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23/04/2016
Curso de Maturidade no Espírito (Volume 1)
vidasparacristo.com/curso-de-maturidade-no-espirito-volume-1/
Curso de Maturidade no Espírito (Volume 1)
ÍNDICE
PARTE I – PRINCÍPIOS DE REVELAÇÃO NA PALAVRA
PARTE II – ANDANDO NO ESPÍRITO
PARTE III – TRANSFORMAÇÃO DA ALMA
PARTE IV – O PLANO DE REDENÇÃO
PARTE V – DISCIPLINAS DO ESPÍRITO
PARTE VI – O CARÁTER DE CRISTO EM NÓS
PARTE VII – GUERRA ESPIRITUAL
PARTE VIII – A PLENITUDE DO ESPÍRITO
PARTE IX – REINO E A VOLTA DE JESUS
APRESENTAÇÃO
É com muita alegria que lhe apresentamos esta apostila do Curso de Maturidade Cristã. Este material na verdade
em uma compilação do Curso de Maturidade no Espírito da Igreja Videira de Goiânia, e da Igreja Batista Central de
Unai – MG
A diferença, entretanto, está no resumo da matéria que fizemos para um melhor aproveitamento na realidade de
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nosso ministério, e alguns comentários extras que acrescentamos no intuito de melhorar ainda mais o material que
já era de excelente qualidade.
Esperamos que de fato você possa fazer um bom uso deste material e ao terminá-lo seja de fato um líder aprovado.
Pastor Marcos V Ribeiro Gonçalves
Pastor Presidente
IGREJA VIDAS PARA CRISTO – GO
Nossos Valores
Somos adoradores, fomos comprados e lavados pelo Sangue de Jesus Cristo, somos devedores do evangelho,
cremos que a missão do IDE é cumprida quando é feita por verdadeiros adoradores, que o adora em espirito e em
verdade.
Somos discípulos radicais, não negociamos com o pecado, nosso compromisso é com o céu, o reino de Deus e
sua justiça, (Mateus 6:33) nosso compromisso é com a porta estreita e com o caminho estreito, ( Mateus 7:13-14) e
a renúncia total das coisas do mundo, toda amizade com o mundo e rebelião contra Deus. (Tiago 4:4)
Cremos que Jesus nos escolheu para fazer a diferença em nossa geração, (João 15:16) para sermos pregadores
da sua palavra a tempo e a fora de Tempo, contamos com a ajuda completa e incondicional do Espirito Santo para
nos capacitar a fazer toda obra de Deus. (MARCOS 13:11) Juntos somos Igreja Vidas para Cristo.
Nossa Visão
Nossa visão é alcançar 4 bilhões de Vidas para Cristo Jesus (4bi são numeros aproximados de pessoas que nunca
ouviram falar de Jesus em 2016*), até o ano de 2050, caso Jesus Cristo não volte.
Para isso estamos buscando resgatar os fundamentos da igreja primitiva, pois a mesma, sem poder contar com os
avanços tecnológicos e áudio visual que temos hoje, alcançou muitas vezes mais do que a igreja de hoje.
Para isso buscamos restaurar a pratica de Jejum, de oração no templo, nas casas e restaurando a verdadeira
comunhão, Atos 2:42-47 incentivamos que cada cristão seja um ganhador de alma, e um cuidador de vidas.
Também ensinamos em nossa Igreja que cada discípulo de Jesus Cristo priorize as coisas do alto e almejem de
todo coração as promessas de Deus, Colossenses 3:1-3, como o Nosso Senhor Jesus nos ensina em Mateus 6:33.
Juntos somos Igreja Vidas para Cristo.
Nossa Missão
Nossa missão é odorar ao único e verdadeiro Deus, (João 4:23) que fez o céu e a terra, como Igreja e corpo de
Cristo 24 hs, (1 Cr. 23:1–25:31) alcançar os perdidos locais, e alcançar as nações e os povos não alcançados,
pregando a palavra a tempo e a fora de tempo, ganhar bilhões de vidas em todo o mundo, (Mateus 28:18-
20) transformando as vidas através do evangelho que é o poder de Deus e povoando o céu de adoradores e
remidos pelo sangue de Jesus. (Apocalipse 7:9) Maranata!
Juntos somos a Igreja Vidas para Cristo.
Igreja em Células.
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PARTE I
PRINCÍPIOS DE REVELAÇÃO NA PALAVRA
Todo homem é espírito, alma e corpo. A concepção geral das pessoas é de que o homem é apenas corpo e alma.
Todavia, é importante ressaltarmos que o homem é um ser triúno: corpo, alma e espírito. Em I Tessalonicenses
5:23 lemos”:
“O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo, sejam conservados íntegros e
irrepreensíveis na vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo”. .
Espírito e alma não são a mesma coisa. Caso fossem, qual seria a necessidade de separá-Ios? Pois, em Hebreus
4:12, Paulo nos diz que a Palavra de Deus é viva e eficaz e penetra a ponto de dividir alma e espírito. Alma e
espírito, portanto, não é mesma coisa.
Mas qual a necessidade de estudarmos sobre esse assunto? Por que precisamos saber que o homem é espírito,
alma e corpo? Isso é fundamental sob muitos aspectos. Essa é a base para a compreensão de todo o fundamento
da fé. Vejamos algumas razões pelas quais nos é imprescindível aprender não apenas que o homem possui uma
dimensão tríplice, mas também a necessidade de sabermos discernir o nosso próprio espírito humano.
Em primeiro lugar, Deus é espírito. Em João 4:24, lemos: “Porque Deus é espírito…” Ora, para que
possamos ter contato com a matéria, precisamos ser matéria. Do mesmo modo, para que possamos ter contato
com Deus, que é Espírito, precisamos ser um espírito.
Em segundo lugar, o próprio conhecimento espiritual é adquirido no espírito. “Em I Coríntios 2: 14, lemos:
;’Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura, e não pode entendê-las,
porque elas se discernem espiritualmente”. Veja bem que todo conhecimento que tem valor na vida cristã é
adquirido espiritualmente.
Em terceiro lugar o novo nascimento é algo que ocorre inteiramente em nosso espírito. “O que é nascido da
carne, é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito” (Jo.3:6). Quando Adão pecou, ele morreu, e bem assim
toda a sua descendência. A morte de Adão não foi de imediato uma morte física, mas espiritual. O seu espírito
morreu para Deus. Não que o homem natural não tenha espírito, mas o seu espírito está morto, incapaz de manter
contato com Deus. O novo nascimento é o renascer deste espírito para Deus.
Em quarto lugar. A adoração é algo que é feito no espírito. Se falharmos em perceber o nosso espírito, a nossa
adoração será comprometida. O máximo que iremos alcançar será um louvor no nível da mente e da alma. Deus é
espírito e deve, portanto, ser adorado em espírito (Jo.4:24). .
Em quinto lugar, em todo o Novo Testamento, somos exortados a andar no espírito.
“Neste ponto alguém pode questionar:” É, mas aí não se refere ao Espírito de Deus?”Todavia,
entendemos que aquele que se une ao Senhor é um só espírito com Deus, fomos unidos a Ele, amalgamados,
ligados indissoluvelmente (I Cor. 6: 17)”. O Espírito Santo não habita na alma, e sim em nosso espírito humano
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recriado. Toda direção que o Espírito nos dá, vem através do nosso espírito. O nosso espírito é a parte do nosso
ser que tem a função de contactar a Deus.
Em sexto lugar a palavra de Deus diz que somos seres espirituais. Eu sou um ser espiritual. Eu sou da
natureza de Deus, fui feito à sua imagem e semelhança. Não devemos pensar que somos o nosso corpo. Nós
somos espíritos, e é por isso que estamos aptos para ter comunhão com Ele para ouvir e falar com Ele.
Em I Coríntios 14:14, Paulo diz: “Se eu orar em outra língua, então meu espírito ora…” Veja a forma como ele diz:
“se eu orar.. Então meu espírito ora” ; veja que o “EU” e o “espírito” são a mesma coisa, mostrando que Paulo se
via como um ser espiritual.
Evidentemente nós não somos apenas espíritos, somos também alma e corpo. Em Romanos 7: 18, Paulo também
diz: “Porque eu sei que em mim, isto é na minha carne…” Veja que ele também diz que ele é matéria. Nós somos
um ser triúno. A divisão que ora fazemos é apenas visando facilitar a aprendizagem.
Existe um tipo de oração que é feita no nível do espírito. Como poderei fazer esse tipo de oração, se eu nem
mesmo sei que possuo um espírito? A adoração é no espírito e a oração também. Vemos que a prática normal da
vida cristã implica numa compreensão clara de que somos um ser espiritual, que possui uma alma e habita em um
corpo.
Há uma grande diferença entre o conhecimento mental e o conhecimento espiritual. Talvez nunca tenhamos
questionado por que há tantos filhos de Deus que conhecem a Bíblia e esse conhecimento não os afeta de forma
alguma. Esse problema acontece porque conhecem a Bíblia apenas intelectualmente, ou seja, não têm revelação.
Por todo o Novo Testamento, nós podemos ver que a maior preocupação de Paulo era a de que os crentes
tivessem revelação de Deus. Se observarmos atentamente as orações de Paulo, mencionadas nas epístolas,
constataremos que o seu alvo de oração era único: Revelação. Paulo não orava pelo crescimento da Igreja. Paulo
não orava por novos líderes, nem por algo semelhante. Como seria mudada a nossa prática de igreja se
tomássemos como nossas as orações de Paulo! Simplesmente porque quando houver revelação, as pessoas serão
transformadas pela ação da Palavra. A fé se manifestará espontaneamente, e a unção e a vida de Deus irão
transbordar.
FUNÇÕES DO ESPÍRITO, DA ALMA E DO CORPO.
Pela Palavra de Deus e pela experiência, podemos ver que o homem possui três partes, e que cada uma delas
possui a sua função específica. O corpo é a parte material onde estão os nossos sentidos físicos. A sua função
básica é manter contato com o mundo material através dos cinco sentidos. A alma, por sua vez, é a parte que nos
permite contatar a nós mesmos. Diríamos que é a parte que nos permite ter autoconsciência, ou seja, consciência
de nós mesmos. A alma é o “eu” e, portanto, o centro da personalidade. O espírito é aquela parte pela qual temos
comunhão com Deus. É o elemento que nos dá consciência de Deus. A alma é o centro da personalidade, mas o
espírito é a parte mais importante – é o centro do nosso ser. É pelo espírito que podemos adorar a Deus e receber
revelação. Deus habita em nosso espírito.
1) FUNÇÕES DO ESPÍRITO
O espírito humano possui três funções básicas: intuição, cons ciência e comunhão.
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A função da intuição
“E vós possuís a unção que vem do Santo, e todos tendes conhecimento”, I Jo.2:20.
“Quanto a vós outros, a unção que dele recebestes permanece em vós e não tendes necessidade de que alguém
vos ensine, mas como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é falsa.
Permanecei nele, como também ela vos ensinou”,I Jo.2:27.
A intuição é a capacidade do espírito humano de conhecer e saber independentemente de qualquer influência
exterior. É o conhecimento que chega até nós, sem qualquer ajuda da mente ou da emoção, ele chega
intuitivamente. As revelações de Deus e todas as ações do Espírito Santo se tornam conhecidas por nós pela
intuição do espírito. A nossa mente simplesmente ajuda a entender aquilo que o Espírito Santo revela ao nosso
espírito.
Muitas vezes, surge um sentimento no nosso íntimo nos impelindo a fazer algo ou nos constrangendo para que não
o façamos. Essa sensação interior é a intuição do espírito. Quantas vezes, depois de fazermos alguma coisa.
Confessamos: “bem que dentro de mim algo me dizia para eu não fazer” . Todos podemos testemunhar que em
muitas circunstâncias passamos por experiências semelhantes á essa. O nosso espírito está funcionando, nós é
que não damos crédito. A maioria de nós estamos confinados a uma vida exterior, e quase nunca damos crédito à
voz interior no espírito.
As coisas do espírito têm de ser discernidas pelo nosso espírito (I Co. 2: 14). Jesus sabia no seu espírito o que os
outros arrazoavam. Paulo foi constrangido no espírito. Em todas essas referências, temos a forma como se
manifesta a intuição do espírito. Alguém pode me perguntar a esta altura: “como vou saber que é intuição do
espírito 7” Eu não sei como você vai saber, mas você vai saber. Alguém poderá lhe perguntar: como você sabe
disso 7 E você simplesmente dirá: “Eu sei que sei”. É desta forma que percebemos a intuição. É um saber que não
tem origem na mente e nem no mundo físico.
“Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão dizendo: conhece ao Senhor, porque
todos me conhecerão, desde o menor até o maior deles. Diz o Senhor”, Jr.31:34.
Nós vivemos hoje debaixo desta aliança. Todos são ensinados do Senhor. Você não sabe como chegou a saber
disso, mas há algo em seu interior que diz que certas coisas não são verdadeiras. Certa vez, uma irmã confidenciou
que sentiu uma grande angústia enquanto certo pastor estava pregando. Ela não sabia o motivo daquela angústia
no espírito. O irmão mais maduro mostrou-lhe que aquele pastor estava ensinando heresia, pois dizia que Jesus
não havia ressuscitado dos mortos. A intuição daquela irmã havia rejeitado o ensino, ainda que a sua mente não
entendesse bem a mensagem.
A intuição se manifesta pela restrição e pelo constrangimento. Por exemplo, podemos estar pensando em fazer
determinada coisa que parece muito razoável, gostamos da idéia e resolvemos ir em frente. Mas algo dentro de
nós, uma sensação pesada, opressiva, parece opor-se ao que a nossa mente pensou, nossa emoção aceitou e a
nossa vontade decidiu. Parece dizer-nos que tal coisa não deve ser feita. Este é o impedimento, ou a restrição da
intuição.
Tomemos agora um exemplo oposto. Determinada coisa parece irracional, contrária ao nosso deleite, e muito
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contra a nossa vontade. Mas, por algum motivo desconhecido, há dentro de nós um tipo de constrangimento, um
impulso, um estímulo para que a façamos. Este é o constrangimento da intuição.
É importante ainda frisarmos que há uma diferença entre o conhecer e o entender. O conhecer está no espírito,
enquanto o entender está na mente. Conhecemos uma coisa através da intuição do espírito, a nossa mente é
iluminada para entender o que a intuição conheceu. Na intuição do espírito, conhecemos a persuasão do Espírito
Santo. Na mente entendemos a orientação do Espírito Santo.
O conhecimento da intuição, na Bíblia, é chamado de revelação. Revelação é o desvendar, pelo Espírito Santo, da
verdadeira realidade de alguma coisa. Esse tipo de conhecimento é muito mais profundo que o conhecimento da
mente. A unção do Senhor nos ensina a respeito de todas as coisas pelo espírito de revelação e de entendimento.
A Função da consciência
É fácil entender a consciência. Todos nós estamos familiarizados com ela. É a capacidade de discernir entre o certo
e o errado, não segundo os critérios da mente, mas segundo uma sensação do espírito. (Rm).9:1-At.17:16. .’
Quando comparamos Romanos 9: 1 e Atos.17: 16, vemos que a consciência está localizada no espírito humano.
Testificar, confirmar, recusar, acusar são funções da consciência. Em I Coríntios 5:3, Paulo diz que em seu espírito
julgou uma pessoa pecaminosa. Julgar significa condenar ou justificar, estas são ações da consciência.
Muito freqüentemente, a consciência condena coisas que a nossa mente aprova. O julgamento da consciência não
é segundo o conhecimento mental, mas segundo a direção do próprio Espírito Santo.
Na Bíblia existem dois caminhos: o caminho tipificado pela árvore da vida e o do conhecimento do bem e do mal.
Não somos exortados na Palavra a andarmos segundo, o padrão de certo e errado, mas sim a sermos guiados
pelo espírito. Quando você pára diante de um cinema, qual é a sua ponderação? “Não é pornográfico, não é errado,
não faz mal, portanto, eu posso assistir”. Tais ponderações não são da consciência. É a mente decidindo,
independentemente. A consciência não faz ponderações, apenas decide. Há muitas coisas que a nossa
consciência recusa, mas a nossa mente aprova. Devemos rejeitar de uma vez por todas o caminhar segundo a
mente e segundo a árvore do conhecimento, devemos ser guiados pelo espírito, pelo princípio da vida de Deus em
nós, percebido em nossa consciência.
Precisamos ser absolutos com aquilo que Deus condena em nossa consciência. Nunca devemos tentar explicar o
pecado, justificando-o. Sempre que houver uma recusa em nossa consciência, devemos parar imediatamente.
Alguns tentam se justificar dizendo que não têm muita convicção se determinada coisa é errada ou não. Romanos
14:23 nos diz que tudo o que não vem da plena certeza e da fé, é pecado.
Só podemos servir a Deus estando com a nossa consciência limpa. Todos nós podemos testificar que a ação da
nossa consciência não depende de nosso conhecimento da Bíblia. Muitas vezes, sentíamos que algo era errado e
só depois descobríamos aquela proibição na Bíblia. Sem que ninguém nos ensinasse, sabíamos que o nosso
namoro estava errado, que as nossas finanças estavam desajustadas. Aquele que é nascido de Deus tem no seu
espírito a voz do Espírito Santo a falar pela sua consciência. Ninguém jamais poderá dizer que não sabia. A nossa
consciência tem a função de testificar conosco a vontade de Deus.
A Função da comunhão
“Meu espírito exulta em Deus meu salvador”, Lc1: 47.
“O que se une ao Senhor é um só espírito com Ele”. I Cor. 6: 17.
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Comunhão é adorar a Deus. Toda comunhão genuína com Deus é feita no nível do nosso espírito. Deus não é
percebido pelos nossos pensamentos, sentimentos e intenções, pois Ele só pode ser conhecido diretamente em
nosso espírito. Aqueles que não conseguem perceber o seu próprio espírito, não conseguem também adorar a
Deus em espírito. É no nosso espírito que nos unimos ao Senhor e mantemos comunhão com Ele. Tudo o que
Deus faz, Ele faz a partir do nosso espírito, sempre de dentro para fora. Esta é uma maneira bem prática de
sabermos o que vem de Deus e o que vem do diabo. O diabo sempre começa a agir de fora, pelo corpo, tentando
atingir nossa alma. Deus, por sua vez, age de dentro para fora.
Sempre que formos adorar a Deus, devemos nos voltar para o nosso coração, pois é nele que percebemos o nosso
espírito. Não procure exercitar a mente na hora de adorar, exercite o espírito através do coração. É por isso que a
adoração com cânticos em línguas é mais eficiente, pois a nossa mente fica infrutífera e podemos exercitar o
espírito livremente. Quando o fogo vier queimando no coração, absorva-o completamente. Quando vier como um
rio transbordante, beba-o completamente. A comunhão é sempre percebida no coração.
COMO EXERCITAR O PRÓPRIO ESPÍRITO
Precisamos separar o nosso espírito de nossa alma (B. 4: 12). Se formos incapazes de separar a nossa alma do
espírito, seremos incapazes de contatar o Senhor e até mesmo de servi-lo.
A maneira como Deus nos leva a perceber o nosso próprio espírito passa por três caminhos: Em primeiro lugar,
devemos entender que a alma esconde, encobre o espírito assim como os ossos encobrem a medula. Se
quisermos ver a medula temos de quebrar os ossos. Por isso, a alma precisa ser quebrada. Sem quebrantamento
é difícil percebermos o nosso espírito. Portanto, a primeira maneira que Deus usa para percebermos o nosso
próprio espírito é pelo quebrantamento da alma. Nestas circunstâncias nos tomamos sensíveis a Deus em nosso
espírito.
Em segundo lugar, a palavra de Deus também tem esse poder de separar alma e espírito. Deus, na verdade, usa
o quebrantamento pelas circunstâncias, e o poder da palavra para separar a alma e o espírito. Hebreus 4: 12 diz:
Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até o
ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir pensamentos e propósitos do coração.
Uma terceira maneira para percebermos o nosso espírito humano é orando em línguas. Paulo diz em I Coríntios
14: 14 que aquele que ora em línguas tem o próprio espírito orando enquanto a mente (alma) fica infrutífera.
Portanto, se você não ora em línguas, busque do Senhor esta experiência, pois através dela você vai crescer no
seu próprio espírito.
Paulo diz em Romanos 1:9 que ele serve a Deus no espírito. O mesmo se aplica a cada cristão. Precisamos
aprender a exercitar o nosso espírito. A obra de Deus em nosso espírito já foi completada. É como uma lâmpada
que se acendeu. Jesus disse que o Espírito está pronto (Mt. 26:41). A obra de Deus em nosso espírito já foi
completada. Fomos regenerados, nascemos de Deus, e Ele agora habita em nosso espírito. A nós cabe apenas
exercitá-lo.
Observe uma criança que acabou de nascer. Ela é perfeita, mas precisa ainda ser aperfeiçoada. Ele tem uma boca
perfeita, mas não sabe falar. Ela possui pés perfeitos, mas não sabe andar ainda. O nosso espírito está pronto, mas
precisa ser aperfeiçoado pelo exercitar.
2) FUNÇÕES DA ALMA
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A Palavra de Deus nos mostra clara e inequivocamente que a alma humana é composta por três partes: a mente, a
vontade e a emoção. A alma é a sede da nossa personalidade, é o nosso “EU’”. É por esse motivo que, em muitos
lugares, a Palavra de Deus chama o homem de “alma”. As principais características do homem estão na sua alma,
tais como idéias, pensamentos, amor, etc. O que constitui a personalidade do homem são as três faculdades:
mente, vontade e emoções.
A função da vontade
“Disponha agora o vosso coração e a vossa alma para buscardes o Senhor Deus” I Cr. 22: 19. Buscar é uma
função da vontade; vemos que a vontade está na alma. Em Jo 6: 7, lemos… “Aquilo que minha alma recusava em
tocar”… Recusar é uma função da vontade escolheria, antes ser. Escolher também é uma função da vontade.
Vemos então, por esses trechos, que a vontade é uma função da alma.
A vontade é o instrumento para nossas decisões e indisposições: queremos ou não queremos. Sem ela o homem
seria reduzido a um ser autômato. É a vontade do homem que também resolve pecar ou servir a Deus. É na nossa
alma que está o nosso poder de escolha.
A função da mente
Provérbios 2:10;19:2 e 24: 14 sugerem que a alma necessita de conhecimento. O conhecimento é uma função da
mente; logo, a mente é uma função da alma.
“As suas obras são admiráveis e a minha alma o sabe muito bem”. Sl.139: 14. Saber é uma função da mente, e,
portanto, também da alma. Lamentações 3: 20 diz que a alma pode se lembrar e sabemos que a lembrança é
função da mente. Por isso podemos afirmar que a mente é uma função da nossa alma.
A mente é a função mais importante da alma. Se a nossa mente for obscurecida, nunca poderemos chegar ao
pleno conhecimento da verdade. A nossa mente é renovada para poder experimentar e entender a vontade de
Deus, que é revelada em nosso espírito.
A Função da Emoção
A emoção é uma parte importante da experiência humana. As emoções dão cor à nossa vida; todavia, jamais
podemos nos deixar ser guiados por elas. Isso porque a emoção é uma parte da alma. As emoções se manifestam
de muitas formas: amor, ódio, alegria, tristeza, pesar, saudade, desejo, etc.
Em I Sm.I8: 1, Ct.l:7 e S1.42: 1, percebemos que o amor é alguma coisa que surge em nossa alma. Provando,
portanto, que dentro da alma, existe uma função como a emoção.
Quanto ao ódio, podemos ver em II Sm.5:8, EZ.36:5 e S1.117: 18 expressões tais como: menosprezo,
aborrecimento e desprezo. Essas são expressões de ódio e todas elas procedem da alma. A alma, portanto, tem a
função de ter emoções tais como o ódio.
Poderíamos citar ainda a alegria em Is.61: 10 e S1.86:4 como uma emoção da alma e ainda a angústia ou o
desejo, I Sm.30:6 e 20:4, Ez.24:25 e Jr.44:I4.
Todos os trechos que lemos até agora já servem de base para constatarmos que a alma de fato tem três funções: a
mente, a vontade e a emoção. Percebemos também que o espírito do homem tem também três funções ou partes
distintas: a consciência, a comunhão e a intuição.
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A TANFORMAÇÃO DA ALMA.
Uma das verdades mais importantes da vida cristã é o fato de que, agora, Deus habita em nós, na pessoa do
Espírito Santo. Como já dissemos, Cristo agora é a nossa vida. Se falharmos em entrar em contato constante com
o Espírito Santo que habita em nosso espírito, a nossa vida, e, conseqüentemente, o nosso caráter serão
seriamente prejudicados. É realmente muito importante sermos capazes de distinguir aquilo que vem do espírito.
Deus fala é no nosso espírito. Se não soubermos a diferença entre alma e espírito, como podemos discernir a voz
e a vontade de Deus para nós?
