Inner speech and first and third person data

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Inner speech and first and third person data

  1. 1. Amanda da Costa da Silveira Orientação: prof. William B. Gomes Bolsista de IC: Manoela Ziebell de Oliveira Laboratório de Fenomenologia Experimental e Cognição.
  2. 2. George Mead William James (no Brasil, 1865)
  3. 3. Charles Sanders Peirce
  4. 4. Norbert Wiley (1994) propôs “modelo Peirce-Mead”:
  5. 5. Conversação interna enquanto um diálogo inter e intrapessoal que ocorre entre três papéis temporais de si mesmo ou self
  6. 6. - Entrevista - Questionário de auto-relato
  7. 7. Tarefa: resolução de problemas
  8. 8. 1ª pessoa 3ª pessoa
  9. 9. O Self Semiótico: Se a cognição de qualquer objeto é mediada por signos, então o mesmo processo ocorre quando pensamos em nós mesmos ou nos outros. Self: resultado das comunicações sociais e sua unidade está nos signos O self não é fisiológico nem psicológico, ele compreende a consistência lógica de seus sentimentos, ações e pensamentos, os quais também são uma consistência da simbolização: “Minha linguagem é a soma total do meu self.” (C. S. Peirce, 1997, p. 192) sai
  10. 10. SelfSelf 3. Conversa3. Conversa InternaInterna 1. Objetos1. Objetos 2. Relaç2. Relaç ão com outrosão com outros Morin, 1990, 1993. • Não é fisiológico nem psicológico, mas, sim, a consistência existente nos sentimentos, ações e pensamentos, ou seja, a consistência da simbolização: “Minha linguagem é a soma total do meu self” (Peirce, 1997, p. 162) • Resultado das comunicações sociais e sua unidade está nos signos
  11. 11. SelfSelf 3. Conversa3. Conversa InternaInterna 1. Objetos1. Objetos 2. Relaç2. Relaç ão com outrosão com outros Morin, 1990, 1993. • Consistência existente entre sentimentos, ações e pensamentos, ou seja, a consistência do processo de produção de sentido: “Minha linguagem é a soma total do meu self” (Peirce, 1997, p. 162) • Resultado das comunicações sociais e sua unidade está nos signos
  12. 12.  Atividade de se conversar silenciosamente consigo mesmo. self-talk subvocal speech inner dialogue internal dialogue monologue utterances self-statements automatic thoughts. Morin, 2006. ConversaçConversaçãoão InternaInterna
  13. 13. Reflexividade  Uma atenção que está em nós. (Leibniz, 1988)  Para Wiley (1994), conversação interna é reflexividade.  Paradoxo da auto-absorção: Altos escores de autoconsciência privada correlacionaram positivamente com distúrbios psicológicos (ex.: Depressão) - fator neuroticismo Trapnell & Campbell, 1999,
  14. 14. Reflexão x Ruminação  Reflexão: Intellectual self- attentiveness (Curiosidade)  Ruminação: Neurotic self- attentiveness (Ansiedade) Trapnell & Campbell, 1999.
  15. 15. Dados empíricos 1990 - 2007
  16. 16. * Wiley (1994) apresenta apenas dados ilustrativos da conversação interna observada, ex.: fala durante o sono, ou conversa de uma secretária consigo mesma durante o trabalho.
