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Editorial
Uma das reportagens desta edição toca em um assunto
delicado e pertinente ao contexto da sociedade atual: a
decisão de não ter filhos. A ideia não é defender um lado,
mas expor as razões que muitas vezes levam o homem, a
mulher ou ambos a abdicar da paternidade/maternidade. E
chamar atenção para a importância do casal estar sempre
aberto ao diálogo sobre este tema, especialmente se o
desejo de um não for exatamente a vontade do outro.
24
Canal do Panamá completa cem anos,
e o país foi incluído na lista de lugares
para visitar em 2014
16
Tainá Müller fala de sua personagem
na novela “Em Família”, uma das mais
desafiadores de toda sua carreira
13
Odontologista de Rio Preto
escreve sobre a evolução das
técnicas da implantodontia ao longo
da história
Poesia
QUEM MORRE?
Morre lentamente
Quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem não encontra graça em si mesmo
Morre lentamente
Quem destrói seu amor próprio,
Quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente
Quem se transforma em escravo do hábito
Repetindo todos os dias o mesmo trajeto,
Quem não muda de marca,
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou
Não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente
Quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções,
Justamente as que resgatam o brilho dos
Olhos e os corações aos tropeços.
Morre lentamente
Quem não vira a mesa quando está infeliz
Com o seu trabalho, ou amor,
Quem não arrisca o certo pelo incerto
Para ir atrás de um sonho,
Quem não se permite, pelo menos uma vez na vida,
Fugir dos conselhos sensatos...
Viva hoje!
Arrisque hoje!
Faça hoje!
Não se deixe morrer lentamente!
Martha Medeiros
FINAL FELIZ
Bem-Estar lista 12 “feel-good movies”, filmes que fazem bem, e as
lições que eles têm a ensinar Páginas 4, 5 e 6
COMUNICAÇÃO
Aceitar a diferença de opiniões e colocar-se no lugar do outro
melhoram a qualidade do diálogo Página 7
SAÚDE
Causada por uma inflamação na membrana que reveste o útero, a
endometriose pode levar à infertilidade Páginas 10, 11 e 12
Agência O Globo/Divulgação
Agência Estado/Divulgação
Turismo
Edvaldo Santos
Televisão
Sobre ter filhos
Rodrigo
Caran
DIÁRIO DA REGIÃO
Diretor de Redação
Décio Trujilo
decio.trujilo@diariodaregiao.com.br
Editor-chefe
Fabrício Carareto
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Editor de Bem-Estar e TV
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Pesquisa de fotos
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Tratamento de Imagens
Edson Saito e Luciana Nardelli
Matérias
Agência Estado
Agência O Globo
2 / São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO
FAZER PELO
OUTRO
Artigo
José Trigueirinho Netto
Cada um de nós tem uma virtude
própria, que diz respeito à natureza do
seu ser e à sua tarefa evolutiva. Platão
enumerou algumas virtudes humanas.
Segundo ele, as virtudes são: a prudên-
cia, a justiça, a fortaleza, a temperança.
Pelo estudo, pela instrução e pela pa-
ciência, aos poucos elas vão sendo for-
madas em nós.
As virtudes humanas permitem
que nos organizemos como grupos e co-
mo sociedade. Criam também um am-
biente receptivo para a alma humana
exprimir-se. Se percebermos que nos
falta alguma delas, temos de refletir so-
bre ela e trabalhar com paciência para
que venha a manifestar-se. Assim se
prepara as sementes daquela virtude.
A caridade é considerada a maior
das virtudes. Não está entre as mencio-
nadas por Platão, porque provém de ní-
vel mais elevado, supra-humano. É par-
te da natureza de Deus, da Consciência
Única. Para experimentarmos a carida-
de, que é divina, precisamos estar em
busca de Deus.
A Bíblia nos fala da caridade. Diz
que entre nós deve existir caridade fra-
terna, disposição para compreender e
aceitar os semelhantes e para nos unir
com eles, com os que conosco formam
uma irmandade e compartilham de
uma energia universal. Em uma vida
grupal evolutiva temos oportunidade
de desenvolver tudo isso, principal-
mente a caridade fraterna, que começa
a surgir quando somos hospitaleiros,
quando acolhemos de coração aberto
mesmo os que externamente pouco co-
nhecemos.
Além disso, a caridade nos leva a
ter presentes os aflitos, os encarcera-
dos, os miseráveis. Embora com isso
não resolvamos o problema imediato
de todos eles, construímos no universo
um fluir de energias que permite a
transmissão dessa virtude aos demais.
Segundo a Bíblia, pela caridade che-
gamos a perceber a dificuldade de uma
pessoa como se estivéssemos dentro de-
la. Pela caridade compartilhamos com
a pessoa a situação em que se encontra
e lhe damos algum alívio. Portanto, es-
sa é uma virtude especial.
Do ponto de vista concreto, exercer
a caridade é suprir as necessidades dos
pobres, dos famintos e dos desprotegi-
dos. Do ponto de vista moral, é prestar
auxílio aos que se encontram de algum
modo inferiorizados. Essa virtude faci-
lita-lhes sair dessa situação em que se
colocaram. Do ponto de vista espiri-
tual, a caridade nos leva a amar a Deus
em tudo e em todos. Isso começa com a
compaixão, com a decisão de ajudar,
de perdoar, de suprir, de não nos dei-
xarmos levar pelas características exter-
nas de ninguém.
No texto bíblico podemos ler o se-
guinte: “Ainda que eu fale as línguas
dos homens e dos anjos, se não tiver ca-
ridade sou como um bronze que soa ou
como um címbalo que tine. Ainda que
eu tenha o dom da profecia e conheça
todos os mistérios e toda a ciência, e te-
nha toda a fé a ponto de transportar
montanhas, se não tiver caridade nada
serei. Ainda que distribua todos os
meus bens no sustento dos pobres, e en-
tregue meu corpo às chamas, se não ti-
ver caridade nada disso me aproveita-
rá”. Assim diz Paulo, na Primeira Epís-
tola aos Coríntios.
Segundo essa mesma fonte, a cari-
dade é paciente e benéfica, não é invejo-
sa, nem soberba, nem ambiciosa e não
busca seus próprios interesses. Não se
irrita, de ninguém suspeita, não folga
com a injustiça e se alegra com a verda-
de. A caridade tudo desculpa, tudo crê,
tudo espera e tudo suporta. Vai sendo
descoberta segundo o nível da nossa
consciência. Ao desenvolvermos a cari-
dade fraterna de uns para com os ou-
tros, avançamos cada vez mais na con-
quista dessa virtude. I
José Trigueirinho Netto é
escritor e filósofo espiritualista
Para experimentar a caridade, precisamos estar em busca de Deus
Quem é
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 / 3
CINEMA A
SERVIÇO DA
FELICIDADE
Final feliz
Bem-Estarlista12 “feel-goodmovies”, filmes
marcadospormensagens positivase quenos
fazemenxergara vidade umjeito diferente
Gisele Bortoleto
gisele.bortoleto@diariodaregiao.com.br
Como para a maioria das coisas
na vida, não existe receita ou passo a
passo de como ser feliz. “A felicidade
está esperando por nós de braços
abertos. Precisamos apenas nos mo-
ver conscientemente na direção de-
la”, explica a psicóloga Susan An-
drews, fundadora da ecovila Parque
Ecológico Visão Futuro. A verdade é
que cada um tem seu modo de ser fe-
liz. Enquanto uns precisam de al-
guém para partilhar a vida, outros a
direcionam para interesses como ler
bons livros, ver bons filmes, aprovei-
tar a natureza. “A felicidade é a vitó-
ria do equilíbrio entre as nossas ne-
cessidades materiais e as necessida-
des espirituais. É a busca de um esta-
do”, explica Ruy Marra, autor do li-
vro “Decolando Para a Felicidade”
(ed. Rocco).
E para você? O que o conforta,
aconchega e melhora seu dia? Há fil-
mes que parecem feitos para fazer vo-
cê se sentir melhor, mais otimista, re-
novado, confiante no próximo. Eles
receberam o nome em inglês de “feel-
good movies”, algo como “filmes pa-
ra se sentir bem”.
São filmes agradáveis de se ver, re-
cheados de personagens adoráveis,
com uma trilha bacana e edição es-
pertinha, além de diálogos ágeis e sa-
borosos. A receita varia, já que o que
o conceito de fazer bem pode não ser-
vir para todo mundo.
Mesmo assim, existem seis regras
básicas para identificar um filme
“feel-good”: é otimista, emotivo,
tem de ter final feliz, tem de ter hu-
mor (mesmo não sendo comédia), en-
volve afetos (romance ou amizade) e,
principalmente, tem de ter uma men-
sagem positiva. Terminam deixando
o espectador feliz, com aquele sorri-
so bobo e uma vontade incontrolável
de ser uma pessoa melhor.
E quem de nós não precisa de um
pouco mais de conforto e otimismo
para seguir em frente, mesmo que se-
ja por meio da fantasia proporciona-
da por um filme? Para ajudar você
neste movimento, a revista Bem-Es-
tar reuniu 12 longas comprometidos
com as coisas importantes da vida.
4 / São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO
O que ensina: ENXERGAR O INVISÍVEL
Num dia você está brincando de amarelinha e, no outro,
já está escrevendo um poema de amor. Assim é a
adolescência, uma etapa da vida que causa uma
revolução quando menos se espera. Mas como
podemos lidar com tantas transformações? O filme “As
vantagens de ser invisível” trata exatamente da fase
onde tudo fica diferente da noite para o dia. Charlie é um
garoto novato no ensino médio que encara os maiores
testes da sua idade: não ser alvo de bullying, fazer parte
de um grupo e apaixonar-se de verdade pela primeira vez
(não importando se é correspondido). Esta parece
apenas mais uma história despretensiosa sobre jovens
na escola, mas serve de reflexão sobre como encontrar
sua turma e desempenhar seu papel na grande
engrenagem das coisas
O que ensina: UM LUGAR PARA IDEALIZAR
Gil, um escritor fascinado pela capital francesa, diz: “Que
Paris exista e que alguém possa escolher morar em outro
lugar do mundo sempre será um mistério para mim”. Ao
passar por um bloqueio criativo, ele é transportado de
maneira mágica para os anos 1920. E lá ele fica amigo de
seus heróis: Salvador Dali, Hemingway, Gertrude Stein,
Buñuel. Nessa viagem no tempo, ele descobre o sentido
para sua literatura, mas a jornada também deixa uma
questão: será que nunca estamos satisfeitos com nosso
tempo e lugar, a ponto de idealizarmos uma existência
fantasiosa, em que nada pode ser imperfeito? Ainda que
não houvesse enredo, Paris, por ela só, daria uma bela
história de amor
O que ensina: A VITÓRIA DA FORÇA
Chris Gardner, vivido por Will Smith, é um vendedor
de equipamentos médicos e, durante um péssimo
ano de sua vida, perde tudo o que tem. Ele é um pai
que enfrenta muitas dificuldades financeiras. Mesmo
tendo de dormir em banheiros, estações de metrô e
albergues, enquanto enfrenta um período de teste
numa empresa de corretagem financeira, ele e seu
filho, de apenas cinco anos, sabem que dias
melhores virão. O filme “A procura da Felicidade” é
uma lição de vida, baseada em uma história real,
para todos. Pela sua história, podemos tirar lições
para a vida pessoal e profissional: acreditar em si e
nas outras pessoas; a importância do amor entre
pai e filho; a persistência e capacidade para lidar
com as frustrações, e como é essencial desenvolver
habilidades e competências para atender,
vender, negociar, relacionar-se. Hoje, Gardner é
dono da Christopher Gardner International Holding,
com sede em Chicago, e sua fortuna é estimada em
US$ 600 milhões
UMA LINDA MULHER
(EUA, 1990), de Gary Marshall. Com
Richard Gere e Julia Roberts
O LADO BOM DA VIDA
(EUA, 2012), de David O. Russell. Com
Bradley Cooper, Jennifer Lawrence e Robert De Niro
INTOCÁVEIS
(França,2012), deEric ToledanoeOlivier Nakache.
ComFrançoisCluzet,Omar SyeAnneLe Ny
AS VANTAGENS DE SER INVISÍVEL
(EUA, 2012), de Stephen Chbosky. Com
Logan Lerman, Emma Watson e Ezra Miller
O que ensina: AMOR SEM PRECONCEITOS
Os preconceitos impedem que bons
relacionamentos sejam vividos, como se vê em
“Uma linda Mulher”. Magnata perdido (Richard
Gere) pede ajuda a uma prostituta (Julia Roberts) e
acaba contratando-a por uma semana. Neste
período, ela se transforma em uma elegante jovem
para poder acompanhá-lo em seus compromissos
sociais, mas os dois começam a se envolver e a
relação patrão/empregado se modifica para um
relacionamento entre homem e mulher. Ao mesmo
tempo, é uma história de amor e de sucesso. O
milionário vivido por Gere se torna uma pessoa
melhor porque descobre o amor onde menos
esperava. Essa versão moderna de Cinderela diz
muito mais sobre o mundo onde vivemos do que
podemos imaginar. A sorte é que Richard Gere e
Julia Roberts conseguem se olhar a partir do
coração, com mais profundidade - e este é o
caminho para o amor acontecer
O que ensina: LIÇÃO DE VIDA E AMIZADE
Você pensa que é autossuficiente e não precisa de
ninguém à sua volta? “Intocáveis” mostra que
ninguém é capaz de caminhar isoladamente. Philippe
é um aristocrata rico que, após sofrer um grave
acidente, fica tetraplégico. Precisando de um
assistente, decide contratar Driss, jovem
problemático que não tem a menor experiência em
cuidar de pessoas no seu estado. Aos poucos ele
aprende a função, apesar das diversas gafes que
comete. Philippe, por sua vez, se afeiçoa cada vez
mais a Driss por ele não tratá-lo como um pobre
coitado. Aos poucos a amizade entre eles se
estabelece, com cada um conhecendo melhor o
mundo do outro. Uma bela e fortíssima amizade,
construída com respeito e aprendizado mútuo.
Baseado em uma história real, “Intocáveis” traz
mensagens de como a diversidade enriquece, traz
significado, aumenta a consciência e nos faz
experimentar nossa mais profunda humanidade
MEIA-NOITE EM PARIS
(Espanha/EUA, 2011), de Woody Allen. Com
Owen Wilson, Rachel McAdamns e Kathy Bates
O que ensina: TUDO TEM UM LADO BOM
Por conta de algumas atitudes erradas que deixaram
as pessoas de seu trabalho assustadas, Pat
Solitano Jr. (Bradley Cooper) perde quase tudo na
vida: casa, emprego e casamento. Depois de passar
um tempo internado em um sanatório, ele acaba
saindo de lá para voltar a morar com os pais.
Decidido a reconstruir sua vida, ele acredita ser
possível passar por cima de todos os problemas do
passado recente e até reconquistar a ex-esposa.
Embora seu temperamento ainda inspire cuidados,
um casal de amigos o convida para jantar e, nesta
noite, ele conhece Tiffany (Jennifer Lawrence), uma
mulher também problemática que poderá provocar
mudanças significativas em seus planos futuros. O
filme é uma lição de vida e superação e ensina
principalmente a não desistir, e que podemos
recomeçar sempre caso algo dê errado
À PROCURA DA FELICIDADE
(EUA, 2006), de Gabriele Muccino. Com
Will Smith, Thandie Newton e Jaden Smith
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 / 5
OEXÓTICO HOTELMARIGOLD
(EUA/Inglaterra/EmiradosÁrabes, 2011),
deJohn Madden.Com JudiDench, Bill Nighy,
MaggieSmith,Tom Wilkinson,Dev Patel
MEDIANERAS
(Argentina, 2011). De Gustavo Toretto.
Com Javier Drolas e Pilar Lopez de Ayala
O que ensina: VELHICENÃOÉDESCULPAPARA
DESISTIR
Osaposentados Muriel,Douglas,Evelyne Grahame mais
trêsamigosdecidemcurtir aaposentadoriaemumlugar
diferente,eo destinoéaÍndia. Encantadoscomo exotismo
dolocaleatraídospelasimagensdorecém-restaurado
HotelMarigold,atrupe parte para lásem pestanejareé
recebidapelojovemsonhador Sonny.Seduzidos com
visõesdeumavida delazer,eles chegampara encontrarno
palácioumespelhodesuas vidas. Emborao novoambiente
sejamenosluxuoso doque imaginavam,eles serão
transformadospor suasexperiênciascompartilhadas,
descobrindoquea vidae oamor podemcomeçar denovo
quandosedeixadeviver nopassado. “O ExóticoHotel
Marigold”encantacoma mensagemdeque ficarvelhonão
necessariamentequerdizerque suavidaestáchegando ao
fim,e queesperar, oudesistir,é tudo oque resta.Ficar
velhoaindapodeseruma maneira deencontrarnovase
inesperadassituaçõespara sequererviver sempremais
O que ensina: A RECONQUISTA DIÁRIA
Imagine você se lembrar de todo seu passado, mas
não do presente. “Como Se Fosse a Primeira Vez”
conta a história de Lucy, uma jovem que, após sofrer
um grave acidente, acaba perdendo a memória curta,
ou seja, ela lembra de todo o seu passado até o dia
do acidente, mas não do presente. E agora, todos os
dias são como se fosse aquele único dia de domingo,
aniversário do seu pai. Do outro lado está o veterinário
Henry, que prefere ficar com as garotas de fora da sua
cidade para não correr o risco de se apaixonar. Os
dois se encontram de forma imprevisível durante o
café da manhã em uma lanchonete. Um genuíno amor
se inicia. Mas a cada novo dia é como se fosse o
primeiro. E uma oportunidade única de fazer tudo
diferente, começar de novo, concertar os erros, fazê-la
amá-lo de novo do mesmo jeito e ainda mais do que
amou no dia anterior. É claro que isso tudo se trata de
ficção, mas o filme passa uma lição que precisa ser
aprendida por nós: o amor é uma decisão que
acontece quando você menos espera, por mais que as
dificuldades que um relacionamento possa trazer, e
com amor, tudo pode ser superado
O que ensina: CONEXÃO COM A REALIDADE
A grande pergunta do neurótico Martin, que vive à
base de Rivotril, é: “Há algo mais desencorajador no
século 21 do que não ter nenhum e-mail na sua caixa
de entrada?” Sua outra metade da laranja é Mariana,
uma decoradora de vitrines que tem medo de
elevador. Mas, apesar de serem vizinhos, eles não
sabem um do outro. A pergunta de Martin dá o tom
nessa comédia romântica argentina que fala da
solidão em uma época em que é possível fazer
amigos sem manter contato humano de verdade.
Apesar de parecer triste, essa crítica à mecanização
dos relacionamentos é bem-humorada e vem
recheada de esperança. Impossível não torcer para
que os dois hiperconectados da web também se
conectem na vida real
VALENTE
(EUA,2012), deBrendaChapman,Mark Andrews. Com
KellyMacdonald, BillyConnolly eEmma Thompson
COMO SE FOSSE A PRIMEIRA VEZ
(EUA, 2004), de Peter Segal. Com Adam Sandler,
Drew Barrymore e Rob Schneider
UM LUGAR CHAMADO NOTTING HILL
(EUA/Reino Unido, 1998), de Roger Michell.
Com Hugh Grant e Julia Roberts
OFABULOSO DESTINO DEAMELIE POULAIN
(França,2001), deJean-PierreJeune. Com
AudreyTautoueMathieu Kassovitz
O que ensina: PEQUENOSGESTOSFAZEMADIFERENÇA
Hácoisasnavidadasquaisnóssemprenosarrependeremos.Seja
portê-lasfeito,pornãotê-lasfeitoouporterdemoradoafazê-las.A
infânciadeAmélienãofoidasmais felizes.Paracompletar,sua
mãemorretragicamenteemumadesuasidasàcatedralde
Notre-Dame.“OfabulosodestinodeAméliePoulain”contaa
históriadajovemAméliePoulain,quepassousuainfânciaisolada
daspessoasdevidoaumsupostomaldoqualeraacometida.A
meninaentãocresceuisoladadeoutraspessoasesemamigos.
Agora,ajovemrecatada,tímidaesolitáriatrabalhacomogarçonete
deumpequenocaféemParisemoranumapartamentoem
Montmartre–subúrbiodacapitalfrancesa.Apósterachadouma
caixanobanheirodeseuapartamentoedescobrirquepertencea
umex-morador,decideencontrarodono;e,porsorte,consegue
devolver-lheseubem.Encantadaecomovidacomafelicidadedo
homem,Améliedescobreumnovosentidoparaavidaepassaa
fazerobemajudandoatodosàsuavolta.Porém,descobreque
aindalhefaltaalgoqueaimpededesesentirfelizourealizada:um
grandeamor.Ofilmemostracomogestossimplesnocotidiano
podemtornaravidadaspessoasmaisleveemelhor.Temosmuito
aacrescentaraosnossossemelhantes,bastaquetenhamosa
percepçãoparaidentificaroqueelesnecessitampara,apartirdaí,
atuarmoscomoumagentedetransformaçãotantodenossasvidas
comoadossemelhantes.Aoajudar,acabamossendoajudados,e
crescemosaonosrelacionarmoscomessaspessoas I
O que ensina: VIVA AS DIFERENÇAS
Will é um pacato dono de livraria especializada em guias
de viagem, em Londres, que recebe a inesperada visita
de uma cliente muito especial: a estrela de cinema
americana Anna Scott. Dois ou três encontros fortuitos
mais tarde, Will e Anna iniciam um relacionamento
tenro, engraçado e cheio de idas e vindas. Suas vidas
não se combinam. Mas os dois acabam fazendo de tudo
para ficarem juntos. E para permanecerem unidos, eles
terão de superar diversos obstáculos. Ele, aprender a
conviver com o assédio desmedido. E ela, a preservar o
que conquistou de verdadeiro. O filme nos faz ver que as
diferenças, sejam elas de classe social ou
popularidade, podem na verdade ser um ponto a favor
para a vivência de momentos divertidos e marcantes
O que ensina: AFAMÍLIAEM PRIMEIROLUGAR
Aanimação “Valente”apresentauma princesadiferente,
Merida,quedefendecomconvicção oqueachacorreto e
lutaparafazervalersua vontade.Criadapela mãe paraser
asucessoraperfeitaaocargoderainha, seguindoa
etiquetaeoscostumesdoreino,agarotadoscabelos
rebeldesnãotemamenor vocaçãoparaestavidatraçada,
preferindocavalgarpelasplanícies selvagensdaEscócia e
praticarseu esportefavorito, otiroaoarco.Elaéuma
princesacom espíritodeliberdadeeatituderebelde,
buscandolivrar-sedos valoresecomportamentos
esperadosdealguémnasuaposição,equeforamsendo
passadosporsua mãeaolongodavida,coisascomo
etiqueta,saberfalarem público...Quandouma competição
éorganizadacontra suavontadeparaescolherseu futuro
marido,Meridarecorreàajudadeumabruxa,aquempede
quesua mãemude.Masquandoofeitiçosurteefeito, a
transformaçãodarainhanãoéexatamenteoqueMerida
imaginava.Nessemomentoqueahistóriaealição
começam.Aruivinha temdeconseguirachar umjeito de
fazersuamãevoltar aserquemera, porém,semconseguir
“perdoá-la”,nada épossível. Juntocom seustrês irmãose
seupaiatrapalhado,descobreorealsignificadodapalavra
famíliaeoverdadeirosentidodapalavraamor
6 / São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO
Para se comunicar com mais eficiência é preciso se colocar no lugar
do outro, respeitando as diferenças de opiniões e modos de pensar
Gisele Bortoleto
gisele.bortoleto@diariodaregiao.com.br
O ser humano anda extrema-
mente centrado nele mesmo e
vive como se os outros tivessem
de saber tudo o que se passa den-
tro dele. Ainda bem que o assun-
to passou a chamar a atenção de
muita gente. “Estamos muito
pouco atentos para as enormes
dificuldades que temos em nos
comunicarmos com alguma efi-
ciência”, diz o psiquiatra Flávio
Gikovate. Partimos do ponto de
vista de que o outro é parecido
conosco, sente as coisas da mes-
ma forma e, em essência, pensa
como nós. Por isso, até nos irri-
tamos diante de alguma diferen-
ça de opinião.
Projetamos nos outros nos-
sa maneira de ser e de pensar,
ressalta Gikovate. Depois, nos
comunicamos com eles como
se fossem entender tudo como
estamos falando. “Se quiser-
mos começar a nos comunicar
de verdade, temos que partir
do princípio de que outro é au-
tônomo e não uma extensão de
nós mesmos”, recomenda o
psiquiatra.
“Temos o hábito de supor
que nossos conteúdos e nossa
forma de interpretar a vida se-
jam os corretos e, por isso, su-
bentendemos que as outras pes-
soas também ajam e pensem da
mesma forma”, diz o psicólogo
Alexandre Caprio. “Mas cada
pessoa possui sua própria cripto-
grafia, embora elas se pareçam
devido aos nossos traços cultu-
rais e valores comuns.”
Um planejamento mal expli-
cado no ambiente de trabalho
pode fazer com que cada inte-
grante da equipe aja de acordo
com sua própria compreensão.
Porque cada um analisa a infor-
mação dada e complementa as
lacunas em branco com seus
próprios conteúdos, criando
uma ideia híbrida que pode se
distanciar da original. “Não é
por acaso que o analfabetismo
funcional tem se tornado um
grande problema no ambiente
de trabalho. Mais da metade da
força de trabalho mundial não
sabe aplicar os conhecimentos
que adquiriu”, ressalta.
“A grande dica para se co-
municar com mais eficiência é
sempre ter em mente que cada
indivíduo tem sua própria for-
ma de interpretar a realidade e
que, dificilmente elas serão
iguais”, recomenda Caprio.
Saber se colocar no lugar do
outro quando se explica algo é
primordial. Um professor parte
do pressuposto de que o aluno
não saiba nada do que será fala-
do. A partir daí, ele apresenta
os elementos principais da tra-
ma e depois a enriquece com de-
talhes. A este processo é dado o
nome de didática. Já a capacida-
de de se colocar no lugar do ou-
tro, para formar uma ideia, é
chamada de empatia. Quando
sabemos descrever uma ideia e
aprendemos a apresentá-la a
uma outra pessoa, obtemos o
máximo de nossa expressão e re-
duzimos bastante uma eventual
falha de interpretação. “Por con-
seguinte, reduzimos nossa mar-
gem de erros e desgastes pes-
soais e podemos focar nossas
energias em novas etapas e pro-
jetos de vida. Como dizia nosso
saudoso Abelardo Barbosa, o
Chacrinha, ‘quem não se comu-
nica, se trumbica’.”
