Super apostila de fisiologia do exercício

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Super apostila de fisiologia do exercício

  1. 1. Fisiologia do Exercício Rotas Metabólicas de fornecimento de energia → ATP → VO2máx = Consumo máximo de O2 → Consumo máximo de O2 é a máxima capacidade de captar, transportar e utilizar em nível celular o O2 para a produção de ATP → Medidas diretas = Ergoespirometria (espiro = consumo de O2). → Medida indireta → Estimativa ( Cooper ). → Intensidade do exercício → F.C → Velocidade → A intensidade está relacionada à necessidade e velocidade, → Quanto mais mitocôndrias, melhor desempenho, mais produção de ATP, mais trabalho. → Potência = Velocidade de fornecer energia mais rápido. → Alongamento serve para colocar o sarcômero mais próximo da actina e da miosina, para com sua maior interação haver mais força, mas caso o sarcômero esteja alongado demais há uma maior dificuldade de contato entre a actina e a miosina, gerando uma menor força. Devido a isso os aparelhos possuem um ângulo de 90.º, ângulo em que há maior probabilidade de interação máxima das actinas e das miosinas. Sistema Fosfogênico → Mais rápido para gerar ATP ATP → ADP + Pi → ENERGIA = Contração CP → Cr + Pi → Energia = ATP → ADP + Pi → ENERGIA Função da creatina: resíntese de ATP *Quanto tempo leva para resintetizar a creatina?* → 10 minutos – Ideal pelos fisiologistas → 1 minuto – O que fazem nas academias Anaeróbio Alático Citoplasma
  2. 2. → O músculo depois do estímulo é capaz de não somente resintetizar a creatina como também SINTETIZAR, ou seja, aumenta sua produção de creatina comparando-se à quantidade inicial. → Sem a recuperação ideal ou de 100% do músculo, na próxima série começa a arder, já que ele não conseguiu recuperar toda a creatina, então o corpo vai para a rota anaeróbica lática (carboidrato), produzindo o ácido lático. *De onde vem à energia para juntar novamente a creatina fosfato?* Do sangue → oxigênio → metabolismo aeróbio. → Sem a circulação o oxigênio não chega, então o músculo necessita usar a creatina para manter a atividade basal, fazendo com que a quantidade de creatina não se recupere, pois a creatina também necessita do oxigênio do sistema aeróbio para se recuperar. → Quando a pessoa usa outro grupo muscular ele transfere maior quantidade de sangue para a área em exercício, dificultando a recuperação de outra área que terá menos sangue circulando.
  3. 3. Sistema Glicolítico → Vantagens do sistema: Mais produção de ATP que o sistema fosfogênico. → Desvantagens: Mais lento para gerar ATP. → Gera 3 ATPs em 12 reações. → 3 vezes mais que a Creatina Fosfato → CHO (carboidrato) → glicólise → 3 ATP → 12 reações → Piruvato → Ácido lático. Anaeróbio Lático Citoplasma → Agüenta aproximadamente 3,5 minutos até fadigar Glicolítico aeróbio: → Vantagens do sistema: Gera mais ATP que o sistema glicolítico anaeróbio, dentro do sistema aeróbio ele é o mais rápido. Reserva maior, pode ser utilizado tanto no sistema aeróbio quanto no sistema anaeróbio. → Desvantagens: Produção de ácido lático. → Quando o piruvato vai para a mitocôndria, caracteriza-se como sistema aeróbio. CHO → Piruvato Ácido Lático AcetilCoa Aeróbio Lático Mitocôndria → O piruvato entra na mitocôndria e vira AcetilCoa → Krebs → STE (síntese de transporte de elétrons) → CO2 + H2O + energia → Quando aumenta a produção de PIRUVATO começa-se a acumular mais ácido lático. A velocidade de remover ácido lático é menor do que sua produção. Na transformação de ácido lático para lactato, há liberação de H, o excesso de hidrogênio no músculo diminui o Ph, diminuindo a atividade enzimática, como exemplo a CPK, ocasionando menor produção de ATP. *Para onde vai o Ácido Lático?* Provável que seja excretado através de: → sistema renal (urina) - 2%.
  4. 4. → Suor – 5% → Conversão à carboidrato novamente (a reação é reversível) → O “grosso” é OXIDADO à CO2 + H2O no metabolismo aeróbio – 70% voltando a produzir energia – ATP → Quem faz a reação retornar é o coração, os rins, o fígado. *Quanto tempo leva para resintetizar carboidrato?* Em torno de 24 – 48 horas, média no mínimo de 24horas → Quanto mais gasta mais tempo leva para repor → Quando não se dá um intervalo adequado de descanso, o organismo não resintetiza carboidrato/ glicogênio suficiente para continuar fazendo exercício. → O O2 é limitado pelo sistema de transporte, deste modo o CHO é o combustível preferido durante o exercício de ALTA INTENSIDADE.
  5. 5. *Dias antes de uma competição aplicamos uma dieta especial ao atleta visando aumentar suas reservas de glicogênio, durante estes dias os exercícios se tornam mais leves sendo mais lúdicos ou táticos.* → Suplementação de Carboidratos: Com a suplementação de carboidratos, 4 dias antes de uma competição conseguimos aumentar a reserva de glicogênio de nosso atleta. → Suplementação de carboidratos com queima da reserva de glicogênio: Com um exercício de alta intensidade visando diminuir a reserva de glicogênio, e durante 5 dias aplicarmos uma dieta rica em carboidratos obtemos uma maior reserva de glicogênio do que apenas com a dieta rica em carboidratos. → Suplementação de carboidratos com dieta de gordura e proteínas: Esta suplementação tem que ser aplicada sete dias antes da competição. Temos igual à anterior a aplicação de exercício para reduzir ao mínimo as reservas de glicogênio do corpo e depois durante dois dias aplicamos uma dieta rica em gordura e proteína e durante os 5 dias restantes aplicação da dieta rica em carboidratos. → Quando o corpo sofre quedas em suas reservas ou abstinência de certos nutrientes, quando estes voltam a estar disponíveis o corpo tenta estocar a maior quantidade que puder. No primeiro exemplo ocorre o que chamamos de memória celular, no segundo ocorre queda da reserva o que faz com que o corpo tente reter maior quantidade possível de glicogênio, no terceiro com a dieta de proteínas e gordura temos um período de abstinência de carboidratos, este período faz com que o corpo se prepare para absorver todo carboidrato que conseguir. → Sem o açúcar (carboidrato) durante os dois dias ou mais podem haver mudanças significativas no humor como depressão e agressividade. A ausência de carboidratos impede a produção de certos neurotransmissores o que resulta nestas mudanças de humor. → Importante ressaltar que a dieta dois e três precisam do acompanhamento de um nutricionista como exemplo, a dieta de gorduras e proteínas pode provocar diarréia.
