Lingua ferina

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Lingua ferina

  1. 1. 2011Lingua Ferina, cérebro obtuso Lingua Ferina, cérebro obtuso Marcos Faiock Bomfim
  2. 2. Lingua Ferina, cérebro obtusoJá está provado que nossas palavras têm mesmo muitopoder, e quanto mais íntimo for o relacionamento entreduas pessoas, maior será esse poder. O vínculoemocional faz com que seja muito difícil para alguémdesprezar os insultos de um amigo, cônjuge, pai, mãe,filho, ou patrão (difícil, mas não impossível). Averdade é que nem todos têm esse poder sobre nós.Ninguém se ofende, por exemplo, com os latidosirados de um cachorro, os xingamentos de um bêbadoou de um louco da esquina, mas se magoa com frasesimpensadas ditas por pessoas do circulo mais íntimo.Essa diferença é evidência de que Deus nos deualguma capacidade de escolher, nem sempreconscientemente se vamos aceitar ou não as ofensas,insultos ou abusos verbais que nos são dirigidos.Como ensina um conto oriental, quando você nãoaceita um presente, ele continua nas mãos de quem ooferece.Se, por um lado, nem sempre podemos escolher aquiloque vamos ouvir da boca de outros, por outro, temosuma tremenda responsabilidade diante de Deus emrelação àquilo que sai de nossa própria boca. Cristodisse que "de toda a palavra frívola que proferirem oshomens, dela darão conta no dia do juízo". E 2
  3. 3. acrescenta: "Por tuas palavras serás justificado, e pelastuas palavras serás condenado" (Mt 12:36, 37). E porque Deus considera esse assunto com tanta seriedade?Porque através de nossas palavras podemos transmitirideias que serão como que materializadas na mente dequem as escuta. É um processo físico mesmo.Os psicólogos hoje, falam também das profecias auto-realizadoras, que é um processo através do qual vocêtem o poder de, pela repetição, como que programar areação futura da outra pessoa. Isso pode ser utilizadotanto para o bem quanto para o mal. Vou dar umexemplo: um pai pode viver dizendo que o filho é umapessoa boa ou responsável, baseado não tanto nasevidencias atuais, naquilo que ele está observando navida do filho, mas na visão que ele tem para com ofuturo do filho, ou seja, baseado naquilo que ele desejaque o filho seja. E normalmente isso vai se realizar.Mas se ele fica sempre dizendo que o filho não presta,que é preguiçoso, etc., as chances de que isso tambémaconteça são grandes, porque, como li certa vez, "setratarmos as pessoas como são, não podemos ajudá-lasa se tornarem naquilo que poderiam ser". Na verdade,o princípio da profecia autógena afirma que nósescolhemos se profetizamos o fracasso ou o sucesso 3
  4. 4. das pessoas com quem nos relacionamos. E o incrívelé que quase sempre a gente acerta!É nesse sentido que nossas palavras também têm opoder de criar ou destruir, e podemos por meio delasescolher participar, ou com o Criador no processo deconstruir, ajudar animar, melhorar a outros, ou comSatanás, humilhando, derrubando, piorando,destruindo e criticando. E, nesse caso, a sinceridadepode até ser utilizada como desculpa para aplacar aconsciência de quem arrebenta com a vida dos outroscom suas palavras.Sinceridade não é simplesmente falar tudo o que sepensa, de qualquer jeito, mas também é pensar tudo oque se fala. Quem fala tudo o que quer, do jeito quequiser, vai acabar colhendo da vida o que não quer.Um velho ditado dizia mesmo que "uma língua ferinae um cérebro obtuso, normalmente se encontram namesma cabeça"!Outra virtude invocada por esses destruidores da vidados outros, além da sinceridade, é a veracidade. Essaspessoas imaginam estar certas porque pensam queestão dizendo a verdade a respeito de outra pessoa.Mas a verdade é apenas uma das peneiras quedeveriam servir de critério para escolhermos o quedizer ou não a respeito dos outros. O fato de que algoseja verdade não é suficiente para que deva ser dito.Para que um juízo ou uma ideia sobre alguém saia de 4
  5. 5. nossa boca, além de verdadeira, deveria ser tambémbondosa, e necessária. Se uma ideia não for, digamos,"do bem", ou se não for necessária, jamais deveriabaixar do cérebro para a língua, ainda que fosseverdadeira.Tanto a verdade como a sinceridade são virtudesimperfeitas, quando estão sozinhas. Elas precisam dabondade, da santidade, da cortesia e do amor para setornarem completas.É por isso que Paulo afirma na carta aos Efésios(4:29): "Não saia da vossa boca nenhuma palavratorpe, e sim unicamente a que for boa para edificação,conforme a necessidade, e assim transmita graça aosque ouvem."Que Deus faça hoje de sua boca uma benção para osque o(a) rodeiam.Marcos Faiock Bomfim 5

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