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Reflexões a partir da fala dos usuários de
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POPULACIONAL
1900 2025
Crescente no Brasil e
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POLÍTICAS
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Focal
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Entrevistas em
Profundidade
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Focal
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Profundidade
PERCEPÇÕES
GERAIS
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velha, feia, acabada!”
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O que eu mais peço a deus, né,
porque a gente tendo a cabeça
boa, né, a velhice e saúde [...]
Então eu to procurando ficar...
FAMÍLIA
Porque se eu não me viro? Se não for
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produtos de necessidade básica. Em
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Então, o emprego para a terceira
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em geral, os patrões, enfim, têm
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Então a gente se encontra, sabe tudo,
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Umas palavras ainda leio, eu faço! Eu
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Olha, quanto tempo eu morei nesse
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Apresentação de TCC de Juliana Américo dos Santos, na UNIFESP - Campus Baixada Santista - 2010

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  1. 1. POLÍTICA PÚBLICA PARA A PESSOA IDOSA: Reflexões a partir da fala dos usuários de serviços do município de Santos Santos 2010 Trabalho de conclusão de curso Juliana Américo dos Santos Orientadora: Profª Drª Florianita Coelho Braga Campos
  2. 2. ENVELHECIMENTO POPULACIONAL 1900 2025 Crescente no Brasil e no mundo 1950 Início nos países desenvolvidos Início nos países em desenvolvimento 1 Bilhão e 200 Milhões de idosos 590 Milhões de idosos
  3. 3. Agravamento dos problemas sociais e da situação de grandes desigualdades socioeconômicas ENVELHECIMENTO POPULACIONALBRASI L 2003 1950
  4. 4. POLÍTICAS PÚBLICAS Este novo quadro populacional leva a OMS e os países a ela filiados a editarem políticas publicas para enfrentamento de tal situação
  5. 5. Com o surgimento da sociedade capitalista, a capacidade de produzir bens materiais passou a ter um valor maior do que as pessoas. Não sendo mais produtivo economicamente, o velho perdeu seu lugar na sociedade Rauth e Rodrigues, 2007. pág. 187 ‘ ’
  6. 6. Captar e transmitir o que desejam e temem para que pudéssemos pensar sobre o que esperam de si e da sociedade. Acreditando que a melhor forma de lidar com eles é criar vínculos e considerar nos programas gerados para eles o modo como vivenciam o envelhecimento e o que melhor precisam para ampliar seu acesso. JUSTIFICATIVA
  7. 7. Ouvindo o idoso, o olhar que teremos sobre ele e o envelhecimento não serão jamais os mesmos Dominique Argoud & Bernadette Puijalon ‘ ’
  8. 8. COLETA DE DADOS Observação Participante Observação Participante Entrevistas em Profundidade Grupo Focal
  9. 9. Jabaquara Roda de conversa: Promoção da saúde. Refletir sobre o cotidiano e estimular a convivência(falar de si, ouvir o outro) Catedral Artesanato: prazer, ocupação, geração de renda Alfabetização: relação com a educação, interesse no letramento tardio e sua influencia no cotidiano das senhoras LOCAIS E ATIVIDADES Observação Participante Observação Participante Entrevistas em Profundidade Grupo Focal
  10. 10. Entrevistas em Profundidade Entrevistas em Profundidade Observação Participante Grupo Focal
  11. 11. Grupo Focal Grupo Focal Observação Participante Entrevistas em Profundidade
