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Análise de Conteúdo &
Análise Fenomenológica
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Tópicos em história da Pesquisa Qualitativa
• Por que é importante revisar isso?
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Epistemológicas
(embates “filosóficos”)
Aspectos históricos
(narrativa cronológica de fatos)
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Epistemológicas
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• Como é possível conhecermos o
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• O mundo é independente e inafetado pelo pesquisador
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Pragmatismo na pesquisa social
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Tendências
• Paradigmas quali e quanti: Q-free
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1) Fundamentos filosóficos (compreensão teórica que
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Modelo das ciências naturais, assim como a física, astronomia, químic...
Instâncias Ontológicas e
Epistemológicas
(embates “filosóficos”)
Aspectos históricos
(narrativa cronológica de fatos)
História da Pesquisa Qualitativa
• Tradição na sociologia e na
antropologia
• ~40 anos nas demais “ciências sociais”
Os primórdios da pesquisa qualitativa
• 1855
– Frédéric Le Play, Les ouvriers européns
• Viagens pela Europa coletando dad...
Os primórdios da pesquisa qualitativa
• 1851-1862
– Henry Mayhew, London labour and London poor (4 vol.)
– Uso de história...
Os primórdios da pesquisa qualitativa
• 1932
– Sidney e Beatrice Webb, Methods of Social Investigation
– Descrição de técn...
Os primórdios da pesquisa qualitativa
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– Pittsburgh Survey - Russell Sage Foundation
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Os primórdios da pesquisa qualitativa
• 1910-1940 - sociologia
– Universidade de Chicago - Depto. de Sociologia
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Os primórdios da pesquisa qualitativa
• 1910-1940 - antropologia
– Bronislaw Malinowski
– Técnicas de campo
• Coral garden...
Os primórdios da pesquisa qualitativa
• 1940
– Harold Garfinkel, UCLA: etnometodologia
– Estudo de como, na prática, as pe...
Os primórdios da pesquisa qualitativa
• 1950-60 - “fase modernista” (Denzin & Lincoln)
– Predominância do paradigma positi...
“Situar” o pesquisador
• Pós-modernismo e desconstrucionismo
– Crítica aos conceitos de objetividade, realidade e signific...
Pesquisa qualitativa na Psicologia
• Apenas nos anos 1980-90 que a pesquisa qualitativa
começou a ser largamente aceita na...
• Pesquisa qualitativa é “manufatura”?
Era da Quantidade &
Era da Qualidade
• Exploração do
ambiente
• Preocupação com o
“ambiente”
Por que Análise de Conteúdo
e Análise Fenomenológica?
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  1. 1. Curso de Extensão em Análises Qualitativas Análise de Conteúdo & Análise Fenomenológica 24, 25 e 26 de janeiro de 2011. Universidade Federal do Rio Grande do Sul Programa de Pós-Graduação em Psicologia Laboratório de Fenomenologia Experimental e Cognição
  2. 2. Pesquisa Qualitativa? Pesquisa? Qualidade?
  3. 3. • Pesquisa: um esforço cuidadoso para a descoberta de novas informações ou relações nos conhecimentos existentes. – Essa busca pode ter contornos diferentes: • Modelo hipotético-dedutivo. • Modelo indutivo
  4. 4. Quantidade x Qualidade • Hipóteses a priori • Definição operacional de variáveis • Medição objetiva • Quantificação dos resultados • Poder de generalização • A priori: Questões ou focos amplos • Definição à medida em que o estudo se desenvolve • Dados descritivos • Compreensão dos fenômenos • Estimativas e debates em relação aos resultados
  5. 5. Pesquisa Qualitativa “Atividade situada que localiza o observador no mundo. Consiste em um arranjo de práticas interpretativas e materiais que torna o mundo visível. “Tais práticas (...) transformam o mundo em uma série de representações, incluindo diários de campo, entrevistas, conversas, fotografias, gravações... E neste nível a pesquisa qualitativa é uma abordagem naturalista e interpretativa do mundo. Isso significa dizer que os pesquisadores qualitativos estudam as coisas em seus arranjos naturais, e buscam fazer sentido de, ou interpretar fenômenos em relação aos significados que as pessoas trazem a eles. (Denzin & Lincoln, 2000; p.3)
  6. 6. Aspectos metodológicos comuns das pesquisas qualitativas • Perspectiva do todo da pesquisa • Importância do enquadre do participante • Natureza flexível do delineamento • Volume e riqueza de dados • Abordagens distintivas de análise e interpretacão • O tipo de resultados que derivam
  7. 7. Tópicos em história da Pesquisa Qualitativa • Por que é importante revisar isso? – Não há forma única de como fazê-la – A escolha depende 1) das crenças do pesquisador acerca do mundo social e do que pode ser conhecido disso (ontologia), 2) da natureza do conhecimento e de como ele pode ser adquirido (epistemologia), 3) os propósitos da pesquisa, as características dos participantes, a audiência, os patrocinadores, o posicionamento e contexto dos pesquisadores, etc.
