23/04/2016
Curso de Maturidade no Espírito (Volume 1)
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Curso de Maturidade no Espírito (Volume 1)
ÍNDICE
PARTE I – PRINCÍPIOS DE REVELAÇÃO NA PALAVRA
PARTE II – ANDANDO NO ESPÍRITO
PARTE III – TRANSFORMAÇÃO DA ALMA
PARTE IV – O PLANO DE REDENÇÃO
PARTE V – DISCIPLINAS DO ESPÍRITO
PARTE VI – O CARÁTER DE CRISTO EM NÓS
PARTE VII – GUERRA ESPIRITUAL
PARTE VIII – A PLENITUDE DO ESPÍRITO
PARTE IX – REINO E A VOLTA DE JESUS
APRESENTAÇÃO
É com muita alegria que lhe apresentamos esta apostila do Curso de Maturidade Cristã. Este material na verdade
em uma compilação do Curso de Maturidade no Espírito da Igreja Videira de Goiânia, e da Igreja Batista Central de
Unai – MG
A diferença, entretanto, está no resumo da matéria que fizemos para um melhor aproveitamento na realidade de
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nosso ministério, e alguns comentários extras que acrescentamos no intuito de melhorar ainda mais o material que
já era de excelente qualidade.
Esperamos que de fato você possa fazer um bom uso deste material e ao terminá-lo seja de fato um líder aprovado.
Pastor Marcos V Ribeiro Gonçalves
Pastor Presidente
IGREJA VIDAS PARA CRISTO – GO
Nossos Valores
Somos adoradores, fomos comprados e lavados pelo Sangue de Jesus Cristo, somos devedores do evangelho,
cremos que a missão do IDE é cumprida quando é feita por verdadeiros adoradores, que o adora em espirito e em
verdade.
Somos discípulos radicais, não negociamos com o pecado, nosso compromisso é com o céu, o reino de Deus e
sua justiça, (Mateus 6:33) nosso compromisso é com a porta estreita e com o caminho estreito, ( Mateus 7:13-14) e
a renúncia total das coisas do mundo, toda amizade com o mundo e rebelião contra Deus. (Tiago 4:4)
Cremos que Jesus nos escolheu para fazer a diferença em nossa geração, (João 15:16) para sermos pregadores
da sua palavra a tempo e a fora de Tempo, contamos com a ajuda completa e incondicional do Espirito Santo para
nos capacitar a fazer toda obra de Deus. (MARCOS 13:11) Juntos somos Igreja Vidas para Cristo.
Nossa Visão
Nossa visão é alcançar 4 bilhões de Vidas para Cristo Jesus (4bi são numeros aproximados de pessoas que nunca
ouviram falar de Jesus em 2016*), até o ano de 2050, caso Jesus Cristo não volte.
Para isso estamos buscando resgatar os fundamentos da igreja primitiva, pois a mesma, sem poder contar com os
avanços tecnológicos e áudio visual que temos hoje, alcançou muitas vezes mais do que a igreja de hoje.
Para isso buscamos restaurar a pratica de Jejum, de oração no templo, nas casas e restaurando a verdadeira
comunhão, Atos 2:42-47 incentivamos que cada cristão seja um ganhador de alma, e um cuidador de vidas.
Também ensinamos em nossa Igreja que cada discípulo de Jesus Cristo priorize as coisas do alto e almejem de
todo coração as promessas de Deus, Colossenses 3:1-3, como o Nosso Senhor Jesus nos ensina em Mateus 6:33.
Juntos somos Igreja Vidas para Cristo.
Nossa Missão
Nossa missão é odorar ao único e verdadeiro Deus, (João 4:23) que fez o céu e a terra, como Igreja e corpo de
Cristo 24 hs, (1 Cr. 23:1–25:31) alcançar os perdidos locais, e alcançar as nações e os povos não alcançados,
pregando a palavra a tempo e a fora de tempo, ganhar bilhões de vidas em todo o mundo, (Mateus 28:18-
20) transformando as vidas através do evangelho que é o poder de Deus e povoando o céu de adoradores e
remidos pelo sangue de Jesus. (Apocalipse 7:9) Maranata!
Juntos somos a Igreja Vidas para Cristo.
Igreja em Células.
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PARTE I
PRINCÍPIOS DE REVELAÇÃO NA PALAVRA
Todo homem é espírito, alma e corpo. A concepção geral das pessoas é de que o homem é apenas corpo e alma.
Todavia, é importante ressaltarmos que o homem é um ser triúno: corpo, alma e espírito. Em I Tessalonicenses
5:23 lemos”:
“O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo, sejam conservados íntegros e
irrepreensíveis na vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo”. .
Espírito e alma não são a mesma coisa. Caso fossem, qual seria a necessidade de separá-Ios? Pois, em Hebreus
4:12, Paulo nos diz que a Palavra de Deus é viva e eficaz e penetra a ponto de dividir alma e espírito. Alma e
espírito, portanto, não é mesma coisa.
Mas qual a necessidade de estudarmos sobre esse assunto? Por que precisamos saber que o homem é espírito,
alma e corpo? Isso é fundamental sob muitos aspectos. Essa é a base para a compreensão de todo o fundamento
da fé. Vejamos algumas razões pelas quais nos é imprescindível aprender não apenas que o homem possui uma
dimensão tríplice, mas também a necessidade de sabermos discernir o nosso próprio espírito humano.
Em primeiro lugar, Deus é espírito. Em João 4:24, lemos: “Porque Deus é espírito…” Ora, para que
possamos ter contato com a matéria, precisamos ser matéria. Do mesmo modo, para que possamos ter contato
com Deus, que é Espírito, precisamos ser um espírito.
Em segundo lugar, o próprio conhecimento espiritual é adquirido no espírito. “Em I Coríntios 2: 14, lemos:
;’Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura, e não pode entendê-las,
porque elas se discernem espiritualmente”. Veja bem que todo conhecimento que tem valor na vida cristã é
adquirido espiritualmente.
Em terceiro lugar o novo nascimento é algo que ocorre inteiramente em nosso espírito. “O que é nascido da
carne, é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito” (Jo.3:6). Quando Adão pecou, ele morreu, e bem assim
toda a sua descendência. A morte de Adão não foi de imediato uma morte física, mas espiritual. O seu espírito
morreu para Deus. Não que o homem natural não tenha espírito, mas o seu espírito está morto, incapaz de manter
contato com Deus. O novo nascimento é o renascer deste espírito para Deus.
Em quarto lugar. A adoração é algo que é feito no espírito. Se falharmos em perceber o nosso espírito, a nossa
adoração será comprometida. O máximo que iremos alcançar será um louvor no nível da mente e da alma. Deus é
espírito e deve, portanto, ser adorado em espírito (Jo.4:24). .
Em quinto lugar, em todo o Novo Testamento, somos exortados a andar no espírito.
“Neste ponto alguém pode questionar:” É, mas aí não se refere ao Espírito de Deus?”Todavia,
entendemos que aquele que se une ao Senhor é um só espírito com Deus, fomos unidos a Ele, amalgamados,
ligados indissoluvelmente (I Cor. 6: 17)”. O Espírito Santo não habita na alma, e sim em nosso espírito humano
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recriado. Toda direção que o Espírito nos dá, vem através do nosso espírito. O nosso espírito é a parte do nosso
ser que tem a função de contactar a Deus.
Em sexto lugar a palavra de Deus diz que somos seres espirituais. Eu sou um ser espiritual. Eu sou da
natureza de Deus, fui feito à sua imagem e semelhança. Não devemos pensar que somos o nosso corpo. Nós
somos espíritos, e é por isso que estamos aptos para ter comunhão com Ele para ouvir e falar com Ele.
Em I Coríntios 14:14, Paulo diz: “Se eu orar em outra língua, então meu espírito ora…” Veja a forma como ele diz:
“se eu orar.. Então meu espírito ora” ; veja que o “EU” e o “espírito” são a mesma coisa, mostrando que Paulo se
via como um ser espiritual.
Evidentemente nós não somos apenas espíritos, somos também alma e corpo. Em Romanos 7: 18, Paulo também
diz: “Porque eu sei que em mim, isto é na minha carne…” Veja que ele também diz que ele é matéria. Nós somos
um ser triúno. A divisão que ora fazemos é apenas visando facilitar a aprendizagem.
Existe um tipo de oração que é feita no nível do espírito. Como poderei fazer esse tipo de oração, se eu nem
mesmo sei que possuo um espírito? A adoração é no espírito e a oração também. Vemos que a prática normal da
vida cristã implica numa compreensão clara de que somos um ser espiritual, que possui uma alma e habita em um
corpo.
Há uma grande diferença entre o conhecimento mental e o conhecimento espiritual. Talvez nunca tenhamos
questionado por que há tantos filhos de Deus que conhecem a Bíblia e esse conhecimento não os afeta de forma
alguma. Esse problema acontece porque conhecem a Bíblia apenas intelectualmente, ou seja, não têm revelação.
Por todo o Novo Testamento, nós podemos ver que a maior preocupação de Paulo era a de que os crentes
tivessem revelação de Deus. Se observarmos atentamente as orações de Paulo, mencionadas nas epístolas,
constataremos que o seu alvo de oração era único: Revelação. Paulo não orava pelo crescimento da Igreja. Paulo
não orava por novos líderes, nem por algo semelhante. Como seria mudada a nossa prática de igreja se
tomássemos como nossas as orações de Paulo! Simplesmente porque quando houver revelação, as pessoas serão
transformadas pela ação da Palavra. A fé se manifestará espontaneamente, e a unção e a vida de Deus irão
transbordar.
FUNÇÕES DO ESPÍRITO, DA ALMA E DO CORPO.
Pela Palavra de Deus e pela experiência, podemos ver que o homem possui três partes, e que cada uma delas
possui a sua função específica. O corpo é a parte material onde estão os nossos sentidos físicos. A sua função
básica é manter contato com o mundo material através dos cinco sentidos. A alma, por sua vez, é a parte que nos
permite contatar a nós mesmos. Diríamos que é a parte que nos permite ter autoconsciência, ou seja, consciência
de nós mesmos. A alma é o “eu” e, portanto, o centro da personalidade. O espírito é aquela parte pela qual temos
comunhão com Deus. É o elemento que nos dá consciência de Deus. A alma é o centro da personalidade, mas o
espírito é a parte mais importante – é o centro do nosso ser. É pelo espírito que podemos adorar a Deus e receber
revelação. Deus habita em nosso espírito.
1) FUNÇÕES DO ESPÍRITO
O espírito humano possui três funções básicas: intuição, cons ciência e comunhão.
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A função da intuição
“E vós possuís a unção que vem do Santo, e todos tendes conhecimento”, I Jo.2:20.
“Quanto a vós outros, a unção que dele recebestes permanece em vós e não tendes necessidade de que alguém
vos ensine, mas como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é falsa.
Permanecei nele, como também ela vos ensinou”,I Jo.2:27.
A intuição é a capacidade do espírito humano de conhecer e saber independentemente de qualquer influência
exterior. É o conhecimento que chega até nós, sem qualquer ajuda da mente ou da emoção, ele chega
intuitivamente. As revelações de Deus e todas as ações do Espírito Santo se tornam conhecidas por nós pela
intuição do espírito. A nossa mente simplesmente ajuda a entender aquilo que o Espírito Santo revela ao nosso
espírito.
Muitas vezes, surge um sentimento no nosso íntimo nos impelindo a fazer algo ou nos constrangendo para que não
o façamos. Essa sensação interior é a intuição do espírito. Quantas vezes, depois de fazermos alguma coisa.
Confessamos: “bem que dentro de mim algo me dizia para eu não fazer” . Todos podemos testemunhar que em
muitas circunstâncias passamos por experiências semelhantes á essa. O nosso espírito está funcionando, nós é
que não damos crédito. A maioria de nós estamos confinados a uma vida exterior, e quase nunca damos crédito à
voz interior no espírito.
As coisas do espírito têm de ser discernidas pelo nosso espírito (I Co. 2: 14). Jesus sabia no seu espírito o que os
outros arrazoavam. Paulo foi constrangido no espírito. Em todas essas referências, temos a forma como se
manifesta a intuição do espírito. Alguém pode me perguntar a esta altura: “como vou saber que é intuição do
espírito 7” Eu não sei como você vai saber, mas você vai saber. Alguém poderá lhe perguntar: como você sabe
disso 7 E você simplesmente dirá: “Eu sei que sei”. É desta forma que percebemos a intuição. É um saber que não
tem origem na mente e nem no mundo físico.
“Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão dizendo: conhece ao Senhor, porque
todos me conhecerão, desde o menor até o maior deles. Diz o Senhor”, Jr.31:34.
Nós vivemos hoje debaixo desta aliança. Todos são ensinados do Senhor. Você não sabe como chegou a saber
disso, mas há algo em seu interior que diz que certas coisas não são verdadeiras. Certa vez, uma irmã confidenciou
que sentiu uma grande angústia enquanto certo pastor estava pregando. Ela não sabia o motivo daquela angústia
no espírito. O irmão mais maduro mostrou-lhe que aquele pastor estava ensinando heresia, pois dizia que Jesus
não havia ressuscitado dos mortos. A intuição daquela irmã havia rejeitado o ensino, ainda que a sua mente não
entendesse bem a mensagem.
A intuição se manifesta pela restrição e pelo constrangimento. Por exemplo, podemos estar pensando em fazer
determinada coisa que parece muito razoável, gostamos da idéia e resolvemos ir em frente. Mas algo dentro de
nós, uma sensação pesada, opressiva, parece opor-se ao que a nossa mente pensou, nossa emoção aceitou e a
nossa vontade decidiu. Parece dizer-nos que tal coisa não deve ser feita. Este é o impedimento, ou a restrição da
intuição.
Tomemos agora um exemplo oposto. Determinada coisa parece irracional, contrária ao nosso deleite, e muito
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contra a nossa vontade. Mas, por algum motivo desconhecido, há dentro de nós um tipo de constrangimento, um
impulso, um estímulo para que a façamos. Este é o constrangimento da intuição.
É importante ainda frisarmos que há uma diferença entre o conhecer e o entender. O conhecer está no espírito,
enquanto o entender está na mente. Conhecemos uma coisa através da intuição do espírito, a nossa mente é
iluminada para entender o que a intuição conheceu. Na intuição do espírito, conhecemos a persuasão do Espírito
Santo. Na mente entendemos a orientação do Espírito Santo.
O conhecimento da intuição, na Bíblia, é chamado de revelação. Revelação é o desvendar, pelo Espírito Santo, da
verdadeira realidade de alguma coisa. Esse tipo de conhecimento é muito mais profundo que o conhecimento da
mente. A unção do Senhor nos ensina a respeito de todas as coisas pelo espírito de revelação e de entendimento.
A Função da consciência
É fácil entender a consciência. Todos nós estamos familiarizados com ela. É a capacidade de discernir entre o certo
e o errado, não segundo os critérios da mente, mas segundo uma sensação do espírito. (Rm).9:1-At.17:16. .’
Quando comparamos Romanos 9: 1 e Atos.17: 16, vemos que a consciência está localizada no espírito humano.
Testificar, confirmar, recusar, acusar são funções da consciência. Em I Coríntios 5:3, Paulo diz que em seu espírito
julgou uma pessoa pecaminosa. Julgar significa condenar ou justificar, estas são ações da consciência.
Muito freqüentemente, a consciência condena coisas que a nossa mente aprova. O julgamento da consciência não
é segundo o conhecimento mental, mas segundo a direção do próprio Espírito Santo.
Na Bíblia existem dois caminhos: o caminho tipificado pela árvore da vida e o do conhecimento do bem e do mal.
Não somos exortados na Palavra a andarmos segundo, o padrão de certo e errado, mas sim a sermos guiados
pelo espírito. Quando você pára diante de um cinema, qual é a sua ponderação? “Não é pornográfico, não é errado,
não faz mal, portanto, eu posso assistir”. Tais ponderações não são da consciência. É a mente decidindo,
independentemente. A consciência não faz ponderações, apenas decide. Há muitas coisas que a nossa
consciência recusa, mas a nossa mente aprova. Devemos rejeitar de uma vez por todas o caminhar segundo a
mente e segundo a árvore do conhecimento, devemos ser guiados pelo espírito, pelo princípio da vida de Deus em
nós, percebido em nossa consciência.
Precisamos ser absolutos com aquilo que Deus condena em nossa consciência. Nunca devemos tentar explicar o
pecado, justificando-o. Sempre que houver uma recusa em nossa consciência, devemos parar imediatamente.
Alguns tentam se justificar dizendo que não têm muita convicção se determinada coisa é errada ou não. Romanos
14:23 nos diz que tudo o que não vem da plena certeza e da fé, é pecado.
Só podemos servir a Deus estando com a nossa consciência limpa. Todos nós podemos testificar que a ação da
nossa consciência não depende de nosso conhecimento da Bíblia. Muitas vezes, sentíamos que algo era errado e
só depois descobríamos aquela proibição na Bíblia. Sem que ninguém nos ensinasse, sabíamos que o nosso
namoro estava errado, que as nossas finanças estavam desajustadas. Aquele que é nascido de Deus tem no seu
espírito a voz do Espírito Santo a falar pela sua consciência. Ninguém jamais poderá dizer que não sabia. A nossa
consciência tem a função de testificar conosco a vontade de Deus.
A Função da comunhão
“Meu espírito exulta em Deus meu salvador”, Lc1: 47.
“O que se une ao Senhor é um só espírito com Ele”. I Cor. 6: 17.
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Comunhão é adorar a Deus. Toda comunhão genuína com Deus é feita no nível do nosso espírito. Deus não é
percebido pelos nossos pensamentos, sentimentos e intenções, pois Ele só pode ser conhecido diretamente em
nosso espírito. Aqueles que não conseguem perceber o seu próprio espírito, não conseguem também adorar a
Deus em espírito. É no nosso espírito que nos unimos ao Senhor e mantemos comunhão com Ele. Tudo o que
Deus faz, Ele faz a partir do nosso espírito, sempre de dentro para fora. Esta é uma maneira bem prática de
sabermos o que vem de Deus e o que vem do diabo. O diabo sempre começa a agir de fora, pelo corpo, tentando
atingir nossa alma. Deus, por sua vez, age de dentro para fora.
Sempre que formos adorar a Deus, devemos nos voltar para o nosso coração, pois é nele que percebemos o nosso
espírito. Não procure exercitar a mente na hora de adorar, exercite o espírito através do coração. É por isso que a
adoração com cânticos em línguas é mais eficiente, pois a nossa mente fica infrutífera e podemos exercitar o
espírito livremente. Quando o fogo vier queimando no coração, absorva-o completamente. Quando vier como um
rio transbordante, beba-o completamente. A comunhão é sempre percebida no coração.
COMO EXERCITAR O PRÓPRIO ESPÍRITO
Precisamos separar o nosso espírito de nossa alma (B. 4: 12). Se formos incapazes de separar a nossa alma do
espírito, seremos incapazes de contatar o Senhor e até mesmo de servi-lo.
A maneira como Deus nos leva a perceber o nosso próprio espírito passa por três caminhos: Em primeiro lugar,
devemos entender que a alma esconde, encobre o espírito assim como os ossos encobrem a medula. Se
quisermos ver a medula temos de quebrar os ossos. Por isso, a alma precisa ser quebrada. Sem quebrantamento
é difícil percebermos o nosso espírito. Portanto, a primeira maneira que Deus usa para percebermos o nosso
próprio espírito é pelo quebrantamento da alma. Nestas circunstâncias nos tomamos sensíveis a Deus em nosso
espírito.
Em segundo lugar, a palavra de Deus também tem esse poder de separar alma e espírito. Deus, na verdade, usa
o quebrantamento pelas circunstâncias, e o poder da palavra para separar a alma e o espírito. Hebreus 4: 12 diz:
Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até o
ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir pensamentos e propósitos do coração.
Uma terceira maneira para percebermos o nosso espírito humano é orando em línguas. Paulo diz em I Coríntios
14: 14 que aquele que ora em línguas tem o próprio espírito orando enquanto a mente (alma) fica infrutífera.
Portanto, se você não ora em línguas, busque do Senhor esta experiência, pois através dela você vai crescer no
seu próprio espírito.
Paulo diz em Romanos 1:9 que ele serve a Deus no espírito. O mesmo se aplica a cada cristão. Precisamos
aprender a exercitar o nosso espírito. A obra de Deus em nosso espírito já foi completada. É como uma lâmpada
que se acendeu. Jesus disse que o Espírito está pronto (Mt. 26:41). A obra de Deus em nosso espírito já foi
completada. Fomos regenerados, nascemos de Deus, e Ele agora habita em nosso espírito. A nós cabe apenas
exercitá-lo.
Observe uma criança que acabou de nascer. Ela é perfeita, mas precisa ainda ser aperfeiçoada. Ele tem uma boca
perfeita, mas não sabe falar. Ela possui pés perfeitos, mas não sabe andar ainda. O nosso espírito está pronto, mas
precisa ser aperfeiçoado pelo exercitar.
2) FUNÇÕES DA ALMA
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A Palavra de Deus nos mostra clara e inequivocamente que a alma humana é composta por três partes: a mente, a
vontade e a emoção. A alma é a sede da nossa personalidade, é o nosso “EU’”. É por esse motivo que, em muitos
lugares, a Palavra de Deus chama o homem de “alma”. As principais características do homem estão na sua alma,
tais como idéias, pensamentos, amor, etc. O que constitui a personalidade do homem são as três faculdades:
mente, vontade e emoções.
A função da vontade
“Disponha agora o vosso coração e a vossa alma para buscardes o Senhor Deus” I Cr. 22: 19. Buscar é uma
função da vontade; vemos que a vontade está na alma. Em Jo 6: 7, lemos… “Aquilo que minha alma recusava em
tocar”… Recusar é uma função da vontade escolheria, antes ser. Escolher também é uma função da vontade.
Vemos então, por esses trechos, que a vontade é uma função da alma.
A vontade é o instrumento para nossas decisões e indisposições: queremos ou não queremos. Sem ela o homem
seria reduzido a um ser autômato. É a vontade do homem que também resolve pecar ou servir a Deus. É na nossa
alma que está o nosso poder de escolha.
A função da mente
Provérbios 2:10;19:2 e 24: 14 sugerem que a alma necessita de conhecimento. O conhecimento é uma função da
mente; logo, a mente é uma função da alma.
“As suas obras são admiráveis e a minha alma o sabe muito bem”. Sl.139: 14. Saber é uma função da mente, e,
portanto, também da alma. Lamentações 3: 20 diz que a alma pode se lembrar e sabemos que a lembrança é
função da mente. Por isso podemos afirmar que a mente é uma função da nossa alma.
A mente é a função mais importante da alma. Se a nossa mente for obscurecida, nunca poderemos chegar ao
pleno conhecimento da verdade. A nossa mente é renovada para poder experimentar e entender a vontade de
Deus, que é revelada em nosso espírito.
A Função da Emoção
A emoção é uma parte importante da experiência humana. As emoções dão cor à nossa vida; todavia, jamais
podemos nos deixar ser guiados por elas. Isso porque a emoção é uma parte da alma. As emoções se manifestam
de muitas formas: amor, ódio, alegria, tristeza, pesar, saudade, desejo, etc.
Em I Sm.I8: 1, Ct.l:7 e S1.42: 1, percebemos que o amor é alguma coisa que surge em nossa alma. Provando,
portanto, que dentro da alma, existe uma função como a emoção.
Quanto ao ódio, podemos ver em II Sm.5:8, EZ.36:5 e S1.117: 18 expressões tais como: menosprezo,
aborrecimento e desprezo. Essas são expressões de ódio e todas elas procedem da alma. A alma, portanto, tem a
função de ter emoções tais como o ódio.
Poderíamos citar ainda a alegria em Is.61: 10 e S1.86:4 como uma emoção da alma e ainda a angústia ou o
desejo, I Sm.30:6 e 20:4, Ez.24:25 e Jr.44:I4.
Todos os trechos que lemos até agora já servem de base para constatarmos que a alma de fato tem três funções: a
mente, a vontade e a emoção. Percebemos também que o espírito do homem tem também três funções ou partes
distintas: a consciência, a comunhão e a intuição.
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A TANFORMAÇÃO DA ALMA.
Uma das verdades mais importantes da vida cristã é o fato de que, agora, Deus habita em nós, na pessoa do
Espírito Santo. Como já dissemos, Cristo agora é a nossa vida. Se falharmos em entrar em contato constante com
o Espírito Santo que habita em nosso espírito, a nossa vida, e, conseqüentemente, o nosso caráter serão
seriamente prejudicados. É realmente muito importante sermos capazes de distinguir aquilo que vem do espírito.
Deus fala é no nosso espírito. Se não soubermos a diferença entre alma e espírito, como podemos discernir a voz
e a vontade de Deus para nós?
A Palavra de Deus nos mostra que aqueles que andam segundo o padrão da alma são chamados carnais. Carnal
não é exatamente aquele que anda na prática do pecado. Quem anda na prática do pecado, possivelmente nem
tenha nascido de novo, pois aquele que é nascido de Deus não vive na prática do pecado (Jo.3:9). O carnal é
aquele que sinceramente tenta fazer a vontade de Deus e conhecer a sua vontade, todavia, ele o faz exercitando a
alma.
Nesse sentido, os cristãos que vivem segundo o padrão da alma tendem a seguir aquela função da alma que lhes é
mais peculiar. Por exemplo, pessoas mais emotivas tendem a usar as emoções como critério de vida espiritual. Se
sentem calafrios e fortes emoções conseguem fazer a obra de Deus, mas se estas emoções se vão, também
seu ânimo se esvai. Há outros, porém, que recusam esta emotividade da alma e andam segundo o padrão da
mente. Estes chegam mesmo a criticar os emotivos como sendo carnais. O que eles não percebem é que andar
segundo a mente também é da alma. Estes irmãos tendem a ser extremamente críticos e naturais na obra de
Deus. Geralmente, não aceitam o sobrenatural e querem colocar o Espírito Santo nos seus padrões de mente. Há
ainda um terceiro tipo de cristão da alma, são aqueles que andam segundo a empolgação da vontade.
Poderíamos chamá-los de crentes “oba-oba”. Sempre estão empolgados para realizar alguma atividade,
entretanto, o fogo se apaga logo. Não possuem perseverança alguma. Estes crentes chegam mesmo a
argumentar em nome de sua pretensa sinceridade: “Se eu não estou com vontade, eu não preciso orar nem ler
a Bíblia, pois, afinal, Deus não quer sacrifício“. Parece muito piedoso, mas se tratam apenas de desculpas da
carne para não servir a Deus. Se andamos segundo a alma, invariavelmente cairemos em um destes três pontos,
ou em todos eles. Os que andam na carne não podem agradar a Deus. (Rm.8:8).
Não devemos pensar que a nossa alma é ruim, isto não é verdade. O erro é caminharmos confiados na sua
capacidade de pensar, entender e sentir. Se andamos pela alma já não andamos por fé. Existe algo, entretanto, que
devemos fazer com a alma: devemos transformá-la. Veja que o nosso espírito já foi recriado, regenerado. Toda a
obra de Deus em nosso espírito já foi completada. O nosso espírito é como uma lâmpada que se acendeu dentro
de nós. Ela está acesa e nunca mais se apagará. O novo nascimento aconteceu num instante, mas a nossa alma
agora deve ser transformada. O processo de transformação da alma é algo que dura a vida inteira.
Como a nossa alma deve ser transformada? Pela renovação da mente. A mente é a primeira função da alma. Se
mudamos a mente, estaremos mudando toda a nossa vida. A única maneira de mudarmos a nossa mente é
conformando-a com a Palavra de Deus.
“E não vos conformeis com este século, mas transforma i-vos pela renovação da vossa mente…”. Rm.12:2
Eu colaboro com o Espírito Santo na minha própria transformação à medida que me encho com a Palavra de Deus.
Com relação ao nosso espírito, devemos exercitá-lo constantemente para mantermos contato com Deus; e com
relação à nossa alma, devemos transformá-la, mediante a renovação da nossa mente com a Palavra de Deus.
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3) FUNÇÕES DO CORPO
A Palavra de Deus nos diz que o nosso corpo é apenas a nossa casa terrestre. É o lugar onde moramos neste
mundo. A função básica do corpo é ter contato com o mundo físico. Paulo nos diz em II Coríntios 5: 1-4 que o
nosso corpo é a nossa casa terrestre, mas haverá um dia em que seremos revestidos da nossa habitação celestial.
O nosso corpo não tem conserto e nem salvação. Precisamos receber outro corpo. No céu não teremos uma nova
alma, mas teremos um novo corpo. O nosso espírito foi regenerado, a nossa alma está sendo transformada e o
nosso corpo será glorificado. Vemos aqui os aspectos passados, presentes e futuros da nossa salvação.
Função da sensação
A função da sensação é a porta do nosso ser. Ela se constitui nos cinco sentidos do corpo. Tudo o que entra em
nossa alma, entra através dos cinco sentidos. Se desejarmos obter vitória sobre o pecado, precisamos disciplinar o
nosso corpo para que através dele não entre nada sujo ou pecaminoso.
A Função da locomoção
Evidentemente, é função do nosso corpo se locomover. O nosso corpo é a parte mais inferior, pois é ele que tem
contato com o mundo físico, e para o nosso corpo é impossível perceber as coisas espirituais.
Função de instinto
Os instintos são reações do organismo que não dependem do comando da nossa alma. São reações automáticas e
em si mesmas não são pecaminosas. Entretanto, elas são a base da concupiscência da carne. Deus criou os
instintos bons, mas por causa do pecado, eles foram degenerados e hoje precisamos exercer domínio sobre eles.
Há três grupos de instintos básicos: de sobrevivência, de defesa e sexual. O instinto de sobrevivência inclui o
comer, o beber e as necessidades fisiológicas. São inatos, ninguém precisa ensinar a criança a mamar, ela já
nasce sabendo. O pecado transformou esse instinto natural em glutonaria e bebedices. O instinto de defesa inclui
os atos reflexos de proteção, como esquivar-se, esconder-se, proteger-se. O pecado o transformou em brigas,
facções, iras e todo tipo de violência. E o instinto sexual foi corrompido para se transformar em adultério,
fornicação, prostituição, sodomia e coisas parecidas. Não devemos permitir que esses instintos naturais, que
permanecem em nós, mesmo depois que somos convertidos, nos controlem. O corpo deve ser um servo e não um
Senhor.
A disciplina do corpo
Precisamos estudar as funções do corpo para compreendermos que o diabo está de fora, e Deus está dentro de
nosso espírito. Sendo assim, tudo o que é do diabo vem de fora para dentro e tudo o que é de Deus vem de dentro
(do nosso espírito) para fora.
Veja a maneira como o inimigo age: Ele primeiro procura entrar pelas portas da alma que são os sentidos do corpo.
O processo sempre começa com o inimigo tentando chamar a nossa atenção.
Uma vez que ele tem a nossa atenção, ele tentará despertar algum instinto básico do nosso corpo. Como já vimos,
os nossos instintos foram corrompidos pelo pecado e tomaram-se aliados do diabo. Quando ele desperta um
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instinto, nós dizemos que estamos sendo tentados. .
Uma vez que o instinto é despertado, o próximo passo é produzir um desejo. O desejo ainda não é pecado se ele
for apenas uma forte tentação e ser tentado ainda não é pecado.
O pecado acontece quando o nosso desejo se transforma em intenção. Jesus disse que qualquer um que olhar
com intenção impura para uma mulher, já adulterou com ela (Mt. 5:28). Quando compreendemos a forma como o
diabo age, fica mais simples alcançar vitória sobre ele.
Além disso, há algo que a Palavra de Deus diz que devemos fazer com o nosso corpo:
“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e
agradável a Deus, que é o vosso culto racional”. Rm, 12:1
Devemos ofertar o nosso corpo a Deus e trazê-lo debaixo de disciplina. Disciplinar não é usar de ascetismo, mas é
simplesmente não fazer a vontade do corpo. O nosso corpo e a nossa alma são a parte do nosso ser natural que é
chamada de carne, no Novo Testamento. O carnal, então, é aquele que vive no nível do natural; ou seja, no nível da
alma e do corpo.
Algumas implicações práticas:
Há uma atitude que devemos ter em relação a cada parte do nosso ser:
1. a) O espírito deve ser exercitado – Com relação ao nosso espírito, precisamos exercitá-lo. A obra de Deus
em nosso espírito está pronta, daí dizer-se que o espírito está pronto. Todavia, assim como uma criança
nasce perfeita, mas ainda precisa ser aperfeiçoada, também acontece o mesmo com o nosso espírito.
2. b) A alma deve ser transformada – A nossa alma deve ser transformada. Romanos 12: 1 e II Cor 3: 16 nos
dizem como isso deve acontecer: pela renovação da mente.
3. c) O corpo deve ser disciplinado – Por fim, o nosso corpo deve ser disciplinado como é ensinado em
Romanos 12: 1.
Com relação à salvação podemos dizer:
1. a) O nosso espírito foi regenerado no passado – a vida de Deus foi colocada dentro do nosso espírito. É
como uma lâmpada que se acendeu. A obra está completa. Por isso, o Senhor disse que o espírito está
pronto (Mt. 26:41).
2. b) A nossa alma está sendo transformada no presente – o alvo de Deus é que esta vida que está no
espírito possa transbordar para nossa alma a ponto de saturá-la e transformá-la.
3. c) O nosso corpo será glorificado no futuro – o ápice da obra de Deus é a manifestação dos filhos de
Deus na glória.
Com relação ao propósito de Deus podemos comparar:
1. a) O corpo aponta para o Egito – do ponto de vista de Deus o corpo é o lugar onde o pecado habita e,
portanto, não tem remédio. Deveremos receber um corpo glorificado.
2. b) A alma aponta para o deserto – depois de termos sido salvos, precisamos nos perguntar se estamos
vivendo no nível da alma ou do espírito.
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A vida da alma é lugar de aridez e falta de fruto. Viver pela alma é viver no deserto. .
1. c) O espírito aponta para Canaã. A boa terra aponta para Cristo. Deus queria que. Israel desfrutasse da boa
terra assim como deseja que hoje desfrutemos do Senhor Jesus. Sabemos que o Senhor habita em nosso
espírito, daí entendemos que é no espírito que devemos desfrutar dele.
A REVELAÇÃO NO ESPÍRITO
Na vida cristã o ponto mais importante é o conhecimento espiritual, a revelação. Como já mostramos
anteriormente, a maior preocupação de Paulo, em todas as suas epístolas, era com revelação (EL1: 1519, Ef.3:
1419).
É interessante vermos que Paulo não orava pelo crescimento das igrejas locais. Em nenhum lugar Paulo faz votos
pelo crescimento numérico da igreja. Paulo não ora pelo prédio onde os irmãos deveriam se reunir. Paulo tinha uma
única oração: por revelação.
Precisamos entender que o Novo Testamento tem um ponto central. E não digo que não devemos orar por coisas
como as que já mencionei, elas têm a sua devida importância. Mas não são o ponto central.
O ponto central de todo o Novo Testamento é Cristo. Mas não apenas Cristo, mas Cristo dentro de nós, em nosso
espírito. O que tem valor realmente é conhecermos Cristo, por revelação, em nosso espírito. Se possuirmos
revelação de Cristo, espontaneamente, todas as áreas de nossa vida serão afetadas e transformadas.
É preciso estar claro para você que revelação não é descobrir algo que ninguém conhecia na Palavra de Deus.
Antes, é saber pelo espírito algo que a nossa mente talvez até já saiba. É simplesmente ver do ponto de vista de
Deus. É ver como Deus vê. (I Cor. 2:11-12; II Cor. 3:6 e4:6; II Cor. 5:16; Jo. 20:11-16; Lc.24:13-16 e 30-31.)
Por que muitas pessoas conhecem a Palavra de Deus e não são transformadas? Porque o homem natural não
entende as coisas do Espírito de Deus. Porque estas coisas se discernem espiritualmente, ou seja, por revelação.
Uma coisa é o conhecimento natural e carnal, outra coisa é o conhecimento espiritual ou revelação. Paulo diz que
antes ele conhecia Jesus na carne, mas depois passou a conhecê-lo pelo Espírito.
Assim que, nós, daqui por diante, a ninguém conhecemos segundo a carne; e, se antes conhecemos Cristo
segundo a carne, já agora não o conhecemos deste modo. II Cor. 5:16.
Quando a revelação de Deus vem, então, há crescimento, há discipulado, há maturidade cristã, há missões, há
novos líderes, tudo o mais é apenas conseqüência de termos as nossas vidas impactadas pela luz do Espírito
Santo.
À medida que nossos olhos espirituais se abrem e entendemos com todos os santos a dimensão do seu poder
dentro de nós, então, há uma explosão de poder e autoridade. Esta geração vai descobrir a autoridade que tem e a
suprema grandeza do poder de Deus que opera dentro de nós. Não adianta saber com a mente, temos que ter
revelação no espírito. (Ef. 1: 15-19). (Ef.3:14-19).
CONDIÇÕES PARA SE OBTER REVELAÇÃO
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Observando a Palavra de Deus podemos dizer que há pelo menos quatro fatores essenciais para se obter
revelação.
O primeiro fator é conhecer a Palavra de Deus.
Por definição. Revelação é tomar algo que estava oculto, ou escondido é trazer à tona para que todos vejam. O
que significa isto? Eu simplesmente não vou ter revelação alguma se a Palavra de Deus estiver oculta para mim.
Precisamos conhecer a Palavra de Deus antes de recebermos revelação.
Evidentemente, o mero conhecimento mental da Bíblia não tem valor algum. Se tudo o que você tem é mero
conhecimento mental, então você não tem coisa alguma. É do conhecimento de todos que os espíritas e os
católicos lêem a Bíblia e, no entanto permanecem no erro. É assim por que o mero conhecimento mental não muda
a vida de ninguém.
Por outro lado, há um princípio espiritual em I Coríntios 15:46:
“Mas não é primeiro o espiritual e, sim o natural; depois o espiritual. ”
Antes de termos o conhecimento espiritual precisamos do conhecimento natural. Como podemos ter revelação no
espírito de algo que nem conhecemos com a mente. Antes de termos revelação precisamos encher a nossa mente
com a Palavra de Deus. Gaste tempo lendo, estudando, meditando, ouvindo, falando e praticando a Palavra de
Deus. Na medida em que isso for se tomando real, naturalmente, o seu espírito será exercitado e as revelações
virão.
O segundo fator é ter olhos para ver. E isto acontece através do novo nascimento.
Vamos tomar o exemplo de um baú. Se queremos ver o que está dentro de baú, a primeira coisa que temos de
fazer é abri-lo e retirar o que queremos ver. É isto que dissemos quando falamos sobre abrir a palavra de Deus.
Mas suponhamos que depois de abrir o baú descobríssemos que não podemos ver, somos cegos. Nesse caso, não
poderíamos ver o que está sendo revelado. O mesmo acontece conosco. Não basta abrir a Bíblia, precisamos de
olhos para ver.
Em I Coríntios 2: 14 lemos que: “o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura,
e não pode entendê-las porque elas se discernem espiritualmente.”
Se ainda não fui regenerado não vou ter condições de ter revelação. Aquele que não nasceu de novo é cego para
Deus, não pode ver as coisas do Espírito.
O terceiro fator é a luz que virá através do batismo com o Espírito Santo.
Suponhamos que já tenhamos aberto o baú, temos condições de enxergar, mas não há luz. Ainda assim não vamos
ver coisa alguma. Deixar de ser cego é uma questão de novo nascimento, mas ter luz aponta para a experiência do
batismo no Espírito Santo. O crente que ainda não foi batizado no Espírito, é filho de Deus, mas vive como homem
natural, não discerne as coisas do Espírito. Ele até pode louvar, mas não pode adorar. Pode até conhecer a Bíblia,
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mas não tem revelação. A terceira condição, então, é ser batizado no Espírito Santo.
Quero lembrar ainda mais uma vez que ter revelação não é ver algo que ninguém nunca tenha visto, antes, é ver as
mesmas coisas com a luz do espírito. É quando as letras da Bíblia parecem saltar aos nossos olhos, e aquilo que já
sabíamos com a mente adquire agora uma intensidade e uma realidade antes desconhecida. Por exemplo, você já
sabia que era templo do Espírito Santo, mas depois que vem a revelação do Senhor sobre esta verdade, tudo
parece ser diferente e, uma nova atitude de santidade brota de dentro de nós, afinal, você agora sabe que alguém
tremendamente santo habita dentro de você.
O quarto fator são os olhos abertos.
Suponhamos que já tenhamos aberto o baú, já podemos ver, há luz, mas inesperadamente os olhos estão
fechados.
Não podemos ver algo que está oculto, não podemos ver se não enxergamos, também não podemos ver se não
houver luz, mas mesmo que tenhamos tudo isso, ainda não verá coisa alguma se estivermos com os olhos
fechados.
Na Bíblia, os olhos são o nosso coração. Ter os olhos fechados é ter o coração fechado. Muitos de nós têm
fechado o coração para aprender com certos irmãos, por isso mesmo Deus os tem resistido e não possuem
revelação do Senhor. Devemos ser muito cuidadosos com o nosso coração, pois é por ele que vem todas as coisas
de Deus. Tudo passa pelo coração.
Em Apocalipse 3:20, o Senhor Jesus diz para os crentes de Laodicéia que ele está à porta batendo. Esta palavra
foi dita para crentes e não para incrédulos. Eles estavam com o coração fechado e o Senhor dizia querer entrar. Do
mesmo modo, Deus hoje tem batido a porta do nosso coração para que nós abramos para Ele, para que tenhamos
sede Dele, fome de Sua palavra e anseio por Sua presença. Não adianta termos todos os ingredientes se nos
faltam os olhos abertos, o coração escancarado para o Senhor.
O quinto fator é ter um coração consagrado a Deus
A principal questão para se alcançar revelação é tratar com o coração. É no coração que a luz de Deus
resplandece (lI Co.4:6). Se o nosso coração estiver com problemas, não perceberemos a luz de Deus.
Em Juizes 16:20-21, lemos que Sansão foi derrotado pelos filisteus e estes lhe cegaram os olhos. Por que Sansão
foi derrotado? Porque ele era nazireu consagrado ao Senhor, e o sinal da sua consagração era o seu cabelo.
Quando o seu cabelo foi cortado, então, a sua consagração também foi cortada. Todas as vezes que a nossa
consagração e obediência a Deus são quebradas, uma nuvem escura vem sobre nós. Tomamo-nos como cegos
para as coisas espirituais.
O pecado é algo terrível que produz insensibilidade em nosso coração e nos incapacita a ouvir e a receber de
Deus. O alvo do diabo, como já dissemos. é impedir que vejamos. Ele quer que sejamos cegos sobre Deus e Seu
propósito. Quando o pecado entra em nossas vidas, o diabo tem espaço para nos cegar e, assim, somos
impedidos de obter revelação de Deus. A revelação do Senhor é para aqueles que O obedecem,que têm um
coração consagrado, dado e ofertado a Deus.
Existem muitos servos de Deus que não conseguem entender as coisas do espírito como se fossem homens não
convertidos. Por que acontece isso? Porque são servos que erram no coração. Não têm um coração consagrado ao
Senhor. Por causa disso, os seus olhos espirituais, os olhos do coração, estão cegados e eles não podem ver as
coisas espirituais. Esse não é o único, mas talvez seja o principal motivo da cegueira no meio do povo de Deus.
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Por outro lado, aqueles que andam em obediência se tomam cada vez mais’ sensíveis e aptos para receberem de
Deus em seus espíritos.
O sexto fator é ter um coração ensinável.
Com relação ao ensino, existem dois tipos de crentes na casa de Deus: Há aqueles que são portadores de uma
doença que eu costumo chamar de complexo de Adão. Eles julgam que não devem aprender nada com ninguém,
pois Deus vai ensinar tudo para eles. Na sua presunção, estes irmãos jogam fora séculos de história e de mover de
Deus, e esperam que Deus comece tudo outra vez com eles.
Por outro lado, há um segundo tipo, que são os piores: aqueles que julgam que já sabem tudo. Quem já sabe tudo
não precisa mesmo aprender com ninguém, e nem mesmo precisa buscar revelação. Eles detêm todo o
conhecimento da humanidade.
Tais irmãos não devem esperar algo no Senhor, pois Deus os resiste. Tudo isso é soberba e Deus resiste ao
soberbo, mas dá graça ao humilde. (I Pe.5:5). Em apocalipse 3: 18, o Senhor aconselha a igreja de Laodicéia a
comprar colírio para que possa ver. Esse ver é algo no espírito. Colocar colírio nos olhos significa buscar um
coração ensinável. Quem não se dispõe a aprender com os outros, também não vai aprender diretamente com o
Senhor. Sansão ficou cego por causa da falta de consagração; os laodicenses ficaram cegos por causa de um
coração soberbo que julgou saber todas as coisas.
Revelação é simplesmente desvendar, é revelar algo que estava oculto. Mas não basta apenas revelar o que está
oculto, é preciso que haja luz; caso contrário, não poderei enxergar. Eu posso revelar o que está oculto em uma
caixa, mas se não houver luz, de nada vai adiantar. O desvendar é importante, mas a luz é imprescindível, porque
se em mim não houver olhos para enxergar, então tudo foi em vão.
O ministro deve abrir a Palavra e isso acompanhado de muita luz do Senhor, mas se as pessoas estiverem cegas,
de nada adiantará. Antes de tudo é preciso que tenhamos olhos para enxergar. Se não cairemos no mesmo
problema dos fariseus: tinham olhos, mas não viam, tinham ouvidos, mas não ouviam.
Eu não devo buscar aprender sozinho aquilo que meu irmão já sabe, pois Deus não vai me ensinar. Mas se eu me
disponho a aprender com meu irmão, então a luz de Deus virá através dele. Se em nossa cidade Deus está se
movendo em algum lugar, eu devo me dispor a ir até lá para aprender, pois se eu não o fizer e tentar aprender
sozinho, Deus poderá me resistir. Deus resiste ao soberbo.
Que o Senhor nos dê-colírio para que possamos enxergar e alcançar revelação dentro da sua Palavra.
O sétimo fator é ter um coração limpo.
Em Mateus 5:8, Jesus disse que os limpos de coração poderiam ver a Deus. Veja bem que esse ver é uma
promessa para o futuro, mas também se refere ao tempo presente quando podemos ver por revelação a Deus (I
Cor.2:9-10).
Há muitos que não podem ter revelação pelo simples fato de terem um coração impuro diante de Deus. Não é
suficiente ter um coração limpo, precisamos ter um coração puro. Ser limpo significa não ter pecado oculto.
Significa a apropriação completa do perdão do sangue de Jesus. Mas quanto a ter um coração puro não é
simplesmente uma questão de pecado. Um copo d’água pode ter a água limpa, porém misturada (Ex: água com
açúcar), portanto há corações limpos que não são de modo algum puros.
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Ter um coração puro significa ter um coração sem misturas. Se o nosso coração está cheio de coisas profanas, fica
difícil enxergarmos as coisas do espírito. Existem muitas coisas que não são pecaminosas. Mas que tomam o
nosso coração impuro. Por exemplo, uma pessoa que acaba de abrir uma loja. Apesar de o seu coração não estar
sujo, ele estará cheio de interesse pelo comércio. Durante todo o dia, ele vai estar voltado para as coisas da loja.
Se em nosso coração há um interesse pelo Senhor, mas um interesse igualmente grande por outras coisas, o
nosso coração está impuro.
Ter um coração puro é ter um coração para Deus. “Quem mais tenho eu ,no céu? Não há outro em que eu me
compraza na terra” (Salmo 73:25). Davi foi chamado de o homem segundo o coração de Deus por causa do seu
prazer inteiramente colocado Nele.
O oitavo fator é ter um coração sem véu
Em II Coríntios 3: 15, lemos: “Mas até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles”, Paulo
está nos dizendo aqui que há um véu sobre o coração dos judeus que os impede de enxergar a revelação de
Jesus. Que véu é esse? O véu do tradicionalismo. Por que há tantos que não se rendem às evidências do batismo
no Espírito Santo? A história comprova o crescimento das igrejas, os sinais comprovam-No, a maturidade das vidas
também. Porque, então, ainda dizem que tudo é mentira? Só pode ser por causa desse véu que está posto sobre o
seu coração. Não é Deus quem coloca o véu, somos nós mesmos. Quando nos enrijecemos em um conceito
natural e humano, estamos colocando sobre o nosso coração um véu que nos impede de enxergar novas
revelações.
Durante toda a história, esse fato pode ser percebido. Deus sempre usa um homem para trazer uma revelação,
mas esse mesmo homem de novo resiste às novas revelações que Deus quer trazer através de outros. Deus não
pára, nós é que nos endurecemos em nossa tradição humana. Se desejamos revelação, devemos abrir mão do
tradicionalismo humano.
Ser tradicional é estar fechado para qualquer palavra nova que Deus esteja falando. E, nesse sentido, existem
tradicionais que oram baixo e que oram alto. Há tradicionais que oram em línguas e outros que não oram.
Tradicional é aquele que está preso ao passado.
Veja que um coração correto é básico. Se desejamos revelação, é fundamental nos enchermos com a Palavra de
Deus.
CARACTERÍSTICAS DA REVELAÇÃO.
1. homem é um ser triúno: possui espírito, alma e corpo. Temos de avançar e aprender as coisas de Deus
pelo nosso espírito e não apenas pela mente. Mas às vezes, quando falamos de saber algo no espírito. Isso
parece ter outro sentido para alguns irmãos. A palavra de Deus nos diz claramente sobre o que devemos ter
revelação. Alguns irmãos querem ter revelação de coisas sem importância e chegam a ensinar que
revelação é descobrir algo que jamais alguém viu ou percebeu.
A Palavra de Deus tem um ponto central. Todo propósito de Deus na história tem um ponto central e esse ponto
central é uma pessoa: Jesus Cristo. Mas não apenas Cristo; Cristo dentro de nós. É sobre isto que devemos ter
revelação. O problema da Igreja é que ela se dispõe a conhecer muitas coisas que fogem do ponto central de Deus:
Cristo.
Mas pode ser que muitos conheçam essas verdades e ainda assim não percebam nada diferente em suas vidas.
Como podemos saber se temos ou não revelação? Podemos dizer que existem quatro sinais ou evidências: quando
temos revelação de uma verdade esta revelação vai gerar em nós: (1) vida. (2) fé, (3) mudança de vida e (4) ajuda
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na hora da tentação.
1) Revelação gera vida
Em João 6:63, Jesus disse: “Estas palavras que vos digo são Espírito e vida .” Quando o Senhor fala conosco na
Palavra, isso vai gerar vida dentro do nosso ser. A primeira característica de alguém que recebeu revelação do
Senhor é que ela vai expressar vida.
A letra é morte, mas a palavra que sai da boca de Jesus vem acompanhada do seu sopro e este é o Espírito.
Quando o Senhor fala, então há luz, porque a luz está na vida (João 1:4). Sempre que o Senhor fala, há vida e nos
enchemos dela. A revelação da Palavra nos enche de vida. Devemos ter a vida a jorrar em nós como uma fonte
para saciar os outros. O que todos procuram é vida.
Na Bíblia, existe um símbolo de vida que é o vinho. Porque o vinho é símbolo de vida? Porque os seus efeitos são
semelhantes. Quando alguém se enche de vinho, ele vai se sentir mais corajoso, mais audacioso, ficará mais
sorridente, cheio de alegria, se tomará falante, com muito ânimo e disposição. Até a sua pele vai mudar se tomando
mais rosada e os olhos mais brilhantes. Tudo isso é a vida se manifestando. É verdade que tudo isso é passageiro,
pois o vinho é apenas uma figura e não a realidade, uma mera falsificação da suprema realidade de vida que é a
pessoa do Senhor Jesus.
Quando nos enchemos do Senhor, nós temos todas essas expressões de vida, só que com realidade. Nos sentimos
mais alegres, ousados. capazes de falar e cheios de disposição. É muito estranho conviver com irmãos que não
expressam vida de forma alguma. Sempre que a Palavra de Deus queimar em nossos corações, então a vida se
manifestará. Isto é assim porque Jesus é a palavra viva. A vontade de Deus é que transbordemos da vida
abundante que Jesus é em nós.
É a vida de Deus fluindo em nós que será autoridade em nossa boca. É a vida fluindo em nossas palavras que vai
gerar vida nos outros. É a vida que tem o poder de destruir a morte. Não podemos explicar a vida, adequadamente,
mas podemos percebê-la onde quer que ela se manifeste. O que todos procuram é vida. Não devemos aceitar
reuniões sem vida, aconselhamento sem vida, pregação sem vida. Onde a vida não estiver se manifestando deve
haver algum problema espiritual. A letra sozinha mata, mas a Palavra revelada gera vida.
2) Revelação gera fé
A segunda característica de alguém que alcançou alguma revelação é que ele vai crescer em fé. É como se uma
nova luz brilhasse sobre um texto bíblico já conhecido por nós. Quando isso acontece, nosso coração é despertado
numa fé empolgante. Romanos 10: 17 diz que “a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus”. Se não houver despertar da
fé, é porque não houve revelação.
A fé é gerada pela palavra de Deus e a revelação nada mais é que a Palavra viva de Deus em nosso espírito. Se
algum conhecimento não gera em nós uma nova medida de fé então esse conhecimento é da mente, é puramente
intelectual.
Quando a revelação de Deus vem, o nosso coração se aquece numa fé e disposição nova. Crescer em fé, é
crescer em revelação. A revelação é como a luz. Hoje, enxergamos como uma vela, amanhã como uma lâmpada de
cinqüenta Watts, depois de cem, de mil, até ser como um holofote. Não devemos nos contentar com o nível de
revelação e fé que já alcançamos, antes devemos avançar para níveis novos.
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3) Revelação gera mudança
Depois de recebermos revelação do Senhor, nunca mais seremos os mesmos, pois a revelação nos transforma.
Em Mateus 16: 16 nós vemos Pedro fazendo uma grande declaração a Jesus: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus
vivo”. “Sobre esta afirmação de Pedro Jesus disse:” Bem aventurado és Simão Barjonas, porque não foi carne e
sangue quem to revelou, mas meu Pai que está no céu. ““. E o Senhor depois acrescenta: Também digo que tu és
Pedra… Aleluia! Pedro antes era Simão. Simão quer dizer frágil, mas agora foi transformado em Pedro, rocha.
Pedra é da mesma natureza de Jesus. O que transformou Pedro? Jesus disse que foi a revelação que ele recebeu
do Pai. A cada nova revelação que recebemos somos transformados de glória em glória até alcançarmos a
semelhança de Jesus.
Não precisamos nos esforçar para nos mudar, nos transformar, precisamos apenas conhecer o Senhor por
revelação no espírito. Quando isso ocorre, naturalmente somos transformados. Quando alguém diz ter revelação
de alguma verdade, mas esta revelação não o transformou de forma alguma, então a sua revelação é questionável.
Revelação gera mudança de vida.
Se em sua vida não tem havido mudanças, está faltando luz sobre a Palavra. Alguns reclamam dizendo que estou
sempre mudando. Graças a Deus, mudo e continuarei sempre mudando. Não sou o mesmo do ano passado e não
serei o mesmo no ano que vem. Se tenho uma Palavra queimando em meu coração, a minha vida tem de estar
constantemente em crescimento e transformação.
4) A Revelação nos sustenta na tentação
Quando uma verdade é aprendida só na mente, ela não nos ajuda na hora dos ataques do diabo, mas quando é
algo que queima em nosso coração, podemos lançar mão dela sempre que for necessário, porque sempre haverá
fé para destruir a ação do inimigo. A Palavra que vem do espírito, dentro de nós, destrói as obras do diabo. Toda
Palavra que sai do espírito é Palavra de Deus. .
Podemos concluir que a revelação se manifesta pelo menos de quatro maneiras: gerando vida, gerando fé,
transformando a vida e provendo-nos livramento na hora da batalha.
A revelação é progressiva, é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser um dia perfeito.
(Provérbios 4: 18). Antes, andávamos em trevas, mas agora a cada dia recebemos nova medida da luz de Deus.
Hoje vemos obscuramente, mas vem chegando o dia em que o veremos face a face tal qual ele é. (I Coríntios 13:
12).
O Logos e o Rhema
Lendo nossas Bíblias em Português, não conseguimos distinguir dois termos usados no original que são igualmente
traduzidos como “Palavra” em nosso idioma. Esses dois termos são logos e rhema. Esses termos são traduzidos
unicamente como “Palavra” porque são vistos como sinônimos, porém, o Espírito Santo escolheu tais termos para
nos mostrar a tremenda diferença que existe entre a Palavra escrita e a Palavra viva. Vejamos alguns exemplos
bíblicos onde encontramos os termos logos e rhema:
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a) O Logos
Logos é a Palavra escrita. É aquilo que Deus falou e que foi registrado para nossa orientação. Ela contém o que
Deus falou anteriormente pelos profetas e por meio do Filho (B.1: 1-2). E esta a Palavra que nós ministramos; não
ministramos palavra de homens. Precisamos estar familiarizados com esta Palavra, pois o conhecimento da letra da
Bíblia é extremamente importante. Vejamos alguns textos em que no original se usa o termo Logos, e qual deve ser
a nossa atitude para com a palavra escrita.
“Se alguém me ama guardará a minha palavra (lagos)”. João 14:23.
“Lembrai-vos da palavra que vos disse (logos)”.João 15:20.
“Santifica-os na verdade, a tua palavra (logos) é a verdade”. João 17: 17.
“Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra (logos)”. Atos 64.
‘“‘A palavra (logos) de Deus crescia”. Atos 6:7.
“Retendo a palavra (logos) da vida”. Filipenses2:16.
“… Criado com as boas palavras (logos) da fé”. I Timóteo 4:6.
“…Que maneja bem a palavra (logos) da verdade”. II timóteo 2: 15.
“Prega a palavra (logos)”. II Timóteo 4:2.
“Porque a palavra (logos) é viva e eficaz”. Hebreus4:12.
“…Não está experimentado na palavra (logos) da justiça”. Hebreus 5: 13.
“E sede praticantes der palavra (logos)”. Tiago 1:22.
“A palavra (logos) de Cristo, habite em vós abundantemente (ricamente)”. Colossenses 3: 16. A Palavra escrita
deve habitar em nós ricamente. Deve estar dentro de nós abundantemente. Devemos ler, meditar e decorar esta
Palavra. Devemos estar entre aqueles que o simples mencionar de um fato das escrituras é o suficiente para que
saibamos o seu conteúdo (pelo menos em linhas gerais). Isso é fundamental, pois sem o conhecimento da Palavra
escrita, nunca chegaremos à experiência da Palavra viva (Rhema). O logos é o fundamento do rhema. Como já
aprendemos anteriormente, primeiro é o natural, depois o espiritual. Primeiro, devemos ter a mente cheia do logos
para que o Espírito Santo nos traga o rhema.
“Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes e a palavra (logos) de Deus está em vós e já vencestes o maligno”. A
característica dos jovens é a força, mas não a força natural, e sim a espiritual. O jovem aqui em sua luta contra o
Diabo, é como o Senhor Jesus, quando foi tentado por Satanás. O inimigo citou para ele trechos das escrituras,
porém, o Senhor o combateu, usando a própria escritura, afirmando: “Está escrito” (Mateus .4:4, 7. 10). b) O
Rhema
Apesar de ser traduzida à semelhança do Logos, como Palavra na
Bíblia, o Rhema tem um significado muito diferente de Logos. Enquanto o Logos é a Palavra falada no passado e
que se tornou escrita, o Rhema é a Palavra que Deus está falando conosco pessoalmente, é aquela palavra que
está queimando em nosso coração. Vejamos algumas passagens no Novo Testamento em que a palavra Rhema é
usada.
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Em Mateus 4:4 Jesus respondeu: “Está escrito: Não só de pão viverá o homem mas de toda palavra (rhema)
que procede da boca de Deus”. O termo usado aqui no original grego é o Rhema. Isso significa que o Logos, a
palavra escrita, não pode nos alimentar, somente o Rhema pode nos nutrir em nosso espírito. Tanto o Logos como
o Rhema são a Palavra de Deus, mas a primeira é a Palavra escrita na Bíblia, enquanto a última é a Palavra de
Deus falada a nós em uma ocasião específica.
Certa vez, um irmão recebeu a notícia de que seu filho fora atropelado. O irmão, logo abriu a Bíblia aleatoriamente
e leu em João 11 :4: I/Esta enfermidade não é para morte”. O irmão ficou em paz e chegou mesmo a se alegrar.
Quando, porém, chegou ao lugar do acidente, descobriu que seu filho morrera instantaneamente. Será que o que
está relatado no Evangelho de João então não é verdade? É a Palavra de Deus, mas é Logos e não rhema.
“A fé vem pelo ouvir (literal) e o ouvir pela palavra (Rhema) de Crista”. Romanos 10: 17. Aqui, novamente a Palavra
é Rhema e não Logos.
Isso nos mostra que o que gera fé não é simplesmente ler a Bíblia, mas é ter a palavra queimando em nosso
coração pelo Espírito Santo.
Todos conhecemos muitos trechos da Bíblia. Certo dia, porém, um texto que já antes conhecíamos e até sabíamos
de cor, assume um frescor, uma vida, uma cor diferente. Aquela verdade começa a nos aquecer. o coração, gerando
fé. Deus está falando conosco. Antes, sabíamos genericamente, mas agora Deus falou individualmente conosco.
Todo Rhema é baseado no Logos. Não podemos ter o Logos sem o Rhema.
“As palavras (Rhema) que eu vos digo são espírito e são vida”. João 6:63. Somente o Rhema é espírito e vida, na
verdade, o Logos sozinho não pode dar vida, pode até mesmo matar, porque a letra mata.
Em Lucas 1:38, Maria disse: “Aqui – está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra
(rhema)”. Antes, Maria tinha as palavras do profeta [saías 7: 14: “Eis que a virgem conceberá e dará luz um filho”,
mas agora ela tem a Palavra falada especificamente a ela: “Você conceberá e dará à luz um filho”l. Foi por ter
recebido esta Palavra que Maria concebeu e tudo se cumpriu. Deus falou com ela o mesmo texto que estava
escrito, mas quando Deus falou, a Bíblia usa a expressão Rhema ,indicando que é a palavra viva.
Em Lucas 2:29 ,Simeão disse: “Agora, Senhor despedes em paz o teu servo, segundo a tua palavra”. A Palavra
aqui é Rhema. Antes de o Senhor Jesus vir, Deus falou a Simeão que ele não morreria antes de ver o Cristo do
Senhor. Mas, no dia em que Simeão viu o Senhor Jesus, ele disse: “Agora, Senhor despedes em paz o teu servo
conforme a tua palavra”. Simeão tinha o Rhema do Senhor.
Bibliografia
Compilado de:
Princípios de Revelação – Pr. Aluízio A. Silva. Videira Igreja em Células
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PARTE II
ANDANDO NO ESPÍRITO
“Se vivemos no espírito, andemos também no espírito” (GI5:26)1I… “Isto que andamos por fé, e não pelo que
vemos”. (lI Co.5: 7)
Depois de entendermos a constituição básica do homem, precisamos entender como se processa a obra de Deus
em nós e como devemos colaborar com Deus. –:
Com relação ao nosso espírito, precisamos exercitá-lo a fim de sermos guiados por Deus.
Com relação a nossa alma, ela deve ser transformada pela renovação de nossa mente.
Com relação ao nosso corpo, ele precisa ser disciplinado.
O nosso espírito já foi regenerado. Quando Adão pecou, ele morreu para Deus e junto toda a raça humana. Sendo
assim, a primeira coisa que Deus precisa efetuar no homem é o novo nascimento ou a regeneração.
Uma vez que fomos regenerados, a vontade de Deus é nos dirigir através do Espírito Santo que habita em nosso
espírito. Simultaneamente, Deus espera que cooperemos com Ele exercitando o nosso espírito para obedecê-lo.
Precisamos então: ser guiados por Deus no espírito e exercitar o nosso espírito para ouvir de Deus.
O Espírito Santo habita dentro de nós. O poder de Deus está em nós. A saúde de Deus está em nós. A natureza de
Deus está em nós. A bondade, a justiça, o amor de Deus, tudo isso reside dentro do nosso espírito recriado. Não
precisamos buscar estas coisas, precisamos é ter revelação de que elas já estão dentro de nós. Nós temos a mente
de Cristo, a unção do santo e tudo aquilo que é necessário para uma vida santa e plena já foi colocado dentro de
nós, pela pessoa do Espírito Santo. Uma vez que andamos no espírito, todas as realidades do Espírito Santo de
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Deus que habita em nosso próprio espírito se tomarão realidades em nós.
Todos nós éramos como um enfermo portador de vários tipos de doenças. Depois que o médico fez o diagnóstico,
deu-lhe a receita para que tomasse vários tipos de remédios: cada um para uma doença. a farmacêutico, então.
colocou todos os medicamentos dentro de uma única seringa. Esse conjunto de medicamentos foi a dose que
resolveu todas as suas enfermidades. A mesma coisa Deus fez em nós. Ele injetou em nós uma dose que resolve
todas nossas necessidades, essa dose é o Espírito Santo. Precisamos entender no Espírito que tudo o de que
necessitamos para uma vida com Deus já nos foi dado por meio do Espírito Santo que em nós habita. Se
precisamos de poder, Ele é o poder. Se precisamos de amor, Ele é o amor que foi derramado em nossos corações.
Se precisamos de entendimento, todos os tesouros da sabedoria estão ocultos Nele. Portanto, todas as coisas já
estão completadas em nosso espírito.
O que precisamos aprender hoje é como sermos guiado pelo Espírito e dependermos dele em todas as nossas
necessidades. A vida cristã é constituída de duas substituições: a primeira foi na Cruz onde O Senhor Jesus morreu
em nosso lugar, e a segunda é no nosso dia-a-dia onde o Espírito Santo quer viver em nosso lugar sendo a nossa
própria vida.
Para melhor entendermos a vida no Espírito, vamos dividir o nosso estudo em três princípios bem simples: A vida
no Espírito implica em três coisas: andar por fé, andar pela cruz e andar no sobrenatural.
PRIMEIRO PRINCÍPIO DO ANDAR NO ESPÍRITO: ANDAR EM FÉ
A maneira de entendermos o padrão da vida no Espírito é compreendendo como foi o primeiro pecado. O pecado
desviou o homem do padrão de Deus. Conhecer o desvio já nos ajuda a determinar o caminho de volta ao modelo
de Deus.
· O primeiro pecado: Incredulidade
Se entendermos como surgiu o primeiro pecado do homem, poderemos entender como os outros surgem, pois o
princípio do pecado é o mesmo (Gn.3:1-6). .
O primeiro pecado não foi terrível, do ponto de vista da aparência. Não era obsceno, não era pornográfico, não era
escandaloso, não era feio de se ver. Adão e Eva apenas comeram da fruta, nada mais do que isso.
O primeiro pecado deu origem a todos os outros, pois o princípio que o governou, governa todos os outros, embora
possam surgir de formas diferentes.
Como é isso? No princípio, o homem andava no espírito. A Bíblia diz que” à tardinha, Deus vinha ter comunhão com
o homem, todos os dias”. Isso, indiscutivelmente, é uma relação espiritual, pois Deus é Espírito. O homem era um
ser guiado pelo espírito naqueles dias. O espírito é o ponto central na vida do homem. A alma era como um servo,
em relação ao espírito. Mas com o pecado, aconteceu algo dentro do homem: o seu espírito morreu para Deus e a
sua alma cresceu, tomando-se o centro do seu ser. O homem passou a ser carne. O propósito de Deus, desde
então, é nos restaurar à posição que Adão desfrutava de comunhão com Ele. E não apenas isso, pois nós hoje
temos mais que Adão teve: Deus entrou em nosso espírito humano recriado, tomando-se a nossa vida. Adão nunca
comeu da “árvore da vida”, nós, porém, hoje, podemos comer dela, pois a árvore da vida é o Senhor Jesus.
Mas qual foi a essência do primeiro pecado? Podemos dizer que o pecado se manifestou por três princípios. O
primeiro princípio foi a incredulidade. O primeiro pecado foi o da incredulidade. Eva preferiu acreditar no que o
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diabo disse a acreditar no que Deus dissera: “se comeres, vais morrer”. O diabo veio e desmentiu Deus, dizendo: “é
certo que não morrereis”.
Certa vez, pregando a um homossexual, ele me disse: “é impossível eu deixar de ser o que sou”. E eu lhe respondi:
“Isso é o que o diabo diz, mas Deus diz que se você crer, você se tornará uma nova pessoa, uma nova criatura. O
mundo diz: “você nunca pode mudar, pra você não há libertação, você nasceu assim e vai morrer assim”. Pode até
virar crente, mas vai continuar sendo o que era, pode até nunca falar sobre isso, mas continuará sendo” Isso é o
que o mundo e o diabo dizem. Mas Deus diz que se você crer, será nova criatura – é uma questão de ser e não
simplesmente de fazer. Você é nova criatura. E eu disse àquele homossexual: “diante de você têm duas afirmações:
a de Deus e a do diabo. Qual você escolhe?” A base dessa escolha é uma questão de “em quem vou crer?”
Devemos sempre colocar para o homem essa mesma escolha, pois foi nesse ponto que o pecado surgiu: quando
Adão e Eva preferiram confiar no diabo a confiar em Deus. “Seja Deus verdadeiro e mentiroso todo homem”. Deus
não pode mentir, Ele é completamente fiel àquilo que diz.
Eva duvidou da Palavra de Deus e aqui começou o problema da carne. E para entrarmos agora na dimensão do
espírito, devemos cumprir a primeira condição: “Andar em espírito implica em andar em fé”. Se não andamos em fé,
então não estamos andando no espírito – “andar no espírito é andar em Fé.
Andar no Espírito e andar em fé se misturam na Bíblia. Em Hb 11:6, lemos que “sem fé é impossível agradar a
Deus”; e, em Rm.8:8, lemos que “os que estão na carne não podem agradar a Deus”. Observe estas duas
colocações: em Hebreus, os incrédulos não podem agradar a Deus e, em Romanos, os carnais também não
podem agradá-lo. Logo, por associação, dizemos que os carnais são também incrédulos – são a mesma coisa.
Carnalidade é sinônimo de incredulidade. Aqueles que estão na carne são facilmente percebidos, pois eles são
incrédulos, indiferentes e insensíveis.
Fé é sinônimo de vida no espírito. Se alguém anda no espírito, invariavelmente ficará cheio do Espírito. Uma
pessoa que anda no espírito, pode facilmente ser reconhecida, pois naturalmente expressará a vida. Quando falo
de vida, não estou me referindo à vida prática – retidão, integridade – tudo isso um cristão deve ter; estou falando
de algo mais tênue, subjetivo. Refiro-me a algo que não sabemos de onde vem, nem para onde vai. Quando
olhamos a pessoa, sentimos algo diferente nela.
O que significa andar em fé
· 1) Renunciar ao esforço próprio
Andar em fé implica em abrirmos mão do que vemos, do nosso esforço próprio e do nosso entendimento próprio.
Isto quer dizer que andar no espírito também implica em renunciarmos a estas três coisas: andar por vista, por
esforço próprio e por entendimento próprio. Todo carnal anda pelo esforço próprio. A fé pressupõe dependência de
Deus. Se andarmos pela nossa força, não precisamos exercer fé. A principal característica da vida de fé é o
descanso. Hebreus 4:3 diz que “os que crêem entram no descanso”. Os que andam no espírito andam em
descanso. É como um barco no meio do mar, não tem que se esforçar, é só deixar-se levar pelo vento. Nós somos
os barcos, o vento é o Espírito. Veja que este descanso não é lazer, não é retiro e nem férias. Podemos ir a estes
lugares, em todas estas formas de descanso e, mesmo assim não descansarmos. O verdadeiro descanso é poder
dizer: “Senhor, és tu quem faz não eu. Não sou eu quem salva, és tu, Senhor. Não sou eu quem santifica, és tu,
Senhor “. Se ficarmos angustiados cada vez que temos de pregar, e se a ansiedade aumenta a ponto de a vida
perder o sabor, é porque tem faltado o descanso “Resta um descanso para o povo de Deus”. A obra de Deus não
se faz no cansaço, não se faz na fadiga, não se faz com suor: se faz na dependência do Senhor.
Ezequiel 44: 17 dá uma orientação clara àqueles que trabalham no templo: “E será que quando os sacerdotes
entrarem pelas portas do átrio interior, usarão vestes de linho, não se porá lã sobre eles, quando servirem nas
portas do átrio interior, dentro do templo. Tiras de linho lhes estarão sobre as cabeças e calções de linho sobre as
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coxas, não se cingirão a ponto de lhes vir suor”. Na obra de Deus não pode haver suor. Nós somos sacerdotes
levitas, encarregados de servir na casa do Senhor e, quando servimos ao Senhor, não pode haver suor. Qual é o
significado do suor? Gênesis 3:19 fala que o suor é maldição, por causa do pecado. Suor é símbolo de maldição,
mas graças a Deus que, por meio de Jesus Cristo, nos libertou de toda a maldição do pecado. É bom demais servir
a Deus. Não temos de suar, não temos de viver no cansaço. “É como diz o cântico: É meu somente meu todo o
trabalho, e o teu trabalho é descansar em mim”. Essa é a Palavra de Deus para nós.
Fico preocupado com pastores e líderes que têm estafa. Estafa não está nos planos de Deus para nós. Estafa é
maldição. Observe que aqueles que trabalham em serviço braçal não têm estafa, deitam e dormem o sono do
descanso. Mas há pastores e líderes que não dormem à noite, ficam uma, duas, três, quatro noites acordados, até
que lhes vem uma estafa. Não é um cansaço físico, mas mental, da alma. Aqueles que se achegam para servir no
santuário não podem suar lá dentro. Não temos mais de suportar a maldição do pecado, pois Jesus já suou o nosso
suor para que Nele tenhamos descanso. O Senhor suou no Getsêmane o suor que nos cabia. Não precisamos nos
esforçar até suar, Ele já suou por nós. Não temos o que fazer com suor, pois Ele já fez tudo por nós.
Alguém pode perguntar: “não temos mais nada? ” Nada! “Mas e quem vai pregar o Evangelho? “Não somos nós
quem pregamos, somente a boca é nossa, o resto é trabalho do Senhor. Muitos ficam se cobrando o tempo todo:
“tenho de pregar; preciso pregar”. É como uma paranóia, uma obsessão. Deus me livre de dizer que não devemos
pregar, não falo disso. Ouça-me, se andarmos no espírito, passaremos vida. A vida é algo que sai de nós, sem que
percebamos, ou sem que nos esforcemos. Se tivermos vida, os outros perceberão. É aquele princípio que diz “a
boca fala do que o coração está cheio”. Se o nosso coração está cheio da vida de Deus, como um rio de água viva,
naturalmente, a boca vai manifestar o que está lá dentro. Não há trabalho nenhum nisso, é uma questão de ser
espontâneo e de ter vida fluindo do espírito. Quando você se enche do Senhor no descanso, naturalmente você vai
fazer a obra de Deus. A obra do Senhor tem de ser espontânea em sua vida. Tem de ser gostosa de se fazer. Tem
de ser empolgante ser líder: a idéia de ser pastor tem de ser agradável à mente. É bom trabalhar para o Senhor.
Porque o nosso trabalho é descansar Nele.
Vemos que o primeiro aspecto de andar em fé é abrir mão do esforço próprio, e entrar no descanso de Deus. Se
andamos em espírito, andamos também em descanso.
· 2) Não andar por vista
O segundo aspecto importante para frisarmos é “não andar por vista”. II Cor. diz: “andamos por fé e não pelo que
vemos”.
Tenho sempre comigo uma regra: enquanto o que vejo bate com a Palavra de Deus, continuo vendo; quando,
porém, não bate mais, ignoro o que estou vendo, e fico somente com a Palavra de Deus. Note que é um estilo de
vida louco, é loucura para o mundo. Uma das situações em que isso pode ser mais facilmente observado é com
relação às enfermidades. Muitas vezes, insistimos em olhar para os sintomas da doença, em vez de olharmos para
a Palavra de Deus. Se a Palavra diz que o Senhor já levou as nossas enfermidades na cruz, devemos rejeitá-las, e
passar à verdade da Palavra, independentemente daquilo que estamos vendo ou sentindo. Não é mentir para nós
mesmos dizendo que não estamos doentes, mas é declarar a Palavra, e ignorar os sintomas da doença. Poucos de
nós fazemos isso, preferimos andar por vista; isto é, na carne. Andar por vista é característica do carnal. Se
insistirmos em andar por vista, seremos escravos do natural. As circunstâncias irão facilmente nos desanimar, e
tenderemos a ficar prostrados. Se eu ficasse olhando a forma superficia1 de alguns adorarem a Deus, ficaria
desanimado e nem iria mais dirigir o louvor. Se eu ficasse olhando o grande número de crentes infantis, iria desistir
de fazer a obra de Deus. Se eu ficasse olhando as diferenças pessoais e a postura de alguns líderes, nunca iria
crer na unidade da mente e do coração. De maneira que devemos ter um olhar profético: andamos pelo que cremos
que será e não pelo que o diabo quer nos mostrar. Vejo um povo que adora a Deus, um povo forte que manifesta o
reino de Dele, uma liderança ungida, que ministra em unidade. Creio e sei que na dimensão do Espírito já é assim,
ainda que com os meus olhos naturais não o veja.
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O segundo aspecto do andar em fé, então, é não andar segundo a vista.
· 3) Renunciar ao entendimento próprio
Vimos que há aqueles que andam pelo esforço próprio, há os que andam por vista, mas há também os que andam
pelo seu próprio entendimento. A Palavra de Deus diz que no princípio Deus criou Adão e Eva e os colocou no
Jardim do Éden. Lá, havia duas árvores: a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal. A árvore da
vida aponta para a vida de Deus. Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida; “Nele estava a vida e a vida era a luz
dos homens”. (Jo.14:6 e 1 :4). A luz significa que pela vida, eu posso ter luz, ou seja, posso conhecer a realidade
última das coisas. A vida de Deus, que agora está em nós, se manifesta como luz em nosso espírito. É uma
sensação de clareza, de entendimento. Deus queria que Adão comesse da árvore da vida e vivesse por essa vida.
Ele não iria conhecer nada – nem o bem, nem o mal, nem o certo, nem o errado – e a vida iria guiá-lo em todas as
circunstâncias. Entretanto, sabemos que ele pecou, comendo da árvore do conhecimento, e Adão e Eva passaram
a conhecer o bem e o mal. E, desde então, o homem passou a ser dirigido segundo o que é certo ou errado. Mas,
ouça-me, ser cristão não é uma questão de entender se algo é certo ou errado, se é moral ou imoral e nem mesmo
se é ou não uma questão ética. Ser cristão é andar pela árvore da vida, isto é, andar segundo a vida que está em
nós, e que Adão nunca teve. Essa vida é a luz e nos dirige em toda a vontade de Deus.
Alguns irmãos antes de fazerem alguma coisa perguntam: “será que isso é certo ou é errado? Será que é pecado
ou não?” E pensam que com isso estão agradando a Deus. Isso é andar pelo entendimento e não por fé, na
direção da vida do espírito. Porém, a Bíblia diz: “Tudo o que não provém de fé é pecado” (Rm. 14:23). Aqueles que
agem assim estão andando segundo a árvore do conhecimento do bem e do mal. Isso pode até parecer piedoso e
bem intencionado, mas não provém da dependência e fé em Cristo, é, portanto da carne. Se antes de fazermos
alguma coisa dissermos: “isto não é errado, não é pecado, não escandaliza, não ofende e nem faz mal a ninguém,
estaremos agindo segundo o entendimento do certo e do errado, e não pela vida.
Querido, você ainda vai descobrir que muitas coisas que não são erradas, que não escandalizam e nem são sujas
são reprovadas por Deus. Porém, não devemos nos preocupar em proibir ninguém de coisa alguma. Não devemos
ser escravos de código de conduta, de códigos morais e normas de certo e de errado. O importante é aprender a
andar no espírito. Podemos seguir piamente um código e ainda assim vivermos na carne. O que importa não é
conhecermos o que se pode e o que não pode fazer. O que importa é conhecer a vontade de Deus. Há muitos
irmãos que querem tudo prontinho, querem normas e regras sobre regras. Precisamos é ensiná-los a ouvirem o
espírito, e, naturalmente, eles vão fazer a vontade de Deus. Se andarmos por entendimento, não dependeremos de
fé no Espírito; por isso, os que andam pelo entendimento próprio não podem agradar a Deus. O que eles fazem
não provém da fé, e isso é carne. Quando o Senhor fala, há fé. Quando Ele fala conosco, sempre manifestamos
uma convicção e certeza resolutas. Mas quando Ele não fala, há confusão e dúvida. Nunca façamos nada na base
da insegurança e incerteza, pois certamente não provém de Deus. As coisas do Espírito são também na base da fé,
pois andar no Espírito implica em andar por fé. E tudo o que não provém de fé ou dependência de Deus é carne.
. Quando estivermos aconselhando uma pessoa, não devemos dar lhe as coisas prontas, devemos antes
estimulála a usar o seu próprio espírito para que possa discernir a direção de Deus. Só há crescimento quando
Deus fala. As palavras humanas podem ser boas, mas somente quando Deus fala há transformação e vida. Só há
crescimento quando aprendemos a ouvir a Deus. Muitos discipuladores estimulam seus discípulos a serem seus
dependentes. Este não é o propósito de Deus, pois o discipulador deve permitir que o discípulo aprenda a ouvir e a
depender de Deus. Se o discipulador sempre fala qual é a vontade de Deus, o discípulo nunca vai aprender a
discerní-la por si mesmo, e isso é lamentável.
Com relação a “andar em fé”. três coisas são consideradas como da carne. Carne é andar pela força própria,
pela vista e pelo entendimento próprio. Andar em fé é o oposto: andar no descanso de Deus, ignorar a vista e
renunciar o próprio entendimento.
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Antes, porém, de avançarmos devemos entender que a direção do Espírito nunca está fora da Palavra de Deus.
Deus e a sua Palavra se misturam. Assim como eu sou aquilo que eu falo, Deus é aquilo que Ele fala. A Palavra é o
seu retrato. Crer Nele é crer na sua Palavra. Se alguém diz crer em Deus e não crê na Bíblia, está mentindo, pois é
impossível crer em Deus e não crer no que Ele diz.
Se quisermos “andar no Espírito”, devemos andar pela fé na Palavra de Deus. Na prática as duas coisas se
misturam.
A necessidade de crescer em fé
Nós podemos crescer na vida espiritual. O crescer espiritual está muito relacionado com o crescer em fé. Quero
compartilhar dois princípios básicos que nos levam a avançar em novos níveis de fé: crescemos em fé conhecendo
a Palavra – pelo espírito, por revelação – e crescemos confessando a Palavra. Uma parte só não resolve, temos de
conhecer a Palavra por revelação e temos de confessá-la com os nossos lábios.
A revelação da Palavra
“Para que o Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da Glória, vos conceda espírito de sabedoria e de
revelação, no pleno conhecimento Dele, iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança
do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos e qual a suprema grandeza do seu poder
para com os que cremos..”. “(Ef. 1: 17-18)”.
Em primeiro lugar, a revelação surge quando há um coração ensinável. Se me jugo conhecedor de todas as
coisas, quem estará apto para me ensinar?
Devemos também ter um coração que se humilha. Não devemos ter uma atitude de constrangimento em aprender
com quem quer que seja. Ouça. Se você com soberba disser: “não vou aprender com aquele irmão, vou buscar de
Deus e aprender sozinho”. Deus não vai falar com você. Deus resiste ao soberbo mas dá graça aos humildes. Se
eu souber que um líder qualquer em Goiânia está fluindo numa área da Palavra, vou lá aprender com ele e Deus
vai falar comigo. Mas se eu disser: “eu sou pastor igual a ele, Deus vai falar comigo também.” Isso é soberba e
nunca vou crescer dessa maneira.
No Novo Testamento, encontramos duas expressões que são traduzidas para o português como “palavra”. São as
expressões “Logos” e “Rhema”.
Lagos é a palavra escrita, é a letra, é o que está registrado nas Escrituras.
Rhema é a palavra viva revelada pelo Espírito e que queima em nosso coração
A confissão da Palavra de Deus
“Porque com o coração se crê e com a boca se confessa a respeito da salvação”. (Romanos 10: 1 O). A nossa fé
precisa ser cultivada à maneira de Deus para reforçarmos a fé e abrirmos a boca. Não basta orar com o coração, é
preciso também confessar com a boca. Muitas vezes, Deus vem com um entendimento forte na Palavra, a respeito
de uma verdade, mas muitas vezes, com o tempo, nos esquecemos daquela verdade. Por que isso acontece?
Porque deixamos de falar nela. Deixamos de confessá-la, de contar , para os outros, de ensinar e até mesmo de
pregá-la. Se fecharmos a boca, com o tempo perderemos aquele entendimento vivo, e tudo se tomará apenas
conhecimento mental. Mas existe um outro lado muito importante, mesmo que ainda não tenhamos revelação de
uma verdade. Se abrirmos a boca e começarmos a confessá-la, logo ela vai começar a gerar fé em nós. Vemos
então que a confissão não apenas preserva a revelação recebida mas também nos abre o espírito para novas
revelações.
Mas o que é confessar? Há uma maneira bem simples de memorizarmos o que devemos estar constantemente
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confessando: Eu devo confessar:
O que Deus diz que é.
O que Deus diz que
O que Deus diz que
O que Deus diz que O que Deus diz que tenho.
O que Deus diz que faço.
A base da nossa fé é aquilo que Deus diz. A palavra é o trilho pelo qual nós andamos. Aprenda tudo aquilo que
Deus diz que é, e confesse constantemente, você vai perceber que a sua fé gradualmente vai se fortificar 8
crescer.
O QUE DEUS DIZ QUE EU SOU:
Eu sou nova criatura (I Cor.5: 17).
Eu sou templo do Deus vivo. (I Cor. 6: 16).
Eu sou como árvore plantada junto a ribeiros de água, que no devido tempo dá o seu fruto e tudo quanto faço sou
bem sucedido (SI. 1:3).
Eu sou forte e ativo porque conheço o meu Deus (Dn.ll :32).
Eu sou mais que vencedor por meio daquele que me amou (Rm.8:37).
Eu sou zeloso de boas obras (Tt.2: 14).
Eu sou um ganhador de almas e por isso sou sábio (Pv. 11:30). Eu sou feitura Dele, portanto sou belo (Ef.2: 10).
O QUE DEUS DIZ QUE EU TENHO:
O amor de Deus está derramado em meu coração (Rm.5:5). A unção do Santo permanece em mim (I Jo.2:27).
Deus me tem dado autoridade sobre todo o poder do inimigo e nada me causará dano (Lc.10: 19).
Posso todas as coisas naquele que me fortalece (R.4: 13).
Deus me deu espírito de poder, de amor e de moderação (11 T m. 1: 7).
Maior é o que está em mim do que aquele que está no mundo ( I Jo.4:4).
Deus sempre me faz triunfar em Cristo Jesus (11 Cor. 2: 14).
Eu tenho sido abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestes, em Cristo Jesus (Ef.1:3).
Eu tenho o poder do Espírito Santo (Mq. 3:8).
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O QUE DEUS DIZ QUE EU FAÇO:
No nome de Jesus, eu expulso demônios, falo novas línguas, pego em serpentes; se beber alguma coisa mortífera
não me causará dano; imponho as mãos sobre os enfermos e eles são curados (Mc.16: 17). Eu venço o diabo pelo
sangue do Cordeiro e pela palavra do meu testemunho (Ap.12:1).
SEGUNDO PRINCÍPIO DO ANDAR NO ESPÍRITO: ANDAR PELA CRUZ
Para gerar incredulidade em Eva, o diabo procurou usar de estratégias. O conhecer suas estratégias e guerrear
contra ele.
A primeira área que o inimigo atacou foi a bondade de Deus. Ele disse: “Deus não deve ser bom, caso contrário,
não teria proibido comer da árvore”. Nunca devemos permitir que em nossa mente haja a mínima insinuação
satânica de que Deus não é bom, isso não é verdade. Essa é muitas vezes a forma que o inimigo encontra para
gerar incredulidade em nós.
Durante muito tempo, convivi com muitos medos dentro de mim. todos eles relacionados com a dúvida sobre a
bondade de Deus. Tinha medo de ser pastor porque achava que a vida das ovelhas não estaria em boas mãos;
poderia ser que na hora crucial Deus faltasse. Tinha medo até de orar, pois eu pensava que se orasse muito, Deus
resolveria enviar-me para o meio dos índios, e disso eu tinha medo. Veja que a minha vida foi por muito tempo
bloqueada em virtude de eu ter duvidado da bondade de Deus. E ele é bom, Aleluia !
A segunda área que ele atacou foi o caráter de Deus. Ele disse que Deus não era reto, pois havia mentido.
Certamente, o homem não morreria se comesse da árvore. Ora, se Deus era mentiroso, não valia a pena confiar
Nele, daí também surgiu a raiz da incredulidade. É impressionante vermos como o povo de Deus tem engolido
esses dois ataques do inimigo. Muitos afirmam, categoricamente, que Deus é mau porque foi Ele quem lhes
mandou doenças. Muitos procuram pastores para receberem oração dizendo: “Pastor, ore por mim por que a mão
de Deus me feriu com esta enfermidade. Ora, se foi a mão de Deus que feriu, eu não posso orar; se é a vontade de
Deus, certamente ele não me ouvirá. Penso que as pessoas que têm essa posição não deveriam nem mesmo ir ao
médico, pois se foi Deus quem mandou, o homem não pode desfazer. E se Deus mandou a doença, ela é uma
coisa boa, pois Deus só nos dá coisas boas. Qual o pai teria coragem de mandar câncer para seu filho? Pois se nós
sendo humanos não agimos assim, muito menos o Senhor. Deus é mentiroso. Não falamos isso descaradamente,
como fez o inimigo, mas aceitamos a sugestão de que nem tudo o que está escrito acontece hoje em dia. A Bíblia
realmente diz que Deus cura, mas hoje Ele não cura mais. Se Deus não cura mais, então Ele é mentiroso, pois
Deus nunca muda, sempre é o mesmo e, se Ele curou no passado e não o faz mais, a Sua Palavra é falsa, pois
mudou com o tempo. Se existe alguma coisa que Deus não faça mais em Sua Palavra, ela é indigna de confiança,
pois como vou ter certeza de que alguma coisa pode ser feita hoje ou não?
Se desejamos andar no espírito, devemos desmentir o diabo e confessar tudo aquilo que Deus diz que é, tudo
aquilo que Ele diz que faz e tudo aquilo que Deus diz que tem: “Eis que as suas mãos não estão encolhidas para
não poder abençoar e nem surdos os seus ouvidos, para não poder ouvir”. A vontade de Deus para nós é a saúde,
a vida, a prosperidade e a paz.
A terceira área que o diabo atacou foi a santidade de Deus, dizendo que Deus não queria que ninguém conhecesse
o bem e o mal, que Deus não queria que ninguém fosse como Ele, que Deus queria ser o único. Aquilo que
Satanás desejou na sua soberba e aquilo que Adão e Eva buscaram na sua desobediência, Deus agora nos
concede, gratuitamente, por meio de Jesus Cristo. Eles queriam ser como Deus e nós agora nos tomamos Seus
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filhos, gerados pela Sua semente. Nisto, Deus prova a Sua santidade, pois nos concedeu aquilo que foi acusado
de não querer compartilhar: a Sua natureza divina.
Como originou-se o primeiro pecado, certamente, os outros pecados se originam, pois todo pecado tem no seu
centro o egocentrismo. Todo pecado, em sua origem, é o ego em ação. A independência é a forma específica de
como o ego se manifesta: “eu tenho minhas opiniões, meus desejos, meus alvos, minha identidade”. Quando o
homem optou por comer da árvore do conhecimento, o seu Ego e a sua alma foi aumentada e passou a ser o
centro da personalidade humana. O propósito de Deus era e é de que o espírito humano fosse o centro, mas o
pecado transformou o homem em algo da alma. O homem se tomou almático. O espírito morreu, o ego se tomou o
centro; por isso o homem passou a ser egoísta, egocêntrico.
A melhor maneira de definirmos o pecado é entendermos que é pecado tudo aquilo que tem origem no ego. Tudo
aquilo que é feito independente de Deus é pecado. Nesse sentido, qualquer coisa pode ser pecado, desde que feita
independentemente de Deus. Pode ser pregar, orar, ou qualquer outra coisa piedosa, se é feita por iniciativa do
ego, é carne; e, portanto, é pecado aos olhos de Deus, ainda que aos olhos dos homens seja algo normal.
Mas podemos ver também que atrás de todo fruto da carne tem também o ego em ação. O que é inimizade? É
quando o ego não é reconhecido. O que é raiva ? É o ego contrariado. O que é ciúme?É o medo de o ego ser
suplantado. O que é divisão ?É o ego que sempre está certo e nunca abre mão. O que é inveja? É quando o ego
não suporta que o outro tenha algo e ele não. Poderíamos analisar cada pecado e observar que o princípio
subjacente a todos eles é a ação do ego.
Assim como todo pecado consiste no egocentrismo, toda virtude consiste no oposto, no altruísmo. Enquanto o
egocentrismo é colocar a si mesmo no centro, altruísmo é colocar o outro no centro. O que é amor? É
esquecer-se de si e olhar para o outro. O que é alegria? É viver contente com o que se tem e o que se é. Diante
disso, vemos então que, para vivermos uma vida no espírito, não basta andar em fé, temos também de andar em
amor. Andar em amor é andar em renúncia do ego. É abandonar o egocentrismo e a independência de Deus, é
negar-se a si mesmo.
Mas há ainda outras formas de vida egocêntrica. O egocentrismo pode se manifestar na autopreservação.
Precisamos saber que autopreservação não é em si mesma pecado; entretanto, pode ser uma atitude egoísta. É
assustador quando vemos a atitude de certos crentes se preservando demasiadamente, não admitindo nenhuma
forma de desgaste, de dor ou de sofrimento. O remédio de Deus para o ego é a cruz, e a cruz implica de uma forma
ou de outra, em alguma espécie de desgaste e perda da comodidade.
A vida no Espírito é uma conseqüência direta de passarmos pela cruz. Só há cristianismo se vivermos pela cruz.
Jesus não apenas morreu numa cruz, Ele viveu uma vida de cruz. Vida de cruz consiste em renúncia diária do ego.
Jesus quando ensinou os seus discípulos a orar em Mateus 6:9-13, terminou a oração dizendo: ”porque teu é o
reino, o poder e a glória”. Reino, poder e glória é tudo aquilo que o homem natural anda buscando.
O que é reino? O reino nos fala de bens, riquezas, respeito e reconhecimento. Todo homem procura essas coisas e
até mesmo fica ofendido quando não alcança esse objetivo. Todos querem construir um reinozinho pessoal
pensando com isso encontrar a realização. Mas o veredicto de Deus sobre isso é: carne. Se buscarmos um reino
para nós mesmos, estamos fora do padrão de Deus. Veja que não é pecado buscar respeito. Reconhecimento, ou
coisas assim, e mesmo o dinheiro em si não é pecaminoso, mas se queremos andar no caminho da cruz, temos de
abrir mão.
E o que é poder? É aquele desejo íntimo de manda;,..de ter a primazia. Muitas vezes, gostamos de poder dizer: “vá
e diga ao fulano que fui eu quem lhe mandou”. Isso é realização, é ser conhecido na praça. O poder também nos
fala de dons e capacidades. Eu posso fazer certas coisas que os outros não podem. Isso me faz sentir feliz e
realizado, mas se desejamos andar no caminho do espírito, temos de ir para a cruz e abandonar esses desejos da
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carne.
E, por fim, o Senhor entregou a glória. Aqui está um ponto realmente crucial do ego: o elogio e a glória. A vida de
cruz consiste em abrir-se mão do reino, do poder e da glória. .
A primeira maneira que Deus usa para nos levar ao fim de nós mesmos é a revelação. Mas quando isso falha, por
causa da nossa dureza e insensibilidade ao Espírito, o Senhor se vê forçado a usar outro recurso: o fracasso, o
vexame. Não é da vontade do Senhor que soframos vexame. Ele vem por causa da nossa dureza e resistência em
aprender por meio da revelação do Espírito. Ele vem também porque muitas vezes temos um conceito errado a
respeito de nós mesmos. Pensamos que somos humildes quando na verdade não o somos. Pensamos que somos
dependentes quando na verdade agimos pelo esforço próprio. Suponhamos que um irmão simples é convidado
para pregar na reunião principal da Igreja, no domingo. Ele certamente vai sentir angústia e até ter uma desinteria,
por medo da responsabilidade. Essa é uma reação interessante, porém é apenas uma expressão da carne por
medo do vexame. Como o irmão está inseguro, ele vai orar bastante, jejuar e meditar na Palavra. Chega o domingo
e a sua pregação é impactante. Os líderes ficam admirados e convidam-no para o próximo domingo também. No
segundo domingo, ele já não fica tão inseguro, mas ainda assim precisa gastar um tempo em oração, buscando a
Deus. Mais uma vez é uma bênção, e a liderança extasiada o convida para mais um outro domingo. Dessa vez, o
nosso irmão já está tão seguro que pensa ser capaz de pregar para um estádio inteiro. Já não ora e nem medita na
Palavra como antes. Ele agora pensa que pode confiar em si mesmo. Ele sobe no púlpito e prega todo o seu
sermão, mas quando olha no relógio não se passaram mais do que dez minutos; então, ele começa a suar
copiosamente, sente calafrios, tonturas, uma pontada no estômago e o seu desejo é sair correndo dali. O terceiro
domingo foi um completo vexame. Veja a maneira como Deus fez. Ele levou aquele irmão a perceber que ele não
era tão dependente e humilde quanto pensava, mas foi só no terceiro domingo que ele percebeu isso. Não é fácil
perceber em nós erro nenhum, mas quando vem o vexame, eles se tomam manifestos.
O que é negar a si mesmo?
Antes de avançarmos no entendimento do princípio da Cruz na vida de Jesus, necessário se faz clarear melhor o
entendimento do negar-se a si mesmo.
O negar-se a si mesmo não é a completa anulação da vontade . Isso evidentemente é impossível. Trata-se
antes de uma renúncia definida quando “minha” vontade quer seguir outra direção diferente da vontade de Deus.
Significa que a vontade de Deus deve ser priorizada, e não a minha própria.
Negar-se a si mesmo não é tornar-se um alienado . Muitos enfiam as suas cabeças dentro de um buraco
pensando que dessa forma estão se negando. Isso, além de ser perigoso, se constitui num sintoma de fuga
neurótica. E Jesus nunca quis dizer tal coisa.
Negar-se a si mesmo não é vida de ascetismo. Na antiguidade muitos monges deixaram suas vidas e paixões.
Essa posição coloca, no entanto, a vida cristã como uma dor constante. A vida seria um peso e dura de ser
suportada. Jesus veio para que o homem tivesse vida abundante. Não queremos retirar a dor da vida normal, do
crescimento sadio, mas não podemos fazer da vida uma apologia à dor. Sofrer gratuitamente, para merecer o favor
de Deus, é uma teologia errada e não está coerente com o tipo de vida que Jesus viveu e ensinou.
Finalmente, negar-se a si mesmo não é a perda do desejo . Quando o desejo se toma concupiscência, ele
passa a ser pecado. E nós já estamos mortos para o pecado e, portanto, livres do seu domínio. Existem, no
entanto, desejos legítimos e bíblicos como o desejo de se casar, ter filhos, pregar o evangelho, salvar vidas, e
coisas assim. Vemos, portanto, que a autonegação proposta por Jesus é, antes de tudo, uma renúncia ao domínio
da própria vida. E isso, sem dúvida, em algumas situações, vai implicar em todos os aspectos que mencionamos
acima. Haverá momentos de aparente perda da vontade. Da aparente alienação, de um também aparente
ascetismo, bem como de uma renúncia de um desejo legítimo. Ex, Paulo optou por não se casar. Mas era uma
questão de consciência particular. Isso acontece em função de que a vida cristã é, em essência, uma contra-cultura
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do sistema vigente. Nunca devemos nos esquecer que a cruz é loucura para o mundo, mas para nós é o poder de
Deus manifesto.
Em Lucas 14:25-33, Jesus propõe aos seus seguidores o padrão para a vida cristã para o discípulo. Esse padrão
nada mais é do que a aplicação da cruz em cada parte do nosso ser. Nesse texto, Jesus dá três ênfases básicas
quando por três vezes Ele expressamente disse: “não podem ser meus discípulos”, nos versos 26,27 e 33. As três
coisas que Ele mencionou foram os relacionamentos, o eu e os bens.
A vontade do Senhor é de que a cruz possa tocar em cada uma dessas áreas . Todas as vezes que Jesus falou de
tomar a cruz, Ele falou também sobre negar a si mesmo. Na verdade, os dois conceitos caminham juntos: negar a
si mesmo é tomar a cruz. A cruz nada mais é do que a vontade de Deus. e não há como faze! a vontade de Deus
sem negar a nossa própria vontade.
1) A Cruz toca os nossos relacionamentos. (Vv. 26)
“Se alguém vem a mim, e não aborrece a seu pai e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs a ainda a sua própria
vida, não pode ser meu discípulo” Lucas 14:26.
O primeiro ponto diz respeito à minha necessidade de ser aceito sempre pelos outros, de ser honrado, ser
respeitado, ser amado. E pelo lado negativo se relaciona com o medo de ser rejeitado ou esquecido. Negar a si
mesmo implica então numa renúncia ao amor e à aceitação incondicional dos outros. Não que eu não queira mais
ser amado, mas que não buscarei ser amado a qualquer preço. Se para ser amado eu tiver que rejeitar Jesus,
colocar em segundo plano a fé, ou mesmo abrir mão da verdade. Então eu prefiro não ser amado.
Todos nós temos uma grande preocupação com a nossa reputação, com a maneira como os outros nos vêm.
Quando tomamos a cruz nós temos de esquecer a opinião do mundo a nosso respeito. Mesmo que nos chamem de
louco, fanático ou estúpido, isto não mais nos ferirá.
Mesmo na vida da Igreja nós precisamos amar mais a Deus do que buscar ser aceito pelos irmãos. Assim como
Deus requereu de Maria gerar Jesus sendo virgem, Ele pode requerer de nós algo que pode nos trazer
constrangimentos e lutas.
Pense em como foi difícil para Maria aceitar ser usada por Deus desta forma, ela poderia ser até apedrejada como
adúltera. Mas ela ignorou a aceitação do mundo. Hoje Deus pode nos pedir que façamos coisas na vida da Igreja
que serão mal interpretadas e até rejeitadas por muitos.
Precisamos ser livres de todos. Não buscar a aprovação, nem o elogio, o reconhecimento ou a aceitação mesmo
de irmãos. Oferecemos nosso amor, nossos elogios e nossa aceitação ‘incondicional, mas não esperamos ser
retribuídos. É necessário que cada um de nós deixe a cruz ser aplicada em nossos relacionamentos.
2) A cruz toca o nosso “Eu” (VV 27)
“E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo” Lucas 14: 27.
Isso é fundamental para qualquer cristão que conhece a vontade específica de Deus para sua vida. Tomar a Cruz
nos fala de tomar a vontade de Deus em detrimento da minha. Há uma tendência natural de evitarmos a dor e
buscarmos o prazer. Entretanto, muitas vezes, a vontade de Deus implicará em dor, e eu devo me apossar dela em
detrimento de meu desejo de prazer e de conforto. A cruz nos fala de abrir mão de direitos, de reconhecimentos, de
oportunidades e assim por diante. Jesus, já sob a sombra da cruz disse: Não a minha vontade, mas a Tua…
Várias vezes na vida e no ministério de nosso Senhor, Satanás ofereceu um caminho fácil para o poder sem a cruz.
As tentações para escapar da cruz foram muitas. Mesmo na hora em que ele tragava o amargo cálice do calvário, a
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tentação de descer da Cruz foi agudíssima. Não é necessário dizer que Cristo tinha o poder de fazê-lo se ele assim
o quisesse. Só não podemos dizer o mesmo a nosso respeito. Quantas vezes nos temos descido da cruz e perdido
o poder e a autoridade.
Mas o que é descer da cruz? Você deve estar se perguntando. Descer da cruz é qualquer atitude para salvar o
“eu”. É qualquer tomada de um caminho fácil no que diz respeito a princípios espirituais. Quero ser ainda mais
exato e explícito. Todos os esforços para defender, escusar, proteger, vindicar ou salvar o ego é com efeito uma
descida da cruz. Auto-compaixão é descer da cruz. Significa que a pessoa pensa ter sido injustiçada e sente pena
de si mesma porque nada pode fazer a respeito.” Eu que sou tão maravilhosa ser tratada desta forma”. Pensa
consigo mesma. Ressentimento é descer da cruz. Significa que a pessoa foi injustiçada e se irrita porque nada
pode fazer a respeito, “logo eu que sou tão isso e tão aquilo. Alguém como eu nunca poderia sofrer dessa maneira.”
Você consegue perceber o ego aqui? A recusa em se assumir a culpa é descer da cruz. Todos são culpados,
menos eu, ou pelo menos todos são mais culpados do que eu. A auto-vindicação é descer da cruz.
Igrejas inteiras têm sido destruídas porque alguém não abriu mão da vingança. Quando outros nos entendem mal,
os esforços indevidos para explicar nossas ações são a mesma coisa. A auto-justificação é descer da cruz.
Mas a maior de todas as formas de descermos da cruz é quando oferecemos a cruz para o nosso irmão. Mas
porque sempre eu é que tenho de tomar a cruz? Já viram como uma ovelha morre? Não se ouve nem um gemido.
Mas já observaram um porco sendo imolado?
Temos visto esse tipo de coisa mesmo na vida de pastores. Muitas vezes, tenho passado por irmãos pela rua e, por
uma terrível distração, não os vejo nem os cumprimento. Naturalmente, esses irmãos ficam ofendidos e vêm ter
comigo. Numa situação dessas eu poderia dizer ao irmão: “toma a cruz, pare de pensar que o mundo gira em torno
de você. Em vez de buscar ser amado procure amar, se não o cumprimento cumprimente você a mim. ” Tal
resposta parece ser lógica, mas é uma repugnante descida da cruz.
A minha atitude deve ser pedir perdão ao irmão e sarar as suas feridas. Eu devo tomar a minha cruz e nunca
oferecê-la ao meu irmão. A cruz é um tipo de principio que não podemos ensinar por preceito, apenas por
demonstração.
3) A Cruz toca os nossos bens (Vv 33)
“Assim pois todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo”.
Eu devo renunciar ao desejo de viver para mim mesmo e, ainda mais, devo abrir mão dos meus próprios bens. Para
muitos, o abrir mão de bens é bem mais difícil que abrir mão até de si mesmo. Sabemos que Jesus andou por esse
caminho (I Pe 2:21) para que nós andássemos por ele também. Renúncia é morte e sem a morte, o cristianismo
perde o sentido. Não existe cristianismo sem cruz, existe religião. O ego deve perder o seu lugar de centralidade,
cedendo lugar a vontade de Deus. Jesus não apenas morreu na cruz, mas toda a sua vida foi uma vida de Cruz.
A cruz está intimamente relacionada com o nosso estilo de vida. A prosperidade é deveras parte do evangelho, mas
é apenas uma parte. A ênfase principal está sem dúvida em um modo de vida generoso e sacrificial. A cruz nos
torna sensíveis às necessidades do mundo ao nosso redor.
Muitos crêem no versículo que diz que Cristo se fez pobre para que pela sua pobreza nos tornássemos ricos (II Cor.
9), mas se esquecem da ordem de Jesus para que não acumulemos para nós tesouros sobre a terra. Parece
contraditório, mas o paradoxo desaparece quando entendemos que Deus nos dá para que demos de volta a”Ele.
Prosperidade é ter um pouco mais que o necessário.
Deixemos que a cruz trate com a maneira como lidamos com o nosso dinheiro. O Senhor precisa ter controle
completo sobre a nossa conta corrente. Não podemos permitir sermos arrastados pela corrente do pensamento
materialista que prende a nossa geração. Somos um povo próspero mas um povo generoso. Somos um povo
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próspero que teve os bens tratados pela cruz.
A cruz na Prática
Tomar a cruz significa simplesmente tomar a vontade de Deus. A cruz é, na verdade, a Sua vontade. Tudo o que
não for a Sua vontade não será uma cruz. Nesse sentido, podemos dizer que a doença, por exemplo, não pode ser
uma cruz já que Cristo Jesus carregou com elas na Cruz, ( I Pe.2:24) e não podemos dizer que seja da vontade de
Deus a enfermidade. Do mesmo modo, podemos afirmar que a pobreza não é cruz já que fomos libertos das
maldições da lei (Gl. 3: 13). A cruz experimentada por Cristo foi decididamente a vontade de Deus e não algum tipo
de ataque do diabo como doença ou miséria.
A cruz é o lugar onde vencemos o diabo. Muitos pensam que guerra espiritual é uma questão de meramente
repreender demônios. Ficam todo o tempo repreendendo demônios dentro de casa e até repreendem algum
suposto demônio na cara do marido. Jesus repreendeu demônios durante todo o seu ministério na terra, mas ele
somente venceu o diabo na Cruz. A Cruz é a vitória definitiva. Não estou dizendo que é errado repreender
demônios na vida das pessoas, pois Jesus fez isso com Pedro. Só estou afirmando que não há vitória sem a Cruz.
Gostaria de mostrar algumas manifestações práticas do princípio da Cruz.
1) Disposição para sofrer o dano
“O só existir entre vós demanda já é completa derrota para vós outros. Porque não sofreis, antes, a injustiça?
Porque não sofreis ,antes, o dano? I Corfntios 6: 7.
Esta pergunta de Paulo não parece de uma obviedade gritante? Espera ai, Paulo! Ele faz algo de errado comigo e
eu é que vou ter de ficar com o prejuízo: sofrer o dano?
É exatamente isso. Isto é cruz. Esta é uma situação onde não vai adiantar muito ficar repreendendo demônios.
Para eu ter vitória, eu vou ter de tomar a Cruz. Esta é a vontade de Deus: que eu negue a mim mesmo e tome a
Cruz.
Mas e se eu quiser reinvindicar os meus direitos? Bem, se você tem direitos é correto lutar por eles até no Supremo
Tribunal. Nada de pecaminoso em se lutar pelos próprios direitos. Não é moralmente errado, mas onde fica a
vitória? O pisar na cabeça do Diabo é somente quando alguém toma a Cruz que o ele é de fato derrotado.
Existem dois princípios de vida: o princípio da cruz e o princípio da razão . Se quisermos ter razão já
descemos da cruz, se tomamos a Cruz já não importa quem tem razão.
2) Não agradar a nós mesmos
“Ora nós que somos fortes devemos suportar as debilidades dos fracos e não agradar-nos a nós mesmos”.
Romanos 15: 1.
Quando Jesus foi pra cruz, Ele não foi porque queria ter uma experiência diferente. Não buscava um êxtase
espiritual e nem estava buscando elogios. Na verdade, Jesus não queria ir pra Cruz. Ele foi para obedecer a
vontade do Pai. Todavia, o Pai não o obrigou, Ele foi espontaneamente. Nós precisamos agradar o nosso irmão
mesmo que isso implique em desagradar-nos.
Muitos hoje pensam que ser crente é buscar uma nova experiência, ter um seguro contra calamidades ou ter uma
vida de felicidade. Não, cristianismo tem como centro a Cruz. Por isso, a pergunta chave não é se é pecado ou
não, se sou obrigado ou não, mas sim: qual é a vontade de Deus.
Percebe por que muitos casamentos nunca prosperam? Porque não querem agradar o outro ao preço do
desconforto pessoal. Quando de forma definida nos dispomos a não nos agradar, nós vemos a vida de Deus
fluindo, a igreja de fato sendo edificada e as portas do inferno sendo aniquiladas. Há um caminho de vitória. Não é
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um caminho fácil e nem agradável, mas a vitória ao final é certa.
3) Considerar o outro superior a si mesmo
“Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si
mesmo” Filipenses 2:3.
Considerar os outros como superiores a nós mesmos parece algo tão fora de moda. Parece contradizer a moderna
teologia da auto-estima. Todavia, essa é a forma como a Igreja é edificada pela cruz. Mais uma vez temos de dizer
que cruz é sofrer o dano, é não agradar a nós mesmos, é considerar o outro como superior a nós mesmos.
Para cada situação que nos sobrevir existem dois caminhos: o caminho largo e o estreito. Em um problema de
casamento, por exemplo, o divórcio e a separação são caminhos largos. Todos nós sabemos onde vai desembocar
o caminho largo. A cruz por outro lado é o caminho estreito. Numa situação de crise sempre tome o caminho
estreito da cruz.. Pois somente neste caminho há vitória completa
O exemplo de Deus
Sabemos que na cruz Deus resolveu todo o problema do homem: o problema da condenação, do poder do pecado
e do poder para se viver a sua vontade. E impossível que se fale de maturidade sem se referir à Cruz de Cristo.