  12. 12. PERCEPÇÕES GERAIS “Já não estou mais moça! To velha, feia, acabada!” (senhora, B de 70 anos) “Quando eu ficar velhinha, não quero ficar gagá!” (senhora B, 70 anos)
  13. 13. O que eu mais peço a deus, né, porque a gente tendo a cabeça boa, né, a velhice e saúde [...] Então eu to procurando ficar esperta, né, me atualizar um pouquinho. (senhora C, 61 anos) As pessoas idosas tem mais a possibilidade de morrer mais rápido! Quer dizer que todos nós vamos morrer!... eu tô com 70 anos e não tenho esperança de tanto tempo mais. Eu vou viver feliz, tô feliz e tal, mas de uma hora pra outra pode dar um treco e aí... (senhor D, 70 anos) hum ! é muito bom nossa! Eu nem esperava viver esse tempo todinho! E já basta que tenho muita saúde! é o mais importante! Que tenha a mente boa! você pegar o ônibus só... (senhora G, 70 anos) ‘ ’ VELHICE E MORTE A pessoa quando chega a uma certa idade fica travada. Nós temos um, nas juntas, tem um rio, sei lá o que é, que ele seca com a idade e a gente tem que ir movimentando ele. (senhor D, 70 anos)
  14. 14. FAMÍLIA Porque se eu não me viro? Se não for à João Paulo (que lhe fornece produtos de necessidade básica. Em seguida, pergunto se é por isso que trabalha)... “é minha filha não é fácil não!! [...] e eu não dependo dela [filha] não! (senhora E de 70 anos) ‘ ’ A pessoa...quando fica velho então! Procura um refúgio! Procura um refúgio para ficar longe da família! Família que não cuida [...] É, para mim eu to me refugiando deles! [...] Eu já pensei até em ir para um abrigo! Para mim não ter que fazer mais nada!! (senhora F de 63 anos)
  15. 15. Então, o emprego para a terceira idade não é fácil. Por quê? O povo em geral, os patrões, enfim, têm preconceitos com a idade de cada um! (senhor D, 70 anos) aposentei... Fui trabalhar de táxi, fui fazer serviço de pintura por aí, nunca fiquei parado! qualquer coisa que desse dinheiro tava bom! (senhor D, 70 anos) é, porque se não me viro... (senhora E, 70 anos)‘ ’ TRABALHO Aí eu chegava em casa esgotada... Ainda ir pra tanque, ir cuidar de roupa à noite! Eu não estava agüentando mais, tinha quase sessenta anos, né? agora completei [...] Nossa, agora nem acredito, falei ‘ai tem que usufruir um pouco da aposentadoria, trabalhei tanto! (senhora C, 61 anos) Era avulso né... uma pessoa registrada tem direito a receber! E eu não!! Não recebi nada!! ( senhora F, 63 anos)
  16. 16. Então a gente se encontra, sabe tudo, e abre a mente das pessoas idosas e a pessoa vai se conhecendo mais! Porque quanto você conta uma história, tá desenvolvendo tudo, e é gratificante isso. (senhor D, 70 anos) Eu não quero ficar em casa para não ir me aborrecendo não é? Mas quem sabe se eu não aprendo e não consigo pegar serviço pra mim... Elas dizem que a gente ta fazendo pra trabalhar pra gente... (senhora F, 63 anos) Eu não gosto de ficar parada! me sinto mal, sabe? (senhora E, 70 anos) Porque lá em casa só tem minhas netas e bisnetas e aqui não! É outra convivência, com as amigas! Aqui tudo para mim, ta tudo legal! Eu tenho umas amigas aí... A gente conversa! Esclarece bastante!! (senhora G, 70 anos) E uma por que meu marido vivia bebendo né? è alcoólatra. E sempre que eu precisava ajuda, tinha era aqui... (senhora F, 63 anos) GRUPOS ‘ ’
  17. 17. Umas palavras ainda leio, eu faço! Eu sei contar um pouco! Não sou assim... Tapada não! (senhora G, 70 anos) Quer dizer que então eu me sinto bem feliz que nem se fosse minhas amigas. To estudando! (senhora H, 70 anos) Lá nos curso que eu to fazendo... é bom pra gente tocar... troca num dinheiro ai né. O que vai gastar e o que não vai... (senhora F, 63 anos) Algumas (placas de ônibus) eu já leio... algumas eu já falo... não todas, mas algumas assim eu já leio... (senhora H, 70 anos) ‘ ’ COTIDIANO
