Victor e Mateus Antero
Os Sertões
      Este livro é dividido em três partes: A Terra, O
Homem e A Luta. A Terra é uma descrição detalhada feita
pelo cientista Euclides da Cunha, mostrando todas as
características do lugar, o clima, as secas, a terra, enfim.
       O Homem é uma descrição feita pelo sociólogo e
antropólogo Euclides da Cunha, que mostra o habitante
do lugar, sua relação com o meio, sua gênese etnológica,
seu comportamento, crença e costume; mas depois se fixa
na figura de Antônio Conselheiro, o líder de Canudos.
       Apresenta se caráter, seu passado e relatos de como
era a vida e os costumes de Canudos, como relatados por
visitantes e habitantes capturados.
Estas duas partes são essencialmente descritivas,
pois na verdade "armam o palco" e "introduzem os
personagens" para a verdadeira história, a Guerra de
Canudos, relatada na terceira parte, A Luta.
      A Luta é uma descrição feita pelo jornalista e ser
humano Euclides da Cunha, relatando as quatro
expedições a Canudos, criando o retrato real só possível
pela testemunha ocular da fome, da peste, da miséria, da
violência e da insanidade da guerra.
Retratando minuciosamente movimento de
tropas, o autor constantemente se prende à
individualidade das ações e mostra casos isolados
marcantes que demonstram bem o absurdo de um
massacre que começou por um motivo tolo - Antônio
Conselheiro reclamando um estoque de madeira não
entregue - escalou para um conflito onde havia paranóia
nacional pois suspeitava-se que os "monarquistas" de
Canudos, liderados pelo "famigerado e bárbaro Bom
Jesus Conselheiro" tinham apoio externo. No final, foi
apenas um massacre violento onde estavam todos
errados e o lado mais fraco resistiu até o fim com seus
derradeiros defensores - um velho, dois adultos e uma
criança.
Vidas Secas
      A obra se classifica entre o conto e o romance e fala
do drama do retirante diante da seca implacável e da
extrema pobreza que leva a um relacionamento seco e
doloroso entre as personagens, quase um monólogo.
       Os participantes da história são: Fabiano o chefe da
família, homem rude e quase incapaz de expressar seu
pensamento com palavras; Sinhá Vitória, sua mulher com
um nível intelectual um pouco superior ao do marido que
a admira por isto; O menino mais novo, quer realizar algo
notável para ser igual ao pai e despertar a admiração do
irmão e da Baleia, a cadela;
O menino mais velho, sente curiosidade pela palavra
"inferno" e procura se esclarecer com a mãe, já que o pai é
incapaz; A cadela, Baleia, e o papagaio completam o grupo
de retirantes, na história; Representando a sociedade local,
na história, estão o soldado amarelo, corrupto e arbitrário,
impõe-se ao indefeso Fabiano que o respeita por ser
representante do governo; Tomás da Bolandeira, dono da
fazenda, onde a família se abrigou durante uma
tempestade, e homem poderoso da região que impõe sua
vontade.
A comunicação é rara e ocorre quando o pai ralha
com o filho e esse procedimento é uma constante no livro.
Há uma intenção do autor de não dar nome aos
meninos, para evidenciar a vida sem sentido e sem sonhos
do     retirante.   "Ainda     na    véspera    eram    seis
viventes, contando com o papagaio.
      Coitado, morrera na areia do rio, onde haviam
descansado, à beira duma poça: a fome apertara demais os
retirantes e por ali não existia sinal de comida. Baleia
jantara os pés, a cabeça, os ossos do amigo, e não guardava
lembrança disto." II - Fabiano "Apossara-se da casa porque
não tinha onde cair morto, passara uns dias mastigando
raiz de imbu e sementes de mucunã. Viera a trovoada.
      O livro termina com uma mistura de
sonho, frustração e descrença.
vidas secas e os sertões

vidas secas e os sertões

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    Os Sertões Este livro é dividido em três partes: A Terra, O Homem e A Luta. A Terra é uma descrição detalhada feita pelo cientista Euclides da Cunha, mostrando todas as características do lugar, o clima, as secas, a terra, enfim. O Homem é uma descrição feita pelo sociólogo e antropólogo Euclides da Cunha, que mostra o habitante do lugar, sua relação com o meio, sua gênese etnológica, seu comportamento, crença e costume; mas depois se fixa na figura de Antônio Conselheiro, o líder de Canudos. Apresenta se caráter, seu passado e relatos de como era a vida e os costumes de Canudos, como relatados por visitantes e habitantes capturados.
  • 3.
    Estas duas partessão essencialmente descritivas, pois na verdade "armam o palco" e "introduzem os personagens" para a verdadeira história, a Guerra de Canudos, relatada na terceira parte, A Luta. A Luta é uma descrição feita pelo jornalista e ser humano Euclides da Cunha, relatando as quatro expedições a Canudos, criando o retrato real só possível pela testemunha ocular da fome, da peste, da miséria, da violência e da insanidade da guerra.
  • 4.
    Retratando minuciosamente movimentode tropas, o autor constantemente se prende à individualidade das ações e mostra casos isolados marcantes que demonstram bem o absurdo de um massacre que começou por um motivo tolo - Antônio Conselheiro reclamando um estoque de madeira não entregue - escalou para um conflito onde havia paranóia nacional pois suspeitava-se que os "monarquistas" de Canudos, liderados pelo "famigerado e bárbaro Bom Jesus Conselheiro" tinham apoio externo. No final, foi apenas um massacre violento onde estavam todos errados e o lado mais fraco resistiu até o fim com seus derradeiros defensores - um velho, dois adultos e uma criança.
  • 5.
    Vidas Secas A obra se classifica entre o conto e o romance e fala do drama do retirante diante da seca implacável e da extrema pobreza que leva a um relacionamento seco e doloroso entre as personagens, quase um monólogo. Os participantes da história são: Fabiano o chefe da família, homem rude e quase incapaz de expressar seu pensamento com palavras; Sinhá Vitória, sua mulher com um nível intelectual um pouco superior ao do marido que a admira por isto; O menino mais novo, quer realizar algo notável para ser igual ao pai e despertar a admiração do irmão e da Baleia, a cadela;
  • 6.
    O menino maisvelho, sente curiosidade pela palavra "inferno" e procura se esclarecer com a mãe, já que o pai é incapaz; A cadela, Baleia, e o papagaio completam o grupo de retirantes, na história; Representando a sociedade local, na história, estão o soldado amarelo, corrupto e arbitrário, impõe-se ao indefeso Fabiano que o respeita por ser representante do governo; Tomás da Bolandeira, dono da fazenda, onde a família se abrigou durante uma tempestade, e homem poderoso da região que impõe sua vontade.
  • 7.
    A comunicação érara e ocorre quando o pai ralha com o filho e esse procedimento é uma constante no livro. Há uma intenção do autor de não dar nome aos meninos, para evidenciar a vida sem sentido e sem sonhos do retirante. "Ainda na véspera eram seis viventes, contando com o papagaio. Coitado, morrera na areia do rio, onde haviam descansado, à beira duma poça: a fome apertara demais os retirantes e por ali não existia sinal de comida. Baleia jantara os pés, a cabeça, os ossos do amigo, e não guardava lembrança disto." II - Fabiano "Apossara-se da casa porque não tinha onde cair morto, passara uns dias mastigando raiz de imbu e sementes de mucunã. Viera a trovoada. O livro termina com uma mistura de sonho, frustração e descrença.