Queremos nos deter no momento, apenas no aspecto que está relacionado à renúncia de si mesmo no dia-a-dia.
Jesus não apenas morreu numa Cruz, ele viveu uma vida de Cruz. Toda a vida de Jesus foi caracterizada por uma
renúncia completa do próprio Eu. Ele viveu a sua vida pelo princípio da Cruz. O princípio da Cruz é uma completa
dependência de Deus. Não interessa mais se algo é bom ou se é mau, se é correto ou pecaminoso. O que
interessa saber é se trata da vontade de Deus. O princípio da Cruz é o processo da maturidade. Percebe-se, pela
vida de Jesus, que o processo de Deus para tratar com o nosso Ego segue um certo padrão, uma ordem. Se
falharmos em um aspecto, Deus vai repeti-lo até que sejamos aprovados. Na escola de Deus ninguém pula cartilha
ou compra nota.
Em João 5: 19,5:30,8:28, vemos Jesus testificando claramente a sua posição de completa dependência do Pai. Isso
é o princípio da Cruz em operação.
1. Aprendeu a submeter-se
A primeira grande tensão na vida do discípulo é a autoridade. Sem dúvida, essa foi também a primeira lição de
Jesus. Seria ingenuidade pensar que Jesus não precisou aprender coisa alguma. Em Hb. 5:8, vemos que Jesus
aprendeu a obediência. E a primeira lição foi submissão. Lucas nos diz (Lc. 2:41-51) que Jesus não apenas
obedecia a seus pais, mas se submetia a José e a Maria de coração. Ele sabia quem era e de onde tinha vindo,
mas ainda se submetia a seus pais que eram muito limitados no entendimento. Jesus, aos doze anos, já discutia
com doutores, mas mesmo assim, não se exaltou sobre seus pais, antes lhes era submisso. Parece-nos que Maria,
ainda que fosse uma santa mulher de Deus, não era uma pessoa de grande entendimento. Maria e José eram
extremamente pobres e sem certos privilégios e oportunidades. Em muitas situações a encontramos incomodando
I Jesus. É muito fácil nos submetermos a quem sabe mais do que nós, mas como é difícil ser submisso a quem
sabe menos. Isso exige renúncia do nosso orgulho, do desejo de ser reconhecido e do desejo de se achar alguma
coisa. No processo do discipulado essa é a primeira lição que se deve aprender. O discipulador deve confrontar o
discípulo para que este aprenda a submissão.
2. Teve um coração ensinável
Estar aberto para aprender com quem quer que seja é algo muito dolorido. Sabemos que Jesus saiu para ser
batizado por João diante dos olhos de todos. Isso era muito arriscado, pois poderia ser que mais tarde algum
fariseu se dirigisse a ele dizendo: acaso não estivemos juntos nas aulas de batismo de João? E isso certamente
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deve ter acontecido, pois Jesus usa algumas ilustrações feitas por João Batista (Comparar Mt 3:10 com 7:16-20) no
sermão da montanha. Deve ser bastante constrangedor se colocar ao lado de pecadores para ser batizado alguém
que nunca tenha pecado, como foi o caso de Jesus. A segunda lição, pois, de todo aquele que quer ser discípulo, é
ter um coração ensinável. É estar aberto para aprender com quem quer que seja, mesmo que isso muitas vezes
seja extremamente constrangedor. Ninguém se diminui pôr ouvir e aprender algo com quem sabe menos.
3. Não agiu no entendimento e esforço próprios
Não é função nossa criar métodos próprios. Deus tem uma obra para ser edificada e não pensemos que Ele é um
construtor inepto, que não possui ao menos uma planta baixa. Pela narração de João 5:19,5:30 e 8:28, podemos
ver que Jesus somente fazia o que Deus mandava. Não havia lugar para o “eu acho ou eu penso”, mas somente
para o que Deus queria realizar. Nós somos construtores e executamos a planta que Deus projetou. Vem chegando
o momento onde tudo que fugir do projeto de Deus será desmanchado. Deus não aceita anexos humanos à sua
obra. Muitos de nós queremos fazer de nossas vidas o que bem queremos e isso denota falta de entendimento
sobre o princípio da Cruz: “Não mais eu vivo, mas Cristo vive” – O comando não mais me pertence, mas tudo está
sobre o controle Divino.
4. Abriu mão do amor próprio
Aquilo que guardamos mais fundo em nós mesmos é o nosso amor próprio – O medo de sermos prejudicados,
feridos, magoados e coisas assim que nos apavoram muito. Pedro ingenuamente (Mt 16:21-34) incitou Jesus a que
tivesse dó de si mesmo, julgando com isso estar fazendo um ato de amor. Jesus, no entanto, foi severo, como
raramente o vemos na Bíblia, e exatamente em função de ter sido tocado numa das áreas mais sensíveis do
homem: o amor próprio. É propósito de Deus que alcancemos o nível em que abramos mão até mesmo da própria
vida. “Quem amar a sua vida, perdê-la-á…”. O discípulo passa a viver para agradar ao seu Senhor. O direito que
temos é o de amá-lo.
5. Aborreceu a glória humana
Jesus poderia ter sido coroado Rei de Israel (Jo 12: 12-28), mas ele preferiu a vergonha da Cruz porque esta era a
vontade de Deus. Não pensemos que não foi tentador para Jesus aquela posição. Certamente o foi. Ele, no
entanto, por conhecer a vontade de Deus, não se deixou levar pela aparente glória humana. A grande questão da
vida diz respeito ao desejo de ser reconhecido, visto e admirado. Se não abrirmos mão disso, seremos como os
fariseus que faziam obras com o fim de “serem vistos pelos homens”. Daí a reprimenda severa de Jesus contra
eles.
6. Sendo Senhor serviu aos discípulos
“O filho do homem não veio para ser servido, mas para servir. Nós somos chamados a servir aos santos, sem
distinção e isso implica em levarmos nosso interesse em sermos servidos à cruz. Nosso ego deseja que todos
estejam à.nossa disposição sempre, a cada momento, e de preferência, que nos tratem com toda atenção e
educação. Mas o Espírito nos desafia a negarmos isso e fazer aquilo que esperávamos fosse feito a nós. Devemos
servir com um coração perfeito e isso só acontece se renunciarmos a toda expectativa de retribuição à servitude.
Toda expectativa de lucro deve ser renunciada. Só assim serviremos com alegria. O resto, o que vem depois disso,
depende do Deus que nos vê em secreto.
Andar pela Cruz é andar em Amor
Vemos que andar no Espírito implica andar em fé, mas não apenas isso implica também andar pela cruz, ou seja,
andar em amor. Só podemos amar ao próximo se esquecermos de nós mesmos. Esquecer-se de si é renunciar ao
ego. Observe a definição do amor em I Coríntios 13. A prática do amor é simplesmente uma postura de tomar a
cruz.
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Permita-me exemplificar mostrando apenas alguns pontos de I Coríntios 13 :4-7 : O amor é paciente, é
benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece não se conduz
inconvenientemente, não procura os seus interesses.
não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija se com a verdade;
tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
Observe que a palavra de Deus diz que o amor não se ressente, ou seja, não se melindra ou fica ofendido. O
padrão de Deus não é o perdão. é não ficar ofendido. O perdão é a nossa segunda chance.
A questão do ficar ofendido é um grande problema que aflige a igreja do Senhor. O ficar ofendido é a maior
expressão do ego em ação. Quando ficamos ofendidos é que surge a ira, o ódio, a discórdia, a divisão, a facção, a
gritaria, as brigas e coisas semelhantes. Alguns podem dizer, será que não temos nem o direito de ficar ofendido?
Mas eu digo, ficar ofendido é ficar com o orgulho ferido, e orgulho ferido é ego machucado.
Observe ainda que Paulo diz que o amor tudo crê. Que significa isso? Sempre que o meu irmão pecar contra mim
e se arrepender ,eu vou crer nele. Diz ainda que o amor tudo espera. Ou seja, quem ama sempre espera o melhor
e não premedita o mau.
Mas o mais difícil é dizer que o amor tudo sofre e tudo suporta. As implicações disso podem ser vistas na cruz. Por
amor o Senhor suportou tudo, até a vergonha da cruz e, no final, pediu que o Pai perdoasse porque não sabiam o
que faziam. O amor é a expressão da cruz.
TERCEIRO PRINCÍPIO DO ANDAR NO ESPÍRITO: ANDAR NO SOBRENATURAL
Andar no Espírito é também andar no sobrenatural. O sobrenatural não significa o extraordinário. Significa que o
meio é espiritual e não natural. Deus quer nos libertar tanto do pecado como do natural. O primeiro pecado levou o
homem para o nível terreno do corpo.
Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar
entendimento, tomou lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu. Gn. 3:6
Observe que Eva foi primeiramente tentada a comer porque a árvore era boa para se comer (Gn 3:6). Tudo
começou no corpo. Na verdade, esse é um critério para sabermos se algo vem de Deus ou não. As coisas de Deus
sempre procedem do espírito para atingir a alma. As coisas do Diabo sempre começam no corpo e na carne, para
depois atingir a alma. Tudo começou no corpo, por isso dizemos que para se andar no Espírito, precisamos andar
no nível do sobrenatural em disciplina do corpo. As coisas do mundo do Espírito somente podem ser
experimentadas pelo espírito humano recriado. O homem é um ser triúno: espírito, alma e corpo. O pecado de Eva
começou exatamente no corpo. Por ela ter abandonado o nível do espírito, o pecado teve espaço. Se desejamos
servir a Deus. devemos fazê-la pelo Espírito, pela vida de Deus. E para que o Espírito flua precisamos disciplinar o
nosso corpo.
O nosso espírito foi regenerado, a nossa alma está sendo transformada e o nosso corpo deve ser disciplinado.
Não há possibilidade de haver vida cristã sem renovação da mente, e da alma. Mas igualmente verdadeiro é
dizermos que é impossível haver vida cristã sem disciplina do corpo. É importante sermos radicais neste ponto: é
impossível vida no espírito sem disciplina do corpo.
Mas antes de falarmos sobre esse ponto é bom fazermos uma distinção: disciplina não é igual a lei. Nós já fomos
libertos da lei. Em Romanos 6: 14, descobrimos que não temos mais de ser libertos da lei, nós já fomos libertos
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dela. “Porque o pecado não terá domínio sobre vós porque não estais debaixo da lei e sim da graça”, É importante
frisarmos esse entendimento para que não transformemos a disciplina do corpo em legalismo e nem tampouco em
ascetismo. A disciplina não é para comprarmos bênção de Deus e muito menos para sermos aceitos diante dele.
Somos aceitos por causa do sangue do Cordeiro. Aleluia ! A disciplina é para nós mesmos. não para Deus.
É lamentável que muitos irmãos transformem em leis a oração. a leitura da Palavra e o jejum. Quando não oram se
sentem distantes de Deus; quando não lêem a Palavra, imaginam que Deus agora está longe deles, que Deus os
rejeitou. Nada pode ser mais lamentável do que isso. O amor de Deus por nós é o mesmo nos dias em que oramos,
bem como nos dias em que não oramos. A oração não é uma lei, é uma necessidade, uma disciplina. Não muda a
nossa herança e os nossos privilégios em Cristo, mas nos ajuda a perceber as coisas do espírito com mais clareza.
A disciplina é para nós mesmos e não para sermos aceitos diante de Deus. O acesso diante de Deus é
exclusivamente pelo sangue de Jesus.
O que é a lei? Lei é tudo aquilo que eu tenho de fazer para Deus com o fim de ser aceito por ele. Eu já fui liberto
da lei. Não tenho mais de fazer coisa alguma com o fim de ser aceito, pois, por meio da obra da cruz, tenho livre e
perfeito acesso. Fui justificado, perdoado, purificado. reconciliado, santificado, liberto e salvo. Nada pode me
separar do amor e da presença de Deus, o caminho foi aberto. O legalismo é uma das piores heresias de nosso
tempo. Há muitos que querem ser salvos mediante algum mérito próprio, somos realmente contra eles. Há, porém,
muitos em nosso meio que buscam a santificação por esforço próprio . Toda a obra é realizada por Deus: desde a
regeneração até a glorificação na volta do Senhor.
Mas o que é a graça ?Graça é aquilo que Deus faz por mim. Lei é o que eu faço, graça é o que Ele faz. Estamos
debaixo da graça, ou seja, estou debaixo daquilo que Deus faz por mim. Isso significa que eu não vou viver na
prática do pecado porque o que está nele é a divina semente, o Espírito Santo. O legalismo é tão terrível porque ele
anula a graça de Cristo. Quando eu digo que sou eu que tenho de fazer, estou anulando aquilo que Ele já realizou
por mim. Quando eu começo de novo a criar leis, estou escravizando alguém que é livre em Cristo. Nesse ponto,
volto a frisar que disciplina não é lei. Disciplina é levar o corpo e a mente a fazerem a vontade do Espírito. Eu
sou um ser espiritual, a minha vontade real está no meu espírito. O meu espírito sempre quer ter comunhão com
Deus, o corpo é que procura impedir. Eu devo disciplinar meu corpo para que o que está no meu espírito possa ser
realizado. Com essa verdade em mente, vamos avançar no nosso estudo.
O PONTO CENTRAL É A VIDA
No Novo Testamento, temos a concretização do propósito de Deus. O Senhor Jesus disse que nos iria enviar o
Consolador, o Espírito Santo de Deus. Hoje nós somos o templo definitivo do Deus vivo. Nós somos o tabernáculo
de Deus na terra. O tabernáculo possuía três partes: o átrio, o lugar santo e o santo dos santos. Deus habitava
no santo dos santos. O átrio aponta para o nosso corpo, o lugar santo para a nossa alma e o santo dos santos
para o nosso espírito. Deus habita agora em nosso espírito.
Esse é o ponto central do Evangelho: Cristo dentro de nós. O Espírito Santo de Deus é vida.Contactar o Espírito é
contactar a vida de Deus.
Tudo o que é do espírito é vida, mas o que é da alma é morte. Se um irmão abre a boca e sai vida, eis aí algo do
espírito, mas se sai morte, temos a alma em ação. a melhor critério é observar se há vida.
Se em uma reunião alguém faz alguma coisa sem ser movido por Deus, aquilo mata. Quando alguém prega no
espírito, há vida saindo de sua boca e isso atrai e sacia as pessoas. Não deve os aceitar fazer coisa alguma sem
ministrarmos vida. As coisas do espírito sempre manifestam vida. A vida é algo contagiante, pois quando abrimos a
boca pelo espírito, aquilo vai fluir e se espalhar por entre os irmãos. A vida também é alimento. Quando falamos
algo do espírito, será a Palavra de Deus. Toda Palavra de Deus é espírito e vida. Quando falamos algo pelo
Espírito, essa palavra é espírito e vida. Devemos estar ministrando vida aos nossos irmãos até mesmo em nossas
conversas, mesmo conversando, a vida deve fluir. A vida é algo sobrenatural e ser guiado pelo Espírito é ser guiado
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por esta vida. Entretanto. para que possamos ser guiados pelo Espírito é necessário que desenvolvamos uma
sensibilidade em nosso próprio espírito. Se não formos sensíveis, não poderemos perceber a direção e a voz de
Deus. Quero compartilhar quatro princípios para desenvolvermos a sensibilidade e aprendermos a ser dirigidos por
Ele.
Lembre-se sempre que andar no Espírito implica em: andar em fé, em amor e também em andar no sobrenatural.
COMO SER GUIADO PELO ESPÍRITO
1. a) Pelo Impulso da Intuição
Devemos lembrar que o homem tem três partes: espírito, alma e corpo. O nosso corpo tem três funções:
movimento, sensação e instinto. A alma também tem três funções: mente, vontade, e emoções. No nosso espírito
tem também três funções: intuição, consciência e comunhão. A intuição é como um impulso dentro do coração. Não
é uma voz percebida audivelmente, mas é um impulso. Em Marcos 1:12, lemos que o Espírito impeliu Jesus… A
Palavra “impeliu” é boa, pois denota bem a sensação interior. É perigoso eu ser mal interpretado nesse ponto, pois
é certo que existem impulsos do corpo, das emoções e mesmo impulso de demônios. Entretanto, se somos
nascidos de novo, aprendemos a diferenciar todas essas vozes daquela que vem do espírito. Muitas vezes, estou
conversando com uma pessoa e, repentinamente, me vem um impulso de perguntar alguma coisa, e, aquela
pergunta é exatamente o que a pessoa estava com medo de me contar. É uma sensação interior, não é uma voz
audível. Isso pode aparecer muito místico, mas ouça-me, se desejamos andar no espírito, devemos ser livres do
natural e entrarmos no sobrenatural.
1. b) Pelo Testificar do Espírito
“O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus/l (Rm.8: 16). I Coríntios 6: 17 diz que
“aquele que se une ao Senhor é um só espírito com Ele”. Isso significa que o nosso espírito, depois que nascemos
de novo, é como que amalgamado, unido por uma argamassa, vinculado com o Espírito Santo.
O testificar do espírito é uma convicção profunda que não tem origem em nada natural. Muitas vezes, a nossa
mente rejeita essa convicção pelo temor e insegurança. Deus fala conosco todo o dia, nós é que não damos
crédito. pensando que são coisas da nossa mente. Que o Senhor separe a nossa alma do nosso espírito!
Se o Senhor vem com um testificar em nosso espírito, a melhor coisa a fazer é checar a convicção com outros
irmãos mais amadurecidos. Mas se depois disso não tivermos clareza na direção, o melhor é correr o risco.
Provavelmente, cometeremos muitos erros, mas estaremos exercitando o nosso espírito, e chegará o ponto em
que virtualmente não cometeremos equívocos. No processo de crescimento é normal que nos equivoquemos, não
devemos nos cobrar perfeição e tampouco pensarmos que depois de algum erro, Deus nos abandonará e não vai
mais nos usar.
1. c) Pela Paz do Espírito l1Seja a paz de Cristo o árbitro nos corações… 11 (CI. 3: 15). A paz
é o árbitro em nosso coração. O árbitro é o juiz, aquele que decide. Com o coração podemos entender o nosso
espírito. Nós percebemos o nosso espírito no coração. Existe uma paz que excede todo entendimento. O testificar
muitas vezes vem como um fogo que queima no coração; a paz, porém, é como manancial de águas tranqüilas. É
como se o mundo estivesse desabando, mas dentro do coração as águas estão tranqüilas.
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1. d) Pela Vida de Deus
Não devemos fazer nada que constranja essa vida dentro de n~s, ainda que pelos critérios da mente seja algo bom
e até recomendável. Se a vida rejeitou, não devemos fazer. Existem muitas coisas que não são pecaminosas em si
mesmas, mas que Deus rejeita e outras vezes podemos pecar contra Deus até mesmo pregando, louvando ou
fazendo missões. O critério para a vida no Espírito não é o certo ou o errado, mas a vontade de Deus.
Creio que não deveríamos ensinar leis de certo e errado para os novos convertidos, mas estimulá-los a
perceberem a direção de Deus pela vida no nosso espírito. Se somos rápidos em dizer aos outros o que é certo e o
que é errado, estamos tirando preciosas oportunidades de eles mesmos entrarem em contato com o Senhor.
Ser cristão não é ser guiado por um código de conduta, nem por um conjunto de normas e éticas sociais. Ser
cristão é ser guiado pelo Espírito de Deus.
1. e) Por meios extraordinários
A forma básica como Deus planeja conduzir os seus filhos é pelo impulso do espírito. O Espírito Santo que é
residente em nosso espírito fala ao nosso espírito humano a vontade de Deus. Toda via, a Palavra de Deus nos
mostra que existem formas extraordinárias de Deus. Não é a forma habitual, mas igualmente importante. Gostaria
de mencionar pelo menos quatro formas:
Sonhos
É indiscutível que Deus fala conosco por meio de sonhos. Foi assim com José, com Daniel, com José marido de
Maria e com Paulo. Deus é o mesmo e Ele quer continuar a nos orientar e edificar através dos sonhos. Entretanto,
alguns princípios devem ficar claros. O primeiro é que se você não sabe o significado do seu sonho, não saia por ai
procurando alguém para interpretá-la. Se Deus quer falar com você, Ele o fará por meios claros e compreensíveis.
Se você não sabe o significado de um sonho, esqueça-o.
Profecia
Quando falarmos sobre como checar as direções do Espírito, entraremos em maiores detalhes sobre profecia, por
hora basta dizer que não devemos rejeitar profecias. É uma forma claramente bíblica de Deus falar conosco.
As profecias são confirmações e não direções novas de Del.ls. Se Deus nunca falou no seu espírito sobre ser
missionário na Índia, não vá pra lá porque um profeta disse. -:
Jamais vá consultar um profeta. Deus sabe o seu nome, o seu endereço e o seu telefone. Se um profeta tiver algo
realmente de Deus pra você, Deus o mandará onde você está. A prática de consultar profetas é um herança
mundana do hábito de consultar cartomantes. Muitos profetas têm sido instrumentos de espíritos de adivinhação
por causa da pressão de terem de dar uma palavra para alguém que vem consultá-los.
Voz audível de Deus
Não busque experiências espirituais. Não peça para ver ou ouvir coisa alguma. Essa ânsia por experiências novas
e diferentes pode ser uma brecha para espíritos de engano. .
Ministério dos anjos
Gálatas 1:8 diz que, “ainda que um anjo vindo do céu vos pregue o evangelho que vá além do que vos temos
pregado, seja anátema.” Deus pode enviar um anjo para falar com você, mas esse anjo deve confirmar a Palavra de
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Deus e o evangelho, caso contrário, trata-se de um demônio disfarçado de anjo de luz.
COMO CONFIRMAR AS SUAS DIREÇÕES
1. Convicção Interior
A direção do Espírito, geralmente, vem a nós através de uma testificação interior em nosso espírito. Em raras
ocasiões, pode haver uma voz audível ou, até mesmo, uma aparição angélica, mas isto é uma exceção e não a
regra. Precisamos. portanto, ser capazes de provarmos a nós mesmos que a impressão ou voz interior que
estamos sentindo é na verdade o Senhor.
Já que Deus fala ao nosso espírito, ou seja. ao nosso homem interior, é essencial que desenvolvamos as
faculdades do nosso espírito ao nível mais elevado possível. Idealmente, Deus quer que desenvolvamos uma
qualidade de maturidade espiritual tal que possamos reconhecer a Sua voz imediatamente, e que sejamos tão
humildes e confiantes que seja realmente o Senhor, para que possamos agir baseados na Sua Palavra. Não tenha
suspeitas do Seu Espírito. Aprenda a ter confiança na sua habilidade de discernir adequadamente.
2. A Palavra de Deus Escrita
A Bíblia é o nosso guia mais confiável e possivelmente o mais simples de se usar. A voz interior em nosso espírito é
uma experiência um tanto quanto subjetiva e insegura. Ela pode ser influenciada por nossas emoções ou desejos
pessoais. Precisamos, portanto, submeter experiências assim a um julgamento objetivo e seguro. A Bíblia é
exatamente a fonte certa para este julgamento. Ela não é emocionalmente influenciada ou preconcebida. Ela não
tem nenhum envolvimento pessoal. Portanto, ela é bem mais confiável. Entretanto,
I precisamos abordá-la com uma abertura e honestidade de coração,pois também podemos “fazer” com que a bíblia
diga o que queremos que ela diga. É preciso que haja uma integridade de coração em nossa abordagem. Muitas
vezes, as pessoas propositadamente procuram por uma passagem bíblica que apóie o que elas querem crer. Isto é
conhecido como “torce” as Escrituras e é danos á fé e a um julgamento correto.
Quando você sentir uma certa direção ou impressão no seu espírito e você não estiver certo de que é a voz do
Senhor, submeta em oração esta impressão a Deus. Peça-Lhe que Ele a confirme ou a negue através da Sua
Palavra. Inevitavelmente, depois que você tiver feito isto, um versículo ou passagem bíblica que se relaciona com o
assunto em consideração chamará a sua atenção. É realmente impressionante em quantas circunstâncias e
assuntos diferentes Deus pode fazer com que a Sua Palavra se aplique. Em geral, de formas incomuns, Deus dá
liberalmente Sua direção através da Sua Palavra.
O Espírito de Deus nunca discorda da Sua Palavra. O Espírito Santo nunca lhe diria para fazer algo que é
condenado pela Bíblia. Ele nunca o conduziria contrariamente aos claros princípios expressos na Bíblia.
3. A Paz de Deus
“E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, dom ine em vossos corações” (CI3:15).
A palavra traduzida por “domine” neste versículo é a palavra “juiz” ou “árbitro” no original. Paulo está então dizendo:
“Deixe que a paz de Deus seja o árbitro em seu coração.” Imagine um jogo de futebol. Enquanto tudo está indo de
acordo com as regras e não há nenhuma falta ou infração, o apito do árbitro está em silêncio. Entretanto, quando há
uma infração das regras, ouve-se o apito, e é preciso que o jogo pare imediatamente. Os jogadores, então, olham
para o árbitro para descobrirem o que aconteceu de errado e qual éa sua decisão na situação. Assim que ele
esclarecer as coisas, o jogo pode prosseguir novamente. É assim também com a paz de Deus em nossos corações.
Quando as coisas estão fluindo suavemente no propósito de Deus, há uma paz interior profunda em nosso~
corações. Esta paz deveria sempre estar lá. Paulo diz que somos chamados a.uma paz assim. Se por acaso
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perdemos esta paz, então precisaremos olhar para o Espírito Santo para descobrirmos o erro. Por que perdi a
minha:paz? Ele nos mostrará, rapidamente, onde estamos errados e como corrigir a situação. Quando fizermos
isto, pedindo perdão a Deus e voltando ao caminho certo, outra vez a nossa paz será restaurada.
4. .Buscando Um Aconselhamento Maduro
“E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo” (C13: 15).
Não somente devemos possuir uma paz pessoal interior como uma indicação de que tudo está bem, mas também
podemos, se necessário, submeter as nossas impressões ao discernimento de outros membros do Corpo. Isto
pode ser feito dentre crentes nascidos de novo, aos quais você se uniu numa comunidade cristã. Coloque o
assunto diante do grupo, e se houver uma resposta de paz unânime, então você pode ficar certo de que Deus está
confirmando a direção que você recebeu.
A Bíblia diz: “… na multidão de conselheiros há segurança” (Pv 11 :4).
“Onde não há conselhos os projetos saem vãos, mas com a multidão de conselheiros se confirmarão”(Pv 15:22).
Eu gostaria de enfatizar o ponto de que é um aconselhamento maduro que devemos buscar. Procure um
aconselhamento de pessoas espiritualmente maduras que tenham uma credibilidade provada com relação à
sabedoria. Pedir conselhos a pessoas espiritualmente imaturas somente lhe trará mais confusão e incerteza. Vá a
pessoas cujas vidas provêm que elas acharam a vontade de Deus, pessoas que obviamente estão tendo êxito na
vida cristã porque elas foram capazes de ouvir a voz de Deus dirigindo-as nas circunstâncias de suas próprias
vidas.
5. As Circunstâncias e a Providência Divina
Quando Deus lhe diz para fazer alguma coisa, você pode contar que Ele começará a abrir as portas para que você
possa faze-la. Se Ele estiver guiando você numa determinada área, então as Suas providências começarão a
surgir a você naquela área. Há um pequeno pensamento que eu aprendi e que me tem sido extremamente útil
quando quero obter direções do Senhor. a saber: “Comece a andar e você receberá uma direção.” Creio que um
apoio bíblico para este conceito seria em Gênesis, no tocante ao servo de Isaque. o qual havia sido enviado para
buscar uma esposa para o seu mestre. Ele falou: ” … quanto a mim, o Senhor me guiou no caminho à casa dos
irmãos de meu Senhor” (Gn 24:27). Em outras palavras, uma vez que ele havia partido em sua jornada, Deus lhe
deu a direção. Davi diz: “Os passos de um homem bom são confirmados pelo Senhor, e ele deleita-se no seu
caminho” (SI 37: 23). Se você ficar sentado esperando por uma revelação, talvez você fique assim para sempre. Se
você começar a se mover e estiver indo na direção errada. o Senhor lhe dirá. O Espírito Santo está dentro de todos
os cristãos e Ele deseja muito guiar-nos nos caminhos e propósitos de Deus. Portanto, assim que começarmos a
nos mover com um desejo sincero em nossos corações de andarmos nos caminhos de Deus, o Espírito nos dará
direções. Ao começar a se mover em harmonia com a vontade de Deus, as circunstâncias e providências surgirão
diante de você, dando-lhe uma certeza e confiança interior.
6. Confirmação Profética
Às vezes: uma declaração profética pode ser dada a alguém para confirmar algo que já foi recebido do Espírito.
Usei a palavra” confirmação” , deliberadamente, porque isto é exatamente o que as declarações proféticas
deveriam fazer. Elas deveriam servir para confirmar algo que alguém já recebeu de Deus em seu espírito.
Deveríamos sempre ser cautelosos com relação a profecias aparentes que tendem a iniciar alguma coisa, ao invés
de simplesmente confirmá-la. Se Deus quiser falar-lhe algo, Ele falará com você primeiramente. dentro do seu
próprio espírito. Mas tarde ele poderá confirmar-lo através de uma declaração profética, qual servirá para confirmar
e estabelecer o que Ele já lhe disse.
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Nunca faça nada simplesmente porque alguém “profetizou” que você deveria fazer. Obtenha a sua própria direção
pessoal de Deus e depois, se uma profecia substanciar aquilo que você já recebeu, então tudo bem.
As declarações proféticas certamente não são infalíveis o elemento humano envolvido na declaração das profecias
faz com que elas sejam falíveis O Espírito, o qual as origina, é perfeito, mas as pessoas que as declaram são
imperfeitas.
Muitos cristãos reverenciam as profecias como se o Próprio Deus estivesse falando do céu. Entretanto, não é Deus
quem está falando diretamente. São os homens falando em nome de Deus. Se estas pessoas estiverem realmente
no Espírito, então tudo bem. Suas palavras edificarão, exortarão e consolarão a igreja (1 Co 14:3). Às vezes,
infelizmente, as expressões proféticas podem estar vindo do coração das próprias pessoas ou talvez, estejam
sendo coloridas e influenciadas pela inserção de alguns de seus próprios pensamentos.
Por causa disto, toda declaração profética deveria ser julgada para se saber se ela é realmente uma palavra do
Senhor antes que ela seja recebida, e, certamente, antes que ela seja praticada (1 Co 14:29).
Deveria ser julgada, em primeiro lugar, pela Palavra de Deus. A Bíblia é infalível e, portanto, um
juizperfeitamente objetivo. Se uma declaração profética não estiver em perfeita harmonia com os princípios
expressos na Bíblia, ela será imediatamente duvidosa. Não importa quão religiosa ou espiritual uma
declaração profética pareça. Ela deve concordar inteiramente com a Palavra. Ainda que a profecia possa
estar cheia de frases como “Eu, o Senhor, digo a ti, meu servo,” isto, com certeza, não é nenhuma garantia
de precisão ou veracidade. A Bíblia é o nosso guia final, totalmente preciso e infalível. Sempre confie mais na
Bíblia do que em qualquer profecia.
As profecias deveriam ser julgadas pelo que Deus já lhe mostrou em seu próprio espírito. Se elas não
testificam enão confirmam o que você já recebeu do Senhor, então, não aceite nenhuma profecia pessoal.
Certamente, a princípio você não deveria agir baseado nelas. Talvez você possa orar intensamente com
relação a elas, submetendo-as a Deus e buscando a Sua sabedoria e direção na questão.
Se um grupo de crentes estiver presente.quando a profecia for dada, então um julgamento da
comunidadepoderá sé!: dado a respeito da profecia. Qual é a opinião geral a respeito dela? Os c~rentes do
grupo concordam que esta é verdadeiramente uma palavra de Deus? Ou eles estão unidos em seu
julgamento de. que esta palavra não vem do Senhor e deveria, portanto, ser tratada com muito cuidado?
Muitas vidas inocentes têm sido arruinadas por terem agido muito prontamente com relação a “profecias pessoais.”
Bibliografia
Andando no Espírito – Pr. Aluízio A. Silva. Videira – Igreja em Células.
Revista Atos – Publicação de World Map. Edição de 1990.
PARTE III
TRANSFORMAÇAO DA ALMA
A MENTE: UM CAMPO DE BATALHA
De acordo com a Bíblia, a mente do homem é incomum or se constituir um campo de batalha onde satanás e seus
maus espíritos contendem contra a verdade e contra o crente. A mente e o espírito do homem são como uma
cidadela que os maus espíritos anseiam por capturar. O campo aberto onde a batalha se trava para a conquista da
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cidadela é a mente do homem.
Em 2 Co.10:3-5, o Apóstolo Paulo compara os argumentos e raciocínios do homem a uma fortaleza do inimigo. Ele
descreve a mente como que possuída pelo inimigo que deve ser quebrada então pela batalha travada. Muitos
pensamentos rebeldes estão armazenados nestas fortalezas e precisam ser levados cativos à obediência de Cristo.
Tudo isso mostra claramente que a mente do homem é o cenário da batalha onde os maus espíritos entram em
conflito com Deus. Podemos ver como os poderes das trevas se relacionam principalmente com a mente do
homem e como ela é de uma forma peculiar susceptível aos ataques de Satanás. Com respeito às outras funções
da alma – vontade e emoção -, Satanás não tem como fazer nada, a menos que tenha ganho algum terreno neles.
Mas com respeito à mente, ele pode operar livremente sem primeiro persuadir o homem ou garantir o seu convite.
Antes da regeneração, o intelecto do homem o impede de compreender a Deus. É necessário que Seu grandíssimo
poder destrua os argumentos do homem. Esta é uma obra que deve ocorrer na hora do novo nascimento, e
acontece na forma de arrependimento. Mas mesmo depois do arrependimento, a mente do crente não é totalmente
liberada do toque de Satanás – ele vai continuar agindo. Em 2 Co.l1:3 Paulo reconhece que o deus desse mundo
segue a mente dos não crentes e engana a mente dos que crêem. Hoje, muitas vezes Satanás se disfarça como
um anjo de luz, a fim de conduzir os santos, propagando um evangelho diferente do evangelho da graça de Deus.
Na verdade, são poucos os que poderiam imaginar que o diabo poderia dar bons pensamentos aos homens!
É possível que um filho de Deus tenha uma nova vida e um novo coração e ainda não ter uma nova cabeça. Quão
frequentemente as intenções do coração são inteiramente puras, mas os pensamentos na cabeça são confusos.
Se a mente do cristão não é renovada, sua vida está destinada a ser desequilibrada e estreita. O povo de Deus
precisa saber que, se desejam viver uma vida plena. sua mente deve ser renovada. A Bíblia declara enfaticamente
que devemos” ser transformados pela renovação da nossa mente” (Rm12: 2).
A mente sob o ataque dos espíritos maus
O cristão pode descobrir que é incapaz de regular sua vida mental e fazer com que ela obedeça o propósito da sua
vontade. Pergunte a si mesmo: Quem controla a minha mente? Eu mesmo? Se assim for por que não posso
controlá-la agora? É Deus quem dirige minha mente? Se não sou eu nem Deus quem regula a vida mental, quem
então está no controle? Obviamente são os poderes das trevas. Por isso, sempre que o filho de Deus observa que
não tem mais capacidade para governar a mente, ele deve perceber logo que é o inimigo quem a está dirigindo.
Um fato que devemos sempre manter em mente é este: o homem possui vontade livre. A intenção de Deus é que o
homem tenha controle de si mesmo. Ele tem autoridade para regular cada uma de suas capacidades naturais; por
isso, todos os seus procedimentos mentais devem estar sujeitos ao poder da sua vontade. O cristão deve
perguntar a si mesmo: Esses são meus. pensamentos? Sou eu quem está pensando? Se não sou eu, então deve
ser o espírito maligno que é capaz de operar na mente do homem. Essa pessoa deve saber que, neste caso, ela
não teve a intenção de pensar e ainda assim pensamentos brotaram em sua cabeça. Sua conclusão deve ser que
estes pensamentos não são seus, e sim do espírito maligno. Mas como saber se um pensamento é seu ou de um
espírito maligno? O cristão deve observar como ele surgiu. Se sua faculdade mental está tranqüila e serena,
funcionando normal e naturalmente e, de repente, um pensamento desordenado e sem qualquer ligação com suas
atuais circunstâncias brota, muito provavelmente é uma ação dos maus espíritos. Eles estão tentando injetar seus
pensamentos na cabeça do crente para assim levá-lo a aceitá-los como seu. Se o filho de Deus não deu origem à
idéia, mas pelo contrário, se opõe a ela, e mesmo assim ela continua em sua cabeça, pode concluir que tal
pensamento vem do inimigo. Cada pensamento que o homem escolhe não pensar, e cada um que se opõe à
vontade do homem, não vem dele e sim do exterior. É muito importante saber que os poderes das trevas operam
não apenas do lado de fora, mas do lado de dentro do homem também. Isto quer dizer que eles podem se
comprimir na vida de pensamento do homem e operar dali. Os espíritos malignos possuem uma capacidade de
comunicação que o homem não possui. Eles podem trabalhar inicialmente na mente do homem e depois alcançar
sua emoção e vontade. A Bíblia mostra claramente que os poderes das trevas tanto podem comunicar idéias ao
homem como tirá-las dele: o diabo já havia colocado no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, que o traísse
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(Jo. 13:2) e “Logo vem o diabo e tira-lhes do coração a palavra” (Lc. 8: 12).
As causas do ataque dos maus espíritos
Sempre que alguém oferece oportunidade aos maus espíritos, ele não pode mais seguir sua própria vontade, mas
deve ser obediente à vontade do outro. Ao ceder terreno a eles em sua mente, imediatamente sua soberania sobre
ela é perdida. Devido a essa afinidade entre’a mente e os maus espíritos, o cristão sempre abre caminho para eles.
O terreno ganho concede autoridade a essas potestades para operarem sem impedimento na mente do crente.
Mas a mente do homem pertence ao homem e sem a sua permissão, o inimigo não tem poder para usá-la.
É no campo das idéias e do pensamento que o cristão fornece território aos maus espíritos, e dali é que eles
operam. Falando de modo geral, são seis os tipos de terrenos que podem ser cedidos ao inimigo. Vamos examinar
cada um deles.
1. a) Uma mente não renovada
Se a mente do cristão não é renovada depois do seu espírito ser regenerado, ele expõe grande território às
maquinações do espírito maligno. Sabedores de que essa mente não renovada constitui sua melhor oficina de
trabalho, as forças do inimigo empregam todo artifício para manter o crente na ignorância ou então impedindo-o de
buscar a renovação da sua mente.
1. b) Uma mente incorreta
Todos os pecados fornecem território ao adversário. Se um filho de Deus alimenta o pecado em seu coração, ele
está emprestando sua mente aos espíritos satânicos para uso deles. Todos os pensamentos impuros, orgulhosos,
sem bondade e injustos fornecem bases de atividades a esses espíritos.
1. c) Interpretar mal a verdade de Deus
Se os seguidores de Deus compreendem ou interpretam erradamente como sendo natural ou causado por eles
mesmos, aquilo que os maus espíritos causaram em seus corpos, circunstâncias ou trabalhos, eles estão cedendo
terreno precioso a eles para suas abomináveis realizações. Uma mentira abraçada foi o terreno para mais
atividades pelos elementos satânicos. Por outro lado, muitos cristãos interpretam mal as verdades de Deus. Os
maus espíritos planejam de acordo com o entendimento errado do crente, e este julga que essas coisas são de
Deus, ignorando que elas são apenas uma imitação dos maus espíritos e fundamentadas no seu mal entendimento.
1. d) Aceitação de sugestões.
Os espíritos malignos colocam seu pensamento na forma de profecia, depois a plantam na mente do crente para
ver se ele vai aceitá-la ou rejeitá-la Se a mente dele não oferecer objeção e, pelo contrário, até mesmo aprovar esta
profecia, os espíritos da impiedade conquistaram um lugar para realizar o que propuseram. O cumprimento das
palavras dos advinhos é baseada inteiramente nesse princípio. Os demônios injetam palavras com respeito ao
corpo do cristão, tais como predizer sua fraqueza ou doença. Se o crente absorve este pensamento, ficará de fato
doente e fraco.
1. e) Uma mente vazia
Deus criou o homem com uma mente para ser usada. Uma mente vívida é um obstáculo à obra dos demônios. Um
dos seus maiores alvos, é conduzir a mente da pessoa a um estado vazio, pois enquanto a cabeça estiver vazia,
ele não pode pensar. O cristão deve exercitar sua mente, pois assim barra a ação maligna.
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1. f) Uma mente passiva
A diferença entre uma mente passiva e uma vazia é que a mente vazia não é usada, e a passiva fica à espera de
alguma força exterior para ativá-lo. Passividade é se abster de mover por si mesmo e deixar que elementos
exteriores façam isso. A passividade reduz o homem a uma máquina. A passividade oferece aos espíritos malignos
oportunidade de ocupar também a vontade e o corpo do crente. Se alguém permitir que a sua cabeça pare de
pensar, pesquisar, decidir e de examinar sua experiência e ação à luz da Bíblia, ele está praticamente convidando
Satanás a invadir sua mente e enganá-lo. Em seu desejo de seguir a direção do Espírito Santo, muitos dos filhos de
Deus sentem que não precisam de medir, investigar e julgar à luz da Bíblia todos os pensamentos que
aparentemente vêm de Deus.
Passividade
A causa da passividade é a ignorância do cristão. O caminho normal da condução de Deus é na intuição do espírito
e não na mente. O crente deve seguir a revelação da sua intuição, e não o pensamento em sua mente. É pela
intuição que chegamos a conhecer a vontade de Deus, mas também precisamos da mente para inspecionar nosso
sentimento interior a fim de determinar se ele vem da intuição ou se é uma imitação das nossas emoções.
Sabemos pela intuição, mas tiramos a prova pela mente. A cabeça não deve nunca guiar ou conduzir, mas
inquestionavelmente, ela precisa testar a autenticidade da direção. Tal ensinamento concorda com as Escrituras
(Ef. 5: 17,10).
Um crente pode escorregar para a passividade, quando espera que Deus coloque Sua vontade em seu
pensamento e cegamente segue toda condução sobrenatural sem empregar sua inteligência para examinar se ela
vem de Deus. A conseqüência de tal ignorância é a invasão do inimigo. Os adivinhadores, os agoureiros, os
médiuns, os necromantes dizem que a fim de ficarem possessos por aquilo que chamam de “deuses” (que na
realidade são demônios), a vontade deles não deve oferecer qualquer resistência, a mente deve ser reduzida a um
branco total Os maus espíritos ficam vibrando quando encontram. A distinção básica entre as condições de
operação do Espírito Santo e dos maus espíritos podem ser resumidas desse modo:
1. a) Todas as revelações e visões sobrenaturais que exigem a suspensão total da função da mente ou que só
são obtidas pelo cessar do seu funcionamento não são de Deus.
2. b) Todas as visões que têm sua origem no Espírito Santo são concedidas quando a mente do crente está
plenamente ativa – a ação de demônio segue um caminho oposto
3. c) Tudo o que flui de Deus concorda com a natureza de Deus e a Bíblia.
Vamos apresentar agora mais três diferenças entre a ação de Deus e a dos
demônios. .
1. a) O pensamento dos demônios sempre invade vindo do lado de fora, entrando principalmente pela mente.
2. b) O pensamento deles força, empurra e compele o homem a agir imediatamente – nunca concede tempo
para pensar, considerar ou examinar.
3. c) Os demônios confundem e paralisam a mente do homem para que não mais possam pensar.
OS FENÔMENOS DE UMA MENTE PASSIVA
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Vamos apresentar rapidamente os fenômenos de uma mente sob o ataque dos maus espíritos.
Pensamentos relâmpagos
Depois que a mente de alguém afunda na passividade, ele receberá muitos pensamentos injetados pelo lado de
fora, noções impuras, blasfemas e confusas. Tudo isso passa por sua mente em sucessão. Embora ela decida
rejeitá-las, não tem poder para fazê-la cessar ou para alterar a inclinação do seu pensamento. Algumas vezes,
essas idéias reluzem no cérebro de alguém como um relâmpago.
Imagens
O adversário também pode projetar imagens boas ou impuras na mente do crente. Isso acontece porque seu poder
de imaginação declinou para a passividade. Ele não pode controlar seus poderes imaginativos, mas permitiu o
controle deles pelos maus espíritos.
Sonhos
Os sonhos podem ser naturais e sobrenaturais. Alguns são inspirados por Deus e ainda outros por Satanás. Os
poderes malignos podem criar imagens durante o dia, e sonhos durante a noite. À noite o cérebro não é tão ativo
como de dia, sendo desse modo, mais passivo e mais propenso a ser manipulado pelo diabo. Tais sonhos fazem
com que se levante pela manhã seguinte com a cabeça pesada e um espírito melancólico. Os sonhos e as visões
de Deus capacitam o homem a ser normal, tranqüilo, cheio de raciocínio e consciente. Os sonhos inspirados por
Satanás são grotescos, impetuosos, fantásticos, tolos e tomam a pessoa arrogante, atordoada, confusa e
irracional.
Insônia
Este é um mal comum dos santos. Ao deitarem à noite, muitos experimentam pensamentos sem fim brotando em
suas mentes. Continuam pensando no seu dia de trabalho ou relembrando experiências passadas, ou mesmo
enchendo suas mentes com uma mistura de assuntos. Eles pensam de antemão nas obrigações da manhã
seguinte, tais como o que devem fazer e qual seria o melhor plano. Seus cérebros giram incessantemente. Essas
pessoas querem realmente dormir, mas não conseguem parar de pensar. No curso normal dos acontecimentos, o
sono renova o espírito das pessoas, Mas quando se passa noites e noites de insônia, o crente chegará a ter pavor
do sono, da cama e da noite. Esquecimento
Devido ao ataque do diabo, muitos santos são destituídos do seu poder de memória e sofrem de esquecimento.
Eles esquecem até mesmo o que disseram e fizeram. Não podem localizar objetos que guardaram naquele mesmo
dia. Outro fenômeno pode ser observado: o crente pode normalmente possuir uma boa memória, mas em vários
momentos críticos ela falha sem explicação. Tudo isso é ação de demônios.
Falta de concentração
Alguns, por ação de espíritos malignos, parecem não ter qualquer poder de concentração quando tentam pensar
enquanto outros são melhores. mas seus pensamentos voam para qualquer lugar depois de uns poucos momentos
de concentração num determinado assunto, principalmente durante a oração e a leitura da Bíblia. Há irmãos que
não têm consciência do que estão lendo e não conseguem prestar atenção aos cultos. Espíritos malignos tentam
evitar que ouçam o que seria útil, não fazendo cessar a operação de suas mentes, mas forçando-os a pensar em
outras coisas. Por essa razão, muitos cristãos não conseguem ouvir o que os outros lhes dizem. Antes que o outro
termine, ele já está interrompendo impacientemente, pois os maus espíritos o inspiraram com inúmeros
pensamentos.
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Inatividade
Num último estágio, a mente do crente perde sua capacidade de pensar e cai quase que inteiramente nas mãos
dos maus espíritos. A pessoa torna-se incapaz de pensar, pois não consegue iniciar qualquer pensamento, pois
milhares deles passam por sua mente a cada instante e ele não tem como faze-los cessar. O crente escravizado
desenvolverá um ponto de vista desordenado e desequilibrado. Um pequeno monte aos seus olhos parece uma
montanha. Essa pessoa foge de situações e pessoas que o forcem a pensar. Todo o seu tempo é dissipado, gasto
sem pensamento, imaginação, raciocínio ou consciência.
Vacilação
São cristãos que não têm firmeza de caráter e que trocam de posição interminavelmente. Todavia, na realidade, são
os espíritos iníquos que mudam seus pensamentos e alteram suas opiniões. De manhã decidem fazer algo, e à
tarde já mudaram de idéia.
Tagarelice
Geralmente, crentes assaltados por Satanás são muito tagarelas, visto que suas cabeças estão explodindo com
pensamentos, suas bocas não podem estar sem grande abundância de palavras. A mente que não pode ouvir os
outros, mas exige que os outros a ouçam é uma mente doente. Muitos cristãos são como máquinas falantes
operadas por forças externas. Quantos não podem refrear suas línguas da fofoca, dos gracejos e da difamação!
Parece que as idéias tão logo surgem em suas mentes e antes que haja oportunidade para considerá-las, já se
transformaram em palavras – a língua fica fora do controle da mente e da vontade. Tudo isso é causa da
passividade da mente. O cristão deve compreender que todas as suas declarações devem ser o resultado do seu
próprio pensar.
Obstinação
Uma pessoa passiva se recusa categoricamente a ouvir qualquer raciocínio ou evidência, após ter tomado uma
decisão. Não está disposto a ouvir os outros, pois julga que nunca podem saber o que ele sabe! Esse tipo de
pessoa aceita todas as vozes sobrenaturais como sendo de Deus e uma vez que ele crê que a direção é de Deus,
sua mente é selada contra qualquer mudança.
O sintoma dos olhos
A mente que é passiva e assaltada pelos maus espíritos, pode ser identificada prontamente através dos olhos. Os
olhos do homem revelam sua mente mais do que qualquer outra parte do seu corpo. Enquanto uma pessoa com a
mente passiva conversa com os outros, seus olhos tendem a vaguear ao redor, para cima e para baixo, voando em
todas as direções ou então, ela não consegue olhar no rosto do outro. Os olhos podem também se fixar em uma
direção sem nem mesmo piscar, como se estivesse paralisado.
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Finalmente
Recapitulando: os fenômenos da mente de um cristão sob o ataque dos maus espíritos são múltiplos e variados.
Um princípio, entretanto, é a base de todos eles: a pessoa perde seu controle. Inatividade em lugar de atividade,
inquietação em lugar de calma, agitação devido à inundação de pensamentos, incapacidade de concentração, ou
para distinguir ou lembrar, confusão fora de controle, trabalhos sem fruto, ausência de trabalho durante o dia e
sonhos e visões à noite, insônia, dúvidas, falta de vigilância, medo sem razão, perturbação a ponto de agonia,
todas estas coisas são inspiradas pelos maus espíritos.
O CAMINHO DO LIVRAMENTO
Se você percebeu que ainda há passividade em sua mente, não se desespere, há um caminho para o livramento:
basta buscá-Lo com diligência.
Os que vão buscar o livramento. devem saber que os maus espíritos não permitirão que seus cativos saiam livres
sem luta. É importante que você realmente saiba e tenha clareza de que cedeu espaço a demônios e decida
firmemente reconquistar o espaço cedido. O diabo vai usar várias táticas para impedi-lo e, caso não consigam,
tentarão uma luta final para ganhá-lo, empregando sua costumeira tática mentirosa, apontando-lhe que não poderá
reconquistar sua liberdade por ter se afundado demasiadamente na passividade, ou então que Deus não está
disposto a lhe conceder graça novamente, ou mesmo que será melhor que ele não resista, ou que de qualquer
forma ele não poderá ver o dia do livramento; por isso, por que se aborrecer com esforço e sofrimento? Nessa luta,
o crente deve aprender que a as armas de guerra devem ser espirituais, pois as carnais de nada lhe valem.
O terreno perdido a ser recuperado
Sintetizando o que já vimos, os maus espíritos têm podido operar na mente do crente por (1) uma mente não
renovada. (2) aceitação das mentiras dos maus espíritos, e (3) passividade. Depois de identificar. em qual dessas
áreas ele cedeu território aos maus espíritos, ele deve partir imediatamente para a recuperação do terreno perdido.
A mente não renovada deve ser renovada; a mentira aceita deve ser localizada e renunciada; e a passividade deve
ser transformada em ação livre.
A mente renovada
Deus não deseja uma mudança na mente de Seus filhos apenas na ocasião da conversão. A mente deve ser
renovada constante e completamente, visto que qualquer resíduo da sua carnalidade é hostil a Deus. Rm 8:7,2
Co.10:5; Rm. 6:11,12 e Efésios4, são versículos que nos advertem quanto ao domínio de Satanás em algumas
áreas de nossas vidas e introduzem a cruz como o instrumento para a renovação da mente. A salvação que Deus
comunica através da cruz inclui não apenas uma nova vida, mas a renovação de cada função da nossa alma
também. A salvação que está profundamente arraigada em nosso ser deve ser gradualmente” desenvolvida” .
Precisa ficar claro para nós que a renovação é obra de Deus, mas o despojar – o negar, o abandonar – o seu velho
pensamento é o que você deve fazer.
Depois de reconhecer a velhice da sua mente e desejar despojá-la pela cruz, o cristão deve agora praticar a
negação diária de todos os pensamentos carnais. De outro modo, a renovação será impossível. Em 2 Co.10.5,
aprendemos que devemos trazer todos os pensamentos cativos à obediência de Cristo. Devemos examinar o
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pensamento para determinar se: (1) ele vem da sua mente velha, ou (2) se ele emana do terreno cedido, e se (3)
oferecerá novo terreno aos maus espíritos, ou se (4) ele brota de uma mente normal e renovada.
Mentiras renunciadas
Quando o salvo se coloca debaixo da luz de Deus, ele descobre que freqüentem ente no passado as mentiras dos
maus espíritos foram por ele aceitas, levando a uma situação de passividade. Exercitando-se, o filho de Deus
descobrirá que muitas aflições, fraquezas, doenças e outros fenômenos em sua vida hoje, aconteceram porque ele
aceitou direta ou indiretamente as mentiras nele plantadas pelos demônios no passado. Para se assegurar a
liberdade, o cristão deve experimentar a luz de Deus, que é a verdade de Deus. Visto que ele anteriormente perdeu
terreno por crer nas mentiras, agora deve recuperar este terreno negando todas as mentiras. Deve orar buscando
luz de Deus para conhecer toda a verdade. Pela oração e pela escolha da vontade, ele deve resistir a toda mentira
satânica.
A passividade destruída
Precisamos entender uma lei básica no reino espiritual: nada que pertença ao homem pode ser realizado sem o
consentimento da sua vontade. É devido à ignorância que o filho de Deus aceita o engano dos maus espíritos e dá
permissão a eles para operarem em sua vida. Agora, para retomar o terreno, deve retirar o consentimento dado aos
demônios, insistindo no fato de que ele é seu próprio senhor e não vai tolerar que o inimigo manipule qualquer parte
do seu ser.
Nesse processo de retomada, o crente deve tomar a iniciativa em cada ação e não depender de ninguém mais. Ele
deve tomar sua própria decisão sem esperar passivamente pelo outros ou por circunstâncias. Orando e vigiando
deve avançar passo a passo. Deve exercitar sua mente e pensar no que deve fazer, falar ou se tornar. O crente
deve entender que este processo pode demorar. Cada sugestão do inimigo dada ao crente deve ser enfrentada
com a verdade da Bíblia. Responda às dúvidas com os textos da fé, reaja ao desespero com as palavras de
esperança, responda ao temor com palavras de paz. A vitória é obtida pelo manejo da Espada do Espírito.
A PASSIVIDADE E SEUS PERIGOS
“O meu povo está sendo destruído por falta de conhecimento”. ( Os. 4:6). Os cristãos de hoje geralmente carecem
de dois tipos de conhecimento: (1) conhecimento das condições através das quais os maus espíritos operam; (2)
conhecimento do princípio da vida espiritual.
A lei da causa e efeito
Para cada uma das coisas que Deus criou existe uma lei. Os maus espíritos também operam segundo leis
definidas. Ora, se alguém oferecer as condições para a operação dos maus espíritos, então, certamente o terreno
foi cedido para que eles operem nele. Esta é a lei da causa e efeito – aquele que preenche os requisitos para a
operação dos maus espíritos será prejudicado por eles. O fogo queima tudo o que for colocado nele; a água afoga
todos os que forem imersos nela, e os maus espíritos atacam todos (até mesmo os filhos de Deus) que concedem
terreno a eles. Os demônios começam a penetrar em qualquer homem, tão logo obtenham uma base de apoio nele.
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Falando de modo simples, o terreno que o crente fornece aos demônios é o pecado. Todo pecado fornece território
a eles. Existem dois tipos de pecado: o positivo e o negativo. O positivo são aqueles que a pessoa comete: suas
mãos realizam más ações, seus olhos contemplam cenas malignas, seus ouvidos ouvem notícias ímpias e sua
boca pronuncia palavras impuras. Mas a Palavra de Deus diz que também a omissão (leia-se pecado negativo)
também é pecado (Tg. 4: 17).
O pecado de omissão que concede terreno aos demônios é a passividade do crente. A não utilização e a má
utilização de qualquer parte do nosso ser é um pecado aos olhos de Deus. Todas as nossas habilidades e dons
devem ser devidamente utilizados. Quando isto não acontece, está sendo oferecido ao diabo ocasião para que elas
sejam exercitadas por ele.
Os Perigos.
Eis a ordem do processo que muitos crente cumprem até caírem nas mãos dos demônios: (1) ignorância, (2)
engano, (3) passividade, (4) entrincheiramento. Depois de seguir todos estes passos, o engano aprofunda mais,
resultando num cerco de proporções alarmantes. A pessoa nesse estado prefere ser guiada pela circunstância do
que ser livre para escolher uma outra, porque fazer uma escolha é muito cansativo para ele. Em tal condição de
inércia, decidir uma questão pequena se torna uma tarefa tremenda. A vítima busca ajuda em toda parte. Sente-se
bastante atrapalhado por não saber como lidar com seus negócios diários. Parece ter grande dificuldade em
compreender o que as pessoas lhe dizem. Lembrar de algo lhe é extremamente doloroso. Este crente fica à espera
de uma ajuda, um impulsionar exterior. Estamos sugerindo que tal crente passivo não gosta de trabalhar? De modo
nenhum! Porque quando é impulsionado por uma força externa, ele é capaz de trabalhar, mas tão logo termina a
compulsão, ele pára bem no meio de seu trabalho, sentindo-se sem forças pra prosseguir. Este crente não conclui
suas tarefas.
Porque sua vontade já é passiva e sem capacidade de operar, os maus espíritos geralmente o conduzirão a uma
situação em que o exercício da vontade é necessário, a fim de embaraçá-lo e sujeitá-lo ao escárnio. Eles instigam
muitas dificuldades para que o santo fique esgotado. Quão lamentável que ele não tenha força para protestar e
resistir. As potestades levaram vantagem porque sua vítima caiu da ignorância para o engano, do engano para a
passividade ,e da passividade para os sofrimentos de um profundo cerco. Mesmo assim, ele ainda não discerniu
que tal situação não foi dada por Deus e por isso continua em sua aceitação passiva. “Não sabeis que daquele a
quem vos apresentais como servos para lhe obedecer, sois servos desse mesmo a quem obedeceis…” (Rm. 6:6)
Se nós oferecemos a Deus apenas de boca, e na prática real estamos nos sujeitando aos maus espíritos, não
podemos escapar de sermos seus escravos.
O ENGANO DO CRENTE
Os crentes que caem nas garras dos maus espíritos não são apenas os mais profanos, degenerados e
pecaminosos, pelo contrário, muitas vezes são cristãos totalmente entregues e espiritualmente mais avançados do
que os crentes comuns. Eles caem na passividade por não conhecerem como cooperar com Deus. Estão cheios de
boas intenções, mas honestidade não é a condição para não ser enganado e sim, o conhecimento. Como ele pode
esperar que Deus o proteja por suas boas intenções quando ele está cumprindo os pré-requisitos para a operação
dos maus espíritos?
Consideraremos alguns detalhes e conceitos errôneos que os cristãos geralmente aceitam.
Uma noção errada com respeito à morte juntamente com Cristo Gl. 2:20 fala da nossa morte com Cristo. Alguns
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interpretam tais palavras como que indicando auto-anulação. O que eles consideram ser o ápice da vida espiritual
é uma perda de personalidade, ausência de vontade e de autocontrole. O argumento deles é: “Visto que fui
crucificado com Cristo, então o eu não mais existe. Já que o Eu morreu, então, eu devo praticar a morte, isto é, não
devo abrigar qualquer pensamento, desejo ou sentimento. Porque Cristo está vivo dentro de mim, Ele pensará ou
sentirá em meu lugar”. Infelizmente, estas pessoas ignoram o restante do versículo: “…a vida que agora Eu vivo na
carne” .
Paulo, depois de ter passado pela cruz, ainda declara de si mesmo: “…agora 9EU) vivo”!
A cruz não aniquila o nosso “Eu”. O verdadeiro sentido da nossa aceitação da morte juntamente com Cristo é que
estamos mortos para o pecado e que entregamos nossa vida da alma à morte. Deus nos convida a negar o desejo
de viver pelo nosso poder natural e a viver por Ele, dependendo de Sua vitalidade momento a momento. Tal andar
com Deus requer o exercício diário da nossa vontade, de uma maneira ativa, consciente e em fé, para a negação
da nossa própria energia natural e a apropriação da energia divina. As conseqüências do mau entendimento dessa
verdade são: (1) o crente pára de ser ativo, (2) Deus não pode usá-lo porque violou Seu princípio de operação e (3)
os maus espíritos agarram a oportunidade para invadi-lo, visto que, involuntariamente, preencheu os requisitos
para sua operação. Quando dizemos que alguém deve estar “sem ego”, queremos dizer sem qualquer atividade do
ego, e não sem a existência do ego.
Existem vários conceitos errados relacionados com a vida espiritual. Eis alguns.
– falar – Mt.1 0:20 “Porque não sois vós quem haveis de falar, mas o Espírito de vosso Pai é quem fala
através de vós”. Alguns imaginam que enquanto estiverem entregando uma mensagem numa reunião, não
devem empregar sua mente e vontade, mas devem apenas oferecer suas bocas passivamente a Deus,
deixando que Ele fale através deles. Este texto não quer dizer isto.
– Direção – “E vossos ouvidos ouvirão uma voz atrás de vós, dizendo: Este é o caminho; andai nele”. (ls.
30:21). Os santos não percebem que este versículo se refere especificamente à experiência do povo terreno
de Deus, os judeus, durante o reino milenar, quando não haverá imitação satânica. Desconhecendo isso,
eles entendem que a direção sobrenatural numa voz é a mais elevada forma de direção. Não escutam sua
consciência nem seguem sua intuição. Esperam simplesmente de uma forma passiva pela voz sobrenatural.
Neste momento, os demônios acham um terreno fértil para agir.
– Memória – “Mas o Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará todas
as coisas, e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito” (Jo.14:26). Os cristãos não entendem que este
versículo significa que o Consolador iluminará suas mentes a fim de que possam lembrar aquilo que o
Senhor falou. Eles, pelo contrário, pensam que a instrução é para que não usem sua memória, porque Deus
trará todas as coisas à sua mente. .
– Amor – “O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado”. (Rm.
5:5).
Os crentes entendem que eles mesmos não devem amar, mas sim deixar que o Espírito Santo dispense o amor de
Deus a eles. Oram pedindo a Deus que ame através deles. Por isso, param de exercitar sua faculdade da afeição,
permitindo que sua função afunde numa paralisia total. Os maus espíritos, então, substituem o homem. E, uma vez
que abandonou o uso da sua vontade para controlar sua afeição, eles colocam no homem o amor falsificado deles.
Daí em diante, este homem se comporta como madeira ou pedra, frio e morto para todas as afeições. Isso explica
porque muitos cristãos são dificilmente acessíveis. Mc. 12:30 diz que devemos amar com todo o nosso ser. Nós (o
Eu) devemos amar.
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– Humildade – “Porque não ousamos classificar-nos, ou comparar-nos com alguns, que se louvam a
simesmos”. (2 10: 12). Os crentes entendem mal este texto e pensam que é um convite para se ocultarem
até serem deixados sem auto-estima, coisa que Deus, inquestionavelmente, nos permite ter. Muitos
exemplos de autohumilhação são um disfarce para a passividade. Em conseqüência disso, (a) o crente
apaga a si mesmo; (b) Deus não o enche; e (c) os maus espíritos utilizam sua passividade para tomá-lo
inútil.
6- Sofrimentos e fraquezas
O cristão entende que deve andar no caminho da cruz e sofrer por causa de Cristo. Ele também está disposto a ser
fraco e ser fortalecido pelo poder de Deus. Estas são atitudes louváveis, mas que podem ser utilizadas pelo inimigo
se não forem bem compreendidas. Sofrer na mão do inimigo e ao mesmo tempo crer que seu sofrimento procede
de Deus, apenas concede ao inimigo o direito de prolongar o ataque. Ele pensa ser um mártir – por sofrer pela
Igreja – mas na verdade é uma vítima. Devemos checar a fonte do sofrimento. Não devemos aceitar
automaticamente todos os sofrimentos como sendo de Deus.
Quanto à fraqueza, Paulo estava apenas re]atando para nós a sua experiência de como a graça de Deus o
fortaleceu em sua fragilidade, visando a realização do propósito de Deus. Não devemos entender que Paulo
estivesse persuadindo um crente forte a escolher propositadamente a fraqueza, a fim de que Deus possa
fortalecêlo depois. Ele está simplesmente mostrando ao crente fraco o caminho para a força.
Escolher a fraqueza e o sofrimento, sem os critérios necessários, é preencher as condições para a operação dos
maus espíritos.
O ponto vital
O princípio envolvido em todos os casos que citamos ou não, é que o diabo não falha em agir sempre que houver
passividade da vontade ou o preenchimento das suas condições de operação. Para se livrar dessa situação, todos
os que tenham sido vítimas dos maus espíritos devem se perguntar: “preenchi as condições para a operação dos
maus espíritos?”. Isto o livrará de muitos acontecimentos falsos e sofrimentos desnecessários. Outra coisa que
precisamos entender é que os maus espíritos se utilizam da verdade, por isso, devemos entender o princípio
básico de qualquer ensinamento bíblico, para que o diabo não se utilize da própria palavra, distorcendo-a, para nos
confundir e aprisionar.
A VEREDA PARAA LIBERDADE
E possível que um crente consagrado seja enganado com respeito à passividade por alguns anos, sem jamais ser
despertado para sua perigosa condição. A apresentação do verdadeiro significado da consagração a estes se torna
de importância vital. O conhecimento da verdade é vital para a libertação da passividade.
O conhecimento da verdade
O primeiro passo para a liberdade é conhecer a verdade de todas as coisas: a verdade com respeito à cooperação
com Deus, a operação dos maus espíritos, consagração e manifestações sobrenaturais. O filho de Deus deve
conhecer a verdade quanto à fonte e à natureza das experiências que possa ter estado provando.
Advertimos nossos leitores sobre o perigo da experiência sobrenatural. Não estamos dizendo que todas estas
experiências são ruins e devem ser abandonadas – nada disso, pois a Bíblia está cheia de experiências
sobrenaturais. Nosso propósito é lembrar que pode haver mais de uma fonte por detrás dos fenômenos
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sobrenaturais. Será facilmente enganado, especialmente aquele crente que não morreu para sua vida emocional,
mas busca ansiosamente acontecimentos sensacionais.
Preste atenção! Quando a experiência sobrenatural tem como autor o Espírito Santo, suas mentes ainda estão em
condições de tomarem parte. Não é exigido que sejam total ou parcialmente passivos, antes de obterem ta!
experiência. Mas, se a experiência tem como autor demônios, então, as vítimas devem ser levadas à passividade,
suas mentes esvaziadas e suas ações realizadas sob compulsão externa. Devemos sempre lembrar que o espírito
dos profetas estão sujeitos aos profetas. (I Co. 14:32). Qualquer espírito que exige que o profeta se submeta a ele
não é de Deus.
A aceitação da verdade é o primeiro passo para a liberdade. Pode ser vergonhoso para o crente reconhecer que foi
usado e enganado pelos maus espíritos, mas é necessário reconhecer a verdade. A dúvida é o prelúdio para a
verdade. Isso não quer dizer duvidar do Espírito Santo, de Deus ou da Sua Palavra, mas sim da experiência
passada de alguém. Tal dúvida é tanto necessária quanto bíblica, pois Deus nos mandar “provar os espíritos” (I
Jo.4: 1).
PARTE IV
O PLANO DE REDENÇAO
A NOVAALIANÇA OS ANTECEDENTES DA NOVAALIANÇA
Deus planejou colocar o homem na terra, a fim de que este fosse o seu reflexo, manifestando sua vida, sua
natureza de sua glória. Deus desejava que o homem O recebesse como sua vida dentro de seu espírito. Deus diz
em Gênesis 1 :26 “Façamos o homem a nossa imagem, conforme a nossa semelhança”. E assim, o homem criado
por Deus andava na terra expressando a natureza de quem o criara para isto. Infelizmente, este homem traiu o
propósito de Deus, não o recebeu em seu espírito e deu ao Diabo a posse daquilo que lhe havia sido entregue. Deu
a terra e a si mesmo. Vendeu-se à escravidão do pecado e tornou-se escravo do Diabo. Deus, entretanto, não se
deu por vencido, e estabeleceu um plano. Este plano divino é expresso em Gênesis 3: 15, neste sentido:
“Tu fizeste uma aliança com o homem, diz Deus ao Diabo, e pelo engano entraste na terra. Mas Eu te digo que
usarei a mulheres colocarei dentro dela a minha semente, não a semente do homem, porquanto a semente do
homem foi corrompida. Colocarei a minha semente dentro da mulher e esta semente me fará vir à luz um homem,
porque eu dei a terra aos filhos dos homens. Essa semente fará uma aliança de sangue com o homem e quebrará
o teu poder.
Passam-se dois mil anos, Deus começa a por em andamento seu Plano que virá através de uma aliança de sangue
Virá por um pacto, um testamento.
O primeiro sangue derramado na Bíblia foi no Éden. Foi Deus mesmo quem imolou o primeiro cordeiro e derramou
o seu sangue sobre a terra. Esse derramamento de sangue fez-se necessário porque entre Deus e Adão havia uma
aliança e, quando uma aliança é quebrada, a morte deve vir sobre a parte infiel. O cordeiro morreu no lugar do
homem e a sua pele cobriu a nudez deste. Por toda a Bíblia, vemos este sangue. Só no livro de Apocalipse, por
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vinte e oito vezes Jesus é chamado de Cordeiro de Deus, o cordeiro que verteu sangue.
O Que é Uma Aliança de Sangue?
A vida está no sangue e este é vida. Onde há derramamento de sangue, houve morte, houve derramamento de
vida. A aliança de sangue celebrada há muito tempo pelos povos antigos nasceu no coração de Deus. É um
contrato entre duas pessoas, tão sagrado, tão sério. que jamais poderá ser quebrado, sob pena de morte. Por este
contrato, togas as coisas se tornam em comum. O que é seu, torna-se meu, e o que é me..u, torna-se seu. Meus
bens são seus, seus bens são meus, minhas dívidas são suas, suas dívidas são minhas. Eu não tenho mais que
pedir, posso lançar mão de tua o que é seu como se fosse meu e você pode lançar mão de tudo que é meu como
sendo seu. Todos os povos antigos conhecem a afiança de sangue. Ainda hoje, entre os africanos e os orientais, a
aliança de sangue está presente. O Diabo sabe do poder que há atrás de uma aliança de sangue e, por isso
mesmo a usa também. O ocultismo, a maçonaria e toda sorte de cultos satânicos a conhecem e a praticam.
Entretanto, a aliança de sangue nasceu de Deus. Várias eram as cerimônias em que os hebreus seguiam quando
faziam uma aliança de sangue com alguém. Uma delas era a troca de túnica: A roupa simbolizava a vida e quando
se tirava a túnica-e’a dava a alguém, isso significava que se estava dando a própria Vida. Outra cerimonia era a
troca do cinto que servia para ajustar a arma. O cinto simboliza, nesse contexto, segurança. Quando se trocavam
os cintos. Queria dizer: dou-te a minha segurança e a minha defesa. Quem luta contra mim.
Outro cerimônia era cortar o cordeiro em partes. Morto era o animal e uma metade era colocada defronte da outra
e ambos caminhavam por entre as partes formando a figura de um oito deitado, que significa o infinito. O
significado é este: Eu morri, tu morreste, começamos uma nova vida como parceiros de aliança. Outra cerimônia
era o corte da mão ou do pulso. Após os cortes, juntavam-se estes significando: Nossas vidas misturam-se, porque
a vida está no sangue.
Ainda outra era o partir do pão juntos e o beber do cálice. Isso acontece até o dia de hoje. Quando duas pessoas
comem juntas, isto significa: Minha vida está entretanto na tua, tua vida está entretanto na minha. Somos irmãos
de aliança. Outro cerimonial era a troca de nomes. Eu passo a receber seu nome e você recebe o meu,
significando: Tenho agora direito a tudo quanto seu nome tem direito e você tem direito a tudo quanto o meu nome
tem direito. As vezes, plantavam uma árvore como memorial ou trocavam ovelhas para gerarem frutos com esse
fim. Na presença do memorial, os termos da aliança eram escritos. Em todas elas havia bênçãos decorrentes da
fidelidade à aliança, ou então maldições decorrentes da quebra da aliança.
Só Um Filho do Homem Pode Agir Legalmente na Terra
Quando Deus veio ao encontro do homem, Ele não veio pelo engano, como Satanás, mas veio com a aliança de
sangue. A palavra “aliança”, no hebráico significa cortar com derramamento de sangue e andar por entre as partes.
O Novo Testamento também é uma aliança de sangue.
Deus tinha o plano de trazer a sua semente à terra, com o fim de retomar a terra das mãos do Diabo e derrotá-lo.
Deus deu a terra aos filhos dos homens, conforme o Salmo 115. Mas esse homem quebra a aliança e faz toda a
terra e toda a sua descendência culpada. Mas, por a terra é dos homens, somente um homem poderia ser
instrumento legitimo de redenção. Entretanto todos os homens sobre a terra estavam desqualificados para se
tornarem esse instrumento. Se um homem foi instrumento de queda, um homem deveria ser instrumento
a;redenção. Não da descendência de Abrão, porque a semente desta está contaminada pelo pecado e, como cada
semente produz de acordo com a sua espécie, toda a descendência de Adão é contaminada.
Deus, então, sem violar Sua palavra e sua aliança, concebe, então, um plano para entrar legalmente na terra. Se a
terra era dos homens, só um homem na terra poderia. ser instrumento e canal da ação de Deus no planeta. Deus,
então, faz-se homem e sem violar nada, entra pela porta. A porta é o nascimento de mulher. Em João, capítulo dez,
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Jesus fala de duas formas de se agir na terra: como o ladrão de ovelhas que pula a cerca ou como pastor que entra
pela porta. O aprisco é a terra, as ovelhas são os filhos dos homens e a porta de entrada na terra, é o nascimento
de mulher. Satanás não nasceu aqui, ele não é homem, nem filho do homem, subiu ilegalmente, tomou emprestado
o corpo da serpente.
A aliança do Novo Testamento começa com Abraão, e Deus, através dessa aliança, abre uma forma legal de agir na
terra. Deus tem em vista sua semente; tudo quanto fizer terá em mente essa sua semente: O Cristo.
A Nova Aliança Procede da Aliança Abraâmica
No capítulo doze de Gênesis, o Senhor diz a Abrão:
” Sai da tua terra e da tua parentela e vai para a terra que eu te mostrarei. Abençoarte-ei e tu serás uma bênção.
Em ti serão benditas todas as famílias da terra”,
Quando Deus chama Abrão, Ele não tem em vista a descendência física deste, mas tem em vista a sua própria
semente que viria através da descendência de Abrão. É o que diz Gálatas 3: 15 e 16:
“… Uma aliança, uma vez confirmada, ainda que humana, ninguém lhe revoga ou acrescenta coisa alguma, ora, as
promessas foram feitas a Abrão e ao seu descendente. Não diz: e aos descendentes, como se falando de muitos,
porém como de um só: e o teu descendente, que é Cristo “.
Quando Deus vê Abrão, Ele vê a sua semente. Ele vê o homem que esmagará a cabeça da serpente. E, ao entrar
em aliança com Abrão, Ele pratica todos os rituais que mencionei acima. Não dá a Abrão uma túnica, mas um
escudo. O Senhor chega a Abrão e diz: ” Eu sou o teu escudo” (Gn. 15: 1). Quem luta contra ti, luta contra mim, tu
estás oculto em mim. Quando chega a hora de partir os animais, Deus lhe pede que tome três animais da terra e
duas aves do céu (Gn. 15:9). Abrão não espera nenhum detalhe porque sabe que é uma aliança. Parte os animais
ao meio e coloca as suas metades, uma defronte da outra, mas as aves não as parte. Não as parte porque são
símbolos da Trindade do céu e Deus não pode morrer. Por que são somente duas aves? Porque a terceira, que é
Jesus, desceria do céu, tomaria o lugar do homem e morreria. Abrão então aguarda que Deus venha caminhar por
entre as partes. mas aves de rapina vêm sobre os animais imolados, tentando roubar-lhes as carnes. É um símbolo
de Satanás que quer destruir a aliança antes que ela aconteça. Entretanto, Deus fez cair pesado sono sobre Abrão
(Gn. 15: 12 ) querendo dizer com isto que a aliança nada tinha a ver diretamente com o homem Abrão, e que este
não conseguiria enxotar as aves de rapina. Enquanto Abrão dormia, Deus mesmo estava estabelecendo a aliança e
quando acorda, vê que caminhando por entre as partes estavam duas pessoas, um fogareiro fumegante e uma
tocha de fogo. O primeiro era Deus Pai. Era assim que se apresentava no Sinai. O segundo é Jesus. Este toma o
lugar de Abrão para fazer uma aliança com Deus Pai. Deus não podia caminhar por entre as partes com Abrão,
porque numa aliança de sangue tudo se torna comum a ambos, e Abrão era pecador e Deus não pode misturar-se
com o pecado. Entretanto, o plano de Deus era trazer sua semente, que seria um homem. Assim, esta semente, o
Cristo de Deus toma o lugar de Abrão e faz com que esta aliança seja entre Deus e o homem, ao mesmo tempo
que é entre Deus e Deus. O Senhor determina que Abrão circuncide-se na carne do seu prepúcio como sinal
perpétuo de aliança entre Deus e suas gerações. A marca da aliança ficava no _órgão reprodutor porque a aliança
era com Abrão e a sua descendência, até<:negar a semente a quem as promessas foram feitas e em quem todas
as famílias-d.a terra seriam abençoadas.
O nome de Abrão foi mudado por Deus, que retirou parte do seu próprio nome, colocando-o no meio do nome de
Abrão. No hebraico, o nome de Deus é composto por quatro letras, é o impronunciável YHVH. “H” correspondente
ao ” H ” do nosso alfabeto. tem um som forte e aspirado sem voz que equivale mais ou menos a um sopro. Diz
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respeito à vida que Deus tem em si mesmo. No Éden, Ele soprou de si mesmo criando o espírito eterno do homem.
Agora na aliança com Abrão Deus sopra novamente a si mesmo para dentro do nome de Abrão. No meio do nome
de Abrão, Deus coloca o seu sopro, Seu Espírito, sua vida e seu próprio nome. Deus também acrescenta o nome
de AbrHão ao Seu próprio nome passando a chamar-se “Deus de AbrHão”. Este é seu sobrenome, que pela
aliança, significa: “Tudo o que é de AbrHão é meu”. E AbrHão significa: “Tudo o que é de Deus é meu”. Esta é a
aliança de sangue. Na nossa tradução do hebraico a letra (Alef ) que tem som de “H” é traduzida como “A”. Assim,
Abrão torna-se Abraão.
Nada agora Deus pode negar a Abraão. Ambos são cabeça de aliança. O Senhor, finalmente, tem na terra uma
boca e um corpo. Ele entra por legalidade na terra via aliança de sangue. Os filhos de Abraão serão filhos de Deus
e, é a partir disto que os propósitos dele se desenrolaram sobre a terra. Deus tem homens no planeta. É por isso
que Deus, quando planeja destruir Sodoma, pergunta a si mesmo: ” posso ocultar o que vou fazer a Abraão? De
modo algum! Nada faço na terra sem falar com meu parceiro de aliança. E foi Abraão quem traçou os limites, não
foi Deus:
Tu não destruirás o justo com o ímpio. Se houver cinquenta justos?
Se houver cinquenta justos, não destruirei a cidade.
Mas se faltar cinco? Se houver quarenta e cinco justos?
Ok, não destruirei.
Talvez quarenta ou trinta?
Não destruirei.
Só mais uma vez…dez!
Ok, por amor dos dez não destruirei Sodoma.
Quem estabeleceu os limites foi Abraão. Quando entendermos a realidade da aliança que Deus tem conosco e a
nossa autoridade decorrente dela, não haverá limites para a intercessão.
Quando o Senhor decretou o juízo sobre Sodoma e Gomorra, a Bíblia diz: “Lembrou-se de Abraão e tirou a Lá. l’
Não foi por causa de Ló, foi por causa do homem da aliança. Deus é fiel à sua .aliança.
Abraão terá tudo o que quiser de Deus, mas perante as cortes celestiais, perante Satanás, seus príncipes e
potestades poderia levantar-se uma dúvida. Satanás poderia questionar a validade da aliança: Será que Deus teria
tudo de Abraão? Se Deus não tivesse tudo do parceiro, essa aliança seria unilateral. Aí é que vem a tremenda
prova da aliança em Gênesis 22. Deus vem a Abraão e faz um pedido. Ele dera ao seu servo um filho gerado de
uma promessa, gerado pela palavra. A palavra é Espírito, é semente, é vida, a palavra produz exatamente o que
diz. Quando Sara, esposa de Abraão tinha 89 anos, e ele 99 anos, o útero dela estava amortecido e envelhecido,
veio o anjo com a palavra que é semente e disse:
“Dentro de um ano, tu darás à luz um filho”. Essa palavra enviada por Deus penetrou no útero morto de Sara, e fêlo
reviver. A promessa cria vida e o filho vem: É o filho único, amado. Tudo o que Deus faz tem em vista Sua semente.
Um dia, ele mandará um anjo a uma filha de Abraão. Seu útero será virgem, mas o anjo trará uma palavra e dirá:
“Darás à luz um filho”. Esta palavra entrará no útero da virgem e vai fazê-lo conceber trazendo à terra o filho da
promessa. A promessa se materializará. A palavra far-se-á carne e habitará entre nós. Será a semente de Deus na
terra, não de Abraão, porque a sua semente está corrompida. A aliança permitirá a Deus fazer isto de acordo com
suas regras. Tudo será legal. Deus então diz: ” Abraão, dá-me TEU FILHO, TEU ÚNICO FILHO, a quem amas, em
sacrifício. Ele não hesita porque é homem de aliança e, por este pacto, seu parceiro Deus, não precisa pedir, Ele
ordena e está feito. Há uma expectativa na terra, nas regiões celestiais. Anjos e demônios ficam em suspense,
aguardam… Será a ratificação da aliança. Terá Deus do Homem tudo o que quiser?
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Abraão não hesita e toma seu filho, seu único filho e por TRÊS DIAS vai rumo ao monte do sacrifício. Por aqueles
três dias Isaque, que é um tipo de Cristo, estava como morto, estava debaixo de um decreto de morte. Cada vez
que Abraão o via, o via morto no altar, imolado. Ao chegar ao pé do monte, Abraão diz aos seus servos: ficai aqui
enquanto eu e o rapaz vamos adorar, e depois de adorarmos voltaremos para vós. Eu poderia perguntar a Abraão:
Tu estás delirando? Estás mentindo? Vais imolar o teu filho? -Vou!
Como Voltará com ele?
Não sei, mas vou voltar. Deus disse: ” Em [saque será chamada a tua descendência”. Morto não gera e
Deus não pode mentir. O que Ele vai fazer não tenho idéia, mas que volto com meu filho vivo, volto! Eu farei
ó que Deus ordenou e Ele fará o que me prometeu.
O autor dos Hebreus declara que quando Abraão foi posto à prova, não hesitou em dar o seu único filho, porque
sabia que Deus era poderoso até para ressuscitá-lo dentre os mortos, de onde o recobrou, embora não tivesse um
único testemunho na história de que um morto houvesse ressuscitado. A palavra diz sobre Abraão: “Creu Abraão
em Deus e isso lhe foi imputado para justiça”. a sentido no original disso é: Abraão entregou-se a Deus com tudo o
que era e que viesse a ser.
No monte do sacrifício, ergueu a mão para imolar o filho e naquele momento de morte, doloroso e desesperador,
antes de descer a faca no peito do seu único filho, este lhe fez uma pergunta: ” Onde está o cordeiro? .. Abraão
ergue os olhos ao céu e, como profeta, como cabeça de aliança, pode dizer agora o que ele quer de Deus. Assim,
ele decreta, declara, pede. e profetiza: “Deus proverá para si mesmo o cordeiro, meu filho “. Ao dizer esta frase,
estava tanto respondendo a pergunta de Isaque, profeticamente, quanto dizendo que o cordeiro que Deus proveria
para si, seria também seu filho: Cristo Jesus.
Soou a voz da terra até o trono de Deus. a homem da aliança decreta: Chegará o momento em que Deus proverá
seu próprio cordeiro, Filho de mulher, gerado pela semente de Deus, pela palavra de Deus. a filho de Deus será o
seu cordeiro. Estou dando o meu filho, Deus dará o seu. Abraão, então coloca o nome daquele monte: Jeová Jiréh,
o Senhor proverá. Proverá o quê? a cordeiro, Filho de Abraão e Filho de Deus. Ao descer a mão sobre o menino,
brada a voz do céu: Abraão, não faça mal ao menino, porque agora sei que temes a Deus. No tribunal eterno, nas
cortes celestiais, no reino do espírito, está comprovado: Deus tem tudo o que quiser de Abraão. Deus tem tudo do
homem: está consumado! A aliança está ratificada para sempre e nela os propósitos de Deus estarão estabelecidos
e os de Satanás irremediavelmente frustrados.
Abraão olha e vê um carneiro. Não confunda este carneiro com o cordeiro. Abraão teve um substituto para o seu
filho, mas Deus não terá para o Seu. Bradou segunda vez a voz do Senhor e disse: “Jurei por mim mesmo, diz o
Senhor…” Que é isso? a juramento da aliança. Em toda aliança há os termos da aliança, os participantes dela, o
selo, as promessas e o juramento. a escritor dos Hebreus declara: “Quando Deus quis confirmar J promessa com
juramento, não havendo ninguém superior a si por quem jurar, jurou por si mesmo”. Que significa isto? Era o
decreto de Deus: cumpro a aliança ou morro. Como Deus não pode morrer, a aliança não pode ser quebrada.
Deus então diz em juramento a seu servo: ” Porquanto não me legaste o teu filho, teu único filho, ouvindo a minha
voz… ” A palavra POR QUANTO quer dizer: em função do que fizera Abraão, Deus agora tinha o caminho livre
para fazer o que quisesse. ” Vou te abençoar, multiplicarei a tua descendência como as estrelas do céu e a areia do
mar e o TEU DESCENDENTE possuirá a portado seu adversário” (Gn 13:14 a 18; 17:68 e 24:60).
Deus tem em vista o Cristo e quando diz a tua descendência, a tua semente, está vendo Cristo sendo gerado
através da descendência de Abraao.
“Vou trazer a terra o meu filho, amado, teu descendente, gerado das tuas entranhas através de uma virgem que
sairá dos teus lombos. Este meu filho esmagará Satanás e se colocará à porta do inferno como Senhor da vida e
da morte e nEle todas as famílias da terra serão abençoadas porquanto tu, Abraão, ouviste a minha voz.
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No decorrer da história dos filhos de Abraão, os profetas começam a anunciar: há um filho que vem. Deus usa os
profetas para” falar a palavra”, porque nada o Senhor faz na terra sem que antes seja ordenado por um homem.
Isaías declara: “Este será o sinal: a virgem conceberá e dará à luz um filho e o seu nome será Emanuel, que
significa” Deus conosco”, o governo, o principado estará sobre os seus ombros. Ele vai reinar sobre a terra. Um
filho nos nasceu, um menino se nos deu. Um homem há de vir. Os dias se passam, os profetas silenciam-se e, por
cerca de 400 anos, não vemos mais ninguém. Entretanto, todos os anos, fielmente, os judeus se reuniam para
comemorar o cordeiro. Essa é a comemoração. do que chamamos páscoa.
Quando finalmente Jesus cumpre sua missão, ao levantar o cálice, diz: “.Este é o meu sangue, o sangue da Nova
Aliança”. Aleluia! Ele veio para estender a todos os homens a possibilidade de entrarem em aliança de sangue com
Deus. A Nova aliança abre esta oportunidade para você e para mim.
A PLENA SALVAÇÃO DE DEUS 1 – O Plano de Deus
Nesta seção abordaremos sobre a plena salvação de Deus. Qual é o seu significado? Por que precisamos ser
salvos? Salvos de quê e para quê? Por que deseja Deus salvar-nos e como? O que devemos fazer para sermos
salvos? Há uma longa lista de questões a considerar. Procuraremos respondê-las aqui de forma sucinta para que
você possa conhecer mais sobre a salvação de Deus.
O Propósito Eterno de Deus
O que é o propósito eterno de Deus? O propósito eterno de Deus é ter um grupo de pessoas à Sua imagem e
semelhança. Deus deseja que o homem seja enchido com Ele mesmo como vida a fim de expressá-Lo e tenha o
Seu domínio para representá-Lo. Este é um propósito eterno porque fora planejado por Deus antes do início do
tempo e jamais mudará.
O Inimigo de Deus
Antes, porém, que Deus pudesse realizar seu propósito, Satanás,
o Seu inimigo, entrou em cena, enganou o homem e injetou nele a sua própria natureza pecaminosa. Com isso, o
homem caiu em uma situação lamentável, praticando atos pecaminosos e ainda possuindo uma natureza
pecaminosa que o arruinou para o grande propósito de Deus.
A Salvação de Deus
Todavia, Deus não pode ser derrotado! Apesar da queda do homem e do Seu plano ter sido frustrado, ele ainda o
amava e não podia ser demovido do Seu propósito. Daí, Deus agiu para salvar o homem a fim de realizar o Seu
propósito eterno. Tal ação é a Sua plena salvação.
· A Filiação
O alvo de Deus é a “filiação”. Na Bíblia, esta palavra significa duas coisas principais: maturidade em Deus e a
posição para herdar tudo o que Deus é e tem. Não significa somente ser filho. Uma criança tem a vida de seu pai,
mas por não estar totalmente crescida, não pode herdar tudo o que seu pai tem para lhe dar. Ela estará apta para
receber a herança quando crescer e estiver madura. De semelhante modo, Deus nos escolheu para sermos Seus.
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filhos, cheios de sua vida, crescidos e maduros. Você pode possuir a vida do Pai, que o toma Seu filho. Mas a
vontade de Deus não é para ser apenas Seu filho, mas para ser Seu filho totalmente maduro. Somente nessas
condições estará qualificado para herdar tudo que Ele é e fez por você.
Após a queda do homem, toda a raça humana se tomou pecadora, filhos do diabo (João 8:44). Mas Deus nos
escolheu para sermos Seus filhos. Que maravilhoso! Apesar de não parecermos tanto com Ele, a Sua escolha nos
dá a confiança de que um dia seremos os muitos filhos de Deus totalmente crescidos, cheios da Sua vida para
expressá-Lo e cheios do Seu domínio para representá-Lo. Isto é a igreja hoje, o Corpo de Cristo, e será . a Nova
Jerusalém no futuro.
2 – O Objetivo de Deus – A Igreja: O Corpo de Cristo
Todos os filhos de Deus possuem a vida dele. Na verdade, a vida de Deus não é uma coisa, senão uma Pessoa, o
próprio Deus. Ter esta vida é ter uma Pessoa viva em nós, o próprio Deus vivo. Quando esses muitos homens
individuais são enchidos pelo único Deus vivo, tomam-se em um único homem, um único corpo. Eles se tomam os
muitos membros do Corpo de Cristo.
Observe o seu próprio corpo. Ele possui uma única vida. Quando você vai para a escola, todo o seu ser vai.
Quando vai ao trabalho, toda a sua pessoa vai ao trabalho. Tudo quanto fizer, você o faz em unidade porque em
você não há duas pessoas, senão uma única.
Com relação a Deus, Ele é um e o Seu propósito é expressado nesta unidade. Quando tantas pessoas individuais
O recebem como vida, elas se tomam uma com Deus e são a igreja, o Corpo de Cristo. Na eternidade futura, tais
pessoas comporão a Nova Jerusalém.
Ao ler Efésios 3: 9-11, você perceberá que a igreja não é algo que aconteceu somente depois que muitos foram
salvos. Não, a igreja fora planejada já na eternidade passada. Foi visando a igreja que as pessoas foram salvas.
Através da nossa salvação em Cristo, a igreja veio à luz para expressar Deus. E ela continuará sendo o alvo eterno
e o lugar de habitação de Deus pela eternidade, conforme Apocalipse 21 e 22.
A igreja, portanto, é composta por pessoas que têm Deus como sua vida e estão sendo edificadas em Cristo. Elas
são a expressão de Deus e representam Deus com a Sua autoridade.
3 – A Base da Salvação – A Justiça de Deus
A base da nossa salvação é a justiça de Deus. Sem a justiça de Deus, não teremos uma base sólida para nos.
achegarmos a Ele com ousadia a fim de recebermos e desfrutarmos da Sua salvação.
A Justiça de Deus é Ele Próprio
A justiça de Deus é o que Deus é com relação à justiça e retidão (Rm 3:21-22; 1: 17; 10;3; Fp 3:9). Deus é justo e
reto. A justiça de Deus é uma Pessoa, não simplesmente um atributo divino. O próprio Cristo, como uma Pessoa, foi
feito a justiça de Deus para nós (1 Co 1:30).
O Homem Condenado pela Justiça de Deus
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Deus disse que se o homem comesse da árvore do conhecimento do bem e do mal certamente morreria (Gn 2: 17).
Mas o homem transgrediu a Sua palavra. Então, por causa da Sua justiça, Ele não poderia deixar de condená-la,
pois o Seu trono é trono de justiça. Deus deixaria de ser justo se não condenasse o homem, pois assim Ele não
teria mais autoridade para governar, e todo o universo desabaria.
· A Justiça de Cristo
Deus estava num dilema. Ele amava o homem, mas não podia deixar de condená-lo. Como poderia perdoar o
homem que Ele amava, sem violar a Sua justiça? A resposta está na dupla justiça de Deus. Esta é a sabedoria de
Deus mostrada pela Sua salvação. .
Para que Deus pudesse perdoar-nos, Cristo, o Filho de Deus, tornou-se carne. Conforme registrado em Romanos
8:3, Deus enviou o Seu próprio filho em semelhança da carne pecaminosa. Por meio da encarnação, o Senhor
“vestiu-Se” da semelhança da carne do pecado e, na carne, identificou-Se com os pecadores. Só que Nele não
havia pecado, somente a semelhança da carne do pecado. Por causa da justiça de Deus, o Senhor Jesus morreu
na cruz. Ali na cruz, Ele foi feito pecado por nós (2 Co 5:21) e Deus condenou, na carne, o pecado (Rm 8:3). Ele
morreu em nosso favor para realizar a redenção e satisfazer todas as exigências da justiça de Deus. Agora Deus
tem a posição justa para perdoar-nos. Na verdade, Ele não somente nos pode perdoar, mas por causa da Sua
justiça, Ele deve perdoar-nos. Antes de qualquer coisa, Deus nos perdoa não porque nos ama, mas por causa da
Sua justiça.
A justiça de Deus nos condena, mas por causa da justiça de Cristo realizada na Sua morte, somos justificados. Isso
é maravilhoso! Ao mesmo tempo, a justiça de Deus é mantida e a boca de Satanás é calada. Agora Deus
(tampouco Satanás) não pode condenar aqueles que creram na morte justa de Cristo. Louvamos a Deus pela base
sólida da salvação. Pela Sua justiça dupla, vemos o Seu amor, a Sua justiça e a Sua sabedoria.
04 . A Redenção
Neste ponto começaremos a abordar os cinco aspectos objetivos da plena salvação de Deus que solucionou
nossos problemas perante Ele. O primeiro item é a redenção realizada por Cristo pela Sua morte na cruz.
Leiamos Efésios 1: 7: “no qual temos a redenção pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da
sua graça”.
O que é a redenção? A redenção é a forma nominal da palavra “redimir”. “Redimir” significa comprar de volta aquilo
que originalmente era seu, mas que por qualquer motivo você havia perdido.
Nós originalmente pertencíamos ã Deus. Éramos a Sua propriedade. Todavia, fomos perdidos. Deus, porém, não
desistiu de nós. Ele pagou um alto preço para nos obter de volta, retomando a nossa posse a um grande custo (1
Co 6:20; 1 Pe 1:18-19; 1 Tm 2:6). Isso é a redenção. Todavia, isso não era fácil para Deus, pois o homem se
envolvera com pecado e muitas outras coisas que eram contra a Sua justiça, santidade e glória. A nossa volta a
Deus ficou condicionada sob tríplice exigência: a exigência da justiça de Deus, da santidade de Deus e da glória de
Deus. Era impossível ao homem satisfazer todas essas exigências.~Q:preço era alto.
O PREÇO DE SANGUE.
Mas Deus pagou o preço por nós, possuindo-nos a um custo altíssimo. Cristo morreu na cruz para realizar a eterna
redenção por nós (GI3: 13; 1 Pe 2:24; 3: 18; 2 Co 5:21; Hb 10: 12; 9:28). Com o Seu precioso sangue Ele cumpriu
a maravilhosa redenção (Hb 9: 12,14; 1 Pe 1: 1819). Ele nos redimiu de volta a Deus e ao Seu propósito. O Seu
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sangue precioso foi o preço. Nós não podíamos pagar tal preço, Ele pagou por nós, O nosso destino era morrer em
pecado, mas agora podemos voltar a Deus. receber SeI} perdão, a Sua vida e ser enchidos por ele para
expressáLo. Que preciosa redenção!
05 – O Perdão e a Purificação dos Pecados
O Perdão dos Pecados
Após o homem ter pecado, ele necessitava do perdão de Deus e da purificação dos pecados. Por termos ofendido
a Deus, precisamos do Seu perdão; entretanto, não podemos ser perdoados sem que a justiça de Deus seja
satisfeita. E para satisfazê-la, devemos morrer. Porém, se morrermos, Deus não terá a quem dar a Sua vida para o
cumprimento do Seu’propósito eterno. A solução perfeita para esse problema era que Cristo viesse e morresse por
nós. Baseado na Sua morte, a exigência da justiça de Deus seria satisfeita e poderíamos receber o Seu perdão.
Perdoar é Esquecer
De acordo com Jeremias 31:34, para Deus, perdoar os nossos pecados é esquecê-los também. Quando
perdoamos alguém que nos ofendeu, dificilmente, esquecemos daquilo que ele nos fez. Todavia, Deus é diferente.
Quando Ele perdoa os nossos pecados, deles jamais se lembrará. Aleluia! Por causa da morte de Cristo e da nossa
fé Nele, podemos ser perdoados por Deus. Para Ele é como se jamais tivéssemos cometido pecado! Só pelo crer,
somos perdoados!
A Purificação
Qual é a diferença entre o perdão e a purificação? Para saber a resposta, precisamos primeiro conhecer a
diferença entre pecados e injustiça. Pecados referem-se a ofensas, e injustiça é a mancha, a mácula na nossa
conduta causada pela ofensa. Por exemplo, suponha que você efetuou uma compra de duas mercadorias, mas só
pagou uma. Com relação à pessoa de quem você comprou, você cometeu uma ofensa. Mas com relação a você
mesmo, na sua conduta há uma mancha de injustiça. Por isso, você não será chamado de pecaminoso, mas de
injusto.
De semelhante modo, quando cometemos pecado diante de Deus, com relação a Ele, aqueles pecados são
ofensas. Mas para nós são manchas de injustiça. Precisamos confessar os nossos pecados. Daí, por um lado,
Deus perdoa os nossos pecados, as nossas ofensas; por outro lado, Deus lava toda a mancha da nossa injustiça.
“Se confessarmos 0$ nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda
injustiça” (! Jo 1:9). Ver também Zacarias 13:1; Hebreus 1:3; 9:14.
06 – A Justificação
“Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a
redenção que há em Cristo Jesus: a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciarão, mediante a fé, para
manifestar a sua justiça, por ter Deus,na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos:
tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele
que tem fé em Jesus” (Romanos 3:23-26).
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Pela Fé
A justificação é o ato de Deus aprovar as pessoas de acordo com o Seu padrão de justiça. A sua justiça é o padrão,
não a nossa. Não obstante quão justos nos julgamos ser, a nossa justiça está muito longe do padrão da justiça de
Deus. A Sua justiça é ilimitada! Você pode ter vivido todos estes anos sendo correto com todos – pais, filhos e
amigos – porém, a sua justiça jamais lhe justificará perante Deus. A única forma de Deus nos justificar é pela fé.
A justificação pela fé significa sermos aprovados segundo o padrão da justiça de Deus.
Por quê? Porque esta justificação é baseada na redenção de Cristo. Sem a redenção de Cristo, Deus jamais
poderia nos justificar. A base da justificação é a redenção. Por isso, a Bíblia nos diz que somos justificados pela fé
em Cristo, e não por obras (Rm 3:28; 5: 1).
07 – A Reconciliação
Chegamos ao último ponto objetivo da plena salvação de Deus reconciliação. A reconciliação é a ação de trazer de
volta duas partes à unidade ou harmonia.
“Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus. Cristo… Porque se nós,
quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já
reconciliados, seremos salvos pela sua vida; e não isto apenas, mas também nos gloriamos em Deus por nosso
Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem acabamos agora de receber a reconciliação”(Rm5:1, 10-11).
Éramos Inimigos de Deus
Não éramos somente pecadores, mas também inimigos de Deus.
Através da morte redentora de Cristo, Deus justificou-nos pecadores e ainda reconciliou-nos Consigo mesmo,
sendo nós Seus inimigos. Isso ocorreu quando cremos no Senhor Jesus. Recebemos a justificação e a
reconciliação de Deus pela fé. Dessa forma, abriu-se-nos um caminho para entrarmos na esfera da graça para o
gozo de Deus.
Na queda, o homem não só pecou contra Deus, mas também tornou-se inimigo Dele. Para o problema de pecados,
o perdão é suficiente; todavia, para solucionar a inimizade, precisamos ser reconciliados com Deus. A reconciliação
é baseada na redenção de Cristo (Rm 5: 10-11) e foi realizada por meio da justificação de Deus (2 Co 5: 18-19; Rm
5: 1, 11; Cl1 :20a, 22). Assim, a reconciliação é o resultado da redenção com a justificação,
O Resultado
Como resultado da reconciliação, hoje temos paz com Deus (Rm 5: 1), podemos nos gloriar em Deus (Rm 5: 11) e
podemos ser salvos pela vida do Filho de Deus (Rm 5: 10).
Deus nos reconciliou Consigo mesmo por meio de Cristo. Ele nos deu o ministério da reconciliação, confiando-nos
a palavra da reconciliação (2 Co 5: 18~19). Agora que fomos reconciliados, devemos ser fiéis ao nosso ministério
confiado por Deus e devemos anunciar esta boa nova aos outros: que Deus reconciliou Consigo o mundo, não
imputando aos homens as suas transgressões, e que ainda temos paz com Deus!
08 – Regeneração
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A plena salvação de Deus tem cinco aspectos subjetivos. Nesta lição, veremos o primeiro: a regeneração.
Regeneração significa que além
. da vida recebida ao nascer, recebemos outra 0da: a vida de Deus. Isto é o que a Bíblia (Jo 3:5-7) quer dizer
quando fala de nascer de novo. “Importa-vos nascer de novo”. A regeneração é o centro da nossa experiência de
salvação. É o ponto de partida de nossa relação devida com Deus (1 Pe 1 :23).
A Intenção de Deus
.A intenção de Deus é ter um grupo de pessoas que O recebam como sua vida, a fim de que possa-Lo em – em
sua imagem e representa-lo com Sua autoridade ( Gn 1 :26). A desobediência de Adão fez com que ele caísse em
pecado e perdesse tal direito de primogenitura. A morte de Cristo resolveu todos os problemas do homem diante de
Deus. Fomos trazidos de volta a Deus de maneira absoluta. Enquanto o homem não contém Deus como vida para
expressá-Lo, nem Deus nem o homem’ podem estar satisfeitos.
O passo seguinte de Deus na Sua plena salvação é entrar no homem
Rara colocar Sua VI a nele. s e e o passo mais crucial. Mesmo se o homem for completamente perdoado e
reconciliado, ele ainda não poderá expressar a Deus sem receber Sua vida.
Nascido de Deus
Ser um cristão não é uma questão de ser aperfeiçoado. Ser um aperfeiçoado. Ser um cristão é nascer de Deus (Jo
: 13), o que significa que, além de nossa vida humana, recebemos a vida de Deus. Porque todos nascemos do
pecado, somos todos pecadores. Como um pecador pode parar de pecar? Isso não é possível. Como dizer para um
cachorro parar de latir e começar a miar? O que você faz é regido pela sua vida. Embora Deus tenha perdoado
seus pecados, sua natureza pecaminosa fará você pecar novamente. Você precisa de uma outra vida, uma vida
sem pecado. A única vida que é sem pecado é a vida de Deus. A regeneração leva esta vida para dentro de você.
Esta é a vida que Adão desprezou quando voltou-se da árvore da vida para a árvore do conhecimento. Hoje, ao crer
em Cristo, podemos nascer de Deus e recebê-Lo como vida! Louvado seja o Senhor!
após receber a vida de Deus, a natureza maligna dentro do homem é expulsa gradativamente. Homens inferiores e
pecaminosos como nós, agora podem crescer na vida de Deus para tornar-se os filhos de Deus a fim de expressálo
(2Co 3:18).
Três Coisas Maravilhosas
Ezequiel 36:26,27 diz que na regeneração, recebemos três coisas maravilhosas: Primeira, recebemos um “novo
coração”, um “coração de carne” para substituir nosso velho” coração de pedra”. Segunda, recebemos um “novo
espírito”. O nosso velho e mortificado espírito é renovado e vivificado pelo Espírito que dá vida. Terceira,
recebemos o Espírito do próprio Deus para habitar em nós. Que salvação maravilhosa recebemos por crermos no
Senhor! A regeneração é o centro e o início desta salvação.
09 – A Santificação
Por meio da regeneração, recebemos uma nova vida, um novo coração e um novo espírito. Isto é, o nosso espírito
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amortecido por causa da queda do homem, foi agora vivificado pelo Espírito que dá vida (1 Co 15:45). Esse foi o
início da nossa experiência subjetiva da plena salvação de Deus. Um novo começo maravilhoso!
Todavia, há mais coisas para experienciarmos na plena salvação de Deus. Nesta lição, falaremos sobre a
santificação. A santificação é o sorver da nossa natureza pecaminosa pelo trabalhar da natureza santa de Deus em
nós;
Na Bíblia, a palavra “santificação” significa principalmente “separação”, ser separado da quilo que é comum ( Lv
10:10). O primeiro aspecto da santificação é posicional. Significa ser separado de uma posição comum no mundo
para uma posição para Deus, conforme ilustrado em Mateus 23:17, 19. O ouro em qualquer lugar no mundo é
comum, mas, uma vez dentro do santuário, ele é santificado; assim como um animal no campo é comum, mas
quando a sua posição é mudada, isto é, se ele for colocado sobre o altar, é santificado. Assim, somos santificados
pela fé em Cristo (At 26: 18) e estamos em Cristo (1Co 1:2), pelo sangue de Jesus ( hb 13:12) e por termos sido
chamados (1 Co 1:2; Rm 1:7).
O outro aspecto da santificação é disposicional, isto é, está relacionado com o nosso ser. A santificação posicional
é objetiva, ao passo que a disposicional é subjetiva. O espírito santificador está tornando santo cada parte do
nosso ser, e isso ocorre pelo trabalho de transformação, dia a dia (Rm 12:2; 2Co 3:18). Isso é um longo processo,
começando pela regeneração (1 Pe 1:2,3; Tt 3:5), prossegue por toda a vida cristã (1 Ts 4:3; Hb 12: 14; Ef 5:26) e
será completado na época do arrebatamento, na maturidade de vida (1 Ts 5:23).
· Os Meios de, Santificação
Romanos 5: 10 revela-nos que após termos sido reconciliados, seremos salvos pela Sua vida. Isso se refere à vida
de Deus que transforma a nossa natureza caída por meio de infundir a Sua natureza santa e divina em nós.
Portanto, em primeiro lugar, somos santificados pela vida santa de Deus. Em segundo lugar, somos
santificados pela palavra santa (Jô 17:17) e pelo Espírito Santo (Rm1 :16;lC06:11;2Ts2:13).
Quando nos achegamos à Palavra de Deus, com oração repetitiva tocamos no Espírito Santo, tocamos no próprio
Senhor, e isso nos santifica. Se o fizermos todos os dias, permitiremos que o nosso Deus santo nos santifique com
a Sua vida santa. Assim, expressaremos plenamente a Sua santidade.
10 – Transformação
Uma Mudança Interior
Transformação é o resultado da santificação e está relacionada com a alma do homem. Transformação significa
que uma substância é mudada em sua natureza e forma. E uma mudança na natureza interior que causa uma
mudança na forma.
Um Processo de Metabolismo
Este tipo de mudança é uma mudança a metabólica. Não é simples mente uma alteração exterior, mas uma
mudança tanto na constituição interior quanto na forma externa. Essa mudança se dá através do processo de m~o,
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um elemento orgânico cheio de vitaminas entra no nosso corpo e produz uma mudança química em nosso
organismo. Essa reação química muda a constituição do nosso ser. Isso é transformação.
Suponha que uma pessoa seja muito pálida e que alguém, desejando mudar seu aspecto, lhe aplique alguma
maquilagem. Isso produz uma mudança exterior, mas não é uma mudança orgânica em sua vida. Como, então, tal
pessoa poderia ter uma face corada? Alimentando-se diariamente de comida saudável com os elementos orgânicos
necessários. Sendo seu corpo um organismo vivo, quando uma substância orgânica entra nele, um composto
químico é formado organicamente pelo processo de metabolismo. Gradualmente, este processo interior irá mudar a
coloração de sua face. Esta mudança não é exterior; é algo que vem de dentro, o resultado de um processo
metabólico.
Pela vida de Cristo
Qual é o novo elemento que produz essa mudança interior? É Cristo, o Deus Triúno, o Espírito Santo. Desde o
momento em que fomos regenerados em nosso espírito, o Senhor deseja que essa vida continue se expandindo do
nosso espírito para nossa alma. Assim, nossa mente, emoção e vontade podem ser transformadas. Nosso espírito
é regenerado e mudado, mas nossa mente, emoção e vontade não são transformadas, e ainda permanecem
iguais. Temos Cristo como vida em nosso espírito, mas não O temos em nossa alma. Se não O permitirmos
expandir-se para nossa alma, nosso espírito se tomará uma prisão para Ele. Precisamos de Cristo expanda-se
continuamente do nos espírito para nossa alma até que cada parte seja transformada a à Sua Imagem (Rm 12:2; 2
Co 3: 18). Então, pensaremos como Ele pensa, amaremos como Ele ama e escolheremos como Ele escolhe.
Teremos a semelhança do Senhor em nossa vida prática, porque nossa alma estará saturada de sua vida.
11 – Conformação
“Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho,
afim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Rm 8:29).
Fomos predestinados por Deus para sermos conformados à imagem de Cristo. C isto é o nosso moI e e devemos
ser conformados ale. Filipenses 3:10 fala de sermos conformados com le na ua morte. A morte de Cristo é como um
molde ao qual somos conformados, assim como um bolo é conformado à fôrma. Isso significa vivermos pela vida de
Cristo, e esta vida é uma vida de crucificação, exatamente como a que Ele viveu aqui na terra. Por meio da Sua
vida dentro de nós, o nosso viver é conformado ao padrão do viver humano de Jesus. Somente por meio de tal vida
o pode de ressurreição é experienciado e expressado.
Conformados à Imagem de Cristo
Cada tipo de vida possui sua própria forma. A vida de cão possui a forma de cão, e a do pato a sua forma. O
crescimento de uma certa vida produz a sua forma plena. Somos filhos de Deus, temos a Sua vida. Portanto, pelo
crescimento de vida e transformação, somos conformados à imagem de Cristo. O poder da vida de Deus está no
nosso interior nos moldando à imagem do Filho de Deus. Não é pelo imitar exterior que tomamos a forma de Cristo,
mas é pelo viver pela vida interior, pelo crescimento de vida e transformação.
O Padrão
O Filho primogênito de Deus é o protótipo é o nosso molde e o nosso padrão. Para que sejamos reproduzi os de
acordo com tal molde e, a necessidade de pressão exterior. As vezes, o Senhor nos permite passar por sofrimento
e provações como que pelo fogo (1 Pe 1:6; 7: 4: 12, 13), para tomarmos mais a forma de Cristo. Portanto, há
necessidade do trabalho interno do Espírito e também da pressão e temperatura externas.