  6. 6. → A glicose é essencial para o funcionamento do sistema imune, repetidas quedas nas reservas de glicogênio podem afetar o sistema imune do atleta. Sistema – Gordura → Vantagens do sistema: Possui maior quantidade de carbono, conseqüentemente gera maior quantidade de energia. É uma fonte abundante no corpo. → Desvantagens: Consome mais oxigênio na mitocôndria. Necessita do carboidrato para gerar energia, e por ter uma cadeia mais complexa de carbonos necessita de mais reações e conseqüentemente mais tempo para gerar energia. AG (ácido graxo) → 136 ATPs → 140 reações AG + O2 → CK + STE → Co2 + H2O + Energia Aeróbio Mitocôndria * Quanto tempo demora para sintetizar o ácido graxo?* 5 vezes mais que para ressintetizar a creatina. *Depois de um exercício extenso, qual a melhor forma de recuperação?* A melhor forma de recuperação, ou seja, remoção do ácido lático pós exercício extenso, é a recuperação ativa, pois: → Quem corre e para, não recupera totalmente pois não aumentou a oxigenação necessária para a remoção do lactato. Utiliza apenas 10% do VO 2, utilizando-se da fibra muscular tipo II. → Quem corre e depois mescla o trote com uma caminhada remove o lactato mais rápido, porém não ainda com tanta eficiência. → Quem corre e troteia, possui um nível mais elevado de remoção de lactato e recuperação, além de mudar o recrutamento do tipo de fibra (passando do tipo de fibra II para a fibra I que se utiliza da forma aeróbia), pois a alternância de intensidade recruta fibras diferentes. Com o tipo de fibra 1 há um maior número de mitocôndrias, ou seja, maior potencia de remoção de lactato.
  7. 7. → LDH – Aparato metabólico que permite uma maior capacidade de recuperação de carboidrato: LDH (Lactato Desidrogenasi) = Lactato ↔ Piruvato *A utilização de ácidos graxos como fonte geradora de energia para ressíntese de ATP* β-oxidação → catabolismo enzimático do AG pela mitocôndria e peroxissomas (prepara os ácidos graxos para entrarem na CK e STE)
  8. 8. “Gordura se queima em um forno de açúcar” Ácido Graxo oxida C.K CHO → O principal precursor do OXALACETATO é o PIRUVATO necessário para se unir ao AcetilCOA para formar o CITRATO. Sem o carboidrato não há como queimar a gordura já que o citrato é necessário para iniciar o Ciclo de Krebs. → Os aminoácidos viram intermediários da rota metabólica, mas muito lentamente e sem a mesma eficiência que a rota normal. → O acúmulo do AcetilCOA produz os corpos cetônicos, famosos pelo “bafo da manhã”. Capacidade Oxidativa - QO2 → Capacidade oxidativa é a medida da capacidade enzimática da SDH (Succinato Desidrogenase – que atua no meio do Ciclo de Krebs) e da CS (Citrato Sintase), que são enzimas chave do Ciclo de Krebs.
  9. 9. → Atletas treinados em endurance possuem atividade enzimática 2 a 4 vezes maior que os sedentários. → Fibra de contração lenta: maior capacidade oxidativa (QO 2), maior número de mitocôndrias. → Quanto maior o número de fibras lentas, maior a capacidade oxidativa. → O treinamento aumenta a Capacidade Oxidativa mesmo nas fibras rápidas mas os resultados são proporcionais ao aparato metabólico. Conceito de Cruzamentos: → Quanto maior a intensidade do exercício maior será a utilização de carboidrato e menor de gordura, pois quanto maior a intensidade, maior necessidade de uma rota metabólica mais rápida.
  10. 10. → Quanto maior o tempo de exercício (baixa intensidade) maior utilização de gordura e menor de carboidrato, pois para usar gordura como energia, é preciso muito mais oxigênio do que o necessário na utilização de carboidratos. Assim, em exercícios de baixa intensidade nos quais há farto oxigênio, gordura é a principal fonte de energia. Sistema com uso de Proteína como fonte de energia → 5% do gasto energético vem da proteína → O custo benefício de se utilizar proteína como fonte de energia não é o melhor, pois a medida que a proteína é degradada libera muito Nitrogênio que não é essencial ao organismo e tem que ser secretado, transformado em uréia e excretado pela urina, para isso, gasta-se ATP. → Os aminoácidos são usados em menor quantidade podem ser convertidos em glicose ou intermediários do metabolismo energético. Não é fácil avaliar a quantidade de energia liberada pela conversão dos aminoácidos. → A proteína é necessária para a nossa estruturação física. Métodos de estimativa de uso de substrato RER → Taxa de troca respiratória RER = VCO2 ------------ VO2 → Acima de 1,0 acidose, pois a produção de lactato está sendo tamponada (via bicarbonato, H2CO3) que é quebrado à CO2 e H2O. → Além do resíduo da respiração (CO 2) temos o resíduo do tamponamento do bicarbonato, CO2 e H2O, fazendo com que a taxa de troca respiratória tenha um número muito maior de CO 2 do que de O2 (acidose). GLICOSE + 6O2 → 39 ATPs + 6CO2 → anaeróbio = 1,0 LIPÍDIO + 23O2 → 129 ATPs + 16 CO2 → aeróbio = 0,69 * Qual seria RER de um maratonista?* → Em torno de 1,0
  11. 11. Teste de Ergoespirometria → Quando se inicia o exercício, o sistema de transporte de O 2 (respiração e circulação) não consegue imediatamente suprir a quantidade necessária de oxigênio para a atividade.
  12. 12. Déficit de O2: A necessidade de oxigênio aumenta marcadamente no momento em que o exercício começa em função de que a quantidade de oxigênio que é necessária difere da quantidade de oxigênio ofertada durante a transição do repouso para o exercício. Estado de Equilíbrio: O consumo de oxigênio necessita de alguns minutos para alcançar o estado de equilíbrio, nível no qual o sistema aeróbio é plenamente funcional. Estado de Recuperação: Durante os minutos iniciais da recuperação, mesmo que os músculos não estejam mais se exercitando, nossa demanda de O2 não diminui imediatamente. Ao invés disto, o consumo de O2 se mantém elevado temporariamente. Débito de Oxigênio: É o O2 necessário para repor ATP e CrP usados durante o exercício, especialmente nos estágios iniciais. Remove o lactato acumulado nos tecidos, repõe o O2 (hemoglobina e mioglobina), aumenta a respiração → tamponamento (↓ Co2), troca de calor. *Quanto tempo demora para voltar ao repouso?* Depende da quantidade de glicogênio e de quem produziu menos ácido lático. * Como saber quem é o melhor atleta?* Para ver quem é o melhor atleta (mais treinado) basta ver quem volta ao nível de repouso mais rapidamente. LIMIAR DE LACTATO
  13. 13. Atletas A B VO2máx 50 60 Limiar de Lactato 80% 60% * Qual é o melhor atleta?* → 80% de 50 = 40ml O2 → 60% de 60 = 36ml O2 → O melhor atleta é o A pois ele tem maior potência aeróbia e sustenta uma carga de trabalho maior na rota aeróbia. Limiar de Lactato: → Bom indicador do potencial p/ exercícios de resistência, → É definido como o ponto no qual o lactato começa a se acumular no sangue, acima dos níveis de repouso, em exercícios de cargas progressivas, → Reflete a sinergia entre o sistema aeróbio e anaeróbio, → Alguns autores sugerem que o limiar representa uma mudança p/ a glicólise “anaeróbia”, com formação de lactato, → O limiar de lactato normalmente é expresso em termos de % de VO2 máx. no qual ele ocorre. → Habilidade p/ se exercitar em intensidades mais elevadas sem acumulo de lactato. Ex: Um limiar de lactato a 80% do VO2 máx. sugere uma tolerância maior no exercício do que um limiar a 60% VO2 máx.
