Novena De Natal 2009

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Comunidades Eclesiais de São José dos Campos - SP
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Novena De Natal 2009

  1. 1. Palavra de DeusPalavra de Deus na vida do povona vida do povo Subsídio para Reflexão nas Comunidades Nº 3 - Ano XIX - 2009 Diocese de São José dos Campos - SP Subsídio para Reflexão nas Comunidades Nº 3 - Ano XIX - 2009 Diocese de São José dos Campos - SP Subsídio para Reflexão nas Comunidades Nº 5 - Ano XIX - 2009 Diocese de São José dos Campos - SP Discipulado e MissãoDiscipulado e MissãoDiscipulado e Missão Natal 2009Natal 2009Natal 2009
  2. 2. Palavra de Deus na vida do povo DIA HORÁRIO ENDEREÇO Anote abaixo o endereço, o dia e o horário da Novena de Natal 2009. Sobre a Celebração de Encerramento A celebração poderá ser realizada por setor ou em lugar maior. Se possível encenar o Nascimento de Jesus. Após o encontro poderá ser feita uma confraternização. O local deve ser preparado de maneira que fique bem festivo, utilize a sua criatividade! Anotações: Algumas imagens ilustrativas da novena são do artista Cerezo Barredo e foram tiradas do site: http://www.servicioskoinonia.org/cerezo/ As fotos são do arquivo da equipe de comunicação das CEBs
  3. 3. 2 Índice Apresentação............................................................................ 03 Orientações............................................................................... 04 Oração Inicial.......................................................................... 05 Oração Final............................................................................. 06 1º Dia da Novena..................................................................... 07 2º Dia da Novena..................................................................... 09 3º Dia da Novena..................................................................... 13 4º Dia da Novena..................................................................... 16 5º Dia da Novena..................................................................... 19 6º Dia da Novena..................................................................... 21 7º Dia da Novena..................................................................... 23 8º Dia da Novena..................................................................... 26 9º Dia da Novena..................................................................... 28 Sugestão para celebração da palavra nos setores.....................32 Símbolos Natalínos...................................................................33 Músicas....................................................................................34 Ofício Divino de Ação de Graças..............................................41 CEBs: Carisma/Fidelidade........................................................42 Explicando o novo método de encontro......................................44 Os 10 mandamentos da espiritualidade do(a) animador(a) e da coordenação dos grupos de reflexão...................................46 Leitura Orante da Palavra de Deus.........................................48
  4. 4. 3 Apresentação Natal e Missão Caros(as) Animadores(as) de Pequenas Comunidades, olá! Chega em suas mãos o material que deverá ajudar toda a comunidade a se prepa- rar para o Natal do Senhor. É apenas um instrumento para reunir as pessoas e as famílias. Sabemos que CEBs é muito mais que este livretinho. CEBs é uma maneira de ser Igreja nos qrupos pequenos e diariamente. Há alguns que expressam que dia tal é dia de CEBs. Na verdade esta pessoa não entendeu nada, pois CEBs é 24 horas por dia, 30 dias por mês e 365 dias e algumas horas por ano. Ou seja: a todo momento e em toda circunstância terá alguém em nome do Evangelho, na força do Ressuscitado, no dinamismo do Espírito e na realidade criativa do Reino para fazer acontecer a experiência de Deus em comunidade. O Documento de Aparecida propõe a reflexão sobre Reino de Deus, justiça e caridade cristã, afirmando que são sinais evidentes da presença de Deus a vivencia pessoal e comunitária das bem-aventuranças, a evangelização dos pobres, o conhecimento e cumprimento da vontade do Pai, o martírio pela fé, o acesso de todos aos bens da criação, o perdão mutuo, sincero e fraterno, aceitando e respeitando a riqueza da pluralidade e a luta para não sucumbir a tentação e não ser escravo do mal (383). Também ele afirma ser urgente criar estruturas que consolidem uma ordem social, econômica e política na qual não haja iniqüidade e onde haja possibilidades para todos (384). Podemos, ainda, ler que a Igreja tem como missão própria e especifica comunicar a vida de Jesus Cristo a todas as pessoas, anunciando a Palavra, administrando os sacramentos e praticando a caridade, que se mostra mais nas obras que nas palavras (386). Santo Alberto Hurtado diz – Em nossas obras, nosso povo sabe que compreendemos sua dor (386). Se crermos que a Paróquia é Comunidade de Comunidades, devemos promover uma ação pastoral que torne isso uma realidade efetiva. Vemos, por experiência, que as Pequenas Comunidades são caminho direto para relações pessoais e interpessoais, especialmente junto aos jovens, famílias e afastados. A renovação da Paróquia (172) poderá passar por uma nova mentalidade de uma Igreja com experiência de vida na base, mais próxima ao povo, formando novas lideranças e provocando vivencias concretas diante da fe e da ação social. CEBs – uma proposta de Igreja nas casas. Pense nisso. Reunindo-se ao redor da Palavra de Deus e da Eucaristia e outros sacramentos (175), quando possível, a Paróquia poderá realizar melhor sua missão, e as CEBs favorecem alcançar este grande e único objetivo da Igreja – evangelizar. Por isso, quer tal trabalharmos melhor a CENTRALIDADE DA PALAVRA em nossos encontros, criarmos escolas que ajudem a formar cristãos comprometidos com sua fé (178) e permitirmos o povo a chegar a um conhecimento maior da Palavra de Deus, ao compromisso social em nome do Evangelho, ao seguimento de novos serviços leigos e a educação da fé dos adultos? (178) A Igreja existe “para fora” e não para si mesma! Bons encontros!!! Pe. Ronildo, assessor diocesano das CEBs
  5. 5. 4 Orientações 1. Preparar a novena antecipadamente, escolher cantos, ensaiar e ti- rar algumas dúvidas. 2. Convidar todas as pessoas da comunidade para participarem dos encontros, durante os nove dias. Um convite especial às mulheres grávidas. 3. Escolher as casas para os encontros, agendar no próprio livreto e preparar bem o ambiente. É importante que todos estudem o encontro antes de realizá-lo. 4. Valorizar a participação de todos. Envolver as crianças, adolescen- tes e jovens nas tarefas, especialmente as encenações. 5. O gesto concreto ficará a cargo de cada comunidade e deverá ser assumido por todos. 6. A Capelinha Missionária é o simbolo da novena este ano, deverá percorrer as casas durante a novena 7. Teremos oito encontros e uma Celebração. Para esse último dia organizar os grupos em um setor e após a Celebração fazer uma confraternização. PARTICIPE TODOS OS DIAS DA NOVENA DE NATAL! ISTO DEVERÁ SER UMA GRANDE MOTIVAÇÃO PARA VOCÊ E SUA FAMÍLIA PARTICIPAREM DURANTE O ANO TODO NOS ENCONTROS DAS CEBs NA SUA RUA.
  6. 6. 5 Oração Inicial Refrão meditativo Oh Luz do Senhor que vem sobre a terra Inunda meu ser, permanece em nós Acendimento da vela Acender a vela e rezar Leitor(a) 1: Bendito seja o Deus de nossos pais, / porque iluminas as nos­sas vidas / com a luz de Jesus Cristo, / manifestação da justiça divina / a quem esperamos / com todo o carinho. Amém. Canto Inicial - Vem, ó Deus da Vida, vem nos ajudar! (bis) Vem, não demores mais, vem nos libertar! (bis) - Já chegou o tempo, o Senhor vem vindo! (bis) Venha pelo deserto, um caminho abrindo! (bis) - Espere no Senhor nosso salvador! (bis) Pois cumpre suas promessas, é libertador! (bis) - O Senhor nos chama para a conversão! (bis) A ele preparemos nosso coração! (bis) - Glória ao Pai e ao Filho e ao Santo Espírito! (bis) Glória à Trindade Santa, glória ao Deus bendito! (bis) - De pé vigilantes lâmpadas nas mãos! (bis) Ele está bem perto, nossa Salvação! (bis) Leitor(a) 2: O anjo do Senhor anunciou a Maria Todos: E ela concebeu do Espírito Santo. Ave Maria... Leitor(a) 3: Eis aqui, a serva do Senhor. Todos: Faça-se em mim segundo a vossa vontade. Ave Maria... Leitor(a) 4: E o Verbo se fez carne. Todos: E habitou entre nós. Ave Maria... Leitor(a) 5: Ó Deus de bondade, olha o teu povo reunido nesta novena de Natal. Dá-nos a graça de acolher com muita alegria nosso Senhor Jesus Cristo que vem e anunciarmos com nossa vida o mistério de sua encarnação em nossa humanidade. Por Cristo nosso Senhor. Amém. Cantemos (ou rezemos): Vem, ó Filho de Maria/ Já se acende a Es- trela Guia /Quanta sede, quanta espera,/Quando chega, quando chega aquele dia?
  7. 7. 6 Oração Final Animador(a): Por esta família que nos acolhe, rezemos ( todos estendem uma das mãos enquanto rezam) Todos: Ó Mãe, intercedei junto de vosso Filho por esta família que nos recebe com carinho e ternura. Abençoai a todos que mo­ram nesta casa, e também aqueles que a visitam. Escutai seus pedidos, e rogai a Jesus que os atenda. Que aqui jamais falte o suficiente para que todos vivam com dignidade e ale­gria, sendo fortes nos momentos de dor e sofrimento. Sede a Mãe deste lar e protegei-o de todos os perigos. Amém. Animador(a): Pela intercessão de Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, a benção de Deus nos fortaleça na fé, na esperança e na caridade. Todos: Assim seja! Animador(a): O encontro de hoje esta terminando, mas continua a vivência da união entre nossas famílias. Levemos deste momento de oração, toda a força que precisamos para aprofundar nossa união em nossas casas, no trabalho e em todo lugar. Para isso, pedimos uma benção especial. Animador(a): Nossa alegria esta no nome do Senhor! Todos: Que fez o céu e a terra. Animador(a): O Senhor nos abençoe e nos guarde. Todos: Amem. Animador(a): O Senhor nos mostre o seu rosto e tenha piedade de nós. Todos: Amem. Animador(a): O Senhor volte para nos o seu olhar e nos dê a paz. Todos: Amem. Animador(a): Antes de encerrar este encontro, vamos desejar a paz uns aos outros com um abraço fraterno de comunhão entre nós. Voltemos para nossas casas e continuemos a vida em comunidade. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Todos: Amém.
  8. 8. 7 1º Dia da Novena 1 - Ambiente: Capelinha, Bíblia, vela e flores. 2 - Acolhida Animador(a): Irmãos sejam bem-vindos(as) ao primeiro dia da Novena de Natal em família. É mais uma oportunidade para renovarmos os laços de amor com Deus e os irmãos. É tempo de esperança profunda, é a feliz espera pelo nascimento de Je- sus que nos coloca no caminho de Belém e garante a certeza da presença de Deus a seu povo. 3 - Oração inicial Página 5 4 - Olhando a realidade Leitor(a) 1: Em Junho de 2001 aconteceu a exposição “Mãos que transformam o Mundo”, do re- pórter fotográfico Douglas Man- sur. Foram 37 fotos das mãos de diversas personalidades, entre elas do cardeal Arcebispo de São Paulo Dom Cláudio Humes, de Dom Paulo Evaristo Arns, Frei Damião, Inezita Barroso, Paulo Freire e Carlito Maia. Leitor(a) 2: Segundo Dom Pau- lo, esta exposição é lembrança “Deus Vem a Nosso Encontro” de tudo o que Deus fez por nós. A mão simboliza a amizade entre todos nós em uma comunhão de gente que caminha junto. Dou- glas afirmou que a riqueza está nessas mãos. Cada foto serve como documento da esperança (CF.O. São Paulo 04/07/06). Pen- semos um pouco e conversemos; que sentimento foi despertado em nós? 5 - Falando da Bíblia Leitor(a) 1: Certamente, Deus é presença constante em nossa vida. Ele não surge de forma mágica, mas vem nos visitar nas situações concretas de nossa ca- minhada. Canto para aclamar o Evangelho Ler: Mateus 4, 12-23 6 - Aprofundamento Leitor(a) 1: O Filho de Deus chegou e está no meio do povo. Jesus vem ao mundo como reali- zação de uma grande esperança. Leitor(a) 2: O povo que sofria com a opressão e esperava ar- dentemente que alguém, em nome de Deus, se levantasse
  9. 9. 8 contra todo sistema que massa- crava a vida das pessoas de for- ma tão dura e pesada. Todos: Ele está no meio de nós. Leitor(a) 3: A presença de Jesus confirma as profecias do antigo testamento e sua figura é como uma luz a iluminar as trevas que caíam sobre a vida do povo na- quele momento histórico. Leitor(a) 4: Olhando nosso mo- mento atual verificamos que so- frimento e opressão são realida- des e, infelizmente, ainda fazem parte da vida do nosso povo. A grande Luz que é Jesus precisa brilhar sobre nossa sociedade tão injusta e iluminar todas as pessoas, a fim de que o conhe- cendo sintam-se impulsionados a fazer acontecer à novidade do seu Evangelho. Todos: Ele está no nosso meio, presente na pessoa dos irmãos necessitados e também nas mãos que transformam o mundo. Leitor(a) 5: Jesus falava as multi- dões. Sua palavra tinha uma for- ça impressionante, pois nele pa- lavra e ação eram a mesma coisa. Jesus com a sua vida dava teste- munho da palavra que anunciava e vice - versa. O teor da pregação de Jesus nos mostra que é preciso buscar conversão, porque o Rei- no dos céus está próximo. Leitor(a) 6: Jesus vem ao encon- tro daqueles que se encontram sem esperanças e perdidos em meio a dura realidade. Ele é a Boa Nova endereçada a todos os povos e a todas as pessoas. Deus nos visita na sua infinita bonda- de nos momentos de dificulda- des e angústias e nos garante a esperança. 7 - Momento de partilha Animador(a): Vamos conversar sobre a reflexão que fizemos: a) Como acolhemos em nossas vi- das a chegada do Filho de Deus? b) O que nossa presença acres- centa a vida das pessoas? Somos presença de Deus para os outros? c) Somos reconhecidos como fi- lhos de Deus por causa daquilo que testemunhamos ao mundo com nossa vida? Nossas mãos ajudam a transformar o mundo? 8 - Gesto concreto Animador(a): Precisamos estar atentos para perceber Jesus no cotidiano de nossas vidas. Pois através de nós ele se mostra ao mundo. Combinar um gesto que seja sinal da presença de Deus junto aos simples e sofredores. 9 - Momento de oração Animador(a): Deus vem ao nos- so encontro. Com confiança no seu amor e na sua misericórdia façamos nossas preces. 10 - Oração final Página 6 11 - Avisos, canto final e cum- primentos. Conversar sobre o gesto da nove- na de sua comunidade paroquial Atenção: É bom que nos prepa- remos para o próximo encontro, lendo o tema e o texto bíblico. É importante levar a Bíblia em todos os encontros.
