VASOS DE PRESSÃO
DEFINIÇÃO
• São todos os reservatórios destinados ao
armazenamento e processamento de líquidos e
gases sob pressão ou sujeitos a vácuo total ou
parcial.
• São todos os reservatórios de qualquer tipo,
dimensões ou finalidade, não sujeitos a chama,
que contenham qualquer fluído em pressão
manométrica igual ou superior a 1,02 Kgf/cm²
ou submetidos à pressão externa.
TIPOS
• Vasos de armazenamento e acumulação;
• Torres de destilação fracionada, retificação, absorção
etc;
• Reatores diversos;
• Esfera de armazenamento de gases;
• Permutadores de calor;
• Aquecedores;
• Resfriadores;
• Condensadores;
• Refervedores;
• Resfriadores a ar.
CONDIÇÕES DISTINTAS
• Armazenamento de gases sob pressão
• - os gases são armazenados sob pressão
para que se possa ter um grande peso
num volume relativamente pequeno.
CONDIÇÕES DISTINTAS
• Acumulação intermediária de líquidos e
gases
• - isto ocorre em sistemas onde é
necessária a armazenagem de líquidos ou
gases entre etapas de um mesmo
processo ou entre processos diversos.
CONDIÇÕES DISTINTAS
• PROCESSAMENTO DE GASES E
LÍQUIDOS.
• - inúmeros processos de transformação
em líquidos e gases precisam ser
efetuados sob pressão.
DIFERENCIAÇÃO
• A diferenciação entre vasos de pressão é
determinada pela pressão e pela norma
adequada ao serviço e são as seguintes:
• 0 a 0,5 psig – API-650;
• 0 a 15,0 psig – API-620;
• 15,0 psig e vácuo – ASME, BS-5500, AD-
Merkblater etc.
O ASME possui três divisões a
saber:
Div. 1;
Div. 2;
Div. 3.
As regras da Divisão 1 foram
formuladas a partir de
considerações de projeto e
princípios de construção
aplicáveis a vasos projetados
para pressões não superiores a
3.000 psig e vasos sujeitos a
pressão externa.
A Divisão 1 é dividida da seguinte
forma:
três subseções;
30 apêndices obrigatórios;
19 apêndices não obrigatórios.
A Divisão 2 se baseia em um projeto
alternativo de vasos de pressão. Na
Divisão 2 as regras são mais
restritivas quanto ao tipo de material
a ser utilizado, mas permiti-se a
utilização de maiores valores de
intensificação de tensões de projeto
na faixa de temperaturas na qual o
valor é limitado pelo limite de
resistência ou escoamento:
A utilização da Divisão 2 é
admitida em um dos casos
descritos à seguir:
quando a espessura da parede do vaso
exceder a 50 mm;
Nos vasos projetados para pressões
superiores a 212 Kgf/cm²;
Nos casos de construção ou projetos
especiais, no entender da PETROBRAS.
Procedimentos mais precisos de
cálculos são necessários;
os procedimentos permissíveis de
fabricação são especificamente
delineados e mais completos
métodos de inspeção e teste são
exigidos.
A Divisão 2 é dividida da seguinte
forma:
01 seção com 8 partes;
25 apêndices obrigatórios;
11 apêndices não obrigatórios.
Diferenças entre as divisões
a) Espessura mínima de
parede
b) Análise de fadiga
-A Div. 1 utiliza fórmulas
de cálculo simplificadas
baseadas na teoria da
membrana;
- A Div. 2 exige uma
análise de todas as
tensões atuantes em
cada parte do vaso
(apêndice 4).
- A Div. 2 considera a
possibilidade de falha
por fadiga e fornece
regras para esta análise
(apêndice 5).
Diferenças entre as divisões
c) Escolha dos materiais d) Processo de fabricação
- A Div. 2 faz exigências
adicionais para a
certificação do material a
ser utilizado na fabricação
do equipamento (parte
AM);
É mais restrita na escolha
de materiais, porém
permite que sejam
atingidas tensões
admissíveis mais
elevadas.
- A Div. 2 exige requisitos
adicionais referentes a
procedimentos de
soldagem, tratamento
térmico etc (artigos AF-1
a AF-8).
Diferenças entre as divisões
e) Inspeção e testes f) Geral
- Embora os critérios de
aceitação sejam os
mesmos para as duas
divisões, a Div. 2 não
aceita as limitações de
abrangência de exames
não-destrutivos
permitidas na Div. 1.
Ex.: A Div. 2 não admite
radiografia parcial (spot)
em juntas soldadas.
- A Div. 2 não limita a
pressão máxima de
operação, enquanto a
Div. 1 a limita em 3.000
psi (212,0 Kgf/cm²).
POSIÇÃO DA INSTALAÇÃO
• Vertical;
• Horizontal;
• Inclinado.
