– Brigadeiro Francisco de Lima e Silva, Nicolau Pereira deCampos Vergueiro e José Carneiro de Campos.– Suspensão provisória do Poder Moderador.– Proibição de criar novos impostos.– Proibição de dissolver a Câmara de Deputados.– Eleição de uma Regência Permanente.
    149. 149. • Regência Trina Permanente (1831 – 1834):– Brigadeiro Francisco Lima e Silva, João Bráulio Muniz (Norte) eJosé da Costa Carvalho (sul).– Criação da Guarda Nacional (ago/1831 – Padre Diogo Feijó).• Redução do exército e da Marinha.• Comando: “coronéis” (patente vendida ou eleita entre oschamados “cidadãos ativos” – eleitores).• Defesa de interesses pessoais dos grandes fazendeiros.
    150. 150. – Criação do Código de Processo Criminal (nov/1832):• Autoridade judiciária e policial (nos municípios) aos “juízes depaz”, eleito entre os grandes proprietários.– Ato Adicional de 1834:• Reforma constitucional.• Objetivo: conciliação entre moderados e exaltados.• Assembléias Legislativas Provinciais (Deputados Estaduais).Capital nomeava os Presidentes de Província.• RJ = Município Neutro.• Substituição da Regência Trina por Regência Una.• Suspensão do Poder Moderador e do Conselho de Estado até ofim do Período Regencial.
    151. 151. • Regência Una do Padre Feijó (1835 – 1837):– Várias revoltas pelo país (Cabanagem, Sabinada e RevoluçãoFarroupilha).– Divisão nos Liberais Moderados (ver quadro do slide 4):• Progressistas (posteriormente liberais): classe média urbana,alguns proprietários rurais e alguns membros do clero.Favoráveis a Feijó e ao Ato Adicional.• Regressistas (posteriormente conservadores): maioria dosgrandes proprietários, grandes comerciantes e burocratas.Centralizadores e contrários ao Ato Adicional.– Feijó renuncia em 1837 (oposição crescente).
    152. 152. • Regência Una de Araújo Lima (1837 – 1840):– Regressistas no poder.– Retorno da centralização monárquica.– Criação do Colégio Pedro II, Arquivo Público Nacional e InstitutoHistórico e Geográfico Brasileiro (“Ministério das Capacidades”– Bernardo Pereira de Vasconcelos, ministro da Justiça).– Lei Interpretativa do Ato Adicional (mai/1840): anulação práticado Ato Adicional.• Capital (RJ) com poderes para nomear funcionários públicos,controlar órgãos da polícia e da justiça nos Estados.
    153. 153. – Fundação do “Clube da Maioridade” (1840):• Grupo Progressista (ou Liberais).• Antecipação da maioridade de D. Pedro II.• Imperador = paz interna.• “Golpe da Maioridade” – vitória dogrupo liberal.• Fim do período regencial.
    154. 154. PRINCIPAIS REBELIÕES DO PERÍODOREGENCIAL:
    155. 155. • Revolta dos Malês (BA 1835):– Revolta de negros escravos islâmicos (alfabetizados que liam oAlcorão). No mínimo 100 negros foram massacrados.
    156. 156. • Cabanagem (PA/AM 1835 – 1840):– Ampla participação popular (índios, negros, mestiços, escravos oulivres, porém, todos sem posses).– Luta contra desigualdades.– Sem programa político definido.– Chegaram a tomar o poder mas foram traídos (Antônio Malcher,Francisco Vinagre e Eduardo Angelim).– Por ser a mais popular das revoltas, foi a mais severamentereprimida (30 mil mortos ou 25% da população total da Província).
    157. 157. – As lideranças anônimas da Cabanagem: Domingos Onça, Mãeda Chuva, João do Mato, Sapateiro, Remeiro, Gigante doFumo, Piroca Cana, Chico Viado, Pepira, Zefa de Cima, Zefade Baixo, Maria da Bunda, etc.
    158. 158. • A Sabinada (BA – 1837 – 1838):– Francisco Sabino Barroso (líder).– Dificuldades econômicas da Província (causa principal) erecrutamento forçado para lutar contra os Farrapos no sul(causa imediata).– Obj: República Provisória até a maioridade de D. Pedro II.– Adesão da classe média urbana.– Líderes presos ou mortos e expulsos da Bahia.Bandeira da RepúblicaBahiense, proclamadadurante a rebelião.