  14. 14. → Entre dois indivíduos com o mesmo VO2 máx., o que possuir o maior limiar, ira exibir uma melhor performance, → Quando expressado como % de VO2 máx., o limiar de lactato é um dos melhores indicadores do ritmo de um atleta em eventos de endurance como corrida ou ciclismo. → VO2 máx é considerado a melhor medida da aptidão aeróbia e resistência cardiovascular. → Pessoas destreinadas: limiar entre 50 - 60% do VO2 máx. → Treinadas: limiar entre 70 - 80% do VO2 máx. ESTRESSE OXIDATIVO E EXERCÍCIO → Desequilíbrio entre produção de radicais livres e a capacidade de defesa anti-oxidante. → ERO = Espécies Reativas de O2 Radicais Livres → São moléculas que possuem elétrons desemparelhados no seu orbital mais externo. → Extremamente reativos → Capazes de existência independente → Produzidos naturalmente durante o metabolismo energético → Ressonância eletromagnética (exame capaz de detectar radicais livres) → Destrói células, porém destrói vírus e bactérias também. Doenças relacionadas: → Processos degenerativos, proliferativos e mutacionais → Sistema imune: produzidos e utilizados por células do sistema imune (macrófagos e neutrófilos). *Gosta de “pegar”* → Lipídios (ex: cérebro) → Proteínas → DNA
  15. 15. → 95% do O2 que entra na mitocôndria vira CO2, H2O e energia. → 5% vira ERO → Radicais Livres Superóxido (O2) Hidroxil (OH) Peróxido de Hidrogênio (H2O2) Sistema de defesa antioxidante → Primário, secundário → Enzimático: SOD (anula o radical livre), CAT, GSH - PX → Não enzimáticos: vitaminas A, C (regenera a vitamina E), E (principal vitamina, se acopla na membrana celular cedendo um elétron ao radical livre e bloqueando a reação em cadeia), transferrina, glutationa. → Celular, extra celular → SOD, CAT, GSH-PX precisam de cofatores para atuar como o manganês, cobre, zinco e selênio. → O exercício regular aumenta o número de Radicais Livres, porém também aumenta a produção de enzimas do sistema imune. → O exercício não regular leva ao estresse oxidativo, pois o exercício libera adrenalina que aumenta o metabolismo aumentando a produção de radicais livres. TIPOS DE FIBRAS Tipos de Fibras [A.G] Cr P CHO Capacidad e Oxidativa Tipo I Aeróbia Lenta Vermelh a ↑ ↓ = ↑ Tipo II Anaeróbia ↓ ↑ = ↓ Capacidad e Glicolítica [M.g] (mioglobina ) Fadiga N.º de fibras enervadas por 4 motoneurônio s Tamanh o do Soma Atividade ATP-Ase ↑ ↑ Densidade Mitocondrial ↑ ↓ ↓ Pequeno ↓ ↓ ↓ ↑ ↑ Grande ↑
  16. 16. Rápida Branca Hipotético: 70% Tipo I 20% Tipo II a 10% Tipo II b 6 meses num treinamento anaeróbio: Muda a composição do tipo de fibra, características bioquímicas: II a → II b. Tipo I continua sendo do tipo de fibra lenta mas aumenta a reserva de creatina, aumenta também a capacidade glicolítica. Treinamento Físico não modifica o Tipo de Fibra, e sim, as características metabólicas e bioquímicas. PRÓPRIOCEPTORES → Fibra nervosa especializada que leva informações ao SNC referentes à cinestesia. FUSO → Fibra Muscular Estímulo → Estiramento das fibras Resposta reflexa → Encurtamento ÓRGÃO TENDINOSO DE GOLGI → Inibição (autogênica) Estímulo → Mudança na tensão do tendão Resposta reflexa → Relaxamento do Agonista / estimula o antagonista ALONGAMENTO → 20segundos: Tempo necessário para o estímulo do OTG se sobrepor ao do fuso. Tipos de Alongamento:
  17. 17. Estático → menor perigo de danos teciduais, OTG estimulado, relaxamento. Balístico → espasmos estimula o fuso, componente excêntrico de movimento, maior chance de lesões. Facilitação neuromuscular proprioceptiva → predominância do OTG como inibidor do agonista e estimulador do antagonista. → Alongamento serve para trazer o sarcômero bioquimicamente mais próximo para uma maior interação entre actinas e miosinas → Microlesão de estrutura contráctil: Rompimento de actina, miosina, sarcômero e tecido conjuntivo. → Quanto maior o número de interações entre actinas e miosinas, maior a hipertrofia. → Quanto mais lento o exercício, maior probabilidade das interações entre a actina e a miosina, maior probabilidade de gerar tensão, maior estímulo para gerar hipertrofia. MENSURAÇÃO DE FORÇA MUSCULAR Força muscular: força ou tensão máxima gerada por um único músculo ou por músculos correlatos. Avaliada através de: →Tensiometria → Dinanometria → 1 repetição máxima 1-RM
  18. 18. →Programas computadorizados. → Estimativa de 1-RM para populações especiais Força muscular absoluta = força total (Kg) Homens possuem ↑ para todos os grupos musculares Força muscular relativa = força total/ peso corporal. Não existe diferença na “qualidade” do músculo entre homens e mulheres. Em geral homens e mulheres não diferem de maneira significativa na força de membros superiores e inferiores quando avaliada a “força muscular relativa” HIPERTROFIA TRANSITÓRIA → Em uma única sessão de exercício: principalmente por edema (acúmulo de líquido nos espaços intersticiais e intracelulares oriundos da circulação).
  19. 19. CRÔNICA → da área transversa da fibra muscular devido a um treinamento de longo período ( miofibrilas, actina, miosina, sarcoplasma, tecido conjuntivo, capilares por fibra) HIPERTROFIA MUSCULAR Aumento da área transversa do músculo: da quantidade e tamanho de miofibrilas sarcoplasma tecido conjuntivo enzimas e nutrientes armazenados. Ocorre um na taxa de síntese (+ proteína, + actina, + aa, + etc.) e ↓ da taxa de degradação protéica. → A hipertrofia é seletiva para fibra Tipo II, pois se adapta mais rapidamente, porque as enzimas são mais ativas no tipo II do que no tipo I, ou sej,a possui um aparato metabólico mais eficiente. Um na tensão muscular proporciona o estímulo primário para dar início ao crescimento do músculo: Estresse mecânico → indução de proteínas sinalizadoras → ativação de genes → síntese protéica. “Adaptação biológica a uma maior carga de trabalho, independente do sexo ou idade” Aplicação de cargas e tempos diferentes Estimulação das células satélites Localizadas abaixo da membrana basal da fibra muscular Processo de diferenciação e incorporação às fibras pré-existentes Aumento do número de Núcleos Maior Eficiência na Síntese Protéica
  20. 20. estresse, lesão, atividade da célula Satélite = hipertrofia? → Repetidas lesões, interrompe a rota e gera tecido fibroso (no lugar do tecido contráctil), perdendo com isso a força. → O crescimento muscular pode resultar da lesão repetida das fibras musculares (particularmente com as contrações excêntricas), seguida por uma supercompensação da síntese protéica a fim de produzir um efeito anaeróbio total. HIPERPLASIA Aumento do número de fibras (comprovação em modelos animais) Mecanismos: → Participação de células satélites (em situações de estresse ou doenças neuromuscular) → Divisão longitudinal. MIALGIA Mialgia = dor muscular AGUDA → Falta de irrigação sangüínea (ISQUEMIA) → acúmulo de metabólicos, edema, os sintomas desaparecem em min/ horas. → Ocorre imediatamente antes do final da atividade. → Verifica-se diminuição significativa (ou quase total) após alguns minutos.