DEFINIÇÕES
• PRESSÃO DE OPERAÇÃO
• É a pressão no topo de um vaso de
pressão em posição normal de operação,
correspondente a uma determinada
temperatura de operação. Ela não deve
exceder a PMTA do vaso, sendo mantida
abaixo da pressão de ajuste dos
dispositivos de alívio de pressão do vaso.
DEFINIÇÕES
• TEMPERATURA DE OPERAÇÃO
• É a temperatura da parede do vaso
quando sujeito a pressão de operação.
• Obs.: Quando num equipamento podemos
delimitar zonas com diferentes
temperaturas de operação, podemos
estabelecer condições de projeto distintas
para cada uma dessas zonas.
DEFINIÇÕES
• PRESSÃO DE PROJETO
• É a pressão que será utilizada no
dimensionamento do vaso, devendo ser
considerada como atuando no topo do
equipamento.
DEFINIÇÕES
• PRESSÃO DE PROJETO
• O Código ASME, Seção VIII, estabelece
que a pressão de projeto deverá ser
determinada considerando-se a condição
de pressão e temperatura mais severas
que possam ocorrer em serviço normal.
DEFINIÇÕES
• PRESSÃO DE PROJETO
• De acordo com os procedimentos adotados pela
PETROBRAS, a pressão de projeto de um
equipamento, associada a uma temperatura de
projeto, será o maior dos seguintes valores.
• - 1,1 PMO quando for utilizada válvula de alívio
de pressão convencional ou balanceada.
• - 1,05 PMO ou PMO + 0,36 Kgf/cm² quando for
utilizada válvula de segurança operada por
piloto.
• - 1,5 Kgf/cm².
DEFINIÇÕES
• TEMPERATURA DE PROJETO
• É a temperatura da parede do vaso
correspondente a pressão de projeto. O
Código ASME estabelece que esta
temperatura não deverá ser menor que a
temperatura média da superfície metálica
nas condições normais de operação.
DEFINIÇÕES
• TEMPERATURA DE PROJETO
• De acordo com o critério adotado pela
PETROBRAS, a temperatura de projeto de um
equipamento, associada a determinada pressão
de projeto, será estabelecida do seguinte modo:
• - Vasos operando entre 15ºC e 400ºC: TMO +
30ºC.
• - Vasos operando acima de 400ºC: TMO.
• - Vasos operando abaixo de 15ºC: TminO.
DEFINIÇÕES
• PRESSÃO MÁXIMA ADMISSÍVEL DE
TRABALHO
• É a pressão máxima, no topo do vaso, em
posição de operação normal, que acarreta no
componente mais solicitado do equipamento,
uma tensão igual a tensão admissível do
material, na temperatura considerada, corrigida
pelo valor da eficiência de exame radiográfico
adotada no projeto do equipamento.
DEFINIÇÕES
• PRESSÃO MÁXIMA ADMISSÍVEL DE
TRABALHO
• É calculada para a temperatura de projeto
com o vaso na condição corroída.
DEFINIÇÕES
• PRESSÃO DE AJUSTE DO
DISPOSITIVO DE ALÍVIO DE PRESSÃO
• O Código ASME Seção VIII, Div. 1 aborda
os requisitos para dispositivos de alívio de
pressão, em sua parte UG, parágrafos
UG-125 a UG-136 e em seu apêndice 11.
EFICIÊNCIA DE JUNTAS
• A tabela UW-12 fornece a eficiência de
junta “E” a ser utilizada nas fórmulas de
cálculo desta Divisão para juntas obtidas
por soldagem. O valor de “E” depende
apenas do Tipo de junta e grau de
inspeção empregado.
DEFINIÇÕES
EFICIÊNCIA DE JUNTAS
• O valor de “E” não superior ao fornecido
pela coluna (a) da Tabela UW-12 deverá
ser utilizado no projeto de juntas de topo
totalmente radiografadas, exceto quando
os requisitos de UW-11 (a)(5) não são
cumpridos, quando se utiliza o valor da
coluna (b) da Tabela UW-12.
EFICIÊNCIA DE JUNTAS
• Um valor de “E” não superior ao
apresentado na coluna (b) da Tabela UW-
12 deve ser utilizado no dimensionamento
de vasos baseado em exame radiográfico
por pontos.
EFICIÊNCIA DE JUNTAS
• Um valor de “E” não superior ao
apresentado na coluna (c) da Tabela UW-
12 deve ser utilizado no dimensionamento
de vasos sem exame radiográfico.
EFICIÊNCIA DE JUNTAS
• Seções do casco ou tampos sem costura
são considerados como tendo uma junta
de categoria A, Tipo 1. Para efeito de
cálculo, para a tensão circunferencial, o
valor de E = 1,0 quando os requisitos de
11 (a)(5)(b) são atendidos, e E = 0,85
quando não o são.