  10. 10. 9 1 - Ambiente: Bíblia, Capelinha Missionária, Coroa do Advento, imagem de Maria e José, Terço Missionário, figuras de revistas ou jornal com gestos de solida- riedade e um cartaz: “A minha alma engrandece ao Senhor, meu es- pírito se alegra em Deus, meu Salva- dor” (Lc 1-47). Sugestão: Fazer pequenos cora- ções de papel em cartão verme- lho com um desenho de porta cortada no centro com uma frase bíblica: “Eis que estou à porta e bato” (Ap 8,20) e entregar a to- dos na acolhida. 2 - Acolhida Animador(a): Sejam todos bem- vindos. Queridos irmãos, como estamos vivendo a alegria do Advento em preparação para receber Aquele que veio e que vem ao nosso encontro ontem, hoje e sempre, caminhemos para o Natal do Senhor abrindo o nosso coração para acolhê-lo. Advento: tempo de vigilância, de conversão, de espera, de es- perança e de alegria que anun- cia a proximidade do Natal, a presença do Emanuel, o Deus- Conosco em nosso meio e de toda a humanidade. 3 - Oração inicial Página 5 4 - Olhando a realidade Leitor(a) 1: Maria diz sim, com confiança e alegria ao plano de Deus que nos envia o Salvador. Ela se entrega a Deus colocando- se a serviço da humanidade. Todos: “Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te ama- mentaram” (Lc 11,27). Leitor(a) 2: Caminhando com Maria e José, vamos renovando o nosso coração para celebrar a alegria do Deus menino. O mo- tivo maior da nossa alegria é a nova aliança revelada por Jesus de Nazaré, nascido em Belém, que mostra o caminho para vi- vermos em nossa realidade con- “Boa Nova: Esperança para todos os Povos” 2º Dia da Novena
  11. 11. 10 creta o Reino de Deus anuncia- do por Ele. Todos: “Eis que vos anuncio uma grande alegria, que será para todo o povo...” (Lc 2,11) Leitor(a) 3: A proposta de Deus na encarnação de seu Filho ama- do é uma mudança radical na história entre os povos. Ele nos convida a continuar o seu pro- jeto e trabalhar por um novo tempo, uma nova sociedade e em favor da vida em todas as di- mensões. Todos: Irá chegar um novo dia, um novo céu, uma nova ter- ra, um novo mar. Neste dia, os oprimidos numa só voz a liber- dade irão cantar. Leitor(a) 4: O Advento nos leva a uma conversão de nossa men- talidade e nossas atitudes: uma vida nova, com esperança e cer- teza de que outro mundo é pos- sível e necessário: um mundo de justiça, de paz, de alegria e de fraternidade. Todos: Irá chegar um novo dia, um novo céu, uma nova ter- ra, um novo mar. Neste dia, os oprimidos numa só voz a liber- dade irão cantar. 5 - Falando da Bíblia Animador(a): Aclamemos com entusiasmo a Palavra de Deus cantando e, a seguir, ouçamos com atenção o hino de louvor que Maria fez a Deus. Canto para aclamar a Palavra de Deus Ler: Lucas 1, 46-56 (Momento de silêncio para inte- riorizar a Palavra que ouvimos.) 6 - Aprofundamento Animador(a): Cantemos com a mesma alegria com que Nossa Senhora reconhece a ação de Deus em sua vida. Todos(as): O Senhor fez em mim maravilhas. Santo é o seu nome! Animador(a): O Cântico de Ma- ria é muito conhecido, mas nem sempre bem compreendido. Vamos refletir o texto tentando compreendê-lo melhor e ver o que nos ensina para celebrarmos bem o Natal, hoje. Leitor(a) 1: Maria começa seu cântico com uma expressão de profundo louvor e celebra com alegria a bondade de Deus para com ela e com seu povo.
  12. 12. 11 Todos: Minh’alma engrandece ao Senhor, meu espírito se ale- gra em Deus meu Salvador, por- que olhou para a humildade de sua serva. Leitor(a) 2: Faz memória do passado e prediz que todos lou- varão a Deus com ela pelas ma- ravilhas que nela operou. Diz que a confiança que temos hoje em Deus brota da lembrança da sua ação no passado. Todos: Doravante as gerações hão de chamar-me de bendita, porque o Todo-Poderoso reali- zou grandes obras em meu fa- vor. Santo é seu nome. Leitor(a) 3: Diante do contex- to social, político, econômico e cultural, ela traz a esperança do futuro, a nova aliança de Deus com a humanidade. Todos: O Senhor fez em mim maravilhas. Santo é seu nome! Leitor(a) 4: Refletindo ainda um pouco mais. Esse texto nos colo- ca diante de duas posições fun- damentais na nossa caminhada de fé: a memória e a esperança. Todos: Seu amor para sempre se estende sobre aqueles que o temem. Leitor(a) 5: A memória traz a pro- messa feita aos nossos antepassa- dos e a ação forte de Deus agin- do em favor do povo diante de toda a opressão da época. Todos: O Senhor fez em mim maravilhas. Santo é seu nome! Animador(a): A esperança au- menta a fé que temos no Se- nhor, que caminha conosco nos momentos de luta por justiça, dignidade, inclusão, diante dos desafios que o mundo nos apre- senta. Leitor(a) 1: O ter e o poder geram o individualismo, a indiferen- ça, o consumismo, a desvalori- zação da vida, da família e do ser humano. Todos: Manifesta o poder de seu braço, dispersa os soberbos; derruba os poderosos de seus tronos e eleva os humildes. Leitor(a) 2: Maria, mulher que valoriza a vida, que aceita o dom da maternidade com confiança, ternura, amor e respeito pela vida do ser divino que está ge- rando. Ela sonha com a justiça a ser feita aos pobres e louva a Deus por sua fidelidade à pro- messa feita a seu povo.
  13. 13. 12 Todos: Sacia de bens o famin- to, despede os ricos sem nada. Acolhe Israel seu servidor, fiel ao seu amor. Como havia prometido a nossos pais em favor de Abraão e de seus fi- lhos para sempre. Animador(a): Homens e mulhe- res, mães e pais, neste tempo do advento, mais do que nunca, te- mos que refletir e contemplar o Sim de Maria e o dom precioso que Deus nos deu: “a vida” que “gera vida”. Todos: Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém! 7 - Momento de partilha Animador(a): Vamos conversar sobre a reflexão que fizemos: a) Qual nossa responsabilidade de filhos de Deus ao anunciar- mos sua Palavra na construção do seu Reino? b) Como discípulos(as) missionários(as) estamos real- mente sendo testemunhas dos seus ensinamentos na constru- ção de uma nova sociedade? Como? 8 - Gesto concreto Animador(a): Neste momento, relembremos os compromissos que estamos assumindo em fa- vor da vida: a vida em comuni- dade, a promoção das pessoas empobrecidas e excluídas; o cui- dado com o meio ambiente. 9 - Momento de oração Preces espontâneas 10 - Oração final Página 6 11 - Avisos, agradecimentos e canto final. Atenção: É bom que nos prepare- mos para o próximo encontro, len- do o tema e o texto bíblico. É im- portante levar a Bíblia em todos os encontros.
  14. 14. 13 3º Dia da Novena “Batismo, fonte de toda missão” 1 - Ambiente: Capelinha Mis- sionária, Bíblia, cruz, vela ace- sa, flores, sandália, símbolos de Natal, símbolos que lembrem Batismo. 2 - Acolhida Animador(a): Sejam bem vindos(as) ao terceiro dia da no- vena. Por um momento vamos relembrar as pessoas que parti- ciparam diretamente do nosso Batismo. 3 – Oração inicial Página 5 4 - Olhando a realidade Leitor(a) 1: O nascimento de Je- sus, mesmo sendo com muitas críticas do mau uso e da mani- pulação que o mercado de con- sumo faz dele, entrou definitiva- mente no imaginário religioso, social e cultural da maioria dos povos mesmo entre aqueles que somente agora passaram a rece- ber o primeiro anúncio. Leitor(a) 2: Não é mais possível pensar o calendário civil sem ter presente o Natal e tudo o que ele traz consigo. Não é mais possí- vel pensar na infância, seja ela pobre ou rica, sem os mitos, as lendas, as imagens e os conteú- dos do universo dos valores que a data comporta e anuncia. Leitor(a) 3: O espantoso é que a mídia seja incapaz de mostrar a beleza e a força dos gestos de so- lidariedade que se concentram ao longo do mês de dezembro. Nas igrejas, nos centros comu- nitários e em alguns setores mu- nicipais são incentivadas e pro- movidas ações de solidariedade humana e cristã. Mas claro que a pratica da solidariedade deve estender-se por todos os meses do ano... Leitor(a) 4: Talvez a dificuldade maior continue sendo mostrar que não há outro caminho para a humanidade, fora do caminho traçado por este frágil menino de Belém. A esperança da hu- manidade reside na fragilidade daquela noite fria de dezembro quando os pastores recebem a grande notícia vinda do coro dos anjos. Todos: “Anuncio-vos uma gran- de notícia: Hoje, na cidade de Davi, nasceu-vos um Salvador,
  15. 15. 14 que é o Messias Senhor”. Leitor(a) 5: Cabe a nós como batizados reafirmar que a en- carnação do verbo continua sendo decisivo para toda a cria- ção. No Natal de Cristo “surge para toda a humanidade como a esperança da verdadeira vida e da felicidade, porque a chave, o centro e o fim de toda a his- tória humana se encontram no Senhor e Mestre” que agora faz parte de nossa história. 5 - Falando da Bíblia Animador(a): Solidarizando-se com o povo Jesus começa o tem- po do Batismo no Espírito San- to. Isto é a formação do povo de Deus que vai construir a nova sociedade. Canto para aclamar a Palavra de Deus Ler: Lucas 3, 21-23 6 - Aprofundamento Leitor(a) 2: O Batismo faz de Jesus o vocacionado por excelência do Pai que, doravante, vai ser, viver e agir em conformidade com aquilo que lhe é próprio como filho de Deus e Salvador. Nele a humanidade é chamada à santidade, a criar uma identidade vocacional e a assumir uma missão. Como o Batismo de Jesus no Jordão é o inicio da sua missão profética, paraarevelaçãodasuadivindade e identidade, da sua autoridade e de sua missão salvífica, assim o Batismo cristão é a fonte e origem de toda missão. Leitor(a) 3: O cristão pelo Batis- mo é chamado pelo Pai a ser ou- vinte da Palavra. Adotado como filho bem amado e justificado dos seus pecados, é incorporado a Jesus Cristo, ungido pelo Espí- rito Santo e para a missão, é in- serido na Igreja. No Batismo, a mesma voz que um dia foi ouvi- da, declarando Jesus Filho ama- do, é ouvida por nós, o mesmo Espírito que o ungiu e o enviou em missão nos consagra para vi- vermos uma vida nova. Leitor(a) 4: A missão de Jesus dá sentido, acompanha e im- pulsiona o envio missionário do cristão ao mundo. O Batismo é o alicerce da vida cristã e permite compreender a Igreja como co- munidade dos batizados, segui- dores de Jesus, abertos à Luz do Espírito que nos conduz na mis- são evangelizadora. Todos: O centro da vida de to- dos os batizados é a pessoa de Jesus e sua proposta transfor- madora de amor e justiça. Por- tanto, pelo Batismo somos liber- tados do pecado e regenerados como filhos de Deus; tornando- nos membros de Cristo, somos incorporados a Igreja e feitos participantes de sua missão. 7 - Momento de partilha Animador(a): Vamos conversar sobre a reflexão que fizemos:
  16. 16. 15 a) Neste Natal e todos os dias somos chamados a escutar e a praticar o anúncio do Reino de Deus? b) O que fazer para concretizar o pedido que Jesus nos faz di- zendo: − “Vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos” (Mt 28, 19)? c) O que é ser missionário(a) nos dias de hoje para você? 8 - Gesto concreto Animador(a) : Procure conhecer melhor as famílias de sua comu- nidade, de sua rua e verifique se tem adolescentes e jovens que ainda não receberam o sacra- mento do Batismo e os encami- nhem para Pastoral Catequética. 9 - Momento de oração Animador(a) : Senhor Jesus Cristo, que nos chamaste para o Reino da tua Luz, ajuda-nos a caminhar conforme a orienta- ção de Deus, agradando-lhe em tudo. Preces espontâneas Todos: Vem, Senhor, vem nos salvar, com teu povo vem caminhar. 10 - Oração final Página 6 11 - Avisos, agradecimentos e canto final. Atenção: É bom que nos prepare- mos para o próximo encontro, len- do o tema e o texto bíblico. É im- portante levar a Bíblia em todos os encontros.