A Palavra de Deus nos mostra que aqueles que andam segundo o padrão da alma são chamados carnais. Carnal
não é exatamente aquele que anda na prática do pecado. Quem anda na prática do pecado, possivelmente nem
tenha nascido de novo, pois aquele que é nascido de Deus não vive na prática do pecado (Jo.3:9). O carnal é
aquele que sinceramente tenta fazer a vontade de Deus e conhecer a sua vontade, todavia, ele o faz exercitando a
alma.
Nesse sentido, os cristãos que vivem segundo o padrão da alma tendem a seguir aquela função da alma que lhes é
mais peculiar. Por exemplo, pessoas mais emotivas tendem a usar as emoções como critério de vida espiritual. Se
sentem calafrios e fortes emoções conseguem fazer a obra de Deus, mas se estas emoções se vão, também
seu ânimo se esvai. Há outros, porém, que recusam esta emotividade da alma e andam segundo o padrão da
mente. Estes chegam mesmo a criticar os emotivos como sendo carnais. O que eles não percebem é que andar
segundo a mente também é da alma. Estes irmãos tendem a ser extremamente críticos e naturais na obra de
Deus. Geralmente, não aceitam o sobrenatural e querem colocar o Espírito Santo nos seus padrões de mente. Há
ainda um terceiro tipo de cristão da alma, são aqueles que andam segundo a empolgação da vontade.
Poderíamos chamá-los de crentes “oba-oba”. Sempre estão empolgados para realizar alguma atividade,
entretanto, o fogo se apaga logo. Não possuem perseverança alguma. Estes crentes chegam mesmo a
argumentar em nome de sua pretensa sinceridade: “Se eu não estou com vontade, eu não preciso orar nem ler
a Bíblia, pois, afinal, Deus não quer sacrifício“. Parece muito piedoso, mas se tratam apenas de desculpas da
carne para não servir a Deus. Se andamos segundo a alma, invariavelmente cairemos em um destes três pontos,
ou em todos eles. Os que andam na carne não podem agradar a Deus. (Rm.8:8).
Não devemos pensar que a nossa alma é ruim, isto não é verdade. O erro é caminharmos confiados na sua
capacidade de pensar, entender e sentir. Se andamos pela alma já não andamos por fé. Existe algo, entretanto, que
devemos fazer com a alma: devemos transformá-la. Veja que o nosso espírito já foi recriado, regenerado. Toda a
obra de Deus em nosso espírito já foi completada. O nosso espírito é como uma lâmpada que se acendeu dentro
de nós. Ela está acesa e nunca mais se apagará. O novo nascimento aconteceu num instante, mas a nossa alma
agora deve ser transformada. O processo de transformação da alma é algo que dura a vida inteira.
Como a nossa alma deve ser transformada? Pela renovação da mente. A mente é a primeira função da alma. Se
mudamos a mente, estaremos mudando toda a nossa vida. A única maneira de mudarmos a nossa mente é
conformando-a com a Palavra de Deus.
“E não vos conformeis com este século, mas transforma i-vos pela renovação da vossa mente…”. Rm.12:2
Eu colaboro com o Espírito Santo na minha própria transformação à medida que me encho com a Palavra de Deus.
Com relação ao nosso espírito, devemos exercitá-lo constantemente para mantermos contato com Deus; e com
relação à nossa alma, devemos transformá-la, mediante a renovação da nossa mente com a Palavra de Deus.
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3) FUNÇÕES DO CORPO
A Palavra de Deus nos diz que o nosso corpo é apenas a nossa casa terrestre. É o lugar onde moramos neste
mundo. A função básica do corpo é ter contato com o mundo físico. Paulo nos diz em II Coríntios 5: 1-4 que o
nosso corpo é a nossa casa terrestre, mas haverá um dia em que seremos revestidos da nossa habitação celestial.
O nosso corpo não tem conserto e nem salvação. Precisamos receber outro corpo. No céu não teremos uma nova
alma, mas teremos um novo corpo. O nosso espírito foi regenerado, a nossa alma está sendo transformada e o
nosso corpo será glorificado. Vemos aqui os aspectos passados, presentes e futuros da nossa salvação.
Função da sensação
A função da sensação é a porta do nosso ser. Ela se constitui nos cinco sentidos do corpo. Tudo o que entra em
nossa alma, entra através dos cinco sentidos. Se desejarmos obter vitória sobre o pecado, precisamos disciplinar o
nosso corpo para que através dele não entre nada sujo ou pecaminoso.
A Função da locomoção
Evidentemente, é função do nosso corpo se locomover. O nosso corpo é a parte mais inferior, pois é ele que tem
contato com o mundo físico, e para o nosso corpo é impossível perceber as coisas espirituais.
Função de instinto
Os instintos são reações do organismo que não dependem do comando da nossa alma. São reações automáticas e
em si mesmas não são pecaminosas. Entretanto, elas são a base da concupiscência da carne. Deus criou os
instintos bons, mas por causa do pecado, eles foram degenerados e hoje precisamos exercer domínio sobre eles.
Há três grupos de instintos básicos: de sobrevivência, de defesa e sexual. O instinto de sobrevivência inclui o
comer, o beber e as necessidades fisiológicas. São inatos, ninguém precisa ensinar a criança a mamar, ela já
nasce sabendo. O pecado transformou esse instinto natural em glutonaria e bebedices. O instinto de defesa inclui
os atos reflexos de proteção, como esquivar-se, esconder-se, proteger-se. O pecado o transformou em brigas,
facções, iras e todo tipo de violência. E o instinto sexual foi corrompido para se transformar em adultério,
fornicação, prostituição, sodomia e coisas parecidas. Não devemos permitir que esses instintos naturais, que
permanecem em nós, mesmo depois que somos convertidos, nos controlem. O corpo deve ser um servo e não um
Senhor.
A disciplina do corpo
Precisamos estudar as funções do corpo para compreendermos que o diabo está de fora, e Deus está dentro de
nosso espírito. Sendo assim, tudo o que é do diabo vem de fora para dentro e tudo o que é de Deus vem de dentro
(do nosso espírito) para fora.
Veja a maneira como o inimigo age: Ele primeiro procura entrar pelas portas da alma que são os sentidos do corpo.
O processo sempre começa com o inimigo tentando chamar a nossa atenção.
Uma vez que ele tem a nossa atenção, ele tentará despertar algum instinto básico do nosso corpo. Como já vimos,
os nossos instintos foram corrompidos pelo pecado e tomaram-se aliados do diabo. Quando ele desperta um
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instinto, nós dizemos que estamos sendo tentados. .
Uma vez que o instinto é despertado, o próximo passo é produzir um desejo. O desejo ainda não é pecado se ele
for apenas uma forte tentação e ser tentado ainda não é pecado.
O pecado acontece quando o nosso desejo se transforma em intenção. Jesus disse que qualquer um que olhar
com intenção impura para uma mulher, já adulterou com ela (Mt. 5:28). Quando compreendemos a forma como o
diabo age, fica mais simples alcançar vitória sobre ele.
Além disso, há algo que a Palavra de Deus diz que devemos fazer com o nosso corpo:
“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e
agradável a Deus, que é o vosso culto racional”. Rm, 12:1
Devemos ofertar o nosso corpo a Deus e trazê-lo debaixo de disciplina. Disciplinar não é usar de ascetismo, mas é
simplesmente não fazer a vontade do corpo. O nosso corpo e a nossa alma são a parte do nosso ser natural que é
chamada de carne, no Novo Testamento. O carnal, então, é aquele que vive no nível do natural; ou seja, no nível da
alma e do corpo.
Algumas implicações práticas:
Há uma atitude que devemos ter em relação a cada parte do nosso ser:
1. a) O espírito deve ser exercitado – Com relação ao nosso espírito, precisamos exercitá-lo. A obra de Deus
em nosso espírito está pronta, daí dizer-se que o espírito está pronto. Todavia, assim como uma criança
nasce perfeita, mas ainda precisa ser aperfeiçoada, também acontece o mesmo com o nosso espírito.
2. b) A alma deve ser transformada – A nossa alma deve ser transformada. Romanos 12: 1 e II Cor 3: 16 nos
dizem como isso deve acontecer: pela renovação da mente.
3. c) O corpo deve ser disciplinado – Por fim, o nosso corpo deve ser disciplinado como é ensinado em
Romanos 12: 1.
Com relação à salvação podemos dizer:
1. a) O nosso espírito foi regenerado no passado – a vida de Deus foi colocada dentro do nosso espírito. É
como uma lâmpada que se acendeu. A obra está completa. Por isso, o Senhor disse que o espírito está
pronto (Mt. 26:41).
2. b) A nossa alma está sendo transformada no presente – o alvo de Deus é que esta vida que está no
espírito possa transbordar para nossa alma a ponto de saturá-la e transformá-la.
3. c) O nosso corpo será glorificado no futuro – o ápice da obra de Deus é a manifestação dos filhos de
Deus na glória.
Com relação ao propósito de Deus podemos comparar:
1. a) O corpo aponta para o Egito – do ponto de vista de Deus o corpo é o lugar onde o pecado habita e,
portanto, não tem remédio. Deveremos receber um corpo glorificado.
2. b) A alma aponta para o deserto – depois de termos sido salvos, precisamos nos perguntar se estamos
vivendo no nível da alma ou do espírito.
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A vida da alma é lugar de aridez e falta de fruto. Viver pela alma é viver no deserto. .
1. c) O espírito aponta para Canaã. A boa terra aponta para Cristo. Deus queria que. Israel desfrutasse da boa
terra assim como deseja que hoje desfrutemos do Senhor Jesus. Sabemos que o Senhor habita em nosso
espírito, daí entendemos que é no espírito que devemos desfrutar dele.
A REVELAÇÃO NO ESPÍRITO
Na vida cristã o ponto mais importante é o conhecimento espiritual, a revelação. Como já mostramos
anteriormente, a maior preocupação de Paulo, em todas as suas epístolas, era com revelação (EL1: 1519, Ef.3:
1419).
É interessante vermos que Paulo não orava pelo crescimento das igrejas locais. Em nenhum lugar Paulo faz votos
pelo crescimento numérico da igreja. Paulo não ora pelo prédio onde os irmãos deveriam se reunir. Paulo tinha uma
única oração: por revelação.
Precisamos entender que o Novo Testamento tem um ponto central. E não digo que não devemos orar por coisas
como as que já mencionei, elas têm a sua devida importância. Mas não são o ponto central.
O ponto central de todo o Novo Testamento é Cristo. Mas não apenas Cristo, mas Cristo dentro de nós, em nosso
espírito. O que tem valor realmente é conhecermos Cristo, por revelação, em nosso espírito. Se possuirmos
revelação de Cristo, espontaneamente, todas as áreas de nossa vida serão afetadas e transformadas.
É preciso estar claro para você que revelação não é descobrir algo que ninguém conhecia na Palavra de Deus.
Antes, é saber pelo espírito algo que a nossa mente talvez até já saiba. É simplesmente ver do ponto de vista de
Deus. É ver como Deus vê. (I Cor. 2:11-12; II Cor. 3:6 e4:6; II Cor. 5:16; Jo. 20:11-16; Lc.24:13-16 e 30-31.)
Por que muitas pessoas conhecem a Palavra de Deus e não são transformadas? Porque o homem natural não
entende as coisas do Espírito de Deus. Porque estas coisas se discernem espiritualmente, ou seja, por revelação.
Uma coisa é o conhecimento natural e carnal, outra coisa é o conhecimento espiritual ou revelação. Paulo diz que
antes ele conhecia Jesus na carne, mas depois passou a conhecê-lo pelo Espírito.
Assim que, nós, daqui por diante, a ninguém conhecemos segundo a carne; e, se antes conhecemos Cristo
segundo a carne, já agora não o conhecemos deste modo. II Cor. 5:16.
Quando a revelação de Deus vem, então, há crescimento, há discipulado, há maturidade cristã, há missões, há
novos líderes, tudo o mais é apenas conseqüência de termos as nossas vidas impactadas pela luz do Espírito
Santo.
À medida que nossos olhos espirituais se abrem e entendemos com todos os santos a dimensão do seu poder
dentro de nós, então, há uma explosão de poder e autoridade. Esta geração vai descobrir a autoridade que tem e a
suprema grandeza do poder de Deus que opera dentro de nós. Não adianta saber com a mente, temos que ter
revelação no espírito. (Ef. 1: 15-19). (Ef.3:14-19).
CONDIÇÕES PARA SE OBTER REVELAÇÃO
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Observando a Palavra de Deus podemos dizer que há pelo menos quatro fatores essenciais para se obter
revelação.
O primeiro fator é conhecer a Palavra de Deus.
Por definição. Revelação é tomar algo que estava oculto, ou escondido é trazer à tona para que todos vejam. O
que significa isto? Eu simplesmente não vou ter revelação alguma se a Palavra de Deus estiver oculta para mim.
Precisamos conhecer a Palavra de Deus antes de recebermos revelação.
Evidentemente, o mero conhecimento mental da Bíblia não tem valor algum. Se tudo o que você tem é mero
conhecimento mental, então você não tem coisa alguma. É do conhecimento de todos que os espíritas e os
católicos lêem a Bíblia e, no entanto permanecem no erro. É assim por que o mero conhecimento mental não muda
a vida de ninguém.
Por outro lado, há um princípio espiritual em I Coríntios 15:46:
“Mas não é primeiro o espiritual e, sim o natural; depois o espiritual. ”
Antes de termos o conhecimento espiritual precisamos do conhecimento natural. Como podemos ter revelação no
espírito de algo que nem conhecemos com a mente. Antes de termos revelação precisamos encher a nossa mente
com a Palavra de Deus. Gaste tempo lendo, estudando, meditando, ouvindo, falando e praticando a Palavra de
Deus. Na medida em que isso for se tomando real, naturalmente, o seu espírito será exercitado e as revelações
virão.
O segundo fator é ter olhos para ver. E isto acontece através do novo nascimento.
Vamos tomar o exemplo de um baú. Se queremos ver o que está dentro de baú, a primeira coisa que temos de
fazer é abri-lo e retirar o que queremos ver. É isto que dissemos quando falamos sobre abrir a palavra de Deus.
Mas suponhamos que depois de abrir o baú descobríssemos que não podemos ver, somos cegos. Nesse caso, não
poderíamos ver o que está sendo revelado. O mesmo acontece conosco. Não basta abrir a Bíblia, precisamos de
olhos para ver.
Em I Coríntios 2: 14 lemos que: “o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura,
e não pode entendê-las porque elas se discernem espiritualmente.”
Se ainda não fui regenerado não vou ter condições de ter revelação. Aquele que não nasceu de novo é cego para
Deus, não pode ver as coisas do Espírito.
O terceiro fator é a luz que virá através do batismo com o Espírito Santo.
Suponhamos que já tenhamos aberto o baú, temos condições de enxergar, mas não há luz. Ainda assim não vamos
ver coisa alguma. Deixar de ser cego é uma questão de novo nascimento, mas ter luz aponta para a experiência do
batismo no Espírito Santo. O crente que ainda não foi batizado no Espírito, é filho de Deus, mas vive como homem
natural, não discerne as coisas do Espírito. Ele até pode louvar, mas não pode adorar. Pode até conhecer a Bíblia,
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mas não tem revelação. A terceira condição, então, é ser batizado no Espírito Santo.
Quero lembrar ainda mais uma vez que ter revelação não é ver algo que ninguém nunca tenha visto, antes, é ver as
mesmas coisas com a luz do espírito. É quando as letras da Bíblia parecem saltar aos nossos olhos, e aquilo que já
sabíamos com a mente adquire agora uma intensidade e uma realidade antes desconhecida. Por exemplo, você já
sabia que era templo do Espírito Santo, mas depois que vem a revelação do Senhor sobre esta verdade, tudo
parece ser diferente e, uma nova atitude de santidade brota de dentro de nós, afinal, você agora sabe que alguém
tremendamente santo habita dentro de você.
O quarto fator são os olhos abertos.
Suponhamos que já tenhamos aberto o baú, já podemos ver, há luz, mas inesperadamente os olhos estão
fechados.
Não podemos ver algo que está oculto, não podemos ver se não enxergamos, também não podemos ver se não
houver luz, mas mesmo que tenhamos tudo isso, ainda não verá coisa alguma se estivermos com os olhos
fechados.
Na Bíblia, os olhos são o nosso coração. Ter os olhos fechados é ter o coração fechado. Muitos de nós têm
fechado o coração para aprender com certos irmãos, por isso mesmo Deus os tem resistido e não possuem
revelação do Senhor. Devemos ser muito cuidadosos com o nosso coração, pois é por ele que vem todas as coisas
de Deus. Tudo passa pelo coração.
Em Apocalipse 3:20, o Senhor Jesus diz para os crentes de Laodicéia que ele está à porta batendo. Esta palavra
foi dita para crentes e não para incrédulos. Eles estavam com o coração fechado e o Senhor dizia querer entrar. Do
mesmo modo, Deus hoje tem batido a porta do nosso coração para que nós abramos para Ele, para que tenhamos
sede Dele, fome de Sua palavra e anseio por Sua presença. Não adianta termos todos os ingredientes se nos
faltam os olhos abertos, o coração escancarado para o Senhor.
O quinto fator é ter um coração consagrado a Deus
A principal questão para se alcançar revelação é tratar com o coração. É no coração que a luz de Deus
resplandece (lI Co.4:6). Se o nosso coração estiver com problemas, não perceberemos a luz de Deus.
Em Juizes 16:20-21, lemos que Sansão foi derrotado pelos filisteus e estes lhe cegaram os olhos. Por que Sansão
foi derrotado? Porque ele era nazireu consagrado ao Senhor, e o sinal da sua consagração era o seu cabelo.
Quando o seu cabelo foi cortado, então, a sua consagração também foi cortada. Todas as vezes que a nossa
consagração e obediência a Deus são quebradas, uma nuvem escura vem sobre nós. Tomamo-nos como cegos
para as coisas espirituais.
O pecado é algo terrível que produz insensibilidade em nosso coração e nos incapacita a ouvir e a receber de
Deus. O alvo do diabo, como já dissemos. é impedir que vejamos. Ele quer que sejamos cegos sobre Deus e Seu
propósito. Quando o pecado entra em nossas vidas, o diabo tem espaço para nos cegar e, assim, somos
impedidos de obter revelação de Deus. A revelação do Senhor é para aqueles que O obedecem,que têm um
coração consagrado, dado e ofertado a Deus.
Existem muitos servos de Deus que não conseguem entender as coisas do espírito como se fossem homens não
convertidos. Por que acontece isso? Porque são servos que erram no coração. Não têm um coração consagrado ao
Senhor. Por causa disso, os seus olhos espirituais, os olhos do coração, estão cegados e eles não podem ver as
coisas espirituais. Esse não é o único, mas talvez seja o principal motivo da cegueira no meio do povo de Deus.
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Por outro lado, aqueles que andam em obediência se tomam cada vez mais’ sensíveis e aptos para receberem de
Deus em seus espíritos.
O sexto fator é ter um coração ensinável.
Com relação ao ensino, existem dois tipos de crentes na casa de Deus: Há aqueles que são portadores de uma
doença que eu costumo chamar de complexo de Adão. Eles julgam que não devem aprender nada com ninguém,
pois Deus vai ensinar tudo para eles. Na sua presunção, estes irmãos jogam fora séculos de história e de mover de
Deus, e esperam que Deus comece tudo outra vez com eles.
Por outro lado, há um segundo tipo, que são os piores: aqueles que julgam que já sabem tudo. Quem já sabe tudo
não precisa mesmo aprender com ninguém, e nem mesmo precisa buscar revelação. Eles detêm todo o
conhecimento da humanidade.
Tais irmãos não devem esperar algo no Senhor, pois Deus os resiste. Tudo isso é soberba e Deus resiste ao
soberbo, mas dá graça ao humilde. (I Pe.5:5). Em apocalipse 3: 18, o Senhor aconselha a igreja de Laodicéia a
comprar colírio para que possa ver. Esse ver é algo no espírito. Colocar colírio nos olhos significa buscar um
coração ensinável. Quem não se dispõe a aprender com os outros, também não vai aprender diretamente com o
Senhor. Sansão ficou cego por causa da falta de consagração; os laodicenses ficaram cegos por causa de um
coração soberbo que julgou saber todas as coisas.
Revelação é simplesmente desvendar, é revelar algo que estava oculto. Mas não basta apenas revelar o que está
oculto, é preciso que haja luz; caso contrário, não poderei enxergar. Eu posso revelar o que está oculto em uma
caixa, mas se não houver luz, de nada vai adiantar. O desvendar é importante, mas a luz é imprescindível, porque
se em mim não houver olhos para enxergar, então tudo foi em vão.
O ministro deve abrir a Palavra e isso acompanhado de muita luz do Senhor, mas se as pessoas estiverem cegas,
de nada adiantará. Antes de tudo é preciso que tenhamos olhos para enxergar. Se não cairemos no mesmo
problema dos fariseus: tinham olhos, mas não viam, tinham ouvidos, mas não ouviam.
Eu não devo buscar aprender sozinho aquilo que meu irmão já sabe, pois Deus não vai me ensinar. Mas se eu me
disponho a aprender com meu irmão, então a luz de Deus virá através dele. Se em nossa cidade Deus está se
movendo em algum lugar, eu devo me dispor a ir até lá para aprender, pois se eu não o fizer e tentar aprender
sozinho, Deus poderá me resistir. Deus resiste ao soberbo.
Que o Senhor nos dê-colírio para que possamos enxergar e alcançar revelação dentro da sua Palavra.
O sétimo fator é ter um coração limpo.
Em Mateus 5:8, Jesus disse que os limpos de coração poderiam ver a Deus. Veja bem que esse ver é uma
promessa para o futuro, mas também se refere ao tempo presente quando podemos ver por revelação a Deus (I
Cor.2:9-10).
Há muitos que não podem ter revelação pelo simples fato de terem um coração impuro diante de Deus. Não é
suficiente ter um coração limpo, precisamos ter um coração puro. Ser limpo significa não ter pecado oculto.
Significa a apropriação completa do perdão do sangue de Jesus. Mas quanto a ter um coração puro não é
simplesmente uma questão de pecado. Um copo d’água pode ter a água limpa, porém misturada (Ex: água com
açúcar), portanto há corações limpos que não são de modo algum puros.
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Ter um coração puro significa ter um coração sem misturas. Se o nosso coração está cheio de coisas profanas, fica
difícil enxergarmos as coisas do espírito. Existem muitas coisas que não são pecaminosas. Mas que tomam o
nosso coração impuro. Por exemplo, uma pessoa que acaba de abrir uma loja. Apesar de o seu coração não estar
sujo, ele estará cheio de interesse pelo comércio. Durante todo o dia, ele vai estar voltado para as coisas da loja.
Se em nosso coração há um interesse pelo Senhor, mas um interesse igualmente grande por outras coisas, o
nosso coração está impuro.
Ter um coração puro é ter um coração para Deus. “Quem mais tenho eu ,no céu? Não há outro em que eu me
compraza na terra” (Salmo 73:25). Davi foi chamado de o homem segundo o coração de Deus por causa do seu
prazer inteiramente colocado Nele.
O oitavo fator é ter um coração sem véu
Em II Coríntios 3: 15, lemos: “Mas até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles”, Paulo
está nos dizendo aqui que há um véu sobre o coração dos judeus que os impede de enxergar a revelação de
Jesus. Que véu é esse? O véu do tradicionalismo. Por que há tantos que não se rendem às evidências do batismo
no Espírito Santo? A história comprova o crescimento das igrejas, os sinais comprovam-No, a maturidade das vidas
também. Porque, então, ainda dizem que tudo é mentira? Só pode ser por causa desse véu que está posto sobre o
seu coração. Não é Deus quem coloca o véu, somos nós mesmos. Quando nos enrijecemos em um conceito
natural e humano, estamos colocando sobre o nosso coração um véu que nos impede de enxergar novas
revelações.
Durante toda a história, esse fato pode ser percebido. Deus sempre usa um homem para trazer uma revelação,
mas esse mesmo homem de novo resiste às novas revelações que Deus quer trazer através de outros. Deus não
pára, nós é que nos endurecemos em nossa tradição humana. Se desejamos revelação, devemos abrir mão do
tradicionalismo humano.
Ser tradicional é estar fechado para qualquer palavra nova que Deus esteja falando. E, nesse sentido, existem
tradicionais que oram baixo e que oram alto. Há tradicionais que oram em línguas e outros que não oram.
Tradicional é aquele que está preso ao passado.
Veja que um coração correto é básico. Se desejamos revelação, é fundamental nos enchermos com a Palavra de
Deus.
CARACTERÍSTICAS DA REVELAÇÃO.
1. homem é um ser triúno: possui espírito, alma e corpo. Temos de avançar e aprender as coisas de Deus
pelo nosso espírito e não apenas pela mente. Mas às vezes, quando falamos de saber algo no espírito. Isso
parece ter outro sentido para alguns irmãos. A palavra de Deus nos diz claramente sobre o que devemos ter
revelação. Alguns irmãos querem ter revelação de coisas sem importância e chegam a ensinar que
revelação é descobrir algo que jamais alguém viu ou percebeu.