EFICIÊNCIA DE JUNTAS
• No apêndice L, encontram-se vários
diagramas de bloco orientado quanto ao
tipo de exame radiográfico e valores de
eficiência de juntas que podem ser
adotadas no projeto de um vaso de
pressão.
A espessura de parede de um vaso
de pressão, dimensionado de
acordo com as regras
estabelecidas pela Div. 1, deve ser
tal que:
a tensão máxima primária geral de
membrana, resultante dos
carregamentos a que está sujeito o
equipamento;
Espessura mínima é o valor
determinado com as fórmulas
constantes no código de projeto
do vaso, considerando-se a
pressão e temperatura de
projeto, sem adicionar a sobre-
espessura de corrosão.
Sobre-Espessura de corrosão ©
é o valor determinado com base
na corrosão prevista e na vida
útil especificada no projeto do
vaso.
A norma PETROBRAS indica os
seguintes valores mínimos para a
sobre-espessura de corrosão para
as partes construídas em aço
carbono ou baixa liga:
Torres, vasos e permutadores em
geral para serviços com
hidrocarbonetos: C = 3,0 mm;
Potes de acumulação (botas)
para os vasos: C = 6,0 mm;
Vasos em geral para vapor e ar:
C = 1,5 mm;
Vasos de armazenamento de
gases liquefeitos de petróleo: C
= 1,5 mm;
Espessura de projeto:
é a soma da espessura mínima
e da sobre-espessura para
corrosão. Independente do
valor calculado para a
espessura de projeto, em vasos
de aço carbono e baixa liga.
Espessura de projeto:
a PETROBRAS admite como valor
do casco e do tampo os seguintes
valores:
EP >= 4,8 mm;
EP >= 2,5 + 0,001 Di + C;
onde: Di = diâmetro interno em
milímetros;
C = sobre-espessura para corrosão
em milímetros.
Espessura de projeto:
em vasos de aços inoxidáveis
austeníticos e metais não
ferrosos a espessura de projeto
mínima de 2 mm.
Durante sua operação normal, não
exceda os limites de tensão
admissível do material do vaso e
que, excetuando-se alguns casos
especiais, os carregamentos aos
quais o vaso esteja sujeito, não
provoquem uma tensão primária de
membrana, mais flexão, superior a
1,5 a tensão máxima admissível do
material do vaso.
ALÍVIO DE TENSÕES RESIDUAIS
COM TRATAMENTO TÉRMICO
• Consiste em aquecer uniformemente o
equipamento de modo que o limite de
escoamento do material fique reduzido a
valores inferiores às tensões residuais.
Nesta condição, as tensões residuais
provocam deformações plásticas locais e
diminuem de intensidade.
ALÍVIO DE TENSÕES RESIDUAIS
COM TRATAMENTO TÉRMICO
• Os métodos podem ser divididos em:
• - tratamentos realizados no interior de
fornos;
• - tratamento utilizando o vaso como forno;
• - tratamento localizado.
ALÍVIO DE TENSÕES RESIDUAIS
COM TRATAMENTO TÉRMICO
• Os principais efeitos do tratamento térmico de
alívio de tensões em temperatura ou tempo
acima dos especificados pelos códigos de
construção, ou a repetição do tratamento várias
vezes, mesmo dentro dos valores especificados
são os seguintes:
• - progressiva redução do limite de escoamento;
• - aumento da temperatura crítica de transição,
do comportamento dúctil para frágil (redução da
tenacidade);
• - redução da resistência a fluência para
materiais que deverão operar acima de 400ºC,
após o tratamento.
ALÍVIO DE TENSÕES RESIDUAIS
COM TRATAMENTO TÉRMICO
• O parâmetro de Larson-Muller (LMP),
permite expressar com um único valor, as
características de um ciclo térmico
considerando todas as variáveis. Este
parâmetro está descrito a seguir:
ALÍVIO DE TENSÕES RESIDUAIS
COM TRATAMENTO TÉRMICO
• LMP = T. (C + log t) .10-³
• Onde: LMP = parâmetro de Larson-Muller;
• T = temperatura do tratamento térmico (ºK);
• t = tempo equivalente de tratamento (horas),
calculado pela expressão t = te + ta + tr;
• te = tempo de encharque (horas);
• ta = tempo de aquecimento (horas), calculado
pela expressão: ta = T / [ 2,3.Ka.(C – log Ka)];
ALÍVIO DE TENSÕES RESIDUAIS
COM TRATAMENTO TÉRMICO
• Ka = velocidade de aquecimento (ºK / hora);
• C = constante, igual a 20 para os aços C e C-
Mn;
• tr = tempo de resfriamento (horas), calculado
pela expressão tr = T / [ 2,3.Kr.(C – log Kr)];
• Kr = velocidade de resfriamento (ºK / hora);
• C = constante, igual a 20 para os aços C e C-
Mn;
ALÍVIO DE TENSÕES RESIDUAIS
COM TRATAMENTO TÉRMICO
• Trabalhos técnicos recomendam que o
valor de LMP seja sempre inferior a 19,5,
mesmo após vários tratamentos
sucessivos.