  17. 17. 16 4º Dia da Novena “Família, berço do Discipulado” 1 - Ambiente: Bíblia, vela acesa, foto ou cartaz de uma família ou grupo reunido em oração, Capelinha Missionária e presépio. 2 – Acolhida Animador(a): Estamos aqui reunidos para este momento importante de oração. Saudamos a todos que assumem a missão de discípulos missionários que sabem acolher, viver e defender o projeto de Jesus para que a vida se manifeste guiada pelo Espírito Santo sob a luz de Cristo e da materna proteção de Maria. Cantemos: Em nome do Pai... 3 - Oração inicial Página 5 4 - Olhando a realidade Leitor(a) 1: Hoje, como família, somos convidados a escutar a voz do Senhor sendo verdadeiros discípulos do único Mestre. Ouvir o Senhor é uma graça e segui-lo é uma graça ainda maior. Leitor(a) 2: É preciso que coloquemo-nos diante de Jesus, com ouvidos e coração abertos para acolher a Palavra de Deus e aprender d’Ele aquilo que nós precisamos saber para que nossa família seja no mundo sinal de fé, esperança e caridade fraterna. Leitor(a) 3: Os pais são os primeiros catequistas de seus filhos; a Igreja é mãe e educadora e tem a missão de cooperar com eles para que busquem e atinjam a maturidade em Cristo. Que a família compreenda que ensinar os filhos a rezar e assumir a fé na vida é missão dos pais cristãos. 5 - Falando da Bíblia Animador(a): O evangelho nos mostra que Jesus é “Aquele que deve estar sempre na casa do Pai”. Ele se faz obediente a Deus e aos seus pais. Canto para aclamar a Palavra de Deus Ler: Lucas 2, 41-52.
  18. 18. 17 6 - Aprofundamento Leitor(a) 5: O templo significa habitação de Deus. É no templo que Jesus poderá ser encontrado. Na casa de Deus é o melhor lugar para a família entender sua vocação. Leitor(a) 1: Assumindo a nossa missão de evangelizadores da família queremos nos conscientizar cada vez mais da importância da catequese na vida da Igreja. Que sejamos como o Apóstolo Paulo que fala do amor como à ligação entre as pessoas para assim gerar a vida de Cristo em nós. Todos: É na família que se lança o fundamento de toda a educação cristã. A família é o berço de todas as vocações. Leitor(a) 2: Jesus tinha duas casas; a casa do Pai e a casa de José e Maria. Isto para nós é uma grande lição. Tudo que os pais proporcionam a seus filhos ( casa, sustento, educação e ensinamentos) esta a serviço da “casa” mais importante e definitiva: a casa de Deus que é o Reino. Todos: Nossos filhos não são nossos, são filhos de Deus que estão a nossos cuidados, por isso os pais não educam seus filhos para si, mas para Deus. Leitor(a) 3: Os filhos precisam ser acompanhados e auxiliados para descobrir o verdadeiro sentido da vida, para perceber a beleza do ideal de vida familiar cristã. Todos: A Família de Nazaré é sinal e luz para as famílias de hoje. Jesus como filho, Maria como mãe e José como pai nos ensinam a viver segundo a vontade do Deus que é Amor. 7 - Momentos de partilha Animador(a): Vamos conversar sobre a reflexão que fizemos: a) Você acha que é fácil manter uma família cristã nos dias de hoje? Quais são os desafios que a família enfrenta? b) O que você entende por “A família pode e deve ser um celeiro da missão”? c) Que exemplos cristãos podemos dar aos nossos filhos para serem discípulos de Jesus? d) Além da catequese o que mais a comunidade oferece para nos auxiliar como pais e filhos? 8 - Gesto concreto Conversar sobre o que há na comunidade e convidar toda família para participar. 9 - Momento de oração Animador(a): Façamos a Deus nossas preces:
  19. 19. 18 Leitor(a) 4: Para que a família cristã possa ser o sustentáculo de um mundo novo, rezemos: Todos: Fortalece a todos com sua fé para que sejamos teus discípulos e missionários! Leitor(a) 5: Que possamos seguir Jesus, no conhecimento, na Graça, na obediência e na valorização do Reino de Deus, rezemos: Leitor(a) 1: Para que a nossa família seja verdadeiramente berço do discipulado e anunciadores do Reino de Deus, rezemos: 10 - Oração final Página 6 11 - Avisos, agradecimentos e canto final. MINHA ÁRVORE DE NATAL Quisera, Senhor, neste Natal, armar uma árvore dentro do meu coração e nela pendurar, em vez de presentes, os nomes de todos os meus amigos! Os amigos de longe e de perto, os antigos e os recentes, os que vejo cada dia e os que raramente encontro. Os sempre lembrados e os que, às vezes, ficam esquecidos. Os constantes e os intermitentes. Os das horas difíceis e os das horas alegres. Os que, sem querer, eu magoei, ou, sem querer, me magoaram. Aqueles a quem conheço profundamente e aqueles de quem me são conhecidas somente as aparências. Os que pouco me devem e aqueles a quem muito devo. Meus amigos jovens e meus amigos velhinhos. Meus amigos homens feitos e as crianças, minhas amiguinhas. Meus amigos humildes e meus amigos importantes. Os nomes de todos os que já passaram pela minha vida. Os que me admiram e me estimam sem eu saber e os que eu amo e estimo sem lhes dar a entender. Quisera, Senhor, neste Natal, armar uma árvore de raízes muito profundas para que os seus nomes nunca mais sejam arrancados da minha vida. Uma árvore de ramos muito extensos para que novos nomes, vindos de todas as partes, venham juntar-se aos já existentes. Uma árvore de sombra muito agradável para que a nossa amizade seja um momento de repouso no meio das lutas da vida. Atenção: É bom que nos prepare- mos para o próximo encontro, len- do o tema e o texto bíblico. É im- portante levar a Bíblia em todos os encontros.
  20. 20. 19 “Comunidade, Sementeira da Missão” 1 - Ambiente: Bíblia, vela acesa, presépio, Capelinha Missionária e sandália. 2 - Acolhida Animador(a): Irmãos(as) sejam bem vindos(as)! A proximida- de do Natal ilumina nossa vida e cria em nós a firme esperança no Deus da Vida, do amor e da bondade. Essa preparação tem a função de iluminar a nossa vida e nos ajudar a tornar a nossa co- munidade sementeira da missão. 3 - Oração inicial Página 5 4 - Olhando a realidade Leitor(a) 1: Hoje vamos refletir sobre a “Comunidade Semen- teira da missão”. Lancemos um olhar para a nossa primeira co- munidade, nossa rua, e verificar se a semente está sendo plantada e cultivada. Leitor(a) 2: No seguimento mis- sionário de Jesus, demonstra-se o compromisso evangelizador entre os mais simples e os afas- tados, e expressa-se uma visível opção preferencial pelos pobres. Leitor(a) 3: Quando falamos em missão, remetemo-nos a própria vida de nossa comunidade. Cha- mados para uma vida em Cristo e somos desafiados a realizar isso concretamente numa atitude de abertura para o outro em favor da vida.    5 - Falando da Bíblia Animador(a): Na unidade do amor e na missão, as comunida- des serão expressão da presença atuante de Jesus.   Canto para aclamar a Palavra de Deus Ler: Lucas 5,1-11 6 - Aprofundamento Leitor(a) 1: A fé é nossa espa- da. É pela fé que desbravamos o caminho, retirando todas as di- ficuldades e obstáculos a fim de contemplar o rosto de Cristo. Leitor(a) 2: A Palavra de Jesus é tão forte que vence a resistên- cia de Pedro e leva-o a lançar de novo a rede e faz acontecer à pesca milagrosa. Em Jesus, 5º Dia da Novena
  21. 21. 20 aqueles rudes pescadores fize- ram uma experiência de poder e confiança. Então deixaram tudo e o seguiram. Todos: Pela fé chegamos a Be- lém e pele fé, Cristo renasce em nossos corações. Leitor(a) 3: O Evangelho nos fala da vocação apostólica. A vo- cação impulsiona a pessoa con- vocada a realizar uma missão. A escolha é sempre de Deus. Ele quem escolhe e habilita a pessoa para o serviço apesar dos limites e da condição de pecador. A con- dição imposta é deixar tudo e o seguir. Todos: Neste Natal precisamos fazer uma reflexão sobre a nos- sa fé e a nossa missão. Devemos cultivá-las todos os dias e não somente na época do Natal. 7 - Momento de partilha Animador(a): Vamos conversar sobre a reflexão que fizemos: a) Fazer um breve comentário sobre o tema do encontro: “Co- munidade, Sementeira da Mis- são”. b) Somos obedientes a Pala- vra de Jesus “lançai nova- mente a rede”? c) O que significa para você ce- lebrar o Natal tendo presente o tema de hoje? 8 - Gesto concreto  Fazer uma visita missionária a uma família levando para ela mensagem de alegria, esperança e compromisso. 9 - Momento de oração Animador(a): Somos convidados a “lançar novamente as redes”. Que Jesus nos ajude a abrir nos- so coração e confiantes na sua palavra realizar o que Ele nos pede. Preces espontâneas 10 - Oração final Página 6 11 - Avisos, agradecimentos e canto final  Atenção: É bom que nos prepa- remos para o próximo encontro, lendo o tema e o texto bíblico. É importante levar a Bíblia em todos os encontros.