A Palavra de Deus tem um ponto central. Todo propósito de Deus na história tem um ponto central e esse ponto
central é uma pessoa: Jesus Cristo. Mas não apenas Cristo; Cristo dentro de nós. É sobre isto que devemos ter
revelação. O problema da Igreja é que ela se dispõe a conhecer muitas coisas que fogem do ponto central de Deus:
Cristo.
Mas pode ser que muitos conheçam essas verdades e ainda assim não percebam nada diferente em suas vidas.
Como podemos saber se temos ou não revelação? Podemos dizer que existem quatro sinais ou evidências: quando
temos revelação de uma verdade esta revelação vai gerar em nós: (1) vida. (2) fé, (3) mudança de vida e (4) ajuda
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na hora da tentação.
1) Revelação gera vida
Em João 6:63, Jesus disse: “Estas palavras que vos digo são Espírito e vida .” Quando o Senhor fala conosco na
Palavra, isso vai gerar vida dentro do nosso ser. A primeira característica de alguém que recebeu revelação do
Senhor é que ela vai expressar vida.
A letra é morte, mas a palavra que sai da boca de Jesus vem acompanhada do seu sopro e este é o Espírito.
Quando o Senhor fala, então há luz, porque a luz está na vida (João 1:4). Sempre que o Senhor fala, há vida e nos
enchemos dela. A revelação da Palavra nos enche de vida. Devemos ter a vida a jorrar em nós como uma fonte
para saciar os outros. O que todos procuram é vida.
Na Bíblia, existe um símbolo de vida que é o vinho. Porque o vinho é símbolo de vida? Porque os seus efeitos são
semelhantes. Quando alguém se enche de vinho, ele vai se sentir mais corajoso, mais audacioso, ficará mais
sorridente, cheio de alegria, se tomará falante, com muito ânimo e disposição. Até a sua pele vai mudar se tomando
mais rosada e os olhos mais brilhantes. Tudo isso é a vida se manifestando. É verdade que tudo isso é passageiro,
pois o vinho é apenas uma figura e não a realidade, uma mera falsificação da suprema realidade de vida que é a
pessoa do Senhor Jesus.
Quando nos enchemos do Senhor, nós temos todas essas expressões de vida, só que com realidade. Nos sentimos
mais alegres, ousados. capazes de falar e cheios de disposição. É muito estranho conviver com irmãos que não
expressam vida de forma alguma. Sempre que a Palavra de Deus queimar em nossos corações, então a vida se
manifestará. Isto é assim porque Jesus é a palavra viva. A vontade de Deus é que transbordemos da vida
abundante que Jesus é em nós.
É a vida de Deus fluindo em nós que será autoridade em nossa boca. É a vida fluindo em nossas palavras que vai
gerar vida nos outros. É a vida que tem o poder de destruir a morte. Não podemos explicar a vida, adequadamente,
mas podemos percebê-la onde quer que ela se manifeste. O que todos procuram é vida. Não devemos aceitar
reuniões sem vida, aconselhamento sem vida, pregação sem vida. Onde a vida não estiver se manifestando deve
haver algum problema espiritual. A letra sozinha mata, mas a Palavra revelada gera vida.
2) Revelação gera fé
A segunda característica de alguém que alcançou alguma revelação é que ele vai crescer em fé. É como se uma
nova luz brilhasse sobre um texto bíblico já conhecido por nós. Quando isso acontece, nosso coração é despertado
numa fé empolgante. Romanos 10: 17 diz que “a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus”. Se não houver despertar da
fé, é porque não houve revelação.
A fé é gerada pela palavra de Deus e a revelação nada mais é que a Palavra viva de Deus em nosso espírito. Se
algum conhecimento não gera em nós uma nova medida de fé então esse conhecimento é da mente, é puramente
intelectual.
Quando a revelação de Deus vem, o nosso coração se aquece numa fé e disposição nova. Crescer em fé, é
crescer em revelação. A revelação é como a luz. Hoje, enxergamos como uma vela, amanhã como uma lâmpada de
cinqüenta Watts, depois de cem, de mil, até ser como um holofote. Não devemos nos contentar com o nível de
revelação e fé que já alcançamos, antes devemos avançar para níveis novos.
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3) Revelação gera mudança
Depois de recebermos revelação do Senhor, nunca mais seremos os mesmos, pois a revelação nos transforma.
Em Mateus 16: 16 nós vemos Pedro fazendo uma grande declaração a Jesus: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus
vivo”. “Sobre esta afirmação de Pedro Jesus disse:” Bem aventurado és Simão Barjonas, porque não foi carne e
sangue quem to revelou, mas meu Pai que está no céu. ““. E o Senhor depois acrescenta: Também digo que tu és
Pedra… Aleluia! Pedro antes era Simão. Simão quer dizer frágil, mas agora foi transformado em Pedro, rocha.
Pedra é da mesma natureza de Jesus. O que transformou Pedro? Jesus disse que foi a revelação que ele recebeu
do Pai. A cada nova revelação que recebemos somos transformados de glória em glória até alcançarmos a
semelhança de Jesus.
Não precisamos nos esforçar para nos mudar, nos transformar, precisamos apenas conhecer o Senhor por
revelação no espírito. Quando isso ocorre, naturalmente somos transformados. Quando alguém diz ter revelação
de alguma verdade, mas esta revelação não o transformou de forma alguma, então a sua revelação é questionável.
Revelação gera mudança de vida.
Se em sua vida não tem havido mudanças, está faltando luz sobre a Palavra. Alguns reclamam dizendo que estou
sempre mudando. Graças a Deus, mudo e continuarei sempre mudando. Não sou o mesmo do ano passado e não
serei o mesmo no ano que vem. Se tenho uma Palavra queimando em meu coração, a minha vida tem de estar
constantemente em crescimento e transformação.
4) A Revelação nos sustenta na tentação
Quando uma verdade é aprendida só na mente, ela não nos ajuda na hora dos ataques do diabo, mas quando é
algo que queima em nosso coração, podemos lançar mão dela sempre que for necessário, porque sempre haverá
fé para destruir a ação do inimigo. A Palavra que vem do espírito, dentro de nós, destrói as obras do diabo. Toda
Palavra que sai do espírito é Palavra de Deus. .
Podemos concluir que a revelação se manifesta pelo menos de quatro maneiras: gerando vida, gerando fé,
transformando a vida e provendo-nos livramento na hora da batalha.
A revelação é progressiva, é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser um dia perfeito.
(Provérbios 4: 18). Antes, andávamos em trevas, mas agora a cada dia recebemos nova medida da luz de Deus.
Hoje vemos obscuramente, mas vem chegando o dia em que o veremos face a face tal qual ele é. (I Coríntios 13:
12).
O Logos e o Rhema
Lendo nossas Bíblias em Português, não conseguimos distinguir dois termos usados no original que são igualmente
traduzidos como “Palavra” em nosso idioma. Esses dois termos são logos e rhema. Esses termos são traduzidos
unicamente como “Palavra” porque são vistos como sinônimos, porém, o Espírito Santo escolheu tais termos para
nos mostrar a tremenda diferença que existe entre a Palavra escrita e a Palavra viva. Vejamos alguns exemplos
bíblicos onde encontramos os termos logos e rhema:
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a) O Logos
Logos é a Palavra escrita. É aquilo que Deus falou e que foi registrado para nossa orientação. Ela contém o que
Deus falou anteriormente pelos profetas e por meio do Filho (B.1: 1-2). E esta a Palavra que nós ministramos; não
ministramos palavra de homens. Precisamos estar familiarizados com esta Palavra, pois o conhecimento da letra da
Bíblia é extremamente importante. Vejamos alguns textos em que no original se usa o termo Logos, e qual deve ser
a nossa atitude para com a palavra escrita.
“Se alguém me ama guardará a minha palavra (lagos)”. João 14:23.
“Lembrai-vos da palavra que vos disse (logos)”.João 15:20.
“Santifica-os na verdade, a tua palavra (logos) é a verdade”. João 17: 17.
“Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra (logos)”. Atos 64.
‘“‘A palavra (logos) de Deus crescia”. Atos 6:7.
“Retendo a palavra (logos) da vida”. Filipenses2:16.
“… Criado com as boas palavras (logos) da fé”. I Timóteo 4:6.
“…Que maneja bem a palavra (logos) da verdade”. II timóteo 2: 15.
“Prega a palavra (logos)”. II Timóteo 4:2.
“Porque a palavra (logos) é viva e eficaz”. Hebreus4:12.
“…Não está experimentado na palavra (logos) da justiça”. Hebreus 5: 13.
“E sede praticantes der palavra (logos)”. Tiago 1:22.
“A palavra (logos) de Cristo, habite em vós abundantemente (ricamente)”. Colossenses 3: 16. A Palavra escrita
deve habitar em nós ricamente. Deve estar dentro de nós abundantemente. Devemos ler, meditar e decorar esta
Palavra. Devemos estar entre aqueles que o simples mencionar de um fato das escrituras é o suficiente para que
saibamos o seu conteúdo (pelo menos em linhas gerais). Isso é fundamental, pois sem o conhecimento da Palavra
escrita, nunca chegaremos à experiência da Palavra viva (Rhema). O logos é o fundamento do rhema. Como já
aprendemos anteriormente, primeiro é o natural, depois o espiritual. Primeiro, devemos ter a mente cheia do logos
para que o Espírito Santo nos traga o rhema.
“Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes e a palavra (logos) de Deus está em vós e já vencestes o maligno”. A
característica dos jovens é a força, mas não a força natural, e sim a espiritual. O jovem aqui em sua luta contra o
Diabo, é como o Senhor Jesus, quando foi tentado por Satanás. O inimigo citou para ele trechos das escrituras,
porém, o Senhor o combateu, usando a própria escritura, afirmando: “Está escrito” (Mateus .4:4, 7. 10). b) O
Rhema
Apesar de ser traduzida à semelhança do Logos, como Palavra na
Bíblia, o Rhema tem um significado muito diferente de Logos. Enquanto o Logos é a Palavra falada no passado e
que se tornou escrita, o Rhema é a Palavra que Deus está falando conosco pessoalmente, é aquela palavra que
está queimando em nosso coração. Vejamos algumas passagens no Novo Testamento em que a palavra Rhema é
usada.
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Em Mateus 4:4 Jesus respondeu: “Está escrito: Não só de pão viverá o homem mas de toda palavra (rhema)
que procede da boca de Deus”. O termo usado aqui no original grego é o Rhema. Isso significa que o Logos, a
palavra escrita, não pode nos alimentar, somente o Rhema pode nos nutrir em nosso espírito. Tanto o Logos como
o Rhema são a Palavra de Deus, mas a primeira é a Palavra escrita na Bíblia, enquanto a última é a Palavra de
Deus falada a nós em uma ocasião específica.
Certa vez, um irmão recebeu a notícia de que seu filho fora atropelado. O irmão, logo abriu a Bíblia aleatoriamente
e leu em João 11 :4: I/Esta enfermidade não é para morte”. O irmão ficou em paz e chegou mesmo a se alegrar.
Quando, porém, chegou ao lugar do acidente, descobriu que seu filho morrera instantaneamente. Será que o que
está relatado no Evangelho de João então não é verdade? É a Palavra de Deus, mas é Logos e não rhema.
“A fé vem pelo ouvir (literal) e o ouvir pela palavra (Rhema) de Crista”. Romanos 10: 17. Aqui, novamente a Palavra
é Rhema e não Logos.
Isso nos mostra que o que gera fé não é simplesmente ler a Bíblia, mas é ter a palavra queimando em nosso
coração pelo Espírito Santo.
Todos conhecemos muitos trechos da Bíblia. Certo dia, porém, um texto que já antes conhecíamos e até sabíamos
de cor, assume um frescor, uma vida, uma cor diferente. Aquela verdade começa a nos aquecer. o coração, gerando
fé. Deus está falando conosco. Antes, sabíamos genericamente, mas agora Deus falou individualmente conosco.
Todo Rhema é baseado no Logos. Não podemos ter o Logos sem o Rhema.
“As palavras (Rhema) que eu vos digo são espírito e são vida”. João 6:63. Somente o Rhema é espírito e vida, na
verdade, o Logos sozinho não pode dar vida, pode até mesmo matar, porque a letra mata.
Em Lucas 1:38, Maria disse: “Aqui – está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra
(rhema)”. Antes, Maria tinha as palavras do profeta [saías 7: 14: “Eis que a virgem conceberá e dará luz um filho”,
mas agora ela tem a Palavra falada especificamente a ela: “Você conceberá e dará à luz um filho”l. Foi por ter
recebido esta Palavra que Maria concebeu e tudo se cumpriu. Deus falou com ela o mesmo texto que estava
escrito, mas quando Deus falou, a Bíblia usa a expressão Rhema ,indicando que é a palavra viva.
Em Lucas 2:29 ,Simeão disse: “Agora, Senhor despedes em paz o teu servo, segundo a tua palavra”. A Palavra
aqui é Rhema. Antes de o Senhor Jesus vir, Deus falou a Simeão que ele não morreria antes de ver o Cristo do
Senhor. Mas, no dia em que Simeão viu o Senhor Jesus, ele disse: “Agora, Senhor despedes em paz o teu servo
conforme a tua palavra”. Simeão tinha o Rhema do Senhor.
Bibliografia
Compilado de:
Princípios de Revelação – Pr. Aluízio A. Silva. Videira Igreja em Células
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PARTE II
ANDANDO NO ESPÍRITO
“Se vivemos no espírito, andemos também no espírito” (GI5:26)1I… “Isto que andamos por fé, e não pelo que
vemos”. (lI Co.5: 7)
Depois de entendermos a constituição básica do homem, precisamos entender como se processa a obra de Deus
em nós e como devemos colaborar com Deus. –:
Com relação ao nosso espírito, precisamos exercitá-lo a fim de sermos guiados por Deus.
Com relação a nossa alma, ela deve ser transformada pela renovação de nossa mente.
Com relação ao nosso corpo, ele precisa ser disciplinado.
O nosso espírito já foi regenerado. Quando Adão pecou, ele morreu para Deus e junto toda a raça humana. Sendo
assim, a primeira coisa que Deus precisa efetuar no homem é o novo nascimento ou a regeneração.
Uma vez que fomos regenerados, a vontade de Deus é nos dirigir através do Espírito Santo que habita em nosso
espírito. Simultaneamente, Deus espera que cooperemos com Ele exercitando o nosso espírito para obedecê-lo.
Precisamos então: ser guiados por Deus no espírito e exercitar o nosso espírito para ouvir de Deus.
O Espírito Santo habita dentro de nós. O poder de Deus está em nós. A saúde de Deus está em nós. A natureza de
Deus está em nós. A bondade, a justiça, o amor de Deus, tudo isso reside dentro do nosso espírito recriado. Não
precisamos buscar estas coisas, precisamos é ter revelação de que elas já estão dentro de nós. Nós temos a mente
de Cristo, a unção do santo e tudo aquilo que é necessário para uma vida santa e plena já foi colocado dentro de
nós, pela pessoa do Espírito Santo. Uma vez que andamos no espírito, todas as realidades do Espírito Santo de
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Deus que habita em nosso próprio espírito se tomarão realidades em nós.
Todos nós éramos como um enfermo portador de vários tipos de doenças. Depois que o médico fez o diagnóstico,
deu-lhe a receita para que tomasse vários tipos de remédios: cada um para uma doença. a farmacêutico, então.
colocou todos os medicamentos dentro de uma única seringa. Esse conjunto de medicamentos foi a dose que
resolveu todas as suas enfermidades. A mesma coisa Deus fez em nós. Ele injetou em nós uma dose que resolve
todas nossas necessidades, essa dose é o Espírito Santo. Precisamos entender no Espírito que tudo o de que
necessitamos para uma vida com Deus já nos foi dado por meio do Espírito Santo que em nós habita. Se
precisamos de poder, Ele é o poder. Se precisamos de amor, Ele é o amor que foi derramado em nossos corações.
Se precisamos de entendimento, todos os tesouros da sabedoria estão ocultos Nele. Portanto, todas as coisas já
estão completadas em nosso espírito.
O que precisamos aprender hoje é como sermos guiado pelo Espírito e dependermos dele em todas as nossas
necessidades. A vida cristã é constituída de duas substituições: a primeira foi na Cruz onde O Senhor Jesus morreu
em nosso lugar, e a segunda é no nosso dia-a-dia onde o Espírito Santo quer viver em nosso lugar sendo a nossa
própria vida.
Para melhor entendermos a vida no Espírito, vamos dividir o nosso estudo em três princípios bem simples: A vida
no Espírito implica em três coisas: andar por fé, andar pela cruz e andar no sobrenatural.
PRIMEIRO PRINCÍPIO DO ANDAR NO ESPÍRITO: ANDAR EM FÉ
A maneira de entendermos o padrão da vida no Espírito é compreendendo como foi o primeiro pecado. O pecado
desviou o homem do padrão de Deus. Conhecer o desvio já nos ajuda a determinar o caminho de volta ao modelo
de Deus.
· O primeiro pecado: Incredulidade
Se entendermos como surgiu o primeiro pecado do homem, poderemos entender como os outros surgem, pois o
princípio do pecado é o mesmo (Gn.3:1-6). .
O primeiro pecado não foi terrível, do ponto de vista da aparência. Não era obsceno, não era pornográfico, não era
escandaloso, não era feio de se ver. Adão e Eva apenas comeram da fruta, nada mais do que isso.
O primeiro pecado deu origem a todos os outros, pois o princípio que o governou, governa todos os outros, embora
possam surgir de formas diferentes.
Como é isso? No princípio, o homem andava no espírito. A Bíblia diz que” à tardinha, Deus vinha ter comunhão com
o homem, todos os dias”. Isso, indiscutivelmente, é uma relação espiritual, pois Deus é Espírito. O homem era um
ser guiado pelo espírito naqueles dias. O espírito é o ponto central na vida do homem. A alma era como um servo,
em relação ao espírito. Mas com o pecado, aconteceu algo dentro do homem: o seu espírito morreu para Deus e a
sua alma cresceu, tomando-se o centro do seu ser. O homem passou a ser carne. O propósito de Deus, desde
então, é nos restaurar à posição que Adão desfrutava de comunhão com Ele. E não apenas isso, pois nós hoje
temos mais que Adão teve: Deus entrou em nosso espírito humano recriado, tomando-se a nossa vida. Adão nunca
comeu da “árvore da vida”, nós, porém, hoje, podemos comer dela, pois a árvore da vida é o Senhor Jesus.
Mas qual foi a essência do primeiro pecado? Podemos dizer que o pecado se manifestou por três princípios. O
primeiro princípio foi a incredulidade. O primeiro pecado foi o da incredulidade. Eva preferiu acreditar no que o
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diabo disse a acreditar no que Deus dissera: “se comeres, vais morrer”. O diabo veio e desmentiu Deus, dizendo: “é
certo que não morrereis”.
Certa vez, pregando a um homossexual, ele me disse: “é impossível eu deixar de ser o que sou”. E eu lhe respondi:
“Isso é o que o diabo diz, mas Deus diz que se você crer, você se tornará uma nova pessoa, uma nova criatura. O
mundo diz: “você nunca pode mudar, pra você não há libertação, você nasceu assim e vai morrer assim”. Pode até
virar crente, mas vai continuar sendo o que era, pode até nunca falar sobre isso, mas continuará sendo” Isso é o
que o mundo e o diabo dizem. Mas Deus diz que se você crer, será nova criatura – é uma questão de ser e não
simplesmente de fazer. Você é nova criatura. E eu disse àquele homossexual: “diante de você têm duas afirmações:
a de Deus e a do diabo. Qual você escolhe?” A base dessa escolha é uma questão de “em quem vou crer?”
Devemos sempre colocar para o homem essa mesma escolha, pois foi nesse ponto que o pecado surgiu: quando
Adão e Eva preferiram confiar no diabo a confiar em Deus. “Seja Deus verdadeiro e mentiroso todo homem”. Deus
não pode mentir, Ele é completamente fiel àquilo que diz.
Eva duvidou da Palavra de Deus e aqui começou o problema da carne. E para entrarmos agora na dimensão do
espírito, devemos cumprir a primeira condição: “Andar em espírito implica em andar em fé”. Se não andamos em fé,
então não estamos andando no espírito – “andar no espírito é andar em Fé.
Andar no Espírito e andar em fé se misturam na Bíblia. Em Hb 11:6, lemos que “sem fé é impossível agradar a
Deus”; e, em Rm.8:8, lemos que “os que estão na carne não podem agradar a Deus”. Observe estas duas
colocações: em Hebreus, os incrédulos não podem agradar a Deus e, em Romanos, os carnais também não
podem agradá-lo. Logo, por associação, dizemos que os carnais são também incrédulos – são a mesma coisa.
Carnalidade é sinônimo de incredulidade. Aqueles que estão na carne são facilmente percebidos, pois eles são
incrédulos, indiferentes e insensíveis.
Fé é sinônimo de vida no espírito. Se alguém anda no espírito, invariavelmente ficará cheio do Espírito. Uma
pessoa que anda no espírito, pode facilmente ser reconhecida, pois naturalmente expressará a vida. Quando falo
de vida, não estou me referindo à vida prática – retidão, integridade – tudo isso um cristão deve ter; estou falando
de algo mais tênue, subjetivo. Refiro-me a algo que não sabemos de onde vem, nem para onde vai. Quando
olhamos a pessoa, sentimos algo diferente nela.
O que significa andar em fé
· 1) Renunciar ao esforço próprio
Andar em fé implica em abrirmos mão do que vemos, do nosso esforço próprio e do nosso entendimento próprio.
Isto quer dizer que andar no espírito também implica em renunciarmos a estas três coisas: andar por vista, por
esforço próprio e por entendimento próprio. Todo carnal anda pelo esforço próprio. A fé pressupõe dependência de
Deus. Se andarmos pela nossa força, não precisamos exercer fé. A principal característica da vida de fé é o
descanso. Hebreus 4:3 diz que “os que crêem entram no descanso”. Os que andam no espírito andam em
descanso. É como um barco no meio do mar, não tem que se esforçar, é só deixar-se levar pelo vento. Nós somos
os barcos, o vento é o Espírito. Veja que este descanso não é lazer, não é retiro e nem férias. Podemos ir a estes
lugares, em todas estas formas de descanso e, mesmo assim não descansarmos. O verdadeiro descanso é poder
dizer: “Senhor, és tu quem faz não eu. Não sou eu quem salva, és tu, Senhor. Não sou eu quem santifica, és tu,
Senhor “. Se ficarmos angustiados cada vez que temos de pregar, e se a ansiedade aumenta a ponto de a vida
perder o sabor, é porque tem faltado o descanso “Resta um descanso para o povo de Deus”. A obra de Deus não
se faz no cansaço, não se faz na fadiga, não se faz com suor: se faz na dependência do Senhor.
Ezequiel 44: 17 dá uma orientação clara àqueles que trabalham no templo: “E será que quando os sacerdotes
entrarem pelas portas do átrio interior, usarão vestes de linho, não se porá lã sobre eles, quando servirem nas
portas do átrio interior, dentro do templo. Tiras de linho lhes estarão sobre as cabeças e calções de linho sobre as
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coxas, não se cingirão a ponto de lhes vir suor”. Na obra de Deus não pode haver suor. Nós somos sacerdotes
levitas, encarregados de servir na casa do Senhor e, quando servimos ao Senhor, não pode haver suor. Qual é o
significado do suor? Gênesis 3:19 fala que o suor é maldição, por causa do pecado. Suor é símbolo de maldição,
mas graças a Deus que, por meio de Jesus Cristo, nos libertou de toda a maldição do pecado. É bom demais servir
a Deus. Não temos de suar, não temos de viver no cansaço. “É como diz o cântico: É meu somente meu todo o
trabalho, e o teu trabalho é descansar em mim”. Essa é a Palavra de Deus para nós.
Fico preocupado com pastores e líderes que têm estafa. Estafa não está nos planos de Deus para nós. Estafa é
maldição. Observe que aqueles que trabalham em serviço braçal não têm estafa, deitam e dormem o sono do
descanso. Mas há pastores e líderes que não dormem à noite, ficam uma, duas, três, quatro noites acordados, até
que lhes vem uma estafa. Não é um cansaço físico, mas mental, da alma. Aqueles que se achegam para servir no
santuário não podem suar lá dentro. Não temos mais de suportar a maldição do pecado, pois Jesus já suou o nosso
suor para que Nele tenhamos descanso. O Senhor suou no Getsêmane o suor que nos cabia. Não precisamos nos
esforçar até suar, Ele já suou por nós. Não temos o que fazer com suor, pois Ele já fez tudo por nós.