De Glória em Glória
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“E todos nós com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados
de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2 Co 3: 18).
Quanto mais somos transformados, mais somos conformados, e isso acontece de um nível de glória para outro
nível de glória, porque o objetivo de Deus é nos glorificar (Rm 8:30). Quando todo o processo terminar, o nosso
corpo de humilhação será conformado ao corpo da glória de Cristo (Fp 3:21).
12- Glorificação
Glorificação é o último estágio de nossa plena salvação. Ser glorificado é entrar Da glória de Deus para
experimentar e desfrutar sem medida a infinita e eterna vida de Deus em Cristo.
O Propósito de Deus
“Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória…” (1 Pe 5:1 O).
Aqui, vemos que o propósito do chamamento de Deus em Cristo é de dar-nos toda a graça, é que desfrutemos a
Sua glória eterna. Na eternidade passada, Ele nos predestinou segundo Seu pré-conhecimento e, no tempo, nos
chamou e justificou para que fôssemos glorificados (Rm 8:29,30). Isso ocorrerá na segunda vinda de Cristo, quando
seremos “manifestados com ele, em glória” (CI3:4) e desfrutaremos a “glória dos filhos de Deus” (Rm 8:21). Os
nossos sofrimentos hoje não são dignos de serem comparados com “a glória por vir a ser revelada em nós” (Rm 8:
18), a qual é a própria glória de
Deus (1 Ts 2: 12). Tudo o que nos acontece é devidamente arranjado por Deus (Rm 8:28-30), com o fim de
conduzir Seus muitos filhos à glória (Hb 2: 1 O).
A Esperança da Glória
Paulo diz que Cristo em nós é a esperança da glória (Cll:27b). Quando ouvimos o evangelho e cremos, Cristo vem
para dentro de nós como uma semente de vida. Esta semente é nossa esperança da glória no futuro. A
metamorfose da lagarta em borboleta é uma ilustração disto. A lagarta não é instantaneamente transformada em
borboleta, mas a beleza da borboleta: está contida na vida da lagarta. Obedecendo à lei desta vida, a lagarta vaise i
gradualmente transformando, até atingir seu estágio final, que é a sua “glorificação”.
No mesmo princípio, Cristo está em nós para ser nossa esperança da glória. Ele aproveita cada oportunidade para
expandir-se de dentro de nós. Um dia nosso ser será saturado com a glória divina e seremos, então, levados para
dentro da glória de uma maneira completa.
Nosso Desfrute
“Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então vós também sereis manifestados com ele, em glória”
(CI3:4).
Quando Cristo for manifestado, seremos manifestados com Ele em Sua glória para a desfrutarmos. Na volta do
Senhor, teremos, por um lado, Deus nos conduzindo à Sua glória e, por outro, teremos Cristo sendo manifestado a
partir de nós, sendo Ele mesmo a glória na qual entraremos. Isso será Cristo glorificado e admirado em Seus
santos (2 Ts 1: 10). No futuro, nosso corpo será saturado da glória de Cristo, manifestando-a e sendo conformado
ao Seu corpo glorios6;-5eremos, então, libertos do cativeiro ao qual estamos sujeitos, bem como toda Çi criação
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para entrarmos na liberdade da glória dos filhos de Deus. Que maravilhoso é o fato de que nós, através da salvação
de Deus, tomamo-nos Seus filhos, cheios de Sua vida e glória a fim de expressá-Lo para eternidade!
13 – Conclusão
Na Eternidade Passada
Na eternidade passada, Deus estabeleceu um propósito de acordo com o bom prazer de Sua vontade. Este
propósito é o de ter um grupo de pessoas que tivesse Sua vida, que O expressasse e que exercesse Sua
autoridade sobre Satanás.
No Tempo
No tempo, Deus criou o homem, que deveria recebê-Lo como vida. Mas Satanás enganou o homem, levando-o a
desobedecer a Deus, tomando-se um pecador sob a condenação de Deus. Com isso, aparentemente, o propósito
de Deus fora frustrado. Mas Ele tomou-se um homem perfeito, Jesus Cristo foi à cruz como o Cordeiro de Deus (Jo
1:29), como a serpente de bronze (Jo 3: 14) e como o grão de trigo (Jo 12:24) que precisava morrer para gerar
muitos grãos com a Sua vida. Com Sua morte, todos os problemas objetivos entre o homem e Deus foram
resolvidos. Em Sua ressurreição, o Senhor Jesus tomou-se o Espírito que dá vida (1 Co 15:45; 2 Co 3: 17) para
regenerar-nos em nosso espírito (o primeiro estágio da nossa salvação). Durante nossa vida cristã, Ele está
salvando nossa alma por meio de Sua vida (Rm 12:2; Fp 2:12; 1 Pe 1:9), santificando-nos e transformando-nos (o
segundo estágio da plena salvação de Deus). Por fim, em Sua volta, nossos corpos serão redimidos e serão
conformados ao Seu corpo glorioso (Rm 8: 29). Esta é a glorificação, o último estágio da salvação de Deus.
Na Eternidade Futura
Na eternidade futura, todos os escolhidos e redimidos de Deus, ao longo de todas as eras, serão a Nova
Jerusalém. Ali, Deus habitará no homem e o homem em Deus para sempre. Este é o objetivo final e máximo de
Deus, o cumprimento de Seu propósito, e Ele terminará toda a Sua obra, estará satisfeito e descansará pela
eternidade (cf. Gn 2:2, 3)!
Podemos assim resumir todo o plano da redenção por meio destes pontos abordados. Uma outra forma de
compreendermos o plano de Deus é entendermos o que é a Nova Aliança. Vamos fazer então um breve esboço do
plano de Deus e da Nova Aliança.
Bibliografia
Compilado de: Valnice Milhomens – Transcrito de pregação ao vivo.
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PARTE V
DISCIPLINAS DO ESPÍRITO
A oração efetiva é a chave para o sucesso em cada área da vida. E o segredo da vitória no trabalho de Deus e na
vida pessoal. A oração verdadeira é a mais poderosa arma contra os poderes das trevas, é também a chave que
abre os tesouros do céu para o homem. Fica, pois, claro que cada esforço no reino de Deus só terá sucesso, se for
gerado e sustentado pela oração. Todo sucesso na vida cristã é proporcional ao tempo de oração. 10% de oração,
10% de sucesso; 50% de oração, 50% de sucesso; 100% de oração, 100%de sucesso. Lucas 18:1 fala do “Dever
de orar sempre e nunca esmorecer”; I Ts 5: 17 declara: “Orai sem cessar”. Paulo recomenda: Orando em todo
tempo no espírito…” (Ef 6: 18). Como orar sempre?
1. Oração é um modo de viver.
É uma comunicação entre o nosso espírito recriado e o Espírito de
Deus. É a expressão que resulta de um relacionamento íntimo com o Senhor residente em nosso coração, pelo seu
espírito. Nossa vida, pois, pode ser uma oração.
2. Oração é comunhão com Deus.
Nossa vida inteira deve ser estabelecida sobre o funcionamento de uma comunhão pessoal, profunda e íntima com
Deus. Uma ligação permanente (I Co 6: 17). Oração é um encontro do Pai celeste com Seu filho, numa comunhão
de amor.
3. Oração é comunicação com um Deus pessoal e digno de confiança.
Deus é uma pessoa! Deus é digno de confiança! Ele é um Deus pessoal que se relaciona conosco numa base
pessoal. Nossos olhos de carne não vêem, mas Ele é real e se comunica com Seus filhos. Concepções religiosas
erradas O colocam como um Deus inatingível, impessoal, distante, que pode ou não estar interessado em nossas
vidas. Daí, surgem as orações que são meras expressões religiosas, destituídas de significado, sem nenhum valor
prático.
4. Oração é comunhão com um Deus residente no cristão.
No Velho Testamento, Deus estava no meio do povo, era pelo povo, mas não estava no povo. No Novo Testamento,
Deus não somente está em nosso meio, é por nós, como também está em nós, pelo Seu Espírito residente em
nosso espírito.
5. Oração exige tempo com Deus.
O maior investimento que podemos fazer em nossa vida é o tempo com Deus e Sua Palavra. A maior contribuição
que podemos dar ao mundo é o tempo gasto em oração por ele. O maior bem que podemos fazer a uma pessoa é
o tempo usado em oração genuína por ela. Os efeitos de uma vida de oração transcendem as realizações
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humanas.
6. Oração exige disciplina dos pensamentos.
Tão logo alguém se consagra à oração, verá que a mente será atacada por outros pensamentos. É aí que surge a
tentação de desistir, deixar para outra hora que nunca aparece. É uma luta espiritual. Há que desenvolver o hábito
de tomar os pensamentos cativos à obediência de Cristo (2 Co 10:5).
7. Oração é o primeiro passo para o conhecimento de Jesus.
“Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Rm 10: 13).
O homem vai a Jesus pela oração e todo o seu andar com Ele é firmado nela.
8. Oração é reconhecer a presença de Deus.
É o meio de conhecê-Lo inteiramente e lançar mão de Suas promessas. É trazer a alma sobre os joelhos, é o
caminho para o homem entender o plano de Deus para sua vida.
9. Oração é dar a Deus acesso às nossas necessidades.
É a chave para o miraculoso; é a verdadeira respiração espiritual.
Em suma, oração é um modo de vida em íntima ligação com Deus.
POR QUÊ ORAR?
1. Porque Deus insistentemente o ordena na Bíblia: Lc 18: 1; I Ts 5: 17; R4:6; Ef. 6:18-19; ITm 2:1; Mt 26:41;
Cl4:3; ITs 5:25; IlTs 3:1; Hb 13:18.
2. Porque é o caminho indicado por Deus para o cristão receber coisas de que precisa (Is 1: 5-8).
3.Porque a oração é o caminho que Deus aponta para que o cristão tenha a plenitude do gozo (Jo 16:24; Pv
10:20).
4. Porque a oração é a saída para os problemas, a cura para todo o cuidado e ansiedade (Fp 4:6,7; SI 55:22).
5. Porque a oração respondida é o único argumento irrefutável contra o ceticismo, a incredulidade, o
modernismo e a infidelidade (Hb 11 :6; I Rs 18:36-38; Jz 6: 12, 13; Ex 8: 19; Dn 2:47; At 13:6-12).
6. Porque a oração é o caminho para o poder do Espírito Santo no serviço cristão (Lc 11: 13; 1Cr 7: 14; Hc 3:2;
At 1: 13, 14; 4:31; 8: 14-16; 9:9,11,17; 13: 1-4; Ef 1: 15-19; 3: 14-19).
7. Porque “todo o que invocar o nome do Senhor será salvo” (Rm 10: 13).
INIMIGOS DA ORAÇÃO
“Para que não se interrompam as vossas orações” (I Pe 3: 7b).
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“..Mas as vossas iniquidade fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu
rosto de vós para que não vos ouça” (Is 59:2).
“Porque os olhos do Senhor repousam sobre os ‘justos e os seus ouvidos estão abertos às suas súplicas; mas o
rosto do Senhor está contra aqueles que praticam males” (Pe 3: 12).
“Se eu no coração contem piara a vaidade, o Senhor não me teria ouvido” (SI 66: 18).
O propósito de Deus é ouvir todas as orações. Jesus disse: “Graças te dou porque sempre me ouves” (Jo 11 :42).
Mas há obstáculos, problemas, inimigos que se infiltram na vida de oração e impedem a manifestação do poder de
Deus. Veremos alguns deles.
1. Relacionamentos errados na família (I Pe 3: 1-7).
O não cumprimento dos deveres dos cônjuges um para com o outro.
A vida conjugal deve ser posta diante de Deus. As orações não estão sendo respondidas, podem haver falhas no
relacionamento.
2. Falta de perdão (Me 11:25).
Nossas orações são ouvidas na base de que nossos pecados estão perdoados, mas Deus não pode tratar conosco
sobre tal base de perdão, enquanto nós guardamos o mal, com o espírito de animosidade ou de vingança contra
aqueles que nos ofenderam. Qualquer que guarda espírito de rancor ou mágoa contra alguém, fecha os ouvidos de
Deus para sua própria petição.
3. Contenda (Tg 3:16).
A contenda é simplesmente agir movido pela falta de perdão. Paulo declara que, por causa de contendas, Satanás
pode tornar cristãos prisioneiros de sua vontade. A ausência de contendas é a chave para agastar a confusão e o
mal. Dê a Deus oportunidade de criar um sistema de harmonia em volta de você e sua vida de oração começará a
funcionar.
4. Motivação errada (Tg 4:3).
Um sério obstáculo à oração é pedir a Deus coisas que realmente não necessitamos, com o propósito de satisfazer
desejos egoístas. Orar com uma motivação egoísta. “Quer comais; quer bebais, fazei tudo para a glória de Deus” (l
Co 10: 31). Podemos orar por coisas em linha com a vontade de Deus, mas se o motivo for errado, não haverá
resposta. O propósito primeiro da oração deve ser a glória de Deus.
5. Toda a forma de desobediência a Deus (Is 59:1,2).
Uma atitude de rebeldia ou de desobediência à palavra de Deus fecha os céus para nós. Qualquer pecado
inconfessado toma-se inimigo da oração. Uma vida de obediência ao céu abre o caminho à resposta de Deus “E
aquilo que pedimos, dele recebemos, porque guardamos os seus mandamentos, e fazemos diante dele o que lhe é
agradável” (Jo 3:22).
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6. Ídolos no coração (Ez 14:3).
Ídolo é toda e qualquer pessoa ou coisa que toma o lugar de Deus na vida de alguém. É aquilo que se toma o
objeto supremo da afeição. Aquilo que mais ocupa nosso pensamento. Deus deve ser supremo em nossa vida.
7. Falta de generosidade para com os pobres (Pv 21:13).
A recusa de ajudar o que se encontra em necessidade, quando podemos faze-la, impede a resposta às nossas
orações.
8. Dúvida e incredulidade (Tg 1:5-7).
A Dúvida é a ladra da bênção de Deus. A dúvida vem da ignorância da Palavra de Deus. A incredulidade é quando
alguém sabe que há um Deus que responde às orações e, ainda assim, não crê em Sua Palavra. E não crer nas
promessas é duvidar do caráter de Deus.
9. Uma disposição de ler sobre oração e sobre a Bíblia, em vez de estudar e entrar na arena da oração.
A oração é a maior e mais santa das vocações. Saber sobre oração não garante a resposta, mas sim colocar a
Palavra em operação para receber de Deus aquilo que Ele prometeu.
10. Falta de entendimento da nossa posição em Cristo.
Talvez esse seja o maior inimigo. Ignorância quanto aos privilégios e direitos de redenção, daquilo que Cristo é em
nós e do que somos nele. Um desconhecimento da extensão do que Ele fez por nós e direitos legais, outorgados
em Graça, diante do Trono e o mal. Dê a Deus oportunidade de criar um sistema de harmonia em volta de você e
sua vida de oração começará a funcionar.
11. Uma confissão errada (Rm 10:9).
O Cristianismo é uma grande confissão. Confissão é o reconheci mento verbal do que Deus fez por nós em Cristo
(Hb 3: 1; 4: 14).
12. Depender da fé do outro.
“A cada crente, Deus deu uma medida de fé. Ele veio quando nos tomamos uma nova criação em Cristo e
recebemos a natureza de Deus. Assim como desenvolvemos nossas capacidades físicas e mentais pelo exercício,
desenvolvemos nossa fé pelo alimento da Palavra de Deus (Jo 15: 7).
TIPOS DE ORAÇAO
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Há diversos tipos ou espécies de orações e cada um deles segue princípios claros. Há regras estabelecidas na
Palavra de Deus para esses diferentes tipos de oração. E é aqui onde há grande confusão. Costumamos definir
nosso relacionamento com Deus em uma palavra: Oração. Tudo o que lhe dizemos ou pedimos chamamos
“oração”. Sim, tudo é oração. É preciso, contudo saber: Há diversos tipos de oração.
Há orações que não buscam necessariamente alguma coisa de Deus. Outras visam alterar uma circunstância em
nossa vida e de outros. A todas elas Deus deseja ouvir.
“Ó tu que escutas as orações, a ti virão todos os homens” (5/65:2), pois, “A oração dos retos é o seu
contentamento” (PV 15: 8b).
Poderíamos classificar as orações em três níveis diferentes: Deus, Nós e os Outros. Dentro de cada um desses
níveis há tipos de oração.
DEUS COMO CENTRO DAS NOSSAS ORAÇÕES
Há orações que são dirigidas a Deus, visando a Deus mesmo, o que Ele é, o que Ele faz e o que Ele nos tem feito.
Outra coisa não buscamos, senão apresentar-lhe nossa gratidão, louvor e adoração. Dentro deste nível temos três
tipos de oração:
1- Ações de graça – A expressão do nosso reconhecimento e gratidão a Deus pelo que Ele nos tem feito.
Basicamente é a oração que expressa gratidão a Deus pelas bênçãos que Ele tem derramado sobre nós.
– Louvor – A oração de louvor é um passo além das ações de graça. São expressões de louvor a Deus pelo
que Ele faz. Louvar é reunir todos os feitos de Deus e expressá-los em palavras, numa atitude de gratidão.
– Adoração – O tipo de oração que exalta Deus pelo que Ele é. É a entrada no Santo dos Santos para
responder ao amor de Deus. Ali nada fala do homem, mas de Deus. É o reconhecimento do que Deus é. É a
resposta do nosso amor ao amor divino.
NÓS MESMOS COMO O CENTRO DAS NOSSAS ORAÇÕES
Aqui, vamos a Deus para apresentar necessidades pessoais. Embora falando com Deus, o foco da atenção é a
satisfação de nossas necessidades. Vamos a Deus em busca de uma resposta para a alteração de alguma
circunstância em nossa vida. Nesse nível temos também três tipos de oração:
– Petição- É “um pedido formal a um poder maior”. É a apresentação a Deus de um pedido, visando
satisfazer uma necessidade pessoal, tendo como base uma promessa de Deus. Nesse tipo de oração já
temos o conhecimento de qual é a vontade de Deus, pelo que o pedido será feito em fé, com a certeza da
reposta, antes mesmo da sua manifestação, de acordo com Marcos 11: 24.
– Consagração ou Dedicação – É uma atitude de submissão à vontade de Deus. Essa oração é para as
ocasiões em que a vontade de Deus é desconhecida. Exige espera, consagração e inteira disposição de
conhecer e seguir a vontade do Pai.
– Entrega – É a transferência de um cuidado ou inquietação para Deus. É lançar o cuidado sobre o Senhor
com um conseqüente descanso. Essa oração é feita quando um cuidado, um problema ou inquietação nos
batem à porta.
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OS OUTROS COMO CENTRO DAS NOSSAS ORAÇÕES
– Intercessão – Aqui vamos a Deus como sacerdotes, como intercessores, levando a necessidade de outra
pessoa. Nosso primeiro motivo é ver circunstâncias alteradas na vida de outrem. Esta é a oração de
intercessão. Interceder é colocar-se no lugar de outro e pleitear a sua causa.
1 – ORAÇÃO DE AÇÕES DE GRAÇA
“Entrai por Suas portas com ações de graça” (SI. 1 00:4).
A gratidão é uma das virtudes que embelezam o caráter cristão e expressam um coração caloroso e cheio de amor
e das palavras do seu Deus. Paulo declara:
“Habite ricamente em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselha i-vos mutuamente em toda a sabedoria,
louvando a Deus, com salmos e hinos e cânticos espirituais, com gratidão em vossos corações” (CI.3:l6).
“Sede agradecidos” (CI.3: 15) é um conselho a ser abraçado com alegria, pois a gratidão tanto alegra o coração do
Pai, como enriquece a nossa vida. Ações de graça é basicamente o ato de expressar gratidão a Deus por bênção
que Ele tem derramado sobre nós. Pode ser mental ou vocal. Ações de graça difere de louvor porque no louvor é
focalizado o que Deus faz, suas obras e realizações, enquanto as ações de graça focalizam o que Deus nos dá ou
faz por nós. Poderíamos chamar de uma confissão de bênçãos.
Essa atitude estava presente na vida de Jesus (Jo 11:4 pela resposta à oração; Mc 8:6, pelo pão; Mt 11 :25 pela
revelação).
O primeiro princípio podemos ver em I Coríntios 10: 10. As ações de graças nos protegem do destruidor. A Bíblia
menciona o nome de muitos demônios como Legião, Apoliom, Devorador, etc. Mas aqui se menciona um demônio
chamado destruidor que está relacionado com a ingratidão e a murmuração. Muitos temem o demônio devorador e,
por isso, dão os seus dízimos, mas ainda se esquecem que um coração descontente é uma porta para o
destruidor.
Em segundo lugar, podemos ver o poder das ações de Graças para nos proteger de influências malignas. Paulo Diz
que a comida é santificada se comermos com ações de graças. Veja, não há necessidade de repreendermos
demônio algum, basta termos um coração grato e assim seremos protegidos. Já pensou quanta doença
poderíamos evitar se apenas déssemos ações de graças pela comida apropriadamente?
Em terceiro lugar, as ações de graças têm o poder de multiplicar as bênçãos. Quando Jesus foi multiplicar os pães
em João 6: 11, Ele não fez uma oração de petição ou de fé, Ele apenas deu graças ao Pai. Muitos não prosperam
porque não aprenderam a agradecer a Deus pelos míseros cinco pães e os dois peixinhos. Se formos contentes
com o pouco, o Senhor o multiplicará e veremos a abundância de Deus.
2. ORAÇÃO DE LOUVOR
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“Louvarei ao Senhor em todo o tempo; o Seu louvor estará continuamente na minha boca” (5/34: 1).
Louvar é reunir todos os feitos que conhecemos de Deus e expressá-los em palavras, numa atitude de exaltação e
glorificação ao Seu nome, que é digno de ser louvado. E isso deve ser feito como um modo de vida (SI 145: 1-7).
O louvor é o sacrifício espiritual ordenado aos cristãos (Hb 13: 15). A Igreja primitiva estava sempre louvando (Lc
24:53), pois sabia que Deus habita nos louvores do Seu povo (SI 22:3).
3. ORAÇÃO DE ADORAÇÃO
O reconhecimento do que Deus é (Ap 4:8,11).
A adoração é um dos principais temas da Bíblia. Há 270 referências à adoração. A adoração fala do nosso amor
respondendo ao amor de Deus. Não é um imperativo, pois o amor não pode se impor, mas uma resposta voluntária
a um estímulo espiritual. E Jesus nos garante que esse amor que sentimos e o fluir do Espírito que
experimentamos encontrarão sua expressão e satisfação quando os liberamos de volta para Deus em adoração (Jo
4:23).
Não há uma definição de adoração na Bíblia, pois amor não se define. A palavra mais comum no hebraico é
“shachah” (172), traduzida por “adoração”, “curvar-se”, “prostrar-se”. No grego, a mais comum é “prokeneo” (59
vezes). É composição de duas palavras: “pros”, que significa “para”, “em direção a”, e “heneo”, que significa beijar.
Alguns eruditos dão o significado de “beijar a mão com admiração”, outros, “beijar os pés em homenagem”.
Etimologicamente adoração é curvar-se, prostrar-se, beijar as mãos, pés ou lábios, com um sentimento de temor e
devoção, enquanto serve ao Senhor com todo o coração. É uma atitude expressa em ação. Infere profundamente
de sentimento e proximidade dos parceiros e um relacionamento de aliança. Envolve moção e emoção, mas a
verdadeira adoração é mais profunda que tudo isso e usa simplesmente esses canais para liberar o amor profundo
e devoção que impele o crente para a presença de um Deus de amor.
Atitudes de adoração
Lc 7: 37 ,38 revela a atitude de uma adoradora, atitude de um espectador e a de Jesus. Vejamos a da adoradora.
Quebrantamento – a contraste entre a presença santa e perfeita de Deus e a nossa pequenez quebranta o
coração. Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado (“shabor”); coração compungido e contrito
(“dakah”) não desprezarás, ó Deus. (SI 51: 17). “Shabot” – significa “temer, quebrar, em pedaços, ou reduzir”.
“Dakah” – quer dizer “esmagar”, quebrar, machucar, ferir, esmagar e humilhar. “Contrito” – Usado para descrever o
processo de fazer pó (talco). A adoração requer quebrantamento. Muitos constroem em volta de si paredes de
proteção e não deixam que sejam liberados o amor, a ternura e a adoração.
Humildade – Ela soltou os cabelos em lugar indevido, segundo o costume (I Co 11: 15). Deixou sua reputação de
lado para adorar do modo que ela sentia que Jesus devia ser adorado. Usou os cabelos para enxugar seus pés
empoeirados. Tomou sua glória (o cabelo) para lavar a lama (Ler Is 57: 15; I Pe 5:5). Adoração sem humildade é
como o amor sem compromisso.
Amor – Sua atitude estava repassada de amor. “Ela muito amou”.
Dádiva – Ela não se limitou à expressão de suas emoções; ela tam ém deu uma evidência tangível do seu amor,
devoção e adoração. A dádiva está associada à adoração (Ex 23: 14; 34:20; Dt 16: 16; SI 96: 1-9).
A atitude de Jesus em resposta a essa adoração é: “A tua fé te salvou; vai-te em paz” (Lc 7 :49) – fé, libertação e
paz.a objeto da adoração – Deus mesmo (Jo 4:20,21)
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Só pelo Espírito Santo se pode adorar (Rm 8: 16).
O lugar da adoração – No espírito do homem, onde o Espírito de
Deus habita.
A verdadeira adoração – “Em espírito e em verdade.”
A verdadeira adoração deve fluir de um relacionamento genuíno com
Deus. Um bom relacionamento com uma igreja pode produzir um bom trabalhador, mas somente um
relacionamento caloroso com Deus produz o verdadeiro adorado r. Espíritos calorosos produzem corações
adoradores. As motivações também devem ser corretas na adoração verdadeira. O objetivo é dar ao Senhor e não
adquirir d’Ele. A motivação pura para a adoração é o amor que transborda do espírito do homem como correntes de
água viva.
4 – PETIÇÃO E SÚPLICA
“Por isso vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será a assim convosco. “(Mt21:22;
Me 11:24).
“Não andeis ansiosos de cousa alguma; em tudo, porém sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições,
pela oração e pela súplica, com ações de graça.” (FI 4:6).
Deus é a fonte de toda a bênção e Ele tem a solução para todos os nossos problemas. Ele tem recursos
inesgotáveis para satisfazer cada uma das nossas necessidades. “O meu Deus, segundo a Sua riqueza em glória,
há de suprir em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades” (FI 4: 19).
A Palavra de Deus nos encoraja a apresentar nossas petições ao Senhor, sabendo que Ele está pronto a nos
atender. Seguem-se alguns princípios que devem governar nossa oração, especialmente a de petição, para que
alcancemos uma resposta favorável.
1. Forme uma imagem clara do seu desejo e expresse-o em palavras objetivas. Defina o que você quer
de Deus em termos claros.
A Bíblia ensina que a oração deve ser específica, objetiva (Lc 11: 112; Tgl:5). Exemplos de orações objetivas:
Eliezer – Gn 24: 12-14;
Elias – I Rs 17: 1 ;
Eliseu – II Rs 2:9.
Uma resposta definida exige um pedido definido (Lc 18:38,41-43).
O que está errado com a oração indefinida:
1. a) Freqüentemente é uma mera formalidade. As pessoas oram por coisas que realmente não desejam.
2. b) Muitas orações são feitas só para serem ouvidas pela congregação. São indefinidas e insinceras. Nada
esperam realmente de Deus e por essa razão nada têm em especial de Deus.
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3. c) A oração indefinida revela que não há um clamor na alma, nem urgência no coração, nenhum peso na
oração ou desejo real.
4. d) A oração formal, indefinida, geral, vaga, é resultado da falta de direção do Espírito Santo. Revela um
desconhecimento da mente de Deus. Quem é guiado pelo Espírito Santo, sabe o que quer, porque sabe o
que Deus quer e sabe que Ele está disposto a dar as coisas pedidas em oração.
Como ser definido:
1. a) Analise suas orações. Coloque de lado aquelas que são insinceras ou feitas por mera obrigação. Separe
as coisas que você realmente deseja e tem um peso de oração. Aquilo que está verdadeiramente em seu
coração e para o que espera resposta específica.
2. b) Espere na presença de Deus até ter na mente, de um modo claro, aquilo por que deve orar. Deixe que o
Espírito lhe fale e coloque o desejo em seu coração. Você poderá ser ousado no pedir.
Oração específica não é uma tentativa de você fazer Deus concordar com o seu desejo, mas é antes descobrir o
desejo de Deus para você e orar de acordo com o que o Espírito coloca em seu coração.
1. c) Escreva seu desejo. Isso lhe ajudará a ser específico e prepara-se convenientemente para apresentar sua
petição, assistido pelo Espírito Santo, de tal modo que alcance a resposta específica. Isso poderá também
ser feito em concordância com outra ou outras pessoas. O registro das petições específicas a Deus e das
respostas ajuda a desenvolver a fé e a crescer na vida de oração bem sucedida.
2. d) Busque na Bíblia textos que se referem ao que você deseja, quer em promessas ou em princípios. Uma
vez identificada a necessidade, pesquise a Palavra e selecione textos que se referem ao assunto.
2 . Toda a oração deve ser feita de acordo com a vontade de Deus revelada na Palavra.
A Fé começa onde a vontade de Deus é conhecida. Sua vontade é revelada na Palavra escrita. Deus está preso à
Sua Palavra. A Palavra expressa o que Deus é. Ele é absolutamente fiel ao que prometeu.
Você não tem interesse em desejar o que Deus não quer para a sua vida. Pesquisando a Palavra, sob a direção do
Espírito Santo, você descobrirá se seu desejo deve ser abandonado ou se é digno de ser transformado em objeto
de oração.
Sem o fundamento da Palavra de Deus é impossível fazer uma oração de fé.
Deus tem habilidade de cumprir aquilo que prometeu (Rm 4: 21; Jr 1: 12).
O conhecimento da vontade de Deus revelada em Sua Palavra dará a você a certeza de que sua petição será
atendida (I Jo 5: 14).
O conhecimento das promessas de Deus relativas ao seu desejo, despertará e alimentará sua fé (Rm 10: 11).
As promessas serão para você arma segura contra os ataques de Satanás, enquanto espera a manifestação da
resposta de Deus ao seu pedido (Lc 4:3-12).
Orações baseadas na Palavra de Deus.
A Bíblia está cheia de pedidos a Deus firmados nas Suas promessas.
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1. a) Davi ora por sua casa, de acordo com a Palavra do Senhor, de que lhe edificarão casa estável. Natã lhe
transmite as promessas do Pai e ele ora de acordo. “Agora, ó Senhor, seja confirmada para sempre a
Palavra que falaste acerca do teu servo, e acerca de sua casa, e faze como falaste… Agora, pois, ó Senhor,
tu és Deus e falaste este bem acerca do teu servo, para que permaneça para sempre diante de ti; porque Tu,
Senhor, a abençoaste, ficará abençoada para sempre” (I Cr 17 :23,26,27).
2. b) Na dedicação do templo, Salomão apresenta suas petições de acordo com as promessas de Deus (2 Cr
6: 14-17).
3. c) Josafá se vê ameaçado por tropas inimigas e vai à casa do Senhor e clama, de acordo com a promessa
(2 Cr 20:6-12).
Exemplo de necessidades e as respectivas promessas de sua satisfação:
19. a) Necessidades de emprego – F14: 19.
20. b) Prosperidade – Dt 28.
21. c) Saúde – Is. 53:4; I Pe 2:24.
Para cada pedido que fazemos a Deus devemos ter uma passagem na Bíblia para sustentá-lo. Ninguém apresenta
uma petição ou um caso em algum tribunal sem invocar o respaldo da Lei. Do mesmo modo, nossas petições
diante do trono devem ter o respaldo da Palavra de Deus escrita, a Bíblia, que é a constituição do Reino.
3. Creia firmemente com base na promessa da Palavra, que Deus atendeu sua petição e a manifestação
da resposta já está a caminho.
A fé tem como fundamento a fidelidade de Deus e da Sua Palavra (Nm 23: 19).
A fé é a precursora de toda oração respondida. É uma confiança ousada em Deus. É uma certeza antecipada do
milagre que virá (Mc 11: 2 324).
A verdadeira fé é aquela que se apropria da promessa no reino do espírito, antes que ela se materialize diante dos
olhos (Hb 11: 1; 11:6). A única oração que Deus ouve é aquela feita em fé.
O limite do que se consegue pela oração está na própria fé de cada pessoa. A vida de oração será tão forte quanto
a fé que a pessoa tem em Deus
(Mt 17:20; Mc 9:23: Tg 5: 15). E como crescer numa fé mais forte?
1. a) Lembre-se que cada um tem uma medida de fé (Rm 12:3).
2. b) Aprenda a Palavra de Deus (Rm 10: 17), porque a fé é baseada nas promessas de Deus: Ã medida que
nos tornamos familiares com a natureza de Deus, revelada na Bíblia, a fé é desenvolvida (João 15: 7).
3. c) Submeta-se completamente à liderança do Espírito Santo e à vontade Deus. É o Espírito quem interpreta
a Palavra em nosso coração.
4. d) Aja de acordo com a medida da fé que você tem.
Alguns” nãos “a considerar
1. a) Não tente crer, simplesmente aja de acordo com a Palavra.
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2. b) Não use uma confissão dupla de modo que num momento você confessa: “Sim, Ele ouviu minha oração.
Estou curado”, ou “eu tenho o dinheiro”, ou “recebi o emprego”, e então começa a questionar como é que
isso vai acontecer e o que você tem de fazer para consegui-lo. Sua última confissão destrói a primeira. Uma
confissão errada destrói a oração e a fé.
3. c) Não confie na fé de outras pessoas – tenha a sua própria fé. Assim como você tem sua própria roupa,
tenha sua própria fé. Aja de acordo com a Palavra por si mesmo.
4. d) Não converse incredulidade. Nunca admita que você é um “Tomé duvidoso”, pois isso é um insulto ao Pai.
5. e) Não fale sobre doenças e problemas.
6. f) Nunca fale sobre fracasso. Fale sobre a Palavra, sua absoluta
integridade e sobre sua confiança nela. Fale de sua disposição de agir de acordo com ela e ater-se à sua confissão
de que ela é fiel.
4. Tome cuidado para que sua conversa sobre o que você pediu a Deus esteja em linha com sua fé de
que Ele ouviu sua petição.
Nossa fé ou incredulidade é determinada pela nossa confissão. Poucos percebem o efeito da palavra falada sobre
seu próprio coração e sobre o adversário. O inimigo ouve nossas conversas e, aparentemente, não as esquece
enquanto nós descemos ao nível da nossa confissão.
A Palavra só se torna real quando confessamos sua realidade. Hebreus 4: 14 deve ser uma divisa para a vida:
“Tendo, pois, a Jesus, o filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus conservemos firmes a
nossa confissão”.
A fé é expressa pela confissão dos lábios (Rm 10:9-10). O que os lábios dizem deve concordar com a fé do
coração.
Palavras contrárias à promessa destroem e neutralizam a oração. Palavras são sementes, e palavras confessadas
são sementes plantadas. Confissão repetida é semente regada. Regue as sementes da fé com a confissão da
promessa.
Sua confiança não é nas orações de outros, mas na imutável e indestrutível Palavra de Deus. Por isso você se
recusa a permitir que seus lábios destruam a eficácia da Palavra no seu caso. Você se conservará firme à sua
confissão, ainda que pareça, aos olhos humanos, que a sua oração não foi respondida.
5. Rejeite toda a dúvida que assaltar sua mente quanto ao fato de que Deus já respondeu a sua oração.
Deixe que cada pensamento, cada imagem, e desejo afirmem que você tem o que pediu. Não olhe para as
circunstâncias, para os sintomas, mas fixe-se na Palavra e isso manterá a dúvida fora do seu território.
Entre sua petição e a efetiva manifestação da resposta existe um tempo que pode ser mais ou menos prolongado.
Durante esse período, Satanás tentará lançar dúvidas na sua mente. Torna-se necessário manter uma atitude firme
para não aceitá-la, mas conservar a fé.
A dúvida é um ladrão que rouba a bênção de Deus. É o inimigo número um da fé. Exemplo da dúvida: Mt 14:24-31.
A dúvida impede a resposta à oração. Ela é mãe da derrota (T g 1: 6-8).
Quando duvidamos da Palavra de Deus é porque estamos crendo em algo contrário àquela Palavra. E duvidar da
Palavra é duvidar do próprio Deus.
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Qualquer substituto para a fé em Deus e Suas promessas destrói a vida de fé, destrói as orações e traz de volta o
jugo. A dúvida e a fé não permanecem juntas. Se uma entra pela porta, a outra sai pela janela.
Como vencer a dúvida
Mantenha controle sobre a sua mente. A dúvida opera no rei no da mente; a Palavra de Deus opera no reino do
espirito. A fé também opera no reino do espírito. Há, pois, que lançar mão das armas disponíveis para vencer os
pensamentos da dúvida (2 Co.1 0:3-5). Esteja pronto a recusar qualquer pensamento ou imagem contrários à sua
oração. Controle seus pensamentos de acordo com Filipenses 4:6-9.
Use as promessas de Deus como arma contra os ataques de dúvida. A Palavra de Deus confessada com
autoridade e fé mantém o inimigo distante (Mt.4: 1-11).
Concentre-se na fidelidade de Deus e de Sua Palavra. Isso fortalece a fé e põe a dúvida fora do caminho. Nossa fé
é firmada naquilo que Deus é (Rm.4: 19-21).
É sua segurança na Palavra de Deus que garantirá a vitória contra os ataques das dúvidas
6. Conserve-se numa atitude de louvor e gratidão a Deus até a plena materialização da resposta ao
pedido.
Você não deve esperar a manifestação para poder agradecer.
Agradeça logo, pois a sua convicção é que Deus é fiel à Sua Palavra e a materialização da resposta é apenas uma
questão de tempo.
O louvor é uma expressão de fé em Deus, e se baseia na promessa d’Ele. Ele é fiel.
O louvor deve acompanhar as orações (Fl4:6,7). Toda a petição deve ser marcada pelas ações de graça.
O louvor fortalece a fé (Rm 4:20).
O louvor, pela resposta à oração, antes de ver sua manifestação, libera a operação do poder de Deus. Jesus, diante
do túmulo aberto de Lázaro: “Levantando os olhos para o céu, disse, Pai, graças te dou porque me ouviste” (Jo 11
:41). E logo Lázaro estava fora do túmulo, vivo.
O coração agradecido que aguarda a manifestação física da resposta de Deus com louvor e ações de graça entra
no descanso da FÉ.
5 – CONSAGRAÇÃO
Surgem ocasiões em nossa vida, quando temos de tomar algumas decisões, e seguir por um determinado caminho
sem que a vontade de Deus, naquela área, esteja claramente revelada em Sua Palavra. É aí quando, em vez de
começar a pedir, devemos buscar Sua face e esperar em Sua presença a fim de conhecermos o desejo do Seu
coração para aquela situação específica. Esse tipo de oração é mais uma atitude de submissão, dedicação,
entrega e obediência a Deus do que petição. Uma vez conhecida Sua vontade, é só segui-Ia.
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Nesse tipo de oração há uma disposição de fazer ou aceitar qualquer que seja a vontade de Deus naquela
circunstância.
Este é o único tipo de oração onde se emprega o “se for da Tua vontade”. Ela é feita numa situação em que se
busca o conhecimento da vontade de Deus ainda não revelada. Isso é feito com a mais profunda atitude de
submissão a Deus.
A oração de dedicação é harmonizar nossa vontade com a vontade de Deus, a fim de trazer sucesso numa
determinada situação. A vontade de Deus é sempre para nosso benefício. Esse tipo de oração coloca-nos
direcionados para o mesmo alvo.
Jesus fez esta oração no Getsêmane (Lc 22:42): “Pai, se queres afasta de mim este cálice; todavia não se faça a
minha vontade, mas a Tua”.É mais uma atitude de submissão e obediência do que palavras. Exige um tempo maior
de busca, repetidas vezes, até a convicção do plano divino.
Requer a renúncia da vontade própria. A mente deve ser esvaziada das preferências pessoais para aceitar o plano
de Deus, não importando qual seja.
Uma vez conhecido o plano de Deus, não se trata de receber alguma coisa, mas faze-la de acordo com a direção
recebida.
6 – ENTREGA
(I Pe 5: 7; Mt 6:25-27).
A oração de entrega fala também de uma atitude do coração.
Quando os cuidados, inquietações e pesos nos batem à porta, transferimolos para o Senhor, que tem condições de
levá-los e, então, devemos entrar no descanso da fé.
Podemos entregar nossos cuidados, preocupações e a nós mesmos a Deus e gozar Sua paz divina (SI 37: 5).
Deus é contra a preocupação. Ela nada produz senão stress, esgotamento e morte. Jesus pregou contra ela. Paulo
pregou contra ela. A Bíblia é contra a preocupação porque ela foi gerada por Satanás. Todo e qualquer cuidado
deve ser erradicado de nossas vidas (FI 4:6, 7).
O Poder de Deus começa a operar quando lançamos nossos cuidados sobre Ele. As preocupações apenas
bloqueiam essa operação.
A entrega dos fardos a Deus traz o descanso (SI 37: 7).
7 – INTERCESSAO
Deus chamou o Corpo de Cristo para o ministério da intercessão por todos os homens (I Tm 2: 1-4).
Deus está para trazer um grande derramamento do Seu Espírito nestes últimos dias, com grande demonstração de
poder. A oração intercessória é o instrumento que o Espírito de Deus usará para trazer esse derramamento.
Somos chamados a interceder porque Deus nada faz na Terra sem a cooperação do homem. Deus revela Seus
propósitos e Seus servos falam na terra em linha com eles e se tornam o instrumento para gerar e dar à luz, pela
intercessão, cada um deles. O homem ainda tem autoridade na terra. Deus o colocou nessa posição. Deus busca
intercessores: Is 59; 16, 17; Jo 9:32,33; Nm 16:48; Is 64:7.
Jesus, o Intercessor provido por Deus: Hb 7:25; Rm 8:34. Ele intercede no céu. O Espírito Santo como Intercessor:
Rm 8:26. Ele intercede, na Terra, de dentro de santuários humanos, redimidos pelo sangue do Cordeiro.
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Deus precisa hoje de servos na “brecha” (Ez 22:30,31).
Intercessão e as “dores de parto” (Jr 30:6; Is 66:8; C14: 19).
Elementos indispensáveis à intercessão
1. a) Identificação: Interceder é tomar o lugar de outro e pleitear sua causa como se fosse sua (Ex 32:31,32).
2. b) Amor: Rm 5:5.
3. c) Compaixão: Mt 9:36-38: 14-14; 15:32; 20:34.
ORAÇAO E JEJUM
1. Por que jejuar e orar?
Por que motivo os cristãos devem algumas vezes deixar a comida, dormida, boas roupas, a vida em família ou
outros confortos para se dedicarem somente à oração?
Homens e mulheres usados por Deus em toda a Bíblia, jejuaram: Moisés, Davi, Esdras, Neemias, Daniel, Paulo…
Jesus iniciou seu ministério com 40 dias de jejum.
Não há uma ordem na Bíblia para se jejuar, mas Jesus deixa claro que jejum é parte da vida do cristão, ao
dizer:”Quando jejuardes…” (Mt 6: 16) “…naqueles dias jejuarão” (Lc 5:34,35).
A Igreja primitiva conhecia a prática do jejum (At 13:2,3).
2. O que é o jejum e a oração?
Não é simplesmente abstinência de alimento ou de alguma coisa.
Acima de tudo é colocar Deus no lugar supremo. É colocar a oração em primeiro lugar.
Há momentos em que devemos comer e beber com alegria e gratidão (SI 103:2,5); que devemos dormir (SI 127:2;
3:5); os prazeres da família devem ser gozados (Hb 13:4; Pv 18:22). Toda bênção vem de Deus (Tg 1: 7) e deve ser
desfrutada, para que por elas Deus seja glorificado. Mas há momentos em que devemos voltar as costas para tudo
isso e buscar a face do Senhor por algum tempo. Para tanto somos levados a voltar toda a nossa atenção e
energia para o Senhor, orando e esperando em Sua presença.
A abstinência pode ser só de comida (Mt 4:2).
Há ocasiões em que o jejum é completo, sem água nem comida (Ester 4: 16).Há jejuns parciais, em que se come
só o indispensável (Dn 10:2-3).
Às vezes há abstinência do relacionamento sexual entre marido e mulher(Ex 19: 14:15; 1 Co 7:5).
O espírito do jejum é um desejo ardente de estar com Deus em oração, por alguma razão específica, maior que
qualquer desejo normal ou lícito.
Jejum significa persistência em oração. Podemos orar freqüentemente, mas não oramos muito. Separar um tempo
para jejum e oração é dispor-se a um sério trabalho com uma persistência que não aceitará a negação.
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A oração persistente, que deixa tudo mais e dá a Deus o devido lugar, freqüentemente, envolve o jejum. Jejum é
uma deliberação de remover todo obstáculo à oração (Hb 12: 1 ,2). Jejuar é simplesmente colocar de lado todo
peso e todo emprego que impede nossas orações.
O jejum manifesta a intensidade de um desejo, a grandeza de uma determinação e da fé. O jejum, pois, revela o
fervor e a seriedade da busca da resposta à oração.
3. O jejum no Novo Testamento
Não há uma única ordem no Novo Testamento para a Igreja jejuar. Também não há normas estabelecidas. No
entanto, parece que o jejum é algo que faz parte da vida normal do povo. Os judeus já eram dados ao jejum
semanal, e os fariseus jejuavam duas vezes por semana.
Jesus jejuou após o batismo (Mt 4:2; Lc 4:2). Ele passava noites em oração e, ao que parece, sem comer. Mas não
praticava o tipo de jejum dos fariseus ou mesmo de João Batista. Ele deixou, contudo, ensinos sobre o jejum.
Lucas 5:33-35 diz que haveria um tempo, depois da Sua partida, em que os discípulos jejuariam. Há tempos em
que o jejum não se faz necessário. Ver ainda Mateus 17: 21.
O jejum deve ser ao Senhor, sem a motivação de impressionar (Mt 6: 16-18). “Quando jejuardes”. Está implícito que
jejum era uma prática indiscutível. Talvez por essa razão não haja nenhum mandamento para que se jejue.
4. O jejum no livro de Atos
Saulo jejuou após o encontro com Cristo, à caminho de Damasco (At 9:9). Motivo: espera em Deus e busca de
revelação.
Cornélio jejuava quando o anjo lhe trouxe a mensagem de Deus (At 10:30). Motivo: exercício espiritual diante do
Senhor.
Os profetas e mestres na igreja de Antioquia (At 13: 1-3). Motivo: ministrar ao Senhor, impor as mãos sobre os
apóstolos e enviá-los à obra missionária.
Paulo para a separação dos presbíteros (At 41: 23).
As pessoas que viajavam com Paulo para Roma (At 27:9,33,34).
Eram dias de grande perigo.
5. O jejum nas cartas
Paulo era dado à prática do jejum (11 Co 6:4,5).
A única instrução sobre jejum e oração nas cartas é no que se refere o casal (I Co 7:4,5).
5. Razões bíblicas para o crente jejuar
O jejum põe a carne sob sujeição e ajuda na disciplina.
Mas ele nada altera a Deus. Ele é o mesmo antes, durante e depois do meu jejum. O benefício do jejum é para
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mim, pois ajuda-me a estar mais sensível ao Espírito de Deus.
Quando uma necessidade de esperar mais em Deus surge, e o Espírito Santo nos impele a jejuar, esse é o tempo
para tal. O Novo Testamento não estabelece um programa de jejum. O cristão é “guiado pelo Espírito” (Rm 8: 16) e
é Ele quem vai mostrar por que, como e quando jejuar. Jejuar fora da liderança do Espírito não passa de
autopunição.
Jejuar com o propósito de ministrar ao Senhor. Um tempo de comunhão sem qualquer interrupção (At 13:2).
Bibliografia
Compilado de: Valnice Milhomens Coelho – Ministério Palavra da Fé.
PARTE VI
O CARÁTER DE CRISTO EM NÓS
O caminho para o caráter de Cristo é o caminho da operação da cruz em nós: Não há outra maneira das marcas do
caráter de Cristo serem formadas, a não ser pela cruz. E a cruz é o quebrantamento da vontade e da força humana
pela ação do Senhor. Deus prepara circunstâncias e situações que tratam com nossas vontades para que
possamos ser quebrantados. É através da lei da cruz (Mt. 16:24) que somos formados em nosso caráter.
Esta lei opera em nós, moldando-nos e ensinando-nos a vida do Espírito. Não há como conter o processo dos
tratamentos do Senhor para formar o caráter cristão. Como é bom vivermos e nos relacionarmos com pessoas
quebrantadas e doces cujos corações foram tratados por Deus. A cruz é que opera em nós a beleza do Senhor. A
cruz é o instrumento de Deus para moldar-nos à semelhança de Cristo. A cruz que nos capacita para termos o
caráter que suporta o poder de Deus. Antes de Jesus subir, Ele desceu (Ef.4:8-9). Este é o princípio de Deus. Antes
de conhecermos o poder e a glória temos que ser tratados pela cruz de Cristo. Quanto mais alto Deus for nos levar
significa que mais tratamentos precisamos ter em nosso caráter. Existe um princípio aqui: as pressões e tentações
aumentam à medida que subimos em Deus. Por isso, mais base de caráter uma pessoa precisa ter na guerra
contra o mundo espiritual e o pecado. Jesus passou tal pressão que suou gotas de sangue (Heb.12:4). O caráter
do obreiro precisa ter sido formado pela cruz. A maturidade emocional e espiritual vêm pelos tratamentos da cruz de
Cristo. Os homens de Deus precisam ser homens que vençam os ataques do inimigo em suas mentes e emoções,
e isto vem pelo quebrantamento. Não podem ser pessoas frágeis que cedem às pressões malignas sobre a carne.
O alicerce de uma casa é a parte mais delicada da construção. Da mesma forma, na Igreja, ter líderes fortes,
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tratados e preparados é a parte mais delicada e mais importante da construção. As pressões não vêm somente
pelos ataques do inimigo mas também pelos princípios que envolvem busca de Deus. Às vezes. quanto mais
buscamos ao Senhor, parece que tanto mais os céus se fecham e se tomam de bronze. É um princípio que
precisamos saber: os que buscam ao Senhor, que muitas vezes oram e jejuam sentem muita resistência e
aparentemente nada acontece, ou às vezes as pressões e problemas aumentam. Este princípio está ligado ao fato
de que nos céus algo está sendo gerado e por isso estamos pagando o preço.Sempre, antes da visitação de Deus
e dos avivamentos, os homens usados sofrem, choram e gemem até que a mão do Senhor esteja livre para operar.
Portanto, como obreiros de Deus, necessitamos conhecer estes caminhos, e estarmos preparados para
enfrentálos.
DEFINIÇÃO DE CARÁTER
O caráter refletirá os traços da natureza pecaminosa (sendo influenciado pelo mundo), ou os traços da natureza
divina (sendo influenciado pela Palavra de Deus). Caráter é a soma total de todas as influências positivas ou
negativas, aprendidas na vida de uma pessoa. Se manifestará através dos seus valores, motivações, atitudes,
sentimentos e ações.
Em Hb.1 :3, o escritor afirma que Cristo é o próprio caráter de Deus. Caráter é como uma marca impressa que
distingue a pessoa. O caráter de Deus que foi impresso em Jesus Cristo precisa ser impresso na Igreja, para que
desta forma o mundo creia em Deus. Nossa primeira decisão é crer. Devemos ter uma decisão de seguir a Jesus
tomando-nos seus discípulos e; por fim, sermos feitos conforme Sua própria imagem (Rom.8:29 e I Cor. 15:49);
identificados, desta forma como cristãos.
Caráter no grego significa IMAGEM. “Heb.1 :3, Afirma que Cristo é o próprio Caráter de Deus, a própria estampa da
natureza de Deus, aquele em que Deus estampou ou imprimiu Seu ser.
Caráter é o sinal identificador da natureza de qualquer ser ou coisa (dicionário de Psicologia- Cabral e Nick).É o
conjunto de aspectos que caracterizam o Ego. O caráter é formado pela aprendizagem. Todo ser humano a partir
do seu nascimento começa a receber influências do meio ambiente onde se encontra. Estas influências são
assimiladas e com o tempo passam a fazer parte do caráter. Esse processo de aprendizagem é feito por
identificação, imitação, punição, e recompensa. O propósito é que o homem se tome à imagem do seu filho, o
Senhor Jesus Cristo, Deus-homem. Este propósito não mudou. A queda do homem não mudou este plano e o
propósito não mudou. Desde Adão, passado por Jesus e pela Igreja o plano de Deus será sempre o mesmo.
Heb.2: 10 “Porque convinha que aquele, por cuja causa e por quem todas as cousas existem, conduzindo muitos
filhos à Glória, aperfeiçoasse por meio de sofrimentos o Autor da salvação deles. ”
Se a igreja deve atingir esta meta, seus líderes devem mostrar o caminho e devem ir na frente. O caráter e a
personalidade do Senhor Jesus Cristo devem ser desenvolvidos nos líderes da Igreja antes de ser formado no Seu
povo.
Forma de Pensar
A forma de pensar de uma pessoa é percebida pela maneira como ela constrói a sua escala de valores. O meu
caráter é determinado em primeiro lugar pelo aspecto moral, ou seja, aquilo que eu considero correto, errado,
permitido, proibido e assim por diante. Se eu aprovo aquilo que definitivamente é errado, então se pode dizer que o
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meu caráter é defeituoso, um “Ma! Caráter” .
Quando nos convertemos, a primeira coisa que devemos fazer é renovar a nossa mente. Renovar, nesse caso,
significa mudar a minha maneira de perceber as coisas e também a minha escala de valores. A vontade de Deus é
que tenhamos o caráter de Cristo, a sua mente (I Cor.2: 16).
Estilo de Vida
O estilo de vida de uma pessoa é determinado pelos seus alvos, hábitos e costumes. Se o meu grande alvo na vida
é ganhar dinheiro, eu devo desenvolver um estilo de vida compatível com esse alvo. Devo desenvolver os hábitos e
costumes coerentes com o que quero alcançar. Se eu quero ser atleta e não treino, algo está errado. Se eu quero
me desenvolver nos estudos, mas não me aplico a ler em casa também há algo errado. O estilo de vida faz parte do
nosso caráter. A prova disso é que, normalmente, pessoas de uma mesma profissão apresentam características de
caráter semelhantes. Não é difícil percebermos isso em empresários, caminhoneiros, programadores,etc.
Conduta
A conduta é o conjunto de comportamentos que aprendemos e que se firmam dentro de nós. Conduta é tudo aquilo
que fazemos, falamos, sentimos, esperamos e desejamos. A conduta se manifesta na minha relação com outras
pessoas. O meu comportamento diante de outras pessoas manifesta o meu caráter, ou seja, a minha forma de
pensar e os motivos que vão dentro do coração.
Estes são os três elementos que compõem o nosso caráter. Com certeza, eles não podem ser observados
separadamente. Em tudo aquilo que fazemos, manifestamos estes três aspectos ao mesmo tempo.Todos nós ao
nos convertermos já possuímos um caráter formado. Esse caráter foi formado por tudo aquilo que recebemos do
nosso meio ambiente. Muito daquilo que’ aprendemos está correto, mas existem partes da nossa forma de pensar,
do nosso estilo de vida, e da nossa conduta que devem ser transformados.
Todo o nosso crescimento espiritual é demonstrado pelo nosso caráter. Se com o passar do tempo acumulamos
muito conhecimento, mas não demonstramos nenhuma mudança no caráter, isso mostra que o conhecimento foi
em vão. Deus está profundamente interessado em nossa conduta. Jesus e os Apóstolos gastaram muito espaço
para tratar de frutos, de comportamento, de conduta, de coração, como vemos:
Mt. 5:48 – portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste.
II Cor 13: 9 – porque nos regozijamos quando nós estamos fracos, e vós. fortes. e isto é o que pedimos, o vosso
aperfeiçoamento.
1. 4: 19 – Meus filhos, por quem de novo sofro as dores de parto, até ser Cristo formado em vós;
Ef. 1:4 – Assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos irrepreensíveis perante
Ele;
IITm 3;17 -Afim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.
11 Pe. 1;3 – Visto como pelo seu Divino poder nos tem sido doadas todas as cousas que conduzem à vida e à
piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para sua própria glória e virtude.
Em Rom. 8;29 vemos que o propósito eterno de Deus é ter muitos filhos, mas não apenas isso. Estes filhos devem
ser semelhantes a Jesus. Deus quer filhos que manifestem o caráter de Jesus. Quando o homem caiu, o propósito
de Deus foi apenas adiado, não foi mudado. A Igreja do Senhor deve atingir esta meta e os seus líderes devem
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mostrar o caminho, devem ir à frente do rebanho. O caráter de Senhor Jesus deve ser desenvolvido nos. líderes da
Igreja antes de ser formado no seu povo.
Não são poucos os escândalos que têm surgido entre lideres investidos de autoridade sem antes receberem
aprovação no caráter. Um líder que apresenta deficiências sérias em seu caráter constitui-se em um grande
obstáculo para que Deus possa atuar.
As deficiências de caráter nas vidas dos membros da igreja se devem, em grande parte aos próprios líderes. Em
certo sentido, a igreja é o retrato da sua liderança. Líderes relapsos geram um povo relapso. Líderes preguiçosos
geram um povo igualmente preguiçoso. Se a liderança é imatura inevitavelmente também o povo’ o será. Nunca
será demais enfatizarmos o caráter do obreiro, pois isto determina o sucesso no ministério. Somente um caráter
formado e aprovado pode suportar as pressões da obra e as dificuldades do ministério.
CARÁTER E DONS
Existe uma distorção que tem assolado a Igreja do Senhor durante os séculos: a valorização dos dons em
detrimento do caráter. Um dom é uma dádiva de Deus. Deus concede a todos indistintamente. Os dons podem ser:
naturais ou espirituais. Os dons naturais são aqueles com os quais nascemos como: inteligência, astúcia, memória,
capacidade de tocar, cantar, praticar determinados esportes, etc. Os dons espirituais nos são concedidos pelo
Espírito Santo como instrumentos na sua obra: I Cor. 12:7-10. Os dons são muito úteis mas são secundários. Deus
coloca em primeiro lugar a vida e o caráter. Todos podem achar que um determinado irmão que possui uma grande
inteligência e capacidade extraordinária de memorização deverá se tomar um grande pregador. Isto é um tremendo
equívoco e não passa de mentalidade mundana. A Igreja de Deus não é edificada com essas coisas. Se tal irmão
possuir vida de Deus e ainda não passou pelo processo da Cruz não será útil para Deus, apesar do seu dom.
Outra pessoa pode ainda pensar que um irmão, por ter um dom de cura e discernimento de espíritos, venha a ser
uma coluna na casa de Deus. Isto também é um engano. Os dons são úteis, mas nunca podem ser a base da obra
de edificação da Igreja.
Este é o motivo por que existem tantos escândalos: priorizamos mais o dom que o caráter. Os dons, sejam
espirituais, ou naturais devem passar pela Cruz antes de serem úteis. O ministério é edificado sobre o caráter e
não sobre os dons. Deus não vai enviar ninguém sem antes tratar com o seu caráter. Os dons atraem os homens,
mas o caráter atrai a Deus.
No livro de Êxodo, encontramos um exemplo clássico do equívoco de se priorizar os dons. A palavra do Senhor diz
que o povo de Israel estava sendo escravizado por Faraó. Moisés era o homem que Deus havia escolhido para
levar a cabo o seu propósito. Moisés havia sido criado no palácio de Faraó e recebeu a melhor instrução da época,
era um homem excepcionalmente talentoso. O próprio Moisés tinha algum entendimento desse fato e, em certo
momento, se dispôs ele mesmo a libertar o seu povo da escravidão ( ver Ex. 2: 11-15 ). Moisés se achava capaz e
perfeitamente habilitado porque possuía a instrução Egípcia. Deus, porém, coloca Moisés de molho por quarenta
anos no deserto de Midiã até que o seu caráter pudesse ser aprovado por Ele. Do ponto de vista natural Moisés já
estava pronto aos quarenta anos quando matou o egípcio; mas, do ponto de vista de Deus, precisa de outros
quarenta anos até o ponto de não mais confiar na sua força ou nos seus talentos. (Ver Ex. 3: 10).
Quanto mais um homem confiar em si mesmo, nos seus talentos naturais,. menos utilidade terá para Deus.
O critério de Deus sempre é escolher o que se acha frágil, incapaz e desqualificado. A glória de Deus se toma
manifesta quando pessoas a quem não reputávamos qualquer valor se levanta em poder e autoridade. Fica
patente que Deus é quem faz e não é um simples uso de talentos especiais.
A FORMAÇÃO DO CARÁTER
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“Porque é Deus quem efetua em vós tanto o querer como o realizar… ” (ver FI. 2: 13).
Todos nós desejamos ter um caráter aprovado por Deus. Todos nós queremos agradar a Deus e, por isso ficamos
apenas esperando saber as normas para começarmos a praticá-las.
A vida cristã não é um mero cumprimento de normas e preceitos, pois não estamos mais debaixo de domínio da lei.
A vida cristã se resume simplesmente em: “Cristo em vós” ou seja, a vida cristã consiste, em poucas palavras, na
dependência completa do Espírito Santo que habita em nós. É Ele quem muda o nosso querer e também é Ele
quem nos capacita a fazer a sua vontade. Ele é tudo em todos. Jesus é a nossa bondade, a nossa mansidão, a
nossa justiça, Ele na verdade é tudo o de que necessitamos. Tudo o de que precisamos já está em nós na pessoa
do Espírito Santo. Seria muito fácil começarmos a nos esforçar para cumprir um conjunto de qualidades, não é
essa. porém, a nossa proposta. Desejamos que os irmãos tenham revelação do pleno suprimento de Deus para
nossas vidas, pois, à medida que entendermos isso, é}S qualidades de caráter naturalmente irão tomando forma. O
pleno suprimento de Deus para nós é Cristo Jesus que habita em nós. Seja
Ele a nossa vida. Seja Ele tudo em todos. .
Não adianta falarmos de caráter e conduta, se nós ainda não nos apropriamos do pleno suprimento de Deus para
nós: A libertação do velho homem do poder do pecado, da nossa justificação e regeneração em Cristo, da
dependência completa do Espírito e o andar no Espírito. Precisamos nos apropriar destas grandes realidades
espirituais, mas não apenas isto, precisamos aprender a perceber a direção de Deus em nosso espírito, fazermos
separação entre alma e espírito, e conhecermos a prática da renúncia diária do EU no princípio da Cruz. Todas
essas experiências devem ser compreendidas no espírito.
Quando enfatizamos muito as qualidades recomendáveis corremos o risco de estabelecermos um amontoado de
regrinhas que não estão na Bíblia. Tais como: cinco passos para vencer a ira, dez passos para vencer a lascívia.
etc.
Estas coisas não funcionam e nos desviam do centro da vida cristã. Cristo é a nossa vida ( ver CI. 3:4). A vida do
cristão é Cristo. Muitos pensam que podem ser santos se tão somente conseguirem vencer certos tipos de
pecados. Outros pensam que sendo humildes e gentis são vitoriosos. Ainda alguns imaginam que orando mais e
lendo a Bíblia, tendo cuidado para jejuar e vigiar, então alcançarão um caráter Santo. Outros concebem a idéia de
que somente matando o Ego terão vitória. Todas estas fórmulas têm a aparência de piedade e sinceridade, mas
tudo isso é vão. Não podemos viver a vida cristã usando mil e uma fórmulas para os mais variados problemas. Na
prática não funciona. O que Deus deseja é que entendamos que Cristo é a nossa vida. O perfeito suprimento de
Deus para todas as nossas necessidades.
Com este entendimento em vista vamos estudar alguns princípios fundamentais que aumentarão a compreensão
de que Cristo é de fato a nossa vida.
A FORMAÇÃO DO CARÁTER ATRAVÉS DOS TRATAMENTOS DE DEUS
II Pe.1: 1-11- É a graça de Deus que me capacita a fazer as coisas certas diante de Deus. A leitura deste texto nos
ajuda na compreensão do processo que Deus usa para desenvolver o caráter de um cristão. Deus, através de
Jesus Cristo, nos provê a Sua própria natureza. As promessas Divinas nos foram outorgadas (ver 11 Pe.1:4 ), e o
poder de Deus é a nossa garantia de que Ele realizará em nós as mudanças necessárias. (ver 11 Pe.1:3).
Somente através de uma atitude diligente podemos alcançar o aperfeiçoamento do nosso caráter, precisamos ter a
decisão de sermos semelhantes a Cristo, termos em nós a natureza Divina amadurecida (ver II Pe.1:10e 11).
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A vida cristã é um processo. Precisamos vencê-la passo a passo, cada degrau corresponde a um novo nível
alcançado e nova vitória em determinada área, até alcançarmos o topo da escada.
A responsabilidade de Deus é prover a todo crente a própria natureza Divina através do arrependimento do pecado
e da fé em Jesus Cristo.
A responsabilidade do homem é aplicar e cumprir esta realidade em sua vida.
Deus tem dado por direito aos crentes tudo o que é necessário para uma vida santa: autoridade e poder. O cristão
tem o que precisa para desenvolver um caráter maduro, seguindo o Senhor Jesus.
DESCREVENDO O PROCESSO
Todos nascemos em iniqüidades e fomos formados em pecado. Todos temos por nascimento uma natureza caída.
que nos acompanhará ou não por toda a vida (ver Rm. 5: 12). A natureza caída do homem não está em harmonia
com nenhuma das coisas do Senhor (ver C!. 5: 17.
Deus colocou diante do cristão a meta da perfeição (ver I Pe. 1: 15, Gn. 17:1, Mt. 5:48, Lc. 6:40). Maturidade
espiritual é a meta Bíblica para todos os que estão em Cristo Jesus.
Por vezes, a carnalidade do homem não permite que ?.Ie desenvolva seu caráter como as Escrituras ordenam.
Esta natureza humana é tratada definitivamente pelo Poder da Cruz, mas o Ego é a principal razão pela qual o
homem precisa do tratamento de Deus. Cada cristão precisa do tratamento de Deus para motivá-lo a prosseguir em
direção à perfeição espiritual ( ver Hb. 6:1 e3).
O PROPÓSITO DO TRATAMENTO
O cristão necessita do tratamento de Deus em sua vida porque possui áreas escondidas em sua vida que devem
ser reveladas, (ver I Jo. 1 :5-7). Deus deseja revelar estas áreas escondidas de pecados em nós, de maneira a nos
ajudar a crescer. As Escrituras afirmam que é Deus quem revela tais secredos (ver! Co. 3: 13 e Mt. 10:26 e 27).
Deus revela os nossos pecados ocultos para que não sejamos destruídos, nem os nossos ministérios. Deus revela
estas áreas escuras, que estão presentes dentro de nós, para que renunciemos a elas. Para que isto aconteça, o
cristão precisa da graça de Deus porque humanamente a tendência é cobrir suas próprias falhas e fraquezas. O
homem deseja sempre defender-se e esconder os motivos do coração (ver Gn. 3;8).
Deus deu ao cristão o Seu Espírito Santo. É o Espírito quem revela as necessidades espirituais do homem,
sondando o coração do cristão para revelar os pecados que devem ser abandonados (ver SI. 139:23 e Pv. 21:2).
A palavra “revelar” significa retirar a tampa, e a palavra “ocultar” significa esconder, cobrindo, cobrir a vista, ou
encobrir o assunto. Deus tenta retirar a cobertura de cima do homem, enquanto o homem faz tudo para retê-la.
Há vários homens nas Escrituras que ilustram o fato de pecados ocultos. O começo de suas vidas contrastou
drasticamente com o fim delas. Começaram bem e acabaram tragicamente.
Os homens podem começar bem. Mas, se tiverem pecados ocultos em suas vidas os quais não confessam e
alimentam-se sem arrependimento, estarão destruindo suas vidas e ministérios.
Em II Sm. 1: 19, Davi lamentando a morte de Saul e Jônatas, chama três vezes:” Como caíram os valentes! ” Nesta
lamentação Davi descreve os “valentes” no início da vida ministerial como:
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Formosos (ver Vs. 19) . Poderosos (ver vs. 19)
Amados e queridos (ver Vs. 23 )
Mais ligeiros do que as águas (ver Vs. 23) Mais fortes fortes do que leões (ver Vs. 23)
Vestia como escarlata aos outros (ver Vs 24).
Capazes de colocar ornamentos de Deus nos outros (Vs.24).( Segundo a versão Almeida).
Todo líder precisa lembrar que o propósito dos tratamentos de Deus é revelar seu coração para que ele não caia.
Alguns exemplos Bíblicos de homens que começaram bem e terminaram em tragédias, por não entenderem os
propósitos do tratamento de Deus em suas vidas.
PROPÓSITO DE DEUS NO TRATAMENTO
1. Transformar o Crente à Imagem de Jesus Cristo
Este processo é relatado em II Cor. 3: 18. “E todos nós com o rosto desvendando, contemplando, como por
espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na sua própria imagem, como Senhor”.
A palavra “ transforma” aqui, no Grego, “ metamorphos”, significa: mudança completa de um formato em outro. É a
raiz da palavra científica usada para descrever o processo de transformação de uma lagarta em borboleta. Este
processo leva tempo e gasta energia. A lagarta muda de um formato para um outro completamente diferente.
O cristão também precisa passar por uma metamorfose a cada dia, o cristão que segue ao Senhor e responde
positivamente tem mais e mais, da sua natureza restaurada e transformada à imagem do Senhor Jesus.
2.Limpar Toda Sujeira
Deus quer nos tomar puros. Ele está constantemente levando seu povo ao fogo através dos seus tratamentos. Em
todo o mundo, está havendo muita pressão e calor sobre o povo de Deus. Este calor está ordenado por Deus para
purgar seu povo. A palavra “purgar” significa refinar; tornar puro, mudar pelo calor.
O povo de Deus como o metal é preparado para uso. Toda a sujeira e sobras extras são trazidas à superfície para
serem lançadas fora. Escória é aquilo que é lançado fora, matéria que dobra, a parte não aproveitável. Deus está
nestes dias removendo todo o excesso e escória dos seus líderes. Ele quer o desenvolvimento do caráter em todos
os seus líderes (Is 1 :22-25, Ez. 22:18-19, Mt. 3:12, II Tm 2:21).
3. Deus Quer Limpar As Nossas Vestes
O pisoeiro era um artesão que limpava todas as fibras de um pano, para que o material pudesse se tornar um lindo
traje. Freqüentemente, ele estabelecia seu negócio perto de riachos e, depois de lavá-los várias vezes, os estendia
sob pedras achatadas. Depois ele batia os panos crus com um bastão de pisoeiro. Este bastão era enorme e tinha
dentes de ferro que serviam para extrair sujeira dos panos. Conforme ele batia nos panos crus, todos os
fragmentos e sujeira subiam a superfície, e a água os varria. Por este processo, o material era limpo. Após a
limpeza, o material estava pronto para o artífice transformá-lo em um magnífico traje.
Malaquias 3: 1-3 diz que Jesus é como “o fogo do ourives e como a potassa dos lavandeiros…” e Ele sabe como
nos bater sem machucar. Deus tem um bastão que usa para extrair toda a sujeira da vida dos cristãos. Deus não
usa seu bastão simplesmente para ostentar o poder, mas usa-o para limpar as vestes dos seus filhos.
4. Deus Quer Produzir Frutos Em Nossas Vidas
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Em João 15 temos a parábola da vinha e dos ramos. O agricultor que poda a vinha deverá, às vezes, usar a
tesoura de podar. Os galhos mortos devem ser cortados de maneira a não extrair a seiva necessária dos galhos
vivos. Os galhos que não dão frutos são cortados. Mas as varas que dão frutos são podadas para dar mais frutos.
Deus irá podar purgar, refinar e cortar as varas que dão frutos para produzirem mais frutos. O propósito de Deus é
sempre positivo e redentor. Aqueles que desejarem mais frutos serão os mais podados.
5. Preparar Os Vasos Para Servi-lo
(II Tm 2: 19-20) A partir do momento em que o vaso é formado DO barro até o momento em que é retirado do forno,
ele e submetido a um processo definido de formação. A aplicação das mãos do oleiro sobre o vaso às vezes é dura
e firme. A roda do oleiro, o forno e as mãos do oleiro são todas partes ‘vitais na preparação do vaso. O propósito de
Deus nessa situação é ter o vaso para sua honra ( ver Jer. 17: 1-10 ).
As criaturas indicam que Judas, o apóstolo caído e traidor de Jesus Cristo, enforcou-se no campo do oleiro (ver Mt.
27: 1-10). Neste campo foi encontrado um vaso humano, rejeitado, corrompido e mutilado, vaso para desonra,
como tantos outros.
6. Deus Quer Trazer Crescimento às Nossas Vidas
Em Is. 54:2 o profeta proclama: “amplia o espaço de tua tenda” Figuradamente isto pode significar que Deus quer
ampliar a capacidade daqueles que estão se preparando para liderar Sua Casa, a fim de que recebam mais do
Senhor.
II Samue122:37 declara que o Senhor pode alargar os passos dos líderes. Is. 60:5 diz que o coração da pessoa
pode ser dilatado a fim de que seu “depósito espiritual” também aumente.
O propósito do tratamento de Deus é nos alargar de muitas maneiras. Deus deseja expandir o nosso ministério e a
nossa função na casa do. Senhor, assim como o nosso caráter.
Algumas áreas em nossas vidas que podemos dizer Deus quer alargar:
Nossa Visão – I Cr.4: 1 O
Nossos Passos – I Sm.22:37
Nossos Corações – Is.60:5
Nossas Fronteiras – Ex.34:24
Nossa Força – I Sm.2: 1
Nossa Habitação – Ez.41:7, Pv.24:3-4, Is. 54:2
Nosso Ministério – II Co.6: 11 e 13,Il Co. 10: 15-16
7. Nos Levar a Uma Busca Intensa da Sua Pessoa
O Senhor trará as pressões e o calor sobre os líderes em períodos específicos para motivá-los a buscá-Lo. A
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pressão não é para desviá-I os de Deus, mas para colocá-los na direção Dele. Muitas vezes, os tempos difíceis e
as circunstâncias duras são mal interpretados pelo líder em preparação. Todos estes tratamentos são para motivar
o homem a se voltar para Deus como a sua única força. Um líder deve aprender a buscar a Deus em tempos
defíceis para que aprenda a ajudar os outros a fazerem o mesmo. Jesus aprendeu pelo que sofreu. É a experiência
que nos capacita a conduzir outros.
8. Deus Quer Mais do Seu Espírito Fluindo em Nossas Vidas
As Escrituras retratam o vinho como indicativo do Espírito de regozijo (Mt.9: 17, At.2: 13-16; Ef.5: 18). O tempo da
colheita era um tempo de alegria para todo o povo. Após o longo período de espera, era finalmente hora da
colheita. Neste tempo toda a família se envolvia na sega.
As mulheres e as crianças colocavam nas cabeças as uvas colhidas. Levavam estas uvas para grandes tonéis de
pedras onde pisadores aguardavam descalços as uvas a serem esmagadas. Os pisadores então iniciavam o
processo de andar por cima das uvas maduras, apertando-as para a extração do suco. Enquanto o pisador fazia
isto, ele se segurava na viga de madeira que estava ligada ao mastro no centro do tonel. A maior parte do seu peso,
descansava nesta viga, de maneira a não pisar com demasiada força sobre as uvas. Se ele pisasse forte demais
sobre as uvas, ele esmagaria a semente juntamente com a uva. Se isto acontecesse o vinho se tomaria amargo,
prestando somente para dar aos animais.
A aplicação é maravilhosa. Deus é o pisador das uvas que somos nós. Ele deseja que o vinho do Seu Espírito flua
das nossas vidas e ministério.
Ele nos aperta. Este é um processo duro, doloroso, mas Deus nunca esmagará nossos espíritos ( a semente da
uva) para não nos tomar amargos. Uma vida amarga não é boa para ninguém. Deus não deseja líderes amargos.
Ele quer que o vinho novo e fresco do Seu Espírito flua através de nossas vidas.
9. Através dos Tratamentos Deus Quer Nos Dar Nova Visão
Em II Co.4: 16-18, Paulo enfoca esta realidade. Todas as pressões, aflições e provas que vêm sobre nós agora são
para operar algo eterno. Não devemos olhar apenas para o presente, analisando aquele momento. Precisamos
encarar o futuro, pensando no fruto eterno que será em nós e através de nós, na vida de outros. Dons são dados,
mas o caráter é desenvolvido. O caráter tem valor eterno e irá conosco para a Eternidade (I Co.13:8 e 13). Nossa
Atitude Diante do Tratamento de Deus
Termos o caráter desenvolvido à semelhança do de Jesus Cristo é muito mais importante do que as aflições que
possamos viver nesta vida. Suportando estas aflições no presente teremos o caráter de Jesus Cristo sendo
desenvolvido em nós.
Nossas atitudes ou reações diante das circunstâncias que Deus usa para tratar conosco definem nossa aceitação
do tratamento, ou não. Algumas atitudes que devemos desenvolver quando passamos por provas:
Oração-(Tg.5:13). .
Contrição – (Pe.4: 19)’
Reflexão – (Hb.12:3)
Louvor-(SI.74;21
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Suportar as Circunstâncias – (Mt.10:22 e ICo.10: 13)
Gozo – (Mt.5: 12 e Rm.5:3 )
Disposição para Mudança – (II Sm.12: 13)
Resistir geralmente quer dizer “se segurar ou ser indiferente durante os tratamentos”. Em Jacó vemos uma atitude
certa em resposta aos tratamentos de Deus.
Através das Escrituras Deus se identifica com três homens. Muitas vezes Deus disse: ” Eu sou o Deus de Abraão,
de [saque e de Jacó “. Sendo o Deus de Abraão, nos fala que é um Deus que guarda o concerto. Sendo o Deus de
Isaque fala do Deus dos milagres, mas quando a Escritura proclama que Ele é o Deus de Jacó, fala de Deus como
sendo Deus de mudanças, pois mudou o nome de Jacó, e a sua natureza de suplantado r para Israel.
Diante do tratamento de Deus podemos ter duas atitudes:
A de verme – Conforme o próprio jacó foi comprado ( ver Is.41: 14-16) e até mesmo Jesus (ver SI.22:6).
A de serpente – Representando Satanás.
Estas duas atitudes se contradizem. Alguns líderes respondem a Deus como um verme, outros como uma
serpente.
Nossa Atitude Como Resposta
Devemos aceitar o tratamento de Deus em nossa vida, crendo que ” Todas as coisas cooperam para o nosso bem
“, visando um fiel proveito: O aperfeiçoamento ( maturidade) do nosso caráter.
Todos aqueles poderosos homens de Deus iniciaram seus ministérios com o esplendor do sucesso e terminaram
derrotados. Possuíam qualidades positivas no início de suas vidas e ministérios. Por exemplo: humildade.
sabedoria, fé, conhecimento, unção, coração pronto para Deus. Apesar de todas as qualidades sólidas e fortes que
porventura possuamos, devemos ter sensibilidade e obediência ao Senhor, até mesmo durante os tratamentos em
nossas vidas.
O CARÁTER CRISTÃO E O FRUTO DO ESPÍRITO
O que queremos dizer com” caráter cristão”7 O caráter de Cristo é ilustrado nas Escrituras como sendo o fruto do
Espírito:
“O fruto do Espírito é o amor, gozo, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, e auto-controle…
Já que vivemos pelo Espírito, andemos também no espírito” (GI5:22,25 simplificado).
Estas lindas qualidades da natureza de Cristo retratam o Seu caráter. Elas são aspectos específicos da Sua vida ou
ser. É assim que Jesus é. E devemos nos tomar semelhantes a Ele em nossa vida e caminhar cristãos.
Onde quer que Jesus fosse, o fruto da Sua vida era uma bênção. O fruto do Seu Espírito será uma grande bênção
para nós também – como para outras pessoas. E, acima de tudo, o fruto do Espírito será uma bênção para o nosso
Próprio Pai Celestial.
Vamos rever uma vez mais o esboço dos frutos do Espírito:
1. Bênçãos Internas
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2. Amor – ser amoroso no interior
3. Alegria – ser alegre no interior
4. Paz – ser tranqüilo no interior
1. Bênçãos Externas
2. Paciência – ser paciente com os outros
3. Bondade – ser bom para com os outros
4. Benignidade – ser benigno para com os outros
1. Bênçãos Verticais
2. Fidelidade – ser fiel a Deus
3. Mansidão – ser humilde diante de Deus
4. Auto-controle – ser controlado por Deus
Podemos ver facilmente que estas “bênçãos” se entrelaçam entre si. Se formos cheios de amor em nosso interior,
seremos amorosos para com os outros e para com o Senhor. O fruto do Espírito geralmente se estende a todas as
três direções, trazendo grandes bênçãos.
A lista acima inclui muitas das características importantes da vida de Cristo, mas há outras também. Paulo nos dá
estes nove frutos como exemplo para estudarmos. Observe estas outras passagens bíblicas que se referem a
frutos espirituais: Romanos 5:3-5, Colossenses 3: 12-15; 1 Timóteo 6: 11; 2 Pedro 1:5-7.
ALGUMAS PALAVRAS FINAIS DO APÓSTOLO PAULO
O Apóstolo Paulo sumariza e faz o seu esboço do fruto do Espírito com as seguintes palavras, que são muito
significativas:
“Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne com suas paixões e desejos. Já que estamos vivendo pelo
poder do Espírito de Cristo, sigamos a direção do Seu Espírito em todos os aspectos das nossas vidas. .
Porque o que semeia à carne, da carne ceifará a morte e a deterioração, mas o que semeia ao Espírito, do Espírito
ceifará a vida eterna” (GI5:24, 25; 6:8simplificado).
Bibliografia
Compilado de: Robert Frost
Revista Atos. World Map
PARTE VII
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GUERRA ESPIRITUAL
A EXISTÊNCIA DE DEMÔNIOS
A existência de demônios amplamente é confirmada na Bíblia. Faz parte da experiência de todos os povos, e é uma
inegável realidade.
Quando Satanás caiu, levou consigo partes das hostes angelicais, e hoje ele possui um verdadeiro exército
organizado com os mais diversos escalões.
Grande parte do ministério de Jesus foi devotada a expulsão de demônios (M1.12:22,29; 15;22-28; Mc.5: 1-16). Ele
deu autoridade aos discípulos para fazerem a mesma coisa (M1.l0: 1) e viu a vitória deles sobre Satanás (Lc. 10:
17-18). Ele falou em privado com Seus discípulos sobre o poder e a realidade de demônios (M1.17: 14-20). Está
claro que sua existência é um fato e precisamos saber como lidar com eles.
NOMES DE DEMÔNIOS NA BÍBLIA
No Velho Testamento
Há cinco palavras no hebraico que são traduzi das no grego para demônio (daimônion).
1- Shedhim – ( S1.106:37) – Palavra plural, dia de governadores ou senhores. Fala de ídolos como senhores, uma
vez que os hebreus consideravam as imagens como símbolos visíveis de demônios invisíveis.
-Seirim – (Lv.17:7; 2 Cr.ll:l5; 2Rs.22:8)
– Elilim – (SI. 96:5) – Essa passagem identifica os demônios com ídolos.
– Gad – (Is 65.11). A deusa fortuna era um demônio adorado na Babilônia. Essa idolatria era chamada de o
cultoa Baal ou bel.
– Qeter (S191 :6) A “mortandade” (qeter) que assola ao meio dia era tida como um mau espírito. No Novo
Testamento
– Daimon – (Mt 8:31), desta palavra é derivado o nome em português “demônio”. No Novo Testamento,
todos osdemônios são maus e trabalham como agentes de Satanás.
– Daimônion – aparece sessenta e três vezes, sendo traduzido para demônio.
– Pneumata – 43 vezes os demônios são identificados como “pneuma” ou “pneumata” (espírito). O
contextomostra que esses espíritos são demônios.
4-Anjos (Mt 25:41; Mt 12:24)
Há uma diferença entre demônios e anjos. Os demônios não têm mais seus corpos angelicais, pois em Jd. 6 a
Bíblia diz que eles deixaram suas habitação própria (no original seu corpo próprio) e assim se tornaram espíritos
sem corpos, por isto eles estão sempre procurando corpos para entrar e possuir enquanto que os anjos têm corpo
próprio.
A ORIGEM DOS DEMÔNIOS
Todos os anjos foram criados perfeitos, como o foi Lúcifer (Jo.38:7; EZ.28: 15). Na rebelião original de Satanás, ele
arrastou um grande número de anjos consigo (Ez.28: 18; Ap.12:4). É assim que lemos do “diabo e seus anjos”
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(Mt.25:41).
Há duas classes de anjos que seguiam a Satanás: livres e presos.
Quanto aos presos, há dois lugares de confirmação:
1- “No ‘Tartarus” palavra grega que é traduzida por “inferno” em 2 Pe.2:4. Há um grupo de anjos dotados de
extrema maldade e poder que estão confinados até o dia do julgamento final dos anjos caídos.
2 – No abismo (Lc.8:3l: Ap.9: 1- 3; 10). Alguns expulsos por Cristo pediram para não irem para lá. Estes demônios
serão soltos durante a grande tribulação e ainda de acordo com Ap. 20:3 este será o lugar onde o diabo ficará
preso durante o milênio.
A DESCRIÇÃO DOS DEMÔNIOS
A personalidade dos demônios 1- Pronomes pessoais (Lc.8:27-30).
– Têm nome (Lc.8:30).
– Falam (Lc.4:33-35,41;8:28,30)
– Têm inteligência (Mc.1:23,24; Lc.4:34; 8.28; Atos 16: 16-17).
Características dos Demônios 1 – Seres espirituais
Demônios e anjos são chamados espíritos (Mt.8: 16; Lc 10: 17, 20;Ef 6: 12) não cessarão de existir (Lc 20:36).
2 – Moralmente pervertidos
1. a) Em sua pessoa. São pervertidos e operam em trevas imorais
(Ef.6:12) são chamados “espíritos imundos” (Mt 10: 1; Mc.l:23; Lc.11:24) ou “espíritos malignos” (Lc 7 :21), ou ainda
“forças espirituais da maldade” (Ef.6: 12). Alguns são piores que outros (Mt 12:45).
1. b) Em sua doutrina: Promovem um sistema de mentira (I Tm. 4: 13). Operam em falsos mestres e seu caráter
maligno se manifesta (2 Tm.3:6,8: 2Pe2:2, 3,10,13,18). Espíritos imundos promovem ensino e mestres
imundos.
2. c) Em sua conduta: Introduzem falsos discípulos e confusão (Mt 13:3742); transformam-se em anjos de luz
(2Co 11: 13-15)
3 – Invisíveis, mas capazes de manifestação.
Como os anjos se manifestam (Gn. 19: 15), também os demônios, a diferença entre as manifestações é que os
anjos se manifestam usando seus próprios corpos enquanto que os demônios por não terem corpos tomam a
forma de outro corpo para poder se manifestar.
Há referências de Satanás se manifestando (Gn.3: 1; Zc.3: 1; Mt.4:9-10). É possível, pois, que demônios também
apareçam tomando forma humana. A Bíblia descreve suas aparições em forma pavorosa, como animais (Ap.9:7-10,
17; 16: 13-16).
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PODERES DOS DEMÔNIOS
1 – Inteligência sobrenatural
Conhecem a identidade de Cristo (Mc.1: 14,34) e o Seu grande poder (Mc.5:6-7). Sabem o lugar de sua prisão e
seu futuro julgamento (Mt.8:28-29; Lc.8:31).
Mascaram-se como anjos de luz (2Co.11:13-15). Sabem como corromper a sua doutrina (I Tm.4: 1-3).
Evidentemente, têm conhecimento de coisas futuras ou ocultas (Atos 16: 16).
A fonte de seu conhecimento está no fato de serem criaturas de natureza superior, com vasta experiência milenar,
reunindo informações.
Usam toda sua inteligência contra Deus e seus propósitos. Mas seu conhecimento é limitado e seus planos são
frustrados por Deus.
2 – Força sobrenatural
1. a) Em controlar os homens (At.19:14-16; Mc.5:1-4; Mt.17:14-20).
2. b) Em afligir os homens (Ap. 9: 1-19).
3. c) Em operar obras sobrenaturais (2Ts.9; Ap.13: 13, 15). Eles buscam imitar os milagres de Deus, mas há
limites, como no caso dos mágicos egípcios (Ex.8:5-7, 19).
3 – Presença sobrenatural
Assim como os anjos se movem no espaço, rapidamente, também os demônios (Dn.9.21-23; 10:10-14) Só que os
anjos se movem usando seus corpos angelicais que possuem poder de velocidade extrema, já os demônio se
utilizam de todo o tipo de energia para se locomoverem já que não possuem mais seus corpos de anjos.
Como há muitos demônios, a influência de Satanás pode se fazer sentir em muitos lugares ao mesmo tempo.
O TRABALHO DOS DEMÔNIOS
As atividades demoníacas podem ser diversas, mas estão sempre direcionadas no sentido de promoverem a
injustiça e a destruição de tudo quanto é bom.
Promovem o programa de Satanás
Os demônios obedecem a Satanás e servem a seus propósitos. Ele e seu deus (Mt.12:24); Jo.12:31; Ap. 12: 7).
Esses maus espíritos não cessam de promover o engano e a maldade satânica.
Satanás não é onipotente, nem onipresente, nem onisciente. Sua presença, poder e conhecimento são
grandemente ampliados através dos seus demônios. Há cooperação demoníaca evidente através de várias
Escrituras (Mt.12:26,45; Lc.8:30; 1 Tm.4: 1).
Os demônios transmitem a filosofia de Satanás em várias escalas:
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1. Na vida dos indivíduos
O objetivo é levá-los a andarem de acordo com a filosofia deste mundo, do príncipe da potestade do ar (Ef.2: 1-2).
Promovem ainda desejos carnais e sensuais, orgulho, materialismo e toda sorte de impurezas na vida das pessoas
(Jo.16: 11; 1 Jo.2: 16).
2. Nos governos das nações
Satanás e seus demônios trabalham atrás de governos para influenciá-los em sua filosofia, programa e ações
(Dn.10: 13,20). Oposição à divulgação do Evangelho em todas as formas tem a ver com influências de demônios.
3. No sistema mundial
Num sistema espiritual que estende a influência de Satanás aos homens, através dos demônios. Para controlar o
mundo, os demônios se organizam em combate sob a liderança de seu líder (Mt. 12:26; Jo.12:31; 14:30; 16:11;
Ef.6:11-12; IJo.5:19).
Opõem-se ao programa de Deus
1-Promovem rebelião (Gn.3, Ts.2:3-4;Ap.16:14; 9:20-21)
– Caluniando, acusando
Eles acusam Deus diante dos homens (Gn.3: 1-5; Rm.3:5-8; 6: 15; 9: 14, 19; Tg.l: 13) e os homens diante de Deus
(Jo.l:9, 11; 2:4-5; Zc 3:1;
Ap.12: 10). Uma vez que os demônios são capazes de afetar os pensamentos, eles podem também causar
autocondenação através de pensamentos incriminatórios, a resposta para qualquer acusação está em Jesus,
nosso
Advogado (IJo.2:1-2; 1:9)
– Promovendo idolatria
(Lv.17: 7; Dt.32: 17: SI. 96:4-5; Is.65: 11; ICo.10:20; 12:2; Ap.13:4,15; 9:20).
– Rejeitando a graça
Eles aborrecem a graça. Incapazes de arrependimento e salvação, nada entendem da graça e procuram impedir
os homens de receberem-na. Eles torcem a graça de Deus com suas mentiras. (2 Co.4:3-4;3:67). Todos os seus
ensinos são anti-Cristo, negando que Jesus, homem-Deus, é o genuíno sacrifício substituto pelo pecado do homem
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(I Jo.2:22, 4: 1-4).
– Promovendo falsas religiões e seitas
Nas suas mentiras, Satanás e seus demônios tanto trabalham dentro, quanto fora da verdadeira religião.
O Novo Testamento nos adverte também contra heresias que torcem a verdade enquanto conservam alguma coisa
dela (2 Co.11: 13, 15, 22-23; GI.1 :6-8; C1.2: 18-23; I Tm.4: 1-4).
– Oprimem a humanidade
Os demônios agem nos homens nas mais diversas formas de engano, degradação e destruição. Oprimem
verdadeiramente a humanidade.
– Através das forças da natureza (Jo.l:12,16,19;2:7)
– Degradando a natureza humana
(Ef.2:1-3; Rm.1:18-32).
– Desviando da verdade
Os demônios cegam os homens para a verdade (2 Co.4:3-4; I Tm.4: 1-4; I Jo.4: 1-4).
Oposição aos Santos
1 – Contra os crentes em geral (Ef 6:12).
Nem toda luta necessariamente é provocada por demônios. Muito vem da natureza humana corrompida (Rm.7:21-
24: Tg.1: 14-15). Mas reconhecemos que grandes hostes malignas fazem guerra contra nós. A armadura de Deus
nos prepara para tal batalha (Ef.6: 10).
2- Contra indivíduos
1. a) Atacando a confiança e dedicação. AArmadura de Deus reflete o tipo de ataque que podemos esperar (Ef.
6: 14-18)
2. b) Tentado a pecar (I Cr.21: 1-8; I Co.5: 1-5; Ef.2:2-3; I Ts. 4:3-5; I Jo.2: 16).
3. c) Infligindo enfermidades (Jo.2: 7-9).
3 – Contra a Igreja
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O plano de Deus para a Igreja inclui demonstrar às forças angélicas
Sua sabedoria através delas (Ef.4:3-6). Demônios procuram frustar esse plano:
a)Criando divisões. O corpo deve estar unido (Ef.4:3-6). Demônios dividem e derrotam planos de união na Igreja,
quer local ou universalmente.
Demônios promovem divisões doutrinárias. Eles falam através de falsos mestres. (I Tm.4: 1-3).
b)Contra-atacando o ministério do Evangelho. Os demônios procuram ocultar a mensagem do Evangelho dos
pecadores. Assim, cegam suas mentes (2Co.4:3-4) e pervertem o Evangelho (V. 13-15).
Eles procuram impedir o ministro do evangelho de executar suas responsabilidades (2Ts.2: 17, 18). c)Causando
perseguições (Ap.2:8-10).
Limitados por Deus
Apesar das intenções de Satanás e de seus demônios, suas atividades são controladas por Deus, e Ele muitas
vezes as permite para um determinado propósito. Exemplo:
– Em disciplinar o crente
Nessa ação, Deus não está fazendo o mal para que venha o bem.
Em vez disso, Ele permite que as pessoas moralmente responsáveis façam seu desejo, ainda que mau. Mesmo
assim, Sua sabedoria limita e controla seus efeitos fazendo com que Seus propósitos sejam cumpridos, a despeito
de tudo.
Corrigindo erros (I Tm.1:19-20; I Cor.5:15). Criando discernimento (Jo.40: 1-3; 42: 1-6). Cultivando a dependência
(2 Co.12:7-9-10).
– Em derrotar o ímpio.
Muitas vezes o ímpio não sofre o dano pelos seus pecados por um ato de longaminidade de Deus, mas Deus pode
resolver tratar com ímpio e nações diante de tanta dureza de coração.
AS FORÇAS DE SATANÁS
Quando Lúcifer se rebelou contra Deus, levou consigo um grande número de anjos. Talvez um terço deles (Ez.28:
18; Ap.12:4). E assim que lemos do “diabo e seus anjos” (Mt.25:41). O certo é que Satanás não está sozinho. Suas
legiões são descritas em Efésios 6:10-12.
‘1inalmente, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos da armadura de Deus, para poderdes
resistir as insídias do diabo. Pois o nosso combate não é contra o sangue nem contra a carne, mas contra os
principados, contra as autoridades contra os dominadores deste mundo de trevas, contra os espíritas do mal, que
povoam as regiões celestiais (Ef. 6: 1 0-12 na versão da Bíblia de Jerusalém).
Principados
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1 – Arche ” Magistrados, poderes, principados, começo”. “Começo aqui se refere ao tempo ou ordem.
“Principados” refere-se aos espíritos poderosos do primeiro escalão que se revoltaram contra Deus. Eles hoje são
os que formam o conselho governante de Satanás. Seria seu “Gabinete de Ministros”. São chamados príncipes
(Dn. 10:20).
Em Daniel 10 fica claro que nossas orações a Deus são ouvidas imediatamente. Mas para que os anjos nos tragam
a resposta, há lutas no caminho. Forças demoníacas podem se lhes opor nas regiões celestes.
A Bíblia fala de três céus:
O terceiro céu ou “paraíso” – (2Co.12:2-4). Ora, se há terceiro céu, há segundo e há primeiro. Não sabemos se há
quarto, quinto ou sexto.
O primeiro céu é o firmamento na atmosfera da Terra (Gn.l:6-8).
Entre a atmosfera onde os homens habitam e o terceiro céu onde
Deus habita, definitivamente, existe o segundo céu. Para além da atmosfera da terra há o espaço exterior. Ali o
segundo céu. Davi chama-o de “céus” (SI. 8:3).
É neste segundo céu que Satanás e seus anjos caídos fazem sua morada. Eles se movem para o primeiro céu a
fim de realizarem sua obra de engano, opressão e destruição nos homens. Satanás mesmo vai até o terceiro céu e
acusa os santos diante do trono de Deus (Jo.l :6-12; Ap.12: 10). No segundo céu é que agentes inimigos
interceptam as respostas às nossas orações, procurando impedir que cheguem até nós.
Há guerra constante no meio espiritual e é lá que primeiro as guerras são vencidas. A vitória da Igreja acontece
quando aprendemos a conhecer e prevalecer sobre os principados.
Para vermos um rompimento espiritual nas nações, nas vidas de nossas famílias, dos homens, e em nós mesmos.
Precisamos reconhecer que os verdadeiros inimigos, contra os quais lutamos, são forças espirituais da maldade ao
redor de nós.
Potestades
“Poder delegado”
“Exousia” – “Autoridades que permitem ou impedem”. Tem poderes executivos. Esse grupo de governantes é a
autoridade que delega o poder. A Palavra “exousia” denota não tanto a magistratura de uma corte, mas o poder que
governa e é sinônimo de “arche” (autoridade, tronos, domínios ou governos). Em (I Co.15:24 e Co1.2: 15) refere-se
a todas as autoridades e poderes malígnos que se opõem a Jesus Cristo.
Governos
“Kosmokrator”.“Os senhores do mundo” – Vem de “Kosmos”, isto é, “mundo” e “Krator”, isto é, governos”. Fala do
“sistema de governos”. Eles são responsáveis por lutarem contra a verdadeira luz e levar o povo às trevas,
cegando-lhes os olhos e enviando trevas as almas dos homens.
Quando oramos por aqueles que estão dominados pela cegueira de Satanás e aqueles em religiões pagãs,
estamos guerreando contra esse tipo de inimigo. Ele governa sobre nações através do seu poder de cegar a mente
dos homens. Exercem também autoridade sobre diferentes sistemas de governos no mundo.
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Forças Espirituais do Mal
“Pneumatikós”. Vem da raiz da palavra “Pneuma”, que significa “ESPÍRITO”. “Poneria” significa “iniquidade”,
“depravação, “maligno”, atividades de natureza má”. Alguém que não somente é maligno, mas todas as suas obras
são igualmente más. Tudo quanto faz afeta os outros de um modo negativo”.
“Forças espirituais do mal nas regiões celestes podem significar o mal em si, que opera e inspira esses principados,
autoridades e governadores das trevas. Assim como a paz, o amor, a bondade motiva o bem nos seres angélicos
celestiais, também o sentido oposto é uma realidade. Esse terrível mal espiritual motiva e controla o mundo
espiritual de Satanás. Também fala da frente de batalha. São os soldados que executam as atividades malignas e
demoníacas na vida dos homens. Na punição do Egito, Deus parece ter usado demônios (SI. 78:49). Demônios
liderarão uma rebelião de exércitos de homens contra Deus, na batalha do Armagedon, onde grande destruição os
aguarda (Ap 16: 13-16).
Em demonstrar a justiça de Deus. O Justo Filho de Deus demonstrou Seu poder sobre as forças malignas ao
expulsar demônios, tanto pessoalmente, como através dos Seus discípulos.
O justo juízo de Deus ser demonstrado na derrota final dos demônios, quando eles serão lançados no lago de fogo
(Mt.25:41; Ap.20: 10). A Cruz de Cristo e o lago do fogo indicam a permissão de Deus para sua existência e
atividade. Através da sua punição, Deus demonstrara a futilidade do mal e a sua última derrota.
ENDEMONINHAMENTO
O Novo Testamento deixa clara a possibilidade de demônios entrarem nas pessoas e se manifestarem. A expulsão
de demônios por Cristo e os apóstolos é uma forte evidência de Sua idade e de que Ele é o Messias (Mt.12:22-23,
28-29; At.2:22; 10:38).
Os apóstolos e os evangelistas substanciavam a verdade do Evangelho pelos milagres que incluía a expulsão de
demônios (At.5: 16; 8:7; 16: 1618; 19: 12).
1 – O termo Bíblico
A Bíblia não usa o termo “Possessão demoníaca”. A palavra no grego “DAIMONIZOMAI” quer dizer “ter um
demônio” ou “endemoninhado”. A Bíblia fala de pessoa possuindo um demônio e não um demônio possuindo a
pessoa.
A EXPULSÃO DE DEMÔNIOS
Jesus confiou à Igreja, com a autoridade do Seu nome e as armas providas por Deus, a tarefa de libertar os
cativos. O Ministério de libertação é responsabilidade da Igreja. Libertação é o processo pelo qual os seres
humanos são libertos da influência e do poder dos demônios. Jesus delegou autoridade à Sua Igreja sobre Satanás
e suas hostes (Lc.1 O: 19; Mt.18: 18, Mt.28:18; Mc.16: 17, Mt.10: 1, Mc.3:14,15).
1. Autoridade do nome de Jesus
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A expulsão de demônios era uma parte importante do ministério de Jesus (I Jo.3:8). Libertar os oprimidos das mãos
do diabo era parte integrante de suas atividades (At.1 O: 38). Lucas registra a reação das pessoas durante esse
ministério.
“… Que palavra é esta, pois, com autoridade e poder ordena aos espíritos imundos, e eles saem? (Lc.4:33-36)
Jesus está na mais alta posição de autoridade, à direita do Pai. A Ele todo nome está sujeito
”Acima de todo o principado e potestade, e poder, e domínio, não só no presente século, mas também no
vindouro”(Ej.l:21)
” Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo o nome para que ao
nome de Jesus se dobre todo o joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra”(Fl.2:9, 10)
Sendo a Igreja Seu corpo e extensão aqui na Terra, Jesus lhe confere a autoridade do Seu nome. Por assim dizer,
dá-lhe o poder de procuração. Em Nome de Jesus a igreja opera na Terra (Me. 16,17; Lc.9:49; At.16: 18).
Diante do Nome de Jesus, o poder do Espírito Santo e a Palavra de Deus é que a obra de libertação deve ser
realizada. Muitas pessoas pensam que podem aumentar esse poder através de disciplinas espirituais como jejum,
oração ou leitura da Bíblia. Todas estas práticas são importantes e devem ser cultivadas, pois me tornará mais
sensível ao mundo espiritual, mais é importante ressaltar que Jesus quando mandou que fosse anunciado o
evangelho em Mc. Cp. 16:17 ele não disse se jejuarem ou orarem os demônios sairão, mas Ele disse se crer estes
sinais nos acompanhariam. Há muitas pessoas que crêem mais no poder do seu jejum do que no nome de Jesus e
há também as que oram e jejuam muito e não tem nenhuma autoridade sobre os demônios. Isto sem falar naqueles
que só expulsam um demônio se fizerem uma campanha de oração e jejum primeiro.
A ordem de Jesus é irmos, crermos em seu nome e usar a autoridade nos conferida desde a sua ressurreição,
quando Ele mesmo disse que todo o poder e autoridade lhe foram dado no céu na terra e debaixo da terra.
QUAIS SÃO OS SINAIS DE UMA POSSESSÃO DEMONÍACA.
Um demônio pode atormentar uma pessoa com problemas como insônia, pânico, depressão, enfermidades
constantes, agressividade, dor de cabeça constante e sem causa, pesadelos, visão de vultos, vícios de todo o tipo e
coisas semelhantes. Durante uma ministração de libertação pode acontecer de uma pessoa sentir náusea, tontura,
calafrios por todo o corpo e estes são alguns dos sinais de uma ação demoníaca.
A LIBERTAÇÃO DE DESCRENTES
A libertação dos cativos de opressões demoníacas exige que a pessoa seja levada a dar alguns passos.
– Receber a Cristo como Senhor
Só com o novo nascimento a pessoa está em condições de enfrentar e vencer os demônios. Primeiro, pois, a
pessoa precisa ser liberta do pecado (Jo.3:3-7; Ef.1:18-21; C1.1:13; 2:15; I Jo.3:4, 5,18).
– Confessar os pecados
Todo o envolvimento com práticas espíritas ou ocultismo deve ser julgado como rebelião contra Deus e terrível
pecado, colocando-se do lado de Satanás (I Co .11: 31; I Jo.1: 9). A pecaminosidade do envolvimento familiar,
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descendo até quarta geração (tetravôs) também deve ser confessada (Ex.20:3-5).
– Renunciar ao diabo e suas obras
Especialmente quando há aliança e envolvimento com o ocultismo é necessária uma renúncia oficial a Satanás e
suas reivindicações sobre a pessoa.
Um comando a Satanás e sua hostes a que se retirem, torna-se necessário. Isso deve ser feito em nome de Jesus
e na dependência do Seu poder como os apóstolos fizeram (Mt.8: 16,32; At.16: 16-18).
– Desprezar todos os objetos de ocultismo e suas ligações
A presença de tais objetos é um convite aos poderes demoníacos para concentrarem seus esforços na destruição
dos donos desses objetos.
Contatos com líderes do ocultismo e relacionamento devem igualmente ser quebrados (2 Rs. 14:2-5,23: 16-17; At.9:
17-20).
– Descanse em Cristo e resista ao diabo
Cristo promete perdão aos que N’Ele confiam. Assumir a nova posição em Cristo é vital para descansar no Seu
novo relacionamento (Cl.1: 13,2:9-15; Hb.2: 14-18). É necessário igualmente assumir sua autoridade, resistindo ao
diabo e às suas forças (I Pe.5:8-9; T g.4: 7).
– Submeter-se a Cristo é Sua Palavra.
Um estudo sério da Bíblia deve logo tomar lugar para um fortalecimento espiritual. (Rm.12: 1-2; Tg.4:6-7;
Jo.8:31,32).
– Receber o batismo no Espírito Santo (At.l: 8).
O enchimento do Espírito é o segredo de um andar em vitória (Ef.5: 18-33).
COMO MINISTRAR A LIBERTAÇÃO.
Não pretendemos aqui estabelecer uma regra para todo tipo de libertação, pois cada caso é um caso e é o Espírito
Santo que nos dará discernimento para sabermos o que devemos fazer. Mas existem alguns procedimentos que
foram adquiridos durante algum tempo trabalhando neste ministério que queremos passar e que serão úteis na
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prática de uma ministração de libertação.
Em primeiro lugar queremos dizer que não é preciso que um demônio se manifeste para que uma pessoa seja
liberta. Nunca devemos ficar provocando os demônios para que eles se manifestem, pois os demônios quando
manifestam sempre causam sofrimentos no corpo da pessoa onde ele está alojado, além de adorarem dar
espetáculo.
Em segundo lugar também queremos afirmar que não é preciso entrevistar um demônio para saber o seu nome,
Rg, CPF para depois mandar ele saia de uma pessoa. Não importa o nome que ele tem, o que é preciso saber é
que ele tem que sair em o nome de Jesus.
PROCEDIMENTOS NORMALMENTE USADOS EM UMA LIBERTAÇÃO.
1. Ore pela pessoa impondo suas mãos sobre a cabeça dela e mantendo seus olhos sempre abertos para
evitar qualquer ataque do diabo contra você.
2. Se o demônio se manifestar e ficar muito violento ordene aos anjos do Senhor Jesus que o amarrem com as
mãos para trás.
3. Com voz de autoridade ordene que ele saia em o nome de Jesus e que vá para o abismo e não volte nunca
mais.
4. Caso você ordene várias vezes e o demônio persiste em ficar isto pode está acontecendo devido ao fato da
pessoa ainda ter algum vínculo com este demônio. Neste caso chame pelo nome da pessoa e diga ao
demônio que você quer falar com a pessoa. Quando a pessoa voltar em si sendo capaz de ouvir e falar diga
a ela o que está acontecendo e a pergunte se existe algum pecado não confessado ou algum objeto que
ainda não foi renunciado. Logo depois faça uma oração de renuncia com pessoa, a mandando renunciar a
tudo e entregar sua vida ao Senhor Jesus. È muito importante que você tenha a cooperação da pessoa e
que ela tenha condições de orar com você caso contrário ela não será liberta.
5. Outro fato que acontece muito é o de você expulsar um demônio e logo outro se manifestar. Neste caso a
pessoa possui vários demônios ou uma legião deles. Sendo assim procure saber quem é o demônio chefe
que está comando os outros e quando você souber ou ele se manifestar ordene que ele saia e que leve
todos os seus comandados.
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES.
Procure ministrar a libertação sempre em um local reservado, para que se evite envergonhar a pessoa que está
oprimida. Há muitas pessoas que adoram dar espetáculo à custa de uma pessoa indefesa.
Sempre que puder faça a ministração acompanhado de alguém, pois enquanto você ministra o outro te ajudará na
intercessão.
Mais uma vez queremos lembrar que é imprescindível ter certeza se a pessoa quer ser liberta mesmo e
principalmente se ela já entregou sua vida ao Senhor Jesus, caso contrário todo o seu trabalho será em vão.
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AAUTO-LIBERTAÇÃO
A auto-libertação é possível a todo cristão nascido de novo. Jesus nos deu a autoridade de usar o Seu nome. O
poder do sangue de Jesus nos pertence. Os demônios obedecem a esse nome e respeitam o poder desse sangue.
Os passos a seguirem podem ser usados:
– Arrependa-se do pecado que abriu a porta para os demônios entrarem. Isso implica no reconhecimento
dopecado e na disposição de romper com ele.
– Confesse todos os pecados, tanto os próprios quanto os dos antepassados, que podem ter dado brechas
para os demônios entrarem. Os pecados de contato com todos as formas de envolvimento com o ocultismo
deverão ser confessados verbalmente.
– Peça o perdão do Senhor e a purificação pelo sangue de Jesus.
Abrigue-se N’Ele, deixando as fortalezas do inimigo.
– Renuncie sua associação com o pecado, com o mal ou qualquer coisa impura. Diga ao inimigo que nada
mais tem a ver com ele e que ele não tem mais lugar na sua vida.
– Confesse o Senhorio de Cristo sobre o seu corpo em palavras, em ações e em pensamentos. Permaneça
naverdade e vocês descobrirão que as trevas e o engano não terão lugar em sua vida.
– Ordene os espíritos malignos que deixem seu corpo, no Nome de Jesus, em fé.
CHAVES PARAA VITÓRIA
Como alcançar vitória na batalha espiritual? Há certos pré-requisitos que o exército de Jesus deve ter.
1. Santidade: Separados para Deus (Jo. 7: 12, 13, 19-20).
2. Fé: (Hb.11:6;IJo.5:4; Rm.10:17; Dn.ll:32b: Hb.ll:33-34).
3. Oração e jejum: (Mt.17:21).
4. Sacrifício: (2 Tm.2:3-4).
5. Coragem: (Jo.1:5-9; Dt.20:1; At.4:29,31).
6. Unidade: (Lv.26:8; Mt.18: 15-35).
7. Perseverança: (Ef.6:10, 11, 13).
8. Não poupar o inimigo (I Sm.15: 18-19, 26; I Rs.20:42; I Pe.2: 11).
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PARTE VIII
A PLENITUDE DO ESPÍRITO
O grande reavivamento espiritual, que está varrendo o mundo hoje, tem muitas vezes sido chamado de
“Reavivamento Carismático.” Esta frase tem sido empregada para descrever um aspecto extremamente importante
deste reavivamento o qual é a restauração à Igreja das manifestações sobrenaturais que eram tão poderosamente
óbvias na Igreja Primitiva. Estas manifestações, ou dons do Espírito estiveram notadamente ausentes da Igreja por
muitos séculos. Nos últimos cinqüenta anos, Deus tem restaurado estas características e o seu programa de
restauração tem se acelerado grandemente nos últimos vinte anos. A Renovação Carismática invadiu cada canto
da Igreja Cristã, trazendo uma nova vida e poder ao Corpo de Cristo. A restauração destas bênçãos cria uma
grande necessidade de ensinamento sobre estes importantes assuntos.