  22. 22. 21 6º Dia da Novena “Sociedade, Campo de Missão” 1 - Ambiente: Bíblia, jarra com água, fotos e jornais com maté- rias sobre calamidades e a Cape- linha Missionária. 2 - Acolhida Animador(a): Sejam todos bem vindos! Recordemos hoje o dia em que nossos pais e padrinhos nos levaram a Igreja para rece- ber o sacramento do Batismo e pensemos na missão que recebe- mos. E como temos vivenciado esta missão no dia a dia. 3 - Oração inicial Página 5 4 - Olhando a realidade Leitor(a) 1: Em 1993, Maria de Fátima M. Rocha era uma mu- lher amargurada com a morte de dois irmãos e uma cunhada em uma chacina na qual sua fi- lha de 05 anos foi baleada nas pernas. Sua família havia sido vítima de um grupo de extermí- nio. Hoje, ela é líder de um dos 450 Comitês de Ação de Cidada- nia na Região Metropolitana do Rio. “Sei a mudança que um tra- balho social pode causar na pes- soa que o realiza”, diz ela, que é reconhecida como uma das mais entusiastas integrantes do mo- vimento criado por Betinho (cf. Folha de São Paulo 11/03/2001). Ao ouvir esta leitura pensemos por um minuto no sentimento que ela nos traz. 5 - Falando da Bíblia Animador(a): Jesus nos ensina quem é o nosso próximo e como devemos ter compaixão e mise- ricórdia daquele que necessita de nossa ajuda. Canto para aclamar a Palavra de Deus Ler: Lucas 10, 25-37 6 - Aprofundamento Leitor(a) 3: Em nossa sociedade, de modo geral vemos um dis- tanciamento muito grande das pessoas. Os grandes centros ur- banos são marcados profunda- mente pela desconfiança e pelo medo. Esse fenômeno vai avan- çando para o interior que perde suas características de acolhi- mento e proximidade. Leitor(a) 4: A solidão e a correria do dia-dia impedem que laços de confiança, afeto e carinho sejam
  23. 23. 22 estabelecidos entre nós. Assim fica difícil reconhecer o nosso próximo. Como ser missionário no meio de uma sociedade des- confiada e individualista? Leitor(a) 5: A beira do caminho encontra-se muitas pessoas e as- sumimos diferentes posiciona- mentos dependendo de quem sejam elas e dos interesses que nos movem naquele momento. Contudo, nossa falta de sensibi- lidade pode nos cegar os olhos e o coração em relação às pessoas bem próximas que não encara- mos como necessitadas de nosso auxílio. Leitor(a) 1: O samaritano não teve medo de interromper sua viagem e se solidarizar com aquele que estava machucado a beira do caminho. Jesus diz ao especialista em Leis. “Vá, e faça a mesma coisa”. Certamente Je- sus hoje nos diz a mesma coisa. Não adianta sermos “especialis- tas em Bíblia”. Todos: É preciso que sejamos mestres do amor e da miseri- córdia. A Palavra alcança sua plenitude quando ganha carne, coração e sentimento. Evangeli- zamos mais quando amamos do que quando falamos. É no meio do povo sofredor que está o nos- so campo de missão. A nossa vida precisa fazer a diferença. 7 - Momento de partilha Animador(a): Vamos conversar sobre a reflexão que fizemos: a) Quem é meu próximo? b) O que nos impede de perceber este próximo tão próximo, mas ao mesmo tempo tão distante? c) Será que vale a pena assumir o risco de ajudar alguém des- conhecido? Quais os riscos que corremos em ajudar? 8 - Gesto concreto Conversar sobre o gesto concre- to escolhido pela paróquia e ou- tros gestos possíveis. 9 - Momento de Oração Todos: Senhor, queremos tomar consciência que nosso campo de missão é aqui no lugar onde estamos, ou onde necessitam de nós. Que a nossa atitude seja sempre a do samaritano. Preces espontâneas Para refletir: Pessoas simples fazendo coisas pequenas em lugares não tão importantes conseguem mudanças extraor- dinárias. (Provérbio africano, dito por Dom Moacir Grechi n a abertura do 12º Intereclesial das CEBs). 10 - Oração final Página 6 11 - Avisos, agradecimentos, canto final Atenção: É bom que nos prepare- mos para o próximo encontro, len- do o tema e o texto bíblico. É im- portante levar a Bíblia em todos os encontros.
  24. 24. 23 7º Dia da Novena “Ser Igreja Encarnada e Acolhedora” 1 - Ambiente: Bíblia, vela ace- sa, presépio, Capelinha Missio- nária, símbolos de Natal e, se possível uma planta em broto. Preparar um ambiente acolhe- dor, utilizando a criatividade com símbolos apropriados que tenha a ver com a realidade do grupo. 2 - Acolhida Animador(a): Que todos se sin- tam bem vindos, acolhidos no Amor de Deus. Cantemos, em nome do Pai... 3 - Oração inicial Página 5 4 - Olhando a realidade Leitor(a) 1: Uma estória ─ Havia um sujeito que se gabava de nunca ter feito mal a ninguém. Dizia sempre com um certo orgulho, que nunca havia matado, nem roubado, nem cometido adultério. Gostava de demonstrar sua pureza. Pensava que isso era o bastante e que estaria salvo. Leitor(a) 2: Mas, depois da mor- te, ele precisou se apresentar diante de Deus para ofertar sua vida. Repetiu o mesmo discur- so que sempre fizera na terra dizendo que nunca havia feito mal algum e encerrou dizendo a Deus que trazia suas mãos lim- pas. Deus olhou para aquele ho- mem que se julgava melhor que os outros e disse que suas mãos estavam aparentemente limpas, mas vazias. Leitor(a) 3: E Deus, na sua in- finita bondade, mostrou àquele homem que não basta não fazer o mal, é preciso fazer o bem. É preciso ir ao encontro daque- les que necessitam de ajuda e não ficar esperando que peçam. A omissão é pecado. É preciso sempre fazer o bem. Leitor(a) 4: Nós buscamos um mundo novo! O mundo novo só se realizara com o combate a todas exclusões. Muitos filhos de Deus continuam sem o direi- to de participar do banquete da vida excluídos do conforto, da paz e da serenidade. Leitor(a) 5: Os serviços aos ex- cluídos que Jesus realizou e
  25. 25. 24 somos convidados a seguir foi trazer e incluir essas pessoas no centro da vida. Ajudar e lutar por quem tem necessidade de pão, de moradia e de paz. Leitor(a) 1: Nossa sincera ade- são a Jesus e a seu Evangelho combatendo todas as exclusões do mundo nos conduzirá a esse mundo novo transformado. Um mundo de paz. Todos(as): O mundo precisa de gente que seja modelo positivo, pessoas que digam a verdade, profetas que denunciem tudo o que fere a vida, a dignidade e a justiça. 5 - Falando da Bíblia Animador(a): Hoje Lucas des- creve a cena da visitação de Ma- ria à sua prima Isabel Canto para aclamar a Palavra de Deus Ler: Lucas 1, 39-47 6 - Aprofundamento Leitor(a) 1: A Tradição da Igre- ja nos convida a olhar com mais profundidade para o texto ven- do em Maria e em Isabel a re- presentação de dois povos: o povo da Primeira Aliança e o povo da Segunda Aliança. Isa- bel gerava o último dos profetas da Primeira Aliança, João Batis- ta. Maria o Salvador da huma- nidade, Jesus Cristo. Leitor(a) 2: Neste encontro se percebe o antigo testamento (re- presentado por Isabel e João) bendizendo o novo que irrompe (simbolizado por Maria e Jesus). Todos: É a misericórdia de Deus para com a humanidade agora se revelando em Jesus que vem para salvar. Leitor(a) 3: Maria traz em seu seio a própria Palavra encarna- da, o Filho de Deus. Ela é tão cheia de graça que sua sauda- ção a Isabel comunica o Espíri- to Santo. Se Isabel representa o primeiro povo à espera da reali- zação das promessas e limitado no sentido de cumprir a Alian- ça, Maria representa o segundo povo, que conta com o próprio Filho de Deus como realizador da nova e eterna Aliança. Todos(as): É Jesus que nos tor- na capazes de cumprir a Alian- ça com Deus. Leitor(a) 4: Maria, logo que acolhe o projeto de Deus na sua vida, lança-se para a missão. Vai a direção das regiões monta- nhosas à casa de sua prima Isa- bel, para servir e também defen- der a vida que levava no ventre. Leitor(a) 5: O clima de alegria que invadiu João Batista no seio de sua mãe se traduz hoje nas expectativas e esperanças do povo que espera a libertação.
  26. 26. 25 Todos(as): O compromisso com os pobres se dá, principalmen- te, na adesão às suas lutas por melhores condições de vida. Quem quer estar do lado dos pobres tem que estar do lado da justiça, do lado dos que sonham com um país no qual a terra, a educação e a saúde sejam para todos. 7 - Momento de partilha Animador(a): Vamos conversar sobre a reflexão que fizemos: a) Como agiremos se uma pa- renta nossa engravidar em idade avançada? E se engravi- dar na adolescência? b) Maria e Isabel compreende- ram o que Deus, nelas, realiza- va. Será que nós somos capazes de descobrir o que Deus quer de nós hoje? c) O que é ser Igreja acolhedora? 8 - Gesto concreto Buscar um tempo para dedicar aos idosos e aos jovens, primei- ramente em nossas casas, no seio de nossas famílias, e depois os de nossas ruas e comunidades. 9 - Momento de Oração Animador(a): Por Maria, o Se- nhor nos visita trazendo a salva- ção, motivo de alegria e de ação de graças! Façamos nossas preces es- pontâneas. Todos: Senhor, por tua bonda- de ajuda-nos a construir uma sociedade verdadeiramente fra- terna e solidária. 10 - Oração final Página 6 11 - Avisos, agradecimentos e canto final Atenção: É bom que nos prepare- mos para o próximo encontro, len- do o tema e o texto bíblico. É im- portante levar a Bíblia em todos os encontros.
  27. 27. 26 “Seguindo as pegadas do Mestre” 1 - Ambiente: Preparar o am- biente bem alegre, bem colori- do, símbolos de Natal, Bíblia, um par de sandálias, a cruz, Capelinha Missionária, vela e a manjedoura. 2 - Acolhida Animador(a): Sejam todos (as) muito bem-vindos (as) para o 8º dia da novena. Sintam-se bem acolhidos(as) como Maria o foi por Isabel e com alegria, cante- mos, em nome do Pai... 3 - Oração inicial Página 5 4 - Olhando a realidade Leitor(a) 1: A Igreja, portadora da Boa Nova, tem uma convic- ção iluminada pela fé. Cristo é o único salvador de todos. N’Ele o Pai revelou-se de forma definiti- va. A Igreja existe para revelar ao mundo essa verdade. A tarefa de evangelizar todos os homens constitui na sua missão mais im- portante: Evangelizar. Leitor(a) 2: “Evangelizar” afir- mava o Papa Paulo VI, “consti- tui a graça e a vocação própria da Igreja, a sua mais profun- da identidade. Ela existe para evangelizar”. Leitor(a) 3: Para contactar as pessoas e, apresentar sua pro- posta, Jesus procurou lugares altos e andou em barcos; falou a multidões e entrou em casas; atendeu a pessoas importantes e deu atenção aos excluídos. 5 - Falando da Bíblia Animador(a): Isaias anunciou que Jesus iria realizar a missão libertadora dos pobres e opri- midos. Jesus anunciou a recon- ciliação e partilha a que tornam possíveis a igualdade, a fraterni- dade e a comunhão. Canto para aclamar a Palavra de Deus Ler: Lucas 4, 14-21 6 - Aprofundamento Leitor(a) 1: Na vida não deve- mos ficar alheios às palavras en- sinadas por Jesus, não podemos ter medo de anunciar, pois Ele nos ensinou a liberdade. Em nosso dia-a-dia temos de tomar decisões. Devemos usar nosso livre arbítrio e fazer valer nossa liberdade. 8º Dia da Novena
  28. 28. 27 Leitor(a) 2: O caminho para a tomada de decisões certas come- ça por endireitar a consciência, a vontade e a razão. A decisão é nossa! Temos condições de crescer e fazer o nosso irmão (a) crescer para Deus. Leitor(a) 3: A vitória está ganha em Cristo! A liberdade foi con- quistada; porém, sair do cativei- ro depende de nós. A liberdade que Jesus conquistou na Cruz quebrou o pecado de Adão e nos deu a chance de escolher o bem. Leitor(a) 4: Reconhecer o Se- nhorio de Jesus é segui-lo, é sub- meter a nossa liberdade e vonta- de à d’Ele. Foi assim entre Jesus e o Pai. A vida de Jesus não foi ti- rada! Ele a entregou livremente por amor ao Pai e em favor dos homens! Leitor(a) 5: Jesus anuncia seu programa libertador; vem para inaugurar um tempo diferen- te, ensinando o amor e a jus- tiça. Anunciando a Boa Nova aos pobres, a libertação aos ca- tivos, curando a nossa cegueira e propagando o Ano da Graça do Senhor. Todos: Como seguidores de Cristo somos chamados a co- locar nossa vida a serviço do Reino, anunciando a Boa Nova com alegria e esperança. 7 - Momento de partilha Animador(a): Vamos conversar sobre a reflexão que fizemos: a) O que necessitamos para se- guir os passos de Jesus? b) Como cultivarmos a liberdade e a boa consciência? c) Quem se nega a alimentar o fraco, o desprovido de todo bem essencial para sua sobrevivência, mata-o em longo prazo. Quais são nossas atitudes hoje em dia em favor do fraco? 8 - Gesto concreto Convidar as famílias para par- ticiparem do encerramento da novena, avisando data, horário e local. 9 - Momento de oração Animador(a): Senhor Jesus, aju- de-nos a reconhecer-vos em cada pessoa e que possamos acolher- vos na fé e testemunhar-vos na caridade, enquanto aguardamos a feliz realização de vosso Reino. (Preces Espontâneas) 10 - Oração final Página 6 11 - Avisos, agradecimentos e canto final Atenção: É bom que nos preparemos para o próximo encontro, lendo o tema e o texto bíblico. É importante levar a Bíblia em todos os encontros.