Alguém pode perguntar: “não temos mais nada? ” Nada! “Mas e quem vai pregar o Evangelho? “Não somos nós
quem pregamos, somente a boca é nossa, o resto é trabalho do Senhor. Muitos ficam se cobrando o tempo todo:
“tenho de pregar; preciso pregar”. É como uma paranóia, uma obsessão. Deus me livre de dizer que não devemos
pregar, não falo disso. Ouça-me, se andarmos no espírito, passaremos vida. A vida é algo que sai de nós, sem que
percebamos, ou sem que nos esforcemos. Se tivermos vida, os outros perceberão. É aquele princípio que diz “a
boca fala do que o coração está cheio”. Se o nosso coração está cheio da vida de Deus, como um rio de água viva,
naturalmente, a boca vai manifestar o que está lá dentro. Não há trabalho nenhum nisso, é uma questão de ser
espontâneo e de ter vida fluindo do espírito. Quando você se enche do Senhor no descanso, naturalmente você vai
fazer a obra de Deus. A obra do Senhor tem de ser espontânea em sua vida. Tem de ser gostosa de se fazer. Tem
de ser empolgante ser líder: a idéia de ser pastor tem de ser agradável à mente. É bom trabalhar para o Senhor.
Porque o nosso trabalho é descansar Nele.
Vemos que o primeiro aspecto de andar em fé é abrir mão do esforço próprio, e entrar no descanso de Deus. Se
andamos em espírito, andamos também em descanso.
· 2) Não andar por vista
O segundo aspecto importante para frisarmos é “não andar por vista”. II Cor. diz: “andamos por fé e não pelo que
vemos”.
Tenho sempre comigo uma regra: enquanto o que vejo bate com a Palavra de Deus, continuo vendo; quando,
porém, não bate mais, ignoro o que estou vendo, e fico somente com a Palavra de Deus. Note que é um estilo de
vida louco, é loucura para o mundo. Uma das situações em que isso pode ser mais facilmente observado é com
relação às enfermidades. Muitas vezes, insistimos em olhar para os sintomas da doença, em vez de olharmos para
a Palavra de Deus. Se a Palavra diz que o Senhor já levou as nossas enfermidades na cruz, devemos rejeitá-las, e
passar à verdade da Palavra, independentemente daquilo que estamos vendo ou sentindo. Não é mentir para nós
mesmos dizendo que não estamos doentes, mas é declarar a Palavra, e ignorar os sintomas da doença. Poucos de
nós fazemos isso, preferimos andar por vista; isto é, na carne. Andar por vista é característica do carnal. Se
insistirmos em andar por vista, seremos escravos do natural. As circunstâncias irão facilmente nos desanimar, e
tenderemos a ficar prostrados. Se eu ficasse olhando a forma superficia1 de alguns adorarem a Deus, ficaria
desanimado e nem iria mais dirigir o louvor. Se eu ficasse olhando o grande número de crentes infantis, iria desistir
de fazer a obra de Deus. Se eu ficasse olhando as diferenças pessoais e a postura de alguns líderes, nunca iria
crer na unidade da mente e do coração. De maneira que devemos ter um olhar profético: andamos pelo que cremos
que será e não pelo que o diabo quer nos mostrar. Vejo um povo que adora a Deus, um povo forte que manifesta o
reino de Dele, uma liderança ungida, que ministra em unidade. Creio e sei que na dimensão do Espírito já é assim,
ainda que com os meus olhos naturais não o veja.
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O segundo aspecto do andar em fé, então, é não andar segundo a vista.
· 3) Renunciar ao entendimento próprio
Vimos que há aqueles que andam pelo esforço próprio, há os que andam por vista, mas há também os que andam
pelo seu próprio entendimento. A Palavra de Deus diz que no princípio Deus criou Adão e Eva e os colocou no
Jardim do Éden. Lá, havia duas árvores: a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal. A árvore da
vida aponta para a vida de Deus. Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida; “Nele estava a vida e a vida era a luz
dos homens”. (Jo.14:6 e 1 :4). A luz significa que pela vida, eu posso ter luz, ou seja, posso conhecer a realidade
última das coisas. A vida de Deus, que agora está em nós, se manifesta como luz em nosso espírito. É uma
sensação de clareza, de entendimento. Deus queria que Adão comesse da árvore da vida e vivesse por essa vida.
Ele não iria conhecer nada – nem o bem, nem o mal, nem o certo, nem o errado – e a vida iria guiá-lo em todas as
circunstâncias. Entretanto, sabemos que ele pecou, comendo da árvore do conhecimento, e Adão e Eva passaram
a conhecer o bem e o mal. E, desde então, o homem passou a ser dirigido segundo o que é certo ou errado. Mas,
ouça-me, ser cristão não é uma questão de entender se algo é certo ou errado, se é moral ou imoral e nem mesmo
se é ou não uma questão ética. Ser cristão é andar pela árvore da vida, isto é, andar segundo a vida que está em
nós, e que Adão nunca teve. Essa vida é a luz e nos dirige em toda a vontade de Deus.
Alguns irmãos antes de fazerem alguma coisa perguntam: “será que isso é certo ou é errado? Será que é pecado
ou não?” E pensam que com isso estão agradando a Deus. Isso é andar pelo entendimento e não por fé, na
direção da vida do espírito. Porém, a Bíblia diz: “Tudo o que não provém de fé é pecado” (Rm. 14:23). Aqueles que
agem assim estão andando segundo a árvore do conhecimento do bem e do mal. Isso pode até parecer piedoso e
bem intencionado, mas não provém da dependência e fé em Cristo, é, portanto da carne. Se antes de fazermos
alguma coisa dissermos: “isto não é errado, não é pecado, não escandaliza, não ofende e nem faz mal a ninguém,
estaremos agindo segundo o entendimento do certo e do errado, e não pela vida.
Querido, você ainda vai descobrir que muitas coisas que não são erradas, que não escandalizam e nem são sujas
são reprovadas por Deus. Porém, não devemos nos preocupar em proibir ninguém de coisa alguma. Não devemos
ser escravos de código de conduta, de códigos morais e normas de certo e de errado. O importante é aprender a
andar no espírito. Podemos seguir piamente um código e ainda assim vivermos na carne. O que importa não é
conhecermos o que se pode e o que não pode fazer. O que importa é conhecer a vontade de Deus. Há muitos
irmãos que querem tudo prontinho, querem normas e regras sobre regras. Precisamos é ensiná-los a ouvirem o
espírito, e, naturalmente, eles vão fazer a vontade de Deus. Se andarmos por entendimento, não dependeremos de
fé no Espírito; por isso, os que andam pelo entendimento próprio não podem agradar a Deus. O que eles fazem
não provém da fé, e isso é carne. Quando o Senhor fala, há fé. Quando Ele fala conosco, sempre manifestamos
uma convicção e certeza resolutas. Mas quando Ele não fala, há confusão e dúvida. Nunca façamos nada na base
da insegurança e incerteza, pois certamente não provém de Deus. As coisas do Espírito são também na base da fé,
pois andar no Espírito implica em andar por fé. E tudo o que não provém de fé ou dependência de Deus é carne.
. Quando estivermos aconselhando uma pessoa, não devemos dar lhe as coisas prontas, devemos antes
estimulála a usar o seu próprio espírito para que possa discernir a direção de Deus. Só há crescimento quando
Deus fala. As palavras humanas podem ser boas, mas somente quando Deus fala há transformação e vida. Só há
crescimento quando aprendemos a ouvir a Deus. Muitos discipuladores estimulam seus discípulos a serem seus
dependentes. Este não é o propósito de Deus, pois o discipulador deve permitir que o discípulo aprenda a ouvir e a
depender de Deus. Se o discipulador sempre fala qual é a vontade de Deus, o discípulo nunca vai aprender a
discerní-la por si mesmo, e isso é lamentável.
Com relação a “andar em fé”. três coisas são consideradas como da carne. Carne é andar pela força própria,
pela vista e pelo entendimento próprio. Andar em fé é o oposto: andar no descanso de Deus, ignorar a vista e
renunciar o próprio entendimento.
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Antes, porém, de avançarmos devemos entender que a direção do Espírito nunca está fora da Palavra de Deus.
Deus e a sua Palavra se misturam. Assim como eu sou aquilo que eu falo, Deus é aquilo que Ele fala. A Palavra é o
seu retrato. Crer Nele é crer na sua Palavra. Se alguém diz crer em Deus e não crê na Bíblia, está mentindo, pois é
impossível crer em Deus e não crer no que Ele diz.
Se quisermos “andar no Espírito”, devemos andar pela fé na Palavra de Deus. Na prática as duas coisas se
misturam.
A necessidade de crescer em fé
Nós podemos crescer na vida espiritual. O crescer espiritual está muito relacionado com o crescer em fé. Quero
compartilhar dois princípios básicos que nos levam a avançar em novos níveis de fé: crescemos em fé conhecendo
a Palavra – pelo espírito, por revelação – e crescemos confessando a Palavra. Uma parte só não resolve, temos de
conhecer a Palavra por revelação e temos de confessá-la com os nossos lábios.
A revelação da Palavra
“Para que o Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da Glória, vos conceda espírito de sabedoria e de
revelação, no pleno conhecimento Dele, iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança
do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos e qual a suprema grandeza do seu poder
para com os que cremos..”. “(Ef. 1: 17-18)”.
Em primeiro lugar, a revelação surge quando há um coração ensinável. Se me jugo conhecedor de todas as
coisas, quem estará apto para me ensinar?
Devemos também ter um coração que se humilha. Não devemos ter uma atitude de constrangimento em aprender
com quem quer que seja. Ouça. Se você com soberba disser: “não vou aprender com aquele irmão, vou buscar de
Deus e aprender sozinho”. Deus não vai falar com você. Deus resiste ao soberbo mas dá graça aos humildes. Se
eu souber que um líder qualquer em Goiânia está fluindo numa área da Palavra, vou lá aprender com ele e Deus
vai falar comigo. Mas se eu disser: “eu sou pastor igual a ele, Deus vai falar comigo também.” Isso é soberba e
nunca vou crescer dessa maneira.
No Novo Testamento, encontramos duas expressões que são traduzidas para o português como “palavra”. São as
expressões “Logos” e “Rhema”.
Lagos é a palavra escrita, é a letra, é o que está registrado nas Escrituras.
Rhema é a palavra viva revelada pelo Espírito e que queima em nosso coração
A confissão da Palavra de Deus
“Porque com o coração se crê e com a boca se confessa a respeito da salvação”. (Romanos 10: 1 O). A nossa fé
precisa ser cultivada à maneira de Deus para reforçarmos a fé e abrirmos a boca. Não basta orar com o coração, é
preciso também confessar com a boca. Muitas vezes, Deus vem com um entendimento forte na Palavra, a respeito
de uma verdade, mas muitas vezes, com o tempo, nos esquecemos daquela verdade. Por que isso acontece?
Porque deixamos de falar nela. Deixamos de confessá-la, de contar , para os outros, de ensinar e até mesmo de
pregá-la. Se fecharmos a boca, com o tempo perderemos aquele entendimento vivo, e tudo se tomará apenas
conhecimento mental. Mas existe um outro lado muito importante, mesmo que ainda não tenhamos revelação de
uma verdade. Se abrirmos a boca e começarmos a confessá-la, logo ela vai começar a gerar fé em nós. Vemos
então que a confissão não apenas preserva a revelação recebida mas também nos abre o espírito para novas
revelações.
Mas o que é confessar? Há uma maneira bem simples de memorizarmos o que devemos estar constantemente
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confessando: Eu devo confessar:
O que Deus diz que é.
O que Deus diz que
O que Deus diz que
O que Deus diz que O que Deus diz que tenho.
O que Deus diz que faço.
A base da nossa fé é aquilo que Deus diz. A palavra é o trilho pelo qual nós andamos. Aprenda tudo aquilo que
Deus diz que é, e confesse constantemente, você vai perceber que a sua fé gradualmente vai se fortificar 8
crescer.
O QUE DEUS DIZ QUE EU SOU:
Eu sou nova criatura (I Cor.5: 17).
Eu sou templo do Deus vivo. (I Cor. 6: 16).
Eu sou como árvore plantada junto a ribeiros de água, que no devido tempo dá o seu fruto e tudo quanto faço sou
bem sucedido (SI. 1:3).
Eu sou forte e ativo porque conheço o meu Deus (Dn.ll :32).
Eu sou mais que vencedor por meio daquele que me amou (Rm.8:37).
Eu sou zeloso de boas obras (Tt.2: 14).
Eu sou um ganhador de almas e por isso sou sábio (Pv. 11:30). Eu sou feitura Dele, portanto sou belo (Ef.2: 10).
O QUE DEUS DIZ QUE EU TENHO:
O amor de Deus está derramado em meu coração (Rm.5:5). A unção do Santo permanece em mim (I Jo.2:27).
Deus me tem dado autoridade sobre todo o poder do inimigo e nada me causará dano (Lc.10: 19).
Posso todas as coisas naquele que me fortalece (R.4: 13).
Deus me deu espírito de poder, de amor e de moderação (11 T m. 1: 7).
Maior é o que está em mim do que aquele que está no mundo ( I Jo.4:4).
Deus sempre me faz triunfar em Cristo Jesus (11 Cor. 2: 14).
Eu tenho sido abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestes, em Cristo Jesus (Ef.1:3).
Eu tenho o poder do Espírito Santo (Mq. 3:8).
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O QUE DEUS DIZ QUE EU FAÇO:
No nome de Jesus, eu expulso demônios, falo novas línguas, pego em serpentes; se beber alguma coisa mortífera
não me causará dano; imponho as mãos sobre os enfermos e eles são curados (Mc.16: 17). Eu venço o diabo pelo
sangue do Cordeiro e pela palavra do meu testemunho (Ap.12:1).
SEGUNDO PRINCÍPIO DO ANDAR NO ESPÍRITO: ANDAR PELA CRUZ
Para gerar incredulidade em Eva, o diabo procurou usar de estratégias. O conhecer suas estratégias e guerrear
contra ele.
A primeira área que o inimigo atacou foi a bondade de Deus. Ele disse: “Deus não deve ser bom, caso contrário,
não teria proibido comer da árvore”. Nunca devemos permitir que em nossa mente haja a mínima insinuação
satânica de que Deus não é bom, isso não é verdade. Essa é muitas vezes a forma que o inimigo encontra para
gerar incredulidade em nós.
Durante muito tempo, convivi com muitos medos dentro de mim. todos eles relacionados com a dúvida sobre a
bondade de Deus. Tinha medo de ser pastor porque achava que a vida das ovelhas não estaria em boas mãos;
poderia ser que na hora crucial Deus faltasse. Tinha medo até de orar, pois eu pensava que se orasse muito, Deus
resolveria enviar-me para o meio dos índios, e disso eu tinha medo. Veja que a minha vida foi por muito tempo
bloqueada em virtude de eu ter duvidado da bondade de Deus. E ele é bom, Aleluia !
A segunda área que ele atacou foi o caráter de Deus. Ele disse que Deus não era reto, pois havia mentido.
Certamente, o homem não morreria se comesse da árvore. Ora, se Deus era mentiroso, não valia a pena confiar
Nele, daí também surgiu a raiz da incredulidade. É impressionante vermos como o povo de Deus tem engolido
esses dois ataques do inimigo. Muitos afirmam, categoricamente, que Deus é mau porque foi Ele quem lhes
mandou doenças. Muitos procuram pastores para receberem oração dizendo: “Pastor, ore por mim por que a mão
de Deus me feriu com esta enfermidade. Ora, se foi a mão de Deus que feriu, eu não posso orar; se é a vontade de
Deus, certamente ele não me ouvirá. Penso que as pessoas que têm essa posição não deveriam nem mesmo ir ao
médico, pois se foi Deus quem mandou, o homem não pode desfazer. E se Deus mandou a doença, ela é uma
coisa boa, pois Deus só nos dá coisas boas. Qual o pai teria coragem de mandar câncer para seu filho? Pois se nós
sendo humanos não agimos assim, muito menos o Senhor. Deus é mentiroso. Não falamos isso descaradamente,
como fez o inimigo, mas aceitamos a sugestão de que nem tudo o que está escrito acontece hoje em dia. A Bíblia
realmente diz que Deus cura, mas hoje Ele não cura mais. Se Deus não cura mais, então Ele é mentiroso, pois
Deus nunca muda, sempre é o mesmo e, se Ele curou no passado e não o faz mais, a Sua Palavra é falsa, pois
mudou com o tempo. Se existe alguma coisa que Deus não faça mais em Sua Palavra, ela é indigna de confiança,
pois como vou ter certeza de que alguma coisa pode ser feita hoje ou não?
Se desejamos andar no espírito, devemos desmentir o diabo e confessar tudo aquilo que Deus diz que é, tudo
aquilo que Ele diz que faz e tudo aquilo que Deus diz que tem: “Eis que as suas mãos não estão encolhidas para
não poder abençoar e nem surdos os seus ouvidos, para não poder ouvir”. A vontade de Deus para nós é a saúde,
a vida, a prosperidade e a paz.
A terceira área que o diabo atacou foi a santidade de Deus, dizendo que Deus não queria que ninguém conhecesse
o bem e o mal, que Deus não queria que ninguém fosse como Ele, que Deus queria ser o único. Aquilo que
Satanás desejou na sua soberba e aquilo que Adão e Eva buscaram na sua desobediência, Deus agora nos
concede, gratuitamente, por meio de Jesus Cristo. Eles queriam ser como Deus e nós agora nos tomamos Seus
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filhos, gerados pela Sua semente. Nisto, Deus prova a Sua santidade, pois nos concedeu aquilo que foi acusado
de não querer compartilhar: a Sua natureza divina.
Como originou-se o primeiro pecado, certamente, os outros pecados se originam, pois todo pecado tem no seu
centro o egocentrismo. Todo pecado, em sua origem, é o ego em ação. A independência é a forma específica de
como o ego se manifesta: “eu tenho minhas opiniões, meus desejos, meus alvos, minha identidade”. Quando o
homem optou por comer da árvore do conhecimento, o seu Ego e a sua alma foi aumentada e passou a ser o
centro da personalidade humana. O propósito de Deus era e é de que o espírito humano fosse o centro, mas o
pecado transformou o homem em algo da alma. O homem se tomou almático. O espírito morreu, o ego se tomou o
centro; por isso o homem passou a ser egoísta, egocêntrico.
A melhor maneira de definirmos o pecado é entendermos que é pecado tudo aquilo que tem origem no ego. Tudo
aquilo que é feito independente de Deus é pecado. Nesse sentido, qualquer coisa pode ser pecado, desde que feita
independentemente de Deus. Pode ser pregar, orar, ou qualquer outra coisa piedosa, se é feita por iniciativa do
ego, é carne; e, portanto, é pecado aos olhos de Deus, ainda que aos olhos dos homens seja algo normal.
Mas podemos ver também que atrás de todo fruto da carne tem também o ego em ação. O que é inimizade? É
quando o ego não é reconhecido. O que é raiva ? É o ego contrariado. O que é ciúme?É o medo de o ego ser
suplantado. O que é divisão ?É o ego que sempre está certo e nunca abre mão. O que é inveja? É quando o ego
não suporta que o outro tenha algo e ele não. Poderíamos analisar cada pecado e observar que o princípio
subjacente a todos eles é a ação do ego.
Assim como todo pecado consiste no egocentrismo, toda virtude consiste no oposto, no altruísmo. Enquanto o
egocentrismo é colocar a si mesmo no centro, altruísmo é colocar o outro no centro. O que é amor? É
esquecer-se de si e olhar para o outro. O que é alegria? É viver contente com o que se tem e o que se é. Diante
disso, vemos então que, para vivermos uma vida no espírito, não basta andar em fé, temos também de andar em
amor. Andar em amor é andar em renúncia do ego. É abandonar o egocentrismo e a independência de Deus, é
negar-se a si mesmo.
Mas há ainda outras formas de vida egocêntrica. O egocentrismo pode se manifestar na autopreservação.
Precisamos saber que autopreservação não é em si mesma pecado; entretanto, pode ser uma atitude egoísta. É
assustador quando vemos a atitude de certos crentes se preservando demasiadamente, não admitindo nenhuma
forma de desgaste, de dor ou de sofrimento. O remédio de Deus para o ego é a cruz, e a cruz implica de uma forma
ou de outra, em alguma espécie de desgaste e perda da comodidade.
A vida no Espírito é uma conseqüência direta de passarmos pela cruz. Só há cristianismo se vivermos pela cruz.
Jesus não apenas morreu numa cruz, Ele viveu uma vida de cruz. Vida de cruz consiste em renúncia diária do ego.
Jesus quando ensinou os seus discípulos a orar em Mateus 6:9-13, terminou a oração dizendo: ”porque teu é o
reino, o poder e a glória”. Reino, poder e glória é tudo aquilo que o homem natural anda buscando.
O que é reino? O reino nos fala de bens, riquezas, respeito e reconhecimento. Todo homem procura essas coisas e
até mesmo fica ofendido quando não alcança esse objetivo. Todos querem construir um reinozinho pessoal
pensando com isso encontrar a realização. Mas o veredicto de Deus sobre isso é: carne. Se buscarmos um reino
para nós mesmos, estamos fora do padrão de Deus. Veja que não é pecado buscar respeito. Reconhecimento, ou
coisas assim, e mesmo o dinheiro em si não é pecaminoso, mas se queremos andar no caminho da cruz, temos de
abrir mão.
E o que é poder? É aquele desejo íntimo de manda;,..de ter a primazia. Muitas vezes, gostamos de poder dizer: “vá
e diga ao fulano que fui eu quem lhe mandou”. Isso é realização, é ser conhecido na praça. O poder também nos
fala de dons e capacidades. Eu posso fazer certas coisas que os outros não podem. Isso me faz sentir feliz e
realizado, mas se desejamos andar no caminho do espírito, temos de ir para a cruz e abandonar esses desejos da
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carne.
E, por fim, o Senhor entregou a glória. Aqui está um ponto realmente crucial do ego: o elogio e a glória. A vida de
cruz consiste em abrir-se mão do reino, do poder e da glória. .
A primeira maneira que Deus usa para nos levar ao fim de nós mesmos é a revelação. Mas quando isso falha, por
causa da nossa dureza e insensibilidade ao Espírito, o Senhor se vê forçado a usar outro recurso: o fracasso, o
vexame. Não é da vontade do Senhor que soframos vexame. Ele vem por causa da nossa dureza e resistência em
aprender por meio da revelação do Espírito. Ele vem também porque muitas vezes temos um conceito errado a
respeito de nós mesmos. Pensamos que somos humildes quando na verdade não o somos. Pensamos que somos
dependentes quando na verdade agimos pelo esforço próprio. Suponhamos que um irmão simples é convidado
para pregar na reunião principal da Igreja, no domingo. Ele certamente vai sentir angústia e até ter uma desinteria,
por medo da responsabilidade. Essa é uma reação interessante, porém é apenas uma expressão da carne por
medo do vexame. Como o irmão está inseguro, ele vai orar bastante, jejuar e meditar na Palavra. Chega o domingo
e a sua pregação é impactante. Os líderes ficam admirados e convidam-no para o próximo domingo também. No
segundo domingo, ele já não fica tão inseguro, mas ainda assim precisa gastar um tempo em oração, buscando a
Deus. Mais uma vez é uma bênção, e a liderança extasiada o convida para mais um outro domingo. Dessa vez, o
nosso irmão já está tão seguro que pensa ser capaz de pregar para um estádio inteiro. Já não ora e nem medita na
Palavra como antes. Ele agora pensa que pode confiar em si mesmo. Ele sobe no púlpito e prega todo o seu
sermão, mas quando olha no relógio não se passaram mais do que dez minutos; então, ele começa a suar
copiosamente, sente calafrios, tonturas, uma pontada no estômago e o seu desejo é sair correndo dali. O terceiro
domingo foi um completo vexame. Veja a maneira como Deus fez. Ele levou aquele irmão a perceber que ele não
era tão dependente e humilde quanto pensava, mas foi só no terceiro domingo que ele percebeu isso. Não é fácil
perceber em nós erro nenhum, mas quando vem o vexame, eles se tomam manifestos.
O que é negar a si mesmo?
Antes de avançarmos no entendimento do princípio da Cruz na vida de Jesus, necessário se faz clarear melhor o
entendimento do negar-se a si mesmo.
O negar-se a si mesmo não é a completa anulação da vontade . Isso evidentemente é impossível. Trata-se
antes de uma renúncia definida quando “minha” vontade quer seguir outra direção diferente da vontade de Deus.
Significa que a vontade de Deus deve ser priorizada, e não a minha própria.
Negar-se a si mesmo não é tornar-se um alienado . Muitos enfiam as suas cabeças dentro de um buraco
pensando que dessa forma estão se negando. Isso, além de ser perigoso, se constitui num sintoma de fuga
neurótica. E Jesus nunca quis dizer tal coisa.
Negar-se a si mesmo não é vida de ascetismo. Na antiguidade muitos monges deixaram suas vidas e paixões.