  8. 8. – Como a qualidade pode ser assegurada em pesquisas qualitativas? • Coerência entre o ponto inicial filosófico e o método adotado (Morse et al., 2001) ou • A associação de métodos com diferentes posicionamentos teóricos podem ter algo a acrescentar (Seale, 1999) Unanimidade: • Um entendimento dos fundamentos contribui para uma melhor prática • É importante estar ao par dos debates filosóficos e de seus desenvolvimentos metodológicos para garantir a qualidade dos achados
  9. 9. Instâncias Ontológicas e Epistemológicas (embates “filosóficos”) Aspectos históricos (narrativa cronológica de fatos)
  10. 10. Instâncias Ontológicas e Epistemológicas (embates “filosóficos”) Aspectos históricos (narrativa cronológica de fatos)
  11. 11. Instâncias ontológicas • A natureza do mundo e o que podemos saber disso/ como isso deve ser construído – A realidade humana existe independentemente de nossas interpretações? – Existe uma realidade humana comum, compartilhada ou apenas realidades múltiplas que dependem de contexto? – Comportamento social é governado por “leis” generalizáveis?
  12. 12. Instâncias ontológicas • Realismo • Há uma realidade externa independente de crenças e entendimentos O mundo X A interpretação desse mundo • Materialismo • A realidade externa é inerente às coisas materiais/físicas. Crenças, valores e experiências são epifenômenos • Idealismo • Não há realidade externa independente de nossas crenças A realidade só é conhecida pela mente humana e sentidos socialmente construídos
  13. 13. Instâncias ontológicas • Realismo crítico: • Há uma realidade externa independente de crenças e entendimentos – Mas esta realidade só é conhecida através da mente humana e dos sentidos socialmente construídos • Idealismo “sutil” A realidade só é conhecida pela mente humana e sentidos socialmente construídos - Os sentidos são compartilhados e existe uma “mente coletiva” ou “objetiva” • Relativismo A realidade só é conhecida pela mente humana e sentidos socialmente construídos – Não há uma realidade compartilhada, apenas séries de construções sociais alternativas
  14. 14. Instâncias epistemológicas • Como é possível conhecermos o mundo? • A relação entre pesquisador e pesquisado (independente? inter-relacionada? “neutralidade empática”?) • Fatos & Valores • Ciências Naturais & Ciências Sociais
  15. 15. Instâncias epistemológicas • Positivismo • O mundo é independente e inafetado pelo pesquisador • Fatos e valores são distintos (pesquisa neutra) • Métodos das ciências naturais são apropriados para o estudo do fenômeno social, pois o comportamento humano é governado por regularidades (leis) • Interpretativismo • Mundo e pesquisador se afetam um ao outro • Achados são influenciados pela perspectiva e valores do pesquisador, dificultando a neutralidade (mas o pesquisador pode declarar-se transparente de suas assunções) • O mundo social é mediado pelos significados e pela agência humana - o pesquisador está preocupado em explorar o mundo social usando o seu entendimento e o do participante.
  16. 16. Pragmatismo na pesquisa social • Contexto • Diversidade de perspectivas onto e epistemológicas na tradição qualitativa • Paradigma positivista na pesquisa qualitativa • Perspectiva da “Caixa de Ferramentas” do cientista social • Pesquisa multimétodos ou transdisciplinar • Crítica ao “purismo” das origens epistemológicas • Uso de multimétodos apenas dentro de um mesmo paradigma? • Ex. Pesquisa clínica: Uso de métodos com diferentes entendimentos da realidade é apropriado?
  17. 17. Tendências • Paradigmas quali e quanti: Q-free methodology – O debate entre qualidades e quantidades é divisivo e contraproducente para a ciência – Enfatiza-se o conhecimento e o uso de ambas metodologias de pesquisa
  18. 18. – Mixed methods research: integra abordagens quali e quanti: 1) Fundamentos filosóficos (compreensão teórica que embasa o trabalho) 2) Assunções metodológicas (condições formais e princípios que guiam a investigação científica) 3) Métodos de pesquisa (procedimentos concretos para a coleta, análise e interpretação dos dados) (obs. Partic. Fenom exp,/entrevistas nao diretivas, grupo focal/ tec projetivas, pesquisa narrativa, enquetes..)