• Conforme os requisitos dos códigos de
construção, o limite de escoamento do
material cai de 5 para 10% por tratamento
realizado.
• Obs.: é recomendável um máximo de três
tratamentos nos equipamentos.
ALÍVIO DE TENSÕES RESIDUAIS
COM TRATAMENTO TÉRMICO
• Conforme os requisitos dos códigos de
construção, a temperatura de transição
pode aumentar até 30ºC. Essa queda
progressiva da tenacidade ao entalhe é
explicada pela migração do carbono e das
impurezas para os contornos de grãos
ferrita.
ALÍVIO DE TENSÕES RESIDUAIS
COM TRATAMENTO TÉRMICO
• Segue abaixo a relação dos benefícios
mais importantes:
• - Redução dos picos de tensão em cerca
de 10 a 20% do seu valor residual;
• - Promove a estabilidade dimensional da
peça ou componentes;
• - Elimina ou reduz a tendência a corrosão
sob tensão do material;
• - Reduz a dureza e restaura a ductilidade
e a tenacidade da junta soldada;
ALÍVIO DE TENSÕES RESIDUAIS
COM TRATAMENTO TÉRMICO
• Segue abaixo a relação dos benefícios
mais importantes:
• - Melhora a resistência à fratura frágil;
• - Elimina o hidrogênio dissolvido na solda.
ALÍVIO DE TENSÕES RESIDUAIS
COM TRATAMENTO TÉRMICO
• Segue abaixo a relação de alguns
inconvenientes:
• - Queda da resistência mecânica com a
temperatura, pode ensejar a propagação
de fissuras preexistentes;
• - Relaxamento das tensões compressivas
que impediam a propagação de trincas;
ALÍVIO DE TENSÕES RESIDUAIS
COM TRATAMENTO TÉRMICO
• Segue abaixo a relação de alguns
inconvenientes:
• - Redução da tensão de escoamento e o
aumento da temperatura crítica de transição
dúctil/frágil, do material tratado termicamente,
comparativamente ao metal base, sem solda;
• - Risco de reação, do hidrogênio dissolvido, na
estrutura do metal, com o carbono, gerando o
gás metano com conseqüente fragilização do
material.
ALÍVIO DE TENSÕES RESIDUAIS
COM TRATAMENTO TÉRMICO
• Exigências do Código ASME para soldas
novas em aço carbono:
• - Espessuras maiores do que 38 mm;
• - Espessuras maiores do que 31 mm a
menos que se faça pré-aquecimento de
100ºC durante a soldagem;
• - Qualquer espessura para vaso em
serviço letal;
• - Qualquer espessura para vaso em
serviço à temperatura inferior a -45ºC.
ALÍVIO DE TENSÕES RESIDUAIS
COM TRATAMENTO TÉRMICO
• Exigências do Código ASME para reparos em
soldas em aço carbono:
• - Qualquer profundidade de reparo para vasos
em serviço letal;
• - Qualquer profundidade de reparo para vasos
em serviço à temperatura inferior a -45ºC;
• - Qualquer profundidade de reparo em bocais
com Ø inferior a 2” não precisam ser tratados,
desde que sejam pré-aquecidos a 100ºC,
durante a soldagem, não tenham: chanfro
superior a 13 mm, altura de garganta superior a
13 mm e anel de reforço;
ALÍVIO DE TENSÕES RESIDUAIS
COM TRATAMENTO TÉRMICO
• Exigências do Código ASME para reparos
em soldas em aço carbono:
• - As soldas com garganta inferior a 13 mm
não precisam ser tratadas se utilizarem
pré-aquecimento de 100ºC, durante a
soldagem;
• - Os revestimentos feitos com depósito de
solda ou solda de fixação de lining’s não
precisam ser tratados se pré-aquecidos a
100ºC, durante a soldagem;
ALÍVIO DE TENSÕES RESIDUAIS
COM TRATAMENTO TÉRMICO
• Exigências do Código ASME para reparos em
soldas em aço carbono:
• - Pequenas restaurações da superfície devido a
remoção dos dispositivos de soldagem não
precisam ser tratados se não houver risco de
contato com o produto a ser armazenado;
• - Quando a profundidade total do reparo de
qualquer junta soldada, que não se enquadram
nos itens acima, exceder a 38 mm (soma das
profundidades de reparos de cada lado da
solda).