  17. 17. Estudos quantitativos  Self Observation Auto-Verbalization Inventory (Morin, 1993)  Scale of Inner Speech (Siegrist, 1995) Estudos qualitativos  Bertau, 1999: Método da CI Verbalizada na resolução de problemas com o Teste Matrizes Progressivas de Raven.  DeSouza, 2005: Estudo das Relações Dialógicas na CI. Análise fenomenológico-semiótica nos dados da CI verbalizada na resolução de problemas. Descrição visual Raciocínio lógico Diálogos informacional comunicacional
  18. 18. Registrar e propor formas de análise para a manifestação audível da conversação interna, comparando-a com medidas de reflexividade. Até realizei estudo como a Bertau para ver medidas de verbalização.. Objetivo:
  19. 19.  A externalização da conversa interna deverá corresponder ao modelo semiótico de Wiley;  A qualidade e não a quantidade de verbalização estará associada a maior resolução de problemas;  Os perfis ruminativos deverão se associar com neuroticismo;  A predominância de reflexividade e ruminação não afetará o desempenho na resolução de problemas. Expectativas:
  20. 20. Instrumentos Participantes 1. Questionário de Ruminação e Reflexão (QRR) (Trapnell & Cambpell, 1999 / Zanon & Teixeira, 2006) 2. Escala Fatorial de Ajustamento Emocional/Neuroticismo (EFN) (Hutz & Nunes, 2001) 3. Teste Matrizes Progressivas de Raven - Escala Avançada (TMPR) (Segundo o Método de Conversação Interna Verbalizada de Bertau, 1999) 4. Entrevista de Complementação (Investiga a perspectiva experiencial dos participantes quanto à CI ) 39 participantes Idade = 19,33 DP = 6,8 23 participantes 15 mulheres 8 homens Método:
  21. 21. Análise dos dados  Combinação de critérios qualitativos e quantitativos. 1. Levantamento das medidas delimitadoras da CI Tempo Nº de palavras Acertos Perfis ruminativos e reflexivos Neuroticismo QRR EFN 2. Correlação 3. Correlação 4. Análise qualitativa dos dados TMPR 5. Estudo de casos extremos Critério de seleção dos casos Critério de avaliação dos casos 6. Análise qualitativa fenomenológica Entrevista de complementação 3ª pessoa 1ª pessoa 5. Estudo de casos extremos
  22. 22. Tempo Duração média: 40’41” 15’63” - 121’08”  Diretamente proporcional à dificuldade da tarefa Nº de palavras  Média: 2649,61 palavras 687 - 9157 palavras  Diretamente proporcional à dificuldade da tarefa Desempenho  Desempenho médio: 77,1% 22% - 97%  Inversamente proporcional à dificuldade da tarefa Resultados: 1. Levantamento das medidas delimitadoras da CI
  23. 23. 2. Classificação dos perfis: Reflexão, ruminação e neuroticismo  n = 39  Ruminação: m = 42.72 (DP = 9.31)  Reflexão: m = 47.97 (DP = 6.23)  Nove diferentes perfis baixo/médio/alto - ruminação/reflexão  Neuroticismo:  Correlação positiva moderada com Ruminação (r = .514, p < .001)
  24. 24. 3. TMPR x QRR  n = 23  Correlação positiva alta (r = .760, p < .001) entre tempo de realização do TMPR e número de palavras verbalizadas  Não se encontrou correlação significativa entre perfis ruminativos, reflexivos e tempo, número de palavras verbalizadas e desempenho dos participantes no TMPR.  Variações entre os participantes reforçaram necessidade de se estudar os casos individualmente.
  25. 25. 4. Análise qualitativa das manifestações audíveis da CI  Aplicação da classificação de enunciados desenvolvida no estudo fenomenoloógico de DeSouza (2005).  Acrescentou-se distinção entre o objeto da CI centrado na tarefa ou no próprio sujeito (self).
  26. 26. Tem um tezinho, uma cruzinha, e um negocinho com um negocinho embaixo. Nesse aqui é um tezinho com um outro aqui. (P 23) Bah, eu tô ouvindo uns pensamentos, tô tentando bani-los pra não precisar dizer… (P 13) Ocorre um desmonte. De cima pra baixo ocorre um desmonte. O círculo sai pra fora, o círculo desliza pra fora (P 15) Quanto mais eu falo menos eu me concentro! (P 02)
  27. 27. Cara, se concentra! (P 13) Então talvez os dois embaixo a direita e o branquinho, sei lá, em cima, à esquerda. Não! Não tem nenhum. (P 23) Estou no caminho… não, não vou chegar a lugar nenhum assim, é… (P 15) Que que tem a ver uma coisa com a outra? Depois uma riscada… (P 23) Será que tem alguma profissão que seja só fazer isso? (P 13) Só que então como é que vai ser? Vai ser do outro lado. (P 23) E daí o que que eu vou fazer? Não sei! Que droga! (P 23) Teria que ser o 1 ou teria que ser o 7? Teria que ser o 1, porque eu to vendo pela primeira linha que ele não está deitado, está apenas curvo. (P 17) Como é que eu poderia descrever isso? Bom pra mIm é difícil descrever, mas eu vejo que de cima pra baixo ocorre a soma dos padrões d'água... (P 15) Será que vai ser um x? Não. (P23) Tô demorando muito? Não, tô bem… (P 17) Ai, que bizarro isso aqui, meu Deus! (P 03) Ah, entendi! (P 03)