  21. 21. TARDIA → Lesão dos elementos do tecido conjuntivo de músculos e tendões devido principalmente a contrações excêntricas → processo inflamatório. → Depende em grande parte da intensidade e duração do esforço e do tipo de exercício. → Causa precisa ainda é desconhecida Teorias correntes: → Espasmos → Laceração → Excesso de Metabólicos → Dano do Tecido Conjuntivo. Exercício incomum utilizando contrações musculares excêntricas (corrida em declive, abaixando os pesos lentamente) As altas forças musculares lesam o sarcolema acarretando a liberação das enzimas citosólicas e de mioglobina Dano das miofribilas contrácteis dos músculos e das estruturas não contrácteis Os metabólicos (por exemplo, cálcio) se acumulam em níveis anormais na célula muscular, produzindo um maior dano celular e uma capacidade reduzida de gerar força. Dor muscular de início tardio, considerada como resultado de inflamação, hipersensibilidade, dor. Começa o processo inflamatório, a célula muscular cicatriza, o processo adaptativo torna o músculo mais resistente ao dano induzido pelo exercício subseqüente
  22. 22. FLEXIBILIDADE Junto com a força e resistência, a flexibilidade é um componente importante do desempenho muscular: → Amplitude de movimento ao redor de uma articulação. Limites estruturais: Osso, músculo, pele, ligamentos, cápsula articular, tendões e tecidos conjuntivos. Alongamento → melhor tipo de exercício para a flexibilidade. DESTREINAMENTO * Dados limitados na literatura. * Interrupção do treino por 2 semanas: → Perda de 12% da força muscular excêntrica → Perda de 6,4% da área de fibras do tipo II *Manutenção da força: → Pode se reduzi a freqüência para 1 ou 2 sessões semanais, mantendo o estímulo necessário p/ manutenção das adaptações. FADIGA MUSCULAR LOCALIZADA → Incapacidade de um músculo em se contrair voluntariamente, pode ser devido: 1. Nervo motor em TRANSMITIR OS IMPULSOS. 2. Junção neuromuscular em processar o REVEZAMENTO DOS IMPULSOS nervosos para as fibras. 3. Mecanismo contráctil em gerar força (depleção de glicose muscular, depleção de ATP-CP, de ácido lático) 4. SNC, cérebro e medula espinhal em DESENCADEAR E ORIENTAR OS IMPULSOS nervosos para o músculo (FADIGA CENTRAL)
  23. 23. ENDÓCRINO E EXERCÍCIO ENDÓCRINO I HORMÔNIO DO CRESCIMENTO GH → Somatotropina, hormônio Somatotrópico (SH) → Pequena molécula protéica - 191 AA → Promove o crescimento de todos os tecidos que tem a capacidade de crescer. → Atua juntamente com as Somatomedinas (FICs - fatores de crescimento insulinimétricos) → O GH intensifica quase todos os processos relacionados com a captação de Aminoácidos e síntese de proteínas pela célula, reduz ao mesmo tempo a degradação de proteínas ÓRDEM HIERÁRQUICA DE CONTROLE DA SECREÇÃO HORMONAL HIPOTÁLAMO HIPÓFISE ADENOHIPÓFISE NEUROHIPÓFISE
  24. 24. TIREÓIDE SUPRARENAIS T3, T4 CORTISOL TESTOSTERONA GÔNADAS ESTROGÊNIO METABÓLICOS: → Facilitação da síntese protéica: transporte de AA através da membrana Estimula a formação de RNA Ativação de ribossomas celulares mobilização de AG do tecido adiposo e sua utilização como energia ↓ utilização de glicose METABOLISMO DOS CHO: ↓ velocidade de fracionamento de CHO (AG) deposição de glicogênio ↓ excreção de Na+ e K+ absorção intestinal de Ca+ HG, EXERCÍCIO E SÍNTESE TECIDUAL. Atividade física de curta duração: Estimula na amplitude do pulso e na quantidade de hormônio secretada a cada pulso. Exercício → GH → benefícios p/ crescimento de tecido muscular, esquelético e conjuntivo.
  25. 25. GH aprimora a “mistura” de combustíveis durante o exercício → ↓ captação tecidual de glicose → mobilização de AG → gliconeogenese hepática Efeito metabólico geral → preservação da glicose plasmática p/ o funcionamento do SNC e músculos Hipótese: Exercício estimula a liberação de GH → liberação de somatomedinas (fígado e rins) → processos anabólicos. Causas: ainda não foi estabelecido o mecanismo específico da influencia do exercício na secreção do GH e síntese protéica. HIPÓTESE: O exercício estimula um padrão pulsatil de sua liberação que estimula processos anabólicos. O exercício estimula a produção de OPIÁCEOS endógenos que facilitam a liberação de HG por inibirem a produção de SOMATOSTATINA
  26. 26. → A B- endorfina diminui a fadiga pois age principalmente na musculatura respiratória. OPIÓIDES ENDÓGENOS POMC→ pré-ópiomelanocortina → hormônio polipeptídico sintetizado e secretado pela hipófise anterior Precursor do ACTH (adrenocorticotrópico) e β-endorfina Endorfinas → peptídeo opióide endógeno, relacionado aos processos de analgesia. Opióides endógenos → Endorfinas, Encefalinas e Dinorfinas. Os mais importantes: β-endorfina, Metencefalina e Dinorfina Naloxone → Farmaco inibidor de endorfinas
  27. 27. ENDORFINAS E EXERCÍCIO → Substâncias endógenas similares à morfina. → Interagem com receptores de opióides nas áreas cerebrais responsáveis pela informação de dor. → Relação direta dos níveis de β-lipotrofina/ β-endorfina e ACTH: → induzido pelo exercício. → Significativa elevação a partir de 70% do VO2máx. → Estudos indicam uma relação entre [endorfinas] e níveis de lactato (acima de 4mMol). → “Barato de Corredor” → sensação de bem estar que alguns indivíduos apresentam durante corridas de longa distância . → Modulação do humor e do limiar da dor. HORMÔNIO ANTIDIURÉTICO (ADH) → Envolvimento do equilíbrio hídrico. → Liberado em resposta ao da concentração do sangue: atividade muscular e a transpiração causam concentração de eletrólitos no plasma → Promove a reabsorção renal de água. do conteúdo de líquidos do organismo, restaurando níveis normais do volume plasmático e pressão arterial. → Influencias persistem por 12 a 48 após o exercício, reduzindo a produção de urina.
  28. 28. Hormônio Antidiurético (ADH) x intensidade do exercício: A partir de 50.º de VO2máx há um aumento progressivo da liberação de ADH, pois o volume plasmático diminui, estimulando o hipotálamo a mandar uma ordem para a hipófise que aumentará a produção de ADH, diminuindo a
  29. 29. transpiração, aumentando a reabsorção de líquidos, normalizando o volume plasmático e a pressão arterial. ENDÓCRINO II PROLACTINA → Inicia e facilita a secreção de leite pelas mamas. → Os níveis de PRL proporcionalmente com a intensidade do exercício, voltando ao nível basal após 45 min. de recuperação. → A liberação repetida de PRL induzida pelo exercício, pode possivelmente inibir a função ovariana: A prolactina inibe a produção de FSH e LH, responsáveis pela produção de estrogênio e progesterona, por isso contribui para o desenvolvimento de amenorréia em mulheres atletas. → Maior de PRL em mulheres que correm sem sutiã. → Tanto o jejum quanto a dieta rica em lipídios PRL . → Em homens também ocorre de PRL após exercícios extenuante. HORMÔNIOS TIREÓIDEOS → Hipotálamo → TRH → Hipófise → TSH → Tireóide → Tiroxina (T4) e Triiodotironina (T3). → Função: modulação do metabolismo. → Efeito termogênico, facilita a atividade reflexa neural, manutenção da pressão arterial. → Durante o exercício: Níveis de T4 até 35% → temperatura corporal → alteração da fixação de protéica de vários hormônios. → [hepáticas] enquanto as musculares não se alteram.