Paulo disse à igreja de Corinto: “Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes” (1 Co 12:
1). Com certeza, Deus tampouco quer que os crentes hoje sejam ignorantes.
Há muitos dons carismáticos mencionados na Bíblia. As principais áreas de referências são: Rm 12:3-8; 1 Co 12:8-
10; 28-30; Ef 4: lI. Dentro do propósito deste breve estudo, nos limitaremos a uma consideração das nove
manifestações encontradas em 1 Coríntios 12:8-10. Para simplificar o nosso estudo destas manifestações, vamos
classificá-las em três categorias:
1. Dons Verbais
Línguas
Interpretação de Línguas
Profecia
2. Dons de Revelação
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Palavra de Sabedoria
Discernimento de Espíritos
Palavra de conhecimento
3. Dons de Habilidades
Dons da Fé
Dons de Curas
Dons de Milagres
A quem o Espírito pode usar na operação de tais dons?
1. Qualquer membro do Corpo pode ser usado (1 Co 12:7, 11; 14:26,31). Nenhum membro deveria Ter falta de
qualquer dom (1 Co 1:7).
2. Deveríamos ser cheios com o Espírito (Ef 5: 18).
3. Temos que ter o desejo de sermos usados desta maneira (1 Co 12:31).
4. Não deveríamos ser ignorantes com relação à operação dos dons (1 Co 12:31).
5 . Temos que desejar os dons espirituais (1 Co 14: 1, 6).
6. Deveríamos ser motivados por um amor genuíno ao Corpo (1 Co 13) e um desejo puro de edificar o Corpo (1
Co 14: 12).
7. Deveríamos buscar ser excelentes na operação dos dons (1 Co 14: 12).
1. O Dom de Línguas (1 Co 12:10) A operação dos dons verbais
Esta manifestação do Espírito tem duas funções. Em primeiro lugar, como “línguas devocionais,” o seu propósito é
edificar a pessoa que a usa. Em segundo lugar, como dom de línguas, o qual é usado juntamente com o dom de
interpretação de línguas, é para edificação de toda a igreja e não somente do indivíduo.
Diretrizes para o uso de línguas
Em uma Assembléia Pública:
1. O seu uso deveria ser motivado pelo amor (1 Co 13: 1).
2. Deve ser sempre acompanhado por interpretação (1 Co 14:5, 13,28).
3. Deveria ser limitado a três expressões por reunião (1 Co 14:27).
Qualquer crente que alguma vez já tenha falado em línguas é capaz de edificar o Corpo através de uma expressão
em línguas. Portanto, você deveria estar preparado para fazer isto a qualquer hora. Procure estar totalmente
entregue ao Espírito. Esteja descansado em sua mente e seja aberto ao Espírito Santo. Desenvolva uma
sensibilidade com relação ao que o Espírito está tentando fazer ou dizer em qualquer culto em particular. Quando o
Espírito Santo quiser trazer uma expressão em línguas através de você, geralmente, haverá uma conscientização
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interior disto por algum tempo antes que você fale de fato. Isto é geralmente uma sensação suave no seu espírito,
uma empolgação e antecipação crescentes. Isto se desenvolve numa conscientização profunda de que o Espírito
trará uma expressão verbal e que esta expressão está dentro de você. Você não tem que falar imediatamente. O
espírito dentro do profeta está sujeito ao (controle do) profeta (1 Co 14:32). Você pode esperar silenciosamente pelo
momento certo de falar. O Espírito Santo irá movê-lo claramente na hora certa. Ele não interromperá o que já está
acontecendo no culto. Ele nunca causará uma confusão, pois Ele não é o autor de confusão (1 Co 14:33).
Permaneça calmo e descansado e, quando o Espírito Santo mover você, fale numa voz audível, normal, mas clara.
Você não precisa gritar ou berrar. Você pode falar numa voz normal, com ritmo cadenciado, procurando sempre fluir
silenciosamente com o Espírito, o qual está lhe dando a expressão verbal. Quando a expressão verbal estiver
completa, todos devem esperar em Deus pela interpretação. Geralmente, algum outro crente receberá a
interpretação, mas quando isto não acontecer, então a pessoa que falou em línguas deve orar silenciosamente para
que ele também receba a interpretação (1 Co 14: 13).
2. A Interpretação de Línguas (1 Co 12:10)
É o dom que acompanha o dom de línguas e são sempre usados juntos. É a capacitação sobrenatural, pelo Espírito
Santo, de se interpretar uma expressão verbal em línguas na língua natural da congregação. Não é o dom de
tradução. O intérprete não entende a língua empregada na expressão verbal que foi dada. A interpretação é tão
sobrenatural quanto a expressão verbal. No entanto, pelo dom do Espírito, o crente em questão é capaz de tornar a
expressão verbal inteligível para que a congregação possa recebê-la e ser edificada por ela.
Quem Pode Usar Este Dom?
A interpretação de línguas é dada “como o Espírito quer” (1 Co 12: 11). Qualquer crente cheio do Espírito pode ser
escolhido e ungido pelo Espírito para manifestar este dom. Novamente, devemos buscar o desenvolvimento de
uma sensibilidade ao Espírito Santo. Enquanto você estiver adorando a Deus numa reunião de crentes, mantenha
a sua mente e espírito abertos ao Espírito Santo. Frequentemente, você sentirá de antemão que haverá uma
expressão verbal em línguas e que Deus está dando a você sua interpretação. Quando a expressão verbal vier,
espere silenciosamente até que ela seja concluída. De início, talvez você tenha somente a primeira sentença da
interpretação e uma vaga idéia do que se seguirá quando você começar a falar. Como todos os outros dons do
Espírito, este também é operado pela fé. À medida que você começar a expressar o que o Espírito está dando a
você, fale numa voz audível, normal e clara. Tome cuidado de não falar “além da medida da sua fé” (Rm 12:6).
Evite avidamente que quaisquer pensamentos, sentimentos ou idéias pessoais comecem a entrar na interpretação.
Deixe que os seus próprios pensamentos estejam em descanso e que a sua mente seja um canal limpo para que o
Espírito Santo possa fluir através dela. Quando a interpretação se completar e você sentir que o Espírito terminou
tudo o que Ele queria falar, então pare! Não tente interpretar a interpretação. Em outras palavras, não comece a
dizer à congregação o que você “pensa” que a interpretação significa. Deixe isto para a própria congregação. Após
ter feito a interpretação, permaneça em silêncio enquanto a expressão verbal estiver sendo julgada por aqueles em
seu derredor. Se há muitos crentes presentes que são comumente usados nos dons vocais, eles deveriam julgar se
as palavras são realmente de Deus. O padrão pelo qual podemos julgar é semelhante ao que usaríamos para o
julgamento de uma profecia que é a próxima manifestação que consideraremos.
3. O dom de Profecia (1 Co 12:10)
Simplesmente traduzida, a palavra profetizar significa” expressar palavras inspiradas. ” De acordo com 1 Coríntios
14: 31, todos os crentes podem exercitar este dom em determinadas ocasiões, como o Espírito quiser. Todos
podem profetizar, um após o outro, e não mais que três, em qualquer reunião (1 Co 14:29-33).
O propósito de tais expressões proféticas é: 1. Edificar a igreja. Isto significa estabelecer, fortalecer os crentes.
B. Exortar aos crentes. Reavivá-los. Confrontá-los e desafiá-los. Consolá-los. Falar palavras de consolo e
encorajamento. Frequentemente, as profecias incluem estes três elementos.
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Três Mal-Entendidos sobre as Profecias
1. Elas não devem ser confundidas com uma pregação.
Muitos, hoje em dia, insistem que o dom de profecia é a habilidade de se pregar bem. No entanto, a pregação e o
ensino são geralmente o resultado da meditação em oração da Palavra de Deus, e de uma preparação meticulosa
de nossa mente e espírito, para que possamos ministrar um entendimento ao povo. Em contraste, o dom de
profecia não é o resultado de um estudo meticuloso. É uma expressão verbal espontânea pelo Espírito.
2. O Dom de Profecia não é para se predizer o futuro
Este dom é para “clarificar e encorajar no presente” ao invés de “predizer o futuro.” O seu propósito é a Edificação,
Exortação e Consolo e não a predição de eventos futuros. Sempre que há um elemento de predição numa profecia,
em geral, é porque há um outro dom (palavra de conhecimento ou sabedoria) operando juntamente.
3. Este Dom não é para uma direção pessoal
Se estivermos em necessidade de uma direção pessoal, deveríamos pedir isto ao próprio Jesus (Tiago 1: 5) .
Também podemos buscar tal direção nas páginas da Palavra de Deus, a Bíblia. Se uma expressão profética vier a
nós com instruções para o futuro, isto deveria apenas confirmar o que Deus já nos mostrou pessoalmente.
Ensinamento Bíblico sobre o Dom de Profecia
1. É para se falar sobrenaturalmente aos homens (1 Co 14:3). Isto transmite a mente do Senhor à Igreja. O
profeta está falando aos crentes, em nome de Deus, para sua edificação, exortação e consolo.
2. A profecia não requer nenhuma interpretação. O dom de línguas requer um intérprete, mas o de profecia
não.
3. A profecia convence os indoutos (1 Co 14:24, 25). Através da operação do dom de profecia:
4. Eles serão de todos convencidos.
5. Serão de todos julgados.
6. Os segredos de seus corações serão manifestos.
7. Eles se prostrarão diante de Deus com humildade.
8. Reconhecerão que Deus está verdadeiramente entre nós. F. Adorarão a Deus.
9. A profecia funciona para que os crentes possam aprender (1 Co 14:31). Isto não se refere ao ensinamento
que normalmente vem da exposição da Palavra de Deus, através do ministério de um mestre. Ao invés, é o
aprendizado de verdades espirituais através da unção do Espírito. Tais ensinamentos deveriam ser testados
pela Palavra de Deus escrita, antes de serem digeridos.
10. Todos deveriam desejar e procurar com zelo este Dom (1 Co 14:1, 39). Pois, desta maneira, podemos ser
usados por Deus para o encorajamento do Seu povo.
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11. A pessoa que estiver operando este Dom é responsável pelo seu uso ou abuso (1 Co 14:32). A profecia não
é uma expressão vocal incontrolada. Nem tampouco está o profeta sob qualquer espécie de transe ou
controle mental. Ele também não está fazendo ou dizendo nada contra a sua vontade. O espírito de profecia
está sujeito ao profeta. É o profeta que está falando, em nome de Deus, e o profeta tem controle, em todas
as ocasiões, de tudo que ele ou ela estiver dizendo.
12. Em razão de o elemento humano ser falível, as profecias devem ser julgadas (1 Co 14:29). (O Pastor
Edward Miller tem um excelente artigo sobre profecias, o qual pode ser obtido da Revista Atos através do
seu pedido.)
13. Como julgaremos uma profecia? Uma profecia genuína, cheia do Espírito:
14. Nunca contradirá a Palavra de Deus escrita.
Portanto, todas as expressões proféticas deveriam ser “testadas” pela Palavra de Deus. Deus nunca nos diria, por
profecia, que fizéssemos algo que a Sua Palavra proíbe.
1. Sempre exaltará a Jesus Cristo e nunca O difamará.
2. Edificará, exortará e consolará aos crentes. Nunca deveria deixá-los confusos, aflitos e inseguros.
3. Deveria”testificar” com a maioria dos crentes presentes. Especialmente os mais maduros, os quais são eles
próprios frequentemente usados na operação dos dons vocais.
4. Não quebrará o espírito da reunião, ainda que ela possa mudar a sua direção.
5. Se tiver um aspecto de predição, este virá a se cumprir. G. É aprovada pelo “Teste do Fruto” (Mt 7: 16).
Falando sobre os falsos profetas, Jesus declarou: “Por seus frutos os conhecereis.” Deveríamos rejeitar qualquer
uma das assim chamadas profecias que venham de alguém cuja vida e ações sejam um opróbrio à causa de Cristo.
Como Profetizar:
-Descanse. Não fique tenso.
-Espere silenciosamente no Senhor em seu espírito.
-Mantenha a sua mente aberta para a Sua voz. Quando você sentir o toque do Espírito, dentro do seu espírito,
entregue-se a Deus novamente, como um canal por onde Ele possa fluir.
-Lembre-se de que esse dom é operado pela fé.
-Comece a falar tudo o que Deus der a você. Continue com simplicidade.
-Enquanto você estiver falando, esteja esperando n’Ele silenciosamente, para obter o resto da mensagem.
-Não profetize além da medida da sua fé (Rm 12:6).
-Discirna quando o Espírito acabou de falar e pare!
4. Palavra De Conhecimento (1 Co 12:8) Definição:
Uma Palavra de conhecimento é um fragmento ou pequena parte do conhecimento de Deus que é dado a uma
pessoa pelo Espírito Santo.
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Ela nos dá certos fatos e informações através da revelação sobrenatural do Espírito Santo. Estas informações eram
anteriormente desconhecidas pela pessoa, e o conhecimento delas não poderia ter sido obtido de nenhuma forma
natural. Ele é transmitido sobrenaturalmente. Exemplos das Escrituras:
1. No ministério de Jesus:
João 1:47-50 – Jesus sabia de certos fatos sobre Natanael antes de conhecê-la.
João 4: 16-20 – Novamente, Jesus sabia de muitos fatos sobre a mulher de Samaria, ainda que Ele nunca a tivesse
visto anteriormente. Ela ficou maravilhada pela precisão do Seu conhecimento com relação à sua vida passada e
presente. O exercício desta Palavra de Conhecimento produziu posteriormente um grande reavivamento.
2. Na Igreja Primitiva:
Em Atos 9: 10-20, Ananias recebeu informações específicas, com muitos detalhes sobre Saulo, cuja pessoa ele
nunca havia visto. Ele soube exatamente qual era a rua e a casa onde Saulo estava. Ele soube que Saulo estava
orando naquele presente momento e que, quando ele impusesse suas mãos sobre Saulo, ele receberia a sua visão.
3. Exemplo do Antigo Testamento:
2 Samuel12: 1-14 – Deus revelou a Natã certos fatos e detalhes com relação à transgressão de Davi.
Distinção: Uma Palavra de Conhecimento é diferente do conhecimento humano obtido através de maneiras
naturais.
Uma Palavra de Conhecimento não pode ser obtida por um aprendizado intelectual. Tal conhecimento não pode ser
obtido pelo estudo de livros ou por uma carreira acadêmica de estudos numa faculdade ou universidade.
Ela não é tampouco a habilidade de se estudar, entender ou interpretar a Bíblia.
O Seu Emprego nas Escrituras:
1. Para revelar o pecado: 2 Sm 12: 1-10; At 5: 1-11. 2. Para trazer as pessoas a Deus: Jo 1:47-50; 4: 18-20. 3.
Para guiar e dirigir. At 9: 11.
2. Para ministrar um encorajamento em tempos de desânimo:1 Rs 19:9.
3. Para transmitir um conhecimento sobre eventos futuros: Jo 11:11-14.
4. Para revelar coisas escondidas: 1 Sm 10:22.
A Operação Deste Dom:
1. É sobrenatural quanto ao seu caráter – não é obtido por lógica, dedução, raciocínio, etc e nem pelos
sentidos naturais, mas pela revelação sobrenatural através do Espírito Santo.
2. É operado pela fé – a pessoa que está recebendo a revelação faz isto pela fé.
3. A revelação é recebida em nosso espírito – não no intelecto ou nas emoções.
4. Não é essencialmente um dom vocal (At 9: 11). Ele é recebido silenciosa e inaudivelmente dentro do espírito
da pessoa.
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5. Ele pode se tornar vocal ao ser compartilhado com outros (Jo 1:47; 4: 18).
6. Qualquer cristão cheio do Espírito e que esteja disposto a ouvir a Deus pode experimentar o funcionamento
deste dom.
7. É uma ferramenta valiosa no ministério de aconselhamento.
8. Uma ação e resposta em obediência são essenciais para que esta manifestação continue funcionando em
nosso ministério.
9. A Palavra de Sabedoria manifesta-se frequentemente junto com ele. Esta é a sabedoria divinamente
transmitida para que saibamos o que fazer com relação a uma Palavra de Conhecimento e como aplicá-la
correta e sabiamente.
10. A Palavra de Sabedoria (1 Co 12:8)
Esse dom está no princípio da lista porque ele é muito importante. Ele nos capacita a falarmos e agirmos com
sabedoria divina e assim, assegura o uso e aplicação corretos de outros dons. Quando a Palavra de Sabedoria
está ausente, os outros dons podem ser usados de maneira errada, o que causa muita confusão.
Definição
A Palavra de Sabedoria é a sabedoria divina sobrenaturalmente transmitida pelo Espírito Santo. Ela nos fornece a
sabedoria imediata para que saibamos o que dizer ou fazer numa dada situação.
Deus frequentemente a dá junto com a Palavra de Conhecimento para que os crentes possam saber como aplicar
esta Palavra de Conhecimento corretamente. Deus revelou a Ananias o paradeiro e a condição de Saulo, através
de uma Palavra de Conhecimento. Ele também lhe mostrou, pela Palavra de Sabedoria, o que ele deveria fazer
nesta situação difícil.
Nota:
É uma palavra (logos) de sabedoria, e não o dom de sabedoria. Ilustração:
Um homem entra em dificuldades legais e consulta o seu advoga do. O advogado não dá ao seu cliente toda a
sabedoria e conhecimento que : ele tem. Ele extrai a palavra, ou a porção do seu conhecimento que se aplica às
necessidades de seu cliente, e transmite esta palavra. Igualmente, Deus, que sabe todas as coisas, extrai do seu
estoque infinito de sabedoria, a porção de sabedoria em particular que é necessária para um de Seus filhos. Ele
envia isso pelo Espírito.
Distinção:
A Palavra de Sabedoria:
Não é uma sabedoria natural.
Não é a sabedoria obtida por realizações acadêmicas.
Não é a sabedoria obtida pela experiência.
Não é nem a sabedoria para se entender a Bíblia.
Ela é sobrenatural quanto às suas características.
Ela é dada como o Espírito Santo quiser (1 Co 12: 11)
Ela é dada para uma necessidade ou situação específica.
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Ela não é o dom de sabedoria, mas a palavra de sabedoria.
Alguns Exemplos bíblicos:
1. (Lucas 4: 1-13). Jesus tentado no deserto. As respostas que Jesus deu a Satanás foram palavras de
sabedoria transmitidas pelo Espírito Santo.
2. (Lucas 20:22-26). Os escribas tentaram arma ruma cilada para Jesus, mas a Palavra de Sabedoria, dada
pelo Espírito, confundiu a todos eles.( Lucas 20:22-26).
3. (João 8:3-11). Novamente os escribas e fariseus tentaram armar uma cilada para Jesus, mas as Suas
palavras sábias e a maneira como Ele cuidou da situação confundiu Seus adversários.
4. ( Atos 6: 1-5). Dando sabedoria na administração da igreja.
5. ( Atos 15:28). Resolvendo uma crise na igreja.
6. ( Atos 27 :23, 24). Deu a Paulo o controle da situação, o que resultou na salvação de muitas vidas.
Nota:
A Palavra de Sabedoria foi prometida a todos os discípulos de Cristo:
“Proponde pois em vossos corações não premeditar como haveis de responder; porque eu vos darei boca e
sabedoria a que não poderão resistir nem contradizer todos quantos se vos opuserem” (Lc 21: 14, 15).
Observação:
A Palavra de Sabedoria não é essencialmente um dom vocal, mas sim, um dom de revelação. Ela é recebida
silenciosamente, dentro do nosso espírito. Ela sai quando ela é expressa verbalmente em aconselhamentos,
pregações, profecias, ou quando agimos baseados nela.
6. Discernimento de espíritos (1 Co 12:10)
O discernimento de espíritos é um assunto mais importante do que geralmente imaginamos. Se este dom espiritual
fosse usado mais frequentemente com o seu complemento, a expulsão de demônios, muitos dos problemas que
enfrentamos hoje seriam minimizados.
O discernimento dos espíritos é o terceiro dos dons de revelação. A Palavra de Sabedoria e a Palavra de
Conhecimento são os outros dois. É um dom divino transmitido pelo Espírito Santo, para que possamos penetrar na
esfera espiritual para distinguirmos o espírito de Satanás (maus espíritos), o Espírito de Deus e o espírito humano.
Através dele podemos discernir a origem de certas ações, ensinamentos e circunstâncias que foram inspirados por
seres espirituais.
Este dom é mais limitado que os outros dois dons de revelação. A revelação dada neste caso é limitada à origem do
comportamento em questão. No entanto, o discernimento de espíritos é tão sobrenatural em sua operação quanto
qualquer um dos outros oito dons. Ele fornece à igreja informações que não são disponíveis de nenhuma outra
maneira.
1. A função do dom
O dom do discernimento dos espíritos nos dá um entendimento sobrenatural da natureza e atividades dos espíritos.
Ele nos capacita a distinguirmos se determinada atividade espiritual tem uma origem divina, satânica ou humana e
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assim revela a natureza dos espíritos em questão.
É fácil confundirmos as obras do espírito de Satanás com as do Espírito de Deus. Satanás sempre tenta falsificar
as obras do Espírito Santo. Satanás é conhecido como o enganador, o pai das mentiras, e a serpente. Todos estes
títulos significam a fraudulência sutil e artificiosa que ele usa para produzir o mal sempre que possível. Muitas
vezes, as suas falsificações são tão plausíveis que as pessoas podem ser inteiramente enganadas, a menos que
alguém que exercite o dom sobrenatural de discernimento de espíritos esteja presente. Se as atividades
demoníacas estivessem sempre, bem obviamente, exalando uma intenção perversa e repulsiva como tendemos a
imaginar, não haveria nenhuma utilidade para este dom do Espírito.
Na narrativa da jovem com o espírito de adivinhação em Atos 16, Paulo desafiou o espírito que talvez pudesse ter
enganado facilmente a outros servos de Deus. A jovem fez uma declaração perfeitamente verdadeira quando ela
disse: “Estes homens, que nos anunciam o caminho da salvação, são servos do Deus Altíssimo,” mas o espírito que
estava falando era um mau espírito.
Por que um espírito mau faria propaganda dos apóstolos desta maneira? Porque não era de nenhum crédito ou
ajuda ao Evangelho ou seus ministros terem uma pessoa assim seguindo-os e, sem dúvida, fazendo com que
muitos pensassem que ela fosse um deles.
1. A operação e necessidade deste dom hoje
O dom de discernimento de espíritos está experimentando o seu próprio reavivamento em muitas partes do mundo
hoje em dia. Ele pode ser visto em ação no ministério de muitos homens de Deus na renovação atual. É
absolutamente essencial que este dom opere para que a Igreja possa realizar a sua missão por completo e destruir
as obras do diabo. Há tantos demônios no mundo hoje quanto havia na época em que Jesus andou pela Terra e
nos dias da Igreja Primitiva. O propósito deles é declaradamente maligno. Este dom sobrenatural é especialmente
necessário para missionários e obreiros em terras pagãs onde o espiritismo, satanismo e ocultismo são
abundantes.
1. Como o dom de discernimento de espíritos funciona
A primeira e mais óbvia função deste dom é revelar a presença de espíritos malignos na vida das pessoas ou
igrejas. No entanto, ele também funciona para avaliar a fonte de uma mensagem profética, de um ensinamento em
particular, ou de alguma manifestação sobrenatural. A pessoa que exercita este dom será capaz de dizer se a fonte
de uma mensagem ou ação é demoníaca, divina ou meramente humana. Se for discernido que a fonte é
demoníaca, a pessoa que exercita esse dom geralmente será capaz de revelar:
1. A natureza do demônio
Isto se refere ao tipo da sua obra: mentiras, causando enfermidades (como por exemplo câncer, cegueira, surdez,
etc.), um comportamento impuro e coisas semelhantes.
2. O nome do demônio
Isto é geralmente revelado com a natureza do demônio, ainda que não seja realmente incomum ter-se a revelação
do nome próprio do demônio.
3. O número de demônios
Este é o caso da “legião,” ou Maria, da qual Jesus expulsou sete demônios. Realmente não é incomum que uma
pessoa seja possuída por mais de um espírito de uma só vez. Esta é uma parte das informações reveladas pelo
dom de discernimento de espíritos.
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4. A força de determinados demônios
Geralmente, durante um confronto com um espírito maligno, a pessoa que exercia o discernimento de espíritos
sabe por revelação qual, dentre os vários demônios, é o mais forte e tem a maior autoridade.
5. Com relação a obter informações
Muitas vezes, os próprios demônios dão muitas informações, verbalmente, à pessoa que eles sabem que discerniu
sobrenaturalmente a presença deles e que tem o poder de expulsá-los. No entanto, já que podemos esperar que
os demônios vão mentir, é uma boa idéia tratarmos as informações que eles dão, com suspeitas, e contarmos com
as informações sobrenaturalmente dadas pelo Espírito Santo.
1. O discernimento de espíritos nem sempre envolve a fé para expulsar os demônios
Ainda que o dom de discernimento de espíritos seja essencial para uma libertação eficaz, ele não é suficiente por si
mesmo. Ele precisa operar junto com os dons da fé e de operação de milagres. São os que exercitam estes dons
que têm mais êxito na expulsão de demônios.
7. O Dom de Fé (1 Co 12:9)
Já que a fé lida com o futuro e com o invisível – as coisas não fisicamente experimentadas -, o dom de fé é a
habilidade especial dada a alguém com o chamado de exercitar uma capacidade extraordinária de crer. Deus
sobrenaturalmente esvazia esta pessoa de qualquer dúvida e a enche com uma fé especial que a capacita a
realizar o propósito de Deus, apesar de todas as circunstâncias contrárias da vida. É uma dispensação especial de
fé que Deus concede a um crente cheio do Espírito quando a tarefa que Ele deu a este crente requer mais que uma
fé ordinária ou geral.
O dom de fé tem uma função vastamente superior àquela da fé geral, a qual cresce da semente original da fé
salvadora que Deus plantou em nossos corações (veja Rm 1: 17). O grau da fé geral cresce com os estágios de
desenvolvimento do crente (“pequena fé,” “grande fé”, etc.). A fé geral cresce como resultado de nos alimentarmos
na Palavra, de sermos exercitados através das circunstâncias da vida, e assim por diante. Ela pode desenvolver-se
até um nível muito elevado. Contudo, o dom de fé tem uma função superior até mesmo ao mais alto nível de fé
geral.
Alguns tradutores se referem ao dom de fé como uma fé especial. Isto indica uma fé concedida pelo Espírito Santo,
para satisfazer as nossas necessidades em circunstâncias especiais e extenuantes. Isto ainda sugere que o dom
da fé não reside permanentemente em nenhum crente, mas sim que cada manifestação é um dom de fé separado.
Um episódio na vida de Elias ilustra isto quando ele declarou ao rei Acabe que não haveria chuva até que ele
falasse a palavra, e que depois haveria chuva novamente de acordo com sua palavra (1 Rs 17: 1). O seu dom de fé
produziu o cumprimento miraculoso desta profecia.
Contrariamente, esta fé extraordinária estava faltando quando Elias se assentou debaixo de um zimbro, temeroso,
desanimado e querendo morrer porque não era necessário naquele momento (1 Rs 19:4). Ele não havia perdido a
sua fé em Deus ou em Sua Palavra. Sua própria fé foi fortalecida e o ensinou a crer em Deus e a se reanimar
quando Deus lhe disse que Ele tinha outros sete mil seguidores fiéis em Israel.
Deus quer que você saiba que você pode seguir adiante confiantemente, sabendo que, quando exigências
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especiais são colocadas sobre você, Ele lhe dará, sobrenaturalmente, uma fé especial para capacitá-lo a cumprir
os Seus propósitos.
Como o dom de fé funciona?
Parece que o dom de fé funciona de uma maneira passiva, mas isto nem sempre é assim. A proteção de Daniel dos
leões (uma ocasião passiva do dom de fé) parece contrastar com a ocasião em que Sansão matou o leão, o que é
um exemplo do envolvimento ativo do homem na manifestação do poder de Deus. Este seria um exemplo da
operação de milagres. Esta impressão de que o dom de fé funciona passivamente é porque ele geralmente é
operado em cooperação com dons mais dramáticos, por exemplo, a operação de milagres, os dons de curas, etc.
O dom de fé também funciona quando falamos a palavra de fé – “Cri, por isso falei” (2 Co 4: 13). Portanto, as
palavras que um homem de Deus fala, ao ser inspirado pelo Espírito, são confirmadas por Deus como se fossem
Suas próprias palavras.
Os resultados nem sempre são imediatos, mas eles são certos. Este dom pode funcionar de várias maneiras, por
exemplo, para abençoar, maldizer, criar, destruir, etc.
Há alguns exemplos notáveis do dom de fé funcionando através da palavra falada:
Josué ordenou que o sol e a lua parassem (Js 10: 12-14).
Elias controlou o tempo através de sua palavra: “… nestes anos nem orvalho nem chuva haverá senão segundo a
minha palavra…,” “… e, por três anos e seis meses, não choveu sobre a terra” (1 Rs 17: 1; T g 5: 17).
Paulo silenciou a Elimas: “… e ficarás cego, sem ver o sol por algum tempo” (At 13: 11).
Pedro julgou a Ananias e Safira (At 5).
As Escrituras ensinam o princípio da palavra de fé: “… tudo o que disser lhe será feito” (Mc 11:23), com relação à
injunção: “Tende fé em Deus” (Mc 11:22) e a Jo 22:28 – “Deterinando tu algum negócio, ser-te-á firme…”
8. Dons de Curas (1 Co 12:9)
As três referências a este dom em 1 Corintios 12 estão nos versículos 9, 28 e 30. Em cada uma delas, as palavras
originais são: charismata e iamaton. Ambas as palavras estão no plural, o que faz com que a tradução correta desta
frase seja dons de curas.
Os dons de curas funcionam sobrenaturalmente para curarem doenças e enfermidades sem nenhuma espécie de
meios naturais. É o poder do Espírito Santo que vem por sobre o corpo de uma pessoa, dissolvendo suas
enfermidades e tirando suas dores para curá-la.
O uso dos substantivos no plural enfatiza a abundância dos dons de cura de Deus disponíveis aos homens que
sofrem enfermidades. Isto também pode enfatizar que a cura de Jesus liberta de toda doença, fraqueza, praga,
deformidade e aflição. Isto também sugere que há uma grande variedade de manifestações deste dom (1 Co
12:47).
O exercício dos dons de curas não dá à pessoa que o exercita a habilidade de curar todos os doentes em todo o
tempo. Algumas pessoas não compreendem bem este ponto e perguntam por que não entramos em hospitais e
lugares semelhantes e curamos a todos os que estão doentes. Até mesmo Jesus não fez isto. Ele apenas foi a um
lugar que poderia corresponder a um hospital moderno uma vez, quando Ele foi ao tanque de Betesda, onde havia
multidões de doentes. Mesmo assim, Ele escolheu apenas um dentre todos eles e o curou. Muitas vezes, lemos a
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respeito de grandes multidões de doentes que vieram a Jesus e vemos que Ele” curou a todos.” Um princípio
importante da cura divina é que a pessoa precisa vir a Jesus como um exercício de fé e cooperação.
O propósito dos dons de curas:
1. Libertar os Doentes e Aflitos e Destruir as Obras do Diabo em Corpos Humanos (1 Jo 3:8; At 10:38 e Lc 13:
16).
2. Provar a Asserção de Cristo de que Ele é o Filho de Deus (Jô 10:36-38).
3. Confirmar a Palavra (Mc 16: 17-20, At 7:29-39,33).
4. Atrair as Pessoas ao Som do Evangelho (Mt 4:23,25).
5. Trazer Glória a Deus (Mc 2: 12; Lc 13: 13; 18:43; Jo 9:2,3).
O Espírito Santo dá dons de curas aos servos de Deus para que os transmitam a quem quer que o Senhor deseje
curar para os Seus propósitos. Como todos os outros dons, os dons de curas não somente têm que ser dados, mas
também têm que ser recebidos. Assim como há um princípio de fé, com relação a como ministrar estes dons, há
também um princípio que trata com a maneira de recebê-los. Ezequias teve dificuldades em receber o dom de cura
que Deus enviou a ele. A sua fé teve que ser edificada de uma maneira especial, através do milagre registrado em 2
Rs 20:8-11 (Veja também 2 Rs 5: 10-14). Naamã teve dificuldade em receber o dom de cura que Deus havia
enviado a ele através de Eliseu. A cura em geral requer um duplo ato de fé: fé para receber e fé para administrar o
dom de cura.
Ainda que haja exceções a esta regra, Deus sempre deseja curar. No entanto, às vezes, os canais normais, através
dos quais o Seu poder de cura flui, não estão funcionando muito bem. Isto pode requerer que Deus envie um dom
de cura especial. Às vezes, Deus comunica os dons de curas através dos canais de curas normais; em outras
ocasiões, através de meios extraordinários, de acordo com a Sua vontade (por exemplo, a sombra de Pedro).
9. Operação de Milagres (1 Co 12:10)
Um milagre acontece quando Deus intervém no curso normal da natureza. O dom de operação de milagres
acontece quando Deus nos capacita, com poder pelo Espírito Santo, a fazermos algo completamente fora do
campo das habilidades humanas. Ele nos dá isso numa ocasião específica para um propósito especial.
Todos os dons do Espírito são miraculosos, mas o uso da palavra “milagre,” neste caso, se refere a atos de poder.
Os milagres dão uma prova inegável da Ressurreição.
Se Jesus não estivesse vivo, o Seu nome não teria nenhum poder para curar os doentes e operar milagres (At
4:33). Pedro convenceu aos judeus incrédulos da ressurreição de Jesus Cristo e de sua necessidade de
arrependimento por força do fato de que o nome de Jesus ainda tinha poder para curar os doentes e operar
milagres.
1. Isto deu ousadia aos crentes para que pregassem a Cristo (At 4:29,30). As pessoas reconheceram que eles
haviam estado com Jesus, o Operador de Milagres (At 4: 13).
2. Isto fez com que os crentes tivessem mais fome por Deus (At 4:31). Isto convenceu e condenou os homens
por seus pecados (At 5:28, 33).
3. Cinco mil pessoas se converteram, em um dia, através de um milagre (At 4:4; 5: 14).
4. Todos os homens glorificavam a Deus pelo que foi feito (At4:21).
5. Isto espalhou o Evangelho rapidamente (At 5: 14-16).
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Antes que Jesus começasse a operar milagres, ninguém O seguia a nenhum lugar. Ele deve ter pregado
frequentemente na sinagoga, pois Lucas 4 diz que este era o Seu costume. Mas, quando os milagres em Lucas
4:3335 aconteceram, “a sua fama divulgou-se por todos os lugares em redor daquela comarca” (Lc 4:37). Daí em
diante as multidões se comprimiam ao Seu redor para ouvirem as Suas palavras e para verem os Seus milagres.
“E grande multidão o seguia, porque via os sinais que operava sobre os enfermos” (Jo 6:2).
Onde quer que os discípulos pregavam, curavam os doentes, expulsavam os demônios e operavam milagres,
multidões se voltavam a Cristo.
1. Samaria prestou atenção a Filipe, porque viam e ouviam os sinais que ele fazia (At 8:6).
2. Todos os habitantes de Sarona e Lida voltaram-se ao Senhor quando Pedro disse a Enéias: “Jesus Cristo te
dá saúde; levanta-te e faze a tua calma.” E ele se levantou imediatamente (At 9:34).
3. Muitas pessoas em Jope creram quando Pedro ressuscitou a Dorcas (At 9:42).
4. O povo de Listra pensou que os deuses tivessem descido a eles quando eles viram o coxo andar e saltar por
causa da palavra de Paulo (At 14:9-18).
“E muitos sinais e prodígios eram feitos entre o povo, pelas mãos dos apóstolos. E a multidão dos que criam no
Senhor, tanto homens como mulheres, crescia cada vez mais. De sorte que transportavam os enfermos para as
ruas, e os punham em leitos e em camilhas para que ao menos a sombra de Pedro, quando este passasse,
cobrisse alguns deles. E até das cidades circunvizinhas concorria muita gente a Jerusalém, conduzindo enfermos e
atormentados de espíritos imundos; os quais todos eram curados” (At 5:12-16).
1. O Livro de Atos termina com milagres em força total (At 28:8, I 9). Quando as pessoas viram a Públio
curado, elas creram que se Deus podia curar uma pessoa, então Ele era capaz e queria curar a todos que
tinham necessidades de cura. Quando as pessoas pensam e crêem corretamente com relação a Deus,
então elas recebem o que Ele tanto deseja dar para elas.
A operação de milagres é a capacitação do Espírito Santo, dando ao crer a habilidade de operar um milagre, em
contraste com Deus operando milagres na vida de um crente. Assim sendo, muitos que nunca receberam o dom de
operação de milagres têm, muitas vezes, experimentado milagres estupendos que Deus operou para eles.
Alguns Exemplos:
1. Milagres de libertação como o de Pedro em At 5: 17-20 e novamente em At 12: 1-10. Também o de Paulo e
Silas em At 16: 15-30.
2. Milagres de transladação: “… o Espírito do Senhor arrebatou a
Filipe, e não o viu mais o eunuco” (At 8:39).
Estes e muitos outros exemplos são milagres operados por Deus nas vidas dos crentes, às vezes, até mesmo sem
a cooperação dos crentes. Estes não são, portanto, exemplos em que o dom de operação de milagres estava em
funcionamento. Em contraste, agora apresentamos três casos em que este dom estava funcionando:
1. Atos 19: 11: “E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias. “
2. Atos 9:40. Pedro ressuscitou a Dorcas.
3. Atos 20:9-12. Paulo restaurou a vida de Eutico.
Operação Prática deste dom:
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1. A unção do Espírito Santo para criar uma confiança e autoridade especiais.
2. Uma palavra de fé e autoridade. Elias disse que o Deus que respondesse por fogo seria o Senhor de Israel.
O fogo que desceu foi um exemplo da operação de milagres.
3. Um ato ousado de fé.
PARTE IX
O REINO E A VOLTA DE JESUS
Há uma coisa sobre a qual temos que ter clareza. Ter vida eterna é diferente de entrar no reino dos céus. O Senhor
Jesus disse que e João Batista até agora, o reino dos céus é tomado a força (Mt 11: 12-IBB-Rev.) Os violentos o
tomam. A lei e as profecias dos profetas terminaram com João (11: 12, 13). Baseados nesta palavra, alguns têm
dito que precisamos ser violentos, isto é, devemos nos esforçar antes de sermos salvos. Se não nos esforçarmos,
não seremos salvos. Uma pessoa diz isso porque não pode ver a diferença entre o reino dos céus e a vida eterna.
Existe uma diferença entre a vida eterna e o reino dos céus.
A DIFERENÇA ENTRE A VIDA ETERNA E O REINO
1) A recompensa é para o milênio; a vida eterna não tem fim.
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A primeira diferença entre ambos é quanto ao tempo. A vida eterna é para a eternidade, mas o reino não. Quando o
novo céu e a nova terra vierem, o reino dos céus passará. O reino dos céus denota o governo de Deus. O período
do governo de Deus é o período do reino dos céus. Que são os céus? O livro de Daniel fala sobre o governo dos
céus (7 :27). Portanto, o reino dos céus é a esfera na qual os céus governam. Quando o Senhor Jesus vier reger
sobre a Terra, aquele será o tempo em que os céus governarão. Hoje, aquele que governa na Terra é o diabo,
Satanás. A política e a autoridade mundial de hoje são de Satanás. O Senhor Jesus não reinará senão no período
do reino dos céus. Mas o período no qual a autoridade dos céus é efetuada é muito curto. Em 1 Corintios 15:24 é
dito:
“E então virá o fim, quando ele entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem
como toda potestade e poder. ”
O reino será entregue a Deus Pai. Portanto, há um limite temporal para o reino. Contudo, a vida eterna é para
sempre. Todo o que lê 1 Coríntios 15 sabe que no início do novo céu e da nova terra, isto é, na conclusão do
milênio, o reino será entregue. Portanto, há uma diferença no tempo entre a vida eterna e o reino dos céus.
2) A vida Eterna é pela fé; a recompensa é pelas obras.
A segunda diferença reside no método pelo qual o homem entra no reino dos céus e na maneira que ele obtém a
vida eterna. O recebimento da vida eterna é o assunto de todo o Evangelho de João. A maneira de ter a vida eterna
é por meio do crer. Uma vez que cremos, a obtemos. Contudo, entrar no reino dos céus não é uma questão
simples. Todo o Evangelho de Mateus menciona o reino dos céus trinta e duas vezes. Nenhuma vez é dito que o
reino dos céus é recebido pela fé. Como um homem ganha o reino dos céus? Mateus 7: 21 diz:
“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que jaza vontade de meu Pai que
está nos céus. ”
Pode-se ver que a entrada no reino dos céus é uma questão de obra. Mateus 5:3 também nos diz:
“Bemaventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.” Aqui não diz vida eterna, mas o reino
dos céus. Para ter o reino dos céus, a pessoa precisa ser pobre no espírito. O Senhor também diz: “Bem-
aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus” (v.l0). Não precisa ser
perseguido para receber a vida eterna, mas o reino é para os que têm sido perseguidos por causa da justiça.
Mesmo se um homem tiver a vida eterna, se ele não tem sido perseguido, por causa da justiça hoje e não for pobre
no espírito, ele ainda pode não ter parte no reino.
Uma vez que recebemos a vida eterna não temos mais de buscá-la; a recompensa precisa ser
buscada.
Com relação à vida eterna, Deus nunca nos disse para procurarmos obtê-la. Pelo contrário, toda vez que é
mencionada, Ele nos mostra que já a temos. Entretanto, com relação ao reino, a palavra da Bíblia diz que devemos
procurar obtê-lo e buscá-lo, diligentemente. Hoje, em se tratando do reino, estamos no estágio de busca, ou seja,
ainda não o obtivemos. Ainda temos de empregar o esforço para almejar e buscar o reino.
A vida eterna é de graça; a recompensa é por mérito
A quarta diferença reside na maneira como Deus trata o reino e a vida eterna. Deus trata a vida eterna como um
presente. Ela é dada a nós (Rm 6:23). A vida eterna é uma graça gratuita; ela é dada por meio do Senhor Jesus
para todos aqueles que crêem n’Ele. Não existe diferença entre alguém que busca e alguém que não está
buscando. Contudo, o mesmo não ocorre com o reino. Lembre-se da mãe dos dois filhos de Zebedeu vindo ao
Senhor Jesus e querendo que o Senhor fizesse com que seus dois filhos se sentassem ao lado d’Ele em ambos os
lados no reino (Mt 20:21). Mas o Senhor Jesus disse: “O assentar-se à minha direita e à minha esquerda não me
compete concedê-lo; e, porém, para aqueles a quem está preparado por meu Pai” (v.23). A graça é obtida uma vez
que O invocamos. Mas o reino depende se alguém pode ser batizado em Seu batismo e pode beber o cálice que
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Ele bebeu. Ambos os discípulos disseram que podiam. Todavia, o Senhor disse que, apesar de terem prometido
que o fariam, a questão não cabia a Ele decidir. a Pai é Aquele que concede.
Além disso, o criminoso que foi crucificado juntamente com o Senhor disse-Lhe: “Jesus, lembra-te de mim quando
vieres no teu reino.” (Le 23:42). a Senhor Jesus ouviu sua oração? Sem dúvida que sim. Mas Ele não concedeu seu
pedido. O criminoso pediu que o Senhor se lembrasse dele quando o Senhor recebesse o reino. O Senhor Jesus
não lhe respondeu que ele estaria com Ele no reino. Pelo contrário, Ele respondeu-lhe: “Hoje estarás comigo no
paraíso. “(v.43). O Senhor não lhe respondeu sobre o reino. Mas Ele lhe deu uma resposta com relação ao paraíso.
Uma vez que a invoquemos, podemos ser salvos. Contudo, não é tão simples ir ao reino. Portanto, há uma grande
diferença aqui. A atitude de Deus para com a vida eterna e o reino dos céus é diferente: um é o presente de Deus, e
o outro é a recompensa de Deus.
Com respeito à diferença entre o reino dos céus e à vida eterna, existem outras passagens na Bíblia que são muito
interessantes. Agora, chegamos à quinta diferença. Apocalipse 20 mostra-nos que os mártires recebem o reino,
embora não digam que sejam os únicos a receberem o reino (v.4). A Bíblia, entretanto, nunca nos mostra que o
homem deva ser martirizado a fim de receber a vida eterna. Entretanto, o reino é diferente. O reino requer esforço.
Até mesmo requer o martírio para obtê-lo. Por exemplo, a pobreza é uma condição para o reino dos céus. Para
obter o reino dos céus, a pessoa precisa perder suas riquezas. A Bíblia nos mostra claramente que nenhuma
pessoa na Terra que seja rica segundo seus próprios meios pode entrar no reino dos céus. Não podemos dizer que
nenhum rico possa ser salvo. Não podemos dizer que ninguém pode entrar na vida eterna se não quiser perder
suas riquezas. Assim como é difícil um camelo passar pelo fundo de uma agulha, da mesma forma é difícil um rico
entrar no reino dos céus (Mt 19:24). Graças ao Senhor, o pobre pode ser salvo assim como o rico pode. O pobre
pode herdar a vida eterna e o rico também pode. Contudo, entrar no reino dos céus é um problema para o rico. Se
acumularmos riquezas na Terra, não seremos capazes de entrar no reino dos céus. É óbvio que isso não significa
que alguém tenha de desistir de toda a sua riqueza hoje. Estou dizendo que a pessoa tem de entregar toda a sua
riqueza ao Senhor. Somos apenas os administradores. Não somos o dono da casa. A Bíblia nunca reconhece um
cristão como o dono de seu dinheiro. Cada um é apenas um administrador do dinheiro que é para o Senhor. Todos
nós somos apenas os administradores do Senhor. Existe esta condição para entrar no reino.
Há outra coisa muito peculiar. Não se vê as questões de casamento e família envolvendo a questão da vida eterna.
Mas o evangelho de Mateus diz que alguns não se casam por causa do reino dos céus. Alguns até mesmo se
fizeram eunucos por causa do reino dos céus (Mt 19: 12). A fim de entrar no reino dos céus e ganhar um lugar no
reino, eles escolheram permanecer virgens. Ninguém vê a vida eterna ser negada a uma pessoa casada.
Vemos que a questão da vida eterna não está de forma alguma relacionada à família e ao casamento, mas a
questão do reino esta muitíssimo relacionada à família e ao casamento. Essa é a razão pela qual a Bíblia diz que
aqueles que têm esposa devem ser como se não a tivessem. Os que se utilizam do mundo devem ser como se
dele não utilizassem, e os que compram como se nada possuíssem (1 Co 7:29-31). Isso tem muito a ver com nossa
posição no reino dos céus.
5) A vida eterna é igual para todos, mas a recompensa varia para cada um.
Finalmente, temos de mencionar outra diferença. No reino, há diversos níveis de graduação. Alguns receberão dez
cidades, outros receberão cinco (Lc 19: 17-19). Alguns receberão meramente uma recompensa,
I mas outros receberão um galardão. Alguns ganharão uma rica entrada no reino (2 Pe 1: 11). Alguns entrarão no
reino sem uma rica entrada. Portanto, existe uma diferença em graduação no reino. Mas nunca haverá uma
questão de graduação com relação à vida eterna. A vida eterna é a mesma para todos. Ninguém receberá dez anos
a mais do que o outro. Não existe diferença na vida eterna; todavia, no reino há diferença.
Se alguém ponderar um pouco, perceberá que na Bíblia, o reino e a vida eterna são duas coisas absolutamente
diferentes. A condição para a salvação é a fé no Senhor. Além da fé, não há outra condição, pois todos os requisitos
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já foram cumpridos pelo Filho de Deus. A morte de Seu Filho satisfez todas as exigências de Deus. Mas entrar no
reino dos céus é outra questão: requer obras. Hoje, um homem é salvo pela justiça de Deus. Mas não podemos
entrar no reino dos céus a menos que nossa justiça exceda a dos escribas e fariseus (Mt 5: 20). A justiça no viver e
na conduta de uma pessoa deve ultrapassar a dos escribas e fariseus, antes que ela possa entrar no reino dos
céus. Portanto, pode-se ver que a questão da vida eterna é completamente baseada no Senhor Jesus. Contudo, a
questão do reino está baseada nas obras do homem.
A RECOMPENSA E O DOM GRATUITO DE DEUS
Vamos continuar a ver a diferença entre recompensa e dom (ou presente de Deus), em outras palavras, a diferença
entre o reino e a vida eterna. Muitos pensam que o reino dos céus é a vida eterna e que a vida eterna é
simplesmente o reino dos céus. Eles confundiram a Palavra de Deus, tomando a condição para receber o reino
como sendo a condição para a vida eterna. Eles tomam a perda do reino como sendo a perda da vida eterna.
Entretanto, a distinção entre os dois é muito clara na Bíblia. Uma pessoa pode perder o reino dos céus, mas ela
não perderá a vida eterna. Alguém pode perder a recompensa, contudo, não perderá o dom (ou presente de Deus).
Então, o que é a recompensa e o que é o dom? Nós fomos salvos por causa do dom gratuito de Deus. Deus nos
deu o dom gratuitamente pela Sua graça; portanto, fomos salvos. A recompensa diz respeito ao nosso
relacionamento com Deus após sermos salvos. Se alguém crê no Senhor Jesus como Salvador, aceitando-O como
vida, ele é salvo diante de Deus. Após ser salvo, Deus imediatamente coloca essa pessoa numa pista, de modo que
ela corra a carreira e obtenha a recompensa posta diante dela. Um cristão é salvo por causa do Senhor Jesus.
Após ser salvo, ele deve manifestar a vitória de Cristo pelo Espírito Santo dia a dia. Se fizer isso, então, no fim da
carreira, ele obterá a glória celestial e a recompensa celestial de Deus.
Portanto, a salvação é o primeiro passo deste caminho, e a recompensa é o último passo. Quando alguém crê em
Cristo, recebe o presente. Quando alguém segue Cristo, recebe a recompensa. O presente é obtido por meio da fé,
e é para as pessoas do mundo. A recompensa é obtida por ser fiel e ter boas obras, e é para os cristãos.
Há um grande engano nas igrejas hoje. O homem pensa que a salvação é a única coisa e que não há nada além de
ser salvo. Ele considera o reino dos céus e a vida eterna como se fossem a mesma coisa. Ele considera que, uma
vez que alguém é salvo quando crê, não tem de se preocupar com as obras. A Bíblia faz distinção entre a parte de
Deus e a parte do homem. Uma parte é a salvação dada por Deus, e a outra parte é a glória do reino milenar. Ser
salvo não tem absolutamente nada a ver com as obras da pessoa. Tão logo uma pessoa creia no Senhor Jesus,
ela é salva. Mas, após sua salvação, ela precisa começar a carreira para receber a glória vindoura, a coroa e o
trono. Deus coloca Seu trono, coroa, glória e recompensa diante dos crentes. Se uma pessoa for fiel, vai recebê-lo;
se for infiel, vai perdê-lo.
As boas obras são inúteis no que se refere à salvação. O homem não pode ser salvo pelas suas boas obras, mas
as boas obras são necessárias à questão da recompensa, da coroa, da glória e do trono. A boa obra é inútil quanto
à questão da salvação. Deus não pode permitir que o homem seja salvo pela sua obra. Ele também não permitirá
ao homem ser recompensado sem obras. Deus só pode decidir sobre a salvação ou perdição do homem por meio
do seu crer ou não no Seu Filho. Se você tem ou não, Seu Filho em si, determina a questão da vida eterna ou da
perdição. Se você tem ou não boas obras diante de Deus, determina a questão de receber a recompensa e a
glória. Em outras palavras, Deus nunca salvará uma pessoa por ela ter méritos, e Ele nunca recompensará alguém
que não tenha mérito. O homem deve vir diante de Deus totalmente carente e sem mérito para que Deus o salve.
Contudo, após a salvação, temos de ser fiéis, e temos de esforçar-nos para produzir boas obras por meio de Seu
Filho, Jesus Cristo, a fim de obtermos a recompensa.
O problema de hoje é que as pessoas não fazem distinção entre a salvação e o reino. Na Bíblia, há uma distinção
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clara entre a salvação e o reino e entre o dom e a recompensa. A salvação não é o último passo da experiência
cristã, pelo contrário, a salvação é o seu primeiro passo. Após termos sido salvos, temos de correr e perseguir a
recompensa diante de nós. O problema é que pensamos que nossa salvação é a nossa recompensa. Muitos
cristãos acham que a glória é simplesmente a graça da salvação, e assim tornam-se néscios em seu viver. Por
favor, apliquem a obra somente à recompensa e a graça à salvação.
Através da salvação, Deus separa os salvos dos não salvos. Ele separa aqueles que têm a vida eterna daqueles
que estão condenados. De igual modo, Deus também separa Seus filhos em dois grupos pela Sua recompensa.
Deus separa Seus filhos em obedientes e desobedientes. Para com as pessoas do mundo é uma questão de ter ou
não ter fé. Para com os cristãos é uma questão de ser fiel ou não ser fiel. Para com as pessoas do mundo, é uma
questão de ser salvo ou não ser salvo. Para com os cristãos, é uma questão de ter ou não ter a recompensa. O
problema de hoje com os filhos de Deus é que eles exaltam demais a salvação; tudo o que vêem é simplesmente a
salvação. Que Deus seja misericordioso conosco para que compreendamos que a questão da salvação já está
resolvida. Ela não pode mais ser abalada, pois ela já foi cumprida pelo Senhor Jesus. Ela está totalmente
concretizada. Hoje, devemos empenhar-nos é com a recompensa diante de nós. Haverá uma grande diferenciação
no reino: alguns terão glória, e outros não.
A BASE DA RECOMPENSA
Agora precisamos ver sobre que base a recompensa é dada. A Palavra de Deus diz que a recompensa é dada por
causa da obra. Assim como a Bíblia diz claramente que a salvação é pela fé, da mesma forma, a Bíblia diz que a
recompensa é pela obra. A Bíblia revela-nos que a salvação é pela fé dos pecadores, e a recompensa é pela obra
dos cristãos. A fé está relacionada à salvação. A obra está relacionada à recompensa. E isto está mais do que claro,
e ninguém deve confundir as duas coisas.
Romanos 4:4 diz: “Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e, sim, como dívida. “Dar uma
recompensa a alguém que trabalha não é graça, mas uma dívida. Em outras palavras, como alguém pode obter
uma recompensa? A recompensa vem pelas obras, e não pela graça.
Apocalipse 2:23 diz: “… Eu sou aquele que sonda mente e corações, e vos darei a cada um, segundo as vossas
obras.”
Esse versículo diz que o Senhor fará todos conhecerem que Ele é Aquele que sonda as mentes e os corações, e
dará a cada um segundo as suas obras. Em outras palavras, Ele recompensará a cada um segundo as suas obras.
Como Ele recompensa? É de acordo com nossa obra. É claro que essa obra não é nossa própria obra, é quando o
Espírito Santo vive Cristo em nós, daí, então, temos as obras de um cristão. Portanto, esse versículo nos mostra
claramente a questão da recompensa. A questão da recompensa depende de um cristão ser digno ou não.
A Primeira Epístola aos Coríntios 3: 14 diz:
“Se permanecer a obra de alguém que sobre o fundamento edificou, esse receberá galardão. ”
Aqui diz que se a sua obra permanecer, ele será recompensado. Não diz que se a sua fé permanecer, ele será
recompensado. A questão da recompensa depende da obra da pessoa. A Bíblia distingue claramente salvação de
galardão. Ela nunca confunde a salvação e o galardão, e nunca confunde a fé com a obra. Sem a fé, o homem não
pode ser salvo. Sem as boas obras, o homem não pode ser recompensado. As obras de alguém devem resistir
diante do trono do julgamento e sobreviver ao exame minucioso dos olhos de chama, antes que haja a
possibilidade de receber um galardão.
Lucas 6 35 diz: “Amai, porém, os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, sem esperar nenhuma paga; será
grande o vosso galardão (.. .)”.
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A recompensa é inteiramente devida à obra de alguém. Emprestar dinheiro a alguém, sem esperar ser pago é sua
obra, e amar seu inimigo é sua obra. Você tem de fazer isso para obter a recompensa. Em nenhum lugar a Bíblia
menciona que alguém tenha de amar seus inimigos e fazer o bem, antes que possa ser salvo. Mas existe o
versículo que diz que se você emprestar aos outros e fizer o bem aos outros, a sua recompensa no céu será
grande. A recompensa é proveniente da obra e não da fé. A fé pode salvá-lo, mas a fé não pode ajudá-lo a obter a
recompensa.
A Segunda Epístola a Timóteo 4: 14 diz: “Alexandre, o latoeiro, causou-me muitos males; o Senhor lhe dará a paga
segundo as suas obras. ”
Aqui é citado um exemplo. Um cristão estava tentando prejudicar Paulo; ele tinha pecado contra Paulo. A pessoa
mencionada aqui era um cristão. Ele não era uma pessoa do mundo. No futuro, os cristãos serão recompensados
diante de Deus segundo as suas obras.
A RECOMPENSA É O REINO
Muitas pessoas sabem que existe uma diferença entre salvação e recompensa. Contudo, existe um bom número
de pessoas que não vê o que é recompensa. Quando o Senhor Jesus diz no evangelho de João que Ele dá a vida
eterna para as Suas ovelhas, Ele está falando a realidade e não algumas palavras vazias (João 10:28). Romanos 6
diz que o dom de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor (v. 23). Está tão claro que o dom de Deus é
a vida eterna. Então, que é a recompensa? A Bíblia mostra-nos claramente que a recompensa é a coroa, o trono, e
o reino dos céus. O reino dos céus é a recompensa. Na Bíblia, existem três aspectos para o reino dos céus.
1. a) No primeiro aspecto, o reino dos céus é a manifestação da autoridade de Deus hoje; é a manifestação da
soberania de Deus. A Bíblia chama isso de reino dos céus.
2. b) O segundo aspecto é a autoridade dos céus controlando e limitando o homem. Isso também é chamado
de reino dos céus.
3. c) Entretanto, há um terceiro aspecto do reino dos céus, que se refere à recompensa.
O sermão do monte, em Mateus 5 a 7, fala do reino dos céus. Estes ensinamentos do Senhor dizem-nos como o
homem pode entrar no reino dos céus. Mateus 5 a 7 repetidamente fala sobre a questão da recompensa.
Percebemos muito claramente que as palavras” o reino dos céus” e a palavra “recompensa” são encontradas
juntas muitas vezes. Nas bem-aventuranças lemos:
“Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que choram,
porque serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra. Bem-aventurados os que têm
fome e sede de justiça, porque serão fartos; Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus; e
também, bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o rei no dos céus”.
O reino dos céus é mencionado duas vezes nessas poucas bem-aventuranças. No final, o Senhor diz:
“Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem e vos perseguirem e, mentindo, disserem todo
mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus (…)”(Mt 5: 11,12).
Aqui devemos admitir que a recompensa é o reino dos céus. O Senhor começa dizendo que este tipo e aquele tipo
de pessoa é bem-aventurada porque o reino dos céus é dela. No final, Ele diz que essas pessoas são bem
aventuradas porque a recompensa delas é grande nos céus. Essas sentenças mostram-nos que o reino dos céus é
a recompensa de Deus. Não há diferença entre os dois.
No sermão do monte, o Senhor mencionou a questão da recompensa muitas vezes, pois esta porção diz respeito
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ao reino. Mateus 5:46 diz:
“Porque se amardes os que vos amam, que recompensa tendes?” Mateus 6: 12 diz: “Guardai-vos de exercer a
vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte não tereis galardão junto de
vosso Pai celeste. Quando, pois, deres esmola, não toques trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas
sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a
recompensa. ”
O versículo 5 diz: “E, quando orardes, não sereis como os hipócritas (…) eles já receberam a recompensa.” O
versículo 16 diz: “Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas (…) eles já receberam a
recompensa.” O versículo 4 diz: “Para que a tua esmola fique em secreto; e teu Pai que vê em secreto, te
recompensará.” O versículo 6 diz:
“Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto, e, fechada a porta orarás a teu Pai que está em secreto; e teu Pai
que vê em secreto, te recompensará. ”
A parte final do versículo 18 diz: “E teu Pai, que vê em secreto, te recompensará. “Todo leitor da Bíblia concorda
que o assunto principal do sermão no monte em Mateus 5 a 7 é o reino dos céus. Mas aqui, a questão da
recompensa é também mencionada repetidamente porque o reino dos céus é a recompensa.
Mateus 16:27-28 diz: “Porque o Filho do homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e então
retribuirá a cada um conforme as suas obras. ”
Deus recompensará ou disciplinará uma pessoa salva de acordo com as suas obras.
” Em verdade vos digo que alguns aqui se encontram que de maneira nenhuma passarão pela morte até que vejam
vir o Filho do homem no seu reino.”
Há três fatos aqui. Primeiro: o homem será recompensado de acordo com suas obras. A questão da recompensa é
inteiramente baseada nas obras. Segundo: em que momento a recompensa será distribuída? Ela será distribuída
quando Cristo vier na glória de Seu Pai com Seus anjos. Quando Cristo vier na glória de Seu Pai com Seus anjos,
aquele será o tempo em que Ele estabelecerá Seu reino sobre a Terra. Portanto, somente quando o reino iniciar é
que a recompensa virá.
Os versículos em Mateus 6, que acabamos de ler acerca da recompensa por dar, por orar, e por jejuar, todos
envolvem recompensa. Alguns pensam que a recompensa por orar é a resposta de Deus à nossa oração.
Entretanto, esse não é todo o significado. O Senhor Jesus disse que devemos orar ao Pai que está em secreto, e
nosso Pai que vê em secreto nos recompensará. E possível interpretar isso como o Pai respondendo nossa oração.
Contudo, tanto na primeira parte quando o Senhor menciona o dar esmolas, quanto na segunda parte quando Ele
menciona o jejum, Ele disse: “E teu Pai que vê em secreto te recompensará. ” Essa recompensa deve referir-se a
algo no futuro. Além disso, o Senhor disse que devemos orar ao Pai que vê em secreto. Não diz que o Pai ouve em
secreto, mas Ele vê em secreto. Quando Deus distribuir a recompensa no futuro, Ele dará de acordo com o que Ele
vê. Deus vê com Seus olhos. Portanto, a recompensa é no futuro.
Apocalipse 11: 15 diz:
“O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes, dizendo: O reino do mundo se tornou de nosso
Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos.” O versículo 18 diz: “Na verdade, as nações se
enfureceram; chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o
galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, assim aos pequenos como aos
grandes (.. .). ”
Esse versículo mostra-nos claramente que quando o Senhor tomar-se o Rei, e o reino do mundo tomar-se o reino
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de nosso Senhor e do Seu Cristo, aquele será o tempo para se dar a recompensa aos santos, aos pequenos e aos
grandes. Em outras palavras, o tempo do reino é o tempo da recompensa. Quando o reino vier, a recompensa virá
também.
Há um ponto adicional. A recompensa é a obtenção da coroa e a obtenção do trono. Certa vez um missionário
disse-me: “Se não posso ter a coroa pelo menos posso ter o reino.” Você pode perguntar à rainha da Inglaterra se
ela perder sua coroa ainda terá o reino? O que é uma coroa? Não é simplesmente um chapéu esculpido em ouro e
enfeitado com diamantes. Esse tipo de coroa pode ser obtido com um pouco de dinheiro. Uma coroa representa
uma posição no reino. Ela também representa glória no reino. Se uma coroa for apenas um objeto, ela não significa
muito. Se alguém tiver dinheiro, pode fazer uma de ouro. Se não tiver, pode fazer uma de bronze ou de ferro.
Mesmo alguém muito pobre, pode ainda confeccionar uma coroa de pano. No futuro, não será uma questão de
uma coroa ser maior do que a outra em tamanho, ou de uma ter mais diamantes do que a outra. Uma coroa
representa algo. Quando alguém perde a coroa, ele perde aquilo que a coroa representa. Temos que ver que a
coroa é o símbolo do reino.
O que é o trono? A Bíblia mostra-nos que os doze apóstolos sentar-se-ão em doze tronos. A coroa é uma
recompensa para os vencedores, e o trono também é uma recompensa para os vencedores. Portanto, o trono
também é um símbolo do reino. Ele representa uma posição no reino, autoridade no reino, e a glória no reino. Não
existe algo como perder a coroa, mas ainda ter o reino. Semelhantemente, ninguém pode perder o trono e ainda ter
o reino. Se alguém perder o trono, também perderá o reino. Assim também, se alguém perder a coroa, perderá o
reino. O trono e a coroa em si mesmos não são significativos; eles existem apenas para representar o reino. Em
outras palavras, a recompensa é o reino. A Bíblia mostra-nos claramente que a recompensa é o reino.
QUALIFICAÇOES PARA ENTRAR NO REINO
Deixamos claro que o reino é o tempo primeiro em que Deus recompensará os cristãos conforme as suas obras.
No reino, os crentes fiéis serão recompensados, e os infiéis serão punidos. Muitas pessoas pensam que se um
cristão for infiel, mesmo que possa ter de ocupar uma posição inferior, ele, contudo, o fará dentro do reino. Muitos
que não compreendem a Palavra de Deus e a obra de Deus, pensam que lhes está garantida uma entrada no reino
dos céus. Eles pensam que, quando o Senhor Jesus vier para reinar, haverá simplesmente uma distinção entre as
mais altas e as mais baixas posições no reino e que ninguém perderá totalmente o reino dos céus. Entretanto, no
reino dos céus, haverá não somente distinção entre as posições mais altas e mais baixas, como também distinção
entre ser permitido entrar e ser deixado de fora. A Bíblia mostra-nos que há uma nítida diferença entre dez cidades
e cinco cidades, entre uma coroa grande e uma pequena, e entre uma glória maior e uma menor. Como uma
estrela difere de outra, assim também são diferentes as posições no reino. Não somente há diferença entre as mais
baixas e as mais altas posições no reino; há também a distinção de estar apto ou não para entrar.
1) Fazer a vontade do Pai
A Bíblia revela-nos uma verdade muito séria. Apesar de uma pessoa ter a vida eterna, ela ainda pode ser rejeitada
no reino dos céus. Um versículo que fala disso é Mateus 7: 21:
“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que
está nos céus. ”
Neste versículo, todas as pessoas referem-se ao Senhor como “Senhor”. O Senhor fará uma distinção entre os
discípulos que podem entrar no reino dos céus e os que não podem. O Senhor mostra-nos claramente, aqui, que a
condição para entrar no reino dos céus é fazer a vontade de Deus. Embora alguns tenham sido salvos e tenham-No
chamado de Senhor e, embora tenham realizado algumas obras, sem fazer a vontade de Deus, não podem entrar
no reino dos céus. Se alguém não for fiel enquanto viver na Terra, embora não vá perder a vida eterna perderá o
reino dos céus. Quando chegar o tempo de os céus reinarem, isto é, quando o Senhor Jesus vier pela segunda vez,
alguns não estarão aptos a entrar no reino, mas virão a perdê-lo.
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Primeiramente, o Senhor mencionou esse assunto no versículo 21. A seguir, nos versículos 22 e 23, Ele
explicounos a questão em forma de profecia. Haverá muitos, não somente um ou dois, que não farão a vontade de
Deus.
“Muitos, naquele dia hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em
teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi explicitamente:
Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade. ”
Aqui o Senhor Jesus nos diz o que ocorrerá diante do trono de julgamento. Ele diz: “Naquele dia”. Portanto, isso
não se refere ao presente, mas ao futuro. Há muitos que labutam, mas não vêem a luz de Deus em suas vidas.
Quando o tempo do trono do julgamento vier e quando Cristo começar a julgar, a partir da casa de Deus, esses
cristãos terão luz pela primeira vez. Eles verão que estão errados na sua posição e no seu viver.
Naquele dia muitos dirão perante o Senhor: “Não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não
expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres?”
Dentro de uma só frase, a expressão “em teu nome” é mencionada três vezes. Isso prova que estas pessoas são
do Senhor. O fato de dizerem: “Senhor, Senhor”, prova que a posição delas é de um cristão. Elas não somente
dizem que profetizam, expelem demônios e fazem milagres; elas fazem isso no nome do Senhor. A menção de “em
teu nome”, por três vezes, mostra-nos o relacionamento delas com o Senhor.
Surpreendentemente, o Senhor lhes diz: ” Então lhes direi explicitamente: Nunca vos conheci. ” Muitos acham que
tais pessoas certamente não são salvas. Mas se elas não fossem salvas, então, a palavra do Senhor aqui não teria
significado. Mateus 7 é a conclusão do sermão no monte, dando seqüência à palavra do Senhor acerca das
bemaventuranças. Essas palavras no monte foram ditas pelo Senhor Jesus aos discípulos. Após o Senhor ter
subido na montanha, Seus discípulos seguiram-No e, a partir do capitulo 5 até o capítulo 7, Ele abriu a boca e
passou a ensiná-los.
O Senhor Jesus disse que eles não deveriam chamá-Lo de Senhor apenas com a boca. Se eles O chamavam de
Senhor, deveriam fazer a vontade do Pai. Mesmo que tivessem as obras exteriores de profetizar, expelir demônios
e fazer milagres, essas obras não deveriam substituir a vontade do Pai. Fazer a vontade do Pai é uma coisa,
enquanto profetizar, expelir demônios e fazer milagres são outras totalmente diferentes. Algumas vezes, pode-se
profetizar, expelir demônios e fazer milagres sem fazer a vontade do Pai. Devemos lembrar-nos não somente de
chamá-Lo de Senhor com nossa boca, mas também de fazer a vontade do Pai em nosso andar. Se o Senhor
estivesse falando acerca de pessoas não-salvas, essa palavra perderia totalmente o significado, pois se essas
pessoas fossem não-salvas, não importaria muito para os discípulos ouvirem ou não a Sua palavra.
O Senhor Jesus deve estar advertindo os salvos. Ele não pode estar advertindo os salvos falando sobre os não
salvos. Suponha que uma pessoa tenha uma criada e duas filhas e suponha que essa pessoa dissesse para a filha
mais jovem: “Você está vendo essa criada? Ela não nasceu de mim; estou despedindo-a. Você deve ser obediente
hoje. Se não for obediente, farei com você assim como estou fazendo com ela.” Essa palavra é coerente? Uma
criada não nasceu na família. Se ela for desobediente, pode ser demitida. Mas a filha é da família, não é uma
criada. Não pode se aplicar o mesmo tratamento a ambas. A mãe deveria dizer: “Na noite anterior castiguei sua
irmã, pois ela foi desobediente. Agora, se cuide. Se você não for obediente, vou castigá-Ia da mesma forma.” A mãe
deve tomar a irmã como um exemplo. Uma criada não pode ser usada para comparação. Não existe motivo para o
Senhor usar os não-salvos como exemplo para mostrar aos discípulos que eles precisam fazer a vontade de Deus.
Se Ele fizesse isso, os discípulos poderiam levantar-se e dizer: “Eles são os não-salvos, mas nós somos os
salvos.” Se dissessem isso, ninguém poderia dizer mais nada.
O que o Senhor Jesus está dizendo é isto: “Muitas pessoas são filhos de Deus. Elas são salvas e são como você é.
Elas chamam-Me de ‘Senhor’ e têm realizado muitas obras. Mas, apesar disso, elas estão excluídas do reino. Por
essa razão, você deve ser cuidadoso. Você deve fazer a vontade de Deus.” Somente dessa maneira os discípulos
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saberão que embora realizem muitas obras, se não fizerem a vontade de Deus, receberão a mesma punição. O
Senhor estava advertindo-nos de que somente os que fazem a vontade de Deus podem entrar no reino. Se alguém
confiar em sua própria obra para se achegar diante de Deus, o Senhor Jesus lhe dirá: “Não conheço você.”
Permitam que eu lhes dê outro exemplo. Suponham que o filho de um juiz dirija descuidadamente e bata em outro
carro. Ele é levado pela polícia até a corte para uma audiência. O juiz pergunta: “Jovem, qual é o seu nome?
Quantos anos tem? Onde você mora?” Abatido, no tribunal, o filho pode pensar: “Você deve saber todas essas
coisas melhor do que eu.” Ele pode responder às poucas perguntas iniciais. Mas depois de algum tempo pode
gritar ao pai: “Pai, você não me conhece?” Então, que deveria o juiz fazer? Ele poderia bater seu martelo e dizer:
“Eu não o conheço. Em minha casa, eu o conheço, mas na corte nunca o conheci. ” Se alguém vir a questão do
reino, perceberá que no reino a questão não é se uma pessoa é salva ou não e nem se é um filho de Deus ou não.
O que realmente conta é a sua obra depois de tornar-se um crente.
Por que o Senhor disse: “Nunca vos conheci”? A próxima sentença explica: “Aparta i-vos de mim, os que praticais a
iniqüidade.” Por favor, lembrem-se de que o Senhor não lhes disse para apartarem-se da vida eterna. No original
grego o significado de “os que praticais a iniqüidade” é de pessoas que não seguem regras, não guardam a lei, ou
não aceitam regulamentos. Aos olhos de Deus, fazer o mal não significa apenas fazer coisas más. Não importa
quanto uma pessoa tenha feito; uma vez que ela não tenha prestado atenção à exigência de Deus, ao Seu
julgamento, e ao Seu arranjo soberano, isso é maligno aos olhos de Deus. O problema aqui não é de se fazer o
mal, mas de não ter princípios. Que são os princípios? Os princípios são a palavra de Deus. Mas que é a palavra
de Deus? A palavra de Deus é a vontade de Deus. Se você não estiver fazendo a vontade de Deus, não importa o
que faça, o Senhor Jesus dirá que você é iníquo. Os que fazem as coisas segundo seu próprio ego não terão parte
no reino dos céus.
Meu propósito ao dizer essas coisas é mostrar-lhes a importância das obras de um cristão. A Bíblia mostra-nos
claramente que uma pessoa, após crer no Senhor, embora nunca vá perder a vida eterna, ela pode perder seu
lugar e glória no reino. Se não fizermos a vontade de Deus, mas, em vez disso, fizermos obras de acordo com
nossa própria vontade, seremos excluídos do reino. Nada pode substituir a vontade de Deus. Todos os que nunca
aprenderam a não trabalhar para Deus, não são dignos de trabalhar para Ele. Aqueles que não sabem como parar
a sua própria obra, certamente nada sabem sobre a vontade de Deus. Somente aqueles que conhecem a vontade
de Deus conseguem parar de trabalhar. Deus quer que primeiro obedeçamos à Sua vontade e, depois, que
trabalhemos. Existe uma grande diferença entre trabalhar e fazer a vontade de Deus.
2) Esmurrar o corpo para agradar ao Senhor
Outra passagem que alguns interpretam mal, como se referisse à perdição, na verdade, refere-se também à perda
do reino e à perda da recompensa. A Primeira Epístola aos Corintios 9:23-27 diz:
“Tudo faço por causa do evangelho, com o fim de me tornar cooperador com ele. Não sabeis vós que os que correm
no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. Todo atleta
em tudo se domina; aqueles para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível. Assim corro também
eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar. Mas esmurro o meu corpo, e o reduzo à
escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a serdes qualificado. ”
Paulo temia que, tendo pregado a outros, ele mesmo fosse reprovado. Aqui, Paulo estava dizendo que ele também
poderia ser reprovado. Qual é, aqui, o significado de ser reprovado? E em que se está sendo reprovado?
No versículo 24, Paulo se compara a alguém que está participando de uma corrida na qual somente um levará o
prêmio. Portanto, o problema aqui não é uma questão de salvação, mas de receber o prêmio. Paulo está falando
sobre como uma pessoa salva pode receber o prêmio; ele não está falando de como alguém não-salvo pode ser
salvo. Somente os filhos de Deus podem participar da corrida e perseguir o prêmio que Ele deseja que ganhemos.
Se alguém não é filho de Deus, não está sequer qualificado para entrar na corrida. Em nenhum lugar na Bíblia é
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dito que a salvação é ganha por corrermos a carreira. A Bíblia nunca diz que se alguém for capaz de correr, então
será salvo. Se assim fosse, poucos seriam salvos, e a salvação dependeria de obras. A Bíblia diz que o prêmio vem
pelo correr; Deus colocou-nos em uma pista de corrida de modo a corrermos a carreira.
Qual é o prêmio? O versículo 25 diz: “Todo atleta em tudo se domina; aqueles para alcançar uma coroa corruptível;
nós, porém, a incorruptível.” Aqui é dito que o prêmio é uma coroa. Já mencionamos antes que a coroa representa
a glória e o reino. Portanto, a palavra “desqualificado” não se refere à perda da salvação. A palavra
“desqualificado”, no versículo 27, significa fracassar em receber a coroa e o prêmio. Se Paulo podia ser
desqualificado, então todos nós temos possibilidade de o ser. Se Paulo podia perder seu prêmio e sua coroa, então
cada um de nós também tem a possibilidade de perder o prêmio e a coroa.
O versículo 26 indica o motivo de ser desqualificado:
“Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar”.
Paulo tinha um propósito e uma direção. Ele não desferia golpes no ar. O seu alvo e direção era aquilo que ele
disse em 2 Corintios 5: que ele anelava ser agradável ao Senhor (v. 9). Quer vivesse ou morresse nesta terra, o seu
desejo era agradar ao Senhor. Como ele correu a carreira? Ele não a correu desleixadamente. Ele tinha uma
direção certa e um alvo definido. Ele não desferia golpes no ar. Ele não fazia simplesmente o que outros diziam que
fizesse. Tampouco fazia aipo apenas porque a necessidade estava presente. Nós não somos para a obra, mas
para agradar ao Senhor.
Se quisermos receber o prêmio, que devemos fazer? “Mas esmurro o meu corpo, e o reduzo à escravidão” (v. 27).
Muitos estimam seu próprio corpo acima do prêmio. Entretanto, Paulo disse que dominava seu corpo; ele era capaz
de controlá-lo. Paulo podia controlar a concupiscência de seu corpo, as exigências excessivas de seu corpo, e os
desejos de seu corpo. Ele não permitia que seu corpo prevalecesse. Ele disse que esmurrava seu corpo e fazia
dele seu escravo. Se um cristão pode ou não agradar ao Senhor, depende se ele pode ou não controlar seu corpo.
Devemos ver que todos os que não podem controlar seu próprio corpo perderão seu prêmio e sua coroa. Embora
possam pregar o evangelho a outros, eles mesmos serão desqualificados.
Nós, cristãos, somos salvos de uma vez por todas e jamais perderemos nossa salvação. Mas quando o Senhor
Jesus voltar na Sua glória para governar a terra, Ele não dará coroas para todos. Alguns não estarão aptos para
entrar no reino e não estarão aptos para receber uma coroa.
A palavra do Senhor é muito clara acerca da salvação e da vida eterna: ambas são totalmente provenientes da
graça. Além do mais, se alguém pode ou não entrar no reino dos céus, depende de suas obras. Acabamos de ver
que temos de fazer a vontade de Deus. Aqui vemos que é necessário esmurrar nosso próprio corpo. Podemos
realizar muitas obras. exteriormente, mas enquanto não restringirmos nosso corpo, não nos será permitido entrar
no reino.
Na Bíblia parece haver um número fixo de coroas. Apocalipse 3: 11 diz:
“Venho logo. Segura com firmeza o que tens, para que ninguém tome a tua coroa” (BJ).
Alguns que não compreendem a Bíblia não sabem qual a diferença entre uma recompensa e um dom, tampouco
sabem a diferença entre a coroa e a salvação de Deus. Eles acham que a salvação pode ser tirada deles. A palavra
“tome”, aqui, não se refere à salvação, mas à coroa. Alguém pode estar salvo e, no entanto, perder a coroa. Se
você for frouxo, e não segurar com firmeza, perderá sua coroa. Alguma outra pessoa poderá tirá-la de você.
Apocalipse 2: 10 tem uma palavra semelhante a essa:
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” Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.”
Aqui não diz dar a vida, mas dar a coroa da vida. A vida é obtida pela fé; ela não é obtida pela fidelidade. Se uma
pessoa não tiver fé, ela não poderá ter vida. Mas se uma pessoa for infiel depois de ter vida, ela perderá a coroa da
vida. Portanto, se um cristão não tiver boas obras após ser salvo, embora não vá perder a vida, ele, contudo,
perderá a coroa.
3) Edificar com ouro, prata e pedras preciosas
A passagem mais clara na Bíblia acerca da recompensa é 1 Corintios 314-15:
“Se permanecer a obra de alguém que sobre o fundamento edificou, esse receberá galardão; se a obra de alguém
se queimar, sofrerá ele dano; mas esse mesmo será salvo”.
Isso nos mostra claramente o que um cristão não pode perder e o que ele pode perder. Uma vez que uma pessoa
seja salva, certamente está salva para sempre. Contudo, se tal pessoa receberá ou não um galardão, não pode ser
decidido hoje. A salvação eterna de um cristão já está determinada. Mas a recompensa futura é uma questão ainda
pendente. Ela é decidida pela maneira como alguém edifica sobre o fundamento do Senhor Jesus. A nossa
salvação independe de como edificamos. Ela depende apenas de como o Senhor edifica. Se a Sua obra é perfeita,
certamente estamos salvos. Entretanto, se receberemos ou não a recompensa, ou se sofreremos perda, depende
da nossa própria obra de edificação. Se alguém edifica com ouro, prata e pedras preciosas coisas com valor eterno
sobre o fundamento do Senhor Jesus, este certamente receberá um galardão. Contudo, se ele edifica com
madeira, feno e palha, não receberá um galardão diante de Deus. Ele pode ter muito diante do homem, contudo,
não terá muito diante de Deus. Isso nos mostra que é possível que um homem perca seu galardão e tenha sua obra
queimada.
Permitam-me repetir isto: Graças a Deus que a questão da nossa salvação eterna foi decidida há mais de mil e
novecentos anos. Quando o Filho de Deus foi levado à cruz, a nossa salvação foi decidida. Mas, se vamos receber
ou não a recompensa, depende de como nos conduzimos. A verdade do evangelho é muito equilibrada. A salvação
depende totalmente do Senhor Jesus. A concessão da salvação depende totalmente d’Ele. Entretanto, se alguém
pode obter sua recompensa ou não, depende da sua própria obra de edificação. O homem deve crer e também
trabalhar. Esse trabalho não é propriamente dele, mas é aquilo que o Espírito Santo tem trabalhado nele. Aqui
vemos que é possível perder nosso galardão, e, igualmente possível sermos reprovados para o reino e privados da
nossa coroa.
Participando da glória de Cristo
Gostaria de saber se vocês alguma vez pensaram no tipo de glória com que Deus recompensará Cristo no milênio,
por aquilo que Ele sofreu há dois mil anos. Uma recompensa deve equiparar-se ao sofrimento. Se um homem for
rebaixado à mais inferior posição, sua recompensa deverá ser a maior. Suponha que sua casa pegue fogo ou que
você se encontre em sério perigo, e um empregado seu se arrisque e quase perde a vida tentando salvá-lo. Como
você o recompensaria? Você diria: “Eu o recompenso com vinte centavos”? Ninguém faria isso. A recompensa tem
de equiparar-se ao sofrimento. Cristo glorificou a Deus de tal maneira e sofreu tal morte na cruz. Como Deus
recompensará Cristo no futuro? E como Ele glorificará Cristo?
O reino será o tempo no qual Cristo e os cristãos receberão a glória juntos. O reino é o tempo no qual Deus
recompensará Cristo. Naquele tempo, nós também teremos uma porção. Se vamos ser achados dignos de receber
a glória do Senhor, dependerá totalmente do resultado do nosso andar e do nosso trabalho pessoal. Não existe a
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questão de mérito no novo céu e na nova terra. Mas no reino somente os que tiverem mérito receberão a glória. O
Senhor sofreu perseguição, dificuldades e humilhação. Se hoje sofrermos perseguição, dificuldades e humilhação,
da mesma forma, nós partilharemos uma porção com Ele no reino vindouro.
A PARÁBOLA DO SERVO FIEL E PRUDENTE
Na parábola do servo fiel e prudente encontraremos a ênfase de servir a Deus por meio de servir aos Seus filhos.
Quanto mais crescidos, quanto mais experimentarmos a maturidade espiritual, espontaneamente, desejaremos
servir aos irmãos. O crescimento na vida espiritual nos levará a servir aos irmãos, e isso fará com que sintamos
mais e mais necessidade de sermos maduros e também com que busquemos mais crescimento. Isso se torna um
ciclo de vida, que nos fará vencedores.
Na parábola, o Senhor Jesus pergunta: “Quem é, pois, o servo fiel e prudente a quem o senhor confiou os seus
conservos para dar-lhes o sustento a seu tempo?” (v. 45).
A fidelidade está relacionada ao Senhor. Desde que fomos salvos, o Senhor espera que Lhe sejamos fiéis, não
apenas tomando-O como único Senhor e Deus, mas também fazendo toda a Sua vontade. Em contrapartida, a
prudência refere-se ao nosso relacionamento com as pessoas. Como cristãos, não podemos viver de qualquer
maneira, agindo precipitadamente ou sem medir as conseqüências de nossos atos. Por vivermos pela vida de
Deus, andamos neste mundo com prudência, para que todo nosso viver expresse o Senhor. Como veremos, isso é
especialmente importante no que diz respeito ao cuidado com os conservos.
Os conservos, no versículo 45, referem-se aos cristãos, servos de Deus como nós, que são os membros da família
de Deus (Ef 2: 19), a igreja (1 T m 3: 15). Dar sustento a seu tempo significa alimentar os irmãos em Cristo,
ministrando-lhes a Palavra de Deus no tempo certo. Por um lado, devemos cuidar de nossa própria vida espiritual,
buscando crescimento e transformação, vivendo de maneira vigilante e aguardando a vinda do Senhor. Por outro,
precisamos ser servos fiéis e prudentes a quem o Senhor confiou alguns membros de Sua família para cuidar. Há
muitos filhos de Deus necessitando de nosso cuidado, do alimento espiritual que podemos dar-lhes, para que a
igreja seja edificada. Evidentemente, esse cuidado exigirá de nós consagração e disposição. Exigirá que deixemos
nosso egoísmo e comodismo para visitá-los,ouvi-los e para orar com eles, a fim de supri-los com a vida de Deus.
Precisamos alimentar nossos conservos no devido tempo, ou seja, precisamos estar atentos às suas necessidades
e estarmos disponíveis para atendê-los quando for necessário.
“Bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, quando vier, achar fazendo assim. Em verdade vos digo que lhe
confiará todos os seus bens” (Mt 24:46,47).
Quando o Senhor Jesus voltar, todos os reinos deste mundo serão Seus e Ele governará sobre eles (Ap 11: 15).
Estes são “todos os seus bens” a que o versículo se refere. Aos vencedores, aos cristãos maduros, o Senhor
confiará todos os Seus bens, ou seja, dará a eles autoridade para reinar, tomando-se Seus co-reis no milênio.
Devemos, portanto, buscar constantemente o amadurecimento espiritual, bem como suprir nossos irmãos com o
alimento espiritual da Palavra. Se o fizermos, receberemos o galardão de governar juntamente com o Senhor por
mil anos.
Todavia, há cristãos que não buscam a maturidade em vida e que não se preocupam com os irmãos. Um cristão
assim pensa: “Meu Senhor demora-se” e passa a espancar os seus companheiros, e a comer e beber com ébrios
(Mt 24:48,49). Um mau servo, um cristão que vive de maneira desleixada, supõe que seu Senhor não voltará tão
logo. Por isso, vive como se não tivesse de ajustar contas com Ele, e passa a espancar os companheiros. Isso
significa maltratar os irmãos, desprezando-os. cometendo injustiças contra eles e criticando-os, em vez de
alimentá-los. Além disso, por não se preocupar com a volta do Senhor, passa a comer e a beber com ébrios, ou
seja, vive em contato com as pessoas do mundo, tendo o mesmo viver dissoluto que elas têm.
“Virá o senhor daquele servo em dia em que não o espera, e em hora que não sabe, e castigálo-á, lançando-lhe a
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sorte com os hipócritas; ali haverá choro e ranger de dentes” (vs. 50, 51).
O problema desse servo não é desconhecer que o Senhor virá, mas é não esperá-Lo. Ele não vive como alguém
preparado para a volta do Senhor, especialmente no que se refere ao seu relacionamento com outros cristãos e
com as pessoas do mundo. Portanto, quando o Senhor voltar, esse cristão será colocado com os hipócritas. Isso
não significa que ele irá para a perdição eterna ou para o lago de fogo, pois uma vez salvo, é salvo para sempre,
mas será cortado da glória vindoura do Senhor. Isso equivale a ser excluído da recompensa do reino. O Senhor se
refere a isso como ser lançado nas trevas exteriores onde haverá choro e ranger de dentes por mil anos. Ali ele
lamentará por não ter sido fiel e prudente enquanto viveu na Terra.
Esperando e Apressando
Essas parábolas apresentam a disciplina que sofrerão os cristãos que não estiverem maduros à época da volta do
Senhor. Mesmo não perdendo a salvação, os que não tiverem sido vigilantes, não tiverem buscado a maturidade
espiritual e não se tiverem se importado em cuidar de seus conservos sofrerão certo tipo de prejuízo. O fato de a
salvação ser eterna não significa que podemos viver de qualquer maneira, como quem não tem de acertar contas
com o Senhor. Se considerarmos com seriedade o que nos é apresentado nessas parábolas, veremos que haverá
grande dano para quem não viver de acordo com a vontade do Senhor. Estas parábolas apresentam fatos muito
simples e comuns – nossas ocupações seculares e nosso relacionamento com outros cristãos e com as pessoas
do mundo que poderão decidir se seremos ou não vencedores. Tudo dependerá de como vivemos e de como nos
portamos nessas situações.
Vale a pena empenhar-nos em viver de maneira vigilante, vale a pena abrir nosso coração e dispomos a servir aos
irmãos. Se formos vencedores, ganharemos a recompensa de participar do milênio, como co-reis com Cristo. Se
não formos, perderemos o galardão, o gozo do reino. Por esse motivo, Paulo nos alerta em 2 Corintios 5: 10:
“Importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo para que cada um receba segundo o bem ou o
mal que tiver feito por meio do corpo”.
“Ter feito o bem” corresponde a edificar com ouro, prata e pedras preciosas, a ser vigilante e a alimentar os
conservos; “ter feito o mal” corresponde a edificar com madeira, feno e palha, a andar despercebido e a espancar
os conservos e andar com pessoas dissolutas. O dia desse julgamento está muito próximo. Portanto, é tempo de
avaliar nossa vida com Deus à luz de Sua Palavra. Se percebermos que ainda não estamos preparados para a
vinda do Senhor, por vivermos excessivamente envolvidos com o mundo, ansiosos com nossa subsistência, ou
porque nosso relacionamento com os irmãos é frio e indiferente, precisamos nos arrepender. a Senhor tem tardado
Sua volta esperando que nos arrependamos; por isso, devemos viver de maneira santa, esperando e apressando a
vinda: do Senhor (2Pe 19-12).
A PARÁBOLA DAS DEZ VIRGENS
No Evangelho de Mateus encontramos duas profecias em forma de parábolas referentes à volta do Senhor. Elas
enfatizam dois aspectos diferentes da vida cristã em relação à segunda vinda de Cristo: estarmos vigilantes e
cheios do azeite do Espírito, e sermos fiéis e prudentes.
“O reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram a encontrar-se com o
noivo” (25: 1).
Na Bíblia, dez significa a maior parte de doze (Gn 42:3,4; 1 Rs 11:30,31; Mt 20:24); doze, por sua vez, relaciona-se
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à totalidade do povo de Deus, como vemos, por exemplo, nas doze tribos de Israel. Assim, as dez virgens
representam a maior parte dos cristãos. Em Mateus 24, os dois homens no campo ou as duas mulheres no moinho
representam os cristãos que estarão vivos até a volta do Senhor. Todavia, à época da volta do Senhor, a maioria
dos cristãos, desde o início da igreja, obviamente já terá morrido. Esses são representados pelas dez virgens.
Mesmo referindo-se aos cristãos que descansaram no Senhor, há nessa parábola princípios espirituais
importantes. Ninguém pode garantir que estará vivo quando o Senhor voltar, portanto, é necessário estarmos
preparados para encontrá-Lo, quer vivos, quer n’Éle descansando.
Mateus 25:5 diz: “E, tardando o noivo, foram todas tomadas de sono, e adormeceram “.
Aos olhos de Deus, um cristão não morre, mas adormece (1 Ts 4: 13). Todos os que receberam a salvação em
Jesus morreram com Ele na cruz, ou seja, não podem morrer novamente; portanto, adormecem, descansam ou
dormem no Senhor. Por esse motivo, podemos dizer que as dez virgens que foram tomadas de sono e
adormeceram representam os salvos que morreram e os que terão morrido até a volta do Senhor.
É importante enfatizar que a palavra “virgens” refere-se a cristãos genuínos. Em 2 Corintios 11: 2, Paulo disse aos
cristãos coríntios que eles eram como virgem pura preparada para Cristo. Quando nos tomamos essas virgens aos
olhos de Deus? Ao crer em Cristo. Quando cremos n’Ele, recebemos Sua vida. Durante o tempo em que esteve na
Terra, Cristo foi absolutamente fiel ao Pai, vivendo de maneira santa, não se contaminando com o pecado ou o
mundo. Quando recebemos Sua vida, recebemos também Sua santidade e Sua fidelidade. Paulo, considerando
isso, comparou-nos a uma virgem pura. Todos os cristãos, homens ou mulheres, aos olhos de Deus, são virgens
sendo preparadas para o casamento com Cristo.
Tomar as Lâmpadas
As virgens, tomando suas lâmpadas, saíram a encontrar-se com o noivo. As lâmpadas representam o espírito
humano (Pv 20:27). Quando somos salvos, recebemos a vida de Deus por meio do Espírito de Deus em nosso
espírito. O Espírito Santo, na Bíblia, é representado pelo azeite. O azeite era usado nas lâmpadas para molhar um
pavio que, aceso, gerava luz. Assim, as lâmpadas nessa parábola representam nosso espírito unido com o Espírito
Santo (d. Rm 8: 16; 1 Co 6: 17). O Senhor Jesus disse que os cristãos são a luz do mundo e que a sua luz deve
brilhar diante dos homens (Mt 5: 14-16). Essa luz é, na verdade, a luz do Espírito de Deus brilhando dentro do
nosso espírito. Desse modo, podemos ser a luz do mundo, como lâmpada que brilha nesta era de trevas (Fp 2: 15),
e testemunhamos de Deus para glorificá-Lo (Mt 5: 16). Mesmo quando a Bíblia fala de obras, a ênfase não está em
fazermos coisas para Deus, mas em permitir que Deus trabalhe em nós transformando-nos e, desse modo,
espontaneamente nossa vida O manifestará diante das pessoas. Na parábola isso é representado pelo fato de as
virgens não carregarem armas nem ferramentas para o trabalho. Isso demonstra que nosso testemunho diante das
pessoas não está relacionado ao que fazemos, mas especialmente ao que somos. Por termos o Espírito Santo em
nosso espírito, podemos testemunhar de Deus e brilhar por Ele.
Saíram a Encontrar-se com o Noivo
A parábola diz que as virgens saíram a encontrar-se com o noivo. Isso também indica que as virgens são os
cristãos que morreram, saindo, assim, do mundo.
Nessa parábola, Cristo é apresentado como o noivo amado (Jo 3:29; Mt 9: 15). Aqui Ele não é um general a quem
obedecemos por obrigação, mas é um noivo, a quem seguimos por amor. É por amá-Lo que fugimos do pecado,
pois não queremos fazer nada que O desagrade ou Ofenda. É pôr amar ao Senhor que rejeitamos o mundo e não
nos deixamos envolver por ele, pois queremos amar exclusivamente ao nosso Noivo. É por amá-Lo que negamos a
nós mesmos, pois reconhecemos que nossa vontade é contrária à Sua, e nos deleitamos em fazer a Sua vontade.
A todo tempo, mesmo a cada instante, devemos sair de nós mesmos, sair do mundo, sair de nossos pensamentos
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vãos para encontrarmos com o Noivo, nosso amado Jesus.
Cinco Virgens Néscias
Entre as dez virgens, cinco eram néscias, e cinco prudentes (Mt 25:2). Isso não significa que essa seja,
necessariamente, a proporção entre cristãos néscios e prudentes. O número cinco, na Bíblia, indica
responsabilidade. Podemos ver o motivo disso em nossa mão. É possível, com certa dificuldade, pegarmos
qualquer coisa com apenas quatro dedos. Mas se quisermos pegar algo com firmeza, precisaremos dos cinco. A
divisão das virgens em dois grupos de cinco indica que todos os cristãos devem assumir a responsabilidade de se
encherem de azeite, que éo Espírito de Deus. O número cinco é composto de quatro mais um. Quatro na Bíblia,
refere-se à criação de Deus, especialmente ao homem; e um refere-se ao Criador, o único Deus. Isso quer dizer
que nós mesmos, como o número quatro, não somos suficientes para arcar com a responsabilidade do testemunho
de Deus – isso somente é possível pelo adicionar da vida de Deus a nós. Por isso, o Senhor disse em João 15:5:
“Sem mim nada podeis fazer”.
As virgens néscias não são cristãos falsos como alguns afirmam. Todas as dez mulheres são virgens, implicando
serem iguais em natureza diante de Deus. Além disso, todas elas tinham lâmpadas que brilhavam. A diferença entre
elas é que as néscias, ao tomarem suas lâmpadas não levaram azeite consigo (Mt 25:3). O azeite ou o óleo
representa o Espírito de Deus (Is 61: 1; Hb 1: 9). Essas cinco virgens eram néscias porque só tinham o óleo na
lâmpada, mas não a porção extra de óleo nas vasilhas, ou seja, elas tinham o espírito regenerado pelo Espírito
Santo, mas não tinham sido enchidas do Espírito Santo.
Cinco Virgens Sábias
“No entanto, as prudentes, além das lâmpadas, levaram azeite nas vasilhas” (v. 4).
O homem é um vaso feito por Deus (Rm 9:21,23,24) e a personalidade do homem está na sua alma. Portanto, as
vasilhas aqui referem-se à alma dos cristãos.
O homem foi criado com três partes: espírito, alma e corpo (1 Ts 5:23). No momento em que recebemos o Senhor,
o Espírito Santo entrou em nosso espírito, regenerando-o e trazendo para dentro de nós a vida de Deus. Por termos
recebido a vida eterna, estamos qualificados a participar da Nova Jerusalém. Esse é o primeiro estágio da nossa
salvação, e foi realizado exclusivamente por Deus. Por outro lado, o processo da salvação deve desenvolver- e no
estágio da transformação da alma, e isso é absolutamente responsabilidade nossa. Qual é o resultado da
transformação de nossa alma? Suas três partes: mente, vontade e emoção serão alcançadas pela vida de Deus.
Nossa mente será renovada (Rm 122), nossa vontade será obediente ao Senhor (Jo 7: 17; T g 4: 7) fazendo Sua
vontade (Lc 22:42; Fp 2: 13) e nossa emoção amará ao Senhor acima de todas as coisas (Mt 10:37-39). O
resultado final dessa transformação será nossa maturidade espiritual e o galardão no reino milenar.
Por esse motivo, não podemos nos contentar apenas com a regeneração do nosso espírito, mas precisamos buscar
diariamente o enchimento do azeite do Espírito Santo, para que Ele permeie todas as partes da nossa alma,
transformando-nos de glória em glória, na própria imagem do Senhor, o Espírito (2 Co 3: 18). Se diariamente nos
enchermos com Espírito Santo, Ele transbordará do nosso espírito a lâmpada, e penetrará cada parte da nossa
alma, que é a vasilha. Somente assim, teremos a porção extra do azeite. Dessa forma, seremos virgens prudentes.
Tardando o Noivo
“E, tardando o noivo, foram todas tomadas de sono, e adormeceram” (Mt 25:5).
Quase dois mil anos se passaram desde a Sua ascensão, e o Senhor ainda não veio. Muitas pessoas pensam que
isso não ocorrerá, podendo, portanto, viver de qualquer maneira, como se não tivessem de prestar contas a
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ninguém. Por não conhecerem o Senhor, é natural que pensem assim. Há muitos cristãos que não crêem na
segunda vinda de Cristo ou se crêem, não vivem de acordo com isso. Nosso amado Noivo ainda não veio porque
está nos dando ‘Oportunidade para arrependimento, para que deixemos de viver para nós mesmos e vivamos
absolutamente para Ele (2 Pe 19).
Desde a ascensão do Senhor, ao longo dos séculos, muitos cristãos morreram, e outros morrerão até a Sua vinda.
Esses são as virgens que adormeceram.
A Vinda do Noivo
À meia-noite, o grito avisa da chegada do noivo (Mateus 25:6) é a voz do arcanjo mencionada em 1
Tessalonicenses 4: 16.
Ao ouvir o grito, as virgens se levantaram e prepararam suas lâmpadas. “Levantar-se” é a ressurreição predita em
1 Tessalonicenses 4: 14, 16 e em 1 Coríntios 15:52. O fato de as virgens irem ao noivo com suas lâmpadas indica
também que após a ressurreição, ainda teremos de responder pelos nossos atos enquanto vivemos na Terra. As
néscias tentaram obter azeite das prudentes, porém, a porção extra do Espírito não pode ser dada de um cristão
para outro, mas cada um é responsável por obtê-la. Assim, elas saíram para comprar. A aplicação disso é que para
obter essa porção extra do Espírito Santo, temos de pagar um preço, tal como deixar o mundo, negar o ego, buscar
o Senhor e considerar tudo como perda por causa de Cristo. A era da graça é o tempo apropriado para isso, mas
se não estivermos dispostos a pagar esse preço, hoje, ainda teremos de pagá-lo após a ressurreição, por mil anos.
“E, saindo elas para comprar, chegou o noivo, e as que estavam apercebidas entraram com ele para as bodas; e
fechou-se a porta” (v. 10).
“Mais tarde, chegaram as virgens néscias, clamando: Senhor, senhor, abre-nos a porta! Mas ele respondeu: Em
verdade vos digo que não vos conheço” (Mt 25: 11,12).
A expressão “não conhecer”, em grego, pode ser melhor traduzida por não reconhecer, não aprovar (encontramos a
mesma expressão com o mesmo significado em Lucas 13: 25 e em João 1: 26, 31; 8: 19). Isso demonstra que o
Senhor não aprova um viver cristão desleixado, sem busca espiritual, sem disposição de abandonar as exigências
da alma e da carne para ter mais de Cristo. Enquanto viviam, essas virgens não pagaram o preço exigido para
obter a porção extra do óleo perdendo, assim, o direito de participar das bodas do Cordeiro. Depois que o Noivo
vier, já será tarde. Elas perderam a recompensa, pois não foram aprovadas para as bodas. Mas é preciso repetir
enfaticamente: elas não perderam a salvação.
Vigiai!
“Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora’ (Mt 25: 13). Ao dizer que desconhecemos a hora e o dia em que
virá, o Senhor Jesus estava destacando a necessidade de estarmos preparados. Se estivermos prontos,
amadurecidos, se tivermos deixado todas as coisas para ganhar mais da vida do Senhor, certamente seremos
arrebatados. Devemos viver uma vida vigilante e preparada para a volta do Senhor. Devemos ser vigilantes contra
toda a ação de Satanás que tentará desviar-nos do alvo de Deus. Devemos estar vigilantes para não satisfazer as
concupiscências da carne, a fim de não sermos achados em pecado quando o Senhor voltar. Essa palavra do
Senhor deve nos encorajar a vigiar e a não vivermos descuidados. Nosso alvo é sermos virgens prudentes!
A PARÁBOLA DOS TALENTOS
Antes de tratar da parábola dos talentos, é importante relembrar que na Bíblia existe uma grande diferença entre a
perdição eterna e a perda da recompensa durante o milênio. Falamos anteriormente que nossa salvação é eterna:
uma vez salvos, somos salvos para sempre (Jo 10:28). Todavia, isso não significa que após a salvação podemos
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viver de maneira desleixada, por termos a garantia de que não a perderemos. Deus é justo; Ele não pode tratar da
mesma maneira um cristão que viveu absolutamente para Ele e o outro que após a salvação, continuou a viver nos
prazeres do pecado e do mundo. Por isso, haverá recompensa ou disciplina na era vindoura, o milênio. Os cristãos
que tiverem amadurecido, os que permitiram que o Espírito Santo saturasse sua alma, serão recompensados com
as bodas do Cordeiro, enquanto os outros serão amadurecidos “à força”, mas com choro e ranger de dentes. Após
os mil anos, todos os cristãos de todos os tempos, ou seja, todas as pessoas de todas as épocas e lugares, que
um dia genuinamente receberam a Jesus como seu Senhor e Salvador, participarão da Nova Jerusalém, do novo
céu e da nova terra pela eternidade.
Há muitos versículos na Bíblia referentes à disciplina no milênio que são interpretados como indicadores da
possibilidade de perdermos a salvação. É preciso entender a diferença entre esses dois fatos, a fim de termos uma
vida cristã vitoriosa e segura. Portanto, mesmo que a distinção entre essas duas verdades seja “novidade” para
muitos, pelo desconhecimento que há sobre elas, devemos considerar seriamente esse assunto em oração diante
de Deus e conferi-I o com as Escrituras. Os judeus da cidade de Beréia foram considerados mais nobres que os de
Tessalônica, pelo fato de conferir com as Escrituras tudo o que Paulo e Silas lhes ensinavam (At 17: 10, 11). O
resultado foi que muitos deles creram (v. 12). Devemos proceder da mesma maneira. A autoridade última em
relação às verdades divinas é a Bíblia. Por isso, devemos examiná-la com atenção e oração, a fim de verificar que
ela ensina claramente a eternidade da salvação dos cristãos e a existência de uma disciplina para os que não
amadurecerem até o final da era da graça.
Conhecer que nossa salvação é eterna e que poderemos ser recompensados ou disciplinados, de acordo com
nossa maturidade espiritual, levarnos-à a uma vida cristã estável e vitoriosa, pois estaremos “correndo” para um
alvo certo e definido. Paulo estava se referindo a isso quando disse:
“Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio?Correi de tal
maneira que o alcanceis. Todo atleta em tudo se domina; aqueles para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém,
a incorruptível. Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar” (1 Co
9:2426).
Como ele corria, nós devemos correr também, visando alcançar o grande prêmio que é o próprio Cristo.
Estudaremos agora, sucintamente, a parábola dos talentos (25:14-30).
A parábola das dez virgens está relacionada à vida, e a dos talentos, ao serviço. No aspecto da vida, os cristãos
são virgens, e a exigência é que sejam vigilantes. Quanto ao serviço, somos servos, o que implica em sermos fiéis.
Portanto, não podemos negligenciar nem o aspecto da vida (aspecto interior, subjetivo, da experiência com Deus)
nem o aspecto do serviço (aspecto exterior, objetivo, resultado da comunhão com Ele). A parábola dos talentos, por
sua vez, também está relacionada ao serviço, mas especificamente ao adequado uso dos dons que de Deus
recebemos.
Pois será como um homem que, ausentando-se do país, chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens” (v.
14).
O “homem” aqui refere-se a Cristo. Ele entregou Seus bens aos Seus servos. Os cristãos, ao mesmo tempo que
são filhos de Deus, são servos ou escravos de Cristo (1 Co 7:22,23; 2 Pe 1: 1; Tg 1: 1; Rm 1: 1). No aspecto da
vida, somos virgens vivendo unicamente para Cristo (2 Co 11: 2), e no aspecto do serviço, nós O servimos como
escravos comprados por Seu precioso sangue.
“A um deu cinco talentos, a outro dois e a outro um, a cada um segundo a sua própria capacidade; então partiu” (Mt
25: 15).
Os talentos nessa parábola representam os dons espirituais (Ef 4: 7, 8; Rm 12:6; 1 Co 12:4; 1 Pe 4: 10; 2 Tm 1: 6).
Para servir ao Senhor, precisamos de dons. Muitas pessoas, ao tornarem-se cristãs, pensam usar para o Senhor
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seus talentos naturais, suas habilidades “de nascimento”. Isso, no entanto, é abominável para Deus, pois tais
habilidades pertencem ao homem caído, à velha criação e à natureza pecaminosa. Os talentos de que Deus
necessita no serviço a Ele são dons espirituais, são dons que nos são dados por Ele após a nossa salvação.
Somente com esses dons podemos servir ao Senhor como bons servos a fim de realizar Sua obra.
No momento em que recebemos a vida de Deus, por meio da regeneração, nos tornamos membros do Corpo de
Cristo e membros uns dos outros. Num corpo, nem todos os membros têm a mesma função (Rm 12:4,5). Em nosso
corpo físico, cada membro sabe exatamente qual é sua função e sabe como agir em coordenação com os outros
membros. No Corpo de Cristo, porém, precisamos descobrir a função de cada membro e é especialmente
necessário que aprendamos a servir junto com outros irmãos.
Negociando com os Talentos
O que recebera cinco talentos negociou com eles e ganhou outros cinco. Assim também o que recebera dois
ganhou outros dois(Mt25:16,17).
Devemos usar ao máximo os dons que recebemos do Senhor, sem desperdiçá-los, pregando o evangelho,
ministrando vida e verdade a outros, e pastoreando os que precisam de cuidado. O resultado disso será a
edificação da igreja e a multiplicação de nossos talentos. Uma das mais importantes tarefas de um servo de Deus é
suprir comida aos outros servos da casa de Deus (24:45). Devemos ministrar a Palavra de Deus com as riquezas
insondáveis de Cristo (Ef 3:8) a fim de nutrir nossos conservos. Por meio desse serviço, as pessoas serão
ricamente alimentadas e os bens do Senhor se multiplicarão.
“Mas o que recebera um, saindo, abriu uma cova e escondeu o dinheiro do seu senhor” (v. 18).
Há cristãos que receberam apenas um talento e, por isso, não o valorizam, considerando-se sem importância e
sem utilidade para Deus e para a igreja. Normalmente, são estes os que não multiplicam o talento que receberam,
isto é, “enterram” o dom dado pelo Senhor. Precisamos ser sábios: se recebemos apenas um talento do Senhor,
devemos, mais do que os outros, empenhar-nos em multiplicá-lo. Se nos consagrarmos ao Senhor, para servi-Lo
de acordo com Sua vontade, nossos dons espirituais se multiplicarão e nos tomaremos mais e mais úteis para a
edificação da igreja.
Acerto de Contas
“Depois de muito tempo, voltou o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles” (v. 19). “Muito tempo” aqui
refere-se à era da igreja e “voltou” refere-se à vinda do Senhor nos ares (1 Ts 4: 16, 17); “ajustar contas” refere-se
ao julgamento no tribunal de Cristo (2 Co 5: 10; Rm 14: 10) nos ares, onde nossa vida, conduta e obra serão
julgadas para recompensa ou punição (1 Co 4:5; Mt 16:27; Ap 22: 12; 1 Co 3: 1315). Esse tempo está cada vez
mais próximo, por isso precisamos considerar seriamente como temos usado os dons espirituais ganhos de Deus.
Os dons espirituais nos foram dados por Deus e a Ele prestaremos contas de seu uso – nada é realmente nosso,
mas foi-nos entregue para administrarmos em nome de Deus e para o Seu propósito.
O que recebera cinco talentos entregou os outros cinco que ganhara. Disse-lhe o senhor: “Muito bem, servo bom e
fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei: entra no gozo do teu senhor” (Mt 25:21).
“Pouco” refere-se ao nosso serviço ao Senhor nesta era e “sobre o muito”, à autoridade para governar no reino
vindouro. O “gozo” do Senhor é o desfrute do Senhor na era vindoura, o milênio. A recompensa dos servos fiéis
tem, portanto, dois aspectos: eles receberão autoridade para governar sobre as nações durante o milênio, e
desfrutarão de maneira especial da Pessoa do Senhor Jesus.
O que recebera dois talentos entregou a seu amo os outros dois que ganhara. O louvor e a recompensa do senhor
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a ele foram os mesmos dados ao de cinco talentos. É interessante observar que ambos os servos, tanto o que
recebera cinco como o que recebera dois, o senhor lhes disse que eles tinham sido fiéis “no pouco”. Isso prova que
sermos aprovados não depende do quanto fizemos para Deus, e, sim, de nossa fidelidade em usar plenamente os
dons que Ele nos deu. Não considere os irmãos de cinco talentos como se fossem predestinados para serem
vencedores e os de um talento como marcados para as trevas exteriores. Isso é uma mentira diabólica, que visa
tão somente desanimar e paralisar muitos filhos de Deus. Se o que recebera um talento tivesse sido fiel em
multiplicá-lo, ele também seria colocado sobre o muito e entraria no gozo do seu senhor.