VASOS DE PRESSÃO.ppt

  • 1.
  • 2.
    DEFINIÇÃO • São todosos reservatórios destinados ao armazenamento e processamento de líquidos e gases sob pressão ou sujeitos a vácuo total ou parcial. • São todos os reservatórios de qualquer tipo, dimensões ou finalidade, não sujeitos a chama, que contenham qualquer fluído em pressão manométrica igual ou superior a 1,02 Kgf/cm² ou submetidos à pressão externa.
  • 3.
    TIPOS • Vasos dearmazenamento e acumulação; • Torres de destilação fracionada, retificação, absorção etc; • Reatores diversos; • Esfera de armazenamento de gases; • Permutadores de calor; • Aquecedores; • Resfriadores; • Condensadores; • Refervedores; • Resfriadores a ar.
  • 4.
    CONDIÇÕES DISTINTAS • Armazenamentode gases sob pressão • - os gases são armazenados sob pressão para que se possa ter um grande peso num volume relativamente pequeno.
  • 5.
    CONDIÇÕES DISTINTAS • Acumulaçãointermediária de líquidos e gases • - isto ocorre em sistemas onde é necessária a armazenagem de líquidos ou gases entre etapas de um mesmo processo ou entre processos diversos.
  • 6.
    CONDIÇÕES DISTINTAS • PROCESSAMENTODE GASES E LÍQUIDOS. • - inúmeros processos de transformação em líquidos e gases precisam ser efetuados sob pressão.
  • 7.
    DIFERENCIAÇÃO • A diferenciaçãoentre vasos de pressão é determinada pela pressão e pela norma adequada ao serviço e são as seguintes: • 0 a 0,5 psig – API-650; • 0 a 15,0 psig – API-620; • 15,0 psig e vácuo – ASME, BS-5500, AD- Merkblater etc.
  • 8.
    O ASME possuitrês divisões a saber: Div. 1; Div. 2; Div. 3.
  • 9.
    As regras daDivisão 1 foram formuladas a partir de considerações de projeto e princípios de construção aplicáveis a vasos projetados para pressões não superiores a 3.000 psig e vasos sujeitos a pressão externa.
  • 10.
    A Divisão 1é dividida da seguinte forma: três subseções; 30 apêndices obrigatórios; 19 apêndices não obrigatórios.
  • 11.
    A Divisão 2se baseia em um projeto alternativo de vasos de pressão. Na Divisão 2 as regras são mais restritivas quanto ao tipo de material a ser utilizado, mas permiti-se a utilização de maiores valores de intensificação de tensões de projeto na faixa de temperaturas na qual o valor é limitado pelo limite de resistência ou escoamento:
  • 12.
    A utilização daDivisão 2 é admitida em um dos casos descritos à seguir: quando a espessura da parede do vaso exceder a 50 mm; Nos vasos projetados para pressões superiores a 212 Kgf/cm²; Nos casos de construção ou projetos especiais, no entender da PETROBRAS.
  • 13.
    Procedimentos mais precisosde cálculos são necessários; os procedimentos permissíveis de fabricação são especificamente delineados e mais completos métodos de inspeção e teste são exigidos.
  • 14.
    A Divisão 2é dividida da seguinte forma: 01 seção com 8 partes; 25 apêndices obrigatórios; 11 apêndices não obrigatórios.
  • 15.
    Diferenças entre asdivisões a) Espessura mínima de parede b) Análise de fadiga -A Div. 1 utiliza fórmulas de cálculo simplificadas baseadas na teoria da membrana; - A Div. 2 exige uma análise de todas as tensões atuantes em cada parte do vaso (apêndice 4). - A Div. 2 considera a possibilidade de falha por fadiga e fornece regras para esta análise (apêndice 5).
  • 16.
    Diferenças entre asdivisões c) Escolha dos materiais d) Processo de fabricação - A Div. 2 faz exigências adicionais para a certificação do material a ser utilizado na fabricação do equipamento (parte AM); É mais restrita na escolha de materiais, porém permite que sejam atingidas tensões admissíveis mais elevadas. - A Div. 2 exige requisitos adicionais referentes a procedimentos de soldagem, tratamento térmico etc (artigos AF-1 a AF-8).
  • 17.
    Diferenças entre asdivisões e) Inspeção e testes f) Geral - Embora os critérios de aceitação sejam os mesmos para as duas divisões, a Div. 2 não aceita as limitações de abrangência de exames não-destrutivos permitidas na Div. 1. Ex.: A Div. 2 não admite radiografia parcial (spot) em juntas soldadas. - A Div. 2 não limita a pressão máxima de operação, enquanto a Div. 1 a limita em 3.000 psi (212,0 Kgf/cm²).
  • 18.
