A Greve Estudantil de um curso de Psicologia como Metacontingência

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Trabalho apresentado durante o 23º Encontro Brasileiro de Psicologia e Medicina Comportamental em 2014 em Fortaleza - CE

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A Greve Estudantil de um curso de Psicologia como Metacontingência

  1. 1. A GREVE ESTUDANTIL DE UM CURSO DE PSICOLOGIA COMO METACONTINGÊNCIA Francisco Denilson Paixão Junior Jessica Tarcylla Bevilaqua de Aguiar Jonas Mendes Oliveira José Ângelo Mouta Neto José Umbelino Gonçalves Neto Yan Valderlon dos Santos Lima
  2. 2. O que é uma Metacontingência  Núcleo mínimo de análise do terceiro nível de seleção, no caso, o núcleo de análise das práticas culturais, como proposto por Glenn (1986);  Para se considerar uma determinada prática como metacontingência, devemos levar em consideração alguns requisitos:  Que haja mais de um sujeito se comportando;  Que seus comportamentos ocorram de modo entrelaçado;  Que produzam um consequência que só seria possível por meio do entrelaçamento de contingências e comportamentos entre vários sujeitos. (Moreira, 2005)
  3. 3. Antecedentes à Greve  Participação ativa de estudantes no Movimento Estudantil local e regional de Psicologia;  Participação de organização de eventos estudantis, como Encontro Regional de Estudantes de Psicologia – Norte e Nordeste;  Participação de estudantes na construção conjunta com docentes do novo Projeto Político Pedagógico do curso;  Morosidade nos processos de melhoria de estrutura dos cursos de expansão do REUNI; e  Sensibilização sobre apatia de alguns Movimentos Sociais em se engajarem em reivindicações concretas, em algumas disciplinas da faculdade.
  4. 4. Antecedentes à Greve  Em resumo:  Houveram contingências que proporcionaram o comportamento de atentar para contextos aversivos vividos e de planejar estratégias para minimizar os aversivos, posto o treino prévio de alguns estudantes em outras experiências políticas e burocráticas.
  5. 5. Documento: “Estudantes de Psicologia UFC – Campus Sobral em GREVE!”  Serviço de Psicologia Aplicada – SPA em funcionamento imediato;  Laboratório de Análise Experimental do Comportamento – AEC e Biotério;  Número de professores adequados ao número de estudantes ingressos no curso;  Biblioteca UFC Campus Sobral;  Prédio do Curso de Psicologia;  Maior celeridade no processo de avaliação do reconhecimento do curso de Psicologia pelo MEC;  Pedido de que não ocorrese nenhum tipo de retaliação pela UFC ao corpo discente; e  Reajuste do calendário acadêmico para normatização do período acadêmico pós-greve.
  6. 6. Análise de consequências como procedimento para decisões políticas  Dittrich (2007) nos apresenta em seu artigo que ao determinados determinadas consequências como foco de atuação e planejamento estratégico de políticas públicas, por exemplo o Programa Bolsa Família – PBF, poderemos construir melhores tecnologias para alcançar melhorias em nossa cultura, mas que, o simples fato de planejarmos, não é prerrogativa de que alcançaremos as consequências almejadas. Planejar novas práticas implica em aumentar a probabilidade de que alcancemos um produto agregado com maior acurácia do que se não houvesse maior controle de variáveis. (DITTRICH, 2010)
  7. 7. Entrelaçamento de Contingências Individuais  Foram por meio de inúmeras reuniões que os estudantes do curso de Psicologia puderam tanto sensibilizar a outros estudantes, que desconheciam as consequências aversivas a longo prazo da morosidade da melhoria das condições estruturais do curso, como organizar de modo ordenado as atividades a serem desenvolvidas ao longo da semana, além de que as reuniões serviam de um modelo de controle ético do comportamento do grupo no estilo face-a-face (seja por meio do reforçamento positivo da classe de comportamentos “engajar-se politicamente, seja pelo controle coercitivo, pouco utilizado pelo grupo).
  8. 8. Produtos Agregados  A pergunta que dever ser feita é: estas consequências apenas seriam possíveis por meio de uma Greve Estudantil posto que o pressuposto de um Produto Agregado/Reivindicações atendidas deveria ser possível apenas por meio de uma ação conjunta?  Com as reivindicações, ocorreu a diminuição do tempo de recebimento da conclusão das obras, que era um dos fatores aversivos, posto aos suscetíveis prazos não cumpridos anteriormente.  Deste modo, os estudantes que promoveram a greve puderam se beneficiar da utilização do prédio do S.P.A., por exemplo. (SAMPAIO, ANDERY, 2010)
  9. 9. Descrição da Metacontingência Contingências Aversivas anteriores Sensibilização em diversos contextos para as contingências aversivas Reuniões entre estudantes com seleção de objetivos e ações planejadas Execução de tarefas Novas reuniões e planejamentos de atividades Feedback das consequências da ações desenvolvidas Principais Reivindicações Atendidas
  10. 10. Cadeia de consequências  Desta maneira, as contingências entrelaçadas pelo grupo não previam uma única e pontual consequência a longo prazo, mas buscava (de modo intuitivo) construir nas reuniões meios de reforçamento a curto prazo por meio de metas e estratégias menores, cujas consequências seriam contextos para outras atividades, bem como algumas das atividades eram voltadas para determinadas agências de controle/agentes receptores, como Ministério Público, Reitoria, Professores e População que ou já se beneficiava ou se beneficiaria das atividades desenvolvidas pelos estudantes de Psicologia.  A controle ético do grupo face a face proporcionou maior coesão do grupo e das ações, diferentemente do que ocorreria se estas fossem simplesmente delegadas verticalmente.
  11. 11. Conclusão  Podemos utilizar a Greve dos Estudantes do Curso de Psicologia da UFC como modelo prática e didático de como podemos gerir grupos que buscam reivindicação de melhorias de vida, seja junto aos Conselhos Municipais de Saúde, seja em Associações de Moradores.  As Políticas Públicas abrem espaço para atuação profissional junto a coletivos e construirmos tecnologias que auxiliem a estes coletivos se organizarem-se no modelo de autogestão torna-se prática do profissional analista do comportamento.
  12. 12. Cadeias de consequências Todas as imagens estão disponíveis na internet: www.psicologiaufc-sobral.blogspot.com.br
  13. 13. Referências DITTRICH, A. Análise de consequências como procedimento para decisões éticas. Revista Perspectivas, v. 1, n. 01, 2010, pp. 44 – 54. MOREIRA, M. B. Introdução ao estudo de Metacontingência. In. TODOROV, J. C.; MARTONE, R. C.; MOREIRA, M. B. Metacontingência: comportamento, cultura e sociedade. Santo André – SP, ESETec editores associados, 2005, pp. 161 - 171. SAMPAIO, A. A. S.; ANDERY, M. A. P. A. Comportamento social, produção agregada e práticas culturais: uma análise comportamental de fenômenos sociais. Psicologia: teoria e prática. V. 26, nº 1, jan-mar, 2010, pp. 183 – 192.
  14. 14. Obrigado Contato: denipaixao@yahoo.com.br

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