“Chegando, por fim, o que recebera um talento, disse: Senhor, sabendo que és homem severo, que ceifas onde
não semeaste, e ajuntas onde não espalhaste, receoso, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu “-(vs.
24, 25).
Esse que recebera um talento não é uma pessoa incrédula, não salva, como interpretam alguns. Uma pessoa não
salva não pode receber dons espirituais de Deus, tampouco será levada a julgamento no tribunal de Cristo.
Aparentemente, o Senhor é severo como disse o último servo, pois parece exigir que trabalhemos para Ele a partir
do nada. Na verdade, Ele mesmo nos supre com toda a graça e a vida de que necessitamos para servi-Lo. Nossa
responsabilidade é trabalhar e multiplicar os dons que recebemos. Talvez para os de cinco e dois talentos seja mais
fácil usá-los, talvez o de um talento seja mais tímido e despreparado. Todavia, isso não deve ser desculpa para
negligenciarmos o uso do dom que recebemos. Se somos os de um talento, isso deve forçar-nos a exercitar a fé
mais do que os outros para usar mais diligentemente nosso dom. Se para nós é mais difícil usar o espírito ou
manter-nos separados para Deus, então, precisamos nos esforçar mais que os outros. O que importa é que
alcancemos o prêmio. Tenhamos a certeza de que o Senhor, ao nos dar os dons, sabe que somos capazes de
multiplicá-los. Ele está semeando e espera ceifar.
Esconder na terra o talento é envolver-se com as coisas terrenas, mundanas, e não com as espirituais, tornando-
se assim inativo e infrutífero. Quanto mais envolvidos com os cuidados e prazeres desta vida, menos interesse
temos pelas coisas espirituais. Por exemplo, alguns cristãos nunca têm tempo para visitar os outros a fim de
ministrar-lhes cuidado, pois estão a todo tempo envolvidos com as coisas do mundo. Outros se acham fracos
demais para pastorear ou pregar o evangelho. Lembre-se, porém: por mais fraco que você seja, por mais inútil que
você se considere, tenha a certeza de que sempre haverá pessoas ainda mais fracas que necessitam do seu
cuidado. Nunca devemos menosprezar os poucos dons que recebemos. Devemos ser fiéis no pouco que o Senhor
nos deu e os dons se multiplicarão. Também não podemos argumentar que nos falta tempo para cuidar dos outros.
Se nosso coração estiver cheio de amor por Deus e por Sua igreja, por mais ocupados que sejamos, sempre
conseguiremos reservar algum tempo para usar nossos dons a favor de Cristo e da igreja.
Choro e Ranger de Dentes
“Respondeu-lhe, porém, o senhor: Servo mau e negligente”, (y. 26). Aquele senhor foi ríspido e severo com seu
servo, pois ele nem mesmo havia tentado investir seu talento para devolvê-lo ao senhor com juros (v. 27). O servo
deveria ter entregue o dinheiro do seu senhor (o dinheiro, apesar de estar nas mãos do servo, ainda era de seu
senhor) Isso confirma que os dons espirituais que o Senhor nos deu ainda são d’Ele, e a nossa função é
simplesmente administrá-los aos banqueiros. Isso representa o uso dos talentos na igreja.
Disse o senhor aos outros servos: “Tirai-lhe, pois, o talento, e dai-o ao que tem dez” (Mt 25:28). O dom do Senhor,
no reino vindouro, será tirado daqueles que são negligentes. O uso dos dons é uma oportunidade que nos foi dada
pelo Senhor a fim de que nesta era cresçamos em Sua vida e recebamos mais da Sua graça’. Portanto, após a era
da graça, esses dons não terão mais razão de existir e serão tirados dos que não os multiplicaram.
E acrescentou o Senhor: “E o servo inútil lança-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes” (v. 30).
“Ser lançado nas trevas” aqui não denota a perdição eterna de um falso cristão. Como já vimos, o fato desse
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homem ser chamado de servo e a ele terem sido dados dons, prova que ele é um cristão genuíno. Desse modo, as
trevas aqui mencionadas referem-se à punição de cristãos genuínos que não foram fiéis. Há vários versículos em
Mateus que falam de alguém ser lançado nas trevas exteriores (8:12; 22: 13; 24:51; 25:30). Uma vez mais
reafirmamos: essas passagens referem-se a cristãos genuínos, verdadeiramente regenerados pelo Espírito Santo
que, contudo, não foram vencedores. Esses santos não-vencedores não serão lançados no lago de fogo, mas nas
trevas exteriores, o que significa ficar fora da esfera da glória de Deus durante a era do reino vindouro.
Um Encorajamento.
Deus nos escolheu antes da fundação do mundo. De antemão, Ele nos conhecia e sabia que, mesmo após O
conhecermos, ainda Lhe seríamos infiéis muitas e muitas vezes. Ele conhece nossa estrutura, sabe de nossas
fraquezas, de nossas dificuldades para prosseguirmos com Ele. Por isso, Deus nos dá o galardão do reino como
um encorajamento, um estímulo adicional para O buscarmos.
Participar dessa festa, dessa comunhão íntima, dessa porção especial por mil anos não é algo pequeno e sem
importância, mas é uma bênção indescritível prometida para todos os cristãos. Há um preço a pagar, um caminho
estreito a seguir, mas os que aceitarem ser vencedores obterão uma recompensa que olhos humanos nunca viram,
cuja descrição nenhum ouvido jamais ouviu nem jamais foi possível ao coração do homem conceber (d. 1 Co 2:9).
Entrar no gozo de nosso Senhor é um prêmio pelo qual vale a pena entregar toda a nossa vida e pagar o preço que
for necessário.
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Vidasparacristo.com curso de maturidade no espírito volume 1

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    23/04/2016 Curso de Maturidadeno Espírito (Volume 1) vidasparacristo.com/curso-de-maturidade-no-espirito-volume-1/ Curso de Maturidade no Espírito (Volume 1) ÍNDICE PARTE I – PRINCÍPIOS DE REVELAÇÃO NA PALAVRA PARTE II – ANDANDO NO ESPÍRITO PARTE III – TRANSFORMAÇÃO DA ALMA PARTE IV – O PLANO DE REDENÇÃO PARTE V – DISCIPLINAS DO ESPÍRITO PARTE VI – O CARÁTER DE CRISTO EM NÓS PARTE VII – GUERRA ESPIRITUAL PARTE VIII – A PLENITUDE DO ESPÍRITO PARTE IX – REINO E A VOLTA DE JESUS APRESENTAÇÃO É com muita alegria que lhe apresentamos esta apostila do Curso de Maturidade Cristã. Este material na verdade em uma compilação do Curso de Maturidade no Espírito da Igreja Videira de Goiânia, e da Igreja Batista Central de Unai – MG A diferença, entretanto, está no resumo da matéria que fizemos para um melhor aproveitamento na realidade de 1/139
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    nosso ministério, ealguns comentários extras que acrescentamos no intuito de melhorar ainda mais o material que já era de excelente qualidade. Esperamos que de fato você possa fazer um bom uso deste material e ao terminá-lo seja de fato um líder aprovado. Pastor Marcos V Ribeiro Gonçalves Pastor Presidente IGREJA VIDAS PARA CRISTO – GO Nossos Valores Somos adoradores, fomos comprados e lavados pelo Sangue de Jesus Cristo, somos devedores do evangelho, cremos que a missão do IDE é cumprida quando é feita por verdadeiros adoradores, que o adora em espirito e em verdade. Somos discípulos radicais, não negociamos com o pecado, nosso compromisso é com o céu, o reino de Deus e sua justiça, (Mateus 6:33) nosso compromisso é com a porta estreita e com o caminho estreito, ( Mateus 7:13-14) e a renúncia total das coisas do mundo, toda amizade com o mundo e rebelião contra Deus. (Tiago 4:4) Cremos que Jesus nos escolheu para fazer a diferença em nossa geração, (João 15:16) para sermos pregadores da sua palavra a tempo e a fora de Tempo, contamos com a ajuda completa e incondicional do Espirito Santo para nos capacitar a fazer toda obra de Deus. (MARCOS 13:11) Juntos somos Igreja Vidas para Cristo. Nossa Visão Nossa visão é alcançar 4 bilhões de Vidas para Cristo Jesus (4bi são numeros aproximados de pessoas que nunca ouviram falar de Jesus em 2016*), até o ano de 2050, caso Jesus Cristo não volte. Para isso estamos buscando resgatar os fundamentos da igreja primitiva, pois a mesma, sem poder contar com os avanços tecnológicos e áudio visual que temos hoje, alcançou muitas vezes mais do que a igreja de hoje. Para isso buscamos restaurar a pratica de Jejum, de oração no templo, nas casas e restaurando a verdadeira comunhão, Atos 2:42-47 incentivamos que cada cristão seja um ganhador de alma, e um cuidador de vidas. Também ensinamos em nossa Igreja que cada discípulo de Jesus Cristo priorize as coisas do alto e almejem de todo coração as promessas de Deus, Colossenses 3:1-3, como o Nosso Senhor Jesus nos ensina em Mateus 6:33. Juntos somos Igreja Vidas para Cristo. Nossa Missão Nossa missão é odorar ao único e verdadeiro Deus, (João 4:23) que fez o céu e a terra, como Igreja e corpo de Cristo 24 hs, (1 Cr. 23:1–25:31) alcançar os perdidos locais, e alcançar as nações e os povos não alcançados, pregando a palavra a tempo e a fora de tempo, ganhar bilhões de vidas em todo o mundo, (Mateus 28:18- 20) transformando as vidas através do evangelho que é o poder de Deus e povoando o céu de adoradores e remidos pelo sangue de Jesus. (Apocalipse 7:9) Maranata! Juntos somos a Igreja Vidas para Cristo. Igreja em Células. 2/139
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    PARTE I PRINCÍPIOS DEREVELAÇÃO NA PALAVRA Todo homem é espírito, alma e corpo. A concepção geral das pessoas é de que o homem é apenas corpo e alma. Todavia, é importante ressaltarmos que o homem é um ser triúno: corpo, alma e espírito. Em I Tessalonicenses 5:23 lemos”: “O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo, sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo”. . Espírito e alma não são a mesma coisa. Caso fossem, qual seria a necessidade de separá-Ios? Pois, em Hebreus 4:12, Paulo nos diz que a Palavra de Deus é viva e eficaz e penetra a ponto de dividir alma e espírito. Alma e espírito, portanto, não é mesma coisa. Mas qual a necessidade de estudarmos sobre esse assunto? Por que precisamos saber que o homem é espírito, alma e corpo? Isso é fundamental sob muitos aspectos. Essa é a base para a compreensão de todo o fundamento da fé. Vejamos algumas razões pelas quais nos é imprescindível aprender não apenas que o homem possui uma dimensão tríplice, mas também a necessidade de sabermos discernir o nosso próprio espírito humano. Em primeiro lugar, Deus é espírito. Em João 4:24, lemos: “Porque Deus é espírito…” Ora, para que possamos ter contato com a matéria, precisamos ser matéria. Do mesmo modo, para que possamos ter contato com Deus, que é Espírito, precisamos ser um espírito. Em segundo lugar, o próprio conhecimento espiritual é adquirido no espírito. “Em I Coríntios 2: 14, lemos: ;’Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura, e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente”. Veja bem que todo conhecimento que tem valor na vida cristã é adquirido espiritualmente. Em terceiro lugar o novo nascimento é algo que ocorre inteiramente em nosso espírito. “O que é nascido da carne, é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito” (Jo.3:6). Quando Adão pecou, ele morreu, e bem assim toda a sua descendência. A morte de Adão não foi de imediato uma morte física, mas espiritual. O seu espírito morreu para Deus. Não que o homem natural não tenha espírito, mas o seu espírito está morto, incapaz de manter contato com Deus. O novo nascimento é o renascer deste espírito para Deus. Em quarto lugar. A adoração é algo que é feito no espírito. Se falharmos em perceber o nosso espírito, a nossa adoração será comprometida. O máximo que iremos alcançar será um louvor no nível da mente e da alma. Deus é espírito e deve, portanto, ser adorado em espírito (Jo.4:24). . Em quinto lugar, em todo o Novo Testamento, somos exortados a andar no espírito. “Neste ponto alguém pode questionar:” É, mas aí não se refere ao Espírito de Deus?”Todavia, entendemos que aquele que se une ao Senhor é um só espírito com Deus, fomos unidos a Ele, amalgamados, ligados indissoluvelmente (I Cor. 6: 17)”. O Espírito Santo não habita na alma, e sim em nosso espírito humano 3/139
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    recriado. Toda direçãoque o Espírito nos dá, vem através do nosso espírito. O nosso espírito é a parte do nosso ser que tem a função de contactar a Deus. Em sexto lugar a palavra de Deus diz que somos seres espirituais. Eu sou um ser espiritual. Eu sou da natureza de Deus, fui feito à sua imagem e semelhança. Não devemos pensar que somos o nosso corpo. Nós somos espíritos, e é por isso que estamos aptos para ter comunhão com Ele para ouvir e falar com Ele. Em I Coríntios 14:14, Paulo diz: “Se eu orar em outra língua, então meu espírito ora…” Veja a forma como ele diz: “se eu orar.. Então meu espírito ora” ; veja que o “EU” e o “espírito” são a mesma coisa, mostrando que Paulo se via como um ser espiritual. Evidentemente nós não somos apenas espíritos, somos também alma e corpo. Em Romanos 7: 18, Paulo também diz: “Porque eu sei que em mim, isto é na minha carne…” Veja que ele também diz que ele é matéria. Nós somos um ser triúno. A divisão que ora fazemos é apenas visando facilitar a aprendizagem. Existe um tipo de oração que é feita no nível do espírito. Como poderei fazer esse tipo de oração, se eu nem mesmo sei que possuo um espírito? A adoração é no espírito e a oração também. Vemos que a prática normal da vida cristã implica numa compreensão clara de que somos um ser espiritual, que possui uma alma e habita em um corpo. Há uma grande diferença entre o conhecimento mental e o conhecimento espiritual. Talvez nunca tenhamos questionado por que há tantos filhos de Deus que conhecem a Bíblia e esse conhecimento não os afeta de forma alguma. Esse problema acontece porque conhecem a Bíblia apenas intelectualmente, ou seja, não têm revelação. Por todo o Novo Testamento, nós podemos ver que a maior preocupação de Paulo era a de que os crentes tivessem revelação de Deus. Se observarmos atentamente as orações de Paulo, mencionadas nas epístolas, constataremos que o seu alvo de oração era único: Revelação. Paulo não orava pelo crescimento da Igreja. Paulo não orava por novos líderes, nem por algo semelhante. Como seria mudada a nossa prática de igreja se tomássemos como nossas as orações de Paulo! Simplesmente porque quando houver revelação, as pessoas serão transformadas pela ação da Palavra. A fé se manifestará espontaneamente, e a unção e a vida de Deus irão transbordar. FUNÇÕES DO ESPÍRITO, DA ALMA E DO CORPO. Pela Palavra de Deus e pela experiência, podemos ver que o homem possui três partes, e que cada uma delas possui a sua função específica. O corpo é a parte material onde estão os nossos sentidos físicos. A sua função básica é manter contato com o mundo material através dos cinco sentidos. A alma, por sua vez, é a parte que nos permite contatar a nós mesmos. Diríamos que é a parte que nos permite ter autoconsciência, ou seja, consciência de nós mesmos. A alma é o “eu” e, portanto, o centro da personalidade. O espírito é aquela parte pela qual temos comunhão com Deus. É o elemento que nos dá consciência de Deus. A alma é o centro da personalidade, mas o espírito é a parte mais importante – é o centro do nosso ser. É pelo espírito que podemos adorar a Deus e receber revelação. Deus habita em nosso espírito. 1) FUNÇÕES DO ESPÍRITO O espírito humano possui três funções básicas: intuição, cons ciência e comunhão. 4/139
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    A função daintuição “E vós possuís a unção que vem do Santo, e todos tendes conhecimento”, I Jo.2:20. “Quanto a vós outros, a unção que dele recebestes permanece em vós e não tendes necessidade de que alguém vos ensine, mas como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é falsa. Permanecei nele, como também ela vos ensinou”,I Jo.2:27. A intuição é a capacidade do espírito humano de conhecer e saber independentemente de qualquer influência exterior. É o conhecimento que chega até nós, sem qualquer ajuda da mente ou da emoção, ele chega intuitivamente. As revelações de Deus e todas as ações do Espírito Santo se tornam conhecidas por nós pela intuição do espírito. A nossa mente simplesmente ajuda a entender aquilo que o Espírito Santo revela ao nosso espírito. Muitas vezes, surge um sentimento no nosso íntimo nos impelindo a fazer algo ou nos constrangendo para que não o façamos. Essa sensação interior é a intuição do espírito. Quantas vezes, depois de fazermos alguma coisa. Confessamos: “bem que dentro de mim algo me dizia para eu não fazer” . Todos podemos testemunhar que em muitas circunstâncias passamos por experiências semelhantes á essa. O nosso espírito está funcionando, nós é que não damos crédito. A maioria de nós estamos confinados a uma vida exterior, e quase nunca damos crédito à voz interior no espírito. As coisas do espírito têm de ser discernidas pelo nosso espírito (I Co. 2: 14). Jesus sabia no seu espírito o que os outros arrazoavam. Paulo foi constrangido no espírito. Em todas essas referências, temos a forma como se manifesta a intuição do espírito. Alguém pode me perguntar a esta altura: “como vou saber que é intuição do espírito 7” Eu não sei como você vai saber, mas você vai saber. Alguém poderá lhe perguntar: como você sabe disso 7 E você simplesmente dirá: “Eu sei que sei”. É desta forma que percebemos a intuição. É um saber que não tem origem na mente e nem no mundo físico. “Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão dizendo: conhece ao Senhor, porque todos me conhecerão, desde o menor até o maior deles. Diz o Senhor”, Jr.31:34. Nós vivemos hoje debaixo desta aliança. Todos são ensinados do Senhor. Você não sabe como chegou a saber disso, mas há algo em seu interior que diz que certas coisas não são verdadeiras. Certa vez, uma irmã confidenciou que sentiu uma grande angústia enquanto certo pastor estava pregando. Ela não sabia o motivo daquela angústia no espírito. O irmão mais maduro mostrou-lhe que aquele pastor estava ensinando heresia, pois dizia que Jesus não havia ressuscitado dos mortos. A intuição daquela irmã havia rejeitado o ensino, ainda que a sua mente não entendesse bem a mensagem. A intuição se manifesta pela restrição e pelo constrangimento. Por exemplo, podemos estar pensando em fazer determinada coisa que parece muito razoável, gostamos da idéia e resolvemos ir em frente. Mas algo dentro de nós, uma sensação pesada, opressiva, parece opor-se ao que a nossa mente pensou, nossa emoção aceitou e a nossa vontade decidiu. Parece dizer-nos que tal coisa não deve ser feita. Este é o impedimento, ou a restrição da intuição. Tomemos agora um exemplo oposto. Determinada coisa parece irracional, contrária ao nosso deleite, e muito 5/139
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    contra a nossavontade. Mas, por algum motivo desconhecido, há dentro de nós um tipo de constrangimento, um impulso, um estímulo para que a façamos. Este é o constrangimento da intuição. É importante ainda frisarmos que há uma diferença entre o conhecer e o entender. O conhecer está no espírito, enquanto o entender está na mente. Conhecemos uma coisa através da intuição do espírito, a nossa mente é iluminada para entender o que a intuição conheceu. Na intuição do espírito, conhecemos a persuasão do Espírito Santo. Na mente entendemos a orientação do Espírito Santo. O conhecimento da intuição, na Bíblia, é chamado de revelação. Revelação é o desvendar, pelo Espírito Santo, da verdadeira realidade de alguma coisa. Esse tipo de conhecimento é muito mais profundo que o conhecimento da mente. A unção do Senhor nos ensina a respeito de todas as coisas pelo espírito de revelação e de entendimento. A Função da consciência É fácil entender a consciência. Todos nós estamos familiarizados com ela. É a capacidade de discernir entre o certo e o errado, não segundo os critérios da mente, mas segundo uma sensação do espírito. (Rm).9:1-At.17:16. .’ Quando comparamos Romanos 9: 1 e Atos.17: 16, vemos que a consciência está localizada no espírito humano. Testificar, confirmar, recusar, acusar são funções da consciência. Em I Coríntios 5:3, Paulo diz que em seu espírito julgou uma pessoa pecaminosa. Julgar significa condenar ou justificar, estas são ações da consciência. Muito freqüentemente, a consciência condena coisas que a nossa mente aprova. O julgamento da consciência não é segundo o conhecimento mental, mas segundo a direção do próprio Espírito Santo. Na Bíblia existem dois caminhos: o caminho tipificado pela árvore da vida e o do conhecimento do bem e do mal. Não somos exortados na Palavra a andarmos segundo, o padrão de certo e errado, mas sim a sermos guiados pelo espírito. Quando você pára diante de um cinema, qual é a sua ponderação? “Não é pornográfico, não é errado, não faz mal, portanto, eu posso assistir”. Tais ponderações não são da consciência. É a mente decidindo, independentemente. A consciência não faz ponderações, apenas decide. Há muitas coisas que a nossa consciência recusa, mas a nossa mente aprova. Devemos rejeitar de uma vez por todas o caminhar segundo a mente e segundo a árvore do conhecimento, devemos ser guiados pelo espírito, pelo princípio da vida de Deus em nós, percebido em nossa consciência. Precisamos ser absolutos com aquilo que Deus condena em nossa consciência. Nunca devemos tentar explicar o pecado, justificando-o. Sempre que houver uma recusa em nossa consciência, devemos parar imediatamente. Alguns tentam se justificar dizendo que não têm muita convicção se determinada coisa é errada ou não. Romanos 14:23 nos diz que tudo o que não vem da plena certeza e da fé, é pecado. Só podemos servir a Deus estando com a nossa consciência limpa. Todos nós podemos testificar que a ação da nossa consciência não depende de nosso conhecimento da Bíblia. Muitas vezes, sentíamos que algo era errado e só depois descobríamos aquela proibição na Bíblia. Sem que ninguém nos ensinasse, sabíamos que o nosso namoro estava errado, que as nossas finanças estavam desajustadas. Aquele que é nascido de Deus tem no seu espírito a voz do Espírito Santo a falar pela sua consciência. Ninguém jamais poderá dizer que não sabia. A nossa consciência tem a função de testificar conosco a vontade de Deus. A Função da comunhão “Meu espírito exulta em Deus meu salvador”, Lc1: 47. “O que se une ao Senhor é um só espírito com Ele”. I Cor. 6: 17. 6/139
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    Comunhão é adorara Deus. Toda comunhão genuína com Deus é feita no nível do nosso espírito. Deus não é percebido pelos nossos pensamentos, sentimentos e intenções, pois Ele só pode ser conhecido diretamente em nosso espírito. Aqueles que não conseguem perceber o seu próprio espírito, não conseguem também adorar a Deus em espírito. É no nosso espírito que nos unimos ao Senhor e mantemos comunhão com Ele. Tudo o que Deus faz, Ele faz a partir do nosso espírito, sempre de dentro para fora. Esta é uma maneira bem prática de sabermos o que vem de Deus e o que vem do diabo. O diabo sempre começa a agir de fora, pelo corpo, tentando atingir nossa alma. Deus, por sua vez, age de dentro para fora. Sempre que formos adorar a Deus, devemos nos voltar para o nosso coração, pois é nele que percebemos o nosso espírito. Não procure exercitar a mente na hora de adorar, exercite o espírito através do coração. É por isso que a adoração com cânticos em línguas é mais eficiente, pois a nossa mente fica infrutífera e podemos exercitar o espírito livremente. Quando o fogo vier queimando no coração, absorva-o completamente. Quando vier como um rio transbordante, beba-o completamente. A comunhão é sempre percebida no coração. COMO EXERCITAR O PRÓPRIO ESPÍRITO Precisamos separar o nosso espírito de nossa alma (B. 4: 12). Se formos incapazes de separar a nossa alma do espírito, seremos incapazes de contatar o Senhor e até mesmo de servi-lo. A maneira como Deus nos leva a perceber o nosso próprio espírito passa por três caminhos: Em primeiro lugar, devemos entender que a alma esconde, encobre o espírito assim como os ossos encobrem a medula. Se quisermos ver a medula temos de quebrar os ossos. Por isso, a alma precisa ser quebrada. Sem quebrantamento é difícil percebermos o nosso espírito. Portanto, a primeira maneira que Deus usa para percebermos o nosso próprio espírito é pelo quebrantamento da alma. Nestas circunstâncias nos tomamos sensíveis a Deus em nosso espírito. Em segundo lugar, a palavra de Deus também tem esse poder de separar alma e espírito. Deus, na verdade, usa o quebrantamento pelas circunstâncias, e o poder da palavra para separar a alma e o espírito. Hebreus 4: 12 diz: Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir pensamentos e propósitos do coração. Uma terceira maneira para percebermos o nosso espírito humano é orando em línguas. Paulo diz em I Coríntios 14: 14 que aquele que ora em línguas tem o próprio espírito orando enquanto a mente (alma) fica infrutífera. Portanto, se você não ora em línguas, busque do Senhor esta experiência, pois através dela você vai crescer no seu próprio espírito. Paulo diz em Romanos 1:9 que ele serve a Deus no espírito. O mesmo se aplica a cada cristão. Precisamos aprender a exercitar o nosso espírito. A obra de Deus em nosso espírito já foi completada. É como uma lâmpada que se acendeu. Jesus disse que o Espírito está pronto (Mt. 26:41). A obra de Deus em nosso espírito já foi completada. Fomos regenerados, nascemos de Deus, e Ele agora habita em nosso espírito. A nós cabe apenas exercitá-lo. Observe uma criança que acabou de nascer. Ela é perfeita, mas precisa ainda ser aperfeiçoada. Ele tem uma boca perfeita, mas não sabe falar. Ela possui pés perfeitos, mas não sabe andar ainda. O nosso espírito está pronto, mas precisa ser aperfeiçoado pelo exercitar. 2) FUNÇÕES DA ALMA 7/139
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    A Palavra deDeus nos mostra clara e inequivocamente que a alma humana é composta por três partes: a mente, a vontade e a emoção. A alma é a sede da nossa personalidade, é o nosso “EU’”. É por esse motivo que, em muitos lugares, a Palavra de Deus chama o homem de “alma”. As principais características do homem estão na sua alma, tais como idéias, pensamentos, amor, etc. O que constitui a personalidade do homem são as três faculdades: mente, vontade e emoções. A função da vontade “Disponha agora o vosso coração e a vossa alma para buscardes o Senhor Deus” I Cr. 22: 19. Buscar é uma função da vontade; vemos que a vontade está na alma. Em Jo 6: 7, lemos… “Aquilo que minha alma recusava em tocar”… Recusar é uma função da vontade escolheria, antes ser. Escolher também é uma função da vontade. Vemos então, por esses trechos, que a vontade é uma função da alma. A vontade é o instrumento para nossas decisões e indisposições: queremos ou não queremos. Sem ela o homem seria reduzido a um ser autômato. É a vontade do homem que também resolve pecar ou servir a Deus. É na nossa alma que está o nosso poder de escolha. A função da mente Provérbios 2:10;19:2 e 24: 14 sugerem que a alma necessita de conhecimento. O conhecimento é uma função da mente; logo, a mente é uma função da alma. “As suas obras são admiráveis e a minha alma o sabe muito bem”. Sl.139: 14. Saber é uma função da mente, e, portanto, também da alma. Lamentações 3: 20 diz que a alma pode se lembrar e sabemos que a lembrança é função da mente. Por isso podemos afirmar que a mente é uma função da nossa alma. A mente é a função mais importante da alma. Se a nossa mente for obscurecida, nunca poderemos chegar ao pleno conhecimento da verdade. A nossa mente é renovada para poder experimentar e entender a vontade de Deus, que é revelada em nosso espírito. A Função da Emoção A emoção é uma parte importante da experiência humana. As emoções dão cor à nossa vida; todavia, jamais podemos nos deixar ser guiados por elas. Isso porque a emoção é uma parte da alma. As emoções se manifestam de muitas formas: amor, ódio, alegria, tristeza, pesar, saudade, desejo, etc. Em I Sm.I8: 1, Ct.l:7 e S1.42: 1, percebemos que o amor é alguma coisa que surge em nossa alma. Provando, portanto, que dentro da alma, existe uma função como a emoção. Quanto ao ódio, podemos ver em II Sm.5:8, EZ.36:5 e S1.117: 18 expressões tais como: menosprezo, aborrecimento e desprezo. Essas são expressões de ódio e todas elas procedem da alma. A alma, portanto, tem a função de ter emoções tais como o ódio. Poderíamos citar ainda a alegria em Is.61: 10 e S1.86:4 como uma emoção da alma e ainda a angústia ou o desejo, I Sm.30:6 e 20:4, Ez.24:25 e Jr.44:I4. Todos os trechos que lemos até agora já servem de base para constatarmos que a alma de fato tem três funções: a mente, a vontade e a emoção. Percebemos também que o espírito do homem tem também três funções ou partes distintas: a consciência, a comunhão e a intuição. 8/139
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    A TANFORMAÇÃO DAALMA. Uma das verdades mais importantes da vida cristã é o fato de que, agora, Deus habita em nós, na pessoa do Espírito Santo. Como já dissemos, Cristo agora é a nossa vida. Se falharmos em entrar em contato constante com o Espírito Santo que habita em nosso espírito, a nossa vida, e, conseqüentemente, o nosso caráter serão seriamente prejudicados. É realmente muito importante sermos capazes de distinguir aquilo que vem do espírito. Deus fala é no nosso espírito. Se não soubermos a diferença entre alma e espírito, como podemos discernir a voz e a vontade de Deus para nós? A Palavra de Deus nos mostra que aqueles que andam segundo o padrão da alma são chamados carnais. Carnal não é exatamente aquele que anda na prática do pecado. Quem anda na prática do pecado, possivelmente nem tenha nascido de novo, pois aquele que é nascido de Deus não vive na prática do pecado (Jo.3:9). O carnal é aquele que sinceramente tenta fazer a vontade de Deus e conhecer a sua vontade, todavia, ele o faz exercitando a alma. Nesse sentido, os cristãos que vivem segundo o padrão da alma tendem a seguir aquela função da alma que lhes é mais peculiar. Por exemplo, pessoas mais emotivas tendem a usar as emoções como critério de vida espiritual. Se sentem calafrios e fortes emoções conseguem fazer a obra de Deus, mas se estas emoções se vão, também seu ânimo se esvai. Há outros, porém, que recusam esta emotividade da alma e andam segundo o padrão da mente. Estes chegam mesmo a criticar os emotivos como sendo carnais. O que eles não percebem é que andar segundo a mente também é da alma. Estes irmãos tendem a ser extremamente críticos e naturais na obra de Deus. Geralmente, não aceitam o sobrenatural e querem colocar o Espírito Santo nos seus padrões de mente. Há ainda um terceiro tipo de cristão da alma, são aqueles que andam segundo a empolgação da vontade. Poderíamos chamá-los de crentes “oba-oba”. Sempre estão empolgados para realizar alguma atividade, entretanto, o fogo se apaga logo. Não possuem perseverança alguma. Estes crentes chegam mesmo a argumentar em nome de sua pretensa sinceridade: “Se eu não estou com vontade, eu não preciso orar nem ler a Bíblia, pois, afinal, Deus não quer sacrifício“. Parece muito piedoso, mas se tratam apenas de desculpas da carne para não servir a Deus. Se andamos segundo a alma, invariavelmente cairemos em um destes três pontos, ou em todos eles. Os que andam na carne não podem agradar a Deus. (Rm.8:8). Não devemos pensar que a nossa alma é ruim, isto não é verdade. O erro é caminharmos confiados na sua capacidade de pensar, entender e sentir. Se andamos pela alma já não andamos por fé. Existe algo, entretanto, que devemos fazer com a alma: devemos transformá-la. Veja que o nosso espírito já foi recriado, regenerado. Toda a obra de Deus em nosso espírito já foi completada. O nosso espírito é como uma lâmpada que se acendeu dentro de nós. Ela está acesa e nunca mais se apagará. O novo nascimento aconteceu num instante, mas a nossa alma agora deve ser transformada. O processo de transformação da alma é algo que dura a vida inteira. Como a nossa alma deve ser transformada? Pela renovação da mente. A mente é a primeira função da alma. Se mudamos a mente, estaremos mudando toda a nossa vida. A única maneira de mudarmos a nossa mente é conformando-a com a Palavra de Deus. “E não vos conformeis com este século, mas transforma i-vos pela renovação da vossa mente…”. Rm.12:2 Eu colaboro com o Espírito Santo na minha própria transformação à medida que me encho com a Palavra de Deus. Com relação ao nosso espírito, devemos exercitá-lo constantemente para mantermos contato com Deus; e com relação à nossa alma, devemos transformá-la, mediante a renovação da nossa mente com a Palavra de Deus. 9/139
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    3) FUNÇÕES DOCORPO A Palavra de Deus nos diz que o nosso corpo é apenas a nossa casa terrestre. É o lugar onde moramos neste mundo. A função básica do corpo é ter contato com o mundo físico. Paulo nos diz em II Coríntios 5: 1-4 que o nosso corpo é a nossa casa terrestre, mas haverá um dia em que seremos revestidos da nossa habitação celestial. O nosso corpo não tem conserto e nem salvação. Precisamos receber outro corpo. No céu não teremos uma nova alma, mas teremos um novo corpo. O nosso espírito foi regenerado, a nossa alma está sendo transformada e o nosso corpo será glorificado. Vemos aqui os aspectos passados, presentes e futuros da nossa salvação. Função da sensação A função da sensação é a porta do nosso ser. Ela se constitui nos cinco sentidos do corpo. Tudo o que entra em nossa alma, entra através dos cinco sentidos. Se desejarmos obter vitória sobre o pecado, precisamos disciplinar o nosso corpo para que através dele não entre nada sujo ou pecaminoso. A Função da locomoção Evidentemente, é função do nosso corpo se locomover. O nosso corpo é a parte mais inferior, pois é ele que tem contato com o mundo físico, e para o nosso corpo é impossível perceber as coisas espirituais. Função de instinto Os instintos são reações do organismo que não dependem do comando da nossa alma. São reações automáticas e em si mesmas não são pecaminosas. Entretanto, elas são a base da concupiscência da carne. Deus criou os instintos bons, mas por causa do pecado, eles foram degenerados e hoje precisamos exercer domínio sobre eles. Há três grupos de instintos básicos: de sobrevivência, de defesa e sexual. O instinto de sobrevivência inclui o comer, o beber e as necessidades fisiológicas. São inatos, ninguém precisa ensinar a criança a mamar, ela já nasce sabendo. O pecado transformou esse instinto natural em glutonaria e bebedices. O instinto de defesa inclui os atos reflexos de proteção, como esquivar-se, esconder-se, proteger-se. O pecado o transformou em brigas, facções, iras e todo tipo de violência. E o instinto sexual foi corrompido para se transformar em adultério, fornicação, prostituição, sodomia e coisas parecidas. Não devemos permitir que esses instintos naturais, que permanecem em nós, mesmo depois que somos convertidos, nos controlem. O corpo deve ser um servo e não um Senhor. A disciplina do corpo Precisamos estudar as funções do corpo para compreendermos que o diabo está de fora, e Deus está dentro de nosso espírito. Sendo assim, tudo o que é do diabo vem de fora para dentro e tudo o que é de Deus vem de dentro (do nosso espírito) para fora. Veja a maneira como o inimigo age: Ele primeiro procura entrar pelas portas da alma que são os sentidos do corpo. O processo sempre começa com o inimigo tentando chamar a nossa atenção. Uma vez que ele tem a nossa atenção, ele tentará despertar algum instinto básico do nosso corpo. Como já vimos, os nossos instintos foram corrompidos pelo pecado e tomaram-se aliados do diabo. Quando ele desperta um 10/139
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    instinto, nós dizemosque estamos sendo tentados. . Uma vez que o instinto é despertado, o próximo passo é produzir um desejo. O desejo ainda não é pecado se ele for apenas uma forte tentação e ser tentado ainda não é pecado. O pecado acontece quando o nosso desejo se transforma em intenção. Jesus disse que qualquer um que olhar com intenção impura para uma mulher, já adulterou com ela (Mt. 5:28). Quando compreendemos a forma como o diabo age, fica mais simples alcançar vitória sobre ele. Além disso, há algo que a Palavra de Deus diz que devemos fazer com o nosso corpo: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”. Rm, 12:1 Devemos ofertar o nosso corpo a Deus e trazê-lo debaixo de disciplina. Disciplinar não é usar de ascetismo, mas é simplesmente não fazer a vontade do corpo. O nosso corpo e a nossa alma são a parte do nosso ser natural que é chamada de carne, no Novo Testamento. O carnal, então, é aquele que vive no nível do natural; ou seja, no nível da alma e do corpo. Algumas implicações práticas: Há uma atitude que devemos ter em relação a cada parte do nosso ser: 1. a) O espírito deve ser exercitado – Com relação ao nosso espírito, precisamos exercitá-lo. A obra de Deus em nosso espírito está pronta, daí dizer-se que o espírito está pronto. Todavia, assim como uma criança nasce perfeita, mas ainda precisa ser aperfeiçoada, também acontece o mesmo com o nosso espírito. 2. b) A alma deve ser transformada – A nossa alma deve ser transformada. Romanos 12: 1 e II Cor 3: 16 nos dizem como isso deve acontecer: pela renovação da mente. 3. c) O corpo deve ser disciplinado – Por fim, o nosso corpo deve ser disciplinado como é ensinado em Romanos 12: 1. Com relação à salvação podemos dizer: 1. a) O nosso espírito foi regenerado no passado – a vida de Deus foi colocada dentro do nosso espírito. É como uma lâmpada que se acendeu. A obra está completa. Por isso, o Senhor disse que o espírito está pronto (Mt. 26:41). 2. b) A nossa alma está sendo transformada no presente – o alvo de Deus é que esta vida que está no espírito possa transbordar para nossa alma a ponto de saturá-la e transformá-la. 3. c) O nosso corpo será glorificado no futuro – o ápice da obra de Deus é a manifestação dos filhos de Deus na glória. Com relação ao propósito de Deus podemos comparar: 1. a) O corpo aponta para o Egito – do ponto de vista de Deus o corpo é o lugar onde o pecado habita e, portanto, não tem remédio. Deveremos receber um corpo glorificado. 2. b) A alma aponta para o deserto – depois de termos sido salvos, precisamos nos perguntar se estamos vivendo no nível da alma ou do espírito. 11/139
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    A vida daalma é lugar de aridez e falta de fruto. Viver pela alma é viver no deserto. . 1. c) O espírito aponta para Canaã. A boa terra aponta para Cristo. Deus queria que. Israel desfrutasse da boa terra assim como deseja que hoje desfrutemos do Senhor Jesus. Sabemos que o Senhor habita em nosso espírito, daí entendemos que é no espírito que devemos desfrutar dele. A REVELAÇÃO NO ESPÍRITO Na vida cristã o ponto mais importante é o conhecimento espiritual, a revelação. Como já mostramos anteriormente, a maior preocupação de Paulo, em todas as suas epístolas, era com revelação (EL1: 1519, Ef.3: 1419). É interessante vermos que Paulo não orava pelo crescimento das igrejas locais. Em nenhum lugar Paulo faz votos pelo crescimento numérico da igreja. Paulo não ora pelo prédio onde os irmãos deveriam se reunir. Paulo tinha uma única oração: por revelação. Precisamos entender que o Novo Testamento tem um ponto central. E não digo que não devemos orar por coisas como as que já mencionei, elas têm a sua devida importância. Mas não são o ponto central. O ponto central de todo o Novo Testamento é Cristo. Mas não apenas Cristo, mas Cristo dentro de nós, em nosso espírito. O que tem valor realmente é conhecermos Cristo, por revelação, em nosso espírito. Se possuirmos revelação de Cristo, espontaneamente, todas as áreas de nossa vida serão afetadas e transformadas. É preciso estar claro para você que revelação não é descobrir algo que ninguém conhecia na Palavra de Deus. Antes, é saber pelo espírito algo que a nossa mente talvez até já saiba. É simplesmente ver do ponto de vista de Deus. É ver como Deus vê. (I Cor. 2:11-12; II Cor. 3:6 e4:6; II Cor. 5:16; Jo. 20:11-16; Lc.24:13-16 e 30-31.) Por que muitas pessoas conhecem a Palavra de Deus e não são transformadas? Porque o homem natural não entende as coisas do Espírito de Deus. Porque estas coisas se discernem espiritualmente, ou seja, por revelação. Uma coisa é o conhecimento natural e carnal, outra coisa é o conhecimento espiritual ou revelação. Paulo diz que antes ele conhecia Jesus na carne, mas depois passou a conhecê-lo pelo Espírito. Assim que, nós, daqui por diante, a ninguém conhecemos segundo a carne; e, se antes conhecemos Cristo segundo a carne, já agora não o conhecemos deste modo. II Cor. 5:16. Quando a revelação de Deus vem, então, há crescimento, há discipulado, há maturidade cristã, há missões, há novos líderes, tudo o mais é apenas conseqüência de termos as nossas vidas impactadas pela luz do Espírito Santo. À medida que nossos olhos espirituais se abrem e entendemos com todos os santos a dimensão do seu poder dentro de nós, então, há uma explosão de poder e autoridade. Esta geração vai descobrir a autoridade que tem e a suprema grandeza do poder de Deus que opera dentro de nós. Não adianta saber com a mente, temos que ter revelação no espírito. (Ef. 1: 15-19). (Ef.3:14-19). CONDIÇÕES PARA SE OBTER REVELAÇÃO 12/139
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    Observando a Palavrade Deus podemos dizer que há pelo menos quatro fatores essenciais para se obter revelação. O primeiro fator é conhecer a Palavra de Deus. Por definição. Revelação é tomar algo que estava oculto, ou escondido é trazer à tona para que todos vejam. O que significa isto? Eu simplesmente não vou ter revelação alguma se a Palavra de Deus estiver oculta para mim. Precisamos conhecer a Palavra de Deus antes de recebermos revelação. Evidentemente, o mero conhecimento mental da Bíblia não tem valor algum. Se tudo o que você tem é mero conhecimento mental, então você não tem coisa alguma. É do conhecimento de todos que os espíritas e os católicos lêem a Bíblia e, no entanto permanecem no erro. É assim por que o mero conhecimento mental não muda a vida de ninguém. Por outro lado, há um princípio espiritual em I Coríntios 15:46: “Mas não é primeiro o espiritual e, sim o natural; depois o espiritual. ” Antes de termos o conhecimento espiritual precisamos do conhecimento natural. Como podemos ter revelação no espírito de algo que nem conhecemos com a mente. Antes de termos revelação precisamos encher a nossa mente com a Palavra de Deus. Gaste tempo lendo, estudando, meditando, ouvindo, falando e praticando a Palavra de Deus. Na medida em que isso for se tomando real, naturalmente, o seu espírito será exercitado e as revelações virão. O segundo fator é ter olhos para ver. E isto acontece através do novo nascimento. Vamos tomar o exemplo de um baú. Se queremos ver o que está dentro de baú, a primeira coisa que temos de fazer é abri-lo e retirar o que queremos ver. É isto que dissemos quando falamos sobre abrir a palavra de Deus. Mas suponhamos que depois de abrir o baú descobríssemos que não podemos ver, somos cegos. Nesse caso, não poderíamos ver o que está sendo revelado. O mesmo acontece conosco. Não basta abrir a Bíblia, precisamos de olhos para ver. Em I Coríntios 2: 14 lemos que: “o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura, e não pode entendê-las porque elas se discernem espiritualmente.” Se ainda não fui regenerado não vou ter condições de ter revelação. Aquele que não nasceu de novo é cego para Deus, não pode ver as coisas do Espírito. O terceiro fator é a luz que virá através do batismo com o Espírito Santo. Suponhamos que já tenhamos aberto o baú, temos condições de enxergar, mas não há luz. Ainda assim não vamos ver coisa alguma. Deixar de ser cego é uma questão de novo nascimento, mas ter luz aponta para a experiência do batismo no Espírito Santo. O crente que ainda não foi batizado no Espírito, é filho de Deus, mas vive como homem natural, não discerne as coisas do Espírito. Ele até pode louvar, mas não pode adorar. Pode até conhecer a Bíblia, 13/139
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    mas não temrevelação. A terceira condição, então, é ser batizado no Espírito Santo. Quero lembrar ainda mais uma vez que ter revelação não é ver algo que ninguém nunca tenha visto, antes, é ver as mesmas coisas com a luz do espírito. É quando as letras da Bíblia parecem saltar aos nossos olhos, e aquilo que já sabíamos com a mente adquire agora uma intensidade e uma realidade antes desconhecida. Por exemplo, você já sabia que era templo do Espírito Santo, mas depois que vem a revelação do Senhor sobre esta verdade, tudo parece ser diferente e, uma nova atitude de santidade brota de dentro de nós, afinal, você agora sabe que alguém tremendamente santo habita dentro de você. O quarto fator são os olhos abertos. Suponhamos que já tenhamos aberto o baú, já podemos ver, há luz, mas inesperadamente os olhos estão fechados. Não podemos ver algo que está oculto, não podemos ver se não enxergamos, também não podemos ver se não houver luz, mas mesmo que tenhamos tudo isso, ainda não verá coisa alguma se estivermos com os olhos fechados. Na Bíblia, os olhos são o nosso coração. Ter os olhos fechados é ter o coração fechado. Muitos de nós têm fechado o coração para aprender com certos irmãos, por isso mesmo Deus os tem resistido e não possuem revelação do Senhor. Devemos ser muito cuidadosos com o nosso coração, pois é por ele que vem todas as coisas de Deus. Tudo passa pelo coração. Em Apocalipse 3:20, o Senhor Jesus diz para os crentes de Laodicéia que ele está à porta batendo. Esta palavra foi dita para crentes e não para incrédulos. Eles estavam com o coração fechado e o Senhor dizia querer entrar. Do mesmo modo, Deus hoje tem batido a porta do nosso coração para que nós abramos para Ele, para que tenhamos sede Dele, fome de Sua palavra e anseio por Sua presença. Não adianta termos todos os ingredientes se nos faltam os olhos abertos, o coração escancarado para o Senhor. O quinto fator é ter um coração consagrado a Deus A principal questão para se alcançar revelação é tratar com o coração. É no coração que a luz de Deus resplandece (lI Co.4:6). Se o nosso coração estiver com problemas, não perceberemos a luz de Deus. Em Juizes 16:20-21, lemos que Sansão foi derrotado pelos filisteus e estes lhe cegaram os olhos. Por que Sansão foi derrotado? Porque ele era nazireu consagrado ao Senhor, e o sinal da sua consagração era o seu cabelo. Quando o seu cabelo foi cortado, então, a sua consagração também foi cortada. Todas as vezes que a nossa consagração e obediência a Deus são quebradas, uma nuvem escura vem sobre nós. Tomamo-nos como cegos para as coisas espirituais. O pecado é algo terrível que produz insensibilidade em nosso coração e nos incapacita a ouvir e a receber de Deus. O alvo do diabo, como já dissemos. é impedir que vejamos. Ele quer que sejamos cegos sobre Deus e Seu propósito. Quando o pecado entra em nossas vidas, o diabo tem espaço para nos cegar e, assim, somos impedidos de obter revelação de Deus. A revelação do Senhor é para aqueles que O obedecem,que têm um coração consagrado, dado e ofertado a Deus. Existem muitos servos de Deus que não conseguem entender as coisas do espírito como se fossem homens não convertidos. Por que acontece isso? Porque são servos que erram no coração. Não têm um coração consagrado ao Senhor. Por causa disso, os seus olhos espirituais, os olhos do coração, estão cegados e eles não podem ver as coisas espirituais. Esse não é o único, mas talvez seja o principal motivo da cegueira no meio do povo de Deus. 14/139
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    Por outro lado,aqueles que andam em obediência se tomam cada vez mais’ sensíveis e aptos para receberem de Deus em seus espíritos. O sexto fator é ter um coração ensinável. Com relação ao ensino, existem dois tipos de crentes na casa de Deus: Há aqueles que são portadores de uma doença que eu costumo chamar de complexo de Adão. Eles julgam que não devem aprender nada com ninguém, pois Deus vai ensinar tudo para eles. Na sua presunção, estes irmãos jogam fora séculos de história e de mover de Deus, e esperam que Deus comece tudo outra vez com eles. Por outro lado, há um segundo tipo, que são os piores: aqueles que julgam que já sabem tudo. Quem já sabe tudo não precisa mesmo aprender com ninguém, e nem mesmo precisa buscar revelação. Eles detêm todo o conhecimento da humanidade. Tais irmãos não devem esperar algo no Senhor, pois Deus os resiste. Tudo isso é soberba e Deus resiste ao soberbo, mas dá graça ao humilde. (I Pe.5:5). Em apocalipse 3: 18, o Senhor aconselha a igreja de Laodicéia a comprar colírio para que possa ver. Esse ver é algo no espírito. Colocar colírio nos olhos significa buscar um coração ensinável. Quem não se dispõe a aprender com os outros, também não vai aprender diretamente com o Senhor. Sansão ficou cego por causa da falta de consagração; os laodicenses ficaram cegos por causa de um coração soberbo que julgou saber todas as coisas. Revelação é simplesmente desvendar, é revelar algo que estava oculto. Mas não basta apenas revelar o que está oculto, é preciso que haja luz; caso contrário, não poderei enxergar. Eu posso revelar o que está oculto em uma caixa, mas se não houver luz, de nada vai adiantar. O desvendar é importante, mas a luz é imprescindível, porque se em mim não houver olhos para enxergar, então tudo foi em vão. O ministro deve abrir a Palavra e isso acompanhado de muita luz do Senhor, mas se as pessoas estiverem cegas, de nada adiantará. Antes de tudo é preciso que tenhamos olhos para enxergar. Se não cairemos no mesmo problema dos fariseus: tinham olhos, mas não viam, tinham ouvidos, mas não ouviam. Eu não devo buscar aprender sozinho aquilo que meu irmão já sabe, pois Deus não vai me ensinar. Mas se eu me disponho a aprender com meu irmão, então a luz de Deus virá através dele. Se em nossa cidade Deus está se movendo em algum lugar, eu devo me dispor a ir até lá para aprender, pois se eu não o fizer e tentar aprender sozinho, Deus poderá me resistir. Deus resiste ao soberbo. Que o Senhor nos dê-colírio para que possamos enxergar e alcançar revelação dentro da sua Palavra. O sétimo fator é ter um coração limpo. Em Mateus 5:8, Jesus disse que os limpos de coração poderiam ver a Deus. Veja bem que esse ver é uma promessa para o futuro, mas também se refere ao tempo presente quando podemos ver por revelação a Deus (I Cor.2:9-10). Há muitos que não podem ter revelação pelo simples fato de terem um coração impuro diante de Deus. Não é suficiente ter um coração limpo, precisamos ter um coração puro. Ser limpo significa não ter pecado oculto. Significa a apropriação completa do perdão do sangue de Jesus. Mas quanto a ter um coração puro não é simplesmente uma questão de pecado. Um copo d’água pode ter a água limpa, porém misturada (Ex: água com açúcar), portanto há corações limpos que não são de modo algum puros. 15/139
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    Ter um coraçãopuro significa ter um coração sem misturas. Se o nosso coração está cheio de coisas profanas, fica difícil enxergarmos as coisas do espírito. Existem muitas coisas que não são pecaminosas. Mas que tomam o nosso coração impuro. Por exemplo, uma pessoa que acaba de abrir uma loja. Apesar de o seu coração não estar sujo, ele estará cheio de interesse pelo comércio. Durante todo o dia, ele vai estar voltado para as coisas da loja. Se em nosso coração há um interesse pelo Senhor, mas um interesse igualmente grande por outras coisas, o nosso coração está impuro. Ter um coração puro é ter um coração para Deus. “Quem mais tenho eu ,no céu? Não há outro em que eu me compraza na terra” (Salmo 73:25). Davi foi chamado de o homem segundo o coração de Deus por causa do seu prazer inteiramente colocado Nele. O oitavo fator é ter um coração sem véu Em II Coríntios 3: 15, lemos: “Mas até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles”, Paulo está nos dizendo aqui que há um véu sobre o coração dos judeus que os impede de enxergar a revelação de Jesus. Que véu é esse? O véu do tradicionalismo. Por que há tantos que não se rendem às evidências do batismo no Espírito Santo? A história comprova o crescimento das igrejas, os sinais comprovam-No, a maturidade das vidas também. Porque, então, ainda dizem que tudo é mentira? Só pode ser por causa desse véu que está posto sobre o seu coração. Não é Deus quem coloca o véu, somos nós mesmos. Quando nos enrijecemos em um conceito natural e humano, estamos colocando sobre o nosso coração um véu que nos impede de enxergar novas revelações. Durante toda a história, esse fato pode ser percebido. Deus sempre usa um homem para trazer uma revelação, mas esse mesmo homem de novo resiste às novas revelações que Deus quer trazer através de outros. Deus não pára, nós é que nos endurecemos em nossa tradição humana. Se desejamos revelação, devemos abrir mão do tradicionalismo humano. Ser tradicional é estar fechado para qualquer palavra nova que Deus esteja falando. E, nesse sentido, existem tradicionais que oram baixo e que oram alto. Há tradicionais que oram em línguas e outros que não oram. Tradicional é aquele que está preso ao passado. Veja que um coração correto é básico. Se desejamos revelação, é fundamental nos enchermos com a Palavra de Deus. CARACTERÍSTICAS DA REVELAÇÃO. 1. homem é um ser triúno: possui espírito, alma e corpo. Temos de avançar e aprender as coisas de Deus pelo nosso espírito e não apenas pela mente. Mas às vezes, quando falamos de saber algo no espírito. Isso parece ter outro sentido para alguns irmãos. A palavra de Deus nos diz claramente sobre o que devemos ter revelação. Alguns irmãos querem ter revelação de coisas sem importância e chegam a ensinar que revelação é descobrir algo que jamais alguém viu ou percebeu. A Palavra de Deus tem um ponto central. Todo propósito de Deus na história tem um ponto central e esse ponto central é uma pessoa: Jesus Cristo. Mas não apenas Cristo; Cristo dentro de nós. É sobre isto que devemos ter revelação. O problema da Igreja é que ela se dispõe a conhecer muitas coisas que fogem do ponto central de Deus: Cristo. Mas pode ser que muitos conheçam essas verdades e ainda assim não percebam nada diferente em suas vidas. Como podemos saber se temos ou não revelação? Podemos dizer que existem quatro sinais ou evidências: quando temos revelação de uma verdade esta revelação vai gerar em nós: (1) vida. (2) fé, (3) mudança de vida e (4) ajuda 16/139
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    na hora datentação. 1) Revelação gera vida Em João 6:63, Jesus disse: “Estas palavras que vos digo são Espírito e vida .” Quando o Senhor fala conosco na Palavra, isso vai gerar vida dentro do nosso ser. A primeira característica de alguém que recebeu revelação do Senhor é que ela vai expressar vida. A letra é morte, mas a palavra que sai da boca de Jesus vem acompanhada do seu sopro e este é o Espírito. Quando o Senhor fala, então há luz, porque a luz está na vida (João 1:4). Sempre que o Senhor fala, há vida e nos enchemos dela. A revelação da Palavra nos enche de vida. Devemos ter a vida a jorrar em nós como uma fonte para saciar os outros. O que todos procuram é vida. Na Bíblia, existe um símbolo de vida que é o vinho. Porque o vinho é símbolo de vida? Porque os seus efeitos são semelhantes. Quando alguém se enche de vinho, ele vai se sentir mais corajoso, mais audacioso, ficará mais sorridente, cheio de alegria, se tomará falante, com muito ânimo e disposição. Até a sua pele vai mudar se tomando mais rosada e os olhos mais brilhantes. Tudo isso é a vida se manifestando. É verdade que tudo isso é passageiro, pois o vinho é apenas uma figura e não a realidade, uma mera falsificação da suprema realidade de vida que é a pessoa do Senhor Jesus. Quando nos enchemos do Senhor, nós temos todas essas expressões de vida, só que com realidade. Nos sentimos mais alegres, ousados. capazes de falar e cheios de disposição. É muito estranho conviver com irmãos que não expressam vida de forma alguma. Sempre que a Palavra de Deus queimar em nossos corações, então a vida se manifestará. Isto é assim porque Jesus é a palavra viva. A vontade de Deus é que transbordemos da vida abundante que Jesus é em nós. É a vida de Deus fluindo em nós que será autoridade em nossa boca. É a vida fluindo em nossas palavras que vai gerar vida nos outros. É a vida que tem o poder de destruir a morte. Não podemos explicar a vida, adequadamente, mas podemos percebê-la onde quer que ela se manifeste. O que todos procuram é vida. Não devemos aceitar reuniões sem vida, aconselhamento sem vida, pregação sem vida. Onde a vida não estiver se manifestando deve haver algum problema espiritual. A letra sozinha mata, mas a Palavra revelada gera vida. 2) Revelação gera fé A segunda característica de alguém que alcançou alguma revelação é que ele vai crescer em fé. É como se uma nova luz brilhasse sobre um texto bíblico já conhecido por nós. Quando isso acontece, nosso coração é despertado numa fé empolgante. Romanos 10: 17 diz que “a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus”. Se não houver despertar da fé, é porque não houve revelação. A fé é gerada pela palavra de Deus e a revelação nada mais é que a Palavra viva de Deus em nosso espírito. Se algum conhecimento não gera em nós uma nova medida de fé então esse conhecimento é da mente, é puramente intelectual. Quando a revelação de Deus vem, o nosso coração se aquece numa fé e disposição nova. Crescer em fé, é crescer em revelação. A revelação é como a luz. Hoje, enxergamos como uma vela, amanhã como uma lâmpada de cinqüenta Watts, depois de cem, de mil, até ser como um holofote. Não devemos nos contentar com o nível de revelação e fé que já alcançamos, antes devemos avançar para níveis novos. 17/139
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    3) Revelação geramudança Depois de recebermos revelação do Senhor, nunca mais seremos os mesmos, pois a revelação nos transforma. Em Mateus 16: 16 nós vemos Pedro fazendo uma grande declaração a Jesus: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. “Sobre esta afirmação de Pedro Jesus disse:” Bem aventurado és Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue quem to revelou, mas meu Pai que está no céu. ““. E o Senhor depois acrescenta: Também digo que tu és Pedra… Aleluia! Pedro antes era Simão. Simão quer dizer frágil, mas agora foi transformado em Pedro, rocha. Pedra é da mesma natureza de Jesus. O que transformou Pedro? Jesus disse que foi a revelação que ele recebeu do Pai. A cada nova revelação que recebemos somos transformados de glória em glória até alcançarmos a semelhança de Jesus. Não precisamos nos esforçar para nos mudar, nos transformar, precisamos apenas conhecer o Senhor por revelação no espírito. Quando isso ocorre, naturalmente somos transformados. Quando alguém diz ter revelação de alguma verdade, mas esta revelação não o transformou de forma alguma, então a sua revelação é questionável. Revelação gera mudança de vida. Se em sua vida não tem havido mudanças, está faltando luz sobre a Palavra. Alguns reclamam dizendo que estou sempre mudando. Graças a Deus, mudo e continuarei sempre mudando. Não sou o mesmo do ano passado e não serei o mesmo no ano que vem. Se tenho uma Palavra queimando em meu coração, a minha vida tem de estar constantemente em crescimento e transformação. 4) A Revelação nos sustenta na tentação Quando uma verdade é aprendida só na mente, ela não nos ajuda na hora dos ataques do diabo, mas quando é algo que queima em nosso coração, podemos lançar mão dela sempre que for necessário, porque sempre haverá fé para destruir a ação do inimigo. A Palavra que vem do espírito, dentro de nós, destrói as obras do diabo. Toda Palavra que sai do espírito é Palavra de Deus. . Podemos concluir que a revelação se manifesta pelo menos de quatro maneiras: gerando vida, gerando fé, transformando a vida e provendo-nos livramento na hora da batalha. A revelação é progressiva, é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser um dia perfeito. (Provérbios 4: 18). Antes, andávamos em trevas, mas agora a cada dia recebemos nova medida da luz de Deus. Hoje vemos obscuramente, mas vem chegando o dia em que o veremos face a face tal qual ele é. (I Coríntios 13: 12). O Logos e o Rhema Lendo nossas Bíblias em Português, não conseguimos distinguir dois termos usados no original que são igualmente traduzidos como “Palavra” em nosso idioma. Esses dois termos são logos e rhema. Esses termos são traduzidos unicamente como “Palavra” porque são vistos como sinônimos, porém, o Espírito Santo escolheu tais termos para nos mostrar a tremenda diferença que existe entre a Palavra escrita e a Palavra viva. Vejamos alguns exemplos bíblicos onde encontramos os termos logos e rhema: 18/139
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    a) O Logos Logosé a Palavra escrita. É aquilo que Deus falou e que foi registrado para nossa orientação. Ela contém o que Deus falou anteriormente pelos profetas e por meio do Filho (B.1: 1-2). E esta a Palavra que nós ministramos; não ministramos palavra de homens. Precisamos estar familiarizados com esta Palavra, pois o conhecimento da letra da Bíblia é extremamente importante. Vejamos alguns textos em que no original se usa o termo Logos, e qual deve ser a nossa atitude para com a palavra escrita. “Se alguém me ama guardará a minha palavra (lagos)”. João 14:23. “Lembrai-vos da palavra que vos disse (logos)”.João 15:20. “Santifica-os na verdade, a tua palavra (logos) é a verdade”. João 17: 17. “Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra (logos)”. Atos 64. ‘“‘A palavra (logos) de Deus crescia”. Atos 6:7. “Retendo a palavra (logos) da vida”. Filipenses2:16. “… Criado com as boas palavras (logos) da fé”. I Timóteo 4:6. “…Que maneja bem a palavra (logos) da verdade”. II timóteo 2: 15. “Prega a palavra (logos)”. II Timóteo 4:2. “Porque a palavra (logos) é viva e eficaz”. Hebreus4:12. “…Não está experimentado na palavra (logos) da justiça”. Hebreus 5: 13. “E sede praticantes der palavra (logos)”. Tiago 1:22. “A palavra (logos) de Cristo, habite em vós abundantemente (ricamente)”. Colossenses 3: 16. A Palavra escrita deve habitar em nós ricamente. Deve estar dentro de nós abundantemente. Devemos ler, meditar e decorar esta Palavra. Devemos estar entre aqueles que o simples mencionar de um fato das escrituras é o suficiente para que saibamos o seu conteúdo (pelo menos em linhas gerais). Isso é fundamental, pois sem o conhecimento da Palavra escrita, nunca chegaremos à experiência da Palavra viva (Rhema). O logos é o fundamento do rhema. Como já aprendemos anteriormente, primeiro é o natural, depois o espiritual. Primeiro, devemos ter a mente cheia do logos para que o Espírito Santo nos traga o rhema. “Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes e a palavra (logos) de Deus está em vós e já vencestes o maligno”. A característica dos jovens é a força, mas não a força natural, e sim a espiritual. O jovem aqui em sua luta contra o Diabo, é como o Senhor Jesus, quando foi tentado por Satanás. O inimigo citou para ele trechos das escrituras, porém, o Senhor o combateu, usando a própria escritura, afirmando: “Está escrito” (Mateus .4:4, 7. 10). b) O Rhema Apesar de ser traduzida à semelhança do Logos, como Palavra na Bíblia, o Rhema tem um significado muito diferente de Logos. Enquanto o Logos é a Palavra falada no passado e que se tornou escrita, o Rhema é a Palavra que Deus está falando conosco pessoalmente, é aquela palavra que está queimando em nosso coração. Vejamos algumas passagens no Novo Testamento em que a palavra Rhema é usada. 19/139
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    Em Mateus 4:4Jesus respondeu: “Está escrito: Não só de pão viverá o homem mas de toda palavra (rhema) que procede da boca de Deus”. O termo usado aqui no original grego é o Rhema. Isso significa que o Logos, a palavra escrita, não pode nos alimentar, somente o Rhema pode nos nutrir em nosso espírito. Tanto o Logos como o Rhema são a Palavra de Deus, mas a primeira é a Palavra escrita na Bíblia, enquanto a última é a Palavra de Deus falada a nós em uma ocasião específica. Certa vez, um irmão recebeu a notícia de que seu filho fora atropelado. O irmão, logo abriu a Bíblia aleatoriamente e leu em João 11 :4: I/Esta enfermidade não é para morte”. O irmão ficou em paz e chegou mesmo a se alegrar. Quando, porém, chegou ao lugar do acidente, descobriu que seu filho morrera instantaneamente. Será que o que está relatado no Evangelho de João então não é verdade? É a Palavra de Deus, mas é Logos e não rhema. “A fé vem pelo ouvir (literal) e o ouvir pela palavra (Rhema) de Crista”. Romanos 10: 17. Aqui, novamente a Palavra é Rhema e não Logos. Isso nos mostra que o que gera fé não é simplesmente ler a Bíblia, mas é ter a palavra queimando em nosso coração pelo Espírito Santo. Todos conhecemos muitos trechos da Bíblia. Certo dia, porém, um texto que já antes conhecíamos e até sabíamos de cor, assume um frescor, uma vida, uma cor diferente. Aquela verdade começa a nos aquecer. o coração, gerando fé. Deus está falando conosco. Antes, sabíamos genericamente, mas agora Deus falou individualmente conosco. Todo Rhema é baseado no Logos. Não podemos ter o Logos sem o Rhema. “As palavras (Rhema) que eu vos digo são espírito e são vida”. João 6:63. Somente o Rhema é espírito e vida, na verdade, o Logos sozinho não pode dar vida, pode até mesmo matar, porque a letra mata. Em Lucas 1:38, Maria disse: “Aqui – está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra (rhema)”. Antes, Maria tinha as palavras do profeta [saías 7: 14: “Eis que a virgem conceberá e dará luz um filho”, mas agora ela tem a Palavra falada especificamente a ela: “Você conceberá e dará à luz um filho”l. Foi por ter recebido esta Palavra que Maria concebeu e tudo se cumpriu. Deus falou com ela o mesmo texto que estava escrito, mas quando Deus falou, a Bíblia usa a expressão Rhema ,indicando que é a palavra viva. Em Lucas 2:29 ,Simeão disse: “Agora, Senhor despedes em paz o teu servo, segundo a tua palavra”. A Palavra aqui é Rhema. Antes de o Senhor Jesus vir, Deus falou a Simeão que ele não morreria antes de ver o Cristo do Senhor. Mas, no dia em que Simeão viu o Senhor Jesus, ele disse: “Agora, Senhor despedes em paz o teu servo conforme a tua palavra”. Simeão tinha o Rhema do Senhor. Bibliografia Compilado de: Princípios de Revelação – Pr. Aluízio A. Silva. Videira Igreja em Células 20/139
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    PARTE II ANDANDO NOESPÍRITO “Se vivemos no espírito, andemos também no espírito” (GI5:26)1I… “Isto que andamos por fé, e não pelo que vemos”. (lI Co.5: 7) Depois de entendermos a constituição básica do homem, precisamos entender como se processa a obra de Deus em nós e como devemos colaborar com Deus. –: Com relação ao nosso espírito, precisamos exercitá-lo a fim de sermos guiados por Deus. Com relação a nossa alma, ela deve ser transformada pela renovação de nossa mente. Com relação ao nosso corpo, ele precisa ser disciplinado. O nosso espírito já foi regenerado. Quando Adão pecou, ele morreu para Deus e junto toda a raça humana. Sendo assim, a primeira coisa que Deus precisa efetuar no homem é o novo nascimento ou a regeneração. Uma vez que fomos regenerados, a vontade de Deus é nos dirigir através do Espírito Santo que habita em nosso espírito. Simultaneamente, Deus espera que cooperemos com Ele exercitando o nosso espírito para obedecê-lo. Precisamos então: ser guiados por Deus no espírito e exercitar o nosso espírito para ouvir de Deus. O Espírito Santo habita dentro de nós. O poder de Deus está em nós. A saúde de Deus está em nós. A natureza de Deus está em nós. A bondade, a justiça, o amor de Deus, tudo isso reside dentro do nosso espírito recriado. Não precisamos buscar estas coisas, precisamos é ter revelação de que elas já estão dentro de nós. Nós temos a mente de Cristo, a unção do santo e tudo aquilo que é necessário para uma vida santa e plena já foi colocado dentro de nós, pela pessoa do Espírito Santo. Uma vez que andamos no espírito, todas as realidades do Espírito Santo de 21/139
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    Deus que habitaem nosso próprio espírito se tomarão realidades em nós. Todos nós éramos como um enfermo portador de vários tipos de doenças. Depois que o médico fez o diagnóstico, deu-lhe a receita para que tomasse vários tipos de remédios: cada um para uma doença. a farmacêutico, então. colocou todos os medicamentos dentro de uma única seringa. Esse conjunto de medicamentos foi a dose que resolveu todas as suas enfermidades. A mesma coisa Deus fez em nós. Ele injetou em nós uma dose que resolve todas nossas necessidades, essa dose é o Espírito Santo. Precisamos entender no Espírito que tudo o de que necessitamos para uma vida com Deus já nos foi dado por meio do Espírito Santo que em nós habita. Se precisamos de poder, Ele é o poder. Se precisamos de amor, Ele é o amor que foi derramado em nossos corações. Se precisamos de entendimento, todos os tesouros da sabedoria estão ocultos Nele. Portanto, todas as coisas já estão completadas em nosso espírito. O que precisamos aprender hoje é como sermos guiado pelo Espírito e dependermos dele em todas as nossas necessidades. A vida cristã é constituída de duas substituições: a primeira foi na Cruz onde O Senhor Jesus morreu em nosso lugar, e a segunda é no nosso dia-a-dia onde o Espírito Santo quer viver em nosso lugar sendo a nossa própria vida. Para melhor entendermos a vida no Espírito, vamos dividir o nosso estudo em três princípios bem simples: A vida no Espírito implica em três coisas: andar por fé, andar pela cruz e andar no sobrenatural. PRIMEIRO PRINCÍPIO DO ANDAR NO ESPÍRITO: ANDAR EM FÉ A maneira de entendermos o padrão da vida no Espírito é compreendendo como foi o primeiro pecado. O pecado desviou o homem do padrão de Deus. Conhecer o desvio já nos ajuda a determinar o caminho de volta ao modelo de Deus. · O primeiro pecado: Incredulidade Se entendermos como surgiu o primeiro pecado do homem, poderemos entender como os outros surgem, pois o princípio do pecado é o mesmo (Gn.3:1-6). . O primeiro pecado não foi terrível, do ponto de vista da aparência. Não era obsceno, não era pornográfico, não era escandaloso, não era feio de se ver. Adão e Eva apenas comeram da fruta, nada mais do que isso. O primeiro pecado deu origem a todos os outros, pois o princípio que o governou, governa todos os outros, embora possam surgir de formas diferentes. Como é isso? No princípio, o homem andava no espírito. A Bíblia diz que” à tardinha, Deus vinha ter comunhão com o homem, todos os dias”. Isso, indiscutivelmente, é uma relação espiritual, pois Deus é Espírito. O homem era um ser guiado pelo espírito naqueles dias. O espírito é o ponto central na vida do homem. A alma era como um servo, em relação ao espírito. Mas com o pecado, aconteceu algo dentro do homem: o seu espírito morreu para Deus e a sua alma cresceu, tomando-se o centro do seu ser. O homem passou a ser carne. O propósito de Deus, desde então, é nos restaurar à posição que Adão desfrutava de comunhão com Ele. E não apenas isso, pois nós hoje temos mais que Adão teve: Deus entrou em nosso espírito humano recriado, tomando-se a nossa vida. Adão nunca comeu da “árvore da vida”, nós, porém, hoje, podemos comer dela, pois a árvore da vida é o Senhor Jesus. Mas qual foi a essência do primeiro pecado? Podemos dizer que o pecado se manifestou por três princípios. O primeiro princípio foi a incredulidade. O primeiro pecado foi o da incredulidade. Eva preferiu acreditar no que o 22/139
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    diabo disse aacreditar no que Deus dissera: “se comeres, vais morrer”. O diabo veio e desmentiu Deus, dizendo: “é certo que não morrereis”. Certa vez, pregando a um homossexual, ele me disse: “é impossível eu deixar de ser o que sou”. E eu lhe respondi: “Isso é o que o diabo diz, mas Deus diz que se você crer, você se tornará uma nova pessoa, uma nova criatura. O mundo diz: “você nunca pode mudar, pra você não há libertação, você nasceu assim e vai morrer assim”. Pode até virar crente, mas vai continuar sendo o que era, pode até nunca falar sobre isso, mas continuará sendo” Isso é o que o mundo e o diabo dizem. Mas Deus diz que se você crer, será nova criatura – é uma questão de ser e não simplesmente de fazer. Você é nova criatura. E eu disse àquele homossexual: “diante de você têm duas afirmações: a de Deus e a do diabo. Qual você escolhe?” A base dessa escolha é uma questão de “em quem vou crer?” Devemos sempre colocar para o homem essa mesma escolha, pois foi nesse ponto que o pecado surgiu: quando Adão e Eva preferiram confiar no diabo a confiar em Deus. “Seja Deus verdadeiro e mentiroso todo homem”. Deus não pode mentir, Ele é completamente fiel àquilo que diz. Eva duvidou da Palavra de Deus e aqui começou o problema da carne. E para entrarmos agora na dimensão do espírito, devemos cumprir a primeira condição: “Andar em espírito implica em andar em fé”. Se não andamos em fé, então não estamos andando no espírito – “andar no espírito é andar em Fé. Andar no Espírito e andar em fé se misturam na Bíblia. Em Hb 11:6, lemos que “sem fé é impossível agradar a Deus”; e, em Rm.8:8, lemos que “os que estão na carne não podem agradar a Deus”. Observe estas duas colocações: em Hebreus, os incrédulos não podem agradar a Deus e, em Romanos, os carnais também não podem agradá-lo. Logo, por associação, dizemos que os carnais são também incrédulos – são a mesma coisa. Carnalidade é sinônimo de incredulidade. Aqueles que estão na carne são facilmente percebidos, pois eles são incrédulos, indiferentes e insensíveis. Fé é sinônimo de vida no espírito. Se alguém anda no espírito, invariavelmente ficará cheio do Espírito. Uma pessoa que anda no espírito, pode facilmente ser reconhecida, pois naturalmente expressará a vida. Quando falo de vida, não estou me referindo à vida prática – retidão, integridade – tudo isso um cristão deve ter; estou falando de algo mais tênue, subjetivo. Refiro-me a algo que não sabemos de onde vem, nem para onde vai. Quando olhamos a pessoa, sentimos algo diferente nela. O que significa andar em fé · 1) Renunciar ao esforço próprio Andar em fé implica em abrirmos mão do que vemos, do nosso esforço próprio e do nosso entendimento próprio. Isto quer dizer que andar no espírito também implica em renunciarmos a estas três coisas: andar por vista, por esforço próprio e por entendimento próprio. Todo carnal anda pelo esforço próprio. A fé pressupõe dependência de Deus. Se andarmos pela nossa força, não precisamos exercer fé. A principal característica da vida de fé é o descanso. Hebreus 4:3 diz que “os que crêem entram no descanso”. Os que andam no espírito andam em descanso. É como um barco no meio do mar, não tem que se esforçar, é só deixar-se levar pelo vento. Nós somos os barcos, o vento é o Espírito. Veja que este descanso não é lazer, não é retiro e nem férias. Podemos ir a estes lugares, em todas estas formas de descanso e, mesmo assim não descansarmos. O verdadeiro descanso é poder dizer: “Senhor, és tu quem faz não eu. Não sou eu quem salva, és tu, Senhor. Não sou eu quem santifica, és tu, Senhor “. Se ficarmos angustiados cada vez que temos de pregar, e se a ansiedade aumenta a ponto de a vida perder o sabor, é porque tem faltado o descanso “Resta um descanso para o povo de Deus”. A obra de Deus não se faz no cansaço, não se faz na fadiga, não se faz com suor: se faz na dependência do Senhor. Ezequiel 44: 17 dá uma orientação clara àqueles que trabalham no templo: “E será que quando os sacerdotes entrarem pelas portas do átrio interior, usarão vestes de linho, não se porá lã sobre eles, quando servirem nas portas do átrio interior, dentro do templo. Tiras de linho lhes estarão sobre as cabeças e calções de linho sobre as 23/139
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    coxas, não secingirão a ponto de lhes vir suor”. Na obra de Deus não pode haver suor. Nós somos sacerdotes levitas, encarregados de servir na casa do Senhor e, quando servimos ao Senhor, não pode haver suor. Qual é o significado do suor? Gênesis 3:19 fala que o suor é maldição, por causa do pecado. Suor é símbolo de maldição, mas graças a Deus que, por meio de Jesus Cristo, nos libertou de toda a maldição do pecado. É bom demais servir a Deus. Não temos de suar, não temos de viver no cansaço. “É como diz o cântico: É meu somente meu todo o trabalho, e o teu trabalho é descansar em mim”. Essa é a Palavra de Deus para nós. Fico preocupado com pastores e líderes que têm estafa. Estafa não está nos planos de Deus para nós. Estafa é maldição. Observe que aqueles que trabalham em serviço braçal não têm estafa, deitam e dormem o sono do descanso. Mas há pastores e líderes que não dormem à noite, ficam uma, duas, três, quatro noites acordados, até que lhes vem uma estafa. Não é um cansaço físico, mas mental, da alma. Aqueles que se achegam para servir no santuário não podem suar lá dentro. Não temos mais de suportar a maldição do pecado, pois Jesus já suou o nosso suor para que Nele tenhamos descanso. O Senhor suou no Getsêmane o suor que nos cabia. Não precisamos nos esforçar até suar, Ele já suou por nós. Não temos o que fazer com suor, pois Ele já fez tudo por nós. Alguém pode perguntar: “não temos mais nada? ” Nada! “Mas e quem vai pregar o Evangelho? “Não somos nós quem pregamos, somente a boca é nossa, o resto é trabalho do Senhor. Muitos ficam se cobrando o tempo todo: “tenho de pregar; preciso pregar”. É como uma paranóia, uma obsessão. Deus me livre de dizer que não devemos pregar, não falo disso. Ouça-me, se andarmos no espírito, passaremos vida. A vida é algo que sai de nós, sem que percebamos, ou sem que nos esforcemos. Se tivermos vida, os outros perceberão. É aquele princípio que diz “a boca fala do que o coração está cheio”. Se o nosso coração está cheio da vida de Deus, como um rio de água viva, naturalmente, a boca vai manifestar o que está lá dentro. Não há trabalho nenhum nisso, é uma questão de ser espontâneo e de ter vida fluindo do espírito. Quando você se enche do Senhor no descanso, naturalmente você vai fazer a obra de Deus. A obra do Senhor tem de ser espontânea em sua vida. Tem de ser gostosa de se fazer. Tem de ser empolgante ser líder: a idéia de ser pastor tem de ser agradável à mente. É bom trabalhar para o Senhor. Porque o nosso trabalho é descansar Nele. Vemos que o primeiro aspecto de andar em fé é abrir mão do esforço próprio, e entrar no descanso de Deus. Se andamos em espírito, andamos também em descanso. · 2) Não andar por vista O segundo aspecto importante para frisarmos é “não andar por vista”. II Cor. diz: “andamos por fé e não pelo que vemos”. Tenho sempre comigo uma regra: enquanto o que vejo bate com a Palavra de Deus, continuo vendo; quando, porém, não bate mais, ignoro o que estou vendo, e fico somente com a Palavra de Deus. Note que é um estilo de vida louco, é loucura para o mundo. Uma das situações em que isso pode ser mais facilmente observado é com relação às enfermidades. Muitas vezes, insistimos em olhar para os sintomas da doença, em vez de olharmos para a Palavra de Deus. Se a Palavra diz que o Senhor já levou as nossas enfermidades na cruz, devemos rejeitá-las, e passar à verdade da Palavra, independentemente daquilo que estamos vendo ou sentindo. Não é mentir para nós mesmos dizendo que não estamos doentes, mas é declarar a Palavra, e ignorar os sintomas da doença. Poucos de nós fazemos isso, preferimos andar por vista; isto é, na carne. Andar por vista é característica do carnal. Se insistirmos em andar por vista, seremos escravos do natural. As circunstâncias irão facilmente nos desanimar, e tenderemos a ficar prostrados. Se eu ficasse olhando a forma superficia1 de alguns adorarem a Deus, ficaria desanimado e nem iria mais dirigir o louvor. Se eu ficasse olhando o grande número de crentes infantis, iria desistir de fazer a obra de Deus. Se eu ficasse olhando as diferenças pessoais e a postura de alguns líderes, nunca iria crer na unidade da mente e do coração. De maneira que devemos ter um olhar profético: andamos pelo que cremos que será e não pelo que o diabo quer nos mostrar. Vejo um povo que adora a Deus, um povo forte que manifesta o reino de Dele, uma liderança ungida, que ministra em unidade. Creio e sei que na dimensão do Espírito já é assim, ainda que com os meus olhos naturais não o veja. 24/139
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    O segundo aspectodo andar em fé, então, é não andar segundo a vista. · 3) Renunciar ao entendimento próprio Vimos que há aqueles que andam pelo esforço próprio, há os que andam por vista, mas há também os que andam pelo seu próprio entendimento. A Palavra de Deus diz que no princípio Deus criou Adão e Eva e os colocou no Jardim do Éden. Lá, havia duas árvores: a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal. A árvore da vida aponta para a vida de Deus. Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida; “Nele estava a vida e a vida era a luz dos homens”. (Jo.14:6 e 1 :4). A luz significa que pela vida, eu posso ter luz, ou seja, posso conhecer a realidade última das coisas. A vida de Deus, que agora está em nós, se manifesta como luz em nosso espírito. É uma sensação de clareza, de entendimento. Deus queria que Adão comesse da árvore da vida e vivesse por essa vida. Ele não iria conhecer nada – nem o bem, nem o mal, nem o certo, nem o errado – e a vida iria guiá-lo em todas as circunstâncias. Entretanto, sabemos que ele pecou, comendo da árvore do conhecimento, e Adão e Eva passaram a conhecer o bem e o mal. E, desde então, o homem passou a ser dirigido segundo o que é certo ou errado. Mas, ouça-me, ser cristão não é uma questão de entender se algo é certo ou errado, se é moral ou imoral e nem mesmo se é ou não uma questão ética. Ser cristão é andar pela árvore da vida, isto é, andar segundo a vida que está em nós, e que Adão nunca teve. Essa vida é a luz e nos dirige em toda a vontade de Deus. Alguns irmãos antes de fazerem alguma coisa perguntam: “será que isso é certo ou é errado? Será que é pecado ou não?” E pensam que com isso estão agradando a Deus. Isso é andar pelo entendimento e não por fé, na direção da vida do espírito. Porém, a Bíblia diz: “Tudo o que não provém de fé é pecado” (Rm. 14:23). Aqueles que agem assim estão andando segundo a árvore do conhecimento do bem e do mal. Isso pode até parecer piedoso e bem intencionado, mas não provém da dependência e fé em Cristo, é, portanto da carne. Se antes de fazermos alguma coisa dissermos: “isto não é errado, não é pecado, não escandaliza, não ofende e nem faz mal a ninguém, estaremos agindo segundo o entendimento do certo e do errado, e não pela vida. Querido, você ainda vai descobrir que muitas coisas que não são erradas, que não escandalizam e nem são sujas são reprovadas por Deus. Porém, não devemos nos preocupar em proibir ninguém de coisa alguma. Não devemos ser escravos de código de conduta, de códigos morais e normas de certo e de errado. O importante é aprender a andar no espírito. Podemos seguir piamente um código e ainda assim vivermos na carne. O que importa não é conhecermos o que se pode e o que não pode fazer. O que importa é conhecer a vontade de Deus. Há muitos irmãos que querem tudo prontinho, querem normas e regras sobre regras. Precisamos é ensiná-los a ouvirem o espírito, e, naturalmente, eles vão fazer a vontade de Deus. Se andarmos por entendimento, não dependeremos de fé no Espírito; por isso, os que andam pelo entendimento próprio não podem agradar a Deus. O que eles fazem não provém da fé, e isso é carne. Quando o Senhor fala, há fé. Quando Ele fala conosco, sempre manifestamos uma convicção e certeza resolutas. Mas quando Ele não fala, há confusão e dúvida. Nunca façamos nada na base da insegurança e incerteza, pois certamente não provém de Deus. As coisas do Espírito são também na base da fé, pois andar no Espírito implica em andar por fé. E tudo o que não provém de fé ou dependência de Deus é carne. . Quando estivermos aconselhando uma pessoa, não devemos dar lhe as coisas prontas, devemos antes estimulála a usar o seu próprio espírito para que possa discernir a direção de Deus. Só há crescimento quando Deus fala. As palavras humanas podem ser boas, mas somente quando Deus fala há transformação e vida. Só há crescimento quando aprendemos a ouvir a Deus. Muitos discipuladores estimulam seus discípulos a serem seus dependentes. Este não é o propósito de Deus, pois o discipulador deve permitir que o discípulo aprenda a ouvir e a depender de Deus. Se o discipulador sempre fala qual é a vontade de Deus, o discípulo nunca vai aprender a discerní-la por si mesmo, e isso é lamentável. Com relação a “andar em fé”. três coisas são consideradas como da carne. Carne é andar pela força própria, pela vista e pelo entendimento próprio. Andar em fé é o oposto: andar no descanso de Deus, ignorar a vista e renunciar o próprio entendimento. 25/139
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    Antes, porém, deavançarmos devemos entender que a direção do Espírito nunca está fora da Palavra de Deus. Deus e a sua Palavra se misturam. Assim como eu sou aquilo que eu falo, Deus é aquilo que Ele fala. A Palavra é o seu retrato. Crer Nele é crer na sua Palavra. Se alguém diz crer em Deus e não crê na Bíblia, está mentindo, pois é impossível crer em Deus e não crer no que Ele diz. Se quisermos “andar no Espírito”, devemos andar pela fé na Palavra de Deus. Na prática as duas coisas se misturam. A necessidade de crescer em fé Nós podemos crescer na vida espiritual. O crescer espiritual está muito relacionado com o crescer em fé. Quero compartilhar dois princípios básicos que nos levam a avançar em novos níveis de fé: crescemos em fé conhecendo a Palavra – pelo espírito, por revelação – e crescemos confessando a Palavra. Uma parte só não resolve, temos de conhecer a Palavra por revelação e temos de confessá-la com os nossos lábios. A revelação da Palavra “Para que o Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da Glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação, no pleno conhecimento Dele, iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos e qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos..”. “(Ef. 1: 17-18)”. Em primeiro lugar, a revelação surge quando há um coração ensinável. Se me jugo conhecedor de todas as coisas, quem estará apto para me ensinar? Devemos também ter um coração que se humilha. Não devemos ter uma atitude de constrangimento em aprender com quem quer que seja. Ouça. Se você com soberba disser: “não vou aprender com aquele irmão, vou buscar de Deus e aprender sozinho”. Deus não vai falar com você. Deus resiste ao soberbo mas dá graça aos humildes. Se eu souber que um líder qualquer em Goiânia está fluindo numa área da Palavra, vou lá aprender com ele e Deus vai falar comigo. Mas se eu disser: “eu sou pastor igual a ele, Deus vai falar comigo também.” Isso é soberba e nunca vou crescer dessa maneira. No Novo Testamento, encontramos duas expressões que são traduzidas para o português como “palavra”. São as expressões “Logos” e “Rhema”. Lagos é a palavra escrita, é a letra, é o que está registrado nas Escrituras. Rhema é a palavra viva revelada pelo Espírito e que queima em nosso coração A confissão da Palavra de Deus “Porque com o coração se crê e com a boca se confessa a respeito da salvação”. (Romanos 10: 1 O). A nossa fé precisa ser cultivada à maneira de Deus para reforçarmos a fé e abrirmos a boca. Não basta orar com o coração, é preciso também confessar com a boca. Muitas vezes, Deus vem com um entendimento forte na Palavra, a respeito de uma verdade, mas muitas vezes, com o tempo, nos esquecemos daquela verdade. Por que isso acontece? Porque deixamos de falar nela. Deixamos de confessá-la, de contar , para os outros, de ensinar e até mesmo de pregá-la. Se fecharmos a boca, com o tempo perderemos aquele entendimento vivo, e tudo se tomará apenas conhecimento mental. Mas existe um outro lado muito importante, mesmo que ainda não tenhamos revelação de uma verdade. Se abrirmos a boca e começarmos a confessá-la, logo ela vai começar a gerar fé em nós. Vemos então que a confissão não apenas preserva a revelação recebida mas também nos abre o espírito para novas revelações. Mas o que é confessar? Há uma maneira bem simples de memorizarmos o que devemos estar constantemente 26/139
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    confessando: Eu devoconfessar: O que Deus diz que é. O que Deus diz que O que Deus diz que O que Deus diz que O que Deus diz que tenho. O que Deus diz que faço. A base da nossa fé é aquilo que Deus diz. A palavra é o trilho pelo qual nós andamos. Aprenda tudo aquilo que Deus diz que é, e confesse constantemente, você vai perceber que a sua fé gradualmente vai se fortificar 8 crescer. O QUE DEUS DIZ QUE EU SOU: Eu sou nova criatura (I Cor.5: 17). Eu sou templo do Deus vivo. (I Cor. 6: 16). Eu sou como árvore plantada junto a ribeiros de água, que no devido tempo dá o seu fruto e tudo quanto faço sou bem sucedido (SI. 1:3). Eu sou forte e ativo porque conheço o meu Deus (Dn.ll :32). Eu sou mais que vencedor por meio daquele que me amou (Rm.8:37). Eu sou zeloso de boas obras (Tt.2: 14). Eu sou um ganhador de almas e por isso sou sábio (Pv. 11:30). Eu sou feitura Dele, portanto sou belo (Ef.2: 10). O QUE DEUS DIZ QUE EU TENHO: O amor de Deus está derramado em meu coração (Rm.5:5). A unção do Santo permanece em mim (I Jo.2:27). Deus me tem dado autoridade sobre todo o poder do inimigo e nada me causará dano (Lc.10: 19). Posso todas as coisas naquele que me fortalece (R.4: 13). Deus me deu espírito de poder, de amor e de moderação (11 T m. 1: 7). Maior é o que está em mim do que aquele que está no mundo ( I Jo.4:4). Deus sempre me faz triunfar em Cristo Jesus (11 Cor. 2: 14). Eu tenho sido abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestes, em Cristo Jesus (Ef.1:3). Eu tenho o poder do Espírito Santo (Mq. 3:8). 27/139
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    O QUE DEUSDIZ QUE EU FAÇO: No nome de Jesus, eu expulso demônios, falo novas línguas, pego em serpentes; se beber alguma coisa mortífera não me causará dano; imponho as mãos sobre os enfermos e eles são curados (Mc.16: 17). Eu venço o diabo pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do meu testemunho (Ap.12:1). SEGUNDO PRINCÍPIO DO ANDAR NO ESPÍRITO: ANDAR PELA CRUZ Para gerar incredulidade em Eva, o diabo procurou usar de estratégias. O conhecer suas estratégias e guerrear contra ele. A primeira área que o inimigo atacou foi a bondade de Deus. Ele disse: “Deus não deve ser bom, caso contrário, não teria proibido comer da árvore”. Nunca devemos permitir que em nossa mente haja a mínima insinuação satânica de que Deus não é bom, isso não é verdade. Essa é muitas vezes a forma que o inimigo encontra para gerar incredulidade em nós. Durante muito tempo, convivi com muitos medos dentro de mim. todos eles relacionados com a dúvida sobre a bondade de Deus. Tinha medo de ser pastor porque achava que a vida das ovelhas não estaria em boas mãos; poderia ser que na hora crucial Deus faltasse. Tinha medo até de orar, pois eu pensava que se orasse muito, Deus resolveria enviar-me para o meio dos índios, e disso eu tinha medo. Veja que a minha vida foi por muito tempo bloqueada em virtude de eu ter duvidado da bondade de Deus. E ele é bom, Aleluia ! A segunda área que ele atacou foi o caráter de Deus. Ele disse que Deus não era reto, pois havia mentido. Certamente, o homem não morreria se comesse da árvore. Ora, se Deus era mentiroso, não valia a pena confiar Nele, daí também surgiu a raiz da incredulidade. É impressionante vermos como o povo de Deus tem engolido esses dois ataques do inimigo. Muitos afirmam, categoricamente, que Deus é mau porque foi Ele quem lhes mandou doenças. Muitos procuram pastores para receberem oração dizendo: “Pastor, ore por mim por que a mão de Deus me feriu com esta enfermidade. Ora, se foi a mão de Deus que feriu, eu não posso orar; se é a vontade de Deus, certamente ele não me ouvirá. Penso que as pessoas que têm essa posição não deveriam nem mesmo ir ao médico, pois se foi Deus quem mandou, o homem não pode desfazer. E se Deus mandou a doença, ela é uma coisa boa, pois Deus só nos dá coisas boas. Qual o pai teria coragem de mandar câncer para seu filho? Pois se nós sendo humanos não agimos assim, muito menos o Senhor. Deus é mentiroso. Não falamos isso descaradamente, como fez o inimigo, mas aceitamos a sugestão de que nem tudo o que está escrito acontece hoje em dia. A Bíblia realmente diz que Deus cura, mas hoje Ele não cura mais. Se Deus não cura mais, então Ele é mentiroso, pois Deus nunca muda, sempre é o mesmo e, se Ele curou no passado e não o faz mais, a Sua Palavra é falsa, pois mudou com o tempo. Se existe alguma coisa que Deus não faça mais em Sua Palavra, ela é indigna de confiança, pois como vou ter certeza de que alguma coisa pode ser feita hoje ou não? Se desejamos andar no espírito, devemos desmentir o diabo e confessar tudo aquilo que Deus diz que é, tudo aquilo que Ele diz que faz e tudo aquilo que Deus diz que tem: “Eis que as suas mãos não estão encolhidas para não poder abençoar e nem surdos os seus ouvidos, para não poder ouvir”. A vontade de Deus para nós é a saúde, a vida, a prosperidade e a paz. A terceira área que o diabo atacou foi a santidade de Deus, dizendo que Deus não queria que ninguém conhecesse o bem e o mal, que Deus não queria que ninguém fosse como Ele, que Deus queria ser o único. Aquilo que Satanás desejou na sua soberba e aquilo que Adão e Eva buscaram na sua desobediência, Deus agora nos concede, gratuitamente, por meio de Jesus Cristo. Eles queriam ser como Deus e nós agora nos tomamos Seus 28/139
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    filhos, gerados pelaSua semente. Nisto, Deus prova a Sua santidade, pois nos concedeu aquilo que foi acusado de não querer compartilhar: a Sua natureza divina. Como originou-se o primeiro pecado, certamente, os outros pecados se originam, pois todo pecado tem no seu centro o egocentrismo. Todo pecado, em sua origem, é o ego em ação. A independência é a forma específica de como o ego se manifesta: “eu tenho minhas opiniões, meus desejos, meus alvos, minha identidade”. Quando o homem optou por comer da árvore do conhecimento, o seu Ego e a sua alma foi aumentada e passou a ser o centro da personalidade humana. O propósito de Deus era e é de que o espírito humano fosse o centro, mas o pecado transformou o homem em algo da alma. O homem se tomou almático. O espírito morreu, o ego se tomou o centro; por isso o homem passou a ser egoísta, egocêntrico. A melhor maneira de definirmos o pecado é entendermos que é pecado tudo aquilo que tem origem no ego. Tudo aquilo que é feito independente de Deus é pecado. Nesse sentido, qualquer coisa pode ser pecado, desde que feita independentemente de Deus. Pode ser pregar, orar, ou qualquer outra coisa piedosa, se é feita por iniciativa do ego, é carne; e, portanto, é pecado aos olhos de Deus, ainda que aos olhos dos homens seja algo normal. Mas podemos ver também que atrás de todo fruto da carne tem também o ego em ação. O que é inimizade? É quando o ego não é reconhecido. O que é raiva ? É o ego contrariado. O que é ciúme?É o medo de o ego ser suplantado. O que é divisão ?É o ego que sempre está certo e nunca abre mão. O que é inveja? É quando o ego não suporta que o outro tenha algo e ele não. Poderíamos analisar cada pecado e observar que o princípio subjacente a todos eles é a ação do ego. Assim como todo pecado consiste no egocentrismo, toda virtude consiste no oposto, no altruísmo. Enquanto o egocentrismo é colocar a si mesmo no centro, altruísmo é colocar o outro no centro. O que é amor? É esquecer-se de si e olhar para o outro. O que é alegria? É viver contente com o que se tem e o que se é. Diante disso, vemos então que, para vivermos uma vida no espírito, não basta andar em fé, temos também de andar em amor. Andar em amor é andar em renúncia do ego. É abandonar o egocentrismo e a independência de Deus, é negar-se a si mesmo. Mas há ainda outras formas de vida egocêntrica. O egocentrismo pode se manifestar na autopreservação. Precisamos saber que autopreservação não é em si mesma pecado; entretanto, pode ser uma atitude egoísta. É assustador quando vemos a atitude de certos crentes se preservando demasiadamente, não admitindo nenhuma forma de desgaste, de dor ou de sofrimento. O remédio de Deus para o ego é a cruz, e a cruz implica de uma forma ou de outra, em alguma espécie de desgaste e perda da comodidade. A vida no Espírito é uma conseqüência direta de passarmos pela cruz. Só há cristianismo se vivermos pela cruz. Jesus não apenas morreu numa cruz, Ele viveu uma vida de cruz. Vida de cruz consiste em renúncia diária do ego. Jesus quando ensinou os seus discípulos a orar em Mateus 6:9-13, terminou a oração dizendo: ”porque teu é o reino, o poder e a glória”. Reino, poder e glória é tudo aquilo que o homem natural anda buscando. O que é reino? O reino nos fala de bens, riquezas, respeito e reconhecimento. Todo homem procura essas coisas e até mesmo fica ofendido quando não alcança esse objetivo. Todos querem construir um reinozinho pessoal pensando com isso encontrar a realização. Mas o veredicto de Deus sobre isso é: carne. Se buscarmos um reino para nós mesmos, estamos fora do padrão de Deus. Veja que não é pecado buscar respeito. Reconhecimento, ou coisas assim, e mesmo o dinheiro em si não é pecaminoso, mas se queremos andar no caminho da cruz, temos de abrir mão. E o que é poder? É aquele desejo íntimo de manda;,..de ter a primazia. Muitas vezes, gostamos de poder dizer: “vá e diga ao fulano que fui eu quem lhe mandou”. Isso é realização, é ser conhecido na praça. O poder também nos fala de dons e capacidades. Eu posso fazer certas coisas que os outros não podem. Isso me faz sentir feliz e realizado, mas se desejamos andar no caminho do espírito, temos de ir para a cruz e abandonar esses desejos da 29/139
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    carne. E, por fim,o Senhor entregou a glória. Aqui está um ponto realmente crucial do ego: o elogio e a glória. A vida de cruz consiste em abrir-se mão do reino, do poder e da glória. . A primeira maneira que Deus usa para nos levar ao fim de nós mesmos é a revelação. Mas quando isso falha, por causa da nossa dureza e insensibilidade ao Espírito, o Senhor se vê forçado a usar outro recurso: o fracasso, o vexame. Não é da vontade do Senhor que soframos vexame. Ele vem por causa da nossa dureza e resistência em aprender por meio da revelação do Espírito. Ele vem também porque muitas vezes temos um conceito errado a respeito de nós mesmos. Pensamos que somos humildes quando na verdade não o somos. Pensamos que somos dependentes quando na verdade agimos pelo esforço próprio. Suponhamos que um irmão simples é convidado para pregar na reunião principal da Igreja, no domingo. Ele certamente vai sentir angústia e até ter uma desinteria, por medo da responsabilidade. Essa é uma reação interessante, porém é apenas uma expressão da carne por medo do vexame. Como o irmão está inseguro, ele vai orar bastante, jejuar e meditar na Palavra. Chega o domingo e a sua pregação é impactante. Os líderes ficam admirados e convidam-no para o próximo domingo também. No segundo domingo, ele já não fica tão inseguro, mas ainda assim precisa gastar um tempo em oração, buscando a Deus. Mais uma vez é uma bênção, e a liderança extasiada o convida para mais um outro domingo. Dessa vez, o nosso irmão já está tão seguro que pensa ser capaz de pregar para um estádio inteiro. Já não ora e nem medita na Palavra como antes. Ele agora pensa que pode confiar em si mesmo. Ele sobe no púlpito e prega todo o seu sermão, mas quando olha no relógio não se passaram mais do que dez minutos; então, ele começa a suar copiosamente, sente calafrios, tonturas, uma pontada no estômago e o seu desejo é sair correndo dali. O terceiro domingo foi um completo vexame. Veja a maneira como Deus fez. Ele levou aquele irmão a perceber que ele não era tão dependente e humilde quanto pensava, mas foi só no terceiro domingo que ele percebeu isso. Não é fácil perceber em nós erro nenhum, mas quando vem o vexame, eles se tomam manifestos. O que é negar a si mesmo? Antes de avançarmos no entendimento do princípio da Cruz na vida de Jesus, necessário se faz clarear melhor o entendimento do negar-se a si mesmo. O negar-se a si mesmo não é a completa anulação da vontade . Isso evidentemente é impossível. Trata-se antes de uma renúncia definida quando “minha” vontade quer seguir outra direção diferente da vontade de Deus. Significa que a vontade de Deus deve ser priorizada, e não a minha própria. Negar-se a si mesmo não é tornar-se um alienado . Muitos enfiam as suas cabeças dentro de um buraco pensando que dessa forma estão se negando. Isso, além de ser perigoso, se constitui num sintoma de fuga neurótica. E Jesus nunca quis dizer tal coisa. Negar-se a si mesmo não é vida de ascetismo. Na antiguidade muitos monges deixaram suas vidas e paixões. Essa posição coloca, no entanto, a vida cristã como uma dor constante. A vida seria um peso e dura de ser suportada. Jesus veio para que o homem tivesse vida abundante. Não queremos retirar a dor da vida normal, do crescimento sadio, mas não podemos fazer da vida uma apologia à dor. Sofrer gratuitamente, para merecer o favor de Deus, é uma teologia errada e não está coerente com o tipo de vida que Jesus viveu e ensinou. Finalmente, negar-se a si mesmo não é a perda do desejo . Quando o desejo se toma concupiscência, ele passa a ser pecado. E nós já estamos mortos para o pecado e, portanto, livres do seu domínio. Existem, no entanto, desejos legítimos e bíblicos como o desejo de se casar, ter filhos, pregar o evangelho, salvar vidas, e coisas assim. Vemos, portanto, que a autonegação proposta por Jesus é, antes de tudo, uma renúncia ao domínio da própria vida. E isso, sem dúvida, em algumas situações, vai implicar em todos os aspectos que mencionamos acima. Haverá momentos de aparente perda da vontade. Da aparente alienação, de um também aparente ascetismo, bem como de uma renúncia de um desejo legítimo. Ex, Paulo optou por não se casar. Mas era uma questão de consciência particular. Isso acontece em função de que a vida cristã é, em essência, uma contra-cultura 30/139
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    do sistema vigente.Nunca devemos nos esquecer que a cruz é loucura para o mundo, mas para nós é o poder de Deus manifesto. Em Lucas 14:25-33, Jesus propõe aos seus seguidores o padrão para a vida cristã para o discípulo. Esse padrão nada mais é do que a aplicação da cruz em cada parte do nosso ser. Nesse texto, Jesus dá três ênfases básicas quando por três vezes Ele expressamente disse: “não podem ser meus discípulos”, nos versos 26,27 e 33. As três coisas que Ele mencionou foram os relacionamentos, o eu e os bens. A vontade do Senhor é de que a cruz possa tocar em cada uma dessas áreas . Todas as vezes que Jesus falou de tomar a cruz, Ele falou também sobre negar a si mesmo. Na verdade, os dois conceitos caminham juntos: negar a si mesmo é tomar a cruz. A cruz nada mais é do que a vontade de Deus. e não há como faze! a vontade de Deus sem negar a nossa própria vontade. 1) A Cruz toca os nossos relacionamentos. (Vv. 26) “Se alguém vem a mim, e não aborrece a seu pai e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs a ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo” Lucas 14:26. O primeiro ponto diz respeito à minha necessidade de ser aceito sempre pelos outros, de ser honrado, ser respeitado, ser amado. E pelo lado negativo se relaciona com o medo de ser rejeitado ou esquecido. Negar a si mesmo implica então numa renúncia ao amor e à aceitação incondicional dos outros. Não que eu não queira mais ser amado, mas que não buscarei ser amado a qualquer preço. Se para ser amado eu tiver que rejeitar Jesus, colocar em segundo plano a fé, ou mesmo abrir mão da verdade. Então eu prefiro não ser amado. Todos nós temos uma grande preocupação com a nossa reputação, com a maneira como os outros nos vêm. Quando tomamos a cruz nós temos de esquecer a opinião do mundo a nosso respeito. Mesmo que nos chamem de louco, fanático ou estúpido, isto não mais nos ferirá. Mesmo na vida da Igreja nós precisamos amar mais a Deus do que buscar ser aceito pelos irmãos. Assim como Deus requereu de Maria gerar Jesus sendo virgem, Ele pode requerer de nós algo que pode nos trazer constrangimentos e lutas. Pense em como foi difícil para Maria aceitar ser usada por Deus desta forma, ela poderia ser até apedrejada como adúltera. Mas ela ignorou a aceitação do mundo. Hoje Deus pode nos pedir que façamos coisas na vida da Igreja que serão mal interpretadas e até rejeitadas por muitos. Precisamos ser livres de todos. Não buscar a aprovação, nem o elogio, o reconhecimento ou a aceitação mesmo de irmãos. Oferecemos nosso amor, nossos elogios e nossa aceitação ‘incondicional, mas não esperamos ser retribuídos. É necessário que cada um de nós deixe a cruz ser aplicada em nossos relacionamentos. 2) A cruz toca o nosso “Eu” (VV 27) “E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo” Lucas 14: 27. Isso é fundamental para qualquer cristão que conhece a vontade específica de Deus para sua vida. Tomar a Cruz nos fala de tomar a vontade de Deus em detrimento da minha. Há uma tendência natural de evitarmos a dor e buscarmos o prazer. Entretanto, muitas vezes, a vontade de Deus implicará em dor, e eu devo me apossar dela em detrimento de meu desejo de prazer e de conforto. A cruz nos fala de abrir mão de direitos, de reconhecimentos, de oportunidades e assim por diante. Jesus, já sob a sombra da cruz disse: Não a minha vontade, mas a Tua… Várias vezes na vida e no ministério de nosso Senhor, Satanás ofereceu um caminho fácil para o poder sem a cruz. As tentações para escapar da cruz foram muitas. Mesmo na hora em que ele tragava o amargo cálice do calvário, a 31/139
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    tentação de descerda Cruz foi agudíssima. Não é necessário dizer que Cristo tinha o poder de fazê-lo se ele assim o quisesse. Só não podemos dizer o mesmo a nosso respeito. Quantas vezes nos temos descido da cruz e perdido o poder e a autoridade. Mas o que é descer da cruz? Você deve estar se perguntando. Descer da cruz é qualquer atitude para salvar o “eu”. É qualquer tomada de um caminho fácil no que diz respeito a princípios espirituais. Quero ser ainda mais exato e explícito. Todos os esforços para defender, escusar, proteger, vindicar ou salvar o ego é com efeito uma descida da cruz. Auto-compaixão é descer da cruz. Significa que a pessoa pensa ter sido injustiçada e sente pena de si mesma porque nada pode fazer a respeito.” Eu que sou tão maravilhosa ser tratada desta forma”. Pensa consigo mesma. Ressentimento é descer da cruz. Significa que a pessoa foi injustiçada e se irrita porque nada pode fazer a respeito, “logo eu que sou tão isso e tão aquilo. Alguém como eu nunca poderia sofrer dessa maneira.” Você consegue perceber o ego aqui? A recusa em se assumir a culpa é descer da cruz. Todos são culpados, menos eu, ou pelo menos todos são mais culpados do que eu. A auto-vindicação é descer da cruz. Igrejas inteiras têm sido destruídas porque alguém não abriu mão da vingança. Quando outros nos entendem mal, os esforços indevidos para explicar nossas ações são a mesma coisa. A auto-justificação é descer da cruz. Mas a maior de todas as formas de descermos da cruz é quando oferecemos a cruz para o nosso irmão. Mas porque sempre eu é que tenho de tomar a cruz? Já viram como uma ovelha morre? Não se ouve nem um gemido. Mas já observaram um porco sendo imolado? Temos visto esse tipo de coisa mesmo na vida de pastores. Muitas vezes, tenho passado por irmãos pela rua e, por uma terrível distração, não os vejo nem os cumprimento. Naturalmente, esses irmãos ficam ofendidos e vêm ter comigo. Numa situação dessas eu poderia dizer ao irmão: “toma a cruz, pare de pensar que o mundo gira em torno de você. Em vez de buscar ser amado procure amar, se não o cumprimento cumprimente você a mim. ” Tal resposta parece ser lógica, mas é uma repugnante descida da cruz. A minha atitude deve ser pedir perdão ao irmão e sarar as suas feridas. Eu devo tomar a minha cruz e nunca oferecê-la ao meu irmão. A cruz é um tipo de principio que não podemos ensinar por preceito, apenas por demonstração. 3) A Cruz toca os nossos bens (Vv 33) “Assim pois todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo”. Eu devo renunciar ao desejo de viver para mim mesmo e, ainda mais, devo abrir mão dos meus próprios bens. Para muitos, o abrir mão de bens é bem mais difícil que abrir mão até de si mesmo. Sabemos que Jesus andou por esse caminho (I Pe 2:21) para que nós andássemos por ele também. Renúncia é morte e sem a morte, o cristianismo perde o sentido. Não existe cristianismo sem cruz, existe religião. O ego deve perder o seu lugar de centralidade, cedendo lugar a vontade de Deus. Jesus não apenas morreu na cruz, mas toda a sua vida foi uma vida de Cruz. A cruz está intimamente relacionada com o nosso estilo de vida. A prosperidade é deveras parte do evangelho, mas é apenas uma parte. A ênfase principal está sem dúvida em um modo de vida generoso e sacrificial. A cruz nos torna sensíveis às necessidades do mundo ao nosso redor. Muitos crêem no versículo que diz que Cristo se fez pobre para que pela sua pobreza nos tornássemos ricos (II Cor. 9), mas se esquecem da ordem de Jesus para que não acumulemos para nós tesouros sobre a terra. Parece contraditório, mas o paradoxo desaparece quando entendemos que Deus nos dá para que demos de volta a”Ele. Prosperidade é ter um pouco mais que o necessário. Deixemos que a cruz trate com a maneira como lidamos com o nosso dinheiro. O Senhor precisa ter controle completo sobre a nossa conta corrente. Não podemos permitir sermos arrastados pela corrente do pensamento materialista que prende a nossa geração. Somos um povo próspero mas um povo generoso. Somos um povo 32/139