    POSIÇÃO DA INSTALAÇÃO •Vertical; • Horizontal; • Inclinado.
  • 19.
    DEFINIÇÕES • PRESSÃO DEOPERAÇÃO • É a pressão no topo de um vaso de pressão em posição normal de operação, correspondente a uma determinada temperatura de operação. Ela não deve exceder a PMTA do vaso, sendo mantida abaixo da pressão de ajuste dos dispositivos de alívio de pressão do vaso.
  • 20.
    DEFINIÇÕES • TEMPERATURA DEOPERAÇÃO • É a temperatura da parede do vaso quando sujeito a pressão de operação. • Obs.: Quando num equipamento podemos delimitar zonas com diferentes temperaturas de operação, podemos estabelecer condições de projeto distintas para cada uma dessas zonas.
  • 21.
    DEFINIÇÕES • PRESSÃO DEPROJETO • É a pressão que será utilizada no dimensionamento do vaso, devendo ser considerada como atuando no topo do equipamento.
  • 22.
    DEFINIÇÕES • PRESSÃO DEPROJETO • O Código ASME, Seção VIII, estabelece que a pressão de projeto deverá ser determinada considerando-se a condição de pressão e temperatura mais severas que possam ocorrer em serviço normal.
  • 23.
    DEFINIÇÕES • PRESSÃO DEPROJETO • De acordo com os procedimentos adotados pela PETROBRAS, a pressão de projeto de um equipamento, associada a uma temperatura de projeto, será o maior dos seguintes valores. • - 1,1 PMO quando for utilizada válvula de alívio de pressão convencional ou balanceada. • - 1,05 PMO ou PMO + 0,36 Kgf/cm² quando for utilizada válvula de segurança operada por piloto. • - 1,5 Kgf/cm².
  • 24.
    DEFINIÇÕES • TEMPERATURA DEPROJETO • É a temperatura da parede do vaso correspondente a pressão de projeto. O Código ASME estabelece que esta temperatura não deverá ser menor que a temperatura média da superfície metálica nas condições normais de operação.
  • 25.
    DEFINIÇÕES • TEMPERATURA DEPROJETO • De acordo com o critério adotado pela PETROBRAS, a temperatura de projeto de um equipamento, associada a determinada pressão de projeto, será estabelecida do seguinte modo: • - Vasos operando entre 15ºC e 400ºC: TMO + 30ºC. • - Vasos operando acima de 400ºC: TMO. • - Vasos operando abaixo de 15ºC: TminO.
  • 26.
    DEFINIÇÕES • PRESSÃO MÁXIMAADMISSÍVEL DE TRABALHO • É a pressão máxima, no topo do vaso, em posição de operação normal, que acarreta no componente mais solicitado do equipamento, uma tensão igual a tensão admissível do material, na temperatura considerada, corrigida pelo valor da eficiência de exame radiográfico adotada no projeto do equipamento.
  • 27.
    DEFINIÇÕES • PRESSÃO MÁXIMAADMISSÍVEL DE TRABALHO • É calculada para a temperatura de projeto com o vaso na condição corroída.
  • 28.
    DEFINIÇÕES • PRESSÃO DEAJUSTE DO DISPOSITIVO DE ALÍVIO DE PRESSÃO • O Código ASME Seção VIII, Div. 1 aborda os requisitos para dispositivos de alívio de pressão, em sua parte UG, parágrafos UG-125 a UG-136 e em seu apêndice 11.
  • 29.
    EFICIÊNCIA DE JUNTAS •A tabela UW-12 fornece a eficiência de junta “E” a ser utilizada nas fórmulas de cálculo desta Divisão para juntas obtidas por soldagem. O valor de “E” depende apenas do Tipo de junta e grau de inspeção empregado.
  • 30.
  • 32.
    EFICIÊNCIA DE JUNTAS •O valor de “E” não superior ao fornecido pela coluna (a) da Tabela UW-12 deverá ser utilizado no projeto de juntas de topo totalmente radiografadas, exceto quando os requisitos de UW-11 (a)(5) não são cumpridos, quando se utiliza o valor da coluna (b) da Tabela UW-12.
  • 33.
    EFICIÊNCIA DE JUNTAS •Um valor de “E” não superior ao apresentado na coluna (b) da Tabela UW- 12 deve ser utilizado no dimensionamento de vasos baseado em exame radiográfico por pontos.
  • 34.
    EFICIÊNCIA DE JUNTAS •Um valor de “E” não superior ao apresentado na coluna (c) da Tabela UW- 12 deve ser utilizado no dimensionamento de vasos sem exame radiográfico.
  • 35.
    EFICIÊNCIA DE JUNTAS •Seções do casco ou tampos sem costura são considerados como tendo uma junta de categoria A, Tipo 1. Para efeito de cálculo, para a tensão circunferencial, o valor de E = 1,0 quando os requisitos de 11 (a)(5)(b) são atendidos, e E = 0,85 quando não o são.