    159. 159. • A Balaiada (MA 1838 – 1841):– Manuel dos Anjos Ferreira (o “Balaio”), Raimundo Gomes (o“Cara Preta”) e Negro Cosme Bento: principais líderes.– Causas: pobreza generalizada: concorrência com algodão dosEUA, privilégios de latifundiários e comerciantes portugueses.– Vinganças pessoais (sem projeto político).– Desunião entre participantes.Manipulados e traídos pelos liberais locais (“bem-te-vis”).Reprimidos por Luís Alves de Lima e Silva (futuro Duque deCaxias).
    160. 160. • Revolução Farroupilha ou Guerra dos Farrapos(RS 1835 – 1845):– A mais elitista e longa de todas as revoltas.– Principais lideranças (estancieiros): Bento Gonçalves (maiorlíder), Davi Canabarro, Guiuseppe Garibaldi.– Causas:• Altos impostos sobre o charque gaúcho;• Baixos impostos de importação sobre o charque platino (ARG eURU);• Nomeação do Presidente de Província (governador) pelo Rio deJaneiro, contrário aos interesses gaúchos.
    161. 161. – Proclamação da República do Piratini, ou República Rio-Grandense (RS, a partir de 1835) e da República Juliana (SC,de jul-nov de 1839).Bandeira dos farraposGaribaldiBandeira da República Juliana
    162. 162. – Experiência de combate (guerras fronteiriças) e recursoseconômicos para manter a guerra (elite provincial).– Não houve unanimidade: Porto Alegre apoiou o governocentral, bem como áreas de colonização germânica ou ligadasao comércio com a capital.Brasão de Porto Alegre: otermo “leal e valerosa”refere-se ao apoio prestadopela cidade ao governocentral (RJ).
    163. 163. – Acordo encerra conflito em 1845: “Paz dePonche Verde”• Anistia dos envolvidos gaúchos;• Incorporação dos farrapos no exércitonacional;• Permissão para escolher o Presidente deProvíncia;• Devolução de terras confiscadas na guerra;• Proteção ao charque gaúcho daconcorrência externa;
    164. 164. Do SegundoReinadoaProclamaçãodaRepública
    165. 165. POLÍTICA INTERNA• 3 fases:– Consolidação (1840 – 1850):– Conciliação (1850 – 1870):– Crise (1870 – 1889):• 2 correntes políticas:– Liberais: profissionais liberais urbanos, latifundiários ligados aprodução para o mercado interno (áreas mais novas).– Conservadores: grandes comerciantes, latifundiários ligados aomercado externo, burocracia estatal.– Sem divergências ideológicas, disputavam o poder masconvergiam para a conciliação. Ambos representavam eliteseconômicas.
    166. 166. • Parlamentarismo às avessas:– Poder legislativo subordinado ao executivo.– Imperador = peça central nas decisões.D. PEDRO IILiberais e Conservadores manipulados por D. Pedro II,cientes de que precisavam de sua proteção.
    167. 167. • A Lei de Terras (1850):– Terras sem registro = “devolutas” (pertencentes aoEstado).– Regularização mediante a compra de registro.– Conseqüências:• Pequenos proprietários perdem suas terras.• Concentração de terras nas mãos de grandeslatifundiários.• Imigrantes e escravos libertos sem acesso a terra.• Mão-de-obra barata e numerosa para grandeslatifundiários.
    168. 168. • A Questão Christie (1863 – 1865):– Rompimento de relações diplomáticas entre BRA eING.– Causas:• Roubo de carga de navio inglês naufragado no RS(ING exige indenização);• Prisão de marinheiros ingleses no RJ (ING exigedesculpas).– W. D. Christie (embaixador inglês no Brasil) aprisiona5 navios brasileiros no porto do RJ a título deindenização.– BRA paga indenização mas exige desculpas da ING porinvadir porto do RJ.– Arbítrio internacional de Leopoldo I (BEL) favorávelao BRA;– BRA rompe relações diplomáticas com a ING.– ING desculpa-se oficialmente em 1865.