  30. 30. → Quando se utiliza a tiroxina os B- Receptores podem aumentar, e se não estiver utilizando de exercícios esta F.C continua alta podendo ocasionar eventos cardíacos. HORMÔNIOS PARATIREÓIDEOS → Paratormônio (PTH): ativa os osteoclastos, reabsorção de cálcio pelos rins, absorção de cálcio pelo intestino. → Poucos estudos relacionados ao exercício: exercício moderado (50% do VO2 máx.) pode ↓ os níveis de PTH. da intensidade → [PTH] durante e após o exercício. → “Os [PTH] induzidas pelo exercício e conseqüente mobilização de cálcio permite às forças mecânicas do exercício produzir efeitos positivos sobre a massa e a densidade do esqueleto”
  31. 31. SUPRA-RENAIS (MEDULA) → Faz parte do sistema nervoso simpático → Secreta as Catecolaminas: Adrenalina e Noradrenalina. Adrenalina: estimula a glicogenólise e lipólise → Resposta ao exercício: tanto de adrenalina quanto da Noradrenalina. → Provavelmente relacionado com a secreção das terminações nervosas pós-ganglionares simpáticas relacionadas á ajustes cardiovasculares. → A secreção da supra-renal também sendo diretamente relacionadas à intensidade e duração do mesmo. → Atletas de velocidade-potência: exercícios aeróbios (em exercício máximo) ativação simpática adrenérgica x
  32. 32. O treinamento faz com que o individuo esteja mais adaptado ao estresse metabólico, seu metabolismo se torna mais eficiente em seus processos metabólicos. SUPRA- RENAL (CÓRTEX) → Mineralocorticóides, Glicocorticóides e Androgênicos. → Mineralocorticóides: ALDOSTERONA * Controle da [sódio] e do volume extracelular. * reabsorção de Na+ pelos rins ( síntese de proteínas de transporte) * Manutenção do K+ sérico e do pH. → “Um equilíbrio mineral apropriado mantém a transmissão nervosa e o trabalho muscular” → Resposta ao exercício: progressivamente, com níveis plasmáticos máximos podendo ser até 6x mais altos do que em repouso, durante a recuperação. → Esteróide: resposta celular é lenta, necessita um estímulo aproximado de 45min. GLICOCORTICÓIDES Estresse → hipotálamo → CRH → hipófise → ACTH → supra-renal → Cortisol. Cortisol (hidrocortisona), principal glicocorticóides da SR afeta profundamente o metabolismo dos CHO, lipídios e proteínas: → Quebra de proteínas à AA em todas as células (gliconeogênese); → Facilita a ação do GH e glucagon (gliconeogênese); → Antagonista da insulina, → Promove o fracionamento de TG no tecido adiposo (AG livres + glicerol) → Renovação (turnover) do cortisol: diferença entre a produção e remoção do hormônio. → Resposta ao exercício: depende da intensidade, duração, nível de aptidão, estado nutricional e ciclo circadiano. → Maioria dos estudos → [plasmática] com exercício prolongado de moderado á intenso. → Os níveis permanecem por até 2h após o exercício, sugerindo um papel no processo de reparo tecidual. → Durante o exercício exerce um efeito facilitador sobre a utilização de substratos. CORTISOL IL – 2 Interleucina 2
  33. 33. Maturação/ diferenciação de linfócitos (sistema imune) Imunossupressão Suprime o Sistema Imunológico TESTOSTERONA → Sua [plasmática] funciona comumente como marcador fisiológico do estado anabólico; → Estimula a liberação de GH; → Interage com receptores neurais aumentando a liberação de neurotransmissores aprimorando os processos relativos a junção neuromuscular acentuando as capacidades produtoras de força do músculo. → Resposta ao exercício: * [plasmática] das mulheres (1/10 dos homens) também * dos níveis de estradiol e progesterona → Utilização da Testosterona: ocorre a diminuição do tamanho (volume) dos testículos. INSULINA Metabolismo dos carboidratos: → 1.º ↓ Fosforilase Hepática: quebra do glicogênio → 2.º enzimas glicoquinase: fosforilação inicial da glicose → 3.º glicogênio sintase: síntese de glicogênio. Metabolismo de gorduras:
  34. 34. → Ativação da lipoproteína lipase nas paredes dos capilares no tecido adiposo que quebra novamente os triglicerídeos. CHO → AG → lvdl/tg → Tecido adiposo → AG → TG → Inibe a lipase hormônio sensível, enzima que causa a hidrólise dos TG já armazenados. Resposta da Insulina ao exercício: ↓ [INSULINA], pois o exercício libera a adrenalina que é um inibidor de insulina. Relação do exercício com o diabético: → Se fizer exercício pode trazer de volta a característica receptiva do GLUT4 → Exercício também estimula GLUT4. * Cuidados com Diabetes tipo 1 com o exercício*: → Verificar a glicemia →Verificar lesões de extremidades (pés, etc) → Tipo de insulina que ele usa (rápida, média e longa) → Horário de aplicação → Nunca se faz exercício no pico de ação da insulina, pois há o risco de hipoglicemia → Trabalhar com grupos pequenos → Local de aplicação da insulina → Ter carboidrato sempre a mão.
  35. 35. ESTRESSE AMBIENTAL E EXERCÍCIO → O exercício ↑ metabolismo, ↑ temperatura interna → 37º → temperatura onde acontecem a maioria das reações químicas (hipotálamo) → Fadiga do sedentário devido a temperatura. Mecanismos de troca de calor: Condução → Internamente → sangue → vasodilatação → mais perto da pele → rubor → tende ao equilíbrio no contato de 2 superfícies. Convecção → ventilação → movimentos de partículas sobre uma superfície → água → nadador fadiga mais quando a temperatura da água está mais alta, pois não há muita troca de calor. Irradiação → troca de temperatura por ondas → ondas térmicas. Transpiração → Produção de Suor → sudorese
  36. 36. Evaporação → troca de estado físico → suor para ambiente → líquido para gasoso → troca de gradiente → quando o ambiente for úmido dificulta o processo de evaporação → dificulta a troca gasosa → tudo depende da umidade relativa do ar Treinados: ↑ F.C para 155bpm. A velocidade do sangue que vai para o coração é uma, a dos vasos capilares é bem menor → 21.º 140bpm 38.ºC (10 km/h) vasodilatação → sangue para os vasos periféricos → troca de calor → produção de suor → diminuição do volume plasmático e com isso diminui o débito cardíaco → cai a pressão arterial → aumenta a freqüência cardíaca Respostas fisiológicas ⇔ manutenção da homeostasia No frio pode ser benéfico. Calor gerado pelo exercício Ganho No calor pode causar danos. Equilíbrio térmico Perda de calor de calor Regulação da temperatura → centro termo regulador: Sistema termo-regulador: 1. sistema nervoso central 2. receptores térmicos 3. órgãos efetores (térmicos): produzem alterações corretivas.