  18. 18. Olha, quanto tempo eu morei nesse bairro e eu não sabia... quantos anos elas faziam ginástica e eu não sabia... Eu trabalhava, aquela correria [...] Aí eu falei "não acredito que tem ginástica...Olha tinha gente aqui, eu moro trinta e sete anos na cidade, que eu não conhecia! Às vezes via de longe, assim, muita gente que... e aí faz muita amizade, né.(senhora C, 61 anos) Então foi bem na época que meu marido se separou de mim! Ai eu fiquei em casa isolada e sem nada né?! A vida difícil, a situação! Ai ela falou: olha tu vai para a reunião lá dos idosos! É muito bom! Eles dão cestas! Tem passeio! E ai eu fiquei! Gostei! (senhora G, 70 anos) Vai ter... espero que tenha aqui, se tiver, porque eu também tenho direito ao SESC, mas também, a Ponta da Praia é tão contra-mão... ônibus pra lá... Olha é uma briga pra sair de casa... eu tenho que sair uma hora e meia antes e às vezes chego em cima da hora. (senhoras A e C, 60 e 61 anos) Eu não sabia nem da João Paulo, fiquei sabendo agora! (senhora C, 61, usuária do Jabaquara) ‘ ’ ACESSO Existe muitas atividades pra idosos. Que fala as técnicas de secretarias, um monte de secretarias, tem jogo, tem baile... Então tem. A pessoa não pode ficar parada, esperando que vão buscar em casa. Corra atrás, levante. (Senhor D, 70 anos) Identifica a gente! divulga... Então tendo um short e tal... e até o pessoal da rua fala ‘também vou lá!’ como é que é? ... Não um short qualquer, tinha que ser um short municipal. Isso aqui foi criado, o que, por um órgão municipal, não é? Aí iam ver como é que a saúde é importante para as pessoas [...] divulgação é importante pra tudo. A propaganda, é aquela história, é a alma do negócio! (Senhor D, 70 anos)
  19. 19. mas é muita gente para atender todo mundo! (senhora C, 61 anos) Nós fomos numa festa caipira nessa cecop [CECON]... Eles falaram que nós era maloqueiro! (senhora E, 70 anos, freqüentadora da catedral) É que nem o pessoal do centro, eles não gostam de se misturar com a gente não! (senhora A, 60 anos, usuária do Jabaquara) [...] nós chegamos e estavam tudo sentado e nos fomos sentar na cadeira e nós não podemos sentar! [...] é ali na Ana costa no clube dos... Naquele que foi a reunião dos idosos que faz atividade física! Ai meu deus... Esqueci o nome! (senhoras A e C, usuárias do Jabaquara) Eles dão bolsa família para a pessoa que não tá trabalhando... Ai enquanto não tá trabalhando é que tem a bolsa família... Começou-se a trabalhar ai eles cortam! (senhora A, 60 anos) DIREITOS É porque esta lei é de onde? Do sindicado do idoso, do governo, de onde? (senhora E ,70 anos)‘ ’
  20. 20. Fica esperando que caia do céu! Que o tempo manda! Manda nada! Vai trabalhar não!”(senhora E, 70 anos) DIREITOS Eu ainda trabalho para poder me manter, porque eu pago aluguel, pago Luz, Com salário de viúva. Para quem que agente vai gritar! Eu vou é ficar calada! Reclamar para quem? (senhora E, 70 anos) ‘ ’
  21. 21. Já aconteceu isso comigo! Lá em São Vicente! Eu dei sinal para a perua e a moça disse: “ah vai embora” eu falei: “deixa ela!”. Peguei o ônibus, que eu não pago passagem! E vim aqui no ponto final e falei” escuta aqui. Você me deixou no ponto final da perua por quê? Aí minha filha ela ficou foi quinze dias suspensa. Agora ela passa lá e eu dou sinal e ele que não me ponha na perua! [...] Olha! Eu não vim aqui! Mas fui diretamente aonde eu tinha que ir para dar parte dela! (senhora E, 70 anos) DIREITOS ‘
  22. 22. AcessoAcesso RespeitoRespeito InformaçãoInformação DiálogoDiálogo Servidores Públicos Servidores Públicos Rede: Serviços x Social Rede: Serviços x Social REFLEXÕES
  23. 23. Obrigada!

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