Coleção Conviver - Portugues

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ESCOLA E DIVERSIDADE. Palestra das autoras de Portugues da Coleçao Conviver Elody Nunes Moraes, Débora Vaz e Rosângela Veliago: Leituras de mundo e o cotidiano da sala de aula. www.moderna.com.br

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Coleção Conviver - Portugues

  1. 1. ESCOLA E DIVERSIDADE<br />LEITURAS DE MUNDO E O COTIDIANO DA SALA DE AULA<br />Elody Nunes Moraes<br />Débora Vaz<br />Rosângela Veliago<br />
  2. 2. Conhecer o Brasil e o mundo cantando...<br />
  3. 3. Conhecer o Brasil e o mundo lendo...<br />
  4. 4. Canções do Brasil<br />
  5. 5. O olodum, da Bahia<br />
  6. 6. O samba, do Rio de Janeiro<br />
  7. 7. Maracatu, de Pernambuco<br />
  8. 8. A congada, de Minas Gerais<br />
  9. 9. O rap de São Paulo<br />
  10. 10. O bumba-meu-boi do Maranhão<br />
  11. 11. Contos de diversas partes do mundo<br />
  12. 12. Contos latino-americanos<br />
  13. 13. Contos árabes<br />
  14. 14. Contos de artimanha<br />
  15. 15. Contos etiológicos africanos<br />
  16. 16. Mitos gregos<br />
  17. 17. Pedro Malasartes<br />Não podendo ficar sossegado, Malasarteslargou a casa, indo correr mundo. Logo no primeiro dia encontrou um urubu com uma perna e uma asa quebradas, batendo no meio da estrada. Agarrou o urubu e meteu-o dentro de um saco, seguindo caminho. <br />Ao anoitecer, estava diante de uma casa grande e bonita. Pela janela viu uma mulher guardando vários pratos de comidas saborosas e garrafas de vinho. Bateu e pediu abrigo mas a mulher recusou, dizendo que não estava em casa o marido e ficava feio ter um homem de portas a dentro. <br />
  18. 18. Malasartesfoi para debaixo de uma árvore e reparou na chegada de um rapaz ainda moço, recebido com agrados pela dona da casa que o levou imediatamente para jantar. Iam os dois começando a refeição quando o dono da casa apareceu montado num cavalo alazão. O rapaz pulou uma janela e fugiu.<br />Malasartesdeu tempo para o dono da casa mudar o traje e tornou a bater e pedir dormida. O dono apareceu e mandou-o entrar, lavar as mãos e ir jantar com ele.<br />  A comida que apareceu era outra, bem pobre e malfeita. Malasartes, sempre com o urubu dentro do saco, deu com o pé, fazendo-o roncar, começou a falar, baixinho, como se estivesse discutindo.<br /> <br />
  19. 19. - Com quem está falando? - perguntou o dono da casa.<br />  - Com esse urubu. Sim senhor, falando e adivinhando. Esse urubu é ensinado a adivinhar.<br />  - E o que ele está adivinhando agora?<br />  - Está me dizendo que naquele armário há um peru assado, arroz de forno, bolo de milho e três garrafas de vinho.<br />  - Não me diga ... Procura aí, mulher!<br />  A mulher procurou e, fingindo-se assombrada pela surpresa, encontrou tudo quanto anunciara o urubu e trouxe os pratos e o vinho para a mesa. Comeram fartamente e o dono quis porque quis comprar o urubu. Pela manhã Malasartes, muito contrariado, aceitou o dinheiro alto e foi embora, deixando o urubu que nunca mais adivinhou coisa alguma.<br />CASCUDO, Luisda Câmara. Contos tradicionais do Brasil. São Paulo: Global, 2003.<br />

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