  37. 37. Receptores: pele, corporais profundos, hipotalâmicos Efeitos: atos conscientes comportamentais; sudorese, calafrios, hormonais (tireóide, supra-renal) EXERCÍCIO SOB ALTAS TEMPERATURAS ↑ Temperatura ambiente → ↓ troca (perda) de calor corporal → ↑ ganho de calor ↑ umidade → ↓ perda de calor por evaporação. O calor corporal produzido no exercício principalmente pelo fígado e músculo esquelético, é levado por convecção até a periferia por vasodilatação para haver CONDUÇÃO, CONVECÇÃO e RADIAÇÃO. Temperatura da pele baixa : esfriamento por convecção e evaporação. → Como a temperatura retal ↑ e a da pele ↓, isto aumenta o gradiente térmico entre o interior e exterior, → Calor + umidade: reduzem o gradiente térmico ↑ a demanda a imposta ao sistema circulatório e mecanismo de transpiração, → ↑ FC e ↑ transpiração ⇒ é necessário circular mais sangue e secretar mais suor. Repostas Circulatórias a Altas Temperaturas → ↑ Fluxo sangüíneo (para remover calor, ofertar água para glândulas sudoríparas e permuta de gases)
  38. 38. → ocorre competição da musculatura e pele pelo débito cardíaco ⇒ quanto mais intenso o exercício, maior é o fluxo p/ os músculos ⇒ dificultando a troca (agravado por desidratação progressiva) Flutuação Cardiovascular: → Exercício ⇒ redistribuição para sangue e pele ⇒ ligeira estagnação cutânea para eficiência de troca ⇒ menor retorno venoso ⇒ ↓ volume diastólico final do ventrículo esquerdo ⇒ ↓ volume de ejeção ⇒ ↑ FC Desidratação: → Em exercícios sob altas temperaturas: para que haja um bom resfriamento ⇒ taxa de transpiração de 5,0 à 2 L/h. → Redução de 1 à 3% do peso corporal por desidratação pode deteriorar respostas fisiológicas adequadas e diminuir a performance. → Sudorese profunda ⇒ perda de H2O corporal ⇒ ↓ volume sangüíneo ⇒ ↓ taxa de transporte e resfriamento por evaporação. → Exercício → ↑ metabolismo → ↑ temperatura → redistribuição do sangue para a pele (condução) → H2O para a sudorese ↓ Retorno Venoso ↑ F.C ↓ Volume ejeção Metabolismo: → Calor: ↓ utilização de glicogênio muscular e ↑ [lactato] ⇒ ↑ metabolismo anaeróbio ⇒ maior demanda de energia para manter o mesmo ritmo de trabalho. Lesão Térmica: → Cãibras induzidas por calor → Síncope induzida por calor → Exaustão térmica: depleção de água e sal
  39. 39. → Internação Altitude: Respostas Agudas → Hiperventilação: ↑ PO2 alveolar → ↑ Débito cardíaco (quantidade de sangue que passa por minuto no coração) em repouso e submáximo: ↑ FC. → Elevação na resistência vascular pulmonar: ↑ pressões sanguíneas na circulação pulmonar (edema pulmonar) → Desidratação → Função da hiperventilação na altitude: ↑ a PO2 nos alvéolos (para captar + O2) → Quando há altitude o pulmão tende a “diminuir” para aumentar a pressão, há uma diminuição também dos capilares. → “Mal das montanhas” → Sintomas que aparecem de 4 a 12 horas de exposição acima de 2500m: Cefaléia; Irritabilidade; Insônia; Náuseas; Vômitos → Quanto maior a altitude, menor a saturação arterial de O2 Altitude: Respostas crônicas POLICITEMIA: A policitemia é o aumento no número de hemácias (o mesmo que eritrócitos e glóbulos vermelhos) no sangue. Isso pode ocorrer, por exemplo, quando nos deslocamos para regiões de elevadas altitudes, onde o ar é rarefeito (pequeno teor de oxigênio), o organismo através da liberação de um hormônio (hormona) produzido pelos rins, a Heritropoietina, estimula a produção de hemácias, num mecanismo de compensação para normalizar o transporte de oxigênio para as células. Nesse caso, temos a policitemia fisiológica.
  40. 40. Ajustes a longo prazo à altitude: → Reajuste ácido-básico → Alterações hematológicas → Adaptações celulares (metabólicas) → Modificações na composição corporal EFEITOS DO ↑ DA ALTITUDE SOBRE A PRESSÃO PARCIAL DE O2 NOS PULMÕES (PAO2) ALTITUDE (m) Nível do mar 15000 3000 4000 8000 PRESSÃO BAROMÉTRICA (MMHg) 760 596 526 354 267 PO2 AMBIENTE (MMHg) PAO2 (MMHg) 159 125 110 74 55 105
  41. 41. A pressão de O2 tem que ser: → Alta no pulmão → Baixa no sistema → Perfundir: Ar que entra no pulmão (ventilação) passa para o sangue pelos alvéolos (perfundir o perfusão) → Quanto mais ↑ a PO2 e ↓ a PCO2 melhor a perfusão (no sistema é ao contrário) → Sem pressão dificulta a perfusão Aclimatização: → Resulta em maior tolerância para a capacidade de trabalhar “confortavelmente”; → Trabalho: 5 à 10 dias com exercícios progressivos em altas temperaturas; → Períodos mais quentes do dia; → Primeiros dias ⇒ ≅ 70% do VO2 máx. e ≅ 20 min. → Aumentar o consumo de líquidos. → ↑ da concentração de 2,3 DPG (di-fosforo-glicerato – sub-metabolismo anaeróbio: desvio para direita da curva de dissociação do O2 → ↑ do número de capilares por unidade de volume dos tecidos periféricos → ↑ do número de enzimas oxidativas → Vasoconstrição pulmonar: Hipóxia alveolar → ↑ PA pulmonar: aumento do trabalho do coração direito → Hipertrofia → Hipertensão pulmonar: edema → Aproximadamente 2 semana para se “ajustar” numa altitude de 2300m → Cada aumento de 610m, aumenta mais uma semana. EXERCÍCIO NO FRIO
  42. 42. Vasoconstrição ⇒ desvio do sangue dos tecidos subcutâneos ⇒ afeta a mobilização de ácidos graxos dos adipócitos ⇒ ↑ utilização de glicogênio muscular. Congelamento ⇒ temperatura ambiente –29° C (temperatura da pele, -2° C e –6° C) para congelar áreas expostas. → Em temperaturas extremas o tecido pode morrer por falta de O 2 → NECROSE Hipotermia ⇒ temperatura central ≅ 35° C Mecanismo p/ evitar o resfriamento ⇒ Tremores, Termogênese (gerar calor através de hormônios , por exemplo, a tireóide) sem tremores e vasoconstrição. Desempenho ⇒ frio: ↓ velocidade de encurtamento do sarcômero e ↓ a potência muscular. Piloereção → arrepio quando se está com frio. NÍVEL DO MAR – MERGULHO Nível do mar → ≈ 760 mmHg → a 100 metros de profundidade a pressão vai em torno de 14.000 mmHg. S → Self C → Container U → Untherwater B → Brithing
  43. 43. A → Apparatus PROFUNDIDADE X VOLUME DOS GASES Lei de Boyle: “Numa determinada temperatura constante, o volume de determinada massa de gás, varia inversamente com a sua pressão” Mergulho em “Apnéia”. depende de: → duração da apnéia até que a pressão do dióxido de carbono alcance o “ponto de ruptura” da apnéia (PCO2 arterial 50mmHg) → relação da capacidade pulmonar total do mergulhador e o volume pulmonar residual. → Com “alguma” prática a maioria das pessoas conseguem ficar 1min. em apnéia. → A atividade física reduz grandemente o tempo de apnéia. Hiperventilação → Quando “perfeitinha”: ↓ PCO2 (↓ 50mm Hg) antes de chegar ao nível do Bulbo disparar → ↓ PO2 Antes do mergulho prolonga o período de apnéia: → PCO2 pode passar de 40mmHg p/ 15mmHG. → Mas aumenta o risco p/ o mergulhador; → desmaio: resultado de uma diminuição crítica na PO2 arterial. Marcas alcançadas: →sem hiperventilação prévia: 4,5 min. → Hiperventilação seguida por várias inspirações profundas com O2 puro: 15 a 20 min. → ALCALOSE: Vertigem → Desproporção da produção de CO2 com o que se joga para fora (muito mais para fora do que sua produção) → queda brusca da produção de CO2, ↑ pressão → modificação do estado.