“Algumas pessoas andam
tão dentro de si que acham que
os outros têm obrigação de en-
tender até o que elas não di-
zem. Começam a falar pelo
meio da informação, truncam o
pensamento, misturam fatos,
mudam o rumo da conversa
sem avisar nem ligar o sinal de
seta”, diz o palestrante e profes-
sor de comunicação e expres-
são verbal Reinaldo Polito, au-
tor de livros como “Conquistar
e Influenciar para se Dar Bem
com as Pessoas” e “Assim é que
Se Fala” (ambos pela ed. Sarai-
va). “Às vezes o que é tão claro
e simples para quem fala, pode
ser extremamente complexo, di-
fícil e estranho para quem ou-
ve”, completa.
“Por isso, não parta da pres-
suposição de que as informa-
ções que possui sejam conheci-
das. Confira sempre se o outro
entendeu o sentido que você es-
tá tentando comunicar”, expli-
ca Polito. E, depois de analisar
a reação que suas palavras pro-
vocam, explique, esclareça e de-
fina fatos, lugares, causas, efei-
tos, consequências; identifique
pessoas e use informações con-
cretas. “Tenha a cautela de iden-
tificar de forma clara os persona-
gens das suas histórias.”
“A comunicabilidade é
uma capacidade que demanda
de manutenção constante. O
exercício de se comunicar com
o outro faz parte do processo
de expansão da mente”, reforça
o psicoterapeuta Renato Dias
Martino.
Sem palavras
“Cada um de nós foi criado
sob um conjunto de regras. Nos-
sos pais pensavam e se compor-
tavam de uma determinada for-
ma e, com o tempo, nos adequa-
mos a esse padrão. Convivendo
durante anos com as mesmas
pessoas, é possível adivinhar al-
guns de seus pensamentos ape-
nas pela forma como ela se com-
porta ou como nos olha”, expli-
ca Alexandre Caprio. Por exem-
plo: quantos já “levaram uma
bronca” só com o olhar fulmi-
nante de um pai? Quando con-
vivemos com outras pessoas por
um longo espaço de tempo, o
diálogo pode dispensar alguns
contextos, porque o ambiente e
as situações vividas são co-
muns. Mas quando saímos de
casa, nos chocamos com outras
pessoas e seus respectivos con-
teúdos, que podem diferir mui-
to dos nossos. Assim, os concei-
tos mais simples podem repre-
sentar coisas bem diferentes en-
tre uma pessoa e outra. I
Comunicação
Do diálogo à empatia
Stock Images/Divulgação
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 / 7
Medos, inseguranças, opção: os motivos que levam
homens e mulheres a não querer um berço em casa, e
a importância da conversa quando o desejo é só de um
Elen Valereto
elen.valereto@diariodaregiao.com.br
Ter filhos muda a concepção so-
bre o mundo. Esse acontecimento
natural é imaginado, mas realmente
só sentido na pele e, principalmen-
te, no coração, quando uma criança
chega à vida de uma família. E saber
disso por experiências de amigos ou
familiares faz com que muitos casais
atrasem a chegada de um herdeiro
ou mesmo decidam não tê-lo.
A decisão muitas vezes é guiada
por dois motivos: opção em privile-
giar a carreira e insegurança na pró-
pria capacidade sobre ter e cuidar de
um filho - aquela famosa dúvida:
“Será que vou dar conta?”.
Esse assunto, porém, precisa ser
discutido e consentido pelo casal desde
as primeiras intenções de tornar o rela-
cionamento duradouro. O tema “fi-
lhos” precisa estar incluído nas conver-
sas sobre os planos traçados para a vida
em comum, como os sonhos, a escolha
de cidade para a futura casa ou aparta-
mento, o investimento na profissão, as
ideias de viagens, a adoção ou não de
um animal de estimação, a aquisição de
bens materiais, entre outros.
A negativa em ter filhos pode ter
origem na insegurança emocional,
questões financeiras, aconselhamen-
to genético ou simplesmente por
não querer. Independente do moti-
vo, a escolha precisa ser respeitada.
Mas, em uma dessas motivações,
o medo de enfrentar a maternidade
e paternidade pode ser resultado de
uma história de vida difícil, afirma a
terapeuta de casal e família Maria
Aparecida Junqueira Zampieri, de
Rio Preto. “Temem repetir a histó-
ria ou sentem-se inseguros, despre-
parados ou até mesmo que é impossí-
vel enfrentar.”
A imaginação de um parto que
passe por dificuldades, seja dolorido
ou até mesmo provoque a morte tam-
bém são causas associadas a essa in-
segurança. O receio do desenvolvi-
mento de uma depressão pós-parto
na futura mãe e a criança nascer
com alguma imperfeição física ou
doença que a torne dependente au-
mentam esses medos.
“Outras duas motivações podem
levar o casal a escolher não ter fi-
lhos: as pretensões mais voltadas a
novos afazeres e metas. E a violên-
cia, as dificuldades sociais dos dias
atuais, o não querer ‘colocar filhos
para viver nesse mundo’”, explica a
terapeuta.
Por isso mesmo, o planejamento
do futuro da vida afetiva precisa ser
conversado para que conflitos sejam
evitados ou relações desfeitas por
incompatibilidade de necessida-
des, principalmente quando se tra-
ta de gerar uma criança. “Claro
que é possível mudar ao longo do
tempo, mas mesmo que ocorra
uma mudança de opinião é neces-
sário deixar o outro a par”, comen-
ta a terapeuta rio-pretense.
A afirmação é justificada por
uma questão bem simples e clara:
“Filhos ‘duram bastante’”, destaca a
terapeuta. Simples porque não só
“duram bastante”, como são para a
vida toda e dependem 100% dos pais
para tudo: alimentação, higiene,
aprendizados - intelectual e emocio-
nal -, locomoção e tantas outras ne-
cessidades.
O que acontece, entretanto, é que
muitos casais chegam a se casar sem to-
caremassuntosmaisdelicados.Evita-se
aabordagemeoconfrontocomalgu-
mas responsabilidades e a própria
realidade.
Acredita-se que esse com-
portamento, embora muito
perigoso para a manutenção
de uma relação amorosa sau-
dáveledecumplicidade,ocor-
re para não se “estragar” a pai-
xão.Isso, porém,não éuma ga-
rantia,principalmenteporque,mes-
mo quando os desejos estão de acordo
noiníciodorelacionamento,asnecessi-
dades podem mudar naturalmente
com o tempo.
A terapeuta de família Elizabe-
th Polity, membro da Associação
Paulista de Terapia Familiar (AP-
TF), de São Paulo, destaca que, pa-
ra a mulher, especialmente, é possí-
vel que seu relógio biológico come-
ce a provocar influências sobre
suas decisões.
“As pessoas mudam muito.
Aquilo que se pensa em um ciclo de
vida pode mudar em outro. Após a
busca em construir patrimônio, na
chegada próxima aos 40 anos a mu-
lher quer correr a aproveitar o últi-
mo óvulo. Quando se postega muito
a gravidez, a inseminação artificial,
no entanto, acaba sendo uma outra
escolha a ser discutida.”
Família
TER OU NÃO TER FILHOS?
Eis uma questão que
requer muito diálogo
8 / São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO
Mesmo com as mudanças
de prioridades, o casal precisa
amadurecer a ideia de ter um fi-
lho, argumentar com o outro e
avaliar como chegar a um con-
senso. Se a aceitação do casal
não for verdadeira, danos irre-
paráveis podem consumir a re-
lação e prejudicar a criança que
planejaram ter.
Se a decisão de ter filhos for
tomada, o ambiente precisa ser
receptivo. “Eles precisam de es-
paço emocional para se senti-
rem acolhidos, queridos, per-
tencentes à família, com sua in-
dividualidade respeitada e suas
necessidades supridas, à medi-
da do possível. Afinal, filho é
para a vida toda”, destaca a tera-
peuta Maria Aparecida Jun-
queira Zampieri.
Isso é muito importante por-
que a criança não tem capacida-
de emocional para lidar com is-
so. Se um parceiro força o ou-
tro a aceitar o aumento da famí-
lia, seja a mulher ou o homem,
o relacionamento não somente
entra em desgaste como quem
não desejava a criança pode aca-
bar responsabilizando o filho
pelos problemas do casal. Mes-
mo se não houver acusação
mais explícita, a criança sente a
rejeição.
“É muito frequente que a
criança se sinta responsável.
Quanto menor, mais ela acredi-
ta que tudo o que acontece no
mundo está direta ou indireta-
mente ligada a ela, para o bem
ou mal. Essa percepção pode
permanecer até os oito anos”,
explica a terapeuta de família
Elisabeth Polity, de São Paulo.
As consequências desse de-
sarranjo familiar são profun-
do sofrimento para a criança,
manifestado em comporta-
mentos agressivo, birrento e
opositor, alterações no sono e
na alimentação, baixo desem-
penho escolar e isolamento
social. “É uma forma dela pe-
dir socorro”, completa a tera-
peuta paulistana. (EV) I
Criança acolhida
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 / 9
Quanto maior a demora no diagnóstico da
endometriose, mais aumenta o risco de
infertilidade. Entenda as causas da doença,
seu impacto na vida da mulher e o que fazer
para resgatar a qualidade de vida
Elen Valereto
elen.valereto@diarioweb.com.br
Cerca de 10 anos é o tempo que mui-
tas mulheres demoram para descobrir que
têm endometriose. É essa demora a princi-
pal causa da evolução da doença, que com-
promete consideravelmente a qualidade
de vida e pode levá-las à infertilidade.
A endometriose é uma inflamação
causada pelo crescimento anormal do
endométrio, uma membrana que reves-
te a parede interna do útero. Afeta prin-
cipalmente mulheres em idade reprodu-
tiva. A instalação do problema, no en-
tanto, acontece fora do útero, podendo
migrar para ovário, bexiga, trompas e
intestino grosso.
Estima-se que seis milhões de brasi-
leiras sofram com o problema. No mun-
do, são mais 170 milhões.
Uma pesquisa apresentada este ano
pela Associação Brasileira de Endome-
triose e Ginecologia Minimamente In-
vasiva (SBE) e o laboratório Bayer cons-
tatou que 53% das brasileiras entrevista-
das desconhecem ou nunca ouviram fa-
lar da endometriose. O resultado do es-
tudo é uma confirmação de que a falta de
informação traz grande prejuízo para a
detecção precoce da doença.
Foram ouvidas 10 mil mulheres, de 10
capitaisbrasileiras–BeloHorizonte,Brasí-
lia,Curitiba,Fortaleza,Manaus,PortoAle-
gre,Recife,RiodeJaneiro,SãoPauloeSal-
vador. Outro dado, da Secretaria Estadual
de Saúde de São Paulo, pode ser associado
àconstatação do estudodaSBE eBayer no
que se refere ao reflexo da desinformação:
onúmerodecirurgiasnecessáriasparatra-
tar o problema.
Segundo o levantamento apresenta-
do no final do ano passado, sete mulhe-
res são submetidas à cirurgia de endo-
metriose todos os dias nos hospitais pú-
blicos estaduais. O atraso no diagnósti-
co e tratamento está ligado principal-
mente a esse desconhecimento, afir-
ma o professor Eduardo Schor, chefe
do Ambulatório de Endometriose da
Universidade Federal de São Paulo
(Unifesp).
O principal sintoma, a cólica mens-
trual, por exemplo, não é valorizada
como uma condição importante. “As
mulheres acham normal menstruar
com dor. Ficam um grande período
de tempo com cólicas fortes e não se
queixam.”
Essas queixas acabam sendo minimi-
zadas não somente pelas mulheres, mas
por seus familiares, colegas de trabalho
e médicos, até que a hipótese da endo-
metriose seja cogitada e investigada, o
que contribui para o atraso.
“Ainda a ideia errônea de que exa-
mes complementares com resultados
normais, como ultrassonografia e dosa-
gem sérica de CA125, excluiriam o diag-
nóstico de endometriose também ajuda
a gerar mais demora na busca por
um especialista”, ressalta a médica
radiologista Débora Esperancini Te-
bar, especialista em ressonância
magnética, de Rio Preto.
O problema é que as cólicas são pro-
gressivas, aumentando as dores e seu
tempo de duração, chegando a ser senti-
das no mês inteiro e não mais no perío-
do menstrual. “Chega um ponto em
que as dores não respondem mais a tra-
tamentos comuns, levando as pacientes
para o pronto-socorro, isso após fica-
rem anos com dor e outros sintomas”,
explica Schor.
Segundo o ginecologista Carlos
Eduardo Ferreira, de Rio Preto, a evolu-
ção dos sintomas está associada à piora
da qualidade de vida. Isso porque, além
das cólicas, somam-se sangramento
com maior fluxo durante a menstrua-
ção, dores pélvicas constantes durante a
relação sexual, alteração intestinal com
diarreia e dor para evacuar durante a
menstruação. Ardência e dor para uri-
nar e sintomas neurológicos também
são percebidos. “Sempre associado à
menstruação”, informa o ginecologista,
que faz outra observação.
“É importante lembrar que, ao con-
trário do que se pensava, essa doença po-
de acometer mulheres na perimenopau-
sa (período que antecede a menopausa)
e pode não melhorar após a menopausa.
Esse grupo de mulheres com esses sinto-
mas também deve ser valorizado”, des-
taca o especialista.
As consequências do atraso do
diagnóstico e tratamento criam ain-
da outros problemas, conta o profes-
sor da Unifesp. Devido às dores na
pélvis, a mulher acaba procurando
posições posturais que amenizam sua
dor, provocando alterações ósseo-mus-
culares que podem persistir mesmo
após o tratamento.
“Outros sintomas são gastrointesti-
nais, associados à síndrome do intesti-
no irritável. Ainda há depressão e ansie-
dade, prejuízo na qualidade do trabalho
e isolamento social”, explica Schor.
Motivo desconhecido
A causa de tudo isso, porém, ainda é
incerta, mas algumas hipóteses têm si-
do analisadas em estudos, partindo do
princípio de ser multifatorial. O gineco-
logista Carlos Eduardo Ferreira afirma
que entre os fatores aceitos estão a pre-
disposição familiar, as alterações en-
dócrinas e imunológicas. “A mens-
truação retrógrada também é um im-
portante fator”, diz o ginecologista,
que completa: “Junta-se a isso a má
qualidade de vida e a demora para a
gravidez, ou seja, a mulher moderna
primeiro se acerta profissionalmen-
te para depois pensar em filhos. Isso
faz com que a doença progrida para
formas mais graves”, alerta.
Saúde
SINAL
VERMELHO“A desinformação assusta”,
afirmaEduardo Schor.
Quandoo médico levanta a
suspeita deendometriose
comodiagnóstico, muitas
mulheresrecorrem à internet
parafazer buscas sobreo
assuntoe acabam vendo
histórias graves deperdas de
úteroe ovários.“Na verdade,
oquadroda paciente talvez
nemétão drástico assim,por
issoé importanteque o
médicotire todas as
suasdúvidas”,destaca o
professorda Unifesp
A relação da mulher com
endometriose com seu
parceiro pode sofrer grande
comprometimento, informa
o professor Eduardo Schor,
da Universidade Federal de
São Paulo (Unifesp).
“Alguns entendem a
situação e acompanham o
tratamento, mas outros não,
por afetar a relação sexual,
com as negações da mulher
para o sexo. Os problemas
conjugais aumentam e há
casos de casamentos que
chegam ao fim”
10 / São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO
O ginecologista Carlos
Eduardo Ferreira diz que a
chance de infertilidade pode di-
minuir com o diagnóstico pre-
coce. “Melhora o prognóstico,
pois as alterações anatômicas
são menores. Nos casos graves,
mesmo após a cirurgia, a proba-
bilidade da paciente necessitar
de técnicas de reprodução assis-
tida é grande”, explica.
Por isso, a confirmação do
diagnóstico com exames de
imagem é importante para o
início do tratamento. A médica
radiologista Débora Esperanci-
ni Tebar informa que a resso-
nância magnética, o ultrassom
pélvico e o transvaginal são ne-
cessários também para a progra-
mação da cirurgia, quando esta
é necessária.
“No passado, contava so-
mente com dosagens sanguí-
neas do CA 125 e a videolapa-
roscopia para diagnosticar. En-
tretanto, os estudos mostraram
que o CA 125 é um exame de
baixa sensibilidade, pois pou-
cas mulheres com endometrio-
se (40%) têm aumento desse
marcador. E a videolaparosco-
pia não visualiza a endome-
triose profunda, localizada
abaixo do peritônio, uma
membrana que recobre a
parede abdominal”,
diz a médica. (EV)
Quantoantes,melhor
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 / 11
Algumas drogas também
podem ser utilizadas
como coadjuvantes
no tratamento da
endometriose, tanto leve
ou avançada, informa o
professor da Unifesp
Eduardo Schor. A
indicação médica poderá
incluir fitoterápicos com
propriedades analgésicas,
acupuntura e
atividade física
A endometriose é uma
doença benigna do crescimento
anormal do tecido endometrial
fora do útero
Esse desenvolvimento pode
acontecer nos ovários, trompas,
ligamentos ao útero, bexiga e
intestino grosso
A influência do ciclo
menstrual piora o problema já
que não há como eliminar o
sangue fora do útero
As causas ainda são
desconhecidas e estudos ainda
tentam traçar associações
A manifestação do
problema é marcada por
inflamação, dores na relação
sexual, cólicas com dores
progressivas, formação de
cistos e até infertilidade
O problema acomete
principalmente mulheres
em idade reprodutiva
Fonte: Associação de Obstetrícia e
Ginecologia do Estado de São Paulo
O estágio da endometrio-
se, leve ou avançada, é que
determinará qual tratamen-
to será adotado. Se a doença
está no início, uma medica-
ção com compostos hormo-
nais, como a pílula, poderá
ser escolhida. No avançado,
o medicamento também faz
parte da primeira tentativa
de melhora, mas se a doença
já provoca muitos sintomas
as chances de sucesso são
bem menores, sendo necessá-
rio recorrer à cirurgia, conta
o chefe do Ambulatório de
Endometriose da Unifesp,
Eduardo Schor.
O ginecologista Carlos
Eduardo Ferreira explica
que a endometriose é uma
doença benigna, mas pode
apresentar agressividade em
alguns casos, sendo necessá-
rio até mais que um procedi-
mento cirúrgico.
“Pode haver comprometi-
mento profundo da doença
em áreas profundas não visí-
veis, onde existem grandes
vasos sanguíneos e nervos,
no intestino, ureter - canal
que liga os rins à bexiga,
bexiga, ligamentos uteri-
nos, entre outros”, avisa.
“É uma cirurgia específi-
ca para endometriose, para a
retirada de todos os focos pos-
síveis da doença, pois apenas
tirar o útero não resolve os
sintomas nem trata o proble-
ma”, explica Ferreira. O trata-
mento completo deve ser
acompanhado por equipe mé-
dica especializada, psicólogas
e fisioterapeutas. (EV)
Entenda
Associação Brasileiro de
Endometriose e Ginecologia
Minimamente Invasiva -
www.iape.org.br
Associação de
Obstetrícia e Ginecologia do
Estado de São Paulo -
www.sogesp.com.br
Sociedade Brasileira de
Ginecologia Endócrina -
www.sobrage.org.br
Endometriose -
www.endometriose.med.br I
A dificuldade para engravidar
éumoutrosintomadaendometrio-
se, às vezes descoberta exatamente
na tentativa de gravidez. Nesse ca-
so, o ginecologista Carlos Eduardo
Ferreiracontaqueacirurgiaéaop-
ção imediata, o que aumenta a
chancedecura,emboraaindapreci-
sedetratamentoclínico.“Essaspa-
cientesnecessitam deumacirurgia
queretiresuaslesões,masqueman-
tenhasuafertilidade.Acirurgiade-
ve ser agressiva e delicada ao mes-
motempoparapreservarórgãosvi-
taisparauma gravidez”,ressalta.
FoiocasodabancáriaCarolina
Bauab, de Rio Preto. Após muitas
tentativasdeengravidar,semsuces-
so, ela descobriu no final de 2012,
aos 37 anos, que estava com endo-
metriose. “Associado a isso, come-
cei a ter muitas cólicas, até que fiz
uma ressonância magnética que
confirmouo problema”, conta.
Embora ainda com alguns sin-
tomas,adoençahaviaavançadope-
las trompas e começava a envolver
a bexiga e o intestino. A opção de
tratamentofoipelacirurgia,realiza-
dadoismeses depois.
Ela ainda passou por um trata-
mentocominjeçõeshormonaispa-
raregularizarsuaovulaçãopara,en-
tão, recomeçar as tentativas de en-
gravidar. “Cinco meses depois eu
estavagrávidadaSophia,quenasce
emjunho”,contaCarolina,querea-
lizará o sonho de ser mãe quando
completar39 anos. (EV)
Leve ou avançado
Para mais informações
À espera de Sophia
12 / São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO
Até o início da década de 1980, as técnicas utilizavam materiais como
o aço cirúrgico e não tinham a intenção de promover a osseointegração
Rodrigo Caran
Odontologista
A implantodontia é muito
antiga. Há relatos na literatura
de tentativas de substituir os
dentes desde o antigo Egito,
mas foi a partir de meados da
década de 1950 que esse pro-
cesso se tornou mais sistemáti-
co. Técnicas de fundição e es-
tudos biológicos que resulta-
ram na capacidade de produ-
zir uma prótese a partir de um
material biocompatível que,
associado ao advento dos anti-
bióticos, promoveu a possibi-
lidade de sua implantação com
menores chances de infecções
pós-operatórias, e isso estimu-
lou a classe odontológica a re-
produzir as mais diversas técni-
cas de implantodontia.
Porém, até o início da déca-
da de 1980, as técnicas utiliza-
vam materiais como o aço cirúr-
gico e não tinham a intenção
de promover a osseointegração.
Os implantes eram instalados
sob a mucosa ou então eram
intraósseos, mas baseados na re-
tenção mecânica indicada pela
técnica. Assim, com o passar
dos anos e a utilização dos im-
plantes na mastigação, proces-
sos inflamatórios naturalmente
surgiram e alguns implantes se
perderam.
Foi somente após o Protoco-
lo de Toronto, no início da dé-
cada de 1980, que tivemos co-
nhecimento sobre a instalação
dos implantes dentários tal co-
mo os conhecemos hoje; reali-
zados em titânio, comercial-
mente puros, e instalados por
profissionais capacitados, atin-
gindo um índice de sucesso aci-
ma de 90%. É curioso salientar
que os implantes foram desco-
bertos por acaso em um estudo
para avaliar a vascularização da
tíbia de coelhos, e depois seus
resultados foram transferidos
para reabilitar os pacientes que
utilizavam próteses totais infe-
riores com seis implantes e
uma prótese fixa sobre esses im-
plantes, reabilitando toda a ar-
cada inferior.
Até hoje, esses trabalhos re-
cebem o nome de protocolo. As
próteses podem ser entregues
em poucos dias e seu índice de
sucesso chega a quase 100%. Fo-
ram esses resultados que impul-
sionaram o sucesso da implan-
todontia moderna.
Em meados da década de
1980, os primeiros brasileiros
foram à Suécia e aos EUA para
aprender essa tão esperada no-
vidade e retornaram ao Brasil
conscientes de que poderiam
atender seus pacientes de uma
forma mais elaborada.
Para isso, precisaram ini-
ciar um trabalho de treinamen-
to com outros cirurgiões-den-
tistas, protéticos, equipe de
apoio e tudo que cercava o mun-
do da implantodontia. No iní-
cio, as importações ofereciam
poucas opções de marcas e mo-
delos, os preços eram muito ele-
vados e tivemos uma elitização
dos profissionais e dos pacien-
tes que podiam optar pelos im-
plantes dentários como uma op-
ção de tratamento. Além disso,
as técnicas eram elaboradas e
os cursos de formação, caríssi-
mos. A implantodontia estava
reservada para poucos.
Com o passar dos anos, com
a estabilidade de nossa econo-
mia e um número cada vez
maior de colegas utilizando os
implantes como opções de tra-
tamento, tivemos o nascimento
da indústria nacional. Os cus-
tos foram reduzidos a menos
da metade e os implantes den-
tários passaram a ser opção viá-
vel para muitos. Faltava edu-
cação, uma vez que era preci-
so democratizar a formação
do implantodontista, come-
çar pelo reconhecimento da
implantodontia como uma es-
pecialidade odontológica e
criando regras para o seu ensi-
no, de forma a termos profis-
sionais capacitados e com
uma formação homogênea
em todo o Brasil. I
A implantodontia
e sua história
Stock Images/Divulgação
Edvaldo Santos
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 / 13
Otávio Mesquita completa 30 anos de
carreira com novo programa no SBT
Agência Estado
O apresentador Otávio Mesquita
completa 30 anos de carreira com a es-
treia de seu novo programa no SBT, o
“Okay Pessoal”, que está previsto pa-
ra entrar no ar em abril. A atração se-
gue os moldes do programa que ele
apresentava até o fim do ano passado
na Band, o “Claquete”, exibido no co-
meço das madrugadas.
Otávio gosta do horário e ressalta
que o fim de noite na TV está sendo
valorizado pelo mercado publicitário,
pois conta com um público exigente e
que, em geral, tem poder aquisitivo.
A ideia não é mudar o que deu cer-
to na concorrência, mas fazer uma
extensão do formato que o consa-
grou na Band. “No SBT, temos um
elenco maior e outras possibilida-
des e eu pretendo me reinventar”,
diz o apresentador.
Mesquita saiu da Bandeirantes
após 14 anos e o fim desse “casamen-
to” foi amigável. Segundo o apresenta-
dor, o término do contrato representa
somente o encerramento de um ciclo
em sua carreira. A emissora da famí-
lia Saad teria proposto dividir os cus-
tos e lucros de um novo programa,
mas ele não aceitou.
Nesses 30 anos de carreira, Mes-
quita também trabalhou na extinta
TV Manchete, na Record e na Rede-
TV!. Essa é a sua terceira passagem
pelo SBT, onde apresentou os progra-
mas “Perfil”, “Tempo de Alegria”,
“Fantasia” e o quadro que o projetou
à fama “Bom Dia Legal”, do “Domin-
go Legal”, na década de 1990.
“Agora, encontrei um novo SBT.
É um momento especial da emissora
Confesso que pensei em ficar um ano
descansando a minha imagem, mas
acabei optando por aceitar o convite
porque a madrugada é a minha praia
e tudo casava com os meus interes-
ses”, comenta.