  • 36.
    EFICIÊNCIA DE JUNTAS •No apêndice L, encontram-se vários diagramas de bloco orientado quanto ao tipo de exame radiográfico e valores de eficiência de juntas que podem ser adotadas no projeto de um vaso de pressão.
  • 39.
    A espessura deparede de um vaso de pressão, dimensionado de acordo com as regras estabelecidas pela Div. 1, deve ser tal que: a tensão máxima primária geral de membrana, resultante dos carregamentos a que está sujeito o equipamento;
  • 40.
    Espessura mínima éo valor determinado com as fórmulas constantes no código de projeto do vaso, considerando-se a pressão e temperatura de projeto, sem adicionar a sobre- espessura de corrosão.
  • 41.
    Sobre-Espessura de corrosão© é o valor determinado com base na corrosão prevista e na vida útil especificada no projeto do vaso.
  • 42.
    A norma PETROBRASindica os seguintes valores mínimos para a sobre-espessura de corrosão para as partes construídas em aço carbono ou baixa liga: Torres, vasos e permutadores em geral para serviços com hidrocarbonetos: C = 3,0 mm;
  • 43.
    Potes de acumulação(botas) para os vasos: C = 6,0 mm; Vasos em geral para vapor e ar: C = 1,5 mm; Vasos de armazenamento de gases liquefeitos de petróleo: C = 1,5 mm;
  • 44.
    Espessura de projeto: éa soma da espessura mínima e da sobre-espessura para corrosão. Independente do valor calculado para a espessura de projeto, em vasos de aço carbono e baixa liga.
  • 45.
    Espessura de projeto: aPETROBRAS admite como valor do casco e do tampo os seguintes valores: EP >= 4,8 mm; EP >= 2,5 + 0,001 Di + C; onde: Di = diâmetro interno em milímetros; C = sobre-espessura para corrosão em milímetros.
  • 46.
    Espessura de projeto: emvasos de aços inoxidáveis austeníticos e metais não ferrosos a espessura de projeto mínima de 2 mm.
  • 47.
    Durante sua operaçãonormal, não exceda os limites de tensão admissível do material do vaso e que, excetuando-se alguns casos especiais, os carregamentos aos quais o vaso esteja sujeito, não provoquem uma tensão primária de membrana, mais flexão, superior a 1,5 a tensão máxima admissível do material do vaso.
  • 52.
    ALÍVIO DE TENSÕESRESIDUAIS COM TRATAMENTO TÉRMICO • Consiste em aquecer uniformemente o equipamento de modo que o limite de escoamento do material fique reduzido a valores inferiores às tensões residuais. Nesta condição, as tensões residuais provocam deformações plásticas locais e diminuem de intensidade.
  • 53.
    ALÍVIO DE TENSÕESRESIDUAIS COM TRATAMENTO TÉRMICO • Os métodos podem ser divididos em: • - tratamentos realizados no interior de fornos; • - tratamento utilizando o vaso como forno; • - tratamento localizado.
  • 54.
    ALÍVIO DE TENSÕESRESIDUAIS COM TRATAMENTO TÉRMICO • Os principais efeitos do tratamento térmico de alívio de tensões em temperatura ou tempo acima dos especificados pelos códigos de construção, ou a repetição do tratamento várias vezes, mesmo dentro dos valores especificados são os seguintes: • - progressiva redução do limite de escoamento; • - aumento da temperatura crítica de transição, do comportamento dúctil para frágil (redução da tenacidade); • - redução da resistência a fluência para materiais que deverão operar acima de 400ºC, após o tratamento.
  • 55.
    ALÍVIO DE TENSÕESRESIDUAIS COM TRATAMENTO TÉRMICO • O parâmetro de Larson-Muller (LMP), permite expressar com um único valor, as características de um ciclo térmico considerando todas as variáveis. Este parâmetro está descrito a seguir:
  • 56.
    ALÍVIO DE TENSÕESRESIDUAIS COM TRATAMENTO TÉRMICO • LMP = T. (C + log t) .10-³ • Onde: LMP = parâmetro de Larson-Muller; • T = temperatura do tratamento térmico (ºK); • t = tempo equivalente de tratamento (horas), calculado pela expressão t = te + ta + tr; • te = tempo de encharque (horas); • ta = tempo de aquecimento (horas), calculado pela expressão: ta = T / [ 2,3.Ka.(C – log Ka)];
  • 57.