  28. 28. 5. Estudo de casos extremos Justificativa:Justificativa:Observação de regularidades intra e interparticipantes RavenRaven QRRQRR
  29. 29. CritCritério classificatório para os sete casos:ério classificatório para os sete casos: Conteúdo Forma DiálogosDiálogos DiálogosDiálogos DescriçãoDescrição // RaciocínioRaciocínio
  30. 30. P11 Desempenho: 97% Verbalizações pessoais: 25% Conteúdo Forma
  31. 31. Conteúdo Forma P11 Desempenho: 97% Verbalizações pessoais: 25%
  32. 32. P02 Desempenho: 80% Verbalizações pessoais: 19% P15 Desempenho: 22% Verbalizações pessoais: 41% P11 Desempenho: 97% Verbalizações pessoais: 25% P12 Desempenho: 89% Verbalizações pessoais: 25% P18 Desempenho: 64% Verbalizações pessoais: 64% P14 Desempenho: 50% Verbalizações pessoais: 0,0% P15 Desempenho: 89% Verbalizações pessoai1: 25%
  33. 33. 6. A experiência de conversar internamente Como os participantes percebem sua própria conversa interna. Funções da CI (Mundo externo x interno) CI descrita como capaz de:  Organizar o pensamento lógico em resolução de tarefas específicas  Nomear sentimentos e aspectos emocionais para si mesmo Contexto em que a CI é usada  Ferramenta para reavaliar o dia-a-dia (reflexão de ações doFerramenta para reavaliar o dia-a-dia (reflexão de ações do passadopassado););  Auxilio na organização do pensamento para resolver problemas (reflexão noAuxilio na organização do pensamento para resolver problemas (reflexão no presentepresente););  Ensaio para situações em que ocorrerá um diálogo externo (reflexão sobre algoEnsaio para situações em que ocorrerá um diálogo externo (reflexão sobre algo futurofuturo););  Pensamento indesejado que os participantes procuram evitar, por aparecerPensamento indesejado que os participantes procuram evitar, por aparecer como obstáculo na resolução de problemascomo obstáculo na resolução de problemas Verbalizar a CI? Preferência dos participantes em verbalizar a conversa interna em contextosPreferência dos participantes em verbalizar a conversa interna em contextos privados e evitprivados e evitáá-la em público.-la em público. CI na pesquisa A conversa interna é percebida como diferente da conversa pensada e nãoA conversa interna é percebida como diferente da conversa pensada e não verbalizada.verbalizada. A conversa interna verbalizada passa por uma espécie de “filtro”: nem sempre seA conversa interna verbalizada passa por uma espécie de “filtro”: nem sempre se fala o que se pensou.fala o que se pensou. A conversa interna é um fenômeno em que os participantes nunca haviamA conversa interna é um fenômeno em que os participantes nunca haviam prestado atenção.prestado atenção.  exemplos
  34. 34. Funções da CI (Mundo externo x interno) CI descrita como capaz de:  Organizar o pensamento lógico em resolução de tarefas específicas  Nomear sentimentos e aspectos emocionais para si mesmo ÉÉ que sempre que eu resolvo matemática, exercícios, euque sempre que eu resolvo matemática, exercícios, eu falo comigo, senão eu não consigo fazer.falo comigo, senão eu não consigo fazer. Às vezes algum problema, tipo, sei lá. Digamos que euÀs vezes algum problema, tipo, sei lá. Digamos que eu tenha discutido com alguém, assim, e isso me deixatenha discutido com alguém, assim, e isso me deixa preocupada, né? Aí eu acabo pensando (...) E às vezespreocupada, né? Aí eu acabo pensando (...) E às vezes eu acabo falando, acabo exteriorizando, assimeu acabo falando, acabo exteriorizando, assim Contexto em que a CI é usada  Ferramenta para reavaliar o dia-a-dia (reflexão deFerramenta para reavaliar o dia-a-dia (reflexão de ações doações do passadopassado););  Auxilio na organização do pensamento para resolverAuxilio na organização do pensamento para resolver problemas (reflexão noproblemas (reflexão no presentepresente););  Ensaio para situações em que ocorrerá um diálogoEnsaio para situações em que ocorrerá um diálogo externo (reflexão sobre algoexterno (reflexão sobre algo futurofuturo););  Pensamento indesejado que os participantes procuramPensamento indesejado que os participantes procuram evitar, por aparecer como obstáculo na resolução deevitar, por aparecer como obstáculo na resolução de problemasproblemas Eu digo assim, ai, ‘por que que eu fiz isso. Por que queEu digo assim, ai, ‘por que que eu fiz isso. Por que que eu não fiz diferente?’ e aí ‘eu devia ter ficado quieta’,eu não fiz diferente?’ e aí ‘eu devia ter ficado quieta’, sabe? Aquelas assim, ‘não devia ter gaguejado tanto’,sabe? Aquelas assim, ‘não devia ter gaguejado tanto’, sabe?sabe? É mais fácil. Se eu conseguir externar o que tem dentroÉ mais fácil. Se eu conseguir externar o que tem dentro prá organizar. Porque às vezes fica uma bagunça, aí euprá organizar. Porque às vezes fica uma bagunça, aí eu não consigo me organizarnão consigo me organizar Quando eu tenho alguma coisa prá fazer, tipo algumQuando eu tenho alguma coisa prá fazer, tipo algum trabalho prá apresentar, eu repasso todo ele em voz altatrabalho prá apresentar, eu repasso todo ele em voz alta (...) eu uso a voz interna prá me sentir mais segura(...) eu uso a voz interna prá me sentir mais segura Sabe que esses dias eu não consegui dormir de tantoSabe que esses dias eu não consegui dormir de tanto pensar? Às vezes eu me sinto rápida, assim, sabepensar? Às vezes eu me sinto rápida, assim, sabe Verbalizar a CI? Preferência dos participantes em verbalizar a conversaPreferência dos participantes em verbalizar a conversa interna em contextos privados e evitinterna em contextos privados e evitáá-la em público.-la em público. Daí eu, nossa, na hora que eu acabei de falar, que euDaí eu, nossa, na hora que eu acabei de falar, que eu ouvi, sabe? Eu acho que foi quase tudo ao mesmoouvi, sabe? Eu acho que foi quase tudo ao mesmo tempo:eu percebi que eu falei alto e ela me perguntou. Etempo:eu percebi que eu falei alto e ela me perguntou. E aquilo me causou uma vergonha, sabe ‘Nossa, meu deusaquilo me causou uma vergonha, sabe ‘Nossa, meu deus do Céu, se ela soubesse, assim, ela ia me achar louca,do Céu, se ela soubesse, assim, ela ia me achar louca, falar comigo mesma, assim.falar comigo mesma, assim. CI na pesquisa A conversa interna é percebida como diferente daA conversa interna é percebida como diferente da conversa pensada e não verbalizada.conversa pensada e não verbalizada. A conversa interna verbalizada passa por uma espécieA conversa interna verbalizada passa por uma espécie de “filtro”: nem sempre se fala o que se pensou.de “filtro”: nem sempre se fala o que se pensou. A conversa interna é um fenômeno em que osA conversa interna é um fenômeno em que os participantes nunca haviam prestado atenção.participantes nunca haviam prestado atenção. Ah não, mas aí se a pessoa falar sobre o que ela acha,Ah não, mas aí se a pessoa falar sobre o que ela acha, não é bem o que ela pensa.não é bem o que ela pensa. Tipo naquelas folhinhas que tu entregou, aí às vezes temTipo naquelas folhinhas que tu entregou, aí às vezes tem várias coisas que tu fica tipo ‘não vou responder isso,várias coisas que tu fica tipo ‘não vou responder isso, porque vão achar ah, não, sabe, que eu faço errado’,porque vão achar ah, não, sabe, que eu faço errado’, tipo. Mas aí tu acaba pensando ‘não, vamos sertipo. Mas aí tu acaba pensando ‘não, vamos ser sinceras’, né? (...) Acaba pensando um pouco sobre assinceras’, né? (...) Acaba pensando um pouco sobre as coisas de como é que tu age em determinadascoisas de como é que tu age em determinadas situações, assim, é legal.situações, assim, é legal.
  35. 35. Discussão
  36. 36.  Quantidade de CI foi diretamente proporcional à dificuldade do problema (Bertau, 1999), mas não esteve associada ao sucesso na resolução do problema nem à ruminação. Isso indicou que a evidência pode estar no conteúdo, e não na forma dos enunciados verbalizados. Conteúo x forma da Conversa Interna
  37. 37. Sugestão de diferenciar ruminaçãoruminação de ruminaçãoruminação sobre o selfsobre o self e reflexãoreflexão de reflexãoreflexão sobre o selfsobre o self.  Estudo indicou que reflex es sõ obre traços de personalidade e traços físicos dos próprios participantes e de uma personalidade (a rainha da Dinamarca) ativam diferentes regiões cerebrais. (Kjaer, Nowak & Lou, 2002)  Enunciados cujo foco está no self e não na tarefa podem influenciar o comportamento adaptativo e melhorar o desempenho na tarefa (Rohrkemper, 1986) Conteúdo: falar sobre si ou sobre o problema?
  38. 38. O tema da CI:  Realidade conhecida mas nem sempre é objeto de atenção ou interesse (Archer, 2003)  Temporalidade como dinâmica marcante do self (DeSouza, 2005): CI reconhecida no planejamento de ações futuras, na solução de tarefas no presente e na reconsideração de ações do passado  Conversar consigo mesmo: negativo e positivo: ruminação x reflexão (Trapnell & Campbell, 1999) Atenção do self sobre si mesmo
  39. 39.  Modelo de Wiley fica evidente nas perguntas pessoais: fazer uma pergunta a si mesmo subentende que você sabe a resposta. Modelo de Wiley
  40. 40. www.ufrgs.br/museupsi amandadacosta@gmail.com

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