  44. 44. Hiperventilação x apnéia x exercício: → Hiperventilação → ↓ PCO2 + inspiração plena → com o profundidade pressão externa → compressão do tórax → dos gases → manutenção da PO2 (apesar da ↓ [O2] alveolar). → Ruptura da apnéia → ascensão → ↓ pressão torácica → expansão do volume pulmonar → ↓ da PO2 → ↓ gradiente de difusão do O2 → hipóxia → perda de consciência. Reflexo do mergulho: Respostas fisiológicas à imersão que permitem aos seres humanos passar um tempo considerável debaixo d’água; → Bradicardia → Débito cardíaco ↓ → Vasoconstrição periférica → Acúmulo de lactato no músculo perfundido. → Respostas também para imersão “facial” em apnéia. NARCOSE PELO NITROGÊNIO: → Aumento na PN2: aumento na [N2] diluída. → 10 m de profundidade: a PN2 alcança o dobro do valor ao nível do mar. → A cada nova profundidade alcançada, ocorre um fluxo de N através da membrana alveolar p/ o sangue e tecidos p/ que haja equilíbrio. → A 20 m de profundidade: eventualmente todos os tecidos possuem 3x mais N do que antes do mergulho.
  45. 45. → Um na pressão e na quantidade de N dissolvido causa alterações físicas e mentais: → Estado geral de euforia denominado de “êxtase das profundezas”. Bends (embolias gasosas): o ↑ da pressão força o N a entrar em solução, ou seja, o gás se solubiliza por causa da pressão. A redução da pressão resulta na formação de bolhas nos tecidos (Bola de ar e outros gases no sangue). Expansão dos gases durante a “subida”: Ocorre formação de êmbolos a medida que o mergulhador emerge Nunca se deve “prender a respiração” durante a volta a superfície
  46. 46. Após a ruptura dos alvéolos, pode ocorre acúmulo de ar na cavidade pleural Pneumotórax espontâneo que ocorre quando o mergulhador não expira durante a escenção.
  47. 47. RESPOSTAS CARDÍACAS AO EXERCÍCIO. (FOX, 2000) → Dois determinantes significativos do desempenho cardíaco são o volume de ejeção e a freqüência cardíaca. Dois fatores importantes que afetam o volume de ejeção são a pré-carga e a contratilidade. → Com a finalidade de satisfazer plenamente as demandas de transporte dos gases durante o exercício, são necessárias duas alterações principais no fluxo sangüíneo : 1) um aumento no débito cardíaco e 2) uma redistribuição no fluxo sangüíneo dos órgãos inativos para os músculos esqueléticos. → O aumento no débito cardíaco (Q) observado com o exercício é desencadeado através de aumentos no volume de ejeção (VE) e na freqüência cardíaca (FC). O aumento no volume de ejeção em geral alcança um platô em aproximadamente 50% de Q máximo. A freqüência cardíaca aumenta linearmente com o aumento da carga de trabalho e no VO2 tanto em indivíduos treinados quanto não treinados.
  48. 48. → Uma FC lenta associada a um volume de ejeção relativamente grande, que é característica do atleta, indica um sistema circulatório eficiente. Para determinado Q, um coração que bate lentamente e com um grande volume de ejeção requer menos oxigênio. → O Q depende do retorno venoso, com o coração bombeando apenas o que recebe de volta. Durante o exercício, as bombas musculares e respiratórias mais a venoconstrição, ajudam a aumentar o retorno venoso. → A capacidade do corpo em transportar e utilizar O2 pode ser enunciada matematicamente após reorganizar assim a equação de Fick: VO2 = VE x FC x dif. a – v O2 (Q = VO2 / dif. a – v O2 ) → A principal diferença no sistema de transporte de O2 entre indivíduos treinados e destreinados é um maior volume de ejeção. → O Duplo Produto (DP) representa a carga de trabalho imposta ao coração. Representa o consumo de O2 do miocárdio, o trabalho imposto ao coração para realizar determinada carga de trabalho. DP = FC x PaS ANOTAÇÕES DE AULA SOBRE CARDIO: → Débito Cardíaco (Q): Repouso 5 L min 60/ 70 ml ejeção Exercício 30 L min 120 ml de ejeção
  49. 49. Q = FC x Volume ejetado Congestão depende do: → Tipo de alimentação: + proteínas, + ácido graxo, + complexo é, ↑ a necessidade de O2 → Intensidade do exercício: se for uma caminhada, não há problema pois há uma leve redistribuição do sangue → Para ter um bom Q, precisa-se ter um bom retorno venoso. Artéria: + elástica → vasoconstrição e vasodilatação Veia: Complacente → Não contrai ou estende → vai “inchando” → edema, principalmente nos pés → não há força para o retorno venoso → acúmulo. Para o sangue subir há necessidade das bombas musculares. → Resposta da FC aguda ao exercício: ↑ → Resposta da FC Crônica ao exercício: ↓, devido ao ↑ da hipertrofia cardíaca (fisiológica e patológica) Exemplo da diferença das cavidades e paredes do coração entre: Velocista, Pessoal Normal e Maratonista:
  50. 50. → O velocista precisa de uma maior capacidade de ejeção do sangue, estimulando a hipertrofia de parede do coração → O maratonista possui uma carga de trabalho (treino) que faz com que o volume de sangue que passa pelos ventrículos (cavidades) seja maior, aumentando o volume das cavidades, ocorrendo a hipertrofia de cavidade. • O maratonista têm braquicardia devido ao ↑ do tônus vagal: Treinamento ↑ tônus vagal, ↑ ativação do sistema parassimpático devido ao nervo vagal, ↓ FC → Braquicardia → Quanto maior a diferença artério venosa, melhor o coração Fórmula de Karvonen: FCMáx = FC Repouso + % Intensidade x FC reserva FC reserva = 220 - idade Relação da % FC Máx com % VO2Máx % FC Máx 50 60 70 % VO2 Máx 28 40 58
  51. 51. 80 90 100 70 83 100 → Somente no exercício máximo a FC tem relação igual ao VO2 máx. Exemplo de questão para a prova: Qual a zona alvo de 80 – 90% da FC máxima do indivíduo abaixo? Idade: 40 FC repouso = 50 Resposta: FCMáx = FC Repouso + % Intensidade x FC reserva A 80%: A 90% Fcmáx = 50 + 0,8 x (220 – 40) – 50 Fcmáx = 50 + 0,9 x (220 – 40) – 50 Fcmáx = 50 + 0,8 x (180- 50) FC máx = 50 + 0,9 x (180- 50) FC máx = 50 + 0,8 x 130 FC máx = 50 + 0,9 x 130 FC máx = 50 + 104 FC máx = 50 + 117 Fcmáx = 154 FC máx = 167 A freqüência máxima para o indivíduo trabalhar a 80% é de 154 A freqüência máxima para o indivíduo trabalhar a 90% é de 167 Ou seja, a zona alvo vai ficar entre 154 e 167 de sua FCmáxima. GRAVIDEZ E IDOSOS MODIFICAÇÕES INDUZIDAS PELA GRAVIDEZ → do volume plasmático → débito cardíaco → da FC (de 10 a 15 bpm).