  29. 29. 28 9º Dia da Novena “Eu Vim Para Que Todos Tenham Vida” 1 - Ambiente: Bíblia, vela, flores, presépio, símbolo da Novena (Capelinha Missionária) e um painel com fotos de filhos, netos e bisnetos quando pequenos. 2 - Acolhida Animador(a): Irmãos! Sejam todos bem vindos! É com muita alegria que estamos aqui reunidos em família para celebrarmos à chegada de Deus Menino que traz consigo a mensagem de Paz na Terra aos homens e mulheres de Boa Vontade. Que nossa comunidade neste Natal seja agraciada por esta Paz e a leve a outras pessoas como presente maior de Deus por nós. Canto: Em Nome do Pai que nos criou e do Filho que nos salvou, e do Espírito Santo que nos une com amor. Amém, Amém, Amém. Amém, Amém. Amém, Amém, Amém, Amém e para todo sempre Amém.    3 - Momento penitencial Animador(a):Queestemomento nos leve a refletir sobre a nossa participação na comunidade e em nosso ambiente familiar. Temos sido acolhedores? Nossas casas estão preparadas para acolher o Menino Jesus que vem? Nossos lares são espaços em que a vida é valorizada? Cantemos, pedindo perdão (à escolha). 4 - Momento de louvor Animador(a): Neste momento, somos convidados a oferecer e agradecer ao Senhor as graças recebidas nesta Novena por nós e nossas famílias. Manifestemos a Deus nosso louvor cantando: Vinde cristãos vinde à porfia / Cantar um hino de louvor / Hino de paz e de alegria / Hino dos anjos do Senhor.// Glória... a Deus nas Alturas. (2vezes)/ Foi nesta noite venturosa / Do nascimento do Senhor / Que anjos de voz harmoniosa / Deram a Deus o seu louvor./ Glória... a Deus nas Alturas. (2vezes)// Vinde juntar-vos aos pastores / Vinde com eles a Belém / Vinde correndo pressurosos / O Salvador enfim nos vem. Glória... a Deus nas Alturas. (2vezes)//
  30. 30. 29 5 - Falando da Bíblia Entronização da Bíblia acompanhada de duas ou mais crianças trazendo velas. Canto: Ó Luz do Senhor. Obs:(poderá ser encenado) Animador(a): Depois de uma longa caminhada do povo de Deus, cumpriu-se à profecia com a chegada do Messias o Filho do Deus, nascendo de uma bela jovem menina que no seu Sim, aceitou ser a mãe do Verbo Encarnado.   Cantemos para aclamar a Palavra de Deus Ler: Lc 2,1-20   6 - Aprofundamento Leitor(a) 1: Maria Deu a luz o Filho Primogênito do Pai e seu filho também. Ela o enfaixou e o colocou na manjedoura, pois não havia lugar para eles dentro da casa. O mundo evolui, se transforma, cria riquezas, o homem começa a desvendar o espaço, e ainda hoje, milhões são gastos com armamentos, outro tanto com coisas que não atendem aos anseios do povo pobre. Quantas mães procuram um lugar digno para que seus filhinhos possam vir ao mundo e não encontram, muitas vidas são perdidas e continuamos vendo uma repetição da história, sinal que a Vida continua não tendo valor! Todos: Eu vim para que todos tenham vida e vida plenamente. Leitor(a) 2: Os pastores são os primeiros a receber a notícia: um anjo do Senhor apareceu- lhes e a glória do Senhor os envolveu em luz. A Boa Noticia chega a estes pastores que na época eram desprezados porque não tinham possibilidade de cumprir todas as exigências da Lei. Quantas pessoas no tempo de hoje, que não dispõe de condições necessárias para que possam ter acesso a lugares, a moradia, educação e tantas outras coisas são excluídas por não se enquadrarem dentro do que lhes é exigido pela Lei. Todos: Eu vim para que todos tenham vida e vida plenamente Leito(a) 3: Quando os anjos se afastaram voltando para o céu, os pastores tomaram a decisão de ir a Belém seguindo os sinais que lhes foram revelados. Lá encontraram Maria e José e o menino na manjedoura e relataram o que os anjos lhe anunciaram. Os pastores voltaram para as suas atividades glorificando e louvando a Deus por tudo que haviam visto e ouvido. Imaginemos a alegria que se apossou deles, por conheceram o novo Rei (sem palácio), que veio para libertar da lei que oprimia, incluir os excluídos, curar os doentes, renovar a esperança e mostrar a salvação a todos que fizerem opção pelo Reino. Todos: Eu vim para que todos tenham vida e vida plenamente
  31. 31. 30  7 - Momento de partilha a) Para nós o que impede a vida de brotar? Ou seja, tornar a vida nova? b) Que atitudes como famílias cristãs devemos ter?   8 - Gesto concreto Animador(a): Acolher, visitar e partilhar são gesto nobres, feitos com amor são presentes oferecidos a Deus. Não deixe de participar do gesto que a sua comunidade paroquial estabeleceu. 9 - Momento de oração Animador(a): O Natal nos convida a refletir sobre a desigualdade presente no mundo. Para muitos o Natal é mais um dia nada de especial na vida de tantas pessoas. (Cantando se possível) Mulheres: Chegou a hora de sonhar de novo, de tornar-se povo e se fazer irmão. Chegou a hora que ligeiro passa de ganhar a graça para a conversão. Todos: Meu caro irmão, olha pra dentro do teu coração, vê se o Natal se tornou conversão e te ensinou a viver. Homens: Chegou a hora de viver o Cristo e acreditar que isto é se tornar maior. Chegou a hora de pensar profundo e perceber que o mundo poder ser melhor. Todos: Meu caro irmão, olha pra dentro do teu coração, vê se o Natal se tornou conversão e te ensinou a viver. Crianças: Será difícil tanta mão unida, não fazer da vida um tempo sem igual. Será difícil tanto amor e afeto não tornar concreto o gesto do Natal. Todos: Meu caro irmão, olha pra dentro do teu coração, vê se o Natal se tornou conversão e te ensinou a viver. Meu caro irmão, olha pra dentro do teu coração, vê se o Natal se tornou conversão e te ensinou a viver.   Preces espontâneas Rezemos a Oração do Pai Nosso e Ave Maria. 10 - Benção das crianças Animador(a): Estendamos nossas mãos sobre nossas crianças e rezemos. (todos estendem as mãos sobre as crianças. Rezar juntos ou repetir) Todos: Pai do céu, a alegria do nascimento de Cristo nos reuniu hoje aqui / Acolhemos o menino Jesus que nos trouxe todas as bênçãos./ Derrama sobre as crianças da nossa
  32. 32. 31 comunidade a benção da saúde e da alegria./ Faze com que elas sejam obedientes, estudiosas e cresçam em sabedoria, estatura e graça./ Faze também, Senhor, que elas nunca passem necessidade e sejam muito felizes./ Por Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo./ Amém.   Se houver distribuição de Eucaristia, neste momento o ministro extraordinário da comunhão simplesmente coloca o recipiente com o Santíssimo sobre mesa com toalha, convida os presentes a rezarem o Pai Nosso, e apresenta a Eucaristia dizendo “Eis o cordeiro de Deus...” e distribui aqueles que irão comungar. 11 - Agradecimentos, canto final e confraternização.
  33. 33. 32 DICAS PARA CELEBRAÇÃO DA PALAVRA NOS SETORES Importante: • Convidar todos da comunidade. • Se reunir antecipadamente com o Ministro e combinar como será a Celebração, inclusive a parte de cantos, sempre levando em conta a realidade da comunidade. • Preparar bem o local da Celebração. • Onde não houver Ministro para a distribuição da Eucaristia ou onde não há orientação para tal distribuição, não deixar de Celebrar a Palavra de Deus. 1. ACOLHIDA O animador ou alguém da comunidade faz uma acolhida, dando as boas vindas a todos. 2. CANTO DE ENTRADA O Ministro saúda a todos em nome da Trindade Santa (pode ser cantado). 3. ATO PENITENCIAL Preparar antes com o animador ou espontâneo (em seguida pode-se cantar). 4. MOMENTO DE LOUVOR (Se houver) Dentro desta celebração não necessariamente deverá rezar ou cantar o Hino de Louvor, conforme costume nas Missas. Aqui não é Missa e, por isso é mais flexível... Também poderá ser realizado em outro momento da celebração, com orações espontâneas e/ou com um canto de alegria e compromisso. 5. ORAÇÃO DO DIA Cada um pode apresentar em voz alta suas intenções. Aproveitar os aniversários de vida (natalício), de casamentos, de batizado, de 15 anos... a conclusão será feita pelo Ministro. 6. RITO DA PALAVRA Leitura do dia ou à escolha da equipe. (É bom que as leituras falem da vida de comunidade). 7. PARTILHA • O Ministro e a assembléia podem partilhar as leituras. • A Comunidade deve usar sua criatividade com: encenações, teatros, símbolos etc... (não ultrapassar 10 minutos). 8. ORAÇÃO DA COMUNIDADE Preparada antecipadamente ou espontânea. 9. OFERENDAS O Ministro orienta e motiva para a oferta da vida... (Canto) 10. RITO DA COMUNHÃO (se houver) 11. CANTO DE COMUNHÃO 12. AVISOS / PARABÉNS AOS ANIVERSARIANTES 13. BÊNÇÃO FINAL E CANTO
  34. 34. 33 ANEXO 1 Coroa do advento – É uma contribuição germânica incorporada aos lares cristãos de todo o mundo. Um mês antes do Natal costuma-se decorar a casa com uma guirlanda feita de ramos verdes, na qual são colocadas quatro velas, que serão acesas nos domingos que antecedem o Natal. Sino – Representa alegria, a festa pela vinda do Salvador. Anjos – Representam os anunciadores da mensagem de Deus. Presépio – É a representação do ambiente em que Jesus nasceu. O primeiro presépio foi montado por São Francisco de Assis na cidade de Greccio, Itália, no Natal de 1223. Cartões de Natal – São uma maneira simpática de compartilhar as festas natalinas, enviando uma mensagem de Feliz Natal para as pessoas que se encontram separadas pela distância. O costume de trocar cartões surgiu no século 19. Hoje já existe a opção de cartões virtuais pela INTERNET, o que não descaracteriza o gesto carinhoso e a difusão da mensagem cristã. Estrela – É um símbolo de nossa Fé, indica a noite do nascimento de Jesus e a estrela do oriente que conduzia os Reis Magos. Pinheiro – Simboliza a árvore da vida, Jesus. O pinheiro tem sempre seus ramos verdes, mesmo com a mudança das estações. É o símbolo de Cristo, nossa Esperança, o mesmo – ontem, hoje e sempre. Vela – Simboliza Cristo, Luz do Mundo. SIMBOLOS NATALINOS O que representam:
  35. 35. 34 Ó LUZ DO SENHOR Ó Luz do Senhor que vem sobre a terra Inunda meu ser, permanece em nós NAS HORAS DE DEUS AMÉM 1- Nas horas de Deus, amém! Pai, Filho e Espírito Santo! Luz de Deus em todo canto, nas horas de Deus, amém! 2- Nas horas de Deus, amém! Que o bem nos favoreça, que o mal não aconteça, Nas horas de Deus, amém! 3- Nas horas de Deus, amém! Que o coração do meu povo, de amor se torne novo, Nas horas de Deus, amém! 4- Nas horas de Deus, amém! Que a colheita seja boa, que ninguém mais vague à toa, Nas horas de Deus, amém! 5- Nas horas de Deus, amém! Deus abençoe os artistas, as crianças e as catequistas, Nas horas de Deus, amém! ANUNCIAÇÃO 1- Na bruma leve das paixões que vêm de dentro / Tu vens chegando pra brincar no meu quintal / No teu cavalo, peito nu, cabelo ao vento / E o sol quarando nossas rou- pas no varal./ Tu vens, tu vens, / Eu já escuto teus sinais 2- A voz do anjo sussurrou no meu ouvido /Eu não duvido, já escuto os teus sinais/ Que tu virias numa ma- nhã de Domingo/. Eu te anuncio nos sinos das catedrais. A PALAVRA QUE É LUZ E nós vamos ouvir/ A Palavra que é Luz / E que vem nos unir 1- A palavra de Deus/ Vem chegando no meio do povo 2- A palavra que traz boa nova/ E renova a esperança 3- A palavra vai ser partilhada/ Par- tilhada em comunidade VAMOS OUVIR 1- Vamos ouvir a Palavra de Deus/ Que vem chegando, chegando/ É ela a Palavra de Jesus/ Em toda Igreja vai se espalhando 2- Com as palavras do Evangelho/ Os oprimidos vão se libertando/ Ouvindo o que diz Jesus Cristo/ Toda gente vai caminhando. ESCUTA Escuta Israel, Javé teu Deus falar Escuta Israel, Javé teu Deus vai falar Fala Senhor Javé, Israel quer te escutar Fala Senhor Javé, Israel quer te escutar. EU VIM PARA ESCUTAR Tua Palavra, Tua Palavra,/ Tua Pa- lavra de amor 1- Eu gosto de escutar. 2- Eu quero entender. 3- O mundo inda vai viver CIO DA TERRA 1- Debulhar o trigo/I Recolher cada bago do trigo / Forjar no trigo o mi- lagre do pão E se fartar do pão 2- Decepar a cana / Recolher a ga- rapa da cana I Roubar da cana a doçura do mel / Se lambuzar de mel 3- Afagar a terra /Conhecer os desejos da terra / Cio da terra, propícia es- tação/ De fecundar o chão CALIX BENTO 1- Ó Deus salve o oratório/ Onde Deus fez a morada/ Oiá, meu Deus, / onde Deus fez a morada, oiá 2- Onde mora o Calix Bento:/ E a hóstia consagrada Óiá, meu Deus, / E a hóstia consa- ANEXO 2 MÚSICAS PARA NOVENA
  36. 36. 35 grada, oiá 3- De Jessé nasceu a vara:/ E da vara nasceu a flor oiá, meu Deus,/ da vara nasceu a flor, oiá 4- E da flor nasceu Maria: / De Maria o Salvador, oia meu Deus, / de Maria o Salvador, oiá SENHOR, VEM SALVAR TEU POVO Vem, Senhor! Vem nos salvar. Com teu povo vem caminhar! (bis) 1- Senhor, vem salvar teu povo/ Das trevas da escravidão/ Só Tu és nossa esperança,/ És nossa libertação. 2- Contigo o deserto é fértil,/ A terra se abre em flor;/ Da rocha brota a água viva,/ Da treva nasce o esplendor. 3- Tu marchas a nossa frente,/ És força, caminho e Luz./ Vem logo sal- var o teu povo,/ Não tardes Senhor Jesus! VÓS SOIS O CAMINHO Vós sois o caminho, a verdade e a vida; o pão da alegria descido do céu. 1- Nós somos caminheiros que marcham para os céus; Jesus é o caminho que nos conduz a Deus. 2- Da noite da mentira, das trevas para a luz, busquemos a verdade, verdade é só Jesus. 3- Pecar é não ter vida, pecar é não ter luz; tem vida só quem segue os passos de Jesus. 4- Jesus, Verdade e Vida, caminho que conduz as almas peregrinas que marcham para a luz. AGORA É TEMPO Agora é tempo de ser Igreja/ caminhar juntos participar 1- Somos povo escolhido e na fron- te assinalados / Com o nome do Se- nhor que caminha ao nosso lado 2- Somos povo em missão já é tem- po de partir / E o Senhor quem nos envia em seu nome a servir 3- Somos povo-esperança vamos juntos planejar / Ser Igreja a serviço e a fé testemunhar 4- Somos povo a caminho construindo em mutirão / Nova terra, novo Reino de fraterna comunhão. LOUVANDO A MARIA 1- Louvando a Maria, o povo fiel a voz repetia de São Gabriel:/: Ave, Ave, Ave, Maria! 2- O anjo, descendo num raio de luz, feliz Bernadete à fonte conduz. 3- A brisa que passa, aviso lhe deu que uma hora de graça soara no céu. 4- Vestida de branco, ela apareceu, trazendo na cinta as cores do céu. 5- Mostrando um rosário na cândida mão, ensina o caminho da santa oração IMACULADA MARIA DE DEUS Imaculada Maria de Deus, coração pobre acolhendo Jesus! Imaculada Maria do povo, mãe dos aflitos que estão junto a cruz! 1- Um coração que era sim para a vida, um coração que era sim para o irmão. Um coração que era sim para Deus, Reino de Deus renovando esse chão. 2- Olhos abertos pra sede do povo, passo bem firme que o medo desterra. Mãos estendidas que os tronos renegam, Reino de Deus que renova esta terra. 3- Faça-se, ó Pai, vossa plena vontade: que os nossos passos se tornem memória. Do amor fiel que Maria gerou: Reino de Deus atuando na história. LADAINHA DOS EMBOBRECIDOS Ave, cheia de graça! Ave, cheia de amor... /: Salve, ó Mãe de Jesus, a ti nosso canto e nosso louvor. :/ 1- Mãe do Redentor, rogai! Mãe do Salvador, rogai! Do Libertador, / rogai por nós! Mãe dos oprimidos, rogai! Mãe dos perseguidos,/ rogai! Dos desvalidos, rogai por nós! 2- Mãe do bóia-fria, rogai! Causa da alegria, rogai! Mãe das mães, Maria, rogai por nós! Mãe dos humilhados, rogai! Dos martirizados, rogai!