    ALÍVIO DE TENSÕESRESIDUAIS COM TRATAMENTO TÉRMICO • Ka = velocidade de aquecimento (ºK / hora); • C = constante, igual a 20 para os aços C e C- Mn; • tr = tempo de resfriamento (horas), calculado pela expressão tr = T / [ 2,3.Kr.(C – log Kr)]; • Kr = velocidade de resfriamento (ºK / hora); • C = constante, igual a 20 para os aços C e C- Mn;
  • 58.
    ALÍVIO DE TENSÕESRESIDUAIS COM TRATAMENTO TÉRMICO • Trabalhos técnicos recomendam que o valor de LMP seja sempre inferior a 19,5, mesmo após vários tratamentos sucessivos. • Conforme os requisitos dos códigos de construção, o limite de escoamento do material cai de 5 para 10% por tratamento realizado. • Obs.: é recomendável um máximo de três tratamentos nos equipamentos.
  • 59.
    ALÍVIO DE TENSÕESRESIDUAIS COM TRATAMENTO TÉRMICO • Conforme os requisitos dos códigos de construção, a temperatura de transição pode aumentar até 30ºC. Essa queda progressiva da tenacidade ao entalhe é explicada pela migração do carbono e das impurezas para os contornos de grãos ferrita.
  • 60.
    ALÍVIO DE TENSÕESRESIDUAIS COM TRATAMENTO TÉRMICO • Segue abaixo a relação dos benefícios mais importantes: • - Redução dos picos de tensão em cerca de 10 a 20% do seu valor residual; • - Promove a estabilidade dimensional da peça ou componentes; • - Elimina ou reduz a tendência a corrosão sob tensão do material; • - Reduz a dureza e restaura a ductilidade e a tenacidade da junta soldada;
  • 61.
    ALÍVIO DE TENSÕESRESIDUAIS COM TRATAMENTO TÉRMICO • Segue abaixo a relação dos benefícios mais importantes: • - Melhora a resistência à fratura frágil; • - Elimina o hidrogênio dissolvido na solda.
  • 62.
    ALÍVIO DE TENSÕESRESIDUAIS COM TRATAMENTO TÉRMICO • Segue abaixo a relação de alguns inconvenientes: • - Queda da resistência mecânica com a temperatura, pode ensejar a propagação de fissuras preexistentes; • - Relaxamento das tensões compressivas que impediam a propagação de trincas;
  • 63.
    ALÍVIO DE TENSÕESRESIDUAIS COM TRATAMENTO TÉRMICO • Segue abaixo a relação de alguns inconvenientes: • - Redução da tensão de escoamento e o aumento da temperatura crítica de transição dúctil/frágil, do material tratado termicamente, comparativamente ao metal base, sem solda; • - Risco de reação, do hidrogênio dissolvido, na estrutura do metal, com o carbono, gerando o gás metano com conseqüente fragilização do material.
  • 64.
    ALÍVIO DE TENSÕESRESIDUAIS COM TRATAMENTO TÉRMICO • Exigências do Código ASME para soldas novas em aço carbono: • - Espessuras maiores do que 38 mm; • - Espessuras maiores do que 31 mm a menos que se faça pré-aquecimento de 100ºC durante a soldagem; • - Qualquer espessura para vaso em serviço letal; • - Qualquer espessura para vaso em serviço à temperatura inferior a -45ºC.
  • 65.
    ALÍVIO DE TENSÕESRESIDUAIS COM TRATAMENTO TÉRMICO • Exigências do Código ASME para reparos em soldas em aço carbono: • - Qualquer profundidade de reparo para vasos em serviço letal; • - Qualquer profundidade de reparo para vasos em serviço à temperatura inferior a -45ºC; • - Qualquer profundidade de reparo em bocais com Ø inferior a 2” não precisam ser tratados, desde que sejam pré-aquecidos a 100ºC, durante a soldagem, não tenham: chanfro superior a 13 mm, altura de garganta superior a 13 mm e anel de reforço;
  • 66.
    ALÍVIO DE TENSÕESRESIDUAIS COM TRATAMENTO TÉRMICO • Exigências do Código ASME para reparos em soldas em aço carbono: • - As soldas com garganta inferior a 13 mm não precisam ser tratadas se utilizarem pré-aquecimento de 100ºC, durante a soldagem; • - Os revestimentos feitos com depósito de solda ou solda de fixação de lining’s não precisam ser tratados se pré-aquecidos a 100ºC, durante a soldagem;
  • 67.
    ALÍVIO DE TENSÕESRESIDUAIS COM TRATAMENTO TÉRMICO • Exigências do Código ASME para reparos em soldas em aço carbono: • - Pequenas restaurações da superfície devido a remoção dos dispositivos de soldagem não precisam ser tratados se não houver risco de contato com o produto a ser armazenado; • - Quando a profundidade total do reparo de qualquer junta soldada, que não se enquadram nos itens acima, exceder a 38 mm (soma das profundidades de reparos de cada lado da solda).