A nova revista eletrônica das ma-
drugadas do SBT é uma forma de
agregar audiência ao canal com um
custo relativamente baixo, já que se
trata de uma parceria que a Mesquita
Produções - produtora de Otávio Mes-
quita - está desenvolvendo com a
emissora de Silvio Santos. “O progra-
ma irá ao ar de segunda a sexta-feira
depois do ‘Jornal do SBT’. As cabeças
do programa serão gravadas nos estú-
dios da emissora, e vai ter muita entre-
vista feita nas ruas”, adianta Otávio.
O “OKay Pessoal” vai ter, ainda,
making of de comercial de televisão,
campanhas de moda e outros even-
tos que o público gosta de ver os
bastidores, como festas e provas es-
portivas. Algumas novidades estão
sendo programadas, mas também
será ressuscitada uma personagem
criada por Otávio nos anos 1990,
que fez sucesso naquela época. “A
Tábata é uma bichinha bipolar,
que será a ombudsman do SBT e
vai criticar toda a programação do ca-
nal. Está na moda gays nas novelas,
nos realities shows e vamos aprovei-
tar esse momento da diversidade,da
aceitação”, diz o apresentador.
Estreia
OKAYOKAY
PESSOALPESSOAL
TV - 14 / São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO
Carnaval de 1984
Otávio Mesquita começou
sua jornada diante das câmeras
em 1984, cobrindo o Carnaval.
Ele conta que as pessoas não
gostavam dele, mas, mesmo as-
sim, ele acreditou que era nessa
área que iria se dar bem. “Fi-
quei muito tempo com o Gugu
com a função de acordar as
pessoas e isso me marcou
muito. Sou extremamente
emotivo e verdadeiro, since-
ramente não sei de onde vem
isso. Quando vim negociar
minha volta para o SBT, lem-
brei-me do dia em que peguei
meu crachá pela primeira vez
e meus olhos se encheram de
lágrimas”, confidencia.
E por falar em acordar cele-
bridades, esse pode ser um dos
quadros de seu novo programa
também. Otávio quer revirar o
baú do SBT. “Nós vamos usar
o arquivo do canal. Vamos ter
um quadro mostrando essa his-
tória maravilhosa. O SBT tem
muito mais material do que a
Band. Quero valorizar o que foi
feito aqui no passado.”
Com a produção do “Okay
Pessoal” a todo vapor, Otávio
conta que vai aproveitar logo
de cara para entrevistar o cas-
ting da emissora, como a apre-
sentadora Eliana.
“Meu sonho é um dia acor-
dar o Silvio Santos, mas não
sei se vou conseguir.”
Seu novo contrato permite
que ele apresente outros forma-
tos em canais da TV paga. Otá-
vio afirma que está negociando
uma atração com uma rede de
TV a cabo e que deverá estrear
um programa depois da Copa
do Mundo, no segundo semes-
tre deste ano. Cogita-se que é
para apresentar um programa
de entrevistas baseado no for-
mato de um talk show britâni-
co. Porém, o apresentador ain-
da não confirma isso. “Essa ne-
gociação rolou paralela a do
SBT. Só não posso falar agora
porque o contrato não foi fecha-
do de fato, mas em breve vou re-
velar mais detalhes”, conta. I
Estúdio móvel
Como a fórmula da atração
é costurar a apresentação no es-
túdio com reportagens exter-
nas, sendo que o material grava-
do fora vai representar 80% do
programa, um carro servirá de
cenário. “Vou sair pelas ruas
de São Paulo em cima do
meu Tuk-Tuk (automóvel),
fazendo entrevistas. Eu fi-
quei muito surpreso quando
tivemos uma reunião com o
departamento técnico. De-
mos algumas ideias e elas fo-
ram aceitas com muito entu-
siasmo. A tecnologia vai es-
tar presente no nosso conteú-
do diário”, comenta o apre-
sentador, que continua: “Es-
sa história do carro foi uma
puta sacada que eu tive para
dar movimento ao programa.
De repente estarei indo para
a Penha (bairro da Zona Leste
de São Paulo) e posso pegar
uma pessoa no ponto de ôni-
bus. Essa carona vai render um
bate-papo informal. Outra ho-
ra posso pegar a Luiza Brunet
em um hotel e acompanhá-la
em um compromisso de mo-
da”, conta ele.
Mesquita afirma que sua
vida se divide em antes e de-
pois do SBT. Ele diz que de-
ve muito do que se tornou co-
mo profissional ao colega Gu-
gu Liberato. Ele se refere ao
sucesso do quadro em que
acordava famosos.
De acordo com o vetera-
no, o “Bom Dia Legal”, do
“Domingo Legal”, chegava a
registrar 28 pontos de média
no Ibope. Cada ponto equiva-
le a 65 mil domicílios na
Grande São Paulo.
Segundo Mesquita, a visi-
bilidade foi tão grande que
ele chegou a ser convidado
pela Rede Globo para traba-
lhar lá, mas afirma que não acei-
tou porque a emissora carioca
queria somente tirá-lo do SBT
porque seu desempenho esta-
va incomodando. “Na época,
a gente não falava como hoje
em dia de ficar na geladeira,
mas também agente já sabia
dos meandros do meio. Eles
não teriam onde me colocar”,
recorda-se.AgênciaEstado/Divulgação
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 / 15 - TV
“Não poupo no
amor”, revela Tainá
Müller sobre suas
semelhanças com
fotógrafa Marina
de “Em Família”
Agência Estado
Radiante, Tainá Müller, a
fotógrafa Marina de “Em Famí-
lia” (Globo), confessa que esta-
va mesmo à procura de uma
personagem que a tirasse do
chão, como ela mesma diz.
Na novela das 21h da emis-
sora carioca, Marina está apai-
xonada pela dona de casa Clara
(Giovanna Antonelli),que é ca-
sada com Cadu (Reynaldo Gia-
necchini). A expectativa é que
as duas vivam um romance, po-
rém, muitos conflitos estão por
vir. Um deles é a doença do per-
sonagem de Gianecchini.
De qualquer forma, o entu-
siasmo da atriz não vem só da
possibilidade de, assim como
aconteceu em “Amor à Vida”
(Globo), com Félix (Mateus So-
lano) e Niko (Thiago Fragoso),
dar um beijo gay no ar. “A Ma-
rina é uma mulher interessan-
te, independentemente se está
inserida em um triângulo amo-
roso, se é homossexual”, afirma
ela, acrescentando que não cria
expectativas sobre a aprovação
ou rejeição do público.
Na composição de Marina,
além de muitas pesquisas sobre
fotografia, a atriz conta que o
cabelão conquistado com me-
gahair foi fundamental, apesar
de estar sendo trabalhoso cui-
dar dele. “Não consigo vê-la
sem esse cabelo”, diz ela.
Confira a seguir um bate-pa-
po com a atriz.
Pergunta - Está preparada
para gravar um eventual beijo
de Marina e Clara?
Tainá Müller - Tudo está
nas mãos do Maneco (o autor
Manoel Carlos). Se ele sentir
necessidade (da cena), vai escre-
ver e nós vamos gravar. Não sei
se o beijo do Félix e do Niko ti-
rou o peso em torno dessa polê-
mica. Espero que sim. É difícil
prever se também vai ser pedi-
do pelo público, qual será a rea-
ção das pessoas. Nós temos de
ver a história caminhar. Como
telespectadora, achei o beijo
dos dois lindo, a cena maravi-
lhosa Parabenizei o Mateus (So-
lano), o Thiaguinho (Thiago
Fragoso)... Como espectadora,
posso te dizer o que penso,mas
fica difícil responder pelo pú-
blico. O que posso garantir é
que são histórias bem diferen-
tes. Acho que as coisas têm de
ser tratadas com naturalidade.
Trata-se de uma história de
amor.
Pergunta - Você acredita
que a relação entre Marina e
Clara será mais intensa após
a fotógrafa se declarar para a
dona de casa?
Tainá - Até agora, a Marina
já deu suas investidas e deixou
claro que está apaixonada. Po-
rém, ela toma coragem e se de-
clara para a Clara, que, a princí-
pio, fica confusa. Não sei como
vai ser a história, se vai ser sutil
ou intensa, mais forte ou não.
Isso só o Maneco pode respon-
der. Acho que, com o tempo,
mais lá na frente, tudo vai ficar
mais claro.
Pergunta - Você teme com-
parações com o casal Félix e
Niko? Teme que o telespecta-
dor rejeite a relação de Mari-
na e Clara?
Entrevista
MULHER
INTERESSANTE
Fotos:Divulgação
TV - 16 / São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO
Tainá - Sinceramente, eu
não me agarro a expectativas
em relação à repercussão. Não
foco nisso porque, se estivesse
pensando assim, estaria fazen-
do o trabalho vir de um lugar
errado, de fora para dentro. E o
caminho não é esse.
Pergunta - Qual é o maior
desafio que tem pela frente
com essa personagem?
Tainá - Fica bem difícil fa-
lar o que é mais desafiante. Ca-
da personagem tem o seu desa-
fio. Mal saí de “Flor do Cari-
be”, emendei “Em Família”.
Mas era algo que eu estava que-
rendo muito fazer: uma perso-
nagem que me tirasse do
chão. Talvez a Marina seja a
mais complexa (personagem
que já fez), com particularida-
des. Ela é uma mulher que se
comunica com o mundo por
meio da sedução. Isso faz par-
te do talento dela.
Pergunta - Você e a Giovan-
na Antonelli demonstram en-
trosamento no ar. Como é o
clima nos bastidores das gra-
vações?
Tainá - Nossa, uma delícia!
A Giovanna é um dos grandes
talentos que temos como atriz.
Sempre admirei o jeito espontâ-
neo dela, a forma como ela tra-
balha. Quando a Giovanna dá
vida às suas personagens, tudo
parece não vir de um texto, ta-
manha a naturalidade com a
qual ela trabalha. Venho apren-
dendo muito com ela, que é
uma pessoa generosa.
Pergunta - Você diz que a
Marina é diferente de tudo o
que já fez. O que te instigou a
dar vida a essa fotógrafa?
Tainá - O que me instigou
nela foi o caráter não óbvio. Ela
é uma mulher interessante, in-
dependentemente se está inseri-
da em um triângulo amoroso,
se é homossexual, o interessan-
te da Marina é que ela tem vá-
rias características. Fora o tex-
to do Maneco, que tem um ta-
lento gigante para trazer huma-
nidade aos personagens.
Pergunta - Você tem algo
em comum com a Marina?
Tainá - A Marina ama des-
medidamente e eu tenho isso.
Não poupo no amor (risos).
Pergunta - Foi difícil encon-
trar o tom certo para dar vida
à fotógrafa?
Tainá - Foi um processo lon-
go. Busquei várias referências
de fotógrafas, participei de al-
guns workshops e assisti a al-
guns filmes voltados para esse
tema. Ainda colei no fotógrafo
Beto Roma para ver como é o
trabalho. O que me ajudou tam-
bém é que sempre gostei de ar-
tes visuais e estudei um pouco
de fotografia quando fiz facul-
dade de Jornalismo. Com essa
base, nós ainda pensamos co-
mo deveria ser o figurino, a ca-
racterização, de uma forma
bem específica, para trazer as
características dessa persona-
gem. Fora isso, ainda coloquei
o megahair. Estou feliz e posso
garantir que irei contar uma
história de amor da maneira
mais honesta possível.
Pergunta - Você chegou a
pesquisar sobre homossexua-
lidade?
Tainá - Vinha fazendo uma
pesquisa desde que surgiu essa
oportunidade incrível na mi-
nha vida. Assisti a filmes sobre
o amor entre mulheres e con-
versei com muitas homosse-
xuais. Descobri que é um uni-
verso que tem de ser tratado
com muita naturalidade por-
que estamos falando sobre o
amor. O mundo está tão feio e
as pessoas estão preocupadas
com o amor entre duas mulhe-
res? Estranho... A Marina é
uma mulher pulsante, que se jo-
ga, não é nada racional.
Pergunta - Dá trabalho
manter o megahair?
Tainá - Dá trabalho sim,
mas, para a Marina, serviu e
muito. Não consigo vê-la sem
esse cabelo. Estou me adaptan-
do ainda. Tenho de fazer hidra-
tação e, eventualmente,
esfoliação no couro cabeludo,
porque o megahair exige uma
limpeza mais profunda. Faço
tudo no salão, a cada 15 dias.
Sou bem geminiana, adoro mu-
dar. Não tenho essa de ficar pre-
sa ao cabelo.
Pergunta - Você está em
forma. Segue alguma dieta es-
pecífica e mantém uma rotina
de exercícios?
Tainá - Sou bem light, não
sou a marombeira da academia.
Faço pilates e cuido da alimen-
tação por uma questão de saú-
de. Tenho um monte de chati-
ces, intolerâncias alimentares,
como à lactose. Agora descobri
que sou intolerante também
aos alimentos com trigo. Um sa-
co... Como muitas frutas, legu-
mes, carnes brancas e evito do-
ces. Gravando muito como ago-
ra, não estou fazendo nada,
mas nunca tive tendência para
engordar nem emagrecer. A
tendência é ficar no mesmo pe-
so: 52 quilos. Fora isso, bebo
bastante água e não abro mão
do filtro solar. I
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 / 17 - TV
Thiago Mendonça revela que conviveu com amigo alcoólatra
para enfrentar o assunto na novela de Manoel Carlos
Agência Estado
Está nas mãos de Thiago
Mendonça discutir um dos te-
mas mais importantes da nove-
la “Em Família” (Globo): o al-
coolismo. Para tanto, o ator res-
gatou memórias do tempo em
que dividia apartamento com
um amigo alcoólatra.
“Ele era de urrar à noite, de
dormir no terceiro degrau da
escada porque não conseguia
chegar até a porta”,conta o
ator. “Sou uma pessoa dada a
exageros, e ter proximidade
com a doença, nessa fase da mi-
nha vida, serviu como alerta”,
confessa.
Tanto na TV quanto no ci-
nema, Thiago é reconhecido pe-
la versatilidade. Na telinha, ele
participou de trabalhos como
“Bambuluá” (2000), “Sítio do
Picapau Amarelo” (2001), “Ma-
lhação” (2002), “O Profeta”
(2006) e “Dalva e Herivelto -
Uma Canção de Amor” (2010),
todos na Globo.
Seu primeiro papel de desta-
que, no entanto, foi em “Duas
Caras” (Globo), de 2007, nove-
la na qual interpretou o jovem
Bernardinho, que se envolvia
em um relacionamento a três
com Dália (Leona Cavalli) e He-
raldo (Alexandre Slaviero). Coin-
cidênciaounão,circularamnain-
ternetboatosdeque omédicoFe-
lipe também seria bissexual na
trama de Manoel Carlos. Mas
Thiago Mendonça desmente:
“Não tem fundamento algum!”.
No cinema, Thiago ficou co-
nhecido por interpretar os canto-
res Luciano (“2 Filhos de Fran-
cisco”) e Renato Russo (“Somos
tão Jovens”). Nessa entrevista,
ele fala mais sobre as gravações
de “Em Família” e dos seus so-
nhos para o futuro.
Pergunta - Você se inspi-
rou em alguém para compor o
Felipe?
Thiago Mendonça - Não te-
ve uma inspiração direta. Na
verdade, o processo ainda está
ocorrendo. Novela é uma obra
aberta. Gravamos até agora,
aproximadamente, 40 capítu-
los. Então, a composição do Fe-
lipe ainda está acontecendo. O
que posso dizer é que sou muito
intuitivo e a criação de um perso-
nagem não é, para mim, algo tão
concreto.
Pergunta - Como você defi-
niria o Felipe?
Mendonça - A Bianca Rinal-
di disse uma vez, em cena, que o
Felipe era um “carente profissio-
nal”.Achoqueébemporaí.Ape-
sarde terrecebido muitoamorda
mãe - e eu e a Natália do Vale
(que interpreta Chica, mãe do ra-
paz) trabalhamos juntos nesse
sentido-,oFelipeteveumainfân-
cia carente de atenção. Afinal, ele
e a Clara (Giovanna Antonelli)
sãoosirmãosmaisnovosdaHele-
na (Julia Lemmertz), que exigia
bastante dos pais. Então, penso
que ambos “sobravam” um pou-
co. Tanto que ele e a Clara eram
sempre expulsos de algumas ce-
nas(risos).
Pergunta - E a questão da
medicina?
Mendonça - Apesar de ser
doente, por conta do alcoolismo,
o Felipe é extremamente inteli-
gente.Tantoqueseformoumédi-
co.Nahorade comporo persona-
gem, priorizei maisa profissão do
que o problema com o álcool.
Pergunta - Quais foram
as suas referências para o
alcoolismo?
Mendonça - Amigos, pessoas
próximas e outras nem tanto. O
álcool é uma droga legal, que tem
trânsito na nossa sociedade. O
próprio Maneco diz que “todo
mundo tem um tio bêbado”. Às
vezes, não é um tio, mas o pai, o
primoouumamigoquerido.Ola-
boratório, então, é a nossa pró-
pria vida. O ator vivencia coisas e
guarda para acessar mais tarde.
Pergunta - Você viveu isso
de perto?
Mendonça - Na minha famí-
lia não tem ninguém no nível do
Felipe, apenas o consumo do ál-
cool “socialmente”. Maseu dividi
apartamento com um amigo que
era alcoólatra. De urrar à noite,
dormirnoterceirodegraudaesca-
da porque não conseguia chegar
até a porta. Acho que sou uma
pessoa dada a exageros, e ter pro-
ximidade com a doença, nessa fa-
se da minha vida, serviu como
alerta.
Pergunta - E qual a sua
relação com o álcool atual-
mente?
Mendonça - Até os 18 anos,
achei que passaria a minha vida
inteira apenas bebendo guaraná.
E se você me vir bebendo hoje,
vaiperceber que ainda faço careta
(risos). Não gosto do paladar.
Mas, claro, já tomei meus porres
quando mais jovem (risos). Só
que hoje, quando escolho um dia
para brindar alguma coisa, não
exagero.Alémdenãoapreciar, es-
tou com 34 anos e o metabolismo
é diferente. Aos 20, bebia e acor-
dava bem no dia seguinte. Hoje
não é assim.
Pergunta - Circulou na in-
ternet que o Felipe seria bisse-
xual e se envolveria com o ma-
rido de Silvia (Bianca Rinal-
di). Isso é verdade?
Mendonça - Isso não tem
fundamento algum. Até porque,
se houvesse indícios de um triân-
gulo amoroso na trama, a Silvia é
que seria o vértice. Não sei se in-
ventaram essa notícia por causa
do Bernardinho, de “Duas Ca-
ras”.Maseumeesforçomuitopa-
ra trabalhar as nuances de cada
personagem, por isso duvido que
alguém que veja o Felipe emcena
se lembre do Bernardinho.
Pergunta - Você interpre-
tou Renato Russo no filme
“Somos tão Jovens”. Era fã
do “Legião Urbana”?
Mendonça - Era ouvinte do
Legião, mas não propriamente
fã. Tenho um irmão mais velho
que tinha a fita cassete de “Que
PaísÉEsse”,nosanos1980.Lem-
bro que era pequeno e não tinha
maturidadeparaentenderascríti-
caspolíticas,masadorava“Eduar-
doeMônica”,quetinhaumaleva-
da mais alegre. Quando adoles-
cente, conheci o Legião e come-
cei a me identificar com as letras.
Pergunta - Tem vontade de
interpretar algum papel espe-
cífico que ainda não fez? Ou
trabalhar com algum autor?
Mendonça - Tem uma situa-
ção curiosa. Quando eu era
criança, tinha os olhos claros e
os cabelos bem cacheados. En-
tão, uma tia dizia que eu lem-
brava o Lauro Corona. Isso me
marcou demais. Como o Lauri-
nho trabalhou com o Gilberto
Braga em novelas como “Dan-
cin’ Days” (1978), acho que nas-
ceu um interesse daí de fazer al-
go com o Gilberto um dia. I
VÍTIMAS DO ÁLCOOL
Em Família
Divulgação
TV - 18 / São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO
“Adoro reencontrar pessoas
que me viram pequena”,
revela Letícia Colin sobre
sua volta para a Globo
Agência Estado
Desde que foi colocada à for-
ça por LC (Antonio Calloni) na
máquina da felicidade, a doce
Vitória (Letícia Colin) perdeu
sua capacidade de julgamento e
desistiu de fugir da comunida-
de de “Além do Horizonte”
(Globo).
Para a atriz, a trama tão dife-
rente do que os telespectadores
estão acostumados para uma
novela das sete merece elogios.
“Acho incrível esse tipo de fic-
ção, essa hipótese. Mas não gos-
taria de passar por uma máqui-
na da felicidade para esquecer
alguma coisa”, afirma.
“Além do Horizonte” mar-
ca o retorno de Letícia à TV
Globo após dez anos em proje-
tos de outras emissoras. “Ado-
ro reencontrar pessoas que me
viram pequena”, revela. A es-
treia da atriz foi no seriado
“Sandy & Junior” (2000), aos
dez anos.Apósparticiparde“Ma-
lhação” (2002) e apresentar a
“TV Globinho” (2003), a atriz foi
contratada para o elenco da nove-
linha musical “Floribella”
(2005),daBand,voltadaparaaau-
diência infanto-juvenil.
As crianças sempre estive-
ram próximas da carreira de Le-
tícia. Em “Além do Horizon-
te”, sua personagem é responsá-
vel pelo centro infantil da co-
munidade. “Adoro gravar com
elas. As menores acreditam
mesmo que sou a professora de-
las”, diverte-se.
Após a rápida passagem pe-
la Band, Letícia permaneceu
cinco anos na Record. No cine-
ma, protagonizou o polêmico
remake de “Bonitinha, Mas Or-
dinária” (2013). A seguir, ela fa-
la sobre a novela e seus planos
envolvendo música.
Pergunta - A Vitória é res-
ponsável pelo centro infantil da
comunidade. Qual é a sua rela-
ção com as crianças hoje?
Letícia Colin - Adoro gravar
com elas, que me chamam de
tia (risos). As menores acredi-
tam mesmo que sou a professo-
ra delas. E quando chego ao
set, ganho abraços deliciosos.
Pergunta - Elas lhe sur-
preendem como atores?
Letícia - Demais. Conse-
guem fazer coisas incríveis na
cena, obedecem marcações,
lembram as deixas, respeitam
continuidade... Sem contar que
estamos sempre no meio de giz
de cera, tinta, massa de mode-
lar e marionetes. Adoro tudo is-
so. Divirto-me mesmo.
Pergunta - Você se inspi-
rou em alguém para compor a
Vitória?
Letícia - Observei os cami-
nhos que os personagens que já
estavam na novela faziam e ten-
tei colocar a Vitória para tempe-
rar essa história. Para trazer coi-
sas que ainda não eram usadas
na trama, sabe? Tentei fazê-la
com elementos que podiam
complementar o caldo que
meus colegas vinham fazendo.
Pergunta - O que mudou de-
pois que ela passou pela má-
quina da felicidade?
Letícia - Tudo. Ela se desco-
nectou da própria história, per-
deu sua autonomia e identida-
de. Agora não tem mais vonta-
des, não faz mais julgamentos e
não discorda de nada. Aceita tu-
do. Tornou-se, simplesmente,
um ser manipulável. Abando-
nou tudo o que era mais caro a
ela, inclusive a saudade absur-
da da mãe.
Pergunta - Você já sentiu
vontade de passar por uma
máquina da felicidade para es-
quecer alguma coisa?
Letícia - Nossa, não! Mas
acho incrível esse tipo de fic-
ção, essa hipótese. Ela aparece
em filmes como “Brilho Eter-
no de Uma Mente Sem Lem-
branças” (2004), por exemplo.
Pergunta - Você permane-
ceu oito anos fazendo traba-
lhos em outras emissoras. Co-
mo foi o retorno para a Globo?
Letícia - Delicioso! Adoro
reencontrar pessoas que me vi-
ram pequena, na época de “Ma-
lhação” e da “TV Globinho”. E
ainda mais nessa novela, que
tem direção geral do Gustavo
(Fernandez), com quem estou
amando trabalhar.
Pergunta - Você tem uma
carreira paralela em musi-
cais. Tem algo previsto para
este ano?
Letícia - Estou ensaiando
um musical especial. Vou fazer
a Beatriz na primeira monta-
gem de “O Grande Circo Místi-
co”, com toda a obra de Edu Lo-
bo e Chico Buarque. Estou mui-
to feliz e cantando diariamen-
te. A estreia será em 24 de
abril, no Theatro Net Rio, no
Rio de Janeiro.
Pergunta - Qual é a sua re-
lação com a música hoje?
Letícia - A música está na
minha vida. Está, inclusive, no
meu jeito de atuar, mesmo
quando não se trata de teatro
musical. Ela me dá muito mais
sensibilidade e atenção. E es-
tou preparando o meu primei-
ro show também!
Pergunta - Como será?
Letícia - Provavelmente uma
mistura de jazz e cabaré. Será pa-
ra o segundo semestre e terá dire-
ção de Jonas Klabin. I
Perfil
Bonitinha e
extraordinária Divulgação
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 / 19 - TV
“CQC” volta menos masculino com Dani Calabresa na bancada e nova repórter
Band
Agência Estado
A quantidade de integran-
tes do sexo feminino não au-
mentou na nova temporada do
“CQC”, que estreia nesta segun-
da (17), mas, agora, além de
uma loira na reportagem, a ban-
cada da atração passa a contar
com Dani Calabresa no lugar
de Oscar Filho. A humorista as-
sume o posto para dar um ar de
renovação ao programa, que
completa sete anos na grade
da Band. Oscar Filho conti-
nua na equipe à frente do
“Proteste Já” e do “Elefante
Branco”, ambos quadros de
denúncia.
Dani não foi escolhida
por ser mulher. A direção do
programa testou algumas pes-
soas e ela ficou com a vaga
por ser considerada a melhor
opção. Ela venceu o páreo
que contou com colegas de
trabalho e outros apresenta-
dores que nem fazem parte
do elenco da emissora. A ou-
tra “fêmea” do CQC é Naty
Graciano, que substitui Mo-
nica Iozzi.
No lançamento do progra-
ma para a imprensa, Marcelo
Tas até tentou fazer um mis-
tério em torno dela, chaman-
do-a de “Senhora X”, dizen-
do que não poderia falar seu
nome por questões contra-
tuais. O que de fato procede:
Naty Graciano estava se desli-
gando de uma afiliada da TV
Globo no interior paulista,
onde trabalhava.
Sua contratação ocorreu
recentemente porque o esco-
lhido, o jornalista Fred Melo
Paiva, foi demitido antes mes-
mo de entrar no ar. “Estava fe-
chado que seria ele, mas o Fred
pediu férias antes de estrear.
