O prazer da escrita

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Para todos vós, que desejam envolver-se num qualquer processo de escrita, seja por puro prazer ou entretenimento, seja por necessidade, ou por se considerarem com algumas condições e aptidões para virem a desenvolver um qualquer projecto literário, a seguir se introduz em algumas “dicas“ que poderão ajudar a ultrapassar algumas dificuldades com que eventualmente se deparem.

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O prazer da escrita

  1. 1. O PRAZER DA ESCRITA Por: José Magalhães Castela
  2. 2. As notas que a seguir se transcrevem, são fruto da minha experiência pessoal, como autor de dúzia e meia de livros já publicados. Como todo o homem ou mulher, quando escrevem o que quer que seja, seja com uma caneta (e com letra mais ou menos bonita), seja através de uma página Word do computador, seja, até mesmo, digitando no teclado do telemóvel, estão a ser criativos (em maior ou menor intensidade), quase que podemos afirmar, que toda a escrita é criativa. Introdução
  3. 3. Para todos vós, que desejam envolver-se num qualquer processo de escrita, seja por puro prazer ou entretenimento, seja por necessidade, ou por se considerarem com algumas condições e aptidões para virem a desenvolver um qualquer projecto literário, a seguir introduzo algumas “dicas“ que poderão ajudar a ultrapassar algumas dificuldades com que eventualmente se deparem. Por uma questão metodológica, apresento as “dicas“ por grupos. Introdução
  4. 4. É óbvio. Quando escrevemos uma simples frase Boas Festas, estamos a visualizar o destinatário. Quando escrevemos uma frase mais complexa, estamos a equacionar uma fórmula gramatical. E quando escrevemos um poema, estimulamos a nossa sensibilidade.  ESTIMULAMOS O NOSSO CÉREBRO Vantagens da Escrita
  5. 5. Aquilo que escrevemos tem sempre um destinatário. E se o destinatário gostou daquilo que escrevemos, então terá boas possibilidades de entrar na nossa rede de amizades.  ALARGAMOS A NOSSA REDE DE AMIZADES Vantagens da Escrita
  6. 6. Quando elaboramos uma simples reclamação porque fomos mal atendidos num serviço público, dizemos a nós próprios: … Assiste-me a razão. Consegui ! E quando escrevemos um livro, dizemos: … Cheguei ao fim ! Fui capaz ! Consegui ! E mesmo que tenhamos escrito uma simples mensagem no telemóvel a enviar os parabéns a um amigo, sentimos que cumprimos um dever de amizade: ... Não me esqueci deste meu amigo! Sentimo-nos bem, o que contribuiu para melhorar a nossa auto-estima.  AUMENTAMOS A NOSSA AUTO-ESTIMA Vantagens da Escrita
  7. 7. Quanto mais escrevemos, melhor escrevemos. Os textos produzidos vão sendo melhorados com a prática. À medida que vamos produzindo textos, não raro, passamos a fazer uso do dicionário de Português.  MELHORAMOS A TERMINOLOGIA Vantagens da Escrita
  8. 8. Uma criança de seis anos que escreve um cartão de Boas Festas aos avós, está a criar uma memória futura. E passados trinta anos, qual a surpresa que essa mesma criança terá, quando encontrar esse mesmo cartão nos “papéis“ deixados pelos avós.  CRIAMOS MEMÓRIA FUTURA Vantagens da Escrita
  9. 9. É óbvio. Palavras leva-as o vento. O que se escreveu … fica escrito !  A ESCRITA TEM OUTRA DIMENSÃO Vantagens da Escrita
  10. 10. É uma ferramenta que está ao alcance de quase todos. No computador, podemos escrever, corrigir, apagar, guardar ou enviar o que escrevemos para alguém. E escrever no computador cansa menos que escrever à mão.  UTILIZAR O COMPUTADOR Condições para Escrever
  11. 11. Nem sempre estamos disponíveis para escrever, porque temos a nossa actividade profissional, os nossos afazeres e os nossos momentos lúdicos. Do mesmo modo que nos disciplinamos para tomar as refeições a horas mais ou menos certas, conseguimos sempre equacionar um tempo para escrever. Comecemos pelo fim-de-semana, em que estamos mais disponíveis.  CONSEGUIR UMA DISCIPLINA Condições para Escrever
  12. 12. Por regra, não conseguimos escrever numa sala com a televisão aos berros. Nem conseguimos escrever sentados numa cadeira incómoda. A generalidade dos escritores, afirmam necessitar de estar sós para criar um texto, um artigo de opinião ou um romance. Muitos gostam de escrever com música de fundo. Outros só escrevem nos dias de chuva. Outros só produzem bem, à noite. Cada um de nós, tem o seu próprio ambiente de trabalho.  CRIAR UM AMBIENTE Condições para Escrever