Essa posição coloca, no entanto, a vida cristã como uma dor constante. A vida seria um peso e dura de ser
suportada. Jesus veio para que o homem tivesse vida abundante. Não queremos retirar a dor da vida normal, do
crescimento sadio, mas não podemos fazer da vida uma apologia à dor. Sofrer gratuitamente, para merecer o favor
de Deus, é uma teologia errada e não está coerente com o tipo de vida que Jesus viveu e ensinou.
Finalmente, negar-se a si mesmo não é a perda do desejo . Quando o desejo se toma concupiscência, ele
passa a ser pecado. E nós já estamos mortos para o pecado e, portanto, livres do seu domínio. Existem, no
entanto, desejos legítimos e bíblicos como o desejo de se casar, ter filhos, pregar o evangelho, salvar vidas, e
coisas assim. Vemos, portanto, que a autonegação proposta por Jesus é, antes de tudo, uma renúncia ao domínio
da própria vida. E isso, sem dúvida, em algumas situações, vai implicar em todos os aspectos que mencionamos
acima. Haverá momentos de aparente perda da vontade. Da aparente alienação, de um também aparente
ascetismo, bem como de uma renúncia de um desejo legítimo. Ex, Paulo optou por não se casar. Mas era uma
questão de consciência particular. Isso acontece em função de que a vida cristã é, em essência, uma contra-cultura
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  • 1. 23/04/2016 Curso de Maturidade no Espírito (Volume 1) vidasparacristo.com/curso-de-maturidade-no-espirito-volume-1/ Curso de Maturidade no Espírito (Volume 1) ÍNDICE PARTE I – PRINCÍPIOS DE REVELAÇÃO NA PALAVRA PARTE II – ANDANDO NO ESPÍRITO PARTE III – TRANSFORMAÇÃO DA ALMA PARTE IV – O PLANO DE REDENÇÃO PARTE V – DISCIPLINAS DO ESPÍRITO PARTE VI – O CARÁTER DE CRISTO EM NÓS PARTE VII – GUERRA ESPIRITUAL PARTE VIII – A PLENITUDE DO ESPÍRITO PARTE IX – REINO E A VOLTA DE JESUS APRESENTAÇÃO É com muita alegria que lhe apresentamos esta apostila do Curso de Maturidade Cristã. Este material na verdade em uma compilação do Curso de Maturidade no Espírito da Igreja Videira de Goiânia, e da Igreja Batista Central de Unai – MG A diferença, entretanto, está no resumo da matéria que fizemos para um melhor aproveitamento na realidade de 1/139
  • 2. nosso ministério, e alguns comentários extras que acrescentamos no intuito de melhorar ainda mais o material que já era de excelente qualidade. Esperamos que de fato você possa fazer um bom uso deste material e ao terminá-lo seja de fato um líder aprovado. Pastor Marcos V Ribeiro Gonçalves Pastor Presidente IGREJA VIDAS PARA CRISTO – GO Nossos Valores Somos adoradores, fomos comprados e lavados pelo Sangue de Jesus Cristo, somos devedores do evangelho, cremos que a missão do IDE é cumprida quando é feita por verdadeiros adoradores, que o adora em espirito e em verdade. Somos discípulos radicais, não negociamos com o pecado, nosso compromisso é com o céu, o reino de Deus e sua justiça, (Mateus 6:33) nosso compromisso é com a porta estreita e com o caminho estreito, ( Mateus 7:13-14) e a renúncia total das coisas do mundo, toda amizade com o mundo e rebelião contra Deus. (Tiago 4:4) Cremos que Jesus nos escolheu para fazer a diferença em nossa geração, (João 15:16) para sermos pregadores da sua palavra a tempo e a fora de Tempo, contamos com a ajuda completa e incondicional do Espirito Santo para nos capacitar a fazer toda obra de Deus. (MARCOS 13:11) Juntos somos Igreja Vidas para Cristo. Nossa Visão Nossa visão é alcançar 4 bilhões de Vidas para Cristo Jesus (4bi são numeros aproximados de pessoas que nunca ouviram falar de Jesus em 2016*), até o ano de 2050, caso Jesus Cristo não volte. Para isso estamos buscando resgatar os fundamentos da igreja primitiva, pois a mesma, sem poder contar com os avanços tecnológicos e áudio visual que temos hoje, alcançou muitas vezes mais do que a igreja de hoje. Para isso buscamos restaurar a pratica de Jejum, de oração no templo, nas casas e restaurando a verdadeira comunhão, Atos 2:42-47 incentivamos que cada cristão seja um ganhador de alma, e um cuidador de vidas. Também ensinamos em nossa Igreja que cada discípulo de Jesus Cristo priorize as coisas do alto e almejem de todo coração as promessas de Deus, Colossenses 3:1-3, como o Nosso Senhor Jesus nos ensina em Mateus 6:33. Juntos somos Igreja Vidas para Cristo. Nossa Missão Nossa missão é odorar ao único e verdadeiro Deus, (João 4:23) que fez o céu e a terra, como Igreja e corpo de Cristo 24 hs, (1 Cr. 23:1–25:31) alcançar os perdidos locais, e alcançar as nações e os povos não alcançados, pregando a palavra a tempo e a fora de tempo, ganhar bilhões de vidas em todo o mundo, (Mateus 28:18- 20) transformando as vidas através do evangelho que é o poder de Deus e povoando o céu de adoradores e remidos pelo sangue de Jesus. (Apocalipse 7:9) Maranata! Juntos somos a Igreja Vidas para Cristo. Igreja em Células. 2/139
  • 3. PARTE I PRINCÍPIOS DE REVELAÇÃO NA PALAVRA Todo homem é espírito, alma e corpo. A concepção geral das pessoas é de que o homem é apenas corpo e alma. Todavia, é importante ressaltarmos que o homem é um ser triúno: corpo, alma e espírito. Em I Tessalonicenses 5:23 lemos”: “O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo, sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo”. . Espírito e alma não são a mesma coisa. Caso fossem, qual seria a necessidade de separá-Ios? Pois, em Hebreus 4:12, Paulo nos diz que a Palavra de Deus é viva e eficaz e penetra a ponto de dividir alma e espírito. Alma e espírito, portanto, não é mesma coisa. Mas qual a necessidade de estudarmos sobre esse assunto? Por que precisamos saber que o homem é espírito, alma e corpo? Isso é fundamental sob muitos aspectos. Essa é a base para a compreensão de todo o fundamento da fé. Vejamos algumas razões pelas quais nos é imprescindível aprender não apenas que o homem possui uma dimensão tríplice, mas também a necessidade de sabermos discernir o nosso próprio espírito humano. Em primeiro lugar, Deus é espírito. Em João 4:24, lemos: “Porque Deus é espírito…” Ora, para que possamos ter contato com a matéria, precisamos ser matéria. Do mesmo modo, para que possamos ter contato com Deus, que é Espírito, precisamos ser um espírito. Em segundo lugar, o próprio conhecimento espiritual é adquirido no espírito. “Em I Coríntios 2: 14, lemos: ;’Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura, e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente”. Veja bem que todo conhecimento que tem valor na vida cristã é adquirido espiritualmente. Em terceiro lugar o novo nascimento é algo que ocorre inteiramente em nosso espírito. “O que é nascido da carne, é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito” (Jo.3:6). Quando Adão pecou, ele morreu, e bem assim toda a sua descendência. A morte de Adão não foi de imediato uma morte física, mas espiritual. O seu espírito morreu para Deus. Não que o homem natural não tenha espírito, mas o seu espírito está morto, incapaz de manter contato com Deus. O novo nascimento é o renascer deste espírito para Deus. Em quarto lugar. A adoração é algo que é feito no espírito. Se falharmos em perceber o nosso espírito, a nossa adoração será comprometida. O máximo que iremos alcançar será um louvor no nível da mente e da alma. Deus é espírito e deve, portanto, ser adorado em espírito (Jo.4:24). . Em quinto lugar, em todo o Novo Testamento, somos exortados a andar no espírito. “Neste ponto alguém pode questionar:” É, mas aí não se refere ao Espírito de Deus?”Todavia, entendemos que aquele que se une ao Senhor é um só espírito com Deus, fomos unidos a Ele, amalgamados, ligados indissoluvelmente (I Cor. 6: 17)”. O Espírito Santo não habita na alma, e sim em nosso espírito humano 3/139
  • 4. recriado. Toda direção que o Espírito nos dá, vem através do nosso espírito. O nosso espírito é a parte do nosso ser que tem a função de contactar a Deus. Em sexto lugar a palavra de Deus diz que somos seres espirituais. Eu sou um ser espiritual. Eu sou da natureza de Deus, fui feito à sua imagem e semelhança. Não devemos pensar que somos o nosso corpo. Nós somos espíritos, e é por isso que estamos aptos para ter comunhão com Ele para ouvir e falar com Ele. Em I Coríntios 14:14, Paulo diz: “Se eu orar em outra língua, então meu espírito ora…” Veja a forma como ele diz: “se eu orar.. Então meu espírito ora” ; veja que o “EU” e o “espírito” são a mesma coisa, mostrando que Paulo se via como um ser espiritual. Evidentemente nós não somos apenas espíritos, somos também alma e corpo. Em Romanos 7: 18, Paulo também diz: “Porque eu sei que em mim, isto é na minha carne…” Veja que ele também diz que ele é matéria. Nós somos um ser triúno. A divisão que ora fazemos é apenas visando facilitar a aprendizagem. Existe um tipo de oração que é feita no nível do espírito. Como poderei fazer esse tipo de oração, se eu nem mesmo sei que possuo um espírito? A adoração é no espírito e a oração também. Vemos que a prática normal da vida cristã implica numa compreensão clara de que somos um ser espiritual, que possui uma alma e habita em um corpo. Há uma grande diferença entre o conhecimento mental e o conhecimento espiritual. Talvez nunca tenhamos questionado por que há tantos filhos de Deus que conhecem a Bíblia e esse conhecimento não os afeta de forma alguma. Esse problema acontece porque conhecem a Bíblia apenas intelectualmente, ou seja, não têm revelação. Por todo o Novo Testamento, nós podemos ver que a maior preocupação de Paulo era a de que os crentes tivessem revelação de Deus. Se observarmos atentamente as orações de Paulo, mencionadas nas epístolas, constataremos que o seu alvo de oração era único: Revelação. Paulo não orava pelo crescimento da Igreja. Paulo não orava por novos líderes, nem por algo semelhante. Como seria mudada a nossa prática de igreja se tomássemos como nossas as orações de Paulo! Simplesmente porque quando houver revelação, as pessoas serão transformadas pela ação da Palavra. A fé se manifestará espontaneamente, e a unção e a vida de Deus irão transbordar. FUNÇÕES DO ESPÍRITO, DA ALMA E DO CORPO. Pela Palavra de Deus e pela experiência, podemos ver que o homem possui três partes, e que cada uma delas possui a sua função específica. O corpo é a parte material onde estão os nossos sentidos físicos. A sua função básica é manter contato com o mundo material através dos cinco sentidos. A alma, por sua vez, é a parte que nos permite contatar a nós mesmos. Diríamos que é a parte que nos permite ter autoconsciência, ou seja, consciência de nós mesmos. A alma é o “eu” e, portanto, o centro da personalidade. O espírito é aquela parte pela qual temos comunhão com Deus. É o elemento que nos dá consciência de Deus. A alma é o centro da personalidade, mas o espírito é a parte mais importante – é o centro do nosso ser. É pelo espírito que podemos adorar a Deus e receber revelação. Deus habita em nosso espírito. 1) FUNÇÕES DO ESPÍRITO O espírito humano possui três funções básicas: intuição, cons ciência e comunhão. 4/139
  • 5. A função da intuição “E vós possuís a unção que vem do Santo, e todos tendes conhecimento”, I Jo.2:20. “Quanto a vós outros, a unção que dele recebestes permanece em vós e não tendes necessidade de que alguém vos ensine, mas como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é falsa. Permanecei nele, como também ela vos ensinou”,I Jo.2:27. A intuição é a capacidade do espírito humano de conhecer e saber independentemente de qualquer influência exterior. É o conhecimento que chega até nós, sem qualquer ajuda da mente ou da emoção, ele chega intuitivamente. As revelações de Deus e todas as ações do Espírito Santo se tornam conhecidas por nós pela intuição do espírito. A nossa mente simplesmente ajuda a entender aquilo que o Espírito Santo revela ao nosso espírito. Muitas vezes, surge um sentimento no nosso íntimo nos impelindo a fazer algo ou nos constrangendo para que não o façamos. Essa sensação interior é a intuição do espírito. Quantas vezes, depois de fazermos alguma coisa. Confessamos: “bem que dentro de mim algo me dizia para eu não fazer” . Todos podemos testemunhar que em muitas circunstâncias passamos por experiências semelhantes á essa. O nosso espírito está funcionando, nós é que não damos crédito. A maioria de nós estamos confinados a uma vida exterior, e quase nunca damos crédito à voz interior no espírito. As coisas do espírito têm de ser discernidas pelo nosso espírito (I Co. 2: 14). Jesus sabia no seu espírito o que os outros arrazoavam. Paulo foi constrangido no espírito. Em todas essas referências, temos a forma como se manifesta a intuição do espírito. Alguém pode me perguntar a esta altura: “como vou saber que é intuição do espírito 7” Eu não sei como você vai saber, mas você vai saber. Alguém poderá lhe perguntar: como você sabe disso 7 E você simplesmente dirá: “Eu sei que sei”. É desta forma que percebemos a intuição. É um saber que não tem origem na mente e nem no mundo físico. “Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão dizendo: conhece ao Senhor, porque todos me conhecerão, desde o menor até o maior deles. Diz o Senhor”, Jr.31:34. Nós vivemos hoje debaixo desta aliança. Todos são ensinados do Senhor. Você não sabe como chegou a saber disso, mas há algo em seu interior que diz que certas coisas não são verdadeiras. Certa vez, uma irmã confidenciou que sentiu uma grande angústia enquanto certo pastor estava pregando. Ela não sabia o motivo daquela angústia no espírito. O irmão mais maduro mostrou-lhe que aquele pastor estava ensinando heresia, pois dizia que Jesus não havia ressuscitado dos mortos. A intuição daquela irmã havia rejeitado o ensino, ainda que a sua mente não entendesse bem a mensagem. A intuição se manifesta pela restrição e pelo constrangimento. Por exemplo, podemos estar pensando em fazer determinada coisa que parece muito razoável, gostamos da idéia e resolvemos ir em frente. Mas algo dentro de nós, uma sensação pesada, opressiva, parece opor-se ao que a nossa mente pensou, nossa emoção aceitou e a nossa vontade decidiu. Parece dizer-nos que tal coisa não deve ser feita. Este é o impedimento, ou a restrição da intuição. Tomemos agora um exemplo oposto. Determinada coisa parece irracional, contrária ao nosso deleite, e muito 5/139
  • 6. contra a nossa vontade. Mas, por algum motivo desconhecido, há dentro de nós um tipo de constrangimento, um impulso, um estímulo para que a façamos. Este é o constrangimento da intuição. É importante ainda frisarmos que há uma diferença entre o conhecer e o entender. O conhecer está no espírito, enquanto o entender está na mente. Conhecemos uma coisa através da intuição do espírito, a nossa mente é iluminada para entender o que a intuição conheceu. Na intuição do espírito, conhecemos a persuasão do Espírito Santo. Na mente entendemos a orientação do Espírito Santo. O conhecimento da intuição, na Bíblia, é chamado de revelação. Revelação é o desvendar, pelo Espírito Santo, da verdadeira realidade de alguma coisa. Esse tipo de conhecimento é muito mais profundo que o conhecimento da mente. A unção do Senhor nos ensina a respeito de todas as coisas pelo espírito de revelação e de entendimento. A Função da consciência É fácil entender a consciência. Todos nós estamos familiarizados com ela. É a capacidade de discernir entre o certo e o errado, não segundo os critérios da mente, mas segundo uma sensação do espírito. (Rm).9:1-At.17:16. .’ Quando comparamos Romanos 9: 1 e Atos.17: 16, vemos que a consciência está localizada no espírito humano. Testificar, confirmar, recusar, acusar são funções da consciência. Em I Coríntios 5:3, Paulo diz que em seu espírito julgou uma pessoa pecaminosa. Julgar significa condenar ou justificar, estas são ações da consciência. Muito freqüentemente, a consciência condena coisas que a nossa mente aprova. O julgamento da consciência não é segundo o conhecimento mental, mas segundo a direção do próprio Espírito Santo. Na Bíblia existem dois caminhos: o caminho tipificado pela árvore da vida e o do conhecimento do bem e do mal. Não somos exortados na Palavra a andarmos segundo, o padrão de certo e errado, mas sim a sermos guiados pelo espírito. Quando você pára diante de um cinema, qual é a sua ponderação? “Não é pornográfico, não é errado, não faz mal, portanto, eu posso assistir”. Tais ponderações não são da consciência. É a mente decidindo, independentemente. A consciência não faz ponderações, apenas decide. Há muitas coisas que a nossa consciência recusa, mas a nossa mente aprova. Devemos rejeitar de uma vez por todas o caminhar segundo a mente e segundo a árvore do conhecimento, devemos ser guiados pelo espírito, pelo princípio da vida de Deus em nós, percebido em nossa consciência. Precisamos ser absolutos com aquilo que Deus condena em nossa consciência. Nunca devemos tentar explicar o pecado, justificando-o. Sempre que houver uma recusa em nossa consciência, devemos parar imediatamente. Alguns tentam se justificar dizendo que não têm muita convicção se determinada coisa é errada ou não. Romanos 14:23 nos diz que tudo o que não vem da plena certeza e da fé, é pecado. Só podemos servir a Deus estando com a nossa consciência limpa. Todos nós podemos testificar que a ação da nossa consciência não depende de nosso conhecimento da Bíblia. Muitas vezes, sentíamos que algo era errado e só depois descobríamos aquela proibição na Bíblia. Sem que ninguém nos ensinasse, sabíamos que o nosso namoro estava errado, que as nossas finanças estavam desajustadas. Aquele que é nascido de Deus tem no seu espírito a voz do Espírito Santo a falar pela sua consciência. Ninguém jamais poderá dizer que não sabia. A nossa consciência tem a função de testificar conosco a vontade de Deus. A Função da comunhão “Meu espírito exulta em Deus meu salvador”, Lc1: 47. “O que se une ao Senhor é um só espírito com Ele”. I Cor. 6: 17. 6/139
  • 7. Comunhão é adorar a Deus. Toda comunhão genuína com Deus é feita no nível do nosso espírito. Deus não é percebido pelos nossos pensamentos, sentimentos e intenções, pois Ele só pode ser conhecido diretamente em nosso espírito. Aqueles que não conseguem perceber o seu próprio espírito, não conseguem também adorar a Deus em espírito. É no nosso espírito que nos unimos ao Senhor e mantemos comunhão com Ele. Tudo o que Deus faz, Ele faz a partir do nosso espírito, sempre de dentro para fora. Esta é uma maneira bem prática de sabermos o que vem de Deus e o que vem do diabo. O diabo sempre começa a agir de fora, pelo corpo, tentando atingir nossa alma. Deus, por sua vez, age de dentro para fora. Sempre que formos adorar a Deus, devemos nos voltar para o nosso coração, pois é nele que percebemos o nosso espírito. Não procure exercitar a mente na hora de adorar, exercite o espírito através do coração. É por isso que a adoração com cânticos em línguas é mais eficiente, pois a nossa mente fica infrutífera e podemos exercitar o espírito livremente. Quando o fogo vier queimando no coração, absorva-o completamente. Quando vier como um rio transbordante, beba-o completamente. A comunhão é sempre percebida no coração. COMO EXERCITAR O PRÓPRIO ESPÍRITO Precisamos separar o nosso espírito de nossa alma (B. 4: 12). Se formos incapazes de separar a nossa alma do espírito, seremos incapazes de contatar o Senhor e até mesmo de servi-lo. A maneira como Deus nos leva a perceber o nosso próprio espírito passa por três caminhos: Em primeiro lugar, devemos entender que a alma esconde, encobre o espírito assim como os ossos encobrem a medula. Se quisermos ver a medula temos de quebrar os ossos. Por isso, a alma precisa ser quebrada. Sem quebrantamento é difícil percebermos o nosso espírito. Portanto, a primeira maneira que Deus usa para percebermos o nosso próprio espírito é pelo quebrantamento da alma. Nestas circunstâncias nos tomamos sensíveis a Deus em nosso espírito. Em segundo lugar, a palavra de Deus também tem esse poder de separar alma e espírito. Deus, na verdade, usa o quebrantamento pelas circunstâncias, e o poder da palavra para separar a alma e o espírito. Hebreus 4: 12 diz: Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir pensamentos e propósitos do coração. Uma terceira maneira para percebermos o nosso espírito humano é orando em línguas. Paulo diz em I Coríntios 14: 14 que aquele que ora em línguas tem o próprio espírito orando enquanto a mente (alma) fica infrutífera. Portanto, se você não ora em línguas, busque do Senhor esta experiência, pois através dela você vai crescer no seu próprio espírito. Paulo diz em Romanos 1:9 que ele serve a Deus no espírito. O mesmo se aplica a cada cristão. Precisamos aprender a exercitar o nosso espírito. A obra de Deus em nosso espírito já foi completada. É como uma lâmpada que se acendeu. Jesus disse que o Espírito está pronto (Mt. 26:41). A obra de Deus em nosso espírito já foi completada. Fomos regenerados, nascemos de Deus, e Ele agora habita em nosso espírito. A nós cabe apenas exercitá-lo. Observe uma criança que acabou de nascer. Ela é perfeita, mas precisa ainda ser aperfeiçoada. Ele tem uma boca perfeita, mas não sabe falar. Ela possui pés perfeitos, mas não sabe andar ainda. O nosso espírito está pronto, mas precisa ser aperfeiçoado pelo exercitar. 2) FUNÇÕES DA ALMA 7/139
  • 8. A Palavra de Deus nos mostra clara e inequivocamente que a alma humana é composta por três partes: a mente, a vontade e a emoção. A alma é a sede da nossa personalidade, é o nosso “EU’”. É por esse motivo que, em muitos lugares, a Palavra de Deus chama o homem de “alma”. As principais características do homem estão na sua alma, tais como idéias, pensamentos, amor, etc. O que constitui a personalidade do homem são as três faculdades: mente, vontade e emoções. A função da vontade “Disponha agora o vosso coração e a vossa alma para buscardes o Senhor Deus” I Cr. 22: 19. Buscar é uma função da vontade; vemos que a vontade está na alma. Em Jo 6: 7, lemos… “Aquilo que minha alma recusava em tocar”… Recusar é uma função da vontade escolheria, antes ser. Escolher também é uma função da vontade. Vemos então, por esses trechos, que a vontade é uma função da alma. A vontade é o instrumento para nossas decisões e indisposições: queremos ou não queremos. Sem ela o homem seria reduzido a um ser autômato. É a vontade do homem que também resolve pecar ou servir a Deus. É na nossa alma que está o nosso poder de escolha. A função da mente Provérbios 2:10;19:2 e 24: 14 sugerem que a alma necessita de conhecimento. O conhecimento é uma função da mente; logo, a mente é uma função da alma. “As suas obras são admiráveis e a minha alma o sabe muito bem”. Sl.139: 14. Saber é uma função da mente, e, portanto, também da alma. Lamentações 3: 20 diz que a alma pode se lembrar e sabemos que a lembrança é função da mente. Por isso podemos afirmar que a mente é uma função da nossa alma. A mente é a função mais importante da alma. Se a nossa mente for obscurecida, nunca poderemos chegar ao pleno conhecimento da verdade. A nossa mente é renovada para poder experimentar e entender a vontade de Deus, que é revelada em nosso espírito. A Função da Emoção A emoção é uma parte importante da experiência humana. As emoções dão cor à nossa vida; todavia, jamais podemos nos deixar ser guiados por elas. Isso porque a emoção é uma parte da alma. As emoções se manifestam de muitas formas: amor, ódio, alegria, tristeza, pesar, saudade, desejo, etc. Em I Sm.I8: 1, Ct.l:7 e S1.42: 1, percebemos que o amor é alguma coisa que surge em nossa alma. Provando, portanto, que dentro da alma, existe uma função como a emoção. Quanto ao ódio, podemos ver em II Sm.5:8, EZ.36:5 e S1.117: 18 expressões tais como: menosprezo, aborrecimento e desprezo. Essas são expressões de ódio e todas elas procedem da alma. A alma, portanto, tem a função de ter emoções tais como o ódio. Poderíamos citar ainda a alegria em Is.61: 10 e S1.86:4 como uma emoção da alma e ainda a angústia ou o desejo, I Sm.30:6 e 20:4, Ez.24:25 e Jr.44:I4. Todos os trechos que lemos até agora já servem de base para constatarmos que a alma de fato tem três funções: a mente, a vontade e a emoção. Percebemos também que o espírito do homem tem também três funções ou partes distintas: a consciência, a comunhão e a intuição. 8/139