Achamos que o comprometi-
mento dele não era adequado e
desistimos de sua contratação”,
explica Tas, que continua co-
mo líder da turma engravatada.
O apresentador diz que na-
da é por acaso e que Naty che-
gou cheia de gás e estreará com
uma reportagem bombástica,
que foi gravada no vestiário do
clássico entre São Paulo e Co-
rinthians no último dia 9. Rogé-
rio Ceni é o entrevistado.
“É legal ter uma mulher na
reportagem, porque homem
costuma se desmontar diante
de uma mulher bonita e inteli-
gente como ela. Eles são bobi-
nhos”, brinca Tas.
Além da reportagem da
‘CQC caçula’, um novo quadro,
o “Torcida VIP”, deve dar o
que falar logo de cara. Isso se
for exibida a edição gravada
com Lobão. O cantor se quei-
xou publicamente da aborda-
gem feita por Ronald Rios e cer-
ca de 30 torcedores. Ele amea-
çou processar a Band se o con-
teúdo for ao ar. “Não consegui
entendera indignação do
Lobão. Esse é um dos quadros
mais infantis que temos, em
que brincamos com as celebri-
dades”, comenta Tas.
Aliás, polêmicas não devem
faltar neste ano para o “CQC”,
que terá amplo material eferves-
cendo nas ruas coma Copa do
Mundo no Brasil e as eleições.
Futebol e política são temas car-
ros-chefe do humorístico.
Dani Calabresa vai para a
bancada, mas continua à frente
do “Sem Saída”, o quadro dos
polígrafos. “A vida vai ficar
mais tranquila para fazer um
pole dance e outras coisinhas
do dia a dia”, diz a mulher de
Marcelo Adnet, que completa:
“Tudo brincadeira, vejo essa
promoção como crescimento,
desafio e estou com um baita
frio na barriga. Tem roteiro,
tem improvisação e é ao vivo”.
A parte comercial da atra-
ção começa o ano com a receita
13% maior. No ano passado
eram 11 anunciantes, número
que passou para 12 e teve sua
cota máster vendida para uma
montadora. Tas garante que é a
força comercial do programa
que dá à equipe maior liberda-
de editorial.
Entre as novidades estão os
quadros “50 Por 50”, com Mau-
rício Meirelles e um famoso en-
volvidos em um jogo de adivi-
nhação; “Cadeia de Favores”,
que promove uma ação social;
“Os Picaretas”, que contará
com câmeras escondidas mos-
trando truques usados por este-
lionatários; e o “#SemFiltro”,
com crianças comentando notí-
cias e vídeos.
A Band desenvolveu um
aplicativo, o “Segunda Tela”,
para a atração, que promoverá
interação em tempo real entre
os apresentadores e o público.
Além disso, a plataforma tam-
bém conta com um sistema em
que é possível ver o programa
ao vivo do tablet, do computa-
dor ou do celular. I
MAIS ESPAÇO
ÀS MULHERES
Divulgação
TV - 20 / São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO
“Às vezes,
fico muito
envergonhada.
Tive que fazer, por
exemplo, uma
cena de toalha”
Bruna Marquezine, atriz, no “Domingão do
Faustão”, sobre cenas mais quentes de sua
personagem, Luiza, na novela
“Em Família” (Globo)
“Meu médico disse
que, com o tamanho
que meu fígado
estava, eu não
passava dos 40”
André Marques, apresentador da Globo, no
“Fantástico”, sobre operação para redução do
estômago
“Mais para lá do que
para cá!”
Danielle Winits, no jornal “Extra”, sobre a atual
mulher do seu ex, Fernanda Vasconcellos, no
desfile das escolas campeãs do Rio
“A doença pode ser
um trampolim, algo
que leve você a
dar uma volta boa
na vida”
Reynaldo Gianecchini, no jornal “O Dia”, sobre
doença do seu personagem, Cadu, na novela
“Em Família”
“Ainda não engoli,
mas temos que
aceitar”
Viviane Araújo, sobre a derrota do Salgueiro
para a Unidos da Tijuca
“A gente só dá valor
quando perde. É
assim com amigos,
namorado e com os
garis também”
Sabrina Sato, apresentadora, ao varrer a
Marquês de Sapucaí com garis no desfile das
campeãs, no Rio
“Vou ficar de
maquiagem em
casa? Beijinho
no ombro”
Susana Vieira, atriz, ao site “Ego”, sobre os
comentários de que estava feia em foto que
postou no Instagram
“Bom dia! Acordei
batendo cabelo na
cara de tudo que
vem do mal com l e
mau com u”
Gaby Amarantos, cantora, no Instagram
“Gostaria de ter o
corpo da Gisele
Bündchen.”
Jennifer Aniston, atriz, para a revista “Self”
“Ele chegou!!!
Bem-vindo João!!!”Márcio Garcia, ator, ao publicar foto do pezinho
do filho, João, no Instagram
Frases da semana
Agência Estado
Divulgação
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 / 21 - TV
MALHAÇÃO - 17H45
Segunda-feira-TerezacontaparaHer-
mes tudo o que aconteceu enquanto
ele estava sob o efeito da máquina.
Kleber captura Matias. Lili diz a Rafa
quenãoconfiamaisemMarlon.Prisci-
la revela para Marcelo que está grávi-
da. William confirma que ainda gosta
de Lili e Celina se entristece. Heloísa
e Flávio se surpreendem com a rea-
ção de Marcelo à notícia da gravidez
de Priscila. Fátima decide descobrir
onde Kleber escondeu Matias. Her-
mesenfrentaLCMarlonpedeparaLili
decidir se quer continuar com ele. Te-
reza manda Hermes manter o acordo
que fez com LC. LC exige que Angeli-
que continue dando informações so-
bre as conversas de Hermes e Tere-
za.FernandasedeclaraparaThomaz.
Terça-feira - Kleber fica sensibilizado
com o pedido de Fátima. William con-
segue pegar o pingente da mão de
um dos seguranças da Comunidade,
masAndrénãodeixaqueorapazdes-
trua a fórmula. Kleber decide libertar
Matias. William pensa em Lili. Nilson
organiza um evento para Selma e Ri-
ta,filmadoporCacá.Thomazdecidefi-
car com Fernanda. Inês não gosta de
saber que será avó. LC, Angelique,
Hermes e Tereza esperam ansiosos
pelachegadadafórmulaàComunida-
de.WilliameAndréresolvemvoltarpa-
ra a Comunidade. William tem uma
conversa séria com Celina sobre Lili
Hermes sugere terminar com o acor-
do entre ele e LC. Marcelo se preocu-
pacomInês.
Quarta-feira - LC finge aceitar a deci-
são deMarlon. LC não conseguecon-
vencerLili apedir para Marlon ficar na
Comunidade. Marcelo estranha o
bom humor de Fernanda e Thomaz
tenta desviar a atenção do filho. Her-
meseLCdecidemesperarWilliamvol-
tarparaaComunidade.Marlonafirma
a Lili que vai embora. Fernanda co-
menta com Marcelo que acredita que
Álvaro esteja sentindo falta de Inês.
Nilson aceita a proposta para lançar
umperfumedeSelmaeRita.LCman-
daAssiscapturarWilliam.Angeliquee
Breno consertam a máquina. Fátima
faz Kleber ser mais gentil com Keila.
PaulinhaimplicacomLili.Rafaadmite
que pensa em Fátima. Marcelo gosta
de saber do romance entre Fernanda
eThomaz.
Quinta-feira - Marlon enfrenta LC e Lí-
der Jorge ouve a conversa. Álvaro pe-
de para reatar com Inês. LC se revela
para Marlon e ameaça colocá-lo na
máquina. Rafa se despede de Lili. Lí-
der Jorge foge ao ver Messias levar
Marlonparaamáquina.Marceloseas-
sustacomosdevaneiosdePriscila.Li-
li se preocupa com Marlon. William e
suaequipeseaproximamdaComuni-
dade.LíderJorgenãoconsegueimpe-
dir Marlon de ser colocado na máqui-
na. Lili fica abalada com o que ouve
LC falar sobre Marlon. As vendas dos
perfumesdospersonagensdeSelma
eRita sãoum sucesso. Fernandafica
nervosacomavisitadeHeloísa.Líder
JorgeconfrontaLC.LilipensaemMar-
loneWilliam.
Sexta-feira-Hermesseenfurececom
Marlon. Líder Jorge conta para Rafa o
que descobriu e pede para ir embora
comele. LC eHermes prometem tirar
afórmuladeWilliam.LíderJorgeman-
da Esteves guiá-lo, com Rafa, para fo-
ra da Comunidade. Lili estranha o su-
miçodeRafa.Inêsdecideterumfilho,
eÁlvaroentraempânico.Vitóriaavisa
aLCdosumiçodeRafa,eovilãoacio-
na Kleber. Rafa se encontra com Fáti-
ma,eKleber mandaEdusequestrá-lo
semque suafilha perceba.Terezavai
aoalojamentodeLC.ÁlvaroflagraFer-
nanda e Thomaz se beijando. Fátima
leva Rafa para falar com Vó Tita.
William,Guto,AndréeCelinainvadem
aComunidade,entramnasaladamá-
quinaeafotografam.
Sábado - William ajuda Guto e decide
seescondernoalojamentodeMarlon
e Lili. Fátima afirma a Rafa que não
deixará Kleber levá-lo de volta para a
Comunidade. William se desespera
com a possibilidade de Marlon ter si-
do colocado na máquina. Angelique
tentaacalmarJoana. Marlonpedepa-
ra ver Lili. Lili promete a William que
não revelará seu esconderijo. Tereza
afirma a Hermes que continuará se
encontrando com LC. LC descobre
que o sistema de informática da Co-
munidadequasefoiinvadido.Celinae
André repreendem William por não
confiar em Lili. Fátima vê Edu se-
guindo Rafa. Inês humilha Fernan-
da no escritório. Marcelo conta pa-
ra Priscila sobre o romance entre
seu pai e Fernanda.
JOIA RARA - 18H15
Segunda-feira - Ernest entra em
coma após o acidente. Mesmo fo-
ragido da polícia, Manfred vai ao
hospital visitar o seu pai e fica de-
sesperado ao vê-lo naquela situa-
ção. Serena conta para Fabrício
que Lola espera um filho dele. Pé-
rola entra em um profundo estado
de meditação na intenção de sal-
var o seu avô e fica desacordada.
Hilda chega à pensão e fica surpre-
sa com a presença de Aderbal, dei-
xando Toni com ciúme. Ernest
desperta e Manfred o abraça for-
te. A polícia descobre que Man-
fred está no hospital e corre pa-
ra capturá-lo.
Terça-feira - Gertrude chega ao
hospital e implora para o filho se
entregar. A polícia resolve arrom-
bar a porta, mas quando entra no
quarto de Ernest, Manfred não es-
tá mais lá. Décio fala para Franz
que Manfred pretende fugir do
país e sequestrar Amélia. Arlindo
diz para Volpina que está apaixo-
nado por ela e eles se beijam. Dr.
Rubens fala para Gaia que ela tem
pouco tempo de vida devido a
uma doença nos rins. Ernest rece-
be alta e vai para casa. Toni pede
para conversar com Hilda e eles
acabam se beijando.
Quarta-feira - Manfred se encon-
tra com Décio para pegar os pas-
saportes falsos e é surpreendido
com a presença da polícia. Man-
fred finge se render, mas saca
uma arma e foge com Décio. Fabrí-
cio diz que quer assumir o filho de
Aurora e casar com ela. Davi faz a
mesma proposta para Lola. Toni
pede perdão para Hilda. A polícia
persegue Manfred, mas o perde
de vista e ele consegue pegar os
passaportes falsos que estavam
na pasta de Décio. Manfred
ameaça matar Décio, mas é sur-
preendido com a presença do
carro de Franz
Quinta-feira - Manfred invade o
hospital disfarçado de padre e ten-
ta matar Décio, mas Valter entra
no quarto e o reconhece. Gaia con-
ta para Hilda que está com uma
doença que não tem cura. Man-
fred é perseguido por policiais,
mas consegue escapar mais uma
vez. Cléo conta para Conceição
que se envolveu com Joel. Man-
fred marca um encontro às escon-
didas com Gertrude. Davi exige
que Aurora faça exames para sa-
ber a paternidade do filho que ela
espera.
Sexta-feira - Franz e Amélia ar-
mam uma emboscada com a aju-
da da polícia e conseguem pren-
der Manfred. Gertrude recebe a no-
tícia de que seu filho foi preso e
se desespera. Pérola sonha que o
bebê de Matilde sumiu e fica preo-
cupada. Ernest dá um cachorro de
presente para Pérola. Valter e
Manfred brigam na delegacia.
Gertrude apresenta a Manfred o
advogado que vai conseguir fa-
zer a transferência dele para um
manicômio.
Sábado - Não enviado pela
emissora.
Segunda-feira - Anita e Sofia con-
cordam em não avisar para nin-
guém sobre a armação de Caeta-
no. Os meninos fingem aceitar a
presença de Bárbara como auxiliar
técnica. Abelardo se declara para
Bernadete, que pede um tempo pa-
ra ele. Serguei desabafa com Meg
sobre a possibilidade de Flaviana
ter que parar de estudar por causa
de dinheiro. Todos aprovam a co-
mida feita por Luciana. Meg conta
para Vera sobre a situação de Fla-
viana. Antônio se desentende com
Tita e Hernandez tenta conversar
com o menino. Antônio deixa a ca-
sa de Maura e enfrenta Hernan-
dez. Vera comenta com Bernadete
sobre Flaviana, e as duas decidem
ajudá-la a pagar a escola.
Terça-feira - Anita e Júlia chegam
ao camping onde aconteceu a his-
tória envolvendo Ben. Luciana lim-
pa e arruma o casarão de um jeito
nada convencional. Sofia e Ben se
divertem juntos. Raíssa revela a
Flaviana que Serguei, Meg, Vera e
Bernadete liquidaram suas dívidas
escolares. O dono do camping afir-
ma a Anita que não havia mais nin-
guém na noite em que esteve lá
com Ben. Pedro tem uma ideia pa-
ra desmascarar Maura. Sofia ar-
ma para ir à praia de carro e Ben
nota. Bárbara se incomoda com
as brincadeiras dos alunos duran-
te o treino. Anita e Júlia tentam
desvendar o que ocorreu na noite
do acampamento.
Quarta-feira - Anita considera que
Ben pode ter furado a barraca, e o
dono do camping afirma que consi-
dera improvável. Guilherme pede
para conversar com Raíssa no Em-
baixada. Martin incentiva Ben a fi-
car com Sofia e aprender com
suas diferenças. João Luiz pede
Raíssa em casamento, com o
apoio de Guilherme. Júlia aconse-
lha Anita a esconder sua investiga-
ção de Antônio. Antônio lê um elo-
gio do coronel Palhares em sua re-
de social. Os meninos conseguem
que Sidney e Ben retornem ao ti-
me de futebol. Pedro arma um pla-
no contra Maura. Os alunos pe-
dem a volta de Bárbara ao coman-
do do time, e Virgílio avisa que a
professora não aprova os comen-
tários machistas.
Quinta-feira - Antônio desconfia de
Palhares. Hernandez cobra explica-
ções de Maura sobre o bilhete de
Tita. Palhares afirma a Antônio
que o menino é ideal para uma mis-
são. Luciana distribui panfletos
que anunciam sua creche no casa-
rão, e Omar prevê problemas. Gio-
vana e Guilherme preparam uma
surpresa para o casamento de
Raíssa e João Luiz. Tita pede que
Anita visite Antônio. Sofia registra
quando Ben comenta que, se não
passar para a faculdade, terá de
voltar para os Estados Unidos. Tita
deixa escapar que Antônio prome-
teu que a levaria para acampar e
Anita fica atenta. Pedro e Tita
desmascaram Maura para Her-
nandez.
Sexta-feira - Antônio pede segredo
a Anita sobre ter encontrado seu
pai. Palhares se orgulha de ter en-
ganado Antônio. Giovana, Guilher-
me e Lorena desistem de falar
com Clara no lançamento de seu
CD. Abelardo faz uma declaração
de amor para Bernadete. Flaviana
adultera os produtos do salão pa-
ra economizar. Pedro lembra para
Anita que Antônio namorava Bruna
enquanto ela estava com Ben. Em
sua suposta creche, Luciana rece-
be crianças no casarão. Zelândia
volta para o Rio de Janeiro. Giova-
na e Guilherme repreendem o com-
portamento de Clara. Vera se de-
sespera com o estado de sua ca-
sa e decide que Luciana voltará a
trabalhar na empresa.
Resumo das novelas
GLOBO
ALÉM DO HORIZONTE - 19H30
TV - 22 / São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO
Segunda-feira - Junior está den-
tro do carro com Maria Cecília e
vê no lado de fora o primeiro bei-
jo entre Fernando e Carol. No
luau do acampamento, as Chiqui-
titas cantam a música “Amigas”.
No acampamento, Barbara (Lívia
Andrade) se despede das Chiqui-
titas, que voltarão ao orfanato.
Ela recebe um carinhoso e anima-
do abraço coletivo. Carol está ra-
diante pelo acontecimento com
Fernando, enquanto Beto está
triste por ter perdido seu melhor
amigo, Tobias, e seu trabalho.
Carol chega para trabalhar no or-
fanato e antes que ela entre, Ar-
mando sai. Junior chama Maria
Cecília no Café Boutique e lhe pe-
de em casamento.
Terça-feira - Carmen visita uma
amiga para que avalie uma das
pinturas do tesouro do orfanato.
Ela diz que essa tela é valiosa e
que existem apenas mais três de-
la, que juntas formam os quatro
cavalheiros do apocalipse. Ela
diz que essas obras estão desa-
parecidas há anos e que poucos,
como historiadores, sabem da
importância das pinturas. A mu-
lher diz ainda que as quatro
obras juntas podem guardar um
grande segredo. Carmen fica
curiosa. Enquanto isso, Armando
vende uma das telas, que havia fi-
cado com ele. Mili diz para Pata
que ultimamente está confusa
em relação a seus sentimentos.
Quarta-feira - Rafa, Tati e Ana
continuam a discutir sobre quem
é que a mascote Pipoca gosta
mais. Mosca tenta evitar Mili pa-
ra esquecer a garota Tomás Fer-
raz, que na verdade é Tobias dis-
farçado, entra em estúdio para
gravar sua canção de sertanejo
universitário. Arnaldo Saccomani
aparece pra escutar a gravação.
No Café Boutique, Francis e Clari-
ta se divertem com um vídeo que
faz sátira do clipe de Érica. Beto
vai ao orfanato a pedido de Carol
O rapaz chama Pipoca e ela final-
mente sai da casa. Tati, Rafa,
Ana e até Chico entram na discus-
são para saber quem é o dono de-
la. Beto diz que a cachorra deve
gostar de todos e sugere que os
quatro são os donos da Pipoca.
Quinta-feira - Paçoca reaparece e
aproveita que Binho está sensibi-
lizado e com ciúmes dos amigos,
que estavam brincando com Thia-
go, para tentar se aproximar. Car-
men diz para Cintia que quer a
pintura que ficou com ela e com
Matilde, pois as obras estavam
no orfanato que é da família Al-
meida Campos. Ana e Tati veem
Binho com Paçoca e se preocu-
pam. Paçoca mostra um ingres-
so (falso) que alega ter ganhado
para assistir um jogo da seleção
brasileira. Cintia fica se pergun-
tando quais as provas que Car-
men teria contra ela. Neste mo-
mento ela encontra a escuta que
Carmen havia colocado em sua
bolsa. Paçoca aproveita para rou-
bar a carteira e fugir.
Sexta-feira - A polícia liga no Orfa-
nato Raio de Luz e avisa que Bi-
nho está na delegacia. Cintia diz
para José Ricardo que ele é mui-
to importante para ela e que Car-
men irá tentar manipular ele con-
tra o relacionamento dos dois.
Tomás Ferraz faz sua primeira
apresentação com novo look,
que é inspirado em sertanejo uni-
versitário. A apresentação acon-
tece durante o processo seletivo
que irá escolher sua nova ba-
cking vocal. Érica e Clarita partici-
pam da seleção. Beto vai até o
Café Boutique e pede seu empre-
go de volta para Maria Cecília.
Ela diz que estão precisando de
um garçom e ele fica contente.
Segunda-feira - Laerte e Virgílio se
enfrentam. Selma arruma objetos
de Itamar e decide leiloar um de-
les. Helena liga para Virgílio e ela
estranha o jeito do marido ao tele-
fone. Alice ensina Luiza a dançar
um novo ritmo. Leto fala para Shir-
ley que Laerte foi para Goiânia
sem Verônica. André se consulta
com terapeuta. Alice e Luiza mar-
cam de ir ao escritório de Nando.
Nando deixa escapar que Neidi-
nha foi vítima de agressão no pas-
sado. Marina conversa com Clara
sobre seus sentimentos.
Terça-feira - Luiza vai conversar
com Helena sobre Neidinha, mas
ela desconversa. Ricardo não gos-
ta quando Chica diz que quer com-
prar roupas para ele. Cadú não
consegue se consultar com Silvia
e fica desanimado. Clara fica aba-
lada, lembrando da conversa com
Marina. Shirley chega de surpresa
na casa de Selma enquanto Laer-
te está tocando flauta. Silvia dá
uma medalha da sorte para Feli-
pe. Luiza vai com Felipe a uma reu-
nião do AA, mas ele não conse-
gue entrar.
Quarta-feira - Felipe entra na reu-
nião e reconhece um paciente en-
tre os participantes. Clara fica
preocupada com Cadú. Felipe não
aceita falar no grupo e sai da reu-
nião. Luiza ajuda o tio e comemo-
ra sua coragem de ter ido ao AA.
Shirley e Laerte vão a uma boate
em Goiânia e um fotógrafo regis-
tra um beijo dos dois. Selma diz a
Laerte para ter cuidado com Shir-
ley. Helena diz a Virgílio que vai le-
var Benjamin para passear na ca-
sa de repouso. Helena conversa
com Neidinha sobre o passado e
Alice escuta o fim do papo.
Quinta-feira - Branca diz pra Gise-
le que pensou em enviar uma co-
roa de flores para Ricardo em seu
casamento com Chica. Chica dá
roupas novas para Ricardo e ele
não gosta muito. Clara procura
Marina para uma conversa. Laer-
te fala com Verônica, pelo compu-
tador, sobre o encontro com Virgí-
lio. Barbara vê na internet a foto
de Laerte com Shirley e mostra pa-
ra Leto e Luiza. Cadú se consulta
com Silvia e ela pede que ele faça
outros exames. Clara dá força ao
marido. Luiza e Alice conversam
sobre o segredo de Neidinha. He-
lena pergunta a Virgílio se ele es-
teve com Laerte, em Goiânia.
Verônica mostra a Laerte a foto
dele com Shirley e pergunta se
ele se divertiu em Goiânia.
Sexta-feira - Verônica e Laerte
conversam sobre a foto dele com
Shirley. Helena conversa com Vir-
gílio sobre o encontro dele com
Laerte e Luiza ouve o papo atrás
da porta. Luiza tenta ajudar Felipe
para que ele não beba mais. Chi-
ca encontra um bilhete de mulher
no bolso de Ricardo e pede expli-
cações a ele. Marina está triste,
mas força alegria e Vanessa apro-
veita o momento ao lado dela. Cla-
ra é avisada de que Marina caiu
da escada. Clara deixa Cadú dor-
mindo e vai visitar Marina no meio
da noite.
Sábado - Leto conversa com Laer-
te sobre Verônica e Shirley. Rafae-
la acorda Shirley e ela se diverte
ao saber que a foto foi parar na in-
ternet. Barbara e Leto dão uma du-
ra em Shirley. Luiza busca Cadú
para levá-lo ao galpão e ele se ani-
ma. Clara conversa com Helena
sobre Cadú e Marina. Selma cui-
da da horta e diz a Ana que senti-
rá saudades da casa. Luiza e Laer-
te se encontram no galpão. Laer-
te estranha a presença de Cadú e
questiona Verônica sobre sua de-
cisão em fechar negócio com ele.
Resumo das novelas
CHIQUITITAS - 20H30
EM FAMÍLIA - 21H00
GLOBO
STB
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 / 23 - TV
Turismo
PARADAPARADA
OBRIGATÓRIAOBRIGATÓRIA
Cidade do Panamá deixa de ser só uma
escala para virar um dos destinos mais
vibrantes das Américas
Agência O Globo
Como nos primórdios de sua história moderna, da época das
grandes navegações, o Panamá entrou para o mapa-múndi dos brasi-
leiros nos últimos anos como um ponto de passagem ou conexão pa-
ra chegar a outros destinos do continente americano.
Não à toa, seu movimentado e recentemente expandido aeropor-
to Tucumén se orgulha em utilizar o slogan “hub das Américas”.
Com a política tax-free do país para as compras, sua capital co-
meçou a atrair brasileiros interessados também em, além de utilizá-
la como local de troca de aeronaves em viagens aos Estados Unidos
ou ao Caribe, abastecer as malas de vinhos, roupas e outros itens de
marcas internacionais antes de voltar para o Brasil.
TURISMO - 24 / São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO
Praça central do
revitalizado Casco
Antiguo preserva até
um coreto típico, à
esquerda
AgênciaOGlobo
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 / 25 - TURISMO
A capital guarda as ruínas do Panamá
Viejo, onde surgiu a cidade com os
primeiros assentamentos de
colonizadores espanhóis
Agência O Globo
Em 2014, o Canal do Pana-
má cumpre 100 anos de opera-
ções e, não bastasse o centená-
rio (e o calendário de eventos
que o governo panamenho pro-
gramou até agosto para cele-
brar a data), o país foi incluído
também nas listas de “lugares
para visitar em 2014” pela
mídia internacional, como a
CNN.
Com boa estrutura para re-
ceber passageiros em trânsito,
a Cidade do Panamá agora mos-
tra aos brasileiros que é mais
que um simples ponto de cone-
xão da malha aérea do conti-
nente americano.
A parte moderna, cosmopo-
lita, com largas avenidas, gran-
des shopping centers e arra-
nha-céus de arquitetura arroja-
da parece estar em constante
construção.
Mas, ao mesmo tempo que
é uma metrópole tão dinâmica
e contemporânea, a capital
guarda também nas ruínas do
Panamá Viejo (onde surgiu a ci-
dade com os primeiros assenta-
mentos de colonizadores espa-
nhóis) e em seu adorável Casco
Antiguo (o centro histórico da
cidade) a típica cara tropical da
arquitetura colonial latina.