  37. 37. 36 Marginalizados, rogai por nós. 3- Mãe dos despejados, rogai! Dos abandonados, rogai! Dos desempregados, rogai por nós! Mãe dos pecadores, rogai! Dos agricultores, rogai! Santos e doutores, rogai por nós! 4- Mãe do céu clemente, rogai! Mãe dos doentes, rogai! Do menor carente, rogai por nós! Mãe dos operários, rogai! Dos presidiários, rogai! Dos sem-salário, rogai por nós! PELAS ESTRADAS DA VIDA Ó vem conosco, vem caminhar, Santa Maria, vem. (bis) 1- Pelas estradas da vida, nunca sozinho estás. Contigo pelo caminho Santa Maria vai. 2- Se pelo mundo os homens sem conhecer-se vão. Não negues nunca a tua mão, a quem te encontrar. 3- Mesmo que digam os homens, “Tu nada podes mudar”, luta por um mundo novo, de unidade e paz. 4- Se parecer tua vida inútil cami- nhar, lembra que abres caminho, outros te seguirão. UTOPIA 1- Quando o dia da paz renascer/ Quando o sol da esperança brilhar/ Eu vou cantar/ Quando o povo nas ruas sorrir e a roseira de novo florir, eu vou cantar! 2- Quando as cercas caírem no chão/ Quando as mesas se encherem de pão/ Eu vou cantar/ Quando os muros que cercam os jardins/ destruídos, então os jasmins vão perfumar!/ Vai ser tão bonito se ouvir a canção, cantada de novo./ No olhar da gente a certeza de irmãos: Reinado do Povo. 3- Quando as armas da destruição,/ Destruídas em cada nação, eu vou sonhar!/ E o decreto que encerra a opressão/ Assinado só no coração, vai triunfar! 4- Quando a voz da verdade se ouvir e a/ Mentira não mais existir, será, enfim,/ Tempo novo de eterna justiça/ Sem mais ódio, sem sangue ou cobiça: vai ser assim HINO À FAMÍLIA 1- Que nenhuma família comece em qualquer de repente/ Que nenhuma família termine por falta de amor/ Que o casal seja um para o outro de corpo e de mente/ E que nada no mundo separe um casal sonhador/ Que nenhuma família se abrigue debaixo da ponte/ Que ninguém interfira no lar e na vida dos dois/ Que ninguém os obrigue a viver sem nenhum horizonte/ Que eles vivam do ontem, no hoje e em função de um depois. 2- Que a família comece termine sabendo onde vai/ Que o homem carregue nos braços a graça de um pai/ Que a mulher seja um céu de ternura, aconchego e calor/ E que os filhos conheçam a força que brota do amor./ Abençoa, Senhor, as famílias, amem/ Abençoa a minha também! 3- Que marido e mulher tenham força de amar sem medida/ Que ninguém vá dormir sem pedir ou dar o perdão/ Que as crianças aprendam no colo o sentido da vida/ Que a família celebre a partilha do abraçoedopão/Quemaridoemulher não se traiam nem traiam seus filhos/ Que o ciúme não mate a certeza do amor entre os dois/ Que no firmamento a estrela que tem maior brilho/ Seja a firme esperança de um céu aqui mesmo e depois. POVO NOVO 1- Quando o Espírito de Deus soprou, O mundo inteiro se iluminou/ A esperança na terra brotou/ e um povo novo deu-se as mãos e caminhou Lutar e crer, vencer a dor. Louvar o criador: Justiça e Paz hão de reinar. E viva o amor. 2- Nosso poder está na união/ O mundo novo vem de Deus e dos irmãos/ Vamos lutando contra a divisão. E preparando a festa da libertação. TE AMAREI, SENHOR!
  38. 38. 37 1- Me chamaste para caminhar na vida contigo./ Decidi para sempre seguir-te, não voltar atrás./ Me puseste uma brasa no peito e uma flecha na alma,/ é difícil agora viver sem lembrar-me de ti! Te amarei, Senhor! Te amarei, Senhor! Eu só encontro a paz e a alegria bem perto de ti! (bis) 2- Eu pensei muitas vezes calar e não dar nem respostas;/ eu pensei na fuga esconder-me, ir longe de ti./ Mas tua força venceu e ao final eu fiquei seduzido./ É difícil agora viver sem saudades de ti! 3- Ó Jesus, não me deixes jamais caminhar solitário,/ Pois conheces a minha fraqueza e o meu coração./ Vem, ensina-me a viver a vida na tua presença,/ no amor dos irmãos, na alegria, na paz, na união! O POVO DE DEUS 1- O Povo de Deus, no deserto andava, mas à sua frente, alguém caminhava./ O Povo de Deus era rico de nada,/ só tinha a esperança e o pó da estrada./ Também sou teu povo, Senhor,/ e estou nesta estrada./ Somente a tua graça me basta e mais nada. (bis) 2- O Povo de Deus também vacilava/ às vezes custava a crer no amor./ O Povo de Deus, chorando rezava,/ pedia perdão e recomeçava./ Também sou teu povo, Senhor,/ e estou nesta estrada./ Perdoa se às vezes não creio em mais nada. (bis) 3- O Povo de Deus, também teve fome/ e tu lhe mandaste o pão lá do céu./ O Povo de Deus, cantando deu graças,/ provou teu amor, teu amor, que não passa./Também sou teu povo, Senhor,/ e estou nesta estrada,/ Tu és alimento na longa jornada. (bis) 4- O Povo de Deus, ao longe avistou/ a terra querida, que o amor preparou./ O Povo de Deus, corria e cantava,/ e nosseuslouvores,seupoderproclamava. Também sou teu povo, Senhor,/ e estou nesta estrada,/ cada dia mais perto da terra esperada. (bis) 5- O Povo de Deus, hoje somos nós/ cantando unidos a uma só voz./ O Povo de Deus, chamado ao amor,/ fazendo a história com nosso Senhor./ Também sou teu povo, Senhor,/ e estou nesta estrada,/ vai conosco Maria,/ nossa mãe muito amada. (bis) SECALAREMAVOZDOSPROFETAS 1- Se calarem a voz dos profetas,/ as pedras falarão./ Se fecharem uns poucos caminhos,/ mil trilhas nascerão./ Muito tempo não dura a verdade/ nestas margens estreitas demais;/ Deus criou o infinito pra vida ser sempre mais!/ É Jesus este pão de igualdade!/ Viemos pra comungar/ com a luta sofrida do povo/ que quer ter voz, ter vez, lugar./ Comungar é tornar-se um perigo;/ Viemos pra incomodar./ Com a fé e união nossos passos um dia vão chegar. 2- O Espírito é vento incessante,/ que nada há de prender./ Ele sopra até no absurdo/ que a gente não quer ver./ Muito tempo…. 3- No banquete da festa de uns poucos,/ só rico se sentou./ Nosso Deus fica ao lado dos pobres,/ colhendo o que sobrou./ Muito tempo…. 4- O poder tem raízes na areia,/ o tempo faz cair./ União é a rocha que o povo/ usou pra construir./ Muito tempo… 5- Toda luta verá o seu dia/ Nascer da escuridão/ Ensaiamos a festa e a alegria/ Fazendo comunhão ESTOU PENSANDO EM DEUS Estou pensando em Deus, estou pensando no amor (bis) 1- Os homens fogem do amor e, depois que se esvaziam, no vazio se angustiam e duvidam de você. Você chega perto deles, mesmo assim ninguém tem fé. 2- Eu me angustio quando vejo que, depois de dois mil anos, entre tantos desenganos, poucos vivem sua fé. Muitos falam de esperança, mas se
  39. 39. 38 esquecem de você. 3- Tudo podia ser melhor, se meu povo procurasse, nos caminhos onde andasse, pensar mais no seu Senhor. Mas você fica esquecido e, por isso, falta amor. 4- Tudo seria bem melhor, se o Natal não fosse um dia, e se as mães fossem Maria, e se os pais fossem José, e se os filhos parecessem com Jesus de Nazaré. MISSÃO DE TODOS NÓS O Deus que me criou/ Me quis, me consagrou / Para anunciar o seu amor 1- Eu sou como a chuva em terra seca/ Pra saciar, fazer brotar/ Eu vivo pra amar e pra servir/ É missão de todos nós/ Deus chama/ Eu quero ouvir a tua voz 2- Eu sou como flor por sobre o muro/Eu tenho mel, sabor do céu/ Eu vivo pra amar e pra servir 3- Eu sou como estrela em noite escura/ Eu levo a luz, sigo a Jesus/ Eu vivo pra amar e pra servir 4- Eu sou como abelha na colméia/ Eu vou voar, vou trabalhar / Eu vivo pra amar e pra servir:/ 5- Eu sou, sou profeta da verdade/ Canto a justiça e a liberdade / Eu vivo pra amar e pra servir. SOU FELIZ NA COMUNIDADE Eu sou feliz é na comunidade, na comunidade eu sou feliz. (bis) 1- A nossa comunidade se reúne todo dia. E a nossa comunidade se transforma em alegria. 2- Nós cantamos um bendito, depois um pelo-sinal, uma lê o evangelho e todos vamos comentar. 3- A Igreja de Jesus é uma Comunidade, onde todos nós vivemos na maior fraternidade. 4- Onde há comunidade, lá não há miséria não, pois aquele que tem mais vai partir com seu irmão. 5- E assim todos unidos: pobre, rico, homem, mulher, como uma só família; isto é o que Deus quer. 6- É Jesus quem nos convida pra fazer a conversão, ao seu reino de amor! Vamos todos à Missão! NATAL É CONVERSÃO 1- Chegou a hora de sonhar de novo,de tornar-se povo e se fazer irmão. Chegou a hora que ligeiro passa de ganhar a graça para a conversão Meu caro irmão, olha pra dentro do teu coração, vê se o Natal se tornou conversão e te ensinou a viver 2- Chegou a hora de viver o Cristo e acreditar que isto é se tornar maior/ Chegou a hora de pensar profundo e perceber que o mundo pode ser melhor 3- Será difícil tantas mãos unidas não fazer da vida um tempo igual. Será difícil tanto amor e afeto não tornar concreto o gesto do Natal. LÁ VEM, LÁ VEM Lá vem, lá vem,/ Já se aproxima a redenção 1- O sertão seco pela chuva a suspirar,/ Dos oprimidos geme o peito em oração. Vem, ó Senhor, nos libertar, não tardes mais Junta esse povo e realiza a promissão. 2- A voz do anjo sussurrou nos teu ouvidos: “Ave Maria, serás mãe da Salvação”. Maria-Igreja, vai dizer aos oprimidos Que a terra nova já se encontra em gestação. 3-Dasencurvadasascabeçasselevantam, Dos explorados unem-se as cansadas mãos, Eosgemidosvãovirandoumfortecanto, O pobre unido é sinal de Redenção. VEM, Ó SENHOR Vem, ó Senhor, com teu povo caminhar Vem sem demora, vem, Senhor nos libertar 1- A boa nova proclamai com alegria, Deusvemanós,elenossalvaenosrecria E o deserto vai florir e se alegrar, As terra seca, flores, frutos vão brotar. 2- Uma voz clama no deserto com vigor.