    169. 169. • A Guerra do Paraguai (1865– 1870):– Maior conflito armado da AméricaLatina.– Antecedentes:• PAR: sem dívida externa, semanalfabetismo, miséria ouescravidão, com indústrias,estradas de ferro, universidades,telégrafo, exército desenvolvido,governado ditatorialmente porSolano López.Solano López segundoa imprensa brasileira
    170. 170. – Causas:• PAR sem saída para o mar(anexações no BRA eARG).• “Mau exemplo” – oposiçãoinglesa ao projetoparaguaio.• Rompimento de relaçõesdiplomáticas com o BRA(represália a invasão doURU e deposição deAguirre).• Invasão paraguaia ao MT eARG (1865).
    171. 171. – TRÍPLICE ALIANÇA (BRA + ARG + URU)* XPAR– ING: retaguarda (empréstimos).– Conseqüências:• PAR: 600 mil mortos (99% dos homens), dívidas,perdas territoriais.POPULAÇÃO(1864):PAÍS SOLDADOS(1864):10 milhões BRASIL 18 mil1,5 milhão ARGENTINA 8 mil300 mil URUGUAI 1 mil800 mil PARAGUAI 64 mil
    172. 172. O MASSACRE DA POPULAÇÃOPARAGUAIAPopulação no começo da guerra 800 milPopulação morta durante a guerra 606 mil (75,75%)População após a guerra 194 mil (24,25%)Homens sobreviventes 14 mil (1,75%)Mulheres sobreviventes 180 mil (22,5%)Homens sobreviventes menores de 10 anos 9800 (1,225%)Homens sobreviventes até 20 anos 2100 (0,2625%)Homens sobreviventes maiores de 20 anos 2100 (0,2625%)
    173. 173. • BRA: endividamento, fortalecimento político doexército, crise do escravismo e do Império.• ING: afirmação de interesses econômicos naregião.
    174. 174. ECONOMIA:• Café: principal produto.– Mercado externo (EUA/EUROPA).– Alto valor.– Solo (“terra roxa”) e clima favoráveis.– Região Sudeste.– Desenvolvimento dos transportes (estradas de ferro, portos).– Desenvolvimento de comunicações (telégrafo, telefone).– Desenvolvimento de atividades urbanas paralelas (comércio,bancos, indústrias)
    175. 175. – Vale do Paraíba (RJ – SP): 1ª zona de cultivo. Iníciono final do século XVIII. Latifúndio escravistatradicional, sem inovações técnicas. Principal atéaproximadamente 1860-70.– Oeste paulista: 2ª zona de cultivo. Inícioaproximadamente a partir de 1850. Tecnologicamentemais avançado. Introdução do trabalho de imigrantesparalelamente ao escravismo. “Terra Roxa”.
    176. 176. • Açúcar: decadência– Concorrência externa.– Açúcar de beterraba (Europa).– Queda no preço.• Outros produtos:– Algodão (MA): importante entre 1861 e 1865 (18%)• Guerra de Secessão (EUA)– Borracha (AM e PA): importante a partir de 1880(8%)• II Revolução Industrial – automóveis.– Couros e peles (6 – 8%)– Fumo (2 – 3%)
    177. 177. • A “Era Mauá” (1850 – 1870):– Início da industrialização.– Irineu Evangelista de Souza (Barão eVisconde de Mauá).– Causas:• Tarifa Alves Branco (1844):– Aumento de tarifas para importados.– Aumento de arrecadação para o Estado.– Estímulo involuntário para a indústrianacional.• Fim do tráfico negreiro (1850):– Liberação de capitais.Mauá: o primeiroempresáriocapitalistabrasileiro.
    178. 178. – Mercado interno.– Bens de consumo não duráveis.– Setor têxtil: principal.– Surto industrial que não alterou o a estrutura econômicanacional.– Motivos do fracasso:• Falta de apoio do governo.• Sabotagens (oposiçãode latifundiários).• Concorrência inglesa.