  • 9. A TANFORMAÇÃO DA ALMA. Uma das verdades mais importantes da vida cristã é o fato de que, agora, Deus habita em nós, na pessoa do Espírito Santo. Como já dissemos, Cristo agora é a nossa vida. Se falharmos em entrar em contato constante com o Espírito Santo que habita em nosso espírito, a nossa vida, e, conseqüentemente, o nosso caráter serão seriamente prejudicados. É realmente muito importante sermos capazes de distinguir aquilo que vem do espírito. Deus fala é no nosso espírito. Se não soubermos a diferença entre alma e espírito, como podemos discernir a voz e a vontade de Deus para nós? A Palavra de Deus nos mostra que aqueles que andam segundo o padrão da alma são chamados carnais. Carnal não é exatamente aquele que anda na prática do pecado. Quem anda na prática do pecado, possivelmente nem tenha nascido de novo, pois aquele que é nascido de Deus não vive na prática do pecado (Jo.3:9). O carnal é aquele que sinceramente tenta fazer a vontade de Deus e conhecer a sua vontade, todavia, ele o faz exercitando a alma. Nesse sentido, os cristãos que vivem segundo o padrão da alma tendem a seguir aquela função da alma que lhes é mais peculiar. Por exemplo, pessoas mais emotivas tendem a usar as emoções como critério de vida espiritual. Se sentem calafrios e fortes emoções conseguem fazer a obra de Deus, mas se estas emoções se vão, também seu ânimo se esvai. Há outros, porém, que recusam esta emotividade da alma e andam segundo o padrão da mente. Estes chegam mesmo a criticar os emotivos como sendo carnais. O que eles não percebem é que andar segundo a mente também é da alma. Estes irmãos tendem a ser extremamente críticos e naturais na obra de Deus. Geralmente, não aceitam o sobrenatural e querem colocar o Espírito Santo nos seus padrões de mente. Há ainda um terceiro tipo de cristão da alma, são aqueles que andam segundo a empolgação da vontade. Poderíamos chamá-los de crentes “oba-oba”. Sempre estão empolgados para realizar alguma atividade, entretanto, o fogo se apaga logo. Não possuem perseverança alguma. Estes crentes chegam mesmo a argumentar em nome de sua pretensa sinceridade: “Se eu não estou com vontade, eu não preciso orar nem ler a Bíblia, pois, afinal, Deus não quer sacrifício“. Parece muito piedoso, mas se tratam apenas de desculpas da carne para não servir a Deus. Se andamos segundo a alma, invariavelmente cairemos em um destes três pontos, ou em todos eles. Os que andam na carne não podem agradar a Deus. (Rm.8:8). Não devemos pensar que a nossa alma é ruim, isto não é verdade. O erro é caminharmos confiados na sua capacidade de pensar, entender e sentir. Se andamos pela alma já não andamos por fé. Existe algo, entretanto, que devemos fazer com a alma: devemos transformá-la. Veja que o nosso espírito já foi recriado, regenerado. Toda a obra de Deus em nosso espírito já foi completada. O nosso espírito é como uma lâmpada que se acendeu dentro de nós. Ela está acesa e nunca mais se apagará. O novo nascimento aconteceu num instante, mas a nossa alma agora deve ser transformada. O processo de transformação da alma é algo que dura a vida inteira. Como a nossa alma deve ser transformada? Pela renovação da mente. A mente é a primeira função da alma. Se mudamos a mente, estaremos mudando toda a nossa vida. A única maneira de mudarmos a nossa mente é conformando-a com a Palavra de Deus. “E não vos conformeis com este século, mas transforma i-vos pela renovação da vossa mente…”. Rm.12:2 Eu colaboro com o Espírito Santo na minha própria transformação à medida que me encho com a Palavra de Deus. Com relação ao nosso espírito, devemos exercitá-lo constantemente para mantermos contato com Deus; e com relação à nossa alma, devemos transformá-la, mediante a renovação da nossa mente com a Palavra de Deus. 9/139
  • 10. 3) FUNÇÕES DO CORPO A Palavra de Deus nos diz que o nosso corpo é apenas a nossa casa terrestre. É o lugar onde moramos neste mundo. A função básica do corpo é ter contato com o mundo físico. Paulo nos diz em II Coríntios 5: 1-4 que o nosso corpo é a nossa casa terrestre, mas haverá um dia em que seremos revestidos da nossa habitação celestial. O nosso corpo não tem conserto e nem salvação. Precisamos receber outro corpo. No céu não teremos uma nova alma, mas teremos um novo corpo. O nosso espírito foi regenerado, a nossa alma está sendo transformada e o nosso corpo será glorificado. Vemos aqui os aspectos passados, presentes e futuros da nossa salvação. Função da sensação A função da sensação é a porta do nosso ser. Ela se constitui nos cinco sentidos do corpo. Tudo o que entra em nossa alma, entra através dos cinco sentidos. Se desejarmos obter vitória sobre o pecado, precisamos disciplinar o nosso corpo para que através dele não entre nada sujo ou pecaminoso. A Função da locomoção Evidentemente, é função do nosso corpo se locomover. O nosso corpo é a parte mais inferior, pois é ele que tem contato com o mundo físico, e para o nosso corpo é impossível perceber as coisas espirituais. Função de instinto Os instintos são reações do organismo que não dependem do comando da nossa alma. São reações automáticas e em si mesmas não são pecaminosas. Entretanto, elas são a base da concupiscência da carne. Deus criou os instintos bons, mas por causa do pecado, eles foram degenerados e hoje precisamos exercer domínio sobre eles. Há três grupos de instintos básicos: de sobrevivência, de defesa e sexual. O instinto de sobrevivência inclui o comer, o beber e as necessidades fisiológicas. São inatos, ninguém precisa ensinar a criança a mamar, ela já nasce sabendo. O pecado transformou esse instinto natural em glutonaria e bebedices. O instinto de defesa inclui os atos reflexos de proteção, como esquivar-se, esconder-se, proteger-se. O pecado o transformou em brigas, facções, iras e todo tipo de violência. E o instinto sexual foi corrompido para se transformar em adultério, fornicação, prostituição, sodomia e coisas parecidas. Não devemos permitir que esses instintos naturais, que permanecem em nós, mesmo depois que somos convertidos, nos controlem. O corpo deve ser um servo e não um Senhor. A disciplina do corpo Precisamos estudar as funções do corpo para compreendermos que o diabo está de fora, e Deus está dentro de nosso espírito. Sendo assim, tudo o que é do diabo vem de fora para dentro e tudo o que é de Deus vem de dentro (do nosso espírito) para fora. Veja a maneira como o inimigo age: Ele primeiro procura entrar pelas portas da alma que são os sentidos do corpo. O processo sempre começa com o inimigo tentando chamar a nossa atenção. Uma vez que ele tem a nossa atenção, ele tentará despertar algum instinto básico do nosso corpo. Como já vimos, os nossos instintos foram corrompidos pelo pecado e tomaram-se aliados do diabo. Quando ele desperta um 10/139
  • 11. instinto, nós dizemos que estamos sendo tentados. . Uma vez que o instinto é despertado, o próximo passo é produzir um desejo. O desejo ainda não é pecado se ele for apenas uma forte tentação e ser tentado ainda não é pecado. O pecado acontece quando o nosso desejo se transforma em intenção. Jesus disse que qualquer um que olhar com intenção impura para uma mulher, já adulterou com ela (Mt. 5:28). Quando compreendemos a forma como o diabo age, fica mais simples alcançar vitória sobre ele. Além disso, há algo que a Palavra de Deus diz que devemos fazer com o nosso corpo: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”. Rm, 12:1 Devemos ofertar o nosso corpo a Deus e trazê-lo debaixo de disciplina. Disciplinar não é usar de ascetismo, mas é simplesmente não fazer a vontade do corpo. O nosso corpo e a nossa alma são a parte do nosso ser natural que é chamada de carne, no Novo Testamento. O carnal, então, é aquele que vive no nível do natural; ou seja, no nível da alma e do corpo. Algumas implicações práticas: Há uma atitude que devemos ter em relação a cada parte do nosso ser: 1. a) O espírito deve ser exercitado – Com relação ao nosso espírito, precisamos exercitá-lo. A obra de Deus em nosso espírito está pronta, daí dizer-se que o espírito está pronto. Todavia, assim como uma criança nasce perfeita, mas ainda precisa ser aperfeiçoada, também acontece o mesmo com o nosso espírito. 2. b) A alma deve ser transformada – A nossa alma deve ser transformada. Romanos 12: 1 e II Cor 3: 16 nos dizem como isso deve acontecer: pela renovação da mente. 3. c) O corpo deve ser disciplinado – Por fim, o nosso corpo deve ser disciplinado como é ensinado em Romanos 12: 1. Com relação à salvação podemos dizer: 1. a) O nosso espírito foi regenerado no passado – a vida de Deus foi colocada dentro do nosso espírito. É como uma lâmpada que se acendeu. A obra está completa. Por isso, o Senhor disse que o espírito está pronto (Mt. 26:41). 2. b) A nossa alma está sendo transformada no presente – o alvo de Deus é que esta vida que está no espírito possa transbordar para nossa alma a ponto de saturá-la e transformá-la. 3. c) O nosso corpo será glorificado no futuro – o ápice da obra de Deus é a manifestação dos filhos de Deus na glória. Com relação ao propósito de Deus podemos comparar: 1. a) O corpo aponta para o Egito – do ponto de vista de Deus o corpo é o lugar onde o pecado habita e, portanto, não tem remédio. Deveremos receber um corpo glorificado. 2. b) A alma aponta para o deserto – depois de termos sido salvos, precisamos nos perguntar se estamos vivendo no nível da alma ou do espírito. 11/139
  • 12. A vida da alma é lugar de aridez e falta de fruto. Viver pela alma é viver no deserto. . 1. c) O espírito aponta para Canaã. A boa terra aponta para Cristo. Deus queria que. Israel desfrutasse da boa terra assim como deseja que hoje desfrutemos do Senhor Jesus. Sabemos que o Senhor habita em nosso espírito, daí entendemos que é no espírito que devemos desfrutar dele. A REVELAÇÃO NO ESPÍRITO Na vida cristã o ponto mais importante é o conhecimento espiritual, a revelação. Como já mostramos anteriormente, a maior preocupação de Paulo, em todas as suas epístolas, era com revelação (EL1: 1519, Ef.3: 1419). É interessante vermos que Paulo não orava pelo crescimento das igrejas locais. Em nenhum lugar Paulo faz votos pelo crescimento numérico da igreja. Paulo não ora pelo prédio onde os irmãos deveriam se reunir. Paulo tinha uma única oração: por revelação. Precisamos entender que o Novo Testamento tem um ponto central. E não digo que não devemos orar por coisas como as que já mencionei, elas têm a sua devida importância. Mas não são o ponto central. O ponto central de todo o Novo Testamento é Cristo. Mas não apenas Cristo, mas Cristo dentro de nós, em nosso espírito. O que tem valor realmente é conhecermos Cristo, por revelação, em nosso espírito. Se possuirmos revelação de Cristo, espontaneamente, todas as áreas de nossa vida serão afetadas e transformadas. É preciso estar claro para você que revelação não é descobrir algo que ninguém conhecia na Palavra de Deus. Antes, é saber pelo espírito algo que a nossa mente talvez até já saiba. É simplesmente ver do ponto de vista de Deus. É ver como Deus vê. (I Cor. 2:11-12; II Cor. 3:6 e4:6; II Cor. 5:16; Jo. 20:11-16; Lc.24:13-16 e 30-31.) Por que muitas pessoas conhecem a Palavra de Deus e não são transformadas? Porque o homem natural não entende as coisas do Espírito de Deus. Porque estas coisas se discernem espiritualmente, ou seja, por revelação. Uma coisa é o conhecimento natural e carnal, outra coisa é o conhecimento espiritual ou revelação. Paulo diz que antes ele conhecia Jesus na carne, mas depois passou a conhecê-lo pelo Espírito. Assim que, nós, daqui por diante, a ninguém conhecemos segundo a carne; e, se antes conhecemos Cristo segundo a carne, já agora não o conhecemos deste modo. II Cor. 5:16. Quando a revelação de Deus vem, então, há crescimento, há discipulado, há maturidade cristã, há missões, há novos líderes, tudo o mais é apenas conseqüência de termos as nossas vidas impactadas pela luz do Espírito Santo. À medida que nossos olhos espirituais se abrem e entendemos com todos os santos a dimensão do seu poder dentro de nós, então, há uma explosão de poder e autoridade. Esta geração vai descobrir a autoridade que tem e a suprema grandeza do poder de Deus que opera dentro de nós. Não adianta saber com a mente, temos que ter revelação no espírito. (Ef. 1: 15-19). (Ef.3:14-19). CONDIÇÕES PARA SE OBTER REVELAÇÃO 12/139
  • 13. Observando a Palavra de Deus podemos dizer que há pelo menos quatro fatores essenciais para se obter revelação. O primeiro fator é conhecer a Palavra de Deus. Por definição. Revelação é tomar algo que estava oculto, ou escondido é trazer à tona para que todos vejam. O que significa isto? Eu simplesmente não vou ter revelação alguma se a Palavra de Deus estiver oculta para mim. Precisamos conhecer a Palavra de Deus antes de recebermos revelação. Evidentemente, o mero conhecimento mental da Bíblia não tem valor algum. Se tudo o que você tem é mero conhecimento mental, então você não tem coisa alguma. É do conhecimento de todos que os espíritas e os católicos lêem a Bíblia e, no entanto permanecem no erro. É assim por que o mero conhecimento mental não muda a vida de ninguém. Por outro lado, há um princípio espiritual em I Coríntios 15:46: “Mas não é primeiro o espiritual e, sim o natural; depois o espiritual. ” Antes de termos o conhecimento espiritual precisamos do conhecimento natural. Como podemos ter revelação no espírito de algo que nem conhecemos com a mente. Antes de termos revelação precisamos encher a nossa mente com a Palavra de Deus. Gaste tempo lendo, estudando, meditando, ouvindo, falando e praticando a Palavra de Deus. Na medida em que isso for se tomando real, naturalmente, o seu espírito será exercitado e as revelações virão. O segundo fator é ter olhos para ver. E isto acontece através do novo nascimento. Vamos tomar o exemplo de um baú. Se queremos ver o que está dentro de baú, a primeira coisa que temos de fazer é abri-lo e retirar o que queremos ver. É isto que dissemos quando falamos sobre abrir a palavra de Deus. Mas suponhamos que depois de abrir o baú descobríssemos que não podemos ver, somos cegos. Nesse caso, não poderíamos ver o que está sendo revelado. O mesmo acontece conosco. Não basta abrir a Bíblia, precisamos de olhos para ver. Em I Coríntios 2: 14 lemos que: “o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura, e não pode entendê-las porque elas se discernem espiritualmente.” Se ainda não fui regenerado não vou ter condições de ter revelação. Aquele que não nasceu de novo é cego para Deus, não pode ver as coisas do Espírito. O terceiro fator é a luz que virá através do batismo com o Espírito Santo. Suponhamos que já tenhamos aberto o baú, temos condições de enxergar, mas não há luz. Ainda assim não vamos ver coisa alguma. Deixar de ser cego é uma questão de novo nascimento, mas ter luz aponta para a experiência do batismo no Espírito Santo. O crente que ainda não foi batizado no Espírito, é filho de Deus, mas vive como homem natural, não discerne as coisas do Espírito. Ele até pode louvar, mas não pode adorar. Pode até conhecer a Bíblia, 13/139
  • 14. mas não tem revelação. A terceira condição, então, é ser batizado no Espírito Santo. Quero lembrar ainda mais uma vez que ter revelação não é ver algo que ninguém nunca tenha visto, antes, é ver as mesmas coisas com a luz do espírito. É quando as letras da Bíblia parecem saltar aos nossos olhos, e aquilo que já sabíamos com a mente adquire agora uma intensidade e uma realidade antes desconhecida. Por exemplo, você já sabia que era templo do Espírito Santo, mas depois que vem a revelação do Senhor sobre esta verdade, tudo parece ser diferente e, uma nova atitude de santidade brota de dentro de nós, afinal, você agora sabe que alguém tremendamente santo habita dentro de você. O quarto fator são os olhos abertos. Suponhamos que já tenhamos aberto o baú, já podemos ver, há luz, mas inesperadamente os olhos estão fechados. Não podemos ver algo que está oculto, não podemos ver se não enxergamos, também não podemos ver se não houver luz, mas mesmo que tenhamos tudo isso, ainda não verá coisa alguma se estivermos com os olhos fechados. Na Bíblia, os olhos são o nosso coração. Ter os olhos fechados é ter o coração fechado. Muitos de nós têm fechado o coração para aprender com certos irmãos, por isso mesmo Deus os tem resistido e não possuem revelação do Senhor. Devemos ser muito cuidadosos com o nosso coração, pois é por ele que vem todas as coisas de Deus. Tudo passa pelo coração. Em Apocalipse 3:20, o Senhor Jesus diz para os crentes de Laodicéia que ele está à porta batendo. Esta palavra foi dita para crentes e não para incrédulos. Eles estavam com o coração fechado e o Senhor dizia querer entrar. Do mesmo modo, Deus hoje tem batido a porta do nosso coração para que nós abramos para Ele, para que tenhamos sede Dele, fome de Sua palavra e anseio por Sua presença. Não adianta termos todos os ingredientes se nos faltam os olhos abertos, o coração escancarado para o Senhor. O quinto fator é ter um coração consagrado a Deus A principal questão para se alcançar revelação é tratar com o coração. É no coração que a luz de Deus resplandece (lI Co.4:6). Se o nosso coração estiver com problemas, não perceberemos a luz de Deus. Em Juizes 16:20-21, lemos que Sansão foi derrotado pelos filisteus e estes lhe cegaram os olhos. Por que Sansão foi derrotado? Porque ele era nazireu consagrado ao Senhor, e o sinal da sua consagração era o seu cabelo. Quando o seu cabelo foi cortado, então, a sua consagração também foi cortada. Todas as vezes que a nossa consagração e obediência a Deus são quebradas, uma nuvem escura vem sobre nós. Tomamo-nos como cegos para as coisas espirituais. O pecado é algo terrível que produz insensibilidade em nosso coração e nos incapacita a ouvir e a receber de Deus. O alvo do diabo, como já dissemos. é impedir que vejamos. Ele quer que sejamos cegos sobre Deus e Seu propósito. Quando o pecado entra em nossas vidas, o diabo tem espaço para nos cegar e, assim, somos impedidos de obter revelação de Deus. A revelação do Senhor é para aqueles que O obedecem,que têm um coração consagrado, dado e ofertado a Deus. Existem muitos servos de Deus que não conseguem entender as coisas do espírito como se fossem homens não convertidos. Por que acontece isso? Porque são servos que erram no coração. Não têm um coração consagrado ao Senhor. Por causa disso, os seus olhos espirituais, os olhos do coração, estão cegados e eles não podem ver as coisas espirituais. Esse não é o único, mas talvez seja o principal motivo da cegueira no meio do povo de Deus. 14/139
  • 15. Por outro lado, aqueles que andam em obediência se tomam cada vez mais’ sensíveis e aptos para receberem de Deus em seus espíritos. O sexto fator é ter um coração ensinável. Com relação ao ensino, existem dois tipos de crentes na casa de Deus: Há aqueles que são portadores de uma doença que eu costumo chamar de complexo de Adão. Eles julgam que não devem aprender nada com ninguém, pois Deus vai ensinar tudo para eles. Na sua presunção, estes irmãos jogam fora séculos de história e de mover de Deus, e esperam que Deus comece tudo outra vez com eles. Por outro lado, há um segundo tipo, que são os piores: aqueles que julgam que já sabem tudo. Quem já sabe tudo não precisa mesmo aprender com ninguém, e nem mesmo precisa buscar revelação. Eles detêm todo o conhecimento da humanidade. Tais irmãos não devem esperar algo no Senhor, pois Deus os resiste. Tudo isso é soberba e Deus resiste ao soberbo, mas dá graça ao humilde. (I Pe.5:5). Em apocalipse 3: 18, o Senhor aconselha a igreja de Laodicéia a comprar colírio para que possa ver. Esse ver é algo no espírito. Colocar colírio nos olhos significa buscar um coração ensinável. Quem não se dispõe a aprender com os outros, também não vai aprender diretamente com o Senhor. Sansão ficou cego por causa da falta de consagração; os laodicenses ficaram cegos por causa de um coração soberbo que julgou saber todas as coisas. Revelação é simplesmente desvendar, é revelar algo que estava oculto. Mas não basta apenas revelar o que está oculto, é preciso que haja luz; caso contrário, não poderei enxergar. Eu posso revelar o que está oculto em uma caixa, mas se não houver luz, de nada vai adiantar. O desvendar é importante, mas a luz é imprescindível, porque se em mim não houver olhos para enxergar, então tudo foi em vão. O ministro deve abrir a Palavra e isso acompanhado de muita luz do Senhor, mas se as pessoas estiverem cegas, de nada adiantará. Antes de tudo é preciso que tenhamos olhos para enxergar. Se não cairemos no mesmo problema dos fariseus: tinham olhos, mas não viam, tinham ouvidos, mas não ouviam. Eu não devo buscar aprender sozinho aquilo que meu irmão já sabe, pois Deus não vai me ensinar. Mas se eu me disponho a aprender com meu irmão, então a luz de Deus virá através dele. Se em nossa cidade Deus está se movendo em algum lugar, eu devo me dispor a ir até lá para aprender, pois se eu não o fizer e tentar aprender sozinho, Deus poderá me resistir. Deus resiste ao soberbo. Que o Senhor nos dê-colírio para que possamos enxergar e alcançar revelação dentro da sua Palavra. O sétimo fator é ter um coração limpo. Em Mateus 5:8, Jesus disse que os limpos de coração poderiam ver a Deus. Veja bem que esse ver é uma promessa para o futuro, mas também se refere ao tempo presente quando podemos ver por revelação a Deus (I Cor.2:9-10). Há muitos que não podem ter revelação pelo simples fato de terem um coração impuro diante de Deus. Não é suficiente ter um coração limpo, precisamos ter um coração puro. Ser limpo significa não ter pecado oculto. Significa a apropriação completa do perdão do sangue de Jesus. Mas quanto a ter um coração puro não é simplesmente uma questão de pecado. Um copo d’água pode ter a água limpa, porém misturada (Ex: água com açúcar), portanto há corações limpos que não são de modo algum puros. 15/139
  • 16. Ter um coração puro significa ter um coração sem misturas. Se o nosso coração está cheio de coisas profanas, fica difícil enxergarmos as coisas do espírito. Existem muitas coisas que não são pecaminosas. Mas que tomam o nosso coração impuro. Por exemplo, uma pessoa que acaba de abrir uma loja. Apesar de o seu coração não estar sujo, ele estará cheio de interesse pelo comércio. Durante todo o dia, ele vai estar voltado para as coisas da loja. Se em nosso coração há um interesse pelo Senhor, mas um interesse igualmente grande por outras coisas, o nosso coração está impuro. Ter um coração puro é ter um coração para Deus. “Quem mais tenho eu ,no céu? Não há outro em que eu me compraza na terra” (Salmo 73:25). Davi foi chamado de o homem segundo o coração de Deus por causa do seu prazer inteiramente colocado Nele. O oitavo fator é ter um coração sem véu Em II Coríntios 3: 15, lemos: “Mas até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles”, Paulo está nos dizendo aqui que há um véu sobre o coração dos judeus que os impede de enxergar a revelação de Jesus. Que véu é esse? O véu do tradicionalismo. Por que há tantos que não se rendem às evidências do batismo no Espírito Santo? A história comprova o crescimento das igrejas, os sinais comprovam-No, a maturidade das vidas também. Porque, então, ainda dizem que tudo é mentira? Só pode ser por causa desse véu que está posto sobre o seu coração. Não é Deus quem coloca o véu, somos nós mesmos. Quando nos enrijecemos em um conceito natural e humano, estamos colocando sobre o nosso coração um véu que nos impede de enxergar novas revelações. Durante toda a história, esse fato pode ser percebido. Deus sempre usa um homem para trazer uma revelação, mas esse mesmo homem de novo resiste às novas revelações que Deus quer trazer através de outros. Deus não pára, nós é que nos endurecemos em nossa tradição humana. Se desejamos revelação, devemos abrir mão do tradicionalismo humano. Ser tradicional é estar fechado para qualquer palavra nova que Deus esteja falando. E, nesse sentido, existem tradicionais que oram baixo e que oram alto. Há tradicionais que oram em línguas e outros que não oram. Tradicional é aquele que está preso ao passado. Veja que um coração correto é básico. Se desejamos revelação, é fundamental nos enchermos com a Palavra de Deus. CARACTERÍSTICAS DA REVELAÇÃO. 1. homem é um ser triúno: possui espírito, alma e corpo. Temos de avançar e aprender as coisas de Deus pelo nosso espírito e não apenas pela mente. Mas às vezes, quando falamos de saber algo no espírito. Isso parece ter outro sentido para alguns irmãos. A palavra de Deus nos diz claramente sobre o que devemos ter revelação. Alguns irmãos querem ter revelação de coisas sem importância e chegam a ensinar que revelação é descobrir algo que jamais alguém viu ou percebeu. A Palavra de Deus tem um ponto central. Todo propósito de Deus na história tem um ponto central e esse ponto central é uma pessoa: Jesus Cristo. Mas não apenas Cristo; Cristo dentro de nós. É sobre isto que devemos ter revelação. O problema da Igreja é que ela se dispõe a conhecer muitas coisas que fogem do ponto central de Deus: Cristo. Mas pode ser que muitos conheçam essas verdades e ainda assim não percebam nada diferente em suas vidas. Como podemos saber se temos ou não revelação? Podemos dizer que existem quatro sinais ou evidências: quando temos revelação de uma verdade esta revelação vai gerar em nós: (1) vida. (2) fé, (3) mudança de vida e (4) ajuda 16/139