  40. 40. 39 “Preparai hoje os caminhos do Senhor” Tirai do mundo a violência e ambição Que não nos deixa a ver no outro o nosso irmão. 3- Vem, ó Senhor, ouve o clamor da tua gente, / Que luta e sofre, porem crê que esta presente. / Não aban- dones o teu povo fiel, / Porque teu nome é Deus conosco, Emanuel! EU QUERO VER Eu quero ver/ Eu quero ver acontecer. O sonho bom,/ Sonho de muitos acontecer. 1- Nascendo da noite escura/A manhã futura trazendo amor/ No vento da madrugada/ A paz tão sonhada, brotando em flor/ Nos braços da estrela guia/A alegria, chegando da dor 2- Na sombra verde e florida/ Crianças em vida, brincando de irmãos/ No rosto da juventude,/ Sorriso e virtude, virando canção./ Alegre e feliz camponês,/Entrando de vez na posse do chão. 3- Um sorriso em cada rosto/ Uma flor em cada mão/ A certeza na estrada/ O amor no coração/E uma semente nova, escondida,/ Em cada palmo deste chão./ 4- Sonho que se sonha só,/Pode ser pura ilusão. / Sonho que se sonha juntos,/É sinal de solução./ Então, vamos sonhar, companheiros,/ Sonhar ligeiro, sonhar em mutirão. ABRE TUA PORTA 1- Abre tua porta que alguém está batendo, abre tua porta que alguém está nascendo, é Jesus que vem a ti./ Por que não respondes? / Por que tu te escondes? Impedes Jesus de renascer! (2x) 2- Tira este manto que veste o velho homem, tira da vida ideais que te consomem, abre a porta pra Jesus. 3- Quando acolheres idosos e crianças, pra cobri-los de paz e de esperança, é Jesus que vem a ti. NOITE FELIZ 1- Noite feliz, noite feliz/ Ó Senhor, Deus de amor, pobrezinho nasceu em Belém, eis na lapa Jesus, nosso bem /Dorme em paz, ó Jesus 2- Noite feliz, noite feliz/ Ó Jesus, Deus da luz: Quão afável é teu coração, que quiseste nascer nosso irmão, / e a nós todos salvar/ 3- Noite feliz, noite feliz/ Eis que no ar vêm cantar aos pastores os anjos dos céus, anunciando a chegada de Deus,/ de Jesus Salvador / SINO DE BELEM (Hoje a noite é bela) 1- Hoje a noite é bela / vamos a capela / sob a luz da vela / felizes a cantar./ Ao soar o sino / sino pequenino / vai um Deus Menino / nos abençoar. Bate o sino pequenino / sino de Belém / já nasceu o Deus Menino / para o nosso bem. Paz na terra pede o sino / alegre a cantar / abençoa Deus Menino esse nosso lar. 2- Vamos minha gente / vamos a Belém / vamos ver Maria e Jesus também. Já deu meia noite / já chegou o Natal/ já tocou o sino lá na Catedral. NESTA RUA (melodia: Se esta rua fosse minha) 1- Nesta rua, nesta rua este ano / nós iremos, nós iremos celebrar / a chegada, a chegada do Menino /que virá, que virá nos libertar. 2- Se você, se você acreditar / no poder do Menino que virá / vai chamar todo povo desta rua / pra melhor, pra melhor se organizar VINDE CRISTÃOS Glória, Glória, Glória a Deus nas alturas!(bis) 1- Vinde, cristãos, vinde à porfia, hinos cantemos de louvor, hinos de paz e de alegria, hinos dos anjos do Senhor:/
  41. 41. 40 2- Foi nesta noite venturosa do nascimento do Senhor,/ que anjos, de voz harmoniosa, deram a Deus o seu louvor:/ 3- Vinde juntar-vos aos pastores, vinde com eles a Belém!/Vinde, correndo pressurosos; o salvador, enfim, nos vem! O QUE É, O QUE É Eu fico com a pureza da resposta das crianças/ É a vida, é bonita e é bonita... 1- Viver! E não ter a vergonha/ De ser feliz Cantar e cantar e can- tar/ A beleza de ser / Um eterno aprendiz... Ah meu Deus!/Eu sei, eu sei/ Queavidadeviaser/ Bem melhor e será/ Mas isso não impede/ Que eu repita/Ébonita,ébonita/Eébonita... 2- E a vida!/ E a vida o que é? Diga lá, meu irmão/ Ela é a batida/ De um coração/ Ela é uma doce ilusão/ Hê! Hô!...E a vida/ Ela é maravilha/ Ou é sofrimento? Ela é alegria/ Ou lamento?/ O que é? O que é?/ Meu irmão... 3- Há quem fale/ Que a vida da gente/ É um nada no mundo/ É uma gota, é um tempo Que nem dá um segundo..Há quem fale/ Que é um divino mistério profundo/ É o sopro do criador/ Numa ati- tude repleta de amor.../ Você diz que é luxo e prazer / Ele diz que a vida é viver/ Ela diz que me- lhor é morrer/ Pois amada não é/E o verbo é sofrer../. Eu só sei que confio na moça/E na moça eu ponho a força da fé 4- Somos nós que fazemos a vida/ Como der, ou puder, ou quiser... / Sempre desejada/ Por mais que esteja errada/ Ninguém quer a morte/ Só saúde e sorte... / E a pergunta roda/ E a cabeça agita/ / Eu fico com a pureza/ Da resposta das crianças/ É a vida, é bonita/ E é bonita...
  42. 42. 41 1 - CHEGADA - Silencio, oração pessoal 2 - ABERTURA - Vem, Ó Deus da vida, vem nos aju- dar! (bis) Vem, não demores mais, vem nos libertar! (bis) - Venham, adoremos a nosso Senhor, (bis) Dele vem a vit6ria, Deus libertador! (bis) - Com teu povo unido venho agradecer, (bis) - Por graças recebidas, vamos bendizer. (bis) - A tua passagem nos da vida e paz, (bis) Tua presença amiga só prazer nos traz. (bis) - Glória ao Pai e ao Filho e ao Santo Espírito. (bis) Glória a Trindade Santa,/ Glória ao Deus bendito! (bis) - Aleluia, irmãs, aleluia, irmãos! (bis) Povo agradecido faça louvação. (bis) 3 - RECORDAÇÃO DA VIDA 4 - HINO O que é, o que é – página 40 5 - SALMO 136 Ou 30; 34; 126 6 - LEITURA BÍBLICA Mateus 5,1-12 Ou Lucas 17,11-19; Coríntios 1,1-4; Filipenses 1,3-11 7 - MEDITAÇÃO Silêncio - partilha - refrões ... 8 - PRECES - Transbordando de alegria e de gratidão, cantemos ao Senhor: - Todos: Nos te damos muitas gra- ças, te rogamos, Ó Senhor! - Nos te agradecemos, Senhor, de todo coração, as graças alcançadas, as dificuldades superadas ... - Nos te agradecemos, Senhor, pelo esforço de todas as pessoas que con- tribuíram para o nosso bem ... - Nos te agradecemos, Senhor, pela tua presença no meio de nós e pela tua Palavra que sustenta nossa caminhada ... Preces espontâneas ... Pai nosso Oração Cantamos a tua glória, ó Deus de bondade e ternura! Nos te agradecemos por tantos sinais de teu amor, especialmente por ... Renova conosco a tua aliança e da-nos a graça de responder ao teu amor. Fortalece nosso compromisso de solidariedade. Por Cristo, nosso Senhor. Amém!. 9 - BENÇÃO O Deus da paz, força da vida, nos forme na sua alegria, agora e para sempre. Amém! OFÍCIO DIVINO DE AÇÃO DE GRAÇAS ANEXO 3
  43. 43. 42 − Centralidade: Palavra de Deus − Identidade originária: Jesus Cristo (Puebla, 641). É a ligação com Jesus Cristo, li- gação constitutiva: Por causa da palavra de Jesus Cristo. Por cau- sa do Espírito de Jesus Cristo. Por causa do seguimento de Je- sus Cristo. Jesus é o fundamento estrutural das CEBs. A realidade fundacional das CEBs é Jesus Cristo. São Paulo fala que não há outro fundamento! Sua fonte é trinitária, pois tudo deve con- correr para a glória do Pai, por meio de Jesus Cristo, impulsio- nados pelo Espírito. Aliás,A San- tíssima Trindade é Comunidade por excelênxcia, e as CEBs que- rem, formar Comunidade. As CEBs são fundamentalmente “estrutura de Igreja”, uma for- ma de organizar a Igreja. São “eclesíolas”, micro-igrejas, são “células eclesiais”: igrejas celu- lares, igrejas “em um ponto pe- queno”, igrejas “de base”. São as unidades eclesiais menores, uni- dades relativamente completas, com identidade própria, com seu jeito próprio de caminhar. Lembrando, também, que temos que distinguir claramente a dife- rença entre paróquia e matriz, que para muitos seria a mesma coisa. Paróquia aqui é entendida como “comunidade de comuni- dades”. Para efeitos didáticos, vamos caracterizá-la chamando de os 4 “C’s” das CEBs. 1º) Círculos Bíblicos, ou Gru- pos de Reflexão Bíblica, a partir do método de leitura bíblica po- pular (“olho na Palavra e olho na Vida”). Os membros das CEBs se apro- priam da Palavra, pois lêem e comentam as Escrituras no es- pírito eclesial e da comunidade; pregam nas celebrações, pro- ferem palavras de consolação e de animação nos encontros, testemunham sua fé na vida co- tidiana e nos locais de trabalho; 2º) Celebração Semanal , mui- tas vezes sem a presença do pa- dre (não por vontade das CEBs, mas por pura falta de sacerdo- tes), dirigida por uma equipe de liturgia (geralmente Celebra- ção da Palavra com a distribui- ção da Eucaristia). O povo das CEBs mostra-se, aqui, altamen- te criativo. Assumem funções nas liturgias, montam celebra- ções comunitárias de distintos gêneros (penitencial, de ação de graças, de recordação dos mártires populares, via-sacras CEBs: Carisma/Finalidade ANEXO 4
  44. 44. 43 etc.), reinterpretam de forma inovadora tradições devocio- nais como o rosário, as ladai- nhas e os benditos e as novenas; 3º) Conselho Pastoral Comuni- tário . São homens e mulheres que, geralmente em forma co- legiada, assumem a animação e a condução de toda a comu- nidade. Ali estão presentes a(o) catequista, a senhora do Apos- tolado da Oração, o(a) jovem da RCC, o pessoal da CPT, a(o) animadora(or) da comunidade e outros. Todos os assuntos são apresentados à comunidade e discutidos por todos até se che- gar a um consenso. Ouvem-se todas as pessoas e fazem-se as revisões para ver se as decisões tomadas e assumidas comuni- tariamente foram cumpridas; e 4º) Compromisso Sócio-trans- formador. Fundam círculos bí- blicos, implantam novas comu- nidades eclesiais, criam grupos de oração/reflexão/ação, fazem missões populares, organizam encontros de aprofundamen- to da fé confrontada com os desafios da sociedade, parti- cularmente dos pobres, empe- nham-se nos grupos de ação, justiça e paz na defesa e pro- moção dos direitos humanos. É o suficiente apresentar estes 4 “C’s” para uma comunidade ser uma CEB? Não! Estes são elementos estruturais. Falta a dimensão carismática, que dina- miza a estrutura da instituição; aquilo que perpassam transver- salmente todos eles: a mística, a espiritualidade libertadora, centrada na causa do Reino de Deus, na opção pelos pobres e na sua dimensão profética. Ser Igreja - Povo de Deus: Cons- ciência de ser Povo de Deus. CEBs, Povo de Deus, 2000 anos de caminhada. Grande afir- mação do Concílio Vaticano II. Igualdade fundamental (LG,32): Participação na dimensão profé- tica, na dimensão sacerdotal, na dimensão real. Há várias características da espi- ritualidade das CEBs: Libertária: pois visa a mudança, a transformação da sociedade. Martirial: é solidária, cheia de compaixão. Dialogal: é ecumênica, coloca- se na linha do diálogo inter- religioso. Ecológica:temternurapelavida; abre-se para o valor da natureza. Poética: traz sempre a utopia do Reino anunciado por Jesus: “Po- dem destruir uma árvore. Matar uma flor. Mas não impedirão a primavera”.