  13. 13. Por regra, quando estamos doentes, não estamos disponíveis para escrever. Quando estamos nos piores momentos, ou desabafamos com alguém, somos bem capazes de dizer … não me chateiem ! … Deixem-me só !  ESTARMOS MENTALMENTE DISPONÍVEIS Condições para Escrever
  14. 14. Quem pretende escrever um romance, e sonhar, que com a sua publicação, vai ganhar logo um prémio literário, está redondamente enganado. A humildade é uma grande virtude. Quem se sente inspirado, deve começar por escrever um conto com oito ou dez páginas, depois tentar escrever uma novela com cinquenta páginas e só depois escrever o tal romance com que sempre sonhou.  PÔR DE LADO AS FANTASIAS Sugestões Importantes
  15. 15. As comoções perturbam-nos. Se escrevermos numa página do nosso Diário, um pequeno apontamento sobre um familiar que nos é querido e que faleceu recentemente, podemos acabar o registo com uma lágrima ao canto do olho. A perturbação da mente não é boa companhia, quando produzimos um texto.  CUIDADO COM AS COMOÇÕES Sugestões Importantes
  16. 16. As emoções são geradoras de muito entusiasmo. Dão para escrever mais do que é habitual e até dão para acordar a meio da noite para terminar o texto que deixámos a meio. E quando chegamos ao fim do texto, emocionados, dizemos para nós próprios … Isto está uma maravilha ! … Consegui !  VIVAM AS EMOÇÕES Sugestões Importantes
  17. 17. Algumas regras são básicas. Embora nem sempre tal aconteça, devemos começar um texto pelo princípio e acabar no fim. O sujeito, o predicado e o complemento directo devem estar como … a bota quando bate com a perdigota !  SER COERENTE Sugestões Importantes
  18. 18. São apontamentos íntimos, que por regra, ficam só para nós. Se nas páginas dos nossos diários metermos futebol, política e religião, somos bem capazes de nos deixarmos radicalizar pelas nossas opiniões pouco reflectidas.  OS DIÁRIOS PESSOAIS Sugestões Importantes
  19. 19. Quando chegamos ao fim de um artigo de opinião num jornal, de uma tese de mestrado ou de um romance, conseguimos superar mais um desafio pessoal. Foi um projecto que concebemos, que nos deu muito trabalho, mas que chegou ao fim. E valeu mesmo a pena, porque foi um acto da nossa vontade.  QUERER É PODER Sugestões Importantes
  20. 20. Podemos escrever um simples e breve texto sobre as minhas recordações de infância. Posso até começar por escrever um Diário. São textos que não vou publicar e que ficam … só para mim ! 1 - AS MINHAS VIVÊNCIAS PESSOAIS Os Quatro Primeiros Graus de Dificuldade da Escrita
  21. 21. Posso escrever uma pequena história, tendo por base um facto real. Dá para aferir o meu jeito para escrever, e se tiver qualidade, talvez venha a ser publicada no jornal local. 2 – UMA PEQUENA HISTÓRIA Os Quatro Primeiros Graus de Dificuldade da Escrita
  22. 22. Para escrevermos um artigo de opinião, por exemplo, sobre as vantagens de um Serviço de Urgências no Centro de Saúde na sede de concelho onde habitamos, temos que nos documentar muito bem sobre o assunto. E temos que formular uma opinião própria sobre o assunto, enumerando sempre as vantagens e inconvenientes. 3 – UM ARTIGO DE OPINIÃO Os Quatro Primeiros Graus de Dificuldade da Escrita
  23. 23. Se pretendermos desenvolver uma pesquisa sobre a Igreja paroquial da sede do nosso concelho, por exemplo, temos que ir procurar dados históricos ! Sozinhos, talvez não consigamos. Temos que recorrer aos amigos que tenham a licenciatura em História, e o recurso a boas bibliotecas é fundamental. E temos que entrevistar as pessoas certas. 4 – UM TEXTO QUE ENVOLVA PESQUISA Os Quatro Primeiros Graus de Dificuldade da Escrita
  24. 24. Para concluir, só me resta desejar a todos: - Tentem escrever qualquer coisa. - Retirem prazer naquilo que escrevam. - E pensem sempre que … talvez valha a pena ! Conclusão
  25. 25. José Magalhães Castela nasceu em Condeixa em 1948. Autor de vários trabalhos, já publicados, no âmbito da narrativa, da ficção e da poesia, tem vindo a colaborar com a imprensa escrita. Foi autor e locutor de alguns programas radiofónicos na antiga RDP Centro. Sobre a história do ciclismo português e internacional, José Magalhães Castela tem vindo a publicar alguns dos seus trabalhos, e a prestar colaboração regular com alguns canais televisivos. Membro da Association Memoire du Cyclisme, José Magalhães Castela é licenciado em Gestão e Administração de Empresas (ISLA-Lisboa) e em Ciências Sociais e Políticas (Universidade Técnica de Lisboa), sendo pós-graduado em Estudos Europeus (Faculdade Direito da Universidade de Coimbra). Sobre o Autor

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