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    próspero que teveos bens tratados pela cruz. A cruz na Prática Tomar a cruz significa simplesmente tomar a vontade de Deus. A cruz é, na verdade, a Sua vontade. Tudo o que não for a Sua vontade não será uma cruz. Nesse sentido, podemos dizer que a doença, por exemplo, não pode ser uma cruz já que Cristo Jesus carregou com elas na Cruz, ( I Pe.2:24) e não podemos dizer que seja da vontade de Deus a enfermidade. Do mesmo modo, podemos afirmar que a pobreza não é cruz já que fomos libertos das maldições da lei (Gl. 3: 13). A cruz experimentada por Cristo foi decididamente a vontade de Deus e não algum tipo de ataque do diabo como doença ou miséria. A cruz é o lugar onde vencemos o diabo. Muitos pensam que guerra espiritual é uma questão de meramente repreender demônios. Ficam todo o tempo repreendendo demônios dentro de casa e até repreendem algum suposto demônio na cara do marido. Jesus repreendeu demônios durante todo o seu ministério na terra, mas ele somente venceu o diabo na Cruz. A Cruz é a vitória definitiva. Não estou dizendo que é errado repreender demônios na vida das pessoas, pois Jesus fez isso com Pedro. Só estou afirmando que não há vitória sem a Cruz. Gostaria de mostrar algumas manifestações práticas do princípio da Cruz. 1) Disposição para sofrer o dano “O só existir entre vós demanda já é completa derrota para vós outros. Porque não sofreis, antes, a injustiça? Porque não sofreis ,antes, o dano? I Corfntios 6: 7. Esta pergunta de Paulo não parece de uma obviedade gritante? Espera ai, Paulo! Ele faz algo de errado comigo e eu é que vou ter de ficar com o prejuízo: sofrer o dano? É exatamente isso. Isto é cruz. Esta é uma situação onde não vai adiantar muito ficar repreendendo demônios. Para eu ter vitória, eu vou ter de tomar a Cruz. Esta é a vontade de Deus: que eu negue a mim mesmo e tome a Cruz. Mas e se eu quiser reinvindicar os meus direitos? Bem, se você tem direitos é correto lutar por eles até no Supremo Tribunal. Nada de pecaminoso em se lutar pelos próprios direitos. Não é moralmente errado, mas onde fica a vitória? O pisar na cabeça do Diabo é somente quando alguém toma a Cruz que o ele é de fato derrotado. Existem dois princípios de vida: o princípio da cruz e o princípio da razão . Se quisermos ter razão já descemos da cruz, se tomamos a Cruz já não importa quem tem razão. 2) Não agradar a nós mesmos “Ora nós que somos fortes devemos suportar as debilidades dos fracos e não agradar-nos a nós mesmos”. Romanos 15: 1. Quando Jesus foi pra cruz, Ele não foi porque queria ter uma experiência diferente. Não buscava um êxtase espiritual e nem estava buscando elogios. Na verdade, Jesus não queria ir pra Cruz. Ele foi para obedecer a vontade do Pai. Todavia, o Pai não o obrigou, Ele foi espontaneamente. Nós precisamos agradar o nosso irmão mesmo que isso implique em desagradar-nos. Muitos hoje pensam que ser crente é buscar uma nova experiência, ter um seguro contra calamidades ou ter uma vida de felicidade. Não, cristianismo tem como centro a Cruz. Por isso, a pergunta chave não é se é pecado ou não, se sou obrigado ou não, mas sim: qual é a vontade de Deus. Percebe por que muitos casamentos nunca prosperam? Porque não querem agradar o outro ao preço do desconforto pessoal. Quando de forma definida nos dispomos a não nos agradar, nós vemos a vida de Deus fluindo, a igreja de fato sendo edificada e as portas do inferno sendo aniquiladas. Há um caminho de vitória. Não é 33/139
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    um caminho fácile nem agradável, mas a vitória ao final é certa. 3) Considerar o outro superior a si mesmo “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo” Filipenses 2:3. Considerar os outros como superiores a nós mesmos parece algo tão fora de moda. Parece contradizer a moderna teologia da auto-estima. Todavia, essa é a forma como a Igreja é edificada pela cruz. Mais uma vez temos de dizer que cruz é sofrer o dano, é não agradar a nós mesmos, é considerar o outro como superior a nós mesmos. Para cada situação que nos sobrevir existem dois caminhos: o caminho largo e o estreito. Em um problema de casamento, por exemplo, o divórcio e a separação são caminhos largos. Todos nós sabemos onde vai desembocar o caminho largo. A cruz por outro lado é o caminho estreito. Numa situação de crise sempre tome o caminho estreito da cruz.. Pois somente neste caminho há vitória completa O exemplo de Deus Sabemos que na cruz Deus resolveu todo o problema do homem: o problema da condenação, do poder do pecado e do poder para se viver a sua vontade. E impossível que se fale de maturidade sem se referir à Cruz de Cristo. Queremos nos deter no momento, apenas no aspecto que está relacionado à renúncia de si mesmo no dia-a-dia. Jesus não apenas morreu numa Cruz, ele viveu uma vida de Cruz. Toda a vida de Jesus foi caracterizada por uma renúncia completa do próprio Eu. Ele viveu a sua vida pelo princípio da Cruz. O princípio da Cruz é uma completa dependência de Deus. Não interessa mais se algo é bom ou se é mau, se é correto ou pecaminoso. O que interessa saber é se trata da vontade de Deus. O princípio da Cruz é o processo da maturidade. Percebe-se, pela vida de Jesus, que o processo de Deus para tratar com o nosso Ego segue um certo padrão, uma ordem. Se falharmos em um aspecto, Deus vai repeti-lo até que sejamos aprovados. Na escola de Deus ninguém pula cartilha ou compra nota. Em João 5: 19,5:30,8:28, vemos Jesus testificando claramente a sua posição de completa dependência do Pai. Isso é o princípio da Cruz em operação. 1. Aprendeu a submeter-se A primeira grande tensão na vida do discípulo é a autoridade. Sem dúvida, essa foi também a primeira lição de Jesus. Seria ingenuidade pensar que Jesus não precisou aprender coisa alguma. Em Hb. 5:8, vemos que Jesus aprendeu a obediência. E a primeira lição foi submissão. Lucas nos diz (Lc. 2:41-51) que Jesus não apenas obedecia a seus pais, mas se submetia a José e a Maria de coração. Ele sabia quem era e de onde tinha vindo, mas ainda se submetia a seus pais que eram muito limitados no entendimento. Jesus, aos doze anos, já discutia com doutores, mas mesmo assim, não se exaltou sobre seus pais, antes lhes era submisso. Parece-nos que Maria, ainda que fosse uma santa mulher de Deus, não era uma pessoa de grande entendimento. Maria e José eram extremamente pobres e sem certos privilégios e oportunidades. Em muitas situações a encontramos incomodando I Jesus. É muito fácil nos submetermos a quem sabe mais do que nós, mas como é difícil ser submisso a quem sabe menos. Isso exige renúncia do nosso orgulho, do desejo de ser reconhecido e do desejo de se achar alguma coisa. No processo do discipulado essa é a primeira lição que se deve aprender. O discipulador deve confrontar o discípulo para que este aprenda a submissão. 2. Teve um coração ensinável Estar aberto para aprender com quem quer que seja é algo muito dolorido. Sabemos que Jesus saiu para ser batizado por João diante dos olhos de todos. Isso era muito arriscado, pois poderia ser que mais tarde algum fariseu se dirigisse a ele dizendo: acaso não estivemos juntos nas aulas de batismo de João? E isso certamente 34/139
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    deve ter acontecido,pois Jesus usa algumas ilustrações feitas por João Batista (Comparar Mt 3:10 com 7:16-20) no sermão da montanha. Deve ser bastante constrangedor se colocar ao lado de pecadores para ser batizado alguém que nunca tenha pecado, como foi o caso de Jesus. A segunda lição, pois, de todo aquele que quer ser discípulo, é ter um coração ensinável. É estar aberto para aprender com quem quer que seja, mesmo que isso muitas vezes seja extremamente constrangedor. Ninguém se diminui pôr ouvir e aprender algo com quem sabe menos. 3. Não agiu no entendimento e esforço próprios Não é função nossa criar métodos próprios. Deus tem uma obra para ser edificada e não pensemos que Ele é um construtor inepto, que não possui ao menos uma planta baixa. Pela narração de João 5:19,5:30 e 8:28, podemos ver que Jesus somente fazia o que Deus mandava. Não havia lugar para o “eu acho ou eu penso”, mas somente para o que Deus queria realizar. Nós somos construtores e executamos a planta que Deus projetou. Vem chegando o momento onde tudo que fugir do projeto de Deus será desmanchado. Deus não aceita anexos humanos à sua obra. Muitos de nós queremos fazer de nossas vidas o que bem queremos e isso denota falta de entendimento sobre o princípio da Cruz: “Não mais eu vivo, mas Cristo vive” – O comando não mais me pertence, mas tudo está sobre o controle Divino. 4. Abriu mão do amor próprio Aquilo que guardamos mais fundo em nós mesmos é o nosso amor próprio – O medo de sermos prejudicados, feridos, magoados e coisas assim que nos apavoram muito. Pedro ingenuamente (Mt 16:21-34) incitou Jesus a que tivesse dó de si mesmo, julgando com isso estar fazendo um ato de amor. Jesus, no entanto, foi severo, como raramente o vemos na Bíblia, e exatamente em função de ter sido tocado numa das áreas mais sensíveis do homem: o amor próprio. É propósito de Deus que alcancemos o nível em que abramos mão até mesmo da própria vida. “Quem amar a sua vida, perdê-la-á…”. O discípulo passa a viver para agradar ao seu Senhor. O direito que temos é o de amá-lo. 5. Aborreceu a glória humana Jesus poderia ter sido coroado Rei de Israel (Jo 12: 12-28), mas ele preferiu a vergonha da Cruz porque esta era a vontade de Deus. Não pensemos que não foi tentador para Jesus aquela posição. Certamente o foi. Ele, no entanto, por conhecer a vontade de Deus, não se deixou levar pela aparente glória humana. A grande questão da vida diz respeito ao desejo de ser reconhecido, visto e admirado. Se não abrirmos mão disso, seremos como os fariseus que faziam obras com o fim de “serem vistos pelos homens”. Daí a reprimenda severa de Jesus contra eles. 6. Sendo Senhor serviu aos discípulos “O filho do homem não veio para ser servido, mas para servir. Nós somos chamados a servir aos santos, sem distinção e isso implica em levarmos nosso interesse em sermos servidos à cruz. Nosso ego deseja que todos estejam à.nossa disposição sempre, a cada momento, e de preferência, que nos tratem com toda atenção e educação. Mas o Espírito nos desafia a negarmos isso e fazer aquilo que esperávamos fosse feito a nós. Devemos servir com um coração perfeito e isso só acontece se renunciarmos a toda expectativa de retribuição à servitude. Toda expectativa de lucro deve ser renunciada. Só assim serviremos com alegria. O resto, o que vem depois disso, depende do Deus que nos vê em secreto. Andar pela Cruz é andar em Amor Vemos que andar no Espírito implica andar em fé, mas não apenas isso implica também andar pela cruz, ou seja, andar em amor. Só podemos amar ao próximo se esquecermos de nós mesmos. Esquecer-se de si é renunciar ao ego. Observe a definição do amor em I Coríntios 13. A prática do amor é simplesmente uma postura de tomar a cruz. 35/139
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    Permita-me exemplificar mostrandoapenas alguns pontos de I Coríntios 13 :4-7 : O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses. não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. Observe que a palavra de Deus diz que o amor não se ressente, ou seja, não se melindra ou fica ofendido. O padrão de Deus não é o perdão. é não ficar ofendido. O perdão é a nossa segunda chance. A questão do ficar ofendido é um grande problema que aflige a igreja do Senhor. O ficar ofendido é a maior expressão do ego em ação. Quando ficamos ofendidos é que surge a ira, o ódio, a discórdia, a divisão, a facção, a gritaria, as brigas e coisas semelhantes. Alguns podem dizer, será que não temos nem o direito de ficar ofendido? Mas eu digo, ficar ofendido é ficar com o orgulho ferido, e orgulho ferido é ego machucado. Observe ainda que Paulo diz que o amor tudo crê. Que significa isso? Sempre que o meu irmão pecar contra mim e se arrepender ,eu vou crer nele. Diz ainda que o amor tudo espera. Ou seja, quem ama sempre espera o melhor e não premedita o mau. Mas o mais difícil é dizer que o amor tudo sofre e tudo suporta. As implicações disso podem ser vistas na cruz. Por amor o Senhor suportou tudo, até a vergonha da cruz e, no final, pediu que o Pai perdoasse porque não sabiam o que faziam. O amor é a expressão da cruz. TERCEIRO PRINCÍPIO DO ANDAR NO ESPÍRITO: ANDAR NO SOBRENATURAL Andar no Espírito é também andar no sobrenatural. O sobrenatural não significa o extraordinário. Significa que o meio é espiritual e não natural. Deus quer nos libertar tanto do pecado como do natural. O primeiro pecado levou o homem para o nível terreno do corpo. Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu. Gn. 3:6 Observe que Eva foi primeiramente tentada a comer porque a árvore era boa para se comer (Gn 3:6). Tudo começou no corpo. Na verdade, esse é um critério para sabermos se algo vem de Deus ou não. As coisas de Deus sempre procedem do espírito para atingir a alma. As coisas do Diabo sempre começam no corpo e na carne, para depois atingir a alma. Tudo começou no corpo, por isso dizemos que para se andar no Espírito, precisamos andar no nível do sobrenatural em disciplina do corpo. As coisas do mundo do Espírito somente podem ser experimentadas pelo espírito humano recriado. O homem é um ser triúno: espírito, alma e corpo. O pecado de Eva começou exatamente no corpo. Por ela ter abandonado o nível do espírito, o pecado teve espaço. Se desejamos servir a Deus. devemos fazê-la pelo Espírito, pela vida de Deus. E para que o Espírito flua precisamos disciplinar o nosso corpo. O nosso espírito foi regenerado, a nossa alma está sendo transformada e o nosso corpo deve ser disciplinado. Não há possibilidade de haver vida cristã sem renovação da mente, e da alma. Mas igualmente verdadeiro é dizermos que é impossível haver vida cristã sem disciplina do corpo. É importante sermos radicais neste ponto: é impossível vida no espírito sem disciplina do corpo. Mas antes de falarmos sobre esse ponto é bom fazermos uma distinção: disciplina não é igual a lei. Nós já fomos libertos da lei. Em Romanos 6: 14, descobrimos que não temos mais de ser libertos da lei, nós já fomos libertos 36/139
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    dela. “Porque opecado não terá domínio sobre vós porque não estais debaixo da lei e sim da graça”, É importante frisarmos esse entendimento para que não transformemos a disciplina do corpo em legalismo e nem tampouco em ascetismo. A disciplina não é para comprarmos bênção de Deus e muito menos para sermos aceitos diante dele. Somos aceitos por causa do sangue do Cordeiro. Aleluia ! A disciplina é para nós mesmos. não para Deus. É lamentável que muitos irmãos transformem em leis a oração. a leitura da Palavra e o jejum. Quando não oram se sentem distantes de Deus; quando não lêem a Palavra, imaginam que Deus agora está longe deles, que Deus os rejeitou. Nada pode ser mais lamentável do que isso. O amor de Deus por nós é o mesmo nos dias em que oramos, bem como nos dias em que não oramos. A oração não é uma lei, é uma necessidade, uma disciplina. Não muda a nossa herança e os nossos privilégios em Cristo, mas nos ajuda a perceber as coisas do espírito com mais clareza. A disciplina é para nós mesmos e não para sermos aceitos diante de Deus. O acesso diante de Deus é exclusivamente pelo sangue de Jesus. O que é a lei? Lei é tudo aquilo que eu tenho de fazer para Deus com o fim de ser aceito por ele. Eu já fui liberto da lei. Não tenho mais de fazer coisa alguma com o fim de ser aceito, pois, por meio da obra da cruz, tenho livre e perfeito acesso. Fui justificado, perdoado, purificado. reconciliado, santificado, liberto e salvo. Nada pode me separar do amor e da presença de Deus, o caminho foi aberto. O legalismo é uma das piores heresias de nosso tempo. Há muitos que querem ser salvos mediante algum mérito próprio, somos realmente contra eles. Há, porém, muitos em nosso meio que buscam a santificação por esforço próprio . Toda a obra é realizada por Deus: desde a regeneração até a glorificação na volta do Senhor. Mas o que é a graça ?Graça é aquilo que Deus faz por mim. Lei é o que eu faço, graça é o que Ele faz. Estamos debaixo da graça, ou seja, estou debaixo daquilo que Deus faz por mim. Isso significa que eu não vou viver na prática do pecado porque o que está nele é a divina semente, o Espírito Santo. O legalismo é tão terrível porque ele anula a graça de Cristo. Quando eu digo que sou eu que tenho de fazer, estou anulando aquilo que Ele já realizou por mim. Quando eu começo de novo a criar leis, estou escravizando alguém que é livre em Cristo. Nesse ponto, volto a frisar que disciplina não é lei. Disciplina é levar o corpo e a mente a fazerem a vontade do Espírito. Eu sou um ser espiritual, a minha vontade real está no meu espírito. O meu espírito sempre quer ter comunhão com Deus, o corpo é que procura impedir. Eu devo disciplinar meu corpo para que o que está no meu espírito possa ser realizado. Com essa verdade em mente, vamos avançar no nosso estudo. O PONTO CENTRAL É A VIDA No Novo Testamento, temos a concretização do propósito de Deus. O Senhor Jesus disse que nos iria enviar o Consolador, o Espírito Santo de Deus. Hoje nós somos o templo definitivo do Deus vivo. Nós somos o tabernáculo de Deus na terra. O tabernáculo possuía três partes: o átrio, o lugar santo e o santo dos santos. Deus habitava no santo dos santos. O átrio aponta para o nosso corpo, o lugar santo para a nossa alma e o santo dos santos para o nosso espírito. Deus habita agora em nosso espírito. Esse é o ponto central do Evangelho: Cristo dentro de nós. O Espírito Santo de Deus é vida.Contactar o Espírito é contactar a vida de Deus. Tudo o que é do espírito é vida, mas o que é da alma é morte. Se um irmão abre a boca e sai vida, eis aí algo do espírito, mas se sai morte, temos a alma em ação. a melhor critério é observar se há vida. Se em uma reunião alguém faz alguma coisa sem ser movido por Deus, aquilo mata. Quando alguém prega no espírito, há vida saindo de sua boca e isso atrai e sacia as pessoas. Não deve os aceitar fazer coisa alguma sem ministrarmos vida. As coisas do espírito sempre manifestam vida. A vida é algo contagiante, pois quando abrimos a boca pelo espírito, aquilo vai fluir e se espalhar por entre os irmãos. A vida também é alimento. Quando falamos algo do espírito, será a Palavra de Deus. Toda Palavra de Deus é espírito e vida. Quando falamos algo pelo Espírito, essa palavra é espírito e vida. Devemos estar ministrando vida aos nossos irmãos até mesmo em nossas conversas, mesmo conversando, a vida deve fluir. A vida é algo sobrenatural e ser guiado pelo Espírito é ser guiado 37/139
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    por esta vida.Entretanto. para que possamos ser guiados pelo Espírito é necessário que desenvolvamos uma sensibilidade em nosso próprio espírito. Se não formos sensíveis, não poderemos perceber a direção e a voz de Deus. Quero compartilhar quatro princípios para desenvolvermos a sensibilidade e aprendermos a ser dirigidos por Ele. Lembre-se sempre que andar no Espírito implica em: andar em fé, em amor e também em andar no sobrenatural. COMO SER GUIADO PELO ESPÍRITO 1. a) Pelo Impulso da Intuição Devemos lembrar que o homem tem três partes: espírito, alma e corpo. O nosso corpo tem três funções: movimento, sensação e instinto. A alma também tem três funções: mente, vontade, e emoções. No nosso espírito tem também três funções: intuição, consciência e comunhão. A intuição é como um impulso dentro do coração. Não é uma voz percebida audivelmente, mas é um impulso. Em Marcos 1:12, lemos que o Espírito impeliu Jesus… A Palavra “impeliu” é boa, pois denota bem a sensação interior. É perigoso eu ser mal interpretado nesse ponto, pois é certo que existem impulsos do corpo, das emoções e mesmo impulso de demônios. Entretanto, se somos nascidos de novo, aprendemos a diferenciar todas essas vozes daquela que vem do espírito. Muitas vezes, estou conversando com uma pessoa e, repentinamente, me vem um impulso de perguntar alguma coisa, e, aquela pergunta é exatamente o que a pessoa estava com medo de me contar. É uma sensação interior, não é uma voz audível. Isso pode aparecer muito místico, mas ouça-me, se desejamos andar no espírito, devemos ser livres do natural e entrarmos no sobrenatural. 1. b) Pelo Testificar do Espírito “O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus/l (Rm.8: 16). I Coríntios 6: 17 diz que “aquele que se une ao Senhor é um só espírito com Ele”. Isso significa que o nosso espírito, depois que nascemos de novo, é como que amalgamado, unido por uma argamassa, vinculado com o Espírito Santo. O testificar do espírito é uma convicção profunda que não tem origem em nada natural. Muitas vezes, a nossa mente rejeita essa convicção pelo temor e insegurança. Deus fala conosco todo o dia, nós é que não damos crédito. pensando que são coisas da nossa mente. Que o Senhor separe a nossa alma do nosso espírito! Se o Senhor vem com um testificar em nosso espírito, a melhor coisa a fazer é checar a convicção com outros irmãos mais amadurecidos. Mas se depois disso não tivermos clareza na direção, o melhor é correr o risco. Provavelmente, cometeremos muitos erros, mas estaremos exercitando o nosso espírito, e chegará o ponto em que virtualmente não cometeremos equívocos. No processo de crescimento é normal que nos equivoquemos, não devemos nos cobrar perfeição e tampouco pensarmos que depois de algum erro, Deus nos abandonará e não vai mais nos usar. 1. c) Pela Paz do Espírito l1Seja a paz de Cristo o árbitro nos corações… 11 (CI. 3: 15). A paz é o árbitro em nosso coração. O árbitro é o juiz, aquele que decide. Com o coração podemos entender o nosso espírito. Nós percebemos o nosso espírito no coração. Existe uma paz que excede todo entendimento. O testificar muitas vezes vem como um fogo que queima no coração; a paz, porém, é como manancial de águas tranqüilas. É como se o mundo estivesse desabando, mas dentro do coração as águas estão tranqüilas. 38/139
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    1. d) PelaVida de Deus Não devemos fazer nada que constranja essa vida dentro de n~s, ainda que pelos critérios da mente seja algo bom e até recomendável. Se a vida rejeitou, não devemos fazer. Existem muitas coisas que não são pecaminosas em si mesmas, mas que Deus rejeita e outras vezes podemos pecar contra Deus até mesmo pregando, louvando ou fazendo missões. O critério para a vida no Espírito não é o certo ou o errado, mas a vontade de Deus. Creio que não deveríamos ensinar leis de certo e errado para os novos convertidos, mas estimulá-los a perceberem a direção de Deus pela vida no nosso espírito. Se somos rápidos em dizer aos outros o que é certo e o que é errado, estamos tirando preciosas oportunidades de eles mesmos entrarem em contato com o Senhor. Ser cristão não é ser guiado por um código de conduta, nem por um conjunto de normas e éticas sociais. Ser cristão é ser guiado pelo Espírito de Deus. 1. e) Por meios extraordinários A forma básica como Deus planeja conduzir os seus filhos é pelo impulso do espírito. O Espírito Santo que é residente em nosso espírito fala ao nosso espírito humano a vontade de Deus. Toda via, a Palavra de Deus nos mostra que existem formas extraordinárias de Deus. Não é a forma habitual, mas igualmente importante. Gostaria de mencionar pelo menos quatro formas: Sonhos É indiscutível que Deus fala conosco por meio de sonhos. Foi assim com José, com Daniel, com José marido de Maria e com Paulo. Deus é o mesmo e Ele quer continuar a nos orientar e edificar através dos sonhos. Entretanto, alguns princípios devem ficar claros. O primeiro é que se você não sabe o significado do seu sonho, não saia por ai procurando alguém para interpretá-la. Se Deus quer falar com você, Ele o fará por meios claros e compreensíveis. Se você não sabe o significado de um sonho, esqueça-o. Profecia Quando falarmos sobre como checar as direções do Espírito, entraremos em maiores detalhes sobre profecia, por hora basta dizer que não devemos rejeitar profecias. É uma forma claramente bíblica de Deus falar conosco. As profecias são confirmações e não direções novas de Del.ls. Se Deus nunca falou no seu espírito sobre ser missionário na Índia, não vá pra lá porque um profeta disse. -: Jamais vá consultar um profeta. Deus sabe o seu nome, o seu endereço e o seu telefone. Se um profeta tiver algo realmente de Deus pra você, Deus o mandará onde você está. A prática de consultar profetas é um herança mundana do hábito de consultar cartomantes. Muitos profetas têm sido instrumentos de espíritos de adivinhação por causa da pressão de terem de dar uma palavra para alguém que vem consultá-los. Voz audível de Deus Não busque experiências espirituais. Não peça para ver ou ouvir coisa alguma. Essa ânsia por experiências novas e diferentes pode ser uma brecha para espíritos de engano. . Ministério dos anjos Gálatas 1:8 diz que, “ainda que um anjo vindo do céu vos pregue o evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema.” Deus pode enviar um anjo para falar com você, mas esse anjo deve confirmar a Palavra de 39/139
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    Deus e oevangelho, caso contrário, trata-se de um demônio disfarçado de anjo de luz. COMO CONFIRMAR AS SUAS DIREÇÕES 1. Convicção Interior A direção do Espírito, geralmente, vem a nós através de uma testificação interior em nosso espírito. Em raras ocasiões, pode haver uma voz audível ou, até mesmo, uma aparição angélica, mas isto é uma exceção e não a regra. Precisamos. portanto, ser capazes de provarmos a nós mesmos que a impressão ou voz interior que estamos sentindo é na verdade o Senhor. Já que Deus fala ao nosso espírito, ou seja. ao nosso homem interior, é essencial que desenvolvamos as faculdades do nosso espírito ao nível mais elevado possível. Idealmente, Deus quer que desenvolvamos uma qualidade de maturidade espiritual tal que possamos reconhecer a Sua voz imediatamente, e que sejamos tão humildes e confiantes que seja realmente o Senhor, para que possamos agir baseados na Sua Palavra. Não tenha suspeitas do Seu Espírito. Aprenda a ter confiança na sua habilidade de discernir adequadamente. 2. A Palavra de Deus Escrita A Bíblia é o nosso guia mais confiável e possivelmente o mais simples de se usar. A voz interior em nosso espírito é uma experiência um tanto quanto subjetiva e insegura. Ela pode ser influenciada por nossas emoções ou desejos pessoais. Precisamos, portanto, submeter experiências assim a um julgamento objetivo e seguro. A Bíblia é exatamente a fonte certa para este julgamento. Ela não é emocionalmente influenciada ou preconcebida. Ela não tem nenhum envolvimento pessoal. Portanto, ela é bem mais confiável. Entretanto, I precisamos abordá-la com uma abertura e honestidade de coração,pois também podemos “fazer” com que a bíblia diga o que queremos que ela diga. É preciso que haja uma integridade de coração em nossa abordagem. Muitas vezes, as pessoas propositadamente procuram por uma passagem bíblica que apóie o que elas querem crer. Isto é conhecido como “torce” as Escrituras e é danos á fé e a um julgamento correto. Quando você sentir uma certa direção ou impressão no seu espírito e você não estiver certo de que é a voz do Senhor, submeta em oração esta impressão a Deus. Peça-Lhe que Ele a confirme ou a negue através da Sua Palavra. Inevitavelmente, depois que você tiver feito isto, um versículo ou passagem bíblica que se relaciona com o assunto em consideração chamará a sua atenção. É realmente impressionante em quantas circunstâncias e assuntos diferentes Deus pode fazer com que a Sua Palavra se aplique. Em geral, de formas incomuns, Deus dá liberalmente Sua direção através da Sua Palavra. O Espírito de Deus nunca discorda da Sua Palavra. O Espírito Santo nunca lhe diria para fazer algo que é condenado pela Bíblia. Ele nunca o conduziria contrariamente aos claros princípios expressos na Bíblia. 3. A Paz de Deus “E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, dom ine em vossos corações” (CI3:15). A palavra traduzida por “domine” neste versículo é a palavra “juiz” ou “árbitro” no original. Paulo está então dizendo: “Deixe que a paz de Deus seja o árbitro em seu coração.” Imagine um jogo de futebol. Enquanto tudo está indo de acordo com as regras e não há nenhuma falta ou infração, o apito do árbitro está em silêncio. Entretanto, quando há uma infração das regras, ouve-se o apito, e é preciso que o jogo pare imediatamente. Os jogadores, então, olham para o árbitro para descobrirem o que aconteceu de errado e qual éa sua decisão na situação. Assim que ele esclarecer as coisas, o jogo pode prosseguir novamente. É assim também com a paz de Deus em nossos corações. Quando as coisas estão fluindo suavemente no propósito de Deus, há uma paz interior profunda em nosso~ corações. Esta paz deveria sempre estar lá. Paulo diz que somos chamados a.uma paz assim. Se por acaso 40/139
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    perdemos esta paz,então precisaremos olhar para o Espírito Santo para descobrirmos o erro. Por que perdi a minha:paz? Ele nos mostrará, rapidamente, onde estamos errados e como corrigir a situação. Quando fizermos isto, pedindo perdão a Deus e voltando ao caminho certo, outra vez a nossa paz será restaurada. 4. .Buscando Um Aconselhamento Maduro “E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo” (C13: 15). Não somente devemos possuir uma paz pessoal interior como uma indicação de que tudo está bem, mas também podemos, se necessário, submeter as nossas impressões ao discernimento de outros membros do Corpo. Isto pode ser feito dentre crentes nascidos de novo, aos quais você se uniu numa comunidade cristã. Coloque o assunto diante do grupo, e se houver uma resposta de paz unânime, então você pode ficar certo de que Deus está confirmando a direção que você recebeu. A Bíblia diz: “… na multidão de conselheiros há segurança” (Pv 11 :4). “Onde não há conselhos os projetos saem vãos, mas com a multidão de conselheiros se confirmarão”(Pv 15:22). Eu gostaria de enfatizar o ponto de que é um aconselhamento maduro que devemos buscar. Procure um aconselhamento de pessoas espiritualmente maduras que tenham uma credibilidade provada com relação à sabedoria. Pedir conselhos a pessoas espiritualmente imaturas somente lhe trará mais confusão e incerteza. Vá a pessoas cujas vidas provêm que elas acharam a vontade de Deus, pessoas que obviamente estão tendo êxito na vida cristã porque elas foram capazes de ouvir a voz de Deus dirigindo-as nas circunstâncias de suas próprias vidas. 5. As Circunstâncias e a Providência Divina Quando Deus lhe diz para fazer alguma coisa, você pode contar que Ele começará a abrir as portas para que você possa faze-la. Se Ele estiver guiando você numa determinada área, então as Suas providências começarão a surgir a você naquela área. Há um pequeno pensamento que eu aprendi e que me tem sido extremamente útil quando quero obter direções do Senhor. a saber: “Comece a andar e você receberá uma direção.” Creio que um apoio bíblico para este conceito seria em Gênesis, no tocante ao servo de Isaque. o qual havia sido enviado para buscar uma esposa para o seu mestre. Ele falou: ” … quanto a mim, o Senhor me guiou no caminho à casa dos irmãos de meu Senhor” (Gn 24:27). Em outras palavras, uma vez que ele havia partido em sua jornada, Deus lhe deu a direção. Davi diz: “Os passos de um homem bom são confirmados pelo Senhor, e ele deleita-se no seu caminho” (SI 37: 23). Se você ficar sentado esperando por uma revelação, talvez você fique assim para sempre. Se você começar a se mover e estiver indo na direção errada. o Senhor lhe dirá. O Espírito Santo está dentro de todos os cristãos e Ele deseja muito guiar-nos nos caminhos e propósitos de Deus. Portanto, assim que começarmos a nos mover com um desejo sincero em nossos corações de andarmos nos caminhos de Deus, o Espírito nos dará direções. Ao começar a se mover em harmonia com a vontade de Deus, as circunstâncias e providências surgirão diante de você, dando-lhe uma certeza e confiança interior. 6. Confirmação Profética Às vezes: uma declaração profética pode ser dada a alguém para confirmar algo que já foi recebido do Espírito. Usei a palavra” confirmação” , deliberadamente, porque isto é exatamente o que as declarações proféticas deveriam fazer. Elas deveriam servir para confirmar algo que alguém já recebeu de Deus em seu espírito. Deveríamos sempre ser cautelosos com relação a profecias aparentes que tendem a iniciar alguma coisa, ao invés de simplesmente confirmá-la. Se Deus quiser falar-lhe algo, Ele falará com você primeiramente. dentro do seu próprio espírito. Mas tarde ele poderá confirmar-lo através de uma declaração profética, qual servirá para confirmar e estabelecer o que Ele já lhe disse. 41/139
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    Nunca faça nadasimplesmente porque alguém “profetizou” que você deveria fazer. Obtenha a sua própria direção pessoal de Deus e depois, se uma profecia substanciar aquilo que você já recebeu, então tudo bem. As declarações proféticas certamente não são infalíveis o elemento humano envolvido na declaração das profecias faz com que elas sejam falíveis O Espírito, o qual as origina, é perfeito, mas as pessoas que as declaram são imperfeitas. Muitos cristãos reverenciam as profecias como se o Próprio Deus estivesse falando do céu. Entretanto, não é Deus quem está falando diretamente. São os homens falando em nome de Deus. Se estas pessoas estiverem realmente no Espírito, então tudo bem. Suas palavras edificarão, exortarão e consolarão a igreja (1 Co 14:3). Às vezes, infelizmente, as expressões proféticas podem estar vindo do coração das próprias pessoas ou talvez, estejam sendo coloridas e influenciadas pela inserção de alguns de seus próprios pensamentos. Por causa disto, toda declaração profética deveria ser julgada para se saber se ela é realmente uma palavra do Senhor antes que ela seja recebida, e, certamente, antes que ela seja praticada (1 Co 14:29). Deveria ser julgada, em primeiro lugar, pela Palavra de Deus. A Bíblia é infalível e, portanto, um juizperfeitamente objetivo. Se uma declaração profética não estiver em perfeita harmonia com os princípios expressos na Bíblia, ela será imediatamente duvidosa. Não importa quão religiosa ou espiritual uma declaração profética pareça. Ela deve concordar inteiramente com a Palavra. Ainda que a profecia possa estar cheia de frases como “Eu, o Senhor, digo a ti, meu servo,” isto, com certeza, não é nenhuma garantia de precisão ou veracidade. A Bíblia é o nosso guia final, totalmente preciso e infalível. Sempre confie mais na Bíblia do que em qualquer profecia. As profecias deveriam ser julgadas pelo que Deus já lhe mostrou em seu próprio espírito. Se elas não testificam enão confirmam o que você já recebeu do Senhor, então, não aceite nenhuma profecia pessoal. Certamente, a princípio você não deveria agir baseado nelas. Talvez você possa orar intensamente com relação a elas, submetendo-as a Deus e buscando a Sua sabedoria e direção na questão. Se um grupo de crentes estiver presente.quando a profecia for dada, então um julgamento da comunidadepoderá sé!: dado a respeito da profecia. Qual é a opinião geral a respeito dela? Os c~rentes do grupo concordam que esta é verdadeiramente uma palavra de Deus? Ou eles estão unidos em seu julgamento de. que esta palavra não vem do Senhor e deveria, portanto, ser tratada com muito cuidado? Muitas vidas inocentes têm sido arruinadas por terem agido muito prontamente com relação a “profecias pessoais.” Bibliografia Andando no Espírito – Pr. Aluízio A. Silva. Videira – Igreja em Células. Revista Atos – Publicação de World Map. Edição de 1990. PARTE III TRANSFORMAÇAO DA ALMA A MENTE: UM CAMPO DE BATALHA De acordo com a Bíblia, a mente do homem é incomum or se constituir um campo de batalha onde satanás e seus maus espíritos contendem contra a verdade e contra o crente. A mente e o espírito do homem são como uma cidadela que os maus espíritos anseiam por capturar. O campo aberto onde a batalha se trava para a conquista da 42/139
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    cidadela é amente do homem. Em 2 Co.10:3-5, o Apóstolo Paulo compara os argumentos e raciocínios do homem a uma fortaleza do inimigo. Ele descreve a mente como que possuída pelo inimigo que deve ser quebrada então pela batalha travada. Muitos pensamentos rebeldes estão armazenados nestas fortalezas e precisam ser levados cativos à obediência de Cristo. Tudo isso mostra claramente que a mente do homem é o cenário da batalha onde os maus espíritos entram em conflito com Deus. Podemos ver como os poderes das trevas se relacionam principalmente com a mente do homem e como ela é de uma forma peculiar susceptível aos ataques de Satanás. Com respeito às outras funções da alma – vontade e emoção -, Satanás não tem como fazer nada, a menos que tenha ganho algum terreno neles. Mas com respeito à mente, ele pode operar livremente sem primeiro persuadir o homem ou garantir o seu convite. Antes da regeneração, o intelecto do homem o impede de compreender a Deus. É necessário que Seu grandíssimo poder destrua os argumentos do homem. Esta é uma obra que deve ocorrer na hora do novo nascimento, e acontece na forma de arrependimento. Mas mesmo depois do arrependimento, a mente do crente não é totalmente liberada do toque de Satanás – ele vai continuar agindo. Em 2 Co.l1:3 Paulo reconhece que o deus desse mundo segue a mente dos não crentes e engana a mente dos que crêem. Hoje, muitas vezes Satanás se disfarça como um anjo de luz, a fim de conduzir os santos, propagando um evangelho diferente do evangelho da graça de Deus. Na verdade, são poucos os que poderiam imaginar que o diabo poderia dar bons pensamentos aos homens! É possível que um filho de Deus tenha uma nova vida e um novo coração e ainda não ter uma nova cabeça. Quão frequentemente as intenções do coração são inteiramente puras, mas os pensamentos na cabeça são confusos. Se a mente do cristão não é renovada, sua vida está destinada a ser desequilibrada e estreita. O povo de Deus precisa saber que, se desejam viver uma vida plena. sua mente deve ser renovada. A Bíblia declara enfaticamente que devemos” ser transformados pela renovação da nossa mente” (Rm12: 2). A mente sob o ataque dos espíritos maus O cristão pode descobrir que é incapaz de regular sua vida mental e fazer com que ela obedeça o propósito da sua vontade. Pergunte a si mesmo: Quem controla a minha mente? Eu mesmo? Se assim for por que não posso controlá-la agora? É Deus quem dirige minha mente? Se não sou eu nem Deus quem regula a vida mental, quem então está no controle? Obviamente são os poderes das trevas. Por isso, sempre que o filho de Deus observa que não tem mais capacidade para governar a mente, ele deve perceber logo que é o inimigo quem a está dirigindo. Um fato que devemos sempre manter em mente é este: o homem possui vontade livre. A intenção de Deus é que o homem tenha controle de si mesmo. Ele tem autoridade para regular cada uma de suas capacidades naturais; por isso, todos os seus procedimentos mentais devem estar sujeitos ao poder da sua vontade. O cristão deve perguntar a si mesmo: Esses são meus. pensamentos? Sou eu quem está pensando? Se não sou eu, então deve ser o espírito maligno que é capaz de operar na mente do homem. Essa pessoa deve saber que, neste caso, ela não teve a intenção de pensar e ainda assim pensamentos brotaram em sua cabeça. Sua conclusão deve ser que estes pensamentos não são seus, e sim do espírito maligno. Mas como saber se um pensamento é seu ou de um espírito maligno? O cristão deve observar como ele surgiu. Se sua faculdade mental está tranqüila e serena, funcionando normal e naturalmente e, de repente, um pensamento desordenado e sem qualquer ligação com suas atuais circunstâncias brota, muito provavelmente é uma ação dos maus espíritos. Eles estão tentando injetar seus pensamentos na cabeça do crente para assim levá-lo a aceitá-los como seu. Se o filho de Deus não deu origem à idéia, mas pelo contrário, se opõe a ela, e mesmo assim ela continua em sua cabeça, pode concluir que tal pensamento vem do inimigo. Cada pensamento que o homem escolhe não pensar, e cada um que se opõe à vontade do homem, não vem dele e sim do exterior. É muito importante saber que os poderes das trevas operam não apenas do lado de fora, mas do lado de dentro do homem também. Isto quer dizer que eles podem se comprimir na vida de pensamento do homem e operar dali. Os espíritos malignos possuem uma capacidade de comunicação que o homem não possui. Eles podem trabalhar inicialmente na mente do homem e depois alcançar sua emoção e vontade. A Bíblia mostra claramente que os poderes das trevas tanto podem comunicar idéias ao homem como tirá-las dele: o diabo já havia colocado no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, que o traísse 43/139
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    (Jo. 13:2) e“Logo vem o diabo e tira-lhes do coração a palavra” (Lc. 8: 12). As causas do ataque dos maus espíritos Sempre que alguém oferece oportunidade aos maus espíritos, ele não pode mais seguir sua própria vontade, mas deve ser obediente à vontade do outro. Ao ceder terreno a eles em sua mente, imediatamente sua soberania sobre ela é perdida. Devido a essa afinidade entre’a mente e os maus espíritos, o cristão sempre abre caminho para eles. O terreno ganho concede autoridade a essas potestades para operarem sem impedimento na mente do crente. Mas a mente do homem pertence ao homem e sem a sua permissão, o inimigo não tem poder para usá-la. É no campo das idéias e do pensamento que o cristão fornece território aos maus espíritos, e dali é que eles operam. Falando de modo geral, são seis os tipos de terrenos que podem ser cedidos ao inimigo. Vamos examinar cada um deles. 1. a) Uma mente não renovada Se a mente do cristão não é renovada depois do seu espírito ser regenerado, ele expõe grande território às maquinações do espírito maligno. Sabedores de que essa mente não renovada constitui sua melhor oficina de trabalho, as forças do inimigo empregam todo artifício para manter o crente na ignorância ou então impedindo-o de buscar a renovação da sua mente. 1. b) Uma mente incorreta Todos os pecados fornecem território ao adversário. Se um filho de Deus alimenta o pecado em seu coração, ele está emprestando sua mente aos espíritos satânicos para uso deles. Todos os pensamentos impuros, orgulhosos, sem bondade e injustos fornecem bases de atividades a esses espíritos. 1. c) Interpretar mal a verdade de Deus Se os seguidores de Deus compreendem ou interpretam erradamente como sendo natural ou causado por eles mesmos, aquilo que os maus espíritos causaram em seus corpos, circunstâncias ou trabalhos, eles estão cedendo terreno precioso a eles para suas abomináveis realizações. Uma mentira abraçada foi o terreno para mais atividades pelos elementos satânicos. Por outro lado, muitos cristãos interpretam mal as verdades de Deus. Os maus espíritos planejam de acordo com o entendimento errado do crente, e este julga que essas coisas são de Deus, ignorando que elas são apenas uma imitação dos maus espíritos e fundamentadas no seu mal entendimento. 1. d) Aceitação de sugestões. Os espíritos malignos colocam seu pensamento na forma de profecia, depois a plantam na mente do crente para ver se ele vai aceitá-la ou rejeitá-la Se a mente dele não oferecer objeção e, pelo contrário, até mesmo aprovar esta profecia, os espíritos da impiedade conquistaram um lugar para realizar o que propuseram. O cumprimento das palavras dos advinhos é baseada inteiramente nesse princípio. Os demônios injetam palavras com respeito ao corpo do cristão, tais como predizer sua fraqueza ou doença. Se o crente absorve este pensamento, ficará de fato doente e fraco. 1. e) Uma mente vazia Deus criou o homem com uma mente para ser usada. Uma mente vívida é um obstáculo à obra dos demônios. Um dos seus maiores alvos, é conduzir a mente da pessoa a um estado vazio, pois enquanto a cabeça estiver vazia, ele não pode pensar. O cristão deve exercitar sua mente, pois assim barra a ação maligna. 44/139
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    1. f) Umamente passiva A diferença entre uma mente passiva e uma vazia é que a mente vazia não é usada, e a passiva fica à espera de alguma força exterior para ativá-lo. Passividade é se abster de mover por si mesmo e deixar que elementos exteriores façam isso. A passividade reduz o homem a uma máquina. A passividade oferece aos espíritos malignos oportunidade de ocupar também a vontade e o corpo do crente. Se alguém permitir que a sua cabeça pare de pensar, pesquisar, decidir e de examinar sua experiência e ação à luz da Bíblia, ele está praticamente convidando Satanás a invadir sua mente e enganá-lo. Em seu desejo de seguir a direção do Espírito Santo, muitos dos filhos de Deus sentem que não precisam de medir, investigar e julgar à luz da Bíblia todos os pensamentos que aparentemente vêm de Deus. Passividade A causa da passividade é a ignorância do cristão. O caminho normal da condução de Deus é na intuição do espírito e não na mente. O crente deve seguir a revelação da sua intuição, e não o pensamento em sua mente. É pela intuição que chegamos a conhecer a vontade de Deus, mas também precisamos da mente para inspecionar nosso sentimento interior a fim de determinar se ele vem da intuição ou se é uma imitação das nossas emoções. Sabemos pela intuição, mas tiramos a prova pela mente. A cabeça não deve nunca guiar ou conduzir, mas inquestionavelmente, ela precisa testar a autenticidade da direção. Tal ensinamento concorda com as Escrituras (Ef. 5: 17,10). Um crente pode escorregar para a passividade, quando espera que Deus coloque Sua vontade em seu pensamento e cegamente segue toda condução sobrenatural sem empregar sua inteligência para examinar se ela vem de Deus. A conseqüência de tal ignorância é a invasão do inimigo. Os adivinhadores, os agoureiros, os médiuns, os necromantes dizem que a fim de ficarem possessos por aquilo que chamam de “deuses” (que na realidade são demônios), a vontade deles não deve oferecer qualquer resistência, a mente deve ser reduzida a um branco total Os maus espíritos ficam vibrando quando encontram. A distinção básica entre as condições de operação do Espírito Santo e dos maus espíritos podem ser resumidas desse modo: 1. a) Todas as revelações e visões sobrenaturais que exigem a suspensão total da função da mente ou que só são obtidas pelo cessar do seu funcionamento não são de Deus. 2. b) Todas as visões que têm sua origem no Espírito Santo são concedidas quando a mente do crente está plenamente ativa – a ação de demônio segue um caminho oposto 3. c) Tudo o que flui de Deus concorda com a natureza de Deus e a Bíblia. Vamos apresentar agora mais três diferenças entre a ação de Deus e a dos demônios. . 1. a) O pensamento dos demônios sempre invade vindo do lado de fora, entrando principalmente pela mente. 2. b) O pensamento deles força, empurra e compele o homem a agir imediatamente – nunca concede tempo para pensar, considerar ou examinar. 3. c) Os demônios confundem e paralisam a mente do homem para que não mais possam pensar. OS FENÔMENOS DE UMA MENTE PASSIVA 45/139
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    Vamos apresentar rapidamenteos fenômenos de uma mente sob o ataque dos maus espíritos. Pensamentos relâmpagos Depois que a mente de alguém afunda na passividade, ele receberá muitos pensamentos injetados pelo lado de fora, noções impuras, blasfemas e confusas. Tudo isso passa por sua mente em sucessão. Embora ela decida rejeitá-las, não tem poder para fazê-la cessar ou para alterar a inclinação do seu pensamento. Algumas vezes, essas idéias reluzem no cérebro de alguém como um relâmpago. Imagens O adversário também pode projetar imagens boas ou impuras na mente do crente. Isso acontece porque seu poder de imaginação declinou para a passividade. Ele não pode controlar seus poderes imaginativos, mas permitiu o controle deles pelos maus espíritos. Sonhos Os sonhos podem ser naturais e sobrenaturais. Alguns são inspirados por Deus e ainda outros por Satanás. Os poderes malignos podem criar imagens durante o dia, e sonhos durante a noite. À noite o cérebro não é tão ativo como de dia, sendo desse modo, mais passivo e mais propenso a ser manipulado pelo diabo. Tais sonhos fazem com que se levante pela manhã seguinte com a cabeça pesada e um espírito melancólico. Os sonhos e as visões de Deus capacitam o homem a ser normal, tranqüilo, cheio de raciocínio e consciente. Os sonhos inspirados por Satanás são grotescos, impetuosos, fantásticos, tolos e tomam a pessoa arrogante, atordoada, confusa e irracional. Insônia Este é um mal comum dos santos. Ao deitarem à noite, muitos experimentam pensamentos sem fim brotando em suas mentes. Continuam pensando no seu dia de trabalho ou relembrando experiências passadas, ou mesmo enchendo suas mentes com uma mistura de assuntos. Eles pensam de antemão nas obrigações da manhã seguinte, tais como o que devem fazer e qual seria o melhor plano. Seus cérebros giram incessantemente. Essas pessoas querem realmente dormir, mas não conseguem parar de pensar. No curso normal dos acontecimentos, o sono renova o espírito das pessoas, Mas quando se passa noites e noites de insônia, o crente chegará a ter pavor do sono, da cama e da noite. Esquecimento Devido ao ataque do diabo, muitos santos são destituídos do seu poder de memória e sofrem de esquecimento. Eles esquecem até mesmo o que disseram e fizeram. Não podem localizar objetos que guardaram naquele mesmo dia. Outro fenômeno pode ser observado: o crente pode normalmente possuir uma boa memória, mas em vários momentos críticos ela falha sem explicação. Tudo isso é ação de demônios. Falta de concentração Alguns, por ação de espíritos malignos, parecem não ter qualquer poder de concentração quando tentam pensar enquanto outros são melhores. mas seus pensamentos voam para qualquer lugar depois de uns poucos momentos de concentração num determinado assunto, principalmente durante a oração e a leitura da Bíblia. Há irmãos que não têm consciência do que estão lendo e não conseguem prestar atenção aos cultos. Espíritos malignos tentam evitar que ouçam o que seria útil, não fazendo cessar a operação de suas mentes, mas forçando-os a pensar em outras coisas. Por essa razão, muitos cristãos não conseguem ouvir o que os outros lhes dizem. Antes que o outro termine, ele já está interrompendo impacientemente, pois os maus espíritos o inspiraram com inúmeros pensamentos. 46/139
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    Inatividade Num último estágio,a mente do crente perde sua capacidade de pensar e cai quase que inteiramente nas mãos dos maus espíritos. A pessoa torna-se incapaz de pensar, pois não consegue iniciar qualquer pensamento, pois milhares deles passam por sua mente a cada instante e ele não tem como faze-los cessar. O crente escravizado desenvolverá um ponto de vista desordenado e desequilibrado. Um pequeno monte aos seus olhos parece uma montanha. Essa pessoa foge de situações e pessoas que o forcem a pensar. Todo o seu tempo é dissipado, gasto sem pensamento, imaginação, raciocínio ou consciência. Vacilação São cristãos que não têm firmeza de caráter e que trocam de posição interminavelmente. Todavia, na realidade, são os espíritos iníquos que mudam seus pensamentos e alteram suas opiniões. De manhã decidem fazer algo, e à tarde já mudaram de idéia. Tagarelice Geralmente, crentes assaltados por Satanás são muito tagarelas, visto que suas cabeças estão explodindo com pensamentos, suas bocas não podem estar sem grande abundância de palavras. A mente que não pode ouvir os outros, mas exige que os outros a ouçam é uma mente doente. Muitos cristãos são como máquinas falantes operadas por forças externas. Quantos não podem refrear suas línguas da fofoca, dos gracejos e da difamação! Parece que as idéias tão logo surgem em suas mentes e antes que haja oportunidade para considerá-las, já se transformaram em palavras – a língua fica fora do controle da mente e da vontade. Tudo isso é causa da passividade da mente. O cristão deve compreender que todas as suas declarações devem ser o resultado do seu próprio pensar. Obstinação Uma pessoa passiva se recusa categoricamente a ouvir qualquer raciocínio ou evidência, após ter tomado uma decisão. Não está disposto a ouvir os outros, pois julga que nunca podem saber o que ele sabe! Esse tipo de pessoa aceita todas as vozes sobrenaturais como sendo de Deus e uma vez que ele crê que a direção é de Deus, sua mente é selada contra qualquer mudança. O sintoma dos olhos A mente que é passiva e assaltada pelos maus espíritos, pode ser identificada prontamente através dos olhos. Os olhos do homem revelam sua mente mais do que qualquer outra parte do seu corpo. Enquanto uma pessoa com a mente passiva conversa com os outros, seus olhos tendem a vaguear ao redor, para cima e para baixo, voando em todas as direções ou então, ela não consegue olhar no rosto do outro. Os olhos podem também se fixar em uma direção sem nem mesmo piscar, como se estivesse paralisado. 47/139
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    Finalmente Recapitulando: os fenômenosda mente de um cristão sob o ataque dos maus espíritos são múltiplos e variados. Um princípio, entretanto, é a base de todos eles: a pessoa perde seu controle. Inatividade em lugar de atividade, inquietação em lugar de calma, agitação devido à inundação de pensamentos, incapacidade de concentração, ou para distinguir ou lembrar, confusão fora de controle, trabalhos sem fruto, ausência de trabalho durante o dia e sonhos e visões à noite, insônia, dúvidas, falta de vigilância, medo sem razão, perturbação a ponto de agonia, todas estas coisas são inspiradas pelos maus espíritos. O CAMINHO DO LIVRAMENTO Se você percebeu que ainda há passividade em sua mente, não se desespere, há um caminho para o livramento: basta buscá-Lo com diligência. Os que vão buscar o livramento. devem saber que os maus espíritos não permitirão que seus cativos saiam livres sem luta. É importante que você realmente saiba e tenha clareza de que cedeu espaço a demônios e decida firmemente reconquistar o espaço cedido. O diabo vai usar várias táticas para impedi-lo e, caso não consigam, tentarão uma luta final para ganhá-lo, empregando sua costumeira tática mentirosa, apontando-lhe que não poderá reconquistar sua liberdade por ter se afundado demasiadamente na passividade, ou então que Deus não está disposto a lhe conceder graça novamente, ou mesmo que será melhor que ele não resista, ou que de qualquer forma ele não poderá ver o dia do livramento; por isso, por que se aborrecer com esforço e sofrimento? Nessa luta, o crente deve aprender que a as armas de guerra devem ser espirituais, pois as carnais de nada lhe valem. O terreno perdido a ser recuperado Sintetizando o que já vimos, os maus espíritos têm podido operar na mente do crente por (1) uma mente não renovada. (2) aceitação das mentiras dos maus espíritos, e (3) passividade. Depois de identificar. em qual dessas áreas ele cedeu território aos maus espíritos, ele deve partir imediatamente para a recuperação do terreno perdido. A mente não renovada deve ser renovada; a mentira aceita deve ser localizada e renunciada; e a passividade deve ser transformada em ação livre. A mente renovada Deus não deseja uma mudança na mente de Seus filhos apenas na ocasião da conversão. A mente deve ser renovada constante e completamente, visto que qualquer resíduo da sua carnalidade é hostil a Deus. Rm 8:7,2 Co.10:5; Rm. 6:11,12 e Efésios4, são versículos que nos advertem quanto ao domínio de Satanás em algumas áreas de nossas vidas e introduzem a cruz como o instrumento para a renovação da mente. A salvação que Deus comunica através da cruz inclui não apenas uma nova vida, mas a renovação de cada função da nossa alma também. A salvação que está profundamente arraigada em nosso ser deve ser gradualmente” desenvolvida” . Precisa ficar claro para nós que a renovação é obra de Deus, mas o despojar – o negar, o abandonar – o seu velho pensamento é o que você deve fazer. Depois de reconhecer a velhice da sua mente e desejar despojá-la pela cruz, o cristão deve agora praticar a negação diária de todos os pensamentos carnais. De outro modo, a renovação será impossível. Em 2 Co.10.5, aprendemos que devemos trazer todos os pensamentos cativos à obediência de Cristo. Devemos examinar o 48/139
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    pensamento para determinarse: (1) ele vem da sua mente velha, ou (2) se ele emana do terreno cedido, e se (3) oferecerá novo terreno aos maus espíritos, ou se (4) ele brota de uma mente normal e renovada. Mentiras renunciadas Quando o salvo se coloca debaixo da luz de Deus, ele descobre que freqüentem ente no passado as mentiras dos maus espíritos foram por ele aceitas, levando a uma situação de passividade. Exercitando-se, o filho de Deus descobrirá que muitas aflições, fraquezas, doenças e outros fenômenos em sua vida hoje, aconteceram porque ele aceitou direta ou indiretamente as mentiras nele plantadas pelos demônios no passado. Para se assegurar a liberdade, o cristão deve experimentar a luz de Deus, que é a verdade de Deus. Visto que ele anteriormente perdeu terreno por crer nas mentiras, agora deve recuperar este terreno negando todas as mentiras. Deve orar buscando luz de Deus para conhecer toda a verdade. Pela oração e pela escolha da vontade, ele deve resistir a toda mentira satânica. A passividade destruída Precisamos entender uma lei básica no reino espiritual: nada que pertença ao homem pode ser realizado sem o consentimento da sua vontade. É devido à ignorância que o filho de Deus aceita o engano dos maus espíritos e dá permissão a eles para operarem em sua vida. Agora, para retomar o terreno, deve retirar o consentimento dado aos demônios, insistindo no fato de que ele é seu próprio senhor e não vai tolerar que o inimigo manipule qualquer parte do seu ser. Nesse processo de retomada, o crente deve tomar a iniciativa em cada ação e não depender de ninguém mais. Ele deve tomar sua própria decisão sem esperar passivamente pelo outros ou por circunstâncias. Orando e vigiando deve avançar passo a passo. Deve exercitar sua mente e pensar no que deve fazer, falar ou se tornar. O crente deve entender que este processo pode demorar. Cada sugestão do inimigo dada ao crente deve ser enfrentada com a verdade da Bíblia. Responda às dúvidas com os textos da fé, reaja ao desespero com as palavras de esperança, responda ao temor com palavras de paz. A vitória é obtida pelo manejo da Espada do Espírito. A PASSIVIDADE E SEUS PERIGOS “O meu povo está sendo destruído por falta de conhecimento”. ( Os. 4:6). Os cristãos de hoje geralmente carecem de dois tipos de conhecimento: (1) conhecimento das condições através das quais os maus espíritos operam; (2) conhecimento do princípio da vida espiritual. A lei da causa e efeito Para cada uma das coisas que Deus criou existe uma lei. Os maus espíritos também operam segundo leis definidas. Ora, se alguém oferecer as condições para a operação dos maus espíritos, então, certamente o terreno foi cedido para que eles operem nele. Esta é a lei da causa e efeito – aquele que preenche os requisitos para a operação dos maus espíritos será prejudicado por eles. O fogo queima tudo o que for colocado nele; a água afoga todos os que forem imersos nela, e os maus espíritos atacam todos (até mesmo os filhos de Deus) que concedem terreno a eles. Os demônios começam a penetrar em qualquer homem, tão logo obtenham uma base de apoio nele. 49/139
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    Falando de modosimples, o terreno que o crente fornece aos demônios é o pecado. Todo pecado fornece território a eles. Existem dois tipos de pecado: o positivo e o negativo. O positivo são aqueles que a pessoa comete: suas mãos realizam más ações, seus olhos contemplam cenas malignas, seus ouvidos ouvem notícias ímpias e sua boca pronuncia palavras impuras. Mas a Palavra de Deus diz que também a omissão (leia-se pecado negativo) também é pecado (Tg. 4: 17). O pecado de omissão que concede terreno aos demônios é a passividade do crente. A não utilização e a má utilização de qualquer parte do nosso ser é um pecado aos olhos de Deus. Todas as nossas habilidades e dons devem ser devidamente utilizados. Quando isto não acontece, está sendo oferecido ao diabo ocasião para que elas sejam exercitadas por ele. Os Perigos. Eis a ordem do processo que muitos crente cumprem até caírem nas mãos dos demônios: (1) ignorância, (2) engano, (3) passividade, (4) entrincheiramento. Depois de seguir todos estes passos, o engano aprofunda mais, resultando num cerco de proporções alarmantes. A pessoa nesse estado prefere ser guiada pela circunstância do que ser livre para escolher uma outra, porque fazer uma escolha é muito cansativo para ele. Em tal condição de inércia, decidir uma questão pequena se torna uma tarefa tremenda. A vítima busca ajuda em toda parte. Sente-se bastante atrapalhado por não saber como lidar com seus negócios diários. Parece ter grande dificuldade em compreender o que as pessoas lhe dizem. Lembrar de algo lhe é extremamente doloroso. Este crente fica à espera de uma ajuda, um impulsionar exterior. Estamos sugerindo que tal crente passivo não gosta de trabalhar? De modo nenhum! Porque quando é impulsionado por uma força externa, ele é capaz de trabalhar, mas tão logo termina a compulsão, ele pára bem no meio de seu trabalho, sentindo-se sem forças pra prosseguir. Este crente não conclui suas tarefas. Porque sua vontade já é passiva e sem capacidade de operar, os maus espíritos geralmente o conduzirão a uma situação em que o exercício da vontade é necessário, a fim de embaraçá-lo e sujeitá-lo ao escárnio. Eles instigam muitas dificuldades para que o santo fique esgotado. Quão lamentável que ele não tenha força para protestar e resistir. As potestades levaram vantagem porque sua vítima caiu da ignorância para o engano, do engano para a passividade ,e da passividade para os sofrimentos de um profundo cerco. Mesmo assim, ele ainda não discerniu que tal situação não foi dada por Deus e por isso continua em sua aceitação passiva. “Não sabeis que daquele a quem vos apresentais como servos para lhe obedecer, sois servos desse mesmo a quem obedeceis…” (Rm. 6:6) Se nós oferecemos a Deus apenas de boca, e na prática real estamos nos sujeitando aos maus espíritos, não podemos escapar de sermos seus escravos. O ENGANO DO CRENTE Os crentes que caem nas garras dos maus espíritos não são apenas os mais profanos, degenerados e pecaminosos, pelo contrário, muitas vezes são cristãos totalmente entregues e espiritualmente mais avançados do que os crentes comuns. Eles caem na passividade por não conhecerem como cooperar com Deus. Estão cheios de boas intenções, mas honestidade não é a condição para não ser enganado e sim, o conhecimento. Como ele pode esperar que Deus o proteja por suas boas intenções quando ele está cumprindo os pré-requisitos para a operação dos maus espíritos? Consideraremos alguns detalhes e conceitos errôneos que os cristãos geralmente aceitam. Uma noção errada com respeito à morte juntamente com Cristo Gl. 2:20 fala da nossa morte com Cristo. Alguns 50/139
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    interpretam tais palavrascomo que indicando auto-anulação. O que eles consideram ser o ápice da vida espiritual é uma perda de personalidade, ausência de vontade e de autocontrole. O argumento deles é: “Visto que fui crucificado com Cristo, então o eu não mais existe. Já que o Eu morreu, então, eu devo praticar a morte, isto é, não devo abrigar qualquer pensamento, desejo ou sentimento. Porque Cristo está vivo dentro de mim, Ele pensará ou sentirá em meu lugar”. Infelizmente, estas pessoas ignoram o restante do versículo: “…a vida que agora Eu vivo na carne” . Paulo, depois de ter passado pela cruz, ainda declara de si mesmo: “…agora 9EU) vivo”! A cruz não aniquila o nosso “Eu”. O verdadeiro sentido da nossa aceitação da morte juntamente com Cristo é que estamos mortos para o pecado e que entregamos nossa vida da alma à morte. Deus nos convida a negar o desejo de viver pelo nosso poder natural e a viver por Ele, dependendo de Sua vitalidade momento a momento. Tal andar com Deus requer o exercício diário da nossa vontade, de uma maneira ativa, consciente e em fé, para a negação da nossa própria energia natural e a apropriação da energia divina. As conseqüências do mau entendimento dessa verdade são: (1) o crente pára de ser ativo, (2) Deus não pode usá-lo porque violou Seu princípio de operação e (3) os maus espíritos agarram a oportunidade para invadi-lo, visto que, involuntariamente, preencheu os requisitos para sua operação. Quando dizemos que alguém deve estar “sem ego”, queremos dizer sem qualquer atividade do ego, e não sem a existência do ego. Existem vários conceitos errados relacionados com a vida espiritual. Eis alguns. – falar – Mt.1 0:20 “Porque não sois vós quem haveis de falar, mas o Espírito de vosso Pai é quem fala através de vós”. Alguns imaginam que enquanto estiverem entregando uma mensagem numa reunião, não devem empregar sua mente e vontade, mas devem apenas oferecer suas bocas passivamente a Deus, deixando que Ele fale através deles. Este texto não quer dizer isto. – Direção – “E vossos ouvidos ouvirão uma voz atrás de vós, dizendo: Este é o caminho; andai nele”. (ls. 30:21). Os santos não percebem que este versículo se refere especificamente à experiência do povo terreno de Deus, os judeus, durante o reino milenar, quando não haverá imitação satânica. Desconhecendo isso, eles entendem que a direção sobrenatural numa voz é a mais elevada forma de direção. Não escutam sua consciência nem seguem sua intuição. Esperam simplesmente de uma forma passiva pela voz sobrenatural. Neste momento, os demônios acham um terreno fértil para agir. – Memória – “Mas o Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito” (Jo.14:26). Os cristãos não entendem que este versículo significa que o Consolador iluminará suas mentes a fim de que possam lembrar aquilo que o Senhor falou. Eles, pelo contrário, pensam que a instrução é para que não usem sua memória, porque Deus trará todas as coisas à sua mente. . – Amor – “O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado”. (Rm. 5:5). Os crentes entendem que eles mesmos não devem amar, mas sim deixar que o Espírito Santo dispense o amor de Deus a eles. Oram pedindo a Deus que ame através deles. Por isso, param de exercitar sua faculdade da afeição, permitindo que sua função afunde numa paralisia total. Os maus espíritos, então, substituem o homem. E, uma vez que abandonou o uso da sua vontade para controlar sua afeição, eles colocam no homem o amor falsificado deles. Daí em diante, este homem se comporta como madeira ou pedra, frio e morto para todas as afeições. Isso explica porque muitos cristãos são dificilmente acessíveis. Mc. 12:30 diz que devemos amar com todo o nosso ser. Nós (o Eu) devemos amar. 51/139
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    – Humildade –“Porque não ousamos classificar-nos, ou comparar-nos com alguns, que se louvam a simesmos”. (2 10: 12). Os crentes entendem mal este texto e pensam que é um convite para se ocultarem até serem deixados sem auto-estima, coisa que Deus, inquestionavelmente, nos permite ter. Muitos exemplos de autohumilhação são um disfarce para a passividade. Em conseqüência disso, (a) o crente apaga a si mesmo; (b) Deus não o enche; e (c) os maus espíritos utilizam sua passividade para tomá-lo inútil. 6- Sofrimentos e fraquezas O cristão entende que deve andar no caminho da cruz e sofrer por causa de Cristo. Ele também está disposto a ser fraco e ser fortalecido pelo poder de Deus. Estas são atitudes louváveis, mas que podem ser utilizadas pelo inimigo se não forem bem compreendidas. Sofrer na mão do inimigo e ao mesmo tempo crer que seu sofrimento procede de Deus, apenas concede ao inimigo o direito de prolongar o ataque. Ele pensa ser um mártir – por sofrer pela Igreja – mas na verdade é uma vítima. Devemos checar a fonte do sofrimento. Não devemos aceitar automaticamente todos os sofrimentos como sendo de Deus. Quanto à fraqueza, Paulo estava apenas re]atando para nós a sua experiência de como a graça de Deus o fortaleceu em sua fragilidade, visando a realização do propósito de Deus. Não devemos entender que Paulo estivesse persuadindo um crente forte a escolher propositadamente a fraqueza, a fim de que Deus possa fortalecêlo depois. Ele está simplesmente mostrando ao crente fraco o caminho para a força. Escolher a fraqueza e o sofrimento, sem os critérios necessários, é preencher as condições para a operação dos maus espíritos. O ponto vital O princípio envolvido em todos os casos que citamos ou não, é que o diabo não falha em agir sempre que houver passividade da vontade ou o preenchimento das suas condições de operação. Para se livrar dessa situação, todos os que tenham sido vítimas dos maus espíritos devem se perguntar: “preenchi as condições para a operação dos maus espíritos?”. Isto o livrará de muitos acontecimentos falsos e sofrimentos desnecessários. Outra coisa que precisamos entender é que os maus espíritos se utilizam da verdade, por isso, devemos entender o princípio básico de qualquer ensinamento bíblico, para que o diabo não se utilize da própria palavra, distorcendo-a, para nos confundir e aprisionar. A VEREDA PARAA LIBERDADE E possível que um crente consagrado seja enganado com respeito à passividade por alguns anos, sem jamais ser despertado para sua perigosa condição. A apresentação do verdadeiro significado da consagração a estes se torna de importância vital. O conhecimento da verdade é vital para a libertação da passividade. O conhecimento da verdade O primeiro passo para a liberdade é conhecer a verdade de todas as coisas: a verdade com respeito à cooperação com Deus, a operação dos maus espíritos, consagração e manifestações sobrenaturais. O filho de Deus deve conhecer a verdade quanto à fonte e à natureza das experiências que possa ter estado provando. Advertimos nossos leitores sobre o perigo da experiência sobrenatural. Não estamos dizendo que todas estas experiências são ruins e devem ser abandonadas – nada disso, pois a Bíblia está cheia de experiências sobrenaturais. Nosso propósito é lembrar que pode haver mais de uma fonte por detrás dos fenômenos 52/139
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    sobrenaturais. Será facilmenteenganado, especialmente aquele crente que não morreu para sua vida emocional, mas busca ansiosamente acontecimentos sensacionais. Preste atenção! Quando a experiência sobrenatural tem como autor o Espírito Santo, suas mentes ainda estão em condições de tomarem parte. Não é exigido que sejam total ou parcialmente passivos, antes de obterem ta! experiência. Mas, se a experiência tem como autor demônios, então, as vítimas devem ser levadas à passividade, suas mentes esvaziadas e suas ações realizadas sob compulsão externa. Devemos sempre lembrar que o espírito dos profetas estão sujeitos aos profetas. (I Co. 14:32). Qualquer espírito que exige que o profeta se submeta a ele não é de Deus. A aceitação da verdade é o primeiro passo para a liberdade. Pode ser vergonhoso para o crente reconhecer que foi usado e enganado pelos maus espíritos, mas é necessário reconhecer a verdade. A dúvida é o prelúdio para a verdade. Isso não quer dizer duvidar do Espírito Santo, de Deus ou da Sua Palavra, mas sim da experiência passada de alguém. Tal dúvida é tanto necessária quanto bíblica, pois Deus nos mandar “provar os espíritos” (I Jo.4: 1). PARTE IV O PLANO DE REDENÇAO A NOVAALIANÇA OS ANTECEDENTES DA NOVAALIANÇA Deus planejou colocar o homem na terra, a fim de que este fosse o seu reflexo, manifestando sua vida, sua natureza de sua glória. Deus desejava que o homem O recebesse como sua vida dentro de seu espírito. Deus diz em Gênesis 1 :26 “Façamos o homem a nossa imagem, conforme a nossa semelhança”. E assim, o homem criado por Deus andava na terra expressando a natureza de quem o criara para isto. Infelizmente, este homem traiu o propósito de Deus, não o recebeu em seu espírito e deu ao Diabo a posse daquilo que lhe havia sido entregue. Deu a terra e a si mesmo. Vendeu-se à escravidão do pecado e tornou-se escravo do Diabo. Deus, entretanto, não se deu por vencido, e estabeleceu um plano. Este plano divino é expresso em Gênesis 3: 15, neste sentido: “Tu fizeste uma aliança com o homem, diz Deus ao Diabo, e pelo engano entraste na terra. Mas Eu te digo que usarei a mulheres colocarei dentro dela a minha semente, não a semente do homem, porquanto a semente do homem foi corrompida. Colocarei a minha semente dentro da mulher e esta semente me fará vir à luz um homem, porque eu dei a terra aos filhos dos homens. Essa semente fará uma aliança de sangue com o homem e quebrará o teu poder. Passam-se dois mil anos, Deus começa a por em andamento seu Plano que virá através de uma aliança de sangue Virá por um pacto, um testamento. O primeiro sangue derramado na Bíblia foi no Éden. Foi Deus mesmo quem imolou o primeiro cordeiro e derramou o seu sangue sobre a terra. Esse derramamento de sangue fez-se necessário porque entre Deus e Adão havia uma aliança e, quando uma aliança é quebrada, a morte deve vir sobre a parte infiel. O cordeiro morreu no lugar do homem e a sua pele cobriu a nudez deste. Por toda a Bíblia, vemos este sangue. Só no livro de Apocalipse, por 53/139
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    vinte e oitovezes Jesus é chamado de Cordeiro de Deus, o cordeiro que verteu sangue. O Que é Uma Aliança de Sangue? A vida está no sangue e este é vida. Onde há derramamento de sangue, houve morte, houve derramamento de vida. A aliança de sangue celebrada há muito tempo pelos povos antigos nasceu no coração de Deus. É um contrato entre duas pessoas, tão sagrado, tão sério. que jamais poderá ser quebrado, sob pena de morte. Por este contrato, togas as coisas se tornam em comum. O que é seu, torna-se meu, e o que é me..u, torna-se seu. Meus bens são seus, seus bens são meus, minhas dívidas são suas, suas dívidas são minhas. Eu não tenho mais que pedir, posso lançar mão de tua o que é seu como se fosse meu e você pode lançar mão de tudo que é meu como sendo seu. Todos os povos antigos conhecem a afiança de sangue. Ainda hoje, entre os africanos e os orientais, a aliança de sangue está presente. O Diabo sabe do poder que há atrás de uma aliança de sangue e, por isso mesmo a usa também. O ocultismo, a maçonaria e toda sorte de cultos satânicos a conhecem e a praticam. Entretanto, a aliança de sangue nasceu de Deus. Várias eram as cerimônias em que os hebreus seguiam quando faziam uma aliança de sangue com alguém. Uma delas era a troca de túnica: A roupa simbolizava a vida e quando se tirava a túnica-e’a dava a alguém, isso significava que se estava dando a própria Vida. Outra cerimonia era a troca do cinto que servia para ajustar a arma. O cinto simboliza, nesse contexto, segurança. Quando se trocavam os cintos. Queria dizer: dou-te a minha segurança e a minha defesa. Quem luta contra mim. Outro cerimônia era cortar o cordeiro em partes. Morto era o animal e uma metade era colocada defronte da outra e ambos caminhavam por entre as partes formando a figura de um oito deitado, que significa o infinito. O significado é este: Eu morri, tu morreste, começamos uma nova vida como parceiros de aliança. Outra cerimônia era o corte da mão ou do pulso. Após os cortes, juntavam-se estes significando: Nossas vidas misturam-se, porque a vida está no sangue. Ainda outra era o partir do pão juntos e o beber do cálice. Isso acontece até o dia de hoje. Quando duas pessoas comem juntas, isto significa: Minha vida está entretanto na tua, tua vida está entretanto na minha. Somos irmãos de aliança. Outro cerimonial era a troca de nomes. Eu passo a receber seu nome e você recebe o meu, significando: Tenho agora direito a tudo quanto seu nome tem direito e você tem direito a tudo quanto o meu nome tem direito. As vezes, plantavam uma árvore como memorial ou trocavam ovelhas para gerarem frutos com esse fim. Na presença do memorial, os termos da aliança eram escritos. Em todas elas havia bênçãos decorrentes da fidelidade à aliança, ou então maldições decorrentes da quebra da aliança. Só Um Filho do Homem Pode Agir Legalmente na Terra Quando Deus veio ao encontro do homem, Ele não veio pelo engano, como Satanás, mas veio com a aliança de sangue. A palavra “aliança”, no hebráico significa cortar com derramamento de sangue e andar por entre as partes. O Novo Testamento também é uma aliança de sangue. Deus tinha o plano de trazer a sua semente à terra, com o fim de retomar a terra das mãos do Diabo e derrotá-lo. Deus deu a terra aos filhos dos homens, conforme o Salmo 115. Mas esse homem quebra a aliança e faz toda a terra e toda a sua descendência culpada. Mas, por a terra é dos homens, somente um homem poderia ser instrumento legitimo de redenção. Entretanto todos os homens sobre a terra estavam desqualificados para se tornarem esse instrumento. Se um homem foi instrumento de queda, um homem deveria ser instrumento a;redenção. Não da descendência de Abrão, porque a semente desta está contaminada pelo pecado e, como cada semente produz de acordo com a sua espécie, toda a descendência de Adão é contaminada. Deus, então, sem violar Sua palavra e sua aliança, concebe, então, um plano para entrar legalmente na terra. Se a terra era dos homens, só um homem na terra poderia. ser instrumento e canal da ação de Deus no planeta. Deus, então, faz-se homem e sem violar nada, entra pela porta. A porta é o nascimento de mulher. Em João, capítulo dez, 54/139
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    Jesus fala deduas formas de se agir na terra: como o ladrão de ovelhas que pula a cerca ou como pastor que entra pela porta. O aprisco é a terra, as ovelhas são os filhos dos homens e a porta de entrada na terra, é o nascimento de mulher. Satanás não nasceu aqui, ele não é homem, nem filho do homem, subiu ilegalmente, tomou emprestado o corpo da serpente. A aliança do Novo Testamento começa com Abraão, e Deus, através dessa aliança, abre uma forma legal de agir na terra. Deus tem em vista sua semente; tudo quanto fizer terá em mente essa sua semente: O Cristo. A Nova Aliança Procede da Aliança Abraâmica No capítulo doze de Gênesis, o Senhor diz a Abrão: ” Sai da tua terra e da tua parentela e vai para a terra que eu te mostrarei. Abençoarte-ei e tu serás uma bênção. Em ti serão benditas todas as famílias da terra”, Quando Deus chama Abrão, Ele não tem em vista a descendência física deste, mas tem em vista a sua própria semente que viria através da descendência de Abrão. É o que diz Gálatas 3: 15 e 16: “… Uma aliança, uma vez confirmada, ainda que humana, ninguém lhe revoga ou acrescenta coisa alguma, ora, as promessas foram feitas a Abrão e ao seu descendente. Não diz: e aos descendentes, como se falando de muitos, porém como de um só: e o teu descendente, que é Cristo “. Quando Deus vê Abrão, Ele vê a sua semente. Ele vê o homem que esmagará a cabeça da serpente. E, ao entrar em aliança com Abrão, Ele pratica todos os rituais que mencionei acima. Não dá a Abrão uma túnica, mas um escudo. O Senhor chega a Abrão e diz: ” Eu sou o teu escudo” (Gn. 15: 1). Quem luta contra ti, luta contra mim, tu estás oculto em mim. Quando chega a hora de partir os animais, Deus lhe pede que tome três animais da terra e duas aves do céu (Gn. 15:9). Abrão não espera nenhum detalhe porque sabe que é uma aliança. Parte os animais ao meio e coloca as suas metades, uma defronte da outra, mas as aves não as parte. Não as parte porque são símbolos da Trindade do céu e Deus não pode morrer. Por que são somente duas aves? Porque a terceira, que é Jesus, desceria do céu, tomaria o lugar do homem e morreria. Abrão então aguarda que Deus venha caminhar por entre as partes. mas aves de rapina vêm sobre os animais imolados, tentando roubar-lhes as carnes. É um símbolo de Satanás que quer destruir a aliança antes que ela aconteça. Entretanto, Deus fez cair pesado sono sobre Abrão (Gn. 15: 12 ) querendo dizer com isto que a aliança nada tinha a ver diretamente com o homem Abrão, e que este não conseguiria enxotar as aves de rapina. Enquanto Abrão dormia, Deus mesmo estava estabelecendo a aliança e quando acorda, vê que caminhando por entre as partes estavam duas pessoas, um fogareiro fumegante e uma tocha de fogo. O primeiro era Deus Pai. Era assim que se apresentava no Sinai. O segundo é Jesus. Este toma o lugar de Abrão para fazer uma aliança com Deus Pai. Deus não podia caminhar por entre as partes com Abrão, porque numa aliança de sangue tudo se torna comum a ambos, e Abrão era pecador e Deus não pode misturar-se com o pecado. Entretanto, o plano de Deus era trazer sua semente, que seria um homem. Assim, esta semente, o Cristo de Deus toma o lugar de Abrão e faz com que esta aliança seja entre Deus e o homem, ao mesmo tempo que é entre Deus e Deus. O Senhor determina que Abrão circuncide-se na carne do seu prepúcio como sinal perpétuo de aliança entre Deus e suas gerações. A marca da aliança ficava no _órgão reprodutor porque a aliança era com Abrão e a sua descendência, até<:negar a semente a quem as promessas foram feitas e em quem todas as famílias-d.a terra seriam abençoadas. O nome de Abrão foi mudado por Deus, que retirou parte do seu próprio nome, colocando-o no meio do nome de Abrão. No hebraico, o nome de Deus é composto por quatro letras, é o impronunciável YHVH. “H” correspondente ao ” H ” do nosso alfabeto. tem um som forte e aspirado sem voz que equivale mais ou menos a um sopro. Diz 55/139
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    respeito à vidaque Deus tem em si mesmo. No Éden, Ele soprou de si mesmo criando o espírito eterno do homem. Agora na aliança com Abrão Deus sopra novamente a si mesmo para dentro do nome de Abrão. No meio do nome de Abrão, Deus coloca o seu sopro, Seu Espírito, sua vida e seu próprio nome. Deus também acrescenta o nome de AbrHão ao Seu próprio nome passando a chamar-se “Deus de AbrHão”. Este é seu sobrenome, que pela aliança, significa: “Tudo o que é de AbrHão é meu”. E AbrHão significa: “Tudo o que é de Deus é meu”. Esta é a aliança de sangue. Na nossa tradução do hebraico a letra (Alef ) que tem som de “H” é traduzida como “A”. Assim, Abrão torna-se Abraão. Nada agora Deus pode negar a Abraão. Ambos são cabeça de aliança. O Senhor, finalmente, tem na terra uma boca e um corpo. Ele entra por legalidade na terra via aliança de sangue. Os filhos de Abraão serão filhos de Deus e, é a partir disto que os propósitos dele se desenrolaram sobre a terra. Deus tem homens no planeta. É por isso que Deus, quando planeja destruir Sodoma, pergunta a si mesmo: ” posso ocultar o que vou fazer a Abraão? De modo algum! Nada faço na terra sem falar com meu parceiro de aliança. E foi Abraão quem traçou os limites, não foi Deus: Tu não destruirás o justo com o ímpio. Se houver cinquenta justos? Se houver cinquenta justos, não destruirei a cidade. Mas se faltar cinco? Se houver quarenta e cinco justos? Ok, não destruirei. Talvez quarenta ou trinta? Não destruirei. Só mais uma vez…dez! Ok, por amor dos dez não destruirei Sodoma. Quem estabeleceu os limites foi Abraão. Quando entendermos a realidade da aliança que Deus tem conosco e a nossa autoridade decorrente dela, não haverá limites para a intercessão. Quando o Senhor decretou o juízo sobre Sodoma e Gomorra, a Bíblia diz: “Lembrou-se de Abraão e tirou a Lá. l’ Não foi por causa de Ló, foi por causa do homem da aliança. Deus é fiel à sua .aliança. Abraão terá tudo o que quiser de Deus, mas perante as cortes celestiais, perante Satanás, seus príncipes e potestades poderia levantar-se uma dúvida. Satanás poderia questionar a validade da aliança: Será que Deus teria tudo de Abraão? Se Deus não tivesse tudo do parceiro, essa aliança seria unilateral. Aí é que vem a tremenda prova da aliança em Gênesis 22. Deus vem a Abraão e faz um pedido. Ele dera ao seu servo um filho gerado de uma promessa, gerado pela palavra. A palavra é Espírito, é semente, é vida, a palavra produz exatamente o que diz. Quando Sara, esposa de Abraão tinha 89 anos, e ele 99 anos, o útero dela estava amortecido e envelhecido, veio o anjo com a palavra que é semente e disse: “Dentro de um ano, tu darás à luz um filho”. Essa palavra enviada por Deus penetrou no útero morto de Sara, e fêlo reviver. A promessa cria vida e o filho vem: É o filho único, amado. Tudo o que Deus faz tem em vista Sua semente. Um dia, ele mandará um anjo a uma filha de Abraão. Seu útero será virgem, mas o anjo trará uma palavra e dirá: “Darás à luz um filho”. Esta palavra entrará no útero da virgem e vai fazê-lo conceber trazendo à terra o filho da promessa. A promessa se materializará. A palavra far-se-á carne e habitará entre nós. Será a semente de Deus na terra, não de Abraão, porque a sua semente está corrompida. A aliança permitirá a Deus fazer isto de acordo com suas regras. Tudo será legal. Deus então diz: ” Abraão, dá-me TEU FILHO, TEU ÚNICO FILHO, a quem amas, em sacrifício. Ele não hesita porque é homem de aliança e, por este pacto, seu parceiro Deus, não precisa pedir, Ele ordena e está feito. Há uma expectativa na terra, nas regiões celestiais. Anjos e demônios ficam em suspense, aguardam… Será a ratificação da aliança. Terá Deus do Homem tudo o que quiser? 56/139
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    Abraão não hesitae toma seu filho, seu único filho e por TRÊS DIAS vai rumo ao monte do sacrifício. Por aqueles três dias Isaque, que é um tipo de Cristo, estava como morto, estava debaixo de um decreto de morte. Cada vez que Abraão o via, o via morto no altar, imolado. Ao chegar ao pé do monte, Abraão diz aos seus servos: ficai aqui enquanto eu e o rapaz vamos adorar, e depois de adorarmos voltaremos para vós. Eu poderia perguntar a Abraão: Tu estás delirando? Estás mentindo? Vais imolar o teu filho? -Vou! Como Voltará com ele? Não sei, mas vou voltar. Deus disse: ” Em [saque será chamada a tua descendência”. Morto não gera e Deus não pode mentir. O que Ele vai fazer não tenho idéia, mas que volto com meu filho vivo, volto! Eu farei ó que Deus ordenou e Ele fará o que me prometeu. O autor dos Hebreus declara que quando Abraão foi posto à prova, não hesitou em dar o seu único filho, porque sabia que Deus era poderoso até para ressuscitá-lo dentre os mortos, de onde o recobrou, embora não tivesse um único testemunho na história de que um morto houvesse ressuscitado. A palavra diz sobre Abraão: “Creu Abraão em Deus e isso lhe foi imputado para justiça”. a sentido no original disso é: Abraão entregou-se a Deus com tudo o que era e que viesse a ser. No monte do sacrifício, ergueu a mão para imolar o filho e naquele momento de morte, doloroso e desesperador, antes de descer a faca no peito do seu único filho, este lhe fez uma pergunta: ” Onde está o cordeiro? .. Abraão ergue os olhos ao céu e, como profeta, como cabeça de aliança, pode dizer agora o que ele quer de Deus. Assim, ele decreta, declara, pede. e profetiza: “Deus proverá para si mesmo o cordeiro, meu filho “. Ao dizer esta frase, estava tanto respondendo a pergunta de Isaque, profeticamente, quanto dizendo que o cordeiro que Deus proveria para si, seria também seu filho: Cristo Jesus. Soou a voz da terra até o trono de Deus. a homem da aliança decreta: Chegará o momento em que Deus proverá seu próprio cordeiro, Filho de mulher, gerado pela semente de Deus, pela palavra de Deus. a filho de Deus será o seu cordeiro. Estou dando o meu filho, Deus dará o seu. Abraão, então coloca o nome daquele monte: Jeová Jiréh, o Senhor proverá. Proverá o quê? a cordeiro, Filho de Abraão e Filho de Deus. Ao descer a mão sobre o menino, brada a voz do céu: Abraão, não faça mal ao menino, porque agora sei que temes a Deus. No tribunal eterno, nas cortes celestiais, no reino do espírito, está comprovado: Deus tem tudo o que quiser de Abraão. Deus tem tudo do homem: está consumado! A aliança está ratificada para sempre e nela os propósitos de Deus estarão estabelecidos e os de Satanás irremediavelmente frustrados. Abraão olha e vê um carneiro. Não confunda este carneiro com o cordeiro. Abraão teve um substituto para o seu filho, mas Deus não terá para o Seu. Bradou segunda vez a voz do Senhor e disse: “Jurei por mim mesmo, diz o Senhor…” Que é isso? a juramento da aliança. Em toda aliança há os termos da aliança, os participantes dela, o selo, as promessas e o juramento. a escritor dos Hebreus declara: “Quando Deus quis confirmar J promessa com juramento, não havendo ninguém superior a si por quem jurar, jurou por si mesmo”. Que significa isto? Era o decreto de Deus: cumpro a aliança ou morro. Como Deus não pode morrer, a aliança não pode ser quebrada. Deus então diz em juramento a seu servo: ” Porquanto não me legaste o teu filho, teu único filho, ouvindo a minha voz… ” A palavra POR QUANTO quer dizer: em função do que fizera Abraão, Deus agora tinha o caminho livre para fazer o que quisesse. ” Vou te abençoar, multiplicarei a tua descendência como as estrelas do céu e a areia do mar e o TEU DESCENDENTE possuirá a portado seu adversário” (Gn 13:14 a 18; 17:68 e 24:60). Deus tem em vista o Cristo e quando diz a tua descendência, a tua semente, está vendo Cristo sendo gerado através da descendência de Abraao. “Vou trazer a terra o meu filho, amado, teu descendente, gerado das tuas entranhas através de uma virgem que sairá dos teus lombos. Este meu filho esmagará Satanás e se colocará à porta do inferno como Senhor da vida e da morte e nEle todas as famílias da terra serão abençoadas porquanto tu, Abraão, ouviste a minha voz. 57/139
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    No decorrer dahistória dos filhos de Abraão, os profetas começam a anunciar: há um filho que vem. Deus usa os profetas para” falar a palavra”, porque nada o Senhor faz na terra sem que antes seja ordenado por um homem. Isaías declara: “Este será o sinal: a virgem conceberá e dará à luz um filho e o seu nome será Emanuel, que significa” Deus conosco”, o governo, o principado estará sobre os seus ombros. Ele vai reinar sobre a terra. Um filho nos nasceu, um menino se nos deu. Um homem há de vir. Os dias se passam, os profetas silenciam-se e, por cerca de 400 anos, não vemos mais ninguém. Entretanto, todos os anos, fielmente, os judeus se reuniam para comemorar o cordeiro. Essa é a comemoração. do que chamamos páscoa. Quando finalmente Jesus cumpre sua missão, ao levantar o cálice, diz: “.Este é o meu sangue, o sangue da Nova Aliança”. Aleluia! Ele veio para estender a todos os homens a possibilidade de entrarem em aliança de sangue com Deus. A Nova aliança abre esta oportunidade para você e para mim. A PLENA SALVAÇÃO DE DEUS 1 – O Plano de Deus Nesta seção abordaremos sobre a plena salvação de Deus. Qual é o seu significado? Por que precisamos ser salvos? Salvos de quê e para quê? Por que deseja Deus salvar-nos e como? O que devemos fazer para sermos salvos? Há uma longa lista de questões a considerar. Procuraremos respondê-las aqui de forma sucinta para que você possa conhecer mais sobre a salvação de Deus. O Propósito Eterno de Deus O que é o propósito eterno de Deus? O propósito eterno de Deus é ter um grupo de pessoas à Sua imagem e semelhança. Deus deseja que o homem seja enchido com Ele mesmo como vida a fim de expressá-Lo e tenha o Seu domínio para representá-Lo. Este é um propósito eterno porque fora planejado por Deus antes do início do tempo e jamais mudará. O Inimigo de Deus Antes, porém, que Deus pudesse realizar seu propósito, Satanás, o Seu inimigo, entrou em cena, enganou o homem e injetou nele a sua própria natureza pecaminosa. Com isso, o homem caiu em uma situação lamentável, praticando atos pecaminosos e ainda possuindo uma natureza pecaminosa que o arruinou para o grande propósito de Deus. A Salvação de Deus Todavia, Deus não pode ser derrotado! Apesar da queda do homem e do Seu plano ter sido frustrado, ele ainda o amava e não podia ser demovido do Seu propósito. Daí, Deus agiu para salvar o homem a fim de realizar o Seu propósito eterno. Tal ação é a Sua plena salvação. · A Filiação O alvo de Deus é a “filiação”. Na Bíblia, esta palavra significa duas coisas principais: maturidade em Deus e a posição para herdar tudo o que Deus é e tem. Não significa somente ser filho. Uma criança tem a vida de seu pai, mas por não estar totalmente crescida, não pode herdar tudo o que seu pai tem para lhe dar. Ela estará apta para receber a herança quando crescer e estiver madura. De semelhante modo, Deus nos escolheu para sermos Seus. 58/139
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    filhos, cheios desua vida, crescidos e maduros. Você pode possuir a vida do Pai, que o toma Seu filho. Mas a vontade de Deus não é para ser apenas Seu filho, mas para ser Seu filho totalmente maduro. Somente nessas condições estará qualificado para herdar tudo que Ele é e fez por você. Após a queda do homem, toda a raça humana se tomou pecadora, filhos do diabo (João 8:44). Mas Deus nos escolheu para sermos Seus filhos. Que maravilhoso! Apesar de não parecermos tanto com Ele, a Sua escolha nos dá a confiança de que um dia seremos os muitos filhos de Deus totalmente crescidos, cheios da Sua vida para expressá-Lo e cheios do Seu domínio para representá-Lo. Isto é a igreja hoje, o Corpo de Cristo, e será . a Nova Jerusalém no futuro. 2 – O Objetivo de Deus – A Igreja: O Corpo de Cristo Todos os filhos de Deus possuem a vida dele. Na verdade, a vida de Deus não é uma coisa, senão uma Pessoa, o próprio Deus. Ter esta vida é ter uma Pessoa viva em nós, o próprio Deus vivo. Quando esses muitos homens individuais são enchidos pelo único Deus vivo, tomam-se em um único homem, um único corpo. Eles se tomam os muitos membros do Corpo de Cristo. Observe o seu próprio corpo. Ele possui uma única vida. Quando você vai para a escola, todo o seu ser vai. Quando vai ao trabalho, toda a sua pessoa vai ao trabalho. Tudo quanto fizer, você o faz em unidade porque em você não há duas pessoas, senão uma única. Com relação a Deus, Ele é um e o Seu propósito é expressado nesta unidade. Quando tantas pessoas individuais O recebem como vida, elas se tomam uma com Deus e são a igreja, o Corpo de Cristo. Na eternidade futura, tais pessoas comporão a Nova Jerusalém. Ao ler Efésios 3: 9-11, você perceberá que a igreja não é algo que aconteceu somente depois que muitos foram salvos. Não, a igreja fora planejada já na eternidade passada. Foi visando a igreja que as pessoas foram salvas. Através da nossa salvação em Cristo, a igreja veio à luz para expressar Deus. E ela continuará sendo o alvo eterno e o lugar de habitação de Deus pela eternidade, conforme Apocalipse 21 e 22. A igreja, portanto, é composta por pessoas que têm Deus como sua vida e estão sendo edificadas em Cristo. Elas são a expressão de Deus e representam Deus com a Sua autoridade. 3 – A Base da Salvação – A Justiça de Deus A base da nossa salvação é a justiça de Deus. Sem a justiça de Deus, não teremos uma base sólida para nos. achegarmos a Ele com ousadia a fim de recebermos e desfrutarmos da Sua salvação. A Justiça de Deus é Ele Próprio A justiça de Deus é o que Deus é com relação à justiça e retidão (Rm 3:21-22; 1: 17; 10;3; Fp 3:9). Deus é justo e reto. A justiça de Deus é uma Pessoa, não simplesmente um atributo divino. O próprio Cristo, como uma Pessoa, foi feito a justiça de Deus para nós (1 Co 1:30). O Homem Condenado pela Justiça de Deus 59/139
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    Deus disse quese o homem comesse da árvore do conhecimento do bem e do mal certamente morreria (Gn 2: 17). Mas o homem transgrediu a Sua palavra. Então, por causa da Sua justiça, Ele não poderia deixar de condená-la, pois o Seu trono é trono de justiça. Deus deixaria de ser justo se não condenasse o homem, pois assim Ele não teria mais autoridade para governar, e todo o universo desabaria. · A Justiça de Cristo Deus estava num dilema. Ele amava o homem, mas não podia deixar de condená-lo. Como poderia perdoar o homem que Ele amava, sem violar a Sua justiça? A resposta está na dupla justiça de Deus. Esta é a sabedoria de Deus mostrada pela Sua salvação. . Para que Deus pudesse perdoar-nos, Cristo, o Filho de Deus, tornou-se carne. Conforme registrado em Romanos 8:3, Deus enviou o Seu próprio filho em semelhança da carne pecaminosa. Por meio da encarnação, o Senhor “vestiu-Se” da semelhança da carne do pecado e, na carne, identificou-Se com os pecadores. Só que Nele não havia pecado, somente a semelhança da carne do pecado. Por causa da justiça de Deus, o Senhor Jesus morreu na cruz. Ali na cruz, Ele foi feito pecado por nós (2 Co 5:21) e Deus condenou, na carne, o pecado (Rm 8:3). Ele morreu em nosso favor para realizar a redenção e satisfazer todas as exigências da justiça de Deus. Agora Deus tem a posição justa para perdoar-nos. Na verdade, Ele não somente nos pode perdoar, mas por causa da Sua justiça, Ele deve perdoar-nos. Antes de qualquer coisa, Deus nos perdoa não porque nos ama, mas por causa da Sua justiça. A justiça de Deus nos condena, mas por causa da justiça de Cristo realizada na Sua morte, somos justificados. Isso é maravilhoso! Ao mesmo tempo, a justiça de Deus é mantida e a boca de Satanás é calada. Agora Deus (tampouco Satanás) não pode condenar aqueles que creram na morte justa de Cristo. Louvamos a Deus pela base sólida da salvação. Pela Sua justiça dupla, vemos o Seu amor, a Sua justiça e a Sua sabedoria. 04 . A Redenção Neste ponto começaremos a abordar os cinco aspectos objetivos da plena salvação de Deus que solucionou nossos problemas perante Ele. O primeiro item é a redenção realizada por Cristo pela Sua morte na cruz. Leiamos Efésios 1: 7: “no qual temos a redenção pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça”. O que é a redenção? A redenção é a forma nominal da palavra “redimir”. “Redimir” significa comprar de volta aquilo que originalmente era seu, mas que por qualquer motivo você havia perdido. Nós originalmente pertencíamos ã Deus. Éramos a Sua propriedade. Todavia, fomos perdidos. Deus, porém, não desistiu de nós. Ele pagou um alto preço para nos obter de volta, retomando a nossa posse a um grande custo (1 Co 6:20; 1 Pe 1:18-19; 1 Tm 2:6). Isso é a redenção. Todavia, isso não era fácil para Deus, pois o homem se envolvera com pecado e muitas outras coisas que eram contra a Sua justiça, santidade e glória. A nossa volta a Deus ficou condicionada sob tríplice exigência: a exigência da justiça de Deus, da santidade de Deus e da glória de Deus. Era impossível ao homem satisfazer todas essas exigências.~Q:preço era alto. O PREÇO DE SANGUE. Mas Deus pagou o preço por nós, possuindo-nos a um custo altíssimo. Cristo morreu na cruz para realizar a eterna redenção por nós (GI3: 13; 1 Pe 2:24; 3: 18; 2 Co 5:21; Hb 10: 12; 9:28). Com o Seu precioso sangue Ele cumpriu a maravilhosa redenção (Hb 9: 12,14; 1 Pe 1: 1819). Ele nos redimiu de volta a Deus e ao Seu propósito. O Seu 60/139
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    sangue precioso foio preço. Nós não podíamos pagar tal preço, Ele pagou por nós, O nosso destino era morrer em pecado, mas agora podemos voltar a Deus. receber SeI} perdão, a Sua vida e ser enchidos por ele para expressáLo. Que preciosa redenção! 05 – O Perdão e a Purificação dos Pecados O Perdão dos Pecados Após o homem ter pecado, ele necessitava do perdão de Deus e da purificação dos pecados. Por termos ofendido a Deus, precisamos do Seu perdão; entretanto, não podemos ser perdoados sem que a justiça de Deus seja satisfeita. E para satisfazê-la, devemos morrer. Porém, se morrermos, Deus não terá a quem dar a Sua vida para o cumprimento do Seu’propósito eterno. A solução perfeita para esse problema era que Cristo viesse e morresse por nós. Baseado na Sua morte, a exigência da justiça de Deus seria satisfeita e poderíamos receber o Seu perdão. Perdoar é Esquecer De acordo com Jeremias 31:34, para Deus, perdoar os nossos pecados é esquecê-los também. Quando perdoamos alguém que nos ofendeu, dificilmente, esquecemos daquilo que ele nos fez. Todavia, Deus é diferente. Quando Ele perdoa os nossos pecados, deles jamais se lembrará. Aleluia! Por causa da morte de Cristo e da nossa fé Nele, podemos ser perdoados por Deus. Para Ele é como se jamais tivéssemos cometido pecado! Só pelo crer, somos perdoados! A Purificação Qual é a diferença entre o perdão e a purificação? Para saber a resposta, precisamos primeiro conhecer a diferença entre pecados e injustiça. Pecados referem-se a ofensas, e injustiça é a mancha, a mácula na nossa conduta causada pela ofensa. Por exemplo, suponha que você efetuou uma compra de duas mercadorias, mas só pagou uma. Com relação à pessoa de quem você comprou, você cometeu uma ofensa. Mas com relação a você mesmo, na sua conduta há uma mancha de injustiça. Por isso, você não será chamado de pecaminoso, mas de injusto. De semelhante modo, quando cometemos pecado diante de Deus, com relação a Ele, aqueles pecados são ofensas. Mas para nós são manchas de injustiça. Precisamos confessar os nossos pecados. Daí, por um lado, Deus perdoa os nossos pecados, as nossas ofensas; por outro lado, Deus lava toda a mancha da nossa injustiça. “Se confessarmos 0$ nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (! Jo 1:9). Ver também Zacarias 13:1; Hebreus 1:3; 9:14. 06 – A Justificação “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus: a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciarão, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus,na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos: tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus” (Romanos 3:23-26). 61/139
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    Pela Fé A justificaçãoé o ato de Deus aprovar as pessoas de acordo com o Seu padrão de justiça. A sua justiça é o padrão, não a nossa. Não obstante quão justos nos julgamos ser, a nossa justiça está muito longe do padrão da justiça de Deus. A Sua justiça é ilimitada! Você pode ter vivido todos estes anos sendo correto com todos – pais, filhos e amigos – porém, a sua justiça jamais lhe justificará perante Deus. A única forma de Deus nos justificar é pela fé. A justificação pela fé significa sermos aprovados segundo o padrão da justiça de Deus. Por quê? Porque esta justificação é baseada na redenção de Cristo. Sem a redenção de Cristo, Deus jamais poderia nos justificar. A base da justificação é a redenção. Por isso, a Bíblia nos diz que somos justificados pela fé em Cristo, e não por obras (Rm 3:28; 5: 1). 07 – A Reconciliação Chegamos ao último ponto objetivo da plena salvação de Deus reconciliação. A reconciliação é a ação de trazer de volta duas partes à unidade ou harmonia. “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus. Cristo… Porque se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida; e não isto apenas, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem acabamos agora de receber a reconciliação”(Rm5:1, 10-11). Éramos Inimigos de Deus Não éramos somente pecadores, mas também inimigos de Deus. Através da morte redentora de Cristo, Deus justificou-nos pecadores e ainda reconciliou-nos Consigo mesmo, sendo nós Seus inimigos. Isso ocorreu quando cremos no Senhor Jesus. Recebemos a justificação e a reconciliação de Deus pela fé. Dessa forma, abriu-se-nos um caminho para entrarmos na esfera da graça para o gozo de Deus. Na queda, o homem não só pecou contra Deus, mas também tornou-se inimigo Dele. Para o problema de pecados, o perdão é suficiente; todavia, para solucionar a inimizade, precisamos ser reconciliados com Deus. A reconciliação é baseada na redenção de Cristo (Rm 5: 10-11) e foi realizada por meio da justificação de Deus (2 Co 5: 18-19; Rm 5: 1, 11; Cl1 :20a, 22). Assim, a reconciliação é o resultado da redenção com a justificação, O Resultado Como resultado da reconciliação, hoje temos paz com Deus (Rm 5: 1), podemos nos gloriar em Deus (Rm 5: 11) e podemos ser salvos pela vida do Filho de Deus (Rm 5: 10). Deus nos reconciliou Consigo mesmo por meio de Cristo. Ele nos deu o ministério da reconciliação, confiando-nos a palavra da reconciliação (2 Co 5: 18~19). Agora que fomos reconciliados, devemos ser fiéis ao nosso ministério confiado por Deus e devemos anunciar esta boa nova aos outros: que Deus reconciliou Consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e que ainda temos paz com Deus! 08 – Regeneração 62/139
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    A plena salvaçãode Deus tem cinco aspectos subjetivos. Nesta lição, veremos o primeiro: a regeneração. Regeneração significa que além . da vida recebida ao nascer, recebemos outra 0da: a vida de Deus. Isto é o que a Bíblia (Jo 3:5-7) quer dizer quando fala de nascer de novo. “Importa-vos nascer de novo”. A regeneração é o centro da nossa experiência de salvação. É o ponto de partida de nossa relação devida com Deus (1 Pe 1 :23). A Intenção de Deus .A intenção de Deus é ter um grupo de pessoas que O recebam como sua vida, a fim de que possa-Lo em – em sua imagem e representa-lo com Sua autoridade ( Gn 1 :26). A desobediência de Adão fez com que ele caísse em pecado e perdesse tal direito de primogenitura. A morte de Cristo resolveu todos os problemas do homem diante de Deus. Fomos trazidos de volta a Deus de maneira absoluta. Enquanto o homem não contém Deus como vida para expressá-Lo, nem Deus nem o homem’ podem estar satisfeitos. O passo seguinte de Deus na Sua plena salvação é entrar no homem Rara colocar Sua VI a nele. s e e o passo mais crucial. Mesmo se o homem for completamente perdoado e reconciliado, ele ainda não poderá expressar a Deus sem receber Sua vida. Nascido de Deus Ser um cristão não é uma questão de ser aperfeiçoado. Ser um aperfeiçoado. Ser um cristão é nascer de Deus (Jo : 13), o que significa que, além de nossa vida humana, recebemos a vida de Deus. Porque todos nascemos do pecado, somos todos pecadores. Como um pecador pode parar de pecar? Isso não é possível. Como dizer para um cachorro parar de latir e começar a miar? O que você faz é regido pela sua vida. Embora Deus tenha perdoado seus pecados, sua natureza pecaminosa fará você pecar novamente. Você precisa de uma outra vida, uma vida sem pecado. A única vida que é sem pecado é a vida de Deus. A regeneração leva esta vida para dentro de você. Esta é a vida que Adão desprezou quando voltou-se da árvore da vida para a árvore do conhecimento. Hoje, ao crer em Cristo, podemos nascer de Deus e recebê-Lo como vida! Louvado seja o Senhor! após receber a vida de Deus, a natureza maligna dentro do homem é expulsa gradativamente. Homens inferiores e pecaminosos como nós, agora podem crescer na vida de Deus para tornar-se os filhos de Deus a fim de expressálo (2Co 3:18). Três Coisas Maravilhosas Ezequiel 36:26,27 diz que na regeneração, recebemos três coisas maravilhosas: Primeira, recebemos um “novo coração”, um “coração de carne” para substituir nosso velho” coração de pedra”. Segunda, recebemos um “novo espírito”. O nosso velho e mortificado espírito é renovado e vivificado pelo Espírito que dá vida. Terceira, recebemos o Espírito do próprio Deus para habitar em nós. Que salvação maravilhosa recebemos por crermos no Senhor! A regeneração é o centro e o início desta salvação. 09 – A Santificação Por meio da regeneração, recebemos uma nova vida, um novo coração e um novo espírito. Isto é, o nosso espírito 63/139
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    amortecido por causada queda do homem, foi agora vivificado pelo Espírito que dá vida (1 Co 15:45). Esse foi o início da nossa experiência subjetiva da plena salvação de Deus. Um novo começo maravilhoso! Todavia, há mais coisas para experienciarmos na plena salvação de Deus. Nesta lição, falaremos sobre a santificação. A santificação é o sorver da nossa natureza pecaminosa pelo trabalhar da natureza santa de Deus em nós; Na Bíblia, a palavra “santificação” significa principalmente “separação”, ser separado da quilo que é comum ( Lv 10:10). O primeiro aspecto da santificação é posicional. Significa ser separado de uma posição comum no mundo para uma posição para Deus, conforme ilustrado em Mateus 23:17, 19. O ouro em qualquer lugar no mundo é comum, mas, uma vez dentro do santuário, ele é santificado; assim como um animal no campo é comum, mas quando a sua posição é mudada, isto é, se ele for colocado sobre o altar, é santificado. Assim, somos santificados pela fé em Cristo (At 26: 18) e estamos em Cristo (1Co 1:2), pelo sangue de Jesus ( hb 13:12) e por termos sido chamados (1 Co 1:2; Rm 1:7). O outro aspecto da santificação é disposicional, isto é, está relacionado com o nosso ser. A santificação posicional é objetiva, ao passo que a disposicional é subjetiva. O espírito santificador está tornando santo cada parte do nosso ser, e isso ocorre pelo trabalho de transformação, dia a dia (Rm 12:2; 2Co 3:18). Isso é um longo processo, começando pela regeneração (1 Pe 1:2,3; Tt 3:5), prossegue por toda a vida cristã (1 Ts 4:3; Hb 12: 14; Ef 5:26) e será completado na época do arrebatamento, na maturidade de vida (1 Ts 5:23). · Os Meios de, Santificação Romanos 5: 10 revela-nos que após termos sido reconciliados, seremos salvos pela Sua vida. Isso se refere à vida de Deus que transforma a nossa natureza caída por meio de infundir a Sua natureza santa e divina em nós. Portanto, em primeiro lugar, somos santificados pela vida santa de Deus. Em segundo lugar, somos santificados pela palavra santa (Jô 17:17) e pelo Espírito Santo (Rm1 :16;lC06:11;2Ts2:13). Quando nos achegamos à Palavra de Deus, com oração repetitiva tocamos no Espírito Santo, tocamos no próprio Senhor, e isso nos santifica. Se o fizermos todos os dias, permitiremos que o nosso Deus santo nos santifique com a Sua vida santa. Assim, expressaremos plenamente a Sua santidade. 10 – Transformação Uma Mudança Interior Transformação é o resultado da santificação e está relacionada com a alma do homem. Transformação significa que uma substância é mudada em sua natureza e forma. E uma mudança na natureza interior que causa uma mudança na forma. Um Processo de Metabolismo Este tipo de mudança é uma mudança a metabólica. Não é simples mente uma alteração exterior, mas uma mudança tanto na constituição interior quanto na forma externa. Essa mudança se dá através do processo de m~o, 64/139