    179. 179. SOCIEDADE:• A Revolução Praieira (PE – 1848):– Causas: concentração fundiária e crise econômica.– Líderes: Pedro Ivo e Abreu Lima.– Jornal “Diário Novo” – Rua da Praia.– Manifesto ao Mundo: voto universal, liberdade deimprensa, abolição da escravidão, proclamação daRepública, nacionalização do comércio, direito aotrabalho.– Última grande revolta do período.– Influência das revoluções liberais européias.
    180. 180. • A imigração:– Superação da crise do escravismo.– Mito do “embranquecimento”.– Necessidade de mão-de-obra (cafeicultura – sudeste).– Ocupação e defesa (região sul).– Crise econômica e social em países europeus.
    181. 181. – Os sistemas de imigração nos cafezais:PARCERIA (fracasso) COLONATO (sucesso)Primeiro sistema introduzido (1847). Oeste Paulista (por volta de 1870),subvencionada pelo governo.Trabalho familiar camponês. Trabalho familiar camponês.Colono dividia lucros e prejuízos.Ficava com metade do produzido.Camponês recebia 2 salários:fixo anual e por produtividade.Colonos se endividavam (passagens,mantimentos, juros elevados...).Governo paulista pagava aspassagens.Eventualmente era permitida umapequena roça ao imigrante.Era garantido um pedaço de roçapara subsistência ou comércio.
    182. 182. • A crise doescravismo:– Oposição inglesa (BillAberdeen – 1845).– Lei Eusébio de Queirós(1850).• Fim do tráfico deescravos.• Tráfico interprovincial(NE – SE).• Aumento do valor dosescravos.
    183. 183. – Movimento abolicionista: intelectuais, camadas médias urbanas,setores do exército.– Prolongamento da escravidão por meio de leis inócuas:• Lei do Ventre Livre (1871).• Lei dos Sexagenáriosou Saraiva-Cotegipe (1885).
    184. 184. – Radicalização do movimento abolicionista – caifazes.– Lei Áurea (1888):• Fim da escravidão sem indenizações.• Marginalização de negros.• Crise política do império.
    185. 185. A CRISE GERAL DO IMPÉRIO (a partirde 1870):• A questão religiosa:– Igreja atrelada ao Estado (Constituição de 1824).• Padroado e Beneplácito.– 1864 – Bula Syllabus (Papa Pio IX): maçons expulsosdos quadros da Igreja.– D. Pedro II proíbe tal determinação no Brasil.Bispos de Olinda e Belémdescumprem imperador esão presos.Posteriormente anistiados.Igreja deixa de prestarapoio ao Imperador.
    186. 186. • Questão militar:– Exército desprestigiado pelo governo: baixos soldos,pouca aparelhagem e investimentos.– Exército fortalecido nacionalmente após a Guerra doParaguai.– Punições do governo a oficiais que manifestavam-sepoliticamente.• Sena Madureira, Cunha Matos.– Penetração de idéias abolicionistas e republicanaspositivistas nos quadros do exército associam o Impérioao atraso institucional e tecnológico do país.
    187. 187. • Questão Republicana:– 1870: Manifesto Republicano (RJ) – dissidência radical doPartido Liberal.– 1873: Fundação do PRP (Partido Republicano Paulista),vinculado a importantes cafeicultores do Estado.– Descompasso entre poderio econômico dos cafeicultores doOeste Paulista e sua pequena participação política.– Abolicionismo em contradição com o escravismo defendido porvelhas elites aristocráticas cariocas.– Idéia do Federalismo – maior autonomia estadual.– Apoio de classes médias urbanas, também pouco representadaspelo governo imperial.
    188. 188. • QuestãoAbolicionista:– Abolição da Escravidão(1888) retira do governoimperial sua última basede sustentação:aristocracia tradicional.• Império é atacadopor todos os setores,sendo associado aoatraso e decadência.
    189. 189. • A Proclamação da República(15/11/1889):– 1888 – D. Pedro II tenta implementarreformas políticas inspiradas norepublicanismo através de Visconde deOuro Preto:• Autonomia provincial, liberdade deculto e ensino, senado temporário,facilidades de crédito...– Reformas negadas pelo parlamento que édissolvido pelo imperador.– Republicanos espalham boatos desupostas prisões de líderes militares.– Marechal Deodoro da Fonseca liderarebelião que depõe D. Pedro II.

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