  • 17. na hora da tentação. 1) Revelação gera vida Em João 6:63, Jesus disse: “Estas palavras que vos digo são Espírito e vida .” Quando o Senhor fala conosco na Palavra, isso vai gerar vida dentro do nosso ser. A primeira característica de alguém que recebeu revelação do Senhor é que ela vai expressar vida. A letra é morte, mas a palavra que sai da boca de Jesus vem acompanhada do seu sopro e este é o Espírito. Quando o Senhor fala, então há luz, porque a luz está na vida (João 1:4). Sempre que o Senhor fala, há vida e nos enchemos dela. A revelação da Palavra nos enche de vida. Devemos ter a vida a jorrar em nós como uma fonte para saciar os outros. O que todos procuram é vida. Na Bíblia, existe um símbolo de vida que é o vinho. Porque o vinho é símbolo de vida? Porque os seus efeitos são semelhantes. Quando alguém se enche de vinho, ele vai se sentir mais corajoso, mais audacioso, ficará mais sorridente, cheio de alegria, se tomará falante, com muito ânimo e disposição. Até a sua pele vai mudar se tomando mais rosada e os olhos mais brilhantes. Tudo isso é a vida se manifestando. É verdade que tudo isso é passageiro, pois o vinho é apenas uma figura e não a realidade, uma mera falsificação da suprema realidade de vida que é a pessoa do Senhor Jesus. Quando nos enchemos do Senhor, nós temos todas essas expressões de vida, só que com realidade. Nos sentimos mais alegres, ousados. capazes de falar e cheios de disposição. É muito estranho conviver com irmãos que não expressam vida de forma alguma. Sempre que a Palavra de Deus queimar em nossos corações, então a vida se manifestará. Isto é assim porque Jesus é a palavra viva. A vontade de Deus é que transbordemos da vida abundante que Jesus é em nós. É a vida de Deus fluindo em nós que será autoridade em nossa boca. É a vida fluindo em nossas palavras que vai gerar vida nos outros. É a vida que tem o poder de destruir a morte. Não podemos explicar a vida, adequadamente, mas podemos percebê-la onde quer que ela se manifeste. O que todos procuram é vida. Não devemos aceitar reuniões sem vida, aconselhamento sem vida, pregação sem vida. Onde a vida não estiver se manifestando deve haver algum problema espiritual. A letra sozinha mata, mas a Palavra revelada gera vida. 2) Revelação gera fé A segunda característica de alguém que alcançou alguma revelação é que ele vai crescer em fé. É como se uma nova luz brilhasse sobre um texto bíblico já conhecido por nós. Quando isso acontece, nosso coração é despertado numa fé empolgante. Romanos 10: 17 diz que “a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus”. Se não houver despertar da fé, é porque não houve revelação. A fé é gerada pela palavra de Deus e a revelação nada mais é que a Palavra viva de Deus em nosso espírito. Se algum conhecimento não gera em nós uma nova medida de fé então esse conhecimento é da mente, é puramente intelectual. Quando a revelação de Deus vem, o nosso coração se aquece numa fé e disposição nova. Crescer em fé, é crescer em revelação. A revelação é como a luz. Hoje, enxergamos como uma vela, amanhã como uma lâmpada de cinqüenta Watts, depois de cem, de mil, até ser como um holofote. Não devemos nos contentar com o nível de revelação e fé que já alcançamos, antes devemos avançar para níveis novos. 17/139
  • 18. 3) Revelação gera mudança Depois de recebermos revelação do Senhor, nunca mais seremos os mesmos, pois a revelação nos transforma. Em Mateus 16: 16 nós vemos Pedro fazendo uma grande declaração a Jesus: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. “Sobre esta afirmação de Pedro Jesus disse:” Bem aventurado és Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue quem to revelou, mas meu Pai que está no céu. ““. E o Senhor depois acrescenta: Também digo que tu és Pedra… Aleluia! Pedro antes era Simão. Simão quer dizer frágil, mas agora foi transformado em Pedro, rocha. Pedra é da mesma natureza de Jesus. O que transformou Pedro? Jesus disse que foi a revelação que ele recebeu do Pai. A cada nova revelação que recebemos somos transformados de glória em glória até alcançarmos a semelhança de Jesus. Não precisamos nos esforçar para nos mudar, nos transformar, precisamos apenas conhecer o Senhor por revelação no espírito. Quando isso ocorre, naturalmente somos transformados. Quando alguém diz ter revelação de alguma verdade, mas esta revelação não o transformou de forma alguma, então a sua revelação é questionável. Revelação gera mudança de vida. Se em sua vida não tem havido mudanças, está faltando luz sobre a Palavra. Alguns reclamam dizendo que estou sempre mudando. Graças a Deus, mudo e continuarei sempre mudando. Não sou o mesmo do ano passado e não serei o mesmo no ano que vem. Se tenho uma Palavra queimando em meu coração, a minha vida tem de estar constantemente em crescimento e transformação. 4) A Revelação nos sustenta na tentação Quando uma verdade é aprendida só na mente, ela não nos ajuda na hora dos ataques do diabo, mas quando é algo que queima em nosso coração, podemos lançar mão dela sempre que for necessário, porque sempre haverá fé para destruir a ação do inimigo. A Palavra que vem do espírito, dentro de nós, destrói as obras do diabo. Toda Palavra que sai do espírito é Palavra de Deus. . Podemos concluir que a revelação se manifesta pelo menos de quatro maneiras: gerando vida, gerando fé, transformando a vida e provendo-nos livramento na hora da batalha. A revelação é progressiva, é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser um dia perfeito. (Provérbios 4: 18). Antes, andávamos em trevas, mas agora a cada dia recebemos nova medida da luz de Deus. Hoje vemos obscuramente, mas vem chegando o dia em que o veremos face a face tal qual ele é. (I Coríntios 13: 12). O Logos e o Rhema Lendo nossas Bíblias em Português, não conseguimos distinguir dois termos usados no original que são igualmente traduzidos como “Palavra” em nosso idioma. Esses dois termos são logos e rhema. Esses termos são traduzidos unicamente como “Palavra” porque são vistos como sinônimos, porém, o Espírito Santo escolheu tais termos para nos mostrar a tremenda diferença que existe entre a Palavra escrita e a Palavra viva. Vejamos alguns exemplos bíblicos onde encontramos os termos logos e rhema: 18/139
  • 19. a) O Logos Logos é a Palavra escrita. É aquilo que Deus falou e que foi registrado para nossa orientação. Ela contém o que Deus falou anteriormente pelos profetas e por meio do Filho (B.1: 1-2). E esta a Palavra que nós ministramos; não ministramos palavra de homens. Precisamos estar familiarizados com esta Palavra, pois o conhecimento da letra da Bíblia é extremamente importante. Vejamos alguns textos em que no original se usa o termo Logos, e qual deve ser a nossa atitude para com a palavra escrita. “Se alguém me ama guardará a minha palavra (lagos)”. João 14:23. “Lembrai-vos da palavra que vos disse (logos)”.João 15:20. “Santifica-os na verdade, a tua palavra (logos) é a verdade”. João 17: 17. “Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra (logos)”. Atos 64. ‘“‘A palavra (logos) de Deus crescia”. Atos 6:7. “Retendo a palavra (logos) da vida”. Filipenses2:16. “… Criado com as boas palavras (logos) da fé”. I Timóteo 4:6. “…Que maneja bem a palavra (logos) da verdade”. II timóteo 2: 15. “Prega a palavra (logos)”. II Timóteo 4:2. “Porque a palavra (logos) é viva e eficaz”. Hebreus4:12. “…Não está experimentado na palavra (logos) da justiça”. Hebreus 5: 13. “E sede praticantes der palavra (logos)”. Tiago 1:22. “A palavra (logos) de Cristo, habite em vós abundantemente (ricamente)”. Colossenses 3: 16. A Palavra escrita deve habitar em nós ricamente. Deve estar dentro de nós abundantemente. Devemos ler, meditar e decorar esta Palavra. Devemos estar entre aqueles que o simples mencionar de um fato das escrituras é o suficiente para que saibamos o seu conteúdo (pelo menos em linhas gerais). Isso é fundamental, pois sem o conhecimento da Palavra escrita, nunca chegaremos à experiência da Palavra viva (Rhema). O logos é o fundamento do rhema. Como já aprendemos anteriormente, primeiro é o natural, depois o espiritual. Primeiro, devemos ter a mente cheia do logos para que o Espírito Santo nos traga o rhema. “Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes e a palavra (logos) de Deus está em vós e já vencestes o maligno”. A característica dos jovens é a força, mas não a força natural, e sim a espiritual. O jovem aqui em sua luta contra o Diabo, é como o Senhor Jesus, quando foi tentado por Satanás. O inimigo citou para ele trechos das escrituras, porém, o Senhor o combateu, usando a própria escritura, afirmando: “Está escrito” (Mateus .4:4, 7. 10). b) O Rhema Apesar de ser traduzida à semelhança do Logos, como Palavra na Bíblia, o Rhema tem um significado muito diferente de Logos. Enquanto o Logos é a Palavra falada no passado e que se tornou escrita, o Rhema é a Palavra que Deus está falando conosco pessoalmente, é aquela palavra que está queimando em nosso coração. Vejamos algumas passagens no Novo Testamento em que a palavra Rhema é usada. 19/139
  • 20. Em Mateus 4:4 Jesus respondeu: “Está escrito: Não só de pão viverá o homem mas de toda palavra (rhema) que procede da boca de Deus”. O termo usado aqui no original grego é o Rhema. Isso significa que o Logos, a palavra escrita, não pode nos alimentar, somente o Rhema pode nos nutrir em nosso espírito. Tanto o Logos como o Rhema são a Palavra de Deus, mas a primeira é a Palavra escrita na Bíblia, enquanto a última é a Palavra de Deus falada a nós em uma ocasião específica. Certa vez, um irmão recebeu a notícia de que seu filho fora atropelado. O irmão, logo abriu a Bíblia aleatoriamente e leu em João 11 :4: I/Esta enfermidade não é para morte”. O irmão ficou em paz e chegou mesmo a se alegrar. Quando, porém, chegou ao lugar do acidente, descobriu que seu filho morrera instantaneamente. Será que o que está relatado no Evangelho de João então não é verdade? É a Palavra de Deus, mas é Logos e não rhema. “A fé vem pelo ouvir (literal) e o ouvir pela palavra (Rhema) de Crista”. Romanos 10: 17. Aqui, novamente a Palavra é Rhema e não Logos. Isso nos mostra que o que gera fé não é simplesmente ler a Bíblia, mas é ter a palavra queimando em nosso coração pelo Espírito Santo. Todos conhecemos muitos trechos da Bíblia. Certo dia, porém, um texto que já antes conhecíamos e até sabíamos de cor, assume um frescor, uma vida, uma cor diferente. Aquela verdade começa a nos aquecer. o coração, gerando fé. Deus está falando conosco. Antes, sabíamos genericamente, mas agora Deus falou individualmente conosco. Todo Rhema é baseado no Logos. Não podemos ter o Logos sem o Rhema. “As palavras (Rhema) que eu vos digo são espírito e são vida”. João 6:63. Somente o Rhema é espírito e vida, na verdade, o Logos sozinho não pode dar vida, pode até mesmo matar, porque a letra mata. Em Lucas 1:38, Maria disse: “Aqui – está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra (rhema)”. Antes, Maria tinha as palavras do profeta [saías 7: 14: “Eis que a virgem conceberá e dará luz um filho”, mas agora ela tem a Palavra falada especificamente a ela: “Você conceberá e dará à luz um filho”l. Foi por ter recebido esta Palavra que Maria concebeu e tudo se cumpriu. Deus falou com ela o mesmo texto que estava escrito, mas quando Deus falou, a Bíblia usa a expressão Rhema ,indicando que é a palavra viva. Em Lucas 2:29 ,Simeão disse: “Agora, Senhor despedes em paz o teu servo, segundo a tua palavra”. A Palavra aqui é Rhema. Antes de o Senhor Jesus vir, Deus falou a Simeão que ele não morreria antes de ver o Cristo do Senhor. Mas, no dia em que Simeão viu o Senhor Jesus, ele disse: “Agora, Senhor despedes em paz o teu servo conforme a tua palavra”. Simeão tinha o Rhema do Senhor. Bibliografia Compilado de: Princípios de Revelação – Pr. Aluízio A. Silva. Videira Igreja em Células 20/139
  • 21. PARTE II ANDANDO NO ESPÍRITO “Se vivemos no espírito, andemos também no espírito” (GI5:26)1I… “Isto que andamos por fé, e não pelo que vemos”. (lI Co.5: 7) Depois de entendermos a constituição básica do homem, precisamos entender como se processa a obra de Deus em nós e como devemos colaborar com Deus. –: Com relação ao nosso espírito, precisamos exercitá-lo a fim de sermos guiados por Deus. Com relação a nossa alma, ela deve ser transformada pela renovação de nossa mente. Com relação ao nosso corpo, ele precisa ser disciplinado. O nosso espírito já foi regenerado. Quando Adão pecou, ele morreu para Deus e junto toda a raça humana. Sendo assim, a primeira coisa que Deus precisa efetuar no homem é o novo nascimento ou a regeneração. Uma vez que fomos regenerados, a vontade de Deus é nos dirigir através do Espírito Santo que habita em nosso espírito. Simultaneamente, Deus espera que cooperemos com Ele exercitando o nosso espírito para obedecê-lo. Precisamos então: ser guiados por Deus no espírito e exercitar o nosso espírito para ouvir de Deus. O Espírito Santo habita dentro de nós. O poder de Deus está em nós. A saúde de Deus está em nós. A natureza de Deus está em nós. A bondade, a justiça, o amor de Deus, tudo isso reside dentro do nosso espírito recriado. Não precisamos buscar estas coisas, precisamos é ter revelação de que elas já estão dentro de nós. Nós temos a mente de Cristo, a unção do santo e tudo aquilo que é necessário para uma vida santa e plena já foi colocado dentro de nós, pela pessoa do Espírito Santo. Uma vez que andamos no espírito, todas as realidades do Espírito Santo de 21/139
  • 22. Deus que habita em nosso próprio espírito se tomarão realidades em nós. Todos nós éramos como um enfermo portador de vários tipos de doenças. Depois que o médico fez o diagnóstico, deu-lhe a receita para que tomasse vários tipos de remédios: cada um para uma doença. a farmacêutico, então. colocou todos os medicamentos dentro de uma única seringa. Esse conjunto de medicamentos foi a dose que resolveu todas as suas enfermidades. A mesma coisa Deus fez em nós. Ele injetou em nós uma dose que resolve todas nossas necessidades, essa dose é o Espírito Santo. Precisamos entender no Espírito que tudo o de que necessitamos para uma vida com Deus já nos foi dado por meio do Espírito Santo que em nós habita. Se precisamos de poder, Ele é o poder. Se precisamos de amor, Ele é o amor que foi derramado em nossos corações. Se precisamos de entendimento, todos os tesouros da sabedoria estão ocultos Nele. Portanto, todas as coisas já estão completadas em nosso espírito. O que precisamos aprender hoje é como sermos guiado pelo Espírito e dependermos dele em todas as nossas necessidades. A vida cristã é constituída de duas substituições: a primeira foi na Cruz onde O Senhor Jesus morreu em nosso lugar, e a segunda é no nosso dia-a-dia onde o Espírito Santo quer viver em nosso lugar sendo a nossa própria vida. Para melhor entendermos a vida no Espírito, vamos dividir o nosso estudo em três princípios bem simples: A vida no Espírito implica em três coisas: andar por fé, andar pela cruz e andar no sobrenatural. PRIMEIRO PRINCÍPIO DO ANDAR NO ESPÍRITO: ANDAR EM FÉ A maneira de entendermos o padrão da vida no Espírito é compreendendo como foi o primeiro pecado. O pecado desviou o homem do padrão de Deus. Conhecer o desvio já nos ajuda a determinar o caminho de volta ao modelo de Deus. · O primeiro pecado: Incredulidade Se entendermos como surgiu o primeiro pecado do homem, poderemos entender como os outros surgem, pois o princípio do pecado é o mesmo (Gn.3:1-6). . O primeiro pecado não foi terrível, do ponto de vista da aparência. Não era obsceno, não era pornográfico, não era escandaloso, não era feio de se ver. Adão e Eva apenas comeram da fruta, nada mais do que isso. O primeiro pecado deu origem a todos os outros, pois o princípio que o governou, governa todos os outros, embora possam surgir de formas diferentes. Como é isso? No princípio, o homem andava no espírito. A Bíblia diz que” à tardinha, Deus vinha ter comunhão com o homem, todos os dias”. Isso, indiscutivelmente, é uma relação espiritual, pois Deus é Espírito. O homem era um ser guiado pelo espírito naqueles dias. O espírito é o ponto central na vida do homem. A alma era como um servo, em relação ao espírito. Mas com o pecado, aconteceu algo dentro do homem: o seu espírito morreu para Deus e a sua alma cresceu, tomando-se o centro do seu ser. O homem passou a ser carne. O propósito de Deus, desde então, é nos restaurar à posição que Adão desfrutava de comunhão com Ele. E não apenas isso, pois nós hoje temos mais que Adão teve: Deus entrou em nosso espírito humano recriado, tomando-se a nossa vida. Adão nunca comeu da “árvore da vida”, nós, porém, hoje, podemos comer dela, pois a árvore da vida é o Senhor Jesus. Mas qual foi a essência do primeiro pecado? Podemos dizer que o pecado se manifestou por três princípios. O primeiro princípio foi a incredulidade. O primeiro pecado foi o da incredulidade. Eva preferiu acreditar no que o 22/139
  • 23. diabo disse a acreditar no que Deus dissera: “se comeres, vais morrer”. O diabo veio e desmentiu Deus, dizendo: “é certo que não morrereis”. Certa vez, pregando a um homossexual, ele me disse: “é impossível eu deixar de ser o que sou”. E eu lhe respondi: “Isso é o que o diabo diz, mas Deus diz que se você crer, você se tornará uma nova pessoa, uma nova criatura. O mundo diz: “você nunca pode mudar, pra você não há libertação, você nasceu assim e vai morrer assim”. Pode até virar crente, mas vai continuar sendo o que era, pode até nunca falar sobre isso, mas continuará sendo” Isso é o que o mundo e o diabo dizem. Mas Deus diz que se você crer, será nova criatura – é uma questão de ser e não simplesmente de fazer. Você é nova criatura. E eu disse àquele homossexual: “diante de você têm duas afirmações: a de Deus e a do diabo. Qual você escolhe?” A base dessa escolha é uma questão de “em quem vou crer?” Devemos sempre colocar para o homem essa mesma escolha, pois foi nesse ponto que o pecado surgiu: quando Adão e Eva preferiram confiar no diabo a confiar em Deus. “Seja Deus verdadeiro e mentiroso todo homem”. Deus não pode mentir, Ele é completamente fiel àquilo que diz. Eva duvidou da Palavra de Deus e aqui começou o problema da carne. E para entrarmos agora na dimensão do espírito, devemos cumprir a primeira condição: “Andar em espírito implica em andar em fé”. Se não andamos em fé, então não estamos andando no espírito – “andar no espírito é andar em Fé. Andar no Espírito e andar em fé se misturam na Bíblia. Em Hb 11:6, lemos que “sem fé é impossível agradar a Deus”; e, em Rm.8:8, lemos que “os que estão na carne não podem agradar a Deus”. Observe estas duas colocações: em Hebreus, os incrédulos não podem agradar a Deus e, em Romanos, os carnais também não podem agradá-lo. Logo, por associação, dizemos que os carnais são também incrédulos – são a mesma coisa. Carnalidade é sinônimo de incredulidade. Aqueles que estão na carne são facilmente percebidos, pois eles são incrédulos, indiferentes e insensíveis. Fé é sinônimo de vida no espírito. Se alguém anda no espírito, invariavelmente ficará cheio do Espírito. Uma pessoa que anda no espírito, pode facilmente ser reconhecida, pois naturalmente expressará a vida. Quando falo de vida, não estou me referindo à vida prática – retidão, integridade – tudo isso um cristão deve ter; estou falando de algo mais tênue, subjetivo. Refiro-me a algo que não sabemos de onde vem, nem para onde vai. Quando olhamos a pessoa, sentimos algo diferente nela. O que significa andar em fé · 1) Renunciar ao esforço próprio Andar em fé implica em abrirmos mão do que vemos, do nosso esforço próprio e do nosso entendimento próprio. Isto quer dizer que andar no espírito também implica em renunciarmos a estas três coisas: andar por vista, por esforço próprio e por entendimento próprio. Todo carnal anda pelo esforço próprio. A fé pressupõe dependência de Deus. Se andarmos pela nossa força, não precisamos exercer fé. A principal característica da vida de fé é o descanso. Hebreus 4:3 diz que “os que crêem entram no descanso”. Os que andam no espírito andam em descanso. É como um barco no meio do mar, não tem que se esforçar, é só deixar-se levar pelo vento. Nós somos os barcos, o vento é o Espírito. Veja que este descanso não é lazer, não é retiro e nem férias. Podemos ir a estes lugares, em todas estas formas de descanso e, mesmo assim não descansarmos. O verdadeiro descanso é poder dizer: “Senhor, és tu quem faz não eu. Não sou eu quem salva, és tu, Senhor. Não sou eu quem santifica, és tu, Senhor “. Se ficarmos angustiados cada vez que temos de pregar, e se a ansiedade aumenta a ponto de a vida perder o sabor, é porque tem faltado o descanso “Resta um descanso para o povo de Deus”. A obra de Deus não se faz no cansaço, não se faz na fadiga, não se faz com suor: se faz na dependência do Senhor. Ezequiel 44: 17 dá uma orientação clara àqueles que trabalham no templo: “E será que quando os sacerdotes entrarem pelas portas do átrio interior, usarão vestes de linho, não se porá lã sobre eles, quando servirem nas portas do átrio interior, dentro do templo. Tiras de linho lhes estarão sobre as cabeças e calções de linho sobre as 23/139