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    um elemento orgânicocheio de vitaminas entra no nosso corpo e produz uma mudança química em nosso organismo. Essa reação química muda a constituição do nosso ser. Isso é transformação. Suponha que uma pessoa seja muito pálida e que alguém, desejando mudar seu aspecto, lhe aplique alguma maquilagem. Isso produz uma mudança exterior, mas não é uma mudança orgânica em sua vida. Como, então, tal pessoa poderia ter uma face corada? Alimentando-se diariamente de comida saudável com os elementos orgânicos necessários. Sendo seu corpo um organismo vivo, quando uma substância orgânica entra nele, um composto químico é formado organicamente pelo processo de metabolismo. Gradualmente, este processo interior irá mudar a coloração de sua face. Esta mudança não é exterior; é algo que vem de dentro, o resultado de um processo metabólico. Pela vida de Cristo Qual é o novo elemento que produz essa mudança interior? É Cristo, o Deus Triúno, o Espírito Santo. Desde o momento em que fomos regenerados em nosso espírito, o Senhor deseja que essa vida continue se expandindo do nosso espírito para nossa alma. Assim, nossa mente, emoção e vontade podem ser transformadas. Nosso espírito é regenerado e mudado, mas nossa mente, emoção e vontade não são transformadas, e ainda permanecem iguais. Temos Cristo como vida em nosso espírito, mas não O temos em nossa alma. Se não O permitirmos expandir-se para nossa alma, nosso espírito se tomará uma prisão para Ele. Precisamos de Cristo expanda-se continuamente do nos espírito para nossa alma até que cada parte seja transformada a à Sua Imagem (Rm 12:2; 2 Co 3: 18). Então, pensaremos como Ele pensa, amaremos como Ele ama e escolheremos como Ele escolhe. Teremos a semelhança do Senhor em nossa vida prática, porque nossa alma estará saturada de sua vida. 11 – Conformação “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, afim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Rm 8:29). Fomos predestinados por Deus para sermos conformados à imagem de Cristo. C isto é o nosso moI e e devemos ser conformados ale. Filipenses 3:10 fala de sermos conformados com le na ua morte. A morte de Cristo é como um molde ao qual somos conformados, assim como um bolo é conformado à fôrma. Isso significa vivermos pela vida de Cristo, e esta vida é uma vida de crucificação, exatamente como a que Ele viveu aqui na terra. Por meio da Sua vida dentro de nós, o nosso viver é conformado ao padrão do viver humano de Jesus. Somente por meio de tal vida o pode de ressurreição é experienciado e expressado. Conformados à Imagem de Cristo Cada tipo de vida possui sua própria forma. A vida de cão possui a forma de cão, e a do pato a sua forma. O crescimento de uma certa vida produz a sua forma plena. Somos filhos de Deus, temos a Sua vida. Portanto, pelo crescimento de vida e transformação, somos conformados à imagem de Cristo. O poder da vida de Deus está no nosso interior nos moldando à imagem do Filho de Deus. Não é pelo imitar exterior que tomamos a forma de Cristo, mas é pelo viver pela vida interior, pelo crescimento de vida e transformação. O Padrão O Filho primogênito de Deus é o protótipo é o nosso molde e o nosso padrão. Para que sejamos reproduzi os de acordo com tal molde e, a necessidade de pressão exterior. As vezes, o Senhor nos permite passar por sofrimento e provações como que pelo fogo (1 Pe 1:6; 7: 4: 12, 13), para tomarmos mais a forma de Cristo. Portanto, há necessidade do trabalho interno do Espírito e também da pressão e temperatura externas. De Glória em Glória 65/139
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    “E todos nóscom o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2 Co 3: 18). Quanto mais somos transformados, mais somos conformados, e isso acontece de um nível de glória para outro nível de glória, porque o objetivo de Deus é nos glorificar (Rm 8:30). Quando todo o processo terminar, o nosso corpo de humilhação será conformado ao corpo da glória de Cristo (Fp 3:21). 12- Glorificação Glorificação é o último estágio de nossa plena salvação. Ser glorificado é entrar Da glória de Deus para experimentar e desfrutar sem medida a infinita e eterna vida de Deus em Cristo. O Propósito de Deus “Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória…” (1 Pe 5:1 O). Aqui, vemos que o propósito do chamamento de Deus em Cristo é de dar-nos toda a graça, é que desfrutemos a Sua glória eterna. Na eternidade passada, Ele nos predestinou segundo Seu pré-conhecimento e, no tempo, nos chamou e justificou para que fôssemos glorificados (Rm 8:29,30). Isso ocorrerá na segunda vinda de Cristo, quando seremos “manifestados com ele, em glória” (CI3:4) e desfrutaremos a “glória dos filhos de Deus” (Rm 8:21). Os nossos sofrimentos hoje não são dignos de serem comparados com “a glória por vir a ser revelada em nós” (Rm 8: 18), a qual é a própria glória de Deus (1 Ts 2: 12). Tudo o que nos acontece é devidamente arranjado por Deus (Rm 8:28-30), com o fim de conduzir Seus muitos filhos à glória (Hb 2: 1 O). A Esperança da Glória Paulo diz que Cristo em nós é a esperança da glória (Cll:27b). Quando ouvimos o evangelho e cremos, Cristo vem para dentro de nós como uma semente de vida. Esta semente é nossa esperança da glória no futuro. A metamorfose da lagarta em borboleta é uma ilustração disto. A lagarta não é instantaneamente transformada em borboleta, mas a beleza da borboleta: está contida na vida da lagarta. Obedecendo à lei desta vida, a lagarta vaise i gradualmente transformando, até atingir seu estágio final, que é a sua “glorificação”. No mesmo princípio, Cristo está em nós para ser nossa esperança da glória. Ele aproveita cada oportunidade para expandir-se de dentro de nós. Um dia nosso ser será saturado com a glória divina e seremos, então, levados para dentro da glória de uma maneira completa. Nosso Desfrute “Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então vós também sereis manifestados com ele, em glória” (CI3:4). Quando Cristo for manifestado, seremos manifestados com Ele em Sua glória para a desfrutarmos. Na volta do Senhor, teremos, por um lado, Deus nos conduzindo à Sua glória e, por outro, teremos Cristo sendo manifestado a partir de nós, sendo Ele mesmo a glória na qual entraremos. Isso será Cristo glorificado e admirado em Seus santos (2 Ts 1: 10). No futuro, nosso corpo será saturado da glória de Cristo, manifestando-a e sendo conformado ao Seu corpo glorios6;-5eremos, então, libertos do cativeiro ao qual estamos sujeitos, bem como toda Çi criação 66/139
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    para entrarmos naliberdade da glória dos filhos de Deus. Que maravilhoso é o fato de que nós, através da salvação de Deus, tomamo-nos Seus filhos, cheios de Sua vida e glória a fim de expressá-Lo para eternidade! 13 – Conclusão Na Eternidade Passada Na eternidade passada, Deus estabeleceu um propósito de acordo com o bom prazer de Sua vontade. Este propósito é o de ter um grupo de pessoas que tivesse Sua vida, que O expressasse e que exercesse Sua autoridade sobre Satanás. No Tempo No tempo, Deus criou o homem, que deveria recebê-Lo como vida. Mas Satanás enganou o homem, levando-o a desobedecer a Deus, tomando-se um pecador sob a condenação de Deus. Com isso, aparentemente, o propósito de Deus fora frustrado. Mas Ele tomou-se um homem perfeito, Jesus Cristo foi à cruz como o Cordeiro de Deus (Jo 1:29), como a serpente de bronze (Jo 3: 14) e como o grão de trigo (Jo 12:24) que precisava morrer para gerar muitos grãos com a Sua vida. Com Sua morte, todos os problemas objetivos entre o homem e Deus foram resolvidos. Em Sua ressurreição, o Senhor Jesus tomou-se o Espírito que dá vida (1 Co 15:45; 2 Co 3: 17) para regenerar-nos em nosso espírito (o primeiro estágio da nossa salvação). Durante nossa vida cristã, Ele está salvando nossa alma por meio de Sua vida (Rm 12:2; Fp 2:12; 1 Pe 1:9), santificando-nos e transformando-nos (o segundo estágio da plena salvação de Deus). Por fim, em Sua volta, nossos corpos serão redimidos e serão conformados ao Seu corpo glorioso (Rm 8: 29). Esta é a glorificação, o último estágio da salvação de Deus. Na Eternidade Futura Na eternidade futura, todos os escolhidos e redimidos de Deus, ao longo de todas as eras, serão a Nova Jerusalém. Ali, Deus habitará no homem e o homem em Deus para sempre. Este é o objetivo final e máximo de Deus, o cumprimento de Seu propósito, e Ele terminará toda a Sua obra, estará satisfeito e descansará pela eternidade (cf. Gn 2:2, 3)! Podemos assim resumir todo o plano da redenção por meio destes pontos abordados. Uma outra forma de compreendermos o plano de Deus é entendermos o que é a Nova Aliança. Vamos fazer então um breve esboço do plano de Deus e da Nova Aliança. Bibliografia Compilado de: Valnice Milhomens – Transcrito de pregação ao vivo. 67/139
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    PARTE V DISCIPLINAS DOESPÍRITO A oração efetiva é a chave para o sucesso em cada área da vida. E o segredo da vitória no trabalho de Deus e na vida pessoal. A oração verdadeira é a mais poderosa arma contra os poderes das trevas, é também a chave que abre os tesouros do céu para o homem. Fica, pois, claro que cada esforço no reino de Deus só terá sucesso, se for gerado e sustentado pela oração. Todo sucesso na vida cristã é proporcional ao tempo de oração. 10% de oração, 10% de sucesso; 50% de oração, 50% de sucesso; 100% de oração, 100%de sucesso. Lucas 18:1 fala do “Dever de orar sempre e nunca esmorecer”; I Ts 5: 17 declara: “Orai sem cessar”. Paulo recomenda: Orando em todo tempo no espírito…” (Ef 6: 18). Como orar sempre? 1. Oração é um modo de viver. É uma comunicação entre o nosso espírito recriado e o Espírito de Deus. É a expressão que resulta de um relacionamento íntimo com o Senhor residente em nosso coração, pelo seu espírito. Nossa vida, pois, pode ser uma oração. 2. Oração é comunhão com Deus. Nossa vida inteira deve ser estabelecida sobre o funcionamento de uma comunhão pessoal, profunda e íntima com Deus. Uma ligação permanente (I Co 6: 17). Oração é um encontro do Pai celeste com Seu filho, numa comunhão de amor. 3. Oração é comunicação com um Deus pessoal e digno de confiança. Deus é uma pessoa! Deus é digno de confiança! Ele é um Deus pessoal que se relaciona conosco numa base pessoal. Nossos olhos de carne não vêem, mas Ele é real e se comunica com Seus filhos. Concepções religiosas erradas O colocam como um Deus inatingível, impessoal, distante, que pode ou não estar interessado em nossas vidas. Daí, surgem as orações que são meras expressões religiosas, destituídas de significado, sem nenhum valor prático. 4. Oração é comunhão com um Deus residente no cristão. No Velho Testamento, Deus estava no meio do povo, era pelo povo, mas não estava no povo. No Novo Testamento, Deus não somente está em nosso meio, é por nós, como também está em nós, pelo Seu Espírito residente em nosso espírito. 5. Oração exige tempo com Deus. O maior investimento que podemos fazer em nossa vida é o tempo com Deus e Sua Palavra. A maior contribuição que podemos dar ao mundo é o tempo gasto em oração por ele. O maior bem que podemos fazer a uma pessoa é o tempo usado em oração genuína por ela. Os efeitos de uma vida de oração transcendem as realizações 68/139
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    humanas. 6. Oração exigedisciplina dos pensamentos. Tão logo alguém se consagra à oração, verá que a mente será atacada por outros pensamentos. É aí que surge a tentação de desistir, deixar para outra hora que nunca aparece. É uma luta espiritual. Há que desenvolver o hábito de tomar os pensamentos cativos à obediência de Cristo (2 Co 10:5). 7. Oração é o primeiro passo para o conhecimento de Jesus. “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Rm 10: 13). O homem vai a Jesus pela oração e todo o seu andar com Ele é firmado nela. 8. Oração é reconhecer a presença de Deus. É o meio de conhecê-Lo inteiramente e lançar mão de Suas promessas. É trazer a alma sobre os joelhos, é o caminho para o homem entender o plano de Deus para sua vida. 9. Oração é dar a Deus acesso às nossas necessidades. É a chave para o miraculoso; é a verdadeira respiração espiritual. Em suma, oração é um modo de vida em íntima ligação com Deus. POR QUÊ ORAR? 1. Porque Deus insistentemente o ordena na Bíblia: Lc 18: 1; I Ts 5: 17; R4:6; Ef. 6:18-19; ITm 2:1; Mt 26:41; Cl4:3; ITs 5:25; IlTs 3:1; Hb 13:18. 2. Porque é o caminho indicado por Deus para o cristão receber coisas de que precisa (Is 1: 5-8). 3.Porque a oração é o caminho que Deus aponta para que o cristão tenha a plenitude do gozo (Jo 16:24; Pv 10:20). 4. Porque a oração é a saída para os problemas, a cura para todo o cuidado e ansiedade (Fp 4:6,7; SI 55:22). 5. Porque a oração respondida é o único argumento irrefutável contra o ceticismo, a incredulidade, o modernismo e a infidelidade (Hb 11 :6; I Rs 18:36-38; Jz 6: 12, 13; Ex 8: 19; Dn 2:47; At 13:6-12). 6. Porque a oração é o caminho para o poder do Espírito Santo no serviço cristão (Lc 11: 13; 1Cr 7: 14; Hc 3:2; At 1: 13, 14; 4:31; 8: 14-16; 9:9,11,17; 13: 1-4; Ef 1: 15-19; 3: 14-19). 7. Porque “todo o que invocar o nome do Senhor será salvo” (Rm 10: 13). INIMIGOS DA ORAÇÃO “Para que não se interrompam as vossas orações” (I Pe 3: 7b). 69/139
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    “..Mas as vossasiniquidade fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós para que não vos ouça” (Is 59:2). “Porque os olhos do Senhor repousam sobre os ‘justos e os seus ouvidos estão abertos às suas súplicas; mas o rosto do Senhor está contra aqueles que praticam males” (Pe 3: 12). “Se eu no coração contem piara a vaidade, o Senhor não me teria ouvido” (SI 66: 18). O propósito de Deus é ouvir todas as orações. Jesus disse: “Graças te dou porque sempre me ouves” (Jo 11 :42). Mas há obstáculos, problemas, inimigos que se infiltram na vida de oração e impedem a manifestação do poder de Deus. Veremos alguns deles. 1. Relacionamentos errados na família (I Pe 3: 1-7). O não cumprimento dos deveres dos cônjuges um para com o outro. A vida conjugal deve ser posta diante de Deus. As orações não estão sendo respondidas, podem haver falhas no relacionamento. 2. Falta de perdão (Me 11:25). Nossas orações são ouvidas na base de que nossos pecados estão perdoados, mas Deus não pode tratar conosco sobre tal base de perdão, enquanto nós guardamos o mal, com o espírito de animosidade ou de vingança contra aqueles que nos ofenderam. Qualquer que guarda espírito de rancor ou mágoa contra alguém, fecha os ouvidos de Deus para sua própria petição. 3. Contenda (Tg 3:16). A contenda é simplesmente agir movido pela falta de perdão. Paulo declara que, por causa de contendas, Satanás pode tornar cristãos prisioneiros de sua vontade. A ausência de contendas é a chave para agastar a confusão e o mal. Dê a Deus oportunidade de criar um sistema de harmonia em volta de você e sua vida de oração começará a funcionar. 4. Motivação errada (Tg 4:3). Um sério obstáculo à oração é pedir a Deus coisas que realmente não necessitamos, com o propósito de satisfazer desejos egoístas. Orar com uma motivação egoísta. “Quer comais; quer bebais, fazei tudo para a glória de Deus” (l Co 10: 31). Podemos orar por coisas em linha com a vontade de Deus, mas se o motivo for errado, não haverá resposta. O propósito primeiro da oração deve ser a glória de Deus. 5. Toda a forma de desobediência a Deus (Is 59:1,2). Uma atitude de rebeldia ou de desobediência à palavra de Deus fecha os céus para nós. Qualquer pecado inconfessado toma-se inimigo da oração. Uma vida de obediência ao céu abre o caminho à resposta de Deus “E aquilo que pedimos, dele recebemos, porque guardamos os seus mandamentos, e fazemos diante dele o que lhe é agradável” (Jo 3:22). 70/139
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    6. Ídolos nocoração (Ez 14:3). Ídolo é toda e qualquer pessoa ou coisa que toma o lugar de Deus na vida de alguém. É aquilo que se toma o objeto supremo da afeição. Aquilo que mais ocupa nosso pensamento. Deus deve ser supremo em nossa vida. 7. Falta de generosidade para com os pobres (Pv 21:13). A recusa de ajudar o que se encontra em necessidade, quando podemos faze-la, impede a resposta às nossas orações. 8. Dúvida e incredulidade (Tg 1:5-7). A Dúvida é a ladra da bênção de Deus. A dúvida vem da ignorância da Palavra de Deus. A incredulidade é quando alguém sabe que há um Deus que responde às orações e, ainda assim, não crê em Sua Palavra. E não crer nas promessas é duvidar do caráter de Deus. 9. Uma disposição de ler sobre oração e sobre a Bíblia, em vez de estudar e entrar na arena da oração. A oração é a maior e mais santa das vocações. Saber sobre oração não garante a resposta, mas sim colocar a Palavra em operação para receber de Deus aquilo que Ele prometeu. 10. Falta de entendimento da nossa posição em Cristo. Talvez esse seja o maior inimigo. Ignorância quanto aos privilégios e direitos de redenção, daquilo que Cristo é em nós e do que somos nele. Um desconhecimento da extensão do que Ele fez por nós e direitos legais, outorgados em Graça, diante do Trono e o mal. Dê a Deus oportunidade de criar um sistema de harmonia em volta de você e sua vida de oração começará a funcionar. 11. Uma confissão errada (Rm 10:9). O Cristianismo é uma grande confissão. Confissão é o reconheci mento verbal do que Deus fez por nós em Cristo (Hb 3: 1; 4: 14). 12. Depender da fé do outro. “A cada crente, Deus deu uma medida de fé. Ele veio quando nos tomamos uma nova criação em Cristo e recebemos a natureza de Deus. Assim como desenvolvemos nossas capacidades físicas e mentais pelo exercício, desenvolvemos nossa fé pelo alimento da Palavra de Deus (Jo 15: 7). TIPOS DE ORAÇAO 71/139
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    Há diversos tiposou espécies de orações e cada um deles segue princípios claros. Há regras estabelecidas na Palavra de Deus para esses diferentes tipos de oração. E é aqui onde há grande confusão. Costumamos definir nosso relacionamento com Deus em uma palavra: Oração. Tudo o que lhe dizemos ou pedimos chamamos “oração”. Sim, tudo é oração. É preciso, contudo saber: Há diversos tipos de oração. Há orações que não buscam necessariamente alguma coisa de Deus. Outras visam alterar uma circunstância em nossa vida e de outros. A todas elas Deus deseja ouvir. “Ó tu que escutas as orações, a ti virão todos os homens” (5/65:2), pois, “A oração dos retos é o seu contentamento” (PV 15: 8b). Poderíamos classificar as orações em três níveis diferentes: Deus, Nós e os Outros. Dentro de cada um desses níveis há tipos de oração. DEUS COMO CENTRO DAS NOSSAS ORAÇÕES Há orações que são dirigidas a Deus, visando a Deus mesmo, o que Ele é, o que Ele faz e o que Ele nos tem feito. Outra coisa não buscamos, senão apresentar-lhe nossa gratidão, louvor e adoração. Dentro deste nível temos três tipos de oração: 1- Ações de graça – A expressão do nosso reconhecimento e gratidão a Deus pelo que Ele nos tem feito. Basicamente é a oração que expressa gratidão a Deus pelas bênçãos que Ele tem derramado sobre nós. – Louvor – A oração de louvor é um passo além das ações de graça. São expressões de louvor a Deus pelo que Ele faz. Louvar é reunir todos os feitos de Deus e expressá-los em palavras, numa atitude de gratidão. – Adoração – O tipo de oração que exalta Deus pelo que Ele é. É a entrada no Santo dos Santos para responder ao amor de Deus. Ali nada fala do homem, mas de Deus. É o reconhecimento do que Deus é. É a resposta do nosso amor ao amor divino. NÓS MESMOS COMO O CENTRO DAS NOSSAS ORAÇÕES Aqui, vamos a Deus para apresentar necessidades pessoais. Embora falando com Deus, o foco da atenção é a satisfação de nossas necessidades. Vamos a Deus em busca de uma resposta para a alteração de alguma circunstância em nossa vida. Nesse nível temos também três tipos de oração: – Petição- É “um pedido formal a um poder maior”. É a apresentação a Deus de um pedido, visando satisfazer uma necessidade pessoal, tendo como base uma promessa de Deus. Nesse tipo de oração já temos o conhecimento de qual é a vontade de Deus, pelo que o pedido será feito em fé, com a certeza da reposta, antes mesmo da sua manifestação, de acordo com Marcos 11: 24. – Consagração ou Dedicação – É uma atitude de submissão à vontade de Deus. Essa oração é para as ocasiões em que a vontade de Deus é desconhecida. Exige espera, consagração e inteira disposição de conhecer e seguir a vontade do Pai. – Entrega – É a transferência de um cuidado ou inquietação para Deus. É lançar o cuidado sobre o Senhor com um conseqüente descanso. Essa oração é feita quando um cuidado, um problema ou inquietação nos batem à porta. 72/139
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    OS OUTROS COMOCENTRO DAS NOSSAS ORAÇÕES – Intercessão – Aqui vamos a Deus como sacerdotes, como intercessores, levando a necessidade de outra pessoa. Nosso primeiro motivo é ver circunstâncias alteradas na vida de outrem. Esta é a oração de intercessão. Interceder é colocar-se no lugar de outro e pleitear a sua causa. 1 – ORAÇÃO DE AÇÕES DE GRAÇA “Entrai por Suas portas com ações de graça” (SI. 1 00:4). A gratidão é uma das virtudes que embelezam o caráter cristão e expressam um coração caloroso e cheio de amor e das palavras do seu Deus. Paulo declara: “Habite ricamente em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselha i-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos e hinos e cânticos espirituais, com gratidão em vossos corações” (CI.3:l6). “Sede agradecidos” (CI.3: 15) é um conselho a ser abraçado com alegria, pois a gratidão tanto alegra o coração do Pai, como enriquece a nossa vida. Ações de graça é basicamente o ato de expressar gratidão a Deus por bênção que Ele tem derramado sobre nós. Pode ser mental ou vocal. Ações de graça difere de louvor porque no louvor é focalizado o que Deus faz, suas obras e realizações, enquanto as ações de graça focalizam o que Deus nos dá ou faz por nós. Poderíamos chamar de uma confissão de bênçãos. Essa atitude estava presente na vida de Jesus (Jo 11:4 pela resposta à oração; Mc 8:6, pelo pão; Mt 11 :25 pela revelação). O primeiro princípio podemos ver em I Coríntios 10: 10. As ações de graças nos protegem do destruidor. A Bíblia menciona o nome de muitos demônios como Legião, Apoliom, Devorador, etc. Mas aqui se menciona um demônio chamado destruidor que está relacionado com a ingratidão e a murmuração. Muitos temem o demônio devorador e, por isso, dão os seus dízimos, mas ainda se esquecem que um coração descontente é uma porta para o destruidor. Em segundo lugar, podemos ver o poder das ações de Graças para nos proteger de influências malignas. Paulo Diz que a comida é santificada se comermos com ações de graças. Veja, não há necessidade de repreendermos demônio algum, basta termos um coração grato e assim seremos protegidos. Já pensou quanta doença poderíamos evitar se apenas déssemos ações de graças pela comida apropriadamente? Em terceiro lugar, as ações de graças têm o poder de multiplicar as bênçãos. Quando Jesus foi multiplicar os pães em João 6: 11, Ele não fez uma oração de petição ou de fé, Ele apenas deu graças ao Pai. Muitos não prosperam porque não aprenderam a agradecer a Deus pelos míseros cinco pães e os dois peixinhos. Se formos contentes com o pouco, o Senhor o multiplicará e veremos a abundância de Deus. 2. ORAÇÃO DE LOUVOR 73/139
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    “Louvarei ao Senhorem todo o tempo; o Seu louvor estará continuamente na minha boca” (5/34: 1). Louvar é reunir todos os feitos que conhecemos de Deus e expressá-los em palavras, numa atitude de exaltação e glorificação ao Seu nome, que é digno de ser louvado. E isso deve ser feito como um modo de vida (SI 145: 1-7). O louvor é o sacrifício espiritual ordenado aos cristãos (Hb 13: 15). A Igreja primitiva estava sempre louvando (Lc 24:53), pois sabia que Deus habita nos louvores do Seu povo (SI 22:3). 3. ORAÇÃO DE ADORAÇÃO O reconhecimento do que Deus é (Ap 4:8,11). A adoração é um dos principais temas da Bíblia. Há 270 referências à adoração. A adoração fala do nosso amor respondendo ao amor de Deus. Não é um imperativo, pois o amor não pode se impor, mas uma resposta voluntária a um estímulo espiritual. E Jesus nos garante que esse amor que sentimos e o fluir do Espírito que experimentamos encontrarão sua expressão e satisfação quando os liberamos de volta para Deus em adoração (Jo 4:23). Não há uma definição de adoração na Bíblia, pois amor não se define. A palavra mais comum no hebraico é “shachah” (172), traduzida por “adoração”, “curvar-se”, “prostrar-se”. No grego, a mais comum é “prokeneo” (59 vezes). É composição de duas palavras: “pros”, que significa “para”, “em direção a”, e “heneo”, que significa beijar. Alguns eruditos dão o significado de “beijar a mão com admiração”, outros, “beijar os pés em homenagem”. Etimologicamente adoração é curvar-se, prostrar-se, beijar as mãos, pés ou lábios, com um sentimento de temor e devoção, enquanto serve ao Senhor com todo o coração. É uma atitude expressa em ação. Infere profundamente de sentimento e proximidade dos parceiros e um relacionamento de aliança. Envolve moção e emoção, mas a verdadeira adoração é mais profunda que tudo isso e usa simplesmente esses canais para liberar o amor profundo e devoção que impele o crente para a presença de um Deus de amor. Atitudes de adoração Lc 7: 37 ,38 revela a atitude de uma adoradora, atitude de um espectador e a de Jesus. Vejamos a da adoradora. Quebrantamento – a contraste entre a presença santa e perfeita de Deus e a nossa pequenez quebranta o coração. Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado (“shabor”); coração compungido e contrito (“dakah”) não desprezarás, ó Deus. (SI 51: 17). “Shabot” – significa “temer, quebrar, em pedaços, ou reduzir”. “Dakah” – quer dizer “esmagar”, quebrar, machucar, ferir, esmagar e humilhar. “Contrito” – Usado para descrever o processo de fazer pó (talco). A adoração requer quebrantamento. Muitos constroem em volta de si paredes de proteção e não deixam que sejam liberados o amor, a ternura e a adoração. Humildade – Ela soltou os cabelos em lugar indevido, segundo o costume (I Co 11: 15). Deixou sua reputação de lado para adorar do modo que ela sentia que Jesus devia ser adorado. Usou os cabelos para enxugar seus pés empoeirados. Tomou sua glória (o cabelo) para lavar a lama (Ler Is 57: 15; I Pe 5:5). Adoração sem humildade é como o amor sem compromisso. Amor – Sua atitude estava repassada de amor. “Ela muito amou”. Dádiva – Ela não se limitou à expressão de suas emoções; ela tam ém deu uma evidência tangível do seu amor, devoção e adoração. A dádiva está associada à adoração (Ex 23: 14; 34:20; Dt 16: 16; SI 96: 1-9). A atitude de Jesus em resposta a essa adoração é: “A tua fé te salvou; vai-te em paz” (Lc 7 :49) – fé, libertação e paz.a objeto da adoração – Deus mesmo (Jo 4:20,21) 74/139
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    Só pelo EspíritoSanto se pode adorar (Rm 8: 16). O lugar da adoração – No espírito do homem, onde o Espírito de Deus habita. A verdadeira adoração – “Em espírito e em verdade.” A verdadeira adoração deve fluir de um relacionamento genuíno com Deus. Um bom relacionamento com uma igreja pode produzir um bom trabalhador, mas somente um relacionamento caloroso com Deus produz o verdadeiro adorado r. Espíritos calorosos produzem corações adoradores. As motivações também devem ser corretas na adoração verdadeira. O objetivo é dar ao Senhor e não adquirir d’Ele. A motivação pura para a adoração é o amor que transborda do espírito do homem como correntes de água viva. 4 – PETIÇÃO E SÚPLICA “Por isso vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será a assim convosco. “(Mt21:22; Me 11:24). “Não andeis ansiosos de cousa alguma; em tudo, porém sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graça.” (FI 4:6). Deus é a fonte de toda a bênção e Ele tem a solução para todos os nossos problemas. Ele tem recursos inesgotáveis para satisfazer cada uma das nossas necessidades. “O meu Deus, segundo a Sua riqueza em glória, há de suprir em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades” (FI 4: 19). A Palavra de Deus nos encoraja a apresentar nossas petições ao Senhor, sabendo que Ele está pronto a nos atender. Seguem-se alguns princípios que devem governar nossa oração, especialmente a de petição, para que alcancemos uma resposta favorável. 1. Forme uma imagem clara do seu desejo e expresse-o em palavras objetivas. Defina o que você quer de Deus em termos claros. A Bíblia ensina que a oração deve ser específica, objetiva (Lc 11: 112; Tgl:5). Exemplos de orações objetivas: Eliezer – Gn 24: 12-14; Elias – I Rs 17: 1 ; Eliseu – II Rs 2:9. Uma resposta definida exige um pedido definido (Lc 18:38,41-43). O que está errado com a oração indefinida: 1. a) Freqüentemente é uma mera formalidade. As pessoas oram por coisas que realmente não desejam. 2. b) Muitas orações são feitas só para serem ouvidas pela congregação. São indefinidas e insinceras. Nada esperam realmente de Deus e por essa razão nada têm em especial de Deus. 75/139
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    3. c) Aoração indefinida revela que não há um clamor na alma, nem urgência no coração, nenhum peso na oração ou desejo real. 4. d) A oração formal, indefinida, geral, vaga, é resultado da falta de direção do Espírito Santo. Revela um desconhecimento da mente de Deus. Quem é guiado pelo Espírito Santo, sabe o que quer, porque sabe o que Deus quer e sabe que Ele está disposto a dar as coisas pedidas em oração. Como ser definido: 1. a) Analise suas orações. Coloque de lado aquelas que são insinceras ou feitas por mera obrigação. Separe as coisas que você realmente deseja e tem um peso de oração. Aquilo que está verdadeiramente em seu coração e para o que espera resposta específica. 2. b) Espere na presença de Deus até ter na mente, de um modo claro, aquilo por que deve orar. Deixe que o Espírito lhe fale e coloque o desejo em seu coração. Você poderá ser ousado no pedir. Oração específica não é uma tentativa de você fazer Deus concordar com o seu desejo, mas é antes descobrir o desejo de Deus para você e orar de acordo com o que o Espírito coloca em seu coração. 1. c) Escreva seu desejo. Isso lhe ajudará a ser específico e prepara-se convenientemente para apresentar sua petição, assistido pelo Espírito Santo, de tal modo que alcance a resposta específica. Isso poderá também ser feito em concordância com outra ou outras pessoas. O registro das petições específicas a Deus e das respostas ajuda a desenvolver a fé e a crescer na vida de oração bem sucedida. 2. d) Busque na Bíblia textos que se referem ao que você deseja, quer em promessas ou em princípios. Uma vez identificada a necessidade, pesquise a Palavra e selecione textos que se referem ao assunto. 2 . Toda a oração deve ser feita de acordo com a vontade de Deus revelada na Palavra. A Fé começa onde a vontade de Deus é conhecida. Sua vontade é revelada na Palavra escrita. Deus está preso à Sua Palavra. A Palavra expressa o que Deus é. Ele é absolutamente fiel ao que prometeu. Você não tem interesse em desejar o que Deus não quer para a sua vida. Pesquisando a Palavra, sob a direção do Espírito Santo, você descobrirá se seu desejo deve ser abandonado ou se é digno de ser transformado em objeto de oração. Sem o fundamento da Palavra de Deus é impossível fazer uma oração de fé. Deus tem habilidade de cumprir aquilo que prometeu (Rm 4: 21; Jr 1: 12). O conhecimento da vontade de Deus revelada em Sua Palavra dará a você a certeza de que sua petição será atendida (I Jo 5: 14). O conhecimento das promessas de Deus relativas ao seu desejo, despertará e alimentará sua fé (Rm 10: 11). As promessas serão para você arma segura contra os ataques de Satanás, enquanto espera a manifestação da resposta de Deus ao seu pedido (Lc 4:3-12). Orações baseadas na Palavra de Deus. A Bíblia está cheia de pedidos a Deus firmados nas Suas promessas. 76/139
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    1. a) Daviora por sua casa, de acordo com a Palavra do Senhor, de que lhe edificarão casa estável. Natã lhe transmite as promessas do Pai e ele ora de acordo. “Agora, ó Senhor, seja confirmada para sempre a Palavra que falaste acerca do teu servo, e acerca de sua casa, e faze como falaste… Agora, pois, ó Senhor, tu és Deus e falaste este bem acerca do teu servo, para que permaneça para sempre diante de ti; porque Tu, Senhor, a abençoaste, ficará abençoada para sempre” (I Cr 17 :23,26,27). 2. b) Na dedicação do templo, Salomão apresenta suas petições de acordo com as promessas de Deus (2 Cr 6: 14-17). 3. c) Josafá se vê ameaçado por tropas inimigas e vai à casa do Senhor e clama, de acordo com a promessa (2 Cr 20:6-12). Exemplo de necessidades e as respectivas promessas de sua satisfação: 19. a) Necessidades de emprego – F14: 19. 20. b) Prosperidade – Dt 28. 21. c) Saúde – Is. 53:4; I Pe 2:24. Para cada pedido que fazemos a Deus devemos ter uma passagem na Bíblia para sustentá-lo. Ninguém apresenta uma petição ou um caso em algum tribunal sem invocar o respaldo da Lei. Do mesmo modo, nossas petições diante do trono devem ter o respaldo da Palavra de Deus escrita, a Bíblia, que é a constituição do Reino. 3. Creia firmemente com base na promessa da Palavra, que Deus atendeu sua petição e a manifestação da resposta já está a caminho. A fé tem como fundamento a fidelidade de Deus e da Sua Palavra (Nm 23: 19). A fé é a precursora de toda oração respondida. É uma confiança ousada em Deus. É uma certeza antecipada do milagre que virá (Mc 11: 2 324). A verdadeira fé é aquela que se apropria da promessa no reino do espírito, antes que ela se materialize diante dos olhos (Hb 11: 1; 11:6). A única oração que Deus ouve é aquela feita em fé. O limite do que se consegue pela oração está na própria fé de cada pessoa. A vida de oração será tão forte quanto a fé que a pessoa tem em Deus (Mt 17:20; Mc 9:23: Tg 5: 15). E como crescer numa fé mais forte? 1. a) Lembre-se que cada um tem uma medida de fé (Rm 12:3). 2. b) Aprenda a Palavra de Deus (Rm 10: 17), porque a fé é baseada nas promessas de Deus: Ã medida que nos tornamos familiares com a natureza de Deus, revelada na Bíblia, a fé é desenvolvida (João 15: 7). 3. c) Submeta-se completamente à liderança do Espírito Santo e à vontade Deus. É o Espírito quem interpreta a Palavra em nosso coração. 4. d) Aja de acordo com a medida da fé que você tem. Alguns” nãos “a considerar 1. a) Não tente crer, simplesmente aja de acordo com a Palavra. 77/139
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    2. b) Nãouse uma confissão dupla de modo que num momento você confessa: “Sim, Ele ouviu minha oração. Estou curado”, ou “eu tenho o dinheiro”, ou “recebi o emprego”, e então começa a questionar como é que isso vai acontecer e o que você tem de fazer para consegui-lo. Sua última confissão destrói a primeira. Uma confissão errada destrói a oração e a fé. 3. c) Não confie na fé de outras pessoas – tenha a sua própria fé. Assim como você tem sua própria roupa, tenha sua própria fé. Aja de acordo com a Palavra por si mesmo. 4. d) Não converse incredulidade. Nunca admita que você é um “Tomé duvidoso”, pois isso é um insulto ao Pai. 5. e) Não fale sobre doenças e problemas. 6. f) Nunca fale sobre fracasso. Fale sobre a Palavra, sua absoluta integridade e sobre sua confiança nela. Fale de sua disposição de agir de acordo com ela e ater-se à sua confissão de que ela é fiel. 4. Tome cuidado para que sua conversa sobre o que você pediu a Deus esteja em linha com sua fé de que Ele ouviu sua petição. Nossa fé ou incredulidade é determinada pela nossa confissão. Poucos percebem o efeito da palavra falada sobre seu próprio coração e sobre o adversário. O inimigo ouve nossas conversas e, aparentemente, não as esquece enquanto nós descemos ao nível da nossa confissão. A Palavra só se torna real quando confessamos sua realidade. Hebreus 4: 14 deve ser uma divisa para a vida: “Tendo, pois, a Jesus, o filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus conservemos firmes a nossa confissão”. A fé é expressa pela confissão dos lábios (Rm 10:9-10). O que os lábios dizem deve concordar com a fé do coração. Palavras contrárias à promessa destroem e neutralizam a oração. Palavras são sementes, e palavras confessadas são sementes plantadas. Confissão repetida é semente regada. Regue as sementes da fé com a confissão da promessa. Sua confiança não é nas orações de outros, mas na imutável e indestrutível Palavra de Deus. Por isso você se recusa a permitir que seus lábios destruam a eficácia da Palavra no seu caso. Você se conservará firme à sua confissão, ainda que pareça, aos olhos humanos, que a sua oração não foi respondida. 5. Rejeite toda a dúvida que assaltar sua mente quanto ao fato de que Deus já respondeu a sua oração. Deixe que cada pensamento, cada imagem, e desejo afirmem que você tem o que pediu. Não olhe para as circunstâncias, para os sintomas, mas fixe-se na Palavra e isso manterá a dúvida fora do seu território. Entre sua petição e a efetiva manifestação da resposta existe um tempo que pode ser mais ou menos prolongado. Durante esse período, Satanás tentará lançar dúvidas na sua mente. Torna-se necessário manter uma atitude firme para não aceitá-la, mas conservar a fé. A dúvida é um ladrão que rouba a bênção de Deus. É o inimigo número um da fé. Exemplo da dúvida: Mt 14:24-31. A dúvida impede a resposta à oração. Ela é mãe da derrota (T g 1: 6-8). Quando duvidamos da Palavra de Deus é porque estamos crendo em algo contrário àquela Palavra. E duvidar da Palavra é duvidar do próprio Deus. 78/139
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    Qualquer substituto paraa fé em Deus e Suas promessas destrói a vida de fé, destrói as orações e traz de volta o jugo. A dúvida e a fé não permanecem juntas. Se uma entra pela porta, a outra sai pela janela. Como vencer a dúvida Mantenha controle sobre a sua mente. A dúvida opera no rei no da mente; a Palavra de Deus opera no reino do espirito. A fé também opera no reino do espírito. Há, pois, que lançar mão das armas disponíveis para vencer os pensamentos da dúvida (2 Co.1 0:3-5). Esteja pronto a recusar qualquer pensamento ou imagem contrários à sua oração. Controle seus pensamentos de acordo com Filipenses 4:6-9. Use as promessas de Deus como arma contra os ataques de dúvida. A Palavra de Deus confessada com autoridade e fé mantém o inimigo distante (Mt.4: 1-11). Concentre-se na fidelidade de Deus e de Sua Palavra. Isso fortalece a fé e põe a dúvida fora do caminho. Nossa fé é firmada naquilo que Deus é (Rm.4: 19-21). É sua segurança na Palavra de Deus que garantirá a vitória contra os ataques das dúvidas 6. Conserve-se numa atitude de louvor e gratidão a Deus até a plena materialização da resposta ao pedido. Você não deve esperar a manifestação para poder agradecer. Agradeça logo, pois a sua convicção é que Deus é fiel à Sua Palavra e a materialização da resposta é apenas uma questão de tempo. O louvor é uma expressão de fé em Deus, e se baseia na promessa d’Ele. Ele é fiel. O louvor deve acompanhar as orações (Fl4:6,7). Toda a petição deve ser marcada pelas ações de graça. O louvor fortalece a fé (Rm 4:20). O louvor, pela resposta à oração, antes de ver sua manifestação, libera a operação do poder de Deus. Jesus, diante do túmulo aberto de Lázaro: “Levantando os olhos para o céu, disse, Pai, graças te dou porque me ouviste” (Jo 11 :41). E logo Lázaro estava fora do túmulo, vivo. O coração agradecido que aguarda a manifestação física da resposta de Deus com louvor e ações de graça entra no descanso da FÉ. 5 – CONSAGRAÇÃO Surgem ocasiões em nossa vida, quando temos de tomar algumas decisões, e seguir por um determinado caminho sem que a vontade de Deus, naquela área, esteja claramente revelada em Sua Palavra. É aí quando, em vez de começar a pedir, devemos buscar Sua face e esperar em Sua presença a fim de conhecermos o desejo do Seu coração para aquela situação específica. Esse tipo de oração é mais uma atitude de submissão, dedicação, entrega e obediência a Deus do que petição. Uma vez conhecida Sua vontade, é só segui-Ia. 79/139
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    Nesse tipo deoração há uma disposição de fazer ou aceitar qualquer que seja a vontade de Deus naquela circunstância. Este é o único tipo de oração onde se emprega o “se for da Tua vontade”. Ela é feita numa situação em que se busca o conhecimento da vontade de Deus ainda não revelada. Isso é feito com a mais profunda atitude de submissão a Deus. A oração de dedicação é harmonizar nossa vontade com a vontade de Deus, a fim de trazer sucesso numa determinada situação. A vontade de Deus é sempre para nosso benefício. Esse tipo de oração coloca-nos direcionados para o mesmo alvo. Jesus fez esta oração no Getsêmane (Lc 22:42): “Pai, se queres afasta de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a Tua”.É mais uma atitude de submissão e obediência do que palavras. Exige um tempo maior de busca, repetidas vezes, até a convicção do plano divino. Requer a renúncia da vontade própria. A mente deve ser esvaziada das preferências pessoais para aceitar o plano de Deus, não importando qual seja. Uma vez conhecido o plano de Deus, não se trata de receber alguma coisa, mas faze-la de acordo com a direção recebida. 6 – ENTREGA (I Pe 5: 7; Mt 6:25-27). A oração de entrega fala também de uma atitude do coração. Quando os cuidados, inquietações e pesos nos batem à porta, transferimolos para o Senhor, que tem condições de levá-los e, então, devemos entrar no descanso da fé. Podemos entregar nossos cuidados, preocupações e a nós mesmos a Deus e gozar Sua paz divina (SI 37: 5). Deus é contra a preocupação. Ela nada produz senão stress, esgotamento e morte. Jesus pregou contra ela. Paulo pregou contra ela. A Bíblia é contra a preocupação porque ela foi gerada por Satanás. Todo e qualquer cuidado deve ser erradicado de nossas vidas (FI 4:6, 7). O Poder de Deus começa a operar quando lançamos nossos cuidados sobre Ele. As preocupações apenas bloqueiam essa operação. A entrega dos fardos a Deus traz o descanso (SI 37: 7). 7 – INTERCESSAO Deus chamou o Corpo de Cristo para o ministério da intercessão por todos os homens (I Tm 2: 1-4). Deus está para trazer um grande derramamento do Seu Espírito nestes últimos dias, com grande demonstração de poder. A oração intercessória é o instrumento que o Espírito de Deus usará para trazer esse derramamento. Somos chamados a interceder porque Deus nada faz na Terra sem a cooperação do homem. Deus revela Seus propósitos e Seus servos falam na terra em linha com eles e se tornam o instrumento para gerar e dar à luz, pela intercessão, cada um deles. O homem ainda tem autoridade na terra. Deus o colocou nessa posição. Deus busca intercessores: Is 59; 16, 17; Jo 9:32,33; Nm 16:48; Is 64:7. Jesus, o Intercessor provido por Deus: Hb 7:25; Rm 8:34. Ele intercede no céu. O Espírito Santo como Intercessor: Rm 8:26. Ele intercede, na Terra, de dentro de santuários humanos, redimidos pelo sangue do Cordeiro. 80/139
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    Deus precisa hojede servos na “brecha” (Ez 22:30,31). Intercessão e as “dores de parto” (Jr 30:6; Is 66:8; C14: 19). Elementos indispensáveis à intercessão 1. a) Identificação: Interceder é tomar o lugar de outro e pleitear sua causa como se fosse sua (Ex 32:31,32). 2. b) Amor: Rm 5:5. 3. c) Compaixão: Mt 9:36-38: 14-14; 15:32; 20:34. ORAÇAO E JEJUM 1. Por que jejuar e orar? Por que motivo os cristãos devem algumas vezes deixar a comida, dormida, boas roupas, a vida em família ou outros confortos para se dedicarem somente à oração? Homens e mulheres usados por Deus em toda a Bíblia, jejuaram: Moisés, Davi, Esdras, Neemias, Daniel, Paulo… Jesus iniciou seu ministério com 40 dias de jejum. Não há uma ordem na Bíblia para se jejuar, mas Jesus deixa claro que jejum é parte da vida do cristão, ao dizer:”Quando jejuardes…” (Mt 6: 16) “…naqueles dias jejuarão” (Lc 5:34,35). A Igreja primitiva conhecia a prática do jejum (At 13:2,3). 2. O que é o jejum e a oração? Não é simplesmente abstinência de alimento ou de alguma coisa. Acima de tudo é colocar Deus no lugar supremo. É colocar a oração em primeiro lugar. Há momentos em que devemos comer e beber com alegria e gratidão (SI 103:2,5); que devemos dormir (SI 127:2; 3:5); os prazeres da família devem ser gozados (Hb 13:4; Pv 18:22). Toda bênção vem de Deus (Tg 1: 7) e deve ser desfrutada, para que por elas Deus seja glorificado. Mas há momentos em que devemos voltar as costas para tudo isso e buscar a face do Senhor por algum tempo. Para tanto somos levados a voltar toda a nossa atenção e energia para o Senhor, orando e esperando em Sua presença. A abstinência pode ser só de comida (Mt 4:2). Há ocasiões em que o jejum é completo, sem água nem comida (Ester 4: 16).Há jejuns parciais, em que se come só o indispensável (Dn 10:2-3). Às vezes há abstinência do relacionamento sexual entre marido e mulher(Ex 19: 14:15; 1 Co 7:5). O espírito do jejum é um desejo ardente de estar com Deus em oração, por alguma razão específica, maior que qualquer desejo normal ou lícito. Jejum significa persistência em oração. Podemos orar freqüentemente, mas não oramos muito. Separar um tempo para jejum e oração é dispor-se a um sério trabalho com uma persistência que não aceitará a negação. 81/139
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    A oração persistente,que deixa tudo mais e dá a Deus o devido lugar, freqüentemente, envolve o jejum. Jejum é uma deliberação de remover todo obstáculo à oração (Hb 12: 1 ,2). Jejuar é simplesmente colocar de lado todo peso e todo emprego que impede nossas orações. O jejum manifesta a intensidade de um desejo, a grandeza de uma determinação e da fé. O jejum, pois, revela o fervor e a seriedade da busca da resposta à oração. 3. O jejum no Novo Testamento Não há uma única ordem no Novo Testamento para a Igreja jejuar. Também não há normas estabelecidas. No entanto, parece que o jejum é algo que faz parte da vida normal do povo. Os judeus já eram dados ao jejum semanal, e os fariseus jejuavam duas vezes por semana. Jesus jejuou após o batismo (Mt 4:2; Lc 4:2). Ele passava noites em oração e, ao que parece, sem comer. Mas não praticava o tipo de jejum dos fariseus ou mesmo de João Batista. Ele deixou, contudo, ensinos sobre o jejum. Lucas 5:33-35 diz que haveria um tempo, depois da Sua partida, em que os discípulos jejuariam. Há tempos em que o jejum não se faz necessário. Ver ainda Mateus 17: 21. O jejum deve ser ao Senhor, sem a motivação de impressionar (Mt 6: 16-18). “Quando jejuardes”. Está implícito que jejum era uma prática indiscutível. Talvez por essa razão não haja nenhum mandamento para que se jejue. 4. O jejum no livro de Atos Saulo jejuou após o encontro com Cristo, à caminho de Damasco (At 9:9). Motivo: espera em Deus e busca de revelação. Cornélio jejuava quando o anjo lhe trouxe a mensagem de Deus (At 10:30). Motivo: exercício espiritual diante do Senhor. Os profetas e mestres na igreja de Antioquia (At 13: 1-3). Motivo: ministrar ao Senhor, impor as mãos sobre os apóstolos e enviá-los à obra missionária. Paulo para a separação dos presbíteros (At 41: 23). As pessoas que viajavam com Paulo para Roma (At 27:9,33,34). Eram dias de grande perigo. 5. O jejum nas cartas Paulo era dado à prática do jejum (11 Co 6:4,5). A única instrução sobre jejum e oração nas cartas é no que se refere o casal (I Co 7:4,5). 5. Razões bíblicas para o crente jejuar O jejum põe a carne sob sujeição e ajuda na disciplina. Mas ele nada altera a Deus. Ele é o mesmo antes, durante e depois do meu jejum. O benefício do jejum é para 82/139
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    mim, pois ajuda-mea estar mais sensível ao Espírito de Deus. Quando uma necessidade de esperar mais em Deus surge, e o Espírito Santo nos impele a jejuar, esse é o tempo para tal. O Novo Testamento não estabelece um programa de jejum. O cristão é “guiado pelo Espírito” (Rm 8: 16) e é Ele quem vai mostrar por que, como e quando jejuar. Jejuar fora da liderança do Espírito não passa de autopunição. Jejuar com o propósito de ministrar ao Senhor. Um tempo de comunhão sem qualquer interrupção (At 13:2). Bibliografia Compilado de: Valnice Milhomens Coelho – Ministério Palavra da Fé. PARTE VI O CARÁTER DE CRISTO EM NÓS O caminho para o caráter de Cristo é o caminho da operação da cruz em nós: Não há outra maneira das marcas do caráter de Cristo serem formadas, a não ser pela cruz. E a cruz é o quebrantamento da vontade e da força humana pela ação do Senhor. Deus prepara circunstâncias e situações que tratam com nossas vontades para que possamos ser quebrantados. É através da lei da cruz (Mt. 16:24) que somos formados em nosso caráter. Esta lei opera em nós, moldando-nos e ensinando-nos a vida do Espírito. Não há como conter o processo dos tratamentos do Senhor para formar o caráter cristão. Como é bom vivermos e nos relacionarmos com pessoas quebrantadas e doces cujos corações foram tratados por Deus. A cruz é que opera em nós a beleza do Senhor. A cruz é o instrumento de Deus para moldar-nos à semelhança de Cristo. A cruz que nos capacita para termos o caráter que suporta o poder de Deus. Antes de Jesus subir, Ele desceu (Ef.4:8-9). Este é o princípio de Deus. Antes de conhecermos o poder e a glória temos que ser tratados pela cruz de Cristo. Quanto mais alto Deus for nos levar significa que mais tratamentos precisamos ter em nosso caráter. Existe um princípio aqui: as pressões e tentações aumentam à medida que subimos em Deus. Por isso, mais base de caráter uma pessoa precisa ter na guerra contra o mundo espiritual e o pecado. Jesus passou tal pressão que suou gotas de sangue (Heb.12:4). O caráter do obreiro precisa ter sido formado pela cruz. A maturidade emocional e espiritual vêm pelos tratamentos da cruz de Cristo. Os homens de Deus precisam ser homens que vençam os ataques do inimigo em suas mentes e emoções, e isto vem pelo quebrantamento. Não podem ser pessoas frágeis que cedem às pressões malignas sobre a carne. O alicerce de uma casa é a parte mais delicada da construção. Da mesma forma, na Igreja, ter líderes fortes, 83/139
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    tratados e preparadosé a parte mais delicada e mais importante da construção. As pressões não vêm somente pelos ataques do inimigo mas também pelos princípios que envolvem busca de Deus. Às vezes. quanto mais buscamos ao Senhor, parece que tanto mais os céus se fecham e se tomam de bronze. É um princípio que precisamos saber: os que buscam ao Senhor, que muitas vezes oram e jejuam sentem muita resistência e aparentemente nada acontece, ou às vezes as pressões e problemas aumentam. Este princípio está ligado ao fato de que nos céus algo está sendo gerado e por isso estamos pagando o preço.Sempre, antes da visitação de Deus e dos avivamentos, os homens usados sofrem, choram e gemem até que a mão do Senhor esteja livre para operar. Portanto, como obreiros de Deus, necessitamos conhecer estes caminhos, e estarmos preparados para enfrentálos. DEFINIÇÃO DE CARÁTER O caráter refletirá os traços da natureza pecaminosa (sendo influenciado pelo mundo), ou os traços da natureza divina (sendo influenciado pela Palavra de Deus). Caráter é a soma total de todas as influências positivas ou negativas, aprendidas na vida de uma pessoa. Se manifestará através dos seus valores, motivações, atitudes, sentimentos e ações. Em Hb.1 :3, o escritor afirma que Cristo é o próprio caráter de Deus. Caráter é como uma marca impressa que distingue a pessoa. O caráter de Deus que foi impresso em Jesus Cristo precisa ser impresso na Igreja, para que desta forma o mundo creia em Deus. Nossa primeira decisão é crer. Devemos ter uma decisão de seguir a Jesus tomando-nos seus discípulos e; por fim, sermos feitos conforme Sua própria imagem (Rom.8:29 e I Cor. 15:49); identificados, desta forma como cristãos. Caráter no grego significa IMAGEM. “Heb.1 :3, Afirma que Cristo é o próprio Caráter de Deus, a própria estampa da natureza de Deus, aquele em que Deus estampou ou imprimiu Seu ser. Caráter é o sinal identificador da natureza de qualquer ser ou coisa (dicionário de Psicologia- Cabral e Nick).É o conjunto de aspectos que caracterizam o Ego. O caráter é formado pela aprendizagem. Todo ser humano a partir do seu nascimento começa a receber influências do meio ambiente onde se encontra. Estas influências são assimiladas e com o tempo passam a fazer parte do caráter. Esse processo de aprendizagem é feito por identificação, imitação, punição, e recompensa. O propósito é que o homem se tome à imagem do seu filho, o Senhor Jesus Cristo, Deus-homem. Este propósito não mudou. A queda do homem não mudou este plano e o propósito não mudou. Desde Adão, passado por Jesus e pela Igreja o plano de Deus será sempre o mesmo. Heb.2: 10 “Porque convinha que aquele, por cuja causa e por quem todas as cousas existem, conduzindo muitos filhos à Glória, aperfeiçoasse por meio de sofrimentos o Autor da salvação deles. ” Se a igreja deve atingir esta meta, seus líderes devem mostrar o caminho e devem ir na frente. O caráter e a personalidade do Senhor Jesus Cristo devem ser desenvolvidos nos líderes da Igreja antes de ser formado no Seu povo. Forma de Pensar A forma de pensar de uma pessoa é percebida pela maneira como ela constrói a sua escala de valores. O meu caráter é determinado em primeiro lugar pelo aspecto moral, ou seja, aquilo que eu considero correto, errado, permitido, proibido e assim por diante. Se eu aprovo aquilo que definitivamente é errado, então se pode dizer que o 84/139
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    meu caráter édefeituoso, um “Ma! Caráter” . Quando nos convertemos, a primeira coisa que devemos fazer é renovar a nossa mente. Renovar, nesse caso, significa mudar a minha maneira de perceber as coisas e também a minha escala de valores. A vontade de Deus é que tenhamos o caráter de Cristo, a sua mente (I Cor.2: 16). Estilo de Vida O estilo de vida de uma pessoa é determinado pelos seus alvos, hábitos e costumes. Se o meu grande alvo na vida é ganhar dinheiro, eu devo desenvolver um estilo de vida compatível com esse alvo. Devo desenvolver os hábitos e costumes coerentes com o que quero alcançar. Se eu quero ser atleta e não treino, algo está errado. Se eu quero me desenvolver nos estudos, mas não me aplico a ler em casa também há algo errado. O estilo de vida faz parte do nosso caráter. A prova disso é que, normalmente, pessoas de uma mesma profissão apresentam características de caráter semelhantes. Não é difícil percebermos isso em empresários, caminhoneiros, programadores,etc. Conduta A conduta é o conjunto de comportamentos que aprendemos e que se firmam dentro de nós. Conduta é tudo aquilo que fazemos, falamos, sentimos, esperamos e desejamos. A conduta se manifesta na minha relação com outras pessoas. O meu comportamento diante de outras pessoas manifesta o meu caráter, ou seja, a minha forma de pensar e os motivos que vão dentro do coração. Estes são os três elementos que compõem o nosso caráter. Com certeza, eles não podem ser observados separadamente. Em tudo aquilo que fazemos, manifestamos estes três aspectos ao mesmo tempo.Todos nós ao nos convertermos já possuímos um caráter formado. Esse caráter foi formado por tudo aquilo que recebemos do nosso meio ambiente. Muito daquilo que’ aprendemos está correto, mas existem partes da nossa forma de pensar, do nosso estilo de vida, e da nossa conduta que devem ser transformados. Todo o nosso crescimento espiritual é demonstrado pelo nosso caráter. Se com o passar do tempo acumulamos muito conhecimento, mas não demonstramos nenhuma mudança no caráter, isso mostra que o conhecimento foi em vão. Deus está profundamente interessado em nossa conduta. Jesus e os Apóstolos gastaram muito espaço para tratar de frutos, de comportamento, de conduta, de coração, como vemos: Mt. 5:48 – portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste. II Cor 13: 9 – porque nos regozijamos quando nós estamos fracos, e vós. fortes. e isto é o que pedimos, o vosso aperfeiçoamento. 1. 4: 19 – Meus filhos, por quem de novo sofro as dores de parto, até ser Cristo formado em vós; Ef. 1:4 – Assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos irrepreensíveis perante Ele; IITm 3;17 -Afim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra. 11 Pe. 1;3 – Visto como pelo seu Divino poder nos tem sido doadas todas as cousas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para sua própria glória e virtude. Em Rom. 8;29 vemos que o propósito eterno de Deus é ter muitos filhos, mas não apenas isso. Estes filhos devem ser semelhantes a Jesus. Deus quer filhos que manifestem o caráter de Jesus. Quando o homem caiu, o propósito de Deus foi apenas adiado, não foi mudado. A Igreja do Senhor deve atingir esta meta e os seus líderes devem 85/139
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    mostrar o caminho,devem ir à frente do rebanho. O caráter de Senhor Jesus deve ser desenvolvido nos. líderes da Igreja antes de ser formado no seu povo. Não são poucos os escândalos que têm surgido entre lideres investidos de autoridade sem antes receberem aprovação no caráter. Um líder que apresenta deficiências sérias em seu caráter constitui-se em um grande obstáculo para que Deus possa atuar. As deficiências de caráter nas vidas dos membros da igreja se devem, em grande parte aos próprios líderes. Em certo sentido, a igreja é o retrato da sua liderança. Líderes relapsos geram um povo relapso. Líderes preguiçosos geram um povo igualmente preguiçoso. Se a liderança é imatura inevitavelmente também o povo’ o será. Nunca será demais enfatizarmos o caráter do obreiro, pois isto determina o sucesso no ministério. Somente um caráter formado e aprovado pode suportar as pressões da obra e as dificuldades do ministério. CARÁTER E DONS Existe uma distorção que tem assolado a Igreja do Senhor durante os séculos: a valorização dos dons em detrimento do caráter. Um dom é uma dádiva de Deus. Deus concede a todos indistintamente. Os dons podem ser: naturais ou espirituais. Os dons naturais são aqueles com os quais nascemos como: inteligência, astúcia, memória, capacidade de tocar, cantar, praticar determinados esportes, etc. Os dons espirituais nos são concedidos pelo Espírito Santo como instrumentos na sua obra: I Cor. 12:7-10. Os dons são muito úteis mas são secundários. Deus coloca em primeiro lugar a vida e o caráter. Todos podem achar que um determinado irmão que possui uma grande inteligência e capacidade extraordinária de memorização deverá se tomar um grande pregador. Isto é um tremendo equívoco e não passa de mentalidade mundana. A Igreja de Deus não é edificada com essas coisas. Se tal irmão possuir vida de Deus e ainda não passou pelo processo da Cruz não será útil para Deus, apesar do seu dom. Outra pessoa pode ainda pensar que um irmão, por ter um dom de cura e discernimento de espíritos, venha a ser uma coluna na casa de Deus. Isto também é um engano. Os dons são úteis, mas nunca podem ser a base da obra de edificação da Igreja. Este é o motivo por que existem tantos escândalos: priorizamos mais o dom que o caráter. Os dons, sejam espirituais, ou naturais devem passar pela Cruz antes de serem úteis. O ministério é edificado sobre o caráter e não sobre os dons. Deus não vai enviar ninguém sem antes tratar com o seu caráter. Os dons atraem os homens, mas o caráter atrai a Deus. No livro de Êxodo, encontramos um exemplo clássico do equívoco de se priorizar os dons. A palavra do Senhor diz que o povo de Israel estava sendo escravizado por Faraó. Moisés era o homem que Deus havia escolhido para levar a cabo o seu propósito. Moisés havia sido criado no palácio de Faraó e recebeu a melhor instrução da época, era um homem excepcionalmente talentoso. O próprio Moisés tinha algum entendimento desse fato e, em certo momento, se dispôs ele mesmo a libertar o seu povo da escravidão ( ver Ex. 2: 11-15 ). Moisés se achava capaz e perfeitamente habilitado porque possuía a instrução Egípcia. Deus, porém, coloca Moisés de molho por quarenta anos no deserto de Midiã até que o seu caráter pudesse ser aprovado por Ele. Do ponto de vista natural Moisés já estava pronto aos quarenta anos quando matou o egípcio; mas, do ponto de vista de Deus, precisa de outros quarenta anos até o ponto de não mais confiar na sua força ou nos seus talentos. (Ver Ex. 3: 10). Quanto mais um homem confiar em si mesmo, nos seus talentos naturais,. menos utilidade terá para Deus. O critério de Deus sempre é escolher o que se acha frágil, incapaz e desqualificado. A glória de Deus se toma manifesta quando pessoas a quem não reputávamos qualquer valor se levanta em poder e autoridade. Fica patente que Deus é quem faz e não é um simples uso de talentos especiais. A FORMAÇÃO DO CARÁTER 86/139
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    “Porque é Deusquem efetua em vós tanto o querer como o realizar… ” (ver FI. 2: 13). Todos nós desejamos ter um caráter aprovado por Deus. Todos nós queremos agradar a Deus e, por isso ficamos apenas esperando saber as normas para começarmos a praticá-las. A vida cristã não é um mero cumprimento de normas e preceitos, pois não estamos mais debaixo de domínio da lei. A vida cristã se resume simplesmente em: “Cristo em vós” ou seja, a vida cristã consiste, em poucas palavras, na dependência completa do Espírito Santo que habita em nós. É Ele quem muda o nosso querer e também é Ele quem nos capacita a fazer a sua vontade. Ele é tudo em todos. Jesus é a nossa bondade, a nossa mansidão, a nossa justiça, Ele na verdade é tudo o de que necessitamos. Tudo o de que precisamos já está em nós na pessoa do Espírito Santo. Seria muito fácil começarmos a nos esforçar para cumprir um conjunto de qualidades, não é essa. porém, a nossa proposta. Desejamos que os irmãos tenham revelação do pleno suprimento de Deus para nossas vidas, pois, à medida que entendermos isso, é}S qualidades de caráter naturalmente irão tomando forma. O pleno suprimento de Deus para nós é Cristo Jesus que habita em nós. Seja Ele a nossa vida. Seja Ele tudo em todos. . Não adianta falarmos de caráter e conduta, se nós ainda não nos apropriamos do pleno suprimento de Deus para nós: A libertação do velho homem do poder do pecado, da nossa justificação e regeneração em Cristo, da dependência completa do Espírito e o andar no Espírito. Precisamos nos apropriar destas grandes realidades espirituais, mas não apenas isto, precisamos aprender a perceber a direção de Deus em nosso espírito, fazermos separação entre alma e espírito, e conhecermos a prática da renúncia diária do EU no princípio da Cruz. Todas essas experiências devem ser compreendidas no espírito. Quando enfatizamos muito as qualidades recomendáveis corremos o risco de estabelecermos um amontoado de regrinhas que não estão na Bíblia. Tais como: cinco passos para vencer a ira, dez passos para vencer a lascívia. etc. Estas coisas não funcionam e nos desviam do centro da vida cristã. Cristo é a nossa vida ( ver CI. 3:4). A vida do cristão é Cristo. Muitos pensam que podem ser santos se tão somente conseguirem vencer certos tipos de pecados. Outros pensam que sendo humildes e gentis são vitoriosos. Ainda alguns imaginam que orando mais e lendo a Bíblia, tendo cuidado para jejuar e vigiar, então alcançarão um caráter Santo. Outros concebem a idéia de que somente matando o Ego terão vitória. Todas estas fórmulas têm a aparência de piedade e sinceridade, mas tudo isso é vão. Não podemos viver a vida cristã usando mil e uma fórmulas para os mais variados problemas. Na prática não funciona. O que Deus deseja é que entendamos que Cristo é a nossa vida. O perfeito suprimento de Deus para todas as nossas necessidades. Com este entendimento em vista vamos estudar alguns princípios fundamentais que aumentarão a compreensão de que Cristo é de fato a nossa vida. A FORMAÇÃO DO CARÁTER ATRAVÉS DOS TRATAMENTOS DE DEUS II Pe.1: 1-11- É a graça de Deus que me capacita a fazer as coisas certas diante de Deus. A leitura deste texto nos ajuda na compreensão do processo que Deus usa para desenvolver o caráter de um cristão. Deus, através de Jesus Cristo, nos provê a Sua própria natureza. As promessas Divinas nos foram outorgadas (ver 11 Pe.1:4 ), e o poder de Deus é a nossa garantia de que Ele realizará em nós as mudanças necessárias. (ver 11 Pe.1:3). Somente através de uma atitude diligente podemos alcançar o aperfeiçoamento do nosso caráter, precisamos ter a decisão de sermos semelhantes a Cristo, termos em nós a natureza Divina amadurecida (ver II Pe.1:10e 11). 87/139
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    A vida cristãé um processo. Precisamos vencê-la passo a passo, cada degrau corresponde a um novo nível alcançado e nova vitória em determinada área, até alcançarmos o topo da escada. A responsabilidade de Deus é prover a todo crente a própria natureza Divina através do arrependimento do pecado e da fé em Jesus Cristo. A responsabilidade do homem é aplicar e cumprir esta realidade em sua vida. Deus tem dado por direito aos crentes tudo o que é necessário para uma vida santa: autoridade e poder. O cristão tem o que precisa para desenvolver um caráter maduro, seguindo o Senhor Jesus. DESCREVENDO O PROCESSO Todos nascemos em iniqüidades e fomos formados em pecado. Todos temos por nascimento uma natureza caída. que nos acompanhará ou não por toda a vida (ver Rm. 5: 12). A natureza caída do homem não está em harmonia com nenhuma das coisas do Senhor (ver C!. 5: 17. Deus colocou diante do cristão a meta da perfeição (ver I Pe. 1: 15, Gn. 17:1, Mt. 5:48, Lc. 6:40). Maturidade espiritual é a meta Bíblica para todos os que estão em Cristo Jesus. Por vezes, a carnalidade do homem não permite que ?.Ie desenvolva seu caráter como as Escrituras ordenam. Esta natureza humana é tratada definitivamente pelo Poder da Cruz, mas o Ego é a principal razão pela qual o homem precisa do tratamento de Deus. Cada cristão precisa do tratamento de Deus para motivá-lo a prosseguir em direção à perfeição espiritual ( ver Hb. 6:1 e3). O PROPÓSITO DO TRATAMENTO O cristão necessita do tratamento de Deus em sua vida porque possui áreas escondidas em sua vida que devem ser reveladas, (ver I Jo. 1 :5-7). Deus deseja revelar estas áreas escondidas de pecados em nós, de maneira a nos ajudar a crescer. As Escrituras afirmam que é Deus quem revela tais secredos (ver! Co. 3: 13 e Mt. 10:26 e 27). Deus revela os nossos pecados ocultos para que não sejamos destruídos, nem os nossos ministérios. Deus revela estas áreas escuras, que estão presentes dentro de nós, para que renunciemos a elas. Para que isto aconteça, o cristão precisa da graça de Deus porque humanamente a tendência é cobrir suas próprias falhas e fraquezas. O homem deseja sempre defender-se e esconder os motivos do coração (ver Gn. 3;8). Deus deu ao cristão o Seu Espírito Santo. É o Espírito quem revela as necessidades espirituais do homem, sondando o coração do cristão para revelar os pecados que devem ser abandonados (ver SI. 139:23 e Pv. 21:2). A palavra “revelar” significa retirar a tampa, e a palavra “ocultar” significa esconder, cobrindo, cobrir a vista, ou encobrir o assunto. Deus tenta retirar a cobertura de cima do homem, enquanto o homem faz tudo para retê-la. Há vários homens nas Escrituras que ilustram o fato de pecados ocultos. O começo de suas vidas contrastou drasticamente com o fim delas. Começaram bem e acabaram tragicamente. Os homens podem começar bem. Mas, se tiverem pecados ocultos em suas vidas os quais não confessam e alimentam-se sem arrependimento, estarão destruindo suas vidas e ministérios. Em II Sm. 1: 19, Davi lamentando a morte de Saul e Jônatas, chama três vezes:” Como caíram os valentes! ” Nesta lamentação Davi descreve os “valentes” no início da vida ministerial como: 88/139
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    Formosos (ver Vs.19) . Poderosos (ver vs. 19) Amados e queridos (ver Vs. 23 ) Mais ligeiros do que as águas (ver Vs. 23) Mais fortes fortes do que leões (ver Vs. 23) Vestia como escarlata aos outros (ver Vs 24). Capazes de colocar ornamentos de Deus nos outros (Vs.24).( Segundo a versão Almeida). Todo líder precisa lembrar que o propósito dos tratamentos de Deus é revelar seu coração para que ele não caia. Alguns exemplos Bíblicos de homens que começaram bem e terminaram em tragédias, por não entenderem os propósitos do tratamento de Deus em suas vidas. PROPÓSITO DE DEUS NO TRATAMENTO 1. Transformar o Crente à Imagem de Jesus Cristo Este processo é relatado em II Cor. 3: 18. “E todos nós com o rosto desvendando, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na sua própria imagem, como Senhor”. A palavra “ transforma” aqui, no Grego, “ metamorphos”, significa: mudança completa de um formato em outro. É a raiz da palavra científica usada para descrever o processo de transformação de uma lagarta em borboleta. Este processo leva tempo e gasta energia. A lagarta muda de um formato para um outro completamente diferente. O cristão também precisa passar por uma metamorfose a cada dia, o cristão que segue ao Senhor e responde positivamente tem mais e mais, da sua natureza restaurada e transformada à imagem do Senhor Jesus. 2.Limpar Toda Sujeira Deus quer nos tomar puros. Ele está constantemente levando seu povo ao fogo através dos seus tratamentos. Em todo o mundo, está havendo muita pressão e calor sobre o povo de Deus. Este calor está ordenado por Deus para purgar seu povo. A palavra “purgar” significa refinar; tornar puro, mudar pelo calor. O povo de Deus como o metal é preparado para uso. Toda a sujeira e sobras extras são trazidas à superfície para serem lançadas fora. Escória é aquilo que é lançado fora, matéria que dobra, a parte não aproveitável. Deus está nestes dias removendo todo o excesso e escória dos seus líderes. Ele quer o desenvolvimento do caráter em todos os seus líderes (Is 1 :22-25, Ez. 22:18-19, Mt. 3:12, II Tm 2:21). 3. Deus Quer Limpar As Nossas Vestes O pisoeiro era um artesão que limpava todas as fibras de um pano, para que o material pudesse se tornar um lindo traje. Freqüentemente, ele estabelecia seu negócio perto de riachos e, depois de lavá-los várias vezes, os estendia sob pedras achatadas. Depois ele batia os panos crus com um bastão de pisoeiro. Este bastão era enorme e tinha dentes de ferro que serviam para extrair sujeira dos panos. Conforme ele batia nos panos crus, todos os fragmentos e sujeira subiam a superfície, e a água os varria. Por este processo, o material era limpo. Após a limpeza, o material estava pronto para o artífice transformá-lo em um magnífico traje. Malaquias 3: 1-3 diz que Jesus é como “o fogo do ourives e como a potassa dos lavandeiros…” e Ele sabe como nos bater sem machucar. Deus tem um bastão que usa para extrair toda a sujeira da vida dos cristãos. Deus não usa seu bastão simplesmente para ostentar o poder, mas usa-o para limpar as vestes dos seus filhos. 4. Deus Quer Produzir Frutos Em Nossas Vidas 89/139
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    Em João 15temos a parábola da vinha e dos ramos. O agricultor que poda a vinha deverá, às vezes, usar a tesoura de podar. Os galhos mortos devem ser cortados de maneira a não extrair a seiva necessária dos galhos vivos. Os galhos que não dão frutos são cortados. Mas as varas que dão frutos são podadas para dar mais frutos. Deus irá podar purgar, refinar e cortar as varas que dão frutos para produzirem mais frutos. O propósito de Deus é sempre positivo e redentor. Aqueles que desejarem mais frutos serão os mais podados. 5. Preparar Os Vasos Para Servi-lo (II Tm 2: 19-20) A partir do momento em que o vaso é formado DO barro até o momento em que é retirado do forno, ele e submetido a um processo definido de formação. A aplicação das mãos do oleiro sobre o vaso às vezes é dura e firme. A roda do oleiro, o forno e as mãos do oleiro são todas partes ‘vitais na preparação do vaso. O propósito de Deus nessa situação é ter o vaso para sua honra ( ver Jer. 17: 1-10 ). As criaturas indicam que Judas, o apóstolo caído e traidor de Jesus Cristo, enforcou-se no campo do oleiro (ver Mt. 27: 1-10). Neste campo foi encontrado um vaso humano, rejeitado, corrompido e mutilado, vaso para desonra, como tantos outros. 6. Deus Quer Trazer Crescimento às Nossas Vidas Em Is. 54:2 o profeta proclama: “amplia o espaço de tua tenda” Figuradamente isto pode significar que Deus quer ampliar a capacidade daqueles que estão se preparando para liderar Sua Casa, a fim de que recebam mais do Senhor. II Samue122:37 declara que o Senhor pode alargar os passos dos líderes. Is. 60:5 diz que o coração da pessoa pode ser dilatado a fim de que seu “depósito espiritual” também aumente. O propósito do tratamento de Deus é nos alargar de muitas maneiras. Deus deseja expandir o nosso ministério e a nossa função na casa do. Senhor, assim como o nosso caráter. Algumas áreas em nossas vidas que podemos dizer Deus quer alargar: Nossa Visão – I Cr.4: 1 O Nossos Passos – I Sm.22:37 Nossos Corações – Is.60:5 Nossas Fronteiras – Ex.34:24 Nossa Força – I Sm.2: 1 Nossa Habitação – Ez.41:7, Pv.24:3-4, Is. 54:2 Nosso Ministério – II Co.6: 11 e 13,Il Co. 10: 15-16 7. Nos Levar a Uma Busca Intensa da Sua Pessoa O Senhor trará as pressões e o calor sobre os líderes em períodos específicos para motivá-los a buscá-Lo. A 90/139
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    pressão não épara desviá-I os de Deus, mas para colocá-los na direção Dele. Muitas vezes, os tempos difíceis e as circunstâncias duras são mal interpretados pelo líder em preparação. Todos estes tratamentos são para motivar o homem a se voltar para Deus como a sua única força. Um líder deve aprender a buscar a Deus em tempos defíceis para que aprenda a ajudar os outros a fazerem o mesmo. Jesus aprendeu pelo que sofreu. É a experiência que nos capacita a conduzir outros. 8. Deus Quer Mais do Seu Espírito Fluindo em Nossas Vidas As Escrituras retratam o vinho como indicativo do Espírito de regozijo (Mt.9: 17, At.2: 13-16; Ef.5: 18). O tempo da colheita era um tempo de alegria para todo o povo. Após o longo período de espera, era finalmente hora da colheita. Neste tempo toda a família se envolvia na sega. As mulheres e as crianças colocavam nas cabeças as uvas colhidas. Levavam estas uvas para grandes tonéis de pedras onde pisadores aguardavam descalços as uvas a serem esmagadas. Os pisadores então iniciavam o processo de andar por cima das uvas maduras, apertando-as para a extração do suco. Enquanto o pisador fazia isto, ele se segurava na viga de madeira que estava ligada ao mastro no centro do tonel. A maior parte do seu peso, descansava nesta viga, de maneira a não pisar com demasiada força sobre as uvas. Se ele pisasse forte demais sobre as uvas, ele esmagaria a semente juntamente com a uva. Se isto acontecesse o vinho se tomaria amargo, prestando somente para dar aos animais. A aplicação é maravilhosa. Deus é o pisador das uvas que somos nós. Ele deseja que o vinho do Seu Espírito flua das nossas vidas e ministério. Ele nos aperta. Este é um processo duro, doloroso, mas Deus nunca esmagará nossos espíritos ( a semente da uva) para não nos tomar amargos. Uma vida amarga não é boa para ninguém. Deus não deseja líderes amargos. Ele quer que o vinho novo e fresco do Seu Espírito flua através de nossas vidas. 9. Através dos Tratamentos Deus Quer Nos Dar Nova Visão Em II Co.4: 16-18, Paulo enfoca esta realidade. Todas as pressões, aflições e provas que vêm sobre nós agora são para operar algo eterno. Não devemos olhar apenas para o presente, analisando aquele momento. Precisamos encarar o futuro, pensando no fruto eterno que será em nós e através de nós, na vida de outros. Dons são dados, mas o caráter é desenvolvido. O caráter tem valor eterno e irá conosco para a Eternidade (I Co.13:8 e 13). Nossa Atitude Diante do Tratamento de Deus Termos o caráter desenvolvido à semelhança do de Jesus Cristo é muito mais importante do que as aflições que possamos viver nesta vida. Suportando estas aflições no presente teremos o caráter de Jesus Cristo sendo desenvolvido em nós. Nossas atitudes ou reações diante das circunstâncias que Deus usa para tratar conosco definem nossa aceitação do tratamento, ou não. Algumas atitudes que devemos desenvolver quando passamos por provas: Oração-(Tg.5:13). . Contrição – (Pe.4: 19)’ Reflexão – (Hb.12:3) Louvor-(SI.74;21 91/139
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    Suportar as Circunstâncias– (Mt.10:22 e ICo.10: 13) Gozo – (Mt.5: 12 e Rm.5:3 ) Disposição para Mudança – (II Sm.12: 13) Resistir geralmente quer dizer “se segurar ou ser indiferente durante os tratamentos”. Em Jacó vemos uma atitude certa em resposta aos tratamentos de Deus. Através das Escrituras Deus se identifica com três homens. Muitas vezes Deus disse: ” Eu sou o Deus de Abraão, de [saque e de Jacó “. Sendo o Deus de Abraão, nos fala que é um Deus que guarda o concerto. Sendo o Deus de Isaque fala do Deus dos milagres, mas quando a Escritura proclama que Ele é o Deus de Jacó, fala de Deus como sendo Deus de mudanças, pois mudou o nome de Jacó, e a sua natureza de suplantado r para Israel. Diante do tratamento de Deus podemos ter duas atitudes: A de verme – Conforme o próprio jacó foi comprado ( ver Is.41: 14-16) e até mesmo Jesus (ver SI.22:6). A de serpente – Representando Satanás. Estas duas atitudes se contradizem. Alguns líderes respondem a Deus como um verme, outros como uma serpente. Nossa Atitude Como Resposta Devemos aceitar o tratamento de Deus em nossa vida, crendo que ” Todas as coisas cooperam para o nosso bem “, visando um fiel proveito: O aperfeiçoamento ( maturidade) do nosso caráter. Todos aqueles poderosos homens de Deus iniciaram seus ministérios com o esplendor do sucesso e terminaram derrotados. Possuíam qualidades positivas no início de suas vidas e ministérios. Por exemplo: humildade. sabedoria, fé, conhecimento, unção, coração pronto para Deus. Apesar de todas as qualidades sólidas e fortes que porventura possuamos, devemos ter sensibilidade e obediência ao Senhor, até mesmo durante os tratamentos em nossas vidas. O CARÁTER CRISTÃO E O FRUTO DO ESPÍRITO O que queremos dizer com” caráter cristão”7 O caráter de Cristo é ilustrado nas Escrituras como sendo o fruto do Espírito: “O fruto do Espírito é o amor, gozo, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, e auto-controle… Já que vivemos pelo Espírito, andemos também no espírito” (GI5:22,25 simplificado). Estas lindas qualidades da natureza de Cristo retratam o Seu caráter. Elas são aspectos específicos da Sua vida ou ser. É assim que Jesus é. E devemos nos tomar semelhantes a Ele em nossa vida e caminhar cristãos. Onde quer que Jesus fosse, o fruto da Sua vida era uma bênção. O fruto do Seu Espírito será uma grande bênção para nós também – como para outras pessoas. E, acima de tudo, o fruto do Espírito será uma bênção para o nosso Próprio Pai Celestial. Vamos rever uma vez mais o esboço dos frutos do Espírito: 1. Bênçãos Internas 92/139
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    2. Amor –ser amoroso no interior 3. Alegria – ser alegre no interior 4. Paz – ser tranqüilo no interior 1. Bênçãos Externas 2. Paciência – ser paciente com os outros 3. Bondade – ser bom para com os outros 4. Benignidade – ser benigno para com os outros 1. Bênçãos Verticais 2. Fidelidade – ser fiel a Deus 3. Mansidão – ser humilde diante de Deus 4. Auto-controle – ser controlado por Deus Podemos ver facilmente que estas “bênçãos” se entrelaçam entre si. Se formos cheios de amor em nosso interior, seremos amorosos para com os outros e para com o Senhor. O fruto do Espírito geralmente se estende a todas as três direções, trazendo grandes bênçãos. A lista acima inclui muitas das características importantes da vida de Cristo, mas há outras também. Paulo nos dá estes nove frutos como exemplo para estudarmos. Observe estas outras passagens bíblicas que se referem a frutos espirituais: Romanos 5:3-5, Colossenses 3: 12-15; 1 Timóteo 6: 11; 2 Pedro 1:5-7. ALGUMAS PALAVRAS FINAIS DO APÓSTOLO PAULO O Apóstolo Paulo sumariza e faz o seu esboço do fruto do Espírito com as seguintes palavras, que são muito significativas: “Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne com suas paixões e desejos. Já que estamos vivendo pelo poder do Espírito de Cristo, sigamos a direção do Seu Espírito em todos os aspectos das nossas vidas. . Porque o que semeia à carne, da carne ceifará a morte e a deterioração, mas o que semeia ao Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna” (GI5:24, 25; 6:8simplificado). Bibliografia Compilado de: Robert Frost Revista Atos. World Map PARTE VII 93/139
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    GUERRA ESPIRITUAL A EXISTÊNCIADE DEMÔNIOS A existência de demônios amplamente é confirmada na Bíblia. Faz parte da experiência de todos os povos, e é uma inegável realidade. Quando Satanás caiu, levou consigo partes das hostes angelicais, e hoje ele possui um verdadeiro exército organizado com os mais diversos escalões. Grande parte do ministério de Jesus foi devotada a expulsão de demônios (M1.12:22,29; 15;22-28; Mc.5: 1-16). Ele deu autoridade aos discípulos para fazerem a mesma coisa (M1.l0: 1) e viu a vitória deles sobre Satanás (Lc. 10: 17-18). Ele falou em privado com Seus discípulos sobre o poder e a realidade de demônios (M1.17: 14-20). Está claro que sua existência é um fato e precisamos saber como lidar com eles. NOMES DE DEMÔNIOS NA BÍBLIA No Velho Testamento Há cinco palavras no hebraico que são traduzi das no grego para demônio (daimônion). 1- Shedhim – ( S1.106:37) – Palavra plural, dia de governadores ou senhores. Fala de ídolos como senhores, uma vez que os hebreus consideravam as imagens como símbolos visíveis de demônios invisíveis. -Seirim – (Lv.17:7; 2 Cr.ll:l5; 2Rs.22:8) – Elilim – (SI. 96:5) – Essa passagem identifica os demônios com ídolos. – Gad – (Is 65.11). A deusa fortuna era um demônio adorado na Babilônia. Essa idolatria era chamada de o cultoa Baal ou bel. – Qeter (S191 :6) A “mortandade” (qeter) que assola ao meio dia era tida como um mau espírito. No Novo Testamento – Daimon – (Mt 8:31), desta palavra é derivado o nome em português “demônio”. No Novo Testamento, todos osdemônios são maus e trabalham como agentes de Satanás. – Daimônion – aparece sessenta e três vezes, sendo traduzido para demônio. – Pneumata – 43 vezes os demônios são identificados como “pneuma” ou “pneumata” (espírito). O contextomostra que esses espíritos são demônios. 4-Anjos (Mt 25:41; Mt 12:24) Há uma diferença entre demônios e anjos. Os demônios não têm mais seus corpos angelicais, pois em Jd. 6 a Bíblia diz que eles deixaram suas habitação própria (no original seu corpo próprio) e assim se tornaram espíritos sem corpos, por isto eles estão sempre procurando corpos para entrar e possuir enquanto que os anjos têm corpo próprio. A ORIGEM DOS DEMÔNIOS Todos os anjos foram criados perfeitos, como o foi Lúcifer (Jo.38:7; EZ.28: 15). Na rebelião original de Satanás, ele arrastou um grande número de anjos consigo (Ez.28: 18; Ap.12:4). É assim que lemos do “diabo e seus anjos” 94/139
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    (Mt.25:41). Há duas classesde anjos que seguiam a Satanás: livres e presos. Quanto aos presos, há dois lugares de confirmação: 1- “No ‘Tartarus” palavra grega que é traduzida por “inferno” em 2 Pe.2:4. Há um grupo de anjos dotados de extrema maldade e poder que estão confinados até o dia do julgamento final dos anjos caídos. 2 – No abismo (Lc.8:3l: Ap.9: 1- 3; 10). Alguns expulsos por Cristo pediram para não irem para lá. Estes demônios serão soltos durante a grande tribulação e ainda de acordo com Ap. 20:3 este será o lugar onde o diabo ficará preso durante o milênio. A DESCRIÇÃO DOS DEMÔNIOS A personalidade dos demônios 1- Pronomes pessoais (Lc.8:27-30). – Têm nome (Lc.8:30). – Falam (Lc.4:33-35,41;8:28,30) – Têm inteligência (Mc.1:23,24; Lc.4:34; 8.28; Atos 16: 16-17). Características dos Demônios 1 – Seres espirituais Demônios e anjos são chamados espíritos (Mt.8: 16; Lc 10: 17, 20;Ef 6: 12) não cessarão de existir (Lc 20:36). 2 – Moralmente pervertidos 1. a) Em sua pessoa. São pervertidos e operam em trevas imorais (Ef.6:12) são chamados “espíritos imundos” (Mt 10: 1; Mc.l:23; Lc.11:24) ou “espíritos malignos” (Lc 7 :21), ou ainda “forças espirituais da maldade” (Ef.6: 12). Alguns são piores que outros (Mt 12:45). 1. b) Em sua doutrina: Promovem um sistema de mentira (I Tm. 4: 13). Operam em falsos mestres e seu caráter maligno se manifesta (2 Tm.3:6,8: 2Pe2:2, 3,10,13,18). Espíritos imundos promovem ensino e mestres imundos. 2. c) Em sua conduta: Introduzem falsos discípulos e confusão (Mt 13:3742); transformam-se em anjos de luz (2Co 11: 13-15) 3 – Invisíveis, mas capazes de manifestação. Como os anjos se manifestam (Gn. 19: 15), também os demônios, a diferença entre as manifestações é que os anjos se manifestam usando seus próprios corpos enquanto que os demônios por não terem corpos tomam a forma de outro corpo para poder se manifestar. Há referências de Satanás se manifestando (Gn.3: 1; Zc.3: 1; Mt.4:9-10). É possível, pois, que demônios também apareçam tomando forma humana. A Bíblia descreve suas aparições em forma pavorosa, como animais (Ap.9:7-10, 17; 16: 13-16). 95/139
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    PODERES DOS DEMÔNIOS 1– Inteligência sobrenatural Conhecem a identidade de Cristo (Mc.1: 14,34) e o Seu grande poder (Mc.5:6-7). Sabem o lugar de sua prisão e seu futuro julgamento (Mt.8:28-29; Lc.8:31). Mascaram-se como anjos de luz (2Co.11:13-15). Sabem como corromper a sua doutrina (I Tm.4: 1-3). Evidentemente, têm conhecimento de coisas futuras ou ocultas (Atos 16: 16). A fonte de seu conhecimento está no fato de serem criaturas de natureza superior, com vasta experiência milenar, reunindo informações. Usam toda sua inteligência contra Deus e seus propósitos. Mas seu conhecimento é limitado e seus planos são frustrados por Deus. 2 – Força sobrenatural 1. a) Em controlar os homens (At.19:14-16; Mc.5:1-4; Mt.17:14-20). 2. b) Em afligir os homens (Ap. 9: 1-19). 3. c) Em operar obras sobrenaturais (2Ts.9; Ap.13: 13, 15). Eles buscam imitar os milagres de Deus, mas há limites, como no caso dos mágicos egípcios (Ex.8:5-7, 19). 3 – Presença sobrenatural Assim como os anjos se movem no espaço, rapidamente, também os demônios (Dn.9.21-23; 10:10-14) Só que os anjos se movem usando seus corpos angelicais que possuem poder de velocidade extrema, já os demônio se utilizam de todo o tipo de energia para se locomoverem já que não possuem mais seus corpos de anjos. Como há muitos demônios, a influência de Satanás pode se fazer sentir em muitos lugares ao mesmo tempo. O TRABALHO DOS DEMÔNIOS As atividades demoníacas podem ser diversas, mas estão sempre direcionadas no sentido de promoverem a injustiça e a destruição de tudo quanto é bom. Promovem o programa de Satanás Os demônios obedecem a Satanás e servem a seus propósitos. Ele e seu deus (Mt.12:24); Jo.12:31; Ap. 12: 7). Esses maus espíritos não cessam de promover o engano e a maldade satânica. Satanás não é onipotente, nem onipresente, nem onisciente. Sua presença, poder e conhecimento são grandemente ampliados através dos seus demônios. Há cooperação demoníaca evidente através de várias Escrituras (Mt.12:26,45; Lc.8:30; 1 Tm.4: 1). Os demônios transmitem a filosofia de Satanás em várias escalas: 96/139
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    1. Na vidados indivíduos O objetivo é levá-los a andarem de acordo com a filosofia deste mundo, do príncipe da potestade do ar (Ef.2: 1-2). Promovem ainda desejos carnais e sensuais, orgulho, materialismo e toda sorte de impurezas na vida das pessoas (Jo.16: 11; 1 Jo.2: 16). 2. Nos governos das nações Satanás e seus demônios trabalham atrás de governos para influenciá-los em sua filosofia, programa e ações (Dn.10: 13,20). Oposição à divulgação do Evangelho em todas as formas tem a ver com influências de demônios. 3. No sistema mundial Num sistema espiritual que estende a influência de Satanás aos homens, através dos demônios. Para controlar o mundo, os demônios se organizam em combate sob a liderança de seu líder (Mt. 12:26; Jo.12:31; 14:30; 16:11; Ef.6:11-12; IJo.5:19). Opõem-se ao programa de Deus 1-Promovem rebelião (Gn.3, Ts.2:3-4;Ap.16:14; 9:20-21) – Caluniando, acusando Eles acusam Deus diante dos homens (Gn.3: 1-5; Rm.3:5-8; 6: 15; 9: 14, 19; Tg.l: 13) e os homens diante de Deus (Jo.l:9, 11; 2:4-5; Zc 3:1; Ap.12: 10). Uma vez que os demônios são capazes de afetar os pensamentos, eles podem também causar autocondenação através de pensamentos incriminatórios, a resposta para qualquer acusação está em Jesus, nosso Advogado (IJo.2:1-2; 1:9) – Promovendo idolatria (Lv.17: 7; Dt.32: 17: SI. 96:4-5; Is.65: 11; ICo.10:20; 12:2; Ap.13:4,15; 9:20). – Rejeitando a graça Eles aborrecem a graça. Incapazes de arrependimento e salvação, nada entendem da graça e procuram impedir os homens de receberem-na. Eles torcem a graça de Deus com suas mentiras. (2 Co.4:3-4;3:67). Todos os seus ensinos são anti-Cristo, negando que Jesus, homem-Deus, é o genuíno sacrifício substituto pelo pecado do homem 97/139
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    (I Jo.2:22, 4:1-4). – Promovendo falsas religiões e seitas Nas suas mentiras, Satanás e seus demônios tanto trabalham dentro, quanto fora da verdadeira religião. O Novo Testamento nos adverte também contra heresias que torcem a verdade enquanto conservam alguma coisa dela (2 Co.11: 13, 15, 22-23; GI.1 :6-8; C1.2: 18-23; I Tm.4: 1-4). – Oprimem a humanidade Os demônios agem nos homens nas mais diversas formas de engano, degradação e destruição. Oprimem verdadeiramente a humanidade. – Através das forças da natureza (Jo.l:12,16,19;2:7) – Degradando a natureza humana (Ef.2:1-3; Rm.1:18-32). – Desviando da verdade Os demônios cegam os homens para a verdade (2 Co.4:3-4; I Tm.4: 1-4; I Jo.4: 1-4). Oposição aos Santos 1 – Contra os crentes em geral (Ef 6:12). Nem toda luta necessariamente é provocada por demônios. Muito vem da natureza humana corrompida (Rm.7:21- 24: Tg.1: 14-15). Mas reconhecemos que grandes hostes malignas fazem guerra contra nós. A armadura de Deus nos prepara para tal batalha (Ef.6: 10). 2- Contra indivíduos 1. a) Atacando a confiança e dedicação. AArmadura de Deus reflete o tipo de ataque que podemos esperar (Ef. 6: 14-18) 2. b) Tentado a pecar (I Cr.21: 1-8; I Co.5: 1-5; Ef.2:2-3; I Ts. 4:3-5; I Jo.2: 16). 3. c) Infligindo enfermidades (Jo.2: 7-9). 3 – Contra a Igreja 98/139
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    O plano deDeus para a Igreja inclui demonstrar às forças angélicas Sua sabedoria através delas (Ef.4:3-6). Demônios procuram frustar esse plano: a)Criando divisões. O corpo deve estar unido (Ef.4:3-6). Demônios dividem e derrotam planos de união na Igreja, quer local ou universalmente. Demônios promovem divisões doutrinárias. Eles falam através de falsos mestres. (I Tm.4: 1-3). b)Contra-atacando o ministério do Evangelho. Os demônios procuram ocultar a mensagem do Evangelho dos pecadores. Assim, cegam suas mentes (2Co.4:3-4) e pervertem o Evangelho (V. 13-15). Eles procuram impedir o ministro do evangelho de executar suas responsabilidades (2Ts.2: 17, 18). c)Causando perseguições (Ap.2:8-10). Limitados por Deus Apesar das intenções de Satanás e de seus demônios, suas atividades são controladas por Deus, e Ele muitas vezes as permite para um determinado propósito. Exemplo: – Em disciplinar o crente Nessa ação, Deus não está fazendo o mal para que venha o bem. Em vez disso, Ele permite que as pessoas moralmente responsáveis façam seu desejo, ainda que mau. Mesmo assim, Sua sabedoria limita e controla seus efeitos fazendo com que Seus propósitos sejam cumpridos, a despeito de tudo. Corrigindo erros (I Tm.1:19-20; I Cor.5:15). Criando discernimento (Jo.40: 1-3; 42: 1-6). Cultivando a dependência (2 Co.12:7-9-10). – Em derrotar o ímpio. Muitas vezes o ímpio não sofre o dano pelos seus pecados por um ato de longaminidade de Deus, mas Deus pode resolver tratar com ímpio e nações diante de tanta dureza de coração. AS FORÇAS DE SATANÁS Quando Lúcifer se rebelou contra Deus, levou consigo um grande número de anjos. Talvez um terço deles (Ez.28: 18; Ap.12:4). E assim que lemos do “diabo e seus anjos” (Mt.25:41). O certo é que Satanás não está sozinho. Suas legiões são descritas em Efésios 6:10-12. ‘1inalmente, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos da armadura de Deus, para poderdes resistir as insídias do diabo. Pois o nosso combate não é contra o sangue nem contra a carne, mas contra os principados, contra as autoridades contra os dominadores deste mundo de trevas, contra os espíritas do mal, que povoam as regiões celestiais (Ef. 6: 1 0-12 na versão da Bíblia de Jerusalém). Principados 99/139
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    1 – Arche” Magistrados, poderes, principados, começo”. “Começo aqui se refere ao tempo ou ordem. “Principados” refere-se aos espíritos poderosos do primeiro escalão que se revoltaram contra Deus. Eles hoje são os que formam o conselho governante de Satanás. Seria seu “Gabinete de Ministros”. São chamados príncipes (Dn. 10:20). Em Daniel 10 fica claro que nossas orações a Deus são ouvidas imediatamente. Mas para que os anjos nos tragam a resposta, há lutas no caminho. Forças demoníacas podem se lhes opor nas regiões celestes. A Bíblia fala de três céus: O terceiro céu ou “paraíso” – (2Co.12:2-4). Ora, se há terceiro céu, há segundo e há primeiro. Não sabemos se há quarto, quinto ou sexto. O primeiro céu é o firmamento na atmosfera da Terra (Gn.l:6-8). Entre a atmosfera onde os homens habitam e o terceiro céu onde Deus habita, definitivamente, existe o segundo céu. Para além da atmosfera da terra há o espaço exterior. Ali o segundo céu. Davi chama-o de “céus” (SI. 8:3). É neste segundo céu que Satanás e seus anjos caídos fazem sua morada. Eles se movem para o primeiro céu a fim de realizarem sua obra de engano, opressão e destruição nos homens. Satanás mesmo vai até o terceiro céu e acusa os santos diante do trono de Deus (Jo.l :6-12; Ap.12: 10). No segundo céu é que agentes inimigos interceptam as respostas às nossas orações, procurando impedir que cheguem até nós. Há guerra constante no meio espiritual e é lá que primeiro as guerras são vencidas. A vitória da Igreja acontece quando aprendemos a conhecer e prevalecer sobre os principados. Para vermos um rompimento espiritual nas nações, nas vidas de nossas famílias, dos homens, e em nós mesmos. Precisamos reconhecer que os verdadeiros inimigos, contra os quais lutamos, são forças espirituais da maldade ao redor de nós. Potestades “Poder delegado” “Exousia” – “Autoridades que permitem ou impedem”. Tem poderes executivos. Esse grupo de governantes é a autoridade que delega o poder. A Palavra “exousia” denota não tanto a magistratura de uma corte, mas o poder que governa e é sinônimo de “arche” (autoridade, tronos, domínios ou governos). Em (I Co.15:24 e Co1.2: 15) refere-se a todas as autoridades e poderes malígnos que se opõem a Jesus Cristo. Governos “Kosmokrator”.“Os senhores do mundo” – Vem de “Kosmos”, isto é, “mundo” e “Krator”, isto é, governos”. Fala do “sistema de governos”. Eles são responsáveis por lutarem contra a verdadeira luz e levar o povo às trevas, cegando-lhes os olhos e enviando trevas as almas dos homens. Quando oramos por aqueles que estão dominados pela cegueira de Satanás e aqueles em religiões pagãs, estamos guerreando contra esse tipo de inimigo. Ele governa sobre nações através do seu poder de cegar a mente dos homens. Exercem também autoridade sobre diferentes sistemas de governos no mundo. 100/139
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    Forças Espirituais doMal “Pneumatikós”. Vem da raiz da palavra “Pneuma”, que significa “ESPÍRITO”. “Poneria” significa “iniquidade”, “depravação, “maligno”, atividades de natureza má”. Alguém que não somente é maligno, mas todas as suas obras são igualmente más. Tudo quanto faz afeta os outros de um modo negativo”. “Forças espirituais do mal nas regiões celestes podem significar o mal em si, que opera e inspira esses principados, autoridades e governadores das trevas. Assim como a paz, o amor, a bondade motiva o bem nos seres angélicos celestiais, também o sentido oposto é uma realidade. Esse terrível mal espiritual motiva e controla o mundo espiritual de Satanás. Também fala da frente de batalha. São os soldados que executam as atividades malignas e demoníacas na vida dos homens. Na punição do Egito, Deus parece ter usado demônios (SI. 78:49). Demônios liderarão uma rebelião de exércitos de homens contra Deus, na batalha do Armagedon, onde grande destruição os aguarda (Ap 16: 13-16). Em demonstrar a justiça de Deus. O Justo Filho de Deus demonstrou Seu poder sobre as forças malignas ao expulsar demônios, tanto pessoalmente, como através dos Seus discípulos. O justo juízo de Deus ser demonstrado na derrota final dos demônios, quando eles serão lançados no lago de fogo (Mt.25:41; Ap.20: 10). A Cruz de Cristo e o lago do fogo indicam a permissão de Deus para sua existência e atividade. Através da sua punição, Deus demonstrara a futilidade do mal e a sua última derrota. ENDEMONINHAMENTO O Novo Testamento deixa clara a possibilidade de demônios entrarem nas pessoas e se manifestarem. A expulsão de demônios por Cristo e os apóstolos é uma forte evidência de Sua idade e de que Ele é o Messias (Mt.12:22-23, 28-29; At.2:22; 10:38). Os apóstolos e os evangelistas substanciavam a verdade do Evangelho pelos milagres que incluía a expulsão de demônios (At.5: 16; 8:7; 16: 1618; 19: 12). 1 – O termo Bíblico A Bíblia não usa o termo “Possessão demoníaca”. A palavra no grego “DAIMONIZOMAI” quer dizer “ter um demônio” ou “endemoninhado”. A Bíblia fala de pessoa possuindo um demônio e não um demônio possuindo a pessoa. A EXPULSÃO DE DEMÔNIOS Jesus confiou à Igreja, com a autoridade do Seu nome e as armas providas por Deus, a tarefa de libertar os cativos. O Ministério de libertação é responsabilidade da Igreja. Libertação é o processo pelo qual os seres humanos são libertos da influência e do poder dos demônios. Jesus delegou autoridade à Sua Igreja sobre Satanás e suas hostes (Lc.1 O: 19; Mt.18: 18, Mt.28:18; Mc.16: 17, Mt.10: 1, Mc.3:14,15). 1. Autoridade do nome de Jesus 101/139
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    A expulsão dedemônios era uma parte importante do ministério de Jesus (I Jo.3:8). Libertar os oprimidos das mãos do diabo era parte integrante de suas atividades (At.1 O: 38). Lucas registra a reação das pessoas durante esse ministério. “… Que palavra é esta, pois, com autoridade e poder ordena aos espíritos imundos, e eles saem? (Lc.4:33-36) Jesus está na mais alta posição de autoridade, à direita do Pai. A Ele todo nome está sujeito ”Acima de todo o principado e potestade, e poder, e domínio, não só no presente século, mas também no vindouro”(Ej.l:21) ” Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo o nome para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra”(Fl.2:9, 10) Sendo a Igreja Seu corpo e extensão aqui na Terra, Jesus lhe confere a autoridade do Seu nome. Por assim dizer, dá-lhe o poder de procuração. Em Nome de Jesus a igreja opera na Terra (Me. 16,17; Lc.9:49; At.16: 18). Diante do Nome de Jesus, o poder do Espírito Santo e a Palavra de Deus é que a obra de libertação deve ser realizada. Muitas pessoas pensam que podem aumentar esse poder através de disciplinas espirituais como jejum, oração ou leitura da Bíblia. Todas estas práticas são importantes e devem ser cultivadas, pois me tornará mais sensível ao mundo espiritual, mais é importante ressaltar que Jesus quando mandou que fosse anunciado o evangelho em Mc. Cp. 16:17 ele não disse se jejuarem ou orarem os demônios sairão, mas Ele disse se crer estes sinais nos acompanhariam. Há muitas pessoas que crêem mais no poder do seu jejum do que no nome de Jesus e há também as que oram e jejuam muito e não tem nenhuma autoridade sobre os demônios. Isto sem falar naqueles que só expulsam um demônio se fizerem uma campanha de oração e jejum primeiro. A ordem de Jesus é irmos, crermos em seu nome e usar a autoridade nos conferida desde a sua ressurreição, quando Ele mesmo disse que todo o poder e autoridade lhe foram dado no céu na terra e debaixo da terra. QUAIS SÃO OS SINAIS DE UMA POSSESSÃO DEMONÍACA. Um demônio pode atormentar uma pessoa com problemas como insônia, pânico, depressão, enfermidades constantes, agressividade, dor de cabeça constante e sem causa, pesadelos, visão de vultos, vícios de todo o tipo e coisas semelhantes. Durante uma ministração de libertação pode acontecer de uma pessoa sentir náusea, tontura, calafrios por todo o corpo e estes são alguns dos sinais de uma ação demoníaca. A LIBERTAÇÃO DE DESCRENTES A libertação dos cativos de opressões demoníacas exige que a pessoa seja levada a dar alguns passos. – Receber a Cristo como Senhor Só com o novo nascimento a pessoa está em condições de enfrentar e vencer os demônios. Primeiro, pois, a pessoa precisa ser liberta do pecado (Jo.3:3-7; Ef.1:18-21; C1.1:13; 2:15; I Jo.3:4, 5,18). – Confessar os pecados Todo o envolvimento com práticas espíritas ou ocultismo deve ser julgado como rebelião contra Deus e terrível pecado, colocando-se do lado de Satanás (I Co .11: 31; I Jo.1: 9). A pecaminosidade do envolvimento familiar, 102/139
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    descendo até quartageração (tetravôs) também deve ser confessada (Ex.20:3-5). – Renunciar ao diabo e suas obras Especialmente quando há aliança e envolvimento com o ocultismo é necessária uma renúncia oficial a Satanás e suas reivindicações sobre a pessoa. Um comando a Satanás e sua hostes a que se retirem, torna-se necessário. Isso deve ser feito em nome de Jesus e na dependência do Seu poder como os apóstolos fizeram (Mt.8: 16,32; At.16: 16-18). – Desprezar todos os objetos de ocultismo e suas ligações A presença de tais objetos é um convite aos poderes demoníacos para concentrarem seus esforços na destruição dos donos desses objetos. Contatos com líderes do ocultismo e relacionamento devem igualmente ser quebrados (2 Rs. 14:2-5,23: 16-17; At.9: 17-20). – Descanse em Cristo e resista ao diabo Cristo promete perdão aos que N’Ele confiam. Assumir a nova posição em Cristo é vital para descansar no Seu novo relacionamento (Cl.1: 13,2:9-15; Hb.2: 14-18). É necessário igualmente assumir sua autoridade, resistindo ao diabo e às suas forças (I Pe.5:8-9; T g.4: 7). – Submeter-se a Cristo é Sua Palavra. Um estudo sério da Bíblia deve logo tomar lugar para um fortalecimento espiritual. (Rm.12: 1-2; Tg.4:6-7; Jo.8:31,32). – Receber o batismo no Espírito Santo (At.l: 8). O enchimento do Espírito é o segredo de um andar em vitória (Ef.5: 18-33). COMO MINISTRAR A LIBERTAÇÃO. Não pretendemos aqui estabelecer uma regra para todo tipo de libertação, pois cada caso é um caso e é o Espírito Santo que nos dará discernimento para sabermos o que devemos fazer. Mas existem alguns procedimentos que foram adquiridos durante algum tempo trabalhando neste ministério que queremos passar e que serão úteis na 103/139
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    prática de umaministração de libertação. Em primeiro lugar queremos dizer que não é preciso que um demônio se manifeste para que uma pessoa seja liberta. Nunca devemos ficar provocando os demônios para que eles se manifestem, pois os demônios quando manifestam sempre causam sofrimentos no corpo da pessoa onde ele está alojado, além de adorarem dar espetáculo. Em segundo lugar também queremos afirmar que não é preciso entrevistar um demônio para saber o seu nome, Rg, CPF para depois mandar ele saia de uma pessoa. Não importa o nome que ele tem, o que é preciso saber é que ele tem que sair em o nome de Jesus. PROCEDIMENTOS NORMALMENTE USADOS EM UMA LIBERTAÇÃO. 1. Ore pela pessoa impondo suas mãos sobre a cabeça dela e mantendo seus olhos sempre abertos para evitar qualquer ataque do diabo contra você. 2. Se o demônio se manifestar e ficar muito violento ordene aos anjos do Senhor Jesus que o amarrem com as mãos para trás. 3. Com voz de autoridade ordene que ele saia em o nome de Jesus e que vá para o abismo e não volte nunca mais. 4. Caso você ordene várias vezes e o demônio persiste em ficar isto pode está acontecendo devido ao fato da pessoa ainda ter algum vínculo com este demônio. Neste caso chame pelo nome da pessoa e diga ao demônio que você quer falar com a pessoa. Quando a pessoa voltar em si sendo capaz de ouvir e falar diga a ela o que está acontecendo e a pergunte se existe algum pecado não confessado ou algum objeto que ainda não foi renunciado. Logo depois faça uma oração de renuncia com pessoa, a mandando renunciar a tudo e entregar sua vida ao Senhor Jesus. È muito importante que você tenha a cooperação da pessoa e que ela tenha condições de orar com você caso contrário ela não será liberta. 5. Outro fato que acontece muito é o de você expulsar um demônio e logo outro se manifestar. Neste caso a pessoa possui vários demônios ou uma legião deles. Sendo assim procure saber quem é o demônio chefe que está comando os outros e quando você souber ou ele se manifestar ordene que ele saia e que leve todos os seus comandados. ALGUMAS CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES. Procure ministrar a libertação sempre em um local reservado, para que se evite envergonhar a pessoa que está oprimida. Há muitas pessoas que adoram dar espetáculo à custa de uma pessoa indefesa. Sempre que puder faça a ministração acompanhado de alguém, pois enquanto você ministra o outro te ajudará na intercessão. Mais uma vez queremos lembrar que é imprescindível ter certeza se a pessoa quer ser liberta mesmo e principalmente se ela já entregou sua vida ao Senhor Jesus, caso contrário todo o seu trabalho será em vão. 104/139
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    AAUTO-LIBERTAÇÃO A auto-libertação épossível a todo cristão nascido de novo. Jesus nos deu a autoridade de usar o Seu nome. O poder do sangue de Jesus nos pertence. Os demônios obedecem a esse nome e respeitam o poder desse sangue. Os passos a seguirem podem ser usados: – Arrependa-se do pecado que abriu a porta para os demônios entrarem. Isso implica no reconhecimento dopecado e na disposição de romper com ele. – Confesse todos os pecados, tanto os próprios quanto os dos antepassados, que podem ter dado brechas para os demônios entrarem. Os pecados de contato com todos as formas de envolvimento com o ocultismo deverão ser confessados verbalmente. – Peça o perdão do Senhor e a purificação pelo sangue de Jesus. Abrigue-se N’Ele, deixando as fortalezas do inimigo. – Renuncie sua associação com o pecado, com o mal ou qualquer coisa impura. Diga ao inimigo que nada mais tem a ver com ele e que ele não tem mais lugar na sua vida. – Confesse o Senhorio de Cristo sobre o seu corpo em palavras, em ações e em pensamentos. Permaneça naverdade e vocês descobrirão que as trevas e o engano não terão lugar em sua vida. – Ordene os espíritos malignos que deixem seu corpo, no Nome de Jesus, em fé. CHAVES PARAA VITÓRIA Como alcançar vitória na batalha espiritual? Há certos pré-requisitos que o exército de Jesus deve ter. 1. Santidade: Separados para Deus (Jo. 7: 12, 13, 19-20). 2. Fé: (Hb.11:6;IJo.5:4; Rm.10:17; Dn.ll:32b: Hb.ll:33-34). 3. Oração e jejum: (Mt.17:21). 4. Sacrifício: (2 Tm.2:3-4). 5. Coragem: (Jo.1:5-9; Dt.20:1; At.4:29,31). 6. Unidade: (Lv.26:8; Mt.18: 15-35). 7. Perseverança: (Ef.6:10, 11, 13). 8. Não poupar o inimigo (I Sm.15: 18-19, 26; I Rs.20:42; I Pe.2: 11). 105/139
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    PARTE VIII A PLENITUDEDO ESPÍRITO O grande reavivamento espiritual, que está varrendo o mundo hoje, tem muitas vezes sido chamado de “Reavivamento Carismático.” Esta frase tem sido empregada para descrever um aspecto extremamente importante deste reavivamento o qual é a restauração à Igreja das manifestações sobrenaturais que eram tão poderosamente óbvias na Igreja Primitiva. Estas manifestações, ou dons do Espírito estiveram notadamente ausentes da Igreja por muitos séculos. Nos últimos cinqüenta anos, Deus tem restaurado estas características e o seu programa de restauração tem se acelerado grandemente nos últimos vinte anos. A Renovação Carismática invadiu cada canto da Igreja Cristã, trazendo uma nova vida e poder ao Corpo de Cristo. A restauração destas bênçãos cria uma grande necessidade de ensinamento sobre estes importantes assuntos. Paulo disse à igreja de Corinto: “Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes” (1 Co 12: 1). Com certeza, Deus tampouco quer que os crentes hoje sejam ignorantes. Há muitos dons carismáticos mencionados na Bíblia. As principais áreas de referências são: Rm 12:3-8; 1 Co 12:8- 10; 28-30; Ef 4: lI. Dentro do propósito deste breve estudo, nos limitaremos a uma consideração das nove manifestações encontradas em 1 Coríntios 12:8-10. Para simplificar o nosso estudo destas manifestações, vamos classificá-las em três categorias: 1. Dons Verbais Línguas Interpretação de Línguas Profecia 2. Dons de Revelação 106/139
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    Palavra de Sabedoria Discernimentode Espíritos Palavra de conhecimento 3. Dons de Habilidades Dons da Fé Dons de Curas Dons de Milagres A quem o Espírito pode usar na operação de tais dons? 1. Qualquer membro do Corpo pode ser usado (1 Co 12:7, 11; 14:26,31). Nenhum membro deveria Ter falta de qualquer dom (1 Co 1:7). 2. Deveríamos ser cheios com o Espírito (Ef 5: 18). 3. Temos que ter o desejo de sermos usados desta maneira (1 Co 12:31). 4. Não deveríamos ser ignorantes com relação à operação dos dons (1 Co 12:31). 5 . Temos que desejar os dons espirituais (1 Co 14: 1, 6). 6. Deveríamos ser motivados por um amor genuíno ao Corpo (1 Co 13) e um desejo puro de edificar o Corpo (1 Co 14: 12). 7. Deveríamos buscar ser excelentes na operação dos dons (1 Co 14: 12). 1. O Dom de Línguas (1 Co 12:10) A operação dos dons verbais Esta manifestação do Espírito tem duas funções. Em primeiro lugar, como “línguas devocionais,” o seu propósito é edificar a pessoa que a usa. Em segundo lugar, como dom de línguas, o qual é usado juntamente com o dom de interpretação de línguas, é para edificação de toda a igreja e não somente do indivíduo. Diretrizes para o uso de línguas Em uma Assembléia Pública: 1. O seu uso deveria ser motivado pelo amor (1 Co 13: 1). 2. Deve ser sempre acompanhado por interpretação (1 Co 14:5, 13,28). 3. Deveria ser limitado a três expressões por reunião (1 Co 14:27). Qualquer crente que alguma vez já tenha falado em línguas é capaz de edificar o Corpo através de uma expressão em línguas. Portanto, você deveria estar preparado para fazer isto a qualquer hora. Procure estar totalmente entregue ao Espírito. Esteja descansado em sua mente e seja aberto ao Espírito Santo. Desenvolva uma sensibilidade com relação ao que o Espírito está tentando fazer ou dizer em qualquer culto em particular. Quando o Espírito Santo quiser trazer uma expressão em línguas através de você, geralmente, haverá uma conscientização 107/139