  52. 52. → A partir da 10ª semana do útero evidenciado sobre a parede abdominal. → do volume em até 1000 x e do peso cerca de 6 Kg. → Expansão torácica (relaxamento dos ligamentos intercostais) e ascensão do diafragma pelo crescimento do útero. → da capacidade inspiratória em até 300ml Modificações posturais: → Mecanismo compensatório p/ minimizar os efeitos ligados ao da massa e distribuição corporal da gestante. Articulações: → Joelhos e tornozelos torna-se menos estáveis. Lesões ortopédicas: → Devidas ao hiper-relaxamento ligamentar e modificações no equilíbrio. A hiperlordose lombar pode aumentar o risco p/ hérnia de disco → Para manter o equilíbrio a gestante tende a afastar os pés, ↑ a base de sustentação. Esta postura tende a acentuar a lordose lombar, que é compensada pela cifose torácica, rotação dos ombros e protusão da cabeça Principais efeitos sobre a mãe: → Mulheres grávidas apresentam a mesma capacidade de mulheres pósparto p/ realizar exercício de pedalagem a 70-75% do VO2máx. → Possível resposta hipoglicêmica durante o exercício (principalmente no final da gestação); → FC durante repouso e exercício submáximo; → Praticamente nenhuma modificação no VO2 máx;
  53. 53. → volume sangüíneo (40-50%) → ↓ [hemoglobina]; → Ligeiro do VO2 em repouso e durante o exercício submáximo sem sustentação do peso corporal; → significativo do VO2 em durante o exercício com sustentação do peso; → Resposta ventilatória (ação da progesterona), durante repouso e no exercício submáximo; Efeitos do exercício sobre o feto: → Evidencias epidemiológicas indica que o exercício realizado durante a gravidez não está relacionado a um maior risco de mortes fetais ou de ↓ peso ao nascer (Scherman, 1996). → Iniciar um programa de exercícios aeróbios com sustentação do peso, no início da gestação com manutenção até o término, aprimora o crescimento fetoplacentário (Clapp, 2000). → Hatch, 1998 → exercícios baixo-moderado x mais elevado x sem exercício: - Sem associação entre baixo-moderado e o tempo de gestação; - Maior volume semanal diminui o risco de parto prematuro; - Mais elevados: partos mais rápidos x sedentárias. Possíveis riscos relacionados ao exercício materno: → Fluxo sangüíneo placentário reduzido e concomitante hipóxia fetal; → Hipertermia fetal; → Suprimento fetal de glicose reduzido. Recomendações: → 30 a 40min. de exercícios aeróbios moderado para uma mulher de baixo risco, sadia e previamente ativa durante uma gestação não-complicada; → Não comprometem o suprimento de oxigênio fetal nem o estado ácidobásico;
  54. 54. → Não induzem sinais de angústia fetal na freqüência cardíaca; → Não produzem outros efeitos adversos para a mãe e o feto. Prescrição do treinamento: → Evitar o exercício na posição supina, principalmente após o 3º mês: Dificulta o retorno venoso (a massa do feto comprime a veia cava inferior) → Exercícios sem sustentação do peso corporal (pedalar, nadar), minimiza o efeito da gravidade e o estresse adicional nas articulações. → Freqüência: 3 x por semana com intensidade contínua em ritmo estável. → Duração: 30 a 40 minutos. → Intensidade: utilização dos níveis de esforço percebido → A gestação altera a relação entre FC e VO2 Atleta grávida → Estudos demonstram que níveis extremos de atividades físicas em grávidas altamente condicionadas não são prejudiciais tanto à mãe quanto ao feto. → Treinamento de resistência e intervalado 6 x por semana até 4 dias antes do parto; → Maratonista de elite: 107 Km por semana até 3 dias antes do parto (gêmeos) → Em geral mulheres atletas e não-atletas que se exercitam costumam ter menores complicações relacionadas a gravidez e ao parto: - Trabalho de parto mais curto; - Menor número de cesarianas; - Menos abortos espontâneos; - Menor desconforto percebido durante o final da gestação. PROTOCOLOS COMUMENTE UTILIZADOS EM ESTEIRA PARA MEDIR VO2MÁX.
  55. 55. → Naughton: Períodos de exercício de 3 min. de intensidade crescente alternados com intervalos de 3 min. de repouso, com variação de inclinação. → Astand: Velocidade constante de 5 mph após 3 min. com grau de inclinação de 0%, o grau aumenta 2,5% a cada 2min. → Bruce: grau e velocidade modificados a cada 3 min. → Balke: velocidade constante de 3,3 mph, após 1 min. com 0% de grau e 1 min. com grau de 2%, o grau de inclinação aumenta 1% por minuto. → Harbor: após 3 min. de caminhada com uma velocidade confortável, o grau aumenta em um ritmo, pré selecionado, a cada min.: 1%, 2%, 3%, 4%..de forma que o indivíduo alcança o VO máx. em aproximadamente 10 min. FATORES QUE AFETAM O CONSUMO MÁXIMO DE OXIGÊNIO: Modalidade do exercício: → As diferenças dos valores encontrados de VO2 máx. em diferentes tipos de exercício geralmente refletem a quantidade de massa muscular envolvida. → O exercício em esteira rolante mostra-se mais eficiente na quantificação do VO2 máx. , pois permite aos indivíduos satisfazer mais facilmente os critérios necessários p/ alcançar o VO2 máx. . Hereditariedade: → A maioria das características de aptidão física demonstra uma alta tendência hereditária . → Estimativa do efeito genético: 20 a 45 % p/ VO2 máx. , 50% p/ FC máx. , 40% na variação da força muscular e 70% na capacidade de realizar trabalhos físicos. Estado do treinamento: → Os valores obtidos em um teste de VO2 máx. podem variar entre 5 e 20% dependendo do status. de treinamento aeróbio do indivíduo.
  56. 56. Sexo: → As mulheres em geral apresentam valores de 15 a 30% menores de VO2 máx. quando comparadas aos homens. Estas diferenças estão relacionadas a diferença da composição corporal. → Os homens conseguem gerar mais energia via aeróbia porque possui mais massa corporal magra e menor gordura do que as mulheres. Idade: → Declínio após os 25 anos de idade com um ritmo de aproximadamente 1% ao ano (aos 55 anos será em média 27% abaixo dos valores estabelecidos p/ indivíduos com 20 anos de idade). MANOBRA DE VALSALVA → Expiração forçada contra uma glote fechada. →Em situações que requerem aplicação rápida e máxima de força por um curto período. →Conseqüência hemodinâmica primaria: queda brusca na pressão arterial. → As veias torácicas sofrem colapso (por aumento da pressão intratorácica), reduzindo consideravelmente o retorno venoso p/ o coração. → Diminuição do volume sistólico e de ejeção pelo coração, desencadeando uma queda significativa na pressão arterial até abaixo do nível de repouso. → O resultado de uma manobra de Valsalva prolongada é a diminuição de aporte de sangue ao cérebro produzindo com freqüência “vertigens” e até mesmo desmaios. → Quando a glote é reaberta ocorre uma elevação excessiva na pressão arterial.
  57. 57. → A manobra de Valsalva não é fator limitante p/ reação deste tipo de atividade por cardiopatas pois na verdade, outras respostas fisiológicas ao exercício com peso são mais prejudiciais: → Elevação da resistência ao fluxo sangüíneo nos músculos ativos, aumento da resistência vascular periférica que eleva significativamente a pressão arterial e a carga de trabalho do coração durante todo o trabalho. → A realização de atividade muscular rítmica , incluindo o levantamento de pesos moderados, promove um fluxo sangüíneo uniforme com elevação moderada da PA e no trabalho do coração.

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