  • 24. coxas, não se cingirão a ponto de lhes vir suor”. Na obra de Deus não pode haver suor. Nós somos sacerdotes levitas, encarregados de servir na casa do Senhor e, quando servimos ao Senhor, não pode haver suor. Qual é o significado do suor? Gênesis 3:19 fala que o suor é maldição, por causa do pecado. Suor é símbolo de maldição, mas graças a Deus que, por meio de Jesus Cristo, nos libertou de toda a maldição do pecado. É bom demais servir a Deus. Não temos de suar, não temos de viver no cansaço. “É como diz o cântico: É meu somente meu todo o trabalho, e o teu trabalho é descansar em mim”. Essa é a Palavra de Deus para nós. Fico preocupado com pastores e líderes que têm estafa. Estafa não está nos planos de Deus para nós. Estafa é maldição. Observe que aqueles que trabalham em serviço braçal não têm estafa, deitam e dormem o sono do descanso. Mas há pastores e líderes que não dormem à noite, ficam uma, duas, três, quatro noites acordados, até que lhes vem uma estafa. Não é um cansaço físico, mas mental, da alma. Aqueles que se achegam para servir no santuário não podem suar lá dentro. Não temos mais de suportar a maldição do pecado, pois Jesus já suou o nosso suor para que Nele tenhamos descanso. O Senhor suou no Getsêmane o suor que nos cabia. Não precisamos nos esforçar até suar, Ele já suou por nós. Não temos o que fazer com suor, pois Ele já fez tudo por nós. Alguém pode perguntar: “não temos mais nada? ” Nada! “Mas e quem vai pregar o Evangelho? “Não somos nós quem pregamos, somente a boca é nossa, o resto é trabalho do Senhor. Muitos ficam se cobrando o tempo todo: “tenho de pregar; preciso pregar”. É como uma paranóia, uma obsessão. Deus me livre de dizer que não devemos pregar, não falo disso. Ouça-me, se andarmos no espírito, passaremos vida. A vida é algo que sai de nós, sem que percebamos, ou sem que nos esforcemos. Se tivermos vida, os outros perceberão. É aquele princípio que diz “a boca fala do que o coração está cheio”. Se o nosso coração está cheio da vida de Deus, como um rio de água viva, naturalmente, a boca vai manifestar o que está lá dentro. Não há trabalho nenhum nisso, é uma questão de ser espontâneo e de ter vida fluindo do espírito. Quando você se enche do Senhor no descanso, naturalmente você vai fazer a obra de Deus. A obra do Senhor tem de ser espontânea em sua vida. Tem de ser gostosa de se fazer. Tem de ser empolgante ser líder: a idéia de ser pastor tem de ser agradável à mente. É bom trabalhar para o Senhor. Porque o nosso trabalho é descansar Nele. Vemos que o primeiro aspecto de andar em fé é abrir mão do esforço próprio, e entrar no descanso de Deus. Se andamos em espírito, andamos também em descanso. · 2) Não andar por vista O segundo aspecto importante para frisarmos é “não andar por vista”. II Cor. diz: “andamos por fé e não pelo que vemos”. Tenho sempre comigo uma regra: enquanto o que vejo bate com a Palavra de Deus, continuo vendo; quando, porém, não bate mais, ignoro o que estou vendo, e fico somente com a Palavra de Deus. Note que é um estilo de vida louco, é loucura para o mundo. Uma das situações em que isso pode ser mais facilmente observado é com relação às enfermidades. Muitas vezes, insistimos em olhar para os sintomas da doença, em vez de olharmos para a Palavra de Deus. Se a Palavra diz que o Senhor já levou as nossas enfermidades na cruz, devemos rejeitá-las, e passar à verdade da Palavra, independentemente daquilo que estamos vendo ou sentindo. Não é mentir para nós mesmos dizendo que não estamos doentes, mas é declarar a Palavra, e ignorar os sintomas da doença. Poucos de nós fazemos isso, preferimos andar por vista; isto é, na carne. Andar por vista é característica do carnal. Se insistirmos em andar por vista, seremos escravos do natural. As circunstâncias irão facilmente nos desanimar, e tenderemos a ficar prostrados. Se eu ficasse olhando a forma superficia1 de alguns adorarem a Deus, ficaria desanimado e nem iria mais dirigir o louvor. Se eu ficasse olhando o grande número de crentes infantis, iria desistir de fazer a obra de Deus. Se eu ficasse olhando as diferenças pessoais e a postura de alguns líderes, nunca iria crer na unidade da mente e do coração. De maneira que devemos ter um olhar profético: andamos pelo que cremos que será e não pelo que o diabo quer nos mostrar. Vejo um povo que adora a Deus, um povo forte que manifesta o reino de Dele, uma liderança ungida, que ministra em unidade. Creio e sei que na dimensão do Espírito já é assim, ainda que com os meus olhos naturais não o veja. 24/139
  • 25. O segundo aspecto do andar em fé, então, é não andar segundo a vista. · 3) Renunciar ao entendimento próprio Vimos que há aqueles que andam pelo esforço próprio, há os que andam por vista, mas há também os que andam pelo seu próprio entendimento. A Palavra de Deus diz que no princípio Deus criou Adão e Eva e os colocou no Jardim do Éden. Lá, havia duas árvores: a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal. A árvore da vida aponta para a vida de Deus. Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida; “Nele estava a vida e a vida era a luz dos homens”. (Jo.14:6 e 1 :4). A luz significa que pela vida, eu posso ter luz, ou seja, posso conhecer a realidade última das coisas. A vida de Deus, que agora está em nós, se manifesta como luz em nosso espírito. É uma sensação de clareza, de entendimento. Deus queria que Adão comesse da árvore da vida e vivesse por essa vida. Ele não iria conhecer nada – nem o bem, nem o mal, nem o certo, nem o errado – e a vida iria guiá-lo em todas as circunstâncias. Entretanto, sabemos que ele pecou, comendo da árvore do conhecimento, e Adão e Eva passaram a conhecer o bem e o mal. E, desde então, o homem passou a ser dirigido segundo o que é certo ou errado. Mas, ouça-me, ser cristão não é uma questão de entender se algo é certo ou errado, se é moral ou imoral e nem mesmo se é ou não uma questão ética. Ser cristão é andar pela árvore da vida, isto é, andar segundo a vida que está em nós, e que Adão nunca teve. Essa vida é a luz e nos dirige em toda a vontade de Deus. Alguns irmãos antes de fazerem alguma coisa perguntam: “será que isso é certo ou é errado? Será que é pecado ou não?” E pensam que com isso estão agradando a Deus. Isso é andar pelo entendimento e não por fé, na direção da vida do espírito. Porém, a Bíblia diz: “Tudo o que não provém de fé é pecado” (Rm. 14:23). Aqueles que agem assim estão andando segundo a árvore do conhecimento do bem e do mal. Isso pode até parecer piedoso e bem intencionado, mas não provém da dependência e fé em Cristo, é, portanto da carne. Se antes de fazermos alguma coisa dissermos: “isto não é errado, não é pecado, não escandaliza, não ofende e nem faz mal a ninguém, estaremos agindo segundo o entendimento do certo e do errado, e não pela vida. Querido, você ainda vai descobrir que muitas coisas que não são erradas, que não escandalizam e nem são sujas são reprovadas por Deus. Porém, não devemos nos preocupar em proibir ninguém de coisa alguma. Não devemos ser escravos de código de conduta, de códigos morais e normas de certo e de errado. O importante é aprender a andar no espírito. Podemos seguir piamente um código e ainda assim vivermos na carne. O que importa não é conhecermos o que se pode e o que não pode fazer. O que importa é conhecer a vontade de Deus. Há muitos irmãos que querem tudo prontinho, querem normas e regras sobre regras. Precisamos é ensiná-los a ouvirem o espírito, e, naturalmente, eles vão fazer a vontade de Deus. Se andarmos por entendimento, não dependeremos de fé no Espírito; por isso, os que andam pelo entendimento próprio não podem agradar a Deus. O que eles fazem não provém da fé, e isso é carne. Quando o Senhor fala, há fé. Quando Ele fala conosco, sempre manifestamos uma convicção e certeza resolutas. Mas quando Ele não fala, há confusão e dúvida. Nunca façamos nada na base da insegurança e incerteza, pois certamente não provém de Deus. As coisas do Espírito são também na base da fé, pois andar no Espírito implica em andar por fé. E tudo o que não provém de fé ou dependência de Deus é carne. . Quando estivermos aconselhando uma pessoa, não devemos dar lhe as coisas prontas, devemos antes estimulála a usar o seu próprio espírito para que possa discernir a direção de Deus. Só há crescimento quando Deus fala. As palavras humanas podem ser boas, mas somente quando Deus fala há transformação e vida. Só há crescimento quando aprendemos a ouvir a Deus. Muitos discipuladores estimulam seus discípulos a serem seus dependentes. Este não é o propósito de Deus, pois o discipulador deve permitir que o discípulo aprenda a ouvir e a depender de Deus. Se o discipulador sempre fala qual é a vontade de Deus, o discípulo nunca vai aprender a discerní-la por si mesmo, e isso é lamentável. Com relação a “andar em fé”. três coisas são consideradas como da carne. Carne é andar pela força própria, pela vista e pelo entendimento próprio. Andar em fé é o oposto: andar no descanso de Deus, ignorar a vista e renunciar o próprio entendimento. 25/139
  • 26. Antes, porém, de avançarmos devemos entender que a direção do Espírito nunca está fora da Palavra de Deus. Deus e a sua Palavra se misturam. Assim como eu sou aquilo que eu falo, Deus é aquilo que Ele fala. A Palavra é o seu retrato. Crer Nele é crer na sua Palavra. Se alguém diz crer em Deus e não crê na Bíblia, está mentindo, pois é impossível crer em Deus e não crer no que Ele diz. Se quisermos “andar no Espírito”, devemos andar pela fé na Palavra de Deus. Na prática as duas coisas se misturam. A necessidade de crescer em fé Nós podemos crescer na vida espiritual. O crescer espiritual está muito relacionado com o crescer em fé. Quero compartilhar dois princípios básicos que nos levam a avançar em novos níveis de fé: crescemos em fé conhecendo a Palavra – pelo espírito, por revelação – e crescemos confessando a Palavra. Uma parte só não resolve, temos de conhecer a Palavra por revelação e temos de confessá-la com os nossos lábios. A revelação da Palavra “Para que o Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da Glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação, no pleno conhecimento Dele, iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos e qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos..”. “(Ef. 1: 17-18)”. Em primeiro lugar, a revelação surge quando há um coração ensinável. Se me jugo conhecedor de todas as coisas, quem estará apto para me ensinar? Devemos também ter um coração que se humilha. Não devemos ter uma atitude de constrangimento em aprender com quem quer que seja. Ouça. Se você com soberba disser: “não vou aprender com aquele irmão, vou buscar de Deus e aprender sozinho”. Deus não vai falar com você. Deus resiste ao soberbo mas dá graça aos humildes. Se eu souber que um líder qualquer em Goiânia está fluindo numa área da Palavra, vou lá aprender com ele e Deus vai falar comigo. Mas se eu disser: “eu sou pastor igual a ele, Deus vai falar comigo também.” Isso é soberba e nunca vou crescer dessa maneira. No Novo Testamento, encontramos duas expressões que são traduzidas para o português como “palavra”. São as expressões “Logos” e “Rhema”. Lagos é a palavra escrita, é a letra, é o que está registrado nas Escrituras. Rhema é a palavra viva revelada pelo Espírito e que queima em nosso coração A confissão da Palavra de Deus “Porque com o coração se crê e com a boca se confessa a respeito da salvação”. (Romanos 10: 1 O). A nossa fé precisa ser cultivada à maneira de Deus para reforçarmos a fé e abrirmos a boca. Não basta orar com o coração, é preciso também confessar com a boca. Muitas vezes, Deus vem com um entendimento forte na Palavra, a respeito de uma verdade, mas muitas vezes, com o tempo, nos esquecemos daquela verdade. Por que isso acontece? Porque deixamos de falar nela. Deixamos de confessá-la, de contar , para os outros, de ensinar e até mesmo de pregá-la. Se fecharmos a boca, com o tempo perderemos aquele entendimento vivo, e tudo se tomará apenas conhecimento mental. Mas existe um outro lado muito importante, mesmo que ainda não tenhamos revelação de uma verdade. Se abrirmos a boca e começarmos a confessá-la, logo ela vai começar a gerar fé em nós. Vemos então que a confissão não apenas preserva a revelação recebida mas também nos abre o espírito para novas revelações. Mas o que é confessar? Há uma maneira bem simples de memorizarmos o que devemos estar constantemente 26/139
  • 27. confessando: Eu devo confessar: O que Deus diz que é. O que Deus diz que O que Deus diz que O que Deus diz que O que Deus diz que tenho. O que Deus diz que faço. A base da nossa fé é aquilo que Deus diz. A palavra é o trilho pelo qual nós andamos. Aprenda tudo aquilo que Deus diz que é, e confesse constantemente, você vai perceber que a sua fé gradualmente vai se fortificar 8 crescer. O QUE DEUS DIZ QUE EU SOU: Eu sou nova criatura (I Cor.5: 17). Eu sou templo do Deus vivo. (I Cor. 6: 16). Eu sou como árvore plantada junto a ribeiros de água, que no devido tempo dá o seu fruto e tudo quanto faço sou bem sucedido (SI. 1:3). Eu sou forte e ativo porque conheço o meu Deus (Dn.ll :32). Eu sou mais que vencedor por meio daquele que me amou (Rm.8:37). Eu sou zeloso de boas obras (Tt.2: 14). Eu sou um ganhador de almas e por isso sou sábio (Pv. 11:30). Eu sou feitura Dele, portanto sou belo (Ef.2: 10). O QUE DEUS DIZ QUE EU TENHO: O amor de Deus está derramado em meu coração (Rm.5:5). A unção do Santo permanece em mim (I Jo.2:27). Deus me tem dado autoridade sobre todo o poder do inimigo e nada me causará dano (Lc.10: 19). Posso todas as coisas naquele que me fortalece (R.4: 13). Deus me deu espírito de poder, de amor e de moderação (11 T m. 1: 7). Maior é o que está em mim do que aquele que está no mundo ( I Jo.4:4). Deus sempre me faz triunfar em Cristo Jesus (11 Cor. 2: 14). Eu tenho sido abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestes, em Cristo Jesus (Ef.1:3). Eu tenho o poder do Espírito Santo (Mq. 3:8). 27/139
  • 28. O QUE DEUS DIZ QUE EU FAÇO: No nome de Jesus, eu expulso demônios, falo novas línguas, pego em serpentes; se beber alguma coisa mortífera não me causará dano; imponho as mãos sobre os enfermos e eles são curados (Mc.16: 17). Eu venço o diabo pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do meu testemunho (Ap.12:1). SEGUNDO PRINCÍPIO DO ANDAR NO ESPÍRITO: ANDAR PELA CRUZ Para gerar incredulidade em Eva, o diabo procurou usar de estratégias. O conhecer suas estratégias e guerrear contra ele. A primeira área que o inimigo atacou foi a bondade de Deus. Ele disse: “Deus não deve ser bom, caso contrário, não teria proibido comer da árvore”. Nunca devemos permitir que em nossa mente haja a mínima insinuação satânica de que Deus não é bom, isso não é verdade. Essa é muitas vezes a forma que o inimigo encontra para gerar incredulidade em nós. Durante muito tempo, convivi com muitos medos dentro de mim. todos eles relacionados com a dúvida sobre a bondade de Deus. Tinha medo de ser pastor porque achava que a vida das ovelhas não estaria em boas mãos; poderia ser que na hora crucial Deus faltasse. Tinha medo até de orar, pois eu pensava que se orasse muito, Deus resolveria enviar-me para o meio dos índios, e disso eu tinha medo. Veja que a minha vida foi por muito tempo bloqueada em virtude de eu ter duvidado da bondade de Deus. E ele é bom, Aleluia ! A segunda área que ele atacou foi o caráter de Deus. Ele disse que Deus não era reto, pois havia mentido. Certamente, o homem não morreria se comesse da árvore. Ora, se Deus era mentiroso, não valia a pena confiar Nele, daí também surgiu a raiz da incredulidade. É impressionante vermos como o povo de Deus tem engolido esses dois ataques do inimigo. Muitos afirmam, categoricamente, que Deus é mau porque foi Ele quem lhes mandou doenças. Muitos procuram pastores para receberem oração dizendo: “Pastor, ore por mim por que a mão de Deus me feriu com esta enfermidade. Ora, se foi a mão de Deus que feriu, eu não posso orar; se é a vontade de Deus, certamente ele não me ouvirá. Penso que as pessoas que têm essa posição não deveriam nem mesmo ir ao médico, pois se foi Deus quem mandou, o homem não pode desfazer. E se Deus mandou a doença, ela é uma coisa boa, pois Deus só nos dá coisas boas. Qual o pai teria coragem de mandar câncer para seu filho? Pois se nós sendo humanos não agimos assim, muito menos o Senhor. Deus é mentiroso. Não falamos isso descaradamente, como fez o inimigo, mas aceitamos a sugestão de que nem tudo o que está escrito acontece hoje em dia. A Bíblia realmente diz que Deus cura, mas hoje Ele não cura mais. Se Deus não cura mais, então Ele é mentiroso, pois Deus nunca muda, sempre é o mesmo e, se Ele curou no passado e não o faz mais, a Sua Palavra é falsa, pois mudou com o tempo. Se existe alguma coisa que Deus não faça mais em Sua Palavra, ela é indigna de confiança, pois como vou ter certeza de que alguma coisa pode ser feita hoje ou não? Se desejamos andar no espírito, devemos desmentir o diabo e confessar tudo aquilo que Deus diz que é, tudo aquilo que Ele diz que faz e tudo aquilo que Deus diz que tem: “Eis que as suas mãos não estão encolhidas para não poder abençoar e nem surdos os seus ouvidos, para não poder ouvir”. A vontade de Deus para nós é a saúde, a vida, a prosperidade e a paz. A terceira área que o diabo atacou foi a santidade de Deus, dizendo que Deus não queria que ninguém conhecesse o bem e o mal, que Deus não queria que ninguém fosse como Ele, que Deus queria ser o único. Aquilo que Satanás desejou na sua soberba e aquilo que Adão e Eva buscaram na sua desobediência, Deus agora nos concede, gratuitamente, por meio de Jesus Cristo. Eles queriam ser como Deus e nós agora nos tomamos Seus 28/139
  • 29. filhos, gerados pela Sua semente. Nisto, Deus prova a Sua santidade, pois nos concedeu aquilo que foi acusado de não querer compartilhar: a Sua natureza divina. Como originou-se o primeiro pecado, certamente, os outros pecados se originam, pois todo pecado tem no seu centro o egocentrismo. Todo pecado, em sua origem, é o ego em ação. A independência é a forma específica de como o ego se manifesta: “eu tenho minhas opiniões, meus desejos, meus alvos, minha identidade”. Quando o homem optou por comer da árvore do conhecimento, o seu Ego e a sua alma foi aumentada e passou a ser o centro da personalidade humana. O propósito de Deus era e é de que o espírito humano fosse o centro, mas o pecado transformou o homem em algo da alma. O homem se tomou almático. O espírito morreu, o ego se tomou o centro; por isso o homem passou a ser egoísta, egocêntrico. A melhor maneira de definirmos o pecado é entendermos que é pecado tudo aquilo que tem origem no ego. Tudo aquilo que é feito independente de Deus é pecado. Nesse sentido, qualquer coisa pode ser pecado, desde que feita independentemente de Deus. Pode ser pregar, orar, ou qualquer outra coisa piedosa, se é feita por iniciativa do ego, é carne; e, portanto, é pecado aos olhos de Deus, ainda que aos olhos dos homens seja algo normal. Mas podemos ver também que atrás de todo fruto da carne tem também o ego em ação. O que é inimizade? É quando o ego não é reconhecido. O que é raiva ? É o ego contrariado. O que é ciúme?É o medo de o ego ser suplantado. O que é divisão ?É o ego que sempre está certo e nunca abre mão. O que é inveja? É quando o ego não suporta que o outro tenha algo e ele não. Poderíamos analisar cada pecado e observar que o princípio subjacente a todos eles é a ação do ego. Assim como todo pecado consiste no egocentrismo, toda virtude consiste no oposto, no altruísmo. Enquanto o egocentrismo é colocar a si mesmo no centro, altruísmo é colocar o outro no centro. O que é amor? É esquecer-se de si e olhar para o outro. O que é alegria? É viver contente com o que se tem e o que se é. Diante disso, vemos então que, para vivermos uma vida no espírito, não basta andar em fé, temos também de andar em amor. Andar em amor é andar em renúncia do ego. É abandonar o egocentrismo e a independência de Deus, é negar-se a si mesmo. Mas há ainda outras formas de vida egocêntrica. O egocentrismo pode se manifestar na autopreservação. Precisamos saber que autopreservação não é em si mesma pecado; entretanto, pode ser uma atitude egoísta. É assustador quando vemos a atitude de certos crentes se preservando demasiadamente, não admitindo nenhuma forma de desgaste, de dor ou de sofrimento. O remédio de Deus para o ego é a cruz, e a cruz implica de uma forma ou de outra, em alguma espécie de desgaste e perda da comodidade. A vida no Espírito é uma conseqüência direta de passarmos pela cruz. Só há cristianismo se vivermos pela cruz. Jesus não apenas morreu numa cruz, Ele viveu uma vida de cruz. Vida de cruz consiste em renúncia diária do ego. Jesus quando ensinou os seus discípulos a orar em Mateus 6:9-13, terminou a oração dizendo: ”porque teu é o reino, o poder e a glória”. Reino, poder e glória é tudo aquilo que o homem natural anda buscando. O que é reino? O reino nos fala de bens, riquezas, respeito e reconhecimento. Todo homem procura essas coisas e até mesmo fica ofendido quando não alcança esse objetivo. Todos querem construir um reinozinho pessoal pensando com isso encontrar a realização. Mas o veredicto de Deus sobre isso é: carne. Se buscarmos um reino para nós mesmos, estamos fora do padrão de Deus. Veja que não é pecado buscar respeito. Reconhecimento, ou coisas assim, e mesmo o dinheiro em si não é pecaminoso, mas se queremos andar no caminho da cruz, temos de abrir mão. E o que é poder? É aquele desejo íntimo de manda;,..de ter a primazia. Muitas vezes, gostamos de poder dizer: “vá e diga ao fulano que fui eu quem lhe mandou”. Isso é realização, é ser conhecido na praça. O poder também nos fala de dons e capacidades. Eu posso fazer certas coisas que os outros não podem. Isso me faz sentir feliz e realizado, mas se desejamos andar no caminho do espírito, temos de ir para a cruz e abandonar esses desejos da 29/139
  • 30. carne. E, por fim, o Senhor entregou a glória. Aqui está um ponto realmente crucial do ego: o elogio e a glória. A vida de cruz consiste em abrir-se mão do reino, do poder e da glória. . A primeira maneira que Deus usa para nos levar ao fim de nós mesmos é a revelação. Mas quando isso falha, por causa da nossa dureza e insensibilidade ao Espírito, o Senhor se vê forçado a usar outro recurso: o fracasso, o vexame. Não é da vontade do Senhor que soframos vexame. Ele vem por causa da nossa dureza e resistência em aprender por meio da revelação do Espírito. Ele vem também porque muitas vezes temos um conceito errado a respeito de nós mesmos. Pensamos que somos humildes quando na verdade não o somos. Pensamos que somos dependentes quando na verdade agimos pelo esforço próprio. Suponhamos que um irmão simples é convidado para pregar na reunião principal da Igreja, no domingo. Ele certamente vai sentir angústia e até ter uma desinteria, por medo da responsabilidade. Essa é uma reação interessante, porém é apenas uma expressão da carne por medo do vexame. Como o irmão está inseguro, ele vai orar bastante, jejuar e meditar na Palavra. Chega o domingo e a sua pregação é impactante. Os líderes ficam admirados e convidam-no para o próximo domingo também. No segundo domingo, ele já não fica tão inseguro, mas ainda assim precisa gastar um tempo em oração, buscando a Deus. Mais uma vez é uma bênção, e a liderança extasiada o convida para mais um outro domingo. Dessa vez, o nosso irmão já está tão seguro que pensa ser capaz de pregar para um estádio inteiro. Já não ora e nem medita na Palavra como antes. Ele agora pensa que pode confiar em si mesmo. Ele sobe no púlpito e prega todo o seu sermão, mas quando olha no relógio não se passaram mais do que dez minutos; então, ele começa a suar copiosamente, sente calafrios, tonturas, uma pontada no estômago e o seu desejo é sair correndo dali. O terceiro domingo foi um completo vexame. Veja a maneira como Deus fez. Ele levou aquele irmão a perceber que ele não era tão dependente e humilde quanto pensava, mas foi só no terceiro domingo que ele percebeu isso. Não é fácil perceber em nós erro nenhum, mas quando vem o vexame, eles se tomam manifestos. O que é negar a si mesmo? Antes de avançarmos no entendimento do princípio da Cruz na vida de Jesus, necessário se faz clarear melhor o entendimento do negar-se a si mesmo. O negar-se a si mesmo não é a completa anulação da vontade . Isso evidentemente é impossível. Trata-se antes de uma renúncia definida quando “minha” vontade quer seguir outra direção diferente da vontade de Deus. Significa que a vontade de Deus deve ser priorizada, e não a minha própria. Negar-se a si mesmo não é tornar-se um alienado . Muitos enfiam as suas cabeças dentro de um buraco pensando que dessa forma estão se negando. Isso, além de ser perigoso, se constitui num sintoma de fuga neurótica. E Jesus nunca quis dizer tal coisa. Negar-se a si mesmo não é vida de ascetismo. Na antiguidade muitos monges deixaram suas vidas e paixões. Essa posição coloca, no entanto, a vida cristã como uma dor constante. A vida seria um peso e dura de ser suportada. Jesus veio para que o homem tivesse vida abundante. Não queremos retirar a dor da vida normal, do crescimento sadio, mas não podemos fazer da vida uma apologia à dor. Sofrer gratuitamente, para merecer o favor de Deus, é uma teologia errada e não está coerente com o tipo de vida que Jesus viveu e ensinou. Finalmente, negar-se a si mesmo não é a perda do desejo . Quando o desejo se toma concupiscência, ele passa a ser pecado. E nós já estamos mortos para o pecado e, portanto, livres do seu domínio. Existem, no entanto, desejos legítimos e bíblicos como o desejo de se casar, ter filhos, pregar o evangelho, salvar vidas, e coisas assim. Vemos, portanto, que a autonegação proposta por Jesus é, antes de tudo, uma renúncia ao domínio da própria vida. E isso, sem dúvida, em algumas situações, vai implicar em todos os aspectos que mencionamos acima. Haverá momentos de aparente perda da vontade. Da aparente alienação, de um também aparente ascetismo, bem como de uma renúncia de um desejo legítimo. Ex, Paulo optou por não se casar. Mas era uma questão de consciência particular. Isso acontece em função de que a vida cristã é, em essência, uma contra-cultura 30/139