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    interior disto poralgum tempo antes que você fale de fato. Isto é geralmente uma sensação suave no seu espírito, uma empolgação e antecipação crescentes. Isto se desenvolve numa conscientização profunda de que o Espírito trará uma expressão verbal e que esta expressão está dentro de você. Você não tem que falar imediatamente. O espírito dentro do profeta está sujeito ao (controle do) profeta (1 Co 14:32). Você pode esperar silenciosamente pelo momento certo de falar. O Espírito Santo irá movê-lo claramente na hora certa. Ele não interromperá o que já está acontecendo no culto. Ele nunca causará uma confusão, pois Ele não é o autor de confusão (1 Co 14:33). Permaneça calmo e descansado e, quando o Espírito Santo mover você, fale numa voz audível, normal, mas clara. Você não precisa gritar ou berrar. Você pode falar numa voz normal, com ritmo cadenciado, procurando sempre fluir silenciosamente com o Espírito, o qual está lhe dando a expressão verbal. Quando a expressão verbal estiver completa, todos devem esperar em Deus pela interpretação. Geralmente, algum outro crente receberá a interpretação, mas quando isto não acontecer, então a pessoa que falou em línguas deve orar silenciosamente para que ele também receba a interpretação (1 Co 14: 13). 2. A Interpretação de Línguas (1 Co 12:10) É o dom que acompanha o dom de línguas e são sempre usados juntos. É a capacitação sobrenatural, pelo Espírito Santo, de se interpretar uma expressão verbal em línguas na língua natural da congregação. Não é o dom de tradução. O intérprete não entende a língua empregada na expressão verbal que foi dada. A interpretação é tão sobrenatural quanto a expressão verbal. No entanto, pelo dom do Espírito, o crente em questão é capaz de tornar a expressão verbal inteligível para que a congregação possa recebê-la e ser edificada por ela. Quem Pode Usar Este Dom? A interpretação de línguas é dada “como o Espírito quer” (1 Co 12: 11). Qualquer crente cheio do Espírito pode ser escolhido e ungido pelo Espírito para manifestar este dom. Novamente, devemos buscar o desenvolvimento de uma sensibilidade ao Espírito Santo. Enquanto você estiver adorando a Deus numa reunião de crentes, mantenha a sua mente e espírito abertos ao Espírito Santo. Frequentemente, você sentirá de antemão que haverá uma expressão verbal em línguas e que Deus está dando a você sua interpretação. Quando a expressão verbal vier, espere silenciosamente até que ela seja concluída. De início, talvez você tenha somente a primeira sentença da interpretação e uma vaga idéia do que se seguirá quando você começar a falar. Como todos os outros dons do Espírito, este também é operado pela fé. À medida que você começar a expressar o que o Espírito está dando a você, fale numa voz audível, normal e clara. Tome cuidado de não falar “além da medida da sua fé” (Rm 12:6). Evite avidamente que quaisquer pensamentos, sentimentos ou idéias pessoais comecem a entrar na interpretação. Deixe que os seus próprios pensamentos estejam em descanso e que a sua mente seja um canal limpo para que o Espírito Santo possa fluir através dela. Quando a interpretação se completar e você sentir que o Espírito terminou tudo o que Ele queria falar, então pare! Não tente interpretar a interpretação. Em outras palavras, não comece a dizer à congregação o que você “pensa” que a interpretação significa. Deixe isto para a própria congregação. Após ter feito a interpretação, permaneça em silêncio enquanto a expressão verbal estiver sendo julgada por aqueles em seu derredor. Se há muitos crentes presentes que são comumente usados nos dons vocais, eles deveriam julgar se as palavras são realmente de Deus. O padrão pelo qual podemos julgar é semelhante ao que usaríamos para o julgamento de uma profecia que é a próxima manifestação que consideraremos. 3. O dom de Profecia (1 Co 12:10) Simplesmente traduzida, a palavra profetizar significa” expressar palavras inspiradas. ” De acordo com 1 Coríntios 14: 31, todos os crentes podem exercitar este dom em determinadas ocasiões, como o Espírito quiser. Todos podem profetizar, um após o outro, e não mais que três, em qualquer reunião (1 Co 14:29-33). O propósito de tais expressões proféticas é: 1. Edificar a igreja. Isto significa estabelecer, fortalecer os crentes. B. Exortar aos crentes. Reavivá-los. Confrontá-los e desafiá-los. Consolá-los. Falar palavras de consolo e encorajamento. Frequentemente, as profecias incluem estes três elementos. 108/139
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    Três Mal-Entendidos sobreas Profecias 1. Elas não devem ser confundidas com uma pregação. Muitos, hoje em dia, insistem que o dom de profecia é a habilidade de se pregar bem. No entanto, a pregação e o ensino são geralmente o resultado da meditação em oração da Palavra de Deus, e de uma preparação meticulosa de nossa mente e espírito, para que possamos ministrar um entendimento ao povo. Em contraste, o dom de profecia não é o resultado de um estudo meticuloso. É uma expressão verbal espontânea pelo Espírito. 2. O Dom de Profecia não é para se predizer o futuro Este dom é para “clarificar e encorajar no presente” ao invés de “predizer o futuro.” O seu propósito é a Edificação, Exortação e Consolo e não a predição de eventos futuros. Sempre que há um elemento de predição numa profecia, em geral, é porque há um outro dom (palavra de conhecimento ou sabedoria) operando juntamente. 3. Este Dom não é para uma direção pessoal Se estivermos em necessidade de uma direção pessoal, deveríamos pedir isto ao próprio Jesus (Tiago 1: 5) . Também podemos buscar tal direção nas páginas da Palavra de Deus, a Bíblia. Se uma expressão profética vier a nós com instruções para o futuro, isto deveria apenas confirmar o que Deus já nos mostrou pessoalmente. Ensinamento Bíblico sobre o Dom de Profecia 1. É para se falar sobrenaturalmente aos homens (1 Co 14:3). Isto transmite a mente do Senhor à Igreja. O profeta está falando aos crentes, em nome de Deus, para sua edificação, exortação e consolo. 2. A profecia não requer nenhuma interpretação. O dom de línguas requer um intérprete, mas o de profecia não. 3. A profecia convence os indoutos (1 Co 14:24, 25). Através da operação do dom de profecia: 4. Eles serão de todos convencidos. 5. Serão de todos julgados. 6. Os segredos de seus corações serão manifestos. 7. Eles se prostrarão diante de Deus com humildade. 8. Reconhecerão que Deus está verdadeiramente entre nós. F. Adorarão a Deus. 9. A profecia funciona para que os crentes possam aprender (1 Co 14:31). Isto não se refere ao ensinamento que normalmente vem da exposição da Palavra de Deus, através do ministério de um mestre. Ao invés, é o aprendizado de verdades espirituais através da unção do Espírito. Tais ensinamentos deveriam ser testados pela Palavra de Deus escrita, antes de serem digeridos. 10. Todos deveriam desejar e procurar com zelo este Dom (1 Co 14:1, 39). Pois, desta maneira, podemos ser usados por Deus para o encorajamento do Seu povo. 109/139
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    11. A pessoaque estiver operando este Dom é responsável pelo seu uso ou abuso (1 Co 14:32). A profecia não é uma expressão vocal incontrolada. Nem tampouco está o profeta sob qualquer espécie de transe ou controle mental. Ele também não está fazendo ou dizendo nada contra a sua vontade. O espírito de profecia está sujeito ao profeta. É o profeta que está falando, em nome de Deus, e o profeta tem controle, em todas as ocasiões, de tudo que ele ou ela estiver dizendo. 12. Em razão de o elemento humano ser falível, as profecias devem ser julgadas (1 Co 14:29). (O Pastor Edward Miller tem um excelente artigo sobre profecias, o qual pode ser obtido da Revista Atos através do seu pedido.) 13. Como julgaremos uma profecia? Uma profecia genuína, cheia do Espírito: 14. Nunca contradirá a Palavra de Deus escrita. Portanto, todas as expressões proféticas deveriam ser “testadas” pela Palavra de Deus. Deus nunca nos diria, por profecia, que fizéssemos algo que a Sua Palavra proíbe. 1. Sempre exaltará a Jesus Cristo e nunca O difamará. 2. Edificará, exortará e consolará aos crentes. Nunca deveria deixá-los confusos, aflitos e inseguros. 3. Deveria”testificar” com a maioria dos crentes presentes. Especialmente os mais maduros, os quais são eles próprios frequentemente usados na operação dos dons vocais. 4. Não quebrará o espírito da reunião, ainda que ela possa mudar a sua direção. 5. Se tiver um aspecto de predição, este virá a se cumprir. G. É aprovada pelo “Teste do Fruto” (Mt 7: 16). Falando sobre os falsos profetas, Jesus declarou: “Por seus frutos os conhecereis.” Deveríamos rejeitar qualquer uma das assim chamadas profecias que venham de alguém cuja vida e ações sejam um opróbrio à causa de Cristo. Como Profetizar: -Descanse. Não fique tenso. -Espere silenciosamente no Senhor em seu espírito. -Mantenha a sua mente aberta para a Sua voz. Quando você sentir o toque do Espírito, dentro do seu espírito, entregue-se a Deus novamente, como um canal por onde Ele possa fluir. -Lembre-se de que esse dom é operado pela fé. -Comece a falar tudo o que Deus der a você. Continue com simplicidade. -Enquanto você estiver falando, esteja esperando n’Ele silenciosamente, para obter o resto da mensagem. -Não profetize além da medida da sua fé (Rm 12:6). -Discirna quando o Espírito acabou de falar e pare! 4. Palavra De Conhecimento (1 Co 12:8) Definição: Uma Palavra de conhecimento é um fragmento ou pequena parte do conhecimento de Deus que é dado a uma pessoa pelo Espírito Santo. 110/139
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    Ela nos dácertos fatos e informações através da revelação sobrenatural do Espírito Santo. Estas informações eram anteriormente desconhecidas pela pessoa, e o conhecimento delas não poderia ter sido obtido de nenhuma forma natural. Ele é transmitido sobrenaturalmente. Exemplos das Escrituras: 1. No ministério de Jesus: João 1:47-50 – Jesus sabia de certos fatos sobre Natanael antes de conhecê-la. João 4: 16-20 – Novamente, Jesus sabia de muitos fatos sobre a mulher de Samaria, ainda que Ele nunca a tivesse visto anteriormente. Ela ficou maravilhada pela precisão do Seu conhecimento com relação à sua vida passada e presente. O exercício desta Palavra de Conhecimento produziu posteriormente um grande reavivamento. 2. Na Igreja Primitiva: Em Atos 9: 10-20, Ananias recebeu informações específicas, com muitos detalhes sobre Saulo, cuja pessoa ele nunca havia visto. Ele soube exatamente qual era a rua e a casa onde Saulo estava. Ele soube que Saulo estava orando naquele presente momento e que, quando ele impusesse suas mãos sobre Saulo, ele receberia a sua visão. 3. Exemplo do Antigo Testamento: 2 Samuel12: 1-14 – Deus revelou a Natã certos fatos e detalhes com relação à transgressão de Davi. Distinção: Uma Palavra de Conhecimento é diferente do conhecimento humano obtido através de maneiras naturais. Uma Palavra de Conhecimento não pode ser obtida por um aprendizado intelectual. Tal conhecimento não pode ser obtido pelo estudo de livros ou por uma carreira acadêmica de estudos numa faculdade ou universidade. Ela não é tampouco a habilidade de se estudar, entender ou interpretar a Bíblia. O Seu Emprego nas Escrituras: 1. Para revelar o pecado: 2 Sm 12: 1-10; At 5: 1-11. 2. Para trazer as pessoas a Deus: Jo 1:47-50; 4: 18-20. 3. Para guiar e dirigir. At 9: 11. 2. Para ministrar um encorajamento em tempos de desânimo:1 Rs 19:9. 3. Para transmitir um conhecimento sobre eventos futuros: Jo 11:11-14. 4. Para revelar coisas escondidas: 1 Sm 10:22. A Operação Deste Dom: 1. É sobrenatural quanto ao seu caráter – não é obtido por lógica, dedução, raciocínio, etc e nem pelos sentidos naturais, mas pela revelação sobrenatural através do Espírito Santo. 2. É operado pela fé – a pessoa que está recebendo a revelação faz isto pela fé. 3. A revelação é recebida em nosso espírito – não no intelecto ou nas emoções. 4. Não é essencialmente um dom vocal (At 9: 11). Ele é recebido silenciosa e inaudivelmente dentro do espírito da pessoa. 111/139
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    5. Ele podese tornar vocal ao ser compartilhado com outros (Jo 1:47; 4: 18). 6. Qualquer cristão cheio do Espírito e que esteja disposto a ouvir a Deus pode experimentar o funcionamento deste dom. 7. É uma ferramenta valiosa no ministério de aconselhamento. 8. Uma ação e resposta em obediência são essenciais para que esta manifestação continue funcionando em nosso ministério. 9. A Palavra de Sabedoria manifesta-se frequentemente junto com ele. Esta é a sabedoria divinamente transmitida para que saibamos o que fazer com relação a uma Palavra de Conhecimento e como aplicá-la correta e sabiamente. 10. A Palavra de Sabedoria (1 Co 12:8) Esse dom está no princípio da lista porque ele é muito importante. Ele nos capacita a falarmos e agirmos com sabedoria divina e assim, assegura o uso e aplicação corretos de outros dons. Quando a Palavra de Sabedoria está ausente, os outros dons podem ser usados de maneira errada, o que causa muita confusão. Definição A Palavra de Sabedoria é a sabedoria divina sobrenaturalmente transmitida pelo Espírito Santo. Ela nos fornece a sabedoria imediata para que saibamos o que dizer ou fazer numa dada situação. Deus frequentemente a dá junto com a Palavra de Conhecimento para que os crentes possam saber como aplicar esta Palavra de Conhecimento corretamente. Deus revelou a Ananias o paradeiro e a condição de Saulo, através de uma Palavra de Conhecimento. Ele também lhe mostrou, pela Palavra de Sabedoria, o que ele deveria fazer nesta situação difícil. Nota: É uma palavra (logos) de sabedoria, e não o dom de sabedoria. Ilustração: Um homem entra em dificuldades legais e consulta o seu advoga do. O advogado não dá ao seu cliente toda a sabedoria e conhecimento que : ele tem. Ele extrai a palavra, ou a porção do seu conhecimento que se aplica às necessidades de seu cliente, e transmite esta palavra. Igualmente, Deus, que sabe todas as coisas, extrai do seu estoque infinito de sabedoria, a porção de sabedoria em particular que é necessária para um de Seus filhos. Ele envia isso pelo Espírito. Distinção: A Palavra de Sabedoria: Não é uma sabedoria natural. Não é a sabedoria obtida por realizações acadêmicas. Não é a sabedoria obtida pela experiência. Não é nem a sabedoria para se entender a Bíblia. Ela é sobrenatural quanto às suas características. Ela é dada como o Espírito Santo quiser (1 Co 12: 11) Ela é dada para uma necessidade ou situação específica. 112/139
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    Ela não éo dom de sabedoria, mas a palavra de sabedoria. Alguns Exemplos bíblicos: 1. (Lucas 4: 1-13). Jesus tentado no deserto. As respostas que Jesus deu a Satanás foram palavras de sabedoria transmitidas pelo Espírito Santo. 2. (Lucas 20:22-26). Os escribas tentaram arma ruma cilada para Jesus, mas a Palavra de Sabedoria, dada pelo Espírito, confundiu a todos eles.( Lucas 20:22-26). 3. (João 8:3-11). Novamente os escribas e fariseus tentaram armar uma cilada para Jesus, mas as Suas palavras sábias e a maneira como Ele cuidou da situação confundiu Seus adversários. 4. ( Atos 6: 1-5). Dando sabedoria na administração da igreja. 5. ( Atos 15:28). Resolvendo uma crise na igreja. 6. ( Atos 27 :23, 24). Deu a Paulo o controle da situação, o que resultou na salvação de muitas vidas. Nota: A Palavra de Sabedoria foi prometida a todos os discípulos de Cristo: “Proponde pois em vossos corações não premeditar como haveis de responder; porque eu vos darei boca e sabedoria a que não poderão resistir nem contradizer todos quantos se vos opuserem” (Lc 21: 14, 15). Observação: A Palavra de Sabedoria não é essencialmente um dom vocal, mas sim, um dom de revelação. Ela é recebida silenciosamente, dentro do nosso espírito. Ela sai quando ela é expressa verbalmente em aconselhamentos, pregações, profecias, ou quando agimos baseados nela. 6. Discernimento de espíritos (1 Co 12:10) O discernimento de espíritos é um assunto mais importante do que geralmente imaginamos. Se este dom espiritual fosse usado mais frequentemente com o seu complemento, a expulsão de demônios, muitos dos problemas que enfrentamos hoje seriam minimizados. O discernimento dos espíritos é o terceiro dos dons de revelação. A Palavra de Sabedoria e a Palavra de Conhecimento são os outros dois. É um dom divino transmitido pelo Espírito Santo, para que possamos penetrar na esfera espiritual para distinguirmos o espírito de Satanás (maus espíritos), o Espírito de Deus e o espírito humano. Através dele podemos discernir a origem de certas ações, ensinamentos e circunstâncias que foram inspirados por seres espirituais. Este dom é mais limitado que os outros dois dons de revelação. A revelação dada neste caso é limitada à origem do comportamento em questão. No entanto, o discernimento de espíritos é tão sobrenatural em sua operação quanto qualquer um dos outros oito dons. Ele fornece à igreja informações que não são disponíveis de nenhuma outra maneira. 1. A função do dom O dom do discernimento dos espíritos nos dá um entendimento sobrenatural da natureza e atividades dos espíritos. Ele nos capacita a distinguirmos se determinada atividade espiritual tem uma origem divina, satânica ou humana e 113/139
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    assim revela anatureza dos espíritos em questão. É fácil confundirmos as obras do espírito de Satanás com as do Espírito de Deus. Satanás sempre tenta falsificar as obras do Espírito Santo. Satanás é conhecido como o enganador, o pai das mentiras, e a serpente. Todos estes títulos significam a fraudulência sutil e artificiosa que ele usa para produzir o mal sempre que possível. Muitas vezes, as suas falsificações são tão plausíveis que as pessoas podem ser inteiramente enganadas, a menos que alguém que exercite o dom sobrenatural de discernimento de espíritos esteja presente. Se as atividades demoníacas estivessem sempre, bem obviamente, exalando uma intenção perversa e repulsiva como tendemos a imaginar, não haveria nenhuma utilidade para este dom do Espírito. Na narrativa da jovem com o espírito de adivinhação em Atos 16, Paulo desafiou o espírito que talvez pudesse ter enganado facilmente a outros servos de Deus. A jovem fez uma declaração perfeitamente verdadeira quando ela disse: “Estes homens, que nos anunciam o caminho da salvação, são servos do Deus Altíssimo,” mas o espírito que estava falando era um mau espírito. Por que um espírito mau faria propaganda dos apóstolos desta maneira? Porque não era de nenhum crédito ou ajuda ao Evangelho ou seus ministros terem uma pessoa assim seguindo-os e, sem dúvida, fazendo com que muitos pensassem que ela fosse um deles. 1. A operação e necessidade deste dom hoje O dom de discernimento de espíritos está experimentando o seu próprio reavivamento em muitas partes do mundo hoje em dia. Ele pode ser visto em ação no ministério de muitos homens de Deus na renovação atual. É absolutamente essencial que este dom opere para que a Igreja possa realizar a sua missão por completo e destruir as obras do diabo. Há tantos demônios no mundo hoje quanto havia na época em que Jesus andou pela Terra e nos dias da Igreja Primitiva. O propósito deles é declaradamente maligno. Este dom sobrenatural é especialmente necessário para missionários e obreiros em terras pagãs onde o espiritismo, satanismo e ocultismo são abundantes. 1. Como o dom de discernimento de espíritos funciona A primeira e mais óbvia função deste dom é revelar a presença de espíritos malignos na vida das pessoas ou igrejas. No entanto, ele também funciona para avaliar a fonte de uma mensagem profética, de um ensinamento em particular, ou de alguma manifestação sobrenatural. A pessoa que exercita este dom será capaz de dizer se a fonte de uma mensagem ou ação é demoníaca, divina ou meramente humana. Se for discernido que a fonte é demoníaca, a pessoa que exercita esse dom geralmente será capaz de revelar: 1. A natureza do demônio Isto se refere ao tipo da sua obra: mentiras, causando enfermidades (como por exemplo câncer, cegueira, surdez, etc.), um comportamento impuro e coisas semelhantes. 2. O nome do demônio Isto é geralmente revelado com a natureza do demônio, ainda que não seja realmente incomum ter-se a revelação do nome próprio do demônio. 3. O número de demônios Este é o caso da “legião,” ou Maria, da qual Jesus expulsou sete demônios. Realmente não é incomum que uma pessoa seja possuída por mais de um espírito de uma só vez. Esta é uma parte das informações reveladas pelo dom de discernimento de espíritos. 114/139
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    4. A forçade determinados demônios Geralmente, durante um confronto com um espírito maligno, a pessoa que exercia o discernimento de espíritos sabe por revelação qual, dentre os vários demônios, é o mais forte e tem a maior autoridade. 5. Com relação a obter informações Muitas vezes, os próprios demônios dão muitas informações, verbalmente, à pessoa que eles sabem que discerniu sobrenaturalmente a presença deles e que tem o poder de expulsá-los. No entanto, já que podemos esperar que os demônios vão mentir, é uma boa idéia tratarmos as informações que eles dão, com suspeitas, e contarmos com as informações sobrenaturalmente dadas pelo Espírito Santo. 1. O discernimento de espíritos nem sempre envolve a fé para expulsar os demônios Ainda que o dom de discernimento de espíritos seja essencial para uma libertação eficaz, ele não é suficiente por si mesmo. Ele precisa operar junto com os dons da fé e de operação de milagres. São os que exercitam estes dons que têm mais êxito na expulsão de demônios. 7. O Dom de Fé (1 Co 12:9) Já que a fé lida com o futuro e com o invisível – as coisas não fisicamente experimentadas -, o dom de fé é a habilidade especial dada a alguém com o chamado de exercitar uma capacidade extraordinária de crer. Deus sobrenaturalmente esvazia esta pessoa de qualquer dúvida e a enche com uma fé especial que a capacita a realizar o propósito de Deus, apesar de todas as circunstâncias contrárias da vida. É uma dispensação especial de fé que Deus concede a um crente cheio do Espírito quando a tarefa que Ele deu a este crente requer mais que uma fé ordinária ou geral. O dom de fé tem uma função vastamente superior àquela da fé geral, a qual cresce da semente original da fé salvadora que Deus plantou em nossos corações (veja Rm 1: 17). O grau da fé geral cresce com os estágios de desenvolvimento do crente (“pequena fé,” “grande fé”, etc.). A fé geral cresce como resultado de nos alimentarmos na Palavra, de sermos exercitados através das circunstâncias da vida, e assim por diante. Ela pode desenvolver-se até um nível muito elevado. Contudo, o dom de fé tem uma função superior até mesmo ao mais alto nível de fé geral. Alguns tradutores se referem ao dom de fé como uma fé especial. Isto indica uma fé concedida pelo Espírito Santo, para satisfazer as nossas necessidades em circunstâncias especiais e extenuantes. Isto ainda sugere que o dom da fé não reside permanentemente em nenhum crente, mas sim que cada manifestação é um dom de fé separado. Um episódio na vida de Elias ilustra isto quando ele declarou ao rei Acabe que não haveria chuva até que ele falasse a palavra, e que depois haveria chuva novamente de acordo com sua palavra (1 Rs 17: 1). O seu dom de fé produziu o cumprimento miraculoso desta profecia. Contrariamente, esta fé extraordinária estava faltando quando Elias se assentou debaixo de um zimbro, temeroso, desanimado e querendo morrer porque não era necessário naquele momento (1 Rs 19:4). Ele não havia perdido a sua fé em Deus ou em Sua Palavra. Sua própria fé foi fortalecida e o ensinou a crer em Deus e a se reanimar quando Deus lhe disse que Ele tinha outros sete mil seguidores fiéis em Israel. Deus quer que você saiba que você pode seguir adiante confiantemente, sabendo que, quando exigências 115/139
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    especiais são colocadassobre você, Ele lhe dará, sobrenaturalmente, uma fé especial para capacitá-lo a cumprir os Seus propósitos. Como o dom de fé funciona? Parece que o dom de fé funciona de uma maneira passiva, mas isto nem sempre é assim. A proteção de Daniel dos leões (uma ocasião passiva do dom de fé) parece contrastar com a ocasião em que Sansão matou o leão, o que é um exemplo do envolvimento ativo do homem na manifestação do poder de Deus. Este seria um exemplo da operação de milagres. Esta impressão de que o dom de fé funciona passivamente é porque ele geralmente é operado em cooperação com dons mais dramáticos, por exemplo, a operação de milagres, os dons de curas, etc. O dom de fé também funciona quando falamos a palavra de fé – “Cri, por isso falei” (2 Co 4: 13). Portanto, as palavras que um homem de Deus fala, ao ser inspirado pelo Espírito, são confirmadas por Deus como se fossem Suas próprias palavras. Os resultados nem sempre são imediatos, mas eles são certos. Este dom pode funcionar de várias maneiras, por exemplo, para abençoar, maldizer, criar, destruir, etc. Há alguns exemplos notáveis do dom de fé funcionando através da palavra falada: Josué ordenou que o sol e a lua parassem (Js 10: 12-14). Elias controlou o tempo através de sua palavra: “… nestes anos nem orvalho nem chuva haverá senão segundo a minha palavra…,” “… e, por três anos e seis meses, não choveu sobre a terra” (1 Rs 17: 1; T g 5: 17). Paulo silenciou a Elimas: “… e ficarás cego, sem ver o sol por algum tempo” (At 13: 11). Pedro julgou a Ananias e Safira (At 5). As Escrituras ensinam o princípio da palavra de fé: “… tudo o que disser lhe será feito” (Mc 11:23), com relação à injunção: “Tende fé em Deus” (Mc 11:22) e a Jo 22:28 – “Deterinando tu algum negócio, ser-te-á firme…” 8. Dons de Curas (1 Co 12:9) As três referências a este dom em 1 Corintios 12 estão nos versículos 9, 28 e 30. Em cada uma delas, as palavras originais são: charismata e iamaton. Ambas as palavras estão no plural, o que faz com que a tradução correta desta frase seja dons de curas. Os dons de curas funcionam sobrenaturalmente para curarem doenças e enfermidades sem nenhuma espécie de meios naturais. É o poder do Espírito Santo que vem por sobre o corpo de uma pessoa, dissolvendo suas enfermidades e tirando suas dores para curá-la. O uso dos substantivos no plural enfatiza a abundância dos dons de cura de Deus disponíveis aos homens que sofrem enfermidades. Isto também pode enfatizar que a cura de Jesus liberta de toda doença, fraqueza, praga, deformidade e aflição. Isto também sugere que há uma grande variedade de manifestações deste dom (1 Co 12:47). O exercício dos dons de curas não dá à pessoa que o exercita a habilidade de curar todos os doentes em todo o tempo. Algumas pessoas não compreendem bem este ponto e perguntam por que não entramos em hospitais e lugares semelhantes e curamos a todos os que estão doentes. Até mesmo Jesus não fez isto. Ele apenas foi a um lugar que poderia corresponder a um hospital moderno uma vez, quando Ele foi ao tanque de Betesda, onde havia multidões de doentes. Mesmo assim, Ele escolheu apenas um dentre todos eles e o curou. Muitas vezes, lemos a 116/139
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    respeito de grandesmultidões de doentes que vieram a Jesus e vemos que Ele” curou a todos.” Um princípio importante da cura divina é que a pessoa precisa vir a Jesus como um exercício de fé e cooperação. O propósito dos dons de curas: 1. Libertar os Doentes e Aflitos e Destruir as Obras do Diabo em Corpos Humanos (1 Jo 3:8; At 10:38 e Lc 13: 16). 2. Provar a Asserção de Cristo de que Ele é o Filho de Deus (Jô 10:36-38). 3. Confirmar a Palavra (Mc 16: 17-20, At 7:29-39,33). 4. Atrair as Pessoas ao Som do Evangelho (Mt 4:23,25). 5. Trazer Glória a Deus (Mc 2: 12; Lc 13: 13; 18:43; Jo 9:2,3). O Espírito Santo dá dons de curas aos servos de Deus para que os transmitam a quem quer que o Senhor deseje curar para os Seus propósitos. Como todos os outros dons, os dons de curas não somente têm que ser dados, mas também têm que ser recebidos. Assim como há um princípio de fé, com relação a como ministrar estes dons, há também um princípio que trata com a maneira de recebê-los. Ezequias teve dificuldades em receber o dom de cura que Deus enviou a ele. A sua fé teve que ser edificada de uma maneira especial, através do milagre registrado em 2 Rs 20:8-11 (Veja também 2 Rs 5: 10-14). Naamã teve dificuldade em receber o dom de cura que Deus havia enviado a ele através de Eliseu. A cura em geral requer um duplo ato de fé: fé para receber e fé para administrar o dom de cura. Ainda que haja exceções a esta regra, Deus sempre deseja curar. No entanto, às vezes, os canais normais, através dos quais o Seu poder de cura flui, não estão funcionando muito bem. Isto pode requerer que Deus envie um dom de cura especial. Às vezes, Deus comunica os dons de curas através dos canais de curas normais; em outras ocasiões, através de meios extraordinários, de acordo com a Sua vontade (por exemplo, a sombra de Pedro). 9. Operação de Milagres (1 Co 12:10) Um milagre acontece quando Deus intervém no curso normal da natureza. O dom de operação de milagres acontece quando Deus nos capacita, com poder pelo Espírito Santo, a fazermos algo completamente fora do campo das habilidades humanas. Ele nos dá isso numa ocasião específica para um propósito especial. Todos os dons do Espírito são miraculosos, mas o uso da palavra “milagre,” neste caso, se refere a atos de poder. Os milagres dão uma prova inegável da Ressurreição. Se Jesus não estivesse vivo, o Seu nome não teria nenhum poder para curar os doentes e operar milagres (At 4:33). Pedro convenceu aos judeus incrédulos da ressurreição de Jesus Cristo e de sua necessidade de arrependimento por força do fato de que o nome de Jesus ainda tinha poder para curar os doentes e operar milagres. 1. Isto deu ousadia aos crentes para que pregassem a Cristo (At 4:29,30). As pessoas reconheceram que eles haviam estado com Jesus, o Operador de Milagres (At 4: 13). 2. Isto fez com que os crentes tivessem mais fome por Deus (At 4:31). Isto convenceu e condenou os homens por seus pecados (At 5:28, 33). 3. Cinco mil pessoas se converteram, em um dia, através de um milagre (At 4:4; 5: 14). 4. Todos os homens glorificavam a Deus pelo que foi feito (At4:21). 5. Isto espalhou o Evangelho rapidamente (At 5: 14-16). 117/139
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    Antes que Jesuscomeçasse a operar milagres, ninguém O seguia a nenhum lugar. Ele deve ter pregado frequentemente na sinagoga, pois Lucas 4 diz que este era o Seu costume. Mas, quando os milagres em Lucas 4:3335 aconteceram, “a sua fama divulgou-se por todos os lugares em redor daquela comarca” (Lc 4:37). Daí em diante as multidões se comprimiam ao Seu redor para ouvirem as Suas palavras e para verem os Seus milagres. “E grande multidão o seguia, porque via os sinais que operava sobre os enfermos” (Jo 6:2). Onde quer que os discípulos pregavam, curavam os doentes, expulsavam os demônios e operavam milagres, multidões se voltavam a Cristo. 1. Samaria prestou atenção a Filipe, porque viam e ouviam os sinais que ele fazia (At 8:6). 2. Todos os habitantes de Sarona e Lida voltaram-se ao Senhor quando Pedro disse a Enéias: “Jesus Cristo te dá saúde; levanta-te e faze a tua calma.” E ele se levantou imediatamente (At 9:34). 3. Muitas pessoas em Jope creram quando Pedro ressuscitou a Dorcas (At 9:42). 4. O povo de Listra pensou que os deuses tivessem descido a eles quando eles viram o coxo andar e saltar por causa da palavra de Paulo (At 14:9-18). “E muitos sinais e prodígios eram feitos entre o povo, pelas mãos dos apóstolos. E a multidão dos que criam no Senhor, tanto homens como mulheres, crescia cada vez mais. De sorte que transportavam os enfermos para as ruas, e os punham em leitos e em camilhas para que ao menos a sombra de Pedro, quando este passasse, cobrisse alguns deles. E até das cidades circunvizinhas concorria muita gente a Jerusalém, conduzindo enfermos e atormentados de espíritos imundos; os quais todos eram curados” (At 5:12-16). 1. O Livro de Atos termina com milagres em força total (At 28:8, I 9). Quando as pessoas viram a Públio curado, elas creram que se Deus podia curar uma pessoa, então Ele era capaz e queria curar a todos que tinham necessidades de cura. Quando as pessoas pensam e crêem corretamente com relação a Deus, então elas recebem o que Ele tanto deseja dar para elas. A operação de milagres é a capacitação do Espírito Santo, dando ao crer a habilidade de operar um milagre, em contraste com Deus operando milagres na vida de um crente. Assim sendo, muitos que nunca receberam o dom de operação de milagres têm, muitas vezes, experimentado milagres estupendos que Deus operou para eles. Alguns Exemplos: 1. Milagres de libertação como o de Pedro em At 5: 17-20 e novamente em At 12: 1-10. Também o de Paulo e Silas em At 16: 15-30. 2. Milagres de transladação: “… o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe, e não o viu mais o eunuco” (At 8:39). Estes e muitos outros exemplos são milagres operados por Deus nas vidas dos crentes, às vezes, até mesmo sem a cooperação dos crentes. Estes não são, portanto, exemplos em que o dom de operação de milagres estava em funcionamento. Em contraste, agora apresentamos três casos em que este dom estava funcionando: 1. Atos 19: 11: “E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias. “ 2. Atos 9:40. Pedro ressuscitou a Dorcas. 3. Atos 20:9-12. Paulo restaurou a vida de Eutico. Operação Prática deste dom: 118/139
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    1. A unçãodo Espírito Santo para criar uma confiança e autoridade especiais. 2. Uma palavra de fé e autoridade. Elias disse que o Deus que respondesse por fogo seria o Senhor de Israel. O fogo que desceu foi um exemplo da operação de milagres. 3. Um ato ousado de fé. PARTE IX O REINO E A VOLTA DE JESUS Há uma coisa sobre a qual temos que ter clareza. Ter vida eterna é diferente de entrar no reino dos céus. O Senhor Jesus disse que e João Batista até agora, o reino dos céus é tomado a força (Mt 11: 12-IBB-Rev.) Os violentos o tomam. A lei e as profecias dos profetas terminaram com João (11: 12, 13). Baseados nesta palavra, alguns têm dito que precisamos ser violentos, isto é, devemos nos esforçar antes de sermos salvos. Se não nos esforçarmos, não seremos salvos. Uma pessoa diz isso porque não pode ver a diferença entre o reino dos céus e a vida eterna. Existe uma diferença entre a vida eterna e o reino dos céus. A DIFERENÇA ENTRE A VIDA ETERNA E O REINO 1) A recompensa é para o milênio; a vida eterna não tem fim. 119/139
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    A primeira diferençaentre ambos é quanto ao tempo. A vida eterna é para a eternidade, mas o reino não. Quando o novo céu e a nova terra vierem, o reino dos céus passará. O reino dos céus denota o governo de Deus. O período do governo de Deus é o período do reino dos céus. Que são os céus? O livro de Daniel fala sobre o governo dos céus (7 :27). Portanto, o reino dos céus é a esfera na qual os céus governam. Quando o Senhor Jesus vier reger sobre a Terra, aquele será o tempo em que os céus governarão. Hoje, aquele que governa na Terra é o diabo, Satanás. A política e a autoridade mundial de hoje são de Satanás. O Senhor Jesus não reinará senão no período do reino dos céus. Mas o período no qual a autoridade dos céus é efetuada é muito curto. Em 1 Corintios 15:24 é dito: “E então virá o fim, quando ele entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder. ” O reino será entregue a Deus Pai. Portanto, há um limite temporal para o reino. Contudo, a vida eterna é para sempre. Todo o que lê 1 Coríntios 15 sabe que no início do novo céu e da nova terra, isto é, na conclusão do milênio, o reino será entregue. Portanto, há uma diferença no tempo entre a vida eterna e o reino dos céus. 2) A vida Eterna é pela fé; a recompensa é pelas obras. A segunda diferença reside no método pelo qual o homem entra no reino dos céus e na maneira que ele obtém a vida eterna. O recebimento da vida eterna é o assunto de todo o Evangelho de João. A maneira de ter a vida eterna é por meio do crer. Uma vez que cremos, a obtemos. Contudo, entrar no reino dos céus não é uma questão simples. Todo o Evangelho de Mateus menciona o reino dos céus trinta e duas vezes. Nenhuma vez é dito que o reino dos céus é recebido pela fé. Como um homem ganha o reino dos céus? Mateus 7: 21 diz: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que jaza vontade de meu Pai que está nos céus. ” Pode-se ver que a entrada no reino dos céus é uma questão de obra. Mateus 5:3 também nos diz: “Bemaventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.” Aqui não diz vida eterna, mas o reino dos céus. Para ter o reino dos céus, a pessoa precisa ser pobre no espírito. O Senhor também diz: “Bem- aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus” (v.l0). Não precisa ser perseguido para receber a vida eterna, mas o reino é para os que têm sido perseguidos por causa da justiça. Mesmo se um homem tiver a vida eterna, se ele não tem sido perseguido, por causa da justiça hoje e não for pobre no espírito, ele ainda pode não ter parte no reino. Uma vez que recebemos a vida eterna não temos mais de buscá-la; a recompensa precisa ser buscada. Com relação à vida eterna, Deus nunca nos disse para procurarmos obtê-la. Pelo contrário, toda vez que é mencionada, Ele nos mostra que já a temos. Entretanto, com relação ao reino, a palavra da Bíblia diz que devemos procurar obtê-lo e buscá-lo, diligentemente. Hoje, em se tratando do reino, estamos no estágio de busca, ou seja, ainda não o obtivemos. Ainda temos de empregar o esforço para almejar e buscar o reino. A vida eterna é de graça; a recompensa é por mérito A quarta diferença reside na maneira como Deus trata o reino e a vida eterna. Deus trata a vida eterna como um presente. Ela é dada a nós (Rm 6:23). A vida eterna é uma graça gratuita; ela é dada por meio do Senhor Jesus para todos aqueles que crêem n’Ele. Não existe diferença entre alguém que busca e alguém que não está buscando. Contudo, o mesmo não ocorre com o reino. Lembre-se da mãe dos dois filhos de Zebedeu vindo ao Senhor Jesus e querendo que o Senhor fizesse com que seus dois filhos se sentassem ao lado d’Ele em ambos os lados no reino (Mt 20:21). Mas o Senhor Jesus disse: “O assentar-se à minha direita e à minha esquerda não me compete concedê-lo; e, porém, para aqueles a quem está preparado por meu Pai” (v.23). A graça é obtida uma vez que O invocamos. Mas o reino depende se alguém pode ser batizado em Seu batismo e pode beber o cálice que 120/139
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    Ele bebeu. Ambosos discípulos disseram que podiam. Todavia, o Senhor disse que, apesar de terem prometido que o fariam, a questão não cabia a Ele decidir. a Pai é Aquele que concede. Além disso, o criminoso que foi crucificado juntamente com o Senhor disse-Lhe: “Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino.” (Le 23:42). a Senhor Jesus ouviu sua oração? Sem dúvida que sim. Mas Ele não concedeu seu pedido. O criminoso pediu que o Senhor se lembrasse dele quando o Senhor recebesse o reino. O Senhor Jesus não lhe respondeu que ele estaria com Ele no reino. Pelo contrário, Ele respondeu-lhe: “Hoje estarás comigo no paraíso. “(v.43). O Senhor não lhe respondeu sobre o reino. Mas Ele lhe deu uma resposta com relação ao paraíso. Uma vez que a invoquemos, podemos ser salvos. Contudo, não é tão simples ir ao reino. Portanto, há uma grande diferença aqui. A atitude de Deus para com a vida eterna e o reino dos céus é diferente: um é o presente de Deus, e o outro é a recompensa de Deus. Com respeito à diferença entre o reino dos céus e à vida eterna, existem outras passagens na Bíblia que são muito interessantes. Agora, chegamos à quinta diferença. Apocalipse 20 mostra-nos que os mártires recebem o reino, embora não digam que sejam os únicos a receberem o reino (v.4). A Bíblia, entretanto, nunca nos mostra que o homem deva ser martirizado a fim de receber a vida eterna. Entretanto, o reino é diferente. O reino requer esforço. Até mesmo requer o martírio para obtê-lo. Por exemplo, a pobreza é uma condição para o reino dos céus. Para obter o reino dos céus, a pessoa precisa perder suas riquezas. A Bíblia nos mostra claramente que nenhuma pessoa na Terra que seja rica segundo seus próprios meios pode entrar no reino dos céus. Não podemos dizer que nenhum rico possa ser salvo. Não podemos dizer que ninguém pode entrar na vida eterna se não quiser perder suas riquezas. Assim como é difícil um camelo passar pelo fundo de uma agulha, da mesma forma é difícil um rico entrar no reino dos céus (Mt 19:24). Graças ao Senhor, o pobre pode ser salvo assim como o rico pode. O pobre pode herdar a vida eterna e o rico também pode. Contudo, entrar no reino dos céus é um problema para o rico. Se acumularmos riquezas na Terra, não seremos capazes de entrar no reino dos céus. É óbvio que isso não significa que alguém tenha de desistir de toda a sua riqueza hoje. Estou dizendo que a pessoa tem de entregar toda a sua riqueza ao Senhor. Somos apenas os administradores. Não somos o dono da casa. A Bíblia nunca reconhece um cristão como o dono de seu dinheiro. Cada um é apenas um administrador do dinheiro que é para o Senhor. Todos nós somos apenas os administradores do Senhor. Existe esta condição para entrar no reino. Há outra coisa muito peculiar. Não se vê as questões de casamento e família envolvendo a questão da vida eterna. Mas o evangelho de Mateus diz que alguns não se casam por causa do reino dos céus. Alguns até mesmo se fizeram eunucos por causa do reino dos céus (Mt 19: 12). A fim de entrar no reino dos céus e ganhar um lugar no reino, eles escolheram permanecer virgens. Ninguém vê a vida eterna ser negada a uma pessoa casada. Vemos que a questão da vida eterna não está de forma alguma relacionada à família e ao casamento, mas a questão do reino esta muitíssimo relacionada à família e ao casamento. Essa é a razão pela qual a Bíblia diz que aqueles que têm esposa devem ser como se não a tivessem. Os que se utilizam do mundo devem ser como se dele não utilizassem, e os que compram como se nada possuíssem (1 Co 7:29-31). Isso tem muito a ver com nossa posição no reino dos céus. 5) A vida eterna é igual para todos, mas a recompensa varia para cada um. Finalmente, temos de mencionar outra diferença. No reino, há diversos níveis de graduação. Alguns receberão dez cidades, outros receberão cinco (Lc 19: 17-19). Alguns receberão meramente uma recompensa, I mas outros receberão um galardão. Alguns ganharão uma rica entrada no reino (2 Pe 1: 11). Alguns entrarão no reino sem uma rica entrada. Portanto, existe uma diferença em graduação no reino. Mas nunca haverá uma questão de graduação com relação à vida eterna. A vida eterna é a mesma para todos. Ninguém receberá dez anos a mais do que o outro. Não existe diferença na vida eterna; todavia, no reino há diferença. Se alguém ponderar um pouco, perceberá que na Bíblia, o reino e a vida eterna são duas coisas absolutamente diferentes. A condição para a salvação é a fé no Senhor. Além da fé, não há outra condição, pois todos os requisitos 121/139
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    já foram cumpridospelo Filho de Deus. A morte de Seu Filho satisfez todas as exigências de Deus. Mas entrar no reino dos céus é outra questão: requer obras. Hoje, um homem é salvo pela justiça de Deus. Mas não podemos entrar no reino dos céus a menos que nossa justiça exceda a dos escribas e fariseus (Mt 5: 20). A justiça no viver e na conduta de uma pessoa deve ultrapassar a dos escribas e fariseus, antes que ela possa entrar no reino dos céus. Portanto, pode-se ver que a questão da vida eterna é completamente baseada no Senhor Jesus. Contudo, a questão do reino está baseada nas obras do homem. A RECOMPENSA E O DOM GRATUITO DE DEUS Vamos continuar a ver a diferença entre recompensa e dom (ou presente de Deus), em outras palavras, a diferença entre o reino e a vida eterna. Muitos pensam que o reino dos céus é a vida eterna e que a vida eterna é simplesmente o reino dos céus. Eles confundiram a Palavra de Deus, tomando a condição para receber o reino como sendo a condição para a vida eterna. Eles tomam a perda do reino como sendo a perda da vida eterna. Entretanto, a distinção entre os dois é muito clara na Bíblia. Uma pessoa pode perder o reino dos céus, mas ela não perderá a vida eterna. Alguém pode perder a recompensa, contudo, não perderá o dom (ou presente de Deus). Então, o que é a recompensa e o que é o dom? Nós fomos salvos por causa do dom gratuito de Deus. Deus nos deu o dom gratuitamente pela Sua graça; portanto, fomos salvos. A recompensa diz respeito ao nosso relacionamento com Deus após sermos salvos. Se alguém crê no Senhor Jesus como Salvador, aceitando-O como vida, ele é salvo diante de Deus. Após ser salvo, Deus imediatamente coloca essa pessoa numa pista, de modo que ela corra a carreira e obtenha a recompensa posta diante dela. Um cristão é salvo por causa do Senhor Jesus. Após ser salvo, ele deve manifestar a vitória de Cristo pelo Espírito Santo dia a dia. Se fizer isso, então, no fim da carreira, ele obterá a glória celestial e a recompensa celestial de Deus. Portanto, a salvação é o primeiro passo deste caminho, e a recompensa é o último passo. Quando alguém crê em Cristo, recebe o presente. Quando alguém segue Cristo, recebe a recompensa. O presente é obtido por meio da fé, e é para as pessoas do mundo. A recompensa é obtida por ser fiel e ter boas obras, e é para os cristãos. Há um grande engano nas igrejas hoje. O homem pensa que a salvação é a única coisa e que não há nada além de ser salvo. Ele considera o reino dos céus e a vida eterna como se fossem a mesma coisa. Ele considera que, uma vez que alguém é salvo quando crê, não tem de se preocupar com as obras. A Bíblia faz distinção entre a parte de Deus e a parte do homem. Uma parte é a salvação dada por Deus, e a outra parte é a glória do reino milenar. Ser salvo não tem absolutamente nada a ver com as obras da pessoa. Tão logo uma pessoa creia no Senhor Jesus, ela é salva. Mas, após sua salvação, ela precisa começar a carreira para receber a glória vindoura, a coroa e o trono. Deus coloca Seu trono, coroa, glória e recompensa diante dos crentes. Se uma pessoa for fiel, vai recebê-lo; se for infiel, vai perdê-lo. As boas obras são inúteis no que se refere à salvação. O homem não pode ser salvo pelas suas boas obras, mas as boas obras são necessárias à questão da recompensa, da coroa, da glória e do trono. A boa obra é inútil quanto à questão da salvação. Deus não pode permitir que o homem seja salvo pela sua obra. Ele também não permitirá ao homem ser recompensado sem obras. Deus só pode decidir sobre a salvação ou perdição do homem por meio do seu crer ou não no Seu Filho. Se você tem ou não, Seu Filho em si, determina a questão da vida eterna ou da perdição. Se você tem ou não boas obras diante de Deus, determina a questão de receber a recompensa e a glória. Em outras palavras, Deus nunca salvará uma pessoa por ela ter méritos, e Ele nunca recompensará alguém que não tenha mérito. O homem deve vir diante de Deus totalmente carente e sem mérito para que Deus o salve. Contudo, após a salvação, temos de ser fiéis, e temos de esforçar-nos para produzir boas obras por meio de Seu Filho, Jesus Cristo, a fim de obtermos a recompensa. O problema de hoje é que as pessoas não fazem distinção entre a salvação e o reino. Na Bíblia, há uma distinção 122/139
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    clara entre asalvação e o reino e entre o dom e a recompensa. A salvação não é o último passo da experiência cristã, pelo contrário, a salvação é o seu primeiro passo. Após termos sido salvos, temos de correr e perseguir a recompensa diante de nós. O problema é que pensamos que nossa salvação é a nossa recompensa. Muitos cristãos acham que a glória é simplesmente a graça da salvação, e assim tornam-se néscios em seu viver. Por favor, apliquem a obra somente à recompensa e a graça à salvação. Através da salvação, Deus separa os salvos dos não salvos. Ele separa aqueles que têm a vida eterna daqueles que estão condenados. De igual modo, Deus também separa Seus filhos em dois grupos pela Sua recompensa. Deus separa Seus filhos em obedientes e desobedientes. Para com as pessoas do mundo é uma questão de ter ou não ter fé. Para com os cristãos é uma questão de ser fiel ou não ser fiel. Para com as pessoas do mundo, é uma questão de ser salvo ou não ser salvo. Para com os cristãos, é uma questão de ter ou não ter a recompensa. O problema de hoje com os filhos de Deus é que eles exaltam demais a salvação; tudo o que vêem é simplesmente a salvação. Que Deus seja misericordioso conosco para que compreendamos que a questão da salvação já está resolvida. Ela não pode mais ser abalada, pois ela já foi cumprida pelo Senhor Jesus. Ela está totalmente concretizada. Hoje, devemos empenhar-nos é com a recompensa diante de nós. Haverá uma grande diferenciação no reino: alguns terão glória, e outros não. A BASE DA RECOMPENSA Agora precisamos ver sobre que base a recompensa é dada. A Palavra de Deus diz que a recompensa é dada por causa da obra. Assim como a Bíblia diz claramente que a salvação é pela fé, da mesma forma, a Bíblia diz que a recompensa é pela obra. A Bíblia revela-nos que a salvação é pela fé dos pecadores, e a recompensa é pela obra dos cristãos. A fé está relacionada à salvação. A obra está relacionada à recompensa. E isto está mais do que claro, e ninguém deve confundir as duas coisas. Romanos 4:4 diz: “Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e, sim, como dívida. “Dar uma recompensa a alguém que trabalha não é graça, mas uma dívida. Em outras palavras, como alguém pode obter uma recompensa? A recompensa vem pelas obras, e não pela graça. Apocalipse 2:23 diz: “… Eu sou aquele que sonda mente e corações, e vos darei a cada um, segundo as vossas obras.” Esse versículo diz que o Senhor fará todos conhecerem que Ele é Aquele que sonda as mentes e os corações, e dará a cada um segundo as suas obras. Em outras palavras, Ele recompensará a cada um segundo as suas obras. Como Ele recompensa? É de acordo com nossa obra. É claro que essa obra não é nossa própria obra, é quando o Espírito Santo vive Cristo em nós, daí, então, temos as obras de um cristão. Portanto, esse versículo nos mostra claramente a questão da recompensa. A questão da recompensa depende de um cristão ser digno ou não. A Primeira Epístola aos Coríntios 3: 14 diz: “Se permanecer a obra de alguém que sobre o fundamento edificou, esse receberá galardão. ” Aqui diz que se a sua obra permanecer, ele será recompensado. Não diz que se a sua fé permanecer, ele será recompensado. A questão da recompensa depende da obra da pessoa. A Bíblia distingue claramente salvação de galardão. Ela nunca confunde a salvação e o galardão, e nunca confunde a fé com a obra. Sem a fé, o homem não pode ser salvo. Sem as boas obras, o homem não pode ser recompensado. As obras de alguém devem resistir diante do trono do julgamento e sobreviver ao exame minucioso dos olhos de chama, antes que haja a possibilidade de receber um galardão. Lucas 6 35 diz: “Amai, porém, os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, sem esperar nenhuma paga; será grande o vosso galardão (.. .)”. 123/139
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    A recompensa éinteiramente devida à obra de alguém. Emprestar dinheiro a alguém, sem esperar ser pago é sua obra, e amar seu inimigo é sua obra. Você tem de fazer isso para obter a recompensa. Em nenhum lugar a Bíblia menciona que alguém tenha de amar seus inimigos e fazer o bem, antes que possa ser salvo. Mas existe o versículo que diz que se você emprestar aos outros e fizer o bem aos outros, a sua recompensa no céu será grande. A recompensa é proveniente da obra e não da fé. A fé pode salvá-lo, mas a fé não pode ajudá-lo a obter a recompensa. A Segunda Epístola a Timóteo 4: 14 diz: “Alexandre, o latoeiro, causou-me muitos males; o Senhor lhe dará a paga segundo as suas obras. ” Aqui é citado um exemplo. Um cristão estava tentando prejudicar Paulo; ele tinha pecado contra Paulo. A pessoa mencionada aqui era um cristão. Ele não era uma pessoa do mundo. No futuro, os cristãos serão recompensados diante de Deus segundo as suas obras. A RECOMPENSA É O REINO Muitas pessoas sabem que existe uma diferença entre salvação e recompensa. Contudo, existe um bom número de pessoas que não vê o que é recompensa. Quando o Senhor Jesus diz no evangelho de João que Ele dá a vida eterna para as Suas ovelhas, Ele está falando a realidade e não algumas palavras vazias (João 10:28). Romanos 6 diz que o dom de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor (v. 23). Está tão claro que o dom de Deus é a vida eterna. Então, que é a recompensa? A Bíblia mostra-nos claramente que a recompensa é a coroa, o trono, e o reino dos céus. O reino dos céus é a recompensa. Na Bíblia, existem três aspectos para o reino dos céus. 1. a) No primeiro aspecto, o reino dos céus é a manifestação da autoridade de Deus hoje; é a manifestação da soberania de Deus. A Bíblia chama isso de reino dos céus. 2. b) O segundo aspecto é a autoridade dos céus controlando e limitando o homem. Isso também é chamado de reino dos céus. 3. c) Entretanto, há um terceiro aspecto do reino dos céus, que se refere à recompensa. O sermão do monte, em Mateus 5 a 7, fala do reino dos céus. Estes ensinamentos do Senhor dizem-nos como o homem pode entrar no reino dos céus. Mateus 5 a 7 repetidamente fala sobre a questão da recompensa. Percebemos muito claramente que as palavras” o reino dos céus” e a palavra “recompensa” são encontradas juntas muitas vezes. Nas bem-aventuranças lemos: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos; Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus; e também, bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o rei no dos céus”. O reino dos céus é mencionado duas vezes nessas poucas bem-aventuranças. No final, o Senhor diz: “Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem e vos perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus (…)”(Mt 5: 11,12). Aqui devemos admitir que a recompensa é o reino dos céus. O Senhor começa dizendo que este tipo e aquele tipo de pessoa é bem-aventurada porque o reino dos céus é dela. No final, Ele diz que essas pessoas são bem aventuradas porque a recompensa delas é grande nos céus. Essas sentenças mostram-nos que o reino dos céus é a recompensa de Deus. Não há diferença entre os dois. No sermão do monte, o Senhor mencionou a questão da recompensa muitas vezes, pois esta porção diz respeito 124/139
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    ao reino. Mateus5:46 diz: “Porque se amardes os que vos amam, que recompensa tendes?” Mateus 6: 12 diz: “Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte não tereis galardão junto de vosso Pai celeste. Quando, pois, deres esmola, não toques trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. ” O versículo 5 diz: “E, quando orardes, não sereis como os hipócritas (…) eles já receberam a recompensa.” O versículo 16 diz: “Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas (…) eles já receberam a recompensa.” O versículo 4 diz: “Para que a tua esmola fique em secreto; e teu Pai que vê em secreto, te recompensará.” O versículo 6 diz: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto, e, fechada a porta orarás a teu Pai que está em secreto; e teu Pai que vê em secreto, te recompensará. ” A parte final do versículo 18 diz: “E teu Pai, que vê em secreto, te recompensará. “Todo leitor da Bíblia concorda que o assunto principal do sermão no monte em Mateus 5 a 7 é o reino dos céus. Mas aqui, a questão da recompensa é também mencionada repetidamente porque o reino dos céus é a recompensa. Mateus 16:27-28 diz: “Porque o Filho do homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um conforme as suas obras. ” Deus recompensará ou disciplinará uma pessoa salva de acordo com as suas obras. ” Em verdade vos digo que alguns aqui se encontram que de maneira nenhuma passarão pela morte até que vejam vir o Filho do homem no seu reino.” Há três fatos aqui. Primeiro: o homem será recompensado de acordo com suas obras. A questão da recompensa é inteiramente baseada nas obras. Segundo: em que momento a recompensa será distribuída? Ela será distribuída quando Cristo vier na glória de Seu Pai com Seus anjos. Quando Cristo vier na glória de Seu Pai com Seus anjos, aquele será o tempo em que Ele estabelecerá Seu reino sobre a Terra. Portanto, somente quando o reino iniciar é que a recompensa virá. Os versículos em Mateus 6, que acabamos de ler acerca da recompensa por dar, por orar, e por jejuar, todos envolvem recompensa. Alguns pensam que a recompensa por orar é a resposta de Deus à nossa oração. Entretanto, esse não é todo o significado. O Senhor Jesus disse que devemos orar ao Pai que está em secreto, e nosso Pai que vê em secreto nos recompensará. E possível interpretar isso como o Pai respondendo nossa oração. Contudo, tanto na primeira parte quando o Senhor menciona o dar esmolas, quanto na segunda parte quando Ele menciona o jejum, Ele disse: “E teu Pai que vê em secreto te recompensará. ” Essa recompensa deve referir-se a algo no futuro. Além disso, o Senhor disse que devemos orar ao Pai que vê em secreto. Não diz que o Pai ouve em secreto, mas Ele vê em secreto. Quando Deus distribuir a recompensa no futuro, Ele dará de acordo com o que Ele vê. Deus vê com Seus olhos. Portanto, a recompensa é no futuro. Apocalipse 11: 15 diz: “O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes, dizendo: O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos.” O versículo 18 diz: “Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, assim aos pequenos como aos grandes (.. .). ” Esse versículo mostra-nos claramente que quando o Senhor tomar-se o Rei, e o reino do mundo tomar-se o reino 125/139
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    de nosso Senhore do Seu Cristo, aquele será o tempo para se dar a recompensa aos santos, aos pequenos e aos grandes. Em outras palavras, o tempo do reino é o tempo da recompensa. Quando o reino vier, a recompensa virá também. Há um ponto adicional. A recompensa é a obtenção da coroa e a obtenção do trono. Certa vez um missionário disse-me: “Se não posso ter a coroa pelo menos posso ter o reino.” Você pode perguntar à rainha da Inglaterra se ela perder sua coroa ainda terá o reino? O que é uma coroa? Não é simplesmente um chapéu esculpido em ouro e enfeitado com diamantes. Esse tipo de coroa pode ser obtido com um pouco de dinheiro. Uma coroa representa uma posição no reino. Ela também representa glória no reino. Se uma coroa for apenas um objeto, ela não significa muito. Se alguém tiver dinheiro, pode fazer uma de ouro. Se não tiver, pode fazer uma de bronze ou de ferro. Mesmo alguém muito pobre, pode ainda confeccionar uma coroa de pano. No futuro, não será uma questão de uma coroa ser maior do que a outra em tamanho, ou de uma ter mais diamantes do que a outra. Uma coroa representa algo. Quando alguém perde a coroa, ele perde aquilo que a coroa representa. Temos que ver que a coroa é o símbolo do reino. O que é o trono? A Bíblia mostra-nos que os doze apóstolos sentar-se-ão em doze tronos. A coroa é uma recompensa para os vencedores, e o trono também é uma recompensa para os vencedores. Portanto, o trono também é um símbolo do reino. Ele representa uma posição no reino, autoridade no reino, e a glória no reino. Não existe algo como perder a coroa, mas ainda ter o reino. Semelhantemente, ninguém pode perder o trono e ainda ter o reino. Se alguém perder o trono, também perderá o reino. Assim também, se alguém perder a coroa, perderá o reino. O trono e a coroa em si mesmos não são significativos; eles existem apenas para representar o reino. Em outras palavras, a recompensa é o reino. A Bíblia mostra-nos claramente que a recompensa é o reino. QUALIFICAÇOES PARA ENTRAR NO REINO Deixamos claro que o reino é o tempo primeiro em que Deus recompensará os cristãos conforme as suas obras. No reino, os crentes fiéis serão recompensados, e os infiéis serão punidos. Muitas pessoas pensam que se um cristão for infiel, mesmo que possa ter de ocupar uma posição inferior, ele, contudo, o fará dentro do reino. Muitos que não compreendem a Palavra de Deus e a obra de Deus, pensam que lhes está garantida uma entrada no reino dos céus. Eles pensam que, quando o Senhor Jesus vier para reinar, haverá simplesmente uma distinção entre as mais altas e as mais baixas posições no reino e que ninguém perderá totalmente o reino dos céus. Entretanto, no reino dos céus, haverá não somente distinção entre as posições mais altas e mais baixas, como também distinção entre ser permitido entrar e ser deixado de fora. A Bíblia mostra-nos que há uma nítida diferença entre dez cidades e cinco cidades, entre uma coroa grande e uma pequena, e entre uma glória maior e uma menor. Como uma estrela difere de outra, assim também são diferentes as posições no reino. Não somente há diferença entre as mais baixas e as mais altas posições no reino; há também a distinção de estar apto ou não para entrar. 1) Fazer a vontade do Pai A Bíblia revela-nos uma verdade muito séria. Apesar de uma pessoa ter a vida eterna, ela ainda pode ser rejeitada no reino dos céus. Um versículo que fala disso é Mateus 7: 21: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. ” Neste versículo, todas as pessoas referem-se ao Senhor como “Senhor”. O Senhor fará uma distinção entre os discípulos que podem entrar no reino dos céus e os que não podem. O Senhor mostra-nos claramente, aqui, que a condição para entrar no reino dos céus é fazer a vontade de Deus. Embora alguns tenham sido salvos e tenham-No chamado de Senhor e, embora tenham realizado algumas obras, sem fazer a vontade de Deus, não podem entrar no reino dos céus. Se alguém não for fiel enquanto viver na Terra, embora não vá perder a vida eterna perderá o reino dos céus. Quando chegar o tempo de os céus reinarem, isto é, quando o Senhor Jesus vier pela segunda vez, alguns não estarão aptos a entrar no reino, mas virão a perdê-lo. 126/139
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    Primeiramente, o Senhormencionou esse assunto no versículo 21. A seguir, nos versículos 22 e 23, Ele explicounos a questão em forma de profecia. Haverá muitos, não somente um ou dois, que não farão a vontade de Deus. “Muitos, naquele dia hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi explicitamente: Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade. ” Aqui o Senhor Jesus nos diz o que ocorrerá diante do trono de julgamento. Ele diz: “Naquele dia”. Portanto, isso não se refere ao presente, mas ao futuro. Há muitos que labutam, mas não vêem a luz de Deus em suas vidas. Quando o tempo do trono do julgamento vier e quando Cristo começar a julgar, a partir da casa de Deus, esses cristãos terão luz pela primeira vez. Eles verão que estão errados na sua posição e no seu viver. Naquele dia muitos dirão perante o Senhor: “Não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres?” Dentro de uma só frase, a expressão “em teu nome” é mencionada três vezes. Isso prova que estas pessoas são do Senhor. O fato de dizerem: “Senhor, Senhor”, prova que a posição delas é de um cristão. Elas não somente dizem que profetizam, expelem demônios e fazem milagres; elas fazem isso no nome do Senhor. A menção de “em teu nome”, por três vezes, mostra-nos o relacionamento delas com o Senhor. Surpreendentemente, o Senhor lhes diz: ” Então lhes direi explicitamente: Nunca vos conheci. ” Muitos acham que tais pessoas certamente não são salvas. Mas se elas não fossem salvas, então, a palavra do Senhor aqui não teria significado. Mateus 7 é a conclusão do sermão no monte, dando seqüência à palavra do Senhor acerca das bemaventuranças. Essas palavras no monte foram ditas pelo Senhor Jesus aos discípulos. Após o Senhor ter subido na montanha, Seus discípulos seguiram-No e, a partir do capitulo 5 até o capítulo 7, Ele abriu a boca e passou a ensiná-los. O Senhor Jesus disse que eles não deveriam chamá-Lo de Senhor apenas com a boca. Se eles O chamavam de Senhor, deveriam fazer a vontade do Pai. Mesmo que tivessem as obras exteriores de profetizar, expelir demônios e fazer milagres, essas obras não deveriam substituir a vontade do Pai. Fazer a vontade do Pai é uma coisa, enquanto profetizar, expelir demônios e fazer milagres são outras totalmente diferentes. Algumas vezes, pode-se profetizar, expelir demônios e fazer milagres sem fazer a vontade do Pai. Devemos lembrar-nos não somente de chamá-Lo de Senhor com nossa boca, mas também de fazer a vontade do Pai em nosso andar. Se o Senhor estivesse falando acerca de pessoas não-salvas, essa palavra perderia totalmente o significado, pois se essas pessoas fossem não-salvas, não importaria muito para os discípulos ouvirem ou não a Sua palavra. O Senhor Jesus deve estar advertindo os salvos. Ele não pode estar advertindo os salvos falando sobre os não salvos. Suponha que uma pessoa tenha uma criada e duas filhas e suponha que essa pessoa dissesse para a filha mais jovem: “Você está vendo essa criada? Ela não nasceu de mim; estou despedindo-a. Você deve ser obediente hoje. Se não for obediente, farei com você assim como estou fazendo com ela.” Essa palavra é coerente? Uma criada não nasceu na família. Se ela for desobediente, pode ser demitida. Mas a filha é da família, não é uma criada. Não pode se aplicar o mesmo tratamento a ambas. A mãe deveria dizer: “Na noite anterior castiguei sua irmã, pois ela foi desobediente. Agora, se cuide. Se você não for obediente, vou castigá-Ia da mesma forma.” A mãe deve tomar a irmã como um exemplo. Uma criada não pode ser usada para comparação. Não existe motivo para o Senhor usar os não-salvos como exemplo para mostrar aos discípulos que eles precisam fazer a vontade de Deus. Se Ele fizesse isso, os discípulos poderiam levantar-se e dizer: “Eles são os não-salvos, mas nós somos os salvos.” Se dissessem isso, ninguém poderia dizer mais nada. O que o Senhor Jesus está dizendo é isto: “Muitas pessoas são filhos de Deus. Elas são salvas e são como você é. Elas chamam-Me de ‘Senhor’ e têm realizado muitas obras. Mas, apesar disso, elas estão excluídas do reino. Por essa razão, você deve ser cuidadoso. Você deve fazer a vontade de Deus.” Somente dessa maneira os discípulos 127/139
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    saberão que emborarealizem muitas obras, se não fizerem a vontade de Deus, receberão a mesma punição. O Senhor estava advertindo-nos de que somente os que fazem a vontade de Deus podem entrar no reino. Se alguém confiar em sua própria obra para se achegar diante de Deus, o Senhor Jesus lhe dirá: “Não conheço você.” Permitam que eu lhes dê outro exemplo. Suponham que o filho de um juiz dirija descuidadamente e bata em outro carro. Ele é levado pela polícia até a corte para uma audiência. O juiz pergunta: “Jovem, qual é o seu nome? Quantos anos tem? Onde você mora?” Abatido, no tribunal, o filho pode pensar: “Você deve saber todas essas coisas melhor do que eu.” Ele pode responder às poucas perguntas iniciais. Mas depois de algum tempo pode gritar ao pai: “Pai, você não me conhece?” Então, que deveria o juiz fazer? Ele poderia bater seu martelo e dizer: “Eu não o conheço. Em minha casa, eu o conheço, mas na corte nunca o conheci. ” Se alguém vir a questão do reino, perceberá que no reino a questão não é se uma pessoa é salva ou não e nem se é um filho de Deus ou não. O que realmente conta é a sua obra depois de tornar-se um crente. Por que o Senhor disse: “Nunca vos conheci”? A próxima sentença explica: “Aparta i-vos de mim, os que praticais a iniqüidade.” Por favor, lembrem-se de que o Senhor não lhes disse para apartarem-se da vida eterna. No original grego o significado de “os que praticais a iniqüidade” é de pessoas que não seguem regras, não guardam a lei, ou não aceitam regulamentos. Aos olhos de Deus, fazer o mal não significa apenas fazer coisas más. Não importa quanto uma pessoa tenha feito; uma vez que ela não tenha prestado atenção à exigência de Deus, ao Seu julgamento, e ao Seu arranjo soberano, isso é maligno aos olhos de Deus. O problema aqui não é de se fazer o mal, mas de não ter princípios. Que são os princípios? Os princípios são a palavra de Deus. Mas que é a palavra de Deus? A palavra de Deus é a vontade de Deus. Se você não estiver fazendo a vontade de Deus, não importa o que faça, o Senhor Jesus dirá que você é iníquo. Os que fazem as coisas segundo seu próprio ego não terão parte no reino dos céus. Meu propósito ao dizer essas coisas é mostrar-lhes a importância das obras de um cristão. A Bíblia mostra-nos claramente que uma pessoa, após crer no Senhor, embora nunca vá perder a vida eterna, ela pode perder seu lugar e glória no reino. Se não fizermos a vontade de Deus, mas, em vez disso, fizermos obras de acordo com nossa própria vontade, seremos excluídos do reino. Nada pode substituir a vontade de Deus. Todos os que nunca aprenderam a não trabalhar para Deus, não são dignos de trabalhar para Ele. Aqueles que não sabem como parar a sua própria obra, certamente nada sabem sobre a vontade de Deus. Somente aqueles que conhecem a vontade de Deus conseguem parar de trabalhar. Deus quer que primeiro obedeçamos à Sua vontade e, depois, que trabalhemos. Existe uma grande diferença entre trabalhar e fazer a vontade de Deus. 2) Esmurrar o corpo para agradar ao Senhor Outra passagem que alguns interpretam mal, como se referisse à perdição, na verdade, refere-se também à perda do reino e à perda da recompensa. A Primeira Epístola aos Corintios 9:23-27 diz: “Tudo faço por causa do evangelho, com o fim de me tornar cooperador com ele. Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. Todo atleta em tudo se domina; aqueles para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível. Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar. Mas esmurro o meu corpo, e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a serdes qualificado. ” Paulo temia que, tendo pregado a outros, ele mesmo fosse reprovado. Aqui, Paulo estava dizendo que ele também poderia ser reprovado. Qual é, aqui, o significado de ser reprovado? E em que se está sendo reprovado? No versículo 24, Paulo se compara a alguém que está participando de uma corrida na qual somente um levará o prêmio. Portanto, o problema aqui não é uma questão de salvação, mas de receber o prêmio. Paulo está falando sobre como uma pessoa salva pode receber o prêmio; ele não está falando de como alguém não-salvo pode ser salvo. Somente os filhos de Deus podem participar da corrida e perseguir o prêmio que Ele deseja que ganhemos. Se alguém não é filho de Deus, não está sequer qualificado para entrar na corrida. Em nenhum lugar na Bíblia é 128/139
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    dito que asalvação é ganha por corrermos a carreira. A Bíblia nunca diz que se alguém for capaz de correr, então será salvo. Se assim fosse, poucos seriam salvos, e a salvação dependeria de obras. A Bíblia diz que o prêmio vem pelo correr; Deus colocou-nos em uma pista de corrida de modo a corrermos a carreira. Qual é o prêmio? O versículo 25 diz: “Todo atleta em tudo se domina; aqueles para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível.” Aqui é dito que o prêmio é uma coroa. Já mencionamos antes que a coroa representa a glória e o reino. Portanto, a palavra “desqualificado” não se refere à perda da salvação. A palavra “desqualificado”, no versículo 27, significa fracassar em receber a coroa e o prêmio. Se Paulo podia ser desqualificado, então todos nós temos possibilidade de o ser. Se Paulo podia perder seu prêmio e sua coroa, então cada um de nós também tem a possibilidade de perder o prêmio e a coroa. O versículo 26 indica o motivo de ser desqualificado: “Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar”. Paulo tinha um propósito e uma direção. Ele não desferia golpes no ar. O seu alvo e direção era aquilo que ele disse em 2 Corintios 5: que ele anelava ser agradável ao Senhor (v. 9). Quer vivesse ou morresse nesta terra, o seu desejo era agradar ao Senhor. Como ele correu a carreira? Ele não a correu desleixadamente. Ele tinha uma direção certa e um alvo definido. Ele não desferia golpes no ar. Ele não fazia simplesmente o que outros diziam que fizesse. Tampouco fazia aipo apenas porque a necessidade estava presente. Nós não somos para a obra, mas para agradar ao Senhor. Se quisermos receber o prêmio, que devemos fazer? “Mas esmurro o meu corpo, e o reduzo à escravidão” (v. 27). Muitos estimam seu próprio corpo acima do prêmio. Entretanto, Paulo disse que dominava seu corpo; ele era capaz de controlá-lo. Paulo podia controlar a concupiscência de seu corpo, as exigências excessivas de seu corpo, e os desejos de seu corpo. Ele não permitia que seu corpo prevalecesse. Ele disse que esmurrava seu corpo e fazia dele seu escravo. Se um cristão pode ou não agradar ao Senhor, depende se ele pode ou não controlar seu corpo. Devemos ver que todos os que não podem controlar seu próprio corpo perderão seu prêmio e sua coroa. Embora possam pregar o evangelho a outros, eles mesmos serão desqualificados. Nós, cristãos, somos salvos de uma vez por todas e jamais perderemos nossa salvação. Mas quando o Senhor Jesus voltar na Sua glória para governar a terra, Ele não dará coroas para todos. Alguns não estarão aptos para entrar no reino e não estarão aptos para receber uma coroa. A palavra do Senhor é muito clara acerca da salvação e da vida eterna: ambas são totalmente provenientes da graça. Além do mais, se alguém pode ou não entrar no reino dos céus, depende de suas obras. Acabamos de ver que temos de fazer a vontade de Deus. Aqui vemos que é necessário esmurrar nosso próprio corpo. Podemos realizar muitas obras. exteriormente, mas enquanto não restringirmos nosso corpo, não nos será permitido entrar no reino. Na Bíblia parece haver um número fixo de coroas. Apocalipse 3: 11 diz: “Venho logo. Segura com firmeza o que tens, para que ninguém tome a tua coroa” (BJ). Alguns que não compreendem a Bíblia não sabem qual a diferença entre uma recompensa e um dom, tampouco sabem a diferença entre a coroa e a salvação de Deus. Eles acham que a salvação pode ser tirada deles. A palavra “tome”, aqui, não se refere à salvação, mas à coroa. Alguém pode estar salvo e, no entanto, perder a coroa. Se você for frouxo, e não segurar com firmeza, perderá sua coroa. Alguma outra pessoa poderá tirá-la de você. Apocalipse 2: 10 tem uma palavra semelhante a essa: 129/139
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    ” Sê fielaté à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.” Aqui não diz dar a vida, mas dar a coroa da vida. A vida é obtida pela fé; ela não é obtida pela fidelidade. Se uma pessoa não tiver fé, ela não poderá ter vida. Mas se uma pessoa for infiel depois de ter vida, ela perderá a coroa da vida. Portanto, se um cristão não tiver boas obras após ser salvo, embora não vá perder a vida, ele, contudo, perderá a coroa. 3) Edificar com ouro, prata e pedras preciosas A passagem mais clara na Bíblia acerca da recompensa é 1 Corintios 314-15: “Se permanecer a obra de alguém que sobre o fundamento edificou, esse receberá galardão; se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele dano; mas esse mesmo será salvo”. Isso nos mostra claramente o que um cristão não pode perder e o que ele pode perder. Uma vez que uma pessoa seja salva, certamente está salva para sempre. Contudo, se tal pessoa receberá ou não um galardão, não pode ser decidido hoje. A salvação eterna de um cristão já está determinada. Mas a recompensa futura é uma questão ainda pendente. Ela é decidida pela maneira como alguém edifica sobre o fundamento do Senhor Jesus. A nossa salvação independe de como edificamos. Ela depende apenas de como o Senhor edifica. Se a Sua obra é perfeita, certamente estamos salvos. Entretanto, se receberemos ou não a recompensa, ou se sofreremos perda, depende da nossa própria obra de edificação. Se alguém edifica com ouro, prata e pedras preciosas coisas com valor eterno sobre o fundamento do Senhor Jesus, este certamente receberá um galardão. Contudo, se ele edifica com madeira, feno e palha, não receberá um galardão diante de Deus. Ele pode ter muito diante do homem, contudo, não terá muito diante de Deus. Isso nos mostra que é possível que um homem perca seu galardão e tenha sua obra queimada. Permitam-me repetir isto: Graças a Deus que a questão da nossa salvação eterna foi decidida há mais de mil e novecentos anos. Quando o Filho de Deus foi levado à cruz, a nossa salvação foi decidida. Mas, se vamos receber ou não a recompensa, depende de como nos conduzimos. A verdade do evangelho é muito equilibrada. A salvação depende totalmente do Senhor Jesus. A concessão da salvação depende totalmente d’Ele. Entretanto, se alguém pode obter sua recompensa ou não, depende da sua própria obra de edificação. O homem deve crer e também trabalhar. Esse trabalho não é propriamente dele, mas é aquilo que o Espírito Santo tem trabalhado nele. Aqui vemos que é possível perder nosso galardão, e, igualmente possível sermos reprovados para o reino e privados da nossa coroa. Participando da glória de Cristo Gostaria de saber se vocês alguma vez pensaram no tipo de glória com que Deus recompensará Cristo no milênio, por aquilo que Ele sofreu há dois mil anos. Uma recompensa deve equiparar-se ao sofrimento. Se um homem for rebaixado à mais inferior posição, sua recompensa deverá ser a maior. Suponha que sua casa pegue fogo ou que você se encontre em sério perigo, e um empregado seu se arrisque e quase perde a vida tentando salvá-lo. Como você o recompensaria? Você diria: “Eu o recompenso com vinte centavos”? Ninguém faria isso. A recompensa tem de equiparar-se ao sofrimento. Cristo glorificou a Deus de tal maneira e sofreu tal morte na cruz. Como Deus recompensará Cristo no futuro? E como Ele glorificará Cristo? O reino será o tempo no qual Cristo e os cristãos receberão a glória juntos. O reino é o tempo no qual Deus recompensará Cristo. Naquele tempo, nós também teremos uma porção. Se vamos ser achados dignos de receber a glória do Senhor, dependerá totalmente do resultado do nosso andar e do nosso trabalho pessoal. Não existe a 130/139
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    questão de méritono novo céu e na nova terra. Mas no reino somente os que tiverem mérito receberão a glória. O Senhor sofreu perseguição, dificuldades e humilhação. Se hoje sofrermos perseguição, dificuldades e humilhação, da mesma forma, nós partilharemos uma porção com Ele no reino vindouro. A PARÁBOLA DO SERVO FIEL E PRUDENTE Na parábola do servo fiel e prudente encontraremos a ênfase de servir a Deus por meio de servir aos Seus filhos. Quanto mais crescidos, quanto mais experimentarmos a maturidade espiritual, espontaneamente, desejaremos servir aos irmãos. O crescimento na vida espiritual nos levará a servir aos irmãos, e isso fará com que sintamos mais e mais necessidade de sermos maduros e também com que busquemos mais crescimento. Isso se torna um ciclo de vida, que nos fará vencedores. Na parábola, o Senhor Jesus pergunta: “Quem é, pois, o servo fiel e prudente a quem o senhor confiou os seus conservos para dar-lhes o sustento a seu tempo?” (v. 45). A fidelidade está relacionada ao Senhor. Desde que fomos salvos, o Senhor espera que Lhe sejamos fiéis, não apenas tomando-O como único Senhor e Deus, mas também fazendo toda a Sua vontade. Em contrapartida, a prudência refere-se ao nosso relacionamento com as pessoas. Como cristãos, não podemos viver de qualquer maneira, agindo precipitadamente ou sem medir as conseqüências de nossos atos. Por vivermos pela vida de Deus, andamos neste mundo com prudência, para que todo nosso viver expresse o Senhor. Como veremos, isso é especialmente importante no que diz respeito ao cuidado com os conservos. Os conservos, no versículo 45, referem-se aos cristãos, servos de Deus como nós, que são os membros da família de Deus (Ef 2: 19), a igreja (1 T m 3: 15). Dar sustento a seu tempo significa alimentar os irmãos em Cristo, ministrando-lhes a Palavra de Deus no tempo certo. Por um lado, devemos cuidar de nossa própria vida espiritual, buscando crescimento e transformação, vivendo de maneira vigilante e aguardando a vinda do Senhor. Por outro, precisamos ser servos fiéis e prudentes a quem o Senhor confiou alguns membros de Sua família para cuidar. Há muitos filhos de Deus necessitando de nosso cuidado, do alimento espiritual que podemos dar-lhes, para que a igreja seja edificada. Evidentemente, esse cuidado exigirá de nós consagração e disposição. Exigirá que deixemos nosso egoísmo e comodismo para visitá-los,ouvi-los e para orar com eles, a fim de supri-los com a vida de Deus. Precisamos alimentar nossos conservos no devido tempo, ou seja, precisamos estar atentos às suas necessidades e estarmos disponíveis para atendê-los quando for necessário. “Bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, quando vier, achar fazendo assim. Em verdade vos digo que lhe confiará todos os seus bens” (Mt 24:46,47). Quando o Senhor Jesus voltar, todos os reinos deste mundo serão Seus e Ele governará sobre eles (Ap 11: 15). Estes são “todos os seus bens” a que o versículo se refere. Aos vencedores, aos cristãos maduros, o Senhor confiará todos os Seus bens, ou seja, dará a eles autoridade para reinar, tomando-se Seus co-reis no milênio. Devemos, portanto, buscar constantemente o amadurecimento espiritual, bem como suprir nossos irmãos com o alimento espiritual da Palavra. Se o fizermos, receberemos o galardão de governar juntamente com o Senhor por mil anos. Todavia, há cristãos que não buscam a maturidade em vida e que não se preocupam com os irmãos. Um cristão assim pensa: “Meu Senhor demora-se” e passa a espancar os seus companheiros, e a comer e beber com ébrios (Mt 24:48,49). Um mau servo, um cristão que vive de maneira desleixada, supõe que seu Senhor não voltará tão logo. Por isso, vive como se não tivesse de ajustar contas com Ele, e passa a espancar os companheiros. Isso significa maltratar os irmãos, desprezando-os. cometendo injustiças contra eles e criticando-os, em vez de alimentá-los. Além disso, por não se preocupar com a volta do Senhor, passa a comer e a beber com ébrios, ou seja, vive em contato com as pessoas do mundo, tendo o mesmo viver dissoluto que elas têm. “Virá o senhor daquele servo em dia em que não o espera, e em hora que não sabe, e castigálo-á, lançando-lhe a 131/139
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    sorte com oshipócritas; ali haverá choro e ranger de dentes” (vs. 50, 51). O problema desse servo não é desconhecer que o Senhor virá, mas é não esperá-Lo. Ele não vive como alguém preparado para a volta do Senhor, especialmente no que se refere ao seu relacionamento com outros cristãos e com as pessoas do mundo. Portanto, quando o Senhor voltar, esse cristão será colocado com os hipócritas. Isso não significa que ele irá para a perdição eterna ou para o lago de fogo, pois uma vez salvo, é salvo para sempre, mas será cortado da glória vindoura do Senhor. Isso equivale a ser excluído da recompensa do reino. O Senhor se refere a isso como ser lançado nas trevas exteriores onde haverá choro e ranger de dentes por mil anos. Ali ele lamentará por não ter sido fiel e prudente enquanto viveu na Terra. Esperando e Apressando Essas parábolas apresentam a disciplina que sofrerão os cristãos que não estiverem maduros à época da volta do Senhor. Mesmo não perdendo a salvação, os que não tiverem sido vigilantes, não tiverem buscado a maturidade espiritual e não se tiverem se importado em cuidar de seus conservos sofrerão certo tipo de prejuízo. O fato de a salvação ser eterna não significa que podemos viver de qualquer maneira, como quem não tem de acertar contas com o Senhor. Se considerarmos com seriedade o que nos é apresentado nessas parábolas, veremos que haverá grande dano para quem não viver de acordo com a vontade do Senhor. Estas parábolas apresentam fatos muito simples e comuns – nossas ocupações seculares e nosso relacionamento com outros cristãos e com as pessoas do mundo que poderão decidir se seremos ou não vencedores. Tudo dependerá de como vivemos e de como nos portamos nessas situações. Vale a pena empenhar-nos em viver de maneira vigilante, vale a pena abrir nosso coração e dispomos a servir aos irmãos. Se formos vencedores, ganharemos a recompensa de participar do milênio, como co-reis com Cristo. Se não formos, perderemos o galardão, o gozo do reino. Por esse motivo, Paulo nos alerta em 2 Corintios 5: 10: “Importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo”. “Ter feito o bem” corresponde a edificar com ouro, prata e pedras preciosas, a ser vigilante e a alimentar os conservos; “ter feito o mal” corresponde a edificar com madeira, feno e palha, a andar despercebido e a espancar os conservos e andar com pessoas dissolutas. O dia desse julgamento está muito próximo. Portanto, é tempo de avaliar nossa vida com Deus à luz de Sua Palavra. Se percebermos que ainda não estamos preparados para a vinda do Senhor, por vivermos excessivamente envolvidos com o mundo, ansiosos com nossa subsistência, ou porque nosso relacionamento com os irmãos é frio e indiferente, precisamos nos arrepender. a Senhor tem tardado Sua volta esperando que nos arrependamos; por isso, devemos viver de maneira santa, esperando e apressando a vinda: do Senhor (2Pe 19-12). A PARÁBOLA DAS DEZ VIRGENS No Evangelho de Mateus encontramos duas profecias em forma de parábolas referentes à volta do Senhor. Elas enfatizam dois aspectos diferentes da vida cristã em relação à segunda vinda de Cristo: estarmos vigilantes e cheios do azeite do Espírito, e sermos fiéis e prudentes. “O reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram a encontrar-se com o noivo” (25: 1). Na Bíblia, dez significa a maior parte de doze (Gn 42:3,4; 1 Rs 11:30,31; Mt 20:24); doze, por sua vez, relaciona-se 132/139
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    à totalidade dopovo de Deus, como vemos, por exemplo, nas doze tribos de Israel. Assim, as dez virgens representam a maior parte dos cristãos. Em Mateus 24, os dois homens no campo ou as duas mulheres no moinho representam os cristãos que estarão vivos até a volta do Senhor. Todavia, à época da volta do Senhor, a maioria dos cristãos, desde o início da igreja, obviamente já terá morrido. Esses são representados pelas dez virgens. Mesmo referindo-se aos cristãos que descansaram no Senhor, há nessa parábola princípios espirituais importantes. Ninguém pode garantir que estará vivo quando o Senhor voltar, portanto, é necessário estarmos preparados para encontrá-Lo, quer vivos, quer n’Éle descansando. Mateus 25:5 diz: “E, tardando o noivo, foram todas tomadas de sono, e adormeceram “. Aos olhos de Deus, um cristão não morre, mas adormece (1 Ts 4: 13). Todos os que receberam a salvação em Jesus morreram com Ele na cruz, ou seja, não podem morrer novamente; portanto, adormecem, descansam ou dormem no Senhor. Por esse motivo, podemos dizer que as dez virgens que foram tomadas de sono e adormeceram representam os salvos que morreram e os que terão morrido até a volta do Senhor. É importante enfatizar que a palavra “virgens” refere-se a cristãos genuínos. Em 2 Corintios 11: 2, Paulo disse aos cristãos coríntios que eles eram como virgem pura preparada para Cristo. Quando nos tomamos essas virgens aos olhos de Deus? Ao crer em Cristo. Quando cremos n’Ele, recebemos Sua vida. Durante o tempo em que esteve na Terra, Cristo foi absolutamente fiel ao Pai, vivendo de maneira santa, não se contaminando com o pecado ou o mundo. Quando recebemos Sua vida, recebemos também Sua santidade e Sua fidelidade. Paulo, considerando isso, comparou-nos a uma virgem pura. Todos os cristãos, homens ou mulheres, aos olhos de Deus, são virgens sendo preparadas para o casamento com Cristo. Tomar as Lâmpadas As virgens, tomando suas lâmpadas, saíram a encontrar-se com o noivo. As lâmpadas representam o espírito humano (Pv 20:27). Quando somos salvos, recebemos a vida de Deus por meio do Espírito de Deus em nosso espírito. O Espírito Santo, na Bíblia, é representado pelo azeite. O azeite era usado nas lâmpadas para molhar um pavio que, aceso, gerava luz. Assim, as lâmpadas nessa parábola representam nosso espírito unido com o Espírito Santo (d. Rm 8: 16; 1 Co 6: 17). O Senhor Jesus disse que os cristãos são a luz do mundo e que a sua luz deve brilhar diante dos homens (Mt 5: 14-16). Essa luz é, na verdade, a luz do Espírito de Deus brilhando dentro do nosso espírito. Desse modo, podemos ser a luz do mundo, como lâmpada que brilha nesta era de trevas (Fp 2: 15), e testemunhamos de Deus para glorificá-Lo (Mt 5: 16). Mesmo quando a Bíblia fala de obras, a ênfase não está em fazermos coisas para Deus, mas em permitir que Deus trabalhe em nós transformando-nos e, desse modo, espontaneamente nossa vida O manifestará diante das pessoas. Na parábola isso é representado pelo fato de as virgens não carregarem armas nem ferramentas para o trabalho. Isso demonstra que nosso testemunho diante das pessoas não está relacionado ao que fazemos, mas especialmente ao que somos. Por termos o Espírito Santo em nosso espírito, podemos testemunhar de Deus e brilhar por Ele. Saíram a Encontrar-se com o Noivo A parábola diz que as virgens saíram a encontrar-se com o noivo. Isso também indica que as virgens são os cristãos que morreram, saindo, assim, do mundo. Nessa parábola, Cristo é apresentado como o noivo amado (Jo 3:29; Mt 9: 15). Aqui Ele não é um general a quem obedecemos por obrigação, mas é um noivo, a quem seguimos por amor. É por amá-Lo que fugimos do pecado, pois não queremos fazer nada que O desagrade ou Ofenda. É pôr amar ao Senhor que rejeitamos o mundo e não nos deixamos envolver por ele, pois queremos amar exclusivamente ao nosso Noivo. É por amá-Lo que negamos a nós mesmos, pois reconhecemos que nossa vontade é contrária à Sua, e nos deleitamos em fazer a Sua vontade. A todo tempo, mesmo a cada instante, devemos sair de nós mesmos, sair do mundo, sair de nossos pensamentos 133/139
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    vãos para encontrarmoscom o Noivo, nosso amado Jesus. Cinco Virgens Néscias Entre as dez virgens, cinco eram néscias, e cinco prudentes (Mt 25:2). Isso não significa que essa seja, necessariamente, a proporção entre cristãos néscios e prudentes. O número cinco, na Bíblia, indica responsabilidade. Podemos ver o motivo disso em nossa mão. É possível, com certa dificuldade, pegarmos qualquer coisa com apenas quatro dedos. Mas se quisermos pegar algo com firmeza, precisaremos dos cinco. A divisão das virgens em dois grupos de cinco indica que todos os cristãos devem assumir a responsabilidade de se encherem de azeite, que éo Espírito de Deus. O número cinco é composto de quatro mais um. Quatro na Bíblia, refere-se à criação de Deus, especialmente ao homem; e um refere-se ao Criador, o único Deus. Isso quer dizer que nós mesmos, como o número quatro, não somos suficientes para arcar com a responsabilidade do testemunho de Deus – isso somente é possível pelo adicionar da vida de Deus a nós. Por isso, o Senhor disse em João 15:5: “Sem mim nada podeis fazer”. As virgens néscias não são cristãos falsos como alguns afirmam. Todas as dez mulheres são virgens, implicando serem iguais em natureza diante de Deus. Além disso, todas elas tinham lâmpadas que brilhavam. A diferença entre elas é que as néscias, ao tomarem suas lâmpadas não levaram azeite consigo (Mt 25:3). O azeite ou o óleo representa o Espírito de Deus (Is 61: 1; Hb 1: 9). Essas cinco virgens eram néscias porque só tinham o óleo na lâmpada, mas não a porção extra de óleo nas vasilhas, ou seja, elas tinham o espírito regenerado pelo Espírito Santo, mas não tinham sido enchidas do Espírito Santo. Cinco Virgens Sábias “No entanto, as prudentes, além das lâmpadas, levaram azeite nas vasilhas” (v. 4). O homem é um vaso feito por Deus (Rm 9:21,23,24) e a personalidade do homem está na sua alma. Portanto, as vasilhas aqui referem-se à alma dos cristãos. O homem foi criado com três partes: espírito, alma e corpo (1 Ts 5:23). No momento em que recebemos o Senhor, o Espírito Santo entrou em nosso espírito, regenerando-o e trazendo para dentro de nós a vida de Deus. Por termos recebido a vida eterna, estamos qualificados a participar da Nova Jerusalém. Esse é o primeiro estágio da nossa salvação, e foi realizado exclusivamente por Deus. Por outro lado, o processo da salvação deve desenvolver- e no estágio da transformação da alma, e isso é absolutamente responsabilidade nossa. Qual é o resultado da transformação de nossa alma? Suas três partes: mente, vontade e emoção serão alcançadas pela vida de Deus. Nossa mente será renovada (Rm 122), nossa vontade será obediente ao Senhor (Jo 7: 17; T g 4: 7) fazendo Sua vontade (Lc 22:42; Fp 2: 13) e nossa emoção amará ao Senhor acima de todas as coisas (Mt 10:37-39). O resultado final dessa transformação será nossa maturidade espiritual e o galardão no reino milenar. Por esse motivo, não podemos nos contentar apenas com a regeneração do nosso espírito, mas precisamos buscar diariamente o enchimento do azeite do Espírito Santo, para que Ele permeie todas as partes da nossa alma, transformando-nos de glória em glória, na própria imagem do Senhor, o Espírito (2 Co 3: 18). Se diariamente nos enchermos com Espírito Santo, Ele transbordará do nosso espírito a lâmpada, e penetrará cada parte da nossa alma, que é a vasilha. Somente assim, teremos a porção extra do azeite. Dessa forma, seremos virgens prudentes. Tardando o Noivo “E, tardando o noivo, foram todas tomadas de sono, e adormeceram” (Mt 25:5). Quase dois mil anos se passaram desde a Sua ascensão, e o Senhor ainda não veio. Muitas pessoas pensam que isso não ocorrerá, podendo, portanto, viver de qualquer maneira, como se não tivessem de prestar contas a 134/139
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    ninguém. Por nãoconhecerem o Senhor, é natural que pensem assim. Há muitos cristãos que não crêem na segunda vinda de Cristo ou se crêem, não vivem de acordo com isso. Nosso amado Noivo ainda não veio porque está nos dando ‘Oportunidade para arrependimento, para que deixemos de viver para nós mesmos e vivamos absolutamente para Ele (2 Pe 19). Desde a ascensão do Senhor, ao longo dos séculos, muitos cristãos morreram, e outros morrerão até a Sua vinda. Esses são as virgens que adormeceram. A Vinda do Noivo À meia-noite, o grito avisa da chegada do noivo (Mateus 25:6) é a voz do arcanjo mencionada em 1 Tessalonicenses 4: 16. Ao ouvir o grito, as virgens se levantaram e prepararam suas lâmpadas. “Levantar-se” é a ressurreição predita em 1 Tessalonicenses 4: 14, 16 e em 1 Coríntios 15:52. O fato de as virgens irem ao noivo com suas lâmpadas indica também que após a ressurreição, ainda teremos de responder pelos nossos atos enquanto vivemos na Terra. As néscias tentaram obter azeite das prudentes, porém, a porção extra do Espírito não pode ser dada de um cristão para outro, mas cada um é responsável por obtê-la. Assim, elas saíram para comprar. A aplicação disso é que para obter essa porção extra do Espírito Santo, temos de pagar um preço, tal como deixar o mundo, negar o ego, buscar o Senhor e considerar tudo como perda por causa de Cristo. A era da graça é o tempo apropriado para isso, mas se não estivermos dispostos a pagar esse preço, hoje, ainda teremos de pagá-lo após a ressurreição, por mil anos. “E, saindo elas para comprar, chegou o noivo, e as que estavam apercebidas entraram com ele para as bodas; e fechou-se a porta” (v. 10). “Mais tarde, chegaram as virgens néscias, clamando: Senhor, senhor, abre-nos a porta! Mas ele respondeu: Em verdade vos digo que não vos conheço” (Mt 25: 11,12). A expressão “não conhecer”, em grego, pode ser melhor traduzida por não reconhecer, não aprovar (encontramos a mesma expressão com o mesmo significado em Lucas 13: 25 e em João 1: 26, 31; 8: 19). Isso demonstra que o Senhor não aprova um viver cristão desleixado, sem busca espiritual, sem disposição de abandonar as exigências da alma e da carne para ter mais de Cristo. Enquanto viviam, essas virgens não pagaram o preço exigido para obter a porção extra do óleo perdendo, assim, o direito de participar das bodas do Cordeiro. Depois que o Noivo vier, já será tarde. Elas perderam a recompensa, pois não foram aprovadas para as bodas. Mas é preciso repetir enfaticamente: elas não perderam a salvação. Vigiai! “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora’ (Mt 25: 13). Ao dizer que desconhecemos a hora e o dia em que virá, o Senhor Jesus estava destacando a necessidade de estarmos preparados. Se estivermos prontos, amadurecidos, se tivermos deixado todas as coisas para ganhar mais da vida do Senhor, certamente seremos arrebatados. Devemos viver uma vida vigilante e preparada para a volta do Senhor. Devemos ser vigilantes contra toda a ação de Satanás que tentará desviar-nos do alvo de Deus. Devemos estar vigilantes para não satisfazer as concupiscências da carne, a fim de não sermos achados em pecado quando o Senhor voltar. Essa palavra do Senhor deve nos encorajar a vigiar e a não vivermos descuidados. Nosso alvo é sermos virgens prudentes! A PARÁBOLA DOS TALENTOS Antes de tratar da parábola dos talentos, é importante relembrar que na Bíblia existe uma grande diferença entre a perdição eterna e a perda da recompensa durante o milênio. Falamos anteriormente que nossa salvação é eterna: uma vez salvos, somos salvos para sempre (Jo 10:28). Todavia, isso não significa que após a salvação podemos 135/139
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    viver de maneiradesleixada, por termos a garantia de que não a perderemos. Deus é justo; Ele não pode tratar da mesma maneira um cristão que viveu absolutamente para Ele e o outro que após a salvação, continuou a viver nos prazeres do pecado e do mundo. Por isso, haverá recompensa ou disciplina na era vindoura, o milênio. Os cristãos que tiverem amadurecido, os que permitiram que o Espírito Santo saturasse sua alma, serão recompensados com as bodas do Cordeiro, enquanto os outros serão amadurecidos “à força”, mas com choro e ranger de dentes. Após os mil anos, todos os cristãos de todos os tempos, ou seja, todas as pessoas de todas as épocas e lugares, que um dia genuinamente receberam a Jesus como seu Senhor e Salvador, participarão da Nova Jerusalém, do novo céu e da nova terra pela eternidade. Há muitos versículos na Bíblia referentes à disciplina no milênio que são interpretados como indicadores da possibilidade de perdermos a salvação. É preciso entender a diferença entre esses dois fatos, a fim de termos uma vida cristã vitoriosa e segura. Portanto, mesmo que a distinção entre essas duas verdades seja “novidade” para muitos, pelo desconhecimento que há sobre elas, devemos considerar seriamente esse assunto em oração diante de Deus e conferi-I o com as Escrituras. Os judeus da cidade de Beréia foram considerados mais nobres que os de Tessalônica, pelo fato de conferir com as Escrituras tudo o que Paulo e Silas lhes ensinavam (At 17: 10, 11). O resultado foi que muitos deles creram (v. 12). Devemos proceder da mesma maneira. A autoridade última em relação às verdades divinas é a Bíblia. Por isso, devemos examiná-la com atenção e oração, a fim de verificar que ela ensina claramente a eternidade da salvação dos cristãos e a existência de uma disciplina para os que não amadurecerem até o final da era da graça. Conhecer que nossa salvação é eterna e que poderemos ser recompensados ou disciplinados, de acordo com nossa maturidade espiritual, levarnos-à a uma vida cristã estável e vitoriosa, pois estaremos “correndo” para um alvo certo e definido. Paulo estava se referindo a isso quando disse: “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio?Correi de tal maneira que o alcanceis. Todo atleta em tudo se domina; aqueles para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível. Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar” (1 Co 9:2426). Como ele corria, nós devemos correr também, visando alcançar o grande prêmio que é o próprio Cristo. Estudaremos agora, sucintamente, a parábola dos talentos (25:14-30). A parábola das dez virgens está relacionada à vida, e a dos talentos, ao serviço. No aspecto da vida, os cristãos são virgens, e a exigência é que sejam vigilantes. Quanto ao serviço, somos servos, o que implica em sermos fiéis. Portanto, não podemos negligenciar nem o aspecto da vida (aspecto interior, subjetivo, da experiência com Deus) nem o aspecto do serviço (aspecto exterior, objetivo, resultado da comunhão com Ele). A parábola dos talentos, por sua vez, também está relacionada ao serviço, mas especificamente ao adequado uso dos dons que de Deus recebemos. Pois será como um homem que, ausentando-se do país, chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens” (v. 14). O “homem” aqui refere-se a Cristo. Ele entregou Seus bens aos Seus servos. Os cristãos, ao mesmo tempo que são filhos de Deus, são servos ou escravos de Cristo (1 Co 7:22,23; 2 Pe 1: 1; Tg 1: 1; Rm 1: 1). No aspecto da vida, somos virgens vivendo unicamente para Cristo (2 Co 11: 2), e no aspecto do serviço, nós O servimos como escravos comprados por Seu precioso sangue. “A um deu cinco talentos, a outro dois e a outro um, a cada um segundo a sua própria capacidade; então partiu” (Mt 25: 15). Os talentos nessa parábola representam os dons espirituais (Ef 4: 7, 8; Rm 12:6; 1 Co 12:4; 1 Pe 4: 10; 2 Tm 1: 6). Para servir ao Senhor, precisamos de dons. Muitas pessoas, ao tornarem-se cristãs, pensam usar para o Senhor 136/139
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    seus talentos naturais,suas habilidades “de nascimento”. Isso, no entanto, é abominável para Deus, pois tais habilidades pertencem ao homem caído, à velha criação e à natureza pecaminosa. Os talentos de que Deus necessita no serviço a Ele são dons espirituais, são dons que nos são dados por Ele após a nossa salvação. Somente com esses dons podemos servir ao Senhor como bons servos a fim de realizar Sua obra. No momento em que recebemos a vida de Deus, por meio da regeneração, nos tornamos membros do Corpo de Cristo e membros uns dos outros. Num corpo, nem todos os membros têm a mesma função (Rm 12:4,5). Em nosso corpo físico, cada membro sabe exatamente qual é sua função e sabe como agir em coordenação com os outros membros. No Corpo de Cristo, porém, precisamos descobrir a função de cada membro e é especialmente necessário que aprendamos a servir junto com outros irmãos. Negociando com os Talentos O que recebera cinco talentos negociou com eles e ganhou outros cinco. Assim também o que recebera dois ganhou outros dois(Mt25:16,17). Devemos usar ao máximo os dons que recebemos do Senhor, sem desperdiçá-los, pregando o evangelho, ministrando vida e verdade a outros, e pastoreando os que precisam de cuidado. O resultado disso será a edificação da igreja e a multiplicação de nossos talentos. Uma das mais importantes tarefas de um servo de Deus é suprir comida aos outros servos da casa de Deus (24:45). Devemos ministrar a Palavra de Deus com as riquezas insondáveis de Cristo (Ef 3:8) a fim de nutrir nossos conservos. Por meio desse serviço, as pessoas serão ricamente alimentadas e os bens do Senhor se multiplicarão. “Mas o que recebera um, saindo, abriu uma cova e escondeu o dinheiro do seu senhor” (v. 18). Há cristãos que receberam apenas um talento e, por isso, não o valorizam, considerando-se sem importância e sem utilidade para Deus e para a igreja. Normalmente, são estes os que não multiplicam o talento que receberam, isto é, “enterram” o dom dado pelo Senhor. Precisamos ser sábios: se recebemos apenas um talento do Senhor, devemos, mais do que os outros, empenhar-nos em multiplicá-lo. Se nos consagrarmos ao Senhor, para servi-Lo de acordo com Sua vontade, nossos dons espirituais se multiplicarão e nos tomaremos mais e mais úteis para a edificação da igreja. Acerto de Contas “Depois de muito tempo, voltou o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles” (v. 19). “Muito tempo” aqui refere-se à era da igreja e “voltou” refere-se à vinda do Senhor nos ares (1 Ts 4: 16, 17); “ajustar contas” refere-se ao julgamento no tribunal de Cristo (2 Co 5: 10; Rm 14: 10) nos ares, onde nossa vida, conduta e obra serão julgadas para recompensa ou punição (1 Co 4:5; Mt 16:27; Ap 22: 12; 1 Co 3: 1315). Esse tempo está cada vez mais próximo, por isso precisamos considerar seriamente como temos usado os dons espirituais ganhos de Deus. Os dons espirituais nos foram dados por Deus e a Ele prestaremos contas de seu uso – nada é realmente nosso, mas foi-nos entregue para administrarmos em nome de Deus e para o Seu propósito. O que recebera cinco talentos entregou os outros cinco que ganhara. Disse-lhe o senhor: “Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei: entra no gozo do teu senhor” (Mt 25:21). “Pouco” refere-se ao nosso serviço ao Senhor nesta era e “sobre o muito”, à autoridade para governar no reino vindouro. O “gozo” do Senhor é o desfrute do Senhor na era vindoura, o milênio. A recompensa dos servos fiéis tem, portanto, dois aspectos: eles receberão autoridade para governar sobre as nações durante o milênio, e desfrutarão de maneira especial da Pessoa do Senhor Jesus. O que recebera dois talentos entregou a seu amo os outros dois que ganhara. O louvor e a recompensa do senhor 137/139
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    a ele foramos mesmos dados ao de cinco talentos. É interessante observar que ambos os servos, tanto o que recebera cinco como o que recebera dois, o senhor lhes disse que eles tinham sido fiéis “no pouco”. Isso prova que sermos aprovados não depende do quanto fizemos para Deus, e, sim, de nossa fidelidade em usar plenamente os dons que Ele nos deu. Não considere os irmãos de cinco talentos como se fossem predestinados para serem vencedores e os de um talento como marcados para as trevas exteriores. Isso é uma mentira diabólica, que visa tão somente desanimar e paralisar muitos filhos de Deus. Se o que recebera um talento tivesse sido fiel em multiplicá-lo, ele também seria colocado sobre o muito e entraria no gozo do seu senhor. “Chegando, por fim, o que recebera um talento, disse: Senhor, sabendo que és homem severo, que ceifas onde não semeaste, e ajuntas onde não espalhaste, receoso, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu “-(vs. 24, 25). Esse que recebera um talento não é uma pessoa incrédula, não salva, como interpretam alguns. Uma pessoa não salva não pode receber dons espirituais de Deus, tampouco será levada a julgamento no tribunal de Cristo. Aparentemente, o Senhor é severo como disse o último servo, pois parece exigir que trabalhemos para Ele a partir do nada. Na verdade, Ele mesmo nos supre com toda a graça e a vida de que necessitamos para servi-Lo. Nossa responsabilidade é trabalhar e multiplicar os dons que recebemos. Talvez para os de cinco e dois talentos seja mais fácil usá-los, talvez o de um talento seja mais tímido e despreparado. Todavia, isso não deve ser desculpa para negligenciarmos o uso do dom que recebemos. Se somos os de um talento, isso deve forçar-nos a exercitar a fé mais do que os outros para usar mais diligentemente nosso dom. Se para nós é mais difícil usar o espírito ou manter-nos separados para Deus, então, precisamos nos esforçar mais que os outros. O que importa é que alcancemos o prêmio. Tenhamos a certeza de que o Senhor, ao nos dar os dons, sabe que somos capazes de multiplicá-los. Ele está semeando e espera ceifar. Esconder na terra o talento é envolver-se com as coisas terrenas, mundanas, e não com as espirituais, tornando- se assim inativo e infrutífero. Quanto mais envolvidos com os cuidados e prazeres desta vida, menos interesse temos pelas coisas espirituais. Por exemplo, alguns cristãos nunca têm tempo para visitar os outros a fim de ministrar-lhes cuidado, pois estão a todo tempo envolvidos com as coisas do mundo. Outros se acham fracos demais para pastorear ou pregar o evangelho. Lembre-se, porém: por mais fraco que você seja, por mais inútil que você se considere, tenha a certeza de que sempre haverá pessoas ainda mais fracas que necessitam do seu cuidado. Nunca devemos menosprezar os poucos dons que recebemos. Devemos ser fiéis no pouco que o Senhor nos deu e os dons se multiplicarão. Também não podemos argumentar que nos falta tempo para cuidar dos outros. Se nosso coração estiver cheio de amor por Deus e por Sua igreja, por mais ocupados que sejamos, sempre conseguiremos reservar algum tempo para usar nossos dons a favor de Cristo e da igreja. Choro e Ranger de Dentes “Respondeu-lhe, porém, o senhor: Servo mau e negligente”, (y. 26). Aquele senhor foi ríspido e severo com seu servo, pois ele nem mesmo havia tentado investir seu talento para devolvê-lo ao senhor com juros (v. 27). O servo deveria ter entregue o dinheiro do seu senhor (o dinheiro, apesar de estar nas mãos do servo, ainda era de seu senhor) Isso confirma que os dons espirituais que o Senhor nos deu ainda são d’Ele, e a nossa função é simplesmente administrá-los aos banqueiros. Isso representa o uso dos talentos na igreja. Disse o senhor aos outros servos: “Tirai-lhe, pois, o talento, e dai-o ao que tem dez” (Mt 25:28). O dom do Senhor, no reino vindouro, será tirado daqueles que são negligentes. O uso dos dons é uma oportunidade que nos foi dada pelo Senhor a fim de que nesta era cresçamos em Sua vida e recebamos mais da Sua graça’. Portanto, após a era da graça, esses dons não terão mais razão de existir e serão tirados dos que não os multiplicaram. E acrescentou o Senhor: “E o servo inútil lança-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes” (v. 30). “Ser lançado nas trevas” aqui não denota a perdição eterna de um falso cristão. Como já vimos, o fato desse 138/139
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    homem ser chamadode servo e a ele terem sido dados dons, prova que ele é um cristão genuíno. Desse modo, as trevas aqui mencionadas referem-se à punição de cristãos genuínos que não foram fiéis. Há vários versículos em Mateus que falam de alguém ser lançado nas trevas exteriores (8:12; 22: 13; 24:51; 25:30). Uma vez mais reafirmamos: essas passagens referem-se a cristãos genuínos, verdadeiramente regenerados pelo Espírito Santo que, contudo, não foram vencedores. Esses santos não-vencedores não serão lançados no lago de fogo, mas nas trevas exteriores, o que significa ficar fora da esfera da glória de Deus durante a era do reino vindouro. Um Encorajamento. Deus nos escolheu antes da fundação do mundo. De antemão, Ele nos conhecia e sabia que, mesmo após O conhecermos, ainda Lhe seríamos infiéis muitas e muitas vezes. Ele conhece nossa estrutura, sabe de nossas fraquezas, de nossas dificuldades para prosseguirmos com Ele. Por isso, Deus nos dá o galardão do reino como um encorajamento, um estímulo adicional para O buscarmos. Participar dessa festa, dessa comunhão íntima, dessa porção especial por mil anos não é algo pequeno e sem importância, mas é uma bênção indescritível prometida para todos os cristãos. Há um preço a pagar, um caminho estreito a seguir, mas os que aceitarem ser vencedores obterão uma recompensa que olhos humanos nunca viram, cuja descrição nenhum ouvido jamais ouviu nem jamais foi possível ao coração do homem conceber (d. 1 Co 2:9). Entrar no gozo de nosso Senhor é um prêmio pelo qual vale a pena entregar toda a nossa vida e pagar o preço que for necessário. 139/139