O centro histórico foi revita-
lizado, a cidade ganhou novos
shoppings e hotéis, o aeroporto
foi ampliado e diversas melho-
rias na infraestrutura - em
ruas, avenidas, estradas e no
próprio canal - foram ou estão
sendo feitas. Não é casualidade
que a Cidade do Panamá tenha
cativado a atenção de viajantes
nos últimos anos.
Dentre os arranha-céus (al-
guns com impressionante ar-
quitetura futurista) da parte no-
va da cidade (sobretudo no cha-
mado Business District), mais
de uma dezena de hotéis de-
vem abrir suas portas na capi-
tal panamenha neste 2014.
Panamá
Os cem anos do Canal
Suvenir: o mapa panamenho está em camisetas e lembrancinhas
Contraste: as ruínas no
centro antigo
A fechada
do luxuoso
Waldorf-
Astoria,
inaugurado
ano passado
TURISMO - 26 / São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO
O centro antigo da Cidade do Panamá,
chamado localmente de Casco Antiguo
(não confundir com as ruínas do Panama
Viejo, o local onde primeiro se estabelece-
ram os colonizadores espanhóis no século
15), ganhou em 2008 os holofotes interna-
cionaisaoaparecercomo cenáriodas aven-
turas de 007 no filme ‘Quantum of Solace’.
Na realidade, caprichos de
Hollywood, o centro da cidade fez o papel
de... La Paz, na Bolívia.
Mas não se pode negar que, com Da-
niel Craig e o restante da equipe do filme
desfilando por lá durante alguns meses,
suas casinhas coloniais e praças atraíram
também viajantes internacionais.
Em 1997, a região foi declarada patri-
mônio mundial pela Unesco. Ali ficam
bons museus (como o interessante Museu
doCanalInteroceânico),a CatedralMetro-
politana e outros pontos históricos intrín-
secos à história do desenvolvimento da ca-
pital panamenha de outrora.
E, localizada na porçãosudoeste da cida-
de, com visão para a entrada do canal, a área
temtambémumadasmaisinteressantesvis-
tasdapartemodernada Cidadedo Panamá.
Nosúltimostempos,comtantaevidên-
cia, apareceram por ali bons restaurantes,
como o Puerta de Tierra, comandado pelo
jovem chef Frank Escalona, imperdível, e
uma vida noturna invejável, como a cerve-
jaria artesanal La Rana Dorada, o Di Vino
Enoteca e o Habana Panama.
Há policiamento decente e se instala-
ram por ali também hotéis-boutique.
FoiaCanalHouse,deapenastrêsquar-
tos (em um dos quais Daniel Craig se hos-
pedou enquanto estava na cidade) numa
mansão colonial restaurada (de 1893 e de
propriedade de Federico Boyd, pai dos
idealizadores), que lançou a onda.
Começando com jeito de bed & break-
fast refinado, trouxe à cidade o conceito de
hotel-boutique,comatendimentopersona-
lizado para quem se hospeda ali. E ganhou
os holofotes, incluindo elogios do jornal
The New York Times.
Seus proprietários depois vieram com
o adorável Las Clementinas, de seis suítes
e um ótimo café-bar (o brunch de domin-
go é ótima pedida na região).
Eoutraspropriedadesnãoparamdesur-
giremcasarõesrevitalizados,comoomoder-
nosoTántaloHotel-que,porsinal,tempro-
vavelmenteo melhor rooftopbar dacidade.
O Biomuseu,
novo projeto de
Frank Gehry
Fotos: Agência O Globo
Casco Antiguo - cenário de filme
DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 / 27 - TURISMO
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Revista bem estar-20140316

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  • 2. Editorial Uma das reportagens desta edição toca em um assunto delicado e pertinente ao contexto da sociedade atual: a decisão de não ter filhos. A ideia não é defender um lado, mas expor as razões que muitas vezes levam o homem, a mulher ou ambos a abdicar da paternidade/maternidade. E chamar atenção para a importância do casal estar sempre aberto ao diálogo sobre este tema, especialmente se o desejo de um não for exatamente a vontade do outro. 24 Canal do Panamá completa cem anos, e o país foi incluído na lista de lugares para visitar em 2014 16 Tainá Müller fala de sua personagem na novela “Em Família”, uma das mais desafiadores de toda sua carreira 13 Odontologista de Rio Preto escreve sobre a evolução das técnicas da implantodontia ao longo da história Poesia QUEM MORRE? Morre lentamente Quem não viaja, Quem não lê, Quem não ouve música, Quem não encontra graça em si mesmo Morre lentamente Quem destrói seu amor próprio, Quem não se deixa ajudar. Morre lentamente Quem se transforma em escravo do hábito Repetindo todos os dias o mesmo trajeto, Quem não muda de marca, Não se arrisca a vestir uma nova cor ou Não conversa com quem não conhece. Morre lentamente Quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções, Justamente as que resgatam o brilho dos Olhos e os corações aos tropeços. Morre lentamente Quem não vira a mesa quando está infeliz Com o seu trabalho, ou amor, Quem não arrisca o certo pelo incerto Para ir atrás de um sonho, Quem não se permite, pelo menos uma vez na vida, Fugir dos conselhos sensatos... Viva hoje! Arrisque hoje! Faça hoje! Não se deixe morrer lentamente! Martha Medeiros FINAL FELIZ Bem-Estar lista 12 “feel-good movies”, filmes que fazem bem, e as lições que eles têm a ensinar Páginas 4, 5 e 6 COMUNICAÇÃO Aceitar a diferença de opiniões e colocar-se no lugar do outro melhoram a qualidade do diálogo Página 7 SAÚDE Causada por uma inflamação na membrana que reveste o útero, a endometriose pode levar à infertilidade Páginas 10, 11 e 12 Agência O Globo/Divulgação Agência Estado/Divulgação Turismo Edvaldo Santos Televisão Sobre ter filhos Rodrigo Caran DIÁRIO DA REGIÃO Diretor de Redação Décio Trujilo decio.trujilo@diariodaregiao.com.br Editor-chefe Fabrício Carareto fabricio.carareto@diariodaregiao.com.br Coordenação Ligia Ottoboni ligia.ottoboni@diariodaregiao.com.br Editor de Bem-Estar e TV Igor Galante igor.galante@diariodaregiao.com.br Editora de Turismo Cecília Demian cecilia.demian@diariodaregiao.com.br Editor de Arte César A. Belisário cesar.belisario@diariodaregiao.com.br Pesquisa de fotos Mara Lúcia de Sousa Diagramação Cristiane Magalhães Tratamento de Imagens Edson Saito e Luciana Nardelli Matérias Agência Estado Agência O Globo 2 / São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO
  • 3. FAZER PELO OUTRO Artigo José Trigueirinho Netto Cada um de nós tem uma virtude própria, que diz respeito à natureza do seu ser e à sua tarefa evolutiva. Platão enumerou algumas virtudes humanas. Segundo ele, as virtudes são: a prudên- cia, a justiça, a fortaleza, a temperança. Pelo estudo, pela instrução e pela pa- ciência, aos poucos elas vão sendo for- madas em nós. As virtudes humanas permitem que nos organizemos como grupos e co- mo sociedade. Criam também um am- biente receptivo para a alma humana exprimir-se. Se percebermos que nos falta alguma delas, temos de refletir so- bre ela e trabalhar com paciência para que venha a manifestar-se. Assim se prepara as sementes daquela virtude. A caridade é considerada a maior das virtudes. Não está entre as mencio- nadas por Platão, porque provém de ní- vel mais elevado, supra-humano. É par- te da natureza de Deus, da Consciência Única. Para experimentarmos a carida- de, que é divina, precisamos estar em busca de Deus. A Bíblia nos fala da caridade. Diz que entre nós deve existir caridade fra- terna, disposição para compreender e aceitar os semelhantes e para nos unir com eles, com os que conosco formam uma irmandade e compartilham de uma energia universal. Em uma vida grupal evolutiva temos oportunidade de desenvolver tudo isso, principal- mente a caridade fraterna, que começa a surgir quando somos hospitaleiros, quando acolhemos de coração aberto mesmo os que externamente pouco co- nhecemos. Além disso, a caridade nos leva a ter presentes os aflitos, os encarcera- dos, os miseráveis. Embora com isso não resolvamos o problema imediato de todos eles, construímos no universo um fluir de energias que permite a transmissão dessa virtude aos demais. Segundo a Bíblia, pela caridade che- gamos a perceber a dificuldade de uma pessoa como se estivéssemos dentro de- la. Pela caridade compartilhamos com a pessoa a situação em que se encontra e lhe damos algum alívio. Portanto, es- sa é uma virtude especial. Do ponto de vista concreto, exercer a caridade é suprir as necessidades dos pobres, dos famintos e dos desprotegi- dos. Do ponto de vista moral, é prestar auxílio aos que se encontram de algum modo inferiorizados. Essa virtude faci- lita-lhes sair dessa situação em que se colocaram. Do ponto de vista espiri- tual, a caridade nos leva a amar a Deus em tudo e em todos. Isso começa com a compaixão, com a decisão de ajudar, de perdoar, de suprir, de não nos dei- xarmos levar pelas características exter- nas de ninguém. No texto bíblico podemos ler o se- guinte: “Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver ca- ridade sou como um bronze que soa ou como um címbalo que tine. Ainda que eu tenha o dom da profecia e conheça todos os mistérios e toda a ciência, e te- nha toda a fé a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade nada serei. Ainda que distribua todos os meus bens no sustento dos pobres, e en- tregue meu corpo às chamas, se não ti- ver caridade nada disso me aproveita- rá”. Assim diz Paulo, na Primeira Epís- tola aos Coríntios. Segundo essa mesma fonte, a cari- dade é paciente e benéfica, não é invejo- sa, nem soberba, nem ambiciosa e não busca seus próprios interesses. Não se irrita, de ninguém suspeita, não folga com a injustiça e se alegra com a verda- de. A caridade tudo desculpa, tudo crê, tudo espera e tudo suporta. Vai sendo descoberta segundo o nível da nossa consciência. Ao desenvolvermos a cari- dade fraterna de uns para com os ou- tros, avançamos cada vez mais na con- quista dessa virtude. I José Trigueirinho Netto é escritor e filósofo espiritualista Para experimentar a caridade, precisamos estar em busca de Deus Quem é DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 / 3
  • 4. CINEMA A SERVIÇO DA FELICIDADE Final feliz Bem-Estarlista12 “feel-goodmovies”, filmes marcadospormensagens positivase quenos fazemenxergara vidade umjeito diferente Gisele Bortoleto gisele.bortoleto@diariodaregiao.com.br Como para a maioria das coisas na vida, não existe receita ou passo a passo de como ser feliz. “A felicidade está esperando por nós de braços abertos. Precisamos apenas nos mo- ver conscientemente na direção de- la”, explica a psicóloga Susan An- drews, fundadora da ecovila Parque Ecológico Visão Futuro. A verdade é que cada um tem seu modo de ser fe- liz. Enquanto uns precisam de al- guém para partilhar a vida, outros a direcionam para interesses como ler bons livros, ver bons filmes, aprovei- tar a natureza. “A felicidade é a vitó- ria do equilíbrio entre as nossas ne- cessidades materiais e as necessida- des espirituais. É a busca de um esta- do”, explica Ruy Marra, autor do li- vro “Decolando Para a Felicidade” (ed. Rocco). E para você? O que o conforta, aconchega e melhora seu dia? Há fil- mes que parecem feitos para fazer vo- cê se sentir melhor, mais otimista, re- novado, confiante no próximo. Eles receberam o nome em inglês de “feel- good movies”, algo como “filmes pa- ra se sentir bem”. São filmes agradáveis de se ver, re- cheados de personagens adoráveis, com uma trilha bacana e edição es- pertinha, além de diálogos ágeis e sa- borosos. A receita varia, já que o que o conceito de fazer bem pode não ser- vir para todo mundo. Mesmo assim, existem seis regras básicas para identificar um filme “feel-good”: é otimista, emotivo, tem de ter final feliz, tem de ter hu- mor (mesmo não sendo comédia), en- volve afetos (romance ou amizade) e, principalmente, tem de ter uma men- sagem positiva. Terminam deixando o espectador feliz, com aquele sorri- so bobo e uma vontade incontrolável de ser uma pessoa melhor. E quem de nós não precisa de um pouco mais de conforto e otimismo para seguir em frente, mesmo que se- ja por meio da fantasia proporciona- da por um filme? Para ajudar você neste movimento, a revista Bem-Es- tar reuniu 12 longas comprometidos com as coisas importantes da vida. 4 / São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO
  • 5. O que ensina: ENXERGAR O INVISÍVEL Num dia você está brincando de amarelinha e, no outro, já está escrevendo um poema de amor. Assim é a adolescência, uma etapa da vida que causa uma revolução quando menos se espera. Mas como podemos lidar com tantas transformações? O filme “As vantagens de ser invisível” trata exatamente da fase onde tudo fica diferente da noite para o dia. Charlie é um garoto novato no ensino médio que encara os maiores testes da sua idade: não ser alvo de bullying, fazer parte de um grupo e apaixonar-se de verdade pela primeira vez (não importando se é correspondido). Esta parece apenas mais uma história despretensiosa sobre jovens na escola, mas serve de reflexão sobre como encontrar sua turma e desempenhar seu papel na grande engrenagem das coisas O que ensina: UM LUGAR PARA IDEALIZAR Gil, um escritor fascinado pela capital francesa, diz: “Que Paris exista e que alguém possa escolher morar em outro lugar do mundo sempre será um mistério para mim”. Ao passar por um bloqueio criativo, ele é transportado de maneira mágica para os anos 1920. E lá ele fica amigo de seus heróis: Salvador Dali, Hemingway, Gertrude Stein, Buñuel. Nessa viagem no tempo, ele descobre o sentido para sua literatura, mas a jornada também deixa uma questão: será que nunca estamos satisfeitos com nosso tempo e lugar, a ponto de idealizarmos uma existência fantasiosa, em que nada pode ser imperfeito? Ainda que não houvesse enredo, Paris, por ela só, daria uma bela história de amor O que ensina: A VITÓRIA DA FORÇA Chris Gardner, vivido por Will Smith, é um vendedor de equipamentos médicos e, durante um péssimo ano de sua vida, perde tudo o que tem. Ele é um pai que enfrenta muitas dificuldades financeiras. Mesmo tendo de dormir em banheiros, estações de metrô e albergues, enquanto enfrenta um período de teste numa empresa de corretagem financeira, ele e seu filho, de apenas cinco anos, sabem que dias melhores virão. O filme “A procura da Felicidade” é uma lição de vida, baseada em uma história real, para todos. Pela sua história, podemos tirar lições para a vida pessoal e profissional: acreditar em si e nas outras pessoas; a importância do amor entre pai e filho; a persistência e capacidade para lidar com as frustrações, e como é essencial desenvolver habilidades e competências para atender, vender, negociar, relacionar-se. Hoje, Gardner é dono da Christopher Gardner International Holding, com sede em Chicago, e sua fortuna é estimada em US$ 600 milhões UMA LINDA MULHER (EUA, 1990), de Gary Marshall. Com Richard Gere e Julia Roberts O LADO BOM DA VIDA (EUA, 2012), de David O. Russell. Com Bradley Cooper, Jennifer Lawrence e Robert De Niro INTOCÁVEIS (França,2012), deEric ToledanoeOlivier Nakache. ComFrançoisCluzet,Omar SyeAnneLe Ny AS VANTAGENS DE SER INVISÍVEL (EUA, 2012), de Stephen Chbosky. Com Logan Lerman, Emma Watson e Ezra Miller O que ensina: AMOR SEM PRECONCEITOS Os preconceitos impedem que bons relacionamentos sejam vividos, como se vê em “Uma linda Mulher”. Magnata perdido (Richard Gere) pede ajuda a uma prostituta (Julia Roberts) e acaba contratando-a por uma semana. Neste período, ela se transforma em uma elegante jovem para poder acompanhá-lo em seus compromissos sociais, mas os dois começam a se envolver e a relação patrão/empregado se modifica para um relacionamento entre homem e mulher. Ao mesmo tempo, é uma história de amor e de sucesso. O milionário vivido por Gere se torna uma pessoa melhor porque descobre o amor onde menos esperava. Essa versão moderna de Cinderela diz muito mais sobre o mundo onde vivemos do que podemos imaginar. A sorte é que Richard Gere e Julia Roberts conseguem se olhar a partir do coração, com mais profundidade - e este é o caminho para o amor acontecer O que ensina: LIÇÃO DE VIDA E AMIZADE Você pensa que é autossuficiente e não precisa de ninguém à sua volta? “Intocáveis” mostra que ninguém é capaz de caminhar isoladamente. Philippe é um aristocrata rico que, após sofrer um grave acidente, fica tetraplégico. Precisando de um assistente, decide contratar Driss, jovem problemático que não tem a menor experiência em cuidar de pessoas no seu estado. Aos poucos ele aprende a função, apesar das diversas gafes que comete. Philippe, por sua vez, se afeiçoa cada vez mais a Driss por ele não tratá-lo como um pobre coitado. Aos poucos a amizade entre eles se estabelece, com cada um conhecendo melhor o mundo do outro. Uma bela e fortíssima amizade, construída com respeito e aprendizado mútuo. Baseado em uma história real, “Intocáveis” traz mensagens de como a diversidade enriquece, traz significado, aumenta a consciência e nos faz experimentar nossa mais profunda humanidade MEIA-NOITE EM PARIS (Espanha/EUA, 2011), de Woody Allen. Com Owen Wilson, Rachel McAdamns e Kathy Bates O que ensina: TUDO TEM UM LADO BOM Por conta de algumas atitudes erradas que deixaram as pessoas de seu trabalho assustadas, Pat Solitano Jr. (Bradley Cooper) perde quase tudo na vida: casa, emprego e casamento. Depois de passar um tempo internado em um sanatório, ele acaba saindo de lá para voltar a morar com os pais. Decidido a reconstruir sua vida, ele acredita ser possível passar por cima de todos os problemas do passado recente e até reconquistar a ex-esposa. Embora seu temperamento ainda inspire cuidados, um casal de amigos o convida para jantar e, nesta noite, ele conhece Tiffany (Jennifer Lawrence), uma mulher também problemática que poderá provocar mudanças significativas em seus planos futuros. O filme é uma lição de vida e superação e ensina principalmente a não desistir, e que podemos recomeçar sempre caso algo dê errado À PROCURA DA FELICIDADE (EUA, 2006), de Gabriele Muccino. Com Will Smith, Thandie Newton e Jaden Smith DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 / 5
  • 6. OEXÓTICO HOTELMARIGOLD (EUA/Inglaterra/EmiradosÁrabes, 2011), deJohn Madden.Com JudiDench, Bill Nighy, MaggieSmith,Tom Wilkinson,Dev Patel MEDIANERAS (Argentina, 2011). De Gustavo Toretto. Com Javier Drolas e Pilar Lopez de Ayala O que ensina: VELHICENÃOÉDESCULPAPARA DESISTIR Osaposentados Muriel,Douglas,Evelyne Grahame mais trêsamigosdecidemcurtir aaposentadoriaemumlugar diferente,eo destinoéaÍndia. Encantadoscomo exotismo dolocaleatraídospelasimagensdorecém-restaurado HotelMarigold,atrupe parte para lásem pestanejareé recebidapelojovemsonhador Sonny.Seduzidos com visõesdeumavida delazer,eles chegampara encontrarno palácioumespelhodesuas vidas. Emborao novoambiente sejamenosluxuoso doque imaginavam,eles serão transformadospor suasexperiênciascompartilhadas, descobrindoquea vidae oamor podemcomeçar denovo quandosedeixadeviver nopassado. “O ExóticoHotel Marigold”encantacoma mensagemdeque ficarvelhonão necessariamentequerdizerque suavidaestáchegando ao fim,e queesperar, oudesistir,é tudo oque resta.Ficar velhoaindapodeseruma maneira deencontrarnovase inesperadassituaçõespara sequererviver sempremais O que ensina: A RECONQUISTA DIÁRIA Imagine você se lembrar de todo seu passado, mas não do presente. “Como Se Fosse a Primeira Vez” conta a história de Lucy, uma jovem que, após sofrer um grave acidente, acaba perdendo a memória curta, ou seja, ela lembra de todo o seu passado até o dia do acidente, mas não do presente. E agora, todos os dias são como se fosse aquele único dia de domingo, aniversário do seu pai. Do outro lado está o veterinário Henry, que prefere ficar com as garotas de fora da sua cidade para não correr o risco de se apaixonar. Os dois se encontram de forma imprevisível durante o café da manhã em uma lanchonete. Um genuíno amor se inicia. Mas a cada novo dia é como se fosse o primeiro. E uma oportunidade única de fazer tudo diferente, começar de novo, concertar os erros, fazê-la amá-lo de novo do mesmo jeito e ainda mais do que amou no dia anterior. É claro que isso tudo se trata de ficção, mas o filme passa uma lição que precisa ser aprendida por nós: o amor é uma decisão que acontece quando você menos espera, por mais que as dificuldades que um relacionamento possa trazer, e com amor, tudo pode ser superado O que ensina: CONEXÃO COM A REALIDADE A grande pergunta do neurótico Martin, que vive à base de Rivotril, é: “Há algo mais desencorajador no século 21 do que não ter nenhum e-mail na sua caixa de entrada?” Sua outra metade da laranja é Mariana, uma decoradora de vitrines que tem medo de elevador. Mas, apesar de serem vizinhos, eles não sabem um do outro. A pergunta de Martin dá o tom nessa comédia romântica argentina que fala da solidão em uma época em que é possível fazer amigos sem manter contato humano de verdade. Apesar de parecer triste, essa crítica à mecanização dos relacionamentos é bem-humorada e vem recheada de esperança. Impossível não torcer para que os dois hiperconectados da web também se conectem na vida real VALENTE (EUA,2012), deBrendaChapman,Mark Andrews. Com KellyMacdonald, BillyConnolly eEmma Thompson COMO SE FOSSE A PRIMEIRA VEZ (EUA, 2004), de Peter Segal. Com Adam Sandler, Drew Barrymore e Rob Schneider UM LUGAR CHAMADO NOTTING HILL (EUA/Reino Unido, 1998), de Roger Michell. Com Hugh Grant e Julia Roberts OFABULOSO DESTINO DEAMELIE POULAIN (França,2001), deJean-PierreJeune. Com AudreyTautoueMathieu Kassovitz O que ensina: PEQUENOSGESTOSFAZEMADIFERENÇA Hácoisasnavidadasquaisnóssemprenosarrependeremos.Seja portê-lasfeito,pornãotê-lasfeitoouporterdemoradoafazê-las.A infânciadeAmélienãofoidasmais felizes.Paracompletar,sua mãemorretragicamenteemumadesuasidasàcatedralde Notre-Dame.“OfabulosodestinodeAméliePoulain”contaa históriadajovemAméliePoulain,quepassousuainfânciaisolada daspessoasdevidoaumsupostomaldoqualeraacometida.A meninaentãocresceuisoladadeoutraspessoasesemamigos. Agora,ajovemrecatada,tímidaesolitáriatrabalhacomogarçonete deumpequenocaféemParisemoranumapartamentoem Montmartre–subúrbiodacapitalfrancesa.Apósterachadouma caixanobanheirodeseuapartamentoedescobrirquepertencea umex-morador,decideencontrarodono;e,porsorte,consegue devolver-lheseubem.Encantadaecomovidacomafelicidadedo homem,Améliedescobreumnovosentidoparaavidaepassaa fazerobemajudandoatodosàsuavolta.Porém,descobreque aindalhefaltaalgoqueaimpededesesentirfelizourealizada:um grandeamor.Ofilmemostracomogestossimplesnocotidiano podemtornaravidadaspessoasmaisleveemelhor.Temosmuito aacrescentaraosnossossemelhantes,bastaquetenhamosa percepçãoparaidentificaroqueelesnecessitampara,apartirdaí, atuarmoscomoumagentedetransformaçãotantodenossasvidas comoadossemelhantes.Aoajudar,acabamossendoajudados,e crescemosaonosrelacionarmoscomessaspessoas I O que ensina: VIVA AS DIFERENÇAS Will é um pacato dono de livraria especializada em guias de viagem, em Londres, que recebe a inesperada visita de uma cliente muito especial: a estrela de cinema americana Anna Scott. Dois ou três encontros fortuitos mais tarde, Will e Anna iniciam um relacionamento tenro, engraçado e cheio de idas e vindas. Suas vidas não se combinam. Mas os dois acabam fazendo de tudo para ficarem juntos. E para permanecerem unidos, eles terão de superar diversos obstáculos. Ele, aprender a conviver com o assédio desmedido. E ela, a preservar o que conquistou de verdadeiro. O filme nos faz ver que as diferenças, sejam elas de classe social ou popularidade, podem na verdade ser um ponto a favor para a vivência de momentos divertidos e marcantes O que ensina: AFAMÍLIAEM PRIMEIROLUGAR Aanimação “Valente”apresentauma princesadiferente, Merida,quedefendecomconvicção oqueachacorreto e lutaparafazervalersua vontade.Criadapela mãe paraser asucessoraperfeitaaocargoderainha, seguindoa etiquetaeoscostumesdoreino,agarotadoscabelos rebeldesnãotemamenor vocaçãoparaestavidatraçada, preferindocavalgarpelasplanícies selvagensdaEscócia e praticarseu esportefavorito, otiroaoarco.Elaéuma princesacom espíritodeliberdadeeatituderebelde, buscandolivrar-sedos valoresecomportamentos esperadosdealguémnasuaposição,equeforamsendo passadosporsua mãeaolongodavida,coisascomo etiqueta,saberfalarem público...Quandouma competição éorganizadacontra suavontadeparaescolherseu futuro marido,Meridarecorreàajudadeumabruxa,aquempede quesua mãemude.Masquandoofeitiçosurteefeito, a transformaçãodarainhanãoéexatamenteoqueMerida imaginava.Nessemomentoqueahistóriaealição começam.Aruivinha temdeconseguirachar umjeito de fazersuamãevoltar aserquemera, porém,semconseguir “perdoá-la”,nada épossível. Juntocom seustrês irmãose seupaiatrapalhado,descobreorealsignificadodapalavra famíliaeoverdadeirosentidodapalavraamor 6 / São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO
  • 7. Para se comunicar com mais eficiência é preciso se colocar no lugar do outro, respeitando as diferenças de opiniões e modos de pensar Gisele Bortoleto gisele.bortoleto@diariodaregiao.com.br O ser humano anda extrema- mente centrado nele mesmo e vive como se os outros tivessem de saber tudo o que se passa den- tro dele. Ainda bem que o assun- to passou a chamar a atenção de muita gente. “Estamos muito pouco atentos para as enormes dificuldades que temos em nos comunicarmos com alguma efi- ciência”, diz o psiquiatra Flávio Gikovate. Partimos do ponto de vista de que o outro é parecido conosco, sente as coisas da mes- ma forma e, em essência, pensa como nós. Por isso, até nos irri- tamos diante de alguma diferen- ça de opinião. Projetamos nos outros nos- sa maneira de ser e de pensar, ressalta Gikovate. Depois, nos comunicamos com eles como se fossem entender tudo como estamos falando. “Se quiser- mos começar a nos comunicar de verdade, temos que partir do princípio de que outro é au- tônomo e não uma extensão de nós mesmos”, recomenda o psiquiatra. “Temos o hábito de supor que nossos conteúdos e nossa forma de interpretar a vida se- jam os corretos e, por isso, su- bentendemos que as outras pes- soas também ajam e pensem da mesma forma”, diz o psicólogo Alexandre Caprio. “Mas cada pessoa possui sua própria cripto- grafia, embora elas se pareçam devido aos nossos traços cultu- rais e valores comuns.” Um planejamento mal expli- cado no ambiente de trabalho pode fazer com que cada inte- grante da equipe aja de acordo com sua própria compreensão. Porque cada um analisa a infor- mação dada e complementa as lacunas em branco com seus próprios conteúdos, criando uma ideia híbrida que pode se distanciar da original. “Não é por acaso que o analfabetismo funcional tem se tornado um grande problema no ambiente de trabalho. Mais da metade da força de trabalho mundial não sabe aplicar os conhecimentos que adquiriu”, ressalta. “A grande dica para se co- municar com mais eficiência é sempre ter em mente que cada indivíduo tem sua própria for- ma de interpretar a realidade e que, dificilmente elas serão iguais”, recomenda Caprio. Saber se colocar no lugar do outro quando se explica algo é primordial. Um professor parte do pressuposto de que o aluno não saiba nada do que será fala- do. A partir daí, ele apresenta os elementos principais da tra- ma e depois a enriquece com de- talhes. A este processo é dado o nome de didática. Já a capacida- de de se colocar no lugar do ou- tro, para formar uma ideia, é chamada de empatia. Quando sabemos descrever uma ideia e aprendemos a apresentá-la a uma outra pessoa, obtemos o máximo de nossa expressão e re- duzimos bastante uma eventual falha de interpretação. “Por con- seguinte, reduzimos nossa mar- gem de erros e desgastes pes- soais e podemos focar nossas energias em novas etapas e pro- jetos de vida. Como dizia nosso saudoso Abelardo Barbosa, o Chacrinha, ‘quem não se comu- nica, se trumbica’.” “Algumas pessoas andam tão dentro de si que acham que os outros têm obrigação de en- tender até o que elas não di- zem. Começam a falar pelo meio da informação, truncam o pensamento, misturam fatos, mudam o rumo da conversa sem avisar nem ligar o sinal de seta”, diz o palestrante e profes- sor de comunicação e expres- são verbal Reinaldo Polito, au- tor de livros como “Conquistar e Influenciar para se Dar Bem com as Pessoas” e “Assim é que Se Fala” (ambos pela ed. Sarai- va). “Às vezes o que é tão claro e simples para quem fala, pode ser extremamente complexo, di- fícil e estranho para quem ou- ve”, completa. “Por isso, não parta da pres- suposição de que as informa- ções que possui sejam conheci- das. Confira sempre se o outro entendeu o sentido que você es- tá tentando comunicar”, expli- ca Polito. E, depois de analisar a reação que suas palavras pro- vocam, explique, esclareça e de- fina fatos, lugares, causas, efei- tos, consequências; identifique pessoas e use informações con- cretas. “Tenha a cautela de iden- tificar de forma clara os persona- gens das suas histórias.” “A comunicabilidade é uma capacidade que demanda de manutenção constante. O exercício de se comunicar com o outro faz parte do processo de expansão da mente”, reforça o psicoterapeuta Renato Dias Martino. Sem palavras “Cada um de nós foi criado sob um conjunto de regras. Nos- sos pais pensavam e se compor- tavam de uma determinada for- ma e, com o tempo, nos adequa- mos a esse padrão. Convivendo durante anos com as mesmas pessoas, é possível adivinhar al- guns de seus pensamentos ape- nas pela forma como ela se com- porta ou como nos olha”, expli- ca Alexandre Caprio. Por exem- plo: quantos já “levaram uma bronca” só com o olhar fulmi- nante de um pai? Quando con- vivemos com outras pessoas por um longo espaço de tempo, o diálogo pode dispensar alguns contextos, porque o ambiente e as situações vividas são co- muns. Mas quando saímos de casa, nos chocamos com outras pessoas e seus respectivos con- teúdos, que podem diferir mui- to dos nossos. Assim, os concei- tos mais simples podem repre- sentar coisas bem diferentes en- tre uma pessoa e outra. I Comunicação Do diálogo à empatia Stock Images/Divulgação DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 / 7
  • 8. Medos, inseguranças, opção: os motivos que levam homens e mulheres a não querer um berço em casa, e a importância da conversa quando o desejo é só de um Elen Valereto elen.valereto@diariodaregiao.com.br Ter filhos muda a concepção so- bre o mundo. Esse acontecimento natural é imaginado, mas realmente só sentido na pele e, principalmen- te, no coração, quando uma criança chega à vida de uma família. E saber disso por experiências de amigos ou familiares faz com que muitos casais atrasem a chegada de um herdeiro ou mesmo decidam não tê-lo. A decisão muitas vezes é guiada por dois motivos: opção em privile- giar a carreira e insegurança na pró- pria capacidade sobre ter e cuidar de um filho - aquela famosa dúvida: “Será que vou dar conta?”. Esse assunto, porém, precisa ser discutido e consentido pelo casal desde as primeiras intenções de tornar o rela- cionamento duradouro. O tema “fi- lhos” precisa estar incluído nas conver- sas sobre os planos traçados para a vida em comum, como os sonhos, a escolha de cidade para a futura casa ou aparta- mento, o investimento na profissão, as ideias de viagens, a adoção ou não de um animal de estimação, a aquisição de bens materiais, entre outros. A negativa em ter filhos pode ter origem na insegurança emocional, questões financeiras, aconselhamen- to genético ou simplesmente por não querer. Independente do moti- vo, a escolha precisa ser respeitada. Mas, em uma dessas motivações, o medo de enfrentar a maternidade e paternidade pode ser resultado de uma história de vida difícil, afirma a terapeuta de casal e família Maria Aparecida Junqueira Zampieri, de Rio Preto. “Temem repetir a histó- ria ou sentem-se inseguros, despre- parados ou até mesmo que é impossí- vel enfrentar.” A imaginação de um parto que passe por dificuldades, seja dolorido ou até mesmo provoque a morte tam- bém são causas associadas a essa in- segurança. O receio do desenvolvi- mento de uma depressão pós-parto na futura mãe e a criança nascer com alguma imperfeição física ou doença que a torne dependente au- mentam esses medos. “Outras duas motivações podem levar o casal a escolher não ter fi- lhos: as pretensões mais voltadas a novos afazeres e metas. E a violên- cia, as dificuldades sociais dos dias atuais, o não querer ‘colocar filhos para viver nesse mundo’”, explica a terapeuta. Por isso mesmo, o planejamento do futuro da vida afetiva precisa ser conversado para que conflitos sejam evitados ou relações desfeitas por incompatibilidade de necessida- des, principalmente quando se tra- ta de gerar uma criança. “Claro que é possível mudar ao longo do tempo, mas mesmo que ocorra uma mudança de opinião é neces- sário deixar o outro a par”, comen- ta a terapeuta rio-pretense. A afirmação é justificada por uma questão bem simples e clara: “Filhos ‘duram bastante’”, destaca a terapeuta. Simples porque não só “duram bastante”, como são para a vida toda e dependem 100% dos pais para tudo: alimentação, higiene, aprendizados - intelectual e emocio- nal -, locomoção e tantas outras ne- cessidades. O que acontece, entretanto, é que muitos casais chegam a se casar sem to- caremassuntosmaisdelicados.Evita-se aabordagemeoconfrontocomalgu- mas responsabilidades e a própria realidade. Acredita-se que esse com- portamento, embora muito perigoso para a manutenção de uma relação amorosa sau- dáveledecumplicidade,ocor- re para não se “estragar” a pai- xão.Isso, porém,não éuma ga- rantia,principalmenteporque,mes- mo quando os desejos estão de acordo noiníciodorelacionamento,asnecessi- dades podem mudar naturalmente com o tempo. A terapeuta de família Elizabe- th Polity, membro da Associação Paulista de Terapia Familiar (AP- TF), de São Paulo, destaca que, pa- ra a mulher, especialmente, é possí- vel que seu relógio biológico come- ce a provocar influências sobre suas decisões. “As pessoas mudam muito. Aquilo que se pensa em um ciclo de vida pode mudar em outro. Após a busca em construir patrimônio, na chegada próxima aos 40 anos a mu- lher quer correr a aproveitar o últi- mo óvulo. Quando se postega muito a gravidez, a inseminação artificial, no entanto, acaba sendo uma outra escolha a ser discutida.” Família TER OU NÃO TER FILHOS? Eis uma questão que requer muito diálogo 8 / São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO
  • 9. Mesmo com as mudanças de prioridades, o casal precisa amadurecer a ideia de ter um fi- lho, argumentar com o outro e avaliar como chegar a um con- senso. Se a aceitação do casal não for verdadeira, danos irre- paráveis podem consumir a re- lação e prejudicar a criança que planejaram ter. Se a decisão de ter filhos for tomada, o ambiente precisa ser receptivo. “Eles precisam de es- paço emocional para se senti- rem acolhidos, queridos, per- tencentes à família, com sua in- dividualidade respeitada e suas necessidades supridas, à medi- da do possível. Afinal, filho é para a vida toda”, destaca a tera- peuta Maria Aparecida Jun- queira Zampieri. Isso é muito importante por- que a criança não tem capacida- de emocional para lidar com is- so. Se um parceiro força o ou- tro a aceitar o aumento da famí- lia, seja a mulher ou o homem, o relacionamento não somente entra em desgaste como quem não desejava a criança pode aca- bar responsabilizando o filho pelos problemas do casal. Mes- mo se não houver acusação mais explícita, a criança sente a rejeição. “É muito frequente que a criança se sinta responsável. Quanto menor, mais ela acredi- ta que tudo o que acontece no mundo está direta ou indireta- mente ligada a ela, para o bem ou mal. Essa percepção pode permanecer até os oito anos”, explica a terapeuta de família Elisabeth Polity, de São Paulo. As consequências desse de- sarranjo familiar são profun- do sofrimento para a criança, manifestado em comporta- mentos agressivo, birrento e opositor, alterações no sono e na alimentação, baixo desem- penho escolar e isolamento social. “É uma forma dela pe- dir socorro”, completa a tera- peuta paulistana. (EV) I Criança acolhida DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 / 9
  • 10. Quanto maior a demora no diagnóstico da endometriose, mais aumenta o risco de infertilidade. Entenda as causas da doença, seu impacto na vida da mulher e o que fazer para resgatar a qualidade de vida Elen Valereto elen.valereto@diarioweb.com.br Cerca de 10 anos é o tempo que mui- tas mulheres demoram para descobrir que têm endometriose. É essa demora a princi- pal causa da evolução da doença, que com- promete consideravelmente a qualidade de vida e pode levá-las à infertilidade. A endometriose é uma inflamação causada pelo crescimento anormal do endométrio, uma membrana que reves- te a parede interna do útero. Afeta prin- cipalmente mulheres em idade reprodu- tiva. A instalação do problema, no en- tanto, acontece fora do útero, podendo migrar para ovário, bexiga, trompas e intestino grosso. Estima-se que seis milhões de brasi- leiras sofram com o problema. No mun- do, são mais 170 milhões. Uma pesquisa apresentada este ano pela Associação Brasileira de Endome- triose e Ginecologia Minimamente In- vasiva (SBE) e o laboratório Bayer cons- tatou que 53% das brasileiras entrevista- das desconhecem ou nunca ouviram fa- lar da endometriose. O resultado do es- tudo é uma confirmação de que a falta de informação traz grande prejuízo para a detecção precoce da doença. Foram ouvidas 10 mil mulheres, de 10 capitaisbrasileiras–BeloHorizonte,Brasí- lia,Curitiba,Fortaleza,Manaus,PortoAle- gre,Recife,RiodeJaneiro,SãoPauloeSal- vador. Outro dado, da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, pode ser associado àconstatação do estudodaSBE eBayer no que se refere ao reflexo da desinformação: onúmerodecirurgiasnecessáriasparatra- tar o problema. Segundo o levantamento apresenta- do no final do ano passado, sete mulhe- res são submetidas à cirurgia de endo- metriose todos os dias nos hospitais pú- blicos estaduais. O atraso no diagnósti- co e tratamento está ligado principal- mente a esse desconhecimento, afir- ma o professor Eduardo Schor, chefe do Ambulatório de Endometriose da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O principal sintoma, a cólica mens- trual, por exemplo, não é valorizada como uma condição importante. “As mulheres acham normal menstruar com dor. Ficam um grande período de tempo com cólicas fortes e não se queixam.” Essas queixas acabam sendo minimi- zadas não somente pelas mulheres, mas por seus familiares, colegas de trabalho e médicos, até que a hipótese da endo- metriose seja cogitada e investigada, o que contribui para o atraso. “Ainda a ideia errônea de que exa- mes complementares com resultados normais, como ultrassonografia e dosa- gem sérica de CA125, excluiriam o diag- nóstico de endometriose também ajuda a gerar mais demora na busca por um especialista”, ressalta a médica radiologista Débora Esperancini Te- bar, especialista em ressonância magnética, de Rio Preto. O problema é que as cólicas são pro- gressivas, aumentando as dores e seu tempo de duração, chegando a ser senti- das no mês inteiro e não mais no perío- do menstrual. “Chega um ponto em que as dores não respondem mais a tra- tamentos comuns, levando as pacientes para o pronto-socorro, isso após fica- rem anos com dor e outros sintomas”, explica Schor. Segundo o ginecologista Carlos Eduardo Ferreira, de Rio Preto, a evolu- ção dos sintomas está associada à piora da qualidade de vida. Isso porque, além das cólicas, somam-se sangramento com maior fluxo durante a menstrua- ção, dores pélvicas constantes durante a relação sexual, alteração intestinal com diarreia e dor para evacuar durante a menstruação. Ardência e dor para uri- nar e sintomas neurológicos também são percebidos. “Sempre associado à menstruação”, informa o ginecologista, que faz outra observação. “É importante lembrar que, ao con- trário do que se pensava, essa doença po- de acometer mulheres na perimenopau- sa (período que antecede a menopausa) e pode não melhorar após a menopausa. Esse grupo de mulheres com esses sinto- mas também deve ser valorizado”, des- taca o especialista. As consequências do atraso do diagnóstico e tratamento criam ain- da outros problemas, conta o profes- sor da Unifesp. Devido às dores na pélvis, a mulher acaba procurando posições posturais que amenizam sua dor, provocando alterações ósseo-mus- culares que podem persistir mesmo após o tratamento. “Outros sintomas são gastrointesti- nais, associados à síndrome do intesti- no irritável. Ainda há depressão e ansie- dade, prejuízo na qualidade do trabalho e isolamento social”, explica Schor. Motivo desconhecido A causa de tudo isso, porém, ainda é incerta, mas algumas hipóteses têm si- do analisadas em estudos, partindo do princípio de ser multifatorial. O gineco- logista Carlos Eduardo Ferreira afirma que entre os fatores aceitos estão a pre- disposição familiar, as alterações en- dócrinas e imunológicas. “A mens- truação retrógrada também é um im- portante fator”, diz o ginecologista, que completa: “Junta-se a isso a má qualidade de vida e a demora para a gravidez, ou seja, a mulher moderna primeiro se acerta profissionalmen- te para depois pensar em filhos. Isso faz com que a doença progrida para formas mais graves”, alerta. Saúde SINAL VERMELHO“A desinformação assusta”, afirmaEduardo Schor. Quandoo médico levanta a suspeita deendometriose comodiagnóstico, muitas mulheresrecorrem à internet parafazer buscas sobreo assuntoe acabam vendo histórias graves deperdas de úteroe ovários.“Na verdade, oquadroda paciente talvez nemétão drástico assim,por issoé importanteque o médicotire todas as suasdúvidas”,destaca o professorda Unifesp A relação da mulher com endometriose com seu parceiro pode sofrer grande comprometimento, informa o professor Eduardo Schor, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Alguns entendem a situação e acompanham o tratamento, mas outros não, por afetar a relação sexual, com as negações da mulher para o sexo. Os problemas conjugais aumentam e há casos de casamentos que chegam ao fim” 10 / São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO
  • 11. O ginecologista Carlos Eduardo Ferreira diz que a chance de infertilidade pode di- minuir com o diagnóstico pre- coce. “Melhora o prognóstico, pois as alterações anatômicas são menores. Nos casos graves, mesmo após a cirurgia, a proba- bilidade da paciente necessitar de técnicas de reprodução assis- tida é grande”, explica. Por isso, a confirmação do diagnóstico com exames de imagem é importante para o início do tratamento. A médica radiologista Débora Esperanci- ni Tebar informa que a resso- nância magnética, o ultrassom pélvico e o transvaginal são ne- cessários também para a progra- mação da cirurgia, quando esta é necessária. “No passado, contava so- mente com dosagens sanguí- neas do CA 125 e a videolapa- roscopia para diagnosticar. En- tretanto, os estudos mostraram que o CA 125 é um exame de baixa sensibilidade, pois pou- cas mulheres com endometrio- se (40%) têm aumento desse marcador. E a videolaparosco- pia não visualiza a endome- triose profunda, localizada abaixo do peritônio, uma membrana que recobre a parede abdominal”, diz a médica. (EV) Quantoantes,melhor DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 / 11
  • 12. Algumas drogas também podem ser utilizadas como coadjuvantes no tratamento da endometriose, tanto leve ou avançada, informa o professor da Unifesp Eduardo Schor. A indicação médica poderá incluir fitoterápicos com propriedades analgésicas, acupuntura e atividade física A endometriose é uma doença benigna do crescimento anormal do tecido endometrial fora do útero Esse desenvolvimento pode acontecer nos ovários, trompas, ligamentos ao útero, bexiga e intestino grosso A influência do ciclo menstrual piora o problema já que não há como eliminar o sangue fora do útero As causas ainda são desconhecidas e estudos ainda tentam traçar associações A manifestação do problema é marcada por inflamação, dores na relação sexual, cólicas com dores progressivas, formação de cistos e até infertilidade O problema acomete principalmente mulheres em idade reprodutiva Fonte: Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo O estágio da endometrio- se, leve ou avançada, é que determinará qual tratamen- to será adotado. Se a doença está no início, uma medica- ção com compostos hormo- nais, como a pílula, poderá ser escolhida. No avançado, o medicamento também faz parte da primeira tentativa de melhora, mas se a doença já provoca muitos sintomas as chances de sucesso são bem menores, sendo necessá- rio recorrer à cirurgia, conta o chefe do Ambulatório de Endometriose da Unifesp, Eduardo Schor. O ginecologista Carlos Eduardo Ferreira explica que a endometriose é uma doença benigna, mas pode apresentar agressividade em alguns casos, sendo necessá- rio até mais que um procedi- mento cirúrgico. “Pode haver comprometi- mento profundo da doença em áreas profundas não visí- veis, onde existem grandes vasos sanguíneos e nervos, no intestino, ureter - canal que liga os rins à bexiga, bexiga, ligamentos uteri- nos, entre outros”, avisa. “É uma cirurgia específi- ca para endometriose, para a retirada de todos os focos pos- síveis da doença, pois apenas tirar o útero não resolve os sintomas nem trata o proble- ma”, explica Ferreira. O trata- mento completo deve ser acompanhado por equipe mé- dica especializada, psicólogas e fisioterapeutas. (EV) Entenda Associação Brasileiro de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva - www.iape.org.br Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo - www.sogesp.com.br Sociedade Brasileira de Ginecologia Endócrina - www.sobrage.org.br Endometriose - www.endometriose.med.br I A dificuldade para engravidar éumoutrosintomadaendometrio- se, às vezes descoberta exatamente na tentativa de gravidez. Nesse ca- so, o ginecologista Carlos Eduardo Ferreiracontaqueacirurgiaéaop- ção imediata, o que aumenta a chancedecura,emboraaindapreci- sedetratamentoclínico.“Essaspa- cientesnecessitam deumacirurgia queretiresuaslesões,masqueman- tenhasuafertilidade.Acirurgiade- ve ser agressiva e delicada ao mes- motempoparapreservarórgãosvi- taisparauma gravidez”,ressalta. FoiocasodabancáriaCarolina Bauab, de Rio Preto. Após muitas tentativasdeengravidar,semsuces- so, ela descobriu no final de 2012, aos 37 anos, que estava com endo- metriose. “Associado a isso, come- cei a ter muitas cólicas, até que fiz uma ressonância magnética que confirmouo problema”, conta. Embora ainda com alguns sin- tomas,adoençahaviaavançadope- las trompas e começava a envolver a bexiga e o intestino. A opção de tratamentofoipelacirurgia,realiza- dadoismeses depois. Ela ainda passou por um trata- mentocominjeçõeshormonaispa- raregularizarsuaovulaçãopara,en- tão, recomeçar as tentativas de en- gravidar. “Cinco meses depois eu estavagrávidadaSophia,quenasce emjunho”,contaCarolina,querea- lizará o sonho de ser mãe quando completar39 anos. (EV) Leve ou avançado Para mais informações À espera de Sophia 12 / São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO
  • 13. Até o início da década de 1980, as técnicas utilizavam materiais como o aço cirúrgico e não tinham a intenção de promover a osseointegração Rodrigo Caran Odontologista A implantodontia é muito antiga. Há relatos na literatura de tentativas de substituir os dentes desde o antigo Egito, mas foi a partir de meados da década de 1950 que esse pro- cesso se tornou mais sistemáti- co. Técnicas de fundição e es- tudos biológicos que resulta- ram na capacidade de produ- zir uma prótese a partir de um material biocompatível que, associado ao advento dos anti- bióticos, promoveu a possibi- lidade de sua implantação com menores chances de infecções pós-operatórias, e isso estimu- lou a classe odontológica a re- produzir as mais diversas técni- cas de implantodontia. Porém, até o início da déca- da de 1980, as técnicas utiliza- vam materiais como o aço cirúr- gico e não tinham a intenção de promover a osseointegração. Os implantes eram instalados sob a mucosa ou então eram intraósseos, mas baseados na re- tenção mecânica indicada pela técnica. Assim, com o passar dos anos e a utilização dos im- plantes na mastigação, proces- sos inflamatórios naturalmente surgiram e alguns implantes se perderam. Foi somente após o Protoco- lo de Toronto, no início da dé- cada de 1980, que tivemos co- nhecimento sobre a instalação dos implantes dentários tal co- mo os conhecemos hoje; reali- zados em titânio, comercial- mente puros, e instalados por profissionais capacitados, atin- gindo um índice de sucesso aci- ma de 90%. É curioso salientar que os implantes foram desco- bertos por acaso em um estudo para avaliar a vascularização da tíbia de coelhos, e depois seus resultados foram transferidos para reabilitar os pacientes que utilizavam próteses totais infe- riores com seis implantes e uma prótese fixa sobre esses im- plantes, reabilitando toda a ar- cada inferior. Até hoje, esses trabalhos re- cebem o nome de protocolo. As próteses podem ser entregues em poucos dias e seu índice de sucesso chega a quase 100%. Fo- ram esses resultados que impul- sionaram o sucesso da implan- todontia moderna. Em meados da década de 1980, os primeiros brasileiros foram à Suécia e aos EUA para aprender essa tão esperada no- vidade e retornaram ao Brasil conscientes de que poderiam atender seus pacientes de uma forma mais elaborada. Para isso, precisaram ini- ciar um trabalho de treinamen- to com outros cirurgiões-den- tistas, protéticos, equipe de apoio e tudo que cercava o mun- do da implantodontia. No iní- cio, as importações ofereciam poucas opções de marcas e mo- delos, os preços eram muito ele- vados e tivemos uma elitização dos profissionais e dos pacien- tes que podiam optar pelos im- plantes dentários como uma op- ção de tratamento. Além disso, as técnicas eram elaboradas e os cursos de formação, caríssi- mos. A implantodontia estava reservada para poucos. Com o passar dos anos, com a estabilidade de nossa econo- mia e um número cada vez maior de colegas utilizando os implantes como opções de tra- tamento, tivemos o nascimento da indústria nacional. Os cus- tos foram reduzidos a menos da metade e os implantes den- tários passaram a ser opção viá- vel para muitos. Faltava edu- cação, uma vez que era preci- so democratizar a formação do implantodontista, come- çar pelo reconhecimento da implantodontia como uma es- pecialidade odontológica e criando regras para o seu ensi- no, de forma a termos profis- sionais capacitados e com uma formação homogênea em todo o Brasil. I A implantodontia e sua história Stock Images/Divulgação Edvaldo Santos DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 / 13