  45. 45. 44 ANEXO 5 1. Pretendemos com este novo modo de encontro torná-lo mais acolhedor, simples, orante e com- prometedor; 2. Ao chegarem, as pessoas já se acolhem mutuamente, tornando desnecessário a acolhida no começo do encontro; 3. Para não confundir animador(a) de rua com animador do encon- tro, que pode, mas não precisa ser a mesma pessoa, trocamos de animador(a) para dirigente; 4. O ambiente poderá ser prepara- do com símbolos ou elementos que ajudarão a rezar o texto do Evan- gelho; 5. Também poderá colocar no am- biente algo que leve a chamar à atenção sobre a reflexão temática, não sobrecarregando o espaço físico (poluição visual) nem sobrepondo ao tema do Evangelho; 6. A seguir, vejamos 0 esquema do novo método, cuidando para que seja orante, sem ficar lendo títulos e subtítulos; 7. CHEGADA: Silêncio – oração pessoal (aqui já houve acolhimento e apresentação de novos participan- tes – isso é natural...) – é um mo- mento pessoal. Quem dirige deverá favorecer e promover o silêncio no início, motivando a todos para “en- trarem no clima de oração”; 8. ABERTURA: (pode ser cantada ou rezada) – é tirada do Ofício Di- vino das Comunidades (ODC), livro que pode ser adquirido através das livrarias católicas. É uma invocação a Deus para vir ao encontro dos presentes, abrindo-lhes os lábios e o coração para a realidade divina, numa atenção fraterna ao ser hu- mano. Cada um trça o sinal da cruz sobre os lábios; 9. RECORDAÇÃO DA VIDA: (o animador motiva para que algu- mas pessoas presentes, espontane- amente e com objetividade, façam lembranças de fatos ocorridos na semana). A vida, os acontecimen- tos de cada dia, as pessoas, suas an- gústias e esperanças,suas tristezas e alegrias, as conquistas e revezes da caminhada, as lembranças mar- cantes da história, da comunidade, das Igrejas e dos povos, os próprios fenômenos da natureza são sinal de Deus para quem tem olhos para ver e ouvidos para ouvir. Por aí começa a nossa escuta da Palavra de Deus. É importante que a partilha seja feita em clima de espontaneidade e me- ditação, evitando que se torne uma conversa enfadonha; 10. HINO: (o critério de escolha será o evangelho ou a reflexão te- mática mensal ou semanal). Pode ser rezado, se não for conhecido. 11. SALMO: (o critério de escolha é o salmo do domingo que vem, na versão popular que o ODC oferece. É essencialmente orante. A intenção é rezar/cantar um salmo por sema- na, resgatando o modo de oração da história do povo de Deus. Salmo é Deus inspirando o ser humano para rezar para Deus); EXPLICANDO O NOVO MÉTODO DE ENCONTRO
  46. 46. 45 12. EVANGELHO: Este é o cora- ção do encontro. Propõe-se uma CENTRALIDADE DA PALAVRA. Na experiência da Leitura Orante da Bíblia, de modo simples, comu- nitário e comprometedor, poderá seguir os seguintes passos: a) Invoca-se a ação do Espírito San- to através de um canto, um refrão ou da oração ao Espírito Santo; b) Faz-se a leitura pausada do texto do Evangelho. Repete-se algumas vezes a leitura do mesmo texto para que todos conheçam bem os deta- lhes que o texto diz (atos, atitudes, palavras, gestos, reações... que os personagens bíblicos apresentam em si, no texto). c) Não tirar conclusões nesta hora nem fugir do texto. 13. MEDITAÇÃO DO EVAN- GELHO: a) Aqui quem dirige precisa pro- vocar um momento de silêncio, de fato, para interiorização, sem de- morar muito; b) Cada pessoa poderá partilhar frases ou palavras que mais “toca- ram a vida”, em espírito de fé na força criativa e criadora que a Pa- lavra de Deus traz consigo mesma (porque é Deus); c) Dar atenção somente ao texto proclamado, sem fugir do assunto; d) Tirar proveito do texto para um encontro pessoal/comunitário com o Senhor e Mestre, na atitude de escuta atenta (como um discípulo); e) Trazer para os dias de hoje a men- sagem do Evangelho proclamada no encontro, sem fugir do assunto, ou seja, ter sempre presente o texto em si, para não “vagar” por outros temas. Neste momento é hora de iluminar a realidade que vivemos com a Palavra de Deus. Cuidar para não fazer isso sem passar pelo pro- cesso todo do método orante. 14. REFLEXÃO TEMÁTICA: pro- põe-se um tema, como CF, Páscoa, Vocações... As CEBs trazem propó- sito de uma reflexão de temas da atualidade ou que a Igreja propõe para o momento. Se for quaresma, o tema será conversão a partir da Campanha da Fraternidade; se for mês de agosto, aqui poderá trazer temas vocacionais... Sempre numa linguagem simples, direta e curta. Se alguém pretende aprofundar mais, deverá buscar nos livros, bo- letins, entre outros. 15. O EVANGELHO SE FAZ ORA- ÇÃO (PRECES): indica-se apenas 3, com resposta preparada pela equi- pe diocesana, 2 do Evangelho e 1 da reflexão temática, deixando para o grupo acrescentar outras preces. Lembrar que o encontro deverá trazer a dimensão orante da Bíblia, ou seja, as preces deverão ser fruto da meditação e da partilha vividas após a proclamação do Evangelho. 16. ORAÇÃO: (no ODC há uma variedade – a equipe diocesana es- colhe uma e coloca-a em cada en- contro). 17. AVISOS 18. BENÇÃO: (no ODC há uma variedade – a equipe diocesana es- colhe uma e coloca-a em cada en- contro).
  47. 47. 46 ANEXO 6 Todo animador/a de grupo ou de comunidade é um mensageiro da paz e da Boa-Nova da salvação em Jesus Cristo. É um enviado por Deus, para anunciar o Evangelho ao gru- po, à comunidade. Evangeliza pela palavra e pelo testemunho de vida. Para que as pessoas acreditem na sua mensagem, algumas atitudes são indispensáveis. A pessoa que exerce o ministério da animação de algum grupo de reflexão deve cultivar os seguintes mandamentos da espiritu- alidade dos cristãos leigos e leigas: 1. Escutar – Ter capacidade de es- cuta e de diálogo. Saber relacionar-se e valorizar as pessoas na sua diversidade, desco- brindo os seus valores. Não se sentir superior a ninguém. Ter convicções profundas, mas não se considerar dono/a da verdade. 2. Acolher e cultivar a ternura – Considerar cada pessoa como cen- tro de tudo. Acolher a todos sem fazer distinção de pessoas. Cultivar o cuidado, o carinho e a ternura no relacionamento com o grupo e com a comunidade. 3. Solidarizar-se – Estar atento/a aos problemas de sua comunidade, do seu grupo, sem cair em atitudes paternalistas ou autoritárias. Ter uma grande sensibilidade humana e social, com um forte sentido da justiça e da verdade. 4. Resistir – Agüentar firme os momentos difíceis, sem desistir. Fazer-se presente quando preci- sam dele/ a, porque sabe que sua missão não tem horário. Não pecar por omissão e nem ser covarde e medroso/a. 5. Ter paciência e esperar – Saber que a paciência é uma das virtudes mais importantes do/a animador/a. Caminhar com o povo e colocar-se no ritmo de sua história. Saber es- perar com paciência o que vai acon- tecer: “Deus tarda, mas não falha”. Olhar com esperança para o futuro. 6. Crer no Deus da vida – Expe- rimentar a fé em Deus e o amor profundo e pessoal a Cristo, como sustento pessoal. Saber que sem fé não há missão. Tirar da fé a paixão pela missão de evangelizar. 7. Amar na gratuidade – Ser uma presença amiga e gratuita. Não se deixar levar por interesses pessoais. Ser capaz de amar e doar-se, sem esperar recompensa. Encontrar Deus e Jesus Cristo especialmen- te nos pobres, nos que sofrem, já que eles são os preferidos de Deus. Percorrer com eles os caminhos do Evangelho, amando, como Jesus, até o fim. 8. Rezar sem desanimar – Cui- dar para não tornar-se como muita gente quebrada e desnorteada, por não rezar e não abastecer as forças, as utopias e sonhos, no coração de Deus. Alimentar a própria fé com a OS 10 MANDAMENTOS DA ESPIRITUALIDADE DO ANIMADOR, DA ANIMADORA E DA COORDENAÇÃO DOS GRUPOS DE REFLEXÃO
  48. 48. 47 oração diária. Aprender, na oração e na escuta da Palavra de Deus, a construir o Reino, com paciência e coragem. 9. Assumir a cruz – Viver a pa- lavra de Jesus: “Quem quiser ser meu discípulo, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mc 8,34). Saber que na vida cristã não há outro caminho possível para per- correr. Saber que a missão nasce e cresce aos pés da cruz, que a per- sistência e a paciência são frutos de uma cruz aceita com alegria. 10. Ser coerente – Apoiar a pró- pria credibilidade no testemunho de vida, até as últimas conseqüên- cias. Seguir o exemplo de Jesus, que faz o que diz: “Eu, vosso Mestre e Senhor, vos lavei os pés; também vós deveis lavar os pés uns dos ou- tros. Dei-vos o exemplo, para que, como eu vos fiz, assim façais tam- bém vós” (Jo 13,14-15). CEBs Diocese de São José dos Campos
  49. 49. 48 1. Escolher o texto. 2. Rezar ou cantar, pedindo a luz do Espírito Santo. 3. Ler e reler o texto. 4. Contar o texto. 5. Analisar o texto e situá-lo em seu contexto de origem. Como Deus se revelou ao povo: personagens, lugar, quando e como Deus aparece no texto. (Não se pode trazer o texto para o hoje.) 7. Rezar o texto: o que o texto nos leva a dizer para Deus. 8. Contemplar e comprometer-se: é olhar a realidade com os olhos de Deus. Senti- lo com o coração de Deus e assumir um compromisso diante da nossa realidade. Leitura Orante da Palavra de Deus A Leitura Orante é uma das formas de espiritualidade bíblica. Consiste num momento em que se reflete e se reza um texto bíblico. Como fazer a Leitura Orante Algumas dicas poderão ajudar-nos na vivência de uma autêntica espiritualidade bíblica. 6. O sentido do texto para nós: ligar a Bíblia e a vida. Atualizar o texto para hoje (em silêncio, abrir-se ao Espírito Santo e deixar que Ele nos fale). O que Deus pede de nós. ANEXO 7 Fazer a Leitura Orante nos intervalos do término da Novena de Natal até a chegada do Livreto da Campanha da Fraternidade 2010.
  50. 50. No próximo livreto das CEBs, em comunhão com toda a Igreja no Brasil, refletiremos sobre a Campanha da Fraternidade 2010. Fiquemos atentos as formações sobre a Campanha da Fraternidade, que vão acontecer nas Paróquias e na Diocese. COMUNIDADES ECLESIAIS DE BASE (CEBs) e-mail: tremdascebs@diocesesjc.org.br Diocese de São José dos Campos - SP www.diocesesjc.org.br CAMPANHA DA FRATERNIDADE - 2010 ECUMÊNICA Tema: Economiae Vida Lema: “Vocêsnão podemservira Deuse ao dinheiro”(Mt6, 24c) Objetivo geral: UnirIgrejasCristãse pessoasdeboa vontade napromoção deumaeconomia a serviço da vida, semexclusões,criandoumaculturade solidariedadee paz. Objetivos específicos: A seremtrabalhadosemquatro níveis:social, eclesial, comunitárioe pessoal. Metodologia:Ver, julgare agir.

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