  19. 19. Matrizes cientificistas Matrizes românticas/pós rom. Modelo das ciências naturais, assim como a física, astronomia, química... Nomotética Quantificadora - Interesse estético, apaixonado, contemplativo Atomicista Mecanicista Funcionalista Organicista Vitalista naturista Histroicismo idiográfico Estruturalismo Ambientalistas Nativistas Interacionistas - O sujeito é o objeto do conhecimento - A intuição é a forma de conhecimento superior - médoto hermenêutico Bergson - Entrar no universo simbólico alheio Spranger Pós-românticos: metodologia rigorosa para demarcar a verdade: método da linguística Emissor -> MSG -> Receptor (código - regras) “o positivismo das ciências humanas” - índole cientificista A ocupação do espaço psicológico - Leis gerais - Caráter preditivo - Lógica experimental: construção de hipóteses formais, dedução exata das consequências, cálculo e mensuração Física, química... - análise para identificar elementos mínimos constitutivos - ser humano = máquina complexa - busca relações de causalidade: A --> B Psicofísica - Noção de causalidade funcional: sugere análise para identificar e respeitar sistemas funcionais.
  20. 20. Instâncias Ontológicas e Epistemológicas (embates “filosóficos”) Aspectos históricos (narrativa cronológica de fatos)
  21. 21. História da Pesquisa Qualitativa • Tradição na sociologia e na antropologia • ~40 anos nas demais “ciências sociais”
  22. 22. Os primórdios da pesquisa qualitativa • 1855 – Frédéric Le Play, Les ouvriers européns • Viagens pela Europa coletando dados sobre as famílias de trabalhadores. • Dados de observação direta da realidade • Série de monografias de famílias típicas da classe trabalhadora, identificadas entre pessoas que exerciam determinadas ocupações. • Estudo comparativo destas monografias
  23. 23. Os primórdios da pesquisa qualitativa • 1851-1862 – Henry Mayhew, London labour and London poor (4 vol.) – Uso de histórias de vida e entrevistas – Condições de pobreza dos trabalhadores e desempregados de Londres
  24. 24. Os primórdios da pesquisa qualitativa • 1932 – Sidney e Beatrice Webb, Methods of Social Investigation – Descrição de técnica de investigação social: descrição e análise das instituições, “sem uma teoria a priori”. – Uso de entrevistas, documentos e observações pessoais
  25. 25. Os primórdios da pesquisa qualitativa • 1908-1909 – Pittsburgh Survey - Russell Sage Foundation – Pioneiro em acoplar dados quali e quanti na análise de problemas sociais – Descrições detalhadas, entrevistas e fotos da época
  26. 26. Os primórdios da pesquisa qualitativa • 1910-1940 - sociologia – Universidade de Chicago - Depto. de Sociologia – Thomas, W. & Znaniecki, F. (1927). The polish peasant in Europe and America – Estudos de grupos étnicos nos EUA - ênfase na vida urbana, pela primeira vez estudados etnograficamente – Clareza metodológica?
  27. 27. Os primórdios da pesquisa qualitativa • 1910-1940 - antropologia – Bronislaw Malinowski – Técnicas de campo • Coral gardens and their magic (1935) • Sexual life of savages (1929)
  28. 28. Os primórdios da pesquisa qualitativa • 1940 – Harold Garfinkel, UCLA: etnometodologia – Estudo de como, na prática, as pessoas constroem a ordem social e fazem sentido do seu mundo social.
  29. 29. Os primórdios da pesquisa qualitativa • 1950-60 - “fase modernista” (Denzin & Lincoln) – Predominância do paradigma positivista – Pesquisa qualitativa é “frouxa”, não-científica – Tentativa de formalização dos métodos qualitativos - rigor na coleta e na análise • Contraponto ao positivismo: – Quão possível é controlar variáveis com seres humanos? – Validade ecológica? – A ênfase no teste de hipóteses nega entendimentos alternativos?
  30. 30. “Situar” o pesquisador • Pós-modernismo e desconstrucionismo – Crítica aos conceitos de objetividade, realidade e significado – O pesquisador não pode captar o mundo social de outro – Não há significados fixos a serem capturados • Feminismo, pesquisas de raça – Análise dos conceitos primariamente pelos conceitos de raça, gênero e classe, e depois ver o que emerge • Pesquisação – Pesquisa como um trabalho colaborativo pesquisador- pesquisado e os achados alimentam os ambientes onde são gerados
  31. 31. Pesquisa qualitativa na Psicologia • Apenas nos anos 1980-90 que a pesquisa qualitativa começou a ser largamente aceita na prática da pesquisa britânica (Nicholson, 1991; Richardson, 1996). • Depois disso, “explosão” na psicologia social e cognitiva • Abordagens etnometodológicas, análise de discurso e grounded theory • Uso também em área aplicadas como psicologia clínica e educacional • Contribuição da pesquisa de mercado (grupo focal, técnicas projetivas)
  32. 32. • Pesquisa qualitativa é “manufatura”?
  33. 33. Era da Quantidade & Era da Qualidade • Exploração do ambiente • Preocupação com o “ambiente”
  34. 34. Por que Análise de Conteúdo e Análise Fenomenológica?

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