  • 14. Otávio Mesquita completa 30 anos de carreira com novo programa no SBT Agência Estado O apresentador Otávio Mesquita completa 30 anos de carreira com a es- treia de seu novo programa no SBT, o “Okay Pessoal”, que está previsto pa- ra entrar no ar em abril. A atração se- gue os moldes do programa que ele apresentava até o fim do ano passado na Band, o “Claquete”, exibido no co- meço das madrugadas. Otávio gosta do horário e ressalta que o fim de noite na TV está sendo valorizado pelo mercado publicitário, pois conta com um público exigente e que, em geral, tem poder aquisitivo. A ideia não é mudar o que deu cer- to na concorrência, mas fazer uma extensão do formato que o consa- grou na Band. “No SBT, temos um elenco maior e outras possibilida- des e eu pretendo me reinventar”, diz o apresentador. Mesquita saiu da Bandeirantes após 14 anos e o fim desse “casamen- to” foi amigável. Segundo o apresenta- dor, o término do contrato representa somente o encerramento de um ciclo em sua carreira. A emissora da famí- lia Saad teria proposto dividir os cus- tos e lucros de um novo programa, mas ele não aceitou. Nesses 30 anos de carreira, Mes- quita também trabalhou na extinta TV Manchete, na Record e na Rede- TV!. Essa é a sua terceira passagem pelo SBT, onde apresentou os progra- mas “Perfil”, “Tempo de Alegria”, “Fantasia” e o quadro que o projetou à fama “Bom Dia Legal”, do “Domin- go Legal”, na década de 1990. “Agora, encontrei um novo SBT. É um momento especial da emissora Confesso que pensei em ficar um ano descansando a minha imagem, mas acabei optando por aceitar o convite porque a madrugada é a minha praia e tudo casava com os meus interes- ses”, comenta. A nova revista eletrônica das ma- drugadas do SBT é uma forma de agregar audiência ao canal com um custo relativamente baixo, já que se trata de uma parceria que a Mesquita Produções - produtora de Otávio Mes- quita - está desenvolvendo com a emissora de Silvio Santos. “O progra- ma irá ao ar de segunda a sexta-feira depois do ‘Jornal do SBT’. As cabeças do programa serão gravadas nos estú- dios da emissora, e vai ter muita entre- vista feita nas ruas”, adianta Otávio. O “OKay Pessoal” vai ter, ainda, making of de comercial de televisão, campanhas de moda e outros even- tos que o público gosta de ver os bastidores, como festas e provas es- portivas. Algumas novidades estão sendo programadas, mas também será ressuscitada uma personagem criada por Otávio nos anos 1990, que fez sucesso naquela época. “A Tábata é uma bichinha bipolar, que será a ombudsman do SBT e vai criticar toda a programação do ca- nal. Está na moda gays nas novelas, nos realities shows e vamos aprovei- tar esse momento da diversidade,da aceitação”, diz o apresentador. Estreia OKAYOKAY PESSOALPESSOAL TV - 14 / São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO
  • 15. Carnaval de 1984 Otávio Mesquita começou sua jornada diante das câmeras em 1984, cobrindo o Carnaval. Ele conta que as pessoas não gostavam dele, mas, mesmo as- sim, ele acreditou que era nessa área que iria se dar bem. “Fi- quei muito tempo com o Gugu com a função de acordar as pessoas e isso me marcou muito. Sou extremamente emotivo e verdadeiro, since- ramente não sei de onde vem isso. Quando vim negociar minha volta para o SBT, lem- brei-me do dia em que peguei meu crachá pela primeira vez e meus olhos se encheram de lágrimas”, confidencia. E por falar em acordar cele- bridades, esse pode ser um dos quadros de seu novo programa também. Otávio quer revirar o baú do SBT. “Nós vamos usar o arquivo do canal. Vamos ter um quadro mostrando essa his- tória maravilhosa. O SBT tem muito mais material do que a Band. Quero valorizar o que foi feito aqui no passado.” Com a produção do “Okay Pessoal” a todo vapor, Otávio conta que vai aproveitar logo de cara para entrevistar o cas- ting da emissora, como a apre- sentadora Eliana. “Meu sonho é um dia acor- dar o Silvio Santos, mas não sei se vou conseguir.” Seu novo contrato permite que ele apresente outros forma- tos em canais da TV paga. Otá- vio afirma que está negociando uma atração com uma rede de TV a cabo e que deverá estrear um programa depois da Copa do Mundo, no segundo semes- tre deste ano. Cogita-se que é para apresentar um programa de entrevistas baseado no for- mato de um talk show britâni- co. Porém, o apresentador ain- da não confirma isso. “Essa ne- gociação rolou paralela a do SBT. Só não posso falar agora porque o contrato não foi fecha- do de fato, mas em breve vou re- velar mais detalhes”, conta. I Estúdio móvel Como a fórmula da atração é costurar a apresentação no es- túdio com reportagens exter- nas, sendo que o material grava- do fora vai representar 80% do programa, um carro servirá de cenário. “Vou sair pelas ruas de São Paulo em cima do meu Tuk-Tuk (automóvel), fazendo entrevistas. Eu fi- quei muito surpreso quando tivemos uma reunião com o departamento técnico. De- mos algumas ideias e elas fo- ram aceitas com muito entu- siasmo. A tecnologia vai es- tar presente no nosso conteú- do diário”, comenta o apre- sentador, que continua: “Es- sa história do carro foi uma puta sacada que eu tive para dar movimento ao programa. De repente estarei indo para a Penha (bairro da Zona Leste de São Paulo) e posso pegar uma pessoa no ponto de ôni- bus. Essa carona vai render um bate-papo informal. Outra ho- ra posso pegar a Luiza Brunet em um hotel e acompanhá-la em um compromisso de mo- da”, conta ele. Mesquita afirma que sua vida se divide em antes e de- pois do SBT. Ele diz que de- ve muito do que se tornou co- mo profissional ao colega Gu- gu Liberato. Ele se refere ao sucesso do quadro em que acordava famosos. De acordo com o vetera- no, o “Bom Dia Legal”, do “Domingo Legal”, chegava a registrar 28 pontos de média no Ibope. Cada ponto equiva- le a 65 mil domicílios na Grande São Paulo. Segundo Mesquita, a visi- bilidade foi tão grande que ele chegou a ser convidado pela Rede Globo para traba- lhar lá, mas afirma que não acei- tou porque a emissora carioca queria somente tirá-lo do SBT porque seu desempenho esta- va incomodando. “Na época, a gente não falava como hoje em dia de ficar na geladeira, mas também agente já sabia dos meandros do meio. Eles não teriam onde me colocar”, recorda-se.AgênciaEstado/Divulgação DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 / 15 - TV
  • 16. “Não poupo no amor”, revela Tainá Müller sobre suas semelhanças com fotógrafa Marina de “Em Família” Agência Estado Radiante, Tainá Müller, a fotógrafa Marina de “Em Famí- lia” (Globo), confessa que esta- va mesmo à procura de uma personagem que a tirasse do chão, como ela mesma diz. Na novela das 21h da emis- sora carioca, Marina está apai- xonada pela dona de casa Clara (Giovanna Antonelli),que é ca- sada com Cadu (Reynaldo Gia- necchini). A expectativa é que as duas vivam um romance, po- rém, muitos conflitos estão por vir. Um deles é a doença do per- sonagem de Gianecchini. De qualquer forma, o entu- siasmo da atriz não vem só da possibilidade de, assim como aconteceu em “Amor à Vida” (Globo), com Félix (Mateus So- lano) e Niko (Thiago Fragoso), dar um beijo gay no ar. “A Ma- rina é uma mulher interessan- te, independentemente se está inserida em um triângulo amo- roso, se é homossexual”, afirma ela, acrescentando que não cria expectativas sobre a aprovação ou rejeição do público. Na composição de Marina, além de muitas pesquisas sobre fotografia, a atriz conta que o cabelão conquistado com me- gahair foi fundamental, apesar de estar sendo trabalhoso cui- dar dele. “Não consigo vê-la sem esse cabelo”, diz ela. Confira a seguir um bate-pa- po com a atriz. Pergunta - Está preparada para gravar um eventual beijo de Marina e Clara? Tainá Müller - Tudo está nas mãos do Maneco (o autor Manoel Carlos). Se ele sentir necessidade (da cena), vai escre- ver e nós vamos gravar. Não sei se o beijo do Félix e do Niko ti- rou o peso em torno dessa polê- mica. Espero que sim. É difícil prever se também vai ser pedi- do pelo público, qual será a rea- ção das pessoas. Nós temos de ver a história caminhar. Como telespectadora, achei o beijo dos dois lindo, a cena maravi- lhosa Parabenizei o Mateus (So- lano), o Thiaguinho (Thiago Fragoso)... Como espectadora, posso te dizer o que penso,mas fica difícil responder pelo pú- blico. O que posso garantir é que são histórias bem diferen- tes. Acho que as coisas têm de ser tratadas com naturalidade. Trata-se de uma história de amor. Pergunta - Você acredita que a relação entre Marina e Clara será mais intensa após a fotógrafa se declarar para a dona de casa? Tainá - Até agora, a Marina já deu suas investidas e deixou claro que está apaixonada. Po- rém, ela toma coragem e se de- clara para a Clara, que, a princí- pio, fica confusa. Não sei como vai ser a história, se vai ser sutil ou intensa, mais forte ou não. Isso só o Maneco pode respon- der. Acho que, com o tempo, mais lá na frente, tudo vai ficar mais claro. Pergunta - Você teme com- parações com o casal Félix e Niko? Teme que o telespecta- dor rejeite a relação de Mari- na e Clara? Entrevista MULHER INTERESSANTE Fotos:Divulgação TV - 16 / São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO
  • 17. Tainá - Sinceramente, eu não me agarro a expectativas em relação à repercussão. Não foco nisso porque, se estivesse pensando assim, estaria fazen- do o trabalho vir de um lugar errado, de fora para dentro. E o caminho não é esse. Pergunta - Qual é o maior desafio que tem pela frente com essa personagem? Tainá - Fica bem difícil fa- lar o que é mais desafiante. Ca- da personagem tem o seu desa- fio. Mal saí de “Flor do Cari- be”, emendei “Em Família”. Mas era algo que eu estava que- rendo muito fazer: uma perso- nagem que me tirasse do chão. Talvez a Marina seja a mais complexa (personagem que já fez), com particularida- des. Ela é uma mulher que se comunica com o mundo por meio da sedução. Isso faz par- te do talento dela. Pergunta - Você e a Giovan- na Antonelli demonstram en- trosamento no ar. Como é o clima nos bastidores das gra- vações? Tainá - Nossa, uma delícia! A Giovanna é um dos grandes talentos que temos como atriz. Sempre admirei o jeito espontâ- neo dela, a forma como ela tra- balha. Quando a Giovanna dá vida às suas personagens, tudo parece não vir de um texto, ta- manha a naturalidade com a qual ela trabalha. Venho apren- dendo muito com ela, que é uma pessoa generosa. Pergunta - Você diz que a Marina é diferente de tudo o que já fez. O que te instigou a dar vida a essa fotógrafa? Tainá - O que me instigou nela foi o caráter não óbvio. Ela é uma mulher interessante, in- dependentemente se está inseri- da em um triângulo amoroso, se é homossexual, o interessan- te da Marina é que ela tem vá- rias características. Fora o tex- to do Maneco, que tem um ta- lento gigante para trazer huma- nidade aos personagens. Pergunta - Você tem algo em comum com a Marina? Tainá - A Marina ama des- medidamente e eu tenho isso. Não poupo no amor (risos). Pergunta - Foi difícil encon- trar o tom certo para dar vida à fotógrafa? Tainá - Foi um processo lon- go. Busquei várias referências de fotógrafas, participei de al- guns workshops e assisti a al- guns filmes voltados para esse tema. Ainda colei no fotógrafo Beto Roma para ver como é o trabalho. O que me ajudou tam- bém é que sempre gostei de ar- tes visuais e estudei um pouco de fotografia quando fiz facul- dade de Jornalismo. Com essa base, nós ainda pensamos co- mo deveria ser o figurino, a ca- racterização, de uma forma bem específica, para trazer as características dessa persona- gem. Fora isso, ainda coloquei o megahair. Estou feliz e posso garantir que irei contar uma história de amor da maneira mais honesta possível. Pergunta - Você chegou a pesquisar sobre homossexua- lidade? Tainá - Vinha fazendo uma pesquisa desde que surgiu essa oportunidade incrível na mi- nha vida. Assisti a filmes sobre o amor entre mulheres e con- versei com muitas homosse- xuais. Descobri que é um uni- verso que tem de ser tratado com muita naturalidade por- que estamos falando sobre o amor. O mundo está tão feio e as pessoas estão preocupadas com o amor entre duas mulhe- res? Estranho... A Marina é uma mulher pulsante, que se jo- ga, não é nada racional. Pergunta - Dá trabalho manter o megahair? Tainá - Dá trabalho sim, mas, para a Marina, serviu e muito. Não consigo vê-la sem esse cabelo. Estou me adaptan- do ainda. Tenho de fazer hidra- tação e, eventualmente, esfoliação no couro cabeludo, porque o megahair exige uma limpeza mais profunda. Faço tudo no salão, a cada 15 dias. Sou bem geminiana, adoro mu- dar. Não tenho essa de ficar pre- sa ao cabelo. Pergunta - Você está em forma. Segue alguma dieta es- pecífica e mantém uma rotina de exercícios? Tainá - Sou bem light, não sou a marombeira da academia. Faço pilates e cuido da alimen- tação por uma questão de saú- de. Tenho um monte de chati- ces, intolerâncias alimentares, como à lactose. Agora descobri que sou intolerante também aos alimentos com trigo. Um sa- co... Como muitas frutas, legu- mes, carnes brancas e evito do- ces. Gravando muito como ago- ra, não estou fazendo nada, mas nunca tive tendência para engordar nem emagrecer. A tendência é ficar no mesmo pe- so: 52 quilos. Fora isso, bebo bastante água e não abro mão do filtro solar. I DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 / 17 - TV
  • 18. Thiago Mendonça revela que conviveu com amigo alcoólatra para enfrentar o assunto na novela de Manoel Carlos Agência Estado Está nas mãos de Thiago Mendonça discutir um dos te- mas mais importantes da nove- la “Em Família” (Globo): o al- coolismo. Para tanto, o ator res- gatou memórias do tempo em que dividia apartamento com um amigo alcoólatra. “Ele era de urrar à noite, de dormir no terceiro degrau da escada porque não conseguia chegar até a porta”,conta o ator. “Sou uma pessoa dada a exageros, e ter proximidade com a doença, nessa fase da mi- nha vida, serviu como alerta”, confessa. Tanto na TV quanto no ci- nema, Thiago é reconhecido pe- la versatilidade. Na telinha, ele participou de trabalhos como “Bambuluá” (2000), “Sítio do Picapau Amarelo” (2001), “Ma- lhação” (2002), “O Profeta” (2006) e “Dalva e Herivelto - Uma Canção de Amor” (2010), todos na Globo. Seu primeiro papel de desta- que, no entanto, foi em “Duas Caras” (Globo), de 2007, nove- la na qual interpretou o jovem Bernardinho, que se envolvia em um relacionamento a três com Dália (Leona Cavalli) e He- raldo (Alexandre Slaviero). Coin- cidênciaounão,circularamnain- ternetboatosdeque omédicoFe- lipe também seria bissexual na trama de Manoel Carlos. Mas Thiago Mendonça desmente: “Não tem fundamento algum!”. No cinema, Thiago ficou co- nhecido por interpretar os canto- res Luciano (“2 Filhos de Fran- cisco”) e Renato Russo (“Somos tão Jovens”). Nessa entrevista, ele fala mais sobre as gravações de “Em Família” e dos seus so- nhos para o futuro. Pergunta - Você se inspi- rou em alguém para compor o Felipe? Thiago Mendonça - Não te- ve uma inspiração direta. Na verdade, o processo ainda está ocorrendo. Novela é uma obra aberta. Gravamos até agora, aproximadamente, 40 capítu- los. Então, a composição do Fe- lipe ainda está acontecendo. O que posso dizer é que sou muito intuitivo e a criação de um perso- nagem não é, para mim, algo tão concreto. Pergunta - Como você defi- niria o Felipe? Mendonça - A Bianca Rinal- di disse uma vez, em cena, que o Felipe era um “carente profissio- nal”.Achoqueébemporaí.Ape- sarde terrecebido muitoamorda mãe - e eu e a Natália do Vale (que interpreta Chica, mãe do ra- paz) trabalhamos juntos nesse sentido-,oFelipeteveumainfân- cia carente de atenção. Afinal, ele e a Clara (Giovanna Antonelli) sãoosirmãosmaisnovosdaHele- na (Julia Lemmertz), que exigia bastante dos pais. Então, penso que ambos “sobravam” um pou- co. Tanto que ele e a Clara eram sempre expulsos de algumas ce- nas(risos). Pergunta - E a questão da medicina? Mendonça - Apesar de ser doente, por conta do alcoolismo, o Felipe é extremamente inteli- gente.Tantoqueseformoumédi- co.Nahorade comporo persona- gem, priorizei maisa profissão do que o problema com o álcool. Pergunta - Quais foram as suas referências para o alcoolismo? Mendonça - Amigos, pessoas próximas e outras nem tanto. O álcool é uma droga legal, que tem trânsito na nossa sociedade. O próprio Maneco diz que “todo mundo tem um tio bêbado”. Às vezes, não é um tio, mas o pai, o primoouumamigoquerido.Ola- boratório, então, é a nossa pró- pria vida. O ator vivencia coisas e guarda para acessar mais tarde. Pergunta - Você viveu isso de perto? Mendonça - Na minha famí- lia não tem ninguém no nível do Felipe, apenas o consumo do ál- cool “socialmente”. Maseu dividi apartamento com um amigo que era alcoólatra. De urrar à noite, dormirnoterceirodegraudaesca- da porque não conseguia chegar até a porta. Acho que sou uma pessoa dada a exageros, e ter pro- ximidade com a doença, nessa fa- se da minha vida, serviu como alerta. Pergunta - E qual a sua relação com o álcool atual- mente? Mendonça - Até os 18 anos, achei que passaria a minha vida inteira apenas bebendo guaraná. E se você me vir bebendo hoje, vaiperceber que ainda faço careta (risos). Não gosto do paladar. Mas, claro, já tomei meus porres quando mais jovem (risos). Só que hoje, quando escolho um dia para brindar alguma coisa, não exagero.Alémdenãoapreciar, es- tou com 34 anos e o metabolismo é diferente. Aos 20, bebia e acor- dava bem no dia seguinte. Hoje não é assim. Pergunta - Circulou na in- ternet que o Felipe seria bisse- xual e se envolveria com o ma- rido de Silvia (Bianca Rinal- di). Isso é verdade? Mendonça - Isso não tem fundamento algum. Até porque, se houvesse indícios de um triân- gulo amoroso na trama, a Silvia é que seria o vértice. Não sei se in- ventaram essa notícia por causa do Bernardinho, de “Duas Ca- ras”.Maseumeesforçomuitopa- ra trabalhar as nuances de cada personagem, por isso duvido que alguém que veja o Felipe emcena se lembre do Bernardinho. Pergunta - Você interpre- tou Renato Russo no filme “Somos tão Jovens”. Era fã do “Legião Urbana”? Mendonça - Era ouvinte do Legião, mas não propriamente fã. Tenho um irmão mais velho que tinha a fita cassete de “Que PaísÉEsse”,nosanos1980.Lem- bro que era pequeno e não tinha maturidadeparaentenderascríti- caspolíticas,masadorava“Eduar- doeMônica”,quetinhaumaleva- da mais alegre. Quando adoles- cente, conheci o Legião e come- cei a me identificar com as letras. Pergunta - Tem vontade de interpretar algum papel espe- cífico que ainda não fez? Ou trabalhar com algum autor? Mendonça - Tem uma situa- ção curiosa. Quando eu era criança, tinha os olhos claros e os cabelos bem cacheados. En- tão, uma tia dizia que eu lem- brava o Lauro Corona. Isso me marcou demais. Como o Lauri- nho trabalhou com o Gilberto Braga em novelas como “Dan- cin’ Days” (1978), acho que nas- ceu um interesse daí de fazer al- go com o Gilberto um dia. I VÍTIMAS DO ÁLCOOL Em Família Divulgação TV - 18 / São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO
  • 19. “Adoro reencontrar pessoas que me viram pequena”, revela Letícia Colin sobre sua volta para a Globo Agência Estado Desde que foi colocada à for- ça por LC (Antonio Calloni) na máquina da felicidade, a doce Vitória (Letícia Colin) perdeu sua capacidade de julgamento e desistiu de fugir da comunida- de de “Além do Horizonte” (Globo). Para a atriz, a trama tão dife- rente do que os telespectadores estão acostumados para uma novela das sete merece elogios. “Acho incrível esse tipo de fic- ção, essa hipótese. Mas não gos- taria de passar por uma máqui- na da felicidade para esquecer alguma coisa”, afirma. “Além do Horizonte” mar- ca o retorno de Letícia à TV Globo após dez anos em proje- tos de outras emissoras. “Ado- ro reencontrar pessoas que me viram pequena”, revela. A es- treia da atriz foi no seriado “Sandy & Junior” (2000), aos dez anos.Apósparticiparde“Ma- lhação” (2002) e apresentar a “TV Globinho” (2003), a atriz foi contratada para o elenco da nove- linha musical “Floribella” (2005),daBand,voltadaparaaau- diência infanto-juvenil. As crianças sempre estive- ram próximas da carreira de Le- tícia. Em “Além do Horizon- te”, sua personagem é responsá- vel pelo centro infantil da co- munidade. “Adoro gravar com elas. As menores acreditam mesmo que sou a professora de- las”, diverte-se. Após a rápida passagem pe- la Band, Letícia permaneceu cinco anos na Record. No cine- ma, protagonizou o polêmico remake de “Bonitinha, Mas Or- dinária” (2013). A seguir, ela fa- la sobre a novela e seus planos envolvendo música. Pergunta - A Vitória é res- ponsável pelo centro infantil da comunidade. Qual é a sua rela- ção com as crianças hoje? Letícia Colin - Adoro gravar com elas, que me chamam de tia (risos). As menores acredi- tam mesmo que sou a professo- ra delas. E quando chego ao set, ganho abraços deliciosos. Pergunta - Elas lhe sur- preendem como atores? Letícia - Demais. Conse- guem fazer coisas incríveis na cena, obedecem marcações, lembram as deixas, respeitam continuidade... Sem contar que estamos sempre no meio de giz de cera, tinta, massa de mode- lar e marionetes. Adoro tudo is- so. Divirto-me mesmo. Pergunta - Você se inspi- rou em alguém para compor a Vitória? Letícia - Observei os cami- nhos que os personagens que já estavam na novela faziam e ten- tei colocar a Vitória para tempe- rar essa história. Para trazer coi- sas que ainda não eram usadas na trama, sabe? Tentei fazê-la com elementos que podiam complementar o caldo que meus colegas vinham fazendo. Pergunta - O que mudou de- pois que ela passou pela má- quina da felicidade? Letícia - Tudo. Ela se desco- nectou da própria história, per- deu sua autonomia e identida- de. Agora não tem mais vonta- des, não faz mais julgamentos e não discorda de nada. Aceita tu- do. Tornou-se, simplesmente, um ser manipulável. Abando- nou tudo o que era mais caro a ela, inclusive a saudade absur- da da mãe. Pergunta - Você já sentiu vontade de passar por uma máquina da felicidade para es- quecer alguma coisa? Letícia - Nossa, não! Mas acho incrível esse tipo de fic- ção, essa hipótese. Ela aparece em filmes como “Brilho Eter- no de Uma Mente Sem Lem- branças” (2004), por exemplo. Pergunta - Você permane- ceu oito anos fazendo traba- lhos em outras emissoras. Co- mo foi o retorno para a Globo? Letícia - Delicioso! Adoro reencontrar pessoas que me vi- ram pequena, na época de “Ma- lhação” e da “TV Globinho”. E ainda mais nessa novela, que tem direção geral do Gustavo (Fernandez), com quem estou amando trabalhar. Pergunta - Você tem uma carreira paralela em musi- cais. Tem algo previsto para este ano? Letícia - Estou ensaiando um musical especial. Vou fazer a Beatriz na primeira monta- gem de “O Grande Circo Místi- co”, com toda a obra de Edu Lo- bo e Chico Buarque. Estou mui- to feliz e cantando diariamen- te. A estreia será em 24 de abril, no Theatro Net Rio, no Rio de Janeiro. Pergunta - Qual é a sua re- lação com a música hoje? Letícia - A música está na minha vida. Está, inclusive, no meu jeito de atuar, mesmo quando não se trata de teatro musical. Ela me dá muito mais sensibilidade e atenção. E es- tou preparando o meu primei- ro show também! Pergunta - Como será? Letícia - Provavelmente uma mistura de jazz e cabaré. Será pa- ra o segundo semestre e terá dire- ção de Jonas Klabin. I Perfil Bonitinha e extraordinária Divulgação DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 / 19 - TV
  • 20. “CQC” volta menos masculino com Dani Calabresa na bancada e nova repórter Band Agência Estado A quantidade de integran- tes do sexo feminino não au- mentou na nova temporada do “CQC”, que estreia nesta segun- da (17), mas, agora, além de uma loira na reportagem, a ban- cada da atração passa a contar com Dani Calabresa no lugar de Oscar Filho. A humorista as- sume o posto para dar um ar de renovação ao programa, que completa sete anos na grade da Band. Oscar Filho conti- nua na equipe à frente do “Proteste Já” e do “Elefante Branco”, ambos quadros de denúncia. Dani não foi escolhida por ser mulher. A direção do programa testou algumas pes- soas e ela ficou com a vaga por ser considerada a melhor opção. Ela venceu o páreo que contou com colegas de trabalho e outros apresenta- dores que nem fazem parte do elenco da emissora. A ou- tra “fêmea” do CQC é Naty Graciano, que substitui Mo- nica Iozzi. No lançamento do progra- ma para a imprensa, Marcelo Tas até tentou fazer um mis- tério em torno dela, chaman- do-a de “Senhora X”, dizen- do que não poderia falar seu nome por questões contra- tuais. O que de fato procede: Naty Graciano estava se desli- gando de uma afiliada da TV Globo no interior paulista, onde trabalhava. Sua contratação ocorreu recentemente porque o esco- lhido, o jornalista Fred Melo Paiva, foi demitido antes mes- mo de entrar no ar. “Estava fe- chado que seria ele, mas o Fred pediu férias antes de estrear. Achamos que o comprometi- mento dele não era adequado e desistimos de sua contratação”, explica Tas, que continua co- mo líder da turma engravatada. O apresentador diz que na- da é por acaso e que Naty che- gou cheia de gás e estreará com uma reportagem bombástica, que foi gravada no vestiário do clássico entre São Paulo e Co- rinthians no último dia 9. Rogé- rio Ceni é o entrevistado. “É legal ter uma mulher na reportagem, porque homem costuma se desmontar diante de uma mulher bonita e inteli- gente como ela. Eles são bobi- nhos”, brinca Tas. Além da reportagem da ‘CQC caçula’, um novo quadro, o “Torcida VIP”, deve dar o que falar logo de cara. Isso se for exibida a edição gravada com Lobão. O cantor se quei- xou publicamente da aborda- gem feita por Ronald Rios e cer- ca de 30 torcedores. Ele amea- çou processar a Band se o con- teúdo for ao ar. “Não consegui entendera indignação do Lobão. Esse é um dos quadros mais infantis que temos, em que brincamos com as celebri- dades”, comenta Tas. Aliás, polêmicas não devem faltar neste ano para o “CQC”, que terá amplo material eferves- cendo nas ruas coma Copa do Mundo no Brasil e as eleições. Futebol e política são temas car- ros-chefe do humorístico. Dani Calabresa vai para a bancada, mas continua à frente do “Sem Saída”, o quadro dos polígrafos. “A vida vai ficar mais tranquila para fazer um pole dance e outras coisinhas do dia a dia”, diz a mulher de Marcelo Adnet, que completa: “Tudo brincadeira, vejo essa promoção como crescimento, desafio e estou com um baita frio na barriga. Tem roteiro, tem improvisação e é ao vivo”. A parte comercial da atra- ção começa o ano com a receita 13% maior. No ano passado eram 11 anunciantes, número que passou para 12 e teve sua cota máster vendida para uma montadora. Tas garante que é a força comercial do programa que dá à equipe maior liberda- de editorial. Entre as novidades estão os quadros “50 Por 50”, com Mau- rício Meirelles e um famoso en- volvidos em um jogo de adivi- nhação; “Cadeia de Favores”, que promove uma ação social; “Os Picaretas”, que contará com câmeras escondidas mos- trando truques usados por este- lionatários; e o “#SemFiltro”, com crianças comentando notí- cias e vídeos. A Band desenvolveu um aplicativo, o “Segunda Tela”, para a atração, que promoverá interação em tempo real entre os apresentadores e o público. Além disso, a plataforma tam- bém conta com um sistema em que é possível ver o programa ao vivo do tablet, do computa- dor ou do celular. I MAIS ESPAÇO ÀS MULHERES Divulgação TV - 20 / São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO
  • 21. “Às vezes, fico muito envergonhada. Tive que fazer, por exemplo, uma cena de toalha” Bruna Marquezine, atriz, no “Domingão do Faustão”, sobre cenas mais quentes de sua personagem, Luiza, na novela “Em Família” (Globo) “Meu médico disse que, com o tamanho que meu fígado estava, eu não passava dos 40” André Marques, apresentador da Globo, no “Fantástico”, sobre operação para redução do estômago “Mais para lá do que para cá!” Danielle Winits, no jornal “Extra”, sobre a atual mulher do seu ex, Fernanda Vasconcellos, no desfile das escolas campeãs do Rio “A doença pode ser um trampolim, algo que leve você a dar uma volta boa na vida” Reynaldo Gianecchini, no jornal “O Dia”, sobre doença do seu personagem, Cadu, na novela “Em Família” “Ainda não engoli, mas temos que aceitar” Viviane Araújo, sobre a derrota do Salgueiro para a Unidos da Tijuca “A gente só dá valor quando perde. É assim com amigos, namorado e com os garis também” Sabrina Sato, apresentadora, ao varrer a Marquês de Sapucaí com garis no desfile das campeãs, no Rio “Vou ficar de maquiagem em casa? Beijinho no ombro” Susana Vieira, atriz, ao site “Ego”, sobre os comentários de que estava feia em foto que postou no Instagram “Bom dia! Acordei batendo cabelo na cara de tudo que vem do mal com l e mau com u” Gaby Amarantos, cantora, no Instagram “Gostaria de ter o corpo da Gisele Bündchen.” Jennifer Aniston, atriz, para a revista “Self” “Ele chegou!!! Bem-vindo João!!!”Márcio Garcia, ator, ao publicar foto do pezinho do filho, João, no Instagram Frases da semana Agência Estado Divulgação DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 / 21 - TV
  • 22. MALHAÇÃO - 17H45 Segunda-feira-TerezacontaparaHer- mes tudo o que aconteceu enquanto ele estava sob o efeito da máquina. Kleber captura Matias. Lili diz a Rafa quenãoconfiamaisemMarlon.Prisci- la revela para Marcelo que está grávi- da. William confirma que ainda gosta de Lili e Celina se entristece. Heloísa e Flávio se surpreendem com a rea- ção de Marcelo à notícia da gravidez de Priscila. Fátima decide descobrir onde Kleber escondeu Matias. Her- mesenfrentaLCMarlonpedeparaLili decidir se quer continuar com ele. Te- reza manda Hermes manter o acordo que fez com LC. LC exige que Angeli- que continue dando informações so- bre as conversas de Hermes e Tere- za.FernandasedeclaraparaThomaz. Terça-feira - Kleber fica sensibilizado com o pedido de Fátima. William con- segue pegar o pingente da mão de um dos seguranças da Comunidade, masAndrénãodeixaqueorapazdes- trua a fórmula. Kleber decide libertar Matias. William pensa em Lili. Nilson organiza um evento para Selma e Ri- ta,filmadoporCacá.Thomazdecidefi- car com Fernanda. Inês não gosta de saber que será avó. LC, Angelique, Hermes e Tereza esperam ansiosos pelachegadadafórmulaàComunida- de.WilliameAndréresolvemvoltarpa- ra a Comunidade. William tem uma conversa séria com Celina sobre Lili Hermes sugere terminar com o acor- do entre ele e LC. Marcelo se preocu- pacomInês. Quarta-feira - LC finge aceitar a deci- são deMarlon. LC não conseguecon- vencerLili apedir para Marlon ficar na Comunidade. Marcelo estranha o bom humor de Fernanda e Thomaz tenta desviar a atenção do filho. Her- meseLCdecidemesperarWilliamvol- tarparaaComunidade.Marlonafirma a Lili que vai embora. Fernanda co- menta com Marcelo que acredita que Álvaro esteja sentindo falta de Inês. Nilson aceita a proposta para lançar umperfumedeSelmaeRita.LCman- daAssiscapturarWilliam.Angeliquee Breno consertam a máquina. Fátima faz Kleber ser mais gentil com Keila. PaulinhaimplicacomLili.Rafaadmite que pensa em Fátima. Marcelo gosta de saber do romance entre Fernanda eThomaz. Quinta-feira - Marlon enfrenta LC e Lí- der Jorge ouve a conversa. Álvaro pe- de para reatar com Inês. LC se revela para Marlon e ameaça colocá-lo na máquina. Rafa se despede de Lili. Lí- der Jorge foge ao ver Messias levar Marlonparaamáquina.Marceloseas- sustacomosdevaneiosdePriscila.Li- li se preocupa com Marlon. William e suaequipeseaproximamdaComuni- dade.LíderJorgenãoconsegueimpe- dir Marlon de ser colocado na máqui- na. Lili fica abalada com o que ouve LC falar sobre Marlon. As vendas dos perfumesdospersonagensdeSelma eRita sãoum sucesso. Fernandafica nervosacomavisitadeHeloísa.Líder JorgeconfrontaLC.LilipensaemMar- loneWilliam. Sexta-feira-Hermesseenfurececom Marlon. Líder Jorge conta para Rafa o que descobriu e pede para ir embora comele. LC eHermes prometem tirar afórmuladeWilliam.LíderJorgeman- da Esteves guiá-lo, com Rafa, para fo- ra da Comunidade. Lili estranha o su- miçodeRafa.Inêsdecideterumfilho, eÁlvaroentraempânico.Vitóriaavisa aLCdosumiçodeRafa,eovilãoacio- na Kleber. Rafa se encontra com Fáti- ma,eKleber mandaEdusequestrá-lo semque suafilha perceba.Terezavai aoalojamentodeLC.ÁlvaroflagraFer- nanda e Thomaz se beijando. Fátima leva Rafa para falar com Vó Tita. William,Guto,AndréeCelinainvadem aComunidade,entramnasaladamá- quinaeafotografam. Sábado - William ajuda Guto e decide seescondernoalojamentodeMarlon e Lili. Fátima afirma a Rafa que não deixará Kleber levá-lo de volta para a Comunidade. William se desespera com a possibilidade de Marlon ter si- do colocado na máquina. Angelique tentaacalmarJoana. Marlonpedepa- ra ver Lili. Lili promete a William que não revelará seu esconderijo. Tereza afirma a Hermes que continuará se encontrando com LC. LC descobre que o sistema de informática da Co- munidadequasefoiinvadido.Celinae André repreendem William por não confiar em Lili. Fátima vê Edu se- guindo Rafa. Inês humilha Fernan- da no escritório. Marcelo conta pa- ra Priscila sobre o romance entre seu pai e Fernanda. JOIA RARA - 18H15 Segunda-feira - Ernest entra em coma após o acidente. Mesmo fo- ragido da polícia, Manfred vai ao hospital visitar o seu pai e fica de- sesperado ao vê-lo naquela situa- ção. Serena conta para Fabrício que Lola espera um filho dele. Pé- rola entra em um profundo estado de meditação na intenção de sal- var o seu avô e fica desacordada. Hilda chega à pensão e fica surpre- sa com a presença de Aderbal, dei- xando Toni com ciúme. Ernest desperta e Manfred o abraça for- te. A polícia descobre que Man- fred está no hospital e corre pa- ra capturá-lo. Terça-feira - Gertrude chega ao hospital e implora para o filho se entregar. A polícia resolve arrom- bar a porta, mas quando entra no quarto de Ernest, Manfred não es- tá mais lá. Décio fala para Franz que Manfred pretende fugir do país e sequestrar Amélia. Arlindo diz para Volpina que está apaixo- nado por ela e eles se beijam. Dr. Rubens fala para Gaia que ela tem pouco tempo de vida devido a uma doença nos rins. Ernest rece- be alta e vai para casa. Toni pede para conversar com Hilda e eles acabam se beijando. Quarta-feira - Manfred se encon- tra com Décio para pegar os pas- saportes falsos e é surpreendido com a presença da polícia. Man- fred finge se render, mas saca uma arma e foge com Décio. Fabrí- cio diz que quer assumir o filho de Aurora e casar com ela. Davi faz a mesma proposta para Lola. Toni pede perdão para Hilda. A polícia persegue Manfred, mas o perde de vista e ele consegue pegar os passaportes falsos que estavam na pasta de Décio. Manfred ameaça matar Décio, mas é sur- preendido com a presença do carro de Franz Quinta-feira - Manfred invade o hospital disfarçado de padre e ten- ta matar Décio, mas Valter entra no quarto e o reconhece. Gaia con- ta para Hilda que está com uma doença que não tem cura. Man- fred é perseguido por policiais, mas consegue escapar mais uma vez. Cléo conta para Conceição que se envolveu com Joel. Man- fred marca um encontro às escon- didas com Gertrude. Davi exige que Aurora faça exames para sa- ber a paternidade do filho que ela espera. Sexta-feira - Franz e Amélia ar- mam uma emboscada com a aju- da da polícia e conseguem pren- der Manfred. Gertrude recebe a no- tícia de que seu filho foi preso e se desespera. Pérola sonha que o bebê de Matilde sumiu e fica preo- cupada. Ernest dá um cachorro de presente para Pérola. Valter e Manfred brigam na delegacia. Gertrude apresenta a Manfred o advogado que vai conseguir fa- zer a transferência dele para um manicômio. Sábado - Não enviado pela emissora. Segunda-feira - Anita e Sofia con- cordam em não avisar para nin- guém sobre a armação de Caeta- no. Os meninos fingem aceitar a presença de Bárbara como auxiliar técnica. Abelardo se declara para Bernadete, que pede um tempo pa- ra ele. Serguei desabafa com Meg sobre a possibilidade de Flaviana ter que parar de estudar por causa de dinheiro. Todos aprovam a co- mida feita por Luciana. Meg conta para Vera sobre a situação de Fla- viana. Antônio se desentende com Tita e Hernandez tenta conversar com o menino. Antônio deixa a ca- sa de Maura e enfrenta Hernan- dez. Vera comenta com Bernadete sobre Flaviana, e as duas decidem ajudá-la a pagar a escola. Terça-feira - Anita e Júlia chegam ao camping onde aconteceu a his- tória envolvendo Ben. Luciana lim- pa e arruma o casarão de um jeito nada convencional. Sofia e Ben se divertem juntos. Raíssa revela a Flaviana que Serguei, Meg, Vera e Bernadete liquidaram suas dívidas escolares. O dono do camping afir- ma a Anita que não havia mais nin- guém na noite em que esteve lá com Ben. Pedro tem uma ideia pa- ra desmascarar Maura. Sofia ar- ma para ir à praia de carro e Ben nota. Bárbara se incomoda com as brincadeiras dos alunos duran- te o treino. Anita e Júlia tentam desvendar o que ocorreu na noite do acampamento. Quarta-feira - Anita considera que Ben pode ter furado a barraca, e o dono do camping afirma que consi- dera improvável. Guilherme pede para conversar com Raíssa no Em- baixada. Martin incentiva Ben a fi- car com Sofia e aprender com suas diferenças. João Luiz pede Raíssa em casamento, com o apoio de Guilherme. Júlia aconse- lha Anita a esconder sua investiga- ção de Antônio. Antônio lê um elo- gio do coronel Palhares em sua re- de social. Os meninos conseguem que Sidney e Ben retornem ao ti- me de futebol. Pedro arma um pla- no contra Maura. Os alunos pe- dem a volta de Bárbara ao coman- do do time, e Virgílio avisa que a professora não aprova os comen- tários machistas. Quinta-feira - Antônio desconfia de Palhares. Hernandez cobra explica- ções de Maura sobre o bilhete de Tita. Palhares afirma a Antônio que o menino é ideal para uma mis- são. Luciana distribui panfletos que anunciam sua creche no casa- rão, e Omar prevê problemas. Gio- vana e Guilherme preparam uma surpresa para o casamento de Raíssa e João Luiz. Tita pede que Anita visite Antônio. Sofia registra quando Ben comenta que, se não passar para a faculdade, terá de voltar para os Estados Unidos. Tita deixa escapar que Antônio prome- teu que a levaria para acampar e Anita fica atenta. Pedro e Tita desmascaram Maura para Her- nandez. Sexta-feira - Antônio pede segredo a Anita sobre ter encontrado seu pai. Palhares se orgulha de ter en- ganado Antônio. Giovana, Guilher- me e Lorena desistem de falar com Clara no lançamento de seu CD. Abelardo faz uma declaração de amor para Bernadete. Flaviana adultera os produtos do salão pa- ra economizar. Pedro lembra para Anita que Antônio namorava Bruna enquanto ela estava com Ben. Em sua suposta creche, Luciana rece- be crianças no casarão. Zelândia volta para o Rio de Janeiro. Giova- na e Guilherme repreendem o com- portamento de Clara. Vera se de- sespera com o estado de sua ca- sa e decide que Luciana voltará a trabalhar na empresa. Resumo das novelas GLOBO ALÉM DO HORIZONTE - 19H30 TV - 22 / São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO
  • 23. Segunda-feira - Junior está den- tro do carro com Maria Cecília e vê no lado de fora o primeiro bei- jo entre Fernando e Carol. No luau do acampamento, as Chiqui- titas cantam a música “Amigas”. No acampamento, Barbara (Lívia Andrade) se despede das Chiqui- titas, que voltarão ao orfanato. Ela recebe um carinhoso e anima- do abraço coletivo. Carol está ra- diante pelo acontecimento com Fernando, enquanto Beto está triste por ter perdido seu melhor amigo, Tobias, e seu trabalho. Carol chega para trabalhar no or- fanato e antes que ela entre, Ar- mando sai. Junior chama Maria Cecília no Café Boutique e lhe pe- de em casamento. Terça-feira - Carmen visita uma amiga para que avalie uma das pinturas do tesouro do orfanato. Ela diz que essa tela é valiosa e que existem apenas mais três de- la, que juntas formam os quatro cavalheiros do apocalipse. Ela diz que essas obras estão desa- parecidas há anos e que poucos, como historiadores, sabem da importância das pinturas. A mu- lher diz ainda que as quatro obras juntas podem guardar um grande segredo. Carmen fica curiosa. Enquanto isso, Armando vende uma das telas, que havia fi- cado com ele. Mili diz para Pata que ultimamente está confusa em relação a seus sentimentos. Quarta-feira - Rafa, Tati e Ana continuam a discutir sobre quem é que a mascote Pipoca gosta mais. Mosca tenta evitar Mili pa- ra esquecer a garota Tomás Fer- raz, que na verdade é Tobias dis- farçado, entra em estúdio para gravar sua canção de sertanejo universitário. Arnaldo Saccomani aparece pra escutar a gravação. No Café Boutique, Francis e Clari- ta se divertem com um vídeo que faz sátira do clipe de Érica. Beto vai ao orfanato a pedido de Carol O rapaz chama Pipoca e ela final- mente sai da casa. Tati, Rafa, Ana e até Chico entram na discus- são para saber quem é o dono de- la. Beto diz que a cachorra deve gostar de todos e sugere que os quatro são os donos da Pipoca. Quinta-feira - Paçoca reaparece e aproveita que Binho está sensibi- lizado e com ciúmes dos amigos, que estavam brincando com Thia- go, para tentar se aproximar. Car- men diz para Cintia que quer a pintura que ficou com ela e com Matilde, pois as obras estavam no orfanato que é da família Al- meida Campos. Ana e Tati veem Binho com Paçoca e se preocu- pam. Paçoca mostra um ingres- so (falso) que alega ter ganhado para assistir um jogo da seleção brasileira. Cintia fica se pergun- tando quais as provas que Car- men teria contra ela. Neste mo- mento ela encontra a escuta que Carmen havia colocado em sua bolsa. Paçoca aproveita para rou- bar a carteira e fugir. Sexta-feira - A polícia liga no Orfa- nato Raio de Luz e avisa que Bi- nho está na delegacia. Cintia diz para José Ricardo que ele é mui- to importante para ela e que Car- men irá tentar manipular ele con- tra o relacionamento dos dois. Tomás Ferraz faz sua primeira apresentação com novo look, que é inspirado em sertanejo uni- versitário. A apresentação acon- tece durante o processo seletivo que irá escolher sua nova ba- cking vocal. Érica e Clarita partici- pam da seleção. Beto vai até o Café Boutique e pede seu empre- go de volta para Maria Cecília. Ela diz que estão precisando de um garçom e ele fica contente. Segunda-feira - Laerte e Virgílio se enfrentam. Selma arruma objetos de Itamar e decide leiloar um de- les. Helena liga para Virgílio e ela estranha o jeito do marido ao tele- fone. Alice ensina Luiza a dançar um novo ritmo. Leto fala para Shir- ley que Laerte foi para Goiânia sem Verônica. André se consulta com terapeuta. Alice e Luiza mar- cam de ir ao escritório de Nando. Nando deixa escapar que Neidi- nha foi vítima de agressão no pas- sado. Marina conversa com Clara sobre seus sentimentos. Terça-feira - Luiza vai conversar com Helena sobre Neidinha, mas ela desconversa. Ricardo não gos- ta quando Chica diz que quer com- prar roupas para ele. Cadú não consegue se consultar com Silvia e fica desanimado. Clara fica aba- lada, lembrando da conversa com Marina. Shirley chega de surpresa na casa de Selma enquanto Laer- te está tocando flauta. Silvia dá uma medalha da sorte para Feli- pe. Luiza vai com Felipe a uma reu- nião do AA, mas ele não conse- gue entrar. Quarta-feira - Felipe entra na reu- nião e reconhece um paciente en- tre os participantes. Clara fica preocupada com Cadú. Felipe não aceita falar no grupo e sai da reu- nião. Luiza ajuda o tio e comemo- ra sua coragem de ter ido ao AA. Shirley e Laerte vão a uma boate em Goiânia e um fotógrafo regis- tra um beijo dos dois. Selma diz a Laerte para ter cuidado com Shir- ley. Helena diz a Virgílio que vai le- var Benjamin para passear na ca- sa de repouso. Helena conversa com Neidinha sobre o passado e Alice escuta o fim do papo. Quinta-feira - Branca diz pra Gise- le que pensou em enviar uma co- roa de flores para Ricardo em seu casamento com Chica. Chica dá roupas novas para Ricardo e ele não gosta muito. Clara procura Marina para uma conversa. Laer- te fala com Verônica, pelo compu- tador, sobre o encontro com Virgí- lio. Barbara vê na internet a foto de Laerte com Shirley e mostra pa- ra Leto e Luiza. Cadú se consulta com Silvia e ela pede que ele faça outros exames. Clara dá força ao marido. Luiza e Alice conversam sobre o segredo de Neidinha. He- lena pergunta a Virgílio se ele es- teve com Laerte, em Goiânia. Verônica mostra a Laerte a foto dele com Shirley e pergunta se ele se divertiu em Goiânia. Sexta-feira - Verônica e Laerte conversam sobre a foto dele com Shirley. Helena conversa com Vir- gílio sobre o encontro dele com Laerte e Luiza ouve o papo atrás da porta. Luiza tenta ajudar Felipe para que ele não beba mais. Chi- ca encontra um bilhete de mulher no bolso de Ricardo e pede expli- cações a ele. Marina está triste, mas força alegria e Vanessa apro- veita o momento ao lado dela. Cla- ra é avisada de que Marina caiu da escada. Clara deixa Cadú dor- mindo e vai visitar Marina no meio da noite. Sábado - Leto conversa com Laer- te sobre Verônica e Shirley. Rafae- la acorda Shirley e ela se diverte ao saber que a foto foi parar na in- ternet. Barbara e Leto dão uma du- ra em Shirley. Luiza busca Cadú para levá-lo ao galpão e ele se ani- ma. Clara conversa com Helena sobre Cadú e Marina. Selma cui- da da horta e diz a Ana que senti- rá saudades da casa. Luiza e Laer- te se encontram no galpão. Laer- te estranha a presença de Cadú e questiona Verônica sobre sua de- cisão em fechar negócio com ele. Resumo das novelas CHIQUITITAS - 20H30 EM FAMÍLIA - 21H00 GLOBO STB DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 / 23 - TV
  • 24. Turismo PARADAPARADA OBRIGATÓRIAOBRIGATÓRIA Cidade do Panamá deixa de ser só uma escala para virar um dos destinos mais vibrantes das Américas Agência O Globo Como nos primórdios de sua história moderna, da época das grandes navegações, o Panamá entrou para o mapa-múndi dos brasi- leiros nos últimos anos como um ponto de passagem ou conexão pa- ra chegar a outros destinos do continente americano. Não à toa, seu movimentado e recentemente expandido aeropor- to Tucumén se orgulha em utilizar o slogan “hub das Américas”. Com a política tax-free do país para as compras, sua capital co- meçou a atrair brasileiros interessados também em, além de utilizá- la como local de troca de aeronaves em viagens aos Estados Unidos ou ao Caribe, abastecer as malas de vinhos, roupas e outros itens de marcas internacionais antes de voltar para o Brasil. TURISMO - 24 / São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO
  • 25. Praça central do revitalizado Casco Antiguo preserva até um coreto típico, à esquerda AgênciaOGlobo DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 / 25 - TURISMO
  • 26. A capital guarda as ruínas do Panamá Viejo, onde surgiu a cidade com os primeiros assentamentos de colonizadores espanhóis Agência O Globo Em 2014, o Canal do Pana- má cumpre 100 anos de opera- ções e, não bastasse o centená- rio (e o calendário de eventos que o governo panamenho pro- gramou até agosto para cele- brar a data), o país foi incluído também nas listas de “lugares para visitar em 2014” pela mídia internacional, como a CNN. Com boa estrutura para re- ceber passageiros em trânsito, a Cidade do Panamá agora mos- tra aos brasileiros que é mais que um simples ponto de cone- xão da malha aérea do conti- nente americano. A parte moderna, cosmopo- lita, com largas avenidas, gran- des shopping centers e arra- nha-céus de arquitetura arroja- da parece estar em constante construção. Mas, ao mesmo tempo que é uma metrópole tão dinâmica e contemporânea, a capital guarda também nas ruínas do Panamá Viejo (onde surgiu a ci- dade com os primeiros assenta- mentos de colonizadores espa- nhóis) e em seu adorável Casco Antiguo (o centro histórico da cidade) a típica cara tropical da arquitetura colonial latina. O centro histórico foi revita- lizado, a cidade ganhou novos shoppings e hotéis, o aeroporto foi ampliado e diversas melho- rias na infraestrutura - em ruas, avenidas, estradas e no próprio canal - foram ou estão sendo feitas. Não é casualidade que a Cidade do Panamá tenha cativado a atenção de viajantes nos últimos anos. Dentre os arranha-céus (al- guns com impressionante ar- quitetura futurista) da parte no- va da cidade (sobretudo no cha- mado Business District), mais de uma dezena de hotéis de- vem abrir suas portas na capi- tal panamenha neste 2014. Panamá Os cem anos do Canal Suvenir: o mapa panamenho está em camisetas e lembrancinhas Contraste: as ruínas no centro antigo A fechada do luxuoso Waldorf- Astoria, inaugurado ano passado TURISMO - 26 / São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 DIÁRIO DA REGIÃO
  • 27. O centro antigo da Cidade do Panamá, chamado localmente de Casco Antiguo (não confundir com as ruínas do Panama Viejo, o local onde primeiro se estabelece- ram os colonizadores espanhóis no século 15), ganhou em 2008 os holofotes interna- cionaisaoaparecercomo cenáriodas aven- turas de 007 no filme ‘Quantum of Solace’. Na realidade, caprichos de Hollywood, o centro da cidade fez o papel de... La Paz, na Bolívia. Mas não se pode negar que, com Da- niel Craig e o restante da equipe do filme desfilando por lá durante alguns meses, suas casinhas coloniais e praças atraíram também viajantes internacionais. Em 1997, a região foi declarada patri- mônio mundial pela Unesco. Ali ficam bons museus (como o interessante Museu doCanalInteroceânico),a CatedralMetro- politana e outros pontos históricos intrín- secos à história do desenvolvimento da ca- pital panamenha de outrora. E, localizada na porçãosudoeste da cida- de, com visão para a entrada do canal, a área temtambémumadasmaisinteressantesvis- tasdapartemodernada Cidadedo Panamá. Nosúltimostempos,comtantaevidên- cia, apareceram por ali bons restaurantes, como o Puerta de Tierra, comandado pelo jovem chef Frank Escalona, imperdível, e uma vida noturna invejável, como a cerve- jaria artesanal La Rana Dorada, o Di Vino Enoteca e o Habana Panama. Há policiamento decente e se instala- ram por ali também hotéis-boutique. FoiaCanalHouse,deapenastrêsquar- tos (em um dos quais Daniel Craig se hos- pedou enquanto estava na cidade) numa mansão colonial restaurada (de 1893 e de propriedade de Federico Boyd, pai dos idealizadores), que lançou a onda. Começando com jeito de bed & break- fast refinado, trouxe à cidade o conceito de hotel-boutique,comatendimentopersona- lizado para quem se hospeda ali. E ganhou os holofotes, incluindo elogios do jornal The New York Times. Seus proprietários depois vieram com o adorável Las Clementinas, de seis suítes e um ótimo café-bar (o brunch de domin- go é ótima pedida na região). Eoutraspropriedadesnãoparamdesur- giremcasarõesrevitalizados,comoomoder- nosoTántaloHotel-que,porsinal,tempro- vavelmenteo melhor rooftopbar dacidade. O Biomuseu, novo projeto de Frank Gehry Fotos: Agência O Globo Casco Antiguo - cenário de filme DIÁRIO DA REGIÃO São José do Rio Preto, 16 de março de 2